O milagroso - mas terrível - material à prova de fogo
22-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada
Ao longo da história temos visto histórias de horror de como algumas indústrias, sabendo o efeito prejudicial (e mortal!) dos seus produtos, passa décadas a esconder o problema. Produtos como o tabaco, e a gasolina com chumbo, já foram denunciados e expostos, mas infelizmente, há muitos outros que têm historial idêntico.
Os asbestos, grupo de materiais que engloba o amianto, foram vistos como material milagroso pela sua capacidade de resistir ao fogo, e não demoraram a infiltrar-se em praticamente todos os sectores da sociedade, da construção aos brinquedos. Só que, também aqui, estamos a falar de um material que, se for inalado, começa literalmente a "entupir" os pulmões. Algo que os maiores produtores também descobriram rapidamente (com o aumento número de mortes e doenças nos seus trabalhadores), mas que activamente se esforçaram por encobrir durante décadas. E desta vez não estamos a falar do passado distante mas sim de algo que ainda hoje está em discussão.
Na Europa, o uso de asbestos começou a ser proibido em 2005, sendo algo que agora afecta principalmente edifícios antigos. Mas, basta olhar para qualquer lado e ver que as placas de fibrocimento antigo continuam presentes em muitos telhados, sendo algo que teoricamente deveria ser substituído (desde 2005 que as novas versões abandonaram o amianto e passaram a usar outros compostos).
A parte mais triste é que, além de todas as mortes que poderiam ter ser sido evitadas, temos mais uma vez uma situação em que as empresas lucraram biliões ao longo de décadas, literalmente à custa da vida dos seus funcionários e utentes dos seus produtos. Para alguns, o crime continua a compensar.





































