PlanetGeek
№ 01

Discord começa a estimar idade dos utilizadores

O Discord começou a fazer a estimativa de idades dos utilizadores, com bastantes erros pelo meio.

Depois do desastroso sistema anterior que resultou no roubo de informação privada dos utilizadores, e de meses de adiamento, o Discord começou a implementar um novo sistema de verificação de idade que promete estimar automaticamente a faixa etária dos utilizadores para limitar o acesso a conteúdos para adultos. A implementação está a decorrer gradualmente e deverá chegar a todas as contas nos próximos dias. A mudança surge após críticas ao plano original da plataforma, que exigia a muitos utilizadores o envio de documentos de identificação ou digitalizações faciais.

O novo sistema classifica os utilizadores em três grupos: adultos (18+), adolescentes (13-17 anos) e contas sem idade confirmada. O Discord diz que "mais de 90%" dos utilizadores não terão que verificar manualmente a idade, com o sistema a analisar padrões de utilização, como os servidores frequentados, a actividade da conta e a sua antiguidade, etc. sem aceder a mensagens, chamadas ou outros conteúdos privados. No entanto, o resultado prático está a ser bem diferente, não faltando casos em que utilizadores adultos se vêm classificados "sem idade" e sem acesso aos servidores e canais que usam regularmente.

Discord auto age profiling is starting great.
🤦‍♂️💩 pic.twitter.com/2nizpFglVw

— Carlos Martins (@ptnik) September 24, 2026
Também eu levei com classificação errada, e para piorar, a app nem sequer dava qualquer opção para avançar com a validação da idade (só depois indo ao Discord na web é que aquilo lá acabou por reconhecer que afinal "tenho idade").

Google verifies your age by reading your search history and YouTube watch habits.

Discord verifies your age by reading your community activity and interaction patterns.

Neither asks for your ID for most users.

Both point existing behavioral surveillance at a new compliance… pic.twitter.com/wZsMR5OpHV

— Nym (@nym) September 23, 2026
Quando tal acontece, os utilizadores terão que confirmar a idade através de vários métodos, incluindo cartão de crédito, informações fornecidas pela App Store, Google Play, ou Google Wallet, ou através de serviços especializados de verificação de idade. Tudo coisas que poderão ser encaradas como uma invasão de privacidade, ainda para mais tendo em conta os episódios anteriores do Discord que resultaram no roubo de dados privados de identificação - apesar de agora o Discord assegurar que esse sistema foi totalmente abandonado e agora usa sistemas muito mais seguros.

Claro que, há também quem relembre que o facto do Discord (e também o YouTube) estarem a fazer passar a ideia de que são "amigos dos utilizadores" ao tentarem não pedir documentos para validar a idade, apenas vem dar visibilidade ao tipo de análises que as plataformas fazem sobre os utilizadores, e que lhes permite saber muito mais do que aquilo que a maioria dos utilizadores assume. Basta relembrar todas as categorias de coisas que o Facebook acumulava sobre os utilizadores, há mais de uma década atrás.

№ 02

Elgato Stream Deck MK.2 a €136

Perfeito para quem quer automatizar e ter acesso imediato a inúmeras funções, o Stream Deck MK.2 da Elgato vem com 15 teclas programáveis.

O Stream Deck da Elgato tem sido uma opção popular entre streamers ou pessoas que apreciam a verstilidade de uma série de botões programáveis com mini-ecrãs que facilitam saber o que cada faz. Este novo Stream Deck MK.2 traz algumas melhorias face ao modelo anterior, com um design mais cuidado e profissional, suporte amovível, painéis frontais substituíveis, e cabo USB-C amovível.
O Elgato Stream Deck MK.2 está disponível por 136 euros na Amazon Espanha.

Mesmo sabendo-se que a Elgato disponibiliza a sua app que, de certa forma, permite replicar o funcionamento do Stream Deck num smartphone ou tablet, há quem não dispense a capacidade de ter esses botões programáveis em formato físico e sempre disponíveis sem "prender" o uso do seu smartphone/tablet. Adicionalmente, embora seja um dispositivo muito apreciado por streamers, acaba por poder ser usado em inúmeros outros casos, até mesmo em cenários de trabalho onde se possa ter necessidade recorrente de repetir operações complexas, que aqui poderão ficar acessíveis através de uma só tecla.


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№ 03

iOS 27 vai deixar bloquear acesso aos sensores de movimento

Devido ao comportamento abusivo de certas apps, o iOS 27 vai deixar bloquear o acesso aos sensores de movimento nos iPhones.

Na longa lista de restrições de acesso ao hardware e outras capacidades, o iOS 27.2 (ainda em beta) prepara-se para adicionar mais uma. A Apple está a testar uma nova opção no iPhone que permite bloquear o acesso das apps aos sensores de movimento dos iPhones.

A nova definição, chamada "Restrict Motion Data", impede que as apps utilizem dados do acelerómetro e do giroscópio. Embora a Apple não tenha explicado oficialmente o motivo da novidade, muitos utilizadores acreditam que a medida foi criada para combater os populares anúncios "shake-to-open" presentes em algumas aplicações chinesas, suspeita que parece ser validada pelo facto da opção, por agora, apenas estar disponível para utilizadores com contas da App Store da China.
Estes têm-se tornado numa autêntica praga entre as apps chinesas, com a desculpa de que se precisa "abanar o iPhone" para serem activados; mas que na prática fazem com que a publicidade seja apresentada por coisas tão simples quanto pegar no smartphone, caminhar com ele no bolso, ou durante um solavanco numa viagem de carro - levando à abertura indesejada de páginas promocionais, ou transferências para outras apps.

A prática abusiva tem sido alvo de bastantes críticas, ao ponto de ter levado a Apple a criar mais uma opção de restrição a estes dados. A coisa não vai tão longe quanto bloquear de origem esta permissão (como acontece no acesso à localização, câmaras e microfone) com um pedido expresso de acesso, mas dá aos utilizadores uma forma de impedir que apps abusivas o façam.

№ 04

Google Vids com vídeos AI gratuitos para todos

A Google está a tentar cativar mais utilizadores com vídeos AI gratuitos no Google Vids.

A Google anunciou que a geração de vídeos AI no Google Vids passa a estar disponível gratuitamente para qualquer pessoa com uma conta Google pessoal ou Workspace. A plataforma de criação de vídeos com inteligência artificial, lançada inicialmente para utilizadores empresariais, ganha agora acesso alargado graças à integração do novo modelo Gemini Omni 1.1 Flash-Lite.

Com esta atualização, os utilizadores podem criar vídeos em resolução 1080p sem qualquer custo. Para utilizar a ferramenta, basta aceder ao serviço através do computador e escolher a opção de criação de vídeos com AI. A Google não revelou quais são os limites para os utilizadores gratuitos, embora refira que os planos Google AI oferecem limites de geração superiores e acesso a funcionalidades adicionais.
Todos os vídeos gerados incluem o habitual SynthID, permitindo identificar que o conteúdo foi criado com inteligência artificial. A empresa confirmou também que irá disponibilizar em breve o modelo Gemini 3.8 Flash-Lite Text-to-Speech no Google Vids, que permitirá transformar automaticamente um guião em narração para os vídeos criados pela plataforma, em mais de 100 idiomas.

Embora os modelos de geração de vídeo AI ocidentais pareçam ter ficado para trás face aos modelos chineses (como o MiniMax H3 que tem dado que falar nos últimos tempos), parece que a Google não quer facilitar, relembrando que os utilizadores podem gerar vídeos AI usando as suas ferramentas, sem preocupações em terem ou não hardware capaz para correr localmente os modelos AI da moda.

№ 05

Frigoríficos Samsung encravados por actualização errada

Num novo caso que relembra os riscos dos smart devices, uma actualização da Samsung inutilizou milhares de frigoríficos na Coreia do Sul.

Uma actualização de firmware SmartThings lançada pela Samsung para os seus frigoríficos inteligentes na Coreia do Sul tornou-se num pesadelo, deixando milhares de electrodomésticos inutilizáveis. O problema surgiu após uma actualização de testes ter sido enviada por engano, fazendo com que os frigoríficos ficassem bloqueados no processo de instalação e - pior que tudo - deixassem de funcionar por completo.

Os clientes começaram a relatar que as portas automáticas deixaram de abrir, a iluminação interior parou de funcionar, e a temperatura começou a subir, deixando os alimentos armazenados em risco. A situação tornou-se ainda mais problemática porque aconteceu poucos dias antes do Chuseok, um dos feriados mais importantes da Coreia do Sul e um fim-de-semana prolongado, celebrado entre 24 e 26 de Setembro. Muitas famílias já tinham armazenado grandes quantidades de alimentos para a ocasião, aumentando os riscos de deterioração de carne, peixe e outros produtos.

Perante a dimensão do problema, a Samsung entrou em modo de emergência e comprometeu-se a restaurar todos os frigoríficos afectados até 24 de Setembro, mobilizando equipas de assistência de emergência para os casos mais urgentes (aparentemente alguns frigoríficos necessitaram de trocar a motherboard). A empresa está também a analisar compensações para os clientes que perderam alimentos.

O incidente volta a levantar questões sobre a crescente dependência de software e funcionalidades inteligentes em electrodomésticos, já que uma simples actualização pode transformar uma casa de sonho num verdadeiro inferno digital, com impacto directo no dia a dia dos consumidores.

№ 06

Meta VR Glasses e Muse Charm

No Meta Connect 2026, ficamos a conhecer os novos óculos Meta VR Glasses, óculos Ray-Ban Meta Audio sem câmara, e um divertido Muse Charm.

A Meta aproveitou o evento Connect 2026 para revelar vários novos dispositivos de hardware, incluindo novos óculos de realidade virtual ultra-leves, uma nova versão dos Ray-Ban Meta sem câmaras e um curioso assistente portátil AI chamado Muse Charm.
A principal novidade são os Meta VR Glasses, os primeiros óculos de realidade virtual da empresa concebidos com um design dividido em dois componentes. Os óculos apenas alojam os ecrãs e sensores, enquanto uma pequena unidade concentra todo o processamento e a bateria. Graças a esta abordagem, os óculos pesam apenas 100 gramas. O dispositivo utiliza painéis micro OLED com resolução 5K (2412x2288 por olho) e densidade de 37 pixels por grau, oferecendo também suporte para Dolby Vision - pelo lado negativo, o campo visual reduz-se dos 110°x96° dos Quest 3 para apenas 70°x66°. O sistema de áudio está integrado nas hastes e inclui compatibilidade com Dolby Atmos para som espacial.

Os Meta VR Glasses são usam o novo processador Snapdragon Reality Elite e oferecem até três horas de utilização por carga. A unidade externa suporta carregamento rápido de 45 W. Desta vez a Meta optou por não incluir controladores, apostando na interação feita através do movimentos dos olhos e gestos das mãos. Entre as funcionalidades destacadas encontram-se suporte para filmes 3D, certificação IMAX Enhanced e acesso a jogos através do Xbox Cloud Gaming. A Meta também apresentou a funcionalidade Hologram Calling, que cria uma representação fotorealista do utilizador durante videochamadas, reproduzindo expressões faciais e reações em tempo real.

Os Meta VR Glasses chegarão ao mercado na Primavera de 2027, com preços a partir de 1.299 dólares nos Estados Unidos.

Além dos óculos de realidade virtual (e algumas novidades nos óculos Ray-Ban com ecrã), a Meta revelou os novos Ray-Ban Meta Audio, a primeira versão dos seus óculos inteligentes sem câmaras integradas. O objectivo é oferecer uma alternativa mais discreta para quem pretende usufruir das funcionalidades de áudio e da assistente Meta AI, esquivando-se a todas as polémicas e preocupações relacionadas com a captação de imagens.

Os Ray-Ban Meta Audio pesam apenas 43 gramas e prometem até 12 horas de autonomia, que podem chegar às 48 horas quando utilizados com o estojo de carregamento. Estarão disponíveis em 23 combinações de cores e lentes, incluindo os estilos Clubmaster e Burbank.

Os novos óculos inteligentes chgeam a 13 de outubro por 349 dólares.

Por fim, e em estilo "one more thing", a Meta também aproveitou o evento para mostrar o Muse Charm, um pequeno dispositivo portátil dedicado ao assistente Muse AI que se antecipa a produtos AI esperados de empresas como a Apple e OpenAI. Com dimensões semelhantes às de um smartwatch, o pequeno acessório inclui um avatar interactivo inspirado nos clássicos Tamagotchi e foi concebido para permitir conversas rápidas com o assistente AI da empresa.

O Muse Charm integra toda a experiência do Muse AI, incluindo o modelo de voz em tempo real e o avatar animado, num dispositivo suficientemente pequeno para ser transportado num porta-chaves. O utilizador apenas precisa de tocar no sensor de impressões digitais integrado para iniciar uma conversa, sem necessidade de desbloquear um smartphone ou abrir apps.

A Meta ainda não revelou especificações técnicas nem preços para o Muse Charm, mas confirmou que pretende lançar o dispositivo a tempo da época de Natal deste ano.


№ 07

Earphones Anker Soundcore P31i a €40

Quem for fã dos auriculares bluetooth de tamanho diminuto tem uma gama crescente de opções, onde se incluem estes Anker Soundcore P31i com cancelamento de ruído.

A remoção das fichas de 3.5mm dos smartphones, em tempos uma ficha comum mas que agora se tornou uma raridade, tem obrigado os utilizadores a trocar os seus headphones e earphones com cabo por versões wireless Bluetooth. Embora a oferta nesta área tenha tido um crescimento explosivo nos últimos anos graças a isto, há também uma enorme variedade em termos de qualidade - a todos os níveis - mesmo entre produtos na mesma gama de preços. Modelos como estes Soundcore P31i têm sido dos que mais se destacam na relação qualidade / preço, oferecendo cancelamento de ruído activo - algo que, em tempos, só estava disponível em modelos que custavam substancialmente mais.
Os Anker Soundcore P31i estão disponíveis por apenas 40 euros na Amazon Espanha.

Estes earphones suportam LDAC e Hi-Res Audio para a máxima qualidade, Spatial Audio, e até coisas mais avançadas como a tradução em tempo real (através de app, obviamente). Também como é habitual neste tipo de produtos, a sua caixa de transporte tem uma bateria interna e permite recarregá-los sempre que lá são colocados. Desta forma, a sua autonomia de 10 horas pode ser expandida até um total de 50 horas (40h com o cancelamento de ruído ligado). Também não terão problemas em enfrentar chuva ou sessões de treino mais intenso, graças à sua protecção IP55.


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№ 08

Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max chegam com ecrã privado

Confirmando os rumores, os novos Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max chegam com ecrã de privacidade e os mais recentes chips da Qualcomm.

A Xiaomi apresentou os novos Xiaomi 18 Pro e Xiaomi 18 Pro Max, os primeiros smartphones do mercado a estrearem os mais recentes processadores topo de gama da Qualcomm. O Xiaomi 18 Pro é o primeiro equipamento equipado com o Snapdragon 8 Elite Gen 6, enquanto o Xiaomi 18 Pro Max utiliza o mais potente Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6.

Além dos novos processadores, a série Xiaomi 18 Pro traz várias melhorias importantes, incluindo baterias de maior capacidade, ecrãs de privacidade, câmaras teleobjectivas renovadas, e os característicos ecrãs traseiros que continuam a diferenciar estes modelos da concorrência.
A Xiaomi expandiu significativamente as capacidades do ecrã traseiro, que agora - como não podia deixar de ser - ganham capacidades de inteligência artificial. Os utilizadores podem criar mini apps personalizadas através do assistente Xiao AI. Entre os exemplos demonstrados pela empresa encontram-se lembretes para beber água, temporizadores para cozinhar, e até aplicações de sugestões de receitas. O pequeno ecrã traseiro também pode apresentar widgets, fundos personalizados gerados por AI, e servir como interface para interagir com o Xiao AI. Naturalmente, continua a funcionar como visor para tirar selfies utilizando as câmaras traseiras, facilitando o enquadramente para se obterem fotografias de maior qualidade.

No departamento fotográfico, os dois modelos partilham exactamente o mesmo conjunto de câmaras. O sensor principal é um Light Hunter 960 de 200 MP com tamanho de 1/1.28" e distância focal equivalente a 23 mm. A este junta-se uma câmara periscópica de 200 MP com sensor de 1/1.56" com zoom óptico 3.2x e distância focal equivalente a 75 mm. O conjunto fica completo com uma câmara ultra grande angular de 50 MP com campo de visão de 102 graus.
Na frente encontramos painéis LTPO AMOLED com resolução 2K e taxa de actualização adaptativa entre 1 Hz e 120 Hz. O Xiaomi 18 Pro passa agora a contar com um ecrã de 6.4", enquanto o Xiaomi 18 Pro Max mantém as 6.9". Ambos oferecem um brilho máximo de 4.000 nits e proteção Xiaomi Dragon Crystal Glass 3. Os ecrãs passam a ter sistema de privacidade integrado no hardware do ecrã que reduz significativamente a visibilidade do conteúdo quando observado de ângulos laterais, dificultando que outras pessoas vejam o que está no ecrã. Segundo a Xiaomi, a solução é mais avançada do que a utilizada no Galaxy S26 Ultra da Samsung, permitindo activação automática com base na localização e ocultando notificações, janelas flutuantes, e modos de ecrã dividido. Este modo pode ainda ser activado rapidamente através do novo botão dedicado à AI na lateral do equipamento.

A autonomia também recebeu melhorias. O Xiaomi 18 Pro está equipado com uma bateria de 7.000 mAh, representando um aumento de 11% face à geração anterior. Já o Xiaomi 18 Pro Max inclui uma bateria de 8.500 mAh, cerca de 13% superior à do modelo que substitui. Ambos os smartphones suportam carregamento rápido com fios de 100 W, carregamento sem fios de 50 W e carregamento sem fios reverso de 27 W. Os equipamentos chegam de fábrica com o HyperOS 4 e contam com certificação IP69 para resistência à água e poeiras.
A série Xiaomi 18 Pro fica disponível nas cores preto, branco, rosa e azul. Existe ainda uma edição especial vermelha com elementos transparentes na traseira, para quem se quiser diferenciar.

Na China, os preços começam nos 5.999 yuan (cerca de 785 euros) para o Xiaomi 18 Pro com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O Xiaomi 18 Pro Max começa nos 6.999 yuan (aproximadamente 915 euros) na mesma configuração. Há versões com até 16 GB + 1 TB. Resta agora esperar pelo lançamento das versões globais.

№ 09

Motorola apresenta Signature 27

O Motorola Signature 27 é um dos primeiros smartphones equipado com os novos chips Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 da Qualcomm.

A Motorola apresentou o novo Signature 27 durante a Snapdragon Summit da Qualcomm. O smartphone será um dos primeiros modelos do mercado a chegar equipado com o novo processador Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, posicionando-se como o próximo topo de gama da marca.

Apesar de ser apenas o segundo equipamento da linha Signature, a Motorola aproveitou a oportunidade para fazer ajustes à nomenclatura. A partir de agora, os dispositivos desta gama passarão a utilizar os dois últimos dígitos do ano em que serão lançados, o que explica a designação Signature 27.

No interior, o novo processador da Qualcomm é acompanhado por um sistema de dissipação ArcticMesh com câmara de vapor 40% maior do que a utilizada na geração anterior. A empresa promete um melhor controlo das temperaturas durante sessões prolongadas de jogos, gravação de vídeo, e outras tarefas exigentes.
No departamento fotográfico, o Signature 27 destaca-se pela presença de um sensor principal Sony LYT-910 de 50 MP com estabilização óptica de imagem (OIS). Temos também uma câmara teleobjetiva periscópica de 200 MP, embora os restantes detalhes do conjunto fotográfico ainda não tenham sido divulgados.
O novo smartphone marca igualmente a estreia da parceria de longo prazo entre a Motorola e a Bang & Olufsen. O Signature 27 será o primeiro equipamento da marca a incluir a tecnologia Audio by B&O, prometendo uma experiência sonora mais premium. O dispositivo estará disponível nas cores Pantone Coal Smoke e Pantone Capulet Olive. Ambas as versões apresentam um acabamento texturizado na traseira. A Motorola confirmou ainda que o Signature 27 receberá sete anos de actualizações do sistema operativo, reforçando o compromisso da empresa com o suporte a longo prazo.

A disponibilidade global está prevista para o final deste ano. A data de lançamento, as especificações completas e os preços serão anunciados pela Motorola nas próximas semanas.

№ 10

Pequim proíbe posse e uso de drones

No China, os residentes de Pequim vêem-se obrigados a desfazer-se dos seus drones.

Podemos associar a China aos impressionantes espectáculos aéros com milhares de drones, mas na capital as regras passam a ser diferentes. A cidade de Pequim vai proibir a posse e uso de drones dentro dos seus limites administrativos a partir de 15 de Novembro. A medida faz parte de um reforço das regras de segurança aérea na capital chinesa, que já tinha proibido a venda destes equipamentos em Maio e restringido fortemente os voos não autorizados (a entrada de drones em Pequim por visitantes e turistas já era proibida.).

As autoridades chinesas justificam as restrições com motivos de segurança, considerando toda a área administrativa de Pequim como espaço aéreo controlado. A decisão surge poucos meses após um acidente, quando uma pequena aeronave colidiu com um arranha-céus da cidade, provocando uma vítima mortal e vários feridos.
Até agora, os proprietários podiam manter os seus drones desde que os registassem com a sua identidade real e cumprissem requisitos específicos. Com as novas regras, mesmo os drones já registados deixarão de ser permitidos dentro da cidade. Quem não cumprir sujeita-se a multas e ter os equipamentos confiscados pelas autoridades.

Para facilitar a transição, estão a ser disponibilizados subsídios para que os proprietários vendam os seus drones em pontos de recolha autorizados - embora com um limite de cerca de 400€, que não agradará a quem tiver drones mais dispendiosos. Como alternativa não muito prática, os utilizadores também poderão transferir os drones para outras regiões da China, onde os drones continuam a ser permitidos (mediante registo obrigatório).

№ 11

iOS 27 gasta 22GB para Apple Intelligence e Siri

A Apple não facilita o processo de desactivar o Apple Intelligence e nova Siri do iOS 27, ocupando mais de 20GB mesmo nos países sem a Siri AI.

Para uma empresa que tanto apregoa estar preocupada com os direitos dos utilizadores, a Apple não parece seguir isso à letra no que diz respeito a controlar a Siri e funcionalidades AI (Apple Intelligence) no iOS 27. Na verdade, não existe qualquer opção para quem não desejar as novas funcionalidades AI, sendo necessário desactivá-las em múltiplas secções não relacionadas dos Settings. E, para se desactivar a Siri por completo, será necessário recorrer às opções de restrições do Screen Time, o que não será propriamente o local que se imaginaria para o poder fazer.

Adicionalmente, quem tiver o seu iPhone com pouco espaço, tem também que levar com quase 22 GB de espaço ocupado pelos modelos AI da Apple (apesar da Apple na sua documentação dizer que esta funcionalidade gasta "até 14 GB") - isto mesmo nos casos em que, como nós, nem sequer temos acesso à nova Siri AI (na UE).

Would that even get us back 20+GB of storage, or would it still be there? pic.twitter.com/pKaJXzD99A

— Carlos Martins (@ptnik) September 22, 2026
Até que a Apple disponibilize opções mais amigáveis para controlar tudo isto, a opção sugerida passa por escolher a língua "Inglês (Canadá)" para a Siri, que pelo menos por agora parece resolver a questão e recuperar os gigabytes de espaço ocupado pelo Apple Intelligence.

Com o iOS 27 e o espaço do Apple Intelligence a somarem 38GB, também se tornam num parte significativa nos iPhones com 256 GB, e até fazem reconsiderar as críticas de que o Windows 11 "ocupa demasiado espaço" com os seus 20 GB.



№ 12

Amazfit Active Max a €135

Se alguns fabricantes têm abandonado a sua presença no segmento dos smartwatches, outros há que continuam a apostar neste sector, e a Xiaomi é um desses exemplos com os seus Amazfit.

Embora não seja um smartwatch com Wear OS, o Amazfit Active Max vem com ecrã circular AMOLED de 1.5" de 3000 nits e conta com todas as funcionalidades que se esperam de um smartwatch e, para além do sensor de frequência cardíaca e SpO2, conta também com GPS - o que o torna ideal para todos os que gostam de registar o percurso de caminhadas ou corridas.
O preço deste smartwatch Amazfit Active Max é de 135 euros na Amazon Espanha.

Este smartwatch pode ser usado em combinação tanto com smartphones Android como iPhones, e tem autonomia para 25 dias em uso normal, que pode ser prolongada caso activem o modo "simplificado" de poupança de bateria. Caso recorram ao tracking contínuo de localização via GPS a autonomia irá reduzir-se, mas ainda assim promete uma autonomia de 64 horas, mais que adequada para a maioria das pessoas.


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№ 13

Adobe Premiere chega ao Android

Depois de uma longa espera, o Adobe Premiere chega finalmente à plataforma Android.

A Adobe lançou finalmente o Premiere para Android, disponibilizando uma das mais famosas ferramenta de edição de vídeo para smartphones e tablets com o sistema operativo da Google. A app é gratuita e nem sequer exige uma conta Creative Cloud (pelo menos por agora) para começar a editar vídeos, tornando-se uma das opções mais completas disponíveis actualmente na plataforma.

Embora não ofereça todas as funcionalidades da versão desktop, o novo Premiere representa uma evolução significativa face ao Premiere Rush, que será descontinuado em breve. A app permite trabalhar com múltiplas faixas de vídeo, cortar e dividir clips, aplicar efeitos, adicionar narração, extrair áudio e reduzir ruído de fundo. Os projectos podem ser exportados em resolução até 4K.
A interface foi adaptada para diferentes formatos de dispositivos, incluindo smartphones dobráveis, onde a área de trabalho é reorganizada para aproveitar melhor o espaço disponível. A app funciona em qualquer dispositivo Android com pelo menos 5 GB de RAM e, sem qualquer surpresa, também foi optimizada para os novos portáteis Googlebook.

As funcionalidades principais de edição são totalmente gratuitas, mas as ferramentas de inteligência artificial exigem créditos. A app inclui recursos como geração de vídeo a partir de texto ou imagens utilizando modelos como o Adobe Firefly, Google Veo, Google Omni, Luma Ray e Kling. Os utilizadores recebem 250 créditos AI por mês sem custos, enquanto um plano pago aumenta esse valor para 1.200 créditos mensais.

Para quem apenas procura uma solução de edição de vídeo no Android, a versão gratuita oferece praticamente tudo o que é necessário, tornando-se numa alternativa às ferramentas de edição de vídeo do TikTok (CapCut) e do Instagram (Edits) - pelo menos até que a Blackmagic lance um DaVinci Resolve para Android.

№ 14

Ceer EXOBOT são "carros das arábias"

A Arábia Saudita quer entrar no mundo dos automóveis, e apresentou os Ceer EXOBOT a que ninguém ficará indiferente.

Podem parecer carros saídos de um filme de ficção científica, mas no entanto são bem reais. A Ceer é a primeira fabricante automóvel da Arábia Saudita, e está a dar que falar com os seus EXOBOT SUV e EXOBOT Sedan, dois modelos 100% eléctricos que servem de montra tecnológica para a nova marca. Criada em 2022 através de uma parceria entre o Fundo de Investimento Público saudita (PIF) e a Foxconn, a Ceer pretende lançar sete veículos até 2030 como parte da estratégia Vision 2030, que procura diversificar a economia do país para além do petróleo.

Os dois modelos destacam-se pelo design futurista, portas "Shahin Wing" que abrem para cima, e um habitáculo dominado por um ecrã panorâmico curvo de 48" a toda a largura do pára-brisas. Os veículos vêm repletos de tecnologia, incluindo sistema steer-by-wire com volante tipo yoke, suspensão pneumática adaptativa, jantes de até 24", direcção às quatro rodas, assistente de voz, e não faltando a compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto.
Apesar de tudo isso, a marca apostou também em manter comandos físicos para funções essenciais, como climatização e controlo de volume, o que revela alguma preocupação com os aspectos práticos de utilização. A esse nível, contam também com um elemento curioso, o painel inferior das portas, abaixo dos vidros, pode alternar entre opaco para maior privacidade, ou transparente para facilitar a visibilidade para o exterior para fazer manobras.
Em termos de desempenho, tanto o SUV como a berlina utilizam uma bateria de 112 kWh e arquitectura elétrica de 800 V, permitindo carregamentos de 10% a 80% em cerca de 30 minutos. A Ceer anuncia até 850 cavalos de potência e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em apenas 2.6 segundos para ambos os modelos. A autonomia anunciada chega aos 560 km no SUV e aos 670 km na berlina, segundo o ciclo NEDC.
Ainda bem que o carro mostra a estrada no ecrã, já que a visibilidade para a frente não parece ser muito boa, particularmente no caso do SUV. :)
Os novos veículos serão produzidos no Ceer Manufacturing Complex, uma nova fábrica localizada na King Abdullah Economic City, com as entregas prometidas para 2027. Embora o foco inicial seja o mercado do Golfo, a Ceer afirma que os seus veículos foram desenvolvidos para cumprir os requisitos de homologação internacionais, deixando em aberto uma futura expansão para mercados como a Europa e a América do Norte. No entanto, tendo em conta as especificações, desde já se pode antever que não terão preços compatíveis com a maioria das carteiras europeias.

№ 15

Raspberry PI bloqueia troca de RAM

Os Raspberry Pi passaram a estar bloqueados à quantidade de RAM original, impedindo upgrades e troca de chips de memória.

A Raspberry Pi confirmou que bloqueou alterações à memória RAM dos seus computadores através do firmware. A medida impede que utilizadores substituam os chips de memória para aumentar a capacidade ou efectuar determinadas reparações, uma decisão que está a gerar polémica entre a comunidade de entusiastas e makers.

Segundo PhilE, engenheiro e moderador dos fóruns oficiais da Raspberry Pi, a medida visa evitar que revendedores sem escrúpulos comprem modelos com pouca memória, troquem os chips de memória por outros de maior capacidade mas de qualidade duvidosa, e os vendam como versões superiores. Estas alterações podem comprometer a fiabilidade dos equipamentos e penalizar a reputação da marca, gerando casos complicados a nível de suporte técnico. Além de bloquear alterações na capacidade da RAM, o firmware também armazena outras características do hardware original. Como resultado, mesmo a substituição de um chip por outro com a mesma capacidade pode não funcionar correctamente, tal como tentar passar um CPU oficial de uma placa de 2GB para um RPI de 4GB. Para todos os efeitos, passa a ser "proibido" modificar ou substituir os chips nos Raspberry Pi.

A medida já começou a ser aplicada em modelos lançados no final de 2024 e não está relacionada com a recente subida dos preços da memória impulsionada pela procura de hardware para inteligência artificial. Apesar das justificações da empresa, membros da comunidade defendem que poderiam ter sido adoptadas soluções menos restritivas, como um sistema que invalidasse a garantia de equipamentos modificados, mas sem impedir upgrades ou reparações efectuadas pelos próprios utilizadores. Algo que põe em causa o espírito "maker" que é associado aos Raspberry Pi.

№ 16

GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5 focam-se no custo reduzido

Os mais recentes lançamentos da OpenAI e Anthropic - GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5GPT-6 Sol, GPT-6 Luna e Claude Opus 5.5 - chegam no mesmo dia, com foco na redução dos custos de utilização.

A OpenAI anunciou os novos modelos GPT-6 Sol e GPT-6 Luna, duas versões mais acessíveis que herdam várias melhorias do GPT-6 Astra. Os novos modelos foram desenvolvidos para oferecer melhor desempenho em tarefas profissionais, programação, utilização de computadores, precisão factual e alinhamento, ao mesmo tempo que reduzem significativamente os custos de utilização.

O GPT-6 Sol posiciona-se como a opção intermédia para trabalho diário, oferecendo mais capacidade de raciocínio e menos erros do que o GPT-5.6 Sol. Já o GPT-6 Luna foi otimizado para respostas rápidas e processamento de grandes volumes de pedidos, tornando-se a alternativa mais económica da empresa. Ambos adotam o novo estilo de comunicação introduzido pelo Astra, com respostas mais directas e menor tendência para gerar informações incorrectas durante tarefas de programação.

Além das melhorias técnicas, a OpenAI reduziu os preços dos modelos. O GPT-6 Sol passa a custar 2 dólares por milhão de tokens de entrada e 10 dólares por milhão de tokens de saída, enquanto o GPT-6 Luna fica disponível por apenas 0.10 dólares e 0.50 dólares. Também foi melhorado o sistema de cache, permitindo respostas mais rápidas e maior reutilização de contexto por parte dos agentes AI.
Pelo seu lado, a Anthropic apresentou o Claude Opus 5.5, um novo modelo que promete desempenho que supera o Claude Fable 5.1 (e o GPT-6 Astra) mas com custos de execução cerca de 40% inferiores aos do Opus 5. O modelo promete melhorias em programação, raciocínio, análise de informação e utilização de computadores, além de gerar respostas mais rapidamente e com linguagem mais natural. Como curiosidade, vem com um system prompt com quase 2M de caracteres (para comparação, o do GPT-6 Sol Codex tem menos de 300 mil)!

O Claude Opus 5.5 já está disponível em todas as plataformas da Anthropic, enquanto os novos GPT-6 Sol e Luna começaram a chegar aos utilizadores do ChatGPT e Codex a partir de hoje.

№ 17

Análise ao Roomba 575 plus

A iRobot volta a apostar na automatização da limpeza doméstica com o Roomba Combo 575 Plus, um robot aspirador com esfregonas equipado com navegação LiDAR, reconhecimento de obstáculos por inteligência artificial e uma base multifunções AutoWash. Concebido para aspirar, lavar e tratar automaticamente das principais tarefas de manutenção, este modelo pretende oferecer uma experiência verdadeiramente autónoma. Mas será esta combinação de potência, inteligência e comodidade suficiente para justificar a aposta?


O Roomba Combo 575 Plus


Concebido para assegurar uma limpeza autónoma de pavimentos rígidos e carpetes, o Roomba Combo 575 Plus disponibiliza quatro modos de funcionamento: apenas aspiração, apenas lavagem, aspiração e lavagem em simultâneo, ou aspiração seguida de lavagem. 


Através dos seus 25.000 Pa de poder de sucção e das esfregonas rotativas DualClean, que funcionam a 180 RPM, o robot recolhe pó, migalhas, pêlos de animais e outros detritos, ao mesmo tempo que actua sobre derrames secos e sujidade entranhada. Quando detecta um tapete, eleva automaticamente as esfregonas 10 mm, evitando molhá-lo e permitindo dar continuidade à limpeza.




Especificações técnicas:

  • Dimensões do robot: 298 mm de comprimento x 303 mm de largura x 83,5 mm de altura
  • Peso do robot: 2,9 kg
  • Dimensões da Base AutoWash: 330 mm de comprimento x 340 mm de largura x 485 mm de altura
  • Tipo de bateria: iões de lítio
  • Poder de sucção: 25.000 Pa
  • Velocidade de rotação das esfregonas DualClean: 180 RPM
  • Elevação automática das esfregonas: 10 mm
  • Capacidade de transposição de desníveis: até 35 mm
  • Extensão do braço da esfregona para limpeza junto aos rodapés: 35 mm

Dentro da caixa



A embalagem reúne o robot e os vários componentes necessários para iniciar a limpeza, apresentando os elementos devidamente acondicionados e separados. A configuração inicial é feita através da aplicação Roomba Home, depois da base AutoWash ser instalada sobre um pavimento rígido e ligada à corrente.

Não esquecer o manual, no fundo da caixa

Base AutoWash, dois pares de esfregonas DualClean, escova de limpeza de cantos  (não visível - já tinha sido estalada), dois sacos AllergenLock, frasco com concentrado "Stayclean" e o cabo de alimentação.




A base AutoWash é constituída por um bloco com zona de carregamento e limpeza, ficando os depósitos instalados na zona superior.

A zona de "estacionamento", serve para o carregamento e limpeza/secagem das esfregonas

Os depósitos apresentam uma configuração curiosa, estando um mais avançado que o outro.

O sistema de encaixe dos depósitos está bastante simplificado, bastando um movimento na vertical para desencaixar os mesmos.

Para abrir os depósitos, basta puxar a zona do sistema de bloqueio, se bem que o material oferece alguma resistência, principalmente ao fechar, com som do estalido a ser bem audível.


O depósito de água suja inclui uma bóia para avisar quando está cheio, o de água limpa apresenta um filtro.

Zona inferior, com dois orifícios para instalar as esfregonas e um perno na zona superior direita, para a escova.

Acessórios instalados


Em utilização

O Roomba Combo 575 Plus combina aspiração e lavagem com navegação inteligente, adaptando a limpeza às diferentes superfícies e automatizando a manutenção através da Base AutoWash.

Principais funcionalidades

  • Quatro modos de limpeza: Permite apenas aspirar, apenas lavar, aspirar e lavar em simultâneo ou aspirar antes de iniciar a lavagem.
  • Aspiração e lavagem intensivas: Combina uma sucção de 25.000 Pa com duas esfregonas rotativas DualClean, que funcionam a 180 RPM, para recolher detritos e atuar sobre manchas secas.
  • Limpeza junto a cantos e rodapés: A tecnologia PerfectEdge utiliza uma escova extensível para alcançar as zonas próximas de paredes e extremidades.
  • Detecção de tapetes: Identifica automaticamente os tapetes e eleva as esfregonas 10 mm, evitando molhá-los durante a aspiração.
  • Navegação inteligente: O sistema ClearView Pro LiDAR cria mapas tridimensionais da casa, enquanto a tecnologia PrecisionVision reconhece e contorna obstáculos.
  • Base AutoWash: Esvazia os detritos, reabastece o reservatório de água e lava as esfregonas a 75° C, secando-as posteriormente com ar quente a 45° C.
  • Limpeza personalizada: A aplicação Roomba Home permite gerir mapas, divisões, modos e preferências de limpeza, existindo também suporte para comandos de voz através da Alexa, Siri e Assistente Google.


Penso que seja possível utilizar o aspirador sem instalar a aplicação Roomba Home, da iRobot, mas esta opção acabaria por disponibilizar uma experiência de utilização redutora, razão pela qual fui directamente ao Google Play, para efectuar a instalação da app.




 
Tenham em atenção os termos e referência, pois deverão escolher as opções que melhor sirvam o vosso interesse.



 
A criação de uma conta é incontornável. Se já tiverem uma conta iRobot, podem utilizar a mesma. Curiosamente a minha conta que criei para comprar peças da marca, não foi reconhecida, pelo que acabei por criar um nova.




Criada a conta, é necessário adicionar o aspirador à app, bastando para tal fazer scan do QRCODE que podem encontrar no guia de instalação, havendo posteriormente que configurar o acesso à internet. Ligado o equipamento, houve necessidade de efectuar uma actualização, processo que foi anormalmente demorado (mais de meia hora). 



Antes de se iniciarem as limpezas, a aplicação sugere a criação de uma mapa das divisões a limpar. Este processo de mapeamento vai permitir posteriormente identificar as zonas a limpar, algo bastante útil quando não se pretender limpar todas as divisões de um piso. 


Criado o mapa, temos a possibilidade de rever as zonas identificadas pelo equipamento, sendo possível alterar a designação da divisão, juntar divisões ou adicionar manualmente uma divisão.


Quando avançarem para a primeira acção de limpeza, a app vai recordar quais as tarefas que deverão ter garantido previamente, nomeadamente a instalação das esfregonas e a água limpa no depósito. Basta escolher uma das opções disponíveis e o equipamento vai à sua vida.


A aplicação permite acompanhar o desenrolar da operação de limpeza, sendo possível definir quais os elementos a apresentar. Na imagem da direita, é apresentada uma zona com um tapete, sendo que nesta área o aspirador não lava, apenas aspira. A cor verde a é utilizada nestas zonas, azul para lavagem e verde claro para as duas operações.


A lavagem e a aspiração são muito efetivas, com o chão a ficar bem lavado e aspirado, mesmo nas zonas onde se encontra mais sujo. O pelo de dois cães e duas gatas não ofereceu grande obstáculo, sendo as escovas suficientemente eficazes para limpar o chão. O facto de uma das esfregonas ser extensível, melhora significativamente o nível de eficiência da lavagem do chão, conseguindo chegar a zonas que habitualmente ou não são limpas, ou ficam mal limpas.  

O processo de carregamento e limpeza acaba por ser demorado e ruidoso, pelo que deverão ponderar onde irão colocar a estação de carga. Em termos de consumo, após a limpeza de um piso, o carregamento e lavagem das escovas, o aspirador consome em média 0,25kW.

O tom escuro da dock acaba por levantar uma ligeiro inconveniente. A tonalidade do plástico dificulta a visualização do nível da água, obrigando a um olhar mais atento para se perceber qual a quantidade de água limpa disponível. Este facto não é contudo preocupante, pois a app notifica o utilizador sempre que o nível baixe dos 25% e a própria base acende um led vermelho, sempre que o depósito fique vazio (ou mal instalado).

O Roomba 575 apresenta duas particularidades interessantes, o tamanho e a limpeza das esfregonas. Confesso que estranhei o facto de ser pequeno, mas mal entrou em operação, percebi que em determinados cenários, este aspecto constitui-se como uma mais valia, com o aspirador a passar em locais que os modelos maiores não conseguem. Já o facto do aspirador voltar à base durante a operação de limpeza, permite que as esfregonas sejam lavadas, algo que vai melhorar o processo de limpeza das áreas que irão ser limpas de seguida. 

Nota ainda para a possibilidade de se utilizar o concentrado de lavagem “StayClean”, um líquido que se mistura com a água, para dar um aroma mais agradável as zonas que são alvo de limpeza. O Roomba 575 utiliza um cartucho de 280ml, estando disponível na loja online da marca, por 12,99€ mais portes de envio. É igualmente possível utilizar o concentrado directamente na água limpa, sendo que a marca recomenda que só sejam utilizados produtos aprovados, para evitar danos no equipamento. 


Apreciação final



Tenho um Roomba pré-histórico, comprado, se bem me lembro, numa mega promoção de 50% de uma grande superfície (bons tempos). Curiosamente, o Roomba 550 ainda funciona e é utilizado semanalmente, para limpar um piso. Já levou várias baterias, um motor da escova lateral e mais recentemente, uma dock de carregamento (a reparação parecia ser simples, mas fugia da minha zona de conforto). A avaria mais chata, acabou por ser um dos apoios do sistema de escovas central. Ainda pensei desenhar a peça em 3D e imprimir, mas acabei por mandar vir o bloco completo do mercado chinês.

Este Roomba 575, quase 20 anos mais tarde, representa a natural evolução de um produto, que além das escovas, passou a contar com esfregonas. A estação de carregamento conta agora com lavagem e limpeza das esfregonas e escovas, um incremento significativo de comodidade para o utilizador, que terá apenas de trocar o saco que recolhe a sujidade e lavar o depósito de água suja. 

No dia a dia, o saldo é claramente positivo, sobretudo para quem partilha a casa com animais de estimação e procura minimizar ao máximo a intervenção manual na limpeza do chão. O formato mais compacto revelou-se uma escolha de design inteligente para navegar entre pernas de cadeiras e recantos difíceis, enquanto a combinação do poder de sucção com a lavagem das esfregonas durante a operação de limpeza, eleva a fasquia face ao simples passar de pano húmido de gerações anteriores. Existem, contudo, compromissos que devem ser ponderados: o ciclo de autolimpeza e secagem na base é sonoro, pedindo uma localização bem pensada dentro de casa, a configuração e actualização inicial exigem alguma paciência, e os consumíveis proprietários, como o concentrado StayClean e os sacos AllergenLock (3 por 19€), acarretam um custo recorrente que deve entrar nas contas a longo prazo.

Respondendo à questão inicial, o Roomba 575  justifica a aposta para quem procura uma automatização quase total e não quer perder tempo diário a aspirar migalhas ou a lavar esfregonas sujas à mão. A iRobot entrega aqui um conjunto muito maduro, onde o LiDAR e o reconhecimento dos objectos, resolvem finalmente os velhos problemas de navegação às cegas, transformando o robot num verdadeiro gestor da limpeza do pavimento. Se o meu velhinho Roomba 550 já parecia quase mágico há duas décadas ao recolher o pó de forma autónoma, este modelo fecha o ciclo ao entregar uma experiência completa, potente e verdadeiramente independente, ideal para lares exigentes e com pouco tempo a perder nas operações de limpeza.

O Roomba Combo 575 Plus tem um preço recomendado de 699€, mas pode ser encontrado em promoções com preços mais simpáticos perto dos 400€ 



Roomba Combo 575 Plus

Escaldante


Prós
  • Eficiente a aspirar e lavar
  • Comodidade de utilização

Contras

  • Preço dos sacos
  • Visualização do nível da água limpa
  • Ruído na lavagem na dock


Roomba 575 plus

Escaldante (5/5)
№ 18

Estabilizador gimbal DJI Osmo Mobile 7 a €68

Os smartphones têm feitos avanços incríveis em termos de qualidade das câmaras, mas por vezes nada substitui uma ajuda externa como a que é providenciada por um sistema de estabilização de 3-eixos.

Os estabilizadores "gimbal" de 3-eixos eram o tipo de produto que, durante muito (muito) tempo, estavam apenas disponíveis para profissionais e com preços exorbitantes. Felizmente, nos últimos anos têm descido consideravelmente de preço, ao ponto de agora poderemos ter um estabilizador de 3-eixos para smartphone a um preço bastante acessível.


Este estabilizador gimbal DJI Osmo Mobile 7 de 3-eixos para smartphone está disponível por 68 euros na Amazon Espanha.

Para quem ainda não tiver visto estes estabilizadores em funcionamento, o efeito parece quase magia, pois permitem manter o smartphone estabilizado por mais que se "abane" a mão. As diferenças na gravação de vídeo são dramáticas, e não é preciso muito tempo para se dominarem os diferentes modos de funcionamento (full-lock, semi-lock, follow mode) para captarem as imagens pretendidas em função das necessidades.

O estabilizador conta com um mini-tripé, para que possa ser pousado em qualquer superfície, e tem também a vantagem de poder ser dobrado sobre si mesmo para ficar com um tamanho compacto que facilita o transporte. É até possível utilizá-lo para automatizar a captura de imagens panorâmicas, em time-lapse, seguimento de pessoas, etc. Depois de verem as diferenças nas filmagens, nunca mais vão querer gravar vídeos sem ele.


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№ 19

Mac Mini M6 e M5 Pro sem SSD substituível

A Apple recuou e volta a usar chips NAND Flash soldados directamente na placa dos Mac Mini M6 e M5 Pro.

Os novos Mac mini equipados com os processadores M6 e M5 Pro chegam com duas limitações importantes relacionadas com o armazenamento. Os chips NAND voltam a estar soldados diretamente na motherboard, eliminando a possibilidade de substituir ou actualizar o SSD após a compra.

A alteração representa um retrocesso face aos modelos com M4 e M4 Pro, que utilizavam módulos de armazenamento removíveis, e um recuo para os tempos dos Mac Mini anteriores. Essa característica permitia aos utilizadores adquirir a configuração base e posteriormente contemplar um upgrade para maior capacidade usando componentes de outras marcas a custo inferior ao da Apple. Com os novos modelos, essa opção deixa de existir.
Outro ponto a ter em conta refere-se especificamente as versões com 256 GB de armazenamento. Testes realizados com ferramentas de benchmark indicam que estas configurações utilizam apenas um chip NAND, enquanto os modelos com 512 GB ou mais recorrem a dois chips. Como resultado, o desempenho do SSD nas versões de 256 GB é cerca de metade do registado nas configurações superiores, atingindo velocidades de leitura e escrita de 3.200 MB/s e 3.000 MB/s, respectivamente, face aos 6.300 MB/s e 6.500 MB/s da versão de 512GB.

Apesar desta diferença, os novos modelos de 256 GB continuam a ser mais rápidos do que as gerações anteriores com a mesma capacidade. Ainda assim, os utilizadores que pretendam obter o melhor desempenho deverão optar por versões com pelo menos 512 GB, para usufruirem de velocidades significativamente superiores. Como nota adicional, os novos Mac Studio mantêm os módulos SSD actualizáveis (apesar de não usarem SSDs standard).

№ 20

Qualcomm revela Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6

A Qualcomm apresentou os novos Snapdragon 8 Elite Gen 6 e Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6, que podem chegar aos 5 GHz.

A Qualcomm apresentou os seus novos chips topo de gama Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 e Snapdragon 8 Elite Gen 6 para smartphones Android. Fabricados num processo de 2 nm, os novos chips utilizam núcleos Oryon de 64 bits e prometem melhorias significativas em desempenho, eficiência energética, gráficos, e inteligência artificial.

Ambos os processadores contam com dois núcleos Prime a funcionar até 5 GHz e seis núcleos Performance até 4 GHz. Os chips incluem ainda 16 MB de cache Oryon FlexCache, suporte para até 24 GB de memória LPDDR5X ou LPDDR6 a velocidades até 5.300 MHz, bem como armazenamento UFS 5.0. A plataforma integra também novas gerações dos GPUs Adreno e NPUs Hexagon para acelerar tarefas relacionadas com AI.
O Snapdragon 8 Elite Extreme Gen 6 oferece um aumento de 13% no desempenho do CPU, 44% no GPU e 35% na NPU face ao Snapdragon 8 Elite Gen 5. A eficiência energética do CPU melhora 37%, enquanto o desempenho AI por watt aumenta 33%. Já o Snapdragon 8 Elite Gen 6 apresenta ganhos de 10% no CPU, 35% no GPU e 14% na NPU, acompanhados por uma melhoria de 20% na eficiência AI.

Os novos processadores trazem também avanços importantes na captura de vídeo. O modelo Extreme suporta gravação em 8K a 60 fps e vídeo 4K a 240 fps, enquanto a versão standard oferece gravação 8K a 30 fps e 4K a 120 fps. Os primeiros smartphones equipados com estes chips chegarão com a série Xiaomi 18 Pro, com os outros fabricantes a seguirem o exemplo nos seus próximos modelos topo de gama ao longo dos próximos meses.