Colisão de Tesla contra casa foi culpa do condutor
Os dados divulgados pelo National Transportation Safety Board (NTSB) indicam que o condutor do Tesla envolvido no acidente mortal no Texas pressionou o acelerador a 100%, sobrepondo-se à actuação do sistema Full Self-Driving (Supervised). O acidente ocorreu em Junho e provocou a morte da residente de 76 anos, depois de o veículo chocar contra a habitação a alta velocidade.
Segundo o relatório preliminar, o automóvel circulava a mais de 70 mph (cerca de 113 km/h) numa zona residencial com limite de 30 mph (48 km/h). As imagens de videovigilância mostram o Tesla a acelerar num cruzamento antes de sair da estrada e colidir com a casa. O NTSB refere ainda que as condições meteorológicas e da via eram perfeitamente normais no momento do acidente.
A informação confirma a versão apresentada pela Tesla dias após o incidente, quando a empresa se apressou a dizer que o sistema de assistência à condução não era responsável pelo acidente, sendo que desde logo estaria limitado a circular a velocidade muito mais reduzida numa área residencial. Ainda assim, o Full Self-Driving (Supervised) exige que o condutor mantenha permanentemente a atenção na estrada e esteja preparado para assumir o controlo do veículo a qualquer momento.
O condutor, de 44 anos, enfrenta uma acusação de homicídio involuntário. O homem também teria no seu histórico de pesquisas coisas como "modo FSD não é suficientemente agressivo", que poderá revelar algum descontentamento com a forma como o sistema funcionava.



























