PlanetGeek
№ 01

Karpathy cria HackerTube após frustração com o YouTube

Andrej Karpathy ficou frustrado ao usar o YouTube e criou o HackerTube com ajuda das ferramentas AI.

Andrej Karpathy, um dos co-fundadores da OpenAI e que esteve à frente do departamento AI da Tesla, veio revelar como a frustração com o uso do YouTube o levou a criar o HackerTube.

Apesar de ser um dos nomes mais marcantes na área da AI, é uma pessoa como todos nós, e que sofre com as opções que as empresas vão fazendo para tentar maximizar o tempo dos utilizadores nas suas plataformas em vez de se focarem naquilo que eles realmente querem. Neste caso em concreto, Karpathy atingiu o seu limite ao ser bombardeado com as recomendações do YouTube, e criou o HackerTube, que vai buscar os vídeos mais recomendados no HackerNews, e que os apresenta num interface mais limpo e sem lixo desnecessário. O sistema até dispensa logins, com o estado a ser guardado localmente no browser de cada visitante.

Weekend hack: HackerTube. I was annoyed with YouTube's recommendations so I had Claude filter down 43M comments over 20 years of HN to 6,454 videos that keep being recommended. *Significantly* better viewing experience, ~2 hours with Opus 5.5: https://t.co/JIhXN7OSh1 - Excellent recs without any logins (state is kept in local browser session) - Thumbnail is a representative frame from middle of the video instead of the super duper A/B test hyper-optimized user uploads - Underlying data from the comment analysis as one zip file, point your Claude at it and ask for your own version - HackerTube Longs ✊ A bit more on the process: I use Claude Code (desktop app for Mac), Opus 5.5 on Medium effort as my default. I only talk to Claude and have it do everything, the only "manual work" I helped with in tandem was in the browser (reminiscent of MenuGen): 1) I had to create some kind of API key from Google Cloud UI to query YouTube for video metadata, 2) I booted up a VPS box for serving and 3) I bought the domain name. Once the box was up I gave Claude the IP and told it update, secure, harden, deploy and optimize the code, and it did the whole thing. Many awesome projects that would have normally taken weeks/months even can now be few-shotted for breakfast. What else are we not thinking of.

— Andrej Karpathy (@karpathy) November 1, 2026
Embora neste caso se trate de um caso com grande visibilidade por ter sido feito por Andrej Karpathy, isto é algo que se tem tornado cada vez mais comum, e que aos poucos vai chegando a cada vez mais pessoas - independentemente dos seus conhecimentos técnicos.

Gostam de uma app mas acham que apresenta publicidade excessiva ou cobra subscrições abusivas? Podem muito bem replicá-la numa versão feita especialmente para vocês, com aquilo que mais querem e sem as coisas que não vos interessam. Gostavam de revisitar um jogo que entretanto foi removido das lojas de apps e já nem sequer existe? Podem recriá-lo, com a vantagem de o poderem modernizar em vez de lidarem com potenciais gráficos ou bugs do passado. Etc. etc. Por muito que isto assuste as empresas, esta é a nova realidade, e não há como voltar a meter a Pandora da AI de volta na caixa.

№ 02

Apple AirPods Pro 3 a €218

Para os utilizadores de iPhones que procurarem a máxima qualidade sonora, os AirPods Pro 3 estão disponíveis a preço reduzido.

A Apple teve um papel importante no abandono da ficha dos headphones, incentivando (obrigando) o uso de headphones e earphones Bluetooth (bem, tecnicamente, podemos continuar a usar headphones com cabo, via Lightning ou USB-C). E para tal, lançou uma série de earphone Bluetooth a acompanhar, os AirPods. Destes, o modelo topo de gama são os AirPods Pro 3, que além do cancelamento de ruído também têm Spatial Audio capaz de criar uma experiência sonora 3D que tem em consideração os movimentos da cabeça do utilizador, podendo servir como "aparelho auditivo" e, na mais recente actualização, também tendo capacidade para monitorizar a frequência cardíaca.


Os Apple AirPods Pro 3 estão disponíveis por 218 euros na Amazon Espanha.

A autonomia anunciada é de 8 horas para cada sessão (com cancelamento de ruído), que se pode prolongar om o carregamento na caixa. A caixa pode ser carregada via USB-C ou carregamento wireless MagSafe / Qi, e também conta com localização Find My de alta precisão via UWB e uma pequena coluna que toca um som para facilitar a tarefa.


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№ 03

Googlebooks com root perdem app casting

Fazer root num Googlebook desactiva a funcionalidade de app casting de apps do smartphone.

Os recém-apresentados Googlebooks oferecem várias funcionalidades interessantes, incluindo uma integração profunda com o Gemini, suporte para apps Android e diversas ferramentas de ligação entre dispositivos. No entanto, os utilizadores que decidirem fazer root aos seus computadores portáteis vão perder acesso a uma das funcionalidades mais importantes da plataforma: a transmissão de apps dos seus smartphones (App Casting). Segundo John Wu, criador do Magisk e conhecido programador Android, os Googlebooks com root deixam de conseguir receber apps transmitidas directamente a partir de um smartphone Android.

Esta limitação parece estar relacionada com um mecanismo de segurança que verifica se o hardware e o software de um dispositivo são considerados "seguros". Quando um Googlebook tem root, deixa de passar esta verificação, levando o smartphone Android a rejeitar a transmissão de apps - e fazendo com que utilizadores deixam de poder aproveitar uma das funcionalidades que distingue estes computadores dos portáteis tradicionais.

I just discovered that a phone will reject app casting from a Googlebook that does not pass hardware key attestation... That explained why app casting never worked on my Magisk rooted Googlebook 😅

— John Wu (@topjohnwu) November 1, 2026
A perda de funcionalidades após se fazer root não é propriamente uma novidade. Apps bancárias, o Google Wallet e alguns serviços de streaming já limitam o acesso em dispositivos Android modificados devido a possíveis "riscos de segurança". Neste caso, porém, a restrição é particularmente inconveniente, uma vez que a transmissão de apps é um dos principais argumentos de venda dos novos computadores da Google.

Esta descoberta surge pouco depois dos Googlebooks terem tido um lançamento recebido com bastantes críticas. Entre os problemas iniciais estavam falhas na transmissão de apps, a ausência de suporte para vários perfis no Chrome, e funcionalidades Linux bastante limitadas. Entretanto, a Google já corrigiu alguns destes problemas e confirmou que está a preparar soluções para os restantes. Ainda assim, é mais um exemplo de um produto que parece ter sido lançado à pressa, obrigando os primeiros clientes a fazerem o papel de beta testers à força - algo que infelizmente se tem tornado cada vez mais comum.

№ 04

Como personalizar menus de contexto no Windows 11

Os utilizadores passam a ter maior controlo sobre os menus de contexto no Windows 11.

Depois de muitos anos de espera, a MS finalmente acelerou os menus de contexto no Windows 11, mas além da velocidade acrescida os utilizadores passam a ter maior controlo sobre os comandos e as opções disponíveis ao clicar com o botão direito do rato em ficheiros e pastas. A funcionalidade está disponível através da actualização KB5127936 e procura resolver as críticas do design anterior. Embora a organização predefinida já seja mais simples, agora é possível configurar o menu exactamente como se deseja.

A nova página de definições encontra-se em Definições > Personalização > Menu de contexto, ou pode ser aberta através de um clique com o botão direito do rato, seguido da opção Personalizar menu. Na secção File actions, é possível activar ou desactivar comandos como Send to, Print, Create shortcut, Copy as path e Rotate image. Existe ainda uma opção App extensions, que permite controlar a apresentação de comandos adicionados por apps de terceiros. Como tal, as opções disponíveis dependem dos programas que se tiver instalado no computador.
Uma segunda secção, denominada Additional options, oferece maior controlo sobre a organização e o aspecto do menu. Os utilizadores podem colocar os comandos Cortar, Copiar, Colar, Mudar o nome, Partilhar, e Eliminar, directamente no menu principal, em vez de ficarem na barra de ícones. Também é possível manter os comandos dos serviços de armazenamento na cloud numa secção separada, mover Propriedades para o final do menu e activar a opção Show more options. Esta última permite recuperar o menu de contexto anterior do Windows 11 sem ser necessário clicar nessa opção sempre que se pretende utilizá-lo.

Importa referir que nem todos os comandos aparecem para todos os ficheiros ou pastas, uma vez que o Windows apresenta automaticamente as opções relevantes para cada elemento seleccionado. Embora estas ferramentas de personalização possam não agradar a todos, representam uma melhoria face à versão anterior. Mas, mesmo para quem não quiser mexer nisso, poderá sempre usufruir da velocidade acrescida que eram o maior elemento de frustração nos menus anteriores.

№ 05

Elon Musk corta limites do Grok Bot

Os utilizadores do Grok Bot estão a cancelar o serviço após serem surpreendidos com uma drástica redução dos limites de uso sem qualquer pré-aviso.

Depois de ter passado as últimas semanas a elogiar o sucesso e taxa de crescimento do Grok Bot, Elon Musk veio enfurecer todos os que o subscreveram, ao anunciar que afinal o custo do Grok Bot era insustentável, reduzindo os limites para metade.

O resultado prático, foi muitos utilizadores descobrirem que os seus agentes estavam parados, por terem atingido os limites inesperados, que foram aplicados sem qualquer aviso. E não demorou para que uma chuva de críticas se abatesse sobre Elon Musk, indo desde aqueles que relembravam que ele próprio diz que o dinheiro será irrelevante e não vale a pena pensar em poupanças, aos que equiparam a manobra a mais uma fraude ao estilo do FSD que tem vendido há mais de meia década e que já admitiu que não seria possível de entregar nos carros com HW3.

Two weeks ago Grok Bot was an incredible success story powering SpaceXai's revenue growth Now it's unsustainable and loses money (???) https://t.co/iV95Q4CfCg

— Benjamin De Kraker (@BenjaminDEKR) November 1, 2026

Even $300/m SuperGrok Heavy plans now only last 8 hours for a week’s quota. A PR costs $140. @Grok @Bot is now unusable. I will cancel my subscription if there is not clarity on what future quota will be @elonmusk. Degrading silently is fraud. The future is self-hosted.

— BowTied Fullstack - Link in bio or NGMI (@BowTiedStack) November 2, 2026

Elon told you yesterday to hire @grok @bot as an employee... today when your Grok Bot compute got cut in-half even though you pay the same, he just told you to deal with it. Bro...

— LM (@loyalmoses) November 2, 2026

I don't understand how this is legal. If you walk into a tire center and order 4 tires for $1200 and they are 80,000 mile BFGoodwrench tires, then the next week, you go to have them put on and instead they install cheaper 20,000 mile house brand tires... And the tire center says, "these are costing us too much so we installed the 20,000 mile tires instead." And they refuse to give you a refund. There would literally be massive legal ramifications and the tire shop would be liable. I paid for a specific multiple of a specific amount after months of testing. Now that multiple has been cut in half, mid-cycle, with no warning. I would argue this is a direct violation of the FEC rules (16 CFR Part 238). Pricing pages and marketing made the multipliers look like fixed relative entitlements for the billing period, and the reduction was extreme and sudden with no notice, there is a colorable argument that the original offer was misleading. That is different from a pure “rate limits at our discretion” clause.

— The Car Nut (@carnutchronicle) November 1, 2026

23:59: saving money is pointless 00:00: we need to save money https://t.co/uIyyAr9ZDB

— Bruno Lemos (@brunolemos) November 1, 2026

It's crazy how SpaceXSI operates... cutting/changing quotas with no transparency or announcements. Not the first time, they cut grandfathered SuperGrok+ Free Cursor Ultra promo users the same way. They have no transparency and no pre-comms... its the biggest risk of using them.

— Ben Vargas (@benvargas) November 2, 2026

Ok, rug-pulling your current users by nerfing their usage by 50% without any disclosure and then immediately appealing to new users is incredibly disrespectful. I'm surprised there's not more backlash against this. OpenAI and Anthropic would have had their socials bombarded if they pulled this stunt.

— Ishu Agrawal (@ishuagra02) November 2, 2026

What happened (I know nothing) - bot launched - 2 weeks later usage flatlined - Elon asked whatsup - PM says it’s your model, product is fine - Elon says ok, use whatever model - Team switches to Opus 5.5 - Growth skyrockets - Elon has never seen anything like it - see Anthropic bill - 🤯 forces quota cut -> you are here mfw when the model is the product

— Prakash (@8teAPi) November 1, 2026

The issue isn't whether what Elon said is acceptable or not, it's the fact that the sudden usage bump was an uncommunicated change. No announcement, no heads up, nada. No one wants a product where you're paranoid that the usage can disappear randomly anytime, without notice.

— Ventus (@venthewise) November 2, 2026
Brincadeiras à parte, a principal questão é a de que se começa a tornar cada vez mais frequente um estilo de gestão em que, a qualquer momento Elon Musk decide mudar as regras. Ainda recentemente se teve o caso de desligar as comunicações Starlink na Ucrânia - que teve como efeito global fazer com que inúmeros países afastassem desde logo a possibilidade de confiar no serviço. Temos o caso do novo Tesla Roadster, que passou de um supercarro desenhado para a estrada para um "carro voador" /que ninguém pediu) que serviu para uma demonstração vistosa mas fortemente penalizado para o seu uso real. Temos os casos das mensalidades Starlink, que mudam a qualquer momento (recentemente passou a cobrar uma taxa de congestão que aumenta a mensalidade nas áreas mais densas). E agora, junta-se a tudo isso este corte substancial no Grok Bot, que vem no seguimento de uma unificação de planos que já tinha feito com que muitos subscritores se sentissem enganados.

As empresas concorrentes de AI agradecerão certamente, pois irão receber nova vaga de clientes nos próximos tempos.

№ 06

NASA pede ajuda para salvar o Hubble

A NASA espera que as empresas espaciais privadas possam salvar o Hubble.

A NASA está a procurar ajuda junto da indústria espacial privada para prolongar a vida útil do telescópio espacial Hubble. O famoso observatório está a perder altitude gradualmente, sendo estimado que se desintegre ao reentrar na atmosfera entre 2030 e 2035 caso a sua órbita não seja corrigida. Embora não esteja em perigo imediato, o futuro do Hubble depende de encontrar uma forma de o manter a uma altitude mais elevada.

Para evitar esse cenário, a agência espacial norte-americana está a convidar empresas privadas a apresentar propostas com possíveis soluções. O objectivo passa por encontrar uma forma prática e económica de elevar a órbita do Hubble, permitindo que o telescópio continue a funcionar. Entre as soluções possíveis está a utilização de naves espaciais já existentes, ou o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de alcançar e reposicionar o observatório em segurança. Segundo o actual administrador da NASA, Jared Isaacman, manter o Hubble em órbita permitirá aos cientistas continuar a recolher dados valiosos e a fazer novas descobertas sobre o universo, aproveitando também melhor um equipamento espacial que já está em funcionamento.

Lançado em 1990, o Hubble transformou a nossa compreensão do cosmos ao longo de várias décadas de observações, captando algumas das imagens mais emblemáticas da história da astronomia. Uma eventual correcção da sua órbita poderá dar-lhe mais tempo para contribuir para a investigação científica antes de ser definitivamente retirado de serviço. Resta esperar que desta vez as coisas corram melhor do que a tentativa de salvamento do SWIFT (que deverá desintegrar-se na atmosfera nos próximos dias).

№ 07

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €28

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 28 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 08

AOC U32G5D com painel OLED Penta Tandem

O monitor AOC U32G5D de 31.5" utiliza um painel QD-OLED Penta Tandem de cinco camadas da Samsung.

A AOC apresentou o U32G5D, um novo monitor gaming de 31.5" equipado com um painel 4K QD-OLED e taxa de actualização de 180 Hz. Anunciado na China, o monitor utiliza a tecnologia Penta Tandem QD-OLED da Samsung, baseada na arquitectura EL Gen.3, que integra uma estrutura OLED de cinco camadas concebida para melhorar a qualidade de imagem e a longevidade. Conta ainda com um tempo de resposta de 0.03 ms (GtG), suporte para Adaptive-Sync, incluindo AMD FreeSync, e profundidade de cor nativa de 10 bits.

O ecrã apresenta uma resolução de 3840x2160 píxeis e certificação VESA DisplayHDR True Black 400. O brilho atinge os 250 nits em SDR com 100% APL e 450 nits em HDR com 10% APL. A AOC anuncia também uma cobertura de 100% do espaço de cor sRGB e 99% do DCI-P3, além de um Delta E médio inferior a 1 no modo sRGB, graças à calibração de fábrica. O revestimento anti-reflexo ajuda ainda a reduzir os reflexos indesejados. A nível da conectividade, o U32G5D inclui duas portas HDMI 2.1, uma ligação DisplayPort 2.1 com suporte para UHBR13.5 e largura de banda até 54 Gbps, além de uma saída de áudio de 3-5 mm. Existe também um hub USB 3.2 Gen 1 com duas portas que oferecem velocidades até 5 Gbps. Para atingir 4K a 180 Hz com cor RGB de 10 bits ou 4:4:4 através de HDMI, será necessário utilizar Display Stream Compression (DSC). A ligação DisplayPort permite alcançar a mesma configuração sem compressão.

A AOC equipou ainda o U32G5D com um suporte ajustável em altura, inclinação, rotação e orientação vertical, bem como compatibilidade com suportes VESA de 100 × 100 mm. Para proteger o painel OLED, o monitor inclui funcionalidades OLED Care, incluindo Pixel Refresh e sistema de dissipação de calor baseado em grafeno. Resta aguardar para saber quando chegará à Europa, e a que preço.

№ 09

Fornecedores de NAND Flash "vingam-se" da Apple

A escassez das memórias RAM e NAND Flash está a dar aos fornecedores a oportunidade para se "vingarem" da Apple.

O domínio que a Apple manteve durante anos sobre os fornecedores de flash storage está a virar-se contra a própria empresa. Segundo relatos da indústria, os fabricantes que antes eram pressionados a aceitar as condições abusivas de negociação da Apple estão agora na posição de poder graças à escassez de chips de memória. A crescente procura por parte das empresas de inteligência artificial, que estão a investir fortemente em data centers com enormes necessidades de flash storage e RAM, alterou as condições neste sector.

Com o sucesso do iPhone, a Apple tornou-se no maior comprador mundial de flash storage, o que lhe deu uma vantagem significativa nas negociações com os fornecedores. A empresa terá utilizado essa posição para conseguir preços extremamente baixos, chegando mesmo a recusar entregas quando os preços de mercado desciam, deixando os fabricantes com chips por vender, incluindo componentes produzidos especificamente para a Apple, a não ser que baixassem ainda mais os preços face ao que já tinha sido acordado. Também terá chegado a exigir acesso total aos dados financeiros dos fornecedores, para garantir que não ofereciam melhores condições a outros clientes.

No entanto, a chegada da explosão da inteligência artificial mudou completamente o cenário. Há apenas dois anos, a Apple comprava quase o dobro do flash storage adquirido em conjunto pela Microsoft, Amazon, Meta e Google. Actualmente, os grandes fornecedores de serviços cloud compram o dobro da Apple. Com a procura a continuar acima da oferta, os fabricantes ganharam poder negocial e estão agora em posição de exigir preços mais elevados pelos seus componentes. Infelizmente, estes custos adicionais acabam por ser suportados pelos consumidores, com a Apple a ter aumentado substancialmente os preços de praticamente todos os seus produtos este ano, incluindo iPhones, iPads e Macs. Até a nova Apple TV 4K passou para uns exorbitantes 349 euros!

Entretanto, a SK Hynix prevê que a escassez de chips de memória se prolongue até 2030, o que significa que os consumidores continuarão a sofrer com isto durante os próximos anos.

№ 10

Windows 11 corre em 128 MB de RAM

Afinal é possível correr o Windows 11 com apenas 128 MB(!) de RAM.

O mesmo curioso que conseguiu condensar o Windows 11 de modo a caber num CD com menos de 700 MB, e que já tinha conseguido colocar o Windows 11 a funcionar num computador com 184 MB de memória, conseguiu agora bater o seu próprio recorde, fazendo com que o mais recente sistema operativo da Microsoft funcionasse num computador com apenas 128 MB de RAM.

Frise-se... 128 Megabytes. Não estamos a falar de 8 GB, ou 4 GB, ou sequer 1 GB, mas sim uma pequena fracção disso!

Here is something cool that came out of this project: a possible world record! For the first time, here we have Windows 11 26H2 on 128MB of RAM! https://t.co/aLVdrUHnCh pic.twitter.com/xZy0544O11

— NTDEV (@NTDEV_) October 31, 2026

I made Windows 11 fit on a CD. Under 700 MB for the entire ISO, installer included. It still boots to the desktop, runs apps, and CAN YOU BELIEVE IT! Paint still works :)) This is pico11. Just a proof of concept. https://t.co/a51vdNkaS8

— NTDEV (@NTDEV_) October 25, 2026


Não será surpresa que se trate do criador do tiny11builder, projecto open-source dedicado a remover todas as coisas desnecessárias do Windows 11 para que funcione de forma mais eficiente em computadores com hardware mais limitado - ou por quem queira ter controlo sobre os processos que correm na sua máquina.

№ 11

Apple Watch com bug de mudança de hora

A mudança de hora voltou a causar problemas nos Apple Watch com watchOS 27.

Esperava-se que, se houvesse coisa que um relógio conseguisse fazer bem, seria apresentar a hora correcta. Mas, uma vez mais, a mudança de horas veio causar algumas dores de cabeça para quem tem um Apple Watch.

A Apple publicou um guia de suporte com instruções para resolver um erro relacionado com a mudança de hora que está a afectar alguns Apple Watch. O problema faz com que o relógio apresente a hora errada, com uma diferença de 60 minutos. Curiosamente, isto só acontece quando se está a ver o relógio no modo de ecrã Always On, pois se se tocar no ecrã ou se levantar o pulso para activar o modo activo, a hora passa a ser a correcta.

A solução é, curiosamente, aquela que tantas vezes é alvo de piadas no mundo dos computadores: "desligar e voltar a ligar", bastando reiniciar o Apple Watch - ou - mudar temporariamente para outro mostrador de relógio e voltar ao anterior.

№ 12

Teslas à solta mostram limites do FSD

Um curioso teste deixou vários Teslas "à solta" num circuito privado, para ver que tal se comportavam.

O FSD da Tesla continua a ser um tópico de acesa discussão, começando pelo facto de, após anos (e anos, e anos), ainda não cumprir com a prometida capacidade de condução totalmente autónoma (e que a própria Tesla já confirmou que não irá chegar aos carros com HW3 que tinha garantido que teriam essa capacidade), e que se por um lado tem a versão "Supervised" a ser entusiasticamente promovida por uns, tem também dado azo a inúmeros acidentes e críticas por outros.

Desta vez, temos um curioso teste em que são colocados vários Tesla a circular em modo FSD num circuito fechado, para ver que tal se comportam - com coisas boas e más, como seria de imaginar.



Note-se que este "teste" acaba por ser apenas uma brincadeira entre amigos; já que, oficialmente e legalmente, o FSD Supervised requer a presença de um condutor ao volante que possa assumir o controlo a qualquer momento. Para o vídeo, o sistema foi enganado, com pesos no assento e fotos de rostos, para que funcionasse sem uma pessoa ao volante.



De notar que, inicialmente, utilizaram um Tesla amassado para promover este teste, mas era "clickbait", tratando-se de um carro acidentado que não tinha qualquer relação com o teste do FSD.

№ 13

Elysian promete aviões eléctricos para 2034

Uma startup holandesa pretende colocar aviões eléctricos em operação já na próxima década.

A Elysian Aircraft acredita que os voos comerciais totalmente eléctricos poderão tornar-se uma realidade na Europa dentro de aproximadamente uma década. O seu futuro avião E9X foi concebido para transportar até 100 passageiros ao longo de distâncias de até 1.000 quilómetros, oferecendo viagens mais económicas, silenciosas, e reduzindo significativamente as emissões da aviação.

Desenvolvido em colaboração com investigadores da área aeroespacial da Universidade de Tecnologia de Delft, o E9X utiliza asas de grandes dimensões com baterias modulares integradas, responsáveis por alimentar seis hélices eléctricas. Segundo a Elysian, o avião poderá realizar quase metade dos voos comerciais regulares de passageiros em todo o mundo. Caso consiga concretizar esse objectivo, poderá contribuir para eliminar cerca de 20% das emissões totais da aviação, representando um passo importante para viagens aéreas mais sustentáveis.
O projecto já ultrapassou a fase inicial de conceito. A Elysian concluiu a segunda revisão do projecto conceptual e colaborou com o centro de investigação aeroespacial alemão DLR para realizar testes de voo com um modelo em escala reduzida. Os ensaios procuraram demonstrar como as baterias podem ser integradas nas asas, enfrentando um dos maiores desafios da aviação eléctrica: transportar capacidade suficiente sem aumentar demasiado o peso do avião.

A Elysian está também a trabalhar com as companhias aéreas KLM e Transavia para estudar os requisitos operacionais e comerciais necessários para a integração destes aviões no terreno, enquanto a empresa de leasing TrueNoord analisa possíveis soluções de financiamento. Apesar dos desafios técnicos e regulamentares que ainda existem, a startup acredita que o E9X poderá tornar os voos comerciais eléctricos uma realidade já em 2034, muito antes do que se poderia imaginar.

№ 14

Carregador 800W 10 portas a €53

Os carregadores podem acompanhar-nos por anos e anos, e este carregador de 10 portas garante que estamos preparados para tirar partido do USB-C para carregamentos rápidos de múltiplos dispositivos.

Com a transição para o USB-C e alguns fabricantes a deixarem de incluir carregadores com os seus produtos, torna-se mais importante que nunca escolher um carregador que nos dê algumas garantias a longo prazo. Este mega carregador pode fornecer um total de até 800 W e tem 10 portas USB, mantendo um tamanho bastante compacto em formato "charging station" para desktop.

Mais concretamente, temos 8 portas USB-C de carregamento rápido PD (2 de 140 W + 2 de 100 W + 4 de 65 W) e 2 portas USB-A QC de 30 W.
Este carregador 1000W de 10 portas está disponível por 53 euros na Amazon Espanha.

Toda esta variedade significa que está preparado para lidar com os equipamentos mais recentes mas também lida sem dificuldade com cabos USB da geração anterior (que ainda são bastante populares). As portas de 140 W são mais que suficientes para lidar com dispositivos de maior potência, como portáteis, e possibilitam carregar múltiplos portatéis em simultâneo sem que haja preocupações em manter múltiplos carregadores dedicados. Só não se esqueçam de juntar um cabo USB-C que permita tirar partido destas potências.


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№ 15

Tesla altera recompensas para impulsionar FSD

O sistema de referrals da Tesla passa a incentivar a subscrição do FSD em vez da compra de veículos.

A Tesla alterou as condições do programa de recompensas por recomendações de automóveis nos Estados Unidos por um novo sistema centrado no programa Full Self-Driving (Supervised). Em vez de oferecer descontos ou créditos a quem recomendar alguém que compre um veículo, a empresa passa agora a recompensar os proprietários quando os seus amigos aderem a uma subscrição paga do FSD. Os novos subscritores recebem um mês gratuito, enquanto quem fez a recomendação ganha outro mês sem custos ou um crédito de 99 dólares para utilizar na Tesla.

Existem várias condições para participar. Os proprietários têm de pagar uma subscrição mensal do FSD ou ter comprado a funcionalidade antes da Tesla deixar de a vender. A pessoa que recebe a recomendação tem de possuir um Tesla compatível e não pode ter pago pelo FSD nos 12 meses anteriores. Quem recebeu um período experimental gratuito com a compra de um automóvel também terá de esperar 12 meses após o seu fim. O programa permite receber até 12 recompensas por ano, sendo que os créditos expiram ao fim de 12 meses.
A alteração mais significativa é que os automóveis deixaram de fazer parte das compras elegíveis no programa de Referrals. As recompensas para compradores aplicam-se agora apenas aos painéis solares, enquanto as vantagens para quem faz recomendações incluem também test drives e subscrições do FSD. As compras dos Model 3, Model Y e Cybertruck continuam abrangidas apenas por benefícios de fidelização destinados a clientes que já possuem um Tesla e pretendem adquirir outro produto da marca.

Esta mudança surge numa altura em que a Tesla está cada vez mais focada no crescimento do negócio de subscrições do FSD. Depois de ter deixado de vender a funcionalidade em Fevereiro, a empresa passou a disponibilizá-la apenas através de subscrição mensal (99 dólares por mês). Nos resultados do terceiro trimestre, revelou ter 1.74 milhões de subscrições activas do FSD, um aumento de 67% face ao ano anterior. O novo programa parece ter como principal objectivo aumentar ainda mais esse número, incentivando os actuais proprietários a angariar mais subscritores pagantes em vez de se focarem na venda de novos automóveis. Algo que poderá estar relacionada com uma das condições para o prémio "trilionário" de Musk, de atingir 10 milhões de subscrições FSD activas.

№ 16

VW suspende ID. Golf

Apesar da crescente procura por automóveis eléctricos, a VW diz não ter condições para continuar o trabalho no futuro ID. Golf.

A Volkswagen suspendeu temporariamente o desenvolvimento do Golf totalmente eléctrico, numa altura em que enfrenta uma pressão financeira crescente e precisa de reduzir custos com urgência. A decisão surge depois de um terceiro trimestre difícil, no qual o Grupo VW registou um prejuízo de 5.9 mil milhões de euros, o maior desde o escândalo Dieselgate em 2015. As fracas vendas na China, as margens de lucro mais baixas nos veículos eléctricos, e uma desvalorização significativa da participação na Porsche contribuíram para este resultado.

A suspensão afecta os trabalhos de desenvolvimento na fábrica de Wolfsburgo, na Alemanha, que estará a cerca de 300 milhões de euros dos objetivos de redução de custos. O CEO da marca Volkswagen, Thomas Schäfer, reconheceu que não foi uma decisão fácil, sobretudo devido à importância histórica do Golf para a fábrica e para a empresa. Ainda assim, sublinhou que a Volkswagen não pode continuar a investir no projecto nas actuais condições financeiras.
Esta decisão faz parte do plano de reestruturação Future Plan 2030, aprovado pelo Conselho de Supervisão da Volkswagen no mês passado. A estratégia prevê a eliminação de cerca de 100 mil postos de trabalho a nível mundial, a redução da gama de modelos, e o encerramento de várias fábricas na Alemanha. O Golf eléctrico, que deverá chamar-se ID. Golf, estava originalmente previsto para ser lançado em 2028, mas já tinha sido adiado para 2030 devido aos atrasos no desenvolvimento da nova plataforma SSP.

Apesar da suspensão, o conselho de trabalhadores da Volkswagen garante que a pausa não irá afectar o lançamento do Golf elétrico, mantendo a precisão para 2030, e promete recuperar o tempo perdido. A produção deverá continuar a estar prevista para Wolfsburgo, perto do final da década, enquanto o fabrico do Golf a gasolina será transferido para o México em 2027. Para já, a prioridade da Volkswagen passa por controlar os custos e recuperar a estabilidade financeira.


№ 17

LiveWire em risco de fechar

Apesar dos preços competitivos e da imagem positiva junto dos consumidores, a LiveWire anunciou que poderá ser forçada a encerrar a actividade.

A LiveWire, a marca de motos elétricas criada pela Harley-Davidson, alertou para a incerteza em torno do seu futuro financeiro, admitindo ter sérias dúvidas quanto à sua capacidade de continuar em actividade. O anúncio provocou uma queda superior a 40% nas acções da empresa e levou-a a retirar as previsões financeiras para 2026. O aviso surge apesar de alguns sinais recentes de recuperação nas vendas.

No terceiro trimestre, a LiveWire registou um aumento de 38% na receita, para 7.9 milhões de dólares, enquanto as vendas de motos cresceram 21%. Ainda assim, a empresa acumulou prejuízos de 18.6 milhões de dólares no mesmo período. As reservas de dinheiro também diminuíram significativamente, passando de 82.8 milhões de dólares no final de 2025 para 39.9 milhões a 30 de Setembro de 2026. Para tentar inverter a situação, foi criado um comité especial que irá analisar opções de financiamento, parcerias estratégicas, novos investimentos, e até uma possível venda da empresa.
A próxima grande aposta da marca é a série S4 Honcho, que deverá incluir as motos eléctricas mais acessíveis da LiveWire, com preços a começar abaixo dos 5.000 dólares. Estes modelos mais pequenos e leves foram concebidos para chegar a um público mais alargado, incluindo motociclistas mais jovens que não querem 15.000 dólares numa moto eléctrica. A ausência de embraiagem e mudanças tradicionais poderá também tornar estas motos mais apelativas para quem se inicia no mundo das duas rodas.

A LiveWire deverá ainda apresentar novidades na EICMA, em Milão, na próxima semana, onde poderá revelar novos modelos e alargar a sua futura gama eléctrica. A série S4 Honcho poderá representar uma oportunidade importante mas ainda não se sabe se os novos modelos chegarão a tempo de melhorar a situação financeira da empresa. Os próximos meses irão ser decisivos para o futuro da marca.


№ 18

Anthropic muda nomes dos planos Claude AI

A Anthropic fez um pequeno ajuste aos planos Max do Claude, passando de Max 5x e Max 20x para Max e Ultra.

Continuando a permanecer como um dos serviços AI favoritos dos utilizadores, o Claude da Anthropic recebe alguns ajustes nos nomes dos planos que visam facilitar a sua interpretação.

Em vez dos planos Max 5x e Max 20x, esses planos passam a ser Max e Ultra, respectivamente, mantendo os mesmos preços (€90 e €180 por mês) e limites. O plano Ultra recebe um benefício adicional, pois deixa de existir o limite de 5h, mas apenas para contas Ultra verificadas - as novas contas Ultra terão esse limite durante algum tempo, até a Anthropic se certificar que não são contas criadas para fins indevidos.

We’re renaming our Max plans: Max 5x → Max Max 20x → Ultra Max is still $100/month, and Ultra is still $200. If you’re a subscriber, there’s nothing you need to do. We’re also removing the 5-hour limit for verified Ultra accounts, starting today with most existing subscribers. Newer accounts keep a temporary limit until they’re verified, which helps us prevent fraud and abuse. You'll get an email when it's removed. Weekly limits remain unchanged. View our plans here: https://t.co/niRpyGF5Me

— Claude (@claudeai) October 30, 2026
Pode não ser a resposta desejada à recente alteração da OpenAI, que duplicou os limites dos planos Pro em resposta às críticas dos clientes, mas estamos numa fase em que as coisas podem mudar radicalmente de um dia para o outro, como demonstrado pelo recém apresentado Gemini 4 Carbon da Google, que aparentemente supera os modelos de topo da Anthropic e OpenAI.

№ 19

Android 17 só chega a 1% dos Android?

As questões sobre lentidão das novas versões do Android chegarem aos dispositivos permanece.

O Android 16 tornou-se a versão mais utilizada do sistema operativo móvel da Google, mas os dados mais recentes mostram que a fragmentação continua a ser um problema significativo. Segundo os dados da Heise.de, em Outubro de 2026, o Android 16 representava 25.4% dos dispositivos activos, uma subida considerável face aos 7.5% registados em Dezembro de 2025.

Apesar de ter sido lançado em Junho de 2026, o Android 17 chega apenas a 1% dos dispositivos activos, ficando atrás até de versões pré-históricas do Android, como o Android 8.1, o que demonstra a lentidão com que a versão mais recente está a chegar ao ecossistema Android. O Android 14 continua em segundo lugar, com 15.3%, seguido pelo Android 15, com 14.7%.
As versões mais antigas continuam também a ter uma presença significativa. O Android 13 representa 11.8% dos dispositivos, enquanto o Android 11 ainda está presente em 10.5%. O Android 12 não fica muito atrás, com uma quota de 9.6%. No total, apenas 56.4% dos dispositivos Android activos utilizam o Android 14 ou uma versão mais recente, o que significa que mais de quatro em cada dez equipamentos continuam a utilizar um sistema antigo.

Estes números são estimativas baseadas nos dispositivos que acederam à Google Play Store durante um período de sete dias. A Google deixou de publicar uma tabela pública de distribuição, pelo que os dados são calculados a partir dos valores disponíveis no Android Studio. O Android 17 também teve menos tempo para chegar aos dispositivos do que o Android 16, mas a sua quota de apenas 1% revela que os problemas de longa data quanto a fazer chegar novas versões do Android aos utilizadores, permanecem.
№ 20

E Ink Kaleido 4 melhora cores e velocidade

A mais recente geração de ecrãs E-Ink Kaleido 4 promete cores mais vivas, mais contraste, e velocidade de actualização melhorada.

A E Ink anunciou o Kaleido 4, a mais recente geração da sua tecnologia de ePaper a cores, com melhorias na reprodução de cores, no contraste, e na velocidade de actualização. Em comparação com a geração anterior, a nova plataforma mais do que duplica o volume da gama de cores, ultrapassando as 40 000 cores individuais, aumenta a luminosidade do branco em 15%, e melhora o contraste em 50%. Estas alterações tornarão os ecrãs ePaper a cores mais vivos e fáceis de ler.

O Kaleido 4 utiliza uma estrutura oxide TFT que permite tensões de funcionamento mais elevadas e actualizações mais rápidas. Segundo a E Ink, esta evolução reduz o aspecto granulado frequentemente associado aos ecrãs ePaper a cores, tornando-os mais adequados à apresentação de gráficos, apresentações e ilustrações, além de texto. Os novos algoritmos também permitem reproduzir vídeo até 18 fotogramas por segundo, alargando as possibilidades de utilização desta tecnologia para além da leitura.
O primeiro produto equipado com este novo ecrã é o bloco de notas digital M10C II da Hanvon Technology. O dispositivo combina o Kaleido 4 com um controlador próprio, permitindo virar páginas e percorrer conteúdos 27% mais depressa. Inclui ainda uma iluminação frontal redesenhada, concebida para melhorar a visibilidade em diferentes condições de iluminação. O M10C II inclui uma caneta digital sem fios e sem bateria, com 8192 níveis de pressão, concebida para proporcionar uma experiência de escrita mais natural. A superfície de escrita utiliza vidro temperado com microtextura.

Tendo em conta os projectos que têm surgido e que aceleram os ecrãs e-ink para os 60 fps, podemos antever que ecrãs como este em breve possam tornar-se autênticos ecrãs "normais" capazes de mostrar vídeo em velocidade total. Agora, só falta fazer com que tenham preços mais acessíveis, para os tornar apelativos face às demais tecnologias de ecrãs.