PlanetGeek
№ 01

Edge deixa de manter passwords visíveis em RAM

Depois de tentar desvalorizar o assunto, a Microsoft vai deixar de expor as passwords em RAM no Edge.

A Microsoft decidiu alterar o funcionamento do gestor de passwords do Edge depois de críticas relacionadas com a forma como o browser armazenava palavras-passe em memória. A polémica surgiu após um investigador de segurança demonstrar que credenciais guardadas no Edge podiam ser extraídas directamente da RAM caso o computador estivesse comprometido por malware.

O Edge deixará de carregar automaticamente todas as passwords na memória durante o arranque do browser. Em vez disso, as credenciais serão desencriptadas apenas no momento em que forem necessárias para preencher formulários ou iniciar sessão em websites, sendo removidas da memória logo após utilização.
O problema foi identificado pelo investigador Tom Rønning, que afirmou que o Edge era o único browser baseado em Chromium a manter passwords desencriptadas continuamente em memória. Browsers como o Chrome, e outros, apenas desencriptam credenciais quando realmente necessário, reduzindo a superfície de ataque em caso de infecção por malware.

A Microsoft defendeu inicialmente que o cenário exigia já acesso ao computador por parte de malware, mas acabou por recuar após as críticas da comunidade de segurança. Agora diz que a alteração faz parte do "esforço contínuo para reforçar a segurança do Windows e do Edge", referindo também que irá rever a forma como responde a relatórios de investigadores de segurança no futuro.

№ 02

Amazon abandona Kindles mais antigos

Os utilizadores com Kindles mais antigos perdem o suporte a 20 de Maio, levando a que muitos deles tenham que recorrer ao "jailbreak" para se manterem funcionais.

A Amazon vai terminar o suporte técnico para vários modelos antigos do Kindle a partir de 20 de Maio de 2026, levando muitos utilizadores a procurar alternativas para manter os dispositivos vivos. Entre os modelos afectados estão os primeiros Kindle, Kindle DX, Kindle Keyboard, Kindle Touch, Paperwhite original e alguns tablets Kindle Fire mais antigos.

Depois do fim do suporte, estes dispositivos continuarão a permitir a leitura de livros já descarregados, mas as funcionalidades ligadas à cloud e aos serviços online da Amazon deixarão de funcionar. Isto tem reacendido o interesse em "jailbreaks" dos Kindle, para instalar software alternativo e escapar às limitações impostas pela Amazon.
Uma das soluções mais populares entre a comunidade é o KOReader, uma aplicação alternativa que oferece mais opções de personalização, suporte para formatos adicionais, estatísticas de leitura, e maior controlo sobre a experiência de leitura. Muitos utilizadores descrevem o jailbreak como uma forma de dar uma segunda vida aos Kindle, algo que acaba por ser "forçado" pelo fim do suporte da Amazon.


Apesar das vantagens, o processo traz os riscos habituais. Instalar software não oficial pode causar instabilidade, problemas de bateria ou até inutilizar permanentemente o dispositivo em casos mais graves. Ainda assim, este episódio levanta novamente o debate sobre a longevidade dos equipamentos tecnológicos modernos e a dependência crescente de serviços online para manter produtos funcionais após a compra.

Desta vez, falta saber se o intuito da Amazon de levar os clientes a comprarem Kindles mais recentes não tem o efeito oposto, levando os clientes a descobrirem que ficam melhor servidos com as opções "jailbreak".

№ 03

Kit Philips Hue com bridge Pro e smart button a €175

Quem se quiser iniciar no universo da iluminação Philips Hue, pode optar por este kit com lâmpadas, bridge Pro e botão wireless.

Automatizar a iluminação é, quase sempre, aquilo que a maioria das pessoas começa por fazer em suas casas; ou que mais rapidamente associa às "casas inteligentes". E de facto, é extremamente cómodo deixar de fazer todas aquelas pequenas rotinas diárias, em que já nem pensamos, a não ser quando nos esquecemos de algo - com deixar alguma luz ligada a noite toda, ou dia todo. E embora não sejam as mais económicas (algo que começa a mudar com a mais recente geração de lâmpadas), as lâmpadas Philips Hue continuam a ser das mais populares e apreciadas. E um starter kit como este, representa um excelente ponto de partida para quem se quiser aventurar neste mundo.
Este starter kit Philips Hue com bridge Pro, três lâmpadas, e smart button, está disponível por 175 euros na Amazon Espanha.

As lâmpadas e acessórios Philips Hue comunicam através de Zigbee (embora as mais recentes também funcionem via Bluetooth) e por isso é necessário uma bridge / hub para fazer a comunicação. Mas o processo de instalação e configuração é extremamente fácil, com a app a dar assistência passo a passo - e neste caso, ficamos já com a mais recente geração Hue Bridge Pro, com capacidade acrescida. Nem sequer fica esquecido que por vezes, a melhor forma de controlar algo é mesmo com um botão e não via app, com um pequeno smart button que podemos colocar em qualquer lado.

Depois, entre automatizações directamente na app, ou através de integração com o IFTTT, ou assistentes como o Google Assistant, ou até com o Spotify, todas as lâmpadas passam a estar sob nosso total controlo, até mesmo quando se está fora de casa. E depois é só ir adicionando o que se quer, como sensores de movimento, botões dimmer, luzes exteriores, etc. etc. E sem esquecer da compatibilidade assegurada com o Matter.


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№ 04

Análise ao Oppo Reno 15 Pro 5G

O Oppo Reno 15 Pro 5G chega com grande aposta na melhoria das capacidades fotográficas, com nova câmara principal de 200MP e tamanho mais compacto.

O Oppo Reno 15 Pro 5G

O Reno 15 Pro 5G é um smartphone curioso, em que a Oppo fez algumas decisões curiosas - e incomuns. Face à anterior geração, o Reno 15 Pro 5G contraria a tendência de crescimento habitual e reduziu o ecrã de 6.83" para 6.32", o que o torna bastante mais compacto e manejável. O peso baixa dos 201 g para os 187 g, e não deixa de ser de destacar que a bateria se mantém intocada nos 6200 mAh. A grande surpresa é que a Oppo optou por lançar o Reno 15 Pro 5G precisamente com o mesmo chipset já usado no Reno 14 Pro: o mesmo Mediatek Dimensity 8450 (4nm) acompanhado por 12GB de RAM. Isto faz com que a grande melhoria deste modelo sejam as câmaras, mais concretamente a câmara principal que passa de 50MP para 200MP, a par das restantes 50MP telefoto, 50MP ultrawide, e 50MP frontal.

A nível da qualidade de ecrã e de fabrico, não há nada a apontar, sendo aquilo que se esperaria de um smartphone da gama média-alta.
Um pequeno detalhe que (pessoalmente) me irrita, é a de termos um protector de ecrã pré-instalado. Acho que nesta gama de dispositivos as marcas deviam investir num ecrã com vidro que oferecesse protecção adequada sem ter que recorrer a películas. Mas, sei que muita gente não abdica da película, pelo que se torna num elemento de preferência pessoal.


As câmaras

Com a câmara a ser a grande alteração neste modelo, superando até (em resolução) o conjunto disponibilizado no Find X9, começamos por aqui.
A app mantém a estrutura habitual utilizada pela maioria dos fabricantes Android, disponibilizando uma série de modos - incluindo um modo "Pro" com acesso a todas as definições que se possa desejar. Dito isto, a maioria das pessoas contentar-se-á com o habitual: apontar, ajustar o zoom, e disparar.
A qualidade está ao nível do que se esperaria, resultando em fotos bem expostas e com detalhe adequado. Ainda assim, os modos de "mega-zoom" digital acabam por ser uma mera curiosidade, já que perdem todo o detalhe - levantando até a questão se fazem razão de existir (certamente o marketing dirá que sim, para poder anunciar coisas como "zoom até 100x", apesar de na prática só ser utilizável algo como os 30x).


Em funcionamento

Em funcionamento, o Reno 15 Pro 5G também não traz grandes surpresas, nem negativas nem positivas. As coisas decorrem com fluidez suficiente para tirar partido do seu ecrã de 120Hz, e a bateria de 6200mAh assegura que poderá ser usado sem grandes preocupações com a autonomia. Ainda a propósito da bateria, o smartphone suporta bypass charging, o que será vantajoso para quem gosta de jogar durante horas com o smartphone ligado ao carregador, sem dar uso à bateria. Pena é que não venha com um chipset actualizado.
É também criticável que a Oppo continue a incluir toda uma série de jogos e apps pré-instalados (o chamado bloatware), que aqui incluem apps como o Facebook, Instagram, TikTok, LinkedIn, Temu, Spotify, Autodoc, e outras. É certo que podemos desinstalá-las, mas não deixa de ser um passo que deveria ser desnecessário. Mais uma vez, relembro que não estamos a falar de um smartphone de 100 ou 200 euros, onde isso poderia ser usado com a desculpa do preço reduzido, mas sim de um smartphone que custa perto de 800 euros.
Tirando isso, o ColorOS é um Android bastante limpo e fluido, e que se mantém bastante próximo do uso do Android standard - com alguns acrescentos como uma dock com atalhos para apps de acesso rápido. Tem também a promessa de cinco anos de actualizações de sistema e seis anos de actualizações de segurança.


Apreciação final

O Oppo Reno 15 Pro 5G parece ser um smartphone feito a pedido para quem está frustrado com o tamanho dos smartphones topo de gama. A redução do ecrã faz com que se torne num smartphone bastante mais fácil de usar no dia a dia, e isto não abdicando de uma bateria bastante generosa de 6200mAh (com carregamento SuperVOOC de 80W) nem da protecção IP68/69. As melhorias nas câmaras também serão bem recebidas - a grande questão é saber se isso será suficiente para fazer esquecer o uso do mesmo chipset usado no Reno 14 Pro.

A Oppo também fornece toda uma série de funcionalidades AI, mas que ficam dependentes do uso de uma conta Oppo - algo que acaba por ser cada vez mais comum, já que todas as marcas fazem os possíveis por "obrigar" os clientes a criarem conta nos seus respectivos serviços.

A experiência com o Reno 15 Pro 5G é maioritariamente positiva, pelo - tendo em conta que pode ser encontrado abaixo dos 800 euros - sai daqui com um "Quente".


Oppo Reno 15 Pro 5G
Quente
Prós
  • Tamanho compacto
  • Câmaras
  • Bateria de 6200 mAh

Contras

  • Chipset igual ao Reno 14 Pro
  • Falta de carregamento wireless
  • Bloatware de apps pré-instaladas


Oppo Reno 15 Pro 5G

Quente (4/5)
№ 05

Windows 11 ganha barra de Start em qualquer lado

As versões de teste do Windows 11 já têm acesso à barra de Start redimensionável e reposicionável em qualquer lado do ecrã.

A Microsoft está finalmente a trazer de volta várias opções de personalização para o Windows 11, incluindo mudanças importantes na Taskbar e no menu Iniciar. Estas alterações chegaram aos utilizadores Insider e às versões experimentais do sistema, com distribuição mais ampla prevista para os próximos meses.

Uma das maiores alterações é o regresso da possibilidade de mover a Taskbar para diferentes posições do ecrã. Os utilizadores poderão voltar a colocar a barra no topo do ecrã, de lado, ou manter a posição tradicional em baixo. Recorde-se que isto era algo que era possível nos Windows mais antigos, mas que a MS removeu no Windows 11. Também será possível alterar o alinhamento dos ícones e activar uma Taskbar mais compacta para ganhar espaço útil no ecrã.
O menu Iniciar também recebe melhorias na personalização. A Microsoft vai permitir esconder secções específicas, além de oferecer controlo independente sobre recomendações de ficheiros recentes. Os utilizadores poderão ainda escolher diferentes tamanhos para o menu Iniciar e esconder o nome e fotografia de perfil para maior privacidade durante partilhas de ecrã ou apresentações.
Isto eram coisas que, anteriormente, a MS tentou descartar dizendo que eram alterações "extremamente complexas" - apesar de coisas como o reposicionamento e redimensionamento da taskbar serem coisas que existiam nas versões anteriores - agora, felizmente, a Microsoft parece ter decidido dar prioridade aos pedidos dos utilizadores em vez de se focar nas desculpas. Resta esperar que, até que isto chegue ao Windows público, os utilizadores não se esqueçam que esta capacidade existia e poderá voltar a ser usada.

№ 06

X muda regras e desvaloriza publicações frequentes

O X revelou as mais recentes alterações ao seu algoritmo, revelando que passou a penalizar quem publicar múltiplas vezes por dia.

O X (eterno Twitter para os veteranos), faz questão de referir que é a única rede social "totalmente transparente" por publicar o seu algoritmo como open-source. Isto, apesar de todas as dúvidas e acusações de que continua a privilegiar algumas contas especiais, como a de Elon Musk, que parece estar imune às regras que aplica aos outros.

De qualquer forma, com a mais recente alteração do algoritmo, descobrem-se novas regras a seguir caso não se queira ser prejudicado. Depois de no passado já se terem penalizado as publicações com links (levando à táctica idiota de publicar um curto resumo e depois colocar o link num comentário a essa publicação), agora a nova vítima são os publicadores frequentes.

Fazer mais de quatro publicações por dia garante que essas publicações fiquem escondidas do público em geral. E também são (supostamente) penalizadas as republições, e até publicações que tenham likes por pessoas que não comentem / respondam.
Apesar das promessas de "praça pública", o X continua a decidir unilateralmente aquilo que os seus utilizadores devem fazer (se quiserem ter visibilidade na plataforma). Por um lado, está no seu direito, e é certo que os utilizadores podem simplesmente ignorar o algoritmo e optar pelo feed "following" que mostra as pessoas que seguem, sem intereferências; por outro lado, não deixa de ser triste que desincentive o uso do do feed "sugerido" que, por vezes, permite descobrir conteúdos interessantes. E se por um lado justifica estas alterações para ser uma rede "de maior qualidade", essa desculpa cai por terra quando, nos vídeos, adopta uma postura totalmente à TikTok, impingindo vídeos "virais" com o único propósito de tentar manter o utilizador agarrado à app por mais alguns minutos.

Enquanto isso, para lidar com o problema dos bots e spam - que Elon Musk tem dito que é um "problema resolvido" desde o momento que comprou o Twitter, há anos - o X aplicou novos limites. Nas contas não verificadas (gratuitas) passa a haver um limite de 50 publicações e 200 respostas por dia, e 500 mensagens directas. Essas contas também só podem seguir um máximo de 5000 pessoas. Adicionalmente, há um novo sistema que pode pedir verificação biométrica da palma das mãos, para contas suspeitas de violar os termos de serviço.

Enquanto isso, todos os bots e spam de contas "verificadas" (pagas) parece continuar a ter caminho livre para inundar a rede como tem feito. Aparentemente, nem com toda a mega-inteligência do Grok o X consegue diferenciar utilizadores reais dos bots e spam.

Se andarem por lá, podem encontrar-me em @ptnik (a conta do AadM caiu em desuso devido às dificuldades que o X criou para as publicações automáticas), sendo recomendável usarem a tab "following" em vez da "for you" decidida pelo algoritmo.

№ 07

Google Messages vai perder emparelhamento via QR Code?

Os utilizadores poderão deixar de usar o método do QR Code para ligar o Google Messages aos seus computadores.

A Google está prestes a eliminar uma das formas mais simples de ligar o Google Messages ao computador. A empresa começou a remover o sistema de emparelhamento através de QR code, obrigando gradualmente os utilizadores a iniciar sessão com a conta Google para usar o serviço na web.

A mudança foi descoberta na versão beta mais recente da aplicação Google Messages para Android, onde a opção de cósigo QR desapareceu completamente. Embora o QR code ainda continue visível na versão web, os utilizadores já não conseguem fazer o emparelhamento tradicional através do smartphone.
Até agora, o método por QR code era uma das funcionalidades mais práticas do Google Messages, permitindo ligar rapidamente o telemóvel ao computador sem necessidade de passwords ou login adicional. Com o seu desaparecimento, o acesso ao serviço passará a depender exclusivamente da autenticação através da conta Google.

A Google ainda não revelou quando a remoção será definitiva para todos os utilizadores, mas tudo indica que a empresa pretende abandonar completamente o sistema antigo nas próximas semanas ou meses. A alteração aproxima o Google Messages de outros serviços da empresa que já dependem totalmente do ecossistema Google e da sincronização baseada em conta.

№ 08

Earphones CMF by Nothing Buds Pro 2 a €50

Quem for fã dos auriculares bluetooth de tamanho diminuto tem uma gama crescente de opções, onde se incluem estes CMF Buds Pro 2.

A remoção das fichas de 3.5mm dos smartphones, em tempos uma ficha comum mas que agora se tornou uma raridade, tem obrigado os utilizadores a trocar os seus headphones e earphones com cabo por versões wireless Bluetooth. Embora a oferta nesta área tenha tido um crescimento explosivo nos últimos anos graças a isto, há também uma enorme variedade em termos de qualidade - a todos os níveis - mesmo entre produtos na mesma gama de preços. Modelos como estes CMF by Nothing Buds Pro 2 têm sido dos que mais se destacam na relação qualidade / preço, com protecção IP55 contra água e pó, Bluetooth 5.3, e autonomia de até 43 horas.
Os CMF by Nothing Buds Pro 2 estão disponíveis por 50 euros na Amazon Espanha.

Estes earphones suportam o mais recente Bluetooth 5.3, LDAC oara música com a máxima qualidade, e o cada vez mais indispensável modo de cancelamento de ruído, perfeito para quem procura a máxima concentração livre do barulho ambiente. Também como é habitual neste tipo de produtos, a sua caixa de transporte tem uma bateria interna e permite recarregá-los sempre que lá são colocados - a que se junta um original e prático botão rotativo para ajustes rápidos. Desta forma, a sua autonomia de 11 horas pode ser expandida até um total de 43 horas. Também não terão problemas em enfrentar chuva ou sessões de treino mais intenso, graças à sua protecção IPX5; nem de lidar com atraso do som nos jogos graças a um modo especial de baixa latência.


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№ 09

Google prepara importação e exportação de passkeys

O Google Password Manager vai facilitar o processo de importar e exportar passkeys, facilitando o uso das mesmas como alternativa às passwords.

A Google está a preparar a importação e exportação de passkeys no Google Password Manager para Android. A capacidade ainda não foi anunciada oficialmente, mas foi encontrada em versões recentes da aplicação e poderá facilitar bastante a migração de credenciais entre dispositivos e gestores de passwords.

As passkeys são apresentadas como a alternativa mais segura (e simples) às passwords tradicionais, utilizando chaves criptográficas armazenadas localmente no dispositivo. Em vez de memorizar passwords, o utilizador apenas precisa de autenticar-se através da impressão digital ou reconhecimento facial, para iniciar sessão em websites e apps.
O grande desafio das passkeys sempre foi a transferência segura entre dispositivos, especialmente quando o utilizador troca de smartphone ou perde acesso ao equipamento original - como em caso de avaria ou roubo. Para resolver isso, está a ser criado o Credential Exchange Protocol (CXP), um padrão criado pela FIDO Alliance que permite transferir passkeys entre plataformas e serviços de forma segura.

Embora empresas como a Apple, Bitwarden e 1Password já suportem o sistema, a Google ainda não disponibilizou oficialmente a funcionalidade no Android. No entanto, esta descoberta reforça a ideia de que - tal como era esperado - isso deverá ficar resolvido em breve. A mudança poderá contribuir também para que mais pessoas comecem a usar as passkeys como substituto das passwords tradicionais, sabendo que as mesmas poderão ser facilmente transferidas.

№ 10

WhatsApp testa mensagens temporárias no iOS

Depois do Android, a funcionalidade de mensagens temporárias começou a ser testada no WhatsApp para iOS.

O WhatsApp está a testar a funcionalidade de mensagens temporárias no iPhone chamada "View-Once disappearing messages". Essa funcionalidade já tinha surgido anteriormente na versão Android da app e agora começou também a aparecer nas versões beta do WhatsApp para iOS.

Esta função permite que as mensagens desapareçam automaticamente depois de serem lidas, oferecendo mais controlo sobre a privacidade das conversas. Os utilizadores poderão escolher diferentes temporizadores: 5 minutos, 1 hora ou 2 horas após a leitura da mensagem. Caso a mensagem nunca seja aberta pelo destinatário, ela será apagada automaticamente ao fim de 24 horas.
O sistema funciona de forma independente para remetente e destinatário. Por exemplo, uma mensagem enviada com temporizador de 5 minutos desaparece do dispositivo do remetente poucos minutos após o envio, enquanto no lado do destinatário a contagem só começa depois da mensagem ter sido visualizada pelo destinatário.

As mensagens temporárias estão a ser testadas na versão beta recente do WhatsApp para iPhone, mas ainda só estão disponíveis para alguns utilizadores. A Meta ainda não indicou quando a funcionalidade será lançada oficialmente para todos os utilizadores de Android e iOS.

№ 11

Requisitos do Gemini Intelligence deixam de fora muitos smartphones

A Google já revelou os requisitos para o Gemini Intelligence, que fazem com que até smartphones Android topo de gama fiquem de fora.

A Google confirmou que as novas funcionalidades "Gemini Intelligence" do Android vão exigir hardware bastante avançado, o que significa que muitos smartphones Android recentes poderão ficar de fora. Apesar da estreia das novidades estar prevista para este Verão, os requisitos mínimos revelados pela empresa levantam muitas dúvidas quanto aos equipamentos que terão acesso.

As funcionalidades agrupadas sob o nome Gemini Intelligence incluem ferramentas avançadas como preenchimento automático inteligente, criação automática de widgets e novas capacidades de voz no Gboard. Segundo a Google, os dispositivos precisarão de pelo menos 12GB de RAM, suporte para AI Core e compatibilidade com Gemini Nano v3 ou superior. Além disso, será necessário um processador topo de gama recente capaz de lidar com as novas funcionalidades de inteligência artificial executadas localmente no dispositivo.
Isto, por si só, já elimina muitos smartphones Android de gama alta lançados nos últimos anos. Curiosamente, até modelos recentes como alguns Pixel (Pixel 9 Pro e anteriores) e Galaxy Fold (incluindo o Fold7) poderão não cumprir os requisitos necessários.

Além do hardware em si, a Google também exige um suporte mínimo de pelo menos 5 anos de actualizações do sistema e 6 anos de actualizações de segurança trimestrais. Outro factor que poderá impedir o suporte oficial total mesmo em equipamentos com hardware capaz.

É de esperar que, de agora em diante, os topo de gama das principais marcas tenham o cuidado de cumprir com estes requisitos para poderem anunciar o suporte do Gemini Intelligence, mas o período de transição não irá ser nada favorável aos utilizadores com smartphones Android topo de gama dos últimos anos.

№ 12

Desfragmentador falso no browser

Todos podem revisitar a experiência de desfragmentar um disco rígido, no seu browser.

Já por cá falamos da experiência hipnótica de desfragmentar os discos rígidos no século passado, algo que agora caiu maioritariamente em desuso devido aos SSDs e à optimizações dos discos feitas em background.

Ainda assim, houve quem se desse ao trabalho de replicar a experiência, com um desfragmentador falso que corre no browser, e apenas se foca em recriar a experiência visual, e sonora, sem realmente mexer nos discos.
Os utilizadores podem seleccionar entre diversos estilos visuais: o desfragmentador do MS-DOS, do Windows 3.1, do Windows 95/98, e do Windows XP; assim como definir o tempo desejado.

Pode não ser a mesma coisa, mas permite que as novas gerações fiquem com uma pequena ideia daquilo que nos podia fazer perder tempo antes do "doom scroll" se ter tornado uma prática (praga?) comum da sociedade.

№ 13

Atalho para temporizadores rápidos no iPhone

Muitos utilizadores de iPhones podem desconhecer uma forma rápida de iniciar temporizadores.

Não é incomum que, mesmo após anos de uso de um sistema, se desconheçam alguns pequenos detalhes que nos podem facilitar a vida. É precisamente isso que acontece com os temporizadores no iOS.

No iOS, os utilizadores podem definir temporizadores através da app do relógio ou através de um atalho no Control Panel, fazendo com que a definição de intervalos de tempo para lembretes esteja sempre à mão. O que podem não saber é que, em vez de tocarem no atalho para serem levados para a secção respectiva na app de relógio - onde se ajusta a duração com horas, minutos, e segundos, de forma individual, e depois se tem que iniciar manualmente o temporizador - podem fazer um toque longo sobre o atalho, para aceder a uma barra de ajuste rápido de tempo para o temporizador.
Com esta técnica, podemos definir rapidamente temporizadores entre 1 minuto e 2 horas, sem necessidade de abrir a app de relógio e a secção tradicional de definição do tempo do temporizador.


Como dica bónus, relembro que é possível definir legendas para os temporizadores, útil quando se quer usar múltiplos temporizadores em simultâneo; e que também é possível utilizar o temporizador para parar a reprodução multimédia de vídeos ou músicas ao fim do tempo pretendido.
Para tal basta mudar a acção do que fazer no final do temporizador, para "Stop Playing" em vez de escolher um som de alerta.

№ 14

SwitchBot lança fechaduras com reconhecimento facial 3D

As novas fechaduras Lock Vision da SwitchBot integram reconhecimento facial 3D para maior conveniência e segurança.

A SwitchBot apresentou duas novas fechaduras inteligentes compatíveis com Matter e HomeKit que apostam na biometria. Os novos modelos, chamados Lock Vision e Lock Vision Pro, incluem reconhecimento facial 3D para desbloqueio quase instantâneo da porta sem necessidade de chaves, códigos, ou impressões digitais.

O sistema utiliza tecnologia de luz estruturada semelhante à usada em smartphones, projectando mais de 20 mil pontos infravermelhos para criar um mapa facial tridimensional. A SwitchBot diz que o sistema consegue reconhecer utilizadores autorizados em menos de um segundo e resiste a tentativas de desbloqueio com fotos ou vídeos. Adicionalmente, as fechaduras suportam vários métodos de acesso, incluindo NFC, passwords, Apple Watch, app, comandos de voz, geofencing e chaves físicas tradicionais. A versão Pro adiciona ainda desbloqueio através de impressão digital e leitura das veias da palma da mão, funcionando mesmo com mãos molhadas ou sujas.
Além da bateria recarregável principal, as fechaduras contam com uma pilha adicional substituível para funcionar como backup, caso os utilizadores não liguem aos pedidos de recarregamento - suficiente para 500 aberturas.

Os dois modelos funcionam via Matter-over-WiFi, permitindo integração directa com Apple Home e outros sistemas sem necessidade de hubs adicionais. A SwitchBot promete até 12 meses de autonomia de bateria e armazenamento local dos dados biométricos para maior privacidade. O Lock Vision chega ao mercado por 170 dólares, enquanto o modelo Pro custará 230 dólares. Agora é esperar pelos preços na Europa.

№ 15

Dashboard E-Paper com Raspberry Pi Zero 2

Hoje vamos ver como criar um dashboard com ecrã E-Paper de 7.5" e um Raspberry Pi Zero 2.

Quem quiser complementar a sua casa com uma forma de ver informação em modo wireless e com longa autonomia, pode espreitar como criar um destes dashboards PiPaper.

O PiPaper usa um ecrã e-Paper de 7.5", com a parte do processamento a ficar a cargo de um compacto Raspberry Pi Zero 2. Graças ao consumo reduzido de ambos, basta uma única célula 18650 para se assegurar o seu funcionamento longe de uma tomada.
O elemento central é o ecrã Waveshare 7.5-inch e-Paper HAT (800×480). Do lado do software é usado o InkyPi, que facilita imensamente transformar qualquer ideia em realidade neste ecrã: quer seja para apresentar coisas como a previsão do estado do tempo, as últimas notícias, ou até fotos.

A caixa é impressa em 3D, mas poderá ser facilmente adaptada ou ajustada às necessidade de cada um - pode até considerar-se instalar o sistema numa moldura tradicional.

№ 16

Dashboard E-Paper com Raspberry Pi Zero 2

Hoje vamos ver como criar um dashboard com ecrã E-Paper de 7.5" e um Raspberry Pi Zero 2.

Quem quiser complementar a sua casa com uma forma de ver informação em modo wireless e com longa autonomia, pode espreitar como criar um destes dashboards PiPaper.

O PiPaper usa um ecrã e-Paper de 7.5", com a parte do processamento a ficar a cargo de um compacto Raspberry Pi Zero 2. Graças ao consumo reduzido de ambos, basta uma única célula 18650 para se assegurar o seu funcionamento longe de uma tomada.
O elemento central é o ecrã Waveshare 7.5-inch e-Paper HAT (800×480). Do lado do software é usado o InkyPi, que facilita imensamente transformar qualquer ideia em realidade neste ecrã: quer seja para apresentar coisas como a previsão do estado do tempo, as últimas notícias, ou até fotos.

A caixa é impressa em 3D, mas poderá ser facilmente adaptada ou ajustada às necessidade de cada um - pode até considerar-se instalar o sistema numa moldura tradicional.

№ 17

iPhone 17 Pro vence na velocidade de carregamento

O iPhone 17 Pro venceu num teste de velocidade de carregamento, mas com a ser beneficiado pela sua bateria mais pequena face aos rivais.

O iPhone 17 Pro foi considerado o smartphone com carregamento mais rápido no ranking geral de um teste realizado pela CNET, que analisou 33 smartphones topo de gama. O modelo da Apple destacou-se na combinação entre carregamento com fios e carregamento wireless, enquanto o Samsung Galaxy S26 Ultra liderou apenas na velocidade de carregamento por cabo.

No entanto, há que ter em conta que este teste se focou apenas na percentagem de bateria, o que desde logo penaliza smartphones com baterias de maior capacidade, e também contabiliza a velocidade de carregamento wireless, o que ajuda a explicar esta vitória face a smartphones que suportam carregamentos de muito maior potência.

Nos testes, o iPhone 17 Pro conseguiu recuperar 74% da bateria em apenas 30 minutos através de carregamento com fios e atingiu 55% em carregamento sem fios, os melhores resultados globais da comparação. Este resultado deve-se à bateria relativamente compacta de 4.252 mAh - para referência, o OnePlus 15 ficou-se pelos 72% ao fim de 30 minutos, mas estamos a falar de uma bateria de 7.300 mAh. Mas no carregamento por cabo, a vitória foi para o Galaxy S26 Ultra que atingiu 76% com o seu carregamento de 60W. Só quando contabilizado o carregamento wireless de 25W via Qi2.2 no iPhone 17 Pro é que este ficou com a melhor classificação geral.

Como sempre, são testes que valem o que valem. Desde logo se pode achar injusto estar a comparar percentagens em vez de capacidade efectiva (por esta lógica, um smartphone com bateria de 1.000 mAh poderia vencer o teste enchendo a bateria a 100% em 15 minutos). Ainda assim, não deixa de ser um indicador daquilo que os utilizadores irão sentir na prática ao fazerem uma sessão de carregamento rápida de 30 minutos - embora talvez fosse oportuno que, em vez de usar apenas a percentagem da bateria, fosse indicado o tipo de autonomia média (em tempo) que poderiam obter ao fim deste carregamento de 30 minutos.

№ 18

A dificuldade da Starship chegar à Lua

Mesmo a poderosa Starship da SpaceX não pode violar as leis da física, e revela como é extremamente difícil (e dispendioso) chegar à Lua.

Com a NASA e a SpaceX alinhadas no regresso à Lua como passo intermédio antes de se aventurarem em missões tripuladas a Marte, vemos como esse objectivo mais "fácil" não é nada fácil. Além de muitos outros problemas, a maior preocupação tem a ver com a necessidade da Starship necessitar ser reabastecida em órbita para poder ir - e voltar - até à Lua, algo que pode obrigar a mais de uma dezena de lançamentos adicionais só paracombustível.

É algo que por agora parece ser extremamente inviável. Se assumirmos que para montar uma base na Lua serão necessárias dezenas de viagens, e cada uma delas necessitar de 15+ lançamentos para reabastecimento, estamos a falar de muitas centenas de lançamentos.


No vídeo acima vemos essas e outras questões serem discutidas, assim como de algumas eventuais soluções de compromisso - como fazer lançamentos "sem reutilização", em que se dão os Super Heavy ou Starships como perdidos - mas que iria contra a pressuposto primordial da SpaceX, da reutilização ser essencial para manter o custo mais reduzido.

Infelizmente, a física não perdoa, e sair da Terra e viajar até ao corpo celeste mais próximo, é extremamente complicado. O que por outro lado nos ajuda a dar mais valor aos "malucos" que o arriscaram fazer no final da década de 60.

№ 19

Robots da Figure continuam a orientar encomendas após 4 dias

A emissão em directo dos robots humanóides F.03 da Figure entra no quarto dia.

A demonstração que inicialmente iria ter apenas 8 horas - a duração de um turno - continua e entrou agora no quarto dia, com mais de 111 mil encomendas processadas. A Figure diz que isto irá continuar até que algum dos robots apresente uma falha, o que significa que poderá prolongar-se por muitos mais dias.

Entretanto, têm sido dadas várias explicações. Para o facto de isto poder não ser a forma mais eficiente de lidar com as encomendas, é dito que o objectivo não foi optimizar o processo em causa, mas sim o de demonstrar a capacidade dos robots fazerem o trabalho manual que actualmente é feito por trabalhadores humanos - relembrando que este tipo de tarefa é extremamente frequente nas cadeias logísticas, e continua a ser um trabalho chato feito diariamente por muitas pessoas. A tarefa de colocar a embalagem com um código de barras para baixo também não poderia ser facilmente feita com mais câmaras noutras orientações, uma vez que o objectivo é passar numa máquina que pressiona uma nova etiqueta do lado de cima.

We're now on Day 4 of nonstop autonomous operations with F.03 humanoid robots running 24/7 until failure https://t.co/8rwx3c4Uf3

— Figure (@Figure_robot) May 16, 2026
Entretanto, a conversa também já passou do robots de volta aos trabalhadores humanos. Os robots têm conseguido manter uma cadência de orientação de uma embalagem a cada 3 segundos, e o próximo desafio é saber se uma pessoa "comum" conseguiria acompahar este ritmo, algo que irá ser posto à prova.

Tomorrow 10am PT: Man vs Machine pic.twitter.com/8I46PqEdpp

— Brett Adcock (@adcock_brett) May 17, 2026
Não deixa de ser uma manobra mediática para dar visibilidade aos seus robots, mas não deixa de ser o tipo de coisa que se arrisca a multiplicar-se nos próximos anos, à medida que os robots humanóides se forem viabilizando como alternativa aos trabalhadores humanos.

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Windows 11 vai deixar de insistir em drivers antigos

A MS promete resolver a frustrante situação do Windows update substituir drivers recentes por drivers mais antigos dos fabricantes.

A Microsoft confirmou que o Windows 11 tem estado a substituir drivers gráficos instalados manualmente por versões mais antigas distribuídas através do Windows Update. O problema afecta utilizadores que instalam drivers directamente a partir da Intel, AMD ou Nvidia para obter as versões mais recentes, apenas para verem essas versões serem posteriormente revertidas pelo sistema operativo.

Segundo a empresa, o comportamento acontece devido à forma como o Windows Update classifica os drivers disponíveis. O sistema utiliza identificadores de hardware para decidir qual o melhor driver para determinado componente, mas esse método pode dar prioridade a um driver mais antigo disponibilizado pelo fabricante do PC, mesmo quando o utilizador já instalou uma versão mais recent.
A situação tem gerado frustração entre utilizadores há vários anos, especialmente em casos onde o downgrade remove funcionalidades de software associadas aos drivers mais recentes. Nalguns cenários, o Windows 11 chega a substituir drivers de 2026 por versões de 2024 ou anteriores.

Para tentar resolver o problema, a Microsoft vai implementar um novo sistema de identificação mais específico para drivers gráficos. A empresa passará a usar uma combinação de IDs de hardware e identificadores específicos do computador para evitar que drivers sejam distribuídos de forma demasiado genérica. O problema é que isto apenas deverá começar a fazer-se sentir no final de 2026, pelo que, até lá, os utilizadores continuarão a enfrentar o ritual do costumem, de ter cuidado redobrado para garantirem que estão a usar os drivers mais recentes, e que estes não foram removidos pelo Windows Update.