PlanetGeek
№ 01

AI fez preço da RAM recuar 20 anos

A "açambarcamento" da memória RAM para os datacenters AI fez os preços da memória RAM recuar vinte anos.

Os preços da memória RAM voltaram a atingir níveis que não se viam desde 2007, anulando em meses décadas de descidas no preço deste componente crítico. A conclusão é do investigador e programador Daniel Lemire, que atribui esta situação à enorme procura por HBM (High Bandwidth Memory), impulsionada pelo rápido crescimento da inteligência artificial.

Dados independentes mostram que o preço da DDR5 ronda atualmente os 11 a 13 dólares por GB, valores semelhantes aos registados há quase duas décadas. Ao contrário do que aconteceu no passado, esta subida não resulta de problemas tecnológicos ou de produção, mas sim da procura sem precedentes por memória para o processamento AI, que está a absorver grande parte da capacidade de fabrico disponível.

On a historical basis, computer memory has been falling at an exponential rate for decades. But we just undid about 20 years of progress.

RAM on a per unit basis is about as expensive as it was in 2007.

To my knowledge, it is an historical anomaly. I cannot recall a similar… pic.twitter.com/UH6LgZ1fc4

— Daniel Lemire (@lemire) August 5, 2026
A escassez de memória afecta vários setores tecnológicos, incluindo computadores, placas gráficas, smartphones, consolas e até a indústria automóvel.

Infelizmente, ainda não existe uma previsão para o fim desta crise. Várias empresas têm prometido aumentar a produção, e até criar novas linhas de produção de chips, mas isso é algo que demorará anos a dar resultados. Até lá, os tempos em que se podia optar por 32GB ou 64GB num novo PC porque isso nem tinha grande peso no preço final, vão ser apenas uma memória dum passado não muito distante.

№ 02

Token Monitor mostra tokens AI disponíveis

O Token Monitor é um projecto no Kickstarter que disponibiliza um pequeno ecrã que mostra os tokens disponíveis nos serviços AI.

Com o uso cada vez mais frequente de serviços AI, surgiu aquilo que se pode designar por "token anxiety" referente aos tokens que se vão gastando e se podem aproximar do limite de uso. Foi isso que levou à criação deste Token Monitor, um pequeno touchscreen acompanhado por um ESP32-S3, para acompanhar, em tempo real, a utilização de assistentes de programaçãoAI. O dispositivo inclui um touchscreen IPS de 4" com resolução 480 × 480, conectividade WiFi e Bluetooth, alimentação por USB-C, e suporte opcional para bateria.

O Token Monitor mostra informações como o consumo de quotas, número de tokens utilizados, limites de sessão, tempo até ao reinício das quotas e estimativas de custos. Os dados são obtidos através de um serviço local open-source, que comunica de forma segura com o dispositivo. Todas as credenciais são mantidas no computador do utilizador, sem enviar telemetria ou código para servidores externos.



O sistema é compatível com o Claude Code, Codex CLI e Antigravity CLI, além de suportar Model Context Protocol (MCP). Isto permite que assistentes AI façam tarefas como configurar o dispositivo, actualizar o firmware, alterar as credenciais WiFi ou consultar registos de diagnóstico directamente a partir da linha de comandos. O firmware utiliza a interface LVGL e permite ainda criar painéis personalizados com gráficos, tabelas e outros dados além do consumo de tokens.

O Token Monitor está actualmente em campanha no Kickstarter, com um objectivo de financiamento de 25.000 euros. As primeiras unidades têm um preço promocional de 99 euros, com o envio previsto para Novembro de 2026. O maior problema é que, para o público alvo a que se destina, muitos deles podem optar por usar um kit ESP32 com ecrã de 4", por menos de metade do preço, e criarem o seu próprio Token Monitor via "vibe coding".

№ 03

Google Drive perde backup de fotos no computador

Quem usasse a app Google Drive Desktop para fazer backups de fotos para o Google Photos terá que reajustar as suas rotinas.

A Google vai remover, a partir de 10 de Agosto, a funcionalidade que permitia à app Google Drive para desktop fazer cópias de segurança automáticas de pastas locais para o Google Photos. A mudança não elimina quaisquer fotografias nem afecta as cópias de segurança já existentes, mas obriga os utilizadores a recorrer ao próprio Google Photos para continuarem a sincronizar as imagens.

Quem pretender manter as cópias de segurança automáticas deverá primeiro desactivar a opção "Back up to Google Photos" nas definições da app Google Drive para computador para evitar problemas (se esta ainda existir). Este procedimento interrompe a sincronização e não apaga fotografias locais ou na cloud.
Depois disso, o novo processo de efectuar as cópias de segurança passa a ser feita directamente através do Google Photos na web. Para tal os utilizadores têm que ir ao Google Photos e no botão "+" no topo direito podem escolher a opção "Back up folders" para sincronizar automaticamente pastas do computador para a biblioteca do Google Photos.

No entanto, há que ter em conta que isto apenas é feito quando se visita o Google Photos, pelo sera recomendável visitar regularmente o Google Photos (ou manter um tab aberta com o site) para assegurar que as fotos das pastas escolhidas estão efectivamente a ser enviadas para a cloud.

№ 04

Google Drive perde backup de fotos no computador

Quem usasse a app Google Drive Desktop para fazer backups de fotos para o Google Photos terá que reajustar as suas rotinas.

A Google vai remover, a partir de 10 de Agosto, a funcionalidade que permitia à app Google Drive para desktop fazer cópias de segurança automáticas de pastas locais para o Google Photos. A mudança não elimina quaisquer fotografias nem afecta as cópias de segurança já existentes, mas obriga os utilizadores a recorrer ao próprio Google Photos para continuarem a sincronizar as imagens.

Quem pretender manter as cópias de segurança automáticas deverá primeiro desactivar a opção "Back up to Google Photos" nas definições da app Google Drive para computador para evitar problemas (se esta ainda existir). Este procedimento interrompe a sincronização e não apaga fotografias locais ou na cloud.
Depois disso, o novo processo de efectuar as cópias de segurança passa a ser feita directamente através do Google Photos na web. Para tal os utilizadores têm que ir ao Google Photos e no botão "+" no topo direito podem escolher a opção "Back up folders" para sincronizar automaticamente pastas do computador para a biblioteca do Google Photos.

No entanto, há que ter em conta que isto apenas é feito quando se visita o Google Photos, pelo sera recomendável visitar regularmente o Google Photos (ou manter um tab aberta com o site) para assegurar que as fotos das pastas escolhidas estão efectivamente a ser enviadas para a cloud.

№ 05

Chrome ganha Netflix em 4K no Windows

Depois de muitos anos de espera, é finalmente possível ver Netflix em 4K no Chrome, desde que se cumpram os requisitos.

A Netflix passou finalmente a suportar a reprodução de conteúdos em 4K no Google Chrome para Windows, eliminando a necessidade de utilizar o Microsoft Edge para ver filmes e séries na resolução máxima.

No entanto, não basta actualizar o browser para as versões mais recentes para se ter acesso a esta capacidade. É também necessário ter um PC com Windows 11 actualizado, um processador ou placa gráfica compatível, um monitor 4K com suporte para HDCP 2.2 e, obviamente, uma subscrição Netflix Premium. Em alguns sistemas poderá também ser necessário instalar as HEVC Video Extensions da Microsoft (pelas quais a MS cobra €1!) para garantir a reprodução em Ultra HD.

Chrome also started supporting 4k on Netflix. pic.twitter.com/nF1tTrggJI

— saurax (@saurax04) July 23, 2026
Além disso, a qualidade de reprodução na Netflix deve estar definida para Auto ou Alta, e o conteúdo escolhido tem de estar disponível em 4K Ultra HD. Só quando todos estes requisitos forem cumpridos é que a plataforma permitirá transmitir vídeo na resolução máxima através do Chrome.

A novidade, para já, está limitada ao Windows. No macOS, o Chrome continua restrito a 1080p, pelo que os utilizadores de Mac terão de continuar a recorrer ao Safari para assistir aos conteúdos da Netflix em 4K. Para quem utiliza o Chrome no Windows, esta mudança torna finalmente possível aproveitar a qualidade máxima incluída no plano Premium sem mudar de browser.

Tudo isto devido às idiotices das tentativas de protecção dos conteúdos, aquelas tentativas completamente falhadas que apenas penalizam os clientes legítimos, enquanto todos aqueles que optam pelos conteúdos pirateados usufruem das qualidades máximas como e quando querem, sem restrições. Enfim...

№ 06

Painel E-Ink com horário de autocarros

Um utilizador partilhou um curioso projecto que mostra os horários dos autocarros num ecrã E-Ink.

Relembrando como hoje em dia é fácil criar projectos práticos e vistosos sem necessidade de grandes conhecimentos técnicos, um utilizador criou um prático painel de informações com ecrã e-ink e ESP32 que reúne, num único local, a hora, previsão do tempo, e os horários dos transportes públicos numa determinada paragem de autocarros em Singapura. O mais interessante é que o projecto não exige qualquer conhecimento de programação avançada, graças à utilização de um modelo já preparado que pode ser configurado em poucos minutos.

O projecto utiliza um reTerminal ePaper da Seeed Studio (cerca de 160€ já com moldura) e a plataforma SenseCraft Seeedash, que permite criar interfaces e ligar-se a diferentes APIs através de uma interface gráfica sem escrever uma única linha de código. O resultado é um pequeno painel que pode ser colocado junto à porta de casa para consultar rapidamente informações úteis antes de sair.

O modelo disponibilizado foi criado para mostrar os horários dos autocarros em Singapura, mas pode ser facilmente adaptado para outras cidades através da substituição da API de transportes (infelizmente, em Portugal, parece que não temos API para horários em tempo real no Porto ou em Lisboa). Além disso, o painel apresenta também a previsão meteorológica e a hora, oferecendo uma visão rápida das condições do dia para determinada localização.

Note-se que este ainda é um projecto que ainda é "feito à mão", o que vai começar a ser cada vez mais raro numa altura em que mais pessoas começam a tirar partido das potencialidades dos modelos AI, que podem também assistir qualquer curioso em concretizar os seus projectos.

№ 07

Revolut bloqueia uso do GrapheneOS

A Revolut bloqueou o uso da sua app em smartphones com GrapheneOS, e a justificação da "segurança" não convence.

O GrapheneOS voltou a acusar a Revolut de bloquear o acesso à sua app em dispositivos que utilizam o sistema operativo focado na privacidade. Segundo o projecto, alguns utilizadores estão novamente a enfrentar problemas de início de sessão, e a sua análise parece indicar que a Revolut continua a implementar medidas para identificar e restringir especificamente dispositivos com GrapheneOS.

A Revolut aparentemente justifica esta decisão com motivos de segurança, mas essa desculpa cai por terra quando a app se limita a verificar elementos relacionados com o Google Play em vez de utilizar os mecanismos de verificação de integridade disponibilizados pelo próprio Android. E se dúvidas houvesse, como é que a Revolut explicaria que a sua app continue a funcionar em dispositivos Android 9, lançado em 2018, com inúmeras vulnerabilidades e sem suporte oficial há anos, enquanto bloqueia um sistema operativo moderno que privilegia a segurança e a privacidade.

Revolut recently banned using GrapheneOS without any justification. They're falsely claiming to do be doing it for security reasons. In reality, they're enforcing licensing Google Play. Revolut doesn't enforce security standards. It runs on Android 9 with no patches since 2018.

— GrapheneOS (@GrapheneOS) August 6, 2026

Revolut is incredibly negligent when it comes to security. It includes a bunch of closed source third party libraries with privacy, security and compatibility issues. Several of these libraries supposedly exist to protect security but in fact create serious security weaknesses.

— GrapheneOS (@GrapheneOS) August 6, 2026
A frustração da equipa do GrapheneOS torna-se ainda mais evidente com a referência à negligência da Revolut a nível da qualidade da sua app, que utiliza componentes de terceiros com múltiplos problemas de segurança, privacidade, e compatibilidade.

Esta não é a primeira vez que as duas entidades entram em conflito. O GrapheneOS diz que a Revolut já tentou bloquear o sistema em Janeiro de 2025, mas que a comunidade encontrou uma forma de contornar essas restrições. Como solução temporária para este novo incidente, a GrapheneOS sugere instalar a app através da Google Play Store em modo isolado (sandboxed), utilizando uma conta Google secundária. No entanto, alerta que esta alternativa poderá deixar de funcionar caso a Revolut continue a alterar os seus mecanismos de detecção.

№ 08

Os carros que mais desvalorizam em Portugal

Um carro pode perder metade do seu valor em apenas cinco anos, mas alguns podem valer ainda menos.

Comprar um carro novo pode ser um investimento considerável, mas poucos condutores pensam na desvalorização que o modelo escolhido vai sofrer nos primeiros anos de vida. Quando chega a altura de vender, a realidade pode ser bastante desagradável: o veículo vale muito menos do que se esperava, e a perda financeira é difícil de ignorar.

Um estudo realizado pela carVertical analisou quais os modelos que perdem valor mais rapidamente em Portugal e no resto da Europa. As conclusões mostram que alguns carros novos podem perder mais de metade do seu valor nos primeiros cinco anos, com a desvalorização a ser mais acentuada logo após a compra e a abrandar com o passar do tempo.

Em Portugal, o modelo que mais desvaloriza é o Jaguar I-Pace, com uma perda média de 64,6% do valor em cinco anos. A seguir surgem o Opel Insignia, com 61,2%, o Nissan Leaf, com 58,1%, o Ford Mondeo, com 57,7%, e o Audi e-tron, com 54,3%. São números expressivos que representam milhares de euros evaporados em poucos anos.

Os veículos eléctricos também enfrentam um problema sério de desvalorização. O rápido desenvolvimento da tecnologia de baterias e o aumento constante da autonomia dos modelos mais recentes fazem com que um eléctrico com apenas alguns anos de uso possa receber pouca atenção no mercado de usados. A autonomia desses modelos tende a ser insuficiente para os padrões actuais, limitando a sua utilidade a deslocações urbanas e tornando-os menos apelativos para potenciais compradores.
A nível europeu, os números são ainda mais pronunciados. Analisando os dados de todos os países incluídos no estudo, o Jaguar I-Pace lidera com uma desvalorização de 73,1% em cinco anos, seguido do Land Rover Range Rover com 70,1%, do Nissan Leaf com 62,4%, do Audi e-tron com 60,9% e do Jaguar XF com 59,9%. A tendência é clara: os modelos premium e eléctricos são os que mais sofrem na Europa Ocidental, enquanto nos mercados mais sensíveis ao preço até os carros económicos podem perder valor a um ritmo elevado.

Mas nem tudo são más notícias. O estudo da carVertical identifica também os modelos que melhor resistem à desvalorização em Portugal. O Peugeot 508 é o que mais preserva o seu valor, com uma perda de apenas 48,7% em cinco anos. Seguem-se o Opel Astra com 48,8%, o Tesla Model S com 51%, o Tesla Model 3 com 52,6% e o Hyundai Ioniq com 53,8%.

No fundo, a desvalorização de um automóvel não depende apenas dos anos que tem, mas também da procura que existe para esse modelo específico. Um veículo com baixa procura ou considerado uma compra de risco perde valor de forma muito mais acelerada do que um modelo popular e económico, que beneficia de uma base alargada de potenciais compradores. Para ajudar os condutores a navegar neste risco financeiro, a carVertical integrou nos seus relatórios uma funcionalidade de Valor de Mercado, que analisa tendências históricas de preços e projecta o valor futuro do veículo, transformando uma incerteza numa decisão mais informada.

Nota metodológica: o estudo da carVertical analisou relatórios históricos de veículos adquiridos pelos utilizadores da empresa entre Janeiro de 2023 e Dezembro de 2025, abrangendo a desvalorização de veículos fabricados em 2020. A percentagem de desvalorização foi calculada comparando o preço de venda sugerido pelo fabricante com o valor no mercado após cinco anos.

[Pela Estrada Fora]
№ 09

Google Photos com 25% de desconto

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 10 de Agosto.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, sempre útil para materializar algumas fotos digitais em lembranças físicas para a posteridade. O serviço de impressão de foto-álbuns está actualmente com 25% de desconto nos photo books, canvas, e fotografias, até 10 de Agosto.
Desta vez a promoção não inclui portes gratuitos, como noutras promoções anteriores, mas mesmo assim é algo a ter em conta.

Não deixa de ser curioso que, para os mais "veteranos", se tenha passado pela fase em que a palavra "fotos" estava inevitavelmente associada às imagens num papel físico, e os "álbuns" eram literais livros com fotos coladas. Depois passamos para uma fase em que ver fotos digitais era uma novidade, e as molduras digitais com ecrã eram algo muito moderno. E agora, estamos num ponto em que as fotos se tornaram algo que implicitamente se refere às fotos digitais, e os álbuns são pastas de fotos numa qualquer plataforma de fotos ou num disco - e sejam as fotos em papel, e os álbuns em papel, a excepção à regra!

Nem que seja pelo factor nostálgico - ou novidade, para os mais novos - é sempre interessante revisitar as fotos físicas em papel. :)

№ 10

Agentes da OpenAI colaboraram secretamente em fórum privado

Mais detalhes sobre o ataque dos agentes AI da OpenAI à Hugging Face revelam elementos curiosos que parecem saídos de um filme sci-fi.

A OpenAI revelou novos detalhes sobre o incidente de segurança que envolveu agentes AI durante a conferência Black Hat, classificando-o como um "momento decisivo" para a segurança da inteligência artificial. A empresa revelou que a origem do problema remonta a 7 de Maio, durante o treino de um modelo ainda não lançado, muito antes da violação da plataforma Hugging Face se tornar pública.

Segundo a OpenAI, vários agentes AI descobriram autonomamente uma forma de comunicar entre si através de um repositório interno utilizado durante o treino. O que começou como simples pedidos de ajuda evoluiu para um verdadeiro fórum, onde os agentes partilhavam vulnerabilidades, credenciais e tarefas, coordenando ataques de forma colaborativa. Mesmo depois de a OpenAI eliminar esse sistema de comunicação, os agentes encontraram outro método para continuar a trocar informações, utilizando os nomes das pastas como mensagens - sendo que, a certo ponto, até começaram a desconfiar que pudesse haver um agente malicioso infiltrado no grupo.



A empresa revelou que esta actividade passou despercebida durante semanas, permitindo que os agentes se movimentassem entre sistemas internos e externos e explorassem vulnerabilidades sem intervenção humana. Durante a apresentação, a OpenAI explicou que este comportamento demonstrou que ataques ofensivos totalmente automatizados e coordenados por agentes AI são já uma realidade, reforçando a necessidade de desenvolver mecanismos de defesa igualmente automáticos.

Em resultado deste caso, a OpenAI diz estar a abrandar o ritmo da investigação para reforçar a segurança dos seus sistemas. A empresa está a rever a sua infraestrutura, a aumentar a monitorização dos agentes AI, e melhorar os mecanismos de prevenção, detecção, e resposta a incidentes, alertando que isto é algo que terá que ser feito de forma global em todo o sector, pois o mesmo irá inevitavelmente acontecer com outros modelos AI de outras empresas.

№ 11

OpenAI prepara "donut" AI de $300

O primeiro dispositivo da OpenAI será uma mini-coluna inteligente para AI no formato de donut e com partes móveis.

Os mais recentes rumores revelam que o primeiro dispositivo de hardware da OpenAI será um altifalante inteligente portátil, com um tamanho semelhante a um disco de hóquei e um design em forma de donut. O equipamento não terá ecrã, funcionando como um assistente centrado no ChatGPT, recorrendo a microfones e altifalantes para conversas por voz. Terá ainda uma câmara e vários sensores para interpretar o ambiente à sua volta, e iluminação integrada para indicar quando está a ouvir ou a responder ao utilizador.

Contrariamente à maioria dos smart speakers actuais, este dispositivo terá um preço bastante elevado, entre os 300 e os 400 dólares, que poderá ser explicado pela inclusão de partes móveis (não especificadas) que prometem dar-lhe "personalidade" a nível das reacções, transformando-o num mini-robot com o qual as pessoas sentirão maior empatia. O projecto está a ser liderado por Jony Ive, antigo responsável pelo design da Apple, que se juntou à OpenAI após a aquisição da startup io.

Ao contrário de produtos como o HomePod ou o futuro hub doméstico da Apple, o dispositivo da OpenAI aposta na portabilidade e numa experiência totalmente focada em inteligência artificial. A empresa pretende diferenciar-se dos actuais altifalantes inteligentes ao oferecer um assistente mais conversacional e capaz de aprender progressivamente sobre os hábitos e preferências do utilizador. Resta saber se isso será algo pelo qual as pessoas estarão dispostas a pagar um preço tão elevado.

№ 12

Coluna BT Tronsmart Bang SE a €71

Há quem procure colunas Bluetooth dando preferência ao factor mobilidade; há quem o faça para obter os graves e volume que ficam a faltar quando se ouve música a partir do smartphone. Esta Tronsmart Bang de 40 W é uma coluna que resolve ambos os problemas.

A Tronsmart Bang SE de 40 W é uma versão renovada e melhorada da anterior Mega Pro, adoptando um novo aspecto que adiciona detalhes práticos, como uma pega de transporte e iluminação RGB, mantendo a qualidade de construção acima da média. Acima de tudo, é capaz de impressionar com a sua qualidade sonora mesmo a elevados níveis sonoros, que lhe permite enfrentar todo o tipo de situações: quer seja para situações de uso individual para melhor apreciar música, uma festa com amigos, ou para fortalecer uma apresentação feita a partir de um portátil ou tablet.
A coluna Bluetooth Tronsmart Bang SE está disponível por 71 euros na Amazon Espanha.

Conta com protecção IPX6 contra poeiras e salpicos, permitindo-lhe enfrentar uma maior variedade de ambientes, autonomia para até 24 horas de diversão, pode funcionar como power bank para recarregar outros dispositivos, e também permite emparelhar colunas adicionais para festas sem limites.

Podem acompanhar as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

№ 13

Chrome precisa de 20GB para modelos AI locais

O Chrome vai precisar de 20GB de espaço livre em disco/SSD para instalar os modelos AI locais.

Meses depois de se ter descoberto que o Chrome estava a descarregar gigabytes sem qualquer pedido de autorização, a Google actualizou a documentação do Chrome para esclarecer os requisitos necessários para utilizar as funcionalidades de inteligência artificial executadas localmente no browser. Embora os modelos AI ocupem cerca de 4 GB após a instalação, será necessário ter aproximadamente 20 GB de espaço livre no disco para que o Chrome possa descarregá-los.

Além do espaço disponível, a Google refere que o computador terá de cumprir determinados requisitos de desempenho e estar ligado a uma rede sem limite de tráfego de dados. O browser apenas iniciará automaticamente o download dos modelos AI se o dispositivo for considerado compatível.
A exigência de 20 GB de espaço livre poderá ser um problema para computadores com SSDs de 128 GB ou 256 GB, onde o armazenamento disponível é mais limitado. Para comparação, uma instalação normal do Chrome, sem os modelos de AI, pode ficar-se pelos 500 MB, substancialmente menos que o espaço necessário para estas funcionalidades AI.

Apagar manualmente os ficheiros dos modelos não impede que estes sejam novamente descarregados. Para evitar futuras instalações, é necessário desativar a funcionalidade nas definições do Chrome, em Settings > System > On-device AI.

№ 14

OpenAI melhora ChatGPT com o GPT-5.6 para todos

O ChatGPT vai ficar melhor, passando a usar o modelo GPT-5.6 Luna como base no plano gratuito, sem limites.

A OpenAI anunciou melhorias para o ChatGPT, com destaque para os utilizadores dos planos gratuitos e Go, que passam a ter acesso ao novo modelo GPT-5.6 Luna como base. A actualização substitui o anterior GPT-5.5 Instant e elimina os limites para conversas de texto, permitindo trocar mensagens sem restrições. Continuam, no entanto, a existir limites para funcionalidades como envio de ficheiros, geração de imagens, e outras ferramentas do ChatGPT.

Para os utilizadores dos planos Plus e Pro, a OpenAI disponibiliza o GPT-5.6 Sol, uma versão que promete respostas mais precisas, maior fiabilidade factual e menos erros em informações relacionadas com datas, números, regras e fontes. A empresa introduziu ainda um novo controlo deslizante que permite escolher o nível de raciocínio aplicado pelo modelo, adaptando a profundidade das respostas às necessidades de cada utilizador.

We’re making better intelligence easier to access in ChatGPT for everyone:

- GPT-5.6 Sol now powers both Instant and deep reasoning for Plus & Pro users, delivering more factual, focused responses.

- Free & Go users get unlimited text chats with GPT-5.6 Luna starting tomorrow. pic.twitter.com/JXhmj5GLTH

— OpenAI (@OpenAI) August 6, 2026
Outra novidade é a chegada do botão Think, que ficará disponível para os utilizadores dos planos gratuitos e Go durante a próxima semana. Esta opção activa um modo de raciocínio mais avançado para perguntas mais complexas, oferecendo respostas mais elaboradas quando necessário.

Segundo a OpenAI, os modelos GPT-5.6 Sol, GPT-5.6 Luna e as experiências Thinking passam também a apresentar um comportamento e um estilo de resposta mais consistentes, proporcionando uma experiência uniforme independentemente do modelo utilizado. As novas funcionalidades já começaram a ser disponibilizadas de forma faseada aos utilizadores do ChatGPT.

№ 15

Claude Opus 5 apaga projectos por engano

Um novo caso demonstra os riscos de se confiar demasiado nos agentes AI, resultando na eliminação acidental de coisas indevidas.

Um programador relatou um incidente insólito envolvendo o Claude Opus 5, depois de o assistente AI apagar acidentalmente toda a sua pasta de utilizador durante uma tarefa em que deveria fazer uma cópia de segurança. Segundo o utilizador, a AI deveria apenas criar um backup, mas interpretou incorrectamente a pasta de destino e executou um comando "rm -rf", eliminando todos os ficheiros do perfil. Após o erro, o sistema respondeu apenas com a mensagem: "Sorry, typo".

De acordo com o relato, o problema ocorreu porque o Claude estava a funcionar num ambiente Unix sobre Windows e confundiu o caminho "/c/Users/" com uma pasta temporária, em vez de reconhecer o habitual "C:\\Users". Ao tentar corrigir o que julgava ser um erro na criação da cópia de segurança, acabou por apagar todo o conteúdo da pasta do utilizador.
O caso junta-se a uma lista crescente de incidentes envolvendo agentes de inteligência artificial com permissões excessivas. Nos últimos meses, foram relatados episódios em que ferramentas AI eliminaram bases de dados, provocaram falhas em serviços, e apagaram ficheiros críticos devido a interpretações incorrectas das instruções recebidas.

Embora estas ferramentas estejam a tornar-se cada vez mais capazes, o incidente reforça a importância de limitar o acesso da AI a sistemas críticos. Especialistas recomendam evitar conceder permissões para executar comandos potencialmente perigosos, como o recorrente "rm -rf", sem mecanismos adicionais de validação para reduzir o risco de perda de dados.

№ 16

Suno promete medidas contra músicas "slop AI"

A popular plataforma de geração de músicas AI promete mais medidas para apaziguar a indústria musical.

Apesar dos acordos com algumas editoras, o Suno continua a ser alvo de inúmeros processos em múltiplos países, e agora anuncia novo conjunto de medidas para combater a proliferação de músicas geradas por inteligência artificial de baixa qualidade e aumentar a transparência na utilização da sua plataforma.

Entre as novidades estão uma nova tecnologia de watermarking e fingerprinting, concebida para identificar de forma mais fácil as músicas criadas com AI da empresa e ajudar a reduzir fraudes e utilizações abusivas. Estas tecnologias seguem os padrões que estão a emergir na indústria e deverão facilitar a identificação de conteúdos produzidos pelo Suno. A empresa pretende ainda colaborar com plataformas de distribuição de música para impedir a disseminação de conteúdos fraudulentos e melhorar a rastreabilidade das obras geradas por AI.

A Suno confirmou também que irá alterar a sua política de downloads, uma decisão que surge após o acordo alcançado com a Warner Music Group. Embora ainda não tenha revelado todos os detalhes, a empresa já tinha indicado que os downloads deverão ficar limitados aos utilizadores com subscrição paga e sujeitos a um número máximo de transferências por mês.

Apesar do comunicado extenso, os detalhes e medidas efectivas ficam ausentes, pelo que não se sabe quando é que estas alterações começarão a ser implementadas. Por agora parece ser apenas uma declaração de intenções para sinalizar que a plataforma quer cooperar com as grandes editoras. Mas, como já referimos no passado, a caixa de Pandora já está aberta, e vão surgindo modelos AI open-source que inevitavelmente terão qualidade idêntica ao do Suno e outros modelos AI fechados, e que estarão totalmente à margem de qualquer controlo da indústria musical.

№ 17

Adaptador de tomadas universal com 5 USB a €19

Este adaptador universal de tomadas da Lencent garante que podemos ligar qualquer aparelho a qualquer tomada, e poupar carregadores USB adicionais.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas este adaptador universal com portas USB integradas acaba por ser uma solução bastante atractiva para quem viaja frequentemente, ou simplesmente quer estar preparado para nunca ser apanhado desprevenido em termos de formatos de tomadas - e simultaneamente evitando a necessidade de transportar até cinco carregadores USB adicionais na sua bagagem.
Este adaptador de tomadas universal da Lencent tem 5 portas USB e está disponível por apenas 19 euros na Amazon Espanha - têm também disponível uma versão de 65W.

O módulo encaixa, e permite encaixar, tomadas eléctricas de praticamente todos os formatos existente (UE, Reino Unido, EUA, Austrália, etc.) e inclui 5 práticas portas USB, 3 delas sendo USB-C até 15 W, que podem fornecer até um máximo de 2.4 A por porta, perfeitas para recarregar smartphones, câmaras e outros equipamentos quando se vai de férias.


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№ 18

Produtos da Semana

A nossa rubrica de Produtos da Semana agrupa uma lista de produtos e notícias que vamos compilando ao longo da semana e que achamos que será do interesse geral.

NOS lança nova Box

A NOS acaba de lançar a nova NOS BOX, uma nova geração de box híbrida Android TV, que junta o melhor da TV linear com a inteligência e flexibilidade do mundo digital. Concebida para acompanhar as próximas gerações de serviços inteligentes, a nova set-top box tira partido de um chip de última geração que integra uma unidade de processamento neural interna (NPU), permitindo executar serviços baseados em inteligência artificial com menor latência e ainda maior controlo sobre a privacidade dos dados.

Preparada para um futuro de interações por voz rápidas e fluídas, esta nova geração de box conta com microfones integrados, eliminando a necessidade de utilização do comando para interações com o Google Assistant, ao permitir controlo por voz à distância via Far Field Voice (FFV). Este dispositivo integra o Android TV 14, a versão mais recente da plataforma, dando acesso ao ecossistema Google, recomendações personalizadas e uma experiência de utilização simples, integrada e intuitiva. A tecnologia híbrida usada na NOS BOX permite combinar a robustez da televisão tradicional com a flexibilidade da televisão por IP, assegurando uma experiência mais estável independentemente do tipo de ligação.

A nível de performance, a arquitetura tecnológica de nova geração, baseada num chip Best in Class e memória RAM de última geração, traz alta velocidade e armazenamento rápido integrado, proporcionando uma navegação ainda mais rápida, mudanças de canal praticamente imediatas e abertura de aplicações em tempo reduzido. A qualidade de imagem até 4K HDR10+ e o som Dolby Atmos completam uma experiência de entretenimento mais imersiva.

A sustentabilidade foi igualmente uma prioridade no desenvolvimento da nova box que utiliza plástico 100% reciclado pós-consumo na sua estrutura exterior e integra componentes de elevada eficiência energética, bem como a acessibilidade, que no design incorporou botões de relevo tátil e recursos de interação por voz, levando a inovação a todos os clientes.


Sony Lança nova Cor dos seus Auscultadores WH-1000XM6

Os novos WH-1000XM6 da Sony em Verde Oliva combinam cancelamento de ruído premium com um design sofisticado

A Sony anunciou hoje os auscultadores com cancelamento de ruído WH-1000XM6 num novo acabamento Verde Oliva, a mais recente adição à sua premiada gama de auscultadores com cancelamento de ruído. Juntando-se às recentes opções Rosa-areia e Arenito, o Verde Oliva dá continuidade à coleção de acabamentos premium da Sony, inspirados na natureza e no design natural contemporâneo.

Numa altura em que os consumidores procuram cada vez mais um estilo intemporal e discreto, o Verde Oliva reflete a convicção da Sony de que os produtos premium devem ser concebidos para perdurar, tanto em termos visuais como funcionais. Concebido para complementar qualquer visual, este sofisticado tom terroso confere uma subtil sensação de luxo discreto aos melhores auscultadores com cancelamento de ruído.

Os auscultadores WH-1000XM6 continuam a proporcionar o melhor cancelamento de ruído, uma qualidade de som premium e conforto durante todo o dia, num acabamento concebido para resistir à passagem das tendências.


OMODA | JAECOO no TOP 3 da tabela de vendas

Marca reforça crescimento internacional: torna-se o terceiro maior grupo automóvel no Reino Unido e consolida posição de Top 3 entre as marcas chinesas em Portugal.

A OMODA | JAECOO continua a consolidar o seu crescimento na Europa, alcançando um novo marco no Reino Unido. De acordo com os dados divulgados pela Society of Motor Manufacturers and Traders (SMMT), a marca registou 8.905 matrículas em julho de 2026, correspondendo a uma quota de mercado de 5,7%, tornando-se o terceiro maior grupo automóvel do mercado britânico em número de matrículas durante o mês.

O JAECOO 7 voltou a afirmar-se como o modelo mais procurado da marca, com 2.709 unidades matriculadas, alcançando a quarta posição entre os automóveis mais vendidos em solo britânico durante o mês de julho. Também o recém-chegado JAECOO 5 registou um desempenho de destaque, com 2.481 matrículas, garantindo o sétimo lugar no ranking mensal.

Já o OMODA 5 manteve igualmente um desempenho sólido, somando 1.815 matrículas nas diferentes motorizações – gasolina, híbrida (HEV) e elétrica.

Pela primeira vez, a OMODA | JAECOO colocou dois modelos entre os dez automóveis mais vendidos no Reino Unido, um resultado que reflete a crescente confiança dos consumidores britânicos e a rápida afirmação da marca num dos mercados automóveis mais competitivos da Europa.

Portugal acompanha trajetória de crescimento

Os resultados alcançados no Reino Unido refletem uma tendência que também se verifica em Portugal. Desde a sua entrada no mercado nacional, a OMODA | JAECOO tem vindo a conquistar uma posição cada vez mais relevante, sustentada por uma proposta diferenciadora que combina design, tecnologia, elevados níveis de equipamento e uma oferta de motorizações capaz de responder às diferentes necessidades dos consumidores portugueses.

O desempenho comercial continua a consolidar esta trajetória. No final de julho, a OMODA | JAECOO posicionou-se como a terceira marca chinesa mais vendida em Portugal, reforçando uma narrativa de crescimento sustentado que acompanha os resultados alcançados noutros mercados europeus. Em apenas sete meses de atividade, a marca ultrapassou a barreira dos 2.000 automóveis vendidos no mercado nacional e ascendeu ao 23.º lugar do ranking automóvel português, confirmando a rápida afirmação da OMODA | JAECOO entre as marcas com maior crescimento no país.

A expansão da rede de concessionários, o reforço da notoriedade da marca e a crescente aceitação dos modelos OMODA e JAECOO por parte dos clientes portugueses confirmam um percurso comercial alinhado com o observado noutros mercados europeus de referência.


Samsonite apresenta Cabin2Fit: mochila que se adapta às viagens low-cost


Uma única viagem pode ter diferentes regras. À medida que as companhias aéreas apresentam requisitos distintos para a bagagem de cabine, surge uma nova necessidade: soluções capazes de acompanhar diferentes formas de viajar.

A Samsonite responde a esta evolução com a Cabin2Fit, uma mochila híbrida inovadora que introduz uma nova abordagem à bagagem de cabine através de um sistema de expansão inteligente, permitindo ajustar o seu volume às diferentes exigências das companhias aéreas.

Criada para responder ao fenómeno das viagens low-cost e à crescente diversidade de regras de bagagem entre companhias aéreas como a easyJet e a Ryanair, a Cabin2Fit introduz um novo conceito de flexibilidade na bagagem de cabine. O seu sistema de expansão permite otimizar o espaço disponível em função de cada viagem, oferecendo ao viajante uma única solução preparada para diferentes companhias aéreas e formas de viajar.

Com um design leve e contemporâneo, a Cabin2Fit alia resistência, funcionalidade e organização, através de uma construção em tecido ripstop e de uma distribuição inteligente dos seus compartimentos. Inclui ainda um espaço dedicado para portátil, painel frontal organizado e bolsos laterais em malha, garantindo conforto e acesso intuitivo aos essenciais de viagem.

Em linha com o compromisso da Samsonite para uma inovação mais responsável, o tecido exterior e o forro interior da Cabin2Fit são produzidos, em peso, com recurso a plástico PET reciclado pós-consumo, conciliando desempenho, durabilidade e uma utilização mais eficiente de materiais. Têm um preço de venda recomendado de 129 euros.


№ 19

Google melhora Ask Maps no Google Maps

Continuando a sua aposta em força na AI e no Gemini, a Google melhorou o Ask Maps no Google Maps para uma experiência mais natural.

A Google anunciou um conjunto de novas funcionalidades para o Ask Maps, a experiência baseada em Gemini integrada no Google Maps. A principal novidade é a possibilidade de encomendar comida directamente na aplicação, permitindo aos utilizadores procurar restaurantes ao longo do percurso, escolher um prato e adicioná-lo ao carrinho sem sair do Maps. Inicialmente, a funcionalidade funciona com plataformas parceiras como Square e Toast, estando a integração com o Uber Eats prevista para breve.

O Ask Maps também passa a ajudar na pesquisa de hotéis e eventos, comparando preços em tempo real, verificando disponibilidade e fornecendo ligações para reservas ou compra de bilhetes. Outra novidade é a integração opcional com o Gmail através da funcionalidade Personal Intelligence, permitindo ao serviço utilizar informações como reservas de hotéis ou voos para apresentar recomendações mais relevantes. Além disso, o sistema pode agora memorizar conversas anteriores, facilitando a continuação de pesquisas iniciadas anteriormente.




A Google introduziu ainda um novo widget de transportes públicos com actualizações em tempo real sobre atrasos em autocarros, comboios, metro e ferries. Os utilizadores podem também enviar sugestões para melhorar o Google Maps através de linguagem natural, como actualizar horários de funcionamento ou indicar a existência de estacionamento adicional, podendo até recorrer a fotografias para demonstrar essas alterações.

As funcionalidades de memória das conversas, respostas personalizadas e o widget de transportes públicos já começaram a ser disponibilizadas em todos os mercados onde o Ask Maps está disponível. Já a possibilidade de encomendar comida, pesquisar hotéis e eventos, bem como as novas contribuições conversacionais, está disponível apenas nos Estados Unidos, com expansão para outros países prevista para o futuro.

№ 20

iCloud Private Relay da Apple pode revelar IP dos utilizadores

O iCloud Private Relay da Apple, que promete proteger o IP dos utilizadores, pode revelá-lo de forma surpreendentemente fácil.

Investigadores de segurança descobriram que o iCloud Private Relay da Apple pode, em determinadas situações, expor o endereço IP real dos utilizadores. Este sistema foi criado como uma espécie de mini-rede Tor, que reencaminha as comunicações por dois nós intermédios, prometendo esconder o IP de forma segura durante a navegação na web. Mas para falhar, basta que um site utilize, ou simule que use, a autenticação via passkeys.

Segundo os investigadores, os pedidos relacionados com o WebAuthn são processados directamente pelo sistema operativo e não passam pelo mecanismo de protecção do Private Relay. Como resultado, um website pode obter o endereço IP verdadeiro do dispositivo sem apresentar qualquer pedido visível ao utilizador, comprometendo a privacidade que o serviço promete oferecer.

Re: Responsible Disclosure

We found ourselves in a bit of a dilemma with these DNS and IP leaks in WebKit and how to handle them responsibly.

We first became aware of a DNS leak in Psylo in late June 2026 after a user reported it. During our investigation, we found two… https://t.co/5kFu0jtUsJ

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) August 5, 2026
A investigação identificou ainda outras duas funcionalidades do WebKit que podem revelar informações sensíveis. O DNS Prefetching, introduzido no iOS 26, pode expor os servidores DNS utilizados pelo dispositivo, enquanto o WebTransport, disponível desde o iOS 26.4, também poderá revelar o endereço IP real em determinados cenários. O problema torna-se mais grave uma vez que a Apple obriga todos os browsers iOS a usarem internamente o motor WebKit do sistema, pelo que estas falhas se aplicam automaticamente a todos os browsers utilizados nos iPhones e iPads.

Curiosamente, e uma vez que estes investigadores já tiveram múltiplos problemas a nível da comunicação (e reconhecimento) de vulnerabilidades com a Apple, não foi um processo fácil saber se deveriam tentar os canais oficiais ou fazer a divulgação pública - ainda mais sabendo que, noutros casos - como o da falha no Hide My Email - a Apple demorou mais de um ano a resolver problemas. Mas, desta vez, a Apple parece ter estado mais receptiva e já confirmou que está a analisar o problema e que deverá corrigi-lo antes do final do ano. Até que isso aconteça, os investigadores recomendam a utilização de uma VPN para quem pretende ocultar totalmente o seu endereço IP durante a navegação, com a ressalva de que também as VPNs no iOS sofrem de uma falha, que faz com que os IPs reais possam ser expostos enquanto a app de VPN está a ser actualizada.