PlanetGeek

Atomic Habits by James Clear

15-04-2026 | 10:00 | Gonçalo Rodrigues

A review of the book "Atomic Habits" by James Clear, which provides insights and strategies for building good habits and breaking bad ones.

Funcionários chineses criam sistema anti-AI para salvar empregos

06-04-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Na China assiste-se a uma situação curiosa relacionada com a salvaguarda de empregos contra assistente AI.

Um novo tipo conflito laboral relacionado com IA está a ganhar destaque na China. Algumas empresas começaram a exigir que os funcionários documentem o seu conhecimento em "skill files", onde detalhem tudo aquilo que fazem, com o objectivo de usar essa informação para treinar sistemas de AI que possam substituí-los.

Do desagrado inicial a situação rapidamente evoluiu. Em vez se preocuparem em documentar as suas próprias funções, depressa houve pessoas que começaram a usar um "colleague.skill" que faz essa função para os seus colegas de trabalho. A ideia era demonstrar que afinal seria mais produtivo substituir os seus colegas por agentes AI, em vez de serem eles próprios a serem subsituídos. Mas, entretanto, surgiu uma ferramenta ainda mais curiosa. A anti-distill.skill foi criada para ajudar os trabalhadores a proteger o seu conhecimento. A ferramenta permite gerar os tais "skill files" que aparentemente são totalmente legítimos, mas que na realidade omitem todas as informações críticas que permitem a um agente AI desempenhar a função pretendida.

近日,github上一个名叫“同事.skill”的项目火了。

4月3日,一博主表示,她开发了“反蒸馏skill”的项目。
她表示,大家都是出来做牛马的,没人希望自己被做成skill,然后丢掉工作,所以自己发明了“反蒸馏skill”。希望大家在这个AI浪潮里都能活得久一点吧。 pic.twitter.com/53OJZLSc7A

— 李老师不是你老师 (@whyyoutouzhele) April 3, 2026

Imagino eu que esta ferramenta seja o exemplo surpremo do tipo de falta de eficiência que muitas vezes se vê nas grandes empresas, em que se passam horas infindáveis em reuniões, a falar e falar, sem que nada seja dito ou decidido. O grande risco é que, ao treinar agentes AI com estes ficheiros de conhecimento "sem conhecimento", em breve se vejam os agentes AI a replicar os congéneres humanos na perfeição, a gastarem dias e dias de trabalho em reuniões sem que nada façam. Ao estilo do que acontece com os humanos, vai ser necessário que as empresas avaliem bem os agentes AI, para saber se vão realmente ser produtivos ou apenas gastar energia.

OneDrive deixa de enviar ficheiros eliminados para a reciclagem

06-04-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft está a fazer alterações aos ficheiros eliminados no OneDrive, deixando de aparecer na Reciclagem ou caixa de lixo local.

A Microsoft vai alterar a forma como os ficheiros eliminados do OneDrive são tratados no Windows e no macOS. A partir de Maio os ficheiros apagados na cloud deixarão de aparecer na Reciclagem ou no Lixo local, desaparecendo directamente do sistema.

Com esta mudança, a recuperação de ficheiros terá de ser feita através da reciclagem online do OneDrive ou do SharePoint. A alteração aplica-se apenas a ficheiros eliminados na cloud - os ficheiros apagados localmente continuarão a ir para a Reciclagem ou Lixo do sistema. Segundo a Microsoft, a alteração tem como objectivo melhorar o desempenho da sincronização e tornar a recuperação mais simples. Ao eliminar o passo intermédio local, as eliminações serão mais rápidas, especialmente para ficheiros grandes ou pastas com grandes quantidades de ficheiros (que teriam que ser transferidos integralmente para o computador), e a reposição torna-se mais previsível, sendo sempre feita a partir da cloud.

A implementação começará no início de Maio e deverá ficar concluída até ao final do mês, afectando todos os utilizadores de OneDrive em Windows e macOS. A Microsoft recomenda que as organizações informem os utilizadores e actualizem a documentação interna que indique métodos de recuperação local.

Apple AirTag 2 a €28

06-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

Com os pequenos localizadores AirTag é mais fácil que nunca saber por onde andam os nossos produtos mais importantes.

A lei de Murphy dita que, no dia em que estivermos com mais pressa, será o dia em que teremos que andar em correrias a vasculhar a casa em busca de algo como a chave do carro ou a carteira. Felizmente, já existe solução tecnológica para esses esquecimentos, e também para auxiliar na sua descoberta caso sejam perdidas fora de casa, sob a forma dos localizadores Bluetooth. E agora, temos a oportunidade de apanhar uns AirTag 2 da Apple na sua nova geração, com alcance melhorado.
Neste momento podemos encontrar um Apple AirTag 2 a 28 euros na Amazon Espanha, com o pack de quatro AirTags a 101 euros.

Os AirTag utilizam a rede Find My da Apple, o que significa que reportam a sua localização sempre que passam ao alcance de um iPhone, iPad ou Mac. Desta forma, mesmo que fiquem longe do iPhone do dono, continua a ser possível saber por onde andam, facilitando o processo de os encontrar. Para o caso mais comum de ser necessário localizá-los em casa, a utilização de um iPhone recente com UWB permite saber exactamente a sua localização em vez de simplesmente se saber se estamos mais longe ou mais próximos como nos trackers BT comuns.


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Copilot é só "para brincadeira" - diz a Microsoft

06-04-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Apesar de colocar o Copilot em tudo o que pode, a Microsoft refere que o Copilot só deve ser usado "para brincar".

A Microsoft tem uma curiosa referência nos termos de utilização do Copilot, em que alerta os utilizadores para não confiarem no Copilot para decisões importantes, e que o Copilot é destinado "apenas para fins de entretenimento", podendo gerar resultados imprecisos ou pouco fiáveis.

ste aviso expõe uma contradição evidente. Por um lado, a Microsoft promove o Copilot como uma ferramenta de produtividade para consumidores e empresas. Por outro, reconhece que o seu assistente AI pode cometer erros e não deve ser utilizado para qualquer trabalho sério, levantando dúvidas sobre o seu uso em contexto profissional.
Este tipo de aviso não é exclusivo da Microsoft. Outras empresas de AI incluem declarações semelhantes, referindo que os modelos podem produzir conteúdos incorrectos, enganosos ou inadequados. Ainda assim, há casos reais que mostram utilizadores a confiar excessivamente nos assistentes AI, como advogados que apresentaram documentação em processos de tribunal que referem casos e decisões totalmente inventados e que não existem.

Embora não faltem exemplos de como os modelos AI são capazes de fazer coisas impressionantes, há que ter consciência de que são uma mera ferramenta, e que tanto pode funcionar bem - como mal. O maior problema é que, uma vez que os assistentes AI apresentam os "maus resultados" com a mesma total convição que usam quando estão certos, torna-se bastante complicado saber quando se está perante um caso errado.

Anthropic bloqueia mais acessos do OpenClaw

06-04-2026 | 13:00 | Aberto até de Madrugada

A luta da Anthropic com o OpenClaw sobe de tom, com ainda mais bloqueios.

Depois de ter bloqueado o acesso normal do OpenClaw ao Claude, pretendendo fazer com que esses utilizadores pagassem mais por esse tipo de acesso, a solução (óbvia) dos utilizadores do OpenClaw foi passar a usar o assistente com o Claude directamente via CLI. Só que a Anthropic não gostou dessa medida, e avança com nova ronda de proibições, que agora passam a englobar o uso do OpenClaw mesmo através desse acesso directo.

Anthropic now blocks first-party harness use too 👀

claude -p --append-system-prompt 'A personal assistant running inside OpenClaw.' 'is clawd here?'

→ 400 Third-party apps now draw from your extra usage, not your plan limits.

So yeah: bring your own coin 🪙🦞

— Peter Steinberger 🦞 (@steipete) April 5, 2026
O que se torna mais frustrante e irritante para os utilizadores do OpenClaw é que apesar da Anthropic insistir que estas regras se aplicam a todos os serviços, já se descobriu que na realidade a empresa está a detectar unicamente e especificamente o OpenClaw.

Anthropic now blocks first-party harness use too 👀

claude -p --append-system-prompt 'A personal assistant running inside OpenClaw.' 'is clawd here?'

→ 400 Third-party apps now draw from your extra usage, not your plan limits.

So yeah: bring your own coin 🪙🦞

— Peter Steinberger 🦞 (@steipete) April 5, 2026
É possível contonar estas novas limitações com a simples alteração do nome do OpenClaw para qualquer outra coisa - basta até passar o seu nome para minúsculas "openclaw", que já não é detectado - mas o criador do OpenClaw já disse que não irá prosseguir por essa via, dizendo apenas que lamenta o facto da Anthropic ter esta atitude contra um agente que se popularizou de forma viral, e estando a trabalhar de modo a fazer com que os modelos da OpenAI se tornem numa opção viável face ao Claude.

Veremos se, a longo prazo, esta não será uma das grandes decisões da qual a Anthropic se virá a arrepender no futuro.

Carregador BONAI com 8 pilhas recarregáveis a €18

06-04-2026 | 12:48 | A Minha Alegre Casinha

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da BONAI com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador BONAI já traz 8 pilhas recarregáveis (4x AA de 2800 mAh + 4x AAA de 1100 mAh) e custa apenas 18 euros.

Quem quiser mais pilhas, pode também optar pelo pack de 24 pilhas recarregáveis AA 2800 mAh adicionais.

As pilhas incluídas são de 2800 mAh no caso das AA, e de 1100 mAh no caso das AAA; e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Tenho um carregador há vários anos e tem funcionado sem chatices, o que me tem permitido evitar gastar pilhas descartáveis, e recomendo. :)


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Android 17 prepara regras para notificações

06-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

O próximo Android 17 está a preparar novo sistema para melhorar a gestão de notificações.

As notificações tornaram-se numa praga dos dias moderos, e o futuro Android 17 está a preparar a gestão mais inteligente das mesmas com nova funcionalidade chamada Notification Rules. Apesar do Android já oferecer diversas ferramentas como os Notification Channels, Modes e Notification Organizer, a Google parece estar a desenvolver uma forma mais avançada de gerur alertas.

A funcionalidade foi detectada no Android 17 Beta 3, onde o código indica que será possível criar regras com base em apps ou contactos específicos. Consoante as condições definidas, as notificações poderão ser silenciadas, bloqueadas, agrupadas ou destacadas com prioridade. Algumas das opções sugerem um nível de personalização mais profundo, incluindo novas formas de dar destaque a alertas importantes. Por exemplo, será possível dar prioridade às mensagens de certos contactos ou silenciar notificações de outros, oferecendo maior controlo sobre o que realmente merece atenção.

Curiosamente, também já foram encontrados sinais das Notification Rules em versões do One UI 9 da Samsung, o que indica que a funcionalidade não deverá ser exclusiva dos dispositivos Pixel. Se chegar a mais equipamentos, poderá tornar-se uma das melhorias mais flexíveis do Android nesta área. Agora, só falta um sistema que permita lidar com as notificações abusivas, como as apps bancárias - para as quais é "indispensável" receber as notificações úteis - mas que depois abusam disso para mandar notificações publicitárias promocionais sem qualquer interesse (e sem opção para as desactivar). Talvez no Android 18 já se tenha um gestor AI que consiga diferenciar estas notificações e só deixe passar o que realmente interessa.

Google Play Store com pesquisa de avaliações

06-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Passa a ser possível pesquisar as avaliações das apps na Google Play Store.

A Google adicionou uma pequena mas útil novidade à Play Store no Android: a função de pesquisa dentro das avaliações das apps. A funcionalidade surge na secção de reviews de qualquer app ou jogo, permitindo procurar rapidamente por palavras-chave nos comentários dos utilizadores.

Apesar de simples, a melhoria torna-se útil no dia a dia. Em vez de percorrer dezenas de opiniões em busca de algo específico, passa a ser possível encontrar directamente feedback relevante - quer seja para confirmar funcionalidades, identificar problemas, ou melhor perceber a experiência real de utilização.
A funcionalidade esteve em testes desde Novembro e está agora a ser disponibilizada de forma gradual através das actualizações da Play Store. Como é habitual na Google, a distribuição pode demorar algum tempo, podendo levar semanas a chegar a todos os dispositivos.

Ainda assim, existem algumas limitações. A pesquisa exige pelo menos duas palavras e apenas encontra correspondências exactas, sem interpretação mais avançadas ou palavras aproximadas. Além disso, os resultados não são actualizados em tempo real enquanto se escreve - algo um pouco estranho vindo de uma empresa que se popularizou devido às suas funcionalidades de pesquisa. Mesmo com estas restrições, é um passo importante para tornar as avaliações mais úteis e fáceis de explorar.

Hub USB 3.0 Vkusra 7-portas com interruptores individuais a €22

06-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

Precisam de um hub USB 3.0 com quantidade generosa de portas, mas que também permita desligá-las individualmente sem tirar / meter fichas? Então espreitem este hub.

Os hubs USB tornaram-se uma necessidade da vida moderna, especialmente para acompanharem os portáteis que vêm equipados com poucas portas USB, que rapidamente se esgotam assim que ligamos um teclado e rato externo. Adicionalmente, há casos particulares, de pessoas que precisam de um número superior de portas USB. Este hub da Vkusra tem 7 portas que permitem maior liberdade na quantidade de dispositivos USB que podemos utilizar, mas o que o torna mais especial é o facto de todas as portas contarem com o seu próprio botão para que possam ser ligadas ou desligadas individualmente.
O hub USB 3.0 Vkusra 7-portas com interruptores está disponível por apenas 22 euros na Amazon Espanha, e inclui fonte de alimentação de 15W.

Pode ser o companheiro ideal para quem tiver que fazer a replicação de pens USB em média escala (se precisar de mais, pode sempre investir num hub de 16 portas, também com interruptores), ou simplesmente que tenha uma série de equipamentos USB que deseje manter acessíveis (por exemplo: gravador CDs externo, scanner, câmaras digitais, webcam, discos externos, etc.) mas com a possibilidade de os poder desligar sem retirar a ficha - algo que até pode funcionar como medida de protecção, prevenindo que uma infecção de ransomware se possa espalhar a um disco externo de backup, que apenas se ligue para os backups e depois se mantenha desligado.


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Tesla recupera primeiro lugar na venda de eléctricos

06-04-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

Apesar de estar longe do seu auge, a Tesla conseguir recuperar a primeira posição na venda de carros 100% eléctricos a nível mundial.

A Tesla volta a liderar o mercado global de veículos eléctricos, recuperando o título de maior fabricante mundial no primeiro trimestre de 2026. Depois de perder terreno para a BYD no final de 2025, a empresa americana entregou 358.023 carros 100% eléctricos entre Janeiro e Março, assegurando essa posição.

O regresso ao topo aconteceu mesmo com um crescimento moderado. As entregas da Tesla aumentaram apenas 6,5% em comparação com o ano anterior (que foi um ano "fraco"), mas tendo sido o suficiente para ultrapassar a BYD, que teve um início de ano mais difícil. A fabricante chinesa entregou 310.389 veículos totalmente eléctricos no mesmo período, registando uma queda significativa de 25,5%. Grande parte desta descida está ligada a alterações nas políticas de incentivos na China. O governo chinês reduziu os apoios à compra de eléctricos, limitando os subsídios e introduzindo um novo imposto de 5% sobre a venda. Estas mudanças tornaram os veículos mais caros para os consumidores, travando a procura no principal mercado da BYD.

Já a Tesla beneficiou da sua presença global e de estratégias comerciais mais agressivas. A fábrica de Xangai continuou a ser um pilar fundamental, responsável por mais de metade das entregas, enquanto novas opções de financiamento na China ajudaram a atrair compradores. Ainda assim, a disputa entre as duas marcas continua intensa e o lugar de topo pode voltar a mudar nos próximos meses, com a BYD mostrar sinais de recuperação.

Samsung Messages termina em Julho

06-04-2026 | 07:00 | Aberto até de Madrugada

O Samsung Messages desaparece em Julho, deixando o envio de SMS e RCS a cargo do Google Messages.

A Samsung está a preparar o fim da aplicação Samsung Messages, a app de mensagens que durante anos veio pré-instalada nos seus smartphones. A empresa confirmou que o suporte termina oficialmente em Julho de 2026, marcando o passo final de uma transição que já estava em curso.

A decisão não é propriamente surpreendente. Os dispositivos Galaxy mais recentes já incluem o Google Messages como app de mensagens pré-definida, e a Samsung está agora a incentivar os restantes utilizadores a fazerem a mudança. Esta estratégia acompanha a aposta da Google no RCS e numa experiência de mensagens mais unificada no Android.
A Samsung indica ainda que os utilizadores devem verificar a própria aplicação para saber a data exacta em que deixará de funcionar, pois isso pode variar de país para país. Importa também referir que dispositivos com Android 11 ou versões anteriores não serão afectados, continuando a suportar o Samsung Messages.

Modelos mais recentes como a série Galaxy S25, Galaxy Z Fold6 e Galaxy Z Flip6 já utilizam o Google Messages de origem. Na prática, a Samsung começou a abandonar a sua app desde a linha Galaxy S22 nos EUA, sendo este anúncio apenas a conclusão do processo que já tinha sido iniciado.

Como foi feito o ataque ao Axios

05-04-2026 | 20:00 | Aberto até de Madrugada

Os atacantes do Axios criram toda uma empresa falsa para fazer amizade com um developer com o acesso desejado.

Um ataque sofisticado atribuído a um grupo ligado à Coreia do Norte está a levantar sérias preocupações no ecossistema open source, depois de um único developer ter sido enganado através de engenharia social - com consequências que podiam ter sido desastrosas a nivel mundial.

Em vez de recorrer a um ataque técnico directo, os atacantes do Axios criaram uma operação complexa. Construíram uma empresa falsa completa, incluindo a identidade roubada de um fundador real, perfis credíveis, presença no LinkedIn e até um workspace no Slack com supostos colaboradores. O objectivo foi ganhar a confiança de um developer que tinha acesso ao modulo Axios.

O plano culminou numa chamada no Microsoft Teams que parecia totalmente legítima, com vários "membros da equipa" presentes. Durante a reunião, surgiu uma mensagem de erro que indicava a necessidade de fazer uma actualização. O developer instalou o suposto update, que na realidade era um RAT (Remote Access Trojan), dando aos atacantes acesso completo ao seu computador. A partir daí os atacantes conseguiram acesso a credenciais do npm, permissões de publicação e outros dados sensíveis. O alvo desejado era a popular biblioteca Axios, usada em cerca de 80% dos ambientes cloud e com cerca de 100 milhões de downloads semanais.

Com esse acesso, os atacantes publicaram versões comprometidas do pacote, com malware para macOS, Windows e Linux. O malware apagava-se automaticamente após a execução, dificultando a análise. As versões comprometidas estiveram disponíveis durante cerca de três horas antes de serem removidas. Nesse curto espaço de tempo, foram detectados mais de uma centena de sistemas a comunicar com servidores de comando e controlo dos atacantes. Todos os sistemas afectados devem proceder à mudança de credenciais, incluindo tokens do npm, chaves AWS, SSH e segredos de CI/CD, etc.

Este incidente não é um caso isolado. O mesmo grupo terá comprometido várias outras ferramentas e projetos open source nas semanas anteriores. Demonstra também como o uso da autenticação de dois factores não é uma solução perfeita. O ponto chave é a que estes ataques revelam uma das fragilidades no ecossistema open source, em que muitos projectos usados por milhões continuam dependentes de developers individuais, que se tornam em alvos extremamente apeteciveis para atacantes.

Netflix obrigada a baixar mensalidade em Itália - e devolver dinheiro aos clientes

05-04-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Em Itália assiste-se uma decisão inédita, com a Netflix a ser condenada a baixar os preços e a devolver até 500 euros aos clientes.

A Netflix enfrenta uma decisão judicial histórica em Itália que pode obrigar a empresa a devolver milhões de euros a subscritores de longa data. Um tribunal em Roma concluiu que vários aumentos de preços aplicados entre 2017 e 2024 foram ilegais, por não estarem devidamente justificados nos contratos com os clientes.

O caso foi apresentado pelo grupo de defesa do consumidor Movimento Consumatori, que contestou quatro aumentos de preços realizados ao longo desses anos. O tribunal deu razão à associação, considerando que a Netflix não explicou de forma clara em que condições poderia alterar os preços. Segundo a legislação italiana, as empresas não podem aumentar tarifas sem uma justificação específica previamente definida no contrato.
Na prática, a decisão abre a porta a reembolsos significativos para os utilizadores afectados. Subscritores do plano Premium desde 2017 poderão receber até cerca de 500 euros, enquanto utilizadores do plano Standard poderão recuperar aproximadamente 250 euros. Além disso, o tribunal ordenou que a Netflix reverta os preços para valores anteriores aos aumentos, de 19.99 para 11.99 euros no plano Premium e de 13.99 para 9.99 euros no Standard.

Apesar da decisão, a Netflix já anunciou que vai recorrer, defendendo que sempre cumpriu a legislação local. A empresa também actualizou os seus termos de serviço em 2025 para incluir explicações mais claras sobre possíveis alterações de preços no futuro, o que poderá evitar problemas semelhantes daqui para a frente. Resta saber se a decisão poderá aplicar-se a outros países europeus, sendo que muitos mais europeus apreciariam um reembolso idêntico.

Cantora folk relata pesadelo com músicas AI

05-04-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

O abuso das tecnologias AI na geração de músicas está a gerar o caos entre os artistas reais e as políticas de direitos de autor.

A história de Murphy Campbell mostra como a combinação de inteligência artificial, plataformas digitais e sistemas de copyright pode ser a receita perfeita para um pesadelo. A artista de folk, conhecida por interpretar baladas no domínio público, viu-se inesperadamente no centro de um caso que envolve músicas falsas geradas por AA e reivindicações indevidas de direitos de autor.

Tudo começou em Janeiro, quando Campbell descobriu várias músicas no seu perfil do Spotify que não tinham sido colocadas por si. Apesar de reconhecer as canções - gravações suas disponíveis no YouTube - as músicas tinham algo estranho, especialmente nas vozes. A suspeita foi a de que alguém teria usado essas gravações, gerado novas versões com ferramentas AI, e publicado os temas em plataformas de streaming usando o seu nome.

Após insistência junto das plataformas, conseguiu remover parte dos conteúdos, mas o problema não desapareceu totalmente. Pelo menos uma das faixas continua disponível no Spotify, associada a outro perfil que usa o seu nome, criando confusão. No entanto, o caso não ficou por aqui. No mesmo dia em que a sua história ganhou destaque nos media, surgiram novos problemas. Um conjunto de vídeos foi carregado no YouTube através de um distribuidor, mas sem estar visível ao público. Esses vídeos foram depois usados para reivindicar direitos de autor sobre conteúdos da própria Murphy Campbell!

A artista recebeu notificações a informar que teria de partilhar receitas com alegados detentores de direitos sobre as suas interpretações - isto sem entrar na parte de que estas canções pertencem ao domínio público, incluindo temas tradicionais com mais de um século, amplamente interpretados por vários artistas ao longo do tempo.

Mais tarde, essas reivindicações foram retiradas, e o responsável pelo envio dos conteúdos acabou por ser banido da plataforma de distribuição envolvida. A empresa garante que casos como este são raros, representando uma pequena fracção do total de pedidos processados. Ainda assim, o episódio gerou forte reacção e demonstra que este tipo de problema irá multiplicar-se no futuro. Há muito que se sabe que os sistemas automáticos de copyright criam oportunidades para abusos e - associados a capacidade de criação de novos conteúdos em quantidades industrias com AI - esses abusos serão cada vez mais frequentes. Desta vez a situação até se resolveu a favor da cantora... mas da próxima vez pode ser o artista original a ver-se banido de uma plataforma por alguém que copiou as suas músicas.

Nvidia Neural Texture Compression poupa VRAM

05-04-2026 | 13:30 | Aberto até de Madrugada

A Nvidia mostrou um sistema de compressão de texturas com tecnologia AI que reduz significativamente a memória usada.

Há muito que os developers têm usado sistema de compressão para que as texturas caibam na memória VRAM das placas gráficas. Agora, a Nvidia promete melhorias ainda mais substanciais com o Neural Texture Compression (NTC), que pode reduzir drasticamente o uso de VRAM nos jogos sem perda de qualidade visual. Segundo a empresa, esta técnica pode diminuir o consumo de memória em até 85%.

Ao contrário dos métodos tradicionais de compressão, o NTC utiliza pequenas redes neurais para reconstruir texturas em tempo real. Isto permite armazenar dados muito mais leves, mantendo uma elevada qualidade de imagem. Numa das demonstrações, uma cena que normalmente utilizava 6.5GB de VRAM passou a usar apenas 970MB, sem diferenças visíveis.


A Nvidia revelou também o conceito de "Neural Materials", que aplica AI para calcular a forma como a luz interage com superfícies, substituindo métodos mais pesados de rendering. Nos testes apresentados, esta abordagem permitiu melhorar o desempenho mantendo a mesma qualidade visual.

A tecnologia tira partido de hardware dedicado a AI presente nos GPUs modernos, como os Tensor Cores, não afectando o desempenho tradicional. Apesar de ainda não estar disponível em jogos, são coisas que já estão a ser integrado no DirectX, o que significa que os jogadores poderão começar a tirar partido destas melhorias em breve.

Como converter um teclado a pilhas para recarregável via USB-C

05-04-2026 | 12:14 | A Minha Alegre Casinha

O projecto de hoje mostra como converter um teclado wireless a pilhas para um com bateria recarregável via USB-C.

Se há quem aprecie o aspecto de uma secretária limpa e livre de cabos, usando teclado e rato sem fios, há também quem sofra com os teclados com pilhas convencionais que, invariavelmente, ficam com as pilhas gastas no pior momento possível.

É certo que não é difícil trocar pilhas, e que - com uso normal - estas podem durar muitos meses, ou até anos. Dito isto, não é muito difícil avançar com o processo de conversão para uma bateria recarregável, com este projecto demonstra.

Os elementos centrais são um módulo de carga TP4056 com porta USB-C e uma bateria de 3.7V 300mAh.



Importa relembrar que embora o teclado passe a ter uma porta USB-C, a mesma serve apenas para efeito de recarregamento da bateria e não permite usar o teclado como teclado "com cabo".

Torna-se também obrigatório referir que, como solução bastante mais prática e imediata, podemos também simplesmente optar por usar pilhas recarregáveis (que regularmente vamos referindo por cá) - dispensando a necessidade de uma transformação mais radical como esta. Mas, não é por isso que deixa de ser um projecto interessante, e que poderá ser adaptado a outros dispositivos onde se deseje dizer adeus às pilhas em troca de uma bateria recarregável integrada.

Artemis II volta a ter problemas com "chichi"

05-04-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Os astronautas da missão Artemis II voltaram a ter problemas com o seu WC espacial, mas que foi corrigido com um pouco de sol.

A missão Artemis II da NASA está a decorrer de forma bastante positiva, com a cápsula Orion já mais próxima da Lua do que da Terra durante a sua viagem de 10 dias. Tudo tem corrido tão bem que o destaque acaba por ir para pequenos problemas técnicos, incluindo uma situação inesperada com o sistema sanitário a bordo.

Nos primeiros momentos da missão, surgiu um pequeno problema com a bomba do sistema, mas que rapidamente resolvido. Agora, apareceu uma nova complicação devido a urina congelada. O sistema está concebido para armazenar fezes em sacos selados, mas a urina é armazenada e depois lançada para o espaço. Só que, o circuito terá congelado, obrigando a uma solução criativa: ajustou-se a posição da Orion para expor o depósito ao sol, com a expectativa de que isso fizesse descongelar o conteúdo. A medida teve algum efeito, mas não resolveu totalmente o problema. Ainda assim, a NASA garante que não existe qualquer risco para a missão ou para a tripulação, que tem sistemas de "backup" para as essas eventualidades.

Ainda assim, isto demonstra a importância de testar estes sistemas em condições reais. Se por agora este problema não é grave, isso seria bem diferente caso se tratasse de uma missão a Marte em que os astronautas teriam que enfrentar uma viagemn de vários meses.
Quem não tem tido problemas sanitários ou de congelamento é o sistema de comunicação por Laser O2O. O sistema tem permitido à Orion permanecer em contacto com a Terra com maior largura de banda do que usando sinais de rádio, e tendo já permitido transferir mais de 100 GB de dados.

Um sistema de comunicação que se tem revelado eficiente, mas que não evita o mesmo tipo de bugs que atormentam muitos utilizadores no solo, como o infeliz caso do Outlook duplicado e que não funcionava.

Xiaomi queixa-se do aumento da RAM

05-04-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Xiaomi revelou o quanto está a pagar mais pela memória - em preparação para ajustes de preços nos seus smartphones.

O aumento da memória RAM e memórias NAND Flash tem tido impacto global, e a Xiaomi veio revelar publicamente números concretos. Segundo o presidente da empresa, Lu Weibing, o custo de um conjunto com 12GB de RAM e 512GB de armazenamento disparou, custando agora mais 190 euros do que há um ano atrás.

Isto significa que, só na memória RAM e Flash, a Xiaomi passou de 60 euros para 250 euros num conjunto "normal" que se esperaria num modelo de gama média - cerca de quatro vezes mais do que antes. Ainda assim, os aumentos que a Xiaomi prevê aplicar aos seus modelos são bem inferiores - cerca de 25 euros - o que significa que a empresa vai, por agora, absorver a maioria deste custo extra. A Xiaomi também irá cancelar muitas das promoções existentes, pelo que tornar-se-á mais difícil encontrar os seus produtos abaixo do preço oficial recomendado.

Claro que esta situação será insustentável a longo prazo se o preço da memória continuar a subir. Por outro lado, o aparente cancelamento de alguns mega data centers AI pode em breve permitir uma redução do preço das memórias, já que se veio a descobrir que a reserva de 40% da RAM mundial pela OpenAI era afinal apenas uma "intenção de compra" sem qualquer vínculo real, e que pode acabar por não se concretizar. E, se for esse o caso, bem que seria merecida uma investigação pelas autoridades competentes, pois poderá considerar-se que isso tenha sido manipulação do mercado.

DS lança No7 eléctrico

05-04-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A DS Automobiles revelou o seu mais recente SUV, o DS No7, um modelo que marca uma nova fase para a marca francesa ao apostar fortemente na electrificação.

Este novo DS No7 substitui diretamente o anterior DS 7, que era até agora o modelo mais popular da marca, e chega com o objectivo de impulsionar as vendas de carros eléctricos. Apesar de manter o formato típico de um SUV, o No7 aposta em detalhes de design e acabamento que refletem o estilo francês mais sofisticado.

O DS No7 cresceu ligeiramente em relação ao seu antecessor. Mede agora 4,66 metros de comprimento, mais 7 cm do que o modelo anterior, sendo que a maior parte desse aumento foi aplicada na distância entre eixos, o que se traduz em mais espaço para os passageiros nos lugares traseiros. O SUV tem ainda 1,90 metros de largura e 1,63 metros de altura, mantendo uma boa eficiência aerodinâmica com um coeficiente de arrasto de 0,26, algo relevante para melhorar a autonomia.

E é precisamente na autonomia que o DS No7 tenta destacar-se. A versão Long Range está equipada com uma bateria de 97,2 kWh, que permite atingir até 740 km de autonomia. Mesmo em condução em autoestrada, a marca afirma que o SUV consegue percorrer cerca de 450 km. Para quem não precisa de tanto alcance, existe uma versão com bateria de 73,7 kWh, capaz de chegar até aos 543 km.
Ambas as versões eléctricas utilizam tracção dianteira, com potências de 230 cv na versão base e 245 cv na variante de maior autonomia. Para quem procura mais desempenho, há também uma versão com tracção integral e dois motores, que debita 350 cv, podendo atingir temporariamente os 375 cv com um modo "boost". Esta versão acelera dos 0 aos 100 km/h em apenas 5,4 segundos.

No que toca ao carregamento, o DS No7 suporta potências até 160 kW. Numa estação rápida, é possível recuperar cerca de 190 km de autonomia em apenas 10 minutos, enquanto um carregamento dos 20% aos 80% demora cerca de 30 minutos. O SUV inclui ainda funcionalidade V2L (vehicle-to-load), que permite alimentar dispositivos externos, como um portátil ou pequenos electrodomésticos, directamente a partir da bateria do carro.
O interior segue uma abordagem claramente premium, com destaque para um ecrã central de 16" e um painel de instrumentos digital de 10". O sistema inclui integração com ChatGPT, permitindo interações por voz mais naturais. Os bancos foram desenhados para máximo conforto, com espuma tipo memory foam, e podem incluir funções como massagem e aquecimento na zona do pescoço.
A DS mantém também o foco no conforto de condução, com o sistema Active Scan Suspension. Este utiliza uma câmara para analisar a estrada à frente e ajustar automaticamente a suspensão ao detectar irregularidades, como buracos ou lombas, garantindo uma experiência mais suave. O isolamento acústico é reforçado com vidros especiais, reduzindo o ruído do exterior e criando um ambiente silencioso no habitáculo, ideal para aproveitar o sistema de som com 14 altifalantes.

Para quem ainda não está preparado para mudar totalmente para elétrico, a marca oferece uma versão híbrida. Esta combina um motor a gasolina de 1,2 litros com um pequeno motor eléctrico, produzindo 145 cv. Não necessita de carregamento externo, já que a bateria recarrega durante a condução. Em ambiente urbano, pode circular em modo eléctrico cerca de metade do tempo e apresenta um consumo médio de aproximadamente 5,4 litros por cada 100 km.

O DS No7 será produzido na fábrica de Melfi, em Itália, partilhando alguns componentes com modelos de outras marcas do grupo, como Jeep e Peugeot. Ainda assim, a DS aposta numa abordagem mais premium, com materiais como pele Nappa, madeira verdadeira e até elementos reciclados nos tapetes e revestimentos. A marca também reduziu o uso de cromados, optando por soluções mais sustentáveis.

Em termos de preços, a versão híbrida deverá começar nos 41.800 euros, enquanto o modelo totalmente elétrico deverá arrancar perto dos 46.900 euros. Já em França, existe uma versão empresarial que ronda os 64.000 euros.