PlanetGeek
№ 01

Nvidia Shield TV Pro aumenta 50%

A "velhinha" Nvidia Shield TV Pro não escapa ao apocalipse da RAM e sofre um aumento de 50%, passando de $200 para $300 dólares.

A Nvidia aumentou de forma brutal o preço da Shield TV Pro, lançada originalmente por 199,99 dólares e que agora passa a ter um preço oficial de 299,99 dólares. O aumento de 100 dólares acontece sem qualquer actualização do hardware e, segundo a Nvidia, está relacionado com o forte aumento dos custos dos componentes, especialmente da memória, impulsionado pela procura associada à inteligência artificial.

A subida de preço chega acompanhada pelo fim da Shield TV standard. A Nvidia terá deixado de produzir o modelo mais barato, tornando a Shield TV Pro no único dispositivo de streaming da marca. Apesar de ter quase sete anos, a Pro continua a destacar-se graças ao processador Tegra X1+, 3 GB de RAM, 16 GB de armazenamento, duas portas USB 3.0, Gigabit Ethernet e suporte para armazenamento externo. Em termos de imagem e som, a Shield TV Pro continua bastante competente. O dispositivo suporta reprodução 4K HDR a 60 FPS, Dolby Vision, HDR10 e AI upscaling, além de formatos de áudio como Dolby Atmos e DTS-X. Para os gamers, também oferece acesso ao GeForce Now e compatibilidade com jogos Android, continua também a receber actualizações de software apesar da sua idade.

Infelizmente, isto começa a ser sinal de algo cada vez mais comum. Se temos dispositivos de $200 com 7 anos que passam a custar $300 (e estamos a falar de algo com apenas 3GB de RAM), o que pensar das próximas Apple TV 4K, e consolas de jogos, que chegarão no futuro? Teremos tudo a começar num patamar de $500 e as consolas a começar nos $1000 ou mais? E se é certo que algumas pessoas não se incomodarão com esses preços, é inevitável pensar que muitas outras se verão forçadas a dispensá-las, reduzindo significativamente o número de unidades vendidas, o que poderá acabar por ter um efeito mais global a longo prazo.

№ 02

Apple AirTag 2 a €27

Com os pequenos localizadores AirTag é mais fácil que nunca saber por onde andam os nossos produtos mais importantes.

A lei de Murphy dita que, no dia em que estivermos com mais pressa, será o dia em que teremos que andar em correrias a vasculhar a casa em busca de algo como a chave do carro ou a carteira. Felizmente, já existe solução tecnológica para esses esquecimentos, e também para auxiliar na sua descoberta caso sejam perdidas fora de casa, sob a forma dos localizadores Bluetooth. E agora, temos a oportunidade de apanhar uns AirTag 2 da Apple na sua nova geração, com alcance melhorado.
Neste momento podemos encontrar um Apple AirTag 2 a 27 euros na Amazon Espanha, com o pack de quatro AirTags a 100 euros.

Os AirTag utilizam a rede Find My da Apple, o que significa que reportam a sua localização sempre que passam ao alcance de um iPhone, iPad ou Mac. Desta forma, mesmo que fiquem longe do iPhone do dono, continua a ser possível saber por onde andam, facilitando o processo de os encontrar. Para o caso mais comum de ser necessário localizá-los em casa, a utilização de um iPhone recente com UWB permite saber exactamente a sua localização em vez de simplesmente se saber se estamos mais longe ou mais próximos como nos trackers BT comuns.


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№ 03

RemoveMacAI poupa gigabytes nos Macs removendo Apple Intelligence

O utilitário RemoveMacAI faz aquilo que a Apple não permite fazer directamente, removendo o Apple Intelligence para recuperar mais de 10 GB.

Uma nova ferramenta open source está a dar que falar permitir remover os modelos do Apple Intelligence dos Macs e recuperar espaço de armazenamento. Chamada RemoveMacAI, a ferramenta desactiva o Apple Intelligence no macOS 27, elimina os modelos já descarregados, e impede que o sistema de os voltar a instalar automaticamente.

A necessidade desta solução surgiu porque a Apple retirou, no macOS 27, a opção para desactivar completamente o Apple Intelligence. Desligar as funcionalidades individualmente também não elimina os modelos guardados no disco (ao estilo do que acontece também nos iPhones e iPads). O RemoveMacAI utiliza um configuration profile para desactivar o serviço responsável pela gestão destes ficheiros e redirecciona novas tentativas de download para uma porta local fechada.
Dependendo dos modelos instalados, a ferramenta pode libertar cerca de 10 a 12 GB de espaço, embora alguns utilizadores tenham recuperado ainda mais. O processo também não exige desactivar o System Integrity Protection (SIP) nem apagar manualmente ficheiros de áreas protegidas do sistema. Segundo o responsável do projecto, o configuration profile permanecerá activo mesmo após actualizações do macOS.

Obviamente, este é o tipo de utilitário que deveria ser desnecessário. Seria muito mais lógico para a Apple dar uma opção oficial no sistema para quem não quiser utilizar o Apple Intelligence e recuperar o espaço em disco, sem obrigarem os utilizadores a recorrerem a utilitários não oficiais.

№ 04

Google limita modelos Gemini para utilizadores gratuitos e AI Plus

Os utilizadores gratuitos ficarão limitados ao Gemini Flash Lite.

A Google anunciou novas limitações no Gemini que vão alterar os modelos disponíveis consoante o plano de subscrição. A partir de 9 de Outubro, os utilizadores sem uma subscrição Google AI ficarão limitados ao modelo Flash-Lite mais básico, deixando de ter acesso ao Flash e ao Pro.

Também os subscritores do AI Plus, que pagam 4.99 dólares por mês, perderão acesso ao modelo Pro. Estes utilizadores continuarão a poder utilizar o Flash-Lite e o Flash, sendo que só os planos AI Pro, de 19.99 dólares mensais, e AI Ultra mantêm acesso aos três modelos.
Para os utilizadores AI Pro há, no entanto, uma novidade importante: a Google vai disponibilizar o Deep Think, actualmente reservado aos planos Ultra mais caros. A funcionalidade foi criada para oferecer maior capacidade de raciocínio e deverá permitir respostas mais completas em tarefas complexas. A Google também prepara novos níveis de esforço - low, medium e high - que permitem escolher quanto poder de processamento o Gemini deve utilizar em cada pedido.

Ainda não se sabe como a Google irá posicionar o futuro Gemini 4 Argon nesta estrutura, sabendo-se apenas que que o novo modelo começará por ser disponibilizado aos subscritores AI Ultra numa fase incial.

№ 05

Home Assistant Cloud passa a Home Assistant Link

O Home Asistant Cloud muda de nome para Home Assistant Link, mas mantém as funcionalidades e os mesmos princípios.

A Nabu Casa decidiu mudar o nome do Home Assistant Cloud para Home Assistant Link, numa tentativa de deixar mais claro como o serviço funciona. A empresa considera que o termo "cloud" ganhou conotação negativa nos últimos anos devido a serviços obrigatórios, aumentos de preços, dependências, e preocupações relacionadas com a utilização de dados. O novo nome pretende reforçar a ideia de que o serviço é totalmente opcional e serve, sobretudo, para ligar o Home Assistant a serviços online.

O Home Assistant Link permite aceder remotamente ao sistema a partir de qualquer local de forma fácil, integrar o Home Assistant com plataformas como Alexa e Google Home, utilizar serviços online de speech-to-text, e guardar backups na Internet. No entanto, a plataforma continua a funcionar localmente sem o Link. Se uma subscrição for cancelada, as funcionalidades essenciais de smart home continuam disponíveis - embora algumas funcionalidades adicionais deixem de funcionar.
A privacidade é também uma das principais diferenças destacadas pela Nabu Casa. A empresa garante que os dados utilizados através do Link são encriptados e que apenas o utilizador possui a chave necessária para lhes aceder. O modelo de subscrição serve ainda para financiar o desenvolvimento do Home Assistant, com a maioria dos lucros a ser direccionada para a Open Home Foundation, que apoia o projecto e o seu ecossistema open source.

A mudança de nome deverá tornar-se oficial com o lançamento da versão Home Assistant 2026.12, prevista para Dezembro. Entretanto, a Nabu Casa está a fazer outras melhorias no serviço, incluindo uma nova área de gestão de contas, ferramentas de configuração mais simples, funcionalidades experimentais de speech-to-text e uma nova infraestrutura para tornar o acesso remoto mais rápido. Apesar do novo nome, a ideia central mantém-se: proporcionar uma ligação opcional entre o Home Assistant local e serviços online, sem obrigar os utilizadores a depender da cloud.

№ 06

UE sem SIri AI no iPhone durante 6 meses - pelo menos

Os utilizadores europeus com iPhones e iPads terão que esperar mais de meio ano para usarem a nova Siri AI.

Uma das maiores novidades do iOS 27 é a nova Siri AI mais inteligente, mas isso é algo que passou completamente despercebido aos utilizadores na UE, uma vez que a Apple não a disponibilizou por cá.

Segundo Mark Gurman, que habitualmente tem sido bastante acertado nas suas informações antecipadas sobre a Apple, os europeus terão ainda um longo período de espera pela frente, apontando para uma espera de 5 a 6 meses - na melhor das hipóteses; sendo possível que a espera se prolongue ainda mais.

Embora se ouçam vozes que apontam o dedo à UE por este atraso, relembre-se que não há qualquer impedimento técnico para que a Apple disponibilize a Siri AI nos iPhones e iPads na UE. Aliás, basta relembrar que a Apple dá esse mesmo acesso nos Macs! O motivo pelo qual a Apple está a fazer esta "birra" é porque quando o fizer no iOS vai quase certamente ser forçada a abrir mais partes do sistema à concorrência, como ter que permitir que outros assistentes AI tenham acesso às coisas que a Siri AI tem - e é precisamente AI que está o grande entrave, pois a Apple não é conhecida por apreciar a concorrência nos seus sistemas.

Até lá, continuaremos a ter dezenas de gigabytes de uma Siri AI que não se pode usar, a ocupar espaço nos iPhones e iPads.

№ 07

WhatsApp testa Restricted Chat para conversas mais protegidas

O novo Restricted Chat do WhatsApp já está a aparecer na versão beta da app para Android e iOS.

O WhatsApp começou a disponibilizar uma nova funcionalidade chamada Restricted Chat para alguns utilizadores das versões beta no Android e iOS. Este modo acaba por ser uma evolução do Advanced Chat Privacy e permite aplicar protecções adicionais a conversas específicas, sem alterar o funcionamento das restantes conversas.

O Restricted Chat é opcional e tem de ser activado manualmente para cada conversa onde o utilizador a queira aplicar. Depois de ligado, o WhatsApp apresenta um aviso no chat e passa a limitar algumas acções nas mensagens e conteúdos partilhados nessa conversa. Entre as principais restrições está o bloqueio do save automático de media, da exportação da conversa e das funcionalidades Meta AI dentro do chat. A funcionalidade também impede a utilização de dispositivos associados nessa conversa, uma medida que, segundo o WhatsApp, ajuda a evitar o acesso através de clientes não oficiais ou agentes AI.
A funcionalidade está a chegar a alguns utilizadores beta no Android, através da versão 2.26.36.4, e no iOS com a versão 26.39.10.20. O WhatsApp garante que as mensagens e chamadas continuam protegidas por end-to-end encryption, independentemente do Restricted Chat estar activo. Ainda não existe uma data anunciada para a disponibilização da funcionalidade a todos os utilizadores.

№ 08

Xiaomi Smart Band 10 a €40

A Xiaomi Smart Band 10 é uma das smart bracelets mais desejadas, e pode ser encontrada a preço simpático.

A Xiaomi Smart Band 10 mantém o mesmo formato das gerações anteriores, vindo com um ecrã AMOLED maior, de 1.72", e mais luminoso, com 1500 nits, com modo Always On. Além das suas já bastante completas capacidades de tracking, inclui agora um sensor de 9 eixos para um tracking mais preciso de actividade e sono, além de contar também com um motor de vibração actualizado. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 21 dias de uso típico e 9 dias com o ecrã sempre ligado. Vem com mais de 200 mostradores e tem resistência à água até 5 ATM.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 10 por 40 euros na Amazon Espanha.

A Xiaomi anuncia uma autonomia de 21 dias de uso típico, que passam para cerca de uma semana com o ecrã em modo Always On. O carregamento é feito em apenas uma hora. Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono.


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№ 09

Empresa lança "electricidade gaming" na Alemanha

A SWK Energie lançou um tarifário que diz ser criado especificamente para os gamers na Alemanha.

Com os tarifários de energia destinados aos carros eléctricos a terem-se tornado comuns, uma empresa alemã de energia decidiu apostar num público pouco habitual: os gamers. A SWK Energie lançou o plano meinGAMING, que diz ser direccionado para famílias com consumos elevados de eletricidade, como aquelas que utilizam vários PCs gaming potentes. Apesar do nome e da campanha promocional, a empresa felizmente não chega ao ponto de dizer que se trata de "energia especial" que aumente o desempenho dos jogos ou dos jogadores, é simplesmente um plano pensado para quem consomos elevados de electricidade.

Segundo a empresa, a tarifa começa a fazer sentido para casas com um consumo superior a 2.500 kWh por ano, seja devido a gaming, streaming ou simples utilização de muitos equipamentos. O plano tem um preço base mais elevado, pelo que pode acabar por não compensar para quem tenha um consumo reduzido. A campanha utiliza vários elementos associados à cultura gaming, incluindo comparações com a estabilidade de um "servidor favorito" e marketing através de streamers. É mais um exemplo de como as empresas tentam aproximar os seus produtos deste mercado, que já vai muito além de placas gráficas, periféricos e cadeiras. No entanto, neste caso, o objectivo é simplesmente encontrar consumidores que gastam bastante energia, independentemente de serem gamers ou não.

Note-se que não é o único caso de empresas a fornecerem electricidade "especial". No Japão já falamos dos casos em que alguns clientes pagaram por postes de electricidade privados, para terem electricidade mais pura e livre de interefrências, para desfrutarem de um som audiófilo! Acho que será apenas uma questão de tempo até que algum comercializador de electricidade comece a vender electricidade gaming que diga ser mais rápida e que reduza o lag nos jogos online!

№ 10

Google Japão mostra teclado com teclas rolantes

Da Google Japão chega-nos mais um teclado pouco prático mas engraçado, desta vez com teclas móveis montadas em fileiras rolantes.

Não sei porquê, mas a Google Japão tem um fascínio pela criação de teclados. No passado já nos mostrou um teclado Gboard físico, um teclado bubble wrap de rebentar bolhas, e até um teclado sem teclas.

Desta vez, mesmo não sendo 1 de Abril, traz-nos o teclado Gboard Conveyor Belt Version, em que as teclas estão permanentemente a rodar, sendo preciso apanhá-las no momento certo. Para escrever mais rápido bastará acelerar a velocidade de transporte das teclas!


Com um pouco de cuidado quase que se tornaria num interface perfeito para jogar aqueles jogos de música com notas a cair e em que temos que clicar nos botões no momento certo!

Isto... ou então o Japão está a expandir o dia 1 de Abril para que se aplique a todos os dias do ano...

№ 11

Figure destrói os seus robots ao estilo Terminator

A Figure replicou na vida real a icónica cena do Terminator 2, fazendo os seus robots humanóide F.02 saltarem para uma fornalha de metal derretido.

Como forma de subir um pouco no ranking dos tópicos faladas na net, a Figure decidiu transformar o processo de desactivação dos seus antigos robots humanóides F.02 num espectáculo visual. A empresa fez os seus robots saltarem literalmente para uma fornalha, numa cena inspirada no Terminator 2 - com a justificação, tal como no filme, de que era a "única forma" de garantir que os componentes proprietários não acabavam nas mãos de terceiros. A ideia incial partiu precisamente do "Mr. Terminator" ele mesmo, sendo Arnold Schwarzenegger a sugerir a ideia, e a celebrar a sua conclusão com um apropriado "Hasta la vista, F.02"

A Figure teve que fazer tudo isto na Finlândia, já que as fundições contactadas nos Estados Unidos e no México recusarem receber robots equipados com baterias de iões de lítio. O desafio seguinte foi ensinar os F.02 a saltar com precisão para dentro da fornalha, algo que a empresa treinou recorrendo a simulações e saltos de teste com airbags.

F.02 Decommission https://t.co/NAJsRpplR8

— Figure (@Figure_robot) September 30, 2026

Here are some of the behind the scenes for the F.02 Decommission To be clear: we actually trained our robots to jump autonomously, shipped them to Finland, and had them leap into a vat of molten steel https://t.co/snm3Mz2v8z

— Brett Adcock (@adcock_brett) September 30, 2026
Na fundição, apesar das temperaturas extremas e dos intensos campos electromagnéticos, os F.02 conseguiram executar os seus programas e completar o objectivo - mesmo com câmaras e outros equipamentos electrónicos a falhar devido às condições extremas.

O metal resultante não foi simplesmente descartado. A Figure enviou as barras de aço de volta para os Estados Unidos, onde estão a ser transformadas numa edição limitada de objectos comemorativos dos F.02. Assim, em vez de simplesmente desaparecerem, os robots acabaram por ser reciclados numa pequena parte da história da empresa.

№ 12

Troca da película do iPhone Duo vai custar $19 na Apple

A Apple vai disponibilizar um serviço de substituição da película de protecção do ecrã dobrável do iPhone Duo, e a preço reduzido.

A Apple confirmou que a camada de protecção do ecrã interior do iPhone Duo poderá ser removida e substituída. Uma informação que poderá sossegar aqueles que se preocupavam com os eventuais riscos de unhas ou desgaste de uso, já que se trata de uma película com nanotextura para reduzir os brilhos.

Esta camada tem uma função importante no design do equipamento, já que ajuda a disfarçar a dobra existente no centro do ecrã dobrável. Como seria de imaginar, a Apple assegura ter feito um trabalho significativo de engenharia para garantir que o material se mantém em boas condições durante o maior período possível, mas reconhece que a película continuará a sofrer desgaste com o uso, podendo tornar a dobra mais visível ao longo do tempo.
Nos Estados Unidos, a Apple anunciou que o serviço de substituição da película custará apenas 19 dólares, mas há que referir que este preço é para os subscritores dos planos AppleCare+. O preço para clientes sem cobertura ainda não foi divulgado, sendo de esperar que seja substancialmente mais caro.

Fica também por esclarecer se esta substituição ficará reservado às Apple Stores e Apple Authorized Service Providers, ou se será um procedimento que os utilizadores possam fazer por si mesmos, se assim o desejarem (embora seja discutível se haverá muitos clientes dispostos a arriscar danificar o ecrã de um iPhone cujo preço começa nos 2.400 euros).

№ 13

Raspberry Pi de 2GB volta a aumentar

O popular Raspberry Pi volta a sofrer aumentos devido ao custo da RAM, desta vez afectando as versões de 2 GB.

O aumento do custo das memórias RAM tem afectado tudo e todos, e os Raspberry Pi - outrora conhecidos por serem extremamente económicos - não escapam. A Raspberry Pi anunciou novos aumentos de preços para as versões de 2 GB do Raspberry Pi 4 e Raspberry Pi 5. A empresa explica que a situação se tornou insustentável e que não consegue manter os preços anteriores, depois de ter conseguido evitar aumentos nestes modelos durante a última revisão, em Abril.

A partir de agora, o Raspberry Pi 4 de 2 GB passa a custar 67,50 dólares, enquanto o Raspberry Pi 5 de 2 GB sobe para 77,50 dólares. Em ambos os casos, o aumento é de 12,50 dólares. Os restantes modelos não são afectados por esta alteração, incluindo as versões de 1 GB do Raspberry Pi 4 e Pi 5 e os Compute Module 4 e 5 com 2 GB.

A recomendação é a de que os clientes escolham os Raspberry Pi com memória adequada às suas necessidades, para não estarem a pagar mais; e termina com a esperança de que os preços da memória acabem por baixar e possam voltar as preços anteriores. Uma esperança que infelizmente poderá demorar anos a acontecer, e que poderá não agradar a todos os fãs que se sentiram traídos pelo bloqueio da troca de RAM nos RPI. Por outro lado, as opções alternativas também se vão reduzindo devido ao custo da RAM.

№ 14

Telescópio espacial Nancy Grace Roman poupou combustível para 20 anos

O lançamento do telescópio espacial Nancy Grace Roman correu de forma tão perfeita que permitiu poupar combustível para mais de 20 anos de operação.

O Nancy Grace Roman foi lançado em Agosto e, apesar de ser o primeiro telescópio espacial a ter sido concebido para permitir operações de reabastecimento, as coisas parecem ter corrido da melhor forma possível.

O Nancy Grace Roman Space Telescope poderá operar durante pelo menos 22 anos, mais do dobro do que a NASA inicialmente previa. O observatório foi lançado com combustível suficiente para uma missão de cinco anos, com possibilidade de extensão por mais cinco, mas a trajectória extremamente precisa do lançamento permitiu poupar uma quantidade significativa do mesmo. O lançamento colocou o Roman numa trajectória tão precisa que a primeira grande correcção de curso consumiu apenas cerca de 18 kg de hidrazina, muito abaixo dos 200 kg inicialmente previstos para essa manobra. O telescópio também acabou por pesar cerca de duas toneladas a menos que o limite para o lançamento, permitindo à equipa carregar os quatro depósitos de combustível até à sua capacidade total.

O Roman vai viajar até ao ponto L2, onde deverá entrar numa órbita em torno do ponto de equilíbrio gravitacional entre a Terra e o Sol. A missão terá como objectivo estudar algumas das maiores estruturas do Universo, incluindo galáxias, matéria escura e energia escura. O seu Wide Field Instrument conta com 18 detectores de infravermelhos e pode observar uma área do céu cerca de 100 vezes maior do que o Hubble, com uma resolução semelhante.

A maior autonomia também reduz a necessidade de uma futura missão de reabastecimento. O telescópio inclui um sistema de acoplamento e componentes preparados para uma eventual missão robótica de manutenção. Para já, todos os principais sistemas estão a funcionar como previsto, incluindo os 18 detectores do instrumento principal e o coronagraph destinado a observar directamente exoplanetas. Com as próximas correcções de trajectória consumam menos combustível que o previsto, a NASA poderá ganhar ainda mais alguns anos de operação científica.

№ 15

Comma.ai sob investigação após acidentes mortais

A Comma.ai quer facilitar o acesso aos sistemas de condução autónoma, mas está também sujeita à responsabilização quando as coisas correm mal.

A autoridade rodoviária norte-americana NHTSA abriu uma investigação aos sistemas de condução autónoma open-source da comma.ai, depois de ter registado cinco acidentes envolvendo veículos equipados com estes dispositivos. Segundo a informação disponível, os carros colidiram com veículos parados ou que circulavam lentamente. Estes acidentes provocaram três mortes e 11 feridos, alguns deles com gravidade. A investigação pretende perceber se os sistemas conseguem detectar e reagir adequadamente a obstáculos na trajectória.

A comma.ai desenvolve o openpilot, um sistema de assistência à condução que pode acrescentar funcionalidades como lane centering e adaptive cruise a veículos compatíveis. A empresa diz que o seu hardware funciona com mais de 350 modelos de 27 marcas, e que é actualmente usado em mais de 30.000 veículos. Ao estilo do FSD da Tesla, trata-se de um sistema de assistência de nível 2 que exige que o condutor permaneça atento e pronto a assumir o controlo.

A principal preocupação da NHTSA está relacionada com a capacidade do sistema para reconhecer veículos parados ou lentos. Pelo menos dois dos cinco acidentes envolveram veículos imobilizados, incluindo um veículo de emergência cujo acidente resultou em três mortes. Noutro caso, o veículo equipado com comma.ai embateu num automóvel que estava a entrar na faixa de rodagem. A agência também pretende determinar que versão do software estava instalada em cada veículo, uma vez que pelo menos dois acidentes envolveram versões modificadas do openpilot, incluindo o caso fatal.

Curiosamente, também a Tesla já enfrentou problemas idênticos com o FSD. Neste caso, o objetivo nesta fase é recolher informação sobre os acidentes, analisar o comportamento do sistema, e determinar se existe um problema de segurança que justifique uma investigação mais aprofundada ou outras medidas. A comma.ai continua a disponibilizar o openpilot como software open source e recomenda que os utilizadores mantenham o sistema actualizado e a atenção permanente enquanto conduzem.

№ 16

Corrida autónoma A2RL em Imola termina com apenas 2 carros

Demonstrando a complexidade da criação de sistemas de condução autónomos em ambientes de corrida, apenas 2 dos 5 carros terminaram uma prova em Imola, com dois deles a terem colidido.

Dois carros de competição autónomos chocaram durante uma corrida a alta velocidade no circuito de Imola, em Itália, num dos momentos mais marcantes da mais recente prova da Abu Dhabi Autonomous Racing League (A2RL). Um carro da PoliMove embateu no veículo da Unimore na zona de Rivazza, uma sequência de curvas particularmente difícil. Dos cinco carros que chegaram à final, apenas dois conseguiram terminar a corrida, mostrando de forma bastante clara os limites ainda existentes da condução autónoma em situações extremas.

O acidente aconteceu depois de o carro da Unimore perder os dados dos sensores LiDAR e radar e activar uma paragem de segurança. Sem informação suficiente para determinar a sua posição com precisão, o veículo não conseguiu continuar a alta velocidade. O carro da PoliMove detectou o obstáculo e iniciou uma manobra evasiva, mas estava apenas 1,5 segundos atrás. Com a travagem da Unimore a atingir cerca de 1 g, não teve tempo nem espaço suficientes para evitar a colisão (podem vÊ-lo no vídeo que se segue, aos 29m10s).


Outro carro, da equipa TUM, também abandonou antes da partida devido a uma falha mecânica no travão traseiro. Estes incidentes mostram que tornar os carros autónomos mais rápidos não depende apenas de processadores ou algoritmos mais avançados. Um sistema pode detectar um perigo, tomar a decisão correcta, e iniciar uma manobra de emergência, mas num cenário de corrida dde alta velocidade, pode não ter tempo suficiente para evitar um acidente. Da mesma forma, uma falha mecânica pode deixar inutilizado até o software mais sofisticado.

É precisamente por isso que competições como a A2RL são importantes para o desenvolvimento da condução autónoma. As corridas permitem testar sensores, localização, previsão de movimentos e controlo do veículo a velocidades elevadas, sem colocar um piloto humano em risco. Situações como perda de sensores, curvas sem visibilidade, travagens inesperadas e falhas mecânicas criam casos que podem ajudar a desenvolver sistemas mais resistentes para utilização no mundo real. A próxima prova poderá tornar o desafio ainda maior, com mais carros, menos tempo de testes ou até restrições o uso de GPS.

№ 17

Sideloading no Android fica mais complicado

Com as novas regras, instalar directamente apps (sideloading) num dispositivo Android fica um pouco mais complicado.

A Google começou a aplicar as novas regras de Developer Verification no Android, limitando a instalação de apps de programadores não verificados em dispositivos com Google Play Services. A primeira fase arrancou no Brasil, Indonésia, Singapura e Tailândia, abrangendo apps distribuídas através de determinadas lojas, com a implementação global a estar prevista para 2027. Mas, por enquanto, os utilizadores continuam a poder instalar apps não verificadas fora dessas lojas.

As novas regras não afectam apenas apps de origem potencialmente duvidosa. Apps distribuídos através de plataformas como o GitHub e F-Droid ou aplicações modificadas pela comunidade também podem ser considerados não-verificados. No caso das apps já instaladas antes da entrada em vigor das restrições, continuam a funcionar mas futuras actualizações podem exigir que o utilizador siga um dos novos processos de instalação.
Para os utilizadores avançados existem várias alternativas. A própria Google disponibiliza o Advanced Flow, que exige activar as Developer Options, autorizar apps de programadores não verificados, reiniciar o dispositivo e aguardar 24 horas antes de concluir o processo (processo desenhado para dar um período de reflexão em casos de ataques fraudulentos em que os atacantes dessem instruções para tal). Outra opção é utilizar o ADB, que permite instalar APKs sem qualquer período de espera, ou usar ferramentas como o Shizuku, embora isso seja mais adequado para utilizadores avançados - isto sem esquecer que, nos dispositivos com root, também se continua a manter total controlo sobre o dispositivo. Os utilizadores de custom ROMs, como o GrapheneOS ou LineageOS, também ficam fora do sistema de Developer Verification da Google.

Depois de concluir o Advanced Flow, não é necessário manter as Developer Options activadas para manter a autorização escolhida e instalar apps via sideloading. Para a maioria dos utilizadores, que instala apps através da Play Store e de outras lojas suportadas, não haverá qualquer mudança perceptível. Para quem recorre frequentemente de sideloading, haverá alguns ajustes; sendo que, na maioria dos casos, bastará ter a paciência para aguardar 24h na activação dessa opção - que basta ser feita apenas uma única vez.

№ 18

Home Assistant Cloud passa a Home Assistant Link

O Home Asistant Cloud muda de nome para Home Assistant Link, mas mantém as funcionalidades e os mesmos princípios.

A Nabu Casa decidiu mudar o nome do Home Assistant Cloud para Home Assistant Link, numa tentativa de deixar mais claro como o serviço funciona. A empresa considera que o termo "cloud" ganhou conotação negativa nos últimos anos devido a serviços obrigatórios, aumentos de preços, dependências, e preocupações relacionadas com a utilização de dados. O novo nome pretende reforçar a ideia de que o serviço é totalmente opcional e serve, sobretudo, para ligar o Home Assistant a serviços online.

O Home Assistant Link permite aceder remotamente ao sistema a partir de qualquer local de forma fácil, integrar o Home Assistant com plataformas como Alexa e Google Home, utilizar serviços online de speech-to-text, e guardar backups na Internet. No entanto, a plataforma continua a funcionar localmente sem o Link. Se uma subscrição for cancelada, as funcionalidades essenciais de smart home continuam disponíveis - embora algumas funcionalidades adicionais deixem de funcionar.
A privacidade é também uma das principais diferenças destacadas pela Nabu Casa. A empresa garante que os dados utilizados através do Link são encriptados e que apenas o utilizador possui a chave necessária para lhes aceder. O modelo de subscrição serve ainda para financiar o desenvolvimento do Home Assistant, com a maioria dos lucros a ser direccionada para a Open Home Foundation, que apoia o projecto e o seu ecossistema open source.

A mudança de nome deverá tornar-se oficial com o lançamento da versão Home Assistant 2026.12, prevista para Dezembro. Entretanto, a Nabu Casa está a fazer outras melhorias no serviço, incluindo uma nova área de gestão de contas, ferramentas de configuração mais simples, funcionalidades experimentais de speech-to-text e uma nova infraestrutura para tornar o acesso remoto mais rápido. Apesar do novo nome, a ideia central mantém-se: proporcionar uma ligação opcional entre o Home Assistant local e serviços online, sem obrigar os utilizadores a depender da cloud.

№ 19

Robot Atlas tem novas mãos

A Boston Dynamics partilhou detalhes sobre as novas mãos que criou para o robot humanóide Atlas, com apenas quatro dedos.

A nova geração do robot humanoide Atlas recebeu uma mão completamente redesenhada, criada para combinar destreza, força e resistência em tarefas físicas reais. Em vez de tentar replicar todos os movimentos de uma mão humana, a abordagem aposta no compromisso entre capacidade, custo, fiabilidade e facilidade de produção. A nova mão tem quatro dedos e 13 graus de liberdade (DOF), com accionamento directo e actuadores protegidos no interior da estrutura (em oposição aos sistemas de motores exteriores e cabos, que replicam os tendões e músculos humanos).

Apesar de ter menos um dedo do que uma mão humana - durante o desenvolvimento os engenheiros passaram alguns dias com o dedo mindinho colado ao dedo anelar com fita cola, e chegaram à conclusão que "não faz falta" - o sistema foi concebido para realizar movimentos bastante complexos. O polegar tem quatro graus de liberdade e uma configuração mais próxima da anatomia humana, enquanto os restantes dedos têm três graus de liberdade cada. Isto permite realizar diferentes tipos de pinças, reposicionar objectos na própria mão, e utilizar ferramentas como berbequins, aparafusadoras, rebarbadoras, pistolas de pregos e tochas de soldadura.



A mão também inclui sensores de pressão distribuídos pelas pontas dos dedos e pela palma, complementando os sensores internos que permitem ao robot perceber a posição e o movimento das articulações. A estrutura foi desenvolvida para ser facilmente simulada, permitindo treinar comportamentos através de reinforcement learning (RL) e depois transferi-los para o hardware real.

A opção por quatro dedos é deliberada: acrescentar um quinto dedo exigiria mais três atuadores, aumentando o custo, o volume, a complexidade e o número de componentes que poderiam falhar. A ideia é criar uma mão suficientemente versátil para ambientes industriais e logísticos, mas simples o suficiente para ser produzida em grande escala.

Dito isto, a Boston Dynamics relembra que as mãos não são um substituto para a utilização de manipuladores criados especificamente para as tarefas a desempenhar. Haverá situações em que continuará a ser mais prático ter os robots equipados com pinças ou outros mecanismos, que serão mais fiáveis e económicos para tipos de trabalho específicos.

№ 20

Nova Iorque implementa "Click to Cancel"

Os serviços de subscrição ficam obrigados a disponibilizar uma forma fácil de cancelar o serviço em Nova Iorque.

Entrou em vigor em Nova Iorque uma nova regra conhecida como "Click-to-Cancel", que obriga os serviços de subscrição a tornar o cancelamento tão simples quanto o processo de adesão.

Na prática, uma empresa que permita iniciar uma subscrição online terá também que o permitir cancelar da mesma forma, ficando proibida de exigir procedimentos adicionais como telefonar ou deslocar-se fisicamente às suas instalações para o processo de cancelamento.
As empresas passam também a ter de apresentar informações mais claras sobre as condições das subscrições, incluindo preços, renovações automáticas, e direitos de cancelamento. Desta forma, os clientes e consumidores deverão conseguir perceber melhor quando e como uma subscrição será renovada e quais os passos necessários para a terminar.

Nova Iorque é primeira cidade nos Estados Unidos a lançar este requisito para serviços de subscrição. Resta esperar que a medida contagie o resto do mundo, para obrigar as empresas a fazer algo que deveriam ter feito logo desde o momento que permitiram a subscrição fácil.