PlanetGeek
№ 01

Nova vaga de apps na Play Store a expor dados dos utilizadores


Dados pessoais de 100 milhões de utilizadores foram expostos por apps disponíveis na Google Play Store. 


Investigação da Check Point Research (CPR), área de Threat Intelligence da  Check Point® Software Technologies Ltd. , fornecedor líder global de soluções de cibersegurança, revela que mais de 100 milhões de utilizadores tiveram os seus dados expostos por programadores de aplicações móveis.

 

Depois de examinar 23 aplicações móveis para Android disponíveis na Google Play Store, a CPR viu inúmeros programadores de aplicações a utilizarem indevidamente serviços cloud de terceiros, tais como bases de dados em tempo real, gestores de notificações e armazenamento cloud. A utilização indevida resultou na exposição de dados não só dos próprios programadores, como dos utilizadores das apps. Entre as informações expostas incluíam-se e-mails, mensagens de chat, localização, palavras-passe, fotografias, entre outros.

 

Má configuração de bases de dados em tempo-real

Uma base de dados em tempo-real está em constante funcionamento e atualização, ao contrário da informação que é, por exemplo, armazenada num disco. Os programadores de aplicações dependem de bases de dados em tempo-real para armazenar dados na cloud. A CPR conseguiu aceder com sucesso a informações sensíveis de bases de dados em tempo-real de 13 aplicações para Android, com 10 000 a 10 milhões de downloads. Se um agente malicioso obtivesse acesso aos mesmos dados extraídos pela CPR, poderia levar a cabo uma série de ataques, como fraude, roubo de identidade ou o chamado service-swipe, tática em que se procura aceder a outras plataformas com os dados obtidos para um serviço.

 

Três exemplos de aplicações vulneráveis encontradas na Google Play Store:

 

Nome da App

Descrição

Dados extraídos

Nº de Downloads

Astro Guru

App de astrologia, horóscopo e leitura de mãos

Nome, data de nascimento, género, localização, e-mail e detalhes de pagamento

10 milhões

T’Leva

App de táxis

Registo de mensagens entre condutores e passageiros, bem como os nomes completos dos utilizadores, números de telefone e as localizações de viagem (de partida e destino)

50,000

Logo Maker

Design gráfico grátis e templates de logotipos

E-mail, palavra-passe, nome de utilizador, ID de utilizador

10 milhões

 

Chaves de serviços de notificações push integradas nas apps

Os programadores precisam de enviar notificações push para interagir com os utilizadores. A maioria dos serviços de notificações push requer uma chave para reconhecer a identidade do remetente do pedido. A CPR encontrou estas chaves incorporadas em várias aplicações. Apesar das informações dos serviços de notificações push não serem sempre sensíveis, a possibilidade de enviar notificações em nome do programador é mais do que suficiente para atrair agentes maliciosos.

 

Chaves de armazenamento Cloud integradas nas apps

O armazenamento Cloud em aplicações móveis é uma solução simples para aceder a ficheiros partilhados tanto pelo programador, como pela aplicação instalada. A CPR encontrou aplicações na Google Play cujas chaves de encriptação da Cloud foram expostas. Abaixo, dois exemplos:

 

Nome da App

Descrição

Dados extraídos

Nº de Downloads

Screen Recorder 

Utilizada para gravar o ecrã do dispositivo e guardar as gravações num serviço Cloud

Acesso às gravações guardadas

+ de 10 milhões

iFax

Envia e recebe faxes através do telefone gratuitamente

Transmissões de fax armazenadas

500,000

 

A maioria das apps que analisámos ainda estão a expor dados neste momento. Em última análise, as vítimas tornam-se especialmente vulneráveis a roubos de identidade, phishing e vários outros vetores de ataque. A última investigação da Check Point revela uma realidade preocupante, onde os programadores das aplicações colocam em risco não só os seus dados, mas os dos próprios utilizadores,” começa por dizer Aviran Hazum, Manager of Mobile Research da Check Point SoftwarePor não terem seguido as melhores práticas aquando da configuração e integração de serviços cloud terceiros nas suas aplicações, dezenas de milhões de dados de utilizadores privados foram expostos. Esperamos que a nossa investigação incentive a comunidade de programadores a ser extra cuidadosa com a forma como usam e configuram este tipo de serviços. Para resolver o problema, os programadores têm agora de passar a limpo as suas aplicações à procura das vulnerabilidades que demos a conhecer.”

 

A CPR contactou a Google e cada um dos programadores responsáveis pelas aplicações antes da divulgação da presente investigação e uma das aplicações alterou as suas configurações. Para mitigar os riscos descritos, a CPR recomenda a instalação de uma solução móvel de defesa que consiga detetar e responder a uma variedade de ataques diferentes, fornecendo, ao mesmo tempo, uma experiência de utilização simples e acessível.

  
№ 02

TSMC arranca produção do A15 para iPhone 13

O chip A15 para a próxima geração de iPhones 13 já começou a ser produzido pela TSMC usando o seu processo de 5nm.

Múltiplos sectores industriais têm estado a enfrentar um grave problema de falta de chips, mas no caso da Apple e do iPhones, o novo chip A15 não será um deles (não invalidando que a Apple possa ter problemas a arranjar outros componentes). O A15 será produzido pela TSMC e vai manter o processo de fabrico de 5nm já utilizado no A14 - o que já era esperado, considerando que o seu processo de 3nm só deverá estar apto para produção em volume no próximo ano.

Mantendo o mesmo processo de 5nm, as melhorias face ao A14 não deverão ser impressionantes, sendo provável que nesta geração a Apple se tenha preocupado em aumentar a eficiência e reduzir os consumos, tanto a nível do 5G como da aguardada transição para um ecrã de 120Hz - que terá ficado ausente dos iPhone 12 precisamente por causa dos consumos.

A chegada dos 120Hz aos iPhones permitirá equilibrar o campo face aos smartphones Android, onde muitos modelos (incluindo modelos de gama económica) já oferecem ecrãs de 120Hz ou 90Hz. Uma chegada que se pode considerar que vem atrasada, considerando que a Apple há muito que aderiu aos ecrãs de 120Hz nos iPad Pro, e estará bem consciente das suas vantagens.

Por isso, os iPhone 13 deste ano terão como principal melhoria o ecrã (a 120Hz), mas novo salto nas melhorias internas só deverão chegar no próximo ano, com salto para os chips de 3nm, seguido nos anos seguintes pela transição para chips 5G da própria Apple.

№ 03

Gmail ganha gravação de fotos para o Google Photos

Transferir fotos recebidas no Gmail para o Google Photos vai passar a ser possível com um único clique.

Foi preciso o Google Photos perder o espaço ilimitado gratuito para a Google se decidir a facilitar a transferência de fotos do Gmail para lá. O Gmail há muito que conta com uma opção para gravar as imagens para o Google Drive, a par da opção de descarregar a foto; e agora vai passar a contar também com um botão adicional que permite gravar uma foto em anexo para o Google Photos.
A alteração será extremamente útil para quem costuma receber muitas fotos por email, evitando a ridícula rotina de ter que descarregar as fotos primeiro para logo de seguida fazer o seu upload para o Google Photos.

A funcionalidade deverá chegar a todos os utilizadores do Gmail ao longo das próximas semanas, mas estranhamente, por agora será aplicada apenas a imagens JPEG, deixando de fora outros tipos de mensagens, como PNGs, GIFs e ficheiros de vídeo.

№ 04

How to Have a WordPress Taxonomies Plugin to Classify New Types of Posts

By Manuel Lemos
WordPress is a popular content management system that can be extended with plugins.

Creating new custom types and taxonomies to classify the posts in WordPress are some of the possibilities that can be implemented using plugins.

This package makes it easier to create new plugins that implement new custom types and taxonomies and provide API calls to manage them using external applications.
№ 05

Windows 10 vai tornar realidade o "ano do Linux" nos desktops

Existe uma piada recorrente entre os entusiastas do Linux de que, "este ano" é que vai ser "o ano" em que o Linux passará a ser popular nos desktops - o que ninguém arriscaria prever, é que isso pode muito bem estar a tornar-se realidade com a ajuda do Windows 10.

A aproximação da Microsoft ao Linux tem feito o "inferno congelar" por diversas vezes, tendo resultado na integração de um subsistema Linux no Windows 10 que permite executar todo o tipo de programas Linux no sistema operativo da Microsoft. O problema é que, até recentemente, apenas era possível executar programas em linha de comandos - coisa que agora está a ser resolvido, possibilitando a execução de programas linux com interface gráfico no Windows 10.

É uma capacidade que a Microsoft vai lançar oficialmente para todos os Windows 10 na próxima actualização e que, para todos os efeitos, poderá dar início a uma era em que se acaba com a distinção entre Windows e Linux, já que se poderá correr apps Linux em Windows 10 de forma simples e acessível para qualquer utilizador (sendo que o contrário há muito que era possível, recorrendo a máquinas virtuais ou ao WINE).

Será fácil ver esta medida como sendo uma ofensiva contra o Linux, procurando torná-lo "desnecessário". Mas, será também possível ver isto como uma forma de promover ainda mais o Linux, fomentando a criação e melhoramento de apps Linux sabendo-se que agora poderão chegar a muitos mais milhões de utilizadores, que não terão que ficar divididos entre abandonar o Windows e ter que instalar um novo sistema operativo. Quem sabe, até pode ser que venham a ficar surpreendidos com aquilo que descobrem ao ponto de acharem que se justifica darem uma oportunidade a uma das distro Linux.

O ano do Linux pode estar a chegar - a única coisa é que ninguém imaginaria que tal viesse a ser possível por intermédio do Windows 10 da Microsoft.

№ 06

AutoVoice 4.0 amplia automações da Alexa com o Tasker

A chegada do AutoVoice 4.0 permite ampliar drasticamente as capacidades de automação por voz, em combinação com o Tasker e Alexa, e sem que sequer seja necessário ter um Echo em casa.

Apesar das aventuras e desventuras do AutoVoice na PlayStore, este continua a ser um dos módulos indispensáveis para quem deseja criar os seus próprios comandos de voz, em combinação com as infinitas possibilidades do Tasker. Com a mais recente versão do AutoVoice, abre-se todo um mundo de possibilidades para quem tenha dispositivos inteligentes interligados com a Alexa da Amazon.

A grande vantagem é que este sistema permite criar automações muito mais complexas do que as que seriam possíveis através da Alexa, como por exemplo, fechar a porta de casa apenas se se sair de casa e não estiver mais ninguém no seu interior; ou lembrar que está na hora de fazer exercício se for um dia da semana, se estiver em casa, e com o PC de trabalho ligado, arrancando automaticamente uma playlist no Spotify e ligando o esquentador da água durante 45 minutos, para se ter água quente após o treino.

A única parte que ainda falta melhorar é que, por agora, configurar e dar uso a estas capacidades ainda é um pouco complicado, mas também temos um vídeo adicional que explica todo o processo.





№ 07

Windows e Office em saldo desde €8

Há mais uma campanha de saldos do Windows e Office, mesmo à medida para quem trabalha a partir de casa, com o Office desde 21 euros e Windows 10 Pro a 8 euros.

O site GoDeal24.com está a levar a cabo nova campanha de descontos que tornam bastante mais acessíveis os diversos Windows e Office, tanto em separado como em bundles conjuntos, ou ainda na compra de duas chaves. Esta loja online disponibiliza não só licenças para estes produtos, como também jogos nas plataformas Steam, Origin, Uplay e Epic.

Temos os Windows 10 com desconto de 45% usando-se o código SGO45.
E também os bundles Windows+Office e outros com desconto de 60% usando o código SGO60.Bastará introduzir o código de desconto no campo respectivo quando estiverem no ecrã de validação dos produtos a comprar.


O pagamento pode ser feito com PayPal - que aparece ao se escolher a opção de pagamento cwalletco - para total segurança, e conta com assistência permanente através do endereço de email [email protected].

№ 08

Notícias do dia

Novo tarifário da Iliad oferece 120GB de dados por €9.99; Tesla abandona radares e aposta exclusivamente nas câmaras "Tesla Vision"; a idiotice dos emails de notificação do LinkedIn; USB-C reforça carregamentos de 100W para 240W; análise aos earphones Huawei FreeBuds 4i; e Tesla apanhada a testar LIDARs num Model Y.

Antes de passarmos às notícias, já temos novo passatempo gadget da semana, que desta vez te pode valer um carregador Anker Power Port PD com 2 fichas USB.

Facebook e Instagram vão deixar esconder nº de likes

Depois de terem viciado várias gerações no "número de likes", o Facebook tenta redimir-se desse fenómeno, dando aos utilizadores a opção de esconderem o número de likes e de visualizações nas suas publicações no Facebook e no Instagram.

O número de likes tem sido usado como "medida de sucesso", muitas vezes acabando por resultar em comportamento abusivos que afectam psicologicamente tanto que publica coisas como quem vê/comenta, como os casos em que as pessoas se sentem pressionadas a clicar no like só porque determinado conteúdo já tem muitos likes, ou de não o fazer porque certos "amigos" também não o fizeram. Esconder o número de likes poderá libertá-los desse tipo de pressão e ansiedade, permitindo que cada um faça like como muito bem entender, sem se preocupar com o que outros pensam de si.


Amazon compra MGM

A Amazon vai comprar a MGM por 8.45 mil milhões de dólares, numa das suas maiores aquisições de sempre, e que servirá para reforçar a sua posição face à Netflix e Disney nos serviços de streaming, ganhando instantaneamente um catálogo com mais de 4 mil filmes e milhares de horas de conteúdos televisivos.

São boas notícias para os clientes do serviço Amazon Prime Video, mas que também servem como sinal de alerta para a falta de diversidade e concorrência, já que todos os estúdios de produção se arriscam a ser arrecadados por um dos gigantes do streaming ou gigantes tecnológicos, acabando por resultar num novo monopólio (se bem que, Hollywood sempre foi, de certa forma, um antro de monopólios com os grandes estúdios a dominarem o sector).

A MGM detém um vasto espólio, que inclui títulos como os filmes do James Bond 007, Poltergeist, Robocop, Rocky, Silence of the Lambs, Stargate, Thelma & Louise, Tomb Raider, Basic Instinct, The Thomas Crown Affair, e muitos outros.


Xiaomi aumenta 260%

A Xiaomi continua a tirar partido do "desaparecimento" da Huawei, anunciando um aumento de vendas de 260% para o primeiro trimestre face ao ano anterior, superando as expectativas. Recorde-se que a Xiaomi conseguiu vencer nos tribunais e impedir que os EUA a classificassem como empresa associada aos serviços militares chineses, o que seria acompanhado de uma série de restrições.

Com 50 milhões de smartphones vendidos neste trimestre, as coisas ficam bem encaminhadas para o seu objectivo de vender 200 milhões de equipamentos este ano.


Android 12 simplifica design dos emoji

A Google vai aproveitar o novo Android 12 para fazer nova remodelação dos seus emoji, desta vez voltando a apostar num design simplificado, facilitando a sua identificação quando são usados em tamanhos mais pequenos.

Muitos deles passam a ter também um design e cores mais aproximadas dos emoji utilizados pela Apple no iOS e pela Samsung nos seus Android, contribuindo para uma maior consistência na sua utilização entre plataformas e evitando aquelas situações em que o emoji enviado por alguém não corresponde ao que o destinatário está a ver.


Curtas do dia


Resumo da madrugada



Curiosidade do dia: O primeiro carro da Tesla foi o Roadster, lançado em 2008 e, na altura, com uma autonomia impressionante de 394 km (que ainda hoje é bastante respeitável). O mais recente Model S Plaid+ (2021) tem uma autonomia anunciada de 837 km.

№ 09

MIUI 12.5 já disponível para o Mi11 na Europa

Os possuidores dos mais recentes Xiaomi Mi 11 na Europa já vão ter acesso ao MIUI 12.5 mais recente, com várias melhorias. 

O MIUI 12.5.1 (12.5.1.0.RKBEUXM) já está a ser distribuído em versão estável na Europa, após ter sido oficialmente revelado em Fevereiro e ter sido lançado no China no mês passado. A melhor parte é que esta actualização promete melhorias substanciais na velocidade, dizendo que passa a ter resposta instantânea aos gestos, e de contar com "20x melhor potência de rendering" (seja lá o que isso for), com optimizações a nível de sistema que resultarão num smartphone que será mais rápido de utilizar e com melhor autonomia.

A actualização chega também com melhorias para algumas apps. A app Notes do sistema passa a contar com novas ferramentas para desenhar, gesto de atalho para criar apontamentos e tarefas, layouts dinâmicos, e mind maps de maior complexidade. 

A actualização ocupa cerca de 660MB e, como é habitual, está a ser distribuída de forma faseada, pelo que poderá demorar vários dias até que chegue a todos os Mi 11 na Europa.

№ 10

Análise aos Huawei FreeBuds 4i


Os Freebuds 4i dão continuidade à aposta da Huawei no segmento áudio de baixo custo, com o cancelamento de ruído a continuar a ser um elemento em destaque nestes earphones.

Unboxing


Ao levantar a tampa da caixa, deparamo-nos com a caixa de transporte dos auriculares.


Por baixo desta, os acessórios e documentação de referência.


O produto não é acompanhado de um carregador, apenas é disponibilizado um cabo USB-C. Visto não ser compatível com o sistema de carregamento sem fios, terão de recorrer a um dos muitos carregadores que por certo terão em casa. 


Os FreeBuds 4i



O design foi revisto, com a caixa e os auriculares a apresentarem linhas diferentes face ao que a marca apresentou nos Freebuds 3i. A caixa, que tinha um formato "eclair", passou para uma pequena "panqueca", muito à imagem dos Freebuds Pro.


Na frente, o logótipo da marca e um led de estado.


A porta USB-C está localizada na base.


Na lateral direita, o botão para activar o modo de sincronização.


Em utilização


 Esta posição só é possível se utilizado um objecto para bloquear a tampa

Para aceder aos auriculares, é necessário levantar a tampa da caixa. Na primeira utilização, este movimento vai activar o modo de sincronização, se bem que apenas para os smartphones e tablets da Huawei, com os restantes a ficarem dependentes da pressão do botão lateral, algo que também será necessário para sincronizações posteriores à primeira, isto independentemente da marca do equipamento. De referir que é possível utilizar os auriculares num iPhone ou iPad, se bem que o consumidor não terá a possibilidade de utilizar a app Ai Life para configurar e actualizar os auriculares.

Durante a sincronização, assim como aquando da instalação de updates de firmware, é necessário manter a tampa aberta, algo simples de conseguir se mantiverem a caixa na mão, mas o mesmo não acontece se a pousarem sobre uma superfície. Se o fizerem, a tampa vai automaticamente fechar-se, terminando abruptamente o processo em curso, pelo que ou arranjam um apoio de antemão, ou ficam com a caixa na mão até finalizar o update/sincronização, situação nada cómoda e que por certo será revista num novo modelo.


Os auriculares apresentam-se instalados na vertical, havendo mais uma vez lugar a um posicionamento pouco cómodo, sobretudo quando se tira o auricular do ouvido e se coloca o mesmo na caixa, havendo que proceder a uma rotação, para que o auricular possa ser posicionada na cavidade prevista para o efeito. O processo inverso também pouco prático, havendo que pressionar o copo e a haste em simultâneo, para depois puxar o auricular para fora da caixa.



O carregamento dos FreeBuds 4i é feito através da caixa, a qual possui uma bateria interna com 215 mAh. Cada auricular tem uma bateria com 55 mAh, pelo que com a caixa conseguirão cerca duas cargas completas dos auriculares. 

Segundo a Huawei, uma carga completa será suficiente para 10 horas de reprodução de música ou 6,5 horas de chamadas de voz. Estes valores baixam para 7,5/5,5 horas, caso seja utilizado o cancelamento de ruído activo. 

Nos testes que efectuámos, com o cancelamento de ruído activado, os auriculares apresentaram uma autonomia próxima das 6 horas, um pouco abaixo dos valores anunciados pela marca


Em termos sonoros (Huawei Mate 20 pro), os FreeBuds 4i surgem com fortes agudos, demasiado até, acabando por ofuscar os tons mais graves. Curiosamente, esta situação surge mais amenizada, quando utilizado um iPhone X para reproduzir o som, que acaba por sair com tons mais equilibrados. De referir ainda um aumento da potência, com o som a sair mais forte que no modelo anterior.

O cancelamento de ruído activo apresenta mais uma vez níveis de desempenho bastante modestos, se bem que se nota uma ligeira evolução face aos FreeBuds 3i. Não sendo suficiente para anular o ruído exterior, consegue abafar o som dos transportes, tornando as viagens mais agradáveis. Resumindo, mais eficientes, mas ainda na zona da atenuação de ruído, ficando distante daquilo que os FreeBuds Pro conseguem fazer neste campo. 


A aplicação AI Life continua a ser o centro de comando dos auriculares, reconhecendo os mesmos para emparelhamento, permitindo posteriormente efectuar a sua configuração e gestão de actualização do firmware. 

Tal como já referido em análises anteriores, a aplicação permite configurar o tipo de cancelamento de ruído (ou desactivar o mesmo), activar a detecção da orelha para o controlo automático da reprodução de conteúdos (iniciar/parar) e configurar os gestos, sendo que apenas estão disponíveis dois tipos de movimento: duplo toque e o tocar, mantendo a pressão.


As acções disponíveis para o duplo toque estão limitadas ao iniciar/parar a reprodução, avançar ou retroceder na lista de conteúdos ou invocar o assistente de voz, caso o mesmo esteja disponível. Tendo em conta que é possível controlar a reprodução de forma automática, com a detecção da posição de instalação, a selecção da faixa pode ser a opção mais conveniente.

O toque mantendo a pressão serve apenas para controlar o cancelamento de ruído, não havendo outras opções disponíveis, o que mais uma vez acaba por limitar o número de opções disponíveis para o utilizador, nomeadamente o controlo do volume, que continua ausente.


Apreciação final


Em termos globais, os FreeBuds 4i são uma evolução do modelo anterior, ficando no entanto a ideia que a Huawei poderia ter ido mais longe com o lançamento deste produto. Não que os FreeBuds 4i não sejam uma opção muito interessante para o segmento de preço onde se inserem, apenas ficam arestas por limar (posicionamento da caixa, nível dos agudos, controlo por gestos) que impedem que o produto atinja níveis de excelência.

Com um preço oficial de €99,90 (mas podendo ser encontrados por €76 na Amazon), os FreeBuds 4i são uma opção a ter em conta por quem procura uns auriculares bluetooth com cancelamento de ruído a preço simpático, sendo por isso merecedores de um sustentado "QUENTE".


Huawei FreeBuds 4i
Quente



Prós
  • Dimensões/peso
  • Caixa para para carregamento/transporte
  • Qualidade de construção
Contras
  • Agudos demasiado fortes
  • Posicionamento na caixa
  • Controlo por gestos limitado

Huawei FreeBuds 4i

Quente (4/5)
№ 11

Iliad com 120GB de dados por €9.99

A Iliad está a celebrar o seu 3º aniversário melhorando os tarifários em Itália, agora com a oferta de 120GB por apenas 9.99 euros.

Enquanto por cá nos vamos contentando com 20GB por 10 euros (apenas em 3G) e criticando os tarifários pseudo-económicos de certos operadores nacionais, importará manter em perspectiva aquilo que é oferecido noutros países europeus. Em Itália, a Iliad, que já tinha um tarifário de 100GB por 9.99 euros, aproveitou o seu aniversário para aumentar os limites sem aumentar os preços.

Agora, os clientes Iliad poderão usufruir de um tarifário com chamadas e SMS ilimitados, e 120GB de dados, em 5G, por apenas 9.99 euros.
Quem achar demasiado caro, poderá optar pela modalidade mais económica, com chamadas e SMS ilimitados, e "apenas" 80GB por 7.99 euros. E não esquecer que se está a falar de tarifários permanentes, para sempre, e não de planos promocionais que ao fim de alguns meses sobem de preço, como por cá os nossos operadores também muito gostam de fazer.

Também interessante, e em contraste com os ridículos planos em que os nossos operadores nos impingem coisas do tipo 100 minutos de voz *OU* 100 SMS, a Iliad também disponibiliza um tarifários apenas com voz e SMS ilimitados, para quem não tiver interesse em ter dados móveis. O preço? A fantástica exorbitância de 4.99 euros por mês.

... Valores a ter em conta da próxima vez que os nossos operadores nos apresentarem tarifários de "tuta e meia"...

№ 12

Ele tinha uma quinta na América

Foi o grande filme da colheita mais recente dos Óscares e é dos que merecem ser descobertos numa sala de cinema por estes dias. Olhar sobre o sonho americano a partir da história de uma família de origem sul-coreana, "MINARI" faz com que a simplicidade pareça fácil enquanto aponta Lee Isaac Chung como um realizador a fixar.

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Norte-americano de ascendência sul-coreana, Lee Isaac Chung está longe de ser um novato atrás das câmaras, como o comprova um currículo que tinha até aqui três longas de ficção, além de outras três curtas e um documentário. Mas muitos só terão ficado a conhecê-lo com o seu drama mais recente, uma das pequenas grandes surpresas da última temporada de prémios. Antes de chegar aos Óscares, onde conseguiu seis nomeações (incluindo a de Melhor Filme) e venceu na categoria de Melhor Actriz Secundária, "MINARI" começou por causar sensação logo na estreia, no Festival de Sundance, do qual saiu com o Grande Prémio do Júri e o Prémio do Público, louvores que chamaram atenções e encorajaram um percurso que manteve os aplausos.

"Labour of love" parcialmente baseado na vida pessoal do realizador durante a infância, passada numa zona rural dos EUA, este drama com pinceladas fortes (e nada forçadas) de comédia até pode parecer, à partida, mais um exemplo de cinema indie agridoce - e algum até tem feito escola em Sundance -, mas Chung vai moldando um retrato com uma voz própria ao abraçar a simplicidade sem cair em simplismos.

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Sim, esta é (mais) uma história de uma família  a querer singrar na América - no caso a mudar-se de uma grande cidade californiana para uma pequena localidade no Arkansas, nos anos 80 -, só que a inevitável luta contra a adversidade e a ode à resiliência fazem-se com uma harmonia emocional que lembra alguns filmes dos japoneses Hirokazu Koreeda e Yasujirō Ozu ("Tokyo Story" é uma das influências assumidas, aliás) e com uma candura e sentido de deslumbramento à altura de algumas animações dos também nipónicos estúdios Ghibli.

Caloroso sem nunca se aproximar do meloso, perspicaz e lúcido sem acusar qualquer cinismo, capaz de apontar as ilusões da "terra das oportunidades" ou o embate com a diferença sem cair no anti-americanismo primário ou no realismo social sisudo, "MINARI" diz muito sem precisar de gritar para se fazer ouvir. E isso é um bálsamo entre filmes norte-americanos desta e de outras temporadas de prémios que parecem apostar quase todas as fichas na mensagem política, racial ou social, muitas vezes repetida e sublinhada.

"MINARI" é, antes de mais, um estudo de personagens, e bastante conseguido tanto nos dilemas do casal protagonista (entre o risco abraçado pelo pai e a postura cautelosa da mãe quanto à quinta em que vivem) como no olhar do filho que guia parte da narrativa - o retrato da infância é dos mais expressivos do filme, muito por culpa do pequeno Alan S. Kim, talvez a grande descoberta do elenco.

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A relação da criança com a avó, além de ser um dos alicerces dramáticos, permitiu que Yuh-Jung Youn fosse uma das surpresas dos Óscares deste ano. E pode dizer-se que a estatueta de Melhor Actriz Secundária foi bem entregue: a veterana sul-coreana convence na pele de matriarca destravada e nada formatada, como o neto não se cansa de salientar numa disputa diária, e a sua entrada em cena traz um abanão considerável à dinâmica do clã.

Mas a preponderância crescente da avó parece tirar algum tempo de antena à neta, que acaba por não ter um arco próprio, ao contrário dos outros elementos da família. Esse será, de resto, o único deslize de um drama que triunfa em várias frentes, do elenco sem reparos que conta ainda com um óptimo Steven Yeun (a confirmar uma carreira em alta depois da saída de "The Walking Dead") à delicadeza e sensibilidade da câmara de Chung (agraciada pela fotografia resplandecente de Lachlan Milne) ou à música de Emile Mosseri (emotiva, mas utilizada com conta, peso e medida). Um dos filmes do ano, mesmo que 2021 ainda não tenha chegado a meio...

4/5

№ 13

A idiotice dos emails de notificação do LinkedIn

É incrível ver como algumas empresas tecnológicas parecem ser propositadamente retrógradas sem qualquer sentido, e um desses casos acontece com os emails idiotas de aviso de mensagens do LinkedIn.

Regularmente, sou confrontado com emails do LinkedIn que parecem ter perdido toda a vergonha e que optaram por seguira a táctica do Facebook - a empresa que será mais conhecida por seguir estas tácticas e que já chegou ao cúmulo de apresentar notificações a dizer: "tem uma mensagem" em vez de mostrar logo a mensagem. Neste caso, a situação acaba por ser ainda mais ridícula pois o LinkedIn opta por fazer algo idêntico com os emails, um meio que seria o ideal para ler uma mensagem, e no qual não se pode argumentar que não existe espaço suficiente para apresentar uma mensagem, ou até para incluir uma imagem, ou qualquer outro tipo de anexo, se fosse caso disso.

Sim, na ânsia de puxar os utilizadores para o serviço, o LinkedIn envia emails ridículos a dizer "tem uma mensagem da pessoa X - clique aqui para ver o que é", em vez de colocar a mensagem directamente no email.

Uma táctica que me parece ser claramente abusiva, e sem qualquer sentido - já que obteria praticamente um efeito idêntico ao mostrar a mensagem, trocando o botão de "ver" por um botão de "responder", que continuaria a levar o utilizador para o site. E isto por já nem sequer estar a pedir que fosse possível responder directamente a partir do email, como seria o ideal para um serviço que realmente respeitasse os seus utilizadores.

O resultado - no meu caso - é simples: desactivar estes "preciosos" e "úteis" avisos por email, e pedir às pessoas que me enviem email directamente, evitando estes intermediários, contribuindo cada vez menos para a respectiva plataforma. Espero não ser o único a fazê-lo; e se algum dia o LinkedIn e outros decidirem mudar de táctica... já será tarde.

№ 14

USB-C reforça carregamentos de 100W para 240W

O standard USB-C Power Delivery foi actualizado, passando de um máximo de 100W para 240W, permitindo o carregamento de portáteis mais gastadores.

Poder carregar um portátil através de um cabo USB-C veio reforçar a conveniência e contribuir para a uniformização dos carregadores, mas o limite de 100W significava que muitos portáteis de maior potência ficavam de fora deste objectivo e a precisar dos seus carregadores proprietários. Com a Revision 2.1, o USB-C passa a contar com o "Extended Power Range" que passa a possibilitar o carregamento a 240W (48V a 5A), desde que se usem cabos adequados e certificados.

Esta questão é extremamente importante, pois actualmente já enfrentamos situações em que os cabos nem sempre funcionam da forma devida em conjunto com o carregador, ou com o equipamento a carregar, fazendo com que os supostos 100W (ou 80W, ou 60W) não sejam atingidos, ficando-se por uma fracção do que seria pretendido. Com este Extended Power Range, será seguro assumir que, pelo menos durante uma fase inicial, a confusão seja ainda maior, e que a única forma segura de atingir estas potências seja utilizando o carregador e cabo fornecido de fábrica com o equipamento.

De qualquer forma, é sempre uma notícia positiva, e que a longo prazo irá contribuir para que o USB-C se torne na ficha "universal" que há muito se espera.

№ 15

Xiaomi Mi True Wireless Earphones 2 a €35

Quem for fã dos auriculares bluetooth de tamanho diminuto já podem apanhar os Xiaomi Mi True Wireless Earphones 2 a preço mais interessante.

A tendência da remoção das fichas tradicionais de 3.5mm tem obrigado cada vez mais utilizadores a trocar os seus headphones e earphones com cabo por versões Bluetooth. Embora a oferta nesta área tenha tido um crescimento explosivo nos últimos anos graças a isto, há também a constatação de que há uma enorme variedade em termos de qualidade - a todos os níveis - mesmo entre produtos na mesma gama de preços. Mas, mais uma vez, a Xiaomi vem dar uma ajuda, e tem uns earphones Bluetooth de luxo.
Os Mi True Wireless Earphones 2 estão disponíveis por apenas 35 euros na Amazon Espanha.

Embora contem com TWS para funcionarem em stereo verdadeiro, é também possível utilizar cada um dos auriculares de forma independente. Ou seja, podem usar ambos para ouvir música, mas podem usar apenas um se o objectivo por fazer chamadas telefónicas.

Também como é habitual neste tipo de produtos, a sua caixa de transporte tem uma bateria interna e permite recarregá-los sempre que lá são colocados. Desta forma, a sua autonomia pode ser expandida repetidamente para se aguentar até durante os dias mais exigentes. Contam também com sensores para detectarem quando são colocados ou retirados dos ouvidos, fazendo pausa na música automaticamente. Considerando o seu preço, será difícil encontrar alternativas com qualidade idêntica nesta gama.


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№ 16

Smartphone como auxiliar para procurar emprego



Como fazer do smartphone uma ferramenta para pesquisar um novo trabalho.

 Jogos, entretenimento, música, socialização e pesquisas sobre todo o tipo de assunto, são tudo funcionalidades que qualquer um usa num smartphone. Tendo em conta que um telemóvel está muito presente nas nossas vidas, porque não usá-lo para benefício próprio? Assim, também o uso de um telemóvel para procurar um novo trabalho é uma ideia inteligente que oferece inúmeras vantagens como a possibilidade de consultar ofertas em qualquer altura e em qualquer lugar, prosseguir com uma pesquisa mais discreta mantendo uma resposta mais imediata, a possibilidade de comparar muitas ofertas num curto espaço de tempo mantendo o uso de filtros diversos.
Por tudo isto, a WIKO, empresa europeia de smartphones, dá-te algumas dicas de como utilizares o teu smartphone para procurar emprego.
 
1. Instala as aplicações certas
Existem muitas aplicações de procura de emprego, mas muitas delas têm processos demorados ou demasiado burocráticos e enfadonhos. Algumas dedicam-se a seleção de cargos de topo, como apps de headhunters, outras são especializadas em áreas especificas como as de tecnologias de informação; umas trabalham com os ainda tradicionais CV, outras com os perfis do Linkedin. Por isso, convém saber quais as melhores aplicações para procurar o emprego que, no momento atual correspondam e respondam ao que procuras. Podes descarregar aplicações que te ajudam a pesquisa empregos por palavra-chave, área específica e, ou localização. Destas destacamos as redes sociais profissionais, que também são app de pesquisa de emprego, usadas por candidatos, mas também, pelos recrutadores e que se revelam uma ajuda importante nesta procura de trabalho porque adaptam as ofertas ao teu perfil e ao que procuras.
 
2. No caminho certo
A procura de emprego muitas vezes, como é referido no tópico anterior, é feita através de processos complicados e há certos aspetos que não te podes esquecer de apresentar quando efetivas a candidatura, como o teu CV e a carta de apresentação. A partir do smartphone,  podes facilmente descarregar e anexar a tua documentação, desde que guardada na cloud, para que na hora de submeter a candidatura, não te falte nada, e poderes estar entre os primeiros candidatos.
 
3. Ativa os alarmes
Depois de descarregares as aplicações mais adequadas para ti, na procura de um emprego, a partir do teu smartphone podes ativar as notificações dessa aplicação ou site para que, quando houver uma nova vaga que se ajuste ao teu perfil, não percas a oportunidade de a aproveitar de forma célere, a partir do teu smartphone, sem comprometer a necessária descrição.
 
4. Usa as redes sociais
Sabias que os recrutadores estão hoje, mais do que nunca nas redes sociais? Além de serem um bom espaço para manteres o contacto com os teus amigos e família, e partilhares diariamente as tuas “stories” hoje é também um bom espaço para te dares a conhecer e estares atento aos anúncios que as empresas costumam divulgar nestas diferentes plataformas. Interage e mantém-te um passo à frente.
 
5. Prepara-te para a entrevista
No caso de a tua candidatura ter sido aceite, a fase seguinte é a entrevista. Muitas pessoas perdem pontos para os outros candidatos nesta etapa porque não vão bem preparadas ou ficam nervosas. Não deixes que isso te aconteça. Pega no teu smartphone uns dias antes da entrevista e vai pesquisa sobre a empresa e a sua presença nas redes sociais. Para além de conheceres a empresa, pratica algumas respostas frequentes que são feitas na maioria das entrevistas.
  
№ 17

Eco Rating - rótulo ecológico para telemóveis

Os telemóveis e smartphones vão passar a contar com um novo rótulo ecológico ao estilo da etiqueta energética já utilizada nos electrodomésticos.

Eco Rating

Deutsche Telekom, Orange, Telefónica, Telia Company e Vodafone divulgam nova rotulagem para o consumidor identificar os telemóveis mais sustentáveis.

O Eco Rating será implementado em toda a Europa, a partir do próximo mês de Junho, abrangendo telemóveis de 12 fornecedores.

Os cinco maiores grupos de telecomunicações da Europa uniram forças para lançar um novo modelo de rotulagem Eco Rating para telemóveis, que ajudará os consumidores a identificar e comparar os equipamentos mais sustentáveis e, com isso, encorajará também os fornecedores a reduzir o impacto ambiental dos seus dispositivos.

O Eco Rating é uma iniciativa criada em conjunto pela Deutsche Telekom, Orange, Telefónica (representando as marcas O2 e Movistar), Telia Company e Vodafone para fornecer informações consistentes e precisas acerca do impacto ambiental da produção, transporte, utilização e fim de vida dos smartphones. O Eco Rating permitirá aos operadores e aos seus clientes promoverem uma classificação mais ampla dos telemóveis e comprovar a procura por equipamentos mais sustentáveis.

A iniciativa Eco Rating irá avaliar uma gama de telemóveis novos de 12 marcas de telemóveis, no entanto, espera-se que no futuro outras marcas se juntem à iniciativa. De entre os parceiros desta fase de lançamento incluem-se a Bullitt Group (telemóveis ‘robustos’ das marcas CAT e Motorola), Doro, HMD Global (Nokia), Huawei, MobiWire, Motorola / Lenovo, OnePlus, OPPO, Samsung Electronics, TCL / Alcatel, Xiaomi e ZTE.

A partir do mês de Junho, os cinco operadores irão introduzir os rótulos Eco Rating nos seus pontos de venda, nos 24 países europeus onde estão presentes. São eles: Albânia, Áustria, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Lituânia, Macedónia do Norte, Montenegro, Polónia, Portugal, Roménia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Turquia e Reino Unido. Os clientes podem saber mais sobre a iniciativa e verificar como é calculada a classificação em www.ecoratingdevices.com.

Após uma análise detalhada, cada telemóvel receberá uma pontuação global de Eco Rating, numa escala de 0 a 100 pontos, correspondente ao desempenho ambiental do equipamento, ao longo de todo o seu ciclo de vida. O rótulo Eco Rating irá também destacar cinco aspectos-chave da sustentabilidade dos dispositivos móveis, fornecendo informação adicional sobre a durabilidade, reparabilidade, reciclabilidade, eficiência climática e eficiência de recursos.
  • Durabilidade - A robustez do dispositivo, a vida da bateria e o período de garantia do equipamento e dos seus componentes.
  • Reparabilidade: A facilidade de reparação do dispositivo, incluindo o design do telemóvel e as atividades de apoio que possam aumentar a vida útil do produto, melhorando o seu potencial de reparação, reutilização e actualização. Uma pontuação mais alta indica como se reflectem estes aspectos.
  • Reciclabilidade - A facilidade com que podemos recuperar e desmontar componentes do dispositivo, a informação fornecida para permiti-lo, e a facilidade com que os materiais podem ser reciclados.
  • Eficiência climática - As emissões de gases com efeito de estufa durante todo o ciclo de vida do dispositivo. Quanto melhor for a pontuação nesta área, menor é o impacto climático.
  • Eficiência de recursos: Avalia o impacto causado pela quantidade de matérias-primas escassas que o dispositivo requer (por exemplo, ouro para o fabrico de componentes electrónicos) numa perspectiva de esgotamento dos recursos. Quanto melhor for a pontuação nesta área, menor será o impacto na disponibilidade dos materiais.

№ 18

Tesla abandona radares e aposta exclusivamente nas câmaras "Tesla Vision"

A Tesla vai mesmo seguir o caminho indicado por Elon Musk, entrando em processo de transição para o sistema Tesla Vision que passa a usar apenas câmaras e abandona os radares, já a partir deste mês.

Apesar de ainda recentemente ter sido apanhada a testar os LIDAR (uma vez mais), a Tesla avança com o processo de transição para o uso exclusivo das câmaras para o seu sistema de condução autónoma, cumprindo a "visão" de Elon Musk, que sempre foi um detractor público do LIDAR e outros sistemas, e dizendo que os carros precisam apenas de câmaras, tal como os humanos dependem apenas dos olhos para conduzir. Esta transição para o sistema Tesla Vision arranca neste preciso momento, com a Tesla a informar que os Model 3 e Model Y fabricados a partir de Maio (2021) deixarão de ter radar.

Como em transições anteriores - como quando mudou do sistema de câmaras Mobileye para o seu próprio - há algumas limitações e perda de funcionalidades iniciais, que parecem indicar que esta transição está a ser "acelerada" mesmo antes de estar pronta para entrar em acção. Por agora, a Tesla diz que o sistema Autosteer fica limitado a uma velocidade máxima de 120 km/h, com um aumento da distância mínima de segurança para o carro da frente; e que o Smart Summon e aviso de saída da faixa de rodagem também poderão estar desactivados - prometendo a reposição destas funcionalidades durante as próximas semanas, através de actualizações.

O facto da Tesla não tirar os radares do Model S e Model X lança desde logo a suspeita de que o principal motivo para esta alteração seja a redução de custos. Algo que a Tesla tenta evitar dizendo que está a fazer isto nos Model 3 e Model Y por serem modelos com maior volume de vendas, e que permitirá recolher mais informação sobre esta alteração - ou seja, admitindo desde logo que vão tratar os clientes como cobaias para esta alteração. O que não explica, é como é que irá fazer com câmaras aquilo que fazia com o radar, como o "truque" de conseguir detectar travagens bruscas dois carros à frente, antes mesmo da travagem ser visível pelo condutor (ou pelas câmaras). Esta medida também faz cair por terra os planos de que iria utilizar um radar 4D de alta-resolução, muito seguramente por não ter um preço apetecível.

Por agora esta alteração irá aplicar-se apenas aos Model 3 e Model Y destinados ao mercado norte-americano, com os modelos para o resto do mundo a manterem o radar. Mas, como se pode antever, será apenas uma questão de tempo até que a "poupança" chegue a todo o lado. Só o tempo dirá se esta "visão" de Elon Musk será uma jogada de mestre, ou um dos maiores erros que a Tesla irá cometer.

№ 19

Tesla apanhada a testar LIDARs num Model Y

A Tesla voltou a ser apanhada a testar um LIDAR num dos seus automóveis, apesar de ser algo que Elon Musk tem desvalorizado frequentemente na evolução para os carros completamente autónomos.

Elon Musk tem sido um forte oponente à utilização dos LIDAR nos carros autónomos, dizendo que são uma "muleta" dispensável, e que o caminho a seguir passa apenas pela utilização de câmaras, tal como os condutores humanos dependem apenas dos seus olhos. No entanto, essa aparente intransigência não significa que a Tesla não vá mantendo um olho nesta tecnologia, como demonstra um Model Y da Tesla apanhado a circular nos EUA e que transportava uma plataforma carregada de LIDARs no tejadilho.

Spotted in Palm Beach, Florida. A @Tesla Model Y with #LiDAR and CA Manufacturing (MFG) Plates. Can anyone offer details/insights? pic.twitter.com/5Uh4WU0U41

— Grayson Brulte (@gbrulte) May 20, 2021

No entanto, isto não quer dizer nada. Já foram apanhados outros Teslas a circular com LIDARs na estrada no passado, o que dá credibilidade à suposição de que isto será apenas uma forma da Tesla ir avaliando o desempenho destes sistemas e compará-los com a sua solução usando apenas câmaras.


Os LIDARs são capazes de fazer uma leitura 3D do espaço em redor do veículo, e têm sido considerados componentes essenciais pela maioria dos fabricantes que estão a explorar a condução autónoma. O problema é que enquanto esses fabricantes se podem dar ao luxo de criar carros experimentais onde o preço não é problema, a Tesla tem que usar soluções que lhe permitam manter um preço competitivo no mercado. E, neste momento, o custo dos LIDARs de alta-qualidade ainda seria demasiado proibitivo para isso.

№ 20

MS usa GPT-3 para converter texto em comandos

Gostariam de escrever uma app explicando a um computador aquilo que gostavam que ela fizesse? A MS está a dar os primeiros passos nesse sentido, recorrendo ao versátil GPT-3.

O GPT-3 da OpenAI tem dado que falar por conta das suas capacidades impressionantes, como a de escrever artigos. Agora, a MS está a explorar esse poder para converter comandos em voz natural para comandos de computador, que podem ser encarados como sendo os primeiros, tímidos, passos no sentido de fazer programação a partir de conversas naturais.

Por agora a coisa é bastante mais simples mas não menos interessante, com o sistema a permitir fazer coisas como pesquisas complexas em bases de dados, dispensando a necessidade do utilizador dominar coisas como as queries SQL - que muitos saberão que se podem tornar num labirinto quase incompreensível. Um pedido de algo como "mostra-me clientes do país X com subscrição expirada" é automaticamente traduzida numa query adequada, evitando que o utilizador tenha que andar a escrever nomes de campos, bases de dados, e filtros.

Não é a primeira vez que algo deste tipo é feito, sendo que tanto o Excel, Power BI como o Google Sheets já contam com funções de pesquisa em linguagem natural. Mas desta vez, o objectivo é usar o GPT-3 para ir além daquilo que estas ferramentas permitem fazer. E não será difícil antever que, depois deste tipo de pesquisas e filtros, se possa começar a evoluir para coisas como pequenas automações e scripts, e depois imaginar onde será possível chegar no futuro: talvez chegando ao tal ponto em que se possa estar a falar com o nosso smartphone (ou óculos ou lentes de contacto VR) e pedir coisas do tipo: "cria uma app que possa tirar uma foto, apague as pessoas da imagem, faça uma pesquisa pelos prédios ou montanhas, e sobreponha informação sobre cada elemento descoberto na imagem".

... Ser developer ainda se arrisca a ser uma tarefa que passa a depender da capacidade de expressão falada ou escrita! :)

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