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Gboard prepara trackpad virtual

16-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Os utilizadores do Gboard poderão em breve mover o cursor com maior facilidade usando um trackpad virtual no teclado.

A Google está a preparar uma melhoria importante para o Gboard que promete tornar a edição de texto mais rápida e prática a nível do posicionamento do cursor. Segundo uma análise ao APK da versão beta 16.8.2, o teclado deverá receber um novo modo cursor com trackpad virtual integrado.

Actualmente o Gboard já permite mover o ponto de inserção ao deslizar o dedo na barra de espaço, funcionalidade conhecida como Glide cursor control. O problema é que esta solução é pouco eficiente quando se deseja saltar várias linhas num texto longo, já que o cursor só muda de linha ao atingir o fim da actual.
Com o novo modo, bastará manter pressionada a barra de espaço para activar um trackpad virtual que substitui temporariamente as teclas. Surge então um cursor visual no ecrã que pode ser arrastado livremente para qualquer ponto do texto, incluindo linhas acima ou abaixo, facilitando o posicionamento mais rápido em blocos de texto mais extensos.

A ideia não é propriamento inovadora, já que tanto o teclado do iOS como o SwiftKey oferecem funcionalidade idêntica. Ainda assim, será uma melhoria bastante bem vinda para quem utilizar o Gboard. Só resta esperar que a funcionalidade seja oficializada e lançada globalmente.

Babylon 5 chega ao YouTube

16-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Uma das mais icónicas séries de ficção científica de sempre - o Babylon 5 - está a ser disponibilizada no YouTube.

A clássica série de ficção científica Babylon 5 está agora disponível gratuitamente no YouTube, após ter sido removida da plataforma Tubi. A iniciativa partiu da Warner Bros. Discovery, que começou a disponibilizar episódios completos no seu canal oficial, numa estratégia que parece apostar na revitalização da marca.

A publicação arrancou com o episódio piloto "The Gathering", seguido dos primeiros capítulos da temporada inicial. A empresa está a a optar por um modelo de lançamento semanal, replicando o ritmo da transmissão original nos anos 90. A abordagem promove envolvimento contínuo do público e incentiva discussões online, ao mesmo tempo que inclui ligações para compra digital da série completa.



Criada por J. Michael Straczynski, Babylon 5 estreou em 1993 e destacou-se por apresentar uma narrativa contínua ao longo de cinco temporadas, algo pouco comum na época. A história decorre entre 2258 e 2262 e acompanha os acontecimentos numa estação espacial diplomática no centro de conflitos políticos e cósmicos envolvendo várias civilizações alienígenas e a Terra. A série foi pioneira na utilização extensiva de CGI (gerado em Commodores Amiga!) e influenciou produções posteriores como The Expanse ao apostar num visual e física espacial mais correcto do que a maioria das outras séries sci-fi.

A chegada ao YouTube pode ser apenas uma reedição nostálgica, mas também pode abrir caminho a novos projectos no universo da série Babylon 5 (bem que fazia falta uma versão remasterizada 4K) - ainda para mais numa altura em que também está em curso um projecto para fazer regressar a igualmente mítica série Stargate. Para já, é uma oportunidade para revisitar, ou descobrir, um dos grandes clássicos da ficção científica televisiva.

Criador do Clawdbot junta-se à OpenAI

16-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Peter Steinberger, criador do Clawdbot / OpenClaw, foi contratado pela OpenAI.

O fundador do projecto OpenClaw, Peter Steinberger, vai juntar-se à OpenAI, confirmou Sam Altman na rede X. Segundo o CEO da empresa, Steinberger tem “ideias incríveis” sobre a forma como agentes de IA podem interagir entre si, acrescentando que o futuro será “extremamente multi-agente” — e que essa colaboração entre agentes deverá tornar-se central nos produtos da OpenAI.

O OpenClaw, nascido como Clawdbot e depois tendo mudado de nome para Moltbot antes de assentar no OpenClaw, ganhou popularidade rapidamente este ano ao permitir a criação e partilha de skills para agentes AI. Apesar das preocupações de segurança, o projecto tornou-se no mais popular de sempre no GitHub, e não passou despercebido à OpenAI, que não deixou passar a oportunidade - ao contrário da Anthropic.

Peter Steinberger is joining OpenAI to drive the next generation of personal agents. He is a genius with a lot of amazing ideas about the future of very smart agents interacting with each other to do very useful things for people. We expect this will quickly become core to our…

— Sam Altman (@sama) February 15, 2026

I'm joining @OpenAI to bring agents to everyone. @OpenClaw is becoming a foundation: open, independent, and just getting started.🦞https://t.co/XOc7X4jOxq

— Peter Steinberger 🦞 (@steipete) February 15, 2026
Num texto publicado no seu blog, Steinberger explicou que a decisão de entrar na OpenAI permite-lhe focar-se naquilo que mais gosta de fazer: construir tecnologia. O fundador diz que não está interessado em transformar o OpenClaw numa grande empresa, mas sim em levar os agentes AI ao maior número possível de pessoas, algo que considera mais rápido de alcançar em parceria com a OpenAI.

Para a OpenAI, trata-se de uma contratação de peso num momento em que a empresa viu vários nomes importantes saírem. Os termos do acordo não foram divulgados, incluindo o cargo ou compensação de Steinberger. Ainda assim, Altman garantiu que o OpenClaw continuará como projecto open-source, através de uma fundação apoiada pela OpenAI. Veremos o que o futuro irá trazer.

Aspiradores DJI Romo eram porta aberta para hackers

16-02-2026 | 13:10 | A Minha Alegre Casinha

Um utilizador ficou horrorizado ao descobrir que tinha acesso a todos os aspiradores robot Romo da DJI, podendo ver as casas de outros clientes usando as suas câmaras.

Os aspiradores robot DJI Romo atraíram as atenções por terem um modelo com a base transparente, mas agora estão a dar que falar por motivos mais preocupantes. Um utilizador conseguiu aceder remotamente a milhares de unidades devido a falhas graves na infraestrutura da DJI. O que começou como uma experiência para controlar o seu próprio aspirador usando um comando da PlayStation acabou por revelar 7.000 dispositivos que estavam a expor dados em tempo real.

Ao utilizar o token privado do seu próprio equipamento, os servidores MQTT da DJI permitiam acesso a informação de outros utilizadores. Os robots enviavam dados de poucos em poucos segundos, incluindo número de série, estado da limpeza, bateria, obstáculos detectados e até mapas detalhados das divisões da casa. Em alguns casos, era também possível visualizar transmissões de vídeo.
Não se considerando um investigador de segurança mas sim um simples curioso, o utilizador tentou contactar a DJI (sem grande sucesso) e não se sentiu na obrigação de dar o tempo habitual para que a empresa corrigisse a situação - dizendo que também não tinha qualquer interesse em receber qualquer tipo de recompensa (como é habitual nestas situações): quis apenas pressionar a DJI de modo a que resolvesse esta grave falha o mais rapidamente possível.

A DJI diz que corrigiu o problema com actualizações aplicadas no início de Fevereiro, classificando a falha como um "erro de validação de permissões no backend", e em vez disso tentando passar a boa imagem de que as comunicações entre dispositivos e servidor estavam encriptadas com TLS e que não existem indícios de exploração generalizada. Uma tentativa que falha completamente, pois de pouco serve que as comunicações estejam "encriptadas" se depois os dados no servidor permitem que qualquer utilizador tenha acesso à informação de todos os outros utilizadores!

Este caso vem demonstrar que, não é por se tratar de uma empresa conhecida e com boa reputação, que isso significa que automaticamente todos os seus produtos e serviços sejam "perfeitos". Agora, com falhas desta calibre, é inevitável surgirem dúvidas quanto às práticas de segurança de todos os demais produtos e serviços da DJI.

Geração iPhone 18 poderá ter apenas eSIM

16-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Numa medida que já se fazia prever há algum tempo, a próxima geração iPhone 18 poderá ditar o fim dos iPhones com cartão SIM tradicional.

Um novo rumor indica que a Apple poderá eliminar definitivamente o slot físico para cartão SIM nos próximos iPhones vendidos na Europa. Segundo informações recentes, os iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max deverão ser lançados este Outono apenas com suporte eSIM no mercado europeu.

Actualmente, a Apple já comercializa iPhones exclusivamente com eSIM em 12 mercados, incluindo os Estados Unidos, Japão e México. A expansão para a Europa representaria um passo significativo na estratégia de simplificação de hardware e maior aposta na digitalização das operadoras. A transição para eSIM poderá também trazer benefícios internos. O iPhone 18 Pro Max poderá atingir uma bateria entre 5.100 mAh e 5.200 mAh, aproveitando o espaço anteriormente ocupado pelo módulo físico do SIM - tal como já acontece nos modelos eSIM da geração iPhone 17 Pro.
Pelo lado negativo, o abandono do cartão SIM pode penalizar as pessoas que frequentemente trocam ou alternam de cartões SIM entre dispositivos. Embora o processo de gestão de eSIM tenha melhorado bastante ao longo dos últimos anos, ainda continuam a existir limites que podem causar entraves nesse tipo de situação.

Para este ano espera-se que a Apple altere a fórmula de lançamento dos iPhones, com os modelos Pro e Fold a serem lançados no calendário habitual de Setembro, enquanto o iPhone 18 "normal" e o sucessor do iPhone Air poderão ser adiados para o início de 2027.

China proíbe volantes "yoke"

16-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Depois dos puxadores das portas, a China prepara-se também para acabar com os volante "yoke" futuristas sem qualquer benefício prático.

É curioso que seja da China que estejam a chegar algumas exigências que dão prioridade à segurança e não ao design. Depois da exigência dos puxadores das portas de fácil actuação chega agora o fim dos volantes em formato "yoke" rectangular, popularizados pela Tesla e adoptados por outras marcas. O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação publicou novas regras de segurança que entram em vigor a 1 de Janeiro de 2027 e que, na prática, tornam quase impossível homologar este tipo de volante no maior mercado automóvel do mundo.

As novas normas reforçam os testes de impacto e eliminam excepções que antes permitiam soluções não convencionais. Entre as exigências está a obrigatoriedade de testar o volante em dez pontos diferentes, incluindo a zona superior - algo que não existe num volante "yoke". Sem a estrutura circular completa, o modelo reprova automaticamente nos ensaios exigidos.
Não menos importante, a revisão das regras também reduz o limite de força admissível em testes de colisão para 11.110 Newtons, alinhando a China com os padrões de segurança internacionais mais rigorosos. Além disso, todos os modelos passam a ser obrigados a cumprir testes de impacto humano, sem excepções. As autoridades dizem que cerca de 46% das lesões em acidentes estão relacionadas com o mecanismo de direcção, e que o volante tradicional funciona como uma superfície de absorção de energia mais eficaz.

Com as novas regras, marcas que actualmente utilizam este design terão pouco mais de um ano para rever os seus modelos. Ao que tudo indica, o futuro do volante manter-se-á no círculo completo - pelo menos até ser abolido por completo nos futuros carros totalmente sem condutor.

Xiaomi Tag vai custar €17.99

16-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Os novos trackers Xiaomi Tag parecem ter sido revelados acidentalmente pela própria marca.

A Xiaomi parece ter cometido um deslize ao activar as páginas do Xiaomi Tag (modelo BHR08SPGL) no seu site francês - numa página entretanto removida - posicionando-o como alternativa mais acessível aos Apple AirTag.

O principal trunfo do Xiaomi Tag é a compatibilidade universal: funciona tanto com a rede Find My da Apple como com o Find Hub da Google. Ao contrário das AirTag, limitada ao ecossistema iOS, este modelo utiliza Bluetooth 5.4 e NFC para emparelhamento rápido em Android e iPhone. Na prática, isso aumenta a probabilidade de um objecto perdido ser detectado por smartphones nas proximidades, independentemente da marca. Num mundo ideal, a Apple e a Google deveriam fazer uma parceria para tornar isto num sistema universal oficial.
A surpresa é a ausência de UWB /(Ultra Wideband). Enquanto a Apple já integra um chip UWB de segunda geração na AirTag 2 para permitir localização de precisão com indicação exacta da direcção, o Xiaomi Tag usa apenas Bluetooth. Ou seja, permite encontrar o objecto, mas apenas com indicação aproximada da distância. No entanto, referências no HyperOS fazem acreditar que a Xiaomi possa vir a lançar uma versão "Pro" com capacidade UWB no futuro.

Com apenas 7.2 mm de espessura e acabamento em plástico branco, o tracker da Xiaomi usa uma pilha CR2032 substituível, com autonomia estimada de até um ano. O preço na Europa começa nos 17.99 € por unidade ou 59.99 € no pack de quatro.

Ring cancela parceria polémica de partilha de imagens

15-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Ring decidiu terminar a sua parceria com a Flock Safety, após pressão dos clientes que criticaram a partilha de vídeos com essa empresa.

A Ring anunciou o fim da integração com a Flock Safety, mas a decisão não resolve a principal preocupação: a ligação contínua da empresa às autoridades policiais. Oficialmente, a empresa fala em falta de recursos, mas o recuo surge após críticas públicas relacionadas com a sua campanha no Super Bowl.

O foco da polémica é o programa Community Requests, que permite às forças policiais solicitarem imagens a utilizadores próximos de uma investigação, sem mandado judicial. Embora a partilha seja opcional, os vídeos passam pelo sistema de gestão de provas da Axon, empresa que fabrica os Tasers e câmaras corporais utilizadas por polícias - e com múltiplos contratos com o Department of Homeland Security nos EUA. Os críticos alertam que, mesmo que agências federais como o ICE não possam pedir imagens directamente, departamentos locais podem possibilitar o acesso indirecto. Foi precisamente esse o tipo de crítica dirigida à Flock, cuja rede de câmaras com leitura automática de matrículas terá facilitado o acesso às autoridades.

Ao cortar com a Flock mas manter a parceria com a Axon, a Ring não faz qualquer alteração de fundo aos Community Requests, limitou-se a fazer controlo de danos na sua imagem junto do público. Com milhões de câmaras inteligentes já instaladas, com capacidade de reconhecimento facial e programas de procura de animais perdidos, exige-se que a Ring (pertencente à Amazon) explique de forma bem clara o uso que pode ser dado às gravações dos clientes.

A engenharia das brocas cirúrgicas

15-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

A broca Halo da Surgify Medical é capaz de cortar através de ossos mas é inofensiva contra tecidos moles.

Ninguém põe em causa a necessidade de uma incrível destreza e precisão manual por parte dos cirurgiões, mas há ferramentas que lhes podem facilitar a vida. A Surgify Medical criou uma broca que parece ser capaz de fazer o impossível: cortar através de osso, mas incapaz de fazer dano aos tecidos moles.

Como sempre, não se trata de magia mas sim de uma incrível dose de engenharia que possibilita esta capacidade.


Fico com curiosidade em saber se o sistema poderia ser miniaturizado ao ponto de poder ser usado pelos dentistas, que certamente também apreciariam ter este benefício; ou, quem sabe, talvez seja tecnologia que no futuro se torne tão comum que até possa ser aplicada nas ferramentas eléctricas de uso doméstico.

O impressionante DLSS 4.5 Preset L

15-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

O DLSS 4.5 continua a impressionar pela sua capacidade de multiplicar a resolução e framerate nos jogos.

A Nvidia deu um passo de gigante na tecnologia de melhoria de resolução - que no passado tanta polémica gerou por ser uma método "falso" para melhorar o desempenho. Com a ajuda das tecnologias AI, a mais recente versão DLSS 4.5 é capaz de resultados assombrosos, permitindo até que jogos em resolução super reduzida sejam convertidos para jogos perfeitamente jogáveis e repletos de detalhes.

Hoje, trago-vos a análise mais detalhada do DLSS 4.5 Preset L. O Preset M faz um upscale 2X, permitindo passar de um jogo renderizado a 1440p para 4K; o Preset L vai ainda mais longe, fazendo um upscale 3x, permitindo passar de uma resolução de 720p para 4K, ou até mais.



Curiosamente, parece também haver um "bug", ou efeito indesejado, com o uso do "Denoiser" neste modo, e que pode fazer com que reflexos ray-traced fiquem a oscilar e com pouca qualidade; coisa que fica totalmente resolvida ao se desactivar o denoising. Esperemos que seja algo que a Nvidia consiga resolver com uma actualização.

Até lá, quem tiver uma Nvidia com suporte para DLSS, é algo que vale a pena explorar como forma de aumentar o desempenho nos jogos com qualidade que se pensaria ser impossível.

Rato Logitech G Pro X2 Superstrike chega com cliques ajustáveis

15-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Logitech combinou a tecnologia de cliques analógicos e force-feedback para criar o rato Logitech G Pro X2 Superstrike.

A Logitech pode ter redefinido o que esperamos de um rato gaming. O novo Logitech G Pro X2 Superstrike parte da base sólida do Logitech G Pro X Superlight 2 - leve, confortável e com ligação sem fios estável - mas elimina os tradicionais switches mecânicos dos botões principais.

Em vez disso, utiliza sensores magnéticos para registar os cliques e motores hápticos para simular o feedback. O resultado é um nível de personalização total, sendo possível ajustar a distância de actuação (a profundidade necessária para o clique ser registado) e a intensidade do feedback táctil. O ganho em velocidade pode não ser imediatamente perceptível para os utilizadores comuns, mas os jogadores profissionais não lhe têm poupado elogios, dizendo que acelera o seu tempo de resposta em cerca de 20-40ms - o que pode fazer toda a diferença em jogos competitivos.
Ainda assim, os relatos de que o rato é tão bom que tem feito alguns jogadores serem banidos de jogos por suspeita de usarem batotas, são exgerados e ainda não foram confirmados. Um dos casos que se tinha tornado mais mediático já foi esclarecido que nada tinha a ver com o rato e sim com uma suspensão por engano que foi revertida.

Ao estilo do que acontece com os teclados com teclas analógicas magnéticas, esta tecnologia permite que os utilizadores e jogadores possam criar perfis diferentes para jogos e para utilização no desktop, tanto a nível de actuação como da intensidade física. Com o feedback háptico no máximo, os cliques parecem mecânicos e robustos; com intensidade reduzida, tornam-se mais suaves e discretos.

O maior obstáculo será o seu preço (actualmente 181 euros) que se torna pouco apelativo para a maioria das pessoas. Ainda assim, para todos os que já investiram milhares de euros num PC gaming, não deixa de ser um acessório que potencialmente poderão querer juntar ao seu "setup".

Nokia "encrava" vendas da Asus e Acer na Alemanha

15-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Devido a uma disputa de patentes com a Nokia, a Asus e Acer ficam impedidas de vender computadores e portáteis na Alemanha.

A Acer e a Asus suspenderam temporariamente a venda de computadores e portáteis na Alemanha após um tribunal ter concedido uma injunção à Nokia no âmbito de um litígio de patentes. A decisão impede as empresas de comercializar, importar, ou disponibilizar os equipamentos abrangidos no mercado alemão.

O processo está relacionado com o popular codec de vídeo HEVC (H.265), amplamente utilizado para compressão e reprodução de vídeo. A Nokia acusa os fabricantes de infringirem três patentes associadas ao padrão. Enquanto a Hisense terá optado por adquirir uma licença, a Acer e a Asus continuam a contestar o caso em tribunal. O HEVC é considerado uma patente essencial ao padrão (SEP), o que implica licenciamento em termos FRAND (justos, razoáveis e não discriminatórios). Trata-se de uma tecnologia fundamental em GPUs, sistemas operativos, plataformas de streaming, e aplicações de videoconferência. Na prática, um PC moderno sem suporte HEVC teria uma experiência de utilização bastante limitada.

Para já, os retalhistas alemães podem continuar a vender o stock existente, pelo que os produtos não deverão desaparecer imediatamente das prateleiras. No entanto, como as empresas estão impedidas de importar novas unidades, poderão surgir rupturas de stock nos próximos meses caso não seja alcançado um acordo de licenciamento ou uma resolução judicial favorável.

Satélite da AST SpaceMobile abriu antena com 223 m2

15-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

O satélite BlueBird 6 da AST SpaceMobile abriu a sua imensa antena com 223 m2, que permite ligações 5G e 4G directamente com smartphones no solo.

A AST SpaceMobile conseguiu desdobrar com sucesso a enorme antena do seu mais recente satélite, o BlueBird 6, num passo crucial para competir com o serviço celular Starlink da SpaceX. Com cerca de 223 metros quadrados (maior que meio campo de basketball), torna-se na maior antena comercial de comunicações colocada na órbita baixa da Terra (LEO - Low Earth Orbit).

O BlueBird 6 (FM1) é o primeiro satélite de segunda geração da empresa. É aproximadamente três vezes maior que os modelos iniciais lançados em 2024 e promete até dez vezes mais largura de banda. A AST diz que pode atingir velocidades máximas de até 120 Mbps e oferecer conectividade 4G e 5G directamente a telemóveis convencionais, sem necessidade de hardware especial.
A estratégia da empresa passa por transformar satélites em "torres de telecomunicações" orbitais, possibilitando cobertura móvel em qualquer ponto do planeta onde não haja cobertura terrestre. No entanto, um único satélite não chega. A empresa conta actualmente com seis BlueBirds em órbita, além do satélite de testes BlueWalker 3, ficando ainda longe da constelação já utilizada pela SpaceX para o seu serviço celular.

Para recuperar terreno, a AST planeia lançar até 60 satélites durante o ano de 2026, em parceria com operadoras como AT&T e Verizon. Os próximos lançamentos deverão utilizar o foguetão New Glenn da Blue Origin, embora a empresa também tenha contratos com a SpaceX. A grande incógnita será a capacidade para concretizar este objectivo de forma a ter número de satélites suficientes para permitir a cobertura contínua necessária para as operações comerciais.

Que avarias podem afetar um veículo apanhado numa inundação?

15-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Face ao atual cenário meteorológico, marcado pela chuva intensa e risco de cheias e inundações em várias zonas do país, eis os principais danos que podem afetar um veículo que fique exposto à água.

A recomendação ocorre num contexto ainda marcado pelos impactos deixados pela depressão Kristin, que causou danos generalizados em infraestruturas e serviços em diversas regiões.

Motor

Se o veículo se encontrar em funcionamento quando entra numa zona inundada, é muito provável que a água entre pela admissão do motor, podendo provocar a sua avaria total. Em situações deste tipo, a água pode entrar nos cilindros e, quando o pistão sobe ao ponto morto superior, como a água não é compressível, ocorre a deformação das bielas, conduzindo à rutura completa do motor.

Num veículo com cerca de 15 anos de antiguidade, a substituição integral do motor pode facilmente ultrapassar os 3.000 euros. No caso de veículos mais recentes, de gama média, o custo da substituição completa do motor pode situar-se entre os 10.000 e os 15.000 euros.

Sistemas eletrónicos e unidades de controlo

Num veículo de combustão relativamente recente, podem existir entre 25 e 30 unidades eletrónicas. Em caso de inundação, é altamente provável que estas unidades sejam afetadas, quer pela água acumulada, quer pela sujidade e pelos detritos habitualmente arrastados durante uma cheia.

As unidades eletrónicas mais simples apresentam um custo base superior a 300 euros por unidade, enquanto uma mais sofisticada e tecnologicamente avançada pode atingir valores entre os 1.000 e os 5.000 euros.

Travões e suspensão

No caso dos sistemas de travagem e de suspensão, uma limpeza profunda e uma secagem adequada podem, em muitos casos, ser suficientes para resolver o problema, sendo estes considerados danos de menor gravidade.

Importa recordar que, juntamente com os pneus, os travões e as suspensões são dos componentes mecânicos mais expostos às intempéries, nomeadamente à chuva intensa, à água acumulada e às projeções resultantes da circulação em zonas alagadas.

Sistema de escape

Relativamente ao sistema de escape, é fundamental assegurar a correta remoção da água acumulada, evitando a retenção de humidade que pode dar origem a fenómenos de corrosão interna. Os custos associados à reparação variam significativamente, mas são, regra geral, inferiores aos decorrentes de danos no motor.

Interior do veículo

A reparação do interior de um veículo inundado é, na maioria dos casos, viável. Bancos, tablier, revestimentos e outros elementos do habitáculo podem ser recuperados, embora o processo seja exigente. O custo mínimo estimado para este tipo de intervenção ronda os 250 euros, podendo aumentar em função da extensão e da gravidade dos danos.

Veículo elétrico

Embora a bateria dos veículos elétricos esteja concebida para resistir à submersão, o principal problema reside nos restantes componentes eletrónicos. Quando um veículo elétrico fica submerso numa zona inundada, é muito provável que estes componentes sejam afetados de forma grave ou muito grave, podendo, em alguns casos, não compensar proceder à reparação.


[Pela Estrada Fora]

Aspiradores DJI Romo eram porta aberta para hackers

14-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Um utilizador ficou horrorizado ao descobrir que tinha acesso a todos os aspiradores robot Romo da DJI, podendo ver as casas de outros clientes usando as suas câmaras.

Os aspiradores robot DJI Romo atraíram as atenções por terem um modelo com a base transparente, mas agora estão a dar que falar por motivos mais preocupantes. Um utilizador conseguiu aceder remotamente a milhares de unidades devido a falhas graves na infraestrutura da DJI. O que começou como uma experiência para controlar o seu próprio aspirador usando um comando da PlayStation acabou por revelar 7.000 dispositivos que estavam a expor dados em tempo real.

Ao utilizar o token privado do seu próprio equipamento, os servidores MQTT da DJI permitiam acesso a informação de outros utilizadores. Os robots enviavam dados de poucos em poucos segundos, incluindo número de série, estado da limpeza, bateria, obstáculos detectados e até mapas detalhados das divisões da casa. Em alguns casos, era também possível visualizar transmissões de vídeo.
Não se considerando um investigador de segurança mas sim um simples curioso, o utilizador tentou contactar a DJI (sem grande sucesso) e não se sentiu na obrigação de dar o tempo habitual para que a empresa corrigisse a situação - dizendo que também não tinha qualquer interesse em receber qualquer tipo de recompensa (como é habitual nestas situações): quis apenas pressionar a DJI de modo a que resolvesse esta grave falha o mais rapidamente possível.

A DJI diz que corrigiu o problema com actualizações aplicadas no início de Fevereiro, classificando a falha como um "erro de validação de permissões no backend", e em vez disso tentando passar a boa imagem de que as comunicações entre dispositivos e servidor estavam encriptadas com TLS e que não existem indícios de exploração generalizada. Uma tentativa que falha completamente, pois de pouco serve que as comunicações estejam "encriptadas" se depois os dados no servidor permitem que qualquer utilizador tenha acesso à informação de todos os outros utilizadores!

Este caso vem demonstrar que, não é por se tratar de uma empresa conhecida e com boa reputação, que isso significa que automaticamente todos os seus produtos e serviços sejam "perfeitos". Agora, com falhas desta calibre, é inevitável surgirem dúvidas quanto às práticas de segurança de todos os demais produtos e serviços da DJI.

AirMIDI converte movimentos das mãos em música

14-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

O AirMIDI utiliza sensores Time-of-Flight para transformar movimentos das mãos feitos no ar, em música.

Evocando memórias do clássico Theremin, ou das harpas laser, este AirMIDI é um curioso projecto que pode apelar a todos os que procuram uma nova forma de interacção musical.

Desta vez não precisamos de lasers nem de antenas, já que o elemento central deste AirMIDI são três sensores VL53L0X Time of Flight, capazes de medir distâncias de 30-1000 mm, ligados ao habitual e versátil ESP32. Temos também uma fita LED RGBIC (WS2812B) que permite controlar os LEDs individualmente, para efeito visual acrescido.



O resto, como se diz, fica apenas limitado pela criatividade do utilizador. Usando os dados destes sensores podemos combiná-los de inúmeras formas, tanto para criar zonas de detecção específicas onde a distância da mão controla os parâmetros MIDI, como combiná-los para efeitos ainda mais criativos.

Obviamente, nada obriga a que este mesmo projecto seja usado apenas para fins musicais. Facilmente pode ser convertido num controlador original para coisas como a intensidade das luzes, o volume da música, ajustar os estores, ou mil e uma outra coisas que se possa desejar controlar com "gestos no ar". Tendo em conta o baixo custo dos ESP32 e destes sensores, as possibilidades são infinitas.

Micron inicia produção em volume de SSD PCIe 6 de 28GB/s

14-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Micron iniciou a produção em massa do Micron 9650, o primeiro SSD PCIe Gen 6 que pode atingir transferências de 28GB/s.

Num altura em que muitos ainda sonham com um SSD PCIe 5.0 de 15GB/s, a Micron dá o passo seguinte com o SSD NVMe Micron 9650, o primeiro SSD PCIe Gen 6 a entrar na fase de produção em volume. Apresentado inicialmente em 2025, o modelo utiliza memória G9 TLC NAND da própria Micron, bem como controlador, DRAM e firmware desenvolvidos internamente.

Em termos de desempenho, o Micron 9650 atinge até 28 GB/s em leituras sequenciais - o dobro face às soluções PCIe Gen 5 - e 14 GB/s em escritas sequenciais. No desempenho aleatório, alcança 5.5 milhões de IOPS em leitura e 900 mil IOPS em escrita. A empresa destaca ainda ganhos significativos em eficiência energética, com até o dobro do desempenho por watt em leitura sequencial face à geração anterior, num estado de consumo de 25W.
No entanto, não se pense que é um SSD que poderá ser usado pelo público, já que se destina a data centers. O SSD suporta configurações com arrefecimento a ar e líquido, estando disponível nos formatos E1.S e E3.S. Após 18 meses de testes de interoperabilidade no ecossistema PCIe Gen 6, o modelo está agora em fase de qualificação junto de fabricantes e operadores de centros de dados, sendo particularmente apetecível para cargas de trabalho AI.

Segundo a Micron, o 9650 foi concebido para acelerar o processo de treino e inferência de inteligência artificial, incluindo modelos de linguagem de grande escala e pipelines RAG, onde a largura de banda elevada e a baixa latência são essenciais.

Actualmente ainda não existem motherboards com PCIe 6.0 destinadas ao público em geral e, apesar de tanto a AMD e Intel estarem a fazer testes, estima-se que isso possa só começar a acontecer lá para 2030.

Corsair muda embalagem da RAM para combater fraudes

14-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Corsair está a alterar a embalagem dos seus kits Vengeance DDR5 para fazer face ao aumento brutal que estes componentes têm tido, com o objectivo de reduzir fraudes.

Tendo em conta o aumento substancial das memórias DDR5 nos últimos meses, a Corsair está a alterar a embalagem dos seus kits Vengeance DDR5 para combater as fraudes. Com o aumento do valor dos módulos de memória, tornaram-se mais frequentes casos de devoluções fraudulentas, envolvendo a troca de módulos genuínos por versões falsas ou de menor valor.

A principal mudança é a substituição das tradicionais caixas de cartão por embalagens plásticas seladas nos kits DDR5 de dois módulos. Este formato permite que o comprador veja os módulos antes de abrir a embalagem, facilitando a verificação do produto recebido e ajudando os vendedores a confirmar a autenticidade em caso de devolução.
A nova embalagem inclui um selo de segurança inviolável que se rasga ao ser aberto, tornando evidente qualquer tentativa de reembalagem. Segundo a Corsair, esta camada adicional de proteção é importante numa fase em que já houve situações de devolução de módulos não genuínos ou até de kits decorativos que se faziam tentar passar por memória funcional. Alguns modelos continuarão a ser fornecidos em embalagem em cartão, mas passarão também a incluir um selo de segurança adicional.

Tendo em conta que os preços elevados fazem com que as memórias RAM se tornem elementos bastante procurados e mais propensos a fraudes, há que reforçar os cuidados na sua compra - passando pela indispensável verificação e teste de que realmente se recebeu os módulos de memória devidos: fazendo testes de capacidade e velocidade com programas como o MemTest64, MemTest86, ou o Prime95.

Como funcionam as UPS

14-02-2026 | 13:14 | A Minha Alegre Casinha

Existem diferentes tipos de UPS, e nem sempre é fácil perceber as diferenças entre elas.

Com as casas cada vez mais cheias de equipamentos eletrónicos, as UPS (Uninterruptible Power Supply) acabam por se tornar indispensáveis para proteger dispositivos contra falhas de energia, picos de tensão, e quebras de corrente. Uma UPS fornece energia durante um apagão e ajuda a evitar perdas de dados ou danos no hardware, sendo especialmente útil para PCs, routers e outros equipamentos em casa.

Para uso doméstico, as UPS diferenciam-se sobretudo pela topologia. Os modelos offline (standby) são os mais baratos e só recorrem à bateria quando falha a energia, oferecendo proteção básica.

Os modelos line-interactive (os mais comuns actualmente) acrescentam regulação automática de tensão, lidando melhor com oscilações comuns da rede eléctrica, só recorrendo à bateria quando a electricidade falha completamente ou sai fora da gama que pode ser rectificada, tornando-se a escolha mais equilibrada para a maioria das casas.

Já os modelos online (double-conversion) recorrem a um processo contínuo de conversão da energia AC para a bateria e da bateria para AC, fornecendo energia totalmente estável, mas com custos bastante mais elevados que se tornam excessivo para o uso doméstico.
Outro ponto importante é a forma de onda da saída. As UPS de onda sinusoidal pura imitam a electricidade da rede e são ideais para equipamentos mais sensíveis. As versões de onda sinusoidal modificada são mais baratas, mas podem causar ruído, menor eficiência, ou problemas de compatibilidade com alguns dispositivos.

Na prática, uma UPS line-interactive com onda sinusoidal pura oferece o melhor equilíbrio entre preço, protecção e compatibilidade. Ao escolher a potência certa e garantir 10 a 20 minutos de autonomia, é possível proteger os equipamentos essenciais e evitar a frustrante experiência de ver horas de trabalho poderem desaparecer num instante - com o risco acrescido de potenciais danos no hardware.

Google lança Android 17 beta para os Pixel

14-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A Google está a disponibilizar a primeira versão beta do próximo Android 17 para alguns dispositivos Pixel.

A Google retomou a disponibilização do Android 17 Beta 1 para dispositivos Pixel compatíveis, poucos dias depois de ter suspendido a actualização sem dar quaisquer explicações. A primeira versão beta pública volta a estar disponível via OTA para quem está inscrito no programa Android Beta.

O Android 17 dá continuidade ao foco em aplicações mais adaptáveis a formatos de ecrã que se podem alterar (como nos dispositivos dobráveis) e traz melhorias significativas nas capacidades de câmara e multimédia. Inclui ainda perfis expandidos para dispositivos complementares e novas ferramentas para optimizar a conectividade. Podem espreitar algumas das alterações visíveis aqui.

A Google está também a alterar a sua estratégia de testes. As tradicionais Developer Previews dão lugar ao canal Android Canary, que oferece acesso mais rápido a novas funcionalidades, e actualizações OTA sem necessidade de instalação manual. O objectivo é facilitar testes mais cedo e integrar melhor com fluxos de desenvolvimento contínuo.
Segundo a empresa, o Android 17 deverá atingir a fase de Platform Stability já no próximo mês (Março). Estão previstas actualizações trimestrais ao longo de 2026, sendo que a versão do segundo trimestre trará alterações de comportamento que podem afectar as apps. Uma actualização menor do SDK está prevista para o quarto trimestre. Quem não tiver um Pixel compatível pode experimentar o Android 17 Beta 1 através das imagens de sistema de 64 bits no emulador do Android Studio.