PlanetGeek
№ 01

MS diz que bug dos jogos é culpa dos acessórios RGB

A culpa para os problemas com jogos no Windows após aactualização de Agosto pode ser dos programas que gerem a iluminação RGB.

A Microsoft revelou novas informações sobre os problemas que estão a afectar vários jogos após a instalação das actualizações de Agosto de 2026 para o Windows 11. Segundo a empresa, a origem das falhas poderá estar relacionada com dispositivos ou componentes equipados com iluminação RGB, que utilizam determinados drivers incompatíveis com as alterações feitas no sistema operativo.

O problema afecta sistemas com Windows 11 24H2 e 25H2 após a instalação da actualização KB5121003 e versões posteriores. Entre os sintomas estão crashes durante a execução dos jogos, erros "EXCEPTION_ACCESS_VIOLATION", bloqueios do sistema, e até reinícios inesperados - afectando jogoso como o ARC Raiders, MARVEL Tōkon: Fighting Souls e The Finals. De acordo com a investigação da Microsoft, os incidentes parecem estar ligados componentes instalados por periféricos RGB, incluindo ficheiros com nomes semelhantes a "inpoutx64". Quando estes drivers estão presentes no sistema, determinados jogos podem desencadear o problema ao serem iniciados.

Já se suspeitava que as falhas estivessem relacionadas com o ficheiro inpoutx64.sys, sendo que uma das soluções temporárias recomendadas passava por desligar o serviço e eliminar esse ficheiro. Ainda assim, não se percebe como é que o problema num ficheiro oficial da MS possa estar relacionado com drivers "com nomes parecidos" de outras empresas. Fica-se a aguardar por mais esclarecimentos.

№ 02

MS diz que bug dos jogos é culpa dos acessórios RGB

A culpa para os problemas com jogos no Windows após aactualização de Agosto pode ser dos programas que gerem a iluminação RGB.

A Microsoft revelou novas informações sobre os problemas que estão a afectar vários jogos após a instalação das actualizações de Agosto de 2026 para o Windows 11. Segundo a empresa, a origem das falhas poderá estar relacionada com dispositivos ou componentes equipados com iluminação RGB, que utilizam determinados drivers incompatíveis com as alterações feitas no sistema operativo.

O problema afecta sistemas com Windows 11 24H2 e 25H2 após a instalação da actualização KB5121003 e versões posteriores. Entre os sintomas estão crashes durante a execução dos jogos, erros "EXCEPTION_ACCESS_VIOLATION", bloqueios do sistema, e até reinícios inesperados - afectando jogoso como o ARC Raiders, MARVEL Tōkon: Fighting Souls e The Finals. De acordo com a investigação da Microsoft, os incidentes parecem estar ligados componentes instalados por periféricos RGB, incluindo ficheiros com nomes semelhantes a "inpoutx64". Quando estes drivers estão presentes no sistema, determinados jogos podem desencadear o problema ao serem iniciados.

Já se suspeitava que as falhas estivessem relacionadas com o ficheiro inpoutx64.sys, sendo que uma das soluções temporárias recomendadas passava por desligar o serviço e eliminar esse ficheiro. Ainda assim, não se percebe como é que o problema num ficheiro oficial da MS possa estar relacionado com drivers "com nomes parecidos" de outras empresas. Fica-se a aguardar por mais esclarecimentos.

№ 03

AliExpress faz fingerprinting de áudio na web

Um pequeno bug no Firefox levou um programador a descobrir as páginas do AliExpress a fazer fingerprinting áudio das máquinas dos visitantes.

Um programador descoberiu uma técnica invulgar de tracking usada pelo site da AliExpress, devido aos seus headphones Bluetooth. O caso começou quando reparou que os seus auscultadores não conseguiam alternar correctamente o áudio para o smartphone enquanto tinha o site aberto no computador, levando-o a investigar o que estava a acontecer.

Embora à primeira vista as páginas não tivessem elementos multimédia, ao analisar o código executado pela página, o utilizador encontrou referências bastante escondidas faziam uso da WebAudio API do browser. Segundo a sua investigação, o sistema mantinha o canal de áudio do computador permanentemente activo através da reprodução de sinais sonoros inaudíveis com volume zero.

Alibaba's AliExpress was caught using users' audio systems to track them.

AliExpress wasn't recording users but instead playing a silent sound and measuring how users' specific devices processed it in order to fingerprint them.

But don't worry because Brave stops this.

— Brave (@brave) August 22, 2026
Apesar do som não ser audivel, a técnica permite recolher informações sobre o hardware do dispositivo ao medir pequenas diferenças na forma como cada sistema processa o sinal áudio, que podem ser utilizados para criar um identificador único do equipamento, uma prática conhecida como fingerprinting.

For 6+ years, Brave has protected users against audio fingerprinting, and other fingerprinting types, by default.

Brave injects random data into the browser's output so you show a different fingerprint to different sites. This fingerprint also resets across sessions.

— Brave (@brave) August 22, 2026
Embora possam haver motivos legítimos para tal (como para efeitos de segurança, determinando se um utilizador está a usar o seu computador habitual ou se poderá ser um atacante a usar uma conta roubada), nunca se poderá ver com bons olhos qualqer tipo de tracking feito secretamente. E neste caso, tal só foi tornado público devido a um pequeno bug que fez com que um programador decidisse investigar porque motivo os seus headphones Bluetooth tinham um comportamento estranho - se o Firefox não tivesse este bug e ignorasse o áudio inaudível, provavelmente continuaria a passar despercebido.

Como seria de esperar, o Brave - que ainda recentemente reforçou as protecções anti-fingerprinting do sistema gráfico - veio logo dizer que está imune contra este tipo de técnicas, pois introduz "ruído" imperceptivel que inviabiliza o fingerprint áudio, e neste caso em particular, bloqueia os scripts usados no AliExpress.

№ 04

Robots superam humanos nos "Jogos Olímpicos" na China

No WHRC 2026, os robots bateram os recordes humanos nas provas de salto, 100 metros, e 400 metros.

A 2ª edição do World Humanoid Robot Games na China foi reveladora do rápido avanço que os robots humanóides têm tido. Se o ano passado ainda víamos robots desajeitados e a serem controlados remotamente, este ano as coisas foram substancialmente diferentes.

Parade at the World Robot Games

Even the cameraman is a robot! pic.twitter.com/d2xM72KErZ

— clankr (@clankrmedia) August 22, 2026

Para começar, em muitas provas os robots passaram a ter funcionamento totalmente autónomo (não que fosse possível, como o ano passado, ter corredores humanos a correr atrás dos robots que estavam a controlar - tal a sua velocidade). Mas, acima de tudo, é impressionante ver a evolução das suas capacidades.

No salto em altura temos um robot Tien Kung a atingir 2.88m, superando o recorde humano de 2.45m que se tem mantido dede 1993.

2.88 m... 🤯 Tien Kung Ultra just surpassed the height of the human high jump world record!

Javier Sotomayor’s 2.45 m record has stood untouched since 1993.

For comparison, the best standing high jump at last year’s inaugural World Humanoid Robot Games was just 95.6 cm. https://t.co/D70o6EqIZt pic.twitter.com/yRy1ozaXXb

— RoboHub🤖 (@XRoboHub) August 22, 2026

Nos 400 metros, o recorde humano de 43.03s foi eclipsado por um tempo de 37.71s, também por um robot Tien Kung.

Tienkung again…400m,37.71s

Breaking the human record: South African Wajd van Niekerk, who set a record of 43.03 seconds at the Rio Olympics 10 years ago. pic.twitter.com/6vTyQMEKIu

— CyberRobo (@CyberRobooo) August 22, 2026

E nos 100 metros, assisitmos a uma prova emocionante, onde o arranque rápido do Honor Lightniing não foi suficiente para evitar a vitória - uma vez mais - de um robot Tien Kung que atingiu a meta em apenas 9.39s, uns décimos mais rápido que o famoso recorde de 9.58s de Usain Bolt.

9.3s…Humanoid robots have proven they can run faster than humans.

The first to cross the finish line was X-humanoid's Tienkung. Honor's Lightning has a fast start, but lacks explosive power in the later stages. pic.twitter.com/bs7aGEYES9

— CyberRobo (@CyberRobooo) August 22, 2026


Mas, as coisas impressionantes não se ficaram por aqui. Também pudemos ver robots a jogar ténis com humanos, de forma autónoma:

Humanoids will soon become great practice partners for tennis and other sports.

These robots, trained by Galbot, are preparing to play with celebrities at the World Humanoid Robot Games in Beijing. They're fully autonomous. pic.twitter.com/xtg5k6YYCZ

— The Humanoid Hub (@TheHumanoidHub) August 21, 2026

... futebol...

🚨The humanoid robot sports games just wrapped up a fully autonomous 7v7 soccer match.

Booster Evolution won 3-1 on penalties against Booster Acceleration

After scoring, one robot even waved to celebrate with its teammates🤖⚽️

Both teams are from @boosterobotics#RobotSoccer pic.twitter.com/14yGJVXB70

— 智东西China AI News (@Chinazhidx) August 22, 2026

E também um robot humanóide a conduzir um kart, também de forma autónoma, incluindo toda a parte de se sentar e começar a conduzir.

This is insane... 🤯 A humanoid racing driver is actually here. 🏎️

The robot gets into the tight cockpit, sits down, steers, works the pedals, completes the entire run—and even finishes ahead of the human driver. All fully autonomously.

Behind it is Symbiosis Robotics’ Direct… https://t.co/vKkobqtcz4 pic.twitter.com/9HFwl99eli

— RoboHub🤖 (@XRoboHub) August 22, 2026


E sem esquecere robots que vão começando a parecer bastante humanos...

the "do-not-touch" rule suddenly makes perfect technical sense 😄

2026 World Robot Conference in Beijing shows an actual UBTECH ultra-bionic humanoid (semi-torso model) with highly realistic silicone skin

~ $17K and for companionship use.
pic.twitter.com/cWhiWWhU9H

— Rohan Paul (@rohanpaul_ai) August 22, 2026

A este ritmo, mal podemos esperar o que se poderá ver no próximo ano.

№ 05

Rockstar e Take Two em busca do CyberLeek

A vaga de leaks do novo Grand Theft Auto VI está a deixar a Rockstar e a Take Two cada vez mais irritadas.

Uma vaga de vídeos do Grand Theft Auto VI está a gerar grande polémica. Um indivíduo conhecido como "CyberLeek" parece ter acesso a uma versão funcional do jogo, tendo divulgado vários vídeos que incluem referências ao próprio grupo responsável pelas fugas, num deles escrevendo a palavra "leek" com balas, numa aparente provocação à Rockstar Games.

A autenticidade do material continua por confirmar oficialmente, mas a editora Take-Two tem reagido rapidamente através de pedidos de remoção de conteúdos ao abrigo de direitos de autor. O responsável ameaça continuar a divulgar informações, vídeos e outros detalhes do jogo, numa altura em que se aproxima a revelação oficial do GTA VI, um dos lançamentos mais aguardados de sempre no mundo dos videojogos.

Entretanto a Take-Two está a passar à ofensiva, avançando com pedidos legais para obter informações junto de empresas como a Microsoft, Google e Discord, com o objectivo de identificar os indivíduos por trás destas publicações. Há também quem esteja a seguira velha regra do "follow the money", analisado as carteiras de criptomoedas associadas ao projecto CyberLeek, e que parecem indicar que as mesmas estão ligadas a plataformas que exigem verificação de identidade, o que poderá revelar-se uma peça crucial para identificar os responsáveis. Se forem apanhados, podemos desde já antever que acabe por resultar num documentário Netflix daqui a alguns meses.

Enquanto isso, GTA VI mantém o lançamento previsto para Novembro de 2026 nas consolas Xbox Series X/S e PlayStation 5, e a revelação oficial na Netflix e YouTube a 27 de Agosto.

№ 06

Tesla Model 3 é o carro mais procurado em Portugal

O Tesla Model 3 é o automóvel mais procurado pelos portugueses, segundo uma análise do Standvirtual relativa aos últimos doze meses.

O modelo norte-americano representou 3,35% do total de contactos gerados na plataforma, mais do dobro do segundo classificado, o Peugeot 2008 que ficou nos 1,57%, e à frente do Volkswagen Golf com 1,55%.

A tendência acentuou-se no primeiro semestre de 2026. Neste período, o Tesla Model 3 registou um crescimento de 44% no número de contactos face ao mesmo período de 2025, elevando a sua quota para 3,85%. O Renault Clio ficou na segunda posição com 1,47% e um crescimento de 23%, enquanto o Volkswagen Golf fechou o pódio com 1,43%, ainda que com uma quebra de 15% na procura.

No que diz respeito aos segmentos, os SUV continuam a dominar as preferências dos utilizadores do portal. Nos últimos doze meses, concentraram 28,96% dos contactos gerados, seguidos dos modelos Compact com 17,61% e dos City Car com 14,52%. No primeiro semestre de 2026, a procura por SUV cresceu 22% face ao período homólogo, elevando a quota para 29,62%. Os Compact mantiveram a segunda posição com 17,36% e um crescimento de 11%, e os City Car ficaram em terceiro lugar com 14,77%, numa subida de 14%.

O contexto alargado reforça esta leitura. Dados do Standvirtual indicam que Portugal é um dos líderes europeus na transição para a mobilidade eléctrica, posicionando-se como o segundo mercado mais electrificado da Europa, apenas atrás da Noruega. Nos primeiros seis meses de 2026, a procura por veículos 100% eléctricos registou um crescimento histórico de 68,7% face ao mesmo período do ano anterior, representando já 17,3% do total das pesquisas na plataforma.


[Pela Estrada Fora]
№ 07

NASA falha salvamento do Swift

A pequena nave Link que deveria salvar o telescópio espacial Swift sofreu falhas que não permitem completar a missão.

A NASA e a Katalyst Space Technologies anunciaram o fim da missão que pretendia prolongar a vida útil do telescópio espacial Neil Gehrels Swift. O plano passava por utilizar o satélite Link para se aproximar do telescópio, capturá-lo com braços robóticos, e empurrá-lo para uma órbita mais elevada, evitando a reentrada na atmosfera terrestre.

A missão enfrentou dificuldades pouco depois do lançamento do Link, com problemas nos sistemas de controlo que impediram o satélite de manter a orientação necessária para avançar com a operação. Duas das três rodas inerciais deixaram de funcionar e os restantes sistemas disponíveis não foram suficientes para recuperar o controlo da nave para um nível funcional.

Apesar do fracasso da missão de resgate, tenta-se minimizar o falhanço: o Link poderá realizar demonstrações de navegação de proximidade e fornecer dados para futuras missões de manutenção, reparação, ou reabastecimento de satélites em órbita, uma área de interesse para múltiplas empresas espaciais.

Infelizmente, o cancelamento da missão sela o destino do Swift, um telescópio lançado há quase 22 anos para estudar explosões de raios gama - um dos fenómenos mais energéticos do Universo. Sem propulsores próprios para corrigir a órbita, o telescópio fica condenado a reentrar na atmosfera nos próximos meses, desintegrando-se. Apesar do desfecho triste, há que relembrar que o Swift superou largamente os seus objectivos, já que tinha sido lançado com a ideia de funcionar apenas durante dois anos.

№ 08

Ferrari CZ26: híbrido único baseado no SF90

A Ferrari revelou um novo supercarro híbrido único, criado por medida para um cliente norte-americano.

O novo CZ26, baseado no SF90 Stradale, foi apresentado durante a Monterey Car Week. O modelo foi desenhado pelo Ferrari Design Studio ao abrigo do programa Special Projects, e o estilo distintivo incorpora elementos de outros modelos da marca, como o 12Cilindri e o novo Luce EV.

A frente, com uma grelha funcional de largura total e LEDs finos, remete para o primeiro elétrico da marca, o Luce. Conta com um para-choques esculpido e um splitter integrado.
A traseira do CZ26 tem um toque do 12Cilindri. Os quatro faróis LED e a forma geral da parte de trás lembram o grande turismo V12. As jantes bicolor, no entanto, são exclusivas do CZ26.
Debaixo das alterações estéticas, mantém-se o mesmo motor híbrido V8 biturbo 4.0 litros do SF90, associado a uma caixa de dupla embraiagem de 8 velocidades. A Ferrari indica um tempo de 0 aos 100 km/h de 2,5 segundos e uma velocidade máxima de 328 km/h. Números que começam a perder um pouco o seu significado, quando começamos a ter carros eléctricos "low-cost" com 1000cv capazes de prestações idênticas.


[Pela Estrada Fora]
№ 09

Brave reforça protecções contra fingerprinting do GPU

O Brave está a implementar novas protecções contra técnicas de fingerprinting que exploram o GPU dos utilizadores.

Já sabemos que, por mais que se lute pela privacidade na web, muitos sites recorrem a todo o tipo de técnicas para tentar fazer o tracking dos utilizadores. Para contrariar isso, o Brave anunciou novas medidas para dificultar o fingerprinting através do GPU e dos drivers gráficos. Disponíveis a partir da versão 1.93 para desktop e Android, estas protecções estão ativadas de origem e têm como missão impedir que sites e empresas de tracking utilizem informações do hardware gráfico para individualizar utilizadores na Web.

O problema está nas APIs WebGL e WebGPU, que fornecem detalhes sobre a placa gráfica, drivers e funcionalidades suportadas pelo sistema. Estas informações podem ser combinadas para criar um identificador do dispositivo, permitindo o tracking dos utilizadores sem recurso a cookies. Segundo a equipa do Brave, uma análise a vários sites populares mostrou que isto não é um risco teórico, havendo bastantes empresas de tracking a usar estas APIs para fingerprinting.
Para combater esta prática, o Brave passa a substituir as informações de fabricante e modelo da GPU por valores genéricos, remove os detalhes expostos pelo WebGPU, e altera aleatoriamente a lista de extensões suportadas pelo WebGL. Desta forma, os sistemas de tracking deixam de conseguir criar identificadores estáveis; e isto sem afectar o funcionamento dos sites que podem continuar a apresentar conteúdos gráficos acelerados por hardware. Podem fazer um teste de fingerprinting no site da EFF.

A equipa do Brave testou estas alterações durante vários meses nas versões Nightly e Beta para minimizar problemas de compatibilidade. De resto, e como nas restantes protecções, os utilizadores mantêm controlo total sobre estas opções, podendo ajustá-las individualmente para cada site.


№ 10

Vibe Pad é um teclado de 4 teclas para AI

Em alternativa ao teclado dispendioso da OpenAI, qualquer um pode criar este mini teclado de 4 teclas para AI.

A OpenAI lançou recentemente um dispendioso teclado Codex Micro que fica fora do orçamento da maioria das pessoas. Felizmente, há alternativas bastante mais económicas.

O Vibe Pad é um pequeno teclado macro Bluetooth concebido para tornar a programação com assistentes AI mais rápida e prática. Com apenas quatro botões, permite executar acções frequentes sem recorrer ao rato ou a combinações de teclas, ajudando os utilizadores a manterem o foco enquanto trabalham. Cada botão foi configurado para uma tarefa específica: iniciar a escrita por voz do Windows, abrir uma nova conversa, enviar um prompt e activar o microfone. A ideia é reduzindo as interrupções e permitindo que os programadores mantenham o fluxo de trabalho sem distracções.



Este dispositivo de bolso funciona como um teclado Bluetooth convencional e é baseado na placa Seeed Studio XIAO nRF52840. Como é reconhecido pelo sistema como um teclado normal, não requer software adicional. Basta emparelhar o equipamento uma vez para começar a utilizá-lo em qualquer computador compatível.

Além de ser uma solução compacta, o Vibe Pad destaca-se pelo baixo custo e pela possibilidade de personalização. O projeto é direccionado tanto para entusiastas como iniciantes em eletrónica, exigindo apenas alguns conhecimentos básicos de soldadura para montar o hardware e adaptar as funções dos botões às necessidades de cada um. Claro que, podem também espreitar os mini-teclados USB já feitos, que se podem arranjar a preço bastante reduzido.


№ 11

Tesla desiste das telhas solares

A Tesla parece ter finalmente reconhecido o erro das telhas solares, focando-se unicamente nos painéis solares.

Elon Musk não é conhecido por acertar nos prazos das suas previsões e promessas, mas desta vez não conseguirá esquivar-se a uma aposta totalmente falhada. A Tesla terá abandonado por completo as suas telhas solares. A empresa deixou de aceitar novas encomendas do produto e informou os parceiros de que passará a fornecer apenas painéis solares convencionais, marcando o fim do projecto apresentado com grande destaque em 2016.

O Solar Roof foi lançado por Elon Musk como uma solução capaz de combinar a função de um telhado tradicional com a produção de energia solar. Na altura, a Tesla prometia uma alternativa mais económica do que instalar um novo telhado e painéis solares separados. No entanto, a realidade revelou-se bem diferente, com inúmeros problemas de produção e de instalação, e com custos reais que acabaram por ser muito superiores ao previsto, ao ponto de alguns clientes terem que recorrer aos tribunais para cumprimento dos contratos.
Apesar das promessas de que iria instalar milhares de telhados por ano, os números ficaram muito aquém das expectativas, com apenas cerca de 3.000 sistemas Solar Roof instalados nos Estados Unidos ao longo de sete anos. Segundo as ambições de Musk, a Tesla deveria ter instalado mais de 360 mil telhados solares nesse período!

No entanto, o fim das telhas solares não representa o fim da aposta na energia solar. A estratégia da Tesla passa agora por apostar exclusivamente nos painéis solares tradicionais, combinados com sistemas de armazenamento Powerwall; algo que deveria ter feito desde início e que provavelmente teria resultado muito melhor. A ideia de querer evitar a redundância de ter um telhado para depois colocar painéis solares em cima bem que faria sentido ser evitada, mas desde o início que disse que mais sentido faria criar os painéis solares em módulos grandes que substituíssem as telhas completamente, do que multiplicar a complexidade e custos de reduzir painéis ao tamanho e formato das telhas tradicionais.

№ 12

CPU-Z 3 com validação melhorada e testes de overclock

O popular CPU-Z chegou à versão 3, com melhorias que serão apreciadas por todos.

O CPU-Z acaba de lançar a versão 3, naquela que é considerada uma das maiores actualizações desde o lançamento em 2001. A nova versão estreia um sistema de validação renovado, novas ferramentas de diagnóstico, e funcionalidades avançadas destinadas tanto a utilizadores comuns como utilizadores avançados e overclockers.

Uma das principais novidades é o novo sistema de validação dividido em três modos: Standard, Advanced e XOC. O modo Standard consegue avaliar o estado geral do computador em menos de 10 segundos, analisando mais de 100 pontos diferentes, incluindo drivers, temperaturas do processador, software, e outros factores que podem afetar o desempenho. Os resultados passam também a incluir classificações claras com designações "Critical", "Warning" e "Informational", permitindo que qualquer pessoa obtenha um relatório fácil de interpretar.

Standard Validation is available now. In less than 10 sec., get a snapshot of your PC’s health with 100+ detection points covering drivers, temperatures, bloatware, hardware issues, misconfiguratoins and more, ordered with clear ❌Critical, ⚠️ Warning and ℹ️ Info messages. pic.twitter.com/YzCnLPn8ek

— Doc TB (@d0cTB) August 20, 2026
O novo modo Advanced expande essa avaliação, realizando testes de stress ao CPU, RAM e GPU para detetar possíveis problemas de hardware. Dependendo da profundidade da análise, o processo pode demorar desde alguns minutos até várias horas. Este modo inclui ainda benchmarks alargados para avaliar o desempenho do processador, placa gráfica, memória, e armazenamento, além de monitorização baseada no HWMonitor para monitorizar temperaturas, frequências e velocidades das ventoinhas.

Já o modo XOC destina-se aos overclockers que querem levar o seu sistema ao limite. O CPU-Z V3 passa a calcular a frequência efectiva dos processadores modernos, conseguindo lidar melhor com as variações constantes de clock e com configurações de memória overclocked.

A actualização já está disponível para download, embora algumas funcionalidades de análise fiquem dependentes do crescimento da nova base de dados de validações para disponibilizar estatísticas completas.

№ 13

Ar condicionado "low cost" chinês é apenas uma ventoinha

Um ar condicionado chinês de baixo custo está longe de refrescar o ar como seria esperado, limitando-se a ser uma ventoinha com uma resistência de aquecimento.

Numa altura em que muitos países europeus sofrem com vagas de calor, uma organização de defesa do consumidor alemã está a alertar para um suposto ar condicionado da Epicooler que, apesar do aspecto de uma unidade convencional, não consegue realmente arrefecer uma divisão. Nos testes realizados, o aparelho limitou-se a soprar o ar quando utilizado no modo "Cold Wind", sem reduzir a temperatura.

Abrindo-se o aparelho, rapidamente se descobre porquê. Em vez de um verdadeiro sistema de ar condicionado com compressor e circuito de refrigeração, o equipamento tem apenas uma ventoinha semelhante às utilizadas em PCs, e um pequeno elemento de aquecimento. E curiosamente, embora o aparelho seja comercializado como "ar condicionado" a sua etiqueta é bastante mais elucidativa e verdadeira, indicando "Wall Mounted Heater" (aquecedor de montagem em parede).
Além não cumprir com a função esperada de um ar condicionado, o aparelho acaba por ser caro (€163) para aquilo que realmente oferece. Segundo a organização alemã, existem ventoinhas bem avaliadas que custam cerca de metade do preço e cumprem melhor a função de movimentar e aquecer o ar.

Portanto, por muita vontade que exista em refrescar a casa nos dias de maior calor, há que estar atento e desconfiar de todas as promessas de "ar condicionados" de baixo custo, e particularmente aqueles que dizem funcionar sem necessidade de qualquer ligação ao exterior.

№ 14

Ar condicionado "low cost" chinês é apenas uma ventoinha

Um ar condicionado chinês de baixo custo está longe de refrescar o ar como seria esperado, limitando-se a ser uma ventoinha com uma resistência de aquecimento.

Numa altura em que muitos países europeus sofrem com vagas de calor, uma organização de defesa do consumidor alemã está a alertar para um suposto ar condicionado da Epicooler que, apesar do aspecto de uma unidade convencional, não consegue realmente arrefecer uma divisão. Nos testes realizados, o aparelho limitou-se a soprar o ar quando utilizado no modo "Cold Wind", sem reduzir a temperatura.

Abrindo-se o aparelho, rapidamente se descobre porquê. Em vez de um verdadeiro sistema de ar condicionado com compressor e circuito de refrigeração, o equipamento tem apenas uma ventoinha semelhante às utilizadas em PCs, e um pequeno elemento de aquecimento. E curiosamente, embora o aparelho seja comercializado como "ar condicionado" a sua etiqueta é bastante mais elucidativa e verdadeira, indicando "Wall Mounted Heater" (aquecedor de montagem em parede).
Além não cumprir com a função esperada de um ar condicionado, o aparelho acaba por ser caro (€163) para aquilo que realmente oferece. Segundo a organização alemã, existem ventoinhas bem avaliadas que custam cerca de metade do preço e cumprem melhor a função de movimentar e aquecer o ar.

Portanto, por muita vontade que exista em refrescar a casa nos dias de maior calor, há que estar atento e desconfiar de todas as promessas de "ar condicionados" de baixo custo, e particularmente aqueles que dizem funcionar sem necessidade de qualquer ligação ao exterior.

№ 15

AirPods com câmaras estarão limitados a AI

Confirmando as nossas suspeitas, o uso das câmaras nos AirPods estará restringido a uso para AI.

A Apple descaiu-se e revelou um vídeo que mostra os AirPods com câmaras que os rumores referiam há algum tempo, e agora surgem mais detalhes sobre as suas capacidades.

Foi descoberta uma framework oculta chamada "AccessorySensorManager", responsável por gerir os sensores dos auriculares quando estão ligados a um Mac, oferecendo uma visão mais detalhada sobre o funcionamento desta tecnologia. Segundo as informações encontradas, cada auricular possui a sua própria câmara e consegue capturar imagens RGB sincronizadas com até 1 megapixel. Em vez de gravarem vídeo ou tirarem fotografias tradicionais, as câmaras ficam limitadas ao uso via Visual Intelligence, captando imagens estáticas do ambiente para análise. O sistema suporta modos de captura activa e passiva, com diferentes resoluções e frequência de recolha de imagens.

Os AirPods poderão monitorizar o ambiente de forma contínua, analisando factores como conversas próximas, alterações no som ambiente, movimentos da cabeça e mudanças de postura. Parte do processamento será realizado diretamente nos próprios auriculares, incluindo a detecção de pessoas no campo de visão. Foram também encontradas referências a correção de distorção das lentes, calibração das câmaras, e mecanismos para ignorar imagens afectadas por movimentos excessivos. Também está previsto um indicador luminoso que poderá acender quando as câmaras estiverem a captar imagens, funcionando como aviso visual para quem estiver por perto. O que não estará definitivamente previsto é a possibilidade de trocar baterias.

No entanto, as informações mais recentes referem que isto tudo ainda diz respeito a um protótipo dos AirPods Pro 3 com câmaras que não será lançado pela Apple, que terá optado por avançar para o modelo seguinte e fazer o seu lançamento apenas no próximo ano (2027) a acompanhar o iPhone do 20º aniversário. Para este ano a Apple deverá focar-se no iPhone dobrável e a nova Siri AI do iOS 27 (veremos se, com as constantes zangas com a UE, a Apple lançará a Siri por cá, ou deixará que os utilizadores europeus continuem a optar pelo ChatGPT, Gemini e outros).

№ 16

MOBI.E bate recorde: um milhão de carregamentos em Julho

A rede de carregamento de veículos eléctricos ligada à MOBI.E registou, em julho de 2026, mais de um milhão de carregamentos, um número nunca antes alcançado em Portugal.

O resultado representa um crescimento de 30% face ao mesmo mês do ano anterior e confirma uma tendência de expansão acelerada da mobilidade eléctrica no país. O dado mais expressivo deste julho recorde não é apenas o volume de carregamentos, mas o número de utilizadores que recorreu à rede: mais de 258 mil pessoas distintas, identificadas por cartão ou aplicação, utilizaram a infra-estrutura ao longo do mês. Este valor representa um aumento homólogo de 89%, o que traduz não só mais condutores eléctricos nas estradas, mas também uma utilização cada vez mais frequente dos pontos de carregamento disponíveis.

No que diz respeito à energia consumida, julho trouxe igualmente um novo máximo histórico, com mais de 25 mil MWh registados, o que corresponde a um aumento de 35% em relação a julho de 2025. A procura crescente tem sido acompanhada por um reforço consistente da cobertura territorial: no final do mês, a rede pública conectada à MOBI.E era composta por 8.239 postos, equivalentes a 15.680 pontos de carregamento distribuídos por todo o território nacional.

A qualidade da rede também evoluiu. A 31 de julho, 3.268 postos disponibilizavam carregamento rápido ou ultra-rápido, representando cerca de 39,7% do total da infra-estrutura. Esta proporção crescente de carregamento rápido é relevante para a experiência quotidiana dos condutores, reduzindo os tempos de espera e tornando a utilização de veículos eléctricos mais prática.

O impacto ambiental destes números é igualmente assinalável. Só em julho, a utilização da rede permitiu evitar a emissão de mais de 20 mil toneladas de CO₂, o equivalente à capacidade de retenção de carbono de cerca de 340 mil árvores urbanas com dez anos, ou às emissões anuais de aproximadamente 4.200 habitantes. Em termos de combustível fóssil, representa mais de 7,6 milhões de litros de gasóleo que deixaram de ser consumidos. No acumulado de janeiro a julho de 2026, a poupança total ultrapassa as 118 mil toneladas de CO₂, valor que exigiria quase dois milhões de árvores urbanas para ser absorvido de forma equivalente.

A MOBI.E actua como Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Eléctrica, assegurando a gestão e monitorização dos fluxos energéticos e financeiros da rede nacional de carregamento. A plataforma integra actualmente mais de 30 comercializadores de electricidade para a mobilidade eléctrica e cerca de uma centena de operadores de pontos de carregamento, funcionando como facilitador da interoperabilidade entre todos os participantes do ecossistema eléctrico nacional.


[Pela Estrada Fora]
№ 17

Nissan Qashqai e-POWER bate recorde Guinness na Colômbia

O Nissan Qashqai e-POWER conquistou mais um título do Guinness World Records, ao completar a viagem mais longa alguma vez registada por um SUV eléctrico EREV, sem qualquer paragem para carregamento externo ou reabastecimento.

O feito foi alcançado na Colômbia, entre 14 e 17 de Julho de 2026, percorrendo 1.980 quilómetros com um único depósito. A viagem partiu de Bogotá com destino à costa das Caraíbas, enfrentando diferentes condições de estrada, tráfego, e tipos de condução ao longo do percurso. Todo o processo foi monitorizado e verificado por juízes do Guinness World Records, que certificaram o resultado após uma análise detalhada de cada etapa.

Este recorde não surge isolado. A Nissan já tinha realizado desafios de longa distância bem-sucedidos com a tecnologia e-POWER no Reino Unido e na Tasmânia, na Austrália. A conquista colombiana é, portanto, mais um capítulo numa história global que a marca japonesa tem vindo a construir em torno desta solução de propulsão, demonstrando que o sistema se adapta a terrenos, climas e condições de condução muito distintos.
Ao contrário dos sistemas híbridos convencionais, o e-POWER funciona de forma diferente, como um EREV (Extended Range EV): as rodas são accionadas exclusivamente por um motor eléctrico, o que garante a resposta instantânea e a suavidade de condução típicas dos eléctricos. Um motor de combustão a gasolina funciona exclusivamente como gerador, quando necessário, para gerar electricidade, sem qualquer ligação mecânica à transmissão do veículo. Isto permite eliminar por completo a dependência de postos de carregamento, tornando-se numa opção bastante procurada em locais onde a rede de carregamento pública ainda não esteja num nível adequado. A geração mais recente do sistema da Nissan integra uma solução modular 5 em 1, que combina o motor eléctrico, o gerador, o inversor, o redutor e o multiplicador num conjunto compacto, complementado por travagem regenerativa para optimizar continuamente o consumo de energia.

Na prática, o e-POWER posiciona-se como uma porta de entrada para a electrificação, especialmente para quem ainda não está preparado para dar o salto para um eléctrico puro. A tecnologia já está disponível em vários mercados em todo o mundo e este mais recente recorde reforça a aposta da Nissan em soluções que tornam a condução electrificada mais acessível no dia a dia, sem abdicar da autonomia nem da comodidade.


[Pela Estrada Fora]
№ 18

Windows pode remover driver da placa gráfica em portáteis que não as usem

Manter um portátil gaming no modo "eco" durante várias semanas pode levar o Windows a desinstalar o driver do GPU.

Um utilizador relatou uma situação curiosa, em que a NVIDIA GeForce RTX 5070 Ti do seu portátil ASUS ROG Zephyrus G14 tinha deixado de ser reconhecida, passando a ser indicada apenas como um "Microsoft Basic Display Adapter". O Windows parece ter removido o driver de forma automática, revelando um comportamento que é planeado mas que pode apanhar os utilizadores de surpresa.

A situação está relacionado com os modos de poupança de energia que desligam completamente o GPU dedicado e passam a usar o GPU integrado. No caso dos portáteis ASUS, o Armoury Crate Eco Mode desactiva totalmente o GPU Nvidia para poupança máxima de energia, fazendo com que o GPU até desapareça da lista de adaptadores gráficos do Windows. O utilizador em questão passou algumas semanas com este modo activado, e isso fez entrar em acção o sistema de limpeza de drivers não utilizados do Windows, eliminando o pacote de drivers NVIDIA por este já não estar associado a qualquer hardware activo. Quando o utilizador passou a um modo normal de funcionamento com acesso ao GPU Nvidia, o sistema já não tinha o driver adequado, ficando dependente da reinstalação dos drivers para que funcionasse correctamente.

Embora este comportamento faça parte do mecanismo normal de limpeza de dispositivos e drivers do Windows, poderá argumentar-se que um prazo de 15 dias seja demasiado curto para componentes que podem permanecer temporariamente desactivados. Mesmo tendo em questão que se trata de um portátil gaming que a maioria das pessoas manterá em modo de alto-desempenho, pode haver situações (épocas de exame, férias, etc.) em que se prefira dar prioridade à autonomia e optar pelo modo "Eco". Ou então, perguntar ao utilizador se efectivamente pretende remover o driver "não utilizado" antes de o eliminar.


№ 19

Google Discover com configuração AI e novo botão para Sites Preferidos

Vai ser possível ajustar o Google Discover através de pedidos em linguagem natural, e a Google lança um novo botão para adicionar sites preferidos.

A Google está a fazer ajustes ao Google Discover, que irá permitir personalizar o feed de artigos sugeridos recorrendo a inteligência artificial. Os utilizadores poderão descrever em linguagem natural os tipos de conteúdos que lhes interessam, dispensando a necessidade de mergulhar nas secções de tópicos para fazer configurações manualmente à moda antiga.

A opção ficará disponível no menu de três pontos do Discover e abrirá uma interface semelhante a um chatbot. A partir daí, os utilizadores poderão indicar os seus interesses, enquanto a AI ajusta automaticamente as recomendações. Caso os resultados não correspondam totalmente ao esperado, será possível fornecer mais detalhes para tentar obter o resultado pretendido.
A mudança pretende tornar o Discover mais fácil de controlar, reduzindo a dependência dos algoritmos baseados apenas na actividade do utilizador nos serviços da Google. A tendência segue o caminho de outras plataformas como YouTube, Instagram, Bluesky e X, que também têm introduzido ferramentas de personalização por AI. No Google News será também possível escolher os temas que aparecem nos resumos áudio diários.

A empresa também actualizou a funcionalidade Preferred Sources, que ajuda os utilizadores a destacar os seus sites favoritos nos resultados de pesquisa e nas sugestões. Em vez dos habituais pedidos de "adicionem o site X às fontes preferidas", os sites poderão incluir um botão que facilitará esse processo.


Até agora só tenho lembrado ocasionalmente para que adicionem o Aberto até de Madrugada às fontes preferidas, mas com esta nova opção, pode ser que passem a ver isso mais frequentemente. :)
№ 20

Análise ao teclado Epomaker TH99 Pro

Depois de termos testado o compacto TH80 V2, vamos agora ver que tal se comporta o teclado "completo" Epomaker TH99 Pro.

Recentemente tivemos oportunidade de testar o Epomaker TH80 V2, um teclado 75%. Como habitualmente não dispenso a presença do teclado numérico lateral, a Epomaker teve a atenção de me disponibilizar um dos seus teclados completos, o TH99 Pro, que até vem com um pequeno ecrã.


O Epomaker TH99 Pro

O TH99 Pro é um teclado (quase) completo de 96%, onde a secção entre o teclado alfanumérico e o bloco de teclas lateral fica condensado para poupar algum espaço. Tal como o modelo que testamos anteriormente, disponibiliza modo de funcionamento triplo: por cabo USB, por adaptador Wireless, e por Bluetooth. Tem também iluminação RGB por tecla e barra de luz traseira para iluminação ambiente, assim como um pequeno ecrã acima do bloco de teclas numéricas, e ainda um botão rotativo.
O modelo disponibilizado vinha equipado com teclas Sea Salt Silent Switch, silenciosas, com uma sonoridade bastante interessante.

A parte de baixo mantém o minimalismo, com pés ajustáveis de duas alturas (6° e 10.5°), sendo um deles utilizado para albergar o pequeno adaptador wireless.

Dependendo do tipo de ligação escolhida, podemos esperar as seguintes latências:
USB-C: 2 ms
2.4G Wireless: 5 ms
Bluetooth 5.0: 11 ms

O teclado vem com cabo USB-C - USB-A entrançado, a par de uma ferramenta para remover as teclas, e duas teclas de substituição. As teclas podem ser trocadas de forma fácil, sendo apenas necessário ter o cuidado adequado de alinhar devidamente os pinos de contacto.


Em funcionamento

Tendo já tido contacto com um teclado da marca anteriormente, desta vez as expectativas eram mais elevadas. E se a nível das teclas e parte mecânica não tinha grandes receios de que fosse ficar desapontado, estava com curiosidade para perceber o que o pequeno ecrã podia adicionar - ou não - a nível de melhorias funcionais ao teclado.

O ecrã apresenta o tipo de ligação que se está a utilizar, o que pode ser útil para quem estiver a alterar frequentemente entre dispositivos, assim como a data e hora. Sendo isto algo que, por norma, é também apresentado nos computadores, poderá ser informação redundante. Ainda assim, se não se torna útil quando se tem a data e hora no ecrã do sistema operativo, pode ser útil em situações em que se esteja a usar algo como um jogo em ecrã completo. Dito isso, será também provável que muitas pessoas tenham um relógio, ou um smartphone, à distância de um olhar, pelo que a sua utilidade efectiva acaba por ser discutível. Como curiosidade, podemos carregar um pequeno GIF animado para ser apresentado, podendo ser esse o elemento de diversão mais interessante para alguns.
Tal como no TH80 V2, o teclado vem com capas de teclas opacas, o que poderá não ser apreciado por aqueles que preferem ter as letras/números iluminados. No entanto, será uma questão de trocarem as keycaps por outras que prefiram. Neste caso, o teclado veio com teclas pretas e cinzentas, complementadas por umas teclas coloridas de cursor, enter, e escape, que lhe dão um toque de cor.
A marca anuncia até 200h de autonomia em modo wireless com a iluminação desligada, ou até 40h com a iluminação ligada. A configuração do teclado pode ser feita através do browser usando hub web da Epomaker - algo que, como já dissemos no passado, tem as suas vantagens (facilidade de uso, ausência de downloads e instalações) e desvantagens (preocupação sobre o suporte a longo prazo, se o hub continuará disponível daqui por 10 anos ou mais).


Apreciação final

Desta vez já "estava à espera" do que este Epomaker TH99 Pro nos poderia oferecer. O teclado não desilude em termos de qualidade de construção e conforto de actuação das teclas, com uma sonoridade bastante característica que será bastante apreciada por quem prefere trabalhar silenciosamente - algo que por vezes pode ser uma condicionante para quem gosta de trabalhar em casa durante a noite, e onde o "clac-clac" das teclas barulhenta depressa se pode tornar num factor de irritação para quem estiver por perto.



Não sendo segredo a minha preferência pelos teclados "100%", posso revelar que fiquei um pouco desapontado pelas opções que podem ter sido parcialmente provocadas pela decisão de incluir um ecrã. Com o ecrã a eliminar a possibilidade de se colocarem teclas naquela secção, a Epomaker opta por uma coluna vertical de teclas de delete, insert, page up e page dn; e com isso, o T invertido das teclas de cursor fica desalinhado em relação às restantes teclas. É certo que isto não é um caso isolado e há muitas outras marcas que também adoptam um estilo assim, mas deixa-me a pensar se não teria sido melhor abdicar do ecrã e dar prioridade ao posicionamento das teclas.
No entanto, isso é algo que pode ser desculpado. Qualquer teclado obriga sempre a um período de adaptação e, sendo algo que se irá utilizar durante longos anos, não irá demorar para que os dedos fiquem treinados na posição exacta de cada tecla reconheçam a disposição "de olhos fechados".

Como tal, e voltando aos elementos essenciais, a qualidade de construção, a qualidade das teclas, a sonoridade, não há nada a criticar, especialmente tendo em conta que se trata de um teclado que fica na casa dos 100 euros. Como tal, mantém a (ainda curto) historial de resultados que tem conseguido por cá, conquistando um "escaldante".
Epomaker TH99 Pro
Escaldante


Prós
  • Teclas Hot Swappable
  • Qualidade de construção
  • Modo USB/BT/Wireless

Contras
  • Teclas "opacas"
  • "Teclas de cursor "desalinhadas"


Epomaker TH99 Pro

Escaldante (5/5)