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Bug nos iPhone 13 Pro impedia apps de usarem 120 Hz

26-09-2021 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Acalmando os receios de que a Apple impediria apps concorrentes de tirar partido da maior fluidez dos 120 Hz nos iPhone 13 Pro, já ficou clarificado que se trata de um bug que irá ser corrigido.

O ecrã de 120 Hz é uma das maiores novidades da nova geração iPhone 13 Pro, que contam com frequência de actualização dinâmica que pode ir dos 10 Hz aos 120 Hz, ajustada continuamente para maior poupança de bateria ou fluidez. A Apple tinha prometido que todas as apps poderiam tirar partido disso de forma automática, aumentando a fluidez durante o scroll, mas muitas das apps estavam a ser limitadas a uma frequência de 60 Hz apesar de fazerem as alterações para tirar partido do refresh rate mais elevado; fazendo temer que a Apple estivesse a fazer isso propositadamente.

Utilizar uma app a 120 Hz e depois passar para uma a 60 Hz torna-se num retrocesso bastante notório, e não era descabido imaginar que a Apple o estivesse a fazer como forma de promover a utilização das suas próprias apps face a apps concorrentes. Mas felizmente parece não ser o caso, com a Apple a indicar que se trata de um bug no iOS e que será corrigido, de forma a permitir que todas as apps possam tirar partido dos 120 Hz tal como seria suposto, e tal como as apps da Apple fazem.

Tendo em conta que os iPads Pro há muito que contam com ecrãs de 120 Hz e nunca aplicaram qualquer limita às apps de terceiros, não faria muito sentido que a Apple optasse por fazê-lo nos iPhone; mas, vindo da empresa que durante muitos meses escondeu o abrandamento que fazia dos iPhones quando tinham baterias mais envelhecidas, já nada seria de surpreender.

Apple TV+ com apenas 20M de subscritores

26-09-2021 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

O serviço de streaming da Apple parece estar com dificuldade em cativar clientes, com a Apple a usar a fraca adesão para pagar menos às equipas de produção.

A Apple não revela os números de subscritores do seu serviço de streaming Apple TV+, mas acabou por fazê-lo indirectamente a um sindicato que representa as equipas de produção de séries e filmes. A Apple tirou partido de uma cláusula que permite pagar valores reduzidos a essas pessoas desde que se destinem a serviços de streaming com menos de 20 milhões de subscritores nos EUA e Canadá, com o valor a ser actualizado anualmente a 1 de Julho.

O número não será totalmente descabido, já que estimativas anteriores tinham apontado para que o serviço da Apple tivesse cerca de 40 milhões de utilizadores, mas com 50% dos quais a terem acesso ao serviço através de planos gratuitos oferecidos - sendo que nos últimos anos a Apple oferecia o acesso ao Apple TV+ a quem comprasse um iPhone, iPad, Apple TV, etc., bónus que foi prolongando durante algum tempo durante o período Covid-19, mas que recentemente deixou de prolongar.

Neste momento a Apple tem apostado em séries sonantes, como a Foundation e Invasion, além da renovação de séries que têm sido aclamadas - como Ted Lasso - mas ainda assim os conteúdos no serviço Apple TV+ continuam a ser muito reduzidos, e não será fácil justificar o seu custo mensal face a outros serviços, como os da Netflix ou Amazon.

Satélites Starlink usados como GPS

26-09-2021 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Investigadores utilizaram a constelação Starlink da SpaceX com sistema de posicionamento global com resultados equiparáveis ao GPS.

Embora muitas pessoas erradamente pensem que os sistemas GPS fazem transmissões para satélites em órbita, na verdade o processo é precisamente o oposto. Os receptores GPS limitam-se a escutar os sinais emitidos pelos satélites, e com base nesses sinais e sabendo a sua posição, é possível triangular a posição no planeta com bastante precisão. A questão é que isso não é válido apenas para os satélites GPS, podendo aplicar-se a todos os demais satélites que façam emissões regulares, e foi precisamente o que agora foi aplicado aos satélites Starlink.

Investigadores na Ohio State University (EUA) utilizaram os satélites Starlink como GPS e conseguiram obter uma precisão de 8 metros, equivalente aos 5 - 10 metros que normalmente se consegue obter com o sistema GPS oficial. Esta precisão foi obtida usando apenas seis satélites, sendo previsível que possa ser melhorada à medida que a SpaceX vai enviando mais milhares de satélites Starlink para o espaço.

De notar que isto foi feito sem qualquer tipo de colaboração com a SpaceX. Resta esperar para ver se será viável no futuro adicionar a rede SpaceX como complemento às redes de posicionamento existentes (GPS, Galileo, Beidou) para permitir localização com ainda maior precisão - isto, se a SpaceX não decidir proibir esse tipo de utilização não oficial e/ou decidir que é uma excelente ideia que quererá manter como exclusivo para os seus próprios automóveis.

Cientistas imprimem cores usando tinta transparente

26-09-2021 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

Num futuro não muito distante poderá bastar comprar um tinteiro de tinta transparente para imprimir todas as cores possíveis.

Cientistas chineses foram buscar inspiração ao reino animal para produzirem cores usando o mesmo sistema usado nas asas das borboletas ou penas dos pavões. Nesses animais as cores não são criadas através de pigmentos, mas sim de estruturas microscópicas que afectam a forma como a luz é reflectida. Há alguns anos investigadores conseguiram replicar o processo usando lasers, mas desta vez foi usado um sistema bastante mais prático, usando uma impressora de jato de tinta modificada, que através da impressão de pequenas gotas de polímeros, consegue produzir toda a gama de cores possíveis, apesar de apenas imprimir uma tinta que é transparente.
Por agora o sistema apenas consegue imprimir em vidro, e com algumas curiosidades adicionais, como o facto das impressões apenas serem visíveis de um dos lados do vidro, enquanto do outro lado o vidro permanece completamente transparente.

O facto de utilizar tecnologia bastante semelhante à das impressoras de jato de tinta faz antever que seja possível criar uma impressora deste tipo que chegue ao mercado nos próximos anos, embora provavelmente começando pelo segmento profissional, atraído pela possibilidade de impressão de cores mais vívidas e capazes de suportar exposição solar sem se desvanecerem. Mas, esperemos, que mais tarde se possam alastrar ao segmento doméstico.

China prepara reactor nuclear "limpo" de tório

26-09-2021 | 12:18 | A Minha Alegre Casinha

A China está a preparar a construção de dezenas de reactores nucleares de nova geração, que utilizam tório e sais derretidos para garantia de total segurança e menores desperdícios.

Enquanto se vai avançando para um mundo que aposta cada vez mais nas energias limpas e renováveis, há também quem ainda prefira apostar em fontes de energia nucleares. No entanto, desta vez a China avança com a proposta de reactores nucleares que trocam o problemático urânio por tório, e que dispensam a necessidade de grandes fontes de água para se manterem em funcionamento. Estes reactores de sais derretidos usam tório, que desde logo têm duas grandes vantagens: não produzem material que possa ser utilizado para armas nucleares, e têm uma radiactividade que decai em apenas 500 anos, face aos 10 mil anos do urânio.

Outra das grandes vantagens é que o sistema é implicitamente seguro - ou assim nos é dito - fazendo com que o reactor se encerre automaticamente por si só se alguma vez ficasse fora de controlo; e o facto de não precisar de grandes volumes de água para arrefecimento faz com que o reactor possa ser instalado em desertos e outros locais remotos onde reactores nucleares tradicionais não poderiam.
Por agora a China fez um reactor modelo, em escala reduzida, que irá utilizar para validar o sistema. Se tudo correr bem, está prevista a construção de cerca de 30 reactores espalhados por diversos países.

Estes reactores já tinham sido propostos nos anos 50, como potenciais reactores compactos para instalar em aviões, mas estavam sujeitos a problemas de corrosão que ditaram o arquivamento do projecto. Será curioso ver se a China conseguiu resolver esses detalhes.

Noruega proíbe venda de carros a combustão em 2025 - mas pode atingir isso já em 2022

26-09-2021 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Noruega tem uma das mais ambiciosas metas para o fim da comercialização dos carros a combustão em 2025 - mas na prática poderá conseguir esse objectivo no próximo ano (2022).

Enquanto alguns países vão timidamente atirando a perspectiva do fim da venda de automóveis com motores a combustão lá para o final da década, e com inúmeras ressalvas que poderão permitir que continuem a ser vendidos por muitos mais anos, na Noruega essa proibição está programada já para 2025 - mas o mais impressionante é que o próprio mercado poderá antecipar isso já para o próximo ano.

Segundo as últimas projecções, as vendas de carros a combustão na Noruega poderão terminar já em Abril de 2022.
No passado mês de Julho as vendas de carros a gasolina e diesel caíram para menos de 1000 unidades por mês, e olhando-se para o top de vendas deste ano, temos 14 carros 100% eléctricos nas 15 primeiras posições - com o Tesla Model 3 a liderar as vendas.

Este seria o exemplo perfeito que, idealmente, deveria ser replicado em todos os país, com o próprio mercado a antecipar-se às "proibições" que vierem a ser impostas, e dessa forma tornando-as praticamente irrelevantes. Infelizmente, suspeito que por cá continuaremos a servir como país de despejo para automóveis a combustão usados vindos de outros países por muitos mais anos; embora seja inevitável que também isso comece a sofrer uma transição para a importação de carros eléctricos usados, a preços mais convidativos que os que por cá são praticados.

A gravidade artificial rotativa

26-09-2021 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Vários filmes e séries mostram-nos estações espaciais rotativas como forma de criar gravidade no espaço, mas até que ponto é que isso é realista?

Popularizada por filmes clássicos como "2001: A Space Odyssey", há décadas que se imagina a possibilidade de termos naves e estações espaciais onde os ocupantes possam sentir gravidade. É que, por muito divertido que possa parecer flutuar pelo espaço, a ausência de gravidade durante longos períodos começa a ter efeitos adversos em organismos que evoluíram com o pressuposto de uma determinada gravidade - como nós - a começar por coisas como o enfraquecimento dos ossos e atrofia muscular.

Uma vez que ainda não dominamos a criação e controlo da gravidade e anti-gravidade, temos que recorrer a técnicas um pouco mais rudimentares, e uma delas é a possibilidade de se simular uma gravidade artificial usando a rotação: sendo algo que tem sido experimentado há décadas, incluindo algumas experiências curiosas que já colocaram pessoas a viver "de lado" numa centrifugadora gigante.




NASA vai lançar Landsat 9

26-09-2021 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A NASA está prestes a lançar o mais recente e poderoso satélite de observação terrestre, o Landsat 9.

O programa Landsat tem-se dedicado ao lançamento e utilização de satélites para monitorização do nosso planeta desde 1972, e está agora prestes a receber o mais recente membro da família, o Landsat 9, com lançamento previsto para 27 de Setembro a bordo de um foguete Atlas V, levando à boleia quatro pequenos Cubesats.

O Landsat 9 está equipado com uma câmara multi-espectral de alta-resolução capaz de ver o nosso mundo com uma resolução de até 15 metros por pixel, e podendo captar todo o planeta a cada 16 dias - ou 8 dias quando combinado com as capturas do Landsat 8 que foi lançado em 2013 ainda permanece em actividade. O Landsat 9 destina-se a substituir o mais antigo Landsat 7, e tem um tempo de vida útil oficial de 5 anos; embora, como os seus predecessores têm demonstrado, esse tempo normalmente acaba por superar as expectativas: o Landsat 7 foi lançado em 1999 e tem permanece em operação há mais de 22 anos.
Os satélites Landsat têm tido um papel fundamental para registar as alterações no nosso planeta ao longo das últimas cinco décadas, e essa monitorização torna-se ainda mais necessária tendo em conta as alterações climáticas que se vão fazendo sentir de forma cada vez mais notória.

Beosound Level recebe distinção Cradle to Cradle

26-09-2021 | 08:32 | Apps do Android


Coluna da Bang & Olufsen distinguida com certificado de design sustentável.


Bang & Olufsen tem o prazer de anunciar que a Beosound Level é a primeira coluna Cradle to Cradle Certified ® na indústria de bens eletrónicos de consumo. A marca dinamarquesa também está entre as primeiras empresas a receber a certificação sob o novo padrão Cradle to Cradle Certified Version 4.0, definido como a forma mais de projetar e fabricar produtos hoje que permitam um amanhã sustentável. “Estamos muito entusiasmados com esta distinção que premeia a Beosound Level com o Cradle to Cradle Certified® Bronze, uma valorização exterior do  nosso compromisso em desenhar e produzir de forma a aumentar a duração do ciclo de vida do produto e reduzir o impacto ambiental de nossos sistemas de produtos”, afirma Mads Kogsgaard Hansen, Gerente de Produto Global Sénior para Clássicos e Circularidade do Produto. “Esta certificação é um passo importante para demonstrar como a indústria pode trabalhar para prolongar o ciclo de vida do produto e reduzir a produção de lixo eletrónico. A Bang & Olufsen e a indústria de bens eletrónicos de consumo em geral precisam de trabalhar coletivamente em toda a cadeia de valor para reverter a tendência de aumento do lixo eletrónico em escala global e ajudar a transformar a indústria de forma positiva, reduzindo o seu impacto no planeta. ”

O Cradle to Cradle Products Innovation Institute do Cradle to Cradle Certified Product Standard é há muito considerado o padrão de base científica mais confiável e avançado para projetar e fabricar produtos que maximizam a saúde e o bem-estar das pessoas e do planeta. A quarta versão do Cradle to Cradle Certified apresenta requisitos novos e melhorados em todas as categorias de desempenho. Isto inclui, (mas não está limitado a) novas estruturas para Circularidade de Produto, requisitos mais rigorosos relativamente ao Ar Limpo e Proteção Climática para promover ações urgentes para lidar com as mudanças climáticas, bem como alinhamento otimizado dos requisitos de Saúde de Materiais com os principais regulamentos químicos e outros padrões. O objetivo final da filosofia Cradle to Cradle é criar um mundo sustentável onde os materiais são vistos como nutrientes que circulam em ciclos fechados e, eventualmente, ajudam a eliminar os resíduos. “Ao alcançar o Bronze certificado Cradle to Cradle para o nível Beosound, a Bang & Olufsen prova que uma mudança de paradigma de um sistema linear para um circular na indústria de eletrónicos de consumo é possível e viável”, disse Christina Raab, vice-presidente de Estratégia e Desenvolvimento na Cradle ao Cradle Products Innovation Institute. “A certificação valida o design circular e as realizações de produção sustentável e abre o caminho para novos desenvolvimentos de tecnologia circular.”

Beosound Level é uma coluna Wi-Fi portátil projetada com uma abordagem modular baseada no desenvolvimento dos princípios de design da Bang & Olufsen do passado. A coluna é fácil de manter, reparar e consertar com o objetivo de expandir a vida útil muito além dos padrões da indústria. Os próprios clientes podem substituir a bateria e os parceiros de serviço têm fácil acesso a componentes críticos para substituições, se necessário, garantindo uma longa vida útil com um cliente e permitindo vários loops com uma série de propriedades diferentes. Uma vez que atinge seu ponto final de vida útil após muitos anos de serviço, a Beosound Level oferece suporte a um processo de circulação eficiente de recursos devido à facilidade de desmontagem e uso de materiais de alta qualidade, incluindo materiais poliméricos recirculados pós-consumo para componentes estruturais.

A Bang & Olufsen está empenhada em combater a obsolescência da tecnologia e a Beosound Level apresenta o novo módulo de streaming substituível da empresa, que foi antecipadamente carregado com poder de processamento e tecnologia de conectividade suficientes para receber novas atualizações de desempenho e recursos por muitos anos.

VW enfrenta Dieselgate 2.0

25-09-2021 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Um conselheiro do Tribunal de Justiça da UE considerou que o controlo da válvula de recirculação de gases nos motores VW também faz batota para reduzir as emissões durante os testes.

Quando a VW pensava já ter ultrapassado o dispendioso caso Dieselgate, eis que se aproxima o segundo capítulo, desta vez referente às emissões NOx e à válvula de recirculação de gases. Essa válvula permite recircular os gases de escape para reduzir as emissões poluentes - mas o problema é que a VW apenas utiliza essa válvula quanto a temperatura ambiente está entre os 15º C e 33º C e a altitudes abaixo dos 1000 metros. Condições que levaram um grupo de consumidores austríacos a avançar com um processo, já que por lá será praticamente impossível cumprir isso em condução regular, fazendo com que as emissões poluentes dos VW sejam muito superiores ao anunciado.

Se o TJUE seguir o entendimento do conselheiro, a VW arrisca-se a nova vaga de indemnizações milionárias, que são perfeitamente justificadas, demonstrando-se mais uma vez o ponto a que os fabricantes automóveis foram capazes de chegar, adicionando complexidade aos seus motores com o propósito principal de enganar os sistemas de testes de emissões. É profundamente vergonhoso, e não pode ser ignorado só porque agora, finalmente, estão a apostar nos carros eléctricos - quando provavelmente poderiam ter poupado décadas de emissões se o tivessem feito antes na altura em que começaram a fazer as batotas.

Infelizmente a indústria automóvel já tem longo historial de esconder deliberadamente coisas que sabem ser prejudiciais para os condutores ou sociedade em geral, como foi o caso da gasolina com chumbo, que foi mantida durante décadas apesar de saberem os efeitos nocivos; ou dos carros que explodiam se fossem batidos por trás, mas em que fizeram as contas e ficava mais barato indemnizar os potenciais acidentes nessas condições, do que corrigir o problema.

Como fazer módulos Nanoleaf de baixo custo

25-09-2021 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Se são fãs dos módulos LED Nanoleaf mas não estão dispostos a pagar o seu preço elevado, podem sempre optar por criarem os vossos próprios módulos LED luminosos - com compatibilidade Alexa e Hue.

Os módulos luminosos Nanaleaf são bastante populares entre os fãs da iluminação decorativa, mas o seu preço deixa-os fora do alcance da maioria das pessoas, facilmente ultrapassando a centena de euros por uns poucos módulos geométricos. A alternativa, um pouco mais trabalhosa mas bastante mais compensadora em termos económicos, é criar os próprios módulos, como é explicado passo por passo neste excelente instructable.

Será conveniente ter acesso a uma impressora 3D (a não ser que prefiram fazer a estrutura em madeira e acrílico), e depois disso os ingredientes principais são uma fita LED (que será cortada em segmentos para colocar dentro de cada módulo) e um pequeno controlador ESP8266 com o firmware WLED, que trata de toda a parte de gestão dos LEDs e até possibilida a integração com a Alexa e sistema Philips Hue. Um rolo de 5 metros de fita LED é suficiente para 12 módulos, e o preço final de cada módulo, em material, fica por apenas 4 euros - o que significa que um conjunto de 10 módulos ficará por apenas 40 euros, muito menos que os 200 euros (ou mais) que ficaria com Nanoleafs oficiais.




LEGO celebra visita do Pai Natal

25-09-2021 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A LEGO tem um novo conjunto para celebrar a noite de Natal, com o conjunto Santa's Visit.

O Santa's Visit (10293) recria uma casa e respectiva família na noite de Natal, e incluindo alguns pormenores bastante curiosos, com uma árvore de Natal com iluminação real (quando se carrega nela), e uma chaminé onde se pode largar o Pai Natal para uma viagem expresso até à sala de estar no interior da casa. Parte do telhado conta com um sistema móvel, para mais fácil acesso ao interior.
Este conjunto LEGO Santa's Visit (10293) com 1445 peças e 4 minifigs já está disponível para os membros LEGO VIP, ficando disponível para o público em geral em breve. Tem um preço recomendado de 99.99 euros.



Unagi cria trotinete eléctrica dual-motor

25-09-2021 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

Quando se pensava que todas as trotinetes eléctricas seriam iguais, eis que a Unagi apresenta um modelo com suspensão dupla e tracção às duas rodas.

A Unagi Model Eleven pode manter um design idêntico ao das restantes trotinetes, mas esconde uma série de inovações tecnológicas que a tornam mais avançada que os modelos concorrentes. Mesmo mantendo um peso de 14.5 kg, estamos perante uma trotinete com suspensão à frente e atrás e, mais importante, que conta com dois motores eléctricos de 500 W para tracção às duas rodas e potência máxima combinada de 1000 W. Os pneus de 9" são anti-furo, com interior em espuma, e são montados num sistema de troca fácil para quando for necessário substituí-los. Também as baterias são substituíveis, para dispensar o tempo de carregamento, com cada uma delas a prometer uma autonomia de até 22 km.
Temos até um sistema de alerta à condução que não se esperaria ver numa trotinete, capaz de identificar sinais de trânsito, pessoas, carros e outros obstáculos, alertando o condutor; e não falta um sistema de navegação GPS que dá as instruções por voz e no seu pequeno ecrã circular. O mesmo GPS pode ser usado para localizar a trotinete em caso de roubo, sendo possível bloqueá-la remotamente através da sua app.

Os preços anunciados são de $2860 e $2440, dependendo de ter o sistema de alerta de obstáculos ou não; mas estão a ser disponibilizadas com descontos significativos de lançamento na campanha de crowdfunding: $1990 e $1690. Sendo que conta com o voto de confiança de ser um fabricante que já produz e comercializa trotinetes eléctricas há algum tempo - no entanto, como em todas as campanhas de crowdfunding, há sempre o factor de risco.

XPeng mostra o seu Autopilot a conduzir em cidade

25-09-2021 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A XPeng mostrou o seu sistema de condução NGP X-PILOT 3.5 a conduzir autonomamente em cidade.

A Tesla pode ser a marca que mais promove (promete) os sistemas de condução autónoma, mas está longe de ser a única, e outros fabricantes parecem ter sistemas que nada ficam a dever ao sistema da Tesla. A XPeng chinesa é um desses fabricantes, e um vídeo do seu sistema NGP X-PILOT 3.5 (Navigation Guided Pilot) que equipará o próximo XPeng P5, é bastante elucidativo, conseguindo lidar sem problemas com situações do dia a dia, como estradas parcialmente bloqueadas, necessidade de desviar ou esperar por outros condutores a meterem-se à frente, etc.

O sistem NGP da XPeng já permitia a condução em auto-estrada e vias rápidas, mas só com esta versão 3.5, que tira partido dos LIDARs instalados no P5, é que ganha a capacidade para enfrentar o trânsito citadino - e está muito bem encaminhado, como se pode ver.




Investigadores criam micro-máquinas voadoras

25-09-2021 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Investigadores criaram as mais pequenas máquinas fabricadas que podem voar pelo ar, mais uma vez indo buscar inspiração na natureza.

Estes microflyers não são aeronaves no verdadeiro sentido da palavra, melhor sendo descritos como microchips voadores que poderão ser usados para recolher dados durante o voo; e para isso adoptaram um formato idêntico ao de algumas sementes, que giram pelo ar como o rotor de um helicóptero, dando-lhes maior tempo de voo e possibilidade de cobrirem uma distância bastante maior do que se simplesmente caíssem.

Um dos protótipos demonstrou a capacidade de monitorizar a qualidade do ar durante a sua queda, mas o mais impressionante é que estes sensores voadores podem ser reduzidos a uma escala impressionante, com o mais pequeno deles a ter apenas 500 microns de diâmetro.

Por agora estes micro-voadores não têm capacidade de voar por sua própria inciativa, conseguindo apenas prolongar o tempo de queda quando largados do ar, e podendo voar maiores distâncias se levados pelo vento. Mas com a evolução tecnológica, talvez no futuro se consigam criar versões capazes de ter algum tipo de controlo sobreo o voo, potencialmente possibilitando voos de longa duração em áreas mais ventosas - ou a alta altitude - recorrendo a micropaineis solares para energia.

Missão Inspiration4 partilha momento da abertura da cúpula de vidro

25-09-2021 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A missão Inspiration4 já está sã e salva de regresso à Terra, mas também partilhou o momento em que espreitaram o mundo pela cúpula panorâmica da cápsula Crew Dragon.

Para além de terem estado realmente em órbita, ao contrário dos "sobe e desce" da Blue Origin de Jeff Bezos, a SpaceX também teve resposta à altura ao argumento do bilionário da Amazon, que dizia que a sua cápsula era a que tinha as maiores janelas de sempre. A cápsula Crew Dragon da SpaceX estava equipada com uma cúpula de vidro, permitindo aos seus passageiros terem a experiência de "quase" estarem no espaço sem ver o mundo lá fora através de uma janela pequena. E esse momento, da primeira vez que espreitaram o nosso planeta de órbita através da redoma de vidro, foi partilhado por um dos membros da missão.

The moment when me and my amazing crew, @rookisaacman, @ArceneauxHayley, @ChrisSembroski opened up the @SpaceX cupola for the first time, a true highlight of the @inspiration4x mission. Make sure you tune into Countdown on @netflix to see more epic moments from space! @TIME pic.twitter.com/AKmturr9Du

— Dr. Sian “Leo” Proctor (@DrSianProctor) September 21, 2021

Em breve poderemos ver mais cenas sobre o tempo passado em órbita e o seu regresso, no documentário Countdown: Inspiration4 Mission to Space que está disponível na Netflix e apresentará esta parte sobre o final da missão nos próximos dias.

Smartmi Evaporative Humidifier 2 para melhorar o ar da habitação

25-09-2021 | 08:32 | Apps do Android


O Smartmi Evaporative Humidifier 2 está disponível online por 160€. 


A Smartmi, marca de eletrodomésticos e vida inteligentes pertencente ao ecossistema Xiaomi, acaba de apresentar em Portugal o seu mais recente humidificador inteligente: Smartmi Evaporative Humidifier 2. Trata-se de um novo humidificador que funciona sem vapor e que devido ao seu sistema de filtragem de partículas elimina até 99% das bactérias que existem na água.

Um maior cuidado na sua saúde respiratória e da sua casa
A sua particularidade de simulação natural da humidade sem vapor torna-o adequado a todas as pessoas, desde bebés, crianças, idosos e pessoas sensíveis ou alérgicas, já que limpa o ambiente tornando o ar respirado mais puro. Além disso, esta característica permite que não tenha de se preocupar que os móveis ou os chãos de madeira da sua casa fiquem molhados, não afetado a sua longevidade.

Controle a sua humidade
O Smartmi Evaporative Humidifier 2 possui um depósito de 4 litros e uma capacidade de humidificação de 260ml por hora, permitindo que, após um único enchimento, o equipamento trabalhe, com a maior intensidade, até 15 horas e humidifique uma divisão de até 40m2. Apresenta duas opções de enchimento – na parte inferior ou na superior do equipamento –, sendo que o sensor de capacidade de água deteta automaticamente o nível de água, avisando o utilizador através do ecrã táctil quando tem de fazer o seu reabastecimento. A facilidade de acesso ao depósito de água faz também que a limpeza do equipamento seja extremamente simples e cómoda.

Este possui, igualmente, dois sensores de nível de humidade e temperatura para que possa ocorrer uma operação automática precisa e que podem ser verificados diretamente a partir da aplicação Mi Home. Desta forma, a humidade estará sempre no nível que desejar e o seu sistema inteligente permitirá que nunca tenha humidade excessiva na sua divisão. Quando o nível da água se encontra no nível mais baixo, o humidificador continua a funcionar durante até 8 horas para evaporar automaticamente a água acumulada para evitar bactérias e maus cheiros.

Apresenta quatro modos de funcionamento: automático e três níveis de velocidades, que podem ser ajustadas de acordo com a preferência do utilizador.

Ar mais puro e livre de bactérias
Graças aos filtros em forma de discos rotativos, tem uma grande capacidade de filtragem de partículas, eliminando até 99% das bactérias que existem na água. Por outro lado, o seu material ABS antibacteriano no interior do depósito de água, evita a criação de mofo e resíduos de cal, aumentando a sua longevidade e qualidade do ar.

Seguro e perfeito para qualquer divisão
Destaca-se o seu sistema de segurança, uma vez que se, devido a um acidente, o corpo do humidificador e o depósito de água ficarem separados, o sensor de posição fará com que o humidificador deixe de funcionar automaticamente, parando o ventilador e evitando possíveis acidentes com o mesmo, convertendo assim a sua experiência de utilização mais segura.

Com um design premium, o novo produto da Smartmi não causa ruído visual, ficando bem em qualquer divisão, aliado ao facto de ser muito silencioso (volume máximo de 45 dB). Disponível em branco, possui dimensões reduzidas para um equipamento do género (240*240*363 mm) e um peso de 4,3 kg. Com um consumo de apenas 8W, este humidificador apresenta uma alta eficiência.

O Smartmi Evaporative Humidifier 2 pode ser facilmente controlado através da aplicação Mi Home, disponível para dispositivos iOS ou Android, e por controlo de voz caso esteja conectado aos equipamentos Alexa e Google Home Assistant.

A solução está disponível no site oficial da marca, em www.mismartmi.pt, com um PVP de 159,90 euros.

A SPC, empresa tecnológica especializada no desenvolvimento de produtos eletrónicos de consumo há 30 anos, é a distribuidora oficial da Smartmi em Portugal e Espanha, estando também encarregue os serviços de garantia e pós-venda. É precisamente o apoio de uma empresa local que vai garantir que os produtos da marca sejam certificados pela Comunidade Europeia (CE) e que cumprem com os requisitos de segurança da União Europeia. 

App de stalkerware expôs screenshots de todos os clientes ao mundo

24-09-2021 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Uma app usada para espiar smartphones estava a fazer muito mais do que se pensava, deixando que toda a internet visse os screenshots dos smartphones espiados.

Numa situação que quase seria cómica se não se tratasse da privacidade e segurança de utilizadores, que por vezes nem sabem que estão a ser espiados, descobriu-se que o stalkerware da empresa pcTattleTale, utilizando para espiar os computadores e smartphones das vítimas, permitia que qualquer pessoa na internet pudesse ver as capturas de ecrã feitas remotamente a esses dispositivos.

Em causa está a decisão da empresa em armazenar as imagens num servidor sem qualquer requisito de autenticação nem limitação de pedidos, e da atribuição de nomes sequenciais com data e hora, possibilitando que qualquer curioso facilmente possa criar um script que percorra todas as datas e horas para descarregar todas as imagens - e no processo poder ver informação privada sobre as pessoas que estão a ser espiadas.

Limitar o acesso das imagens às pessoas devidamente autenticadas e com autorização para ver apenas as imagens associadas à sua conta seria uma das regras básicas de segurança que se esperaria de qualquer app, e ainda mais de uma app cuja função é violar a privacidade das vítimas; assim como a de ter medidas adicionais que limitassem a quantidade de pedidos feitos, para inviabilizar a táctica de tentar acertar em nomes correndo todas as variações de tempo possíveis. Mas, mais uma vez, fica demonstrado que as pessoas erradamente depositam a sua confiança em empresas que não têm qualquer preocupação com a sua privacidade ou segurança... o que neste caso acaba por ser quase apropriado, sendo uma empresa que se dedica a espiar pessoas.

Xiaomi 11T Pro a €584 e Pad 5 a €427

24-09-2021 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Com as promoções de lançamento terminadas, ainda é possível encontrar os smartphones da família Xiaomi 11T, e Xiaomi Pad 5, a preços interessantes.

Os novos Xiaomi 11T, 11T Pro e 11T lite esgotaram quase imediatamente as promoções do dia de lançamento, e o mesmo aconteceu com o tablet Xiaomi Pad 5. Para quem não as conseguiu apanhar, há agora que procurar as melhores propostas, e começamos pelo Xiaomi 11T Pro.

Xiaomi 11T Pro

O Xiaomi 11T Pro, com um ecrã OLED de 6.67" a 120 Hz (completamente plano, para alívio dos que não apreciam os lados arredondados) e touch a 480 Hz, Snapdragon 888, 8GB ou 12 GB RAM, 128 GB ou 256 GB, câmaras de 108 MP (com vídeo 8K) + 8 MP ultrawide + 5 MP tele/macro, câmara frontal de 16 MP, sensor de impressões digitais no botão lateral, e bateria de 5000 mAh com carregamento HyperCharge de 120 W.
O Xiaomi 11T Pro de 8+128GB está disponível por 584 euros com envio gratuito de Espanha.

Xiaomi 11T

Se quiserem algo mais em conta, o Xiaomi 11T normal de 8+128GB está disponível por 479 euros, com envio gratuito de França, e mantendo o ecrã AMOLED de 120 HZ e câmara de 108 MP, mas trocando o CPU para um MediaTek Dimensity 1200-Ultra, e o carregamento baixa para os 67 W, ainda assim bastante mais rápido que muitos "carregamentos rápidos" de outros fabricantes.

Xiaomi 11 Lite

E por fim temos o Xiaomi 11 Lite 6+128GB com preço a começar nos 380 euros, com ecrã AMOLED de 90 Hz (ainda com suporte Dolby Vision HDR), sistema de câmara tripla de 64 MP, e mantendo um design bastante atractivo com espessura de apenas 6.81 mm e peso de 158 g.


Xiaomi Pad 5

Para quem procura um tablet, o Xiaomi Pad 5 está disponível com preço a começar nos 427 euros com envio gratuito de Espanha.

O Xiaomi Pad 5 é um tablet com ecrã de 11" (2560x1600 px) a 120 Hz e suporte Dolby Vision, Snapdragon 860, 6 GB de RAM, e 128 / 256 GB de capacidade (UFS 3.1), suporte para a Xiaomi Smart Pen magnética, câmaras de 13 MP e 8 MP, quatro colunas com som Dolby Atmos, e bateria de 8720 mAh com carregamento rápido de 33 W via USB-C - embora de origem venha apenas com um carregador de 22.5 W.


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Começar de novo, entre a ficção e a realidade

24-09-2021 | 17:08 | Gonçalo Sá

A tentativa de recomeço dá o mote a duas das apostas seguras do QUEER LISBOA 25, a decorrer no Cinema São Jorge e na Cinemateca de Lisboa. Uma na ficção, outra no documentário, ambas revelações do Festival Internacional de Cinema Queer.

La Nave del Olvido.jpg

"LA NAVE DEL OLVIDO", de Nicol Ruiz: Vale a pena espreitar esta primeira longa-metragem de uma nova realizadora chilena só pela interpretação principal, certamente uma das mais memoráveis do Queer Lisboa deste ano. Mas além do desempenho comovente e sempre credível da veterana Rosa Ramírez, este estudo de personagem tem vários atributos que marcam uma autora a seguir.

Olhar sobre uma viúva de meia-idade que inicia, relutantemente, uma jornada de auto-descoberta numa fase em que tudo já parecia estar decidido e acomodado, é um drama que mergulha com empatia e perspicácia em questões de identidade, liberdade ou autonomia sem que esses temas se imponham ao retrato de uma mulher de corpo inteiro. Ramírez é muito boa a traduzir a dignidade e a solidão da protagonista face a uma comunidade (do interior do Chile) na qual não se enquadra e uma filha que não a compreende, mas o filme brilha especialmente quando a atira para pequenas transgressões às normas conservadoras vigentes com um entusiasmo juvenil contagiante.

A cumplicidade com uma nova vizinha, que acaba por incitar a vontade de mudança, e o encontro com um refúgio LGBTQIA+ ajudam a compor um relato envolvente que Ruiz trabalha com apuro visual (do quotidiano pardacento dos primeiros dias de luto às possibilidades de escape em tom quase onírico que surgem neste caminho). Pelo meio há toques de ficção científica (com ovnis à mistura) a sublinhar que esta é uma história sobre a diferença e o preconceito, que talvez estejam aqui a mais embora também não cortem, no essencial, o impacto de uma bela e calorosa revelação.

3,5/5

Silent Voice.jpg

"SILENT VOICE", de Reka Valerik: Depois de "Welcome to Chechnya", de David France, (que passou no Queer Lisboa no ano passado) ter feito a denúncia da perseguição à comunidade LGBTQIA+ numa república conhecida internacionalmente pela intolerância, este novo olhar documental vem mostrar que não faltam, infelizmente, mais histórias traumáticas nascidas na Chechénia... nem formas personalizadas de as contar.

Neste caso, o/a realizador/a optou pelo anonimato, por questões de segurança, assinando com um pseudónimo, ao acompanhar os primeiros tempos de Khavaj, um jovem checheno que fugiu para a Bélgica após a descoberta da sua homossexualidade pela família o ter colocado em risco de vida. Mas a mãe continua a tentar contactá-lo, como dão conta as muitas mensagens de voz responsáveis por boa parte do peso dramático de um filme imersivo e sensorial. A câmara nunca foca o rosto do protagonista, mas encontra formas criativas de o seguir, jogando com espelhos embaciados ou ângulos de janelas, a linguagem corporal ou o som da respiração, num modelo que conjuga intimismo e distanciamento, conforto e confronto.

O filme nem pode recorrer às palavras de Khavaj, que ficou sem conseguir falar depois do trauma e tenta um processo de recuperação. E se isso contribui para que o resultado seja algo opaco em alguns momentos, também mostra um/a realizador/a que entende que menos pode ser mais. Incluindo na duração, que opta pelo formato ainda pouco habitual de média-metragem (51 minutos), evitando alongar-se e tornar a intensidade de uma abordagem minimalista numa limitação. Fica um retrato forte e um objecto singular, às vezes a trazer à memória o também idiossincrático (ainda que tematicamente bem distinto) "Boy Eating the Bird’s Food", do grego Ektoras Lygizos, exibido no Queer Lisboa há uns anos.

3/5