PlanetGeek
№ 01

Apple prepara certificação de fotos autênticas nos iPhones

No próximo iOS 27 a Apple deverá lançar um modo que procura assegurar a autenticidade de uma foto captada com um iPhone.

Numa era em que se torna impossível diferenciar uma imagem gerada por AI de uma foto real, a Apple está a preparar uma nova funcionalidade no iOS 27 que poderá ajudar a provar se uma fotografia foi realmente captada por um iPhone. Chamada "Apple Reference Image", o sistema foi descoberto na versão beta 5 do iOS 27. A ideia é combater a crescente dificuldade em distinguir fotografias reais de imagens geradas ou manipuladas por inteligência artificial.

A funcionalidade deverá incluir um novo modo na aplicação Câmara. Quando activado, este modo adiciona dados de proveniência aos metadados da fotografia, permitindo posteriormente verificar a sua autenticidade. Para confirmar uma imagem, o utilizador poderá tocar no selo "Reference", iniciando um complexo processo que utiliza informações específicas do sensor da câmara e do hardware do iPhone. A verificação será realizada através do Private Cloud Compute da Apple. O sistema analisa os dados do sensor, o momento da captura e identificadores únicos do hardware para determinar se a fotografia foi realmente captada pelo dispositivo.

On one hand, in the age of AI generated fake imagery, somehow establishing image provenance through a technique like this is one of the few remaining ways to fight AI slop…

… on the other hand, well, it was nice knowing you, Privacy 🫠 https://t.co/ra2c2TKpc8

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) August 11, 2026
A Apple diz que nunca tem acesso à fotografia original durante todo este processo para garantir a privacidade; por outro lado, o sistema pode recusar a certificação no caso de sensores "comprometidos" (como troca de câmaras em reparadores não oficiais).

A tecnologia parece especialmente pensada para fotógrafos profissionais, jornalistas e outras pessoas que precisam de comprovar a origem de uma imagem. A documentação também menciona fotografias e vídeos, pelo que o sistema poderá vir a suportar ambos. A abordagem é semelhante ao C2PA Content Credentials já utilizado em câmaras de fabricantes como a Leica, Sony e Nikon, bem como pela Google em alguns dispositivos Pixel. Pelo menos, por agora parece ser algo que será inteiramente opcional, evitando a polémica de ser algo que poderia ser utilizado para perseguir utilizadores e reduzir a sua privacidade.

№ 02

Claude faz batota para obter reserva num ginásio

Um insólito caso resultou num agente AI a fazer batota para conseguir uma reserva num ginásio para o seu utilizador.

Depois dos casos dos agentes AI a saírem para o mundo real durante testes de segurança, temos agora novo caso bem real que revela o tipo de coisas que se tornará comum com a proliferação dos agentes AI pessoais.

Na Austrália, um utilizador revelou que um agente AI descobriu e tirou partido de uma falha no sistema de reservas de um ginásio para conseguir uma melhor posição numa lista de espera. O agente (Claude) utilizado pelo programador Andrew Bird através do OpenClaw, tinha como objectivo conseguir uma vaga numa aula popular. Depois de o colocar no quarto lugar da lista de espera, encontrou uma falha no sistema de reservas que não verificava correctamente as autorizações ao cancelar marcações. O agente testou a vulnerabilidade ao cancelar a reserva do primeiro utilizador da lista, para colocar Bird numa posição melhor.
O mais preocupante é que o agente não estava a utilizar um modelo experimental de última geração. Bird revelou que estava a usar o Claude Opus 4.6, um modelo já "antigo" lançado em Fevereiro. Depois de perceber o que tinha acontecido, Bird pediu ao agente para corrigir a situação, mas o sistema disse que já não era possível repor a reserva que tinha sido eliminada, e acabou por preparar um email a comunicar a falha ao ginásio.

O episódio será certamente mais um a ser usado como exemplo para os riscos de utilização dos agentes AI. Se/quando estes sistemas forem utilizados para tratar de reservas de voos, bilhetes para concertos, restaurantes ou outros serviços com vagas limitadas, poderão começar a explorar vulnerabilidades para ultrapassar filas e restrições. Algo que muitas pessoas até podem ver como uma coisa positiva... até se dar o caso do "agente do vizinho" ser mais capaz que o próprio agente, e se ficar penalizado.

№ 03

uBlock Origin desiste de lutar contra o Facebook

Os responsáveis do uBlock Origin dão-se por derrotados contra as técnicas utilizadas pelo Facebook para contornar o bloqueio de publicidade.

A equipa do uBlock Origin desistiu de manter activamente os filtros para bloquear publicidade no Facebook, reconhecendo que que já não conseguem acompanhar o rápido ritmo das alterações feitas pela plataforma. A equipa descreve o Facebook como um "nojento site anti-utilizador" e diz que a luta constante para contornar os sistemas de detecção de ad blockers se tornou insustentável.

A razão principal está na diferença de recursos. O uBlock Origin é desenvolvido por uma pequena equipa de voluntários, enquanto o Facebook dispõe de enormes equipas de engenharia para alterar continuamente o código e encontrar novas formas de esconder anúncios. A partir de agora, os programadores do uBlock Origin deixam de perseguir cada nova técnica utilizada pela plataforma, deixando os utilizadores à total mercê das tácticas da Meta.
Isto não significa que os anúncios vão aparecer imediatamente para todos. Os filtros existentes continuarão a funcionar enquanto o Facebook não introduzir alterações que os contornem. Quando isso acontecer, os anúncios poderão voltar a aparecer, já que não haverá necessariamente uma nova actualização do uBlock Origin para bloquear essas alterações. Além disso, continuam a existir outras extensões que se focam na limpeza de sites (FB Purity, Social Fixer, Clean My Feeds), que poderão ser uma alternativa; assim como o uso de browsers com adblockers integrados, como o Brave, que podem continuar a dar a uma ajuda.

Pelo lado positivo, ao fazer com que os utilizadores tenham que ver a totalidade das tácticas abusivas do FB, pode ser que mais utilizadores cheguem à conclusão de que não vale a pena. A última vez que tentei abrir a app do Facebook, bloqueou-me o scroll de forma quase imediata, dizendo que era uma "pausa para ver publicidade", o que foi remédio santo para encerrar imediatamente a app e nunca mais ter vontade de a abrir.

№ 04

CMF by Nothing Watch 3 Pro a €63

O Watch 3 Pro da CMF, marca económica da Nothing, já está disponível.

Os fãs Nothing continuam a poder optar pelos produtos da sua marca CMF para dispositivos mais económicos, e no caso dos smartwatches isso traduz-se no seu mais recente wearable.

O Watch 3 Pro vem com ecrã AMOLED circular de 1.43", com mais de 120 mostradores disponíveis. A moldura do relógio pode ser substituída pelos utilizadores tal como as braceletes de 22 mm, para criar uma infinidade de estilos diferentes. Pode fazer o tracking de todo o tipo de parâmetros habituais, como frequência cardíaca, nível de oxigénio no sangue, sleep tracking, mais de 120 actividades físicas, sleep tracking, fazer telefonemas, e tem GPS.
O CMF Watch Pro 3 está disponível por 63 euros na Amazon Espanha.

Se quiserem combinar com o resto da família para ficarem com o conjunto completo, podem também optar pelo Nothing Phone 3 e pelos CMF Buds Pro 2 - ou aguardarem pela nova geração.

Este smartwatch tem protecção IP68 para uso despreocupado em todo o tipo de ambientes, e a Nothing promete que a sua bateria é suficiente para lhe dar uma autonomia de até 13 dias de uso típico - mas que se podem reduzir para 4.5 dias em uso intensivo com o ecrã always-on ligado.


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№ 05

Google dá volta de 180° no icon do Sheets

A Google parece ter feito um lapso cómico com o icon do Sheets, colocando-o de pernas para o ar - algo que agora corrigiu.

A Google parece ter reconhecido o erro na última remodelação do ícon do Sheets, rodando-o 180 graus para que passe a parecer-se mais com uma folha de cálculo. A alteração não muda as cores, formas ou elementos do ícone, consistindo apenas na rotação da sua orientação.

Na nova versão, as linhas na parte superior e esquerda representam melhor as colunas e linhas de uma folha de cálculo ao contrário do que acontecia anteriormente, tornando o design mais intuitivo.
A mudança faz parte da actualização visual que a Google tem vindo a aplicar aos ícones das suas aplicações, com formas mais arredondadas e gradientes de cor. Neste caso, porém, a alteração não consegue esconder que se trata de uma correção de um erro curioso que, de alguma forma, passou despercebido até ter chegado ao público.

A Google não comentou oficialmente o motivo da mudança, por isso não se sabe se a orientação anterior era mesmo um engano. De qualquer forma, o novo ícone cumpre melhor o objectivo, sendo subconscientemente mais fácil perceber que representa uma folha de cálculo.

№ 06

Claude com watermark nos textos

O Claude (e outros modelos AI) vão começar a incluir watermarks em todos os textos gerados, para identificar que foram gerados por AI.

Depois das watermarks nas imagens, também os textos gerados por modelos AI vão começar a incluir marcadores para identificar conteúdos gerados por AI. A Anthropic começou a incluir watermarks no texto gerado pelos modelos Claude a partir de 2 de Agosto de 2026. A medida pretende cumprir os requisitos de transparência previstos no EU AI Act.

Ao contrário do que acontece com as imagens, onde existem inúmeras formas de esconder estes marcadores de forma imperceptível, a sua aplicação no texto está a levantar mais questões. É que, embora a empresa assegure que os marcadores são "invisíveis" e não altera o texto, a própria definição de estar integrado no texto significa que a técnica terá que ser obviamente visível e afectar a escolha de palavras. A Anthropic diz que o sistema conseguirá detectar a origem do texto mesmo após copy-pastes e pequenas alterações no texto, e que, para quem lê o conteúdo, os marcadores são completamente imperceptíveis.

Prevê-se que, tal como aconteceu nas imagens, seja uma questão de tempo até que surjam ferramentas não oficiais para detectar e remover estes marcadores. Até lá, há que ter a noção de que mesmo um texto original escrito por um humano, que peça uma revisão a um modelo AI, se arrisque a ficar marcado como tendo sido gerado inteiramente por AI. Em suma, vai começar a ser cada vez mais complicado diferenciar entre textos humanos, AI, ou mistos.

№ 07

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €25

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 25 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 08

Google Search pode perder botão de pesquisa

O impacto da era "AI" é de tal ordem que a Google está a considerar retirar o botão de pesquisa da sua página principal.

Não é frequente a Google alterar significativamente a sua página principal de pesquisa, mas é isso que está a testar com uma versão da página inicial do Search que remove o tradicional botão "Google Search" e coloca as funcionalidades de inteligência artificial em destaque. A alteração está a ser disponibilizada a um pequeno grupo de utilizadores e substitui o botão por três atalhos: "Create images", "Ask about files" e "Brainstorm".

Cada opção dá acesso directo a uma ferramenta AI. O "Create images" permite gerar imagens com o Nano Banana, enquanto o "Ask about files" permite carregar ficheiros e fazer perguntas sobre o seu conteúdo. Já o "Brainstorm" inicia uma conversa com AI para explorar ideias ou discutir diferentes temas. O botão "I'm Feeling Lucky" continua disponível na nova interface.
Apesar da mudança visual, a pesquisa tradicional não desaparece. Um responsável pelo Google Search já confirmou que se trata de um teste e que a alteração dos botões não afecta o funcionamento principal do Search. Os utilizadores continuam a poder escrever uma pesquisa e carregar em Enter ou Return para obter os resultados habituais - algo que diz ser o método típico usado pela maioria dos utilizadores, que não se dá ao trabalho de clicar no botão.

A experiência mostra, no entanto, o destaque que a Google quer dar às suas ferramentas AI. Ao remover a referência à pesquisa tradicional da sua página inicial, o foco vai imediatamente para a possibilidade de geração de imagens, análise de ficheiros e conversação com o seu agente Gemini. Algo que se pode considerar ser uma forma "fácil" de cativar imediatamente milhares de milhões de utilizadores antes que estes se sintam tentados a recorrer a ferramentas AI concorrentes.

№ 09

Bug no Google Home iOS está a ligar todas as luzes

Um estranho bug está a fazer com que os utilizadores do Google Home iOS fiquem com todas as luzes ligadas em casa.

Com a transição para as casas inteligentes, ficamos também sujeitos a ver os bugs passarem do mundo digital para o mundo real, com consequências potencialmente mais irritantes. Desta vez é um bug no Google Home para iOS que está a ligar automaticamente todas as luzes de casa sempre que os utilizadores abrem a app. O problema parece afecta todo o tipo de dispositivos luminosos, incluindo lâmpadas e fitas LED ligadas ao Google Home, sem que seja necessária qualquer interacção. Para tornar a situação ainda mais frustrante, desligar as luzes manualmente pode não resultar, já que as mesmas voltam a ligar-se poucos segundos depois.

A falha não parece estar limitada a uma marca específica. Há relatos envolvendo dispositivos Govee, Philips Hue, Tapo, Kasa e até sistemas que utilizam hubs ou bridges para ligar diferentes dispositivos. Por enquanto, tudo indica que o problema está limitado à aplicação para iPhone e iPad, já que as versões para Android e web continuam a funcionar normalmente. Não existe, para já, uma solução oficial, o que tem obrigado alguns utilizadores a desligar temporariamente as contas de serviços de terceiros ou encerrar completamente a app. Outros optaram por desligar fisicamente as luzes para impedir que se voltassem a ligar sempre que o Google Home fosse aberto.

Como se poderá imaginar, a situação é incrivelmente desoladora, e faz-nos apenas imaginar como as coisas poderão piorar. Imagine-se que o próximo bug passa por ligar robots aspiradores a altas horas da madrugada, ou alterar as definições do ar condicionado para temperaturas geladas ou super quentes, ou abrir/fechar estores e portas, ou tudo o mais que vai sendo possível fazer-se com os smart devices.

№ 10

Ganha um tapete RGB para rato

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um tapete para rato de tamanho XL com iluminação RGB.

Milhões de pessoas usam um rato durante grande parte do dia, e milhões de pessoas lidam também constantemente com pequenas questões de ordem prática como: usar o rato numa superfície onde nem sempre funciona bem; ou usando um tapete de rato diminuto que está sempre a escorregar para onde não deve (ou a desintegrar-se com o tempo). Para resolver o problema de uma vez por todas, esta semana temos para vos oferecer um tapete para rato de tamanho XL com uma dimensão de 800 x 300 mm, espessura de 4 mm e iluminação LED RGB no rebordo. É o tapete ideal para cobrir toda a área de trabalho e nunca mais se preocuparem com o rato chegar ao limite do tapete.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 11

Galaxy Z Fold 8 resiste ao teste de dobragem

O mais recente Galaxy Z Fold 8 da Samsung foi sujeito ao teste de dobragem abusivo do costume, mas resistiu.

O Galaxy Z Fold 8 passou com sucesso pelo exigente teste de dobragem do JerryRigEverything, mostrando que o novo design fino da Samsung não comprometeu a resistência estrutural. Quando aberto, o smartphone dobra bastante para trás durante o teste, mas não parte, e o ecrã interior permanece intacto. Fechado, o dispositivo revela uma estrutura bastante rígida.

No entanto, algumas das condicionantes habituais dos dobráveis continuam presentes. O ecrã interior risca facilmente, atingindo apenas o nível 2 na escala de Mohs, apresentando marcas mais profundas mesmo que se utilize apenas uma unha - sem esquecer que o ecrã continua a utilizar uma película protectora de plástico sobre o painel, que não deve ser removida.



O ecrã exterior, protegido por Gorilla Glass Ceramic 3, teve um desempenho bastante melhor, com riscos a partir do nível 6 e marcas mais profundas no nível 7, valores semelhantes aos encontrados em smartphones convencionais. Já o teste com areia e gravilha revelou que partículas podem entrar na zona da dobradiça e provocar ruído, mostrando que a resistência ao pó continua longe de ser perfeita. Ainda assim, são visíveis as melhorias a nível da dobradiça, que permitem que o ecrã permaneça praticamente plano e sem marca de dobragem.



A desmontagem também revelou bastante adesivo no ecrã interior e na tampa traseira, tornando a reparação mais complicada e exigindo ferramentas como uma pistola de calor. Por outro lado, as duas baterias silicon-carbon podem ser removidas com relativa facilidade graças às abas integradas.

Resta agora aguardar para ver qual será a preferência do formato pelos consumidores, para ver se o formato mais "quadrado" do Fold 8 - que antecipa o formato que é esperado para o futuro iPhone dobrável - irá tornar-se no novo formato padrão face aos dobráveis mais estreitos.

№ 12

iPhone "20" mantém design inovador em vidro

Contrariando rumores de que o iPhone em vidro do próximo ano teria sido cancelado, surgem novas "confirmações" de que os planos da Apple permanecem.

A Apple continua a preparar a grande mudança de design esperada para o iPhone em 2027, ano em que o smartphone irá assinalar o seu 20º aniversário. Apesar de um relatório referir que o projecto de um iPhone com um design totalmente em vidro tinha sido cancelado, já surgiram informações a confirmar que a Apple mantém os seus planos para um modelo com o ecrã total.

O próximo iPhone Pro deverá ter vidro tanto na frente como na traseira, com o material a prolongar-se e curvar-se pelas laterais. Entre as duas superfícies ficará uma estrutura metálica fina, criando um design mais uniforme e envolvente. Os dispositivos estão alegadamente identificados internamente como V73 e V74. Aquilo a que as notícias de cancelamento se deviam referir era a uma versão ainda mais ambiciosa, que resultaria num corpo totalmente em vidro e sem metal visível, mas que terá sido cancelado devido a problemas relacionados com a taxa de sucesso na produção.

Também é esperada que esta mudança de design seja aplicada nos modelos iPhone Pro e Pro Max de 2027, e não a um novo modelo "20" separado - o que evitaria uma ainda maior fragmentação dos modelos, que já se dividem entre dois modelos Pro, o modelo normal, o "e", o Air, e o iPhone dobrável que se espera que seja estreado este ano.

№ 13

Proton mente sobre preços diferenciados no ProtonVPN

A Proton foi apanhada a fazer testes A/B de preços diferenciados no ProtonVPN, e a mentir sobre isso.

A concorrência nos serviços VPN é intensa e é habitual vermos inúmeras campanhas de promoções e descontos para atrair clientes. Isso não é segredo nem novidade, no entanto, a Proton viu-se agora envolvida num escândalo totalmente desnecessário.

Utilizadores descobriram que a página do serviço ProtonVPN estava a apresentar preços diferentes se visitassem a página múltiplas vezes. E em resposta a isso, um executivo da Proton veio dizer que se tratava de um erro devido a uma campanha promocional que tinha terminado e que ainda estava a ser apresentado a alguns visitantes. Uma explicação que não convenceu, já que o preço diferenciado continuava a surgir mesmo após a explicação, e uma análise ao código HTML da página mostrava claramente que se tratava de uma campanha de testes "A/B" com preços diferenciados.
Ora, os testes A/B não são nada de novo e são utilizados diariamente por praticamente todos os sites, lojas e serviços, apresentando um conteúdo a uns utilizadores e outro conteúdo a outros, para que os respectivos responsáveis possam avaliar os resultados das diferenças. E como tal, não haveria qualquer problema em que também a Proton os utilizasse.

O problema é que se torna bastante preocupante que a Proton tenha sido apanhada a mentir sobre isso, ainda mais quando se trata de um serviço de VPN que se pretende distinguir dos rivais por ter credibilidade e transparência absoluta. É incompreensível que tenha decidido que algo tão banal e comum era mais valioso que a sua reputação, quando bastaria ter dito: sim, fizemos um teste com preço diferenciado para avaliar os resultados, e ponto final.


Actualização: A Proton acabou por escalarecer a situação, reconhecendo que se deveu a má-comunicação e má-intepretação, e que realmente se tratava de um teste A/B que faz no final de campanhas promocionais.
№ 14

App de meteorologia do Windows 11 gasta mais de 1GB de RAM

A app de meteorologia do Windows 11 é mais um dos (maus) exemplos do desperdício de recursos, gastando mais de 1GB de RAM.

A app de Meteorologia incluída de origem no Windows 11 está a ser alvo de críticas depois de testes revelarem que pode consumir mais de 1.2 GB de memória RAM apenas para mostrar a previsão do tempo. Apesar de oferecer informações detalhadas, como radar em tempo real, qualidade do ar, vento, precipitação e fases da Lua, a app também apresenta publicidade, algo que continua a gerar descontentamento entre os utilizadores.

O elevado consumo de memória deve-se ao facto da app não ser nativa. Em vez disso, funciona como um componente web baseado no WebView2, recorrendo a vários processos Chromium para apresentar o conteúdo. Durante os testes foram identificados oito subprocessos activos, o que explica a utilização excessiva de memória, muito acima do esperado para uma aplicação tão simples.
A comparação com a app Meteorologia do macOS torna a diferença ainda mais evidente. Enquanto a solução da Apple utiliza cerca de 250 MB de RAM para oferecer funcionalidades semelhantes - e sem anúncios - a versão do Windows pode consumir até cinco vezes mais memória, além de exibir publicidade.

Isto até poderia ser considerado irrelevante num cenário em que todos os PCs tivessem 32GB de RAM (apesar de mesmo aí continuar a ser um desperdício), mas torna-se completamente inaceitável num momento em que a MS reconhece que o Windows 11 precisa de trabalho para funcionar bem em computadores com 8GB como os que está vender. Ter a app de meteorologia a gastar mais de 1/8 da memória disponível num desses PCs é completamente absurdo e serve de demonstração para o descuido de que o Windows foi alvo nas últimas décadas.

№ 15

UPS Green Cell 2000VA 1200W a €156

Ideal para PCs poderosos, ou até para continuar a jogar com uma consola na TV quando falta a electricidade, esta UPS de 2000 VA está apta a enfrentar qualquer falha de energia.

Indispensáveis para manter os equipamentos a salvo de picos e falhas de corrente, uma UPS de alta capacidade torna-se inevitável para quem vai acumulando cada vez mais equipamentos electrónicos em casa. Quem já tiver passado pelas UPS de baixa capacidade, que prometem dezenas de minutos de autonomia mas podem falhar em poucos minutos no caso de se estar a fazer algo mais exigente com o computador, poderá equacionar passar para algo de classe superior, como esta UPS Green Cell 2000VA que tem capacidade para aguentar cargas de até 1200W.
A UPS Green Cell 2000VA (1200W) está disponível por 156 euros na Amazon Espanha.

A UPS é completamente silenciosa enquanto há energia, ligando as ventoinhas apenas quando há falha de energia e precisa dar uso às baterias - perfeito para quem vier de uma UPS que mantém as ventoinhas a trabalhar a tempo inteiro.

Curiosamente, a empresa disponibiliza também uma variante de 2000VA 1400W com onda sinusoidal pura (não fazia ideia que já estavam disponíveis nesta gama de preços), perfeita para todos os equipamentos que não apreciem as ondas "quadradas" que a maioria das UPS utilizam. A única crítica é que o software fornecido pela Green Cell é para esquecer, mas encontrei relatos de que estas UPS serão compatíveis com o NUT (Network UPS Tools), o que tornará isso irrelevante.


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№ 16

YouTube com auto-play de vídeos e shorts

O YouTube parece querer testar a paciência dos utilizadores, fazendo o auto-play de vídeos e shorts assim que se entra na app.

O YouTube está a testar um novo comportamento na app para Android que está a gerar uma onda de críticas por parte dos utilizadores. Muitos relatam que, ao reabrir a aplicação após algumas horas, o último vídeo reproduzido começa automaticamente desde o início, mesmo que tivesse sido deliberadamente colocado em pausa num momento específico para se retomar a visualização mais tarde. Noutros casos, o YouTube abre directamente um Short, sem qualquer acção do utilizador.

As queixas multiplicaram-se nos últimos meses e já envolvem milhares de utilizadores. Numa das páginas de suporte do YouTube, mais de 3.000 pessoas confirmaram este comportamento indesejado, enquanto várias discussões no Reddit mostram que não existe actualmente uma opção para desactivar esta reprodução automática. A situação pode ser particularmente incómoda em locais públicos, já que o vídeo ou Short começa a reproduzir som sem aviso.

Ainda não é claro se se trata de um bug ou de uma nova funcionalidade em testes. O YouTube tem um historial de fazer alterações semelhantes de forma gradual. Pessoalmente, sofro frequentemente com a opção igualmente idiota da app sair automaticamente do modo incógnito quando passa algum tempo (como se a app soubesse melhor que os utilizadores o modo em que deve estar). Depois não se podem queixar que os utilizadores optem por usar apps não oficiais para aceder ao YouTube, que até podem ter vantagens adicionais como o bloqueio de publicidade.

№ 17

Compradores de Steam Machines europeus em risco

Um ataque à empresa de distribuição das Steam Machines na Europa pode deixar os clientes europeus em risco de ataques direccionados.

A Valve está a alertar clientes europeus que compraram hardware através da Steam para uma violação de dados causada por um ataque informático à CEVA Logistics, a empresa responsável pela distribuição destes produtos na Europa. Os atacantes terão tido acesso aos sistemas da transportadora entre 29 de Julho e 1 de Agosto, conseguindo obter informações relacionadas com envios de encomendas.

Segundo a Valve, os dados expostos incluem nome, morada, número de telefone, endereços de email, bem como o tipo e o valor dos produtos encomendados. Em jeito de consolação, assegura que informações mais sensíveis, como passwords, dados de pagamento, códigos Steam Guard, e detalhes da conta Steam, não foram afectados, uma vez que a CEVA Logistics não tem acesso a esses dados.
A Valve diz estar a trabalhar com a CEVA Logistics para apurar a dimensão do incidente e que as autoridades de protecção de dados dos países afectados já estão a ser notificadas. A transportadora isolou os sistemas comprometidos e iniciou uma investigação com especialistas externos para determinar a origem e o impacto do ataque.

A empresa está agora a avisar os clientes para terem especial atenção a possíveis tentativas de phishing por email, SMS ou chamadas telefónicas. Os burlões poderão utilizar os dados roubados para se fazerem passar por empresas de entregas, tentando convencer as vítimas a pagar falsas taxas de entrega.

№ 18

LG lança campanha de garantia vitalícia

Até ao final do ano, a LG está a oferecer uma Garantia Vitalícia (30 anos) sobre alguns dos componentes críticos de alguns electrodomésticos.

A LG Electronics lançou em Portugal a nova campanha Garantia Vitalícia, uma iniciativa que reforça o compromisso da marca com a qualidade, a inovação e a confiança dos consumidores, através de uma cobertura alargada sobre componentes essenciais dos seus eletrodomésticos de livre instalação.

Disponível até 31 de dezembro de 2026, a campanha abrange modelos selecionados das áreas de cozinha e lavandaria, incluindo frigoríficos, máquinas de lavar roupa, máquinas de lavar e secar roupa, máquinas de secar roupa, máquinas de lavar loiça de instalação livre, WashTowers e microondas.

Através desta iniciativa, os consumidores que adquiram um dos modelos elegíveis e procedam ao registo da oferta no microsite da campanha passam a beneficiar de uma Garantia Vitalícia(1) em componentes selecionados, reforçando a proposta de valor da LG através de uma relação de confiança construída para durar.

Confiança construída sobre tecnologia e durabilidade

Na base desta iniciativa está o investimento contínuo da LG no desenvolvimento de tecnologias exclusivas e componentes concebidos para um desempenho duradouro.

A campanha aplica-se especificamente aos componentes mais críticos para o funcionamento dos equipamentos, tais como: o compressor dos frigoríficos, o motor das máquinas de lavar roupa e das máquinas de lavar loiça, o motor e compressor das máquinas
de secar roupa e o magnetrão dos microondas.
Ao centrar a cobertura nestes elementos essenciais, a LG pretende oferecer aos consumidores um benefício com impacto real na utilização diária dos produtos e na confiança associada ao investimento em eletrodomésticos premium. Para além da conveniência e do conforto, esta abordagem acompanha também uma tendência crescente entre os consumidores: a procura por soluções mais duráveis, capazes de reduzir substituições frequentes e contribuir para escolhas de consumo mais responsáveis.

Num contexto em que a longevidade dos equipamentos assume um peso crescente na decisão de compra, a campanha reforça o compromisso da LG com uma utilização mais sustentável dos recursos e com a criação de valor a longo prazo.

Liderança em Portugal reforça confiança dos consumidores

De acordo com os dados de mercado da NIQ/GfK referentes ao ano de 2025, a LG detém a posição de Marca N.º 1 em Frigoríficos e em Máquinas de Lavar Roupa em Portugal, consolidando a confiança dos consumidores portugueses nas soluções de eletrodomésticos da marca.

Este desempenho reflete a capacidade da LG para responder às necessidades atuais das famílias através de um portefólio de equipamentos e soluções que combina eficiência energética, inovação tecnológica, facilidade de utilização e elevada fiabilidade.

Na área da refrigeração, a LG continua a apostar em soluções concebidas para preservar melhor os alimentos, melhorar a eficiência energética e integrar funcionalidades inteligentes adaptadas ao dia-a-dia dos consumidores. Já na categoria de máquinas de lavar roupa, a marca mantém o foco em tecnologias que elevam o cuidado com a roupa, simplificam rotinas e oferecem uma experiência mais personalizada e eficiente.

A nova campanha de Garantia Vitalícia surge assim como uma extensão natural deste posicionamento: transformar a liderança de mercado em benefícios concretos para os consumidores.

A campanha estará disponível em lojas aderentes em Portugal e mediante ativação obrigatória através do registo do produto em campanhaslg.com/garantia-vitalicia.

(1) Garantia Vitalícia (30 anos) em componentes selecionados

A LG oferece “Garantia Vitalícia” (30 anos) sobre componentes específicos dos seus eletrodomésticos: motor da máquina de lavar roupa, compressor do frigorífico, motor da máquina de lavar loiça, motor e compressor da máquina de secar e magnetrão do micro-ondas. A Garantia Vitalícia corresponde a um período total de 30 anos, composto por 3 anos de garantia legal e 27 anos de garantia comercial adicional. A garantia cobre exclusivamente o custo da peça, não incluindo mão de obra, deslocação ou outros encargos associados. O período de 30 anos excede a vida útil média estimada dos produtos, de acordo com estudo realizado por entidade terceira independente, no qual a LGE não participou. As restantes condições da garantia comercial (com exceção do prazo) são as previstas no ponto 5 do cartão de garantia do respetivo eletrodoméstico, disponível nas Condições de Garantia. Campanha válida para compras realizadas entre 01 de julho e 31 de dezembro de 2026, sendo obrigatória a redenção da oferta através do registo do produto em campanhaslg.com/garantia-vitalicia dentro do prazo definido. As condições gerais da campanha também estão disponíveis em campanhaslg.com/garantia-vitalicia.

№ 19

França proíbe chamadas de telemarketing indesejadas

França avançou com a proibição dos telefonemas de telemarketing não solicitados, algo que bem podia ser aplicado em toda a UE.

A França vai proibir as chamadas de telemarketing não solicitadas a partir de 11 de Agosto, numa medida que pretende acabar com uma das maiores fontes de incómodo para os consumidores. A nova lei impede as empresas de contactarem potenciais clientes sem o seu consentimento prévio, reforçando também a protecção contra fraudes dirigidas a pessoas mais vulneráveis.

As chamadas comerciais só continuarão a ser permitidas em duas situações: quando o consumidor tiver dado autorização explícita, por exemplo durante uma compra ou através de um formulário, ou quando o contacto estiver relacionado com um contrato já existente. Mas esse consentimento poderá ser retirado a qualquer momento, dando total controlo aos consumidores. Quem desrespeitar as novas regras arrisca multas pesadas, que podem chegar aos 75 mil euros por chamada para particulares e aos 375 mil euros por chamada para empresas.

A decisão surge após anos de queixas dos consumidores, numa altura em que as autoridades estimam que cerca de três em cada quatro franceses recebem pelo menos uma chamada comercial indesejada por semana. É também um problema que tem sido tentado ser resolvido por outros métodos, como o uso de agentes AI para atender os telefonemas e determinar se é uma chamada indesejada - mas sem dúvida que o melhor é mesmo cortar o mal pela raiz e evitar que seja um problema que tenha que ser resolvido. Vai ser interessante ver se a medida efectivamente funciona, ou se as empresas arranjarão formas de a contornar.

Eu aproveitaria e iria mais longe, proibindo também o uso de apps para enviar notificações publicitárias indesejadas, como os bancos têm começado a fazer cada vez mais frequentemente, abusando da posição em que sabem que os clientes querem manter as notificações realmente de interesse.

№ 20

UE acelera constelação IRIS²

A UE quer expandir e acelerar a sua rede de satélites IRIS², que será a "alternativa" europeia ao Starlink da SpaceX.

A União Europeia deu novo passo para a criação da sua alternativa ao Starlink ao assinar o acordo de implementação da constelação de satélites IRIS². O projecto passa agora da fase de planeamento para a implementação e contará com um total de 348 satélites, incluindo 330 em órbita baixa da Terra e 18 em órbita média. Os primeiros lançamentos estão agora previstos para 2029 em vez de 2030.

Com a expansão da rede, o IRIS² ganha mais 66 satélites e aumenta significativamente a sua capacidade. A Comissão Europeia diz que a nova arquitectura irá oferecer mais 60% de capacidade para comunicações governamentais seguras dentro da União Europeia e um aumento de 54% a nível global. Os satélites já previstos também receberão novas funcionalidades e melhorias de segurança. O investimento total no projecto também cresceu. passando dos 10.55 mil milhões de euros iniciais para 15.6 mil milhões de euros, financiados pela União Europeia, Agência Espacial Europeia (ESA), países-membros e pelo consórcio europeu responsável pelo desenvolvimento e operação da rede.

Embora seja frequentemente comparado ao Starlink, o objectivo do IRIS² é diferente. Em vez de se focar no mercado comercial, a constelação foi concebida para fornecer comunicações encriptadas e independentes para governos, serviços de emergência e infraestruturas críticas, garantindo que a Europa dispõe de uma rede própria mesmo quando as comunicações terrestres ou sistemas de satélite de operadores estrangeiros não estejam disponíveis. Isto significa que, pelo menos numa fase inicial, não será uma verdadeira alternativa quem quiser serviço de internet via satélite para uso doméstico - ou até de ligação directa aos telemóveis, como a Starlink tem estado a preparar.