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TCL lança ecrãs Micro-LED "económicos" de 163"

23-03-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A TCL está finalmente a concretizar a promessa dos ecrãs gigantes micro-LED a preços "acessíveis".

Há muito que se espera pelo dia de poder transformar paredes em ecrãs gigantes a preço aceitável, e a melhor tecnologia para o fazer são os ecrãs micro-LED compostos por painéis modulares. E agora, da China chegam excelentes notícias, com a TCL a anunciar uma redução significativa de preços nos seus novos modelos de 163". Os modelos Max163M e Max163M Pro chegam ao mercado chinês com preço a começar nos 31.300 euros, cerca de um terço do preço do primeiro microLED da marca lançado em 2024.

As TVs microLED sempre foram conhecidas pelos preços extremamente elevados, com modelos iniciais da Samsung a ultrapassar os 100.000 euros e alternativas de marcas como a Hisense também a irem para esses valores. Apesar de anos de desenvolvimento desde os primeiros modelos"The Wall", a tecnologia teve dificuldade em ganhar popularidade devido ao custo. A nova estratégia da TCL pode mudar esse cenário.
Mesmo com o preço reduzido, esta TV de 163" continua a ser um produto premium. Segundo a TCL, oferece pretos reais, cobertura total do espaço de cor BT.2020, contraste muito elevado e brilho até 10.000 nits. A versão Pro (44 mil euros) acrescenta suporte para 4K a 120Hz e desempenho melhorado. Com estes preços, começam a tornar-se numa alternativa aos projectores 4K topo de gama, com vantagens claras a nível do contraste e conteúdos HDR.

Resta esperar que, com o volume acrescido de produção potenciado por esta redução significativa de preço, a próxima geração de ecrãs micro-LED possa ser ainda mais barata e - finalmente - acessível para a maioria dos consumidores, potenciando até a compra de um ecrã mais pequeno que posteriormente possa ir sendo expandido com módulos adicionais.

Bloco de tomadas vertical com USB a €40

23-03-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Quem preferir ter tomadas em cima da secretária e com fácil acesso, pode fazer um 2-em-1 com este bloco de tomadas vertical com 12 tomadas e 6 portas USB.

Todos estamos habituados às extensões de tomadas múltiplas que inevitavelmente se espalham pelo chão e servem para multiplicar as sempre concorridas tomadas na parede. Mas, por vezes, pode ser bastante mais prático ter um bloco de tomadas mais acessível em cima da secretária, e este bloco vertical coloca 12 tomadas mesmo ali à mão, e com a vantagem acrescida de que também inclui 6 portas USB.
Este bloco de tomadas vertical Koosla 12 tomadas + 6 USB está disponível por 40 euros na Amazon Espanha.

Um detalhe interessante deste bloco é o facto de contar com três interruptores que permitem ligar / desligar as tomadas e portas USB de forma independente, um para grupo de tomadas e portas USB por patamar, para que - por exemplo - possam cortar a alimentação a produtos que não seja preciso deixarem em standby, mas manterem outros que desejem manter ligados.


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Perplexity com acesso aos dados de saúde

23-03-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Com o Perplexity Health os utilizadores podem usar o assistente AI para analisar os seus dados de saúde.

Não faltam relatos de como os assistentes AI podem ajudar a detectar (e resolver) problemas de saúde, e agora é a Perplexity a entrar nessa área com o Perplexity Health, uma nova funcionalidade pensada para responder a questões médicas com base em dados personalizados de cada utilizador. A ferramenta reúne informação de várias plataformas e analisa tendências ao longo do tempo, com o objectivo de fornecer respostas mais precisas.

Uma das principais integrações é com o Apple Health, permitindo ao sistema usar dados reais de saúde para gerar respostas; mas também pode usar dados de outras plataformas, como Fitbit, Ultrahuman e Withings. Através do seu agente AI, a Perplexity também consegue criar planos personalizados de fitness e nutrição.

Tendo em conta a sensibilidade da área da saúde, a Perplexity diz ter implementado medidas de segurança adicionar para garantir a fiabilidade das respostas. O sistema foi treinado com grandes volumes de dados, incluindo registos clínicos de mais de 1.7 milhões de profissionais de saúde, directrizes médicas e estudos. Existe ainda um conselho consultivo composto por médicos, investigadores e especialistas em tecnologia de saúde que supervisiona a qualidade e segurança da plataforma.

Por agora a funcionalidade só fica disponível nos EUA, e apenas para os subscritores Pro e Max. O que significa que os restantes utilizadores continuarão a ter que fazer as suas perguntas de saúde "à moda antiga".

Novo Xiaomi SU7 vende 15 mil unidades em 34 minutos

23-03-2026 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

O Xiaomi SU7 está a ter o efeito esperado, reconquistando o interesse dos consumidores chineses.

A Xiaomi iniciou as vendas do novo SU7 eléctrico que se revelou um sucesso imediato, registando 15.000 vendas em apenas 34 minutos. Apresentado a 19 de Março, o modelo chega nas versões Standard, Pro e Max, com preços entre 28 e 38 mil euros (na China).

O novo SU7 apresenta mudanças subtis no design, incluindo um sensor LiDAR no tejadilho para todas as versões e câmaras com sistema de limpeza integrado. No interior, há melhorias no conforto, com bancos em pele Nappa, função de massagem e um modo "gravidade zero" nos lugares traseiros. A versão Max destaca-se ainda com um tecto em vidro que pode ajustar a transparência. O carro inclui 25 sistemas de segurança, vários airbags e uma estrutura reforçada. Há ainda extras como um mini-frigorífico integrado, sistema de som com até 25 colunas e Dolby Atmos, além de suporte para 5G e WiFi 7.
No desempenho, todos os modelos contam com motores eléctricos actualizados. O SU7 Max é o mais rápido, acelerando dos 0 aos 100 km/h em pouco mais de 3 segundos e atingindo 265 km/h de velocidade máxima. A Xiaomi melhorou também a estabilidade com o "Dragon Chassis" e novas suspensões, incluindo suspensão pneumática nas versões mais avançadas.

A autonomia foi outro foco importante. O modelo Standard atinge até 720 km, o Pro chega aos 902 km e o Max oferece 835 km - isto no ciclo CLTC que pode não ser verdadeiramente representativo do uso real. O carregamento rápido é um dos destaques, com a versão Max capaz de recuperar até 670 km de autonomia em apenas 15 minutos.

A marca prepara também o lançamento do YU7 GT, um SUV eléctrico de alto desempenho que irá expandir ainda mais a sua gama.

Intel Pentium faz 33 anos

23-03-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

O Intel Pentium celebra os 33 anos, e mostra-nos o quanto as coisas avançaram desde então.

Apresentado a 22 de Março de 1993, o Pentium marcou novo salto revolucionário nos PCs, numa altura em que cada nova geração apresentava evoluções drásticas e notórias face aos CPUs anteriores. Este CPU da Intel, com 3.1 milhões de transístores e fabricado num processo de 800nm, marcava a quinta geração de chips x86, iniciando-se com os modelos Pentium 60 e Pentium 66 - a funcionarem a 60 e 66 MHz (sim, MHz)!

Uma das principais inovações foi o design superscalar, que permitia executar várias instruções por ciclo de relógio. Desenvolvido pela mesma equipa responsável pelos 386 e 486, o Pentium combinava conceitos de RISC e CISC, incluía cache integrada, um barramento de dados de 64 bits, multiplicador em hardware e previsão dinâmica de saltos. O desempenho em cálculos de vírgula flutuante também melhorou bastante, superando em até 5x o anterior 486.
Apesar dos avanços, o Pentium inicial não esteve isento de problemas. O lançamento foi adiado de 1992 para 1993 e, mais tarde, ficou marcado pelo bug FDIV, descoberto em 1994. Este erro obrigou a Intel ao seu primeiro recall de CPUs, com um custo estimado de 475 milhões de dólares e um impacto duradouro na reputação da empresa.

Para referência, actualmente, os chips modernos podem contar com mais de 100 mil milhões de transístores, fabricados em processo de 3nm, e funcionar a velocidades de 5 GHz. E ainda assim, temos sistemas operativos que desperdiçam tudo isso e podem fazer com que haja atrasos notórios a fazer algo como apresentar o menu de contexto quando se clica no botão direito do rato...

Google Chat organiza conversas do Google Meet

23-03-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Quem ainda usar o Google Meet e Google Chat passa a poder fazer uma gestão mais fácil das conversas realizadas durante as reuniões.

A Google está finalmente a facilitar a gestão de conversas de reuniões no Google Chat, com nova secção dedicada para chats do Google Meet. Esta melhoria junta-se à alteração feita em Novembro, que passou a manter as mensagens das reuniões disponíveis mesmo depois destas terem terminado.

Até agora, essas conversas ficavam guardadas nas mensagens directas, o que dificultava encontrar notas ou discussões específicas. Com esta mudança, a Google passa a agrupar todas as conversas de reuniões nessa nova secção "Meetings", tornando a organização muito mais simples.
A funcionalidade é opcional e vem desactivada de origem. Os utilizadores podem activá-la através de um aviso dentro da aplicação ou manualmente no menu, passando então a ver a secção "Meetings" na barra lateral. Além disso, é possível personalizar a posição ou remover a secção a qualquer momento.

Esta actualização já começou a ser distribuída e deverá chegar a todos os utilizadores durante as próximas semanas, ficando disponível para utilizadores do Google Workspace, subscritores individuais e contas pessoais.

Coluna BT Tronsmart Mirtune C2 a €35.99

23-03-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quem já tiver passado pelas colunas Bluetooth de baixo custo e agora procurar algo com um pouco mais de potência, irá ficar satisfeito com esta Tronsmart Mirtune C2.

O desaparecimento da ficha dos headphones tem fomentado a utilização de colunas BT em cada vez mais situações (muitas vezes torna-se a única opção possível, a não ser que se recorra a adaptadores BT para ficha de 3.5mm). Em muitos casos acaba também por se revelar uma solução mais conveniente, permitindo que se chegue a casa e se comece a ouvir a música na coluna em vez de se sofrer com a tentativa do smartphone reproduzir os sons graves com os seus altifalantes diminutos. E no caso desta Tronsmart Mirtune C2, temos volume com fartura mas mantendo um tamanho relativamente compacto.
Esta coluna BT Tronsmart Mirtune C2 está disponível por 35.99 euros na Amazon Espanha - desconto de 10% aplicado automaticamente.

Vem com uma bateria generosa para garantir que as sessões de música podem prolongar-se por 24 horas com o volume a 50%, demorando cerca de 3 a 4 horas a recarregá-la. Conta também com porta USB-C, microfone para funcionar como sistema mãos livres ao efectuar chamadas telefónicas, cartão de memória para reprodução de músicas, e para quem quiser duplicar a potência sonora, pode emparelhar-se com uma coluna adicional para funcionar em modo stereo real.

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Galaxy S26 ganha transferências AirDrop com iPhones

23-03-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Depois dos Pixel, a compatibilidade de transferência com o AirDrop da Apple chega aos Galaxy S26 da Samsung.

A Samsung está a lançar a compatibilidade de partilha com o AirDrop através aos seus smartphones Android, começando pela mais recente série Galaxy S26. A novidade, chamada "AirDrop over Quick Share", começa a chegar aos modelos Galaxy S26, S26+ e S26 Ultra, facilitando a partilha de ficheiros entre dispositivos Android e Apple. Isto é algo que a Google estreou nos Pixel 10 e posteriormente expandiu aos Pixel 9, mas que ainda não foi implementada de forma global em todos os smartphones Android.

O lançamento arranca na Coreia do Sul e nos Estados Unidos, com promessa de ser expandida no futuro a regiões como a Europa, Japão, Hong Kong, América Latina, Sudeste Asiático, Taiwan e outras.
Ao contrário da implementação da Google nos dispositivos Pixel, esta funcionalidade não será activada automaticamente nos Galaxy. Os utilizadores terão de activar manualmente uma opção nas definições do Quick Share chamada "Share with Apple devices". Para que a transferência funcione, tanto os dispositivos Galaxy como os da Apple precisam de ter o modo de visibilidade definido para "Everyone".

A Samsung também promete a expansão desta funcionalidade a mais dispositivos Galaxy no futuro, embora sem avançar datas concretas. Ao mesmo tempo, há outras marcas Android deverão seguir o mesmo caminho, como a Oppo, sendo apenas uma questão de tempo até que a transferência de dados entre iPhones e Android se torne algo comum e fácil - a parte idiota é que tenha demorado tanto tempo para que tal acontecesse, depois de se ter evoluído de uma geração de telemóveis "burros" em que as transferências via Bluetooth eram comuns entre telemóveis de diferentes marcas / sistemas.

AMD prepara Ryzen 9 9950X3D2 com 192 MB de cache

23-03-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

Parece estar iminente a chegada de novo lote de CPUs AMD Ryzen actualizados, incluindo um Ryzen 9 9950X3D2 com 192 MB de cache.

Estão a intensificar-se as referências a novos CPUs AMD, desta vez com um aparente deslize da ASRock, que referiu a compatibilidade das suas motherboards com novos CPUs AMD ainda não revelados oficialmente.

Entre eles estão o AMD Ryzen 5 9650X e Ryzen 7 9750X, que mantêm as características dos 9600X e 9700X mas aumentam as frequências de funcionamento - particularmente as frequências base, de 3.9 para 4.3 GHz, e de 3.8 para 4.2 GHz, respectivamente, com aumento mais modesto nas frequências máximas, de 5.4 para 5.5 GHz e de 5.5 para 5.6 GHz. Pelo lado negativo, o TDP aumenta significativamente de 65W para 120W, o que parece excessivo face ao aumento de frequência.
Mas, o destaque vai para um potencial novo Ryzen 9 9950X3D2, que sucederia ao actual Ryzen 9 9950X3D. Também aqui o chip se mantém praticamente inalterado a nível de cores, e até teríamos uma ligeira redução da velocidade máxima, de 5.7 para 5.6 GHz, no entanto, a já imensa cache L3 de 128MB passaria para 192 MB, o que certamente ajudaria a compensar a ligeira redução da frequência máxima. Também aqui teríamos um aumento do TDP, de 170W para 200W.

O AMD Ryzen 9 9950X3D tem uma arquitectura de cache algo incomum, em que usa 32MB + 32MB de cache L3 para cada bloco de núcleos, mas em que apenas um dos blocos tem 64 MB de cache 3D V-Cache adicional para maximizar o desempenho. Neste 9950X3D2 assume-se que a AMD tenha duplicado o processo, aplicando 64 MB de cache 3D V-Cache para o segundo bloco de cores.

No entanto, tudo isto é por agora pura especulação, tendo que se aguardar pelo anúncio oficial da AMD para saber se será mesmo assim.

Meta remove mensagens encriptadas do Instagram

22-03-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Meta vai descontinuar as mensagens com encriptação end-to-end (E2E) no Instagram a partir de 8 de Maio, dizendo que "poucas pessoas a utilizavam".

A Meta está a enfrentar críticas depois de decidir remover a encriptação end-to-end nas mensagens do Instagram, uma mudança que gera bastantes preocupações para o futuro da privacidade digital. A funcionalidade foi lançada em 2023, replicando a segurança que já existia no WhatsApp e Messenger, mas nunca chegou a ser activada automaticamente, exigindo a activação manual pelos utilizadores - agora, deixará de estar disponível, com a justificação de que raramente era utilizada pelos utilizadores.

A decisão levanta grandes dúvidas porque a Meta passou anos a prometer exactamente o contrário: encriptação end-to-end activada de origem nas suas plataformas. Embora tenha conseguido implementar essa protecção no Messenger, no Instagram acabou por ficar escondida em menus, o que limitou a sua utilização. Como tal, são legítimas as questões por trás desta decisão: como pode a Meta queixar-se que a funcionalidade tinha "pouco uso" se ela própria dificultou esse uso, quando poderia ter activado a funcionalidade de forma automática para todos, como fez nos seus outros serviços?

Por agora a Meta continua a disponibilizar encriptação de ponta a ponta no WhatsApp, recomendando o seu uso para quem quiser manter as suas conversas privadas. Mas o abandono no Instagram levanta questões sobre a consistência da sua estratégia e faz temer que seja apenas o primeiro sinal de que a era das comunicações privadas pode estar em risco.

Carregador Belkin BoostCharge Pro consome apenas 3mW em standby

22-03-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Reacendendo as questões dos consumos em standby, a Belkin lançou um carregador com consumo praticamente nulo.

Há muito que se sabe que os consumos em standby dos dispositivos electrónicos podem representar muitos watts que pesam na factura da electricidade ao final do ano. Mas, não tem que ser assim, e nem sequer é preciso inventar muito.

Um novo carregador USB-C da Belkin está a chamar a atenção por prometer "consumo zero em standby". O Belkin BoostCharge Pro consome cerca de 3 milliwatts quando não está em uso, um valor extremamente baixo e que redefine o patamar do consumo "zero". Para referência, carregadores de outras marcas populares podem consumir 50 mW ou mais de 100 mW, e mesmo um carregador da Apple consome mais de 18 mW.
O segredo está na forma como o carregador gere os seus circuitos internos. Quando não detecta nenhum dispositivo ou um cabo ligado desactiva grande parte dos seus componentes. A nível técnico, não há truques revolucionários. O design limita-se a seruir as recomendações da Renesas (fabricante do chip de controlo utilizado), utilizado.



Ainda assim, pode dizer-se que a solução não é perfeita. Ao se ligar um cabo USB-C com chip integrado, o carregador fica impedido de entrar neste modo de consumo "zero" e passa a ficar no modo standby normal que consome cerca de 30 mW.

Apesar de se estar a falar de consumos reduzidos - muito distantes daqueles dispositivos que podem gastar Watts em standby - pode continuar a ser vantajoso simplesmente optar por um bloco de tomadas com interruptor integrado, que dispensa toda a tecnologia avançada para garantir que se tem consumo realmente zero!

A curiosa história do Vocoder

22-03-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

O vocoder é algo que a maioria das pessoas associará a um efeito usado na música para criar vozes "sintetizadas", mas a sua origem remonta a algo completamente diferente.

O vocoder não foi criado para revolucionar a música, tendo sido originalmente criado para melhorar as telecomunicações. Em 1938, o engenheiro Homer Dudley da Bell Labs desenvolveu esta tecnologia para comprimir e transmitir a voz humana de forma mais eficiente através das linhas telefónicas. Ao analisar e reconstruir a fala, o vocoder conseguia reduzir a quantidade de dados necessária, com interesse fundamental para comunicações à distância.

Rapidamente, a tecnologia encontrou novos usos. Durante a 2ª Guerra Mundial foi utilizada para comunicações seguras, permitindo conversas encriptadas entre líderes militares. Este foi um dos primeiros exemplos da combinação entre síntese de voz e encriptação, antecipando sistemas modernos de comunicação segura. Só depois da guerra o vocoder começou a entrar no mundo da música. Artistas perceberam que podiam transformar a voz num instrumento, criando sons robóticos e futuristas que rapidamente se destacaram. O que começou como uma curiosidade técnica tornou-se numa ferramenta marcante em vários géneros musicais e fazendo parte - de forma mais marcada ou mais discreta - de êxitos à escala mundial, como Livin' On A Prayer (Bon Jovi), Show Me The Way (Peter Frampton), Around the World (Daft Punk), In The Air Tonight (Phil Collins), ou claro, The Robots (Kraftwerk).



Hoje em dia, o uso do vocoder recai essencialmente sobre a sua vertente musical ou de entretenimento; com a parte das comunicações de voz digitais a ter evoluído para sistemas que, apesar de manterem o espírito da codificação da voz, superaram amplatamente tudo aquilo que se poderia imaginar na altura em que Homer Dudley o inventou.

FSD na Europa poderá ser aprovado em Abril

22-03-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Apesar das promessas de Musk, a aprovação do FSD da Tesla na Europa continua sem qualquer data assegurada para se materializar.

Depois de ter prometido aos fãs que o FSD chegaria à Europa ainda durante o mês de Março (e sugerindo aos seus seguidores que "pressionassem" a agência responsável pela aprovação), fica demonstrado que isso não se irá concretizar - agora indicando que a aprovação será feita em Abril. A Tesla diz já ter concluído todos os testes necessários nos Países Baixos, mas a decisão final continua nas mãos do regulador holandês (RDW), que ainda está a analisar o processo.

Segundo a Tesla, o sistema foi testado ao longo de mais de 1.6 milhões de quilómetros em estradas europeias, com milhares de cenários adicionais em circuitos de teste, e milhares de páginas de documentação técnica. Apesar disso, a RDW ainda não deu luz verde, frisando que o seu trabalho não é afectado por interferências externas, e que a sua única preocupação é a segurança dos condutores e demais utentes nas estradas. Mas mesmo que a aprovação aconteça em Abril, a expansão para o resto da Europa poderá demorar mais. A Tesla reconhece que a disponibilização do FSD a nível da União Europeia só deverá acontecer durante o Verão, aproveitando o mecanismo de reconhecimento mútuo entre países após a (aguardada) validação inicial nos Países Baixos.

Enquanto isso, e apesar de todas as promessas do FSD ser mais seguro que a condução humana, a Tesla continua a enfrentar casos mediáticos de acidentes provocados pelo FSD e, nos EUA, enfrenta novo processo de investigação pela NHTSA que pode culminar com um "recall" ao sistema - algo que certamente não cairá muito bem numa altura em que a Tesla iniciou a produção dos seus cibertáxis sem volante para duas pessoas (apesar de ainda não ter demonstrado que os táxis FSD conseguem efectivamente conduzir sozinhos com segurança).

Como fazer um injector de passwords com um Pi Zero

22-03-2026 | 14:02 | A Minha Alegre Casinha

O projecto de hoje mostra como usar um Raspberry Pi Pico como "cofre" para passwords com selector rotativo e ecrã.

Este Password Safe / Keyboard Injector que usa um Raspberry Pi Pico como sistema para introdução automática de passwords, que pode ficar escondido num mecanismo deslizante sob o tampo de uma secretária. Ou seja, quando chega o momento de introduzir uma password, pode simplesmente puxar-se o módulo, escolher a password desejada, e vê-la ser introduzida automaticamente no PC.

O processo de configuração e alteração das passwords (ou outros textos) é extremamente simples, já que podemos fazer com que o dispositivo apareça como uma "pen USB", bastando editar os ficheiros directamente no PC.
Dito isto, alguns alertas importantes. Este sistema, embora conveniente, não oferece qualquer segurança para as passwords, sendo - na prática - o equivalente a ter as passwords anotadas em post-it's colados no monitor. Qualquer pessoa com acesso físico ao dispositivo poderá ter acesso às passwords. Uma das formas de resolver isso seria adicionar uma qualquer camada de encriptação e autenticação ao dispositivo, para que só pudesse ser usado pelo utilizador legítimo - mas isso adicionaria bastante complexidade ao projecto. Como alternativa mais simples, podem considerar adicionar uma validação tipo PIN no processo de arranque, para desbloquear o dispositivo (embora isso não evitasse que o potencial acesso à base de dados das passwords no dispositivo por quem soubesse fazê-lo).

Portanto, será talvez melhor considerar isto como uma espécie de "macro keyboard", que pode ser usado para introduzir qualquer tipo de texto, e não como sistema "seguro" destinado a passwords. Tendo em conta a ampla capacidade de memória, podemos usá-lo para escrever automaticamente coisas mais longas, como moradas, assinaturas (com nome, email, e links adicionais), ou qualquer outro tipo de texto que se escreva regularmente e obrigue a perder bastante tempo.

Google usa AI para reescrever títulos dos resultados das pesquisas

22-03-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A Google está a dar novo passo polémico, usando AI para reescrever títulos dos resultados das pesquisas.

Depois do AI Mode já ter feito com que muitas pessoas deixassem de visitar os sites, limitando-se a ler o resumo gerado por AI, a Google vai ainda mais longe ao manipular deliberadamente os títulos das páginas nos resultados das pesquisas.

Tradicionalmente, ficamos habituados a que as pesquisas no motor de pesquisa da Google nos apresentassem a célebre lista de resultados, assumindo-se que algures entre os primeiros 10 resultados estivesse aquilo que se procurava. Ao longo dos anos isso foi sendo alterado, com a apresentação de resultados "sugeridos" e publicidade, mas mantendo a apresentação dos resultados fiel ao espírito original - algo que agora está a mudar. Agora, vamos deixar de poder confiar que os títulos que vemos na páginas dos resultados sejam efectivamente os títulos reais, pois os mesmos estão a ser reescritos pela AI da Google.

Ao contrário do que acontece na tab "Discover", onde isso já era feito, aqui não há qualquer justificação (ou explicação) quanto ao motivo pelo qual a Google acha que os títulos têm que ser reescritos. Mas, o que se sabe é que, ao estilo do que aconteceu com os resumos das notificações, estas reescritas AI por vezes deturpam completamente o sentido do título, podendo criar coisas completamente opostas ao que deveriam dizer.

Já sabemos que, com as tecnologias AI, não podemos acreditar em imagens e vídeos. E agora, graças aos resumos AI parece que também deixaremos de poder acreditar nos títulos das páginas que a Google nos apresenta nos resultados das pesquisas.

Jeff Bezos quer colocar mais de 50 mil data centers no espaço

22-03-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Um mês depois de criticar a SpaceX, Jeff Bezos avança com medida idêntica, querendo colocar milhares de satélites "data center" em órbita.

Jeff Bezos quer levar a corrida espacial para um novo nível, com planos para uma terceira megaconstelação de satélites, desta vez focada em centros de dados no espaço. A proposta foi apresentada pela Blue Origin à Federal Communications Commission, detalhando o "Project Sunrise" (PDF link), que poderá incluir até 51.600 satélites em órbita baixa da Terra- menos que os "milhões" prometidos por Musk.

A ideia é criar uma nova camada de computação no espaço para complementar os centros de dados terrestres, especialmente numa altura em que a procura por processamento AI continua a crescer rapidamente. Segundo a empresa, os data centers espaciais poderão operar sem algumas das limitações físicas da infraestrutura terrestre, ajudando a escalar a capacidade global de processamento. Este movimento surge numa altura em que a concorrência também está a acelerar. Elon Musk e a SpaceX já têm planos ambiciosos para expandir a sua própria presença orbital, enquanto outras empresas começam a explorar conceitos semelhantes. A disputa está também ligada ao controlo de órbitas específicas com exposição solar constante, consideradas ideais para este tipo de infraestrutura.

O Project Sunrise junta-se a outros projectos já em curso ligados a Bezos, incluindo a constelação de internet por satélite da Amazon e novas redes de conectividade. No entanto, ao contrário da SpaceX, que já colocou milhares de satélites em órbita, a Blue Origin ainda está numa fase inicial. Resta agora saber como os reguladores vão reagir, e se estes planos ambiciosos se irão concretizar.

Nintendo Switch 2 pode ter bateria substituível

22-03-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Nintendo pode regressar às baterias substituíveis na Nintendo Switch 2, para cumprir as regras da UE.

De acordo com informações vindas do Japão, a Nintendo poderá estar a preparar uma versão revista da futura Nintendo Switch 2 com bateria substituível — pelo menos para o mercado europeu. Esta alteração visa cumprir as novas regras da União Europeia que obrigam os dispositivos com baterias a permitirem a substituição fácil por parte dos utilizadores.

A mudança deverá abranger tanto a consola como os comandos Joy-Con, permitindo remover as baterias de forma simples. Trata-se de uma adaptação directa à legislação europeia sobre o direito à reparação, que exige maior facilidade de manutenção nos dispositivos electrónicos.
Fica a incógnita de como a Nintendo irá lidar com os restantes mercados: se continuará a manter as baterias não substituíveis, ou se optará por manter um design único com baterias fáceis de trocar para todo o mundo - esperando-se que seja esta última a opção escolhida.

Actualmente, o processo de substituição de bateria não pode ser feito (facilmente) pelos utilizadores, embora exista um pequeno grupo que se dedique a essas coisas e até partilhe formas de como fazer upgade da bateria para uma de maior capacidade.

MS promete Windows 11 melhorado

21-03-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft diz ter criado uma "equipa de elite" para corrigir todos os problemas do Windows 11.

A MS parece ter finalmente tomado consciência da frustração dos utilizadores com o uso do Windows 11 (ainda recentemente vimos novo bug que impede o login com contas Microsoft), e compromete-se a fazer alterações substanciais para o resolver. Ainda para este ano fica prometida uma grande actualização para o Windows 11, focada em resolver várias das principais críticas dos utilizadores.

Entre as novidades confirmadas estão melhorias significativas no desempenho, menor consumo de RAM, menos presença de publicidade, menos "imposição" de AI no sistema, e até o regresso da possibilidade de mover a barra de tarefas para os lados ou topo do ecrã.

A empresa promete um sistema mais rápido, consistente e fiável ao longo de 2026, com melhorias no desempenho geral, no Explorador de Ficheiros e até no Windows Subsystem for Linux. O objectivo é tornar o sistema mais leve e imediato, tanto em máquinas com hardware recente com nas máquinas com menos recursos. A pesquisa do Windows também será melhorada, com resultados mais rápidos e uma experiência mais uniforme em todo o sistema.
No lado da experiência de utilização, a Microsoft está a trabalhar para reduzir distrações e inconsistências visuais, além de melhorar a estabilidade geral. A barra de tarefas poderá voltar a ser posicionada no topo ou nas laterais do ecrã, algo que muitos utilizadores pediam desde o lançamento do Windows 11. A empresa também quer devolver aos utilizadores o controlo sobre as actualizações, permitindo suspende-las por tempo indefinido, e reduzir as actualizações que exigem reboots obrigatórios.

Outro ponto importante é a redução da presença do Copilot e de elementos AI em várias áreas do sistema, bem como uma abordagem mais equilibrada ao uso destas funcionalidades. Internamente, este esforço está a ser tratado como uma prioridade máxima, com o objectivo de recuperar a confiança dos utilizadores e tornar o Windows 11 mais atractivo face a alternativas como macOS e Linux. Veremos que tal estas prometas se materializam na realidade.

Como converter um teclado a pilhas para recarregável via USB-C

21-03-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

O projecto de hoje mostra como converter um teclado wireless a pilhas para um com bateria recarregável via USB-C.

Se há quem aprecie o aspecto de uma secretária limpa e livre de cabos, usando teclado e rato sem fios, há também quem sofra com os teclados com pilhas convencionais que, invariavelmente, ficam com as pilhas gastas no pior momento possível.

É certo que não é difícil trocar pilhas, e que - com uso normal - estas podem durar muitos meses, ou até anos. Dito isto, não é muito difícil avançar com o processo de conversão para uma bateria recarregável, com este projecto demonstra.

Os elementos centrais são um módulo de carga TP4056 com porta USB-C e uma bateria de 3.7V 300mAh.



Importa relembrar que embora o teclado passe a ter uma porta USB-C, a mesma serve apenas para efeito de recarregamento da bateria e não permite usar o teclado como teclado "com cabo".

Torna-se também obrigatório referir que, como solução bastante mais prática e imediata, podemos também simplesmente optar por usar pilhas recarregáveis (que regularmente vamos referindo por cá) - dispensando a necessidade de uma transformação mais radical como esta. Mas, não é por isso que deixa de ser um projecto interessante, e que poderá ser adaptado a outros dispositivos onde se deseje dizer adeus às pilhas em troca de uma bateria recarregável integrada.

Google Messages com partilha de localização

21-03-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Google está finalmente a lançar a partilha de localização em tempo real no Google Messages.

Mais de uma década após a morte do Google Latitude - o serviço de partilha de localização entre amigos que, na altura, foi transferido para o Google Maps - a Google começa a disponibilizar a funcionalidade de partilha de localização em tempo real no Google Messages. É uma funcionalidade que já era esperada há algum tempo, anunciada como parte do Feature Drop de Março de 2026, mas que só agora começou a ser activada de forma gradual.

Até aqui, a app já permitia enviar a localização, mas apenas de forma estática. Com esta actualização, passa a ser possível partilhar a localização em tempo real, permitindo que outra pessoa acompanhe o percurso ao vivo. A funcionalidade aproxima o Google Messages de rivais como WhatsApp e Telegram, que já oferecem esta opção há vários anos.
A nova opção surge destacada a verde dentro do menu de partilha e permite escolher entre durações predefinidas, como "uma hora", "até ao final do dia", ou definir um período personalizado entre um minuto e 24 horas. Durante a partilha, aparece um indicador no chat com o tempo restante, e um ponto verde que sinaliza que a localização em tempo real está activa.

A funcionalidade deverá funcionar tanto em conversas RCS como em mensagens tradicionais, recorrendo à infraestrutura do Find Hub da Google. Para utilizadores iOS, espera-se que a partilha seja feita através de um link do Google Maps.

Como é habitual, o lançamento está a ser feito de forma faseada, pelo que poderá demorar algum tempo até chegar a todos os utilizadores. Só estou admirado como é que a Google ainda "não deu a volta" e achou que seria boa ideia ter uma app dedicada para isto; até sugiro um nome: que tal Google Latitude?