PlanetGeek
№ 01

Google lança icons "disco" para Android

A Google deixou-se contagiar pelo espírito dos anos 70, lançando um pack de icons brilhantes para Android.

A Google decidiu entrar na tendência dos ícones em estilo bola de discoteca e já disponibilizou um novo pack de icons para os seus smartphones Pixel. Isto surge poucos dias depois do Spotify ter tomado essa iniciativa para celebrar o seu 20º aniversário - com reacções divididas, com muitos utilizadores a elogiarem a abordagem divertida, mas outros a criticarem o visual, levando o Spotify a assegurar que este novo icon era apenas temporário e em breve regressaria ao normal.
Ainda assim, o efeito viral foi suficiente para levar Sameer Samat, responsável pelo ecossistema Android, a anunciar os novos ícones brilhantes nos equipamentos Pixel. O novo tema transforma aplicações em versões inspiradas em bolas de discoteca, criando um ecrã inicial repleto de brilho e reflexos que não passa despercebido.
Os novos ícones fazem parte da funcionalidade de personalização introduzida recentemente nos smartphones Pixel, que permite aplicar diferentes estilos gerados por inteligência artificial aos icons das apps. Entre as opções já disponíveis existem temas desenhados à mão, visuais com efeito dourado, estilos artísticos pintados, e outras abordagens criativas para personalizar o visual do sistema.

Embora o resultado esteja longe de agradar a todos, a Google parece estar a assumir um lado mais descontraído e experimental na personalização do Android. O novo tema pode não conquistar todos os utilizadores, mas mostra como o uso das tecnologias AI permite reagir rapidamente a novos estilos criativos inesperados, dando um toque de diversão aos smartphones Pixel.

№ 02

Como desactivar os resultados AI na pesquisa Google

Ainda é possível desactivar os resultados AI na pesquisa no Google, usando a opção "-ai".

A Google tem estado a apostar nos resultados AI na pesquisa, e já se começou a notar que isso pode ter efeitos secundários indesejados - como a incapacidade de lidar com a pesquisa de palavras como "ignorar". Felizmente, ainda existe a possibilidade de desactivar os resumos AI nas pesquisas Google, recorrendo a um operador.

O método passa apenas por adicionar "-ai" (sem aspas) no final da pesquisa. Ao usar este modificador, a Google apresenta resultados sem incluir os resumos gerados por inteligência artificial. Por exemplo, em vez de pesquisar normalmente um tema, basta acrescentar "-ai" ao final da frase para voltar a uma experiência mais próxima dos resultados tradicionais.
Acima: pesquisar por "ignorar". Abaixo: pesquisar por "ignorar" com a opção "-ai".
Este é apenas um dos diversos operadores de pesquisa que a Google disponibiliza há muitos anos. Ferramentas como aspas para procurar expressões exactas ou filtros específicos continuam disponíveis e ajudam a refinar a forma como a pesquisa é feita. Existe também o separador "Web", que recupera o formato mais clássico com a lista de links para websites; mas sendo uma secção que corre sério risco de acabar por ser abandonada nos próximos anos (conhecendo-se a tradição da Google em matar funcionalidades e produtos).

Apesar de este método "-ai" não eliminar as AI Overviews de forma permanente, pode ser uma alternativa prática para quem desejar evitar as respostas geradas por AI em determinadas pesquisas.

№ 03

Como desactivar os resultados AI na pesquisa Google

Ainda é possível desactivar os resultados AI na pesquisa no Google, usando a opção "-ai".

A Google tem estado a apostar nos resultados AI na pesquisa, e já se começou a notar que isso pode ter efeitos secundários indesejados - como a incapacidade de lidar com a pesquisa de palavras como "ignorar". Felizmente, ainda existe a possibilidade de desactivar os resumos AI nas pesquisas Google, recorrendo a um operador.

O método passa apenas por adicionar "-ai" (sem aspas) no final da pesquisa. Ao usar este modificador, a Google apresenta resultados sem incluir os resumos gerados por inteligência artificial. Por exemplo, em vez de pesquisar normalmente um tema, basta acrescentar "-ai" ao final da frase para voltar a uma experiência mais próxima dos resultados tradicionais.
Acima: pesquisar por "ignorar". Abaixo: pesquisar por "ignorar" com a opção "-ai".
Este é apenas um dos diversos operadores de pesquisa que a Google disponibiliza há muitos anos. Ferramentas como aspas para procurar expressões exactas ou filtros específicos continuam disponíveis e ajudam a refinar a forma como a pesquisa é feita. Existe também o separador "Web", que recupera o formato mais clássico com a lista de links para websites; mas sendo uma secção que corre sério risco de acabar por ser abandonada nos próximos anos (conhecendo-se a tradição da Google em matar funcionalidades e produtos).

Apesar de este método "-ai" não eliminar as AI Overviews de forma permanente, pode ser uma alternativa prática para quem desejar evitar as respostas geradas por AI em determinadas pesquisas.

№ 04

Pesquisa AI da Google não procura "ignorar"

A aposta da Google na pesquisa AI está a demonstrar alguns efeitos indesejados, não conseguindo lidar com palavras como "ignorar".

A Google tem estado a transformar a sua pesquisa numa experiência AI e alguns utilizadores já começaram a notar alguns efeitos secundários indesejados. A secção AI Overviews está a apresentar um comportamento invulgar nas pesquisas relacionadas com definições de palavras. O problema afeta termos como "ignorar" e outros, palavras que normalmente mostrariam a respectiva definição no motor de pesquisa, mas que agora estão a ser interpretadas como comandos dirigidos à própria inteligência artificial.

Em vez de apresentar o significado das palavras, o sistema está a responder com mensagens como "Entendido! A instrução anterior foi ignorada", tratando a pesquisa como se fosse uma instrução dada ao assistente AI. O comportamento também surge em pesquisas mais específicas. Por exemplo, procurar por "ignorar sinónimos" pode levar a respostas onde a AI diz ter entendido um pedido para não utilizar sinónimos, em vez de apresentar sinónimos da palavra ignorar.
O problema surge porque as definições de palavras no motor de pesquisa da Google estão actualmente ligadas ao AI Overviews, o sistema de inteligência artificial que a empresa tem vindo a integrar cada vez mais nos resultados de pesquisa. A falha mostra que, em certos contextos, a AI está a interpretar texto de forma demasiado literal, confundindo pedidos informativos com instruções.

Apesar de não se tratar de um problema grave de segurança ou funcionalidade, a situação destaca alguns dos desafios que continuam a surgir com a integração da AI nos motores de pesquisa (e não só). Será de esperar que em breve a Google disponibilize uma correção, mas que desde já se antevê que futuramente se venham a descobrir mais casos em que determinadas pesquisas possam baralhar o sistema AI.

Felizmente, ainda há opção para fazer pesquisas no Google sem resultados AI... pelo menos por enquanto.

№ 05

Tesla FSD passa a "Assisted Driving" na China

A Tesla mudou a designação do "Full Self Driving" na China, para um mais realista e informativo "Tesla Assisted Driving".

A Tesla voltou a mudar o nome do seu sistema de assistência à condução na China, abandonando a polémica designação "Full Self-Driving" (FSD). O sistema passa agora a chamar-se "Tesla Assisted Driving", uma alteração que aproxima a descrição do produto das suas capacidades reais, e, resultado da crescente pressão regulatória no maior mercado automóvel do mundo.

Apesar da Tesla promover há muitos anos a visão de carros totalmente autónomos, o seu sistema continua a ser um sistema classificado como Nível 2 de condução autónoma, o que significa que o condutor continua a ser totalmente responsável pelo veículo e a ter que manter atenção permanente sobre o mesmo. Embora a tecnologia da empresa seja considerada uma das mais avançadas entre os sistemas de assistência à condução disponíveis, continua longe de oferecer condução totalmente autónoma - tendo já levado a que a Tesla passasse a designá-lo por "FSD supervisionado" - um nome que, ainda assim, induz em erro as suas capacidades.
Na China, as autoridades têm vindo a apertar regras relacionadas com tecnologia automóvel e segurança, levando a Tesla a clarificar as suas reais capacidades. A empresa já tinha alterado anteriormente o nome do sistema no mercado chinês, removendo gradualmente referências mais ambiciosas ligadas à autonomia total. A nova designação surge como uma tentativa de evitar interpretações enganadoras e alinhar melhor o marketing com aquilo que o sistema efectivamente consegue fazer: a de ser, para todos os efeitos, um sistema de assistência à condução e não um sistema de condução autónoma "total", como dava a entender.

A mudança acontece também numa altura em que a concorrência chinesa está a acelerar o desenvolvimento de tecnologias de assistência à condução. Vários fabricantes locais já oferecem funcionalidades semelhantes, em muitos casos sem custos adicionais para os clientes. Há também um aumento da oferta de empresas como a Nvidia, que estão a promover os seus próprios sistemas de assistência à condução, que aceleram a velocidade com que qualquer fabricante interessado pode adicionar estas capacidades aos seus veículos sem necessidade de criar todo o sistema de raiz.

Fica apenas a questão final: quantas polémicas se poderia ter evitado, se desde o início a Tesla tivesse comercializado esta opção como "Tesla Assisted Driving" em vez do enganador "Full Self-Driving"?

№ 06

Painéis solares produzem acima dos 100%

Um curioso efeito atmosférico fez com que a produção solar de um utilizador ultrapassasse os 100%.

Um utilizador de painéis solares teve uma surpresa inesperada ao verificar a produção do seu sistema fotovoltaico montado numa carrinha. Apesar de ter instalado apenas dois painéis bifaciais de 440 W, o sistema chegou a indicar uma produção superior a 1.050 W, ultrapassando os 880 W de potência "total" instalada. O caso rapidamente gerou curiosidade online, levando muitos a questionarem como seria possível produzir mais energia do que a capacidade anunciada dos próprios painéis.
O sistema em questão utiliza painéis solares bifaciais, capazes de captar luz tanto pela frente como pela parte traseira, aumentando a eficiência em determinadas condições. No entanto, a explicação principal parece estar num fenómeno atmosférico raro conhecido como "cloud edge enhancement" ou efeito de reforço de irradiância provocado pelas nuvens. Em certas situações, sobretudo após chuva ou durante períodos de mudança rápida no estado do céu, as nuvens conseguem reflectir e concentrar mais radiação solar numa determinada área do que aconteceria num dia completamente limpo.

As condições meteorológicas também desempenham um papel importante. Temperaturas mais baixas no ar e nos próprios painéis solares podem aumentar a eficiência energética, já que os módulos fotovoltaicos tendem a funcionar melhor quando não estão excessivamente quentes. A combinação entre luz adicional reflectida pelas nuvens e temperaturas favoráveis pode criar picos temporários de produção acima dos valores nominais dos equipamentos.

Mas, antes que comecem a pensar em colocar lentes de concentração à frente dos painéis, importa relembrar que os painéis solares são criados para funcionar com base em certas condições, e que levá-los além das suas especificações poderá provocar danos imediatos ou ter efeito prejudicial a nível da sua longevidade.

№ 07

Trump Phone chega com bandeira errada e exposição de dados dos clientes

O polémico smartphone "Trump" está finalmente a começar a ser entregue, mas as polémicas continuam.

Depois de muitos atrasos, o smartphone com a marca de Donald Trump começou finalmente a ser entregue aos clientes. Mas a par do lançamento chega também a confirmação da Trump Mobile que o seu website expôs dados pessoais de clientes. Entre as informações expostas estavam nomes, números de telefone, moradas e endereços de email de clientes, dados que podiam ser encontrados facilmente sem que sequer fosse necessário qualquer tipo de "hacking".

Segundo a empresa, o problema estará relacionado com uma "plataforma externa" responsável por suportar determinadas operações da Trump Mobile. A empresa não revelou o nome do fornecedor envolvido, mas garante que não existiu qualquer violação directa dos seus sistemas ou rede interna. Ainda assim, o caso levanta preocupações, já que os dados estavam acessíveis publicamente. A segue o manual habitual nestes casos, dizendo que continua a investigar a situação e que, até ao momento, não encontrou sinais de utilização maliciosa da informação exposta - ao ponto de dizer que ainda nem sequer está certa se será necessário informar formalmente os clientes afectados pelo incidente.

Quanto ao smartphone em si, tal como se suponha, trata-se de um simples modelo reciclado. Tudo indica que o Trump Phone seja na realidade um HTC U24 Pro, um smartphone de 2024 com um Snapdragon 7 Gen 3. Os primeiros modelos chegam também com uma bandeira incorrecta dos EUA na traseira: um elemento que certamente não será apreciado pelo público alvo de Trump.

№ 08

Google revela acidentalmente falha do Chromium

Um "pequeno" lapso revelou publicamente uma falha de segurança no Chromium que ainda não tinha sido corrigida.

A Google revelou acidentalmente detalhes de uma falha de segurança ainda não corrigida no Chromium, o motor que serve de base ao Google Chrome e vários outros browsers populares. A vulnerabilidade permite que código JavaScript continue a ser executado em segundo plano mesmo depois de o browser ser encerrado, criando um potencial risco de execução remota de código e utilização indevida do dispositivo.

O problema foi inicialmente descoberto em 2022 pela investigadora de segurança Lyra Rebane - que ficou surpresa ao verificar que a falha ainda persistia passados estes anos. A falha pode ser explorada através de páginas maliciosas que utilizem Service Workers concebidos para permanecer activos indefinidamente. Na prática, um atacante poderia manter código JavaScript a correr silenciosamente no computador da vítima após uma simples visita a um site comprometido. Entre os cenários possíveis estão ataques DDoS, reencaminhamento de tráfego malicioso, e utilização dos dispositivos afectados como parte de botnets.
A vulnerabilidade afecta todos os browsers baseados em Chromium, incluindo Google Chrome, Microsoft Edge, Brave, Opera, Vivaldi, Arc e outros. Embora o problema tenha sido marcado internamente como corrigido no início deste ano, testes realizados recentemente mostraram que a falha continua presente em versões de desenvolvimento do Chrome e Edge. A situação tornou-se ainda mais preocupante depois da Google remover temporariamente as restrições de acesso ao relatório técnico do problema, expondo publicamente detalhes que poderiam facilitar tentativas de exploração da mesma.

A falha não permite aceder directamente a ficheiros pessoais, emails, ou ao sistema operativo da vítima, mas continua a representar um risco relevante devido ao potencial de abuso em larga escala. Bem, pelo menos não deixa de ser uma forma eficiente de obrigar a Google a - finalmente - resolver esta falha com a máxima prioridade. Por norma, aquilo que poderia levar meses (ou anos) a corrigir, acaba por ser corrigido em poucos dias (ou horas) quando o problema se torna público.

№ 09

Como fazer um expositor iluminado com filamento LED COB

Quem desejar apresentar orgulhosamente os seus "brinquedos", pode criar um vistoso expositor com filamentos LED.

Este é mais um daqueles projectos que é extremamente simples mas que se torna visualmente bastante impressionante. Em vez de simplesmente exibir algo como carros Hot Wheel F1 de colecção numa prateleira, podemos dar-lhes destaque especial com um expositor personalizado e com iluminação LED, que faz toda a diferença.

É isso que podemos replicar com este projecto Hot Wheels Display Stand. Sem surpresas, a parte física do mostrados é impressa em 3D; enquanto do lado da electrónica temos também o assistente habitual neste tipo de projectos: um ESP32, aqui auxiliado por uma placa COB LED Driver auxiliar. O elemento que transforma por completo a parte visual é o recurso a filamento LED COB, que replica aquilo que noutros tempos teria que ser feito com "fio electroluminescente", com outro tipo de requisitos mais complicados em termos electrónicos.



Com o filamento LED COB, podemos replicar o efeito de "fios luminosos", mantendo a simplicididade de uso e controlo dos LEDs tradicionais. Neste caso, o projecto é também facilitado pelo uso de filamentos LED com cores fixas, limitando o controlo à intensidade.

Como temos um ESP32 a tomar conta de tudo, podemos controlar a iluminação remotamente, de forma independente; e abre as portas a todo o tipo de melhorias: podemos implementar temporizadores para ligar automaticamente a determinadas horas; ou adicionar um sensor de luminosidade ou de movimento, para que se ilumine apenas quando estiver escuro ou quando alguém se aproximar. Enfim, não faltam possibilidades, é deixar a imaginação seguir o seu curso. Isto sem esquecer que o mesmo sistema poderá ser usado para todo e qualquer outro tipo de elemento a exibir, como construções LEGO, peças vintage, livros, etc.

№ 10

Starship V3 voa mas perde booster Super Heavy

O 12º lançamento de teste da SpaceX marcou a estreia da nova versão Starship V3, com resultados mistos.

A SpaceX lançou com sucesso a Starship V3, a mais recente e poderosa versão do seu gigantesco foguetão reutilizável, marcando o primeiro voo deste novo modelo numa missão de teste suborbital realizada a partir da Starbase, no Texas. Com 124 metros de altura, a Starship V3 descolou para o seu 12º voo de teste e o primeiro desde Outubro de 2025.

A nova versão introduz várias alterações destinadas a melhorar o desempenho e a preparação para missões mais exigentes. Apesar do sucesso geral, o voo não esteve livre de problemas. Um dos 33 motores Raptor do propulsor Super Heavy desligou-se durante a subida. Ainda assim, a isso é algo que está previsto poder acontecer, a a nave conseguiu alcançar o espaço e completar os principais objectivos da missão. No entanto, uma aparente explosão durante a reignição dos motores para a reentrada parece ter destruído vários dos restantes motores funcionais, fazendo com que se despenhasse no oceano a centenas de quilómetros do local planeado.

I slowed down and resynched the engine diagram during the booster engine restart, that's a pretty hard failure that damaged neighbours. pic.twitter.com/Si0cWY5gVY

— Scott Manley (@DJSnM) May 23, 2026
Tal pode ter-se devido ao design simplificado e mais "limpo" dos novos motores Raptor, sem blindagens de protecção, fazendo com que a explosão de um dos motores pudesse mais facilmente danificar os outros em redor.

A Starship em si teve melhores resultados. A missão transportou ainda 22 cargas de teste, incluindo versões simuladas dos satélites Starlink e dois satélites equipados com câmaras para avaliar o estado do escudo térmico da Starship durante o voo. A SpaceX também pretendia testar uma nova ignição de motores em órbita, uma funcionalidade essencial para futuras missões lunares e interplanetárias, mas esse teste acabou por ser cancelado.

Watch Starship's twelfth flight test https://t.co/caRB1thMlg

— SpaceX (@SpaceX) May 22, 2026
A Starship V3 conseguiu fazer a reentrada como planeada e fazer uma simulação de pouso suave sobre o oceano, mas depois, inesperadamente, explodiu quando tombou sobre a água.

Splashdown confirmed! Congratulations to the entire SpaceX team on the twelfth flight test of Starship! pic.twitter.com/XXBAtryPpL

— SpaceX (@SpaceX) May 22, 2026
O desenvolvimento da Starship continua a ser uma peça central para os planos espaciais da SpaceX e também da NASA, que pretende utilizar uma versão adaptada da nave no programa Artemis para futuras missões tripuladas à Lua. No entanto, a SpaceX ainda precisa de demonstrar capacidades fundamentais, incluindo o reabastecimento em órbita e aterragens lunares automáticas, antes de transportar astronautas.

Enquanto isso, aguardamos ansiosamente por voltar a ver o Super Heavy a ser apanhado em voo pela torre de lançamento, como fez no seu , e 8º voo em 2024 e 2025 - feito que ainda não voltou ainda a ser repetido desde então.

№ 11

Galaxy S27 pode vir com ecrãs chineses da BOE

A enorme concorrência no sector está a fazer com que a própria Samsung possa recorrer a ecrãs de um fornecedor concorrente - a BOE - no próximo Galaxy S27.

A Samsung poderá estar a considerar uma mudança inesperada na produção da futura série Galaxy S27. Um novo relatório indica que a fabricante chinesa BOE está a tentar entrar na cadeia de fornecimento da marca sul-coreana como fornecedora de ecrãs OLED para os próximos smartphones topo de gama. A empresa estará a apostar em preços mais baixos como principal argumento para conquistar o negócio.

A divisão Mobile eXperience (MX) da Samsung já terá pedido dados técnicos à BOE sobre o desenvolvimento dos painéis OLED para a linha Galaxy S27 e estará a avaliar amostras há mais de um mês. Os mesmos rumores indicam que a fabricante chinesa está a conseguir cumprir os requisitos técnicos exigidos pela Samsung, sem obstáculos significativos. O principal factor de atracção será o preço. A BOE terá proposto os seus painéis OLED por valor cinco dólares mais baixo que os ecrãs produzidos pela Samsung Display. A mudança poderia representar uma redução de custos de dezenas de milhões de dólares para a divisão móvel da Samsung - mas também gera preocupações internas, já que se essa poupança acabaria por se fazer sentir na rentabilidade da divisão de ecrãs da empresa.

Apesar da Samsung já recorrer a fornecedores externos para alguns equipamentos da gama Galaxy A de gama média, os smartphones da linha Galaxy S utilizaram historicamente painéis produzidos pela própria Samsung. Caso a parceria avance, a série Galaxy S27 poderá marcar o fim dessa tradição.

№ 12

Chromecast original deixa de funcionar?

Vários utilizadores estão a queixar-se que os seus Chromecast originais estão a deixar de funcionar, sem explicação, passados 13 anos.

O Chromecast original lançado pela Google em 2013 está a deixar de funcionar para alguns utilizadores, mais de uma década após a sua estreia. Nos últimos dias, têm surgido cada vez mais relatos de falhas no envio de conteúdos para televisores, com aplicações populares a deixarem de reconhecer o dispositivo como destino de transmissão. O problema parece afectar especificamente o Chromecast de primeira geração, um dos produtos de hardware mais bem-sucedidos da empresa.

Lançado com um preço de 35 dólares, o Chromecast simplificou a forma como as pessoas viam conteúdos na televisão, permitindo enviar vídeos e música directamente do smartphone ou computador com apenas um toque. O dispositivo teve grande sucesso e acabou por dar origem a novas gerações e à tecnologia Google Cast, que ainda hoje é amplamente utilizada. No entanto, o suporte oficial para este modelo terminou em 2023, altura em que a Google avisou que poderiam surgir perdas de desempenho ao longo do tempo.
Os relatos mais recentes indicam comportamentos estranhos, em que serviços como Spotify e Disney+ continuam a funcionar normalmente, enquanto plataformas como YouTube e HBO Max deixaram de detectar o Chromecast original. As falhas também variam de pessoa para pessoa, o que dificulta perceber a origem do problema. Durante os últimos anos já existiram problemas ocasionais, que acabaram por ser resolvidos, mas esta nova vaga de falhas parece ser mais generalizada.

Apesar da Google não ter confirmado oficialmente o fim total do Chromecast de primeira geração, tudo indica que o dispositivo está a aproximar-se do fim do seu ciclo de vida. Para muitos utilizadores, poderá estar a chegar o momento de dizer adeus a um dos gadgets mais marcantes da última década. Os modelos mais recentes, incluindo o Chromecast de segunda geração e o Chromecast Audio, continuam a funcionar... por agora.

№ 13

Zeekr estreia gama 100% elétrica em Portugal

A Zeekr chega a Portugal com uma gama 100% elétrica apresentada no Ecar Show, em Lisboa, trazendo quatro modelos focados em tecnologia, design premium, performance e segurança.

A marca, pertencente ao Geely Auto Group, estreia-se no mercado nacional com os modelos 001, X, 7X e o futuro 7GT, todos construídos sobre a plataforma SEA (Sustainable Experience Architecture) e com a classificação máxima de cinco estrelas nos testes Euro NCAP. O design de toda a gama é desenvolvido no Centro Global de Design da Zeekr, em Gotemburgo, na Suécia, conferindo à marca uma identidade com forte ligação europeia.

O Zeekr 001 posiciona-se como uma shooting brake elétrica premium com até 544 cv, aceleração dos 0 aos 100 km/h em 3,8 segundos e autonomia até 620 km (WLTP). Suporta carregamento DC rápido até 200 kW, permitindo ir dos 10 aos 80% em cerca de 30 minutos. O habitáculo conta com materiais premium, bancos com aquecimento, ventilação e massagem, e 11 câmaras de alta resolução integradas no sistema de segurança. Tem preço a começar nos 60.950 €.

O Zeekr 7X é um SUV premium de nova geração com arquitetura elétrica de 800V. Com até 646 cv e a mesma aceleração de 3,8 segundos dos 0 aos 100 km/h, oferece autonomia até 615 km (WLTP) e carregamento dos 10 aos 80% em apenas 16 minutos. O equipamento inclui suspensão pneumática ativa, portas elétricas automáticas e sistemas ADAS avançados. Tem preço a começar nos 59.950 €.
O Zeekr X aposta na mobilidade urbana premium, com dimensões compactas, até 496 cv na versão AWD, aceleração em 3,7 segundos e autonomia até 415 km (WLTP). O carregamento rápido vai dos 10 aos 80% em 18 minutos. Integra conectividade 5G, assistente de voz, ecrã inteligente no pilar B e atualizações Over-The-Air. Tem preço a começar nos 37.000 €.

O Zeekr 7GT, previsto para chegar ao mercado nacional no início do verão, é o mais capaz da gama: até 646 cv, 0 a 100 km/h em 3,3 segundos e autonomia até 655 km (WLTP), também com arquitetura de 800V e carregamento dos 10 aos 80% em cerca de 16 minutos. Inclui head-up display de realidade aumentada e ecrã OLED de 15 polegadas. As reservas já estão abertas. Tem preço a começar nos 55.450 €.

Em Portugal, a Zeekr é representada pelo grupo Salvador Caetano Auto. Mais informações em www.zeekr.pt e configurações disponíveis em configurador.zeekr.pt.



[Pela Estrada Fora]
№ 14

Adulteração do conta-quilómetros expande-se aos eléctricos

A adulteração do conta-quilómetros é um problema conhecido nos veículos usados, e embora seja algo mais frequente nos carros a diesel, os híbridos e elétricos também estão em risco.

A fraude na quilometragem no mercado português de automóveis usados afeta sobretudo os carros a diesel, mas um estudo recente da carVertical mostra que híbridos e elétricos não estão a salvo desta prática.

Os dados, recolhidos entre janeiro de 2024 e março de 2026, revelam que cerca de 4,6% dos veículos a gasóleo analisados em Portugal apresentavam quilometragem adulterada, a percentagem mais elevada entre todos os tipos de combustível. Os carros a gasolina surgem em segundo lugar, com 3,6% dos casos a registar manipulação no conta-quilómetros.
Além da maior frequência, a fraude nos diesel tende a ser mais expressiva em termos de magnitude: em média, a quilometragem foi reduzida em cerca de 99.000 km, contra aproximadamente 74.000 km nos veículos a gasolina. A justificação é simples: os diesel costumam acumular mais quilómetros, tornando-os alvos mais apetecíveis para quem pretende inflar o seu valor de revenda.

Nos híbridos, a taxa de fraude desce para 2,6%, com uma redução média de cerca de 57.000 km. Os elétricos registam a percentagem mais baixa (1,9%), mas a adulteração média ronda ainda os 44.000 km.

As marcas mais afetadas

Entre os elétricos, a Opel lidera a lista de marcas com maior incidência de discrepâncias na quilometragem (4,3%), seguida da Renault (4,1%), BMW (3,2%), Peugeot (2%) e Smart (1,7%). No segmento dos híbridos, a Lexus surge no topo com 6,3% de casos detetados, à frente da BMW (4%), Volkswagen (3,7%), Toyota (3,5%) e Audi (3,3%).
Uma quilometragem elevada nos elétricos pode indiciar maior desgaste da bateria, com impacto direto na autonomia, o que leva alguns vendedores a manipular os registos para apresentar o veículo em melhor estado do que realmente se encontra.

Os dados reforçam que a adulteração de conta-quilómetros continua a ser uma prática transversal no mercado de usados, independentemente do tipo de motorização, e que dificilmente desaparecerá a curto prazo.


[Pela Estrada Fora]
№ 15

Mazda CX-6e estreia-se em Portugal

O novo Mazda CX-6e fez a sua estreia em Portugal no ECAR SHOW 2026, o salão do automóvel híbrido e elétrico que decorreu na FIL, em Lisboa, de 15 a 17 de maio.

Trata-se do segundo modelo 100% elétrico da Mazda a chegar à Europa, um SUV desportivo de médio segmento que combina a linguagem de design Kodo com a filosofia de condução Jinba Ittai, desenvolvido em colaboração com a parceira chinesa Changan Automobile e com design elaborado no centro de I&D da marca em Oberursel, na Alemanha.

Em termos mecânicos, o CX-6e dispõe de um motor elétrico de 190 kW (258 cv) e 290 Nm de binário, com tração traseira. A bateria LFP de 78 kWh permite uma autonomia até 484 km (WLTP) e aceita carregamento rápido DC até 165 kW, atingindo os 80% de carga em apenas 24 minutos. O consumo situa-se entre 18,9 e 19,4 kWh/100 km, com emissões nulas de CO2.
O interior é dominado por um ecrã tátil de 26 polegadas com layout dual split, reconhecimento de voz multilingue e controlo por gestos. A oferta divide-se em duas versões de equipamento, Takumi e Takumi Plus, ambas com conteúdos topo de gama. Em fase de pré-lançamento, e com uma campanha de desconto de 3.444 euros, os preços arrancam nos 41.543,55 euros para a Takumi e nos 44.543,55 euros para a Takumi Plus, a que acresce uma oferta de acessórios e cartão de carregamento. As condições estão em vigor até 30 de junho de 2026.

A chegada das primeiras unidades à rede de concessionários está prevista para este verão. Os interessados já podem configurar o seu CX-6e em mazda.pt. A garantia é de 6 anos ou 150.000 km para o veículo, e de 8 anos ou 160.000 km para a bateria de alta tensão, com capacidade mínima garantida de 70%.
No stand da Mazda no ECAR SHOW esteve também exposto o Mazda6e, a berlina elétrica que conquistou recentemente os títulos de Elétrico do Ano 2026 em Portugal e World Car Design of The Year 2026 a nível global.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Google volta a atormentar contas G Suite gratuitas

Vários utilizadores com contas G Suite antigas gratuitas, estão a queixar-se de estarem a ser forçados pela Google a mudarem para planos pagos - ou arriscarem-se a perder tudo.

Alguns utilizadores Google de longa data, com os planos G Suite Legacy Free Edition, estão a relatar que a Google está a classificar as suas contas gratuitas como sendo de uso comercial, obrigando-os a mudar para planos pagos do Google Workspace. Quem for identificado nesta situação poderá perder acesso a serviços como o Gmail, Drive, Calendar e Meet caso não apresente um recurso aceite ou não faça a transição para uma subscrição paga no prazo de 45 dias.

O G Suite Legacy Free Edition era o antigo serviço gratuito da Google para emails personalizados com domínio próprio, antes da chegada do Google Workspace. Apesar de a empresa ter terminado o acesso gratuito para novos utilizadores, milhões de contas existentes continuaram activas. Em 2022, a Google tentou mover estes utilizadores para planos pagos, mas acabou por recuar parcialmente e permitiu que contas pessoais e familiares continuassem gratuitas, desde que fossem usadas apenas para fins não comerciais.
Agora, vários utilizadores afirmam ter recebido avisos a indicar que as suas contas foram identificadas como sendo usadas para actividades comerciais, mesmo quando dizem utilizar os serviços apenas para fins pessoais, como partilha de conteúdos com familiares. Alguns dizem manter estas contas há quase 20 anos sem qualquer tipo de actividade comercial ligada aos respectivos domínios.

Para piorar, esta situação torna-se ainda mais frustrante devido ao suposto processo de recurso. Alguns utilizadores dizem que os pedidos de revisão são rejeitados automaticamente ou sem que seja dada qualquer explicação clara sobre os critérios usados pela Google. Do lado da Google, a posição é a de que está apenas a aplicar regras já existentes, reforçando que o G Suite Legacy Free Edition sempre foi destinado exclusivamente a utilização pessoal e não comercial. O que é certo é que não se antevê um futuro fácil (leia-se: sem pagar) para os utilizadores destes planos G Suite gratuitos que a Google, há muito, quer converter em planos Workspace pagos.

№ 17

Chromecast original deixa de funcionar?

Vários utilizadores estão a queixar-se que os seus Chromecast originais estão a deixar de funcionar, sem explicação, passados 13 anos.

O Chromecast original lançado pela Google em 2013 está a deixar de funcionar para alguns utilizadores, mais de uma década após a sua estreia. Nos últimos dias, têm surgido cada vez mais relatos de falhas no envio de conteúdos para televisores, com aplicações populares a deixarem de reconhecer o dispositivo como destino de transmissão. O problema parece afectar especificamente o Chromecast de primeira geração, um dos produtos de hardware mais bem-sucedidos da empresa.

Lançado com um preço de 35 dólares, o Chromecast simplificou a forma como as pessoas viam conteúdos na televisão, permitindo enviar vídeos e música directamente do smartphone ou computador com apenas um toque. O dispositivo teve grande sucesso e acabou por dar origem a novas gerações e à tecnologia Google Cast, que ainda hoje é amplamente utilizada. No entanto, o suporte oficial para este modelo terminou em 2023, altura em que a Google avisou que poderiam surgir perdas de desempenho ao longo do tempo.
Os relatos mais recentes indicam comportamentos estranhos, em que serviços como Spotify e Disney+ continuam a funcionar normalmente, enquanto plataformas como YouTube e HBO Max deixaram de detectar o Chromecast original. As falhas também variam de pessoa para pessoa, o que dificulta perceber a origem do problema. Durante os últimos anos já existiram problemas ocasionais, que acabaram por ser resolvidos, mas esta nova vaga de falhas parece ser mais generalizada.

Apesar da Google não ter confirmado oficialmente o fim total do Chromecast de primeira geração, tudo indica que o dispositivo está a aproximar-se do fim do seu ciclo de vida. Para muitos utilizadores, poderá estar a chegar o momento de dizer adeus a um dos gadgets mais marcantes da última década. Os modelos mais recentes, incluindo o Chromecast de segunda geração e o Chromecast Audio, continuam a funcionar... por agora.

№ 18

SSD WD_BLACK 2TB a €279

Quem quiser dar o salto para os SSDs de 7 GB/s pode optar pelos WD_BLACK SN850X, que suportam PCIe 4.0 e farão maravilhas por qualquer computador.

Nos últimos anos os discos / SSDs têm sido um dos factores mais limitativos do desempenho dos computadores, e é por isso que esta tem sido uma das áreas em que mais importa apostar. No caso de terem um computador com suporte para PCIe 4.0, nada como escolher um SSD capaz de tirar o máximo partido disso, como estes WD_BLACK SN850X 2TB, com velocidades de até 7.3 GB/s em leitura e 6.6 GB/s em escrita.
O WD_BLACK SN850X 2TB está disponível por 279 euros na Amazon Espanha. Também têm disponível a versão de 8 TB se precisarem de mais espaço.

Tendo em conta a recente tendência de aumento de preços, que já fez disparar o preço da memória RAM, teme-se que esse efeito também contagie os SSDs, cujo preço também já começou a aumentar. Como tal, se estiverem a considerar o upgrade, será aconselhável fazerem-no quanto antes, ou correm o risco de ter que aguardar mais um par de anos até que a situação se regularize - ou se arrisquem a pagar muito mais por isso. Daqui por meio ano poderá parecer loucura que se pudesse comprar um SSD de 8TB por menos de mil euros.

Nota quanto ao desempenho, para quem estiver a pensar usar um destes SSDs em motherboards mais antigas: no caso de os utilizarem numa motherboard apenas com PCIe 3.0, as velocidades cairão para valores na ordem dos 3.5 GB/s em leitura e em escrita. Velocidades respeitáveis, mas que ficam aquém das suas capacidades; pelo que o melhor será utilizá-los em motherboards que suportem M.2 PCIe 4.0.


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№ 19

Investigadores prometem memória laser ultra-rápida e eficiente

Investigadores dizem ter concebido uma memória magnética ultra-rápida e eficiente, que pode revolucionar por completo toda a indústria tecnológica no futuro.

Investigadores da Universidade de Tóquio desenvolveram um novo dispositivo de memória "spintrónica" que poderá abrir caminho para computadores e sistemas de inteligência artificial muito mais eficientes. A tecnologia experimental consegue alternar estados magnéticos em apenas 40 picossegundos, cerca de 1.000 vezes mais rápido do que as memória DRAM tradicionais, simultaneamente produzindo muito menos calor e consumindo menos energia. O avanço procura responder a um dos maiores desafios actuais do sector tecnológico: o enorme consumo energético e necessidades de refrigeração dos sistemas AI modernos.

O dispositivo utiliza um material antiferromagnético chamado manganês-estanho (Mn₃Sn), capaz de armazenar informação através de estados magnéticos em vez de carga eléctrica. Ao contrário da DRAM, que precisa de actualizar constantemente os dados para evitar perdas de informação, esta abordagem mantém os dados guardados mesmo sem alimentação eléctrica. Os cientistas conseguiram alterar o estado magnético usando impulsos eléctricos ultrarrápidos e também sinais gerados a partir de laser, criando um método que poderá aproximar a computação tradicional da computação óptica.
Grande parte do calor gerado pelos computadores actuais surge não apenas do processamento, mas dos movimento constante de dados entre memória, armazenamento e processadores. O problema tornou-se ainda mais crítico com o crescimento acelerado do processamento AI, onde enormes clusters de GPUs exigem quantidades cada vez maiores de energia e sistemas avançados de arrefecimento. A nova tecnologia poderá ajudar a inverter esta tendência.

Apesar do potencial, a tecnologia ainda está longe de chegar ao mercado. Actualmente apenas existem protótipos em laboratório, de grandes dimensões e sem possibilidade de utilização comercial. Questões como o custo de produção, durabilidade e compatibilidade com os processos de fabrico de chips continuam por resolver. Ainda assim, não deixa de ser uma "luz ao fundo do túnel" que mostra um potencial caminho para o futuro dos chips.

№ 20

Spotify Studio gera podcasts AI personalizados

O Spotify entra no campo do NotebookLM com nova funcionalidade que pode criar podcasts personalizados para cada utilizador.

O Spotify entrou na corrida da inteligência artificial com uma nova aplicação desktop chamada Studio by Spotify Labs, criada para gerar conteúdos áudio personalizados. A plataforma junta-se à tendência crescente de ligar serviços como email, calendário, documentos e notas, para criar resumos diários em formato texto ou podcast. A nova ferramenta também permite aos utilizadores explorar temas através da criação automática de podcasts alimentados por AI.

Uma das novidades mais importantes é a capacidade de adicionar contexto pessoal aos podcasts gerados. A aplicação inclui um agente AI capaz de navegar na web e utilizar informação pessoal para criar episódios mais adaptados a cada utilizador. Por exemplo, é possível pedir um resumo áudio diário baseado na agenda e emails ou até criar um guia personalizado para uma viagem, incluindo recomendações de restaurantes e sugestões de podcasts para ouvir durante o percurso.
Todos os podcasts criados ficam guardados na biblioteca do Spotify e sincronizados entre dispositivos, mas não são partilhados publicamente. A empresa alertou que esta versão ainda está em fase inicial de testes e que a AI pode gerar erros ou informações pouco fiáveis. O lançamento será feito ao longo das próximas semanas em mais de 20 países, mas apenas para utilizadores com idade igual ou superior a 18 anos.

Esta funcionalidade coloca o Spotify em concorrência direta com ferramentas já conhecidas no segmento dos podcasts gerados por AI - como o NotebookLM da Google. No entanto, é bem provável que o Spotify consiga vantagem, pois será mais fácil levar podcasts AI a utilizadores que já estão a usar um serviço de streaming de música, do que esperar que eles tenham curiosidade para ir espreitar tudo o que é possível fazer no NotebookLM. No entanto, o problema final acaba por ir dar ao mesmo: será que todas estas funcionalidades AI são economicamente viáveis para as empresas que as fornecem? O futuro o dirá.