Apple apresenta M5 Pro e M5 Max, novos MacBooks Pro e Air, e Studio Display XDR
03-03-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada
Depois do iPhone 17e e iPad Air M4, o dia de hoje foi dedicado aos MacBooks, com chips M5 actualizados, e também um monitor Studio Display XDR que resolve algumas das limitações do modelo original.
M5 Pro e M5 Max com Fusion Architecture
A Apple revelou os novos chips M5 Pro e M5 Max. A grande novidade é a nova Fusion Architecture, uma abordagem inédita na Apple que junta dois dies de 3ª geração de 3nm num único sistema-on-a-chip (SoC). Tanto o M5 Pro como o M5 Max contam agora com um CPU de 18 núcleos, um salto face às gerações anteriores. Este novo design inclui seis "super cores" - o novo nome da Apple para os núcleos de alto desempenho - acompanhados por 12 núcleos focados na eficiência energética. Segundo a empresa, isto traduz-se em até 30% mais desempenho em tarefas multithread face à geração M4 e até 2.5x mais rápido do que os M1 Pro e M1 Max.No lado gráfico, o M5 Pro pode ser configurado com até 20 GPU cores, enquanto o M5 Max vai até 40. Cada núcleo gráfico inclui agora um Neural Accelerator dedicado, permitindo mais de 4x o pico de desempenho em AI comparado com a geração anterior. A Apple fala ainda em até 50% mais desempenho gráfico global, com melhorias até 35% em ray tracing. Os chips incluem shader cores melhorados com dynamic caching de segunda geração e hardware-accelerated mesh shading. O M5 Pro suporta até 64GB de memória unificada com largura de banda até 307GB/s, enquanto o M5 Max chega aos 128GB e 614GB/s. Em termos de GPU compute para AI, ambos oferecem mais de 4x o desempenho da geração anterior e mais de 6x face aos M1 Pro e M1 Max. O armazenamento também ficou mais rápido, com velocidades de leitura/escrita até 2x superiores à geração M4, atingindo até 14.5GB/s - equivalentes a um SSD PCIe 5.0.
MacBook Pro com M5 Pro e M5 Max
Os novos modelos de 14 e 16" do MacBook Pro chegam equipados com os M5 Pro e M5 Max e tiram partido da nova Fusion Architecture. Pela primeira vez no Apple silicon, os componentes - CPU, GPU, Media Engine, Neural Engine, controlador de memória e Thunderbolt 5 - estão distribuídos por dois dies interligados. Ambos os chips incluem um Neural Engine de 16 núcleos com ligação à memória mais rápida para acelerar tarefas de Apple Intelligence executadas localmente. O Media Engine passa a suportar descodificação AV1 por hardware, além de H.264, HEVC e ProRes.A conectividade também evolui com o novo chip N1 da Apple, que traz WiFi 7 e Bluetooth 6 - um upgrade face ao WiFi 6E e Bluetooth 5.3 da geração anterior. O Thunderbolt 5 mantém-se, mas agora cada porta tem o seu próprio controlador dedicado, permitindo que as três funcionem à largura de banda máxima em simultâneo. Em monitores externos, o M5 Pro suporta até dois ecrãs de alta resolução, enquanto o M5 Max permite até quatro. A autonomia pode chegar às 24 horas no modelo de 16 polegadas. Há também carregamento rápido até 50% em 30 minutos com um adaptador USB-C de 96W ou superior.
No armazenamento, os modelos com M5 Pro passam a começar nos 1TB, enquanto as versões com M5 Max arrancam nos 2TB.
Os preços começam nos 2.599 euros para o MacBook Pro de 14" com M5 Pro e nos 3.099 euros para o de 16". As versões com M5 Max arrancam nos 4.299 e 4.599 euros, respectivamente. As pré-encomendas abrem a 4 de Março, com chegada ao mercado a 11 de Março.
MacBook Air recebe M5 e 512GB base
A Apple também actualizou o MacBook Air com o novo chip M5. Este modelo inclui um CPU de 10 núcleos e até 10 GPU cores, igualmente com Neural Accelerators em cada núcleo gráfico. A empresa promete até 4x mais desempenho em tarefas de AI face ao MacBook Air com M4.O chip integra ainda shader cores melhorados, um motor de ray tracing de terceira geração e unified memory com largura de banda até 153GB/s - um aumento de 28% face ao M4. Tal como no MacBook Pro, o MacBook Air passa a incluir o chip N1 com Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. A capacidade base de armazenamento sobe para 512GB, com opções até 4TB, e velocidades até 2x superiores à geração anterior.
O novo MacBook Air começa nos 1.249 euros, mais caro que o modelo anterior mas agora vindo com 512 GB de base. As pré-encomendas arrancam a 4 de Março e o lançamento está marcado para 11 de Março.
Quanto ao novo MacBook "económico" com o chip usado nos iPhones, a Apple parece ter cometido um deslize e revelado que se vai chamar MacBook Neo, mas a apresentação oficial deve ficar para amanhã.
Novo Studio Display XDR com mini-LED, 120Hz e Thunderbolt 5
A Apple revelou o novo Studio Display XDR, um monitor de 27" que passa a ocupar o lugar do antigo Pro Display XDR, agora descontinuado. A marca passa assim a ter duas versões do Studio Display: o modelo standard e a nova variante XDR, mais avançada.O Studio Display XDR traz um ecrã Retina XDR de 27" com resolução 5K (5120x2880 a 218 ppi), retroiluminação mini-LED com 2.304 zonas de escurecimento local e taxa de actualização até 120Hz. Inclui Adaptive Sync, permitindo uma taxa variável entre 47Hz e 120Hz em jogos. Em termos de brilho, atinge até 1.000 nits em SDR e até 2.000 nits em HDR. Suporta a gama de cores P3 e Adobe RGB, com mil milhões de cores, e inclui True Tone.
Na parte traseira, o Studio Display XDR inclui duas portas Thunderbolt 5 (até 120Gb/s) e duas USB-C (até 10Gb/s). Uma das Thunderbolt 5 é upstream com carregamento até 140W, enquanto a outra permite ligar acessórios ou fazer daisy chain de monitores adicionais. Ambos os novos Studio Display mantêm o design geral da geração anterior, mas incluem agora uma câmara de 12MP com Center Stage que passa a suportar Desk View. O sistema de seis altifalantes também foi melhorado, com a Apple a prometer graves 30% mais profundos face ao modelo anterior.
O modelo standard do Studio Display foi actualizado, embora sem chegar ao nível do XDR. Continua a oferecer um painel Retina 5K de 27" (LCD sem mini-LED), resolução 5120x2880 a 218 ppi, taxa de actualização de 60Hz e brilho até 600 nits, com suporte para a gama de cores P3 e True Tone. As novidades incluem agora duas portas Thunderbolt 5 (até 120Gb/s), com uma porta upstream que fornece até 96W de carregamento passthrough e outra para acessórios ou ligação em cadeia de ecrãs. A câmara de 12MP com Center Stage também passa a suportar Desk View, e o sistema de som de seis altifalantes recebe woofers melhorados com graves 30% mais profundos.
A taxa de atualização de 120Hz, a retroiluminação mini-LED, o brilho superior e o carregamento a 140W ficam exclusivos do Studio Display XDR. De notar que, quando ligado a Macs com chips M1, M1 Pro, M1 Max, M1 Ultra, M2 ou M3, o monitor fica limitado a 60Hz.
Os novos Studio Displays podem ser pré-encomendados a partir de 4 de Março, com lançamento marcado para 11 de Março. O Studio Display XDR tem preço base de 3.499 euros (3.799 euros com vidro nanotextura anti-reflexo), e o 1.699 / 1.999 euros para o Studio Display básico.
































