PlanetGeek
№ 01

Pequim proíbe posse e uso de drones

No China, os residentes de Pequim vêem-se obrigados a desfazer-se dos seus drones.

Podemos associar a China aos impressionantes espectáculos aéros com milhares de drones, mas na capital as regras passam a ser diferentes. A cidade de Pequim vai proibir a posse e uso de drones dentro dos seus limites administrativos a partir de 15 de Novembro. A medida faz parte de um reforço das regras de segurança aérea na capital chinesa, que já tinha proibido a venda destes equipamentos em Maio e restringido fortemente os voos não autorizados (a entrada de drones em Pequim por visitantes e turistas já era proibida.).

As autoridades chinesas justificam as restrições com motivos de segurança, considerando toda a área administrativa de Pequim como espaço aéreo controlado. A decisão surge poucos meses após um acidente, quando uma pequena aeronave colidiu com um arranha-céus da cidade, provocando uma vítima mortal e vários feridos.
Até agora, os proprietários podiam manter os seus drones desde que os registassem com a sua identidade real e cumprissem requisitos específicos. Com as novas regras, mesmo os drones já registados deixarão de ser permitidos dentro da cidade. Quem não cumprir sujeita-se a multas e ter os equipamentos confiscados pelas autoridades.

Para facilitar a transição, estão a ser disponibilizados subsídios para que os proprietários vendam os seus drones em pontos de recolha autorizados - embora com um limite de cerca de 400€, que não agradará a quem tiver drones mais dispendiosos. Como alternativa não muito prática, os utilizadores também poderão transferir os drones para outras regiões da China, onde os drones continuam a ser permitidos (mediante registo obrigatório).

№ 02

iOS 27 gasta 22GB para Apple Intelligence e Siri

A Apple não facilita o processo de desactivar o Apple Intelligence e nova Siri do iOS 27, ocupando mais de 20GB mesmo nos países sem a Siri AI.

Para uma empresa que tanto apregoa estar preocupada com os direitos dos utilizadores, a Apple não parece seguir isso à letra no que diz respeito a controlar a Siri e funcionalidades AI (Apple Intelligence) no iOS 27. Na verdade, não existe qualquer opção para quem não desejar as novas funcionalidades AI, sendo necessário desactivá-las em múltiplas secções não relacionadas dos Settings. E, para se desactivar a Siri por completo, será necessário recorrer às opções de restrições do Screen Time, o que não será propriamente o local que se imaginaria para o poder fazer.

Adicionalmente, quem tiver o seu iPhone com pouco espaço, tem também que levar com quase 22 GB de espaço ocupado pelos modelos AI da Apple - isto mesmo nos casos em que, como nós, nem sequer temos acesso à nova Siri AI (na UE).

Would that even get us back 20+GB of storage, or would it still be there? pic.twitter.com/pKaJXzD99A

— Carlos Martins (@ptnik) September 22, 2026
Até que a Apple disponibilize opções mais amigáveis para controlar tudo isto, a opção sugerida passa por escolher a língua "Inglês (Canadá)" para a Siri, que pelo menos por agora parece resolver a questão e recuperar os gigabytes de espaço ocupado pelo Apple Intelligence.

Com o iOS 27 e o espaço do Apple Intelligence a somarem 38GB, também se tornam num parte significativa nos iPhones com 256 GB, e até fazem reconsiderar as críticas de que o Windows 11 "ocupa demasiado espaço" com os seus 20 GB.



№ 03

Amazfit Active Max a €135

Se alguns fabricantes têm abandonado a sua presença no segmento dos smartwatches, outros há que continuam a apostar neste sector, e a Xiaomi é um desses exemplos com os seus Amazfit.

Embora não seja um smartwatch com Wear OS, o Amazfit Active Max vem com ecrã circular AMOLED de 1.5" de 3000 nits e conta com todas as funcionalidades que se esperam de um smartwatch e, para além do sensor de frequência cardíaca e SpO2, conta também com GPS - o que o torna ideal para todos os que gostam de registar o percurso de caminhadas ou corridas.
O preço deste smartwatch Amazfit Active Max é de 135 euros na Amazon Espanha.

Este smartwatch pode ser usado em combinação tanto com smartphones Android como iPhones, e tem autonomia para 25 dias em uso normal, que pode ser prolongada caso activem o modo "simplificado" de poupança de bateria. Caso recorram ao tracking contínuo de localização via GPS a autonomia irá reduzir-se, mas ainda assim promete uma autonomia de 64 horas, mais que adequada para a maioria das pessoas.


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№ 04

Adobe Premiere chega ao Android

Depois de uma longa espera, o Adobe Premiere chega finalmente à plataforma Android.

A Adobe lançou finalmente o Premiere para Android, disponibilizando uma das mais famosas ferramenta de edição de vídeo para smartphones e tablets com o sistema operativo da Google. A app é gratuita e nem sequer exige uma conta Creative Cloud (pelo menos por agora) para começar a editar vídeos, tornando-se uma das opções mais completas disponíveis actualmente na plataforma.

Embora não ofereça todas as funcionalidades da versão desktop, o novo Premiere representa uma evolução significativa face ao Premiere Rush, que será descontinuado em breve. A app permite trabalhar com múltiplas faixas de vídeo, cortar e dividir clips, aplicar efeitos, adicionar narração, extrair áudio e reduzir ruído de fundo. Os projectos podem ser exportados em resolução até 4K.
A interface foi adaptada para diferentes formatos de dispositivos, incluindo smartphones dobráveis, onde a área de trabalho é reorganizada para aproveitar melhor o espaço disponível. A app funciona em qualquer dispositivo Android com pelo menos 5 GB de RAM e, sem qualquer surpresa, também foi optimizada para os novos portáteis Googlebook.

As funcionalidades principais de edição são totalmente gratuitas, mas as ferramentas de inteligência artificial exigem créditos. A app inclui recursos como geração de vídeo a partir de texto ou imagens utilizando modelos como o Adobe Firefly, Google Veo, Google Omni, Luma Ray e Kling. Os utilizadores recebem 250 créditos AI por mês sem custos, enquanto um plano pago aumenta esse valor para 1.200 créditos mensais.

Para quem apenas procura uma solução de edição de vídeo no Android, a versão gratuita oferece praticamente tudo o que é necessário, tornando-se numa alternativa às ferramentas de edição de vídeo do TikTok (CapCut) e do Instagram (Edits) - pelo menos até que a Blackmagic lance um DaVinci Resolve para Android.

№ 05

Ceer EXOBOT são "carros das arábias"

A Arábia Saudita quer entrar no mundo dos automóveis, e apresentou os Ceer EXOBOT a que ninguém ficará indiferente.

Podem parecer carros saídos de um filme de ficção científica, mas no entanto são bem reais. A Ceer é a primeira fabricante automóvel da Arábia Saudita, e está a dar que falar com os seus EXOBOT SUV e EXOBOT Sedan, dois modelos 100% eléctricos que servem de montra tecnológica para a nova marca. Criada em 2022 através de uma parceria entre o Fundo de Investimento Público saudita (PIF) e a Foxconn, a Ceer pretende lançar sete veículos até 2030 como parte da estratégia Vision 2030, que procura diversificar a economia do país para além do petróleo.

Os dois modelos destacam-se pelo design futurista, portas "Shahin Wing" que abrem para cima, e um habitáculo dominado por um ecrã panorâmico curvo de 48" a toda a largura do pára-brisas. Os veículos vêm repletos de tecnologia, incluindo sistema steer-by-wire com volante tipo yoke, suspensão pneumática adaptativa, jantes de até 24", direcção às quatro rodas, assistente de voz, e não faltando a compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto.
Apesar de tudo isso, a marca apostou também em manter comandos físicos para funções essenciais, como climatização e controlo de volume, o que revela alguma preocupação com os aspectos práticos de utilização. A esse nível, contam também com um elemento curioso, o painel inferior das portas, abaixo dos vidros, pode alternar entre opaco para maior privacidade, ou transparente para facilitar a visibilidade para o exterior para fazer manobras.
Em termos de desempenho, tanto o SUV como a berlina utilizam uma bateria de 112 kWh e arquitectura elétrica de 800 V, permitindo carregamentos de 10% a 80% em cerca de 30 minutos. A Ceer anuncia até 850 cavalos de potência e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 2.6 segundos para ambos os modelos. A autonomia anunciada chega aos 560 km no SUV e aos 670 km na berlina, segundo o ciclo NEDC.
Ainda bem que o carro mostra a estrada no ecrã, já que a visibilidade para a frente não parece ser muito boa, particularmente no caso do SUV. :)
Os novos veículos serão produzidos no Ceer Manufacturing Complex, uma nova fábrica localizada na King Abdullah Economic City, com as entregas prometidas para 2027. Embora o foco inicial seja o mercado do Golfo, a Ceer afirma que os seus veículos foram desenvolvidos para cumprir os requisitos de homologação internacionais, deixando em aberto uma futura expansão para mercados como a Europa e a América do Norte. No entanto, tendo em conta as especificações, desde já se pode antever que não terão preços compatíveis com a maioria das carteiras europeias.

№ 06

Raspberry PI bloqueia troca de RAM

Os Raspberry Pi passaram a estar bloqueados à quantidade de RAM original, impedindo upgrades e troca de chips de memória.

A Raspberry Pi confirmou que bloqueou alterações à memória RAM dos seus computadores através do firmware. A medida impede que utilizadores substituam os chips de memória para aumentar a capacidade ou efectuar determinadas reparações, uma decisão que está a gerar polémica entre a comunidade de entusiastas e makers.

Segundo PhilE, engenheiro e moderador dos fóruns oficiais da Raspberry Pi, a medida visa evitar que revendedores sem escrúpulos comprem modelos com pouca memória, troquem os chips de memória por outros de maior capacidade mas de qualidade duvidosa, e os vendam como versões superiores. Estas alterações podem comprometer a fiabilidade dos equipamentos e penalizar a reputação da marca, gerando casos complicados a nível de suporte técnico. Além de bloquear alterações na capacidade da RAM, o firmware também armazena outras características do hardware original. Como resultado, mesmo a substituição de um chip por outro com a mesma capacidade pode não funcionar correctamente, tal como tentar passar um CPU oficial de uma placa de 2GB para um RPI de 4GB. Para todos os efeitos, passa a ser "proibido" modificar ou substituir os chips nos Raspberry Pi.

A medida já começou a ser aplicada em modelos lançados no final de 2024 e não está relacionada com a recente subida dos preços da memória impulsionada pela procura de hardware para inteligência artificial. Apesar das justificações da empresa, membros da comunidade defendem que poderiam ter sido adoptadas soluções menos restritivas, como um sistema que invalidasse a garantia de equipamentos modificados, mas sem impedir upgrades ou reparações efectuadas pelos próprios utilizadores. Algo que põe em causa o espírito "maker" que é associado aos Raspberry Pi.

№ 07

GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5 focam-se no custo reduzido

Os mais recentes lançamentos da OpenAI e Anthropic - GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5 - chegam no mesmo dia, com foco na redução dos custos de utilização.

A OpenAI anunciou os novos modelos GPT-6 Sol e GPT-6 Luna, duas versões mais acessíveis que herdam várias melhorias do GPT-6 Astra. Os novos modelos foram desenvolvidos para oferecer melhor desempenho em tarefas profissionais, programação, utilização de computadores, precisão factual e alinhamento, ao mesmo tempo que reduzem significativamente os custos de utilização.

O GPT-6 Sol posiciona-se como a opção intermédia para trabalho diário, oferecendo mais capacidade de raciocínio e menos erros do que o GPT-5.6 Sol. Já o GPT-6 Luna foi otimizado para respostas rápidas e processamento de grandes volumes de pedidos, tornando-se a alternativa mais económica da empresa. Ambos adotam o novo estilo de comunicação introduzido pelo Astra, com respostas mais directas e menor tendência para gerar informações incorrectas durante tarefas de programação.

Além das melhorias técnicas, a OpenAI reduziu os preços dos modelos. O GPT-6 Sol passa a custar 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de tokens de saída, enquanto o GPT-6 Luna fica disponível por apenas 0.10 dólares e 0.50 dólares. Também foi melhorado o sistema de cache, permitindo respostas mais rápidas e maior reutilização de contexto por parte dos agentes AI.
Pelo seu lado, a Anthropic apresentou o Claude Opus 5.5, um novo modelo que promete desempenho que supera o Claude Fable 5.1 (e o GPT-6 Astra) mas com custos de execução cerca de 40% inferiores aos do Opus 5. O modelo promete melhorias em programação, raciocínio, análise de informação e utilização de computadores, além de gerar respostas mais rapidamente e com linguagem mais natural. Como curiosidade, vem com um system prompt com quase 2M de caracteres (para comparação, o do GPT-6 Sol Codex tem menos de 300 mil)!

O Claude Opus 5.5 já está disponível em todas as plataformas da Anthropic, enquanto os novos GPT-6 Sol e Luna começaram a chegar aos utilizadores do ChatGPT e Codex a partir de hoje.

№ 08

Análise ao Roomba 575 plus

A iRobot volta a apostar na automatização da limpeza doméstica com o Roomba Combo 575 Plus, um robot aspirador com esfregonas equipado com navegação LiDAR, reconhecimento de obstáculos por inteligência artificial e uma base multifunções AutoWash. Concebido para aspirar, lavar e tratar automaticamente das principais tarefas de manutenção, este modelo pretende oferecer uma experiência verdadeiramente autónoma. Mas será esta combinação de potência, inteligência e comodidade suficiente para justificar a aposta?


O Roomba Combo 575 Plus


Concebido para assegurar uma limpeza autónoma de pavimentos rígidos e carpetes, o Roomba Combo 575 Plus disponibiliza quatro modos de funcionamento: apenas aspiração, apenas lavagem, aspiração e lavagem em simultâneo, ou aspiração seguida de lavagem. 


Através dos seus 25.000 Pa de poder de sucção e das esfregonas rotativas DualClean, que funcionam a 180 RPM, o robot recolhe pó, migalhas, pêlos de animais e outros detritos, ao mesmo tempo que actua sobre derrames secos e sujidade entranhada. Quando detecta um tapete, eleva automaticamente as esfregonas 10 mm, evitando molhá-lo e permitindo dar continuidade à limpeza.




Especificações técnicas:

  • Dimensões do robot: 298 mm de comprimento x 303 mm de largura x 83,5 mm de altura
  • Peso do robot: 2,9 kg
  • Dimensões da Base AutoWash: 330 mm de comprimento x 340 mm de largura x 485 mm de altura
  • Tipo de bateria: iões de lítio
  • Poder de sucção: 25.000 Pa
  • Velocidade de rotação das esfregonas DualClean: 180 RPM
  • Elevação automática das esfregonas: 10 mm
  • Capacidade de transposição de desníveis: até 35 mm
  • Extensão do braço da esfregona para limpeza junto aos rodapés: 35 mm

Dentro da caixa



A embalagem reúne o robot e os vários componentes necessários para iniciar a limpeza, apresentando os elementos devidamente acondicionados e separados. A configuração inicial é feita através da aplicação Roomba Home, depois da base AutoWash ser instalada sobre um pavimento rígido e ligada à corrente.

Não esquecer o manual, no fundo da caixa

Base AutoWash, dois pares de esfregonas DualClean, escova de limpeza de cantos  (não visível - já tinha sido estalada), dois sacos AllergenLock, frasco com concentrado "Stayclean" e o cabo de alimentação.




A base AutoWash é constituída por um bloco com zona de carregamento e limpeza, ficando os depósitos instalados na zona superior.

A zona de "estacionamento", serve para o carregamento e limpeza/secagem das esfregonas

Os depósitos apresentam uma configuração curiosa, estando um mais avançado que o outro.

O sistema de encaixe dos depósitos está bastante simplificado, bastando um movimento na vertical para desencaixar os mesmos.

Para abrir os depósitos, basta puxar a zona do sistema de bloqueio, se bem que o material oferece alguma resistência, principalmente ao fechar, com som do estalido a ser bem audível.


O depósito de água suja inclui uma bóia para avisar quando está cheio, o de água limpa apresenta um filtro.

Zona inferior, com dois orifícios para instalar as esfregonas e um perno na zona superior direita, para a escova.

Acessórios instalados


Em utilização

O Roomba Combo 575 Plus combina aspiração e lavagem com navegação inteligente, adaptando a limpeza às diferentes superfícies e automatizando a manutenção através da Base AutoWash.

Principais funcionalidades

  • Quatro modos de limpeza: Permite apenas aspirar, apenas lavar, aspirar e lavar em simultâneo ou aspirar antes de iniciar a lavagem.
  • Aspiração e lavagem intensivas: Combina uma sucção de 25.000 Pa com duas esfregonas rotativas DualClean, que funcionam a 180 RPM, para recolher detritos e atuar sobre manchas secas.
  • Limpeza junto a cantos e rodapés: A tecnologia PerfectEdge utiliza uma escova extensível para alcançar as zonas próximas de paredes e extremidades.
  • Detecção de tapetes: Identifica automaticamente os tapetes e eleva as esfregonas 10 mm, evitando molhá-los durante a aspiração.
  • Navegação inteligente: O sistema ClearView Pro LiDAR cria mapas tridimensionais da casa, enquanto a tecnologia PrecisionVision reconhece e contorna obstáculos.
  • Base AutoWash: Esvazia os detritos, reabastece o reservatório de água e lava as esfregonas a 75° C, secando-as posteriormente com ar quente a 45° C.
  • Limpeza personalizada: A aplicação Roomba Home permite gerir mapas, divisões, modos e preferências de limpeza, existindo também suporte para comandos de voz através da Alexa, Siri e Assistente Google.


Penso que seja possível utilizar o aspirador sem instalar a aplicação Roomba Home, da iRobot, mas esta opção acabaria por disponibilizar uma experiência de utilização redutora, razão pela qual fui directamente ao Google Play, para efectuar a instalação da app.




 
Tenham em atenção os termos e referência, pois deverão escolher as opções que melhor sirvam o vosso interesse.



 
A criação de uma conta é incontornável. Se já tiverem uma conta iRobot, podem utilizar a mesma. Curiosamente a minha conta que criei para comprar peças da marca, não foi reconhecida, pelo que acabei por criar um nova.




Criada a conta, é necessário adicionar o aspirador à app, bastando para tal fazer scan do QRCODE que podem encontrar no guia de instalação, havendo posteriormente que configurar o acesso à internet. Ligado o equipamento, houve necessidade de efectuar uma actualização, processo que foi anormalmente demorado (mais de meia hora). 



Antes de se iniciarem as limpezas, a aplicação sugere a criação de uma mapa das divisões a limpar. Este processo de mapeamento vai permitir posteriormente identificar as zonas a limpar, algo bastante útil quando não se pretender limpar todas as divisões de um piso. 


Criado o mapa, temos a possibilidade de rever as zonas identificadas pelo equipamento, sendo possível alterar a designação da divisão, juntar divisões ou adicionar manualmente uma divisão.


Quando avançarem para a primeira acção de limpeza, a app vai recordar quais as tarefas que deverão ter garantido previamente, nomeadamente a instalação das esfregonas e a água limpa no depósito. Basta escolher uma das opções disponíveis e o equipamento vai à sua vida.


A aplicação permite acompanhar o desenrolar da operação de limpeza, sendo possível definir quais os elementos a apresentar. Na imagem da direita, é apresentada uma zona com um tapete, sendo que nesta área o aspirador não lava, apenas aspira. A cor verde a é utilizada nestas zonas, azul para lavagem e verde claro para as duas operações.


A lavagem e a aspiração são muito efetivas, com o chão a ficar bem lavado e aspirado, mesmo nas zonas onde se encontra mais sujo. O pelo de dois cães e duas gatas não ofereceu grande obstáculo, sendo as escovas suficientemente eficazes para limpar o chão. O facto de uma das esfregonas ser extensível, melhora significativamente o nível de eficiência da lavagem do chão, conseguindo chegar a zonas que habitualmente ou não são limpas, ou ficam mal limpas.  

O processo de carregamento e limpeza acaba por ser demorado e ruidoso, pelo que deverão ponderar onde irão colocar a estação de carga. Em termos de consumo, após a limpeza de um piso, o carregamento e lavagem das escovas, o aspirador consome em média 0,25kW.

O tom escuro da dock acaba por levantar uma ligeiro inconveniente. A tonalidade do plástico dificulta a visualização do nível da água, obrigando a um olhar mais atento para se perceber qual a quantidade de água limpa disponível. Este facto não é contudo preocupante, pois a app notifica o utilizador sempre que o nível baixe dos 25% e a própria base acende um led vermelho, sempre que o depósito fique vazio (ou mal instalado).

O Roomba 575 apresenta duas particularidades interessantes, o tamanho e a limpeza das esfregonas. Confesso que estranhei o facto de ser pequeno, mas mal entrou em operação, percebi que em determinados cenários, este aspecto constitui-se como uma mais valia, com o aspirador a passar em locais que os modelos maiores não conseguem. Já o facto do aspirador voltar à base durante a operação de limpeza, permite que as esfregonas sejam lavadas, algo que vai melhorar o processo de limpeza das áreas que irão ser limpas de seguida. 

Nota ainda para a possibilidade de se utilizar o concentrado de lavagem “StayClean”, um líquido que se mistura com a água, para dar um aroma mais agradável as zonas que são alvo de limpeza. O Roomba 575 utiliza um cartucho de 280ml, estando disponível na loja online da marca, por 12,99€ mais portes de envio. É igualmente possível utilizar o concentrado directamente na água limpa, sendo que a marca recomenda que só sejam utilizados produtos aprovados, para evitar danos no equipamento. 


Apreciação final



Tenho um Roomba pré-histórico, comprado, se bem me lembro, numa mega promoção de 50% de uma grande superfície (bons tempos). Curiosamente, o Roomba 550 ainda funciona e é utilizado semanalmente, para limpar um piso. Já levou várias baterias, um motor da escova lateral e mais recentemente, uma dock de carregamento (a reparação parecia ser simples, mas fugia da minha zona de conforto). A avaria mais chata, acabou por ser um dos apoios do sistema de escovas central. Ainda pensei desenhar a peça em 3D e imprimir, mas acabei por mandar vir o bloco completo do mercado chinês.

Este Roomba 575, quase 20 anos mais tarde, representa a natural evolução de um produto, que além das escovas, passou a contar com esfregonas. A estação de carregamento conta agora com lavagem e limpeza das esfregonas e escovas, um incremento significativo de comodidade para o utilizador, que terá apenas de trocar o saco que recolhe a sujidade e lavar o depósito de água suja. 

No dia a dia, o saldo é claramente positivo, sobretudo para quem partilha a casa com animais de estimação e procura minimizar ao máximo a intervenção manual na limpeza do chão. O formato mais compacto revelou-se uma escolha de design inteligente para navegar entre pernas de cadeiras e recantos difíceis, enquanto a combinação do poder de sucção com a lavagem das esfregonas durante a operação de limpeza, eleva a fasquia face ao simples passar de pano húmido de gerações anteriores. Existem, contudo, compromissos que devem ser ponderados: o ciclo de autolimpeza e secagem na base é sonoro, pedindo uma localização bem pensada dentro de casa, a configuração e actualização inicial exigem alguma paciência, e os consumíveis proprietários, como o concentrado StayClean e os sacos AllergenLock (3 por 19€), acarretam um custo recorrente que deve entrar nas contas a longo prazo.

Respondendo à questão inicial, o Roomba 575  justifica a aposta para quem procura uma automatização quase total e não quer perder tempo diário a aspirar migalhas ou a lavar esfregonas sujas à mão. A iRobot entrega aqui um conjunto muito maduro, onde o LiDAR e o reconhecimento dos objectos, resolvem finalmente os velhos problemas de navegação às cegas, transformando o robot num verdadeiro gestor da limpeza do pavimento. Se o meu velhinho Roomba 550 já parecia quase mágico há duas décadas ao recolher o pó de forma autónoma, este modelo fecha o ciclo ao entregar uma experiência completa, potente e verdadeiramente independente, ideal para lares exigentes e com pouco tempo a perder nas operações de limpeza.

O Roomba Combo 575 Plus tem um preço recomendado de 699€, mas pode ser encontrado em promoções com preços mais simpáticos perto dos 400€ 



Roomba Combo 575 Plus

Escaldante


Prós
  • Eficiente a aspirar e lavar
  • Comodidade de utilização

Contras

  • Preço dos sacos
  • Visualização do nível da água limpa
  • Ruído na lavagem na dock


Roomba 575 plus

Escaldante (5/5)
№ 09

Estabilizador gimbal DJI Osmo Mobile 7 a €68

Os smartphones têm feitos avanços incríveis em termos de qualidade das câmaras, mas por vezes nada substitui uma ajuda externa como a que é providenciada por um sistema de estabilização de 3-eixos.

Os estabilizadores "gimbal" de 3-eixos eram o tipo de produto que, durante muito (muito) tempo, estavam apenas disponíveis para profissionais e com preços exorbitantes. Felizmente, nos últimos anos têm descido consideravelmente de preço, ao ponto de agora poderemos ter um estabilizador de 3-eixos para smartphone a um preço bastante acessível.


Este estabilizador gimbal DJI Osmo Mobile 7 de 3-eixos para smartphone está disponível por 68 euros na Amazon Espanha.

Para quem ainda não tiver visto estes estabilizadores em funcionamento, o efeito parece quase magia, pois permitem manter o smartphone estabilizado por mais que se "abane" a mão. As diferenças na gravação de vídeo são dramáticas, e não é preciso muito tempo para se dominarem os diferentes modos de funcionamento (full-lock, semi-lock, follow mode) para captarem as imagens pretendidas em função das necessidades.

O estabilizador conta com um mini-tripé, para que possa ser pousado em qualquer superfície, e tem também a vantagem de poder ser dobrado sobre si mesmo para ficar com um tamanho compacto que facilita o transporte. É até possível utilizá-lo para automatizar a captura de imagens panorâmicas, em time-lapse, seguimento de pessoas, etc. Depois de verem as diferenças nas filmagens, nunca mais vão querer gravar vídeos sem ele.


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№ 10

Mac Mini M6 e M5 Pro sem SSD substituível

A Apple recuou e volta a usar chips NAND Flash soldados directamente na placa dos Mac Mini M6 e M5 Pro.

Os novos Mac mini equipados com os processadores M6 e M5 Pro chegam com duas limitações importantes relacionadas com o armazenamento. Os chips NAND voltam a estar soldados diretamente na motherboard, eliminando a possibilidade de substituir ou actualizar o SSD após a compra.

A alteração representa um retrocesso face aos modelos com M4 e M4 Pro, que utilizavam módulos de armazenamento removíveis, e um recuo para os tempos dos Mac Mini anteriores. Essa característica permitia aos utilizadores adquirir a configuração base e posteriormente contemplar um upgrade para maior capacidade usando componentes de outras marcas a custo inferior ao da Apple. Com os novos modelos, essa opção deixa de existir.
Outro ponto a ter em conta refere-se especificamente as versões com 256 GB de armazenamento. Testes realizados com ferramentas de benchmark indicam que estas configurações utilizam apenas um chip NAND, enquanto os modelos com 512 GB ou mais recorrem a dois chips. Como resultado, o desempenho do SSD nas versões de 256 GB é cerca de metade do registado nas configurações superiores, atingindo velocidades de leitura e escrita de 3.200 MB/s e 3.000 MB/s, respectivamente, face aos 6.300 MB/s e 6.500 MB/s da versão de 512GB.

Apesar desta diferença, os novos modelos de 256 GB continuam a ser mais rápidos do que as gerações anteriores com a mesma capacidade. Ainda assim, os utilizadores que pretendam obter o melhor desempenho deverão optar por versões com pelo menos 512 GB, para usufruirem de velocidades significativamente superiores. Como nota adicional, os novos Mac Studio mantêm os módulos SSD actualizáveis (apesar de não usarem SSDs standard).

№ 11

Qualcomm revela Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6

A Qualcomm apresentou os novos Snapdragon 8 Elite Gen 6 e Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, que podem chegar aos 5 GHz.

A Qualcomm apresentou os seus novos chips topo de gama Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 e Snapdragon 8 Elite Gen 6 para smartphones Android. Fabricados num processo de 2 nm, os novos chips utilizam núcleos Oryon de 64 bits e prometem melhorias significativas em desempenho, eficiência energética, gráficos, e inteligência artificial.

Ambos os processadores contam com dois núcleos Prime a funcionar até 5 GHz e seis núcleos Performance até 4 GHz. Os chips incluem ainda 16 MB de cache Oryon FlexCache, suporte para até 24 GB de memória LPDDR5X ou LPDDR6 a velocidades até 5.300 MHz, bem como armazenamento UFS 5.0. A plataforma integra também novas gerações dos GPUs Adreno e NPUs Hexagon para acelerar tarefas relacionadas com AI.
O Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 oferece um aumento de 13% no desempenho do CPU, 44% no GPU e 35% na NPU face ao Snapdragon 8 Elite Gen 5. A eficiência energética do CPU melhora 37%, enquanto o desempenho AI por watt aumenta 33%. Já o Snapdragon 8 Elite Gen 6 apresenta ganhos de 10% no CPU, 35% no GPU e 14% na NPU, acompanhados por uma melhoria de 20% na eficiência AI.

Os novos processadores trazem também avanços importantes na captura de vídeo. O modelo Extreme suporta gravação em 8K a 60 fps e vídeo 4K a 240 fps, enquanto a versão standard oferece gravação 8K a 30 fps e 4K a 120 fps. Os primeiros smartphones equipados com estes chips chegarão com a série Xiaomi 18 Pro, com os outros fabricantes a seguirem o exemplo nos seus próximos modelos topo de gama ao longo dos próximos meses.

№ 12

Intel deixa de pagar recompensas por bugs

A Intel suspendeu o seu programa de recompensas por bugs de segurança, lançando preocupações sobre o futuro das revelações de vulnerabilidades graves.

A Intel suspendeu o seu programa de bug bounty, uma iniciativa que chegou a pagar até 100 mil dólares pela descoberta de falhas de segurança críticas. O programa foi substituído por um novo sistema de divulgação responsável através da plataforma Intigriti, mas sem qualquer recompensa financeira para os investigadores.

Lançado em 2017 e aberto a todos os investigadores desde 2018, o programa abrangia software, hardware, firmware e até projectos open-source considerados de importância crítica. As recompensas variavam entre 250 e 100 mil dólares, dependendo da gravidade e qualidade do relatório. A própria Intel já tinha revelado que uma parte significativa das vulnerabilidades corrigidas ao longo dos anos foi identificada através desta iniciativa.
Embora não tenha explicado os motivos para esta mudança de atitude, a suspensão surge numa altura em que a indústria enfrenta uma explosão de relatórios de segurança devido à utilização de ferramentas de inteligência artificial. Vários projectos open-source têm relatado um aumento significativo no número de vulnerabilidades reportadas, incluindo muitos relatórios de baixa qualidade manifestamente feitos por AI, que têm sobrecarregado as equipas.

Apesar do fim das recompensas, os investigadores continuam a poder reportar vulnerabilidades à Intel através do novo programa, embora se torne bastante dúbio se se sentirão incentivados a fazê-lo sem a compensação monetária. Será mais provável que optem por revelá-los apenas em eventos do tipo Pwn2Own, onde obtenham maior visibilidade e potenciais prémios.

№ 13

Raspberry PI bloqueia troca de RAM

Os Raspberry Pi passaram a estar bloqueados à quantidade de RAM original, impedindo upgrades e troca de chips de memória.

A Raspberry Pi confirmou que bloqueou alterações à memória RAM dos seus computadores através do firmware. A medida impede que utilizadores substituam os chips de memória para aumentar a capacidade ou efectuar determinadas reparações, uma decisão que está a gerar polémica entre a comunidade de entusiastas e makers.

Segundo PhilE, engenheiro e moderador dos fóruns oficiais da Raspberry Pi, a medida visa evitar que revendedores sem escrúpulos comprem modelos com pouca memória, troquem os chips de memória por outros de maior capacidade mas de qualidade duvidosa, e os vendam como versões superiores. Estas alterações podem comprometer a fiabilidade dos equipamentos e penalizar a reputação da marca, gerando casos complicados a nível de suporte técnico. Além de bloquear alterações na capacidade da RAM, o firmware também armazena outras características do hardware original. Como resultado, mesmo a substituição de um chip por outro com a mesma capacidade pode não funcionar correctamente, tal como tentar passar um CPU oficial de uma placa de 2GB para um RPI de 4GB. Para todos os efeitos, passa a ser "proibido" modificar ou substituir os chips nos Raspberry Pi.

A medida já começou a ser aplicada em modelos lançados no final de 2024 e não está relacionada com a recente subida dos preços da memória impulsionada pela procura de hardware para inteligência artificial. Apesar das justificações da empresa, membros da comunidade defendem que poderiam ter sido adoptadas soluções menos restritivas, como um sistema que invalidasse a garantia de equipamentos modificados, mas sem impedir upgrades ou reparações efectuadas pelos próprios utilizadores. Algo que põe em causa o espírito "maker" que é associado aos Raspberry Pi.

№ 14

RAM supera CPUs em valor por área dos chips

Voltando a relembrar a louca situação da memória RAM, os chips de memória já superam o valor dos chips de CPU mais avançados.

A procura crescente por hardware para inteligência artificial está a provocar uma situação invulgar na indústria dos semicondutores. Segundo uma análise da Kurnal Insights, a memória DRAM já gerar mais valor por milímetro quadrado do que os processos de fabrico mais avançados utilizados para produzir processadores de última geração.

Os cálculos indicam que um wafer fabricado com o processo TSMC N3 teria um custo teórico de cerca de 0.283 dólares por mm², enquanto o mais avançado processo N2 chegaria aos 0.424 dólares por mm². No entanto, a memória DRAM mais recente, conhecida como 1b DRAM, apesar de usar processoa de fabrico mais antigos e mais baratos, pode agora atingir um valor de 0.654 dólares por mm² graças à elevada procura e aos preços actuais do mercado.
Os números reflectem a forte valorização da memória impulsionada pela explosão da AI. Esta escassez de memória avançada permite que fabricantes como Samsung, SK hynix e Micron obtenham receitas significativamente mais elevadas por cada wafer produzido, praticamente podendo "cobrar o que quiserem e como quiserem".

Vários fabricantes estão a correr para multiplicar a capacidade de produção de memória, sendo inevitável que - a seu tempo - as coisas voltem a patamares como os que se tinham na era que antecedeu esta loucura da AI. Por outro lado, ainda não há previsão de quando é que isso poderá concretizar-se: novas linhas de produção demoram vários anos a serem construídas, e há quem refira que os mega data centers AI continuarão a absorver toda a memória RAM que consigam apanhar, não só até ao fim desta década, mas também até ao fim da próxima.

№ 15

Coluna BT Tronsmart Mirtune S100 a €81

Há quem procure colunas Bluetooth dando preferência ao factor mobilidade; há quem o faça para obter os graves e volume que ficam a faltar quando se ouve música a partir do smartphone. Esta Tronsmart Mirtune S100 de 50W é uma coluna que resolve ambos os problemas.

A Tronsmart Mirtune S100 de 50W é uma versão melhorada da série Mirtune mais compacta, adoptando um novo design que adiciona detalhes práticos, como uma pega de transporte e iluminação RGB, mantendo a qualidade de construção acima da média. Acima de tudo, é capaz de impressionar com a sua qualidade sonora mesmo a elevados níveis sonoros, que lhe permite enfrentar todo o tipo de situações: quer seja para situações de uso individual para melhor apreciar música, uma festa com amigos, ou para fortalecer uma apresentação feita a partir de um portátil ou tablet.

A coluna Bluetooth Tronsmart Mirtune S100 está disponível por 81 euros na Amazon Espanha.

Conta com protecção IPX7 contra poeiras e salpicos, permitindo-lhe enfrentar uma maior variedade de ambientes, autonomia para até 20 horas de diversão, pode funcionar como power bank para recarregar outros dispositivos, e também permite emparelhar uma coluna adicional para efeito stereo mais alargado.

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№ 16

Meta anuncia Petal - cabo transatlântico de 1 Pb/s

Os EUA e Europa vão ter nova ligação, com o cabo submarino Petal, o primeiro da classe de 1 Petabit por segundo.

A Meta anunciou o Petal, um novo cabo submarino que ligará França e Estados Unidos e que promete estabelecer um novo recorde de capacidade para ligações transatlânticas. Com entrada em funcionamento prevista para 2029, será o primeiro cabo submarino a atingir 1 petabit por segundo (1.000 Tbps) ao longo de cerca de 7.000 quilómetros, duplicando a capacidade dos cabos mais avançados actualmente utilizados nesta distância.

O grande destaque do projecto é a adopção em larga escala de fibra óptica multi-core, uma tecnologia que permite integrar dois núcleos de transmissão numa única fibra. Esta abordagem duplica a capacidade sem exigir um aumento proporcional do consumo energético ou da infraestrutura física. O Petal utilizará 24 pares de fibras multi-core, oferecendo uma capacidade equivalente a 48 pares de fibras convencionais.
Para tornar este avanço possível, foram desenvolvidas novas soluções de engenharia tanto ao nível da fibra óptica como dos repetidores submarinos responsáveis por amplificar o sinal ao longo do percurso. A tecnologia permite manter níveis extremamente baixos de interferência entre os dois núcleos da fibra, enquanto os novos repetidores conseguem amplificar até 96 núcleos de transmissão sem ultrapassar os limites energéticos disponíveis.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a NEC, responsável pelo fabrico e instalação do sistema, a Sumitomo Electric Industries, que fornece a nova fibra óptica multi-core, e a Orange, que apoiará a ligação do cabo à infraestrutura terrestre em França.

Olhando-se para o mapa, interrogo-me como Portugal não tem uma participação mais activa nesta área, já que se encontra em posição geográfica estratégica que permitiria poupar centenas de quilómetros de fibra nas ligações transatlânticas (já o fazendo nalgumas, é certo), e tornar-se num nó central de interligação entre a Europa, América do Norte e do Sul, e África,

№ 17

iPhones 18 Pro de 1TB e 2TB usam memórias mais lentas

Os iPhone 18 Pro e Pro Max de maior capacidade (1TB e 2TB) usam memória Flash QLC mais lenta que os modelos de menor capacidade.

A era de John Ternus à frente parece estar rapidamente a passar de "bestial" a "besta". Depois das polémicas com a restrição artificial dos controlos manuais das câmaras e dos novos filtros fotográficos, chega agora nova descoberta que não se limita a opções de software.

Foi descoberto que as versões de 1 TB e 2 TB da série iPhone 18 Pro utilizam memória QLC NAND em vez da TLC NAND usada nos modelos de 256 GB e 512 GB, uma tecnologia que privilegia maior capacidade de armazenamento a custo mais reduzido, mas que pode comprometer o desempenho e a longevidade. Segundo os testes realizados o iPhone 18 Pro Max de 1 TB consegue ultrapassar os 3.000 MB/s em escrita enquanto a cache SLC está disponível. No entanto, após essa cache ficar cheia, a velocidade média de escrita cai para apenas 79,4 MB/s, chegando em alguns momentos a valores tão baixos como 25,6 MB/s. Quando o armazenamento atinge cerca de 60% de ocupação, a situação agrava-se ainda mais, com a velocidade média a descer para 45 MB/s e mínimos registados de apenas 1,1 MB/s.

‼️ Apple put cheaper memory in the 1TB iPhone 18 Pro Max, and it gets as slow as an SD card under load.

This is the video of HOMOLAB's test of the 1TB 18 Pro Max with cheaper, low-performing QLC memory, versus the cheaper 512GB model with TLC.

We've added English subtitles. https://t.co/cZobCuEz3o pic.twitter.com/enCJB6TG05

— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) September 21, 2026
A diferença também é visível em cargas de trabalho mais exigentes. Num teste misto de leitura e escrita, um iPhone 18 Pro de 512 GB equipado com memória TLC obteve uma pontuação de 11.285 pontos, enquanto o modelo de 1 TB com QLC ficou pelos 8.168 pontos, uma desvantagem de quase 38%.

A situação levanta algumas questões, uma vez que os modelos de maior capacidade são também os mais caros da gama e tendem a ser escolhidos por utilizadores profissionais que necessitam desse espaço extra. Tarefas como gravação prolongada de vídeo ProRes, edição de conteúdos 4K, transferência de grandes ficheiros, ou processamento intensivo de fotografias e vídeo irão ser mais afectadas por estas limitações.

Embora a gestão de cache da Apple consiga esconder muitas das desvantagens da memória QLC durante a utilização comum no dia a dia, é de imaginar que muitos utilizadores se sintam enganados por estarem a pagar mais de 3 mil euros por um iPhone de 2TB, que vem com armazenamento pior que a versão de 256GB e 512GB.

№ 18

Apple remove novos filtros dos iPhones antigos

Depois dos controlos manuais, a Apple limita também os novos filtros fotográficos ao iPhone 18 Pro sem qualquer motivo técnico.

Depois de ser criticada por não disponibilizar todos os controlos manuais da câmara nos iPhones anteriores, a Apple fica sob fogo por dar o dito por não dito, e remover os novos estilos fotográficos que disse que iriam estar disponíveis até nos iPhone 16.

Com o iOS 27 a Apple lançou novos filtros e "texturas" para as fotos nos iPhone 18 Pro, mas tendo referido na sua documentação oficial que estes novos filtros de textura e grão iriam ficar disponíveis também nas gerações anteriores, abrangendo não só os modelos Pro, como até modelos como o iPhone 16 normal. No entanto, essa informação foi agora editada, passando a referir apenas e só os iPhone 18 Pro.
Para "piorar", e em resposta a algumas teorias avançadas por fãs, de que isto poderia ser uma funcionalidade que só funcionaria nos modelos com o novo chip A20 Pro, também já foi demonstrado que estes novos filtros são bastante básicos de um ponto de vista técnico, e que é possível enganar o sistema (através dos metadados das fotos) de modo a que apareçam nos iPhones anteriores - comprovando que não existe qualquer limitação técnica que o impedisse.

before the fansheeps cry about this being an A20 Pro thing, read this

it’s just fucking insane

Apple can’t be getting away with this every single year https://t.co/Ci566YgqoW pic.twitter.com/LCzKsXaLtJ

— Noah Cat (@Cartidise) September 22, 2026
Ou seja, é apenas e somente uma limitação artificial que a Apple está a impôr como forma de diferenciação dos novos iPhone 18 Pro.

Se o lançamento dos iPhone 18 Pro estivesse a ser um desastre, até se poderia admitir (vá lá) que a Apple recorresse a tudo o que pudesse para tentar incentivar a sua compra. Mas não é o caso. A geração iPhone 18 Pro e Pro Max têm tido uma boa recepção, com procura acima do que era esperado, pelo que não há qualquer motivo para a Apple recorrer a este tipo de coisa.

Ao estilo dos controlos manuais, será apenas uma questão de tempo até que apps de fotografia apareçam para fazer aquilo que a Apple está a limitar sem motivo nos iPhone anteriores.


№ 19

WhatsApp iOS começa a testar agentes

Depois da versão Android, também o WhatsApp para iOS começa a testar a conversa com agentes AI na app.

Querendo recuperar do tempo perdido para apps como o Telegram, onde os bots há muito se tornaram comuns, o WhatsApp está a expandir para os iPhones a nova funcionalidade que permite criar conversas com agentes AI de terceiros directamente na app. Isto já tinha começado a ser disponibilizado na versão de testes para Android e está agora a chegar aos utilizadores da versão beta para iOS, permitindo interagir com bots ou assistentes personalizados sem sair do WhatsApp.

Os utilizadores podem criar até cinco agentes diferentes através das definições da app. Durante a configuração, é possível escolher um nome e uma fotografia para cada agente, facilitando a sua identificação na lista de conversas. Depois de criado, o WhatsApp gera uma chave API que liga a conversa ao serviço onde o agente está alojado.
O agente funciona como qualquer outro contacto dentro da aplicação. Os utilizadores podem trocar mensagens directamente no WhatsApp. Segundo a Meta, estes agentes apenas conseguem aceder às informações que forem partilhadas explicitamente na conversa, sem acesso a outros chats, contactos, ou ficheiros armazenados no dispositivo.

Ao contrário das conversas normais do WhatsApp, os chats com agentes não utilizam encriptação end-to-end. As mensagens passam por um serviço seguro da Meta que faz a ligação entre o utilizador e o agente, permitindo que o programador do serviço tenha acesso ao conteúdo dessas mensagens. A funcionalidade está actualmente disponível de forma bastante limitada, mas tendo em conta a forte campanha que a Meta tem feito com o Muse, é de imaginar que esta funcionalidade esteja no topo das prioridades para fomentar o uso de assistentes AI.

№ 20

Ganha um mini powerbank Bogseth de 10000 mAh

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um powerbank Bogseth de 10000 mAh.

Sempre prático para todas as ocasiões, este powerbank permite prolongar a tranquilidade de utilizar um smartphone (ou outros equipamentos electrónicos) longe de uma tomada e carregador. No caso deste Bogseth de 10000 mAh, serve de backup compacto que pode recarregar um smartphone várias vezes, esticando a sua autonomia enquanto se está longe de uma tomada ou porta USB.

Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

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Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.