PlanetGeek
№ 01

SpaceX lança novo vídeo sobre Starship

A SpaceX lançou novo vídeo que nos leva aos bastidores do desenvolvimento da Starship.

É inegável o trabalho que a SpaceX tem feito a nível de facilitar o acesso ao espaço, fazendo com que os ocasionais lançamentos de foguetes se tornassem rotineiros, fazendo vários por mês, e com a particularidade adicional desses mesmos foguetes regressarem ao solo para serem reutilizados - algo que ainda nenhuma outra empresa ou entidade faz à mesma escala.

O mais recente vídeo da série The Holy Grail of Rocketry acompanha o desenvolvimento da Starship, que representa o próximo grande passo evolutivo da empresa, para possibilitar o envio de ainda mais carga para o espaço a preço ainda mais reduzido que o possibilitado pelos Falcon 9. No vídeo vemos também o processo de recuperação da Staship que "pousou" no oceano, e que proporciona dados valiosos para analisar o comportamento dos elementos de protecção térmica que são fundamentais para salvaguardar a integridade da nave e de permitir a sua rápida reutilização.


Não esquecer que o objectivo final será ter uma nave que seja capaz de fazer um lançamento, regressar ao solo, reabastecer, e poder ser lançada novamente sem necessidade de operações demoradas.

É certo que ainda estamos longe desse objectivo. E antes disso ainda será necessário superar muitos passos: o próximo será ter a Starship a entrar em órbita, algo que a SpaceX espera conseguir fazer no 14º voo de testes que poderá acontecer ainda durante este mês.

№ 02

Joby demonstra voo 100% autónomo

A Joby Aviation completou um voo de mais de 5 mil km de forma totalmente autónoma, da descolagem à aterragem e parqueamento.

O termo "autopilot" está intimamente relacionado com os aviões (antes de se popularizar entre os sistemas de assistência à condução), e agora está prestes a tornar-se naquilo que realmente se desejava: de permitir voos de forma totalmente autónoma sem qualquer intervenção de um piloto humana.

A Joby Aviation completou um voo autónomo de mais de 5.000 quilómetros através dos Estados Unidos, demonstrando que as suas ambições vão muito além dos táxis aéreos elétricos. A aeronave, equipada com a tecnologia de autonomia da empresa, completou toda a operação sem qualquer intervenção humana directa nos controlos, marcando um dos voos autónomos mais longos alguma vez realizados no país.

The first autonomous flight across America, by the numbers:

✅ 3,199 miles flown
✅ 0 times the safety pilot touched the controls
✅ 2,323 miles: the farthest distance the aircraft was supervised from
✅ 100% of taxi, takeoff, cruise, and landing performed autonomously
✅ 1… https://t.co/B8QFY4CS9v pic.twitter.com/mE5QuzFUYl

— Joby Aviation (@jobyaviation) September 18, 2026



Durante a viagem, a aeronave executou autonomamente todas as fases do voo, incluindo circulação em terra, descolagem, navegação e aterragem. Embora um piloto estivesse a bordo por motivos regulamentares, o sistema operou de forma totalmente autónoma.

Para esta demonstração, a empresa utilizou um Cessna Caravan modificado, equipado com a sua plataforma de autonomia. Segundo a Joby, a tecnologia mostrou ser capaz de operar em diferentes ambientes e cenários, abrindo portas para aplicações como transporte médico, resposta a desastres naturais, logística de mercadorias, e outras. O sistema está preparado para ser facilmente adaptado a diferentes tipos de aeronaves, e poderá potenciar todo um novo sector de transporte aéreo que funcione sem pilotos.

№ 03

Navio híbrido com carga e descarga automática entra em operação na Austrália

Na Austrália, entrou em operação o MV Yampu - um cargueiro híbrido que conta com um sistema automático de carga e descarga.

O sector dos transportes marítimos deu mais um passo no aumento da eficiência e redução das emissões com a entrada em operação do MV Yampu, um navio de carga híbrido equipado com baterias e um sistema automático de carga e descarga. Construído para transportar calcário na Austrália, o cargueiro é considerado o primeiro do mundo na sua categoria a combinar propulsão híbrida com um sistema de carga e descarga totalmente automatizado.

Com 125 metros de comprimento e capacidade para transportar 11.900 toneladas, o MV Yampu efectua até 227 viagens de ida e volta por ano entre uma pedreira e uma fábrica de cimento. O navio utiliza um sistema diesel-eléctrico desenvolvido pela Wärtsilä, apoiado por uma bateria de 6.7 MWh. Esta configuração permite operar exclusivamente com energia eléctrica durante quase metade do tempo de funcionamento, reduzindo significativamente o consumo de combustível.
Comparado com o navio que substitui, o MV Yampu consome menos 500 mil litros de diesel por ano, reduzindo as emissões em cerca de 40%. Além disso, a capacidade de carga aumentou 35%. Embora ainda não seja totalmente eléctrico, a principal limitação não está na embarcação, mas sim na ausência de infraestrutura de carregamento rápido nos portos utilizados.

Outro destaque é o sistema inteligente de movimentação de carga. Um mecanismo automático distribui o calcário no porão durante o carregamento e, quando chega ao destino, uma lança de descarga integrada consegue movimentar até 1.500 toneladas por hora sem necessidade de gruas ou equipamentos portuários adicionais. Os operadores esperam que a evolução das baterias e das infraestruturas permita transformar o MV Yampu num navio 100% eléctrico até ao início da próxima década - e a Austrália está a trabalhar nisso, ainda recentemente passou a contar com mais uma mega-bateria de 400 MWh para a rede eléctrica.

№ 05

Disney+ passa a incluir publicidade nos planos pagos

Apesar de vender planos "sem publicidade", o Disney+ passa a reservar o direito de poder mostrar publicidade em todos os planos pagos.

A Disney atualizou os termos de utilização do Disney+ para referir que poderá apresentar conteúdos promocionais e publicidade em qualquer um dos planos de subscrição, incluindo aqueles que são comercializados como sendo "sem anúncios". A alteração está a gerar contestação entre os clientes, uma vez que muitos pagam um valor adicional precisamente para evitar publicidade na plataforma.

Apesar da mudança, a Disney diz que isto não significa que filmes e séries passem a incluir intervalos publicitários tradicionais. Em vez disso, os conteúdos promocionais poderão surgir antes ou depois da reprodução dos programa, e que as emissões em directo poderão apresentar publicidade convencional.
Na prática, a empresa reserva o direito de exibir publicidade independentemente do plano escolhido pelo utilizador. Algo que, no melhor caso, se referirá apenas à promoção de outros conteúdos Disney+, mas que na prática poderá ser usado para tudo.

No passado (e ainda agora) passamos pelas tentativas dos operadores de telecomunicações tentarem convencer os consumidores de que tinham planos "ilimitados" apesar de manterem limites. Agora parece que passamos para a fase em que os serviços de streaming tentam vender planos "sem publicidade" que afinal podem incluir publicidade. Depois queixam-se da existência e intromissão de "reguladores" e entidades de defesa dos consumidores...

№ 06

SpaceX desiste da Crew Dragon

A SpaceX não vai manter a cápsula Crew Dragon, forçando a NASA a optar pela cápsula Starliner da Boeing.

A NASA vai reforçar o apoio à cápsula Starliner da Boeing numa altura em que a SpaceX planeia retirar gradualmente a cápsula Crew Dragon. A decisão reduz as opções de transporte dos Estados Unidos, para assegurar uma forma fiável de transportar astronautas para a órbita baixa da Terra e para futuras estações espaciais comerciais após 2030.

A NASA deverá encomendar mais duas missões tripuladas da Starliner, além de ajudar a financiar correcções técnicas nos propulsores da nave e apoiar a sua certificação para lançamento num novo foguetão. Actualmente, a Starliner utiliza o Atlas V da United Launch Alliance, mas esse foguete também está a aproximar-se do fim da sua vida operacional. A Starliner continua marcado pelos problemas da sua primeira missão tripulada em 2024. Fugas de hélio e falhas nos propulsores obrigaram a nave a regressar à Terra sem a tripulação, deixando os astronautas da NASA Sunita Williams e Barry Wilmore por mais alguns meses na Estação Espacial Internacional até regressarem numa cápsula Crew Dragon. Apesar dos contratempos, a NASA e a Boeing continuam a trabalhar na resolução dos problemas técnicos para obter a certificação completa da nave.

Entretanto, a NASA atribuiu à SpaceX um novo contrato de 946 milhões de dólares para realizar mais três missões tripuladas à Estação Espacial Internacional, prolongando a utilização da Crew Dragon até 2030. No entanto, com a reforma da ISS prevista para o final da década e o desenvolvimento de novas estações espaciais privadas em curso, a agência espacial considera essencial ter uma segunda opção operacional. Neste momento, a Starliner continua a ser o principal candidato para assumir esse papel no futuro, não sendo ainda previsível saber quando é que uma futura versão tripulada da Starship poderá também servir de alternativa para essa função (neste momento ainda nem sequer entrou em órbita, algo que a SpaceX diz que irá tentar no próximo voo, que poderá ocorrer ainda este mÊs).

№ 07

Gmail ganha cópia rápida de códigos 2FA

Vai ser mais rápido copiar códigos 2FA enviados para o email, se usarem o Gmail para Android ou iOS.

A Google começou a disponibilizar uma nova funcionalidade no Gmail para Android e iPhone que torna a utilização de códigos de autenticação de dois factores (2FA) muito mais rápida. A app passa a apresentar um botão dedicado para copiar directamente os códigos recebidos, eliminando a necessidade de abrir cada mensagem para os copiar manualmente.

O novo atalho surge directamente na caixa de entrada sob a forma de um botão com a indicação "Copy code", acompanhado pelo respetivo código. Tal como acontece com as pré-visualizações de imagens, documentos e outros anexos, o botão aparece logo abaixo do assunto do email, permitindo aceder rapidamente à informação necessária.
Ao tocar no botão, o código é copiado para a área de transferência, ficando imediatamente disponível para ser colado na app ou serviço onde é solicitado. Os primeiros testes indicam que a funcionalidade funciona com emails de lojas online, bancos e outros serviços que utilizam autenticação de dois factores por email.

Esta nova capacidade já está a ser distribuída nas versões mais recentes do Gmail para Android e iOS, mas ainda não se encontra disponível na versão web. A funcionalidade representa uma pequena, mas útil melhoria na experiência de utilização, simplificando o processo de autenticação e reduzindo o número de passos necessários para iniciar sessão em serviços protegidos.

№ 08

Google revela que Gemini também entrou em empresas externas

Durante testes de segurança, o Gemini também conseguiu entrar em empresas reais - por engano - mas parou quando se apercebeu disso.

Numa altura em que parece ser quase um ponto de honra as empresas de AI gabarem os seus modelos por estes fazerem marotices, eis que também a Google se junta ao grupo, mas apregoando uma maior moralidade por ter parado automaticamente assim que se apercebeu do erro.

O Gemini da Google esteve envolvido em vários incidentes de acesso não autorizado a sistemas reais durante uma avaliação de cibersegurança realizada em Maio. Os casos ocorreram durante exercícios controlados de segurança, mas um erro na configuração do ambiente de teste acabou por direccionar o modelo para a empresas reais. Num dos incidentes o Gemini conseguiu acesso a um sistema protegido após ter conseguido adivinhar uma password. Noutros casos, o modelo encontrou credenciais expostas e utilizou-as para entrar nos sistemas. No entanto, ao contrário de situações semelhantes envolvendo outros modelos AI, o Gemini interrompeu as suas acções assim que determinou ter entrado num ambiente real e não num cenário de teste.

A origem do problema terá sido um erro de nomenclatura durante exercícios do tipo "capture the flag" (CTF). O nome fictício utilizado para representar uma empresa coincidiu inadvertidamente com um domínio legítimo existente na Internet. A situação foi posteriormente comunicada à Google e corrigida algumas semanas depois.

O incidente surge numa altura em que os laboratórios de inteligência artificial enfrentam um escrutínio crescente sobre o comportamento autónomo dos seus agentes. Nos últimos meses, tanto a OpenAI como a Anthropic revelaram casos em que modelos avançados executaram acções "desalinhadas", incluindo a obtenção de credenciais, acesso a sistemas externos, e outras actividades fora dos limites definidos durante os testes. Vamos ver quanto tempo demorará até que os modelos AI comecem a tentar infiltrar-se nas empresas concorrentes para tentarem sabotar os modelos AI rivais e assegurar a sua supremacia.

№ 09

iPhone 18 Pro Max tem limitador de bateria para transporte

A Apple acrescentou um limite de bateria ao iPhone 18 Pro Max, para lidar com as restrições nos transportes.

O iPhone 18 Pro Max vem equipado com a maior bateria de sempre num iPhone (passou de  5.088 mAh para 5.567 mAh na versão eSIM), levando a Apple a criar uma curiosa opção. Como o dispositivo ultrapassa os 20 Wh de capacidade numa única célula, a Apple teve de implementar medidas para cumprir os requisitos internacionais de transporte.

Para resolver a situação, a empresa desenvolveu um sistema "Prepare to Ship" que limita temporariamente a capacidade da bateria durante o período de transporte entre a produção do equipamento e a sua entrega ao cliente. Assim que o iPhone é activado, esse limite é desactivado, passando a disponibilizar a capacidade total da bateria para utilização normal.

Esta capacidade pode no entanto ser reactivada manualmente através da opção "Prepare to Ship" (Definições > Geral > Transferir ou Repor iPhone), destinada a situações em que o iPhone 18 Pro Max precisa de ser enviado para reparação ou em caso de revenda. Esta opção reduz automaticamente a carga da bateria para um nível inferior ao limite exigido e impede que volte a ultrapassá-lo durante o transporte.

Este sistema poderá muito bem ser replicado pelos fabricantes chineses, que até agora têm optado por lançar baterias de grande capacidade na China mas versões de menor capacidade para o mercado europeu. Usando sistema idêntico, poderão fazer chegar à Europa as mesmas baterias que já usam no mercado doméstico.

№ 10

Figure mostra novo teste de tarefas domésticas dos seu robots

A Figure mostrou como o seu robot humanóide foi capaz de arrumar casas que que nunca tinha estado.

A Figure tem mostrado os seus robots a fazer tarefas domésticas, como tirar a louça da máquina e arrumar uma sala de estar, e agora fez nova demonstração,

Desta vez o objectivo foi demonstrar como o seu modelo AI Helix é capaz de lidar com este tipo de ambientes, sendo que desta vez os fez arrumar 30 casas em que nunca tinham estado. Isto incluia coisas como arrumar obectos espalhados pela sala, fazer camas, dobrar toalhas, etc.

The holy grail for robotics is being able to generalize: doing work in unseen places

We rented 30 homes in the Bay Area and are doing tasks without any new training pic.twitter.com/l0vekD79N8

— Brett Adcock (@adcock_brett) September 17, 2026

Watch 4 straight hours of Helix 2.5 at work in 30 homes, with no additional training. pic.twitter.com/0bwzIwmGHz

— Figure (@Figure_robot) September 18, 2026
É significativo que os robots tenham conseguido fazer estas tarefas genéricas em ambientes reais desconhecidos; mas por outro lado há que referir que taxa de sucesso das tarefas foi de apenas 50%. Os robots ainda falham muitas vezes, em coisas aparentemente tão simples como pegar num objecto.

Ainda assim, relembre-se que há apenas alguns anos estavamos com modelos AI do nível de um GPT-1 e GPT-2, e agora temos modelos AI imensamente superiores. Aplicando-se o mesmo ritmo de evolução, não irá demorar muito para que esta taxa de sucesso passe para níveis que tornem viável a sua operação comercial, e eventualmente tornarem-se nos mordomos domésticos com que se vai sonhando desde o século passado - assumindo que fica salvaguardada a hipótese de se revoltarem contra os seus donos.

№ 11

Windows 11 vai ter mudança automática para modo escuro

Uma década após o lançamento do Dark Mode no Windows, a MS prepara finalmente a mudança automática entre modo claro e escuro.

Será um pouco ridículo que tenha demorado tanto tempo, mas a Microsoft está finalmente a preparar uma funcionalidade que tem estado em falta deste que lançou o modo escuro no Windows 10 em 2016: a mudança automática entre os modos claro e escuro. Isto com base em informação descoberta nas versões de testes Windows Insider. Quando se concretizar, poderá eliminar a necessidade de recorrer a utilitários extra para automatizar esta tarefa.

Actualmente, quem pretende alternar automaticamente entre os temas tem que recorrer a ferramentas o utilitário Light Switch incluído no PowerToys. Ainda assim, isto é o tipo de coisa básica que deveria estar integrada directamente no sistema operativo.

"Schedule auto mode"
"Mode only changes when PC is idle"
"This prevents the mode from changing while you're working or in meetings"
"Turn on location services to automatically schedule dark mode. When location services are turned off, dark mode is active from [START] to [END]."

— phantomofearth 🌳 (@phantomofearth) September 8, 2026
As referências encontradas no código revelam que a Microsoft está a trabalhar numa opção chamada "Schedule auto mode". A funcionalidade deverá permitir alternar entre os modos claro e escuro de acordo com horários definidos pelo utilizador, ou com base nas horas do nascer e do pôr do sol na localização do utilizador.

Um detalhe interessante é que a mudança de tema poderá ocorrer apenas quando o computador estiver inactivo, para evitar alterações visuais bruscas durante sessões de trabalho, apresentações, ou reuniões. A Microsoft ainda não confirmou quando a funcionalidade ficará disponível, pelo que, até lá, há que continuar a recorrer ao PowerToys.

№ 12

Painel E-Ink a 60fps

Um painel E-Ink a funcionar a 60fps transforma a experiência de visualização neste tipo de ecrãs.

Tradicionalmente, estamos habituados a que os ecrãs E-Ink sejam usados apenas para conteúdos estáticos, como páginas de livros ou informação que sofre poucas actualizações, e com um processo de apagar-redesenhar relativamente lento. Mas afinal, não tem que ser assim.

Um projecto mostra que se pode usar os "lentos" painéis E-Ink de forma bem mais rápida. Neste caso, trata-se de um painel E Ink ED113TC1 de 11.3" (formato panorâmico) e 2400x1034 pixeis, que graças ao controlo directo via uma FPGA, pode funcionar a 60 fps.

turns out 60hz hi-dpi eink screens feel pretty magical pic.twitter.com/weErv1VmcO

— harley turan (@hturan) September 6, 2026

and here’s @mxsage’s lovely “36 points” running on this 60hz eink panel with the @Modostech glider driver board https://t.co/REzCjX2mbH pic.twitter.com/WkZDgSgn6D

— harley turan (@hturan) September 8, 2026

here’s a gameplay example of @dukope’s wonderful return of the obra dinn. clear ghosting here with high-contrast linework, but it has a real chalkboard feel. pic.twitter.com/9HLtCXMkja

— harley turan (@hturan) September 6, 2026
Isto abre todo um novo mundo de possibilidades, permitindo usar estes ecrãs para conteúdos rápidos, tal como um ecrã LCD ou OLED, embora possa continuar sujeito a alguns artefactos de "ghosting".

No entanto, há que ter em conta que estes painéis têm um limite no número de ciclos que podem apresentar (normalmente, cerca de 5 milhões). Normalmente, para o seu uso típico de apresentar conteúdos estáticos, isso não é um problema; mas se estivermos a falar de manter um uso constante de 60 fps, há que ter isso em consideração: pois significa que o painel se poderá gastar em apenas 2 meses de uso contínuo (24h por dia). Claro que, se apenas se usar este modo algumas horas por dia, ou por semana, a sua longevidade prolongar-se-á proporcionalmente. E mesmo que se esteja a falar de trocar de ecrã ao fim de um ano ou dois, estamos a falar de um ecrã que custa cerca de 30 euros, não sendo algo proibitivo. Por outro lado, o controlador utilizado custa perto de €200, tornando-se no maior entrave a quem se quiser aventurar nestas andanças.


Quem quiser aprofundar mais detalhadamente este assunto, pode espreitar o seguinte vídeo que serviu de inspiração a este projecto.



№ 13

Meta prepara "loja de serviços" para agentes AI

A Meta quer tentar tornar-se na nova "app store" para agentes AI, começando pelo seu Muse.

A acompanhar a popularidade do seu novo agente AI Muse, a Meta vai-se preparando para um eventual futuro "pós-apps", em que se passa das apps tradicionais para experiências centradas em agentes de inteligência artificial. Em vez dos utilizadores escolherem manualmente apps e serviços, as pessoas interagirão apenas com os agentes AI, e serão os agentes AI a escolher os melhores serviços para cada tarefa.

Nesse sentido, a Meta abre as portas a uma loja centralizada que disponibilizará todo o tipo de serviços para o Muse, esperando que, tal como as app stores se tornaram uma das principais portas de entrada para software móvel, estes "serviços" para agentes AI poderão funcionar como uma nova camada de distribuição digital.

Opening access for developers to build Muse connectors. You bring the API -- Muse brings the agent, the browser, and the context of what the person actually wants. People reach your service just by asking for it, and their agent takes it from there.

New connectors are live… pic.twitter.com/EfXqF0xf0u

— Mark Zuckerberg (@finkd) September 18, 2026
A estratégia também poderá reforçar o poder das grandes plataformas. Ao controlar este ecossistema, empresas como a Meta poderão obter dados sobre os serviços mais utilizados, e aquilo que os utilizadores estão dispostos a pagar. Permite-lhe também criar serviços concorrentes aos serviços mais populares, ou comprar aqueles que estiverem em rápida ascensão - como aliás já fez no passado (levando à compra de plataformas como o Instagram e o WhatsApp).

O que é certo é que se vive num momento curioso, em que a importância das APIs poderá superar a das apps. Depois da era em que todas as empresas e serviços acharam ser imprescindível ter a sua própria app (muitas vezes resultando em apps de qualidade duvidosa ou com funcionamento não muito apreciado pelos utilizadores), podemos entrar numa era em que o uso de muitas apps se tornará obsoleto, ficando as coisas a cargo de um agente AI que interage directamente com as APIs dos serviços.

№ 14

Meta prepara "loja de serviços" para agentes AI

A Meta quer tentar tornar-se na nova "app store" para agentes AI, começando pelo seu Muse.

A acompanhar a popularidade do seu novo agente AI Muse, a Meta vai-se preparando para um eventual futuro "pós-apps", em que se passa das apps tradicionais para experiências centradas em agentes de inteligência artificial. Em vez dos utilizadores escolherem manualmente apps e serviços, as pessoas interagirão apenas com os agentes AI, e serão os agentes AI a escolher os melhores serviços para cada tarefa.

Nesse sentido, a Meta abre as portas a uma loja centralizada que disponibilizará todo o tipo de serviços para o Muse, esperando que, tal como as app stores se tornaram uma das principais portas de entrada para software móvel, estes "serviços" para agentes AI poderão funcionar como uma nova camada de distribuição digital.

Opening access for developers to build Muse connectors. You bring the API -- Muse brings the agent, the browser, and the context of what the person actually wants. People reach your service just by asking for it, and their agent takes it from there.

New connectors are live… pic.twitter.com/EfXqF0xf0u

— Mark Zuckerberg (@finkd) September 18, 2026
A estratégia também poderá reforçar o poder das grandes plataformas. Ao controlar este ecossistema, empresas como a Meta poderão obter dados sobre os serviços mais utilizados, e aquilo que os utilizadores estão dispostos a pagar. Permite-lhe também criar serviços concorrentes aos serviços mais populares, ou comprar aqueles que estiverem em rápida ascensão - como aliás já fez no passado (levando à compra de plataformas como o Instagram e o WhatsApp).

O que é certo é que se vive num momento curioso, em que a importância das APIs poderá superar a das apps. Depois da era em que todas as empresas e serviços acharam ser imprescindível ter a sua própria app (muitas vezes resultando em apps de qualidade duvidosa ou com funcionamento não muito apreciado pelos utilizadores), podemos entrar numa era em que o uso de muitas apps se tornará obsoleto, ficando as coisas a cargo de um agente AI que interage directamente com as APIs dos serviços.

№ 15

IVECO BUS CROSSWAY eléctrico ultrapassa 500 km numa carga

O autocarro eléctrico CROSSWAY Low Entry ELEC da IVECO BUS conseguiu percorrer mais de 500 quilómetros durante testes em condições reais no norte da Alemanha.

Os ensaios foram conduzidos pela operadora Frölich Linie em linhas regulares da rede NVV, a entidade responsável pelos transportes públicos do norte de Hesse, numa região com um relevo particularmente exigente e diferenças de altitude assinaláveis.

Os testes fazem parte de um programa de avaliação lançado em finais de abril de 2026 e concluído no final de agosto do mesmo ano, que reúne várias empresas de transportes e fabricantes de veículos. O objectivo é analisar tecnologias alternativas de propulsão em condições do dia-a-dia e identificar as soluções mais adequadas para diferentes contextos operacionais, desde o tráfego urbano denso até aos serviços rurais e interurbanos mais exigentes. A rede NVV conta actualmente com cerca de 290 linhas regulares, operadas por mais de 600 autocarros e cerca de 30 miniautocarros.

O CROSSWAY LE ELEC foi colocado em serviço nas linhas 200 e 290. A linha 200 liga Eschwege a Kassel e percorre mais de 500 km por dia, enquanto a linha 290 serve a zona de Hoher Meißner, uma área com uma topografia particularmente acidentada. Foi precisamente nestas condições que o autocarro, equipado com uma bateria de 485 kWh, superou as expectativas da própria operadora.
O CROSSWAY LE ELEC está disponível nas versões de 12 e 13 metros, bem como nas variantes urbana e interurbana. O seu sistema modular de baterias, com entre 5 e 7 conjuntos distribuídos entre o tejadilho e o compartimento traseiro, permite uma capacidade total de até 485 kWh e pode ser configurado consoante a missão, as distâncias diárias e as condições de carregamento disponíveis. Em termos de capacidade, a versão de 12 metros acomoda até 44 passageiros sentados, enquanto a de 13 metros sobe para 48 lugares. A complementar esta oferta, a IVECO BUS disponibiliza também o CROSSWAY ELEC, nas versões de 12 e 13 metros para missões interurbanas e de transporte escolar, com uma configuração modular que permite adaptar ou preservar o compartimento de bagagem conforme as necessidades de cada operador.

Para a marca, os resultados obtidos em Hesse confirmam que a electrificação dos transportes colectivos já não é uma solução reservada aos centros urbanos, sendo igualmente viável em rotas rurais e interurbanas com perfis de percurso variados e longas distâncias diárias.

№ 16

IVECO BUS CROSSWAY eléctrico ultrapassa 500 km numa carga

O autocarro eléctrico CROSSWAY Low Entry ELEC da IVECO BUS conseguiu percorrer mais de 500 quilómetros durante testes em condições reais no norte da Alemanha.

Os ensaios foram conduzidos pela operadora Frölich Linie em linhas regulares da rede NVV, a entidade responsável pelos transportes públicos do norte de Hesse, numa região com um relevo particularmente exigente e diferenças de altitude assinaláveis.

Os testes fazem parte de um programa de avaliação lançado em finais de abril de 2026 e concluído no final de agosto do mesmo ano, que reúne várias empresas de transportes e fabricantes de veículos. O objectivo é analisar tecnologias alternativas de propulsão em condições do dia-a-dia e identificar as soluções mais adequadas para diferentes contextos operacionais, desde o tráfego urbano denso até aos serviços rurais e interurbanos mais exigentes. A rede NVV conta actualmente com cerca de 290 linhas regulares, operadas por mais de 600 autocarros e cerca de 30 miniautocarros.

O CROSSWAY LE ELEC foi colocado em serviço nas linhas 200 e 290. A linha 200 liga Eschwege a Kassel e percorre mais de 500 km por dia, enquanto a linha 290 serve a zona de Hoher Meißner, uma área com uma topografia particularmente acidentada. Foi precisamente nestas condições que o autocarro, equipado com uma bateria de 485 kWh, superou as expectativas da própria operadora.
O CROSSWAY LE ELEC está disponível nas versões de 12 e 13 metros, bem como nas variantes urbana e interurbana. O seu sistema modular de baterias, com entre 5 e 7 conjuntos distribuídos entre o tejadilho e o compartimento traseiro, permite uma capacidade total de até 485 kWh e pode ser configurado consoante a missão, as distâncias diárias e as condições de carregamento disponíveis. Em termos de capacidade, a versão de 12 metros acomoda até 44 passageiros sentados, enquanto a de 13 metros sobe para 48 lugares. A complementar esta oferta, a IVECO BUS disponibiliza também o CROSSWAY ELEC, nas versões de 12 e 13 metros para missões interurbanas e de transporte escolar, com uma configuração modular que permite adaptar ou preservar o compartimento de bagagem conforme as necessidades de cada operador.

Para a marca, os resultados obtidos em Hesse confirmam que a electrificação dos transportes colectivos já não é uma solução reservada aos centros urbanos, sendo igualmente viável em rotas rurais e interurbanas com perfis de percurso variados e longas distâncias diárias.

№ 17

Airbus começa a construir os satélites da constelação europeia IRIS²

A Airbus assinou o contrato inicial para o desenvolvimento e construção da primeira camada de satélites da constelação europeia IRIS², o programa espacial estratégico da União Europeia.

O acordo foi celebrado no âmbito do International Space Summit, realizado em Paris nos dias 9 e 10 de Setembro de 2026, e foi possível graças à Eutelsat, responsável pelo segmento em órbita baixa do consórcio SpaceRISE, que autorizou a Airbus e a Thales Alenia Space a avançarem com os trabalhos.

O IRIS², sigla para Infrastructure for Resilience, Interconnectivity and Security by Satellite, é o programa espacial da UE para uma Europa mais digital, resiliente e segura. Através de uma constelação de satélites em múltiplas órbitas, o projecto vai fornecer soluções de conectividade segura a governos para proteger os cidadãos europeus, disponibilizar serviços comerciais às economias do continente, e reforçar as parcerias externas da União através da disponibilização da sua infraestrutura além-fronteiras.

No quadro industrial do projecto, a Airbus e a Thales Alenia Space são responsáveis pela primeira camada do segmento em órbita baixa terrestre, composta por pelo menos 66 satélites, com entrega prevista para 2029. Esta camada constitui um dos pilares principais do IRIS², assegurando bandas Ka militares aos futuros utilizadores europeus. A Airbus vai produzir as plataformas e integrar os satélites com os sitemas produzidos pela Thales Alenia Space, aproveitando a sua unidade de produção em série em Toulouse, que já está a construir os satélites OneWeb para a Eutelsat.

№ 18

Airbus começa a construir os satélites da constelação europeia IRIS²

A Airbus assinou o contrato inicial para o desenvolvimento e construção da primeira camada de satélites da constelação europeia IRIS², o programa espacial estratégico da União Europeia.

O acordo foi celebrado no âmbito do International Space Summit, realizado em Paris nos dias 9 e 10 de Setembro de 2026, e foi possível graças à Eutelsat, responsável pelo segmento em órbita baixa do consórcio SpaceRISE, que autorizou a Airbus e a Thales Alenia Space a avançarem com os trabalhos.

O IRIS², sigla para Infrastructure for Resilience, Interconnectivity and Security by Satellite, é o programa espacial da UE para uma Europa mais digital, resiliente e segura. Através de uma constelação de satélites em múltiplas órbitas, o projecto vai fornecer soluções de conectividade segura a governos para proteger os cidadãos europeus, disponibilizar serviços comerciais às economias do continente, e reforçar as parcerias externas da União através da disponibilização da sua infraestrutura além-fronteiras.

No quadro industrial do projecto, a Airbus e a Thales Alenia Space são responsáveis pela primeira camada do segmento em órbita baixa terrestre, composta por pelo menos 66 satélites, com entrega prevista para 2029. Esta camada constitui um dos pilares principais do IRIS², assegurando bandas Ka militares aos futuros utilizadores europeus. A Airbus vai produzir as plataformas e integrar os satélites com os sitemas produzidos pela Thales Alenia Space, aproveitando a sua unidade de produção em série em Toulouse, que já está a construir os satélites OneWeb para a Eutelsat.

№ 19

Malware instala extensões no Chrome sem alertar utilizadores

Uma campanha de malware tira partido de tácticas engenhosas para instalar secretamente extensões no Chrome sem o utilizador se aperceber.

Investigadores de segurança descobriram uma campanha de malware bancário que está activa desde 2025 e utiliza uma ferramenta conhecida como KREMLIN para instalar extensões maliciosas no Google Chrome e Microsoft Edge. Com isso, os atacantes conseguem roubar credenciais, cookies, tokens de sessão, e outros dados sensíveis, contornando os mecanismos de protecção dos browsers baseados em Chromium.

A infecção começa através do envio de ficheiros JavaScript maliciosos disfarçados de facturas, comprovativos bancários, ou documentos empresariais. Depois de verificar que não está a ser executado num ambiente de análise, o malware descarrega componentes adicionais, estabelece persistência no sistema, e obtém instruções através de contratos inteligentes alojados na blockchain Ethereum. Apesar do nome do toolkkit aludir à Rússia, a operação está associada a um grupo criminoso que tem como principal alvo utilizadores no Brasil.
O aspecto mais invulgar do KREMLIN é a capacidade de instalar extensões no Chrome e Edge sem qualquer confirmação do utilizador. O malware copia directamente os ficheiros para os perfis do browser, activa o modo de programador, e altera ficheiros internos protegidos. Para evitar ser detectado, recria os mecanismos criptográficos de integridade utilizados pelo Chromium, fazendo com que as extensões pareçam legítimas.

Depois de instalada, a extensão maliciosa pode registar tudo o que é escrito pelo utilizador, fazer capturas de ecrã, recolher cookies e histórico de navegação, interceptar pedidos web, e modificar conteúdos de páginas visitadas. Os investigadores identificaram mais de 1.500 sistemas comprometidos e conseguiram interromper a campanha ao assumir o controlo de um domínio utilizado pelo malware para determinar se está num ambiente de teste, fazendo com que o processo não avance.

№ 20

Investigadores entraram na OpenAI usando vulnerabilidade descoberta pelo Opus

Investigadores conseguiram entrar nos sistemas da OpenAI usando uma vulnerabilidade no processamento de imagens descoberta pelo Opus da Anthropic.

Com o tópico da segurança AI a estar no centro das notícias, temos novo caso que pode servir de exemplo para a nova realidade em que vivemos, e onde nenhuma empresa está a salvo. Um grupo de investigadores de cibersegurança conseguiu obter acesso a uma conta interna de um funcionário da OpenAI utilizando ferramentas da Anthropic.

A equipa, pertencente à empresa Hacktron AI, participou num programa oficial de bug bounty da OpenAI, criado para identificar falhas antes que possam ser exploradas por atacantes maliciosos. Os investigadores aproveitaram uma falha numa biblioteca popular de processamento de imagens, usada pela plataforma Discourse usada no fórum da comunidade da OpenAI. Depois de se infiltrarem no fórum, conseguiram aproveitar a autenticação para saltar para a conta ChatGPT de um funcionário com acesso a código alojado no GitHub.

We reported the bug to Discourse and OpenAI. OpenAI fixed the SSO issue roughly 14 hours after our initial submission.

Discourse received our separate report Saturday, replied Sunday, and had a fix Monday.

OpenAI awarded us $6,500. pic.twitter.com/WeSzRtf14N

— s1r1us (@S1r1u5_) September 18, 2026
A OpenAI confirmou o incidente, agradeceu a divulgação responsável da vulnerabilidade e corrigiu o problema em menos de um dia. Como recompensa pelo trabalho, os investigadores receberam 6.500 dólares - valor módico tendo em conta o potencial impacto da falha.
Isto porque a falha, designada por HEIF Heist, na prática podia ser usado contra inúmeras plataformas: incluindo o Slack, Meta, GitHub Ent, Rails, Next.js, ImageMagick, e tornando-se na concretização de alertas que têm sido dados há anos, de como as grandes plataformas estão assentes em projectos que quase passam despercebidos, mas que se podem tornar críticos em casos deste tipo.

We’re disclosing HEIF Heist, a months-long investigation into libheif that allowed us to hack OpenAI, Slack, Meta, GitHub Ent, Rails, Next.js, ImageMagick, and many more.

It was literally xkcd #234, one obscure image library beneath a huge number of apps. 🧵 pic.twitter.com/TpX0F5TTt8

— Harsh Jaiswal (@rootxharsh) September 18, 2026
Curiosamente, a biblioteca de imagens em causa até já tinha esta vulnerabilidade corrigida, mas como não tinha sido classificada como falha de segurança, os projectos que a utilizavam não tiveram a preocupação em a actualizar.

O caso vem demonstrar como um pequeno grupo de pessoas, pode "facilmente" descobrir vulnerabilidades que têm impacto à escala mundial, se tiver acesso a modelos AI com capacidades avançadas. Isto era algo que no passado obrigaria a ter equipas de pessoas especializadas em diversas áreas, mas que agora passa a poder ser feito por qualquer curioso ou atacante sem grandes conhecimentos, desde que tenha acesso às ferramentas certas.