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Dados de 19M de franceses roubados de portal governamental

26-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

O portal de identificação France Titres torna-se no mais recente caso a demonstrar os riscos da centralização de dados pessoais.

A França enfrenta uma violação de dados de grande escala após o portal de identificação France Titres ter sido comprometido, com milhões de registos colocados à venda online. A plataforma, usada para serviços como passaportes, cartões de cidadão e cartas de condução, poderá ter exposto dados de 19 milhões de utilizadores. Embora o governo ainda não tenha confirmado números oficiais, as autoridades já confirmaram um "incidente de segurança" envolvendo contas individuais e profissionais.

Os dados expostos podem incluir nomes, emails, datas de nascimento, números de telefone, moradas e identificadores de conta - informação que pode ser usada para fraude de identidade ou ataques de phishing direccionados. Apesar de o governo garantir que documentos e anexos não foram afectados, o volume e o tipo de dados levantam bastantes preocupações. Ainda não foram revelados dados sobre a origem do ataque ou quais os suspeitos, sendo apenas dito que a investigação está em curso e que foram aplicadas "medidas adicionais de segurança".

Este caso reacende o debate em torno dos sistemas centralizados de identidade digital. Com vários incidentes recentes envolvendo bases de dados governamentais em França, aumentam as preocupações sobre os riscos de concentrar grandes volumes de dados sensíveis num único sistema - isto numa altura em que continuam os planos para expandir iniciativas de identificação digital, que podem ultimamente levar a que o acesso a muitos sites e serviços online só possa ser feito com os visitantes devidamente autenticados e associados a documentos de identidade oficiais.

Robot Ace da Sony domina no ping-pong

26-04-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

O ténis de mesa é a mais recente modalidade desportiva que passa a ser dominada pelos robots.

A Sony revelou o robot Ace, que conseguiu o feito de ser o primeiro a conseguir vencer a um jogador profissional.

Há muito que se sabe que é uma questão de tempo até que os robots, com ajuda da AI, superem os humanos em todas as actividade e modalidades. Desta vez isso aplicou-se ao ténis de mesa (vulgo, ping-pong), se bem que ainda com espaço para melhorias. O robot Ace no seu estado actual é capaz de ganhar à totalidade dos jogadores amadores, e também já vence a alguns jogadores profissionais.

Do ponto de vista técnico, temos coisas impressionantes, não só a nível da parte mecânica do robot, como principalmente a nível dos sistemas de câmaras de alta-velocidade para fazerem o seguimento da bola no espaço tridimensional, incluindo um sistema que consegue determinar com precisão a velocidade e direcção de rotação da própria bola - elemento fundamental neste desporto. Tudo isso é depois processado por um sistema AI que materializa a resposta possível mais eficiente.



Ao estilo da jogada 37 do AlphaGo, também aqui já se assistiu a uma jogada curiosa em que o robot respondeu com uma jogada em que inverteu o efeito da bola, coisa que não há registo entre os jogadores humanos, e que antecipa que futuros jogos com atletas de topo se tornem bastante interessantes de assistir.

Também destaque para a sua capacidade de reagir a coisas inesperadas, como no caso da bola bater na rede e alterar por completo as trajectórias e movimentos previstos, recalculando tudo em fracções de segundo.

Dito isto, o robot ainda não consegue responder às "bojardas" do oponente - algo que talvez possa vir a fazer no futuro, com câmaras de ainda maior velocidade e actuadores robóticos ainda mais rápidos. Ainda assim, para que a luta fosse verdadeiramente equilibrada, só se deveria dizer que os robots superam os humanos no ténis de mesa quando um robot humanóide fosse capaz de vencer o campeão humano, usando apenas as câmaras e sensores integrados no próprio robot sem ajuda de sistemas externos.

DJI Flycart 200 transporta até 200kg de carga

26-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Depois do DJI Flycart 100, a DJI lança o Flycart 200, um drone de carga que pode transportar 200 kg a até 36 km de distância.

A DJI apresentou o FlyCart 200, um drone de carga pesada pensado para logística industrial, resposta a emergências e trabalhos de infraestrutura. Ao contrário dos drones convencionais, este modelo foi concebido para transportar cargas significativas, com capacidade até 200 kg por unidade. Suporta ainda operação em conjunto com até quatro drones, com formação automática, permitindo transportar cargas até 600 kg, posicionando-se como alternativa a helicópteros.

Uma das principais novidades é o desempenho em altitude. O FlyCart 200 consegue manter a capacidade máxima até aos 3.000 metros e continua a transportar cargas relevantes (140 kg) até aos 6.000 metros. Isto torna-o especialmente útil em ambientes montanhosos, mineração ou operações de resgate. A DJI redesenhou o sistema de propulsão e energia para garantir estabilidade e eficiência em condições de ar mais rarefeito.


[O vídeo acima é da versão FC 100 - as capacidades são idênticas]

DJI unveiled its new FC200 transport drone.

Standout feature: a four-drone coordinated formation that has a max payload of 600 kg.

This will change lots of industries. pic.twitter.com/aCpxH4wuPo

— Li Zexin 李泽欣 (@XH_Lee23) April 24, 2026
O drone oferece dois modos principais de transporte: uma caixa de carga impermeável para entregas convencionais, e um sistema de guincho para descidas precisas em locais onde não é possível aterrar. Este sistema inclui tecnologia anti-oscilação e uma câmara para posicionamento de precisão. Em termos de segurança, conta com sensores avançados, incluindo LiDAR e radar, para detecção de obstáculos em todas as direcções. Não falta um sistema de corte do cabo do guincho, para cenários extremos, assim como um paraquedas para usar em último recurso.

No software, a DJI aposta em ferramentas de controlo de frota e planeamento de missões, permitindo que um único operador controle vários drones. As baterias com troca rápida e carregamento acelerado reduzem o tempo parado, enquanto o ecossistema permite monitorização em tempo real e integração com outros sistemas.

X lança XChat para o resto do mundo

26-04-2026 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

O X lançou o XChat globalmente, a sua app de mensagens que promete segurança total - mas que parece ter-se esquecido de um pressuposto básico.

Tal como tinha prometido, depois dos EUA, o X lançou a app XChat dedicada às conversas. A app fica por agora disponível para iOS, com promessa da versão Android para breve.

A app replica tudo aquilo que se espera de uma app de mensagens, incluindo mensagens em grupo, mensagens temporárias, a (sempre idiota) opção para bloquear screenshots, e possibilidade de edição de mensagens já enviadas. Ainda assim, inevitavelmente surgem justificadas críticas quanto à necessidade da sua existência, já que tudo isso poderia muito bem ter sido integrado na app principal do X - ainda para mais tendo em conta o seu objectivo de se tornar numa "everything app". Com esta app, já quase justifica criar uma pasta dedicada a apps do X, para guardar o X, o Grok, e esta nova XChat.

XChat is now available. Design team is cooking on these launch videos. pic.twitter.com/u7BIKNp0pc

— Design (@Design) April 24, 2026
Mas, a parte que está a ser mais criticada é mesmo a sua falsa promessa de segurança. Depois de ter passado várias semanas a falar mal de serviços concorrentes, como o Signal e o WhatsApp, lançando para o ar suspeitas sobre a sua promessa de uso de encriptação end-to-end, Elon Musk promete que o XChat é a única app de mensagens realmente segura. Algo que já ficou demonstrado ser totalmente falso.

🚨Reminder: XChat claim of “end-to-end encrypted” chats is misleading at best.

XChat uses the Juicebox protocol to secure the encryption keys with only a 4-digit code which cannot be brute forced.

While that sounds absurd, the Juicebox protocol achieves this by splitting up… pic.twitter.com/lTCFs5203z

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) April 24, 2026
Tal como já tínhamos referido por altura do seu lançamento nos EUA o XChat usa o Juicebox protocol (PDF) um sistema bastante curioso que permite manter mensagens com encriptação end-to-end usando apenas um PIN simples. No entanto, para que isso seja feito com a segurança esperada, há o pressuposto de que a chave criptográfica ficará dividida entre diferentes entidades/zonas, de modo a que uma eventual quebra de segurança numa delas não ponha em risco a encriptação das mensagens. Ora, no caso do XChat isso cai por terra, já que todas as zonas são controladas pela mesma entidade (o X), o que significa que, se quiser - ou se a isso for obrigado pelas autoridades - o X pode perfeitamente decifrar as mensagens dos utilizadores.

Parecer ser uma falha demasiado básica para quem passou tanto tempo a falar mal da encriptação dos outros... Mas talvez ele prometa que a verdadeira segurança chegará sem falta "para o ano", como tem feito para coisas como o FSD, os robotaxis, viagens ao espaço, e robots!

Projecto Lunar Gateway em risco devido a módulos com corrosão

26-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A perspectiva de ter uma estação espacial em órbita lunar fica posta em causa devido a problemas de corrosão detectados nos primeiros módulos do Lunar Gateway.

O projecto Lunar Gateway, a estação espacial que a NASA planeava colocar em órbita da Lua, enfrenta novo problema inesperado. Para além dos atrasos sucessivos e dúvidas estratégicas, foi confirmado que os principais módulos habitáveis apresentam sinais preocupantes de corrosão.

Jared Isaacman, actual administrador da NASA, confirmou que tanto o módulo HALO (Habitation and Logistics Outpost) como o módulo europeu I-HAB foram afectados. Segundo o responsável, os dois únicos módulos habitáveis já entregues apresentavam corrosão, algo que poderia atrasar ainda mais o calendário do projecto, potencialmente para além de 2030. Este problema ajuda a explicar porque a NASA decidiu por programa Gateway em pausa, dando prioridade à criação de uma base na superfície lunar.

A estação, que durante anos foi apresentada como peça-chave para missões futuras, acabou por se tornar um projecto caro e cada vez mais difícil de justificar. A existência de corrosão em dois módulos distintos levanta questões importantes, especialmente tendo em conta que foram desenvolvidos por diferentes entidades. O módulo HALO está a cargo da Northrop Grumman, enquanto o I-HAB resulta de uma colaboração internacional liderada pela Agência Espacial Europeia. No entanto, ambos partilham um ponto em comum: a estrutura principal foi construída pela empresa europeia Thales Alenia Space, que desta forma se torna na principal "suspeita" para a origem do problema.
A Northrop confirmou a situação, referindo uma "irregularidade de fabrico" e garantindo que estão a decorrer os trabalhos de reparação com conclusão prevista para breve. A empresa diz que o módulo ainda poderá ser reutilizado noutras missões, incluindo possíveis aplicações na superfície lunar. Do lado europeu, a ESA também reconheceu o problema, apontando para uma combinação de factores como o processo de fabrico, tratamento das superfícies, e propriedades dos materiais utilizados. Ainda assim, a agência refere que a corrosão não representa um obstáculo intransponível, especialmente no caso do módulo I-HAB, que estará em melhores condições e ainda se encontra em fase de construção.

Apesar de todas as entidades referirem que a situação é tecnicamente gerível, esta descoberta levanta sérias dúvidas sobre os processos de controlo de qualidade num projecto desta complexidade. Curiosamente, o problema não se limita ao Lunar Gateway. A Axiom Space, empresa que está a desenvolver uma estação espacial comercial, revelou também já ter detectado sinais de corrosão num dos seus módulos, o que pode revelar um problema mais abrangente a nível da indústria espacial.

O que é certo é que, deviso a todos atrasos, custos elevados e agora falhas técnicas, o futuro do Lunar Gateway torna-se cada vez mais incerto. O projecto que em tempos foi apresentado como essencial para a exploração espacial da Lua pode acabar por ir parar à gaveta dos projectos espaciais falhados.

Beijing Auto Show 2026 com carros para todos os gostos

26-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

No Salão Automóvel de Beijing 2026 não faltaram carros de todos os estilos, com forte aposta nos eléctricos e muita tecnologia.

A BYD revelou o novo FCB (Fang Cheng Bao) Formula X, um carro desportivo que não dispensa as portas que abrem para cima - sinal claro do segmento a que se destina.

Real-vehicle photos of #BYD FCB Formula X, which premiered globally at Auto China yesterday. https://t.co/hKONhEcuec pic.twitter.com/0d7pruXdC1

— ThinkerCar (@thinkercar) April 25, 2026
E também o protótipo Ocean V.

#BYD released the video of its all-new Ocean-V concept car. https://t.co/1Qkxf8yciF pic.twitter.com/bHL9i7d2Zv

— ThinkerCar (@thinkercar) April 24, 2026
Temos ainda o Denza Z descapotável, que aposta num design mais tradicional (mas com mais de 1000cv de potência), e que será mostrado também no Goodwood Festival of Speed em Julho.

Denza Z convertible sports car revealed. It will launch in July at the Goodwood Festival of Speed.@Denza_europe pic.twitter.com/QuiIRZ5VYA

— CarNewsChina.com (@CarNewsChina) April 24, 2026
Para quem não quiser arriscar ficar atolado, o imenso Li Auto L9 tem suspensão que lhe permite levantar qualquer roda, facilitado o processo de sair de zonas complicadas - ou de facilitar o processo de trocar uma roda sem necessitar de um macaco.

The new Li Auto L9 in China features a 800V Fully Active Suspension that is able to independently lift a corner of the vehicle so you can change a tire without a jack.

Suspension Specs:
• Air Suspension & Hydraulic
• Over 10,000 Newtons of lift force per wheel
• ~10ms… pic.twitter.com/rhbHpfjhIK

— Nic Cruz Patane (@niccruzpatane) April 25, 2026
A XPeng não fica atrás, com o igualmente gigantesco XPeng GX que promete conforto em todo o tipo de estradas, ou fora dela, nem sequer faltando direcção "by wire". Como curiosidade, há vários outros modelos que adoptam a tecnologia steer-by-wire, o NIO ES9, IM LS9, IM LS8 além do Xpeng G, o que se pode ver como um indicador que, lentamente, se começa a espalhar e poderá tornar-se comum daqui por mais alguns anos - ao estilo do que aconteceu no passado com sistemas como o ABS e outros.
A SAIC Audi - a tal Audi que usa o "AUDI" como logo em vez dos quatro círculos da Audi ocidental - revelou o seu SUV E7X, que pessoalmente acho que poderia/deveria ter ido buscar mais inspiração ao design dos Audi clássicos das décadas passadas.

SAIC Audi unveiled the all-new Audi E7X for its global debut at Auto China 2026. Positioned as a large all-electric five-seat SUV, the model is scheduled to open pre-orders on May 8.
The vehicle adopts a full 900V high-voltage architecture and is equipped with a 109kWh CATL… pic.twitter.com/GcQlnebUKe

— ThinkerCar (@thinkercar) April 24, 2026
Há muitos, muitos carros eléctricos, e também modelos EREV (com motores a combustão a servir de gerador para carregar as baterias) que continuam a ter bastante procura na China. Embora tenha referido alguns dos mais chamativos, havia também muitos modelos económicos, mais realistas para o público em geral. E com a particularidade de mesmo nesses modelos económicos, alguns deles virem equipados com sistemas completos de assistência à condução, incluindo LIDAR.

Temos também a aposta reforçada da Hyundai que criou um novo Ioniq V com o qual espera ser capaz de fazer frente à imensa oferta no país - ao contrário de marcas como a Honda, que recentemente anunciou o encerramento das suas fábricas na China, dizendo que não tem capacidade para competir com as marcas locais.

E, como não podia deixar de ser, a CATL não perdeu a oportunidade para mostrar as suas mais recente baterias, com modelos variados, para dar resposta a todo o tipo de necessidades.
  • A Shenxing III: com carregamento 10C (15C de pico) quue pode ser recarregada totalmente em 6 minutos (9 minutos a -30°C)
  • Qilin III: 280 Wh/kg. Até 1500 km de autonomia. 3MW peak power. Pack de 625kg.
  • Qilin Condensed: 350 Wh/kg. Até 1500km de autonomia. Sem risco de combustão mesmo em caso de perfuração.
  • Freevoy II: para híbridos. 600km de autonomia eléctrica / 2000km de autonomia combinada.
  • Naxtra: Primeira bateria sodium-ion com produção em volume, suporta temperaturas ultra-baixas.
Estações de troca de bateria: carregamentos de 6 minutos, troca de bateria em 99 segundos.

One-stop guide to CATL's 2026 latest battery portfolio!
· Shenxing III: 10C charging (15C peak). Full charge: 6 mins. -30°C charge: 9 mins.
· Qilin III: 280 Wh/kg. Up to 1500 km range. 3MW peak power. 625kg lightweight pack.
· Qilin Condensed: 350 Wh/kg. 1500km range. Extreme… pic.twitter.com/7nx35KpPJ9

— CATL (@catl_official) April 24, 2026
A Xiaomi também deu mais alguns detalhes sobre o YU7 GT, mas com a verdadeira apresentação a ficar reservada para um evento dedicado daqui por algumas semanas. Este poderá tornar-se num dos modelos chave de lançamento no mercado europeu (os rumores referem que terá sido isso a justificar o nome "GT" em vez do "Ultra" utilizado no SU7, por ser uma designação mais "ocidental"), que é esperada para 2027. Veremos. O importante era a gama SU7 e YU7 chegar até nós ao mesmo preço que é praticado na China - o que imediatamente garantiria mais uns anos de produção garantida para a marca! :)

Google Photos com 25% de desconto

26-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 28 de Abril.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, sempre útil para materializar algumas fotos digitais em lembranças físicas para a posteridade. O serviço de impressão de foto-álbuns está actualmente com 25% de desconto nos photo books, canvas, e fotografias, até até 28 de Abril.
Desta vez a promoção não inclui portes gratuitos, como noutras promoções anteriores, mas mesmo assim é algo a ter em conta.

Não deixa de ser curioso que, para os mais "veteranos", se tenha passado pela fase em que a palavra "fotos" estava inevitavelmente associada às imagens num papel físico, e os "álbuns" eram literais livros com fotos coladas. Depois passamos para uma fase em que ver fotos digitais era uma novidade, e as molduras digitais com ecrã eram algo muito moderno. E agora, estamos num ponto em que as fotos se tornaram algo que implicitamente se refere às fotos digitais, e os álbuns são pastas de fotos numa qualquer plataforma de fotos ou num disco - e sejam as fotos em papel, e os álbuns em papel, a excepção à regra!

Nem que seja pelo factor nostálgico - ou novidade, para os mais novos - é sempre interessante revisitar as fotas físicas em papel. :)

Windows 11 reduz reboots forçados nas actualizações

25-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft está a dar mais controlo aos utilizadores sobre como e quando são feitos os reboots após as actualizações do Windows.

Tal como tinha prometido, a Microsoft está a fazer mudanças no Windows Update com o objectivo de dar mais controlo aos utilizadores e reduzir as interrupções "no pior momento" causadas por actualizações e reinícios forçados. As novidades já começaram a ser disponibilizadas para utilizadores do programa Windows Insider, esperando minimizar as actualizações em momentos inconvenientes e pouca flexibilidade na gestão do processo.

Uma das melhorias passa por permitir adiar as actualizações logo durante a configuração inicial do sistema (OOBE), algo que ajuda os utilizadores a chegar mais rapidamente ao ambiente de trabalho e instalar updates apenas quando for mais conveniente. Esta opção, no entanto, não está disponível em dispositivos empresariais ou em sistemas que dependem dessas atualizações para funcionar corretamente. Outra mudança relevante está na forma como o sistema permite suspender as actualizações. Em vez de opções rígidas, os utilizadores passam a poder escolher uma data específica através de um calendário integrado, adiando os updates por até 35 dias. Este período pode ser prolongado sucessivamente, sem um limite fixo definido, fazendo com que as actualizações possam ser adiadas indefinidamente se o utilizador assim o desejar.
A Microsoft também está a responder a uma das queixas mais comuns: actualizações que surgem inesperadamente ao desligar ou reiniciar o computador. O menu de energia passa agora a separar claramente as opções normais das relacionadas com updates. Assim, será possível escolher "Reiniciar" ou "Desligar" sem instalar actualizações, a par das opções "Actualizar e reiniciar" ou "Actualizar e desligar" que já existiam.
Além disso, o Windows Update vai tornar mais claro o tipo de actualizações disponíveis, especialmente no caso de drivers. A partir de agora, os updates passam a indicar directamente o tipo de dispositivo a que se referem, como ecrã, áudio ou bateria, facilitando a identificação do que está a ser instalado.

Por fim, a Microsoft quer reduzir o número de reinícios necessários. Em vez de múltiplos updates separados, diferentes tipos de actualizações - incluindo drivers, .NET e firmware - passam a ser agrupados num único processo mensal. Isto significa menos reboots; mas os utilizadores continuam a poder instalar actualizações manualmente sempre que quiserem, mantendo o controlo sobre o processo.

Para já, estas funcionalidades estão em fase de testes nos canais Dev e Experimental do Windows Insider, mas deverão chegar gradualmente a todos os utilizadores ao longo dos próximos meses.

Como fazer um drone FPV com ESP32

25-04-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Combinando electrónica e peças impressas em 3D, podemos criar o nosso próprio drone FPV de alta-velocidade.

Levando - literalmente - os projectos ESP32 a novas alturas, este Rocket Drone ESP32 combina electrónica e peças impressas em 3D para criar um drone FPV de alta-velocidade. O projecto não é propriamente indicado para iniciantes, mas não está fora do alcance de qualquer interessado, sendo desde logo recomendável que se tenha acesso a uma impressora 3D e os conceitos básicos de soldadura de compononentes.

Este drone conta até com algumas mordomias adicionais, como uma câmara móvel que facilita a sua utilização em qualquer orientação de voo. E, apesar de ser um projecto que se pode fazer em casa, o resultado é um drone que pode superar os 100 km/h de velocidade, pelo que deverá ser pilotado em locais adequados e com todas as precauções de segurança.


O custo total de material (sem as peças impressas em 3D) deverá ser de cerca de 150 euros, o que não se pode considerar excessivo tendo em conta o resultado final.

Dito isto, se acharem que este drone não satisfaz o vosso desejo de velocidade, podem sempre optar por criar um drone ridiculamente rápido que pode atingir quase 300 km/h. Obviamente, se mesmo para o drone acima se recomenda o máximo de precauções, para este será preciso triplicar os cuidados a ter.

Framework Laptop 13 Pro fica melhor que nunca

25-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Os fãs dos portáteis reparáveis têm novos modelos à disposição: o Framework Laptop 13 Pro e o Laptop 16.

A Framework apresentou o novo Laptop 13 Pro, o seu mais recente portátil modular, focado na facilidade de reparação e possibilidade de upgrade. Revelado no evento Next-Gen da empresa, o equipamento mantém a filosofia totalmente reparável da marca, ao mesmo tempo que traz melhorias importantes a nível de desempenho e autonomia. O preço começa nos 1349 euros, posicionando-o como uma opção premium, mas com maior longevidade.
O Laptop 13 Pro é equipado com processadores Intel Core Ultra Series 3, com configurações que vão desde o Core Ultra 5 até aos modelos mais avançados Core Ultra X9. Integra ainda memória LPCAMM2 DDR5, o novo formato mais compacto, com capacidades até 64 GB, e que o deixa preparado para o futuro. A Framework promete ganhos significativos na bateria, com até 20 horas de reprodução de vídeo em 4K, graças à bateria de 74 Wh.

No armazenamento, destaca-se o suporte para SSDs PCIe Gen5 NVMe, com velocidades até 14.000 MB/s e capacidades até 8 TB. Em conectividade, inclui WiFi 7, quatro portas USB-C / Thunderbolt 4 e um carregador GaN de 100 W. O ecrã de 13.5" utiliza um formato 3:2, com resolução de 2880x1920, taxa de actualização variável entre 30 e 120 Hz, e brilho até 700 nits.
Apesar do foco no desempenho, o portátil mantém um design relativamente fino e leve, com 1.4 kg e 15.85 mm de espessura, num chassis em alumínio maquinado. Inclui ainda um novo touchpad háptico e sensor de impressões digitais. As primeiras unidades deverão começar a ser enviadas em Junho, mas os primeiros lotes de produção já estão totalmente reservados.


A Framework relembrou também o novo Laptop 16 para os fãs dos modelos maiores, baseado em AMD, pensado como uma workstation portátil. O equipamento pode ser configurado com processadores até Ryzen 5, e sistema teclado e touchpad háptico em peça única, além de novas opções de personalização, como cores de moldura.

O Laptop 16 fica disponível com o processador Ryzen AI 5 340, permitindo reduzir o preço de entrada face a gerações anteriores. Os preços começam nos 1409 euros para a edição DIY, dando aos utilizadores a possibilidade de montar e personalizar o portátil ao seu gosto.
Uma das curiosidades é a chegada de uma nova solução gráfica externa dedicada baseada no sistema Expansion Bay. A Framework disponibiliza um módulo com ligação OCuLink que permite ligar dispositivos PCIe externos, incluindo placas gráficas de tamanho completo e outros componentes de alto desempenho.

A dock externa inclui interface OCuLink, fonte de alimentação integrada e sistema de arrefecimento activo para suportar hardware mais exigente, como GPUs. Para além de placas gráficas, o sistema pode ser usado com placas de rede de alta velocidade ou placas de captura, reforçando a ideia de um portátil versátil que pode evoluir conforme as necessidades do utilizador, reduzindo as restrições habituais dos portáteis face aos computadores desktop.

Ratos da Logitech perdem funcionalidades sem acesso à net

25-04-2026 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

Se os servidores da Logitech estiverem inacessíveis, os utilizadores podem perder funcionalidades nos seus ratos.

Exigir ligação à internet para configurar um rato em 2026 não devia ser normal, mas está a tornar-se cada vez mais comum nos periféricos modernos. Muitos dispositivos de gama alta dependem de apps de configuração com várias funcionalidades, mas algumas simplesmente deixam de funcionar sem acesso constante a servidores cloud. Isso significa que tarefas básicas como ajustar DPI, configurar botões ou criar macros podem ficar indisponíveis sem ligação - como um utilizador recentemente descobriu.

Logitech's servers are down, so LogiOptions+ doesn't load, which means my mouse no longer works. @internetofshit

Took 5 mins and ported everything over to Better Touch Tool. Uninstalled that awful app. pic.twitter.com/d25GW8gPzL

— Wes Bos (@wesbos) April 22, 2026
O hardware continua a funcionar, mas reverte para o funcionamento básico, tornando-se imensamente frustrante para quem perdeu tempo a configurar funcionalidades específicas para o seu rato. Para além da conveniência, há também questões práticas. Problemas de ligação, falhas nos servidores ou redes com restrições podem limitar funcionalidades num equipamento que, de outra forma, funcionaria perfeitamente. Além disso, obriga os utilizadores a depender de serviços externos para tarefas que podiam ser feitas localmente - o que, além dos problemas referidos abre toda uma nova série de preocupações de segurança.

Pessoalmente, embora seja fã dos ratos Logitech, recuso-me a usar o seu software, limitando-se a usar o rato com as suas capacidades básicas. Para quem quiser mais, há sempre a possibilidade de recorrer a utilitários de terceiros. Ainda assim, acho que seria tempo de marcas como a Logitech reverem a sua posição e começarem a lançar utilitários simples, que funcionem localmente sem depender de serviços na cloud.

Como fazer uma calculadora mecânica com números rotativos

25-04-2026 | 12:28 | A Minha Alegre Casinha

A Flapulator é uma máquina de calcular que presta homenagem aos mostradores rotativos de antigamente.

Muito antes dos ecrãs digitais se terem tornado comuns (e tão baratos que se tornam na opção mais económica), havia outras tecnologias de apresentação de informação. Os "flap displays" eram um dos sistemas mais populares, e que eram usados em coisas tão variadas quanto os mega-quadros das partidas e chegadas das estações e aeroportos, a coisas mais simples e compactas como os relógios despertadores para a mesa de cabeceira. Desta vez, temos um desses displays recriado para uma curiosa máquinas de calcular.

Esta Flapulator usa um Raspberry Pi Pico 2 como base, mas o destaque vai para todo o sistema mecânico de apresentação dos números, recorrendo a seis motores. Todos os elementos são impressos em 3D, pelo que não há problema de os ajustar ao que se quiser, ou de fazer transformações, mantendo o princípio de funcionamento.


Se para uns será um projecto bastante nostálgico, para muitos outros será uma excelente oportunidade de ouvirem - potencialmente pela primeira vez - o característico "click-clack" dos pequenos painéis a rodarem. Algo que acaba por lhe dar um feedback sonoro impossível de ter nos ecrãs digitais modernos (bem, a não ser que se faça batota com samples gravados).

Hyundai lança Ioniq V futurista na China

25-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Hyundai quer revitalizar as vendas na China e aposta num Ioniq V com design futurista.

A Hyundai está a tentar reinventar a sua presença na China com o lançamento do novo Ioniq V, um veículo eléctrico desenvolvido especificamente para o mercado local. O modelo resulta de uma parceria com a BAIC no âmbito da joint venture Beijing Hyundai, e foi apresentado no Salão Automóvel de Pequim. Apesar de ainda faltarem alguns detalhes, o Ioniq V marca uma nova estratégia da marca.
Em termos de dimensões, o Ioniq V mede 4.900 mm de comprimento, 1.890 mm de largura e conta com uma distância entre eixos de 2.900 mm. A Hyundai aponta para uma autonomia até 600 km segundo o padrão CLTC, embora a capacidade da bateria (da CATL) ainda não tenha sido divulgada. No entanto, o elemento de destaque vai para o seu design, que mantém linhas mais habituais nos "protótipos" do que num carro em versão de produção.
No interior, o destaque vai para a tecnologia e conforto. O habitáculo inclui um ecrã 4K de 27", complementado por um head-up display Horizon, além de um sistema de som com oito colunas e suporte para Dolby Atmos. A marca promete também maior conforto de condução e redução do ruído de estrada e vento.

O Ioniq V integra ainda funcionalidades inteligentes, incluindo um assistente AI a correr no chipset Snapdragon 8295 da Qualcomm. Os sistemas de assistência à condução são fornecidos pela Momenta. Apesar de algumas informações ainda não terem sido reveladas, o modelo mostra a aposta renovada da Hyundai num mercado de eléctricos altamente competitivo - que tem levado marcas como a Honda a sair do mercado. Para ter sucesso na China é de esperar que tenha um preço bastante atractivo, e resta-nos esperar que possa eventualmente chegar à Europa.

CITROËN ë-C3 Autonomia Urbana a menos de 18.000 euros

25-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Citroën reforça a sua oferta no segmento B 100% elétrico com a chegada a Portugal do ë-C3 Autonomia Urbana, uma proposta que facilita ainda mais o acesso à mobilidade elétrica.

Com um preço base a partir de 19.990€, o ë-C3 Autonomia Urbana está atualmente disponível com uma campanha comercial em vigor que posiciona o modelo abaixo da fasquia dos 18.000 € com um preço promocional de apenas 17.990 €. O ë-C3 afirma-se como uma das ofertas mais competitivas do mercado nacional, tendo sido o modelo elétrico do segmento B hatch, mais vendido em Portugal no primeiro trimestre de 2026.

Produzido sobre a plataforma Smart Car da Citroën, comum às versões elétricas, a gasolina e híbridas da gama, o ë-C3 Autonomia Urbana encontra-se agora em plena fase de produção, com unidades já disponíveis em Portugal. Esta versão de acesso continua a desempenhar um papel central na estratégia da marca, ao complementar a oferta elétrica existente e ao tornar a mobilidade elétrica uma opção realista para um público cada vez mais alargado.

Assumindo-se como um modelo absolutamente essencial para as ambições da Citroën de tornar a mobilidade limpa uma realidade para um cada vez maior número de pessoas, o novo ë-C3 autonomia Urbana está equipado com um motor de 83 kW (113 cavalos) e uma bateria de química LFP com 30 kWh de capacidade, uma combinação perfeitamente adaptada às necessidades quotidianas de uma utilização na cidade e que lhe permite declarar uma autonomia WLTP máxima de 212 quilómetros. Em termos de carregamento da bateria, o ë-C3 Autonomia Urbana está equipado com um carregador de bordo monofásico de 7,4 kW, sendo que a bateria suporta igualmente carregamento DC a uma potência máxima de 30 kW.

À semelhança de todos os automóveis de passageiros Citroën, o ë-C3 Autonomia Urbana de passageiros está abrangido pela Garantia “Citroën We Care”, que cobre até 8 anos ou 160.000 km (o que ocorrer primeiro), componentes do veículo relacionados com o motor (motor, caixa de velocidades, transmissão e grupo propulsor). De igual modo, a bateria tem uma garantia de 8 anos ou 160.000 km.
O novo 100% elétrico da Citroën para um dos segmentos mais relevantes do mercado é, igualmente, imbatível em termos de relação qualidade/preço, apostando numa extensa oferta de equipamento logo a partir do nível de acesso You. Esta versão inclui, por exemplo, elementos de conforto como o Citroën Head-Up Display, My Citroën Play com smartphone station, ar condicionado, sensor de luz, retrovisores elétricos e suspensão Citroën Advanced Comfort®, bem como um extenso pacote de assistentes de condução incluídos no Pack Safety (já sob a norma GSRV2.2), 6 airbags (frontais, frontais laterais e cortina), ESP e ABS com distribuição eletrónica da força de travagem (EBD), cruise control com limitador de velocidade, assistência de arranque em subidas, deteção de pneu vazio, travão de segurança ativo (assistido por câmara) com aviso de colisão frontal, sistema ativo de aviso de saída de faixa, alerta de atenção do condutor, câmara de alerta de atenção do condutor e reconhecimento de sinais de trânsito com Informação sobre limites de velocidade.

Já a versão topo de gama Plus do ë-C3 Autonomia Urbana eleva a fasquia com uma lista de equipamento reforçada por elementos como as barras de tejadilho, My Citroën Play Plus com ecrã tátil de 10”, projeção wireless, bancos Citroën Advanced Comfort, banco do condutor regulável em altura, retrovisores elétricos e aquecidos, sensor de chuva e comutação automática entre luzes de médios e máximos. A gama do novo ë-C3 Autonomia Urbana é ainda complementada pela inédita versão VAN (com Homologação N1), dirigida, por exemplo, aos profissionais do setor da entrega de mercadorias, assumindo-se como uma ferramenta de trabalho fiável, versátil, eficiente e amiga do ambiente.

Preços em Portugal com a campanha em vigor para clientes particulares (IVA incluído):
  • ë-C3 Elétrico 113cv Autonomia Urbana YOU: 17.990 euros
  • ë-C3 Elétrico 113cv Autonomia Urbana PLUS: 19.700 euros

Preços em Portugal (IVA incluído):
  • ë-C3 Elétrico 113cv Autonomia Urbana YOU: 19.990 euros
  • ë-C3 Elétrico 113cv Autonomia Urbana PLUS: 23.300 euros
  • ë-C3 Elétrico 113cv Autonomia Urbana VAN: 23.450 euros


[Pela Estrada Fora]

Estudo revela carros mais danificados em Portugal

25-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Cerca de metade dos carros usados mais procurados têm registo de danos, obrigando a cuidados redobrados no momento da compra.

É raro um carro não ter danos maiores ou menores ao longo da sua vida útil. Embora pequenos incidentes de trânsito geralmente não afetem a segurança ou a longevidade de um veículo, comprar um carro que sofreu um acidente grave pode ser um erro caro. A empresa de dados automóveis carVertical realizou um estudo em Portugal e noutros países europeus para identificar as marcas de veículos mais frequentemente danificadas. O estudo revelou que metade dos carros usados mais procurados pelos compradores em 2025 tinham registos de danos.

Os carros Tesla são os que sofrem mais danos

O estudo da carVertical revelou que os carros da Tesla são os mais frequentemente danificados em Portugal: 79,2% de todos os modelos Tesla verificados pela carVertical no país tinham pelo menos um dano registado. Seguiram-se a BMW (74,7%), a Porsche (68,5%), a Mini (65,7%) e a Audi (48%).

De todos os carros verificados pela carVertical em Portugal, mais de dois em cada cinco apresentavam danos: 42,4%. As seguradoras avaliaram cada sinistro em média em 3.500 €. Entre as marcas menos danificadas em Portugal estavam a Kia (28,4%), a Mazda (29,6%) e a Smart (30,1%).

O valor dos danos pode chegar a milhares de euros

Normalmente, quanto maior o valor de um carro, mais caras serão as reparações dos danos. De todos os carros verificados em Portugal, a Porsche apresentou o valor médio de danos mais elevado, 8.200 €. Nos relatórios históricos dos veículos, os modelos Porsche apresentaram uma média de 2,2 registos de danos. Seguiram-se a Jaguar, com 4.900 € e 1,8 registos de danos, juntamente com a Mercedes-Benz, com 4.200 € e 1,8 registos de danos.

No outro extremo do espectro estavam os modelos Smart, que apresentavam uma média de 1,4 registos de danos, com um evento de danos avaliado em 2000 €. A Seat registou 1,9 sinistros, com um valor médio de danos de 2000 €. A Alfa Romeo registou 1,8 sinistros E um valor médio de danos de 2000 €.

As tendências dos danos noutros países são semelhantes

Em todos os países incluídos no estudo, as marcas mais frequentemente danificadas foram BMW (65,2%), Hyundai (59,3%) e Subaru (58%). O modelo mais frequentemente danificado entre os 24 países estudados foi o BMW Série 7, 77,3% desses modelos foram danificados. Logo atrás ficaram o Audi A8, com 71% e o BMW X6, com 70,4%.

Dados específicos por modelo mostram que os carros premium também são os mais frequentemente danificados em Portugal. O Mini One Cabrio domina (96,7%), seguido pelo BMW Série 4 (77,8%) e pelo BMW Série 1 (77%).

[Pela Estrada Fora]

Bug no Github desfaz correcções dos programadores

24-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

O efeito da Microsoft no GitHub parece estar a fazer-se sentir da pior maneira, com novo bug que desfaz o trabalho dos utilizadores.

Numa altura em que a Microsoft diz estar comprometida em corrigir os muitos problemas do Windows, parece que a equipa responsável pelo GitHub ainda não recebeu essa indicação. Além de todos os relatos de problemas que têm surgido nos últimos tempos, foi agora descoberto um bug que pode fazer com que a plataforma aleatoriamente desfaça algumas das alterações feitas pelos utilizadores nos seus projectos.

Didn't think Github's reliability could get worse, and then they ship a bug that _randomly reverts previously merged commits_.

Betting that this caused multiple serious production issues out there. https://t.co/YtMsTqy6iE

— Akshat Bubna (@akshat_b) April 24, 2026
A nível de impacto na reputação e confiança dos utilizadores, este será o pior tipo de bug que pode haver. Afinal, os utilizadores (e empresas) utilizam o GitHub com o pressuposto fundamental de que a plataforma fará a gestão do código. Se se começa a duvidar que a plataforma está a desfazer - ainda por cima aleatoriamente - algumas das alterações e correcções feitas, esse princípio básico de confiança no serviço cai por terra, levando a muitas outras questões e dúvidas que - levado ao extremo - podem por em causa o próprio uso da plataforma.

Como em muitos outros casos embaraçosos, importará não só que a Microsoft corrija os problemas com o GitHub como, acima de tudo, mantenha uma postura correcta e de humildade quanto ao que se passou. Internamente tem havido grandes mudanças a nível dos cargos executivos na Microsoft, e muitos programadores veteranos têm abandonado a empresa, tanto por descontentamento com as chefias como por obterem melhores condições noutras empresas tecnológicas (falta saber se parte do descontentamento poderá estar relacionada com as chefias acharem que as ferramentas AI substituirão todos os funcionários). O que é certo é que parece que a MS tem que parar um pouco e reavaliar o seu rumo, a não ser que queira que o GitHub se junte à longa lista de coisas que "arruinou".

DeepSeek V4 volta a aproximar-se dos modelos AI "fechados"

24-04-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A DeepSeek volta a complicar a vida às empresas AI, com os modelos V4 open-source a aproximarem-se dos modelos de topo da Anthropic, Google e OpenAI.

A DeepSeek lançou versões preview da nova família de modelos V4, trazendo dois modelos open-weight com suporte nativo para contextos até um milhão de tokens. A gama inclui o DeepSeek-V4-Pro e o mais eficiente V4-Flash, ambos baseados numa arquitectura Mixture-of-Experts. Os modelos já estão disponíveis via API, chatbot web e Hugging Face, permitindo também execução e fine-tuning local por parte de developers.

Um dos principais focos do V4 é a eficiência em larga escala. Apesar do suporte para contextos extremamente longos, os novos modelos reduzem significativamente os requisitos de processamento e memória face à geração anterior. Segundo a DeepSeek, o V4-Pro utiliza cerca de um quarto do poder computacional em cenários de 1M tokens, enquanto o V4-Flash é ainda mais eficiente. Estes ganhos resultam de um novo sistema de atenção que combina métodos e compressão para lidar melhor com grandes volumes de dados.
Ao nível do desempenho, o V4-Pro apresenta resultados fortes em programação, raciocínio e tarefas agent-based, competindo em alguns cenários com modelos proprietários. Destaca-se especialmente em benchmarks de programação e uso de ferramentas, além de melhorias em raciocínio matemático. Ainda assim, fica atrás dos modelos mais avançados em áreas como conhecimento geral e alguns fluxos de trabalho mais complexos.

A DeepSeek posiciona o V4 como um passo importante para modelos open-source, sobretudo pelo suporte nativo de contextos longos e pela maior eficiência de custos. Adicionalmente, tem a grande vantagem de ser um modelo que fica totalmente sob controlo dos utilizadores, não ficando sujeito a surpresas inesperadas como, subitamente e sem aviso, ver um modelo AI ficar "burro".

Cadeira gaming Acer Predator Rift lite a €79

24-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Mais necessário do que nunca para quem passou a ficar em casa a tempo inteiro - ou simplesmente decidiu melhorar as suas condições durante o tempo que passa a trabalhar ou a jogar no computador - temos esta cadeira gaming Acer.

É habitual ver as pessoas que planeiam o seu próximo computador escolherem todo e cada componente da sua máquina com enorme cuidado; mas muita vezes esquecem-se dos componentes "extra-computador", que podem ser ainda mais importantes. A cadeira é uma dos elementos críticos que muitas vezes é descurado, mas felizmente vão surgindo propostas interessantes a preços bastante aceitáveis.
Esta cadeira gaming Predator Rift lite está disponível por 79 euros, com envio da Amazon Espanha.

Vem com todos os ajustes esperados para uma cadeira reclinável e conta com ajuste de altura pneumático. Tem também o logo do gama gaming Predator da Acer, pelo que combinará perfeitamente com o restante material da marca - ou em qualquer outro "setup" gaming que se deseje.


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Ubuntu 26.04 LTS "Resolute Raccoon" já disponível

24-04-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Já está disponível a mais recente versão LTS do Ubuntu, o Ubuntu 26.04 LTS "Resolute Raccoon", ideal para quem quer manter os seus sistemas por longos anos.

O Ubuntu 26.04 LTS, com o nome de código “Resolute Raccoon”, já está disponível, trazendo várias novidades a uma das distribuições Linux mais populares. Esta versão de suporte prolongado é baseada no kernel Linux 7.0 e inclui o ambiente GNOME 50, marcando a transição para uma experiência Wayland-only. Apesar disso, aplicações X11 continuam a funcionar através da camada de compatibilidade Xwayland.

A mudança para Wayland não impede a utilização de outros ambientes gráficos, sendo possível instalar alternativas como KDE Plasma, Xfce ou MATE com sessões X11. A Canonical também actualizou o instalador do sistema, adicionando encriptação com suporte TPM e melhorias nas ferramentas de instalação automatizada.
Uma das principais novidades é a APT 3.2, que conta com funcionalidades de rollback nativas, permitindo desfazer ou repor alterações de pacotes de forma semelhante ao DNF do Fedora. O sistema inclui ainda suporte nativo para NVIDIA CUDA e AMD ROCm, aceleração de vídeo via VA-API, e alterações em várias aplicações, incluindo um novo leitor de vídeo e ferramenta de monitorização do sistema.

No lado do servidor, o Ubuntu 26.04 LTS traz actualizações importantes em vários pacotes, como Docker 29, PostgreSQL 18 e OpenStack 2026.1. As versões oficiais incluem ambientes actualizados como KDE Plasma 6.6 e Xfce 4.20.

Sendo uma versão LTS (Long Term Support), terá suporte oficial durante cinco anos, até Abril de 2031, podendo prolongar-se até 10 anos com uma conta Ubuntu Pro (gratuita), ou até 15 anos com a opção "Legacy add-on".

OpenAI lança GPT-5.5

24-04-2026 | 13:00 | Aberto até de Madrugada

A OpenAI lançou GPT-5.5, o seu mais recente modelo que diz ser o mais avançado até à data - mas também bastante mais caro.

A OpenAI anunciou o GPT-5.5, o seu mais recente modelo AI, prometendo maior eficiência e melhor desempenho, especialmente em tarefas de programação complexas. A empresa descreve-o como o modelo mais intuitivo até agora, capaz de lidar com pedidos complicados e com várias etapas, sem necessidade de orientação. Surge como evolução do GPT-5.4, lançado no mês passado.

Segundo a OpenAI, o GPT-5.5 foi pensado para lidar melhor com tarefas ambíguas ou desorganizadas, conseguindo planear etapas, usar ferramentas e validar o próprio trabalho. Pode escrever e corrigir código, criar documentos e folhas de cálculo, e trabalhar entre várias ferramentas com mais autonomia. Em alguns cenários, utiliza também menos tokens, sobretudo em ambientes como o Codex, tornando-se mais eficiente. A segurança também foi reforçada, com a OpenAI a dizer que este é o modelo com as salvaguardas mais avançadas até agora.

Introducing GPT-5.5

A new class of intelligence for real work and powering agents, built to understand complex goals, use tools, check its work, and carry more tasks through to completion. It marks a new way of getting computer work done.

Now available in ChatGPT and Codex. pic.twitter.com/rPLTk99ZH5

— OpenAI (@OpenAI) April 23, 2026
Ainda assim, não demorou para que a tabela de benchmarks apresentada pela OpenAI - onde se vê uma vitória "total" do GPT-5.5 - depressa fosse "corrigida" por outras pessoas, demonstrando que o modelo acaba por ficar abaixo do Opus 4.7 da Anthropic e do Gemini 3.1 Pro da Google em alguns casos.
O maior problema é que, mais uma vez, o custo do uso deste modelo volta a aumentar face aos modelos anteriores, voltando a reacender as questões sobre a sustentabilidade destes serviços, e de que o acesso aos modelos e modos AI realmente avançados seja algo que poderá ficar apenas ao dispor daqueles que podem pagar centenas de euros por mês.

A disponibilização do GPT-5.5 começa esta semana para utilizadores ChatGPT dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise, bem como no Codex. A versão GPT-5.5 Pro ficará reservada para planos mais avançados.