PlanetGeek

Cantora folk relata pesadelo com músicas AI

05-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

O abuso das tecnologias AI na geração de músicas está a gerar o caos entre os artistas reais e as políticas de direitos de autor.

A história de Murphy Campbell mostra como a combinação de inteligência artificial, plataformas digitais e sistemas de copyright pode ser a receita perfeita para um pesadelo. A artista de folk, conhecida por interpretar baladas no domínio público, viu-se inesperadamente no centro de um caso que envolve músicas falsas geradas por AA e reivindicações indevidas de direitos de autor.

Tudo começou em Janeiro, quando Campbell descobriu várias músicas no seu perfil do Spotify que não tinham sido colocadas por si. Apesar de reconhecer as canções - gravações suas disponíveis no YouTube - as músicas tinham algo estranho, especialmente nas vozes. A suspeita foi a de que alguém teria usado essas gravações, gerado novas versões com ferramentas AI, e publicado os temas em plataformas de streaming usando o seu nome.

Após insistência junto das plataformas, conseguiu remover parte dos conteúdos, mas o problema não desapareceu totalmente. Pelo menos uma das faixas continua disponível no Spotify, associada a outro perfil que usa o seu nome, criando confusão. No entanto, o caso não ficou por aqui. No mesmo dia em que a sua história ganhou destaque nos media, surgiram novos problemas. Um conjunto de vídeos foi carregado no YouTube através de um distribuidor, mas sem estar visível ao público. Esses vídeos foram depois usados para reivindicar direitos de autor sobre conteúdos da própria Murphy Campbell!

A artista recebeu notificações a informar que teria de partilhar receitas com alegados detentores de direitos sobre as suas interpretações - isto sem entrar na parte de que estas canções pertencem ao domínio público, incluindo temas tradicionais com mais de um século, amplamente interpretados por vários artistas ao longo do tempo.

Mais tarde, essas reivindicações foram retiradas, e o responsável pelo envio dos conteúdos acabou por ser banido da plataforma de distribuição envolvida. A empresa garante que casos como este são raros, representando uma pequena fracção do total de pedidos processados. Ainda assim, o episódio gerou forte reacção e demonstra que este tipo de problema irá multiplicar-se no futuro. Há muito que se sabe que os sistemas automáticos de copyright criam oportunidades para abusos e - associados a capacidade de criação de novos conteúdos em quantidades industrias com AI - esses abusos serão cada vez mais frequentes. Desta vez a situação até se resolveu a favor da cantora... mas da próxima vez pode ser o artista original a ver-se banido de uma plataforma por alguém que copiou as suas músicas.

Nvidia Neural Texture Compression poupa VRAM

05-04-2026 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

A Nvidia mostrou um sistema de compressão de texturas com tecnologia AI que reduz significativamente a memória usada.

Há muito que os developers têm usado sistema de compressão para que as texturas caibam na memória VRAM das placas gráficas. Agora, a Nvidia promete melhorias ainda mais substanciais com o Neural Texture Compression (NTC), que pode reduzir drasticamente o uso de VRAM nos jogos sem perda de qualidade visual. Segundo a empresa, esta técnica pode diminuir o consumo de memória em até 85%.

Ao contrário dos métodos tradicionais de compressão, o NTC utiliza pequenas redes neurais para reconstruir texturas em tempo real. Isto permite armazenar dados muito mais leves, mantendo uma elevada qualidade de imagem. Numa das demonstrações, uma cena que normalmente utilizava 6.5GB de VRAM passou a usar apenas 970MB, sem diferenças visíveis.


A Nvidia revelou também o conceito de "Neural Materials", que aplica AI para calcular a forma como a luz interage com superfícies, substituindo métodos mais pesados de rendering. Nos testes apresentados, esta abordagem permitiu melhorar o desempenho mantendo a mesma qualidade visual.

A tecnologia tira partido de hardware dedicado a AI presente nos GPUs modernos, como os Tensor Cores, não afectando o desempenho tradicional. Apesar de ainda não estar disponível em jogos, são coisas que já estão a ser integrado no DirectX, o que significa que os jogadores poderão começar a tirar partido destas melhorias em breve.

Como converter um teclado a pilhas para recarregável via USB-C

05-04-2026 | 12:14 | A Minha Alegre Casinha

O projecto de hoje mostra como converter um teclado wireless a pilhas para um com bateria recarregável via USB-C.

Se há quem aprecie o aspecto de uma secretária limpa e livre de cabos, usando teclado e rato sem fios, há também quem sofra com os teclados com pilhas convencionais que, invariavelmente, ficam com as pilhas gastas no pior momento possível.

É certo que não é difícil trocar pilhas, e que - com uso normal - estas podem durar muitos meses, ou até anos. Dito isto, não é muito difícil avançar com o processo de conversão para uma bateria recarregável, com este projecto demonstra.

Os elementos centrais são um módulo de carga TP4056 com porta USB-C e uma bateria de 3.7V 300mAh.



Importa relembrar que embora o teclado passe a ter uma porta USB-C, a mesma serve apenas para efeito de recarregamento da bateria e não permite usar o teclado como teclado "com cabo".

Torna-se também obrigatório referir que, como solução bastante mais prática e imediata, podemos também simplesmente optar por usar pilhas recarregáveis (que regularmente vamos referindo por cá) - dispensando a necessidade de uma transformação mais radical como esta. Mas, não é por isso que deixa de ser um projecto interessante, e que poderá ser adaptado a outros dispositivos onde se deseje dizer adeus às pilhas em troca de uma bateria recarregável integrada.

Artemis II volta a ter problemas com "chichi"

05-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Os astronautas da missão Artemis II voltaram a ter problemas com o seu WC espacial, mas que foi corrigido com um pouco de sol.

A missão Artemis II da NASA está a decorrer de forma bastante positiva, com a cápsula Orion já mais próxima da Lua do que da Terra durante a sua viagem de 10 dias. Tudo tem corrido tão bem que o destaque acaba por ir para pequenos problemas técnicos, incluindo uma situação inesperada com o sistema sanitário a bordo.

Nos primeiros momentos da missão, surgiu um pequeno problema com a bomba do sistema, mas que rapidamente resolvido. Agora, apareceu uma nova complicação devido a urina congelada. O sistema está concebido para armazenar fezes em sacos selados, mas a urina é armazenada e depois lançada para o espaço. Só que, o circuito terá congelado, obrigando a uma solução criativa: ajustou-se a posição da Orion para expor o depósito ao sol, com a expectativa de que isso fizesse descongelar o conteúdo. A medida teve algum efeito, mas não resolveu totalmente o problema. Ainda assim, a NASA garante que não existe qualquer risco para a missão ou para a tripulação, que tem sistemas de "backup" para as essas eventualidades.

Ainda assim, isto demonstra a importância de testar estes sistemas em condições reais. Se por agora este problema não é grave, isso seria bem diferente caso se tratasse de uma missão a Marte em que os astronautas teriam que enfrentar uma viagemn de vários meses.
Quem não tem tido problemas sanitários ou de congelamento é o sistema de comunicação por Laser O2O. O sistema tem permitido à Orion permanecer em contacto com a Terra com maior largura de banda do que usando sinais de rádio, e tendo já permitido transferir mais de 100 GB de dados.

Um sistema de comunicação que se tem revelado eficiente, mas que não evita o mesmo tipo de bugs que atormentam muitos utilizadores no solo, como o infeliz caso do Outlook duplicado e que não funcionava.

Xiaomi queixa-se do aumento da RAM

05-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Xiaomi revelou o quanto está a pagar mais pela memória - em preparação para ajustes de preços nos seus smartphones.

O aumento da memória RAM e memórias NAND Flash tem tido impacto global, e a Xiaomi veio revelar publicamente números concretos. Segundo o presidente da empresa, Lu Weibing, o custo de um conjunto com 12GB de RAM e 512GB de armazenamento disparou, custando agora mais 190 euros do que há um ano atrás.

Isto significa que, só na memória RAM e Flash, a Xiaomi passou de 60 euros para 250 euros num conjunto "normal" que se esperaria num modelo de gama média - cerca de quatro vezes mais do que antes. Ainda assim, os aumentos que a Xiaomi prevê aplicar aos seus modelos são bem inferiores - cerca de 25 euros - o que significa que a empresa vai, por agora, absorver a maioria deste custo extra. A Xiaomi também irá cancelar muitas das promoções existentes, pelo que tornar-se-á mais difícil encontrar os seus produtos abaixo do preço oficial recomendado.

Claro que esta situação será insustentável a longo prazo se o preço da memória continuar a subir. Por outro lado, o aparente cancelamento de alguns mega data centers AI pode em breve permitir uma redução do preço das memórias, já que se veio a descobrir que a reserva de 40% da RAM mundial pela OpenAI era afinal apenas uma "intenção de compra" sem qualquer vínculo real, e que pode acabar por não se concretizar. E, se for esse o caso, bem que seria merecida uma investigação pelas autoridades competentes, pois poderá considerar-se que isso tenha sido manipulação do mercado.

DS lança No7 eléctrico

05-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A DS Automobiles revelou o seu mais recente SUV, o DS No7, um modelo que marca uma nova fase para a marca francesa ao apostar fortemente na electrificação.

Este novo DS No7 substitui diretamente o anterior DS 7, que era até agora o modelo mais popular da marca, e chega com o objectivo de impulsionar as vendas de carros eléctricos. Apesar de manter o formato típico de um SUV, o No7 aposta em detalhes de design e acabamento que refletem o estilo francês mais sofisticado.

O DS No7 cresceu ligeiramente em relação ao seu antecessor. Mede agora 4,66 metros de comprimento, mais 7 cm do que o modelo anterior, sendo que a maior parte desse aumento foi aplicada na distância entre eixos, o que se traduz em mais espaço para os passageiros nos lugares traseiros. O SUV tem ainda 1,90 metros de largura e 1,63 metros de altura, mantendo uma boa eficiência aerodinâmica com um coeficiente de arrasto de 0,26, algo relevante para melhorar a autonomia.

E é precisamente na autonomia que o DS No7 tenta destacar-se. A versão Long Range está equipada com uma bateria de 97,2 kWh, que permite atingir até 740 km de autonomia. Mesmo em condução em autoestrada, a marca afirma que o SUV consegue percorrer cerca de 450 km. Para quem não precisa de tanto alcance, existe uma versão com bateria de 73,7 kWh, capaz de chegar até aos 543 km.
Ambas as versões eléctricas utilizam tracção dianteira, com potências de 230 cv na versão base e 245 cv na variante de maior autonomia. Para quem procura mais desempenho, há também uma versão com tracção integral e dois motores, que debita 350 cv, podendo atingir temporariamente os 375 cv com um modo "boost". Esta versão acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 5,4 segundos.

No que toca ao carregamento, o DS No7 suporta potências até 160 kW. Numa estação rápida, é possível recuperar cerca de 190 km de autonomia em apenas 10 minutos, enquanto um carregamento dos 20% aos 80% demora cerca de 30 minutos. O SUV inclui ainda funcionalidade V2L (vehicle-to-load), que permite alimentar dispositivos externos, como um portátil ou pequenos electrodomésticos, directamente a partir da bateria do carro.
O interior segue uma abordagem claramente premium, com destaque para um ecrã central de 16" e um painel de instrumentos digital de 10". O sistema inclui integração com ChatGPT, permitindo interações por voz mais naturais. Os bancos foram desenhados para máximo conforto, com espuma tipo memory foam, e podem incluir funções como massagem e aquecimento na zona do pescoço.
A DS mantém também o foco no conforto de condução, com o sistema Active Scan Suspension. Este utiliza uma câmara para analisar a estrada à frente e ajustar automaticamente a suspensão ao detectar irregularidades, como buracos ou lombas, garantindo uma experiência mais suave. O isolamento acústico é reforçado com vidros especiais, reduzindo o ruído do exterior e criando um ambiente silencioso no habitáculo, ideal para aproveitar o sistema de som com 14 altifalantes.

Para quem ainda não está preparado para mudar totalmente para elétrico, a marca oferece uma versão híbrida. Esta combina um motor a gasolina de 1,2 litros com um pequeno motor eléctrico, produzindo 145 cv. Não necessita de carregamento externo, já que a bateria recarrega durante a condução. Em ambiente urbano, pode circular em modo eléctrico cerca de metade do tempo e apresenta um consumo médio de aproximadamente 5,4 litros por cada 100 km.

O DS No7 será produzido na fábrica de Melfi, em Itália, partilhando alguns componentes com modelos de outras marcas do grupo, como Jeep e Peugeot. Ainda assim, a DS aposta numa abordagem mais premium, com materiais como pele Nappa, madeira verdadeira e até elementos reciclados nos tapetes e revestimentos. A marca também reduziu o uso de cromados, optando por soluções mais sustentáveis.

Em termos de preços, a versão híbrida deverá começar nos 41.800 euros, enquanto o modelo totalmente elétrico deverá arrancar perto dos 46.900 euros. Já em França, existe uma versão empresarial que ronda os 64.000 euros.

LinkedIn espia browser dos visitantes para mais de 6.000 extensões

04-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Uma simples visita ao LinkedIn faz com que o site recolha uma imensa quantidade de informação, incluindo a presença de mais de 6 mil extensões, e dados de hardware.

O LinkedIn está no centro de nova polémica relacionada com privacidade, depois de um relatório BrowserGate acusar a plataforma de analisar silenciosamente os browsers dos utilizadores de forma extensiva para detectar extensões instaladas e recolher dados dos dispositivos.

De acordo com o relatório, a rede social profissional da MS utiliza scripts JavaScript que são carregados durante a navegação no site. Estes scripts verificam milhares de extensões de browser instaladas - mais de 6.000 - e associam essa informação aos utilizadores. Tendo em conta que as contas do LinkedIn estão ligadas a identidades reais, empresas e cargos profissionais, os dados recolhidos podem, em teoria, revelar informações sensíveis tanto a nível pessoal como empresarial. Com isto, o LinkedIn consegue identificar que empresas estarão a usar ferramentas concorrentes, incluindo serviços de recrutamento. Segundo o relatório, esta informação já terá sido usada para enviar avisos ou acções contra utilizadores.

Parte destas alegações já foi confirmada por testes independentes, que identificaram um ficheiro JavaScript com nome aleatório a ser carregado pelo site. Esse script utiliza uma técnica conhecida para detectar extensões instaladas, tentando aceder a recursos associados a identificadores específicos de extensões.
Para além da detecção de extensões, o script também recolhe vários dados sobre o dispositivo e o browser, incluindo número de núcleos do CPU, memória disponível, resolução do ecrã, fuso horário, idioma, estado da bateria e até informações relacionadas com áudio e armazenamento. Este tipo de dados pode ser utilizado para técnicas de "fingerprinting" para identificar o utilizador em sites diferentes, ou no próprio LinkedIn, caso esteja a usar diferentes contas ou a tentar o acesso em modo "anónimo".

Em resposta, o LinkedIn não nega que utiliza estas técnicas, mas diz que as faz para "proteger a plataforma e os utilizadores", nomeadamente identificando extensões que recolhem dados sem consentimento ou que violam os termos de utilização. Acusa também os queixosos de estarem a querer denegrir o seu nome por estarem envolvidos num processo de litígio relativo à recolha indevida de dados do LinkedIn.

Independentemente das razões, o que fica demonstrado é que o LinkedIn faz efectivamente fingerprinting de forma extremamente agressiva, o que acaba por servir como mais um lembrete/incentivo para que se usem browsers (como o Brave) ou mecanismos que bloqueiem este tipo de comportamentos.

Mercedes EQS vai ter steer-by-wire

04-04-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A próxima geração do Mercedes EQS vai disponibilizar a opção para volante steer-by-wire.

A Mercedes vai seguir a Tesla e a Toyota, dando o passo para a tecnologia steer-by-wire, em que o volante deixa de estar mecanicamente ligado às rodas, funcionando apenas como controlador electrónico. É algo que a Toyota já fez nalguns modelos, e que a Tesla aplicou no Cybertruck, mas que ainda está longe de chegar a modelos de grande volume para o público em geral.

Tal como seria de esperar, a Mercedes assegura a total segurança do sistema, com sistemas redundantes e inúmeros sensores para garantir que o utilizador nunca ficará "sem volante", e parte curiosa é que diz que este sistema acaba por ser mais rápido e imediato do que um volante convencional mecânico (contabilizando as folgas mecânicas e sistema de direcção assistida), com actuação em menos de 1ms.
Mais estranhamente, a Mercedes vai adoptar um volante do tipo yoke, que pode dar um aspecto moderno e melhorar a visibilidade do painel de instrumentos, mas que levanta questões de segurança - ao ponto de estar prestes a ser proibido na China.

É de esperar que isto acabe por seguir o mesmo rumo que outras tecnologias no passado. Também os sistemas ABS começaram por ser disponibilizados apenas em modelos topo de gama e dispendiosos, até se tornarem tão banais que são agora incluídos de origem em qualquer modelo, por mais barato que seja. Começando a aumentar a produção de sistemas deste tipo, a economia de escala acabará por torná-los cada vez mais económicos, fazendo com que comecem a poder ser aplicados em veículos cada vez mais baratos, ao ponto de até poderem ficar mais baratos a produtos que os volantes mecânicos com todos os seus constrangimentos de engrenagens e posicionamento físico.

Anthropic fecha a porta ao OpenClaw

04-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Anthropic está a gerar polémica ao bloquear o uso do Claude em agentes externos como o OpenClaw.

Apesar do sucesso conseguido com o OpenClaw (nascido como Clawdbot mas obrigado a trocar de nome para evitar associações oficiais com o Claude), a Anthropic parece continuar a querer mostrar o seu desagrado com o projecto - que agora conta com o apoio da sua rival OpenAI.

A Anthropic alterou o funcionamento das subscrições do Claude, limitando o uso através de ferramentas de terceiros como o OpenClaw. A partir de 4 de Abril, os utilizadores deixam de poder usar os limites da subscrição nestas integrações, passando a necessitar de pagamento adicional com base no consumo.

While I think what Anthropic does is sad for the ecosystem, I wanna give Boris credit for doing what he can to soften the fallout.

Today's release will include some fixes for better cache use, to lower cost for API users. https://t.co/DUZNMjKlJ6

— Peter Steinberger 🦞 (@steipete) April 4, 2026
Com a nova política, será possível continuar a usar o Claude com ferramentas externas, mas apenas através de modelos pay-as-you-go ou via API, que se tornam bastante mais dispendiosas para os utilizadores. A Anthropic justifica a decisão com o a necessidade de "gerir melhor a capacidade dos seus sistemas", que tem estado sob permanente pressão com grande afluxo de novos clientes - muitos deles devido ao OpenClaw.

Uma vez mais, mais do que as alterações em si, muitos clientes ficaram descontentes com a forma como a Anthropic lidou com a situação. Nas últimas semanas foram muitas as queixas de que a Anthropic estaria a contabilizar mal o uso dos planos pagos. A empresa finalmente lá disse que estava a investigar o caso, apenas para posteriormente dizer que não tinha detectado qualquer erro. E agora, logo de seguida, diz que afinal os utilizadores não podem usar o seu plano da forma como querem - o que, para muitos utilizadores, é equivalente a uma "traição".

I agree, but doing what I can to soften the fallout.

You can also use the cli as model provider:

models auth login --provider anthropic --method cli --set-default

— Peter Steinberger 🦞 (@steipete) April 4, 2026
Enquanto isso, há formas de manter o OpenClaw a usar o Claude, através do interface normal do utilizador, o que contorna estas alterações. Mas, acaba por ser mais lento e menos versátil do que aquilo a que estavam habituados. O que fica demonstrado é que, enquanto se depender de serviços AI na cloud, se fica sempre sujeito às alterações que decidirem fazer a qualquer momento, quer sejam para melhor ou para pior.br>

Codec H.264 (AVC) aumenta licença 45x

04-04-2026 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

O custo de licenciamento do codec H.264 (AVC) vai aumentar significativamente, de 100 mil dólares para até 4.5 milhões por ano.

A Via Licensing Alliance anunciou uma actualização significativa nas taxas de licenciamento do codec H.264 (AVC), aumentando os custos para novos serviços de streaming. Embora os serviços mais pequenos mantenham o preço anual de 100.000 dólares, a nova estrutura introduz escalões que podem atingir até 4.5 milhões de dólares por ano para as maiores plataformas.

As novas taxas aplicam-se apenas a empresas que procurem uma licença a partir de 2026. Quem já tiver um acordo feito manterá as condições pré-acordadas, evitando aumentos imediatos. O escalão mais elevado abrange as grandes plataformas de streaming, redes sociais de grande dimensão, e também serviços de cloud gaming.
Esta mudança surge numa altura em que o licenciamento de codecs de vídeo se torna cada vez mais complexo. Mas, com estes aumentos substanciais, será de imaginar que muitas das empresas afectadas comecem por apostar mais a sério em alternativas abertas livres de licenciamento, como o AV1 e AV2, este último prometendo ainda melhor compressão que o HEVC (H.265).

Mas, mesmo que isso (inevitavelmente) venha a acontecer, é algo que ainda irá demorar vários anos a se materializar (dependendo também que o suporte de hardware chegue aos consumidores), e que estará sempre sujeito a processos de patentes que poderão atrasar esta transição por muitos mais anos.

Microsoft passa vergonha com Outlook no espaço

04-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft recebeu nova dose de má publicidade indesejada, com o Outlook a causar problemas na missão Artemis II que segue neste momento rumo à Lua.

A cápsula Orion da missão Artemis II já segue neste momento rumo à Lua, para um fugaz encontro com o nosso satélite natural (utilizará a sua gravidade para ser atirada de volta à Terra), mas no caminho já enfrentou alguns pequenos incidentes. Um deles era referente à sua sanita espacial - que, em caso de falha, obrigaria os astronautas a tratar dos "assuntos" à moda antiga, para sacos - e que entretanto já foi resolvido; o outro, acaba por replicar problemas com os quais os utilizadores de produtos Microsoft estão bem familiarizados.

A tripulação foi surpreendida por descobrir que nos seus computadores existiam afinal dois Microsoft Outlook em vez de um. E, a parte menos positiva era que nenhum deles funcionava.

right now the astronauts are calling houston because the computer on the spaceship is running two instances of microsoft outlook and they can't figure out why. nasa is about to remote into the computer

[image or embed]

— niki grayson (@nikigrayson.com) April 2, 2026 at 7:06 AM
Também isto acabou por ficar resolvido com uma sessão de acesso remoto do controlo da missão, com a NASA a desvalorizar o incidente dizendo que é algo comum tendo em conta as limitações de conectividade no espaço, e que a maioria do software actual é feito com o pressuposto de que existe sempre uma ligação disponível. Ainda assim, não passou uma boa imagem do software da Microsoft.



Ainda temos vários dias pela frente, o que significa que muitos mais incidentes poderão acontecer - como vermos os computadores a querer aplicar uma actualização do Windows no pior momento possível, ou que uma qualquer actualização faça com que o computador deixe de aceitar o login.

Resta esperar que mais este pequeno embaraço espacial sirva para a MS efectivamente leve a sério a sua promessa de melhorar substancialmente o Windows 11, de modo a que nas futuras missões Artemis não venha a passar vergonha idêntica.

Volkswagen recolhe 100 mil veículos eléctricos

04-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Volkswagen vai chamar à revisão quase 100 mil carros eléctricos devido a um problema nas baterias.

A informação foi avançada pelas autoridades alemãs e envolve sobretudo modelos da família ID., bem como o Cupra Born, produzidos entre Fevereiro de 2022 e Agosto de 2024.

Em causa estão possíveis falhas em módulos da bateria de alta voltagem, que podem não cumprir totalmente as especificações. Na prática, isto pode traduzir-se numa redução da autonomia e, em situações mais extremas, num risco de sobreaquecimento com potencial de incêndio.

Para resolver a situação, a marca irá proceder a uma actualização de software e uma inspecção detalhada aos veículos afectados. Caso sejam identificados módulos defeituosos, serão substituídos. Ao todo, cerca de 28 mil unidades encontram-se na Alemanha, mas a campanha de recolha é internacional.

Não é a primeira vez que vemos este tipo de situação no mundo dos eléctricos. As baterias continuam a ser o elemento mais crítico destes carros e também aquele onde qualquer falha tem maior impacto. Ainda assim, o facto de o problema estar identificado e de haver uma solução definida reduz bastante o risco para quem já tem um destes modelos. Para os proprietários, bastará confirmar se o carro está abrangido e, se estiver, seguir as indicações da marca.

[Pela Estrada Fora]

Radares da PSP em Abril 2026

04-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A PSP divulgou a informação acerca das datas e locais onde irão decorrer acções de fiscalização de velocidade durante este mês de Abril. Segundo a PSP, estas acções visam reduzir a sinistralidade associada ao excesso de velocidade.

Os locais escolhidos tiveram em consideração critérios de maior perigosidade e são, este mês, os seguintes:

AVEIRO
02/abr – 08h00/12h00 – Avenida da Universidade – Aveiro
14/abr – 14h00/18h00 – Avenida da Europa – Aveiro
15/abr – 14h00/18h00 – Avenida da Europa – Aveiro
20/abr – 09h00/12h00 – Rua Engº Vitorino Damásio – Santa Maria da Feira
21/abr – 09h00/12h00 – EN 109 – Ovar
22/abr – 09h00/12h00 – Rua dos Sapateiros – São João da Madeira
24/abr – 09h00/12h00 – Variante Rua 19 – Anta – Espinho
24/abr – 14h00/18h00 – Avenida da Europa – Aveiro

BEJA
10/abr – 09h00/12h00 – Rua Manuel Joaquim Delgado – Beja
15/abr – 09h00/12h00 – Avenida Salgueiro Maia – Beja
23/abr – 09h00/12h00 – Rua Manuel Joaquim Delgado – Beja
28/abr – 09h00/12h00 – Rua Zeca Afonso – Beja

BRAGA
07/abr – 14h00/16h00 – Circular Urbana de Guimarães (nó Universidade)
08/abr – 09h00/11h00 – EN 14 – Vila Nova de Famalicão (Av. Santiago de Gavião)
09/abr – 14h00/16h00 – EN 14 – Vila Nova de Famalicão (Av. Santiago de Gavião)
10/abr – 09h00/11h00 – Rua Cândido José de Carvalho – Guimarães
10/abr – 10h00/13h00 – Avenida António Macedo – Braga
13/abr – 08h30/11h00 – Circular de Barcelos
27/abr – 08h30/11h30 – Circular de Barcelos
30/abr – 15h00/18h00 – Avenida Miguel Torga – Braga

BRAGANÇA
01/abr – 08h00/13h00 – Nacional 15 – Mirandela
14/abr – 08h00/13h00 – Avenida Abade de Baçal – Bragança
17/abr – 08h00/13h00 – Estrada Nacional 213 – Mirandela
27/abr – 08h00/13h00 – Avenida do Sabor – Bragança

CASTELO BRANCO
17/abr – 09h00/13h00 – Avenida Infante Dom Henrique – Covilhã
24/abr – 08h30/10h30 – Avenida Europa – Castelo Branco
27/abr – 09h00/13h00 – Alameda Pêro da Covilhã – Covilhã
27/abr – 11h00/13h00 – Estrada Nacional 233 – Buenos Aires – Castelo Branco

COIMBRA
06/abr – 09h30/12h30 – Avenida da Lousã – Coimbra
09/abr – 09h30/12h30 – Estrada Guarda Inglesa – Coimbra
11/abr – 09h00/12h00 – IC3 – Banhos Secos – Coimbra
13/abr – 10h00/13h00 – IC2 – Coimbra
14/abr – 09h00/12h00 – Ponte Edgar Cardoso – Figueira da Foz
17/abr – 09h00/12h00 – Avenida Dr. Mário Soares – Figueira da Foz
24/abr – 09h00/12h00 – Estrada Nacional 109 – Ferrugenta – Figueira da Foz
29/abr – 09h30/12h30 – EN 341 – Coimbra

ÉVORA
14/abr – 15h00/17h30 – Av. D. Manuel Trindade Salgueiro – Évora
15/abr – 10h00/12h30 – Avenida Rainha Santa Isabel – Estremoz
16/abr – 15h00/17h30 – Caminho Municipal 1094 – Estrada do Bairro de Almeirim – Évora
17/abr – 10h00/12h30 – Avenida Lino de Carvalho – Évora
29/abr – 14h30/16h30 – Bairro da Comenda – Estrada Redondo – Évora
30/abr – 10h00/12h30 – IP2 ao Gil – Estremoz

FARO
02/abr – 10h00/12h00 – EN 125 – Tavira
13/abr – 10h00/12h00 – Avenida São Lourenço da Barrosa – Faro

GUARDA
18/abr – 09h00/13h00 – Via da Cintura Externa – Guarda
19/abr – 09h00/13h00 – Via da Cintura Externa – Guarda
22/abr – 09h00/13h00 – Avenida Serra da Estrela – Gouveia
23/abr – 09h00/13h00 – Via da Cintura Externa – Guarda

LEIRIA
08/abr – 09h00/12h00 – VCI – Alcobaça
09/abr – 09h00/12h00 – Avenida Nogent Sur Marne – Nazaré
14/abr – 14h00/18h00 – EN 356-1 – Alcogulhe
15/abr – 14h00/17h00 – Estrada da Nazaré
17/abr – 14h00/17h00 – Rua Albergaria dos Doze – Leiria

LISBOA
07/abr – 08h00/11h30 – IC2 – Santa Iria de Azóia
08/abr – 08h00/11h30 – A2 – Ponte 25 de Abril – Almada
10/abr – 20h00/24h00 – EN 10 – Alhandra – Vila Franca de Xira
13/abr – 08h00/18h00 – Acesso ao Terminal 2 – Aeroporto Humberto Delgado – Lisboa
15/abr – 09h00/12h00 – EN 347 – Loures
15/abr – 14h00/17h00 – Rua António Sérgio – Santo António dos Cavaleiros – Loures
17/abr – 09h00/17h00 – Avenida Marginal – Parede – Cascais
20/abr – 09h00/16h00 – Estrada dos Salgados – Amadora
21/abr – 08h00/11h30 – Avenida Infante D. Henrique – Lisboa
22/abr – 14h00/17h00 – Avenida da Índia – Lisboa
23/abr – 08h30/11h30 – Estrada Nacional 250.1 – Baratã – Algueirão – Sintra
23/abr – 13h30/16h00 – Avenida Eng. Duarte Pacheco – Queluz
24/abr – 09h30/14h00 – EN 6 (Av. Marginal) – Oeiras

MADEIRA
02/abr – 09h00/13h00 – ER-104 Rocha Alta – Ribeira Brava
06/abr – 16h00/18h00 – VR1 Santa Catarina – Santa Cruz
19/abr – 09h30/13h00 – Avenida 25 de Maio – Santana
21/abr – 10h00/12h00 – Rua 5 de Outubro – Funchal
28/abr – 09h00/13h00 – Rotunda da Terça – Machico

PORTALEGRE
06/abr – 08h00/12h00 – Avenida de Badajoz – Portalegre
09/abr – 15h00/18h00 – Avenida de Badajoz – Portalegre
13/abr – 09h00/11h00 – Avenida Dia de Portugal – Elvas
16/abr – 08h00/11h00 – Avenida Francisco Fino – Portalegre
23/abr – 09h00/11h00 – EN 373 – Elvas
24/abr – 09h00/11h00 – Avenida de Badajoz – Elvas

PORTO
01/abr – 08h00/15h00 – Avenida da Boavista – Porto
03/abr – 08h00/15h00 – Avenida Dr. Mário Soares – Gondomar
06/abr – 16h00/00h00 – Via Ardegães – Maia
07/abr – 13h00/20h00 – Rua Fontão – Canidelo – Vila Nova de Gaia
09/abr – 13h00/20h00 – Rua Gomes Amorim – Póvoa de Varzim
14/abr – 08h00/15h00 – Estrada da Circunvalação – Porto
15/abr – 08h00/15h00 – EM 556 – Santo Tirso
20/abr – 16h00/00h00 – Avenida Dr. Antunes Guimarães – Matosinhos
23/abr – 13h00/20h00 – Avenida D. João I – Águas Santas – Maia
24/abr – 13h00/20h00 – Estrada da Circunvalação – Matosinhos
28/abr – 08h00/15h00 – EN 222 – Vila Nova de Gaia
29/abr – 08h00/15h00 – Avenida Eng. Duarte Pacheco – Valongo

SANTARÉM
08/abr – 08h00/12h00 – EN 110 – Carvalhos de Figueiredo – Tomar
10/abr – 08h00/12h00 – Rua Dr. Joaquim Francisco Alves – Ourém
14/abr – 08h00/12h00 – Avenida Dr. Santana Maia – Abrantes
28/abr – 08h00/12h00 – Rua Eng. Ferreira Mesquita – Entroncamento
28/abr – 08h30/12h30 – Estrada Nacional da Barreira Alva – Torres Novas

SETÚBAL
01/abr – 14h00/17h00 – Circular Externa – Montijo
02/abr – 09h30/11h30 – Estrada Nacional 378 – Seixal
06/abr – 14h30/16h00 – Avenida Escola dos Fuzileiros Navais – Barreiro
07/abr – 09h00/11h00 – Avenida Arsenal do Alfeite – Almada
08/abr – 08h30/12h30 – Estrada Nacional 10 – Setúbal

VIANA DO CASTELO
07/abr – 14h00/16h00 – Avenida do Meio – Areosa – Viana do Castelo
23/abr – 10h00/12h00 – Estrada da Papanata – Viana do Castelo

VILA REAL
02/abr – 13h00/15h00 – Rua Gaspar Sameiro – Vila Real
08/abr – 08h00/10h00 – Rua Vasco Sameiro – Vila Real
08/abr – 14h00/17h30 – Avenida Bracara Augusta – Chaves
15/abr – 17h00/19h00 – Avenida da Unesco – Vila Real
29/abr – 08h30/12h00 – Rua Rainha D. Mafalda – Chaves

VISEU
10/abr – 08h15/11h15 – Avenida Professor Reinaldo Cardoso – Viseu
16/abr – 08h00/11h00 – Avenida Dom Egas Moniz – Lamego
17/abr – 16h30/18h30 – Avenida Cidade de Salamanca – Viseu
23/abr – 08h00/11h00 – Avenida Dom Egas Moniz – Lamego

AÇORES
Divisão de Ponta Delgada
04/abr – 08h00/16h00 – Estrada Regional das Calhetas – Rabo de Peixe
06/abr – 16h00/24h00 – Eixo Norte/Sul – Rabo de Peixe
14/abr – 08h00/16h00 – Avenida Alberto I Príncipe do Mónaco – Santa Clara – Ponta Delgada
16/abr – 08h00/16h00 – Avenida Natália Correia – São Pedro – Ponta Delgada

Divisão Policial de Angra do Heroísmo
07/abr – 08h00/16h00 – Estrada Regional 1-1 – Grota do Vale – São Bento – Angra do Heroísmo
14/abr – 08h00/16h00 – Estrada Regional 1 – Atalaia – Ribeirinha – Angra do Heroísmo
17/abr – 08h00/16h00 – Estrada Santa Catarina – Praia da Vitória
24/abr – 08h00/16h00 – Estrada Regional 1-1 – Negrito – São Mateus
27/abr – 08h00/16h00 – Estrada Regional 1-1 – Chanoca – São Bartolomeu – Angra do Heroísmo

Divisão Policial da Horta
07/abr – 08h00/12h00 – Estrada Regional – Freguesia de Pedro Miguel – Horta
17/abr – 08h00/12h00 – Estrada Regional – Freguesia de Santa Luzia – São Roque do Pico
21/abr – 15h00/18h00 – Rua 5 de Outubro – Freguesia da Conceição – Horta
24/abr – 08h00/12h00 – Estrada Regional – Freguesia da Candelária – Madalena do Pico



[Pela Estrada Fora]

Enforcing Conventional Commits

03-04-2026 | 20:30 | Gonçalo Rodrigues

How to set up Commitizen, Commitlint and Husky to adopt and enforce the Conventional Commits specification in your Git project.

Netlifx piora app na Apple TV

03-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

A Netflix actualizou a sua app na Apple TV, e o resultado não está a ser muito positivo.

Tradicionalmente, a Netlix é um dos serviços que se preocupa imensamente com o seu interface, tendo-se tornado no exemplo de referência a seguir no que diz respeito aos serviços de streaming de vídeo. Mas agora, os utilizadores do serviço na Apple TV poderão não apreciar as alterações. A mais recente actualização abandona o player standard do sistema e aposta num leitor criado pela Netflix, o que resulta numa maior confusão para os utilizadores.

Com esta alteração há muitas definições que deixam de estar acessíveis directamente durante a reprodução - obrigando a dar um salto às definições - e outras desaparecem por completo. De forma mais imediata, altera-se a forma como se pode "andar para a frente e para trás", que passa a obrigar um clique extra, que se torna irritante depois de anos de habituação ao toque/clique único.
Refira-se que isto não é um exclusivo da Netflix. Embora alguns serviços de straming tenham optado por usar o player de sistema, fornecendo uma experiência de utilização uniforme, outros têm optado por criar os seus próprios interfaces. O resultado é uma verdadeira salgalhada que me faz interrogar se ainda há alguém na Apple que se preocupe com a "atenção aos detalhes" por que costumava ser conhecida no passado. Actualmente, é uma autêntica lotaria usar os serviços de streaming, até para as funções mais básicas: um clique no lado esquerdo/direito tanto pode fazer um filme avançar/recuar 10 segundos, como pode fazer o filme fazer pausa/retomar. Nalguns casos é preciso fazer duplo clique; noutros casos há que fazer pausa e depois deslizar. Enfim... ninguém se entende, e não ajuda que alguns serviços possam ser englobados / agrupados na lista de canais da Apple, o que faz com que possam ser vistos tanto com o interface standard da Apple, como através da app do respectivo serviço, com as consquentes mudanças de comandos conforme se veja num lado ou no outro.

Sou totalmente contra as (muitas) restrições que a Apple normalmente aplica nas suas plataformas. Mas, neste caso, parece-me perfeitamente legítimo que, no mínimo, exigisse um padrão básico de funcionamento para as funções básicas (fast forward, rewind, etc.) Até lá, temos o divertimento de tentar adivinhar o que cada acção irá fazer - e sempre sujeito a que tudo volte a mudar assim que chegar nova actualização de uma app.

O arranque do Windows 2.11 num 286 a 12MHz

03-04-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Apesar das décadas de evolução, não se pode deixar de pensar se o Windows evoluiu ao ponto de justificar os requisitos actuais.

Numa altura em que o preço da memória RAM subiu para valores proibitivos, a par de GPUs exorbitantes e SSDs que também têm aumentado de preço em vez de seguirem a tendência habitual de descida, temos um curioso regresso ao passado.

De forma algo nostálgica por quem acompanhou o nascimento dos "PC", e talvez surpreendente para todos os que nasceram neste milénio, temos o revisitar de alguns rituais rotineiros do passado, como o arranque de um PC 286 para começar a trabalhar com o Windows 2.11 e o MS Word 1.1, ou o uso de um Windows 3.1 com Word e Excel num 386. O ponto de destaque é que, no primeiro caso, estamos a falar de um computador que trabalhava a 12MHz e tinha 1.6MB de RAM (sim, pouco mais do que uma disquete de 3.5"), e no segundo caso estamos a falar de um computador a 33 MHz com 8 MB de RAM.

From startup to shutdown, loading Windows 2.11 and MS Word 1.1a on a 12MHz 286 computer with a whopping 1664KB of RAM. Not megabytes. Kilobytes.

Note how snappy and responsive the user interface is, especially considering how slow this computer is. https://t.co/fE1qOjp3xe pic.twitter.com/rwas74izZ8

— AC (@saveusculture) April 1, 2026

From startup to shutdown, loading Windows 3.1, MS Word, and MS Excel on a 386DX-33 with 8MB of RAM, a significantly slower machine than the emulated one in the original video.

And guess what? The user interface is still plenty responsive.

2000x less RAM than a typical modern PC https://t.co/3AQ48ollEk pic.twitter.com/6DpB6jy9gW

— AC (@saveusculture) March 31, 2026
Hoje em dia, temos CPUs milhares de vezes mais rápidos (um AMD Ryzen 9 9950X3D2 tem mais de 200MB de cache - 25x mais do que a memória total deste 386, e 125x mais que o 286), e isto sem falar dos gigabytes de RAM que se teriam num PC actual, a par dos SSDs exponencialmente mais rápidos. E ainda assim, arriscamos-nos a ter que esperar mais tempo para que um programa abra, ou que um menu apareça após um clique do rato, e assumimos isso como sendo "normal".

Não, não é nada normal e não há desculpa para que sistemas como o Windows 11 se tenham tornado tão pesados e pouco eficientes. A única atenuante é que a MS parece ter começado a ouvir as críticas e promete melhorias para breve. Mas, depois de décadas em que isso era algo que deveria ter feito, é daquelas coisas que só se pode "ver para acreditar".

Xiaomi Smart Band 9 Active a €20

03-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Xiaomi Smart Band 9 Active é uma das propostas mais económicas para quem desejar fazer tracking da sua actividade diárias.

A Xiaomi Smart Band 9 Active vem com um ecrã AMOLED de 1.47", com formato que fica entre o formato estreito dos "Smart Band" e o formato rectangular dos smartwatches. Além das capacidades de tracking da actividade física ao longo do dia e dezenas de desportos específicos, conta também com monitorização da frequência cardíaca e SpO2 durante todo o dia, contribuindo para a potencial detecção de situações anómalas. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 18 dias de uso típico, contando também com resistência à água até 5 ATM e disponibilizando uma grande variedade de mostradores para que cada utilizador possa escolher aquele que prefere para cada momento.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 9 Active por 20 euros na Amazon Espanha.

Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono. E tendo em conta o seu preço extremamente acessível, torna-se numa excelente proposta para quem desejar começar a criar um registo da sua actividade física ao longo do tempo, e que - directamente ou indirectamente - poderá servir como incentivo para adoptar um estilo de vida mais saudável.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

Android 17 melhora controlo sobre localização

03-04-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Com o Android 17 os utilizadores passam a ter ainda maior controlo sobre a forma como as apps podem usar a sua localização.

O Android 17 vai trazer várias melhorias de privacidade, para dar aos utilizadores mais controlo sobre o acesso à localização. A próxima versão do Android melhora a forma como as apps pedem e utilizam estes dados, tornando as permissões mais claras e flexíveis.

Uma das principais novidades é um novo botão de localização integrado no painel de pedido de acesso à localização, que permite conceder acesso preciso apenas uma vez. Em vez de autorizações permanentes ou em segundo plano, o acesso expira automaticamente quando a app é fechada, reduzindo o risco de tracking contínuo. Os utilizadores podem também optar por dar acesso à localização precisa ou aproximada, com esta última a sofrer também melhorias: passando a ter em conta a densidade populacional - em zonas menos povoadas a precisão de 2km pode ser reduzida ainda mais.
O Android 17 também torna mais fácil saber quando alguma app está a aceder à sua localização com um indicador persistente na barra de estado. Ao tocar nesse indicador, é possível ver que apps utilizaram recentemente esses dados, facilitando o processo de identificar qualquer app que esteja a cometer "abusos" a nível de saber onde o utilizador está.

De resto, a recomendação habitual mantém-se: nunca devem dar acesso à localização a não ser em apps que tenham justificação legítima para isso - e na maioria delas, é recomendável dar apenas acesso "enquanto estão em uso" e não acesso permamente, com as excepções para apps que necessitem de saber isso, como apps que dêem alertas geolocalizados, ou para efeitos de navegação (do estilo: "devido ao trânsito é melhor começar a viagem daqui a 10 minutos para chegar ao destino à hora marcada").

Google Gemma 4 supera modelos AI 10x maiores

03-04-2026 | 13:00 | Aberto até de Madrugada

A mais recente geração de modelos AI Gemma 4 da Google chega com versões compactas que superam modelos muito maiores.

A Google apresentou o Gemma 4, a nova geração dos seus modelos de AI open-weight, acompanhada de uma mudança importante para a licença Apache 2.0. Esta actualização representa a primeira grande evolução da linha Gemma em mais de um ano e responde às críticas dos programadores sobre restrições anteriores.

O Gemma 4 está disponível em quatro variantes, desde modelos leves pensados para execução local dispositivos móveis até versões mais potentes destinadas a hardware mais poderoso. Segundo a Google, os novos modelos melhoram capacidades como raciocínio, geração de código e processamento multimodal, além de um tempo de resposta melhorado. Os modelos E2B e E4B são otimizados para smartphones e dispositivos edge, com baixo consumo de memória e desempenho quase imediato. Já as versões maiores, como o modelo 26B Mixture of Experts e o 31B Dense, focam-se em maior desempenho e suportam funcionalidades avançadas como function calling, outputs estruturados e janelas de contexto alargadas.
Para se ter uma ideia dos avanços que estes modelos representam, o Gemma 4 de 4.5B supera o Gemma 3 de 27B, e quando confrontado com modelos concorrentes, o Gemma 4 31B iguala modelos como o Kimi-K2.5-Thinking, apesar de ser 35x mais pequeno!



A adopção da licença Apache 2.0 é uma das mudanças mais relevantes, eliminando limitações da licença anterior da Google. Com maior abertura e melhorias técnicas, o Gemma 4 posiciona-se como uma alternativa mais atractiva para programadores que necessitem de AI local, sem depender de serviços na cloud.

Carregador Belkin BoostCharge Pro consome apenas 3mW em standby

03-04-2026 | 12:14 | A Minha Alegre Casinha

Reacendendo as questões dos consumos em standby, a Belkin lançou um carregador com consumo praticamente nulo.

Há muito que se sabe que os consumos em standby dos dispositivos electrónicos podem representar muitos watts que pesam na factura da electricidade ao final do ano. Mas, não tem que ser assim, e nem sequer é preciso inventar muito.

Um novo carregador USB-C da Belkin está a chamar a atenção por prometer "consumo zero em standby". O Belkin BoostCharge Pro consome cerca de 3 milliwatts quando não está em uso, um valor extremamente baixo e que redefine o patamar do consumo "zero". Para referência, carregadores de outras marcas populares podem consumir 50 mW ou mais de 100 mW, e mesmo um carregador da Apple consome mais de 18 mW.
O segredo está na forma como o carregador gere os seus circuitos internos. Quando não detecta nenhum dispositivo ou um cabo ligado desactiva grande parte dos seus componentes. A nível técnico, não há truques revolucionários. O design limita-se a seruir as recomendações da Renesas (fabricante do chip de controlo utilizado), utilizado.



Ainda assim, pode dizer-se que a solução não é perfeita. Ao se ligar um cabo USB-C com chip integrado, o carregador fica impedido de entrar neste modo de consumo "zero" e passa a ficar no modo standby normal que consome cerca de 30 mW.

Apesar de se estar a falar de consumos reduzidos - muito distantes daqueles dispositivos que podem gastar Watts em standby - pode continuar a ser vantajoso simplesmente optar por um bloco de tomadas com interruptor integrado, que dispensa toda a tecnologia avançada para garantir que se tem consumo realmente zero!