PlanetGeek
№ 01

Copilot revela parâmetro secreto usado em ataques contra ele próprio

Com alguma persuasão, o Copilot revelou um parâmetro que possibilitava ataques automáticos contra ele próprio.

Investigadores de segurança descobriram uma vulnerabilidade no Microsoft 365 Copilot Enterprise que podia permitir a um atacante roubar informação sensível com apenas um clique num link. O mais curioso é que foi o próprio Copilot que ajudou a revelar o segredo usado no ataque: ao questionarem repetidamente o Copilot sobre as suas protecções, os investigadores conseguiram obter detalhes sobre o funcionamento dos seus mecanismos de segurança, incluindo um parâmetro não documentado que permitia executar automaticamente um prompt sem necessidade da habitual confirmação do utilizador.

A investigação mostrou que era possível criar um link especialmente preparado que, quando aberta por uma vítima com sessão iniciada, fazia com que um prompt fosse executado automaticamente. Esse prompt podia comandar o assistente a procurar informação nas aplicações e dados disponíveis na conta, e enviar esses conteúdos para um servidor controlado pelo atacante. O ataque podia ser iniciado através de meios comuns, como uma mensagem, email, página web ou código QR.

https://copilot.microsoft.com/?q=&autorun=1

[O parâmetro em questão "?autorun=1"]

A vulnerabilidade - designada por CoSnitch - foi comunicada à Microsoft, que começou a limitar o mecanismo explorado em Fevereiro e posteriormente apresentou correcções mais abrangentes. Os investigadores também descobriram outro problema relacionado com o armazenamento de memória permanente do Copilot, que podia permitir a uma página maliciosa inserir instruções falsas na memória do assistente. Essas informações poderiam continuar a influenciar respostas futuras mesmo depois iniciar nova sessão.

O caso mostra os desafios de segurança dos assistentes AI com acesso a emails, ficheiros, apps, e memória persistente. É necessário cuidados redobrados quando se dá esse acesso, idealmente associando o assistente AI a contas próprias secundárias que evitem o acesso às contas principais dos utilizadores. E neste caso, o episódio torna-se particularmente irónico porque revela como se pode levar um assistente AI a revelar informação que permite fazer ataques contra si próprio. Não que isto seja caso isolado, pois até ao momento ainda não foi criado nenhum modelo AI que fosse capaz de resistir aos chamados "jailbreak" que ultrapassam as restrições de segurança.

№ 02

Algoritmo do X fomentava a fúria dos utilizadores

O X pode ter disponibilizado o seu algoritmo de recomendações como open-source, mas em 2024 a rede de Elon Musk incentivava fortemente a fúria a irritação dos utilizadores.

Um estudo publicado na revista científica PNAS conclui que o algoritmo do X recorria a posts polémicos para obter mais reacções no feed "For You" com conteúdos sugeridos. Os investigadores descobriram ainda que a plataforma pode mostrar mais conteúdos de ragebait — publicações concebidas para provocar reacções emocionais — a utilizadores que se identificam como democratas, embora a razão exacta para esta diferença não tenha sido esclarecida.

A investigação acompanhou 715 utilizadores norte-americanos do X durante Setembro e Outubro de 2024, analisando os conteúdos apresentados nos feeds "For You" e "Following" e comparando-os com os valores e preferências declarados pelos participantes. Os resultados indicam que o conteúdo das contas seguidas tende a reflectir os valores dos utilizadores, mas o algoritmo acaba por privilegiar conteúdos desalinhados com esses mesmos valores. O factor principal parecia estar nas respostas. Embora os participantes respondessem apenas a cerca de 6.8% das publicações com que interagiam, essas reacções tinham um peso desproporcional no sistema de recomendação. Quando alguém responde irritado a uma publicação de que discorda, o algoritmo interpreta essa reacção como uma interacção, voltando a apresentar o mesmo tipo de conteúdo, criando um ciclo em que o utilizador recebe cada vez mais conteúdo que o provoca.

Nikita Bier, o antigo responsável pelo algoritmo do X, já veio confirmar que isto de facto acontecia, numa altura em que o algortimo do X dava peso excessivo às respostas; mas que isso já foi alterado para dar mais peso às publicações de amigos, e que isso reduziu consideravelmente o efeito observado no estudo. Talvez o principal intuito da disponibilização do algoritmo seja escapar a este tipo de polémicas, dizendo que não têm nada a esconder. O que é certo é que, quem não se quiser sujeitar ao "algoritmo", terá que se manter na secção "Following" das pessoas que segue, em vez do "For You" com as sugestões do sistema.

№ 03

Vídeos do GTA VI querem mostrar jogo antes da revelação oficial

Estão a circular novos vídeos do muito aguardado GTA VI, mas que podem não representar o estado actual do jogo.

Novos vídeos do GTA VI começaram a circular online, revelando alguns detalhes do jogo. Os vídeos mostram Jason a conduzir, a jogar basquetebol, a lutar com um NPC e a completar o que parece ser um tutorial de tiro. A Rockstar Games ainda não confirmou a autenticidade das imagens, mas o facto dos mesmos estarem a ser removidos via pedidos DMCA dá a entender que se tratam de vídeos legítimos - embora, potencialmente, de versões que podem já ter alguns anos e não representam a qualidade gráfica final.

Para os fãs que analisaram detalhadamente cada frame, foi possível ver um wanted level de seis estrelas, além de indicadores de combustível e do estado do motor dos veículos. Também surgem referências a funcionalidades que ainda não foram confirmadas oficialmente. Uma delas parece indicar que os veículos pessoais terão armazenamento limitado, com uma opção "Loadout" e espaço indicado como "0/4". O leak poderá ainda mostrar um mapa dividido em cinco condados, uma localização chamada Goose Key, dois tipos de moeda e um novo sistema de tiro baseado no alinhamento de anéis.
O grupo que revelou estes vídeos diz que o fez como forma de protesto contra a decisão de não incluir um disco físico nas cópias físicas do jogo, que deverão trazer um código para download. No entanto, o facto de também ter incluído a promoção para uma criptomoeda faz com que essa justificação não convença os defensores dos direitos dos jogadores.

O GTA VI continua a ter lançamento prometido para 19 de Novembro de 2026 na PlayStation 5 e Xbox Series X/S, com uma apresentação oficial marcada para 27 de Agosto na Netflix e YouTube.

№ 04

Drone DJI Mini 3 a €339

Os quadcopters da DJI são considerados a referência no segmento, e temos a oportunidade de apanhar um Mini 3 comando DJI RC a preço bastante tentador.

Quem já se aventurou no mundo dos drones de baixo custo e ficou desapontado pela dificuldade em controlá-los, poderá estar dispostos a dar o salto para um segmento superior, onde esse controlo é feito da forma que imaginava que fosse feito - sem que o drone esteja constantemente a "lutar" contra o utilizador. É isso mesmo que se sente nos modelos mais económicos da DJI, e ainda de melhor forma neste Mini 3 que fica agora disponível a um preço irresistível.
Este DJI Mini 3 com DJI RC está disponível por apenas 339 euros com envio da Amazon Espanha. Está também disponível no pack Fly More por 609 euros.

Há alguns anos rendi-me à promoção do DJI Spark e fiquei maravilhado a todos os níveis, ficando apenas com pena de não trazer o controlador dedicado (o que o limita ao alcance WiFi do smartphone), tendo depois feito a actualização para um Mini 2. Neste caso, este Mini 3 já resolve isso com o controlador com ecrã incluído, permitindo controlá-lo a até 10 km de distância - o que me arrisco a dizer que será bastante assustador (mesmo a umas centenas de metros já dá "medo"! :)

Os 38 minutos de autonomia são também um dos pontos fortes, assim como a câmara 4K com gimbal de estabilização. O pack Fly More inclui mais baterias, carregador, mais hélices de substituição, e bolsa de transporte.


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№ 05

GIMP 3.3.2 estreia novo formato de ficheiro

Com as décadas a passarem, o GIMP sente finalmente a necessidade de modernizar o seu velho formato de ficheiro XCF.

O GIMP vai abandonar os ficheiros XCF como formato predefinido. A mudança chegará com a versão 3.3.2 e será a primeira alteração deste género em quase três décadas. O formato XCF tem sido utilizado pelo popular editor de imagem desde 1997, mas começou a revelar as limitações ao longo dos anos.

O novo formato será baseado em XML comprimido num ficheiro ZIP, permitindo ao GIMP guardar projectos de forma mais eficiente e facilitando a implementação de novas funcionalidades - como o muito pedido autosave. A mudança também prepara o software para lidar melhor com funcionalidades previstas para versões futuras, incluindo projectos com animações. Apesar da mudança, o XCF não vai desaparecer. Os utilizadores continuarão a poder abrir e gravar os antigos ficheiros XCF depois da chegada do GIMP 3.3.2. No entanto, quem quiser tirar partido das novas funcionalidades que forem desenvolvidas especificamente para o novo formato terá de guardar os projectos utilizando o sucessor do XCF.

A nova versão traz ainda outras melhorias, incluindo Spectral Blending para brushes, aplicação não destrutiva de filtros a layer masks, e melhorias no suporte para ficheiros PSD. Durante muito tempo fui utilizador frequente do GIMP (mais tarde tendo passado para o mais simples Paint.NET), mas felizmente as minhas necessidades de edição de imagens podem há muito ser totalmente feitas directamente no browser com o Photopea, pelo que tenho conseguido escapar à instalação de ambos.

№ 06

Qwen3.8-27B dá salto na inteligência

O mais recente modelo AI Qwen3.8-27B da Alibaba está a dar que falar, por dar um salto significativo face a modelos muito maiores.

A equipa AI da Alibaba lançou o Qwen3.8-27B, um novo modelo open-weight com 27 mil milhões de parâmetros. O modelo é multimodal, aceita texto, imagens e vídeo e foi desenvolvido com especial atenção para coding, agentic tasks, e execução local em hardware de consumo.

Não é segredo que temos visto modelos AI cada vez mais poderosos mas que são também cada vez maiores. Desta vez, o que está a dar que falar é que, apesar do seu tamanho de 27B, este modelo consegue competir com modelos muito maiores, como o Kimi K3 com 2.8T de parâmetros! Outro dos destaques é a janela de contexto nativa de 262.144 tokens, que pode ser expandida até 1 milhão. Nos benchmarks apresentados, o Qwen3.8-27B consegue competir com modelos de topo como Claude Opus 4.6 e GPT-5.6, alcançando 61,7% no SWE-bench Pro, 90,3% no LiveCodeBench v6 e 84,3% no OSWorld-Verified.

We promised open weights for Qwen3.8. Now, time to meet them! 🎉

⚡ Qwen3.8-27B:
- A native multimodal dense model. With just 27B parameters, it outperforms Qwen3.7-Plus overall and shines in real-world coding & office workflows.
- 262K native context, easily extendable to 1M… pic.twitter.com/9r1ekMQ1yX

— Alibaba Cloud (@alibaba_cloud) August 14, 2026
Apesar dos 27 mil milhões de parâmetros, o modelo foi optimizado para funcionar em hardware relativamente acessível. Dependendo da quantização, necessita de cerca de 17 a 34 GB de VRAM, podendo ser executado placas como a RTX 4090. Existem também pesos oficiais BF16 e FP8, além de versões GGUF e NVFP4 criadas pela comunidade.

O Qwen3.8-27B pode ser descarregado e utilizado comercialmente sem custos. O interesse parece estar a ser imediato: o modelo já ultrapassou os 3 milhões de downloads no Hugging Face poucos dias depois do lançamento.

№ 07

Google Home volta a deixar ficar casas sem controlo

A Google volta a causar frustrações em que depende dos Nest Hub para as suas casas inteligentes.

Os dispositivos Google Nest Hub foram afectados por uma falha generalizada durante a madrugada, deixando algumas das funcionalidades completamente indisponíveis. Em Portugal o problema poderá ter afectado as rotinas matinais de algumas pessoas, pois ocorreu sobretudo entre as 05:00 e as 08:00 em Portugal continental.

Durante a falha, os comandos de voz deixaram de ser processados e as rotinas automáticas não eram executadas. Em alguns casos, os ecrãs dos Nest Hub ficaram completamente em branco e houve utilizadores que, depois de reiniciarem os dispositivos, ficaram presos no ecrã de arranque. O problema acabou por ser resolvido pouco depois de começarem a surgir os primeiros relatos, permitindo que os dispositivos voltassem a funcionar normalmente durante a manhã. A Google, no entanto, ainda não explicou publicamente o que terá causado a interrupção.

Apesar de ter sido uma falha temporária, o incidente mostra o grave risco da dependência dos dispositivos Nest dos serviços da Google na cloud. Quando esses serviços ficam indisponíveis, até funcionalidades básicas como comandos de voz e rotinas podem deixar de funcionar. Ainda recentemente, outro bug fez com que os utilizadores ficassem com as luzes ligadas.

Estes casos acabam por ser uma óptima publicidade para que as pessoas optem por sistemas de controlo que não dependam da cloud e funcionem de forma local. Podem não ficar totalmente livre de bugs, mas eliminam uma boa dose de problemas sobre os quais não têm qualquer controlo - como mais uma vez ficou demonstrado.

№ 08

Google Home volta a deixar ficar casas sem controlo

A Google volta a causar frustrações em que depende dos Nest Hub para as suas casas inteligentes.

Os dispositivos Google Nest Hub foram afectados por uma falha generalizada durante a madrugada, deixando algumas das funcionalidades completamente indisponíveis. Em Portugal o problema poderá ter afectado as rotinas matinais de algumas pessoas, pois ocorreu sobretudo entre as 05:00 e as 08:00 em Portugal continental.

Durante a falha, os comandos de voz deixaram de ser processados e as rotinas automáticas não eram executadas. Em alguns casos, os ecrãs dos Nest Hub ficaram completamente em branco e houve utilizadores que, depois de reiniciarem os dispositivos, ficaram presos no ecrã de arranque. O problema acabou por ser resolvido pouco depois de começarem a surgir os primeiros relatos, permitindo que os dispositivos voltassem a funcionar normalmente durante a manhã. A Google, no entanto, ainda não explicou publicamente o que terá causado a interrupção.

Apesar de ter sido uma falha temporária, o incidente mostra o grave risco da dependência dos dispositivos Nest dos serviços da Google na cloud. Quando esses serviços ficam indisponíveis, até funcionalidades básicas como comandos de voz e rotinas podem deixar de funcionar. Ainda recentemente, outro bug fez com que os utilizadores ficassem com as luzes ligadas.

Estes casos acabam por ser uma óptima publicidade para que as pessoas optem por sistemas de controlo que não dependam da cloud e funcionem de forma local. Podem não ficar totalmente livre de bugs, mas eliminam uma boa dose de problemas sobre os quais não têm qualquer controlo - como mais uma vez ficou demonstrado.

№ 09

Apple tenta manter comissões externas da App Store na UE

A Apple fez alterações ao sistema de comissões na App Store na Europa, mas continuando a tentar manter comissões sobre pagamentos externos que não deveriam ter qualquer taxa adicional.

A Apple anunciou novas condições comerciais para apps na União Europeia, mas as alterações estão a gerar críticas por manterem custos significativos para developers que tentem fugir ao sistema tradicional da App Store. As novas regras surgem após negociações com a Comissão Europeia e procuram responder às obrigações do Digital Markets Act (DMA), que exige maior abertura a pagamentos e formas de distribuição alternativas.

Entre as novas cobranças está uma comissão de 20% sobre pagamentos alternativos dentro das aplicações, 15% sobre compras realizadas através de links externos e uma Core Technology Commission de 5% para determinados pagamentos em apps distribuídas através de lojas alternativas ou directamente pela web. A Apple diz que estas alterações visam "simplificar" os seus termos comerciais para todos os developers que distribuem apps na UE.

Apple has launched a new junk fee structure in EU, mirroring the terms in Brazil and Japan.

They’re still unlawfully charging for linked-out transactions (clearly prohibited by DMA), and add prohibitions and friction to herd kids into high-junk-fee Apple payments. https://t.co/NTGy36lWz3

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 18, 2026

Looks like Apple’s PR team conned Bloomberg into adopting a false narrative in their headline, spinning their new EU junk fee regime as part of a settlement (it’s not), and compliant with EU law (it’s not).

No @markgurman byline on this hot garbage of a story. https://t.co/WGKeXGaXig

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 19, 2026

Here is what is really going on: Mobile gaming revenue is in sharp decline because mobile gaming itself is in sharp decline. The reason? Apple enshittification. They undermine organic discovery in favor of ads, where the greediest monetizing games outbid good games.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) August 19, 2026
O problema é que o DMA determina que os developers devem poder encaminhar utilizadores para ofertas externas e comunicar alternativas de compra sem qualquer tipo de custos adicionais, enquanto a distribuição através de lojas de terceiros ou da web deve ser efectivamente permitida. A Comissão Europeia já considerou anteriormente que algumas das condições impostas pela Apple desincentivavam a distribuição alternativa e dificultavam o acesso dos utilizadores a outras opções.

De notar que, apesar da Apple estar a fazer forte campanha de como este tipo de medidas constitui uma "persguição" por parte das entidades Europeias, a empresa enfrenta exactamente o mesmo problema nos EUA - onde também está a ser forçada a abdicar das comissões nos pagamentos externos. A sua última tentativa desesperada passou por admitir que, embora efectivamente pudesse permitir 0% de taxas nas transcções externas, acha que deve ser compensada pela plataforma que disponibiliza. Pela mesma ordem de ideias, a MS poderia muito bem reclamar uma comissão sobre todo e qualquer pagamento alguma vez feito através de um computador Windows!

№ 10

Google Home volta a deixar ficar casas sem controlo

A Google volta a causar frustrações em que depende dos Nest Hub para as suas casas inteligentes.

Os dispositivos Google Nest Hub foram afectados por uma falha generalizada durante a madrugada, deixando algumas das funcionalidades completamente indisponíveis. Em Portugal o problema poderá ter afectado as rotinas matinais de algumas pessoas, pois ocorreu sobretudo entre as 05:00 e as 08:00 em Portugal continental.

Durante a falha, os comandos de voz deixaram de ser processados e as rotinas automáticas não eram executadas. Em alguns casos, os ecrãs dos Nest Hub ficaram completamente em branco e houve utilizadores que, depois de reiniciarem os dispositivos, ficaram presos no ecrã de arranque. O problema acabou por ser resolvido pouco depois de começarem a surgir os primeiros relatos, permitindo que os dispositivos voltassem a funcionar normalmente durante a manhã. A Google, no entanto, ainda não explicou publicamente o que terá causado a interrupção.

Apesar de ter sido uma falha temporária, o incidente mostra o grave risco da dependência dos dispositivos Nest dos serviços da Google na cloud. Quando esses serviços ficam indisponíveis, até funcionalidades básicas como comandos de voz e rotinas podem deixar de funcionar. Ainda recentemente, outro bug fez com que os utilizadores ficassem com as luzes ligadas.

Estes casos acabam por ser uma óptima publicidade para que as pessoas optem por sistemas de controlo que não dependam da cloud e funcionem de forma local. Podem não ficar totalmente livre de bugs, mas eliminam uma boa dose de problemas sobre os quais não têm qualquer controlo - como mais uma vez ficou demonstrado.

№ 11

Bloco de tomadas vertical com USB a €41

Quem preferir ter tomadas em cima da secretária e com fácil acesso, pode fazer um 2-em-1 com este bloco de tomadas vertical com 12 tomadas e 6 portas USB.

Todos estamos habituados às extensões de tomadas múltiplas que inevitavelmente se espalham pelo chão e servem para multiplicar as sempre concorridas tomadas na parede. Mas, por vezes, pode ser bastante mais prático ter um bloco de tomadas mais acessível em cima da secretária, e este bloco vertical coloca 12 tomadas mesmo ali à mão, e com a vantagem acrescida de que também inclui 6 portas USB.
Este bloco de tomadas vertical Koosla 12 tomadas + 6 USB está disponível por 41.99 euros na Amazon Espanha.

Um detalhe interessante deste bloco é o facto de contar com três interruptores que permitem ligar / desligar as tomadas e portas USB de forma independente, um para grupo de tomadas e portas USB por patamar, para que - por exemplo - possam cortar a alimentação a produtos que não seja preciso deixarem em standby, mas manterem outros que desejem manter ligados.


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№ 12

Spotify Car Thing regressa à vida com open-source

O projecto Mira permite reactivar as funcionalidades do Car Thing para ouvir Spotify.

O Spotify Car Thing, o pequeno dispositivo criado para controlar música dentro do carro, pode estar prestes a recuperar a utilidade. Lançado em 2021, o equipamento foi pensado para adicionar uma forma fácil de ver e controlar o Spotify em qualquer automóvel, mas acabou por ficar inutilizado depois de o Spotify desligar os seus servidores no final de 2024.

Apesar de desde logo terem surgido projectos alternativos para lhe dar uso, um outro projecto open-source chamado Mira promete recuperar grande parte da funcionalidade original. O software foi desenvolvido especificamente para o hardware do Car Thing e mantém o foco no Spotify, em vez de tentar transformar o dispositivo num media player generalista completo.

Depois de instalar o Mira e associar a conta Spotify, o Car Thing pode voltar a funcionar como um comando para dispositivos ligados. Os botões predefinidos, o grande botão rotativo e até os gesture controls continuam disponíveis, enquanto o ecrã pode mostrar capas de álbuns e letras das músicas.Nem sequer falta o controlo de voz para a reprodução.

O Car Thing não volta exactamente a ser o produto que era, mas passa a ter uma utilidade bastante próxima da original. Para quem ainda guardou o dispositivo depois do encerramento do serviço, o Mira pode ser uma forma interessante de recuperar hardware que, de outra forma, estaria relegado ao esquecimento numa gaveta.

№ 13

Telegram quer domínio .gram

O Telegram quer ter o seu próprio TLD ".gram" - que pode permitir que cada utilizador fique com um domínio personalizado.

O Telegram poderá em breve oferecer aos seus utilizadores os seus próprios domínios na Internet. A empresa apresentou à ICANN um pedido para criar o novo domínio de topo (TLD - Top Level Domain) .gram, que permitiria aos utilizadores ficar com um endereço no formato username.gram.

A proposta poderá abrir a porta a uma nova funcionalidade que tira partido das ferramemtas AI do momento: criar um site nesses domínios através de simples comandos em linguagem natural. Na prática, um utilizador poderia explicar ao Telegram o tipo de site que pretende, sem precisar de conhecimentos de programação ou web design.

Telegram has applied for the .gram domain zone.

If the application is approved by ICANN, a billion Telegram users could get their own second-level domains — yourname.gram.

Users would be able to set up their interactive websites hosted by Telegram — with one prompt ✨

— Pavel Durov (@durov) August 18, 2026
O pedido à ICANN não garante que esta pretensão seja aprovada. O processo envolve avaliações técnicas e financeiras, períodos para apresentação de objecções, e outras etapas antes de um novo TLD poder ser oficialmente atribuído. Se for aprovado, o .gram poderá tornar-se uma extensão exclusiva do ecossistema Telegram.

A iniciativa também poderá dar à empresa muito mais controlo sobre os seus próprios links. Em Julho, os links t.me chegaram a deixar de funcionar durante várias horas depois de o domínio .me ter sido temporariamente desactivado. Com um TLD próprio, o Telegram deixaria de depender de terceiros para gerir os seus links.

№ 14

Vírus "mental" propaga-se entre agentes AI

Investigadores criaram um "vírus mental" que pode transmitir-se entre agentes AI e persistir entre sessões.

Investigadores de segurança da Anthropic e da EPFL demonstraram que agentes AI autónomos podem transmitir instruções maliciosas uns aos outros através de ficheiros que preservam informação entre sessões. O estudo simulou uma colaboração entre seis agentes de programação e cadeias de agentes semelhantes aos utilizados por assistentes autónomos. Os investigadores baptizaram esta técnica de "mind viruses", embora não tenham conseguido espalhar-se para o mundo real, pelo menos que se saiba (temos tido casos de testes de segurança em que isso acontece, mas só sendo descoberto semanas ou meses mais tarde).

A técnica explora ficheiros como os SOUL.md e MEMORY.md, cujo conteúdo pode ser injectado no system prompt quando um novo agente inicia uma sessão. Nos testes, algumas cargas conseguiram alterar objectivos ou comportamentos do agente seguinte e, em determinados casos, continuar a propagar-se durante dezenas de gerações. A susceptibilidade variou bastante entre modelos e não parece estar directamente relacionada com a sua capacidade geral: alguns modelos mais avançados resistiram, enquanto outros aceitaram instruções maliciosas.
A configuração inicial do agente também teve um papel importante. Sistemas com ficheiros de contexto vazios mostraram-se mais vulneráveis, enquanto agentes ocupados com tarefas concretas ou avisados de que faziam parte de uma rede de outros agentes eram mais resistentes. Curiosamente, os investigadores descobriram que uma simples advertência no system prompt, explicando que os agentes não devem propagar instruções entre si, reduziu a propagação para praticamente zero nos testes realizados.

Os resultados reais são, por enquanto, bastante menos preocupantes do que as experiências controladas. Uma análise de milhares de publicações numa rede social para agentes AI não revelou indícios de propagação bem-sucedida, e uma plataforma criada especificamente para testar o fenómeno também não conseguiu ultrapassar o primeiro salto. No entanto, o risco hipotético é real, e será preciso ter em consideração este vector de ataque para se reduzir a probabilidade disto se tornar um problema que possa vir a ser explorado de forma efectiva no mundo real.

№ 15

Gboard Rambler tem limite de uso

A impressionante capacidade de transcrição de voz AI do Gboard Rambler está sujeita a limites de utilização.

O Pixel 11 chega com um novo modo melhorado de transcrição integrado no teclado, o Gboard Rambler, que dá uso ao Gemini Intelligence - só que essa funcionalidade recorre ao processamento na cloud, o que significa que vem com limite de uso e também não está disponível se não se tiver ligação à internet.

Quando se está em modo offline ou se atinge um limite de uso não especificado, o modo de transcrição de voz passa para o modo de reconhecimento de voz offline que já existia. Nesse modo, continua a ser possível utilizar transcrição de voz básica, incluindo pontuação, capitalização e algumas correcções automática, mas sem as funcionalidades mais avançadas do Rambler como remoção de palavras de preenchimento e pausas desnecessárias, reconhecimento de múltiplas línguas na mesma frase, ou alterações mais complexas no texto através de comandos de voz.

Isto levanta óbvias preocupações por alguns motivos. O primeiro é que volta a "normalizar" a existência de limites arbitrários que não são devidamente comunicados aos utilizadores, deixando-os sujeitos a perder o acesso a esta funcionalidade sem qualquer aviso a qualquer momento; o segundo, é o de que nos empurra mais um pouco numa direcção em que se tornará inevitável pagar (mais uma) mensalidade para ter acesso a capacidades que em breve passaremos a considerar como indispensáveis. Neste caso, parece-me que seria possível tecnicamente ter o Rambler a funcionar localmente num Pixel ou qualquer smartphone com hardware AI recente.

Apesar de, nalguns casos, já termos exemplo de empresas que chegam ao cúmulo de querer aplicar limites e cobrar pelo uso de funcionalidades AI locais que nem dependem da cloud! Veremos como as coisas irão ser daqui por um par de anos.

№ 16

ChatGPT for Teens promete estar afinado para adolescentes

Em vez de manter o ChatGPT genérico, a OpenAI está a preparar um ChatGPT for Teens especialmente afinado para adolescentes.

A OpenAI está a preparar o ChatGPT for Teens, uma versão do popular chatbot destinada a utilizadores entre os 13 e os 17 anos, com protecções adicionais activadas de origem. A ideia é tornar a ferramenta mais orientada para a aprendizagem e fomentar o pensamento, evitando que os adolescentes usem a AI para obter respostas imediatas para os trabalhos de casa.

A nova versão inclui medidas adicionais contra conteúdos relacionados com automutilação, distúrbios alimentares, violência, actividades perigosas, e material sexual ou gráfico. Os pais com contas de adolescentes associadas poderão definir horários de funcionamento e de pausa, assim como receberem alertas de segurança limitados, incluindo notificações relacionadas com distúrbios alimentares.
Para incentivar uma utilização mais educativa, o ChatGPT for Teens inclui um Study Mode, quizzes, visualizações de aprendizagem, e um "Responsible Homework Reminder". Em vez de dar directamente a solução de um problema, o sistema pode incentivar o estudante a trabalhar passo a passo para chegar à resposta por si próprio.

A OpenAI também quer limitar o risco de dependência emocional. O chatbot não deverá utilizar linguagem romântica, incentivar relações emocionais, ou dar a entender que tem sentimentos ou consciência. A experiência poderá ainda recomendar pausas e relembrar que o utilizador está a interagir com uma AI.

Isto não evitará que os adolescentes continuem a usar o ChatGPT na sua versão normal/adulta, ou que continuem a existir abusos e excessos na sua utilização - como os casos em que chatbot incentivou o suicídio de alguns jovens. No entanto, servirá para a OpenAI argumentar que "está a trabalhar nisso", atirando a responsabilidade para os pais e jovens. Estando eu a rever a mítica série Person of Interest, não deixa também de ser preocupante ver que muitas destas questões já eram abordadas nalguns episódios há mais de uma década atrás, com um precisão assustadora.

№ 17

Suporte para portátil com docking station a €37

Sendo extremamente útil para quem trabalha com um portátil a par de um PC, espreitem este suporte para portátil com docking station da Benfei.

Para quem usa um portátil como computador principal (ou quase principal) e prefere usá-lo com monitor e teclado externos, ou em paralelo com um computador desktop, nem sempre é fácil fazer essa gestão e escapar à confusão de cabos. Mas isso é algo que pode ser resolvido escolhendo um suporte adequado.

Este suporte multifuncional da Benfei não só coloca o portátil numa posição mais adequada, como também integra um hub USB 3.0, suporte para carregamento PD 100 W, saída HDMI 4K para monitor externo, leitor de cartões, e 3 portas USB de 10Gbps (2x USB-A, 1x USB-C).
Este suporte Benfei com hub USB 7-em-1 está disponível por 37 euros na Amazon Espanha.

Apesar de todas estas capacidades, o suporte pode ser "compactado" de forma a ficar totalmente plano, facilitando a sua arrumação e transporte. Mas, o mais importante, é que permite que se fique com um sistema pronto a funcionar de forma rápida e livre da ligação de múltiplos cabos e/ou adaptadores de cada vez que se quer pousar o portátil na secretária para começar a trabalhar.


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№ 18

Minisforum N5 MAX é NAS com 128GB de RAM para AI

O N5 MAX da Miniforum é um NAS com 128GB de memória unificado, perfeito para correr modelos AI de grande dimensão.

A Minisforum lançou o N5 MAX AI NAS, o modelo mais potente da sua nova linha de sistemas de armazenamento. O equipamento combina um AMD Ryzen AI Max+ 395 com gráficos Radeon 8060S e até 128 GB de memória LPDDR5X unificada, transformando um NAS tradicional numa máquina capaz de lidar com execução de modelos AI locais.

O Ryzen AI Max+ 395 oferece 16 cores Zen 5 e 32 threads, com frequências até 5.1 GHz e TDP configurável entre 70 e 90 W. O sistema inclui ainda um GPU Radeon 8060S e NPU, com a Minisforum a anunciar até 126 TOPS de desempenho combinado para AI. A configuração de 128 GB foi pensada sobretudo para executar modelos de AI de grande dimensão, com até 120 mil milhões de parâmetros, bastante maiores que os que são possíveis nas placas gráficas com 16GB ou 32GB.
Apesar do hardware potente, o N5 MAX continua a ser um NAS. Disponibiliza cinco baias para HDD e cinco slots M.2 NVMe SSD, permitindo até 200 TB de armazenamento total, além de suporte para RAID 0, RAID 1, RAID 5/RAIDZ1 e RAID 6/RAIDZ2. Inclui duas portas 10GbE, duas USB4 v2 com velocidades até 80 Gbps, e HDMI 2.1 FRL.

O modelo com 128 GB custa actualmente 3.839 euros, abaixo dos 4.799 euros indicados como preço normal, enquanto a versão com 64 GB custa 2.719 euros. O sistema inclui uma fonte de alimentação integrada de 250 W, MinisCloud OS, e suporte para Docker, permitindo combinar armazenamento em rede com serviços de AI e outras aplicações locais. A entrega da versão de 128 GB está prevista para Setembro.

Tendo em conta que, actualmente, 128GB de DDR5 custa cerca de 2.000 euros, podemos considerar que este NAS custa somente 1.839 euros. :)

№ 19

YouTube passa a contar vídeos vistos por 1s

O YouTube vai preferir os números inflacionados, passando a contar visualizações mesmo que um vídeo seja visto apenas durante um segundo - ou nem isso.

O YouTube vai alterar a forma como contabiliza as visualizações de vídeos a partir de 24 de Agosto. Com a nova regra, uma visualização será registada assim que o vídeo começar a ser reproduzido - incluindo vídeos com reprodução automática - para fazer com que os números de visualizações cresçam mais rapidamente. Uma opção não muito bem recebida mas que alguns explicam ser necessária para não ser penalizado face às visualizações do TikTok, Instagram e pelos próprios Shorts do YouTube.

Até agora, o YouTube utilizava um sistema diferente para os vídeos tradicionais, em que - embora os detalhes exactos não fossem totalmente claros - tinha por objectivo só contabilizar uma visualização nos casos em que um vídeo fosse efectivamente visto durante um período de tempo. Como se poderia imaginar, embora este novo método vá inflacionar as visualizações, isso não se traduzirá em ganhos adicionais. Se o YouTube exibirá orgulhosamente as visualizações aumentadas para o público, a monetização continuará a basear-se em métricas como "engaged Short views" e "engaged watch hours", pelo que os rendimentos dos YouTuber permanecerão inalterados.

Segundo o YouTube, a mudança pretende acabar com a confusão causada pela utilização de diferentes sistemas de contagem entre formatos - sendo que a sua solução passa por adicionar mais uma, uma contagem falsa de qualquer pessoa que tenha aberto uma página em que o vídeo começasse a tocar automaticamente, mesmo que não tenha qualquer interesse no mesmo.

№ 20

Carregador Powerowl com 8 pilhas recarregáveis a €23

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da Powerowl com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador Powerowl já traz 8 pilhas recarregáveis e custa apenas 23 euros.

As pilhas AA incluídas são de 2800 mAh, e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Podem apanhar um pack de mais 8 pilhas AA de 2800 mAh por 12 euros.


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