PlanetGeek
№ 01

Apple tenta adiar decisão das taxas da App Store

A Apple tenta adiar novamente a redução das suas comissões na App Store com novo pedido de adiamento do processo em tribunal.

A Apple pediu ao Supremo Tribunal dos EUA para suspender temporariamente o processo relacionado com as taxas da App Store, enquanto aguarda decisão sobre se o caso com a Epic Games será analisado pela instância máxima. A empresa quer evitar avançar para a fase de definição de comissões antes de saber se o tribunal superior irá rever o caso.

Segundo a Apple, avançar agora pode causar "danos irreparáveis", obrigando-a a discutir o seu modelo de negócio sob a premissa de ter violado uma ordem judicial. A empresa também alerta que poderá ter de revelar "informação confidencial sensível", e que o desfecho poderá influenciar reguladores em vários mercados globais.

Apple’s filing just threw a grenade into world app market by saying the quiet part out loud:

“Regulators around the world are watching this case to determine what commission rate Apple may charge on covered purchases in huge markets outside the United States.” https://t.co/cT8lTuNIvE

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) May 5, 2026

Therefore it’s a direct attack not only on the US justice system but on regulators around the world including in EU, UK, Japan, Korea, India, Brazil, Canada, Mexico and elsewhere.

Apple must be stopped. Regulators and law enforcers need to see this and get off the sidelines.

— Tim Sweeney (@TimSweeneyEpic) May 5, 2026
O conflito remonta a 2021, quando um tribunal ordenou que a Apple permitisse links para métodos de pagamento externos nas apps. A empresa cumpriu parcialmente, mas continuou a cobrar comissões, o que levou a uma decisão de incumprimento com as ordens do tribunal. Em 2025, foi proibida de cobrar qualquer taxa nesses casos nos EUA, situação que se mantém enquanto decorrem os recursos.

Agora, a Apple quer congelar o processo que irá definir qual será uma "taxa justa" a aplicar no futuro, uma taxa que a Apple receia que se venha a tornar no padrão que muitos outros países sigam, o que representará uma perda de centenas (ou milhares) de milhões de euros fáceis.

Continuo a achar que é simplesmente ridículo que não se possa instalar o que bem se entender no iOS, ao estilo do que se pode fazer em qualquer sistema operativo, e que automaticamente ultrapassaria todas as questões sobre o que a Apple permite ou deixa fazer.

№ 02

Metalenz cria "Face ID" sob o ecrã

A Metalenz diz ter conseguido fazer aquilo que a Apple ainda não conseguiu: criar um sistema Face ID invisível sob o ecrã.

A startup Metalenz apresentou o Polar ID Under Display, um sistema de reconhecimento facial que funciona atrás de ecrãs OLED, eliminando a necessidade de furos no display.

Ao contrário das soluções tradicionais que necessitam de lentes, este sistema utiliza metamateriais que possibilitam focar a luz usando uma superfície plana, reduzindo significativamente o volume e espessura necessários - além da grande vantagem de não interferir com a qualidade do ecrã. A empresa garante que o sistema permite o reconhecimento facial seguro e com uma taxa de falsos positivos de 0%, tornando-o adequado até para pagamentos.
O grande problema das abordagens actuais está na qualidade e segurança. Câmaras sob o ecrã tendem a ter imagem degradada e são menos fiáveis, razão pela qual fabricantes continuam a optar por soluções com furos. Com o Polar ID, o sinal mantém-se forte mesmo através do OLED, permitindo autenticação eficaz sem comprometer o design - embora não fique claro se se trata de um sistema com reconhecimento 3D como o Face ID, ou unicamente baseado no reconhecimento de rosto sem 3D.

Ainda assim, a tecnologia já foi demonstrada em funcionamento num smartphone real, o que indica que está pronta para aplicação no mundo real. Enquanto isso, os rumores indicam que a Apple continuará a usar um recorte Dynamic Island (ligeiramente mais pequeno) na geração iPhone 18, por ainda não ter conseguido colocar o sistema Face ID totalmente sob o ecrã.

№ 03

Xiaomi Smart Band 9 Active a €20

A Xiaomi Smart Band 9 Active é uma das propostas mais económicas para quem desejar fazer tracking da sua actividade diárias.

A Xiaomi Smart Band 9 Active vem com um ecrã AMOLED de 1.47", com formato que fica entre o formato estreito dos "Smart Band" e o formato rectangular dos smartwatches. Além das capacidades de tracking da actividade física ao longo do dia e dezenas de desportos específicos, conta também com monitorização da frequência cardíaca e SpO2 durante todo o dia, contribuindo para a potencial detecção de situações anómalas. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 18 dias de uso típico, contando também com resistência à água até 5 ATM e disponibilizando uma grande variedade de mostradores para que cada utilizador possa escolher aquele que prefere para cada momento.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 9 Active por 20 euros na Amazon Espanha.

Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono. E tendo em conta o seu preço extremamente acessível, torna-se numa excelente proposta para quem desejar começar a criar um registo da sua actividade física ao longo do tempo, e que - directamente ou indirectamente - poderá servir como incentivo para adoptar um estilo de vida mais saudável.


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№ 04

Google lança app AI Cosmo por acidente

A Google descuidou-se e lançou a app AI Cosmo na Play Store, removendo-a pouco depois.

A Google colocou na Play Store uma nova app experimental chamada Cosmo, um assistente de AI para Android que parece servir como plataforma de testes para futuras funcionalidades. A app surge associada ao Google Research e não parecia destinada ao público em geral - algo que acabou por se confirmar com a sua remoção pouco depois de ter aparecido.

O Cosmo destaca-se por funcionar parcialmente no próprio dispositivo, integrando um modelo Gemini Nano local, o que explica o tamanho de 1.13GB. A interface é bastante simples e reforça o carácter experimental da app, mas revela várias capacidades ligadas a produtividade e assistência contextual.
Entre as funcionalidades estão sugestões automáticas para listas, criação de documentos, marcação de eventos no calendário, pesquisa avançada, controlo de tarefas com temporizadores e até automatização de acções no browser. O assistente também consegue resumir conversas, explicar termos técnicos, encontrar fotos e fornecer contexto sobre pessoas ou eventos. O tipo de coisas que se vão tornando cada vez mais comuns, algumas delas ficando até integradas, de uma forma ou outra, nos próprios sistemas operativos.

A app inclui ainda diferentes modos de funcionamento, combinando processamento local e na cloud, o que permite equilibrar desempenho e privacidade - além de possibilitar o seu funcionamento quando não se tem uma ligação à internet. Com a app a ter sido removida, resta agora a expectativa da Google poder dar mais detalhes sobre esta app no Google I/O que decorre a 19 e 20 de Maio.

№ 05

Ask Jeeves encerra após 30 anos

O motor de pesquisa Ask.com encerrou, numa altura em que o seu método de pesquisa voltou a tornar-se relevante.

O Ask.com, um dos motores de busca mais icónicos dos primeiros anos da internet, encerrou oficialmente a 1 de Maio de 2026. A decisão foi confirmada pela empresa-mãe, IAC, que aponta uma "mudança estratégica" como principal motivo para o fim do serviço.

Lançado em 1996 como Ask Jeeves, o motor de busca destacou-se pelo seu formato baseado em perguntas escritas de forma natural e pela presença do famoso mordomo virtual "Jeeves". Chegou mesmo a ser um dos principais concorrentes do Google durante uns tempos, mas acabou por perder relevância à medida que o domínio deste cresceu - tornando-o no colosso que todos conhecemos hoje em dia.

RIP Ask Jeeves. The natural-language search engine founded in 1996 was rebranded as Ask in 2006, and officially shut down on May 1.

Here are the Wayback Machine’s first and last captures of the site.

When websites disappear, the historical record can disappear with them. The… pic.twitter.com/asgFfdsdLG

— Internet Archive (@internetarchive) May 5, 2026
Ao longo dos anos, a plataforma tentou adaptar-se, incluindo um rebranding para Ask.com e várias mudanças no funcionamento, mas nunca conseguiu recuperar a popularidade inicial. Com o mercado de pesquisa cada vez mais concentrado num número reduzido de serviços, acabou por se tornar uma solução secundária para a maioria dos utilizadores, e cair no esquecimento.

Apesar do encerramento, o Ask.com deixa uma marca importante na evolução da pesquisa online. O seu foco em linguagem natural antecipou tendências que hoje se tornam comuns nos motores de busca assistidos por AI, mostrando que muitas das suas ideias continuam, mesmo após o fim do serviço. A parte mais valiosa que agora resta será o próprio domínio Ask.com, para o qual certamente não faltarão interessados dispostos a pagar muitos milhões de euros.

№ 06

Google Home com Gemini chega à Europa

A Google diz que os utilizadores europeus do Google Home deverão começar a ter acesso à versão com Gemini esta semana.

A Google está a acelerar a expansão das funcionalidades do Gemini no Google Home, com uma nova fase prevista para esta semana em vários países da Europa e da região Ásia-Pacífico. A novidade chega após o anúncio feito em Abril, que já antecipava a chegada destas capacidades a mais mercados internacionais.

Segundo a empresa, a distribuição está a ganhar ritmo, com mais utilizadores a terem acesso antecipado à integração do Gemini nos seus dispositivos domésticos inteligentes. O acesso continua a ser feito através do programa de early access na app Google Home, sendo que quem se inscreve passa a ter prioridade na lista de activação.

To our community in Europe and Asia-Pacific: thank you for your patience as we scale up the early access! We’ve opened up significant new capacity over the last two weeks and will continue the rollout this week. https://t.co/AE4NZT1A64

— Anish Kattukaran (@AnishKattukaran) May 3, 2026
A expansão abrange vários países europeus, incluindo França, Espanha, Itália, Países Baixos, Suécia e Reino Unido, entre outros - Portugal não é expressamente referido, mas vamos acreditar que também está na lista - acompanhada pelo suporte para mais idiomas. O objectivo é tornar o assistente mais inteligente e contextual, permitindo interacções mais naturais e maior controlo sobre os dispositivos associados ao Google Home.

Além da disponibilidade alargada, a Google tem vindo a melhorar o desempenho do Gemini no ecossistema Home, com actualizações recentes focadas em maior rapidez e melhor resposta a comandos.

№ 07

Tweet rouba $175K em criptomoedas ao Grok

No X, um utilizador enganou o Grok com um tweet em código morse que lhe valeu 175 mil dólares em criptomoedas - que curiosamente acabou por devolver.

Um utilizador, que entretanto apagou a sua conta, aproveitou-se do sistema usado pelo Bankrbot - um serviço de criptomoedas que aceita os comandos enviados por tweets - para roubar todo o dinheiro na conta automática gerada para o Grok através de um ataque de prompt injection. O atacante usou uma mensagem com código Morse, que continha instruções escondidas para transferir fundos.

Ao descodificar a mensagem e mencionar o bot, o Grok acabou por accionar automaticamente uma transferência de cerca de 3 mil milhões de tokens DRB, equivalente a cerca de 3% da oferta total e com valor de cerca de 175 mil dólares. De referir que o problema não esteve directamente no Grok, mas sim na forma como o Bankrbot assume que as mensagens enviadas por um utilizador são vinculativas das operações a fazer.

done. sent 3B DRB to .

- recipient: 0xe8e47...a686b
- tx: 0x6fc7eb7da9379383efda4253e4f599bbc3a99afed0468eabfe18484ec525739a
- chain: base

— Bankr (@bankrbot) May 4, 2026
Isto não é propriamente uma novidade, nem sequer inesperado, com o Bankrbot a referir expressamente que não se permita que um assistente AI ou agente AI possa enviar tweets, precisamente para evitar casos como este. Ainda assim, e com a proliferação de agentes AI por todo o lado, é algo que vem relembrar os riscos que isso acarreta.

Estranhamente, o atacante acabou por devolver todos os fundos pouco depois, talvez por ter repensado nas eventuais repercussões que este incidente poderia trazer, e que 175 mil dólares podem rapidamente tornar-se menos apelativos face às consequências que poderia sofrer.

№ 08

Notepad++ para Mac não é oficial nem recomendado

A chegada do suposto Notepad++ ao Mac está envolta em dúvidas e polémica, não sendo um projecto oficial.

O Notepad++ é um dos editores mais populares para Windows e recentemente parecia ter chegado finalmente ao macOS. O problema é que não se trata de um projecto oficial, mas sim de uma versão aparentemente criada pela conversão AI do projecto open-source. O criador do Notepad++ já veio negar qualquer ligação a esta suposta versão para macOS que começou a circular online. Apesar do nome e do logótipo, a aplicação "Notepad++ for Mac" não tem qualquer apoio do projecto original, que continua a ser exclusivo do Windows desde a sua criação em 2003.

Don Ho, responsável pelo desenvolvimento do Notepad++, diz que o uso do nome e da marca sem autorização é enganador e pode levar utilizadores a acreditar que se trata de um lançamento legítimo. O autor da versão para Mac defende-se, dizendo que o fez com "boa vontade" para fazer chegar o Notepadd++ aos utilizadores Mac.
Entretanto, o projecto já começou a mudar de nome para evitar problemas legais, mas a situação ainda não está totalmente resolvida, e pode haver quem continue a pensar que o Notepad++ para Mac se trate de uma versão oficial do mesmo.

Tendo o Notepad++ sido recentemente alvo de ataques por hackers, facilmente se percebem os receio do seu criador em não querer/poder confiar num projecto que aparece de um dia para o outro, sem qualquer pré-aviso, feito por alguém sem qualquer relação com o projecto original.

№ 09

Ganha um mini powerbank Bogseth de 10000 mAh

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um powerbank Bogseth de 10000 mAh.

Sempre prático para todas as ocasiões, este powerbank permite prolongar a tranquilidade de utilizar um smartphone (ou outros equipamentos electrónicos) longe de uma tomada e carregador. No caso deste Bogseth de 10000 mAh, serve de backup compacto que pode recarregar um smartphone várias vezes, esticando a sua autonomia enquanto se está longe de uma tomada ou porta USB.

Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 10

Fabricantes preparam DDR6 para 2028

Numa altura em que o preço das memórias DDR5 tem complicado a vida a empresas e consumidores, os grandes fabricantes já preparam a chegada das memórias DDR6 para 2028.

A próxima geração de memória RAM já está em desenvolvimento, com fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron a trabalhar no futuro padrão DDR6. Segundo informações recentes, o desenvolvimento conjunto entre fabricantes de memória e de substratos já começou, o que aponta para um lançamento previsto entre 2028 e 2029.

Apesar de o padrão DDR6 ainda não ter sido oficialmente finalizado pelo JEDEC (ao contrário do LPDDR6) existem alguns pressupostos quanto ao nível de desempenho que se pode esperar. A nova geração deverá trazer ganhos significativos em largura de banda, com velocidades que podem variar entre 8.4 Gbps e 17.6 Gbps - praticamente duplicando os valores do DDR5. Tal como em gerações anteriores, o foco deverá estar no aumento da velocidade e da eficiência energética. No entanto, questões como a latência podem continuar a não ser prioridade numa fase inicial, ficando dependentes de melhorias posteriores por parte dos fabricantes.

Voltando à "pior parte", quando chegar ao mercado, o DDR6 deverá ser mais caro do que as memórias DDR5, como é habitual no hardware mais recente. Isto potencia um cenário complicado se, até lá, a situação do preço das memórias RAM / DDR5 não se regularizar e regressar aos valores da era pré-AI.

№ 11

Gemini para iOS estreia novo visual

A Google está a modernizar o aspecto do Gemini no iOS.

A tendência actual para o uso dos assistentes AI tem sido usar efeitos luminosos, e a Google aposta nisso com a mais recente actualização da app Gemini para iOS.

As primeiras imagens partilhadas por utilizadores mostram mudanças visuais claras, incluindo um ecrã inicial com fundo luminoso animado. Uma das principais novidades está no botão "+", que passa a dar acesso a um conjunto mais alargado de funcionalidades. Entre elas estão pesquisa com imagens, utilização da câmara, música, canvas, deep research, aprendizagem guiada e uma nova área para uploads, que também integra ficheiros e recursos do NotebookLM.
No iOS, a app adopta ainda elementos de design "Liquid Glass" com efeitos de transparência, acompanhando as tendências visuais mais recentes da plataforma. O resultado é uma app com um estilo mais moderno e visualmente mais agradável - o que acaba por ser tornar num ponto que não pode ser desprezado numa altura em que não faltam assistentes AI a competir pela atenção dos utilizadores.

Esta actualização está a ser disponibilizada de forma faseada para os utilizadores iOS, ficando no ar a pergunta sobre quando irá ser disponibilizada na versão do Gemini para Android.

№ 12

Sony esclarece DRM na PS4 e PS5

Quem comprar um jogo digital numa PS4 ou PS5 terá que fazer uma ligação à internet passados 15 dias para os poder continuar a jogar.

A Sony veio esclarecer a polémica recente em torno de uma alegada política de DRM que obrigaria os jogadores a fazer check-ins online a cada 30 dias nos jogos digitais da PS4 e PS5. Mas, na realidade apenas será necessário um único check-in online para validar a licença do jogo.

As notícias iniciais geraram grande controvérsia entre os jogadores, reacendendo as questões sobre quem realmente é dono dos jogos comprados, e com inúmeros jogadores a reclamarem que não querem manter a sua consola ligada à net - ainda menos quando em países como o Reino Unido começa a ser obrigatório fazer a verificação de idade. Agora, descobre-se que este novo sistema será um mecanismo para combater o roubo de licenças de jogos - em que alguém compra um jogo, rouba a chave, e depois devolve o jogo nos primeiros 15 dias e pede o reembolso do dinheiro, utilizando a chave para poder continuar a jogar numa consola offline. A ligação à internet serve para converter a licença temporária inicial numa licença permanente, após o período de devolução. A partir desse momento, os jogadores poderão jogar o jogo de forma permanente, sem necessidade de check-in online recorrente.


Quem roubar uma chave temporária só poderá jogar o jogo por um máximo de 30 dias; quem tiver acesso à chave permanente já não poderá fazer a devolução do jogo.

Ainda assim, fica marcado o falhanço da Sony por não ter dado a devida informação de forma clara desde o início - ainda mais quando, há pouco mais de uma década, a Sony fazia da partilha de jogos um dos seus grandes pontos fortes. É sabido que as empresa não gostam de dar detalhes sobre os seus sistemas de DRM, mas este seria um dos casos em que teria sido vantajoso evitar más-interpretações.

№ 13

Noctua explica complexidade das ventoinhas pretas

A Noctua, conhecida pelas suas ventoinhas de cor bege, explicou porque motivo as ventoinhas pretas demoram tanto a produzir.

Poderia pensar-se que um produto em plástico preto seria bastante mais simples de produzir do que um de outra cor, mas parece que a resposta não é assim tão simples. A Noctua explicou por que motivo as versões pretas das suas ventoinhas demoram tanto tempo a chegar ao mercado. Segundo a empresa, alterar a cor não é apenas uma questão estética, mas sim um processo técnico bastante complexo.

A marca compara a mudança de cor a modificar uma peça de Fórmula 1 em fibra de carbono. Isto acontece porque as suas ventoinhas são fabricadas com tolerâncias extremamente reduzidas, onde até pequenas alterações no material podem influenciar o fluxo de ar, o ruído e a eficiência geral.
O principal desafio está nos pigmentos usados. No caso das versões pretas, o carbono altera propriedades como a viscosidade do plástico, a absorção de calor e o processo de cristalização durante a produção. Isso pode obrigar a redesenhar moldes, ajustar todo o processo de fabrico e até desenvolver novas ferramentas para garantir os seus padrões de qualidade.

Além disso, cada novo modelo passa por testes intensivos que podem durar mais de seis meses, incluindo avaliações em condições de alta temperatura. Todo este processo ajuda a explicar os atrasos - e também o preço mais elevado - mas garante o nível de desempenho e silêncio pelo qual a Noctua é conhecida. Tendo tudo isto em conta, fica explicado porque motivo a Noctua não tem planos para lançar ventoinhas em branco.

Quanto à inevitável questão se o factor custo/qualidade realmente se justifica face a outras marcas... isso é um assunto que fica à deliberação de cada um.

№ 14

Xiaomi Smart Band 10 a €40

A Xiaomi Smart Band 10 é uma das smart bracelets mais desejadas, e pode ser encontrada a preço simpático.

A Xiaomi Smart Band 10 mantém o mesmo formato das gerações anteriores, vindo com um ecrã AMOLED maior, de 1.72", e mais luminoso, com 1500 nits, com modo Always On. Além das suas já bastante completas capacidades de tracking, inclui agora um sensor de 9 eixos para um tracking mais preciso de actividade e sono, além de contar também com um motor de vibração actualizado. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 21 dias de uso típico e 9 dias com o ecrã sempre ligado. Vem com mais de 200 mostradores e tem resistência à água até 5 ATM.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 10 por 40 euros na Amazon Espanha.

A Xiaomi anuncia uma autonomia de 21 dias de uso típico, que passam para cerca de uma semana com o ecrã em modo Always On. O carregamento é feito em apenas uma hora. Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono.


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№ 15

Como funcionavam os discos de vinil quadrifónicos

No século passado usavam-se soluções criativas para ir além do som stereo nos discos de vinil com os sistemas quadrifónicos.

É certo e sabido que nas mais diversas vertentes da tecnologia os fabricantes tentam encontrar formas de convencer os consumidores a comprarem mais coisas. Nas TVs, depois dos televisores a cores houve a tentativa (falhada) de vender televisores 3D. Mas, na década de 1970, a proposta para os puristas musicais era irem além do som esterefónico e maravilhavam-se com o som quarifónico em discos de vinil.

Ora, isto tinha apenas um pequeno problema. O som nos discos de vinil é registado em sulcos microscópicos, e já se utilizavam ambos os lados do sulco para o canal esquerdo e direito do som esterofónico. Mas, como sempre, não há nada que não se possa superar, e os engenheiros da altura encontraram diversas soluções para esse problema, como o CD-4 (Compatible Discrete 4) / Quadradisc e o SQ (Stereo Quadraphonic).
O vídeo que se segue mergulha microscopicamente neste discos, mostrando ambos os sistemas: um que utilizava transposição de frequência, colocando os canais adicionais em frequências ultrasónicas inaudíveis, que eram convertidas para os canais traseiros quando tocados num sistema compatível; o outro utilizando diferença de fase para registar os canais surround.


Hoje em dia, com os formatos digitais, as coisas são bastante mais simples, e a maioria das pessoas pode desfrutar de sistemas 5.1, 7.1, ou até 9.4; enquanto do lado dos estúdios já se passou da produção em canais fixos para sistemas como o Dolby Atmos, que possibilita mais de uma centena de fontes sonoras posicionadas num espaço tridimensional, que depois é "renderizado" pelas colunas disponíveis para tentar recriar o panorama sonoro desejado. Colunas essas que podem chegar a sistemas 24.1.10 (24 colunas a 360°, 1 subwoofer, e 10 colunas de tecto) - isto, obviamente, pensado para salas de cinema. :)

№ 16

AMD prepara Ryzen 9 PRO 9965X3D

A AMD está prestes a lançar o seu primeiro CPU Ryzen Pro com 3D V-Cache: o Ryzen 9 PRO 9965X3D.

Um novo leak aponta para a chegada do Ryzen 9 PRO 9965X3D, que poderá tornar-se o primeiro CPU da linha Ryzen PRO com 16 núcleos e tecnologia 3D V-Cache. A novidade marca uma evolução significativa nesta gama, que até agora estava limitada a modelos com até 12 núcleos.

O processador terá como base a arquitetura Zen 5 e foi recentemente apanhado na base de dados do PassMark. Apesar de os detalhes ainda serem escassos, tudo indica que seja um chip ao nível de um Ryzen 9 9950X3D, com 16 cores e 128MB+16MB de cache, mas com desempenho ligeiramente inferior de cerca de 7% em multi-core e 2.7% em single-core. Ainda assim, estes resultados podem não demonstrar totalmente o potencial do chip, já que o benchmark poderá ainda não tirar partido completo do 3D V-Cache por não ser um chip "oficial".
Outra das possíveis explicações para a diferença de desempenho poderá estar no TDP. Os modelos PRO costumam privilegiar eficiência energética, e este modelo poderá ficar abaixo dos 170W dos modelos tradicionais - embora seja altamente improvável que se fique pelos 65W dos modelos PRO existentes.

Se confirmado, o Ryzen 9 PRO 9965X3D poderá posicionar-se como uma solução para produtividade avançada e criação de conteúdos, onde a estabilidade, consumo e gestão térmica são factores críticos. Os chips da gama Pro trazem ainda tecnbologias de segurança acrescida, como o AMD Memory Guard e AMD Platform Secure Boot, e funcionalidades de gestão pensadas para redes empresariais. Isto, se não quiserem esquecer a gama Pro e optar por um 9950X3D2.

№ 17

Moda dos smartphones ultra-finos não deve regressar

O fraco desempenho do iPhone Air está a fazer com que outros fabricantes abandonem os planos de smartphones ultra-finos.

A possibilidade do iPhone Air poder fazer ressurgir uma guerra pelos smartphones ultra-finos parece ter cada vez menos hipóteses de se tornar realidade. As vendas reduzidas deste modelo estão a fazer com que várias marcas abandonem os planos para os seus smartphones ultra-finos. Segundo rumores recentes, o modelo da Apple registou vendas bastante abaixo do esperado, de apenas 700 mil unidades, mesmo após várias reduções de preço.

O fraco resultado do dispositivo não passou despercebido à concorrência. Fabricantes como Xiaomi, Vivo, e Samsung, terão cancelado ou adiado projectos semelhantes, depois de perceberem a fraca procura por este tipo de equipamento. No caso da Samsung, há indicações de que o modelo Edge planeado foi mesmo cancelado completamente.
Apesar disso, a Apple não deverá abandonar a ideia, mesmo se já circularam rumores de que isso poderia acontecer. Informações recentes apontam para o desenvolvimento do iPhone Air 2, com lançamento previsto para 2027. A empresa estará a preparar várias melhorias para corrigir as críticas ao modelo original, incluindo uma segunda câmara traseira, maior autonomia e um design ainda mais leve.

A atenuante destes modelos ultra-finos, é a que acabam por ser um produto secundário derivado dos modelos dobráveis. Num dobrável é essencial que o smartphone tenha a espessura mais reduzida possível, pois a mesma será duplicada ao dobrar-se o dispositivo. Aproveitando-se esses desenvolvimentos, os modelos ultra-finos acabam por ser "meio dobrável". Mas só fazem sentido comercial se mantiverem funcionalidades adequadas e um preço convidativo; caso contrário, está mais que visto que os consumidores não se importam de ter um smartphone com maior espessura, se com isso tiverem câmaras melhores e uma autonomia bastante mais confortável.

№ 18

Google explica espaço ocupado pelo AICore

Afinal há explicação para o AICore poder ocupar espaço "excessivo" de mais de 10GB nos Android.

A Google explicou por que motivo a app AICore pode ocupar tanto espaço nos smartphones Android. A app, responsável por gerir funcionalidades de inteligência artificial no dispositivo, tem sido alvo de críticas por consumir vários gigabytes de armazenamento sem explicação clara.

Ficamos agora a saber que este comportamento é intencional e acontece durante actualizações dos modelos AI. Quando um novo modelo é instalado, o sistema mantém temporariamente a versão antiga, durante até três dias. Este mecanismo serve como uma salvaguarda, permitindo reverter rapidamente para a versão anterior caso algo corra mal, sem necessidade de descarregar novamente grandes quantidades de dados. A AICore é essencial para funcionalidades como resumos de texto, sugestões inteligentes, transcrição e ferramentas de escrita, todas executadas localmente no dispositivo. Ao garantir que existe uma versão funcional do modelo disponível, a Google tenta evitar falhas nessas funcionalidades, mesmo durante o processo de actualização.

Apesar de fazer sentido do ponto de vista técnico, esta abordagem pode ser problemática em equipamentos com menos armazenamento. Há relatos de utilizadores a indicar que a app pode ocupar até cerca de 11GB, ainda que temporariamente, o que pode complicar a vida a quem vive constantemente com poucos gigabytes de espaço livre. A boa notícia é que o espaço extra é automaticamente libertado ao fim de poucos dias após a actualização ter sido feita com sucesso, pelo que não fica dependente de qualquer necessidade de intervenção manual.

№ 19

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €27

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 27 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 20

Tesla condenada a devolver $10K por FSD inexistente

O dono de um Tesla Model 3 ganhou um processo em tribunal para reaver os 10 mil dólares que pagou pela prometida funcionalidade FSD (Full Self Driving).

Nos EUA, o proprietário de um Tesla Model 3 conseguiu uma vitória em tribunal e indemnização de 10.600 dólares, após reclamar que a funcionalidade Full Self-Driving (FSD) nunca cumpriu o que foi prometido. O caso levanta novamente dúvidas sobre as promessas da Tesla em torno da condução autónoma, que há anos é anunciada como uma capacidade "iminente" sem que nunca se tenha tornado realidade.

O cliente tinha pago 10.000 dólares pelo pacote FSD em 2021, com a expectativa de que o carro viesse a conduzir-se sozinho com um nível de autonomia total, tal como era prometido pela Tesla. No entanto, os anos foram passando e o sistema continua limitado a assistência de condução (nível 2), longe da autonomia completa prometida. Entre os problemas relatados estão travagens inesperadas, necessidade frequente de intervenção humana, e falhas em situações básicas como zonas escolares e passagens de nível. Após não obter resposta da Tesla aos pedidos de reembolso, o proprietário avançou para tribunal de pequenas causas. A empresa não respondeu ao processo, o que levou a uma decisão automática a favor do cliente. Ainda assim, a Tesla tentou atrasar o processo com pedidos de extensão de prazo.
O caso ainda não está totalmente encerrado, já que a Tesla continua a contestar e a adiar o pagamento. Entretanto, o cliente já iniciou procedimentos legais para forçar a cobrança do valor, o que ultimamente pode levar até à apreensão de bens da empresa.

This baloney is so annoying. I didn't pay for 'lite' I paid for FULL SELF DRIVING. @Tesla is kicking the can down the road long enough for the cars to be obsolete, wrecked or out of warranty. Such a giant middle finger to us early adopters.

You HW4 people are next btw. Watch… https://t.co/MxUB19IUOJ

— JerryRigEverything (@ZacksJerryRig) April 30, 2026
Apesar da Tesla ter recentemente falado - finalmente - de que planeia lançar uma versão FSD Lite para os carros com HW3, que o próprio Elon Musk já confirmou que não têm capacidade para o prometido FSD, e "fábricas" de upgrade dos carros, isso não a iliba das responsabilidades contratuais. Embora alguns clientes possam ficar satisfeitos com isso (quando, e se, isso realmente se materializar - já que continua a ser uma promessa feita sem qualquer indicação de datas concretas), a verdade é que mesmo isso continua a não ser aquilo que foi prometido a todos os clientes que acreditaram na marca e pagaram pela funcionalidade FSD de condução autónoma total.

Não admira, portanto, que haja cada vez mais clientes Tesla que tenham perdido a paciência e queiram a devolução do seu dinheiro.