PlanetGeek
№ 01

Troubleshoot do Windows 11 resolve actualizações encravadas

O Windows 11 tem uma ferramenta de resolução de problemas (troubleshoot) que efectivamente pode ajudar a resolver problemas com actualizações encravadas - e não só.

O meu uso do Windows tem corrido maioritariamente sem incidentes ao longo das décadas, e felizmente também tenho escapado a muitas das chatices que acompanham praticamente todas as actualizações que têm sido lançadas. Infelizmente, nas últimas semanas tenho-me deparado com um problema algo irritante, das actualizações ficarem encravadas e sem que nunca sejam descarregadas e instaladas, e que me fez recorrer - com pouca esperança, confesso - ao troubleshoot do Windows.

O Windows 11 tem um "troubleshooter" integrado com o objectivo de tentar resolver problemas de forma automática. Embora não tivesse grandes esperanças que fosse resolver qualquer problema, dei-lhe uma oportunidade.
Frustrantemente, e já pela segunda vez nas últimas semanas, ao pesquisar por actualizações disponíveis no Windows 11 o sistema indicava que existem algumas coisas, mas ficando encravado no "Pending download". As tentativas normais de parar e reiniciar o serviço de actualização, apagar a pasta de downloads temporários das actualizações, etc. não tiveram qualquer efeito.
Foi isso que me fez ir à secção de "Troubleshoot" no Windows Settings, onde podemos encontrar uma opção referente a problemas com o Windows Update.
Isto atira-nos para um formulário onde dizemos que tipo de problema temos, e que depois pede autorização para correr o processo de "troubleshooting".

No meu caso, e pela segunda vez, voltou a dizer que de facto encontrou "problemas" (infelizmente sem especificar quais), e para tentar novamente as actualizações. E, novamente, as actualizações foram desencravadas e foram instaladas.
Fico um pouco reticente por uma das actualizações ser de um "driver da LG" (e que ainda por cima pede um reboot do sistema!) e que imediatamente me faz recear que possa ter a ver com a polémica actualização de drivers que começou a apresentar popups publicitários. É um risco que terei que correr, acreditando que o aviso da Microsoft foi ouvido pela LG, e que a empresa não queira estar sujeita a ainda mais polémicas tendo em conta o que se está a passar com os seus televisores.

№ 02

Godeal24 Office Software Sale com Windows desde €12 e Office desde €19


O Office 2024 Pro Plus, o Windows 11 Pro e um pack combinado Windows + Office estão atualmente disponíveis a preços com desconto durante a Godeal24 Office Software Sale.

Atualizar o software num PC não implica necessariamente comprometer-se com outra subscrição recorrente. A Godeal24 Office Software Sale inclui neste momento várias opções de software Microsoft, com o Office 2024 Pro Plus a partir de 16,66€ por PC quando adquirido como pack de 3 PCs.

Office 2024 Pro Plus: 19,99€ para 1 PC
A licença Office 2024 Pro Plus para 1 PC está atualmente disponível por 19,99€. O Office 2024 Pro Plus reúne Word, Excel, PowerPoint, Outlook, OneNote e Access. A versão mais recente inclui também novas funcionalidades de produtividade, como 14 novas funções do Excel, Cameo no PowerPoint, agendamento melhorado no Outlook e Dark Mode completo. Para os utilizadores que precisam principalmente das aplicações Office tradicionais de ambiente de trabalho, uma licença de pagamento único constitui uma alternativa aos pagamentos de subscrição recorrente.

Poupe em vários PCs
O pack Office 2024 Pro Plus para 3 PCs custa 49,99€, o que reduz o preço efetivo para 16,66€ por PC. Este pack pode ser útil quando o Office precisa de ser instalado em vários computadores, quer em casa quer num ambiente de pequeno escritório. Windows 11 Pro + Office 2024 Bundle

Windows 11 Pro + Office 2024 Bundle
Para uma atualização mais completa do PC, os utilizadores também podem optar pelo bundle Windows 11 Pro + Office 2024 Pro Plus. O bundle está atualmente a 31,25€ com o coupon code SGO62, combinando o Windows 11 Pro com o Office 2024 Pro Plus num único pack. Pode ser particularmente relevante para utilizadores a preparar um PC novo ou a atualizar tanto o sistema operativo como o software de produtividade.


Oferta especial nos Office com preço a começar nos €28:


Temos os bundles Windows+Office com desconto de 62% usando o código SGO62.


Oferta nos Windows com preço a começar nos €12:

Mega descontos nos Windows e Office em volume:


Temos ainda diversos utilitários em promoção.

Porque escolher a Godeal24?

A Godeal24 oferece entrega rápida por email de chaves genuínas e vitalícias de produtos Microsoft a menos de metade do preço da loja oficial da Microsoft. Pode efetuar um pagamento seguro com cartão ou PayPal e tem a garantia de ativação bem-sucedida ou o reembolso total do seu dinheiro. A Godeal24 é uma das melhores lojas online de chaves de software, disponibilizando todas as versões modernas do Windows (do 7 ao 11), Microsoft Office, Windows Server, Ashampoo, Adobe, chaves de antivírus populares e software utilitário a preços excelentes. A loja digital tem uma classificação de 4,8/5 no Trustpilot, com base em mais de mil avaliações de clientes que confirmam que as licenças são genuínas e todo o processo decorre sem problemas.

O processo de compra permite criar um registo ou efectuar a compra como "guest". E para usufruir do desconto, bastará introduzir o código de desconto no campo respectivo quando estiverem no ecrã de validação dos produtos a comprar.


O pagamento pode ser feito com PayPal (que aparece ao se escolher a opção de pagamento cwalletco) para total segurança, e conta com assistência permanente através do endereço de email [email protected].






x





Office 2024 Pro Plus, Windows 11 Pro, and a combined Windows + Office package are currently available at discounted prices during the Godeal24 Office Software Sale.

Upgrading the software on a PC does not necessarily mean committing to another recurring subscription. The Godeal24 Office Software Sale currently includes several Microsoft software options, with Office 2024 Pro Plus starting at 16.66€ per PC when purchased as a 3-PC package.




Office 2024 Pro Plus: 19.99€ for 1 PC

The Office 2024 Pro Plus 1-PC license is currently available for 19.99€.Office 2024 Pro Plus brings together Word, Excel, PowerPoint, Outlook, OneNote, and Access. The latest version also includes new productivity features such as 14 new Excel functions, Cameo in PowerPoint, improved Outlook scheduling, and full Dark Mode.For users who mainly need the traditional desktop Office applications, a one-time license provides an alternative to recurring subscription payments.


Save on Multiple PCs

The Office 2024 Pro Plus 3-PC bundle costs 49.99€, bringing the effective price down to 16.66€ per PC.This package can be useful when Office needs to be installed on multiple computers, whether at home or in a small office environment.


Windows 11 Pro + Office 2024 Bundle

For a more complete PC upgrade, users can also choose the Windows 11 Pro + Office 2024 Pro Plus bundle.The bundle is currently priced at 31.25€ with coupon code SGO62, combining Windows 11 Pro with Office 2024 Pro Plus in one package. It can be particularly relevant for users preparing a new PC or updating both the operating system and productivity software.
№ 03

Instagram desvaloriza feed cronológico

Adam Mosseri, do Instagram, diz que os utilizadores ficam "pior servidos" com um feed cronológico em vez do feed sugerido pela plataforma.

Não sendo de esperar outra coisa, o director do Instagram, Adam Mosseri, diz que os feeds organizados por ordem cronológica proporcionam uma experiência "significativamente pior" para os utilizadores quando comparados com os sistemas baseados em algoritmos e conteúdo sugerido. As declarações surgem numa altura em que a Austrália está a analisar legislação que poderá obrigar as plataformas a permitir que os utilizadores escolham desactivar as recomendações por algoritmos.

Segundo Mosseri, um feed cronológico será dominado por contas que publicam conteúdos com maior frequência, como empresas, marcas e criadores de conteúdo. Segundo ele, isso faz com que publicações de amigos tenham menos visibilidade, dificultando a descoberta de conteúdos considerados mais relevantes para cada utilizador. Parece é passar-lhe ao lado que os utilizadores têm como opção não seguirem essas contas que publicam de forma excessiva, limitando-se a seguir aquilo que realmente querem ver.

Mas ele acaba por revelar o verdadeiro interesse da plataforma: diz que com base em testes realizados pela plataforma, o envolvimento dos utilizadores pode cair até 50% quando é utilizado exclusivamente um feed cronológico, com os utilizadores a ver menos conteúdos e a passar menos tempo na app quando abandonam o sistema de recomendações personalizado. Algo que se torna caricato, quando depois a plataforma diz estar "preocupada" com os utilizadores, e disponibiliza formas para limitar o tempo de uso.

O Instagram já permite a utilização de um feed cronológico em alguns mercados onde isso é exigido pela legislação; no entanto, a app continua a abrir com o feed sugerido, tendo o utilizador que escolher o outro feed manualmente todas as vezes que entra na app. Isto desde logo demonstra o total desrespeito por aquilo que os utilizadores querem, e mostra porque motivo - e infelizmente - tem que haver legislação para dar algum controlo aos utilizadores.

№ 04

França avança com proibição das redes sociais a menores para a UE

Depois de ver chumbada a medida pelos tribunais franceses, Macron avança com nova tentativa de proibição à escala europeia.

O Presidente francês Emmanuel Macron pretende avançar com uma legislação europeia que proíba o acesso às redes sociais por menores de 15 anos em todos os Estados-membros da União Europeia. A iniciativa surge depois de o Conselho Constitucional francês ter considerada inconstitucional a proposta apresentada pelo governo francês, travando a sua implementação a nível nacional.

Macron já solicitou à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a criação de uma lei comunitária que harmonize as regras em toda a União Europeia. Além de estabelecer uma idade mínima para o acesso às plataformas sociais, o líder francês defende medidas adicionais para limitar funcionalidades consideradas viciantes e a adopção de definições de segurança activadas de origem, como limites de tempo de utilização. A decisão do Conselho Constitucional francês centrou-se sobretudo na exigência de verificação de idade. Segundo o organismo, para impedir o acesso de menores seria necessário verificar a idade de todos os utilizadores, o que levanta preocupações relacionadas com a privacidade, proporcionalidade, e direitos fundamentais. Na prática, isso implicaria sistemas de identificação ou validação de idade para qualquer pessoa que quisesse utilizar redes sociais.

Apesar do revés, Macron não abandonou os seus planos. O presidente francês pretende apresentar uma versão revista da proposta ainda este ano, ao mesmo tempo que procura apoio junto das instituições europeias para implementar regras semelhantes em toda a UE. A Comissão Europeia deverá apresentar novas propostas relacionadas com a protecção de menores online nos próximos meses, incluindo possíveis mecanismos de verificação de idade - mecanismos esses que, como tem ficado demonstrado, acabarão por fazer com que dados pessoais dos cidadãos irão acabar por ser apanhados por atacantes - tanto através de falhas de segurança, como de simples pedidos.

№ 05

OpenAI melhora ChatGPT Sites

Vai ser mais fácil criar sites no ChatGPT de forma colaborativa, e dar-lhes domínios personalizados.

A OpenAI anunciou várias novidades para o ChatGPT Sites, a ferramenta que permite criar e alojar websites e web apps através de descrições em linguagem natural. A principal novidade é o recurso Build Together, que permite que várias pessoas trabalhem simultaneamente no mesmo projecto.

Com esta funcionalidade, os utilizadores podem convidar outras pessoas para editar e publicar actualizações diretamente no mesmo site. A novidade facilita o trabalho em equipa, eliminando a necessidade de uma única pessoa gerir todas as alterações enquanto recebe sugestões dos restantes colaboradores.

Three months ago, we launched ChatGPT Sites – an easy way for anyone to build and host fully functional, interactive web apps. Since then, people have created over 5M sites.

We’ve been listening to your feedback and ICYMI, we’ve launched a few Sites updates:

🫂 Build together:…

— ChatGPT (@ChatGPT) September 11, 2026
A OpenAI também lançou novas opções de privacidade. Os projectos podem agora permanecer totalmente privados e ser partilhados apenas com utilizadores específicos, uma funcionalidade útil para ferramentas internas, protótipos, ou projectos em desenvolvimento que ainda não estão prontos para serem divulgados publicamente. A OpenAI também partilhou alguns exemplos, como uma calculadora pouco discreta, um site de pintura de modelos 3D, entre outros.

Além disso, foi reduzido para metade o tempo necessário entre a criação de um pedido e a publicação do site. O ChatGPT Sites passa ainda a permitir a inspecção das bases de dados associadas aos projectos, e ganha suporte para domínios personalizados, permitindo que os utilizadores publiquem os seus sites com endereços próprios em vez de utilizarem apenas os domínios disponibilizados pela plataforma.

№ 06

OpenAI melhora ChatGPT Sites

Vai ser mais fácil criar sites no ChatGPT de forma colaborativa, e dar-lhes domínios personalizados.

A OpenAI anunciou várias novidades para o ChatGPT Sites, a ferramenta que permite criar e alojar websites e web apps através de descrições em linguagem natural. A principal novidade é o recurso Build Together, que permite que várias pessoas trabalhem simultaneamente no mesmo projecto.

Com esta funcionalidade, os utilizadores podem convidar outras pessoas para editar e publicar actualizações diretamente no mesmo site. A novidade facilita o trabalho em equipa, eliminando a necessidade de uma única pessoa gerir todas as alterações enquanto recebe sugestões dos restantes colaboradores.

Three months ago, we launched ChatGPT Sites – an easy way for anyone to build and host fully functional, interactive web apps. Since then, people have created over 5M sites.

We’ve been listening to your feedback and ICYMI, we’ve launched a few Sites updates:

🫂 Build together:…

— ChatGPT (@ChatGPT) September 11, 2026
A OpenAI também lançou novas opções de privacidade. Os projectos podem agora permanecer totalmente privados e ser partilhados apenas com utilizadores específicos, uma funcionalidade útil para ferramentas internas, protótipos, ou projectos em desenvolvimento que ainda não estão prontos para serem divulgados publicamente. A OpenAI também partilhou alguns exemplos, como uma calculadora pouco discreta, um site de pintura de modelos 3D, entre outros.

Além disso, foi reduzido para metade o tempo necessário entre a criação de um pedido e a publicação do site. O ChatGPT Sites passa ainda a permitir a inspecção das bases de dados associadas aos projectos, e ganha suporte para domínios personalizados, permitindo que os utilizadores publiquem os seus sites com endereços próprios em vez de utilizarem apenas os domínios disponibilizados pela plataforma.

№ 07

Starcraft regressa em 2030

O Starcraft vai regressar em 2030, mas trocando o estilo RTS por um "open world shooter" que poderá desapontar os fãs.

A Blizzard confirmou o regresso da série StarCraft, mas num estilo diferente. Durante a cerimónia de abertura da BlizzCon 2026, a empresa revelou um novo jogo da icónica série, que é descrito como um shooter de mundo aberto. O lançamento está previsto para 2030, marcando o primeiro grande projecto da série em mais de uma década.

O anúncio foi acompanhado por um trailer cinematográfico que mostra um soldado a preparar-se para uma missão num planeta alienígena hostil. Os vídeos sempre foram um dos pontos fortes da Blizzard (bem que merecia apostarem mais em séries e filmes - apesar da tentativa não muito bem conseguida de passar o Warcraft para o cinema).


A Blizzard ainda não revelou imagens do jogo em si nem confirmou se o título será jogado na primeira ou terceira pessoa. No entanto, a empresa garante que se trata de uma reinvenção significativa da série, abandonando o tradicional formato de estratégia em tempo real que tornou StarCraft um dos jogos mais influentes na história dos videojogos.

Ainda estamos a muitos anos de distância e, como tal, há que esperar para ver. Ainda assim, temo que a Blizzard se vá meter num segmento sobrelotado onde será extremamente difícil competir (veja-se o que tem acontecido com as séries Call of Duty e Battlefield), e que esteja a ignorar o formato RTS, onde haveria amplo espaço para lançar uma versão modernizada do Starcraft.

№ 08

Monitor Mini-LED KTC 27" WQHD de 180 Hz a €269

Ideal para quem procura um monitor Mini-LED para entrar na área do gaming de alta-frequência este KTC M27T6 permite dar o salto dos 60 Hz para os 180 Hz.

O KTC M27T6 é um monitor WHQD (2560 x 1440 pixeis) de 27" com Adaptive Sync e DisplayHDR 1400, que chega com um design atractivo e margens ultra reduzidas, o que também facilita a sua utilização em modo multi-monitor para um setup gaming mais envolvente.

Este monitor KTC G27P6S está disponível por 269 euros na Amazon Espanha - desconto de 5% aplicado automaticamente.

Claro que o destaque vai para o facto de se tratar de um monitor Mini-LED, que conta com 1152 zonas de iluminação local diferenciadas, permitindo um nível de contraste muito superior aos monitores LCD tradicionais - além da tecnologia Quantum Dot para cores saturadas que tornarão qualquer jogo numa nova experiência visual. A nível das entradas, temos 2x HDMI 2.0, 1x DP1.4 (e ainda uma porta USB para actualização do firmware do monitor), permitindo a fácil ligação de múltiplos dispositivos.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

№ 09

iPhone Duo com ajuste de margem esquerda

O iPhone Duo tem uma discreta opção para ajustar a margem esquerda do ecrã exterior.

O iPhone Duo só fica disponível no próximo mês, mas vai-se descobrindo alguns detalhes curiosos. Um deles é uma opção nas definições do ecrã para melhorar a compatibilidade com determinadas capas de protecção. A opção "Shift Left Edge", aumenta ligeiramente a margem vertical esquerda do ecrã exterior, reduzindo ligeiramente a área visível do painel.

O objectivo desta opção é garantir que o gesto de deslizar a partir da esquerda para regressar ao ecrã anterior continua a funcionar correctamente quando uma capa cobre parcialmente essa zona do ecrã. Ao criar uma margem adicional, o sistema evita que o acessório interfira com a detecção dos gestos do utilizador.
A Apple disponibiliza duas capas oficiais para o seu primeiro smartphone dobrável, mas tudo indica que esta funcionalidade foi pensada para acessórios de terceiros, que normalmente possuem bordas mais espessas para oferecer maior protecção contra quedas e impactos.

Entretanto, os rumores não param e já circula a ideia de que a Apple irá fazer crescer a família Duo nos próximos anos com um eventual Duo Max, com dimensões maiores, e que poderá começar a aproximar-se de um "iPad dobrável". Claro que, com este iPhone Duo a ter preço a começar nos €2399, um eventual iPhone Duo Max arrisca-se a ter preço a aproximar-se dos €3000. E pensar que as pessoas acharam que era loucura quando o iPhone original foi lançado a 499 dólares.

№ 10

iOS 27 fica disponível hoje

A Apple vai lançar hoje o iOS 27 para o público, mas a grande novidade da Siri AI não chega à UE.

A Apple lança hoje o iOS 27 (e demais variantes iPadOS, tvOS 27, watchOS 27, etc.), uma actualização que aposta fortemente na inteligência artificial e numa experiência mais personalizada para os utilizadores do iPhone.

A principal novidade é a Siri AI, uma versão muito mais avançada do assistente virtual, capaz de compreender pedidos complexos, utilizar informações pessoais armazenadas no dispositivo e executar acções em mais aplicações. No entanto, estas funcionalidades estão limitadas aos modelos iPhone 15 Pro e mais recentes, com algumas das capacidades apenas acessíveis aos iPhone 17 Pro. No entanto, nada disto ficará disponível na UE, sem indicação da Apple de quando é que tal poderá acontecer.

A actualização também expande o conjunto de ferramentas Apple Intelligence. Entre as novidades destacam-se novas opções de edição de fotografias, geração de imagens mais realistas, criação automática de automações "Shortcuts" através de comandos em linguagem natural, e descrições geradas por AI para vídeos captados por câmaras compatíveis com HomeKit Secure Video.
O iOS 27 também promete melhorias visuais e de desempenho. O design Liquid Glass foi melhorado e disponibiliza níveis de ajuste ao gosto de cada um, enquanto várias áreas do sistema beneficiam de ganhos de velocidade, incluindo a abertura de apps, a gestão de fotografias e as transferências através do AirDrop.

Outras novidades incluem a funcionalidade Handoff que permite alternar entre dois iPhones usando o mesmo número de telefone (sendo necessário o suporte da operadora, o que pode representar custo adicional), maior controlo sobre a partilha de localização, e suporte para aplicações de vídeo no CarPlay quando o veículo está estacionado.

O iOS 27 fica disponível às 18h00 de Portugal Continental, para todos os iPhones com iOS 26 (iPhone 11 e iPhone SE 2nd gen, e mais recentes).

№ 11

Anthropic apela a abrandamento e controlo nos modelo AI

Com os modelos AI a manterem uma evolução acelerada, Dario Amodei, CEO da Anthropic, apela a um abrandamento e monitorização por motivos de segurança.

Coincidentalmente ou não, no seguimento de uma saída mediática de um funcionário da Anthropic a alertar para os perigos da AI, e de um relatório de segurança da empresa a revelar que nações inimigas têm usado os seus modelos para desenvolver armas (e não só), Dario Amodei vem a público defendendo uma abordagem mais cautelosa na inteligência artificial, e apresentou um plano para abrandar o ritmo de evolução dos modelos mais avançados.

A proposta surge numa altura em que crescem os alertas sobre os riscos da AI, incluindo preocupações manifestadas por investigadores do sector e por líderes de outras empresas tecnológicas. Sam Altman, CEO da OpenAI, também já demonstrou estar disposto a seguir estas recomendações, e também - inesperadamente - Elon Musk. Amodei argumenta que os sistemas AI estão a evoluir mais rapidamente que o esperado, e têm sido cada vez mais frequentes os casos em que, durantes os testes, os modelos conseguem escapar para o exterior dos ambientes "isolados" e interferir com o funcionamento de plataformas reais.

We Must Pace the Frontier: I’ve written a new essay on why the AI industry should slow down, with a three-part plan for doing so.

Anthropic is unilaterally committing to the first of these steps. We’ll provide third-party evaluators with permanent, employee-level access to our…

— Dario Amodei (@DarioAmodei) September 12, 2026
Como primeira medida, a Anthropic compromete-se a permitir a presença de avaliadores independentes dentro da empresa. Estes especialistas teriam acesso semelhante ao das equipas internas de avaliação de risco, podendo verificar o cumprimento das regras de segurança e garantir que incidentes relevantes são comunicados. A OpenAI indicou que pretende seguir uma abordagem semelhante. O plano inclui ainda a criação de normas de segurança comuns entre as principais empresas de IA sediadas em países democráticos. Segundo Amodei, a cooperação entre empresas e governos poderia ajudar a definir limites para o desenvolvimento descontrolado da tecnologia, ao mesmo tempo que preserva a competitividade face a outros mercados. Também defende medidas para dificultar o acesso da China a tecnologias críticas de AI, procurando manter a liderança dos Estados Unidos e dos seus aliados nos próximos anos.

If you hold a secret meeting with competitors and propose forming a cartel, it’s a crime. But if you put out a tweet signaling that you’re willing to do it, it’s a Silicon Valley saturday.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) September 12, 2026
Obviamente, e tratando-se de um campo divisivo (como quase tudo hoje em dia), a proposta não é vista com bons olhos por todos. Há os que acusam que isto é apenas uma tentativa da Anthropic de se posicionar de forma estratégica para beneficiar de uma potencial regulamentação governamental sobre a tecnologia AI. A medida é também criticada pelo facto da Anthropic escolher a dita "empresa de avaliação independente", que na prática pouco ou nada tem de independente, tendo já relações directas com a mesma, o que levanta questões de independência e imparcialidade.

Vamos ter que esperar para ver que impacto esta medida terá (ou não), sendo que por agora os principais beneficiados serão todas as demais empresas de AI (chinesas, e não só) que ignorarem por completo este pedido e avançarem ao ritmo a que têm avançado - e que certamente agradecerão qualquer abrandamento por parte das empresas norte-americanas. Como último ponto, quem tem estado bastante calada é a Google, circulando rumores de que a Google terá criado um modelo AI RSI (Recursive Self-Improvement), ou seja, um modelo que ele próprio se pode ir melhorando de forma autónoma, em vez de estar dependente de ciclos de treino manuais.

№ 12

Shuffle do Spotify não é aleatório

Um utilizador deparou-se com o modo "Shuffle" do Spotify a tocar exactamente a mesma sequência de 72 músicas numa playlist com milhares de músicas.

O modo Shuffle do Spotify volta a gerar controvérsia depois dum utilizador ter descoberto que a reprodução aleatória pode não ser tão aleatória quanto deveria. Após analisar o histórico de reprodução duma playlist com cerca de 2.000 músicas, o utilizador descobriu que era frequente o Spotify repetir sequências com dezenas de músicas, incluindo uma sequência exacta de 72 músicas reproduzida na mesma ordem em dois dias consecutivos.

A investigação surgiu depois do utilizador ter começado a suspeitar destas repetições, inicialmente pensando que seria apenas "impressão sua", mas que gradualmente se for tornando notório ao ponto de conseguir prever várias das músicas seguintes. Ao cruzar dados do histórico de audição, comprovou não só a repetição completa de 72 músicas, mas também outros casos em que grandes blocos de músicas surgiram praticamente na mesma ordem. Num dos exemplos, 27 das próximas 30 músicas coincidiam com uma sequência de reprodução anterior. O mais curioso é que esta repetição ocorreu mesmo com a opção "Menos Repetições" (Fewer Repeats) activada.
Embora o Spotify não tenha comentado o caso, os dados levantam dúvidas sobre o funcionamento do sistema de Shuffle, que se esperaria resultar numa selecção verdadeiramente aleatória. Entre as hipóteses apontadas estão coisas como: a preferência por músicas que estejam na cache do dispositivo (mesmo que isso fosse um factor não explicaria porque motivo a sequência era exactamente a mesma); ou a do Spotify privilegiar certas músicas em função da editora ou artista (que sejam mais rentáveis face a outros). Mesmo que fosse este último caso, é simplesmente "estúpido" que o Spotify toque exactamente as mesmas sequências, já que podia tocar essas mesmas músicas mas em ordem aleatória.

O que fica demonstrado é que, o modo "aleatório" está longe de ser aleatório, o que levanta questões quanto aos algoritmos de sugestões - tal como acontece nos feeds sugeridos das redes sociais.

№ 13

"Drone stick" contorna restrições de voo de drones

Há um novo método curioso para captar imagens de uma altura elevada sem ficar sujeito às restrições de voo de drones.

Os drones vieram revolucionar a forma como podemos captar imagens aéreas, tornando-se suficientemente económicos para que praticamente qualquer curioso o possa fazer. O problema é que, com isso, vieram também regulamentações que por vezes se podem intrometer no uso casual dos mesmos - oficialmente obrigando a registar os drones, ter licenças de operação, etc. Isso, a par das restrições de voo em certos locais, fez com que alguns pensassem numa solução criativa para contornar essas questões.

O resultado é um curioso "drone stick". Um varão extensível que se pode esticar e atingir mais de 10 metros de altura. O varão conta com hélices laterais que são usadas para o equilibrar e garantir que se mantém na vertical. E no topo optaram por simplesmente fixar um drone, tirando partido dos drones contarem com excelentes câmaras e sistemas de transmissão de vídeo.
Uma vez que não é um dispositivo "voador", mas apenas uma câmara montada num varão, não fica sujeito às regras e exigências aplicadas aos drones e aeronaves.

Ainda assim, há que estar consciente de que continua a ser uma câmara, e que continuará sujeito às regras de captação de imagem / vídeo que se aplicarem. Pelo menos, tem como grande vantagem eliminar por completo os riscos de o drone cair se ficar sem bateria (algo que na prática só acontece se os utilizadores exageraram, pois os drones têm sistemas que alertam quando é tempo de regressar à base).

№ 14

Audacity 4 entra numa nova era

O popular editor áudio open-source Audacity entra numa nova era com a chegada do Audacity 4.

O Audacity 4 já está disponível e traz a maior actualização de sempre para o popular editor open-source. A nova versão chega com interface totalmente renovada, novas ferramentas de edição, e melhorias que a aproximam dos modernos Digital Audio Workstations (DAW), tornando-a mais intuitiva e poderosa para criadores de conteúdo, músicos e profissionais de áudio.

A principal novidade é a edição não destrutiva. Os utilizadores podem cortar e ajustar clipes de áudio sem perder o conteúdo original, permitindo recuperar facilmente partes removidas. Os clipes também podem agora sobrepor-se na linha temporal, facilitando a organização e movimentação de faixas sem as limitações das versões anteriores.



Outra das melhorias é a possibilidade de dividir clipes de forma rápida para reorganizar segmentos de áudio com maior facilidade. A equipa de desenvolvimento também actualizou os envelopes de volume, os efeitos integrados, e o sistema de gestão de projectos, além de adicionar um novo ecrã inicial que simplifica o acesso aos trabalhos recentes.

Disponível desde 2000, o Audacity tornou-se uma das ferramentas de edição de áudio mais utilizadas do mundo, mas a sua interface começou a mostrar sinais de envelhecimento ao longo dos anos. Com o Audacity 4, a aplicação recebe finalmente uma modernização que melhora tanto a experiência de utilização como a flexibilidade das ferramentas disponíveis, tornando-a mais útil tanto para os utilizadores de longa data, como também para os que os que o quiserem experimentar pela primeira vez.

№ 15

PINE64 suspende produção por custo da RAM

O custo elevado da memória RAM obrigou a PINE64 a suspender a produção dos seus mini-computadores.

Muitos utilizadores já sentiram na pele os aumentos nos Raspberry Pi, mas em vez de seguir o mesmo caminho a PINE64 vai optar por interromper a produção dos seus SBC devido ao aumento significativo dos preços da memória DRAM e do armazenamento eMMC. Tal como todos nós, também eles dizem não saber quando é que as coisas poderão voltar ao normal, atirando para 2027 uma reavaliação da situação.

A escassez e o elevado custo destes componentes tornaram economicamente inviável continuar a produzir dispositivos como o PineNote e o PineTab2 sem aumentar os preços para níveis considerados inaceitáveis (por exemplo, um RPI5 de 16GB custa actualmente 338 euros, e mesmo a versão de 4GB está nos 120 euros - bem longe dos valores em que o RPI era considerado um mini-PC de baixo custo). As unidades em stock deverão esgotar nos próximos meses e, quando isso acontecer, não estão previstos novos lotes de produção. Embora não referindo directamente a culpa da AI, é sabido que tem sido esse sector da indústria a açambarcar a quase totalidade da produção disponível de RAM, penalizando tanto os consumidores como os fabricantes de hardware de pequena dimensão.


Apesar da decisão, a PINE64 não está a abandonar o mercado tecnológico. A empresa continuará a produzir equipamentos menos dependentes destes componentes. Produtos como o smartwatch PineTime, a estação de alimentação PinePower, e o ferro de soldar Pinecil continuarão disponíveis.

№ 16

Tesla demonstrará Roadster a 1 de Outubro

Depois de anos de atraso e promessas de demonstração adiadas, a Tesla diz que mostrará o Roadster a 1 de Outubro.

A Tesla anunciou nova data para apresentação do aguardado Roadster, para o próximo dia 1 de Outubro, quase nove anos(!) depois de ter revelado o primeiro protótipo do superdesportivo eléctrico. A empresa publicou uma imagem promocional - com uma mensagem escondida "Where we’re going", em alusão à célebre frase de Doc Brown no Regresso ao Futuro, antes do carro começar a voar - que relembra as prometidas capacidades inovadoras de propulsão.

Um dos destaques esperados para o evento será a demonstração do pacote opcional desenvolvido em colaboração com a SpaceX, que utiliza propulsores de gás frio para melhorar o desempenho do veículo. Há vários anos que Elon Musk diz que esta tecnologia poderá permitir ao Roadster realizar pequenos saltos ou até breves momentos de suspensão acima do solo. É algo que Musk poderá considerar ser um "ponto de honra" para calar os críticos, mas com benefícios práticos bastante dúbios, já que dificilmente será algo que poderá ser usado na via pública no dia a dia.

New Tesla Roadster Unveil 10.01

— Elon Musk (@elonmusk) September 13, 2026
O novo Roadster foi apresentado em 2017 com promessas ambiciosas, incluindo mais de 1.000 quilómetros de autonomia, aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de dois segundos (depois reduzido para 1.1s) e velocidade máxima superior a 400 km/h. A produção estava inicialmente prevista para 2020, mas sofreu sucessivos adiamentos ao longo dos anos, que se tornaram ainda mais pensosas para muitos dos clientes que efectuaram reservas do modelo - e que as têm cancelado.

Apesar das expectativas em torno da apresentação, continuam a existir dúvidas sobre quando o Roadster chegará efectivamente ao mercado. Muitos acreditam que o veículo mostrado poderá funcionar mais como uma demonstração tecnológica do que como um modelo pronto para produção em massa, e que ainda demorará mais um par de anos até que os Roadsters possam chegar às mãos dos clientes. E durante todo este tempo, carros eléctricos com mais de 1.000 cv já se tornaram comuns nas variantes desportivas dos fabricantes chineses, incluindo carros capazes de saltar e chegar perto dos 500 km/h.

№ 17

BYD encomenda mais 10 mega-navios de transporte de carros

Demonstrando a ambição que tem para o mercado global, a BYD encomendou mais 10 mega-navios de transportes de automóveis.

Menos de um ano depois da entrada em operação do BYD Shenzhen, considerado o maior navio do mundo dedicado ao transporte de automóveis, a BYD terá encomendado mais 10 navios transportadores de automóveis com capacidade para 9.200 veículos cada.

Caso a encomenda se confirme, a frota própria da fabricante chinesa passará a contar com 18 navios, capazes de transportar mais de 130 mil veículos em simultâneo. O investimento terá sido feito tendo em conta o rápido crescimento das exportações da marca, e a necessidade de garantir capacidade logística para responder à procura crescente nos mercados internacionais.
A Europa tem sido uma das principais apostas da BYD. No Reino Unido, a marca já ultrapassou os 110 mil veículos registados desde a sua chegada ao mercado em 2023. Só este ano, os registos aumentaram 98%, permitindo à fabricante alcançar uma quota de 3.48% do mercado automóvel britânico. A empresa também continua a expandir a sua gama de modelos eléctricos e híbridos em vários países europeus, incluindo Portugal.

Em Agosto, a BYD exportou cerca de 184 mil veículos de passageiros a partir da China, um aumento de 131% face ao mesmo período do ano anterior. Entre Janeiro e Agosto, as exportações da marca ultrapassaram 1,12 milhões de veículos, representando um crescimento próximo dos 90% em comparação com 2025.

Tendo em conta que os combustíveis estão a atingir valores recorde - e sem sinais previsíveis de melhorias nos próximos tempos - a procura por carros eléctricos tem acelerado cada vez mais. Só é pena que também já comecem a surgir os alertas de que o preço da energia eléctrica também deverá começar a subir.

№ 18

Impulse Space demonstra aproximação em órbita

A Imulse Space fez um "encontro" espacial com dois dos seus veículos Mira.

No espaço as coisas não são tão simples como parecem - com a navegação orbital a ser bastante mais estranha do que parece - o que apenas dá mais valor a missões como esta. A empresa norte-americana Impulse Space realizou uma demonstração de manobrabilidade em órbita, ao aproximar dois dos seus veículos espaciais Mira a apenas 200 metros um do outro em órbita baixa da Terra (LEO). A operação teve como objectivo demonstrar as capacidades avançadas de navegação e controlo que poderão ser utilizadas em futuras missões comerciais.

Os dois veículos foram lançados em 2025 nas missões LEO Express 2 e LEO Express 3. A aproximação começou em Fevereiro, quando um dos satélites iniciou uma série de manobras para alinhar a sua órbita com a do outro. Após vários ajustes ao longo de meses, os dois acabaram por realizar múltiplas aproximações controladas, culminando numa distância mínima de cerca de 200 metros.

Two Miras — less than 200 meters apart! Our LEO Express 2 and LEO Express 3 spacecraft recently met for a family reunion in orbit, following a series of carefully coordinated maneuvers that brought the two vehicles within approximately two football fields of each other. The operation put Mira's flight-proven agility to work, with our GNC, propulsion, and mission ops teams executing multiple complex maneuvers and close approaches along the way. See how the team pulled it off: https://t.co/lf1DXxZE1O Image credit: @StarfishSpace / @heospace / Impulse Space

— Impulse Space (@GoToImpulse) September 8, 2026
Durante a operação, ambos os veículos captaram imagens um do outro utilizando câmaras a bordo, permitindo registar o encontro em órbita - que também foi acompanhado do solo.

A Impulse Space espera que estas demonstrações prove, a agilidade e capacidade de propulsão do Mira, um veículo de transferência orbital concebido para transportar cargas úteis até 300 kg para posições específicas no espaço. Este tipo de tecnologia poderá abrir caminho para novas missões de manutenção, inspecção, transporte, e apoio a satélites em órbita.

№ 19

Revolut cedeu dados de clientes a atacantes

A Revolut confirmou ter cedido dados de clientes, incluindo transacções de criptomoedas, a atacantes que se apoderaram de um endereço de email governamental.

Num caso que demonstra as fragilidades dos sistemas de segurança actuais, a Revolut cedeu dados detalhados de clientes, incluindo nome, documentos de identificação, fotos de verificação facial, moradas, informação bancária, e transacções, a atacantes - na sequência de um pedido de emergência fraudulento.

De acordo com as informações conhecidas até ao momento, o pedido não terá sido acompanhado por uma ordem judicial formal, tendo sido apresentado através dos canais normalmente reservados para situações urgentes relacionadas com investigações criminais ou ameaças à segurança pública. Embora ainda não tenham sido divulgados detalhes sobre a origem exacta do pedido (país ou entidade), o episódio está a gerar preocupações sobre a possibilidade de abusos em processos que permitem o acesso rápido a dados sensíveis sem supervisão judicial.
Este caso demonstra uma limitação frequentemente apontada ao Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (RGPD). Embora a legislação imponha regras rigorosas para o tratamento de informação pessoal e preveja sanções após violações, não impede que os dados sejam partilhados antes de uma irregularidade ser detectada. Mais concretamente, vários países têm canais para exigir acesso expedito a dados de utilizadores, em caso de cenários de terrorismo, abuso de menores, e outros.

Neste caso, a falha em si não está do lado da Revolut, que apenas se limitou a cumprir um pedido aparentemente oficial, mas sim do facto da entidade oficial em causa ter sofrido uma intrusão nos seus sistemas. Importará esclarecer bem o que se passou, e apontar o dedo à entidade/país, pois isto torna-se num exemplo perfeito de que as "boas intenções" usadas para justificar coisas como o fim da encriptação end-to-end acabará por significar que é uma questão de tempo até que isso seja explorado também por atacantes. No mínimo, será de exigir que estes canais de pedidos urgentes tenham também um mecanismo de verificação, que permita às empresas validar se se trata de um pedido legítimo (não evitará que os atacantes possam também controlar esses mecanismos, mas pelo menos dificultará mais o processo do que apenas obter acesso a um email).

O ataque terá visado um indivíduo específico com valores substanciais em criptomoedas, que fica agora em risco de sofrer uma visita indesejada em sua casa, ou ser alvo de rapto e/ou tortura para ceder esses valores.

№ 20

Painel E-Ink a 60fps

Um painel E-Ink a funcionar a 60fps transforma a experiência de visualização neste tipo de ecrãs.

Tradicionalmente, estamos habituados a que os ecrãs E-Ink sejam usados apenas para conteúdos estáticos, como páginas de livros ou informação que sofre poucas actualizações, e com um processo de apagar-redesenhar relativamente lento. Mas afinal, não tem que ser assim.

Um projecto mostra que se pode usar os "lentos" painéis E-Ink de forma bem mais rápida. Neste caso, trata-se de um painel E Ink ED113TC1 de 11.3" (formato panorâmico) e 2400x1034 pixeis, que graças ao controlo directo via uma FPGA, pode funcionar a 60 fps.

turns out 60hz hi-dpi eink screens feel pretty magical pic.twitter.com/weErv1VmcO

— harley turan (@hturan) September 6, 2026

and here’s @mxsage’s lovely “36 points” running on this 60hz eink panel with the @Modostech glider driver board https://t.co/REzCjX2mbH pic.twitter.com/WkZDgSgn6D

— harley turan (@hturan) September 8, 2026

here’s a gameplay example of @dukope’s wonderful return of the obra dinn. clear ghosting here with high-contrast linework, but it has a real chalkboard feel. pic.twitter.com/9HLtCXMkja

— harley turan (@hturan) September 6, 2026
Isto abre todo um novo mundo de possibilidades, permitindo usar estes ecrãs para conteúdos rápidos, tal como um ecrã LCD ou OLED, embora possa continuar sujeito a alguns artefactos de "ghosting".

No entanto, há que ter em conta que estes painéis têm um limite no número de ciclos que podem apresentar (normalmente, cerca de 5 milhões). Normalmente, para o seu uso típico de apresentar conteúdos estáticos, isso não é um problema; mas se estivermos a falar de manter um uso constante de 60 fps, há que ter isso em consideração: pois significa que o painel se poderá gastar em apenas 2 meses de uso contínuo (24h por dia). Claro que, se apenas se usar este modo algumas horas por dia, ou por semana, a sua longevidade prolongar-se-á proporcionalmente. E mesmo que se esteja a falar de trocar de ecrã ao fim de um ano ou dois, estamos a falar de um ecrã que custa cerca de 30 euros, não sendo algo proibitivo. Por outro lado, o controlador utilizado custa perto de €200, tornando-se no maior entrave a quem se quiser aventurar nestas andanças.


Quem quiser aprofundar mais detalhadamente este assunto, pode espreitar o seguinte vídeo que serviu de inspiração a este projecto.