PlanetGeek
№ 01

Tesla prepara tecto de vidro ventilado

Uma patente da Tesla revela que está a trabalhar num tecto panorâmico de vidro com capacidade de ventilação.

Os tectos panorâmicos em vidro nos automóveis tornaram-se numa das tendências da última década, mas com isso chegaram também problemas relacionados com a exposição solar acrescida e o aquecimento que isso provoca no habitáculo. Agora, uma patente da Tesla revela como a marca está a trabalhar num novo tecto panorâmico em vidro perfurado com integração directa no sistema de climatização, permitindo controlar melhor o calor solar e até reduzir o ruído dentro do veículo.

A solução utiliza uma estrutura de vidro de camada dupla. A parte exterior mantém um vidro tradicional para proteção, enquanto a camada interior inclui milhares de microperfurações distribuídas pela superfície. Entre ambas existe uma área que permite a circulação de ar.
Segundo a patente, ar frio, ou quente, pode circular entre as duas camadas e ser distribuído de forma uniforme através das perfurações do vidro interior. Isto permite criar uma barreira térmica junto ao vidro panorâmico, reduzindo o aquecimento provocado pela exposição solar. Actualmente, os fabricantes recorrem sobretudo a películas e tratamentos UV para minimizar este efeito, com algumas marcas a recorrerem também a vidro electromático que pode mudar o nivel de escurecimento.

A Tesla diz que este mesmo sistema também poderá trazer melhorias ao nível acústico. O design perfurado permite ajustar a absorção de frequências específicas de ruído, algo particularmente importante nos veículos eléctricos, onde a ausência do motor de combustão torna os ruídos aerodinâmicos e dos pneus mais percetíveis.

Se chegar aos modelos de produção, a solução poderá permitir interiores ainda mais minimalistas, reduzindo a necessidade de elementos visíveis de ventilação no habitáculo, com o ar frio a cair directamente do tecto, e evitando o habitual fenómeno do "tecto a escaldar" que é bem sentido por todos os que têm um carro com tejadilho em vidro, nos dias de sol.

№ 02

Carregador INIU Qi wireless 15W (2 unid) por €30

Os carregadores wireless permitem evitar o incómodo do meter-tirar cabos na rotina diária de recarregamento dos smartphones, e não é preciso fazer um grande investimento para tirar partido deles.

Ao longo da última década (ou até mais) lá nos resignamos a que os nossos smartphones não tenham a autonomia que se desejava que tivessem, e com isso ganhamos o hábito de os recarregar diariamente. Implicitamente, aceitamos também que fosse "normal" meter e tirar a ficha do cabo de carregamento, uma ou mais vezes por dia, dia após dia, semana após semana.

Se assumirmos que recarregam o smartphone em casa à noite, durante o dia no emprego, e também o ligam ao carregador enquanto conduzem, estamos a falar de meter e tirar fichas pelo menos quatro vezes por dia - num total de quase 1500 vezes por ano!
Este carregador INIU Qi 15W está disponível por 30 euros na Amazon Espanha - e não esquecer que se tratam de dois carregadores e não de um só.

Embora no início preferisse as bases de carregamento horizontais, posteriormente converti-me a estas inclinadas, que permitem que o smartphone fique numa posição mais útil, quer seja numa mesa de cabeceira ou em cima de uma secretária, e também minimizam o risco do smartphone deslizar para fora do sítio caso recebam alguma chamada ou notificação e ele comece a vibrar.

Para além de suportar carregamento rápido (Fast Charge) de 15 W estes suportes contam com bobinas duplas, pelo que podem recarregar um smartphone compatível Qi pousado tanto em orientação vertical como na horizontal. Contam até com o útil detalhe do brilho do LED indicador ter em conta se é dia ou noite, ficando mais brilhante de dia mas menos intenso à noite, para não se tornar incomodativo.


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№ 03

Análise ao Huawei Watch Fit 5

A Huawei lançou a nova geração Huawei Watch Fit 5 e Fit 5 Pro, alternativas para quem não quiser usar um smartwatch da série Watch GT.

A Huawei tem uma vasta série de smartwatches e wearables para todos os gostos e estilos. Isso inclui smartwatches com aspecto de relógio tradicional, e também wearables mais discretos. A gama Watch Fit fica posicionada algures pelo meio, o que pode tornar-se num factor de atracção para quem quer algo um pouco mais discreto mas mantendo o acesso a todas as funcionalidades avançadas.


O Huawei Watch Fit 5

O Watch Fit 5 vem com um ecrã AMOLED de 1.82" (480x408 pixels) com brilho máximo de 2500 nits que permite a sua fácil legibilidade no exterior, e com capacidade always-on. Temos toda a panóplia de sensores para tracking de actividades e desportos, incluindo capacidade de leitura de ECG, monitorização da rigidez arterial, e temperatura do corpo. A marca promete uma autonomia de até 10 dias, que fica mais em linha com os produtos estilos "smart band" do que os smartwatches considerados "completos", como Apple Watch e afins, que normalmente têm que ser recarregados diariamente de poucos em poucos dias.
A qualidade de construção é excelente, com um corpo de alumínio que conta com uma pequena tira colorida em redor do ecrã. Esta tira acaba por ser bastante discreta em modelos como o que foi testado (azul), mas torna-se num elemento mais vistoso no caso dos modelos mais coloridos (como o Fit 5 Pro em laranja). É algo que ficará ao critério de cada um, escolhendo aquele que melhor se adapta ao seu estilo.
O carregamento é totalmente wireless (evitando o uso de pinos expostos), mas poderá criticar-se que, para um produto de última geração, a base de carregamento ainda venha com um cabo USB-A.


Em funcionamento

Para quem nos acompanha e já leu as análises anteriores aos wearables mais recentes da Huawei, como o Watch GT6 Pro e GT Runner 2, não há grandes alterações. A interacção com o Huawei Watch Fit 5 é feito sem hesitações e de forma totalmente fluida - algo que fica mais que demonstrado quando, depois de o usar por alguns dias, se regressa a um smartwatch mais antigo, e imediatamente se fica frustrado com a sua "lentidão". E temos toda a série de elementos de tracking que os seus utilizadores esperam.
Um dos elementos diferentes face aos outros wearables da marca, é que no Watch Fit 5 temos um pequeno panda que serve como assistente pessoal "fofinho". Em vez dos tradicionais avisos de "está sentado há muito tempo", que facilmente podem ser descartados e ignorados, aqui torna-se mais difícil dizer que não ao simpático assistente, cujo comportamento também se vai ajustando em função da nossa actividade ao longo do dia. É algo que posso comprovar que acaba por ter o seu efeito, tendo sido o primeiro wearable que realmente me incentivou a "mexer" em vez de ignorar esses alertas. :)
Pelo lado negativo, temos a velha questão dos mostradores. O Watch Fit 5 vem com uma série de mostradores disponíveis, de estilos variados e configuráveis. No entanto, a loja da Huawei continua a disponibilizar muita mais variedade, e infelizmente quase todos os mostradores mais atractivos são mostradores que têm que ser comprados à parte. É uma questão que levantei junto da Huawei, e que a marca explica como sendo parte do seu desejo de criar um ecossistema saudável junto dos developers - que assim podem lucrar com o seu trabalho e ficam incentivados a criar mostradores de qualidade - mas que continuo a achar que não faz muito sentido. Ter os mostradores pagos faria sentido se se estivesse a falar de um wearable de 25 ou 50 euros; mas aqui estamos a falar de wearables que custam 200 ou 300 euros.


Apreciação final

Tendo recentemente testado os mais recentes smartwatches da marca, o Watch Fit 5 acaba por ser "mais do mesmo". A nível de funcionalidades acabamos por ter tudo aquilo que já temos nos Huawei Watch, mas com formato físico diferente. Tendo em conta que nos wearables a questão "estilo" acaba por ser um elemento de peso, faz todo o sentido que a Huawei disponibilize a maior variedade possível de formatos, para que tenha algo ao gosto de cada um.

Com um ecrã excelente e funcionamento fluido, não há nada de negativo a apontar, e temos acesso a tudo aquilo que se pode pedir num wearable - até mesmo e leitura de ECG. O único ponto contra acaba por ser o preço, que acaba por ser penalizado devido a tudo o isso: o Huawei Watch Fit 5 tem preços a começar nos 200 euros para a série base, e nos 300 euros para a gama Watch Fit 5 Pro (com ecrã de 1.92" mais brilhante e com vidro safira).

Mesmo com a penalização do preço, consegue ainda assim conquistar o nosso "escaldante", sendo que idealmente, poderá ser preferível aguardar um pouco e tentar esperar por promoções que façam reduzir o seu preço.

Huawei Watch Fit 5

Escaldante

Prós
  • Autonomia
  • Qualidade de construção
  • Ecrã luminoso com Always On

Contras
  • Preço
  • Insistência nos mostradores pagos


Huawei Watch Fit 5

Escaldante (5/5)
№ 04

Apple Watch Ultra 4 com novo design e sensores

Depois de três gerações com aspecto inalterado, o próximo Apple Watch Ultra 4 deverá chegar com aspecto renovado e novos sensores.

A Apple poderá estar a preparar a maior mudança de sempre para a linha Apple Watch Ultra. Segundo os mais recentes rumores, o futuro Apple Watch Ultra 4 chegará com um design totalmente renovado, marcando a primeira grande alteração visual desde o lançamento do modelo original em 2022.

Infelizmente, ainda não existem detalhes concretos sobre o novo aspecto do relógio, mas a informação aponta para uma reformulação significativa no modelo mais premium da marca, que poderá já ter em consideração o futuro design do iPhone de 20º aniversário que chegará no próximo ano e se espera usar um design de ecrã total sem margens visíveis. Caso se confirme, será a primeira vez que a Apple altera a identidade visual da linha Ultra, criada originalmente para utilizadores focados em aventura, desporto e utilização profissional mais exigente.
Além das mudanças no design, o Apple Watch Ultra 4 deverá também receber melhorias nos sensores. Os rumores referem uma actualização significativa nas capacidades de detecção, sendo esperado que possa contar com coisas como leitura da pressão sanguínea. Já a muito aguardada e desejada capacidade de leitura não intrusiva do nível de glucose no sangue, isso continua sem qualquer confirmação.

Tudo aponta para que o Apple Watch Ultra 4 seja revelado em Setembro a par da futura linha iPhone 18 Pro e o esperado "iPhone Ultra" dobrável.

№ 05

UPS Green Cell 2000VA 1200W a €144

Ideal para PCs poderosos, ou até para continuar a jogar com uma consola na TV quando falta a electricidade, esta UPS de 2000 VA está apta a enfrentar qualquer falha de energia.

Indispensáveis para manter os equipamentos a salvo de picos e falhas de corrente, uma UPS de alta capacidade torna-se inevitável para quem vai acumulando cada vez mais equipamentos electrónicos em casa. Quem já tiver passado pelas UPS de baixa capacidade, que prometem dezenas de minutos de autonomia mas podem falhar em poucos minutos no caso de se estar a fazer algo mais exigente com o computador, poderá equacionar passar para algo de classe superior, como esta UPS Green Cell 2000VA que tem capacidade para aguentar cargas de até 1200W.
A UPS Green Cell 2000VA (1200W) está disponível por 144 euros na Amazon Espanha.

A UPS é completamente silenciosa enquanto há energia, ligando as ventoinhas apenas quando há falha de energia e precisa dar uso às baterias - perfeito para quem vier de uma UPS que mantém as ventoinhas a trabalhar a tempo inteiro.

Curiosamente, a empresa disponibiliza também uma variante de 2000VA 1400W com onda sinusoidal pura (não fazia ideia que já estavam disponíveis nesta gama de preços), perfeita para todos os equipamentos que não apreciem as ondas "quadradas" que a maioria das UPS utilizam. A única crítica é que o software fornecido pela Green Cell é para esquecer, mas encontrei relatos de que estas UPS serão compatíveis com o NUT (Network UPS Tools), o que tornará isso irrelevante.


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№ 06

Google Universal Cart quer pôr AI a tratar das nossas compras

Entre as novidades do Google I/O 2026, está um novo de "carrinho de compras universal" que poderá gerir todas as nossas compras em múltiplos sites.

O Google I/O esteve essencialmente focado em funcionalidades AI, e a Google quer que isso se aplique também na gestão das compras. Com a nova funcionalidade Universal Cart a Google quer tornar as compras online menos fragmentadas e mais inteligentes, e poderá ser uma das maiores mudanças no comércio digital dos últimos anos. A ideia é criar um carrinho de compras único acessível facilmente a partir dos vários serviços da empresa, incluindo Pesquisa Google, Gemini, YouTube e Gmail.

A ideia é: em vez de adicionar produtos a carrinhos separados em diferentes lojas e plataformas, os utilizadores podem reunir tudo num único local. Será possível adicionar produtos ao Universal Cart enquanto se navega na Pesquisa Google, conversa com o Gemini, vê vídeos no YouTube, ou se consulta emails no Gmail.
Mas o sistema vai além de um simples agregador. A Google promete funcionalidades inteligentes capazes de acompanhar descidas de preço, alertar quando produtos voltam a estar em stock, apresentar histórico de preços e sugerir promoções automaticamente. O Gemini também terá um papel importante, analisando os produtos adicionados e identificando potenciais incompatibilidades ou alternativas mais adequadas.
Como a plataforma está integrada com o Google Wallet, o Universal Cart poderá ainda utilizar informação sobre cartões de pagamento, programas de fidelização e benefícios associados para ajudar os utilizadores a poupar dinheiro ou maximizar pontos e descontos. O lançamento inicial será feito nos Estados Unidos já este Verão, através da Pesquisa Google e do Gemini, com integração no YouTube e Gmail prevista para mais tarde. A grande questão será saber se os utilizadores / clientes estarão dispostos a dar ainda mais acesso e informação à Google quanto às coisas que compram ou em que estão interessados.

№ 07

Google Find Hub ganha alertas de localização

A partir de agora os utilizadores podem definir alertas relacionados com a localização dos contactos através do Find Hub.

A Google está a lançar nova funcionalidade para o Find Hub no Android que permite criar notificações automáticas baseadas na localização dos contactos que partilham a sua posição. A capacidade chega com a versão 3.1.608-5 e aproxima o serviço de funcionalidades já existentes noutras plataformas de localização familiar (e do velho Google Latitude que a Google decidiu encerrar em 2013).

A partir da secção People, os utilizadores podem configurar alertas para serem notificados quando um contacto chega ou sai de um local específico, como casa, trabalho, escola, ou qualquer outro localc definido manualmente. A nova opção surge directamente no perfil do contacto, através do botão "Get location notifications", ao lado das opções habituais de direcções e partilha de localização.
Ao criar um alerta, é possível escolher se a notificação deve surgir quando a pessoa chega ou abandona determinado local. O mapa inclui um interface renovado baseado em Material 3 Expressive, com controlos mais visuais para definir a área de localização pretendida.

No entanto, não pensem que podem usar esta funcionalidade para seguir pessoas "secretamente" sem o seu conhecimento. Sempre que alguém criar uma notificação associada à localização de outra pessoa, essa pessoa será informada da configuração. Adicionalmente, a pessoa visada tem a opção de desactivar essas notificações se assim o entender.
№ 08

Suporte dobrável para portátil a €8

Para auxiliar no trabalho com portáteis, tablets, ou outros equipamentos, um compacto e económico suporte pode fazer maravilhas ao posicioná-los na orientação pretendida.

Com mais pessoas a trabalhar / estudarem em casa, é mais importante que nunca fazer todos os possíveis para que essas tarefas possa ser realizadas da forma mais adequada. Por vezes, até algo tão simples como um pequeno ajuste na forma como se pousa um portátil ou tablet pode fazer toda a diferença, e daí a importância de ter um suporte que permita afinar a sua posição à vontade de cada um.


Este suporte dobrável para portátil está disponível por apenas 8 euros na Amazon Espanha.

Com um formato "transformável" retráctil, este suporte pode facilmente ser levado para qualquer lado quando fechado, mas acomodar portáteis com ecrãs até 17" quando completamente aberto. Essa mesma capacidade significa também que o podemos usar com dispositivos de diferentes tamanhos, indo de um simples smartphone, passando por tablets e livros, e qualquer outra coisa que se deseje ter inclinado - e mesmo a nível de inclinação é também ajustável, podendo ir dos 17º aos 50º com ajustes intermédios.


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№ 09

LG anuncia monitor de 1000Hz

A era dos monitores de 1000Hz está prestes a chegar, com a LG a prometer o UltraGear 25G590B de 1000 Hz antes do final de 2026.

A LG apresentou aquele que diz ser o primeiro monitor capaz de atingir 1000 Hz nativos em resolução Full HD (1920x1080), um marco que promete aproximar os monitores LCD modernos da fluidez e resposta dos antigos monitores CRT. O novo modelo chama-se UltraGear 25G590B e chega focado especialmente no gaming competitivo e nos esports.

Embora já tenham surgido anteriormente monitores anunciados com 1000 Hz, esses modelos recorriam a modos híbridos que reduziam a resolução para 720p para atingir essa taxa de actualização. A novidade da LG está precisamente em manter os 1000 Hz na resolução nativa 1080p, algo muito mais útil para os jogos modernos.
Curiosamente, o painel escolhido não foi TN, tecnologia tradicionalmente dominante nos monitores de altas frequências, mas sim Fast IPS, o que significa que os jogadores não terão que sacrificar as cores. A LG promete assim tempos de resposta rápidos combinados com melhor reprodução de cores e ângulos de visão mais amplos. O monitor inclui ainda revestimento antirreflexo pensado para ambientes iluminados, suporte ajustável, e não faltando "funcionalidades AI" dedicadas ao gaming, como selecção automática de perfis de imagem e optimização de áudio.
O conceito dos 1000 Hz é um marco que tem sido ambicionado há quase uma década, quando os Blur Busters calcularam que seria essa a frequência necessária para igualar a sensação de movimento instantâneo e baixa persistência dos antigos CRT. Agora, estamos prestes a ver se essa teoria se torna realidade.

№ 10

iOS 27 terá app Siri dedicada

Para o iOS 27 a grande aposta será recuperar o atraso nas funcionalidades AI, incluindo uma app Siri dedicada.

A Apple está a preparar grandes alterações para o iOS 27, depois de embaraçosos anos de atraso na entrega de uma Siri AI renovada. Com a chegada do iOS 27 a Apple deverá optar por disponibilizar uma app Siri independente, num formato mais próximo do ChatGPT, Gemini, e outros, funcionando como um chatbot dedicado para tarefas mais avançadas.

A nova Siri deverá guardar histórico de conversas, oferecer eliminação automática de chats ao fim de algum tempo, e manter uma experiência sem publicidade. Apesar de a Apple continuar focada na privacidade, a empresa deverá recorrer internamente ao modelos Google Gemini para suportar as tarefas de inteligência artificial mais exigentes, enquanto os seus próprios Apple Foundation Models ficarão responsáveis pelas funções mais básicas.
O iOS 27 deverá também disponibilizar novas ferramentas de escrita assistida por AI directamente no teclado, possibilitando o seu uso em todos os locais onde se possa introduzir texto. Os utilizadores deverão ter um botão "Write With Siri" integrado no teclado, oferecendo sugestões de texto, correcção gramatical e melhorias de escrita em tempo real.

Outra grande melhoria deverá surgir na app Shortcuts, permitindo a qualquer pessoa criar automações através de linguagem natural. A Apple estará também a desenvolver geração de wallpapers com AI e novas ferramentas inteligentes de edição na aplicação Fotografias.
Deveremos ver e descobrir mais sobre isto já no próximo mês, durante a WWDC 2026 que arranca a 8 de Junho - e cuja imagem do evento volta a recorrer ao logotipo do Swift que tem sido utilizado repetidamente por diversas vezes ao longo dos últimos anos. Desta vez insinuando um novo tipo de animação luminosa que se imagina ser o novo efeito visual que acompanhará a nova Siri.

№ 11

Discord encripta chamadas de voz e vídeo

O Discord dá mais um passo na protecção da privacidade dos utilizadores, com encriptação end-to-end nas chamadas de voz e vídeo.

O Discord anunciou que todas as chamadas de voz e vídeo passam a contar com encriptação End-to-End (E2EE) activada de origem. A implementação ficou concluída em Março, mas a empresa aguardou vários meses de testes em larga escala antes de oficializar a novidade e começar a remover a opção que ainda permitia comunicações sem encriptação.

A protecção passa a abranger mensagens directas, grupos privados, canais de voz, e transmissões Go Live, cobrindo praticamente todas as formas de comunicação em tempo real da plataforma. A única excepção são os Stage Channels, que continuam sem E2EE por serem concebidos para transmissões públicas com grandes audiências. Para tornar esta mudança possível, o Discord expandiu o protocolo de encriptação DAVE, o sistema open-source apresentado originalmente em 2024. O sistema foi adaptado para funcionar em todas as plataformas suportadas pelo serviço, incluindo Windows, macOS, Android, iPhone, browsers, PlayStation, Xbox, e integrações através do Discord SDK.
Curiosamente, não existem planos para aplicar esta protecção nas mensagens de texto comuns. O Discord diz que toda a sua arquitectura das mensagens de texto foi construída de raiz com pressupostos diferentes (sem encriptação), e que renovar todo o sistema para encriptação E2E representaria um gigantesco desafio técnico. Uma explicação que pode ser tecnicamente correcta, mas que não deveria ser usada como desculpa por uma empresa que se deu ao trabalho de aplicar a encriptação E2E às chamadas de voz e vídeo.

№ 12

Gemini passa para pagamento "por uso"

No seguimento de todas as novidades AI apresentadas no Google I/O 2026, coloca-se a questão: quanto é que isso nos irá custar?

Temos novos modelos AI, temos um Gemini com interface renovado. Mas, por trás de tudo isso há o pequeno "detalhe" de que o uso gratuito do Gemini arrisca-se a ficar cada vez mais limitado, e o uso dos planos pagos arrisca-se a ficar cada vez mais caro.

A Google está a alterar a forma como funcionam os limites de utilização do Gemini, abandonando o actual sistema baseado no número de pedidos diários em favor de um novo modelo que contabiliza o consumo de recursos (tokens). A mudança aproxima o funcionamento do Gemini ao de plataformas concorrentes como ChatGPT e Claude, que já fizeram a mesma alteração.
Até agora, o Gemini utilizava um limite diário baseado no número de interacções. Com o novo modelo "compute-used", o consumo passa a depender da complexidade das tarefas realizadas. Factores como a duração da conversa, funcionalidades utilizadas, e o tipo de pedido, irão afectar a contagem. Gerar vídeos, criar imagens, realizar Deep Research, ou usar modelos mais avançados, poderá consumir significativamente mais quota do que pedidos simples de texto. Além disso, a Google passa também a adoptar limites de utilização por janelas de cinco horas e limites semanais. Quando um utilizador atingir o limite temporário, o acesso poderá ser reduzido temporariamente ou o sistema poderá passar automaticamente para modelos AI mais básicos. Utilizadores dos planos AI Pro e AI Ultra terão ainda a possibilidade de comprar créditos adicionais para continuar as suas tarefas.

As alterações estão a gerar críticas entre alguns utilizadores. Vários utilizadores queixam-se que a contagem está a ser feita de forma exagerada mesmo em pedidos simples - uma simples pergunta de texto terá usado 13% do limite - o que faria com que bastassem oito perguntas idênticas para esgotar o limite semanal. Do lado da Google, a empresa defende que o novo sistema é mais justo e contabiliza a utilização real dos recursos.

O que é certo é que, depois de se ter tornado quase impossível manter uma conta Google sem pagar pelo espaço extra, a Google está a preparar o caminho para que seja cada vez mais difícil usar os serviços AI Google sem ter que somar mais uma subscrição à lista das mensalidades que se pagam. E neste caso, com muita maior facilidade de, a qualquer momento, alterar os limites e apresentar ao utilizador "já gastou os seus tokens da semana - compre mais para continuar a ter acesso aos serviços AI".

№ 13

UPS Green Cell 2000VA 1200W a €144

Ideal para PCs poderosos, ou até para continuar a jogar com uma consola na TV quando falta a electricidade, esta UPS de 2000 VA está apta a enfrentar qualquer falha de energia.

Indispensáveis para manter os equipamentos a salvo de picos e falhas de corrente, uma UPS de alta capacidade torna-se inevitável para quem vai acumulando cada vez mais equipamentos electrónicos em casa. Quem já tiver passado pelas UPS de baixa capacidade, que prometem dezenas de minutos de autonomia mas podem falhar em poucos minutos no caso de se estar a fazer algo mais exigente com o computador, poderá equacionar passar para algo de classe superior, como esta UPS Green Cell 2000VA que tem capacidade para aguentar cargas de até 1200W.
A UPS Green Cell 2000VA (1200W) está disponível por 144 euros na Amazon Espanha.

A UPS é completamente silenciosa enquanto há energia, ligando as ventoinhas apenas quando há falha de energia e precisa dar uso às baterias - perfeito para quem vier de uma UPS que mantém as ventoinhas a trabalhar a tempo inteiro.

Curiosamente, a empresa disponibiliza também uma variante de 2000VA 1400W com onda sinusoidal pura (não fazia ideia que já estavam disponíveis nesta gama de preços), perfeita para todos os equipamentos que não apreciem as ondas "quadradas" que a maioria das UPS utilizam. A única crítica é que o software fornecido pela Green Cell é para esquecer, mas encontrei relatos de que estas UPS serão compatíveis com o NUT (Network UPS Tools), o que tornará isso irrelevante.


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№ 14

Android replica "continuidade" da Apple

Com o Android 17, a Google promete a transferência do que se está a fazer entre smartphones, tablets e computadores, com o "Continue On".

A Google anunciou uma nova funcionalidade para o Android 17 chamada Continue On, uma novidade que aproxima o ecossistema Android da experiência de continuidade entre dispositivos há muito associada aos produtos da Apple, mais concretamente o "handoff". A funcionalidade permitirá começar uma tarefa num dispositivo Android e continuar exactamente no mesmo ponto noutro equipamento compatível.

Numa fase inicial, o Continue On vai funcionar entre smartphones e tablets Android. Se um utilizador estiver a trabalhar numa aplicação no telemóvel e depois pegar no tablet, o sistema poderá sugerir automaticamente essa mesma aplicação na barra de tarefas. Ao abrir, a aplicação salta directamente para o ponto em que o utilizador estava.
A Google explica que a funcionalidade será bidirecional, permitindo enviar e receber sessões entre dispositivos compatíveis. O objectivo passa por eliminar a necessidade de voltar a abrir aplicações manualmente, procurar separadores, ou navegar manualmente até ao mesmo conteúdo em diferentes equipamentos.

Foram mostrados exemplos com o Google Docs e Gmail. Num dos cenários, um documento aberto no telemóvel continuava exactamente no mesmo estado no tablet. Noutro caso, um email aberto no Gmail no smartphone passava automaticamente para a versão web noutro dispositivo. Caso a aplicação não esteja instalada no segundo equipamento, o Android poderá recorrer automaticamente a uma versão web para manter a continuidade.

O Continue On deverá chegar nas próximas semanas com a versão Release Candidate do Android 17. Depois, ficará dependente dos developers o implementarem nas suas próprias apps para tirarem partido dessa capacidade.

№ 15

Gemini ganha novo visual Neural Expressive

Como parte das novidades do Google I/O 2026, o Gemini passa a ter um novo visual "Neural Expressive".

A Google começou a disponibilizar o Neural Expressive, o novo aspecto visual do Gemini, que traz uma renovação focada em animações mais fluidas, cores mais vibrantes, feedback háptico e nova abordagem tipográfica. O objectivo é tornar a interacção com o assistente AI mais natural, tanto em Androids e iPhones, como na web.

Uma das maiores mudanças está na nova caixa de introdução de texto, agora com formato arredondado. No telemóvel, o menu de anexos foi simplificado e reúne fotografias, câmara e imagens recentes logo no topo, enquanto opções como ficheiros, Google Drive e notebooks ficam agrupadas numa secção adicional. As ferramentas AI, incluindo Deep Research, Canvas, criação de imagem, vídeo e música, passam também a estar mais acessíveis.

Gemini Live now opens immediately and inline in the @GeminiApp, so you can seamlessly switch between typing a quick question and diving deeper in a free-flowing conversation, and then back again. It’s smarter, faster and is less distracted by background noise. We’re also adding… pic.twitter.com/YDlG15OR7p

— Google (@Google) May 19, 2026
O Gemini Live recebeu igualmente alterações importantes. O modo de conversação por voz "Live" passa a estar activo logo na abertura da app para acesso imediato. A nova interface apresenta uma onda sonora central e controlos rápidos para vídeo, partilha de ecrã, silêncio, e encerramento da sessão.

A Google também está a mudar a forma como o Gemini apresenta respostas. Em vez de blocos longos de texto, a AI passa a destacar as informações mais importantes, com texto destacado, imagens integradas, vídeos narrados, cronologias, e visualizações interactivas, sempre que fizer sentido.

Sabendo-se que os assistentes AI se vão tornando, cada vez mais, uma ferramenta utilizada diariamente, estes pequenos detalhes podem acabar por fazer a diferença no momento em que se tenha que decidir qual passar a ter um plano pago.

№ 16

MS prepara Surface de 8GB - que ficará sem Copilot+

A Microsoft não escapa à crise da RAM, sendo obrigada a lançar um Surface Laptop com 8GB de RAM, que devido a isso perderá as funcionalidades AI Copilot+.

Depois de tanto promover e insistir nas funcionalidades Copilot+, a Microsoft vê-se na estranha posição de vender um Surface Laptop com apenas 8 GB de RAM, numa decisão motivada pelo aumento dos custos de memória RAM que tem afectado toda a indústria tecnológica. O novo Surface Laptop de 13" para 2026 terá uma versão mais acessível com 8GB, que mesmo assim irá custar 1.299 dólares, depois do modelo com 16 GB ter subido para 1.499 dólares.

A decisão marca um recuo importante para a empresa. Desde a chegada dos Copilot+ PC em 2024, todos os Surface tinham pelo menos 16 GB de RAM, um requisito para suportar funcionalidades avançadas de inteligência artificial no Windows 11. Com apenas 8 GB, este novo modelo deixa de cumprir os requisitos Copilot+, ficando sem acesso a ferramentas como o Windows Recall, pesquisa semântica e outras funcionalidades baseadas em NPU que tanto têm sido promovidas pela MS. Curiosamente, o portátil mantém um processador com suporte para processamento AI capaz de atingir 50 TOPS de desempenho, o que torna esta limitação ainda mais "ridícula": o hardware para o processamento AI existe, mas a memória insuficiente impede o uso das funcionalidades Copilot+.

Depois de todas as críticas à Apple por o seu MacBook Neo ter chegado com apenas 8GB de RAM, vemos a MS a seguir pelo menos caminho. A diferença é que, mesmo assim, este Surface Laptop mais barato continua a custar perto do dobro do Neo. Veremos que tal isto irá resultar para a Microsoft.

№ 17

Google Search passa a focar-se nos resultados AI

Com o Google I/O 2026 a apostar em força nas tecnologias AI, também o motor de pesquisa da Google marca o fim da era dos resultados tradicionais com lista de links.

A Google apresentou a maior transformação da Pesquisa Google em mais de 25 anos, colocando definitivamente a inteligência artificial no centro da experiência. A principal novidade é uma nova barra de pesquisa redesenhada para a era AI, alimentada pelo recém-apresentado Gemini 3.5 Flash, que passa a ser o modelo base da Google.

A nova barra de pesquisa torna-se mais inteligente e dinâmica, expandindo automaticamente o espaço disponível para perguntas mais detalhadas e oferecendo sugestões baseadas em AI que além do tradicional preenchimento automático. Além de texto, os utilizadores podem pesquisar usando imagens, vídeos, ficheiros e até páginas abertas no Chrome.



A empresa está também a reforçar o AI Mode, que permite interacções conversacionais com a Pesquisa Google, incluindo perguntas de seguimento a partir dos AI Overviews. Durante o verão, a Google vai ainda lançar agentes de pesquisa inteligentes para subscritores Google AI Pro e Ultra. Estes agentes funcionarão continuamente em segundo plano para procurar informação específica, acompanhar temas de interesse e até realizar tarefas como marcações de serviços ou contactos com empresas. A funcionalidade Personal Intelligence também vai expandir-se para quase 200 países e 98 idiomas, permitindo integração com Gmail, Google Photos e, em breve, Google Calendar, sem necessidade de subscrição paga.

A questão das funcionalidades pagas vai tornar-se num ponto a acompanhar nos próximos meses, pois começa a tornar-se evidente que muitas das funcionalidades AI mais desejadas apenas ficarão disponíveis nos planos pagos - ou com limites bastante apertados "só para servir de demonstração" nos planos gratuitos. Fica também por ver o efeito que estes resultados AI terão nos sites web, que já se queixam de quedas drásticas nas visitas devido aos resumos AI gerados a partir dos seus conteúdos.

№ 18

Suporte para portátil com docking station e KVM a €55

Sendo extremamente útil para quem trabalha com um portátil a par de um PC, espreitem este suporte para portátil com docking station e KVM da Benfei.

Para quem usa um portátil como computador principal (ou quase principal) e prefere usá-lo com monitor e teclado externos, ou em paralelo com um computador desktop, nem sempre é fácil fazer essa gestão e escapar à confusão de cabos. Mas isso é algo que pode ser resolvido escolhendo um suporte adequado.

Este suporte multifuncional da Benfei não só coloca o portátil numa posição mais adequada, como também integra um hub USB 3.0, suporte para carregamento PD 100 W, saída HDMI 4K para monitor externo, um KVM integrado, e até um carregador wireless de 15 W.
Este suporte Benfei com docking station está disponível por 55 euros na Amazon Espanha.

Apesar de todas estas capacidades, o suporte pode ser "compactado" de forma a ficar totalmente plano, facilitando a sua arrumação e transporte. Mas, o mais importante, é que permite que se fique com um sistema pronto a funcionar de forma rápida e livre da ligação de quase uma dezenas de cabos de cada vez que se quer pousar o portátil na secretária para começar a trabalhar.


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№ 19

Google lança Gemini Omni e Gemini 3.5 Flash

A Google aproveitou a conferência Google I/O 2026 para apresentar o Gemini 3.5, a nova geração dos seus modelos de inteligência artificial, e revelar o Gemini Omni, um novo modelo que promete conseguir lidar com todo o tipo de conteúdos - começando com o vídeo.

O primeiro modelo disponível da nova família é o Gemini 3.5 Flash, que já está a chegar à aplicação Gemini e ao AI Mode da Pesquisa Google. Segundo a Google, o novo modelo oferece desempenho próximo dos sistemas mais avançados da empresa, mantendo a eficiência e rapidez característica da linha Flash. Promete que se trata do seu modelo mais forte até agora para programação, tarefas agentic AI e compreensão multimodal.
No entanto, a grande novidade foi o Gemini Omni, uma nova plataforma capaz de criar vídeos a partir de praticamente qualquer tipo de conteúdo. Imagens, áudio, texto e até vídeos existentes podem servir como ponto de partida para gerar novas cenas. A Google destaca a possibilidade de editar vídeos directamente através de conversas com a AI, permitindo fazer alterações sem perder o contexto original.



O primeiro modelo desta nova linha chama-se Gemini Omni Flash e promete maior realismo em elementos físicos como gravidade, movimento e dinâmica de fluidos. A plataforma suporta ainda a criação de avatares personalizados, com o rosto e voz do próprio utilizador. Para fazer face aos inevitáveis "deepfakes" que esta tecnologia possibilita, a Google relembra que os conteúdos gerados incluem marcação digital SynthID para identificar material criado por inteligência artificial. O Gemini Omni Flash já está disponível para subscritores Google AI Plus, Pro e Ultra, além de começar a chegar também ao YouTube Shorts e YouTube Create.

Fica a questão sobre a questão dos "custos", sendo desde já previsível que grande parte destas funcionalidades só fiquem disponíveis para quem tiver planos pagos - e falta saber com que limites.

№ 20

Resumo do Google I/O 2026: Gemini 3.5, AI Search, Óculos Android XR e Mais

Como era previsível, o Google I/O 2026 foi dominado pelas tecnologias AI, com novos modelos Gemini, mas também mudanças na pesquisa e novidades Android.

A Google realizou o seu evento anual Google I/O, lançando novos produtos AI e antecipando o que está para vir no futuro próximo. Algumas das novidades vão ter direito a artigo dedicado, mas em jeito de resumo, ficam os principais pontos do que foi revelado no primeiro dia do evento.

Gemini

Gemini Omni: O Gemini Omni é um novo modelo capaz de criar qualquer conteúdo a partir de qualquer input, apresentando melhorias na simulação de gravidade e energia cinética. Combina a inteligência do Gemini com modelos generativos como o Nano Banana e o Veo. Suporta edição de vídeo através de linguagem conversacional e permite aos utilizadores carregar vídeos e editar qualquer elemento no vídeo. O Omni está a começar pelo vídeo, mas Demis Hassabis, da Google, afirma que eventualmente será capaz de criar qualquer output a partir de qualquer input.

Gemini Omni Flash: É o primeiro modelo Omni que a Google está a lançar, estando disponível a partir de hoje na app Gemini.

Gemini 3.5 Flash: Um novo modelo que Sundar Pichai, CEO da Google, referiu combinar inteligência melhorada com acções mais complexas. O Flash é melhor em quase todos os benchmarks em comparação com o 3.1 Pro, sendo comparável aos melhores modelos" mas mais rápido. O Gemini 3.5 Flash está disponível a partir de hoje para todos os utilizadores, em todos os produtos e APIs da Google.

Gemini 3.5 Pro: A Google está a testar o Gemini 3.5 Pro internamente, com lançamento previsto para o próximo mês.

Gemini App: A Google redesenhou a app Gemini com uma nova linguagem de design, a Neural Expressive, que começa a ser disponibilizada hoje para desktop, iOS e Android. Inclui animações fluidas, cores vibrantes, haptic feedback e nova tipografia. Irá também receber dialectos regionais personalizados nos próximos meses. O Gemini Omni está disponível hoje na app Gemini para subscritores pagos do Plus, Pro e Ultra, facilitando a criação e edição de vídeos.

AI Agents para o Gemini: O Gemini vai receber AI agents, como o agente Daily Brief, que apresenta aos utilizadores um resumo diário personalizado. O Daily Brief fica disponível hoje para subscritores pagos.

Gemini Mac App: Os utilizadores de Mac poderão seleccionar um conjunto de imagens e documentos no Finder e, em seguida, premir a tecla de Função para dar um comando de voz ao Gemini sobre o que fazer com os ficheiros. A demonstração da Google envolveu o envio de um email para um hotel de animais com as informações e a imagem do cão, recorrendo a dados extraídos do Finder para gerar um email através do Gmail no Chrome. O suporte de voz e o Gemini Spark chegam à app Gemini para Mac este verão.

Gemini for Science: O Gemini for Science é uma colecção de ferramentas científicas, que inclui também o Co-Scientist, um parceiro colaborativo de investigação em AI.

Identificação de Conteúdo por AI

Identificação de Imagens Geradas por AI: As credenciais de conteúdo C2PA estão a caminho do Gemini e do Chrome. As ferramentas da Google conseguem identificar se uma imagem foi captada com uma câmara ou criada com AI, e podem determinar se uma imagem captada com uma câmara foi editada com AI. Os utilizadores poderão clicar com o botão direito do rato numa imagem no Chrome e perguntar ao Gemini se esta foi gerada por AI.

Antigravity

Antigravity 2.0: A Google está a lançar uma nova app desktop agent-first, o Antigravity 2.0, que utiliza o Gemini 3.5 Flash. O Antigravity é a ferramenta de programação da Google, sendo o equivalente ao Copilot, Codex e Claude Code. O Gemini 3.5 Flash é 12x mais rápido no Antigravity, o que optimiza o uso de tokens. O Antigravity 2.0 está disponível globalmente para todos.

Gemini Spark

Gemini Spark: É um agente AI pessoal que ajuda os utilizadores a navegar na sua vida digital. O Gemini Spark corre em máquinas virtuais através da Google Cloud e é capaz de operar 24/7, sem necessidade de ter um portátil aberto para funcionar. É acessível através da app Gemini, mas haverá também opções para lhe enviar emails ou mensagens. Utiliza o Gemini 3.5 Flash e o Antigravity para trabalhar em tarefas de longa duração em segundo plano. Actualmente integra-se com as ferramentas da Google, e a Google irá estrear o suporte MCP para apps de terceiros nas próximas semanas. O Gemini Spark consegue realizar tarefas contínuas de vários passos, planeando subtarefas e executando as etapas. O Gemini Spark estará disponível para subscritores do Google AI Ultra nos EUA na próxima semana, e funcionará com o Chrome mais à frente neste verão.

Google Search

Google Search: O AI Mode e as AI Overviews do Google Search utilizam agora o Gemini 3.5 Flash. "O Google Search é AI Search" foi a mensagem da Google. Existe uma nova caixa do Google Search que foi reimaginada com AI, mudando com base na forma como está a ser utilizada e indo "além do autocomplete" para ajudar a formular melhor as perguntas. A caixa de pesquisa suporta imagens, ficheiros, vídeos e separadores do Chrome como input, além de texto. Pichai afirmou ser a maior actualização da caixa de pesquisa em mais de 25 anos, começando a ser implementada hoje. A Google está também a combinar as AI Overviews e o AI Mode numa única interface.

Agents no Search: A pesquisa ganha suporte para criar e gerir múltiplos AI agents. Pode manter os utilizadores actualizados sobre o que se passa no mundo, como alterações na bolsa de valores, e enviar alertas. O Search será capaz de monitorizar alterações em páginas web, permitindo aos utilizadores receber alertas sobre eventos como lançamentos de sapatilhas (sneaker drops). Os Information Agents chegam ao Search no verão, e a Google planeia adicionar mais agentes.

Coding no Search: Capacidades de agentic coding estão a caminho do Search. O Search será capaz de construir uma resposta personalizada no momento, com layouts dinâmicos, widgets interactivos e muito mais para as consultas. Utiliza o Antigravity e o 3.5 Flash. O Search pode criar ferramentas, trackers, widgets e dashboards. A Generative UI no Search será implementada este verão para todos, sem custos. O Antigravity no Search para construir experiências personalizadas chega no verão, primeiro para subscritores.

Shopping no Search: A Google tem um novo Universal Cart (carrinho universal) a caminho do Search e da app Gemini este verão. É um carrinho de compras inteligente que funciona entre diferentes comerciantes e serviços. Pode adicionar artigos ao carrinho enquanto lê o Gmail, vê o YouTube ou navega na web, e depois efectuar o pagamento (check-out) no Google ou nos sites de retalhistas terceiros. A Google dispõe de um Universal Commerce Protocol e de um Agents Payment Protocol para compras automatizadas por agentes. A funcionalidade de pagamentos permite que os AI agents façam pagamentos em seu nome, utilizando parâmetros definidos por si, como a marca e o preço. Chegará ao Gemini Spark mais à frente este ano.

YouTube

Ask YouTube: O YouTube vai receber a funcionalidade Ask YouTube, semelhante à funcionalidade Ask Maps AI. Utiliza o Gemini e permite aos utilizadores fazer perguntas. Suporta contexto e perguntas de seguimento, estando actualmente em fase de testes. Será lançado nos Estados Unidos este verão.

Google Docs

Docs Live: Com a integração de AI no Docs Live, os utilizadores podem falar ou escrever os parâmetros do que necessitam, e o Gemini cria o documento. Sundar Pichai referiu que os utilizadores podem fazer um despejo de ideias (brain dump) e deixar o Gemini "fazer o resto". A funcionalidade suporta comandos baseados em texto para criar e editar conteúdo.

Hardware

Óculos de Áudio Android XR: Os primeiros óculos de áudio Android XR chegam este outono, proporcionando acesso ao Gemini durante todo o dia, com as respostas a serem transmitidas de forma privada ao ouvido do utilizador. Os óculos podem ser usados para tirar fotografias, ouvir música, fazer chamadas e aceder a apps. A Google colaborou com a Gentle Monster e a Warby Parker no design dos óculos, e com a Samsung no hardware. Os óculos farão emparelhamento com dispositivos Android e iOS.

Outros anúncios

Plano Google AI Ultra: A Google tem um novo plano Ultra de 100$ e está a reduzir o preço do seu plano Ultra de topo de 250$ para 200$.

Android AI Agents: O Android Halo permite aos utilizadores de Android acompanhar os AI agents, mostrando a actividade no topo do dispositivo Android. Chegará ao Android mais à frente este ano.

Google Pics: É a nova ferramenta de criação e edição de imagens da Google no Google Workspace. Consegue criar posters, folhetos, infográficos e muito mais, de forma semelhante ao Canva. O conteúdo inclui uma marca de água com o SynthID. O Pics será lançado este verão.

Stitch: O Stitch é a ferramenta da Google semelhante ao Figma que permite aos utilizadores construir apps e websites. Este ano, a Google está a adicionar design colaborativo em tempo real com o Stitch Agent, exportações para o Antigravity e publicação directa no Netlify.

Google Flow: O Google Flow, o "estúdio criativo de AI" da Google para criativos, vai receber o Gemini Omni, AI agents para executar múltiplas acções em simultâneo, e ferramentas personalizadas com as Flow Tools. As novas funcionalidades do Google Flow estão disponíveis hoje.




Muitas das novas funcionalidades da Google começam a ser implementadas hoje, estando as restantes planeadas para mais tarde este ano.