PlanetGeek
№ 01

SK hynix sem stock de SSDs para garantia

Também a SK hynix passa a devolver o valor de compra original de SSDs avariados em vez de os trocar por um modelo idêntico.

A SK hynix diz ter ficado sem stock de SSDs de substituição devido à actual escassez global de armazenamento. Um utilizador relatou que contactou a empresa para substituir um SSD avariado ao abrigo da garantia, mas recebeu como alternativa um reembolso baseado no preço pago originalmente. O problema é que os preços dos SSDs dispararam, pelo que esse valor já não será suficiente para comprar um SSD equivalente.

A política de garantia da SK hynix prevê que, quando não é possível reparar ou substituir um produto, o comprador pode receber o preço original de aquisição ou o valor justo de mercado, aplicando-se o valor mais baixo. Em condições normais, esta regra pode parecer razoável, mas num altura em que os preços de memória e SSDs tem subido substancialmente, cria uma situação desfavorável para os consumidores que tenham que dar uso à garantia.
Alguns SSDs da própria SK hynix, incluindo modelos como o Platinum P51 e o anterior Platinum P41, já duplicaram de preço desde o início da escassez. Isso significa que um cliente que comprou um SSD por um determinado valor, poderá agora ter que gastar o dobro para ficar com um produto idêntico ao que tinha - em completo desacordo com o que é esperado das políticas de garantia.

Num cenário em que o preço do hardware tem estado a seguir tendências completamente opostas ao normal (RAM, SSDs, e placas gráficas que atingem o dobro do que custavam há um ano), talvez seja necessário revisitar as políticas de garantia. Pelo menos, assegurar que o cliente tem direito a troca por um equipamento idêntico, ou melhor, em vez de permitir que as marcas optem pela saída mais fácil e económica de devolver o valor de compra quando este é substancialmente mais baixo que o preço actual do equipamento.

№ 02

A estranha vibração das cordas

A vibração de algo como a corda de uma guitarra é mais complexa do que se pode imaginar.

É bastante provável que a maioria das pessoas já tenha visto as imagens curiosas das cordas de uma guitarra a vibrar, captadas por uma câmara digital. No entanto, essa vibração é apenas um efeito do rolling shutter da maioria das câmaras digitais, e aquilo que acontece realmente é bem diferente.

O sempre excelente canal minutephysics aborda esta questão e revela como é que as cordas realmente vibram, e como isso pode variar dependendo do ponto em que a corda é puxada; e também o comportamento diferente que têm quando uma corda é "martelada".


Descobrimos que, em vez do esperado efeito de ter uma corda a ondular, a corda acaba por funcionar como um meio de propagação onde vemos a forma da distorção a viajar ao longo da mesma.

No mínimo, serve para nos relembrar de como estamos rodeados de coisas fantásticas que se escondem nas mais simples coisas do dia a dia que nos rodeiam, desde que se dedique o devido tempo a olhar para elas.

№ 03

Avião eléctrico faz voo inaugural por 5 dólares

A estreia de um dos maiores aviões eléctricos do momento teve um custo de apenas de 5 dólares em electricidade.

A Heart Aerospace realizou o primeiro voo do seu X1, um dos maiores aviões 100% eléctricos já construídos, e a experiência durou quase meia hora com um custo de apenas 5 dólares em electricidade. O voo de teste aconteceu a 12 de Agosto no Plattsburgh International Airport em Nova Iorque, com o X1 a utilizar quatro motores eléctricos montados nas asas e um sistema de propulsão capaz de ultrapassar 1 MW de potência.

O X1 tem dimensões semelhantes às de um pequeno avião regional e pode atingir um peso máximo à descolagem superior a 11 toneladas. Apesar do sucesso do voo, a Heart Aerospace não pretende comercializar uma aeronave totalmente eléctrica deste tipo. As limitações actuais das baterias continuam a restringir estes aviões a distâncias relativamente curtas, normalmente entre 160 e 320 quilómetros, o que penaliza o seu uso comercial.


Em vez disso, os testes do X1 e do futuro X2 vão servir para desenvolver o ES-30, um avião regional híbrido-eléctrico com capacidade para 30 passageiros. O modelo combinará dois motores eléctricos com dois motores turboprop alimentados a combustível de aviação, permitindo até 200 quilómetros em modo totalmente eléctrico e cerca de 800 quilómetros em modo híbrido.

A Heart Aerospace espera iniciar os testes de voo do ES-30 em 2028 e obter certificação para começar operações comerciais em 2031. A United Airlines já se comprometeu a comprar 100 unidades e outras companhias, como a Air Canada e Mesa Air Group, também investiram no projecto. Segundo a empresa, o ES-30 poderá reduzir em mais de 40% os custos operacionais das companhias aéreas nas rotas regionais, tornando a tecnologia especialmente interessante numa altura em que os preços do combustível têm atingido preços elevados.

№ 04

Token Monitor mostra tokens AI disponíveis

O Token Monitor é um projecto no Kickstarter que disponibiliza um pequeno ecrã que mostra os tokens disponíveis nos serviços AI.

Com o uso cada vez mais frequente de serviços AI, surgiu aquilo que se pode designar por "token anxiety" referente aos tokens que se vão gastando e se podem aproximar do limite de uso. Foi isso que levou à criação deste Token Monitor, um pequeno touchscreen acompanhado por um ESP32-S3, para acompanhar, em tempo real, a utilização de assistentes de programaçãoAI. O dispositivo inclui um touchscreen IPS de 4" com resolução 480 × 480, conectividade WiFi e Bluetooth, alimentação por USB-C, e suporte opcional para bateria.

O Token Monitor mostra informações como o consumo de quotas, número de tokens utilizados, limites de sessão, tempo até ao reinício das quotas e estimativas de custos. Os dados são obtidos através de um serviço local open-source, que comunica de forma segura com o dispositivo. Todas as credenciais são mantidas no computador do utilizador, sem enviar telemetria ou código para servidores externos.



O sistema é compatível com o Claude Code, Codex CLI e Antigravity CLI, além de suportar Model Context Protocol (MCP). Isto permite que assistentes AI façam tarefas como configurar o dispositivo, actualizar o firmware, alterar as credenciais WiFi ou consultar registos de diagnóstico directamente a partir da linha de comandos. O firmware utiliza a interface LVGL e permite ainda criar painéis personalizados com gráficos, tabelas e outros dados além do consumo de tokens.

O Token Monitor está actualmente em campanha no Kickstarter, com um objectivo de financiamento de 25.000 euros. As primeiras unidades têm um preço promocional de 99 euros, com o envio previsto para Novembro de 2026. O maior problema é que, para o público alvo a que se destina, muitos deles podem optar por usar um kit ESP32 com ecrã de 4", por menos de metade do preço, e criarem o seu próprio Token Monitor via "vibe coding".

№ 05

Tribunal francês chumba proibição das redes sociais a menores

Em França, os planos para proibir o acesso às redes sociais a menores de 15 anos vão ter que ser revistos.

O mais alto tribunal constitucional de França bloqueou a lei que pretendia impedir menores de 15 anos de criarem contas em redes sociais. A medida, apoiada pelo Presidente Emmanuel Macron, deveria entrar em vigor a 1 de Setembro e obrigaria as plataformas a implementar sistemas de verificação de idade. O Tribunal Constitucional considerou que a legislação violava de forma desproporcional a liberdade de expressão e comunicação.

O tribunal reconheceu que proteger crianças é um objectivo legítimo, mas concluiu que a solução escolhida não era adequada, necessária ou proporcional. Um dos principais problemas estava precisamente na verificação de idade: para impedir menores de aceder às plataformas, seria necessário que todos os utilizadores, incluindo adultos, comprovassem a sua idade. Os deputados não tinham definido regras suficientemente claras sobre a recolha e protecção desses dados.

A decisão representa um revés significativo para Macron, que pretendia transformar o modelo francês numa referência internacional. Outros países estão a estudar medidas semelhantes, incluindo o Reino Unido, Espanha, Grécia e Dinamarca, enquanto a Austrália já restringe o acesso às redes sociais a menores de 16 anos (com resultados duvidosos).

No entanto, a batalha ainda não terminou. O tribunal anulou apenas a parte da lei relativa à proibição para menores de 15 anos, mantendo outras medidas, incluindo a proibição de telemóveis nas escolas. Macron já pediu ao primeiro-ministro Sébastien Lecornu que reformule rapidamente a legislação para poder superar o actual bloqueio.

№ 06

BYD lança Yangwang U8L de 4 lugares

A BYD lançou na China o novo Yangwang U8L Premium Edition, com quatro bancos capitão, a partir de 186 mil euros.

A BYD apresenta a versão de luxo de 4 lugares do seu SUV híbrido plug-in topo de gama. O modelo Premium (Dingzang) arranca nos 1,458 milhões de yuans, cerca de 186 mil euros, e a submarca de luxo ultra da BYD classifica-o como "o SUV doméstico de 4 lugares topo de gama".

O novo modelo mede 5.400 mm de comprimento, 2.049 mm de largura e 1.921 mm de altura, com uma distância entre eixos de 3.250 mm. É praticamente do tamanho do Cadillac Escalade e do Mercedes-Maybach GLS 600.
Equipado com quatro motores eléctricos, um motor a gasolina de 2 litros, e uma bateria BYD Blade de 56,58 kWh, o Yangwang U8L de 4 lugares tem uma autonomia eléctrica pura de 230 km (ciclo CLTC) e uma autonomia combinada de 1.205 km. Traz também a tecnologia Flash Charging da BYD, que permite carregar a bateria de 10% a 70% em cinco minutos. Para uma carga completa de 10% a 97% bastam nove minutos.

O SUV topo de gama de 4 lugares vem equipado com o sistema de condução assistida God’s Eye A, que inclui um LiDAR montado no tejadilho e 40 conjuntos de sensores de alta precisão para assistência de navegação em todos os cenários.
No interior, o SUV topo de gama apresenta um habitáculo exclusivo em tons dourados. Três grandes ecrãs percorrem o tablier: um em frente ao condutor, um de infoentretenimento central e outro para o passageiro.

Os bancos de luxo exclusivos com sistema de gravidade zero incluem apoio de pernas eléctrico e função de massagem em 18 pontos. Para os passageiros traseiros, existe um ecrã de entretenimento de 21,4" que desce do teto.

A Yangwang vende veículos plug-in e eléctricos puros, incluindo o sedan U7, o SUV U8, e o supercarro eléctrico U9. A BYD planeia lançar a marca Yangwang na Europa e no Reino Unido em 2027, para rivalizar com marcas premium como Ferrari, Porsche, Mercedes-Benz e Range Rover, marcando a entrada numa nova era que redefine o estatuto tradicionalmente associado ao "carro chinês".

[Pela Estrada Fora]
№ 07

Mobilidade mais cara obriga portugueses a mudar hábitos

Os custos de circulação estão a alterar os hábitos dos portugueses, e a maioria espera mudar para um carro eléctrico nos próximos anos.

Nove em cada dez portugueses sentem que deslocar-se ficou mais caro nos últimos dois anos. É uma das conclusões do estudo sobre Mobilidade e Transportes da ConsumerChoice, que traça o retrato de um país onde o automóvel continua a ser rei, mas onde os custos estão a forçar mudanças de comportamento.

O carro próprio domina as deslocações diárias de 68% dos inquiridos, enquanto apenas 16% recorre principalmente aos transportes públicos. Esta dependência do automóvel ajuda a perceber porque é que os custos com combustíveis pesam tanto: 81% dos participantes aponta-os como um encargo significativo, seguidos pelos seguros automóveis (48%) e pela manutenção dos veículos (43%).

Face a este cenário, 77% dos portugueses já alterou os seus hábitos de deslocação. As estratégias mais comuns passam por reduzir a utilização do automóvel (47%), cortar nas viagens não essenciais (34%) e recorrer mais aos transportes públicos ou simplesmente ir a pé (31% em ambos os casos). A questão ambiental começa também a pesar nas decisões. Cerca de 73% dos participantes admite que a sustentabilidade influencia, pelo menos ocasionalmente, as suas escolhas de mobilidade, e 80% acredita que os portugueses estão a adoptar comportamentos progressivamente mais sustentáveis nesta área.

O interesse pelos veículos eléctricos é crescente, ainda que a adopção efectiva seja ainda limitada: apenas 25% dos inquiridos possui actualmente um veículo electrificado. No entanto, 65% pondera comprar um carro eléctrico nos próximos anos. As vantagens reconhecidas são claras: menor impacto ambiental (68%) e redução dos custos de utilização (64%). O grande travão continua a ser o preço de aquisição, apontado por 70% como o principal obstáculo, seguido pelas dúvidas sobre a durabilidade das baterias (36%) e o tempo de carregamento (35%). Quanto à rede de carregamento, apenas 15% considera que Portugal tem hoje uma infraestrutura adequada, e 55% entende que esta responde apenas de forma parcial às necessidades existentes.
A forma como os portugueses compram ou utilizam automóveis também está a mudar, ainda que de forma gradual. A compra tradicional mantém-se dominante, escolhida por 62% dos inquiridos, mas soluções como o renting (7%) e o leasing (5%) começam a ganhar terreno. A previsibilidade dos custos é o argumento mais valorizado neste contexto, citado por 54% dos participantes.

Os transportes públicos continuam a enfrentar dificuldades que afastam os utilizadores. Quarenta e um por cento dos inquiridos raramente os usa, e os motivos são conhecidos: atrasos (57%), lotação excessiva e frequência insuficiente (41% em ambos os casos). A isto acresce uma assimetria geográfica flagrante: 95% dos participantes considera que existe uma diferença significativa entre a oferta nas grandes cidades e nas regiões do interior. Essa realidade traduz-se numa dependência muito maior do automóvel fora dos centros urbanos: enquanto 22% dos residentes em áreas urbanas acredita que não conseguiria manter o seu estilo de vida sem carro próprio, esse valor sobe para 55% entre quem vive em zonas rurais ou de baixa densidade populacional. Para inverter esta situação, os portugueses pedem preços mais competitivos (49%), maior frequência dos serviços (48%), mais pontualidade (39%) e melhor cobertura geográfica (37%).

Apesar dos constrangimentos actuais, o optimismo em relação ao futuro prevalece: 69% dos consumidores acredita que a mobilidade em Portugal estará melhor na próxima década. As principais tendências apontadas são a eletrificação dos veículos (77%), a evolução dos transportes públicos inteligentes (38%), a condução autónoma (25%) e a micromobilidade, incluindo bicicletas e trotinetes (25%).

O estudo foi respondido por 750 portugueses, com uma distribuição de 55% de participantes do sexo masculino e 45% do feminino. A faixa etária dos 45 aos 54 anos é a mais representada, com 25% dos inquiridos. Em termos geográficos, a Grande Lisboa concentra 35% dos participantes, seguida pelo Centro do país (23%), pelo Norte (19%) e pelo Grande Porto (16%).


[Pela Estrada Fora]
№ 08

Falha em CPUs AMD antigos dá total acesso

Uma simples instrução é tudo o que é necessário para obter acesso a memória protegida e elementos de segurança nos CPUs AMD 15h e 16h.

Uma nova vulnerabilidade em processadores AMD antigos permite obter acesso a áreas de memória que deveriam estar protegidas, incluindo componentes críticos como o Platform Security Processor (PSP), o System Management Mode (SMM) e memória utilizada para microcode. O exploit, chamado Skitter Creek Bath Salts (Skitter), foi descoberto pelo investigador Christopher Domas e afecta processadores AMD das famílias 15h e 16h, lançados entre 2011 e 2015.

A técnica explora uma configuração chamada BankSwizzleMode, responsável pela forma como o controlador de memória distribui os dados pela DRAM. Uma simples instrução consegue alterar esta configuração, permitindo aos investigadores descobrir como a memória visível pelo sistema operativo corresponde à memória física. Com esse mapa, torna-se possível direccionar leituras e escritas para regiões que normalmente estão fora do alcance do sistema operativo.

New exploit: “xor dword [0xf80c2094], 1<<22”

Unlocks CPU microcode, the platform security processor, system management mode, and every internal processor register, all at once, on 100 million AMD CPUs. As far as I can tell can’t be fixed.https://t.co/sgAfneFSsf pic.twitter.com/kDhhdXtfYL

— domas (@xoreaxeaxeax) August 13, 2026
O resultado é um nível de acesso extremamente elevado. Um atacante pode, em determinadas circunstâncias, aceder a código e dados associados ao PSP, onde são executadas funções de segurança como o fTPM, além de componentes do SMM e microcode. Isto significa que, depois de ultrapassadas as protecções, seria possível manipular partes fundamentais do funcionamento do processador que normalmente estão isoladas até mesmo do sistema operativo.

Existe, contudo, uma limitação importante: o exploit exige acesso ao kernel e execução com direitos de administrador. Por outro lado, os processadores afectados já estão fora do período de suporte, pelo que não deverá existir uma correcção oficial da AMD para os sistemas vulneráveis.

№ 09

Voyah Passion S faz loop em túnel

Na China, a Voyah recriou a manobra de fazer um loop num túnel com o Voyah Passion S, ao estilo do que a Mercedes fez há mais de 15 anos.

O Voyah Passion S conseguiu completar uma manobra de 360 graus dentro de um túnel, recriando o famoso desafio associado ao Mercedes-Benz SLS AMG e Michael Schumacher. Para tal foi necessário que o veículo atingisse cerca de 130 km/h antes de entrar na parede curva com um ângulo de direção de aproximadamente 16 graus. A força centrífuga permitiu manter o carro preso à superfície durante a rotação completa.

A Voyah destaca que a manobra foi particularmente exigente devido às dimensões e ao peso do Passion S, muito superiores aos de um supercarro como o SLS AMG da Mercedes. O veículo manteve ainda a bateria completa e todo o hardware de condução inteligente. O sistema dual-motor com tracção integral produz 475 kW, equivalentes a 637 cv, e 765 Nm de binário, com um plataforma eléctrica de 800 V.



Já antevendo que muitos acusassem a manobra de ser um vídeo falso, a marca assegura que o vídeo foi gravado com um veículo real de produção normal, sem modificações especiais ou efeitos digitais. Uma garantia que não é ajudada pelo facto da marca publicar um vídeo cheio de cortes e edições, onde não se pode ver uma sequência completa do início ao fim. Ainda assim, um olhar mais atento revela que já exisistiam marcas de pneus no tecto do túnel, revelando que foram feitas várias tentativas.



Algo que posteriormente ficou validado com um vídeo que aparentemente mostra uma tentativa falhada anterior (ainda assim, também há quem acredite que o vídeo falhado tenha sido gerado por AI - é o sinal dos tempos em que vivemos).


Para a posteridade, o vídeo do Mercedes-Benz SLS AMG, que também tem a sua própria polémica apesar de ser da era pré-AI - em que há muitos que acreditam que a condução foi feita por um duplo e não pelo próprio Michael Schumacher.




Claro que, para os mais veteranos que tenham crescido a vibrar com as aventuras do Herbie no grande ecrã, esta manobra já era conhecida desde o filme Herbie Goes to Monte Carlo de 1977, onde também usa a mesma táctica (com a magia dos efeitos cinematográficos da altura) para ultrapassar os mauzões e vencer a prova. :)

№ 10

Falha no macOS Screen Share dá acesso sem password

Uma falha na partilha de ecrã do macOS permite que atacantes controlem o computador sem precisarem da password.

Uma vulnerabilidade grave no macOS está a ser utilizada em ataques. A falha, identificada como CVE-2026-65400, afecta a funcionalidade Screen Sharing e pode permitir que atacantes obtenham acesso remoto com privilégios elevados sem precisarem da password. Foram já observados casos em sistemas com a porta 5900 exposta à Internet, nos quais os atacantes conseguiram acesso root e instalaram miners de Monero.

O problema está relacionado com a forma como o macOS gere o estado das sessões de Screen Sharing, uma funcionalidade que permite controlar remotamente o ecrã, teclado e rato de um Mac. A Apple já lançou correcções para o macOS Tahoe, Sequoia e Sonoma, mas quem ainda não as tiver aplicado fica em risco para a vaga de ataques que tem estado a decorrer. O risco surge quando o Screen Sharing está activado e a porta TCP 5900 fica acessível a partir da Internet. Normalmente, a porta estará bloqueada pelos routers, mas quem tiver uma configuração de port forwarding para poder aceder ao seu Mac de fora de casa estará em risco.

Para reduzir o possibilidade de ataque, recomendação mais segura é desactivar o Screen Sharing quando não estiver a ser utilizado e instalar as actualizações de segurança da Apple. Adicionalmente, para quem precisar de acesso remoto, será preferível explorar o uso de uma VPN ou SSH tunneling para não deixar o serviço exposto directamente na internet. Embora os ataques observados até agora tenham sido usados para instalar miners de Monero, a mesma vulnerabilidade poderá ser aproveitada para instalar malware capaz de roubar credenciais ou realizar outras acções maliciosas.

№ 11

Gemini perde watermark visível

Os utilizadores podem agora criar e editar imagens no Gemini e demais ferramentas AI da Google sem watermark visível.

A Google começou a disponibilizar uma nova opção no Gemini que permite remover a marca visível das criações AI. A funcionalidade chama-se Media Watermark e pode ser encontrada nas definições do Gemini, onde os utilizadores passam a poder escolher entre manter ou desactivar a marca visível.

Ao deixar a opção activa, as imagens, vídeos e músicas criados pelo Gemini continuam a apresentar a habitual marca visível. Quando desactivada, a marca desaparece do conteúdo final, oferecendo aos utilizadores maior controlo sobre a apresentação das suas criações.

Rolling out over the next few days, you can decide if your image, video, and music creations made with Gemini will have visible watermarks. Invisible SynthID watermarks and C2PA metadata will always stay embedded in the background.

Simply go to your settings and toggle “Show… https://t.co/b0tHkwnFBU

— Google Gemini (@GeminiApp) August 14, 2026
Note-se que, apesar de ser removida a marca visível, a Google mantém os marcadores invisíveis SynthID, bem como os metadados C2PA, que permitem continuar a identificar a origem do conteúdo como sendo AI.

A opção surge em resposta aos pedidos dos utilizadores, que se queixavam da marca intrusiva até quando se usava planos pagos - ao ponto de rapidamente terem surgido serviços especializados na remoção destas marcas, que agora deixam de ser necessários.

№ 12

Xiaomi trocou sol por lua durante o eclipse

Durante o eclipse solar de 12 de Agosto, alguns Xiaomi trocaram o sol pela lua devido ao processamento que fazem das fotografias.

O recente eclipse solar voltou a reacender a questão sobre o processamento excessivo nas câmaras dos smartphones. Num comparativo entre vários smartphones, houve um modelo que se destacou, mas não pelos melhores motivos.

Enquanto a maioria dos resultados das fotos captadas com smartphones da Google, Samsung, e Oppo, acabava por ser apenas uma questão de preferência pessoal, a foto captada por um modelo da Xiaomi acabou por se tornar no centro das atenções. Isto porque, em vez do sol, o resultado da foto foi a transformação do Sol em Lua!


Isto é algo que tem sido criticado há anos, e que certamente continuará a ser tema de conversa à medida que os fabricantes forem investindo cada vez mais em processamento "AI" nas fotos como forma de dizerem que as câmaras dos seus smartphones são melhores que as dos concorrentes.

No entanto, parece ficar demonstrado que há limites que não devem ser ultrapassados. Será legítimo que os fabricantes tirem todo o partido da "fotografia computacional" para obterem a fotografia final com o máximo de qualidade que é possível extrair de um sensor de imagem, incluindo coisas como combinação de múltiplas exposições e até aproveitando processamento de outros sensores como os sensores de movimento para efectuarem as devidas correcções no processamento. No entanto, há que deixar bem claro que não se deve tolerar processamento que passe a adicionar elementos externos que não provêem do sensor, que isso seja a imagem de uma lua detalhada (ou de dentes aplicados em bebés).

Haverá algo mais frustrante do que querer tirar uma foto a algo que se está a ver, e o resultado ser algo completamente inventado/alucinado pela câmara?

№ 13

Google lança Gemini 3.7 Flash

Pressionada pela ausência do modelo Pro, a Google lança novo modelo económico e rápido, o Gemini 3.7 Flash.

A Google lançou o Gemini 3.7 Flash, apenas três semanas depois da chegada do 3.6 Flash, prometendo melhorias significativas sobretudo na programação e em tarefas executadas por agentes AI. O novo modelo é apresentado como uma ferramenta de trabalho mais eficiente, desenvolvido com base em optimizações internas e feedback de developers.

Segundo a Google, o desempenho em programação melhorou consideravelmente. No benchmark FrontierCode 1.1 Main, o Gemini 3.7 Flash passou de 34.4% para 43.6%, enquanto no DeepSWE v1.1 subiu de 49% para 65.3%. O modelo também obteve melhores resultados no WebDev Arena, passando de 1538 para 1588 pontos.
As melhorias estendem-se a tarefas mais complexas. No benchmark GDP.pdf, que avalia a capacidade de processar documentos complexos, o resultado subiu de 22% para 34%. Já no AutomationBench, focado na execução de workflows empresariais, o Gemini 3.7 Flash alcançou 30.4%, contra 17% no modelo anterior.

A Google também está a apostar num preço mais baixo para atrair developers. Até ao final do ano, o Gemini 3.7 Flash terá um preço promocional de 0.75 dólares por milhão de tokens de entrada e 3.75 dólares por milhão de tokens de saída, metade do custo do 3.6 Flash. O modelo já está disponível através da Gemini API, AI Studio e Gemini Enterprise, mas os utilizadores individuais só têm acesso através do agente Gemini Spark com subscrições AI Pro ou Ultra; o chatbot normal continua a utilizar o Gemini 3.6 Flash.

E claro, tudo isto não faz desaparecer as perguntas sobre o estado do modelo Pro - cujos rumores dizem que terá sido cancelado por não estar à altura da concorrência, levando a Google a passar directamente para a geração seguinte.


№ 14

Etiqueta na estrada: o que muda de país para país

Reclamar um lugar de estacionamento com os piscas, buzinar à porta de um amigo em vez de tocar à campainha ou piscar as luzes para avisar de um radar são hábitos tão naturais em Portugal que raramente os questionamos. Mas o que parece óbvio por cá pode ser interpretado de forma completamente diferente em Helsínquia, Bucareste ou Londres, e um estudo da carVertical revela que quase metade dos condutores reconhece que o desconhecimento da cultura de condução local pode criar situações perigosas na estrada.

O estudo indica que 47% dos condutores identificam a falta de conhecimento da cultura de condução local como um fator que pode gerar situações perigosas, e 33% vão mais longe, considerando que esse desconhecimento pode mesmo causar situações de risco efectivo. Apenas 10,9% dos inquiridos acham que não há perigo nenhum, e 8,5% não têm a certeza. São números que fazem pensar, especialmente para quem planeia fazer estrada pelo estrangeiro durante o verão.

Um dos exemplos mais ilustrativos é o sinal de máximos. Usado em quase toda a Europa para avisar de radares, acidentes ou obstáculos na estrada, o seu significado varia bastante consoante o país. Na Roménia, piscar as luzes é quase uma linguagem própria: pode ser um cumprimento entre colegas de profissão, como camionistas ou taxistas, um sinal de admiração perante um carro raro, ou, se for longo e agressivo, um insulto directo a quem se meteu à frente de forma brusca. No Reino Unido, pelo contrário, o mesmo gesto é quase exclusivamente um sinal de cortesia e cooperação. Na Lapónia finlandesa, fazer sinal de luzes a um veículo que se aproxima pode simplesmente significar “atenção, há veados na estrada”.
A buzina é outro sinal com interpretações radicalmente diferentes. Em muitos países, está reservada para situações de perigo imediato ou para expressar impaciência. Mas nas zonas rurais da Croácia, Roménia e França, uma buzinadela suave pode ser apenas um cumprimento a um vizinho. Em Espanha, buzina-se para reconhecer amigos ou familiares na estrada. Em França e Portugal, é completamente normal buzinar à chegada a casa de alguém, em vez de tocar à campainha. A Itália é talvez o caso mais curioso: no norte do país, buzinar é mal visto, enquanto no sul faz parte da comunicação diária na estrada.

Há, no entanto, alguns sinais que funcionam de forma universal. As luzes intermitentes de perigo são usadas para mostrar gratidão na Lituânia, Polónia, Eslováquia, Chéquia, Roménia, Croácia e noutros países da Europa Central e de Leste. Uma mão erguida é um sinal de agradecimento reconhecido em todo o continente. Uma fila de carros decorados a circular pela cidade com buzinadelas prolongadas e em alto volume só pode significar uma coisa: casamento. Esta situação é universalmente aceite e não é considerada agressiva na Chéquia, Eslováquia, Sérvia, Hungria, Polónia, Roménia, Lituânia e Letónia. Em Portugal, Espanha, Itália e Roménia, a buzina é também usada para celebrar vitórias desportivas ou durante manifestações públicas. Nem tudo é, porém, inofensivo: em Itália, alertar sobre a presença policial com sinais de luzes é estritamente proibido por lei.

A nível do cumprimento dos limites de velocidade, as coisa também variam. Na Bélgica, Chéquia, Eslováquia, Lituânia e Letónia está praticamente implícito que se pode conduzir ligeiramente acima do limite de velocidade, algo ajudado às coimas de baixo valor e às tolerâncias dos radares. Já na Escandinávia, a mais ligeira violação do limite representa uma multa pesada.

O estudo mostra ainda que os condutores conhecem bem as regras não escritas do seu próprio país, com 60% dos inquiridos a afirmar isso mesmo. Mas essa confiança dissolve-se quando viajam para o estrangeiro, com cerca de dois terços a admitir que encontram hábitos de condução pouco familiares com alguma frequência. Para quem parte de férias este verão, a recomendação é clara: antes de pesquisar as tarifas das portagens, vale a pena perceber também como se comunica na estrada no país de destino.


[Pela Estrada Fora]
№ 15

Google tem que facilitar acesso a app stores alternativas

Nos EUA a Google foi obrigada a permitir o acesso a lojas de apps alternativas na Play Store, mas vai ter que deixar de dificultar o processo.

Muitas pessoas consideram a Google e a Apple completamente diferentes, mas há coisas em que ambas as empresas são bastante semelhantes - como no que diz respeito ao controlo das app stores respectivas. Um juiz federal dos EUA ordenou à Google que simplifique o processo de instalação de lojas de apps concorrentes através da Play Store. A decisão considera que os vários ecrãs de aviso, confirmações, e passos adicionais apresentados aos utilizadores criam uma forma de "fricção anticoncorrencial"que desincentiva a instalação de lojas alternativas.

Durante uma audiência relacionada com o processo antitrust entre a Epic Games e a Google, foi demonstrado que instalar uma loja de apps concorrente pode exigir vários passos desnecessários. Num dos exemplos, além de ter que superar vários avisos de segurança e confirmações, o utilizador chega ao cúmulo de ter primeiro que tocar em "view" antes sequer de aparecer a opção "install".
O juiz James Donato considerou este processo inaceitável e ordenou à Google que elimine estas barreiras, tornando a instalação de uma loja alternativa tão simples quanto a instalação de qualquer outra app Android. A empresa terá uma semana para implementar as alterações.

Pelo seu lado, a Google justifica os avisos como sendo "importantes para proteger os utilizadores" contra apps potencialmente perigosas, mas a decisão surge num contexto de crescente pressão sobre o controlo que a empresa exerce no ecossistema Android. Embora o sistema permita lojas de terceiros e sideloading há mais de uma década, o tribunal entende que a desculpa da segurança não pode ser utilizadas para criar obstáculos que protejam a posição dominante da Google. Só é pena que, nos EUA, pareçam esquecer-se que estas mesmas medidas também se deveriam aplicar à Apple, que se tem mantido a salvo desta abertura a app stores concorrentes - embora já tenha perdido a batalha contra pagamentos externos.

№ 16

Suno lança Studio 2.0

O Suno lançou o novo Studio 2.0, que coloca um estúdio de edição musical ainda mais capaz no browser.

Numa altura em que continua a enfrentar processos de direitos de autor de alguns estúdios, e implementando medidas que angustiam os utilizadores (como o limite de downloads), o Suno tenta seguir em frente com nova versão do seu estúdio online.

O novo Studio 2.0 é uma grande actualização da sua plataforma de criação musical com IA, pensada para dar aos artistas maior controlo sobre o processo de produção. A nova versão aproxima o Studio de um DAW tradicional, permitindo trabalhar directamente com MIDI, áudio, efeitos, e automação, em vez de depender apenas de prompts de texto para gerar música. Uma das principais novidades é o suporte para MIDI, que permite importar, gravar e editar clips directamente na timeline. Os utilizadores podem também criar sons com um novo wavetable synth e até utilizar clips MIDI como prompts para gerar novo áudio. Quem não tiver um MIDI controller pode tocar notas através do teclado do computador.


O Studio 2.0 inclui ainda uma nova ferramenta "advanced stem separation", capaz de separar músicas em diferentes componentes com elevada qualidade de áudio, incluindo ficheiros importados de fora da Suno. A plataforma também recebeu efeitos de áudio e a possibilidade de criar plugins personalizados através de um chat integrado. A nova função Automation permite desenhar curvas para controlar parâmetros de faixas e plugins ao longo do tempo.

Para tornar o processo mais rápido, a Suno também adicionou uma Chat bar em beta que funciona como um colaborador virtual, capaz de criar instrumentos e vocais, desenvolver plugins e organizar uma sessão. Os assinantes Premier passam ainda a ter exportação ilimitada de multitracks e stems em 32-bit/48kHz.

É uma boa melhoria para o Suno que, por outro lado, também vai enfrentando modelos AI open-weight de geração de música, que podem correr localmente em qualquer computador, e com qualidade que se vai aproximando da que o Suno permite - como o recém-lançado MiniMax Music3.

№ 17

Windows 11 desde €21 e Office a €15 na CdKeysales

O Windows 11 está a receber atualizações interessantes, e tudo se resume a tornar o teu PC mais rápido e agradável de usar. A atualização de agosto de 2026 traz um Low Latency Profile expandido que dá um boost de velocidade - as apps abrem mais depressa e tudo parece mais imediato. Nos últimos meses também se ganhou o suporte para Shared Audio para que várias pessoas possam ouvir o mesmo stream de áudio Bluetooth ao mesmo tempo, além de suporte Multi-App Camera que permite que diferentes programas usem a câmara de forma fluida sem conflitos. O Search também está mais rápido e inteligente, finalmente encontrando coisas mesmo que se escrevam alguns erros no nome das coisas, e o point-in-time restore permite uma recuperação fácil em caso de problemas. Ideal para quem depende diariamente de ferramentas como o MS Office 2024 e Office 2024 LTSC.

No geral, a Microsoft tem-se concentrado em ajustes de performance, fiabilidade e aqueles pequenos detalhes de qualidade que tornam o uso diário mais suave. É o resultado de ouvir o feedback dos utilizadores e a entregar um Windows mais moderno, eficiente e sem complicações.


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Windows

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O processo de compra é bastante simples, bastando ir adicionando os produtos pretendidos ao carrinho de compras, e inserir o código de desconto no campo respectivo antes de prosseguir para o checkout.
Como activar o código de desconto AB30
Depois de adicionado ao carrinho (botão Comprar Agora), antes de confirmar a encomenda, deverá inserir o código AB30 na caixa "Código de promoção" e clicar em "Aplicar".

É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional em todas as compras online - e temos à disposição o serviço de suporte via live chat no site ou através do email [email protected].


Como activar a licença do Windows 10 / 11
Para activar a licença do Windows 10 ou Windows 11, basta aceder às configurações do Windows e, na secção "Ativação" clicar no botão "Alterar chave do produto". Surgirá uma janela onde se pode inserir o código de activação do Windows que acabou de adquirir.
Ao concluir, será apresentada uma mensagem informando que a licença está activa e validada.
É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional.

Não se esqueçam que no caso dos Windows e Office, o download continuará a ser feito do site da Microsoft, com a compra a disponibilizar apenas as chaves para activar os produtos:

[Artigo patrocinado por Mediamz]


№ 18

MiniMax Music3 aproxima-se do Suno

A MiniMax está imparável, e lança novo modelo open-source para geração de música que se aproxima bastante do Suno.

A MiniMax tem estado na boca do mundo devido ao seu modelo de geração de vídeo MiniMax H3, que permite gerar vídeos AI em hardware relativamente modesto (até mesmo em placas com 12GB VRAM) e, para não dar descanso, lança agora um modelo dedicado à geração de música, o MiniMax Music3.

Este modelo open-weight corre em hardware bastante modesto, e pode ser reduzido para menos de 2GB VRAM usando modelos quantized. Numa placa moderna da geração RTX 50xx consegue gerar músicas de forma rápida: uma música de 3 minutos demorará esse mesmo tempo ser a ser gerada; mas sendo possível que rapidamente surjam optimizações que melhorem esse tempo.
Há uma página de demonstrações com inúmeros estilos e variante, para se poder apreciar as suas capacidades sonoras e vocais. Podem usa-lo no ComfyUI, entre outros.

Numa comparação rápida, o Music3 parece superar o ACEstep 1.5 XL. A maior diferença a nível de uso é que, ao contrário do Suno, em que basta uma descrição curta e rápida do estilo musical, o Music3 privilegia longas descrições quanto ao estilo de texto, idealmente com 500 ou 600 palavras (podem espreitar nas músicas de demonstração para ficarem com uma ideia) - algo que fica facilitado com a existência de um assistente AI que ajuda a converter uma descrição simples numa descrição mais complexa adequada a este modelo.

№ 19

Instagram com novo logo

O Instagram apresentou o seu novo logotipo, e nem todos estão contentes.

Já sabemos que é praticamente impossível agradar a todos sempre que se faz alguma alteração visualmente significativa, e o Instagram não é excepção. A plataforma da Meta apresentou o seu novo logo, que diz ser mais "limpo" e "moderno", mas obviamente que as críticas não se fizeram esperar.

Os críticos dizem que o novo logo se parece com um design "AI slop" como o que se tem popularizado com as ferramentas AI, numa amálgama de tipos de letra diferentes que não resulta - embora o Instagram tente explicar que os diferentes tipos tentam prestar homenagem à história do Instagram e dos seus logos anteriores.
[o logo anterior do Instagram]

Do meu lado, embora não seja particulamente fã deste novo logo, também não me choca. Mais importante, já passei por alterações de design suficientes para saber que aquilo que inicialmente se estranha acaba por se "entranhar", basta dar tempo suficiente.

Como tal, será inevitável que esta discussão actual acabe por se desvanecer com o tempo, e o novo logo do Instagram passe a ser a forma como os utilizadores vêem o Instagram... até à próxima alteração.

№ 20

Google Assistant dá lugar ao Gemini em Setembro

A partir de Setembro os utilizadores Android começam a despedir-se do Google Assistant e dizer olá ao Gemini.

A Google começou a informar os utilizadores Android da data em que o Google Assistant começará a desaparecer dos smartphones. Segundo os emails enviados pela empresa, a transição terá início a 4 de Setembro, marcando a fase final do processo de mudança para o Gemini como assistente predefinido.

Esta mudança será feita de forma gradual ao longo de várias semanas. Depois de concluída em cada dispositivo, os utilizadores deixarão de poder utilizar ou voltar ao Google Assistant. A partir daí, comandos como "Hey Google" ou o pressionar prolongado do botão de energia passarão a abrir automaticamente o Gemini. A transição não se limita aos smartphones. A Google confirmou que o Gemini também passará a ser o assistente utilizado em dispositivos associados, como smartwatches com Wear OS, auscultadores compatíveis e outros acessórios ligados ao telemóvel. A Google refere que o Gemini já suporta a maioria das funcionalidades do Google Assistant e oferece uma experiência de conversação mais natural - embora seja inevitável que algumas coisas possam permanecer em falta e obriguem alguns utilizadores a mudarem os seus hábitos.

Os dispositivos que não cumpram os requisitos mínimos para executar o Gemini ou que estejam em regiões onde o serviço ainda não é suportado poderão continuar a utilizar o Google Assistant durante mais algum tempo. No entanto, a Google mantém o plano de concluir a substituição do assistente clássico em todo o ecossistema Android até ao final do ano, entrando em 2027 com o Gemini em pleno.