PlanetGeek
№ 01

MS sugere verificar programas de arranque no Windows

A Microsoft recomenda espreitar as apps com arranque automático no Windows, para desactivar as desnecessárias e melhorar o desempenho.

Numa altura em que a MS remove referências aos 32GB recomendados para o Windows devido ao custo sempre crescente da RAM, deixa aos utilizadores uma sugestão mais económica que pode ajudar: reduzir o número de apps que arrancam automaticamente com o sistema. Demasiadas apps de arranque podem aumentar o tempo necessário para iniciar o PC e consumir CPU e memória desnecessariamente.

A forma mais rápida de fazer a limpeza é abrir as Definições, entrar em Aplicações > Arranque e desactivar as aplicações que não precisam de ser executadas logo ao iniciar sessão. Esta alteração também pode ajudar a melhorar a autonomia dos portáteis, já que menos processos em segundo plano significam menor utilização do processador e, consequentemente, menor consumo de energia.
Esta secção também revela o impacto aproximado que cada app tem no sistema - Baixo, Médio ou Alto. Em que Baixo significa que usa menos de 300 ms de tempo de CPU e menos de 292KB de actividade de disco, e o Alto significa mais de 1 segundo e mais de 3MB de actividade. Esta informação também está disponível, de forma visualmente mais agradável, no Gestor de Tarefas (Ctrl + Shift + Esc) na secção Aplicações de arranque.

Embora haja apps que façam sentido ser executadas no arranque do Windows, há certamente muitas outras que podemos dispensar por completo - especialmente tendo em conta a propensão de muitas apps quererem injectar processos contínuos no Windows totalmente sem necessidade, e que são directamente proporcionais à quantidade de apps instaladas. Por norma, se não for uma app que conheçam e/ou usem diariamente, podem experimentar desactivá-la. Se notarem qualquer ausência no vosso fluxo de trabalho, poderão sempre voltar a activá-la.

№ 02

Ar condicionado "low cost" chinês é apenas uma ventoinha

Um ar condicionado chinês de baixo custo está longe de refrescar o ar como seria esperado, limitando-se a ser uma ventoinha com uma resistência de aquecimento.

Numa altura em que muitos países europeus sofrem com vagas de calor, uma organização de defesa do consumidor alemã está a alertar para um suposto ar condicionado da Epicooler que, apesar do aspecto de uma unidade convencional, não consegue realmente arrefecer uma divisão. Nos testes realizados, o aparelho limitou-se a soprar o ar quando utilizado no modo "Cold Wind", sem reduzir a temperatura.

Abrindo-se o aparelho, rapidamente se descobre porquê. Em vez de um verdadeiro sistema de ar condicionado com compressor e circuito de refrigeração, o equipamento tem apenas uma ventoinha semelhante às utilizadas em PCs, e um pequeno elemento de aquecimento. E curiosamente, embora o aparelho seja comercializado como "ar condicionado" a sua etiqueta é bastante mais elucidativa e verdadeira, indicando "Wall Mounted Heater" (aquecedor de montagem em parede).
Além não cumprir com a função esperada de um ar condicionado, o aparelho acaba por ser caro (€163) para aquilo que realmente oferece. Segundo a organização alemã, existem ventoinhas bem avaliadas que custam cerca de metade do preço e cumprem melhor a função de movimentar e aquecer o ar.

Portanto, por muita vontade que exista em refrescar a casa nos dias de maior calor, há que estar atento e desconfiar de todas as promessas de "ar condicionados" de baixo custo, e particularmente aqueles que dizem funcionar sem necessidade de qualquer ligação ao exterior.

№ 03

Unitree mostra robot "super-homem" com capacidade sobre-humanas

Tal como era previsível, os robots humanóides começam a superar as capacidades dos simples humanos.

Primeiro, rimos-nos com os movimentos robóticos e desajeitados dos primeiros robots humanóides. Demorou décadas, mas esses robots começaram finalmente a aproximar-se das capacidades dos humanos; e agora, entramos na fase em que começarão a superar-nos. A Unitree mostrou o seu mais recente protótipo de robot humanoide apelidado de "Superman", com capacidades impressionantes.

Este robot consegue realizar um salto estático de 2 metros e correr a mais de 45 km/h. Segundo a empresa, estes valores ultrapassam os recordes humanos de standing high jump e velocidade de corrida. O robot tem pernas com apenas 85 centímetros de comprimento, o que torna os resultados ainda mais impressionantes para uma máquina deste tipo.

Unitree New Robot Preview: “Superman” Breaking the Limits of Humanity🥳
Standing high jump 2 m, top speed 12.66 m/s (0.85 m leg length)
Surpassing the standing high jump and running speed records of all humans around the world
This new machine has only been in development for a… pic.twitter.com/12i80ITU6p

— Unitree (@UnitreeRobotics) August 17, 2026
Demonstrando a rápida evolução que tem havido no sector, a Unitree diz que este robot tem estado a ser desenvolvido há pouco mais de três meses, o que dá a entender que as suas capacidades serão ainda melhores daqui a mais alguns meses.

É certo que se pode criticar que este robot ainda não tem a graciosidade de um humano a correr, mas também isso é algo que inevitavelmente será atingido (e superado, se um qualquer algoritmo AI determinar que afinal há formas de correr mais eficientes). O que se pode dar por garantido desde já, é que teremos primeiros "super-robots" mecânicos do que verdadeiros "super-homens" biológicos.


№ 04

Regresso à escola com Windows 11 Pro + Office 2024 Pro a €31.25 na Godeal24


Um novo semestre exige um PC pronto desde o primeiro dia — não a meio da configuração. Por isso, a decisão mais inteligente para o regresso às aulas não é comprar o Windows e o Office em separado: é adquiri-los em conjunto. Quando o Windows 11 Pro e o Office 2024 Pro funcionam como um par, obtém algo que nenhum dos dois oferece isoladamente — um ecossistema perfeitamente integrado em que as Snap Layouts lhe permitem organizar a investigação, o ensaio e as notas lado a lado, enquanto o código otimizado do Office aproveita plenamente o motor Low Latency do Windows 11 para tempos de carregamento mais rápidos e multitarefa mais fluida. A segurança também se sincroniza: o isolamento baseado em hardware do Windows 11 trabalha em conjunto com a proteção reforçada ao nível do ficheiro do Office 2024, mantendo o seu trabalho académico e os dados pessoais sob controlo. É uma máquina, uma configuração, zero atrito entre o seu OS e as suas aplicações. A Back to School Sale da Godeal24 tem o bundle por apenas 31,25€ — uma stack de software completa, genuína e com licença vitalícia por menos do que um manual. Trata-se do Word, Excel, PowerPoint e Outlook completos, mais um sistema operativo profissional, ativado de forma permanente e sem subscrição.

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№ 05

Radar open-source detecta objectos a 20km de distância

Um projecto open-source está a tornar a tecnologia de radar bastante mais acessível a qualquer curioso ou interessado.

Um novo projecto de radar open-source promete mostrar que sistemas capazes de detectar objectos a longas distâncias não precisam de custar uma fortuna. A solução foi desenvolvida com hardware relativamente acessível e consegue identificar alvos até cerca de 20 quilómetros de distância.

O projecto combina componentes comerciais com software open-source, permitindo que a tecnologia seja replicada e adaptada por outros utilizadores. A ideia é tornar o desenvolvimento de sistemas de radar mais acessível a makers, investigadores, e developers, que normalmente não teriam acesso a equipamento profissional deste nível.
Apesar do alcance impressionante, o desempenho real depende de vários factores, incluindo o tipo e tamanho do alvo, condições atmosféricas, antenas utilizadas, e possíveis obstáculos no terreno.

Ainda assim, e ao estilo do que aconteceu noutros campos do hardware, o projecto demonstra como hoje em dia se pode ter acesso a tecnologias que tradicionalmente exigiam equipamentos especializados e bastante mais caros. Prevê-se que seja apenas uma questão de tempo até que alguma startup aproveite a ideia e comece a oferecer radares pré-feitos e prontos a usar, ou até projectos que visem criar uma rede voluntária global de radares, que permitam acompanhar em tempo real aquilo que se passa no ar em qualquer ponto do mundo.

№ 06

Ubuntu no Windows vai ultrapassar instalações nativas

É a própria Canonical que diz que o número de pessoas a utilizar o Ubuntu dentro do Windows 11 deverá ultrapassar o número de instalações nativas, já nos próximos meses.

Fazendo recordar os tempos das guerras entre Linux e Windows, e de que quando o "inferno iria congelar", a Canonical prevê uma mudança curiosa no mundo Linux: o número de pessoas a utilizar Ubuntu através do WSL (Windows Subsystem for Linux) poderá ultrapassar o número de instalações nativas do Ubuntu em PCs desktop ainda este ano. Jon Seager, VP of Engineering da Canonical, diz que a utilização do Ubuntu no WSL está a crescer significativamente mais depressa do que as instalações tradicionais.

O ritmo a que isso acontece significa que o uso do Ubuntu no Windows poderá ultrapassar o Ubuntu nativo nos próximos meses. A previsão não significa que o Linux esteja a ultrapassar o Windows em utilização geral, mas apenas que mais pessoas estarão a a executar Ubuntu dentro do Windows 11 através do WSL do que a utilizar o Ubuntu como sistema operativo principal. O WSL tornou-se particularmente popular entre developers que precisam de ferramentas Linux, mas utilizam PCs Windows fornecidos pelas empresas. Em vez de substituir o Windows ou configurar um sistema dual-boot, podem simplesmente instalar o Ubuntu através do WSL. A abordagem é especialmente útil para workloads de AI e machine learning, que muitas vezes dependem de ferramentas e ambientes Linux.

A Microsoft também tem melhorado o WSL ao longo dos últimos anos, com melhorias no desempenho de ficheiros, redes, e configuração. A introdução do WSL Containers permite ainda criar e executar Linux containers directamente no Windows. Com estas melhorias, o WSL facilita o processo de usar processos Linux sem que os utilizadores tenham que abandonar o Windows. Quem imaginaria que isto seria possível há alguns anos atrás?

№ 07

RAM DDR5 aumentou 5x num ano

Os kits de memória DDR5 continuam a aumentar, aproximando-se de cinco vezes o que custavam em Julho de 2025.

Se uns se preocupam com o preço crescente dos combustíveis, outros deitam as mãos à cabeça ao verem o preço dos componentes para um novo PC. Os preços da memória DDR5 continuam a subir e têm atingido níveis recorde. Na Alemanha, o preço médio de um kit DDR5 está agora perto de cinco vezes acima dos valores registados em Julho de 2025, tornando cada vez mais difícil montar um PC com quantidade generosa de memória. A subida tem sido particularmente forte nas últimas semanas, depois de uma fase de estabilidade que parece ter sido a "calma" antes de uma nova "tempestade".

O índice de preços da DDR5 passou de 445% para 486% em Agosto, o que significa que alguns kits estão agora 4.9x mais caros do que há um ano. Os módulos de maior capacidade estão entre os mais afectados, com kits de 64 GB, 48 GB e 32 GB a registarem os maiores aumentos.
A tendência está relacionada sobretudo com a enorme procura de memória provocada pelo boom da AI, que está a reduzir significativamente a quantidade RAM disponível para o mercado de consumo. Um situação que fez recuar os preços da memória para os níveis de há 20 anos.

Para piorar, não há ainda previsão de quando esta situação poderá regularizar-se. Muitos olhavam para os fabricantes chineses como a solução para o problema, mas também eles estão a aproveitar o momento para venderem as suas memórias ao preço de mercado inflaccionado, pelo que não se tem assistido à desejada redução de preços. E enquanto alguns apontavam para 2027 como o ano em que as coisas poderia regressar ao normal, outros dizem já que a situação se deverá manter pelo menos até 2030. Ou seja, até lá será um luxo ter 32GB de RAM, e nem será aconselhável contemplar 64GB ou 128GB (estas últimas podendo chegar a 2 mil euros).

№ 08

Nvidia RTX 5060 Ti 16GB mais cara que RTX 5070 de 12GB

O processamento AI está a fazer com que a Nvidia RTX 5060 Ti 16GB esteja mais cara que a RTX 5070 com 12 GB.

Os preços elevados da memória e o interesse no processamento AI local estão a provocar situações cada vez mais absurdas no mercado de hardware. No Reino Unido, a versão de 16 GB da Nvidia RTX 5060 Ti já custa mais que uma RTX 5070 de 12 GB, apesar desta última oferecer muito mais desempenho em jogos. A RTX 5060 Ti 16GB mais barata custa £578.99, enquanto uma RTX 5070 pode ser encontrada por £569.99.

O aumento do preço da memória pode explicar parte destes preços, mas o maior responsável neste caso será mesmo a procura: para a execução de modelos AI locais, a memória VRAM torna-se no elemento essencial, sendo bastante mais proveitoso ter 16GB de memória disponível do que apenas 12GB. Sendo que, com 16GB, até já se torna viável executar modelos de geração de vídeo AI como o recém-lançado MinMax H3.
Quem mais sofre com isto serão as pessoas que continuam a procurar placas gráficas apenas para jogos. A RTX 5060 Ti 16GB tornou-se numa placa ridiculamente cara, e que não se justifica. Aliás, basta recordar que o seu preço de lançamento foi de £399 no Reino Unido.

Infelizmente, estes aumentos de preços nas placas gráficas têm sido transversais a todas as placas com quantidade de memória de 16GB ou mais, afectando até as gerações anteriores, que atingem preços igualmente absurdos no mercado de placas usadas. Tem também levado a uma explosão nas operações de troca de chips, para duplicar a memória RAM de placas antigas, o que é igualmente revelador do nível de procura que existe.

№ 09

Rato vertical Trust Voxx sem fios a €45

Os ratos verticais fazem parte daqueles periféricos estranhos que "primeiro se estranha mas depois se entranha", e neste caso é recomendável que se entranhe o mais rapidamente possível para minimizar potenciais problemas a longo prazo.

Para quem passa o dia a trabalhar com o computador e a usar um rato, a questão que se coloca é se já faz parte do grupo que sente dores no braço, ou se ainda faz parte do grupo que ainda está no caminho para lá chegar. Caso o queiram evitar, é fortemente recomendado que dêem uma hipótese a um rato vertical, que representa um dos melhores investimento de longo prazo na saúde de mãos e braços.
Este rato vertical Trust Voxx wireless está disponível por 45 euros na Amazon Espanha.

O formato pode parecer estranho, mas acreditem que faz uma diferença substancial a nível de uma utilização mais confortável, pois mantém a mão numa posição bastante mais natural (e o "aspecto estranho" é algo que deixa de se fazer notar de forma quase imediata). Considerando o valor em causa, é um preço extremamente reduzido a pagar pela prevenção de problemas futuros que poderão ser de recuperação bastante mais complicada.


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№ 10

KTC alerta para subida nos monitores

Depois das memórias, SSDs, e placas gráficas, a KTC alerta que os monitores vão também subir de preço.

Estamos numa fase em que poucos componentes têm escapado aos aumentos, e os monitores poderão juntar-se em breve a esse grupo. A KTC, conhecida por ter monitores a preços bastante concorrenciais, avisou os clientes que os preços dos seus monitores poderão aumentar em breve. A empresa explica que o custo de componentes essenciais subiu significativamente, aumentando os custos de produção ao ponto de já não conseguir absorver os aumentos internamente.

Por enquanto, a KTC não revelou quais os modelos que serão afectados nem quando os novos preços entrarão em vigor, dizendo que continua a negociar com os fornecedores para tentar adiar os aumentos durante o máximo de tempo possível.
A recomendação do fabricante é a de que quem estiver a pensar comprar um monitor considere fazê-lo rapidamente, enquanto os preços actuais ainda estão em vigor.

É certo que se pode considerar sempre suspeito ver um fabricante a recomendar a compra dos seus produtos "hoje" em vez de "amanhã". Mas, por outro lado, é certo que todos gostariam de ter recebido um aviso idêntico para terem comprar memória há um ano atrás em vez de pagar 5x mais um ano mais tarde! Nos monitores, temos visto monitores bastante interessantes, incluindo modelos OLED, a preços bastante acessíveis. E se este alerta da KTC se materializar, também isso poderá estar prestes a mudar.

№ 11

Carrier Pidge envia mensagens à velocidade de um pombo correio

Para combater a velocidade da vida moderna, a app Carrier Pidge envia mensagens à velocidade de um pombo correio - com risco do pombo virtual se poder perder.

Um developer criou uma aplicação para iOS que troca a velocidade das mensagens instantâneas pelo ritmo de um pombo-correio. Chamada Carrier Pidge, a app calcula o tempo de entrega com base na distância entre os utilizadores, usando as respectivas localizações GPS. Os pombos virtuais voam a cerca de 160km/h, pelo que as mensagens podem demorar várias horas, ou até mais de um dia, a chegar, dependendo da localização.

A experiência tenta ser ainda mais fiel ao sistema tradicional de pombos-correio. Algumas aves virtuais podem distrair-se durante o voo, reduzindo a velocidade em até 25%, e a app inclui um flight tracker que permite acompanhar a viagem em tempo real.

Spent 3 weeks building a texting app slower than email. Messages fly at pigeon speed — LA to NYC takes 22 hrs. Sometimes the bird dies & the message isn’t delivered. pic.twitter.com/MwHcldFr0Y

— Noah (@noah_bino) August 12, 2026
As coisas podem correr ainda pior. Cada mensagem tem 0.2% de probabilidade de se perder durante o percurso e, segundo o developer, o pombo virtual também pode simplesmente morrer a caminho do destino. Para uma experiência tranquila do lado do destinatário, a Carrier Pidge não envia read receipts, permitindo aos utilizadores ignorar mensagens sem deixar uma confirmação de leitura.

A Carrier Pidge já está disponível para iOS, com uma versão para Android prometida para breve. A app é gratuita, mas permite aos utilizadores aumentar o seu "aviário" com até 10 pombos adicionais. É uma ideia que não deverá passar da fase de curiosidade do momento, ainda mais porque, para o bem e para o mal, pede dados - como a localização - que muitos utilizadores poderão não estar predispostos a ceder por brincadeira.

№ 12

Estação de TV perde 50TB de história na cloud

Nos EUA, uma estação de TV está a tentar recuperar 50 TB de vídeos históricos depois da sua empresa de cloud ter encerrado.

Uma estação da PBS está a tentar recuperar cerca de 50 TB de dados depois do seu fornecedor de armazenamento cloud ter encerrado actividade e deixado de responder. A Nine PBS, de St. Louis, processou a Iron Mountain Data Centers para recuperar arquivos que incluem programas de televisão e vídeos acumulados ao longo de cerca de 70 anos.

Os dados estavam armazenados em hardware localizado num data center da Iron Mountain, mas pertenciam à Nine PBS e eram geridos através da Open Source Storage (OSS). O contrato entre a estação e a OSS terminou em Março, mas a Nine PBS diz ter perdido subitamente o acesso aos ficheiros e só posteriormente descoberto que a empresa tinha deixado de operar. Entre os conteúdos estão registos da história de East St. Louis, da cobertura da Grande Inundação de 1993 a casos mais recentes como a pandemia COVID-19, num total superior a 11 mil ficheiros considerados de interesse histórico, em grande parte únicos e insubstituíveis.
No cerne da questão está o facto da infraestrutura pertencer a uma empresa - a Iron Mountain - enquanto o serviço era fornecida por outro - a OSS. A Iron Mountain argumenta que apenas fornece a infraestrutura física onde os servidores dos clientes são instalados, incluindo espaço, energia, conectividade e sistemas ambientai; e que entregar os equipamentos sem autorização judicial poderia violar contratos e expor informações pertencentes a outros clientes da OSS.

Um juiz determinou que a Iron Mountain terá de entregar os dispositivos físicos que contêm os dados. A Nine PBS terá 30 dias para encontrar alguém que seja capaz de ajudar a recuperar os ficheiros em causa, sem afectar os dados de outros clientes. A estação diz estar em contacto com um antigo trabalhador da OSS disposto a ajudar, o que poderá agilizar o processo.

Num mundo ideal, teríamos as estações de TV a perceberem o trabalho vital de projectos como o Internet Archive, e contribuiriam para ajudar que os seus dados fossem preservados em vez de ficarem sujeitas a situações como esta.

№ 13

SK hynix sem stock de SSDs para garantia

Também a SK hynix passa a devolver o valor de compra original de SSDs avariados em vez de os trocar por um modelo idêntico.

A SK hynix diz ter ficado sem stock de SSDs de substituição devido à actual escassez global de armazenamento. Um utilizador relatou que contactou a empresa para substituir um SSD avariado ao abrigo da garantia, mas recebeu como alternativa um reembolso baseado no preço pago originalmente. O problema é que os preços dos SSDs dispararam, pelo que esse valor já não será suficiente para comprar um SSD equivalente.

A política de garantia da SK hynix prevê que, quando não é possível reparar ou substituir um produto, o comprador pode receber o preço original de aquisição ou o valor justo de mercado, aplicando-se o valor mais baixo. Em condições normais, esta regra pode parecer razoável, mas num altura em que os preços de memória e SSDs tem subido substancialmente, cria uma situação desfavorável para os consumidores que tenham que dar uso à garantia.
Alguns SSDs da própria SK hynix, incluindo modelos como o Platinum P51 e o anterior Platinum P41, já duplicaram de preço desde o início da escassez. Isso significa que um cliente que comprou um SSD por um determinado valor, poderá agora ter que gastar o dobro para ficar com um produto idêntico ao que tinha - em completo desacordo com o que é esperado das políticas de garantia.

Num cenário em que o preço do hardware tem estado a seguir tendências completamente opostas ao normal (RAM, SSDs, e placas gráficas que atingem o dobro do que custavam há um ano), talvez seja necessário revisitar as políticas de garantia. Pelo menos, assegurar que o cliente tem direito a troca por um equipamento idêntico, ou melhor, em vez de permitir que as marcas optem pela saída mais fácil e económica de devolver o valor de compra quando este é substancialmente mais baixo que o preço actual do equipamento.

№ 14

A estranha vibração das cordas

A vibração de algo como a corda de uma guitarra é mais complexa do que se pode imaginar.

É bastante provável que a maioria das pessoas já tenha visto as imagens curiosas das cordas de uma guitarra a vibrar, captadas por uma câmara digital. No entanto, essa vibração é apenas um efeito do rolling shutter da maioria das câmaras digitais, e aquilo que acontece realmente é bem diferente.

O sempre excelente canal minutephysics aborda esta questão e revela como é que as cordas realmente vibram, e como isso pode variar dependendo do ponto em que a corda é puxada; e também o comportamento diferente que têm quando uma corda é "martelada".


Descobrimos que, em vez do esperado efeito de ter uma corda a ondular, a corda acaba por funcionar como um meio de propagação onde vemos a forma da distorção a viajar ao longo da mesma.

No mínimo, serve para nos relembrar de como estamos rodeados de coisas fantásticas que se escondem nas mais simples coisas do dia a dia que nos rodeiam, desde que se dedique o devido tempo a olhar para elas.

№ 15

Avião eléctrico faz voo inaugural por 5 dólares

A estreia de um dos maiores aviões eléctricos do momento teve um custo de apenas de 5 dólares em electricidade.

A Heart Aerospace realizou o primeiro voo do seu X1, um dos maiores aviões 100% eléctricos já construídos, e a experiência durou quase meia hora com um custo de apenas 5 dólares em electricidade. O voo de teste aconteceu a 12 de Agosto no Plattsburgh International Airport em Nova Iorque, com o X1 a utilizar quatro motores eléctricos montados nas asas e um sistema de propulsão capaz de ultrapassar 1 MW de potência.

O X1 tem dimensões semelhantes às de um pequeno avião regional e pode atingir um peso máximo à descolagem superior a 11 toneladas. Apesar do sucesso do voo, a Heart Aerospace não pretende comercializar uma aeronave totalmente eléctrica deste tipo. As limitações actuais das baterias continuam a restringir estes aviões a distâncias relativamente curtas, normalmente entre 160 e 320 quilómetros, o que penaliza o seu uso comercial.


Em vez disso, os testes do X1 e do futuro X2 vão servir para desenvolver o ES-30, um avião regional híbrido-eléctrico com capacidade para 30 passageiros. O modelo combinará dois motores eléctricos com dois motores turboprop alimentados a combustível de aviação, permitindo até 200 quilómetros em modo totalmente eléctrico e cerca de 800 quilómetros em modo híbrido.

A Heart Aerospace espera iniciar os testes de voo do ES-30 em 2028 e obter certificação para começar operações comerciais em 2031. A United Airlines já se comprometeu a comprar 100 unidades e outras companhias, como a Air Canada e Mesa Air Group, também investiram no projecto. Segundo a empresa, o ES-30 poderá reduzir em mais de 40% os custos operacionais das companhias aéreas nas rotas regionais, tornando a tecnologia especialmente interessante numa altura em que os preços do combustível têm atingido preços elevados.

№ 16

Token Monitor mostra tokens AI disponíveis

O Token Monitor é um projecto no Kickstarter que disponibiliza um pequeno ecrã que mostra os tokens disponíveis nos serviços AI.

Com o uso cada vez mais frequente de serviços AI, surgiu aquilo que se pode designar por "token anxiety" referente aos tokens que se vão gastando e se podem aproximar do limite de uso. Foi isso que levou à criação deste Token Monitor, um pequeno touchscreen acompanhado por um ESP32-S3, para acompanhar, em tempo real, a utilização de assistentes de programaçãoAI. O dispositivo inclui um touchscreen IPS de 4" com resolução 480 × 480, conectividade WiFi e Bluetooth, alimentação por USB-C, e suporte opcional para bateria.

O Token Monitor mostra informações como o consumo de quotas, número de tokens utilizados, limites de sessão, tempo até ao reinício das quotas e estimativas de custos. Os dados são obtidos através de um serviço local open-source, que comunica de forma segura com o dispositivo. Todas as credenciais são mantidas no computador do utilizador, sem enviar telemetria ou código para servidores externos.



O sistema é compatível com o Claude Code, Codex CLI e Antigravity CLI, além de suportar Model Context Protocol (MCP). Isto permite que assistentes AI façam tarefas como configurar o dispositivo, actualizar o firmware, alterar as credenciais WiFi ou consultar registos de diagnóstico directamente a partir da linha de comandos. O firmware utiliza a interface LVGL e permite ainda criar painéis personalizados com gráficos, tabelas e outros dados além do consumo de tokens.

O Token Monitor está actualmente em campanha no Kickstarter, com um objectivo de financiamento de 25.000 euros. As primeiras unidades têm um preço promocional de 99 euros, com o envio previsto para Novembro de 2026. O maior problema é que, para o público alvo a que se destina, muitos deles podem optar por usar um kit ESP32 com ecrã de 4", por menos de metade do preço, e criarem o seu próprio Token Monitor via "vibe coding".

№ 17

Tribunal francês chumba proibição das redes sociais a menores

Em França, os planos para proibir o acesso às redes sociais a menores de 15 anos vão ter que ser revistos.

O mais alto tribunal constitucional de França bloqueou a lei que pretendia impedir menores de 15 anos de criarem contas em redes sociais. A medida, apoiada pelo Presidente Emmanuel Macron, deveria entrar em vigor a 1 de Setembro e obrigaria as plataformas a implementar sistemas de verificação de idade. O Tribunal Constitucional considerou que a legislação violava de forma desproporcional a liberdade de expressão e comunicação.

O tribunal reconheceu que proteger crianças é um objectivo legítimo, mas concluiu que a solução escolhida não era adequada, necessária ou proporcional. Um dos principais problemas estava precisamente na verificação de idade: para impedir menores de aceder às plataformas, seria necessário que todos os utilizadores, incluindo adultos, comprovassem a sua idade. Os deputados não tinham definido regras suficientemente claras sobre a recolha e protecção desses dados.

A decisão representa um revés significativo para Macron, que pretendia transformar o modelo francês numa referência internacional. Outros países estão a estudar medidas semelhantes, incluindo o Reino Unido, Espanha, Grécia e Dinamarca, enquanto a Austrália já restringe o acesso às redes sociais a menores de 16 anos (com resultados duvidosos).

No entanto, a batalha ainda não terminou. O tribunal anulou apenas a parte da lei relativa à proibição para menores de 15 anos, mantendo outras medidas, incluindo a proibição de telemóveis nas escolas. Macron já pediu ao primeiro-ministro Sébastien Lecornu que reformule rapidamente a legislação para poder superar o actual bloqueio.

№ 18

BYD lança Yangwang U8L de 4 lugares

A BYD lançou na China o novo Yangwang U8L Premium Edition, com quatro bancos capitão, a partir de 186 mil euros.

A BYD apresenta a versão de luxo de 4 lugares do seu SUV híbrido plug-in topo de gama. O modelo Premium (Dingzang) arranca nos 1,458 milhões de yuans, cerca de 186 mil euros, e a submarca de luxo ultra da BYD classifica-o como "o SUV doméstico de 4 lugares topo de gama".

O novo modelo mede 5.400 mm de comprimento, 2.049 mm de largura e 1.921 mm de altura, com uma distância entre eixos de 3.250 mm. É praticamente do tamanho do Cadillac Escalade e do Mercedes-Maybach GLS 600.
Equipado com quatro motores eléctricos, um motor a gasolina de 2 litros, e uma bateria BYD Blade de 56,58 kWh, o Yangwang U8L de 4 lugares tem uma autonomia eléctrica pura de 230 km (ciclo CLTC) e uma autonomia combinada de 1.205 km. Traz também a tecnologia Flash Charging da BYD, que permite carregar a bateria de 10% a 70% em cinco minutos. Para uma carga completa de 10% a 97% bastam nove minutos.

O SUV topo de gama de 4 lugares vem equipado com o sistema de condução assistida God’s Eye A, que inclui um LiDAR montado no tejadilho e 40 conjuntos de sensores de alta precisão para assistência de navegação em todos os cenários.
No interior, o SUV topo de gama apresenta um habitáculo exclusivo em tons dourados. Três grandes ecrãs percorrem o tablier: um em frente ao condutor, um de infoentretenimento central e outro para o passageiro.

Os bancos de luxo exclusivos com sistema de gravidade zero incluem apoio de pernas eléctrico e função de massagem em 18 pontos. Para os passageiros traseiros, existe um ecrã de entretenimento de 21,4" que desce do teto.

A Yangwang vende veículos plug-in e eléctricos puros, incluindo o sedan U7, o SUV U8, e o supercarro eléctrico U9. A BYD planeia lançar a marca Yangwang na Europa e no Reino Unido em 2027, para rivalizar com marcas premium como Ferrari, Porsche, Mercedes-Benz e Range Rover, marcando a entrada numa nova era que redefine o estatuto tradicionalmente associado ao "carro chinês".

[Pela Estrada Fora]
№ 19

Mobilidade mais cara obriga portugueses a mudar hábitos

Os custos de circulação estão a alterar os hábitos dos portugueses, e a maioria espera mudar para um carro eléctrico nos próximos anos.

Nove em cada dez portugueses sentem que deslocar-se ficou mais caro nos últimos dois anos. É uma das conclusões do estudo sobre Mobilidade e Transportes da ConsumerChoice, que traça o retrato de um país onde o automóvel continua a ser rei, mas onde os custos estão a forçar mudanças de comportamento.

O carro próprio domina as deslocações diárias de 68% dos inquiridos, enquanto apenas 16% recorre principalmente aos transportes públicos. Esta dependência do automóvel ajuda a perceber porque é que os custos com combustíveis pesam tanto: 81% dos participantes aponta-os como um encargo significativo, seguidos pelos seguros automóveis (48%) e pela manutenção dos veículos (43%).

Face a este cenário, 77% dos portugueses já alterou os seus hábitos de deslocação. As estratégias mais comuns passam por reduzir a utilização do automóvel (47%), cortar nas viagens não essenciais (34%) e recorrer mais aos transportes públicos ou simplesmente ir a pé (31% em ambos os casos). A questão ambiental começa também a pesar nas decisões. Cerca de 73% dos participantes admite que a sustentabilidade influencia, pelo menos ocasionalmente, as suas escolhas de mobilidade, e 80% acredita que os portugueses estão a adoptar comportamentos progressivamente mais sustentáveis nesta área.

O interesse pelos veículos eléctricos é crescente, ainda que a adopção efectiva seja ainda limitada: apenas 25% dos inquiridos possui actualmente um veículo electrificado. No entanto, 65% pondera comprar um carro eléctrico nos próximos anos. As vantagens reconhecidas são claras: menor impacto ambiental (68%) e redução dos custos de utilização (64%). O grande travão continua a ser o preço de aquisição, apontado por 70% como o principal obstáculo, seguido pelas dúvidas sobre a durabilidade das baterias (36%) e o tempo de carregamento (35%). Quanto à rede de carregamento, apenas 15% considera que Portugal tem hoje uma infraestrutura adequada, e 55% entende que esta responde apenas de forma parcial às necessidades existentes.
A forma como os portugueses compram ou utilizam automóveis também está a mudar, ainda que de forma gradual. A compra tradicional mantém-se dominante, escolhida por 62% dos inquiridos, mas soluções como o renting (7%) e o leasing (5%) começam a ganhar terreno. A previsibilidade dos custos é o argumento mais valorizado neste contexto, citado por 54% dos participantes.

Os transportes públicos continuam a enfrentar dificuldades que afastam os utilizadores. Quarenta e um por cento dos inquiridos raramente os usa, e os motivos são conhecidos: atrasos (57%), lotação excessiva e frequência insuficiente (41% em ambos os casos). A isto acresce uma assimetria geográfica flagrante: 95% dos participantes considera que existe uma diferença significativa entre a oferta nas grandes cidades e nas regiões do interior. Essa realidade traduz-se numa dependência muito maior do automóvel fora dos centros urbanos: enquanto 22% dos residentes em áreas urbanas acredita que não conseguiria manter o seu estilo de vida sem carro próprio, esse valor sobe para 55% entre quem vive em zonas rurais ou de baixa densidade populacional. Para inverter esta situação, os portugueses pedem preços mais competitivos (49%), maior frequência dos serviços (48%), mais pontualidade (39%) e melhor cobertura geográfica (37%).

Apesar dos constrangimentos actuais, o optimismo em relação ao futuro prevalece: 69% dos consumidores acredita que a mobilidade em Portugal estará melhor na próxima década. As principais tendências apontadas são a eletrificação dos veículos (77%), a evolução dos transportes públicos inteligentes (38%), a condução autónoma (25%) e a micromobilidade, incluindo bicicletas e trotinetes (25%).

O estudo foi respondido por 750 portugueses, com uma distribuição de 55% de participantes do sexo masculino e 45% do feminino. A faixa etária dos 45 aos 54 anos é a mais representada, com 25% dos inquiridos. Em termos geográficos, a Grande Lisboa concentra 35% dos participantes, seguida pelo Centro do país (23%), pelo Norte (19%) e pelo Grande Porto (16%).


[Pela Estrada Fora]
№ 20

Falha em CPUs AMD antigos dá total acesso

Uma simples instrução é tudo o que é necessário para obter acesso a memória protegida e elementos de segurança nos CPUs AMD 15h e 16h.

Uma nova vulnerabilidade em processadores AMD antigos permite obter acesso a áreas de memória que deveriam estar protegidas, incluindo componentes críticos como o Platform Security Processor (PSP), o System Management Mode (SMM) e memória utilizada para microcode. O exploit, chamado Skitter Creek Bath Salts (Skitter), foi descoberto pelo investigador Christopher Domas e afecta processadores AMD das famílias 15h e 16h, lançados entre 2011 e 2015.

A técnica explora uma configuração chamada BankSwizzleMode, responsável pela forma como o controlador de memória distribui os dados pela DRAM. Uma simples instrução consegue alterar esta configuração, permitindo aos investigadores descobrir como a memória visível pelo sistema operativo corresponde à memória física. Com esse mapa, torna-se possível direccionar leituras e escritas para regiões que normalmente estão fora do alcance do sistema operativo.

New exploit: “xor dword [0xf80c2094], 1<<22”

Unlocks CPU microcode, the platform security processor, system management mode, and every internal processor register, all at once, on 100 million AMD CPUs. As far as I can tell can’t be fixed.https://t.co/sgAfneFSsf pic.twitter.com/kDhhdXtfYL

— domas (@xoreaxeaxeax) August 13, 2026
O resultado é um nível de acesso extremamente elevado. Um atacante pode, em determinadas circunstâncias, aceder a código e dados associados ao PSP, onde são executadas funções de segurança como o fTPM, além de componentes do SMM e microcode. Isto significa que, depois de ultrapassadas as protecções, seria possível manipular partes fundamentais do funcionamento do processador que normalmente estão isoladas até mesmo do sistema operativo.

Existe, contudo, uma limitação importante: o exploit exige acesso ao kernel e execução com direitos de administrador. Por outro lado, os processadores afectados já estão fora do período de suporte, pelo que não deverá existir uma correcção oficial da AMD para os sistemas vulneráveis.