PlanetGeek
№ 01

Bing Wallpaper passa a apresentar publicidade

A Microsoft não resistiu a adicionar publicidade explícita nas imagens de fundo do Bing Wallpaper.

A Microsoft está a enfrentar novas críticas após ter começado a injectar publicidade explícita no Bing Wallpaper. O caso mais recente envolve uma imagem dedicada à colecção de 11 filmes de Harry Potter e Fantastic Beasts, que inclui texto publicitário visível e uma mensagem de destaque a indicar que o conteúdo está "disponível agora" - só faltando mesmo passar a incluir um link para compra!

O Bing Wallpaper é uma app opcional que actualiza automaticamente o fundo do ambiente de trabalho com fotografias e imagens seleccionadas pela Microsoft, sendo uma das poucas apps Bing que, até agora, até tinha boa opinião por parte dos utilizadores. Embora a plataforma já tivesse utilizado imagens relacionadas com filmes, séries ou videojogos no passado, muitos consideram que a nova abordagem ultrapassa a linha da publicidade excessiva.
As queixas têm-se multiplicado em fóruns e redes sociais, onde vários utilizadores demonstram o desagrado por verem o seu ambiente de trabalho transformado num espaço promocional.

Apesar do Bing Wallpaper não fazer parte do sistema operativo e poder ser removido a qualquer momento, o episódio reacende o debate sobre a crescente presença de conteúdos promocionais no Windows. Com a insistência na publicidade no Bing Wallpapers, a MS arrisca-se a afugentar os utilizadores da app, fazendo com que app fique conotada com as más experiências associadas à marca Bing.

№ 02

Apple apresenta iPhone Duo dobrável

A Apple apresentou o seu primeiro iPhone dobrável, em formato "largo", com nome iPhone Duo.

Em vez "Ultra", o iPhone dobrável acabou por se chamar iPhone Duo, e foi apresentado a par dos iPhone 18 Pro e Pro Max, Apple Watch 12 e Apple Watch Ultra 4, e AirPods 5.

O primeiro iPhone dobrável da história da empresa aposta num formato de livro com dois ecrãs e uma dobradiça de alta precisão. Quando totalmente aberto, o iPhone Duo revela um ecrã interno de 7.6", enquanto o ecrã exterior mede 5.4" (ambos mantêm a mesma proporção, e usam um bem conseguido efeito visual de transição que "transfere" o ecrã.

The iPhone Duo’s dreamlike transition animation. This is a level of elegance Samsung will never be able to surpass.

I’d even tell Samsung this: you might as well give up on the foldable market. You don’t stand a chance anymore. pic.twitter.com/U9E4MZ6CFp

— Ice Universe (@UniverseIce) September 9, 2026

A dobradiça usa mais de 100 componentes de precisão e utiliza um sistema de laminação multicamada concebido para reduzir o desgaste provocado pelas dobragens ao longo do tempo. Para minimizar a visibilidade da dobra no ecrã, a Apple recorreu a uma superfície nanotexturizada que reduz reflexos e melhora a experiência de utilização (veremos que tal se comporta na prática). Também temos suporte para Apple Pencil nos dois ecrãs, mas que só chegará através de uma actualização prevista para o final do ano (confirmando que estamos continuamente no habitual estado de lançamento de produtos inacabados).
O iOS 27 foi adaptado a este novo formato. O iOS ajusta automaticamente a interface entre os ecrãs interno e externo, permite executar duas apps em simultâneo ou até abrir duas instâncias da mesma app ao mesmo tempo. O equipamento pode também ser utilizado parcialmente dobrado para videochamadas, visualização de conteúdos ou utilização em modo de secretária. Quando usado como relógio de secretária, até temos alguns detalhes curiosos, como usar o ecrã interior para efeitos luminosos. A Apple também adicionou novas funcionalidades exclusivas para FaceTime, multitarefa e fotografia, aproveitando a flexibilidade do formato dobrável.
No interior, o iPhone Duo utiliza o mesmo processador A20 Pro presente nos iPhone 18 Pro e estreia o novo modem C2, que promete maior velocidade e eficiência energética. O sistema fotográfico inclui duas câmaras traseiras de 48 megapíxeis e duas câmaras frontais, sendo que a interior fica escondida sob o ecrã interno (em antecipação ao que é esperado para os iPhones do próximo ano). Tal como indicado nos rumores, o FaceID fica ausente, regressando ao Touch ID no botão de power, como nos iPads. A autonomia pode atingir até 24 horas de utilização, graças a duas baterias distribuídas por ambas as metades do dispositivo, e com suporte para carregamento wireless MagSafe.

O iPhone Duo estará disponível nas cores Star White e Night Sky, com preços a partir dos 2.399 euros para a versão de 256 GB e opções até 2 TB de armazenamento (3.899 euros) . As reservas arrancam a 16 de Outubro, com chegada ao mercado marcada para 23 de Outubro.


№ 03

Apple apresenta iPhone 18 Pro e Pro Max

A Apple apresentou a nova geração iPhone 18 Pro e Pro Max, com chip A20 de 2nm e câmara principal com abertura variável.

A Apple revelou os novos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, mantendo os ecrãs de 6.3" e 6.9" respetivamente, mas introduzindo várias melhorias em desempenho, autonomia e fotografia. Os novos modelos contam com uma Dynamic Island mais compacta, que possibilita apresentar até três Live Activities em simultâneo, e chegam equipados com o novo processador A20 Pro, o primeiro chip da Apple fabricado com tecnologia de 2 nm.

O A20 Pro integra um CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos e um Neural Engine de 32 núcleos. Segundo a Apple, o novo chip oferece até 40% mais desempenho sustentado face ao A19 Pro, graças não só à nova arquitectura, mas também a um sistema melhorado de dissipação com câmara de vapor. A empresa destaca ainda melhorias a nível do processamento local de modelos de inteligência artificial, permitindo executar tarefas mais complexas diretamente no dispositivo, algo que beneficiará as capacidades Apple Intelligence e da nova Siri AI - sendo que esta última não estará disponível na UE (sem que fosse dada uma possível data para tal).
Na fotografia, ambos os modelos recebem uma nova câmara principal Fusion de 48 megapíxeis com abertura variável. O sistema utiliza seis lâminas que ajustam automaticamente a entrada de luz consoante a cena, permitindo melhorar a captura em ambientes escuros e oferecer maior controlo sobre a profundidade de campo. Também há novos controlos para os Estilos Fotográficos, e a possibilidade de se configurar a app da câmara para se ter acesso aos modos mais usados (algo que quase parece uma desculpa face à anterior remodelação em que muitos utilizadores ficaram "perdidos" sem saber para onde tinham ido os modos adicionais).
A autonomia também foi melhorada. O iPhone 18 Pro agora promete até 24 horas de utilização por carga, enquanto o iPhone 18 Pro Max alcança até 30 horas, representando o maior salto geracional de sempre na bateria de um modelo Pro Max. Ambos suportam carregamento rápido, atingindo 50% da bateria em apenas 15 minutos.

Os novos smartphones estarão disponíveis nas cores Preto, Prateado, Glacier e Borgonha, com capacidades até 2 TB. Os preços começam nos 1.499 euros para o iPhone 18 Pro (256GB) e 1.649 euros dólares para o iPhone 18 Pro Max (256GB), com lançamento marcado para 18 de Setembro e reservas a abrirem no dia 12.

№ 04

Apple revela Apple Watch 12 e Apple Watch Ultra 4

Os novos Apple Watch 12 e Apple Watch Ultra 4 apostam na monitorização de saúde mais detalhada, e na escuta de tudo e todos.

A Apple revelou os novos Apple Watch Series 12 e Apple Watch Ultra 4, ambos equipados com o novo processador S11 e um sistema de monitorização de saúde significativamente melhorado. Entre as principais novidades estão sensores mais precisos para medição da frequência cardíaca e ECG, além de novas funcionalidades de análise física e bem-estar. O Apple Watch Series 12 chega com novos acabamentos em alumínio, titânio e cerâmica, enquanto o Ultra 4 mantém a construção em titânio e aposta numa autonomia muito superior.

O novo sistema de sensores utiliza eléctrodos maiores, LEDs mais eficientes, e uma disposição renovada dos fotodíodos para aumentar a precisão das leituras. A Apple diz que se trata do sistema de monitorização cardíaca mais preciso alguma vez integrado num wearable. Os relógios introduzem ainda a funcionalidade Readiness, que avalia diariamente factores como atividade física, sono e sinais vitais para indicar se o utilizador deve descansar, moderar o esforço, ou intensificar os treinos.
Outra das grandes novidades é a reformulação da app Saúde, que passa a integrar funcionalidades alimentadas por Apple Intelligence. Entre elas está o novo indicador Health Age, que compara dados recolhidos pelo relógio, como VO2 Max e padrões de sono, com marcadores biológicos provenientes de análises clínicas. A app contará ainda com uma secção dedicada à longevidade e novas ferramentas para acompanhar indicadores de saúde de forma mais abrangente.

O chip S11 introduz também funcionalidades de Audio Intelligence. Os relógios conseguem reconhecer sons importantes, como alarmes, campainhas ou o choro de um bebé, enquanto a função Live Rewind apresenta uma transcrição dos últimos 15 segundos de conversa (tentando esquivar-se às questões de privacidade dizendo que não se tem acesso directo às gravações mas só às transcrições). O Siri Recap cria automaticamente resumos e pontos-chave das conversas para consulta posterior, sendo também algo que a Apple apresentou casualmente, como se não existissem inúmeras preocupações com a privacidade.

O Apple Watch 12 mantém dois tamanhos (42 mm e 46 mm) e versões GPS e GPS + Celular, com preço a começar nos €459 (alumínio), €809 (titânio), e €1059 (cerâmica). O Apple Watch Ultra 4 tem um preço a começar nos €909, estando disponível apenas num único tamanho, em preto ou em titânio natural.


№ 05

AirPods 5 chegam com ANC

Para a nova geração AirPods 5 a Apple disponibiliza o cancelamento de ruído no modelo base.

A Apple apresentou os novos AirPods 5, trazendo melhorias importantes à sua gama de auriculares sem fios mais acessível. Pela primeira vez, o modelo de entrada passa a incluir cancelamento activo de ruído (ANC), com um preço base de 149 euros.

Os AirPods 5 conseguem eliminar até 50% mais ruído exterior em comparação com os AirPods 4 equipados com ANC, com melhorias no sistema Adaptive EQ e arquitectura acústica que prometem um som mais rico, detalhado e equilibrado. O modo Transparência também foi actualizado para reproduzir vozes e sons do ambiente de forma mais natural.
Os novos auriculares incluem funcionalidades como Adaptive Audio, que alterna automaticamente entre o cancelamento de ruído e o modo Transparência, e Conversation Awareness, capaz de reduzir o volume da reprodução quando o utilizador começa a falar. A Apple adicionou ainda suporte para tradução em tempo real quando os AirPods são utilizados com um iPhone compatível com Apple Intelligence.

A versão de 169 euros inclui uma caixa de carregamento sem fios e adiciona controlos de volume por gestos directamente nas hastes dos auriculares. Este modelo oferece até cinco horas de reprodução com o cancelamento de ruído activado e até 22 horas de autonomia total com a caixa de carregamento. Os AirPods 5 já podem ser reservados e chegam ao mercado a 18 de Setembro.

№ 06

Suno V6 facilita edições AI

O Suno chegou à versão 6, prometendo as mais avançadas capacidades de geração e edição de música AI de sempre.

O Suno apresentou oficialmente a versão v6 da sua plataforma de criação musical por inteligência artificial, descrevendo-a como a maior evolução da tecnologia desde o lançamento do serviço. Desenvolvida em colaboração com parceiros da indústria, incluindo a Warner Music Group, BMG e Believe (o que ajudará a minimizar o risco de processos) a nova geração promete músicas de maior qualidade, tempos de resposta mais rápidos, e um nível de controlo criativo significativamente melhorado para os artistas e utilizadores.

A nova versão 6 chega com três modelos distintos. O v6 será a versão principal para subscritores Pro e Premier, oferecendo resultados mais precisos e consistentes. O v6-wild aposta numa abordagem mais experimental, gerando composições mais criativas. Já o v6-mini foi concebido para os utilizadores gratuitos, disponibilizando uma experiência mais rápida e acessível sem sacrificar a qualidade. A actualização traz também novas ferramentas de edição e criação. Os utilizadores podem agora modificar secções específicas de uma música através de linguagem natural, criar mashups a partir de várias faixas, isolar instrumentos, gerar novas bases musicais e até criar músicas recorrendo a imagens ou vídeo.



Uma das funcionalidades que será particularmente apreciada: é agora possível alterar apenas uma palavra ou frase numa letra sem necessidade de recriar toda a composição - algo que era uma das grandes lacunas dos modelos anteriores.

Para navegar no difícil oceano dos direitos musicais, a empresa está também a desenvolver experiências opcionais centradas em artistas específicos, de adesão voluntária, que permitirá que sejam remunerados quando os fãs utilizarem essas ferramentas. Dito isto, há que relembrar que o campo da música AI tem ficado cada vez mais concorrido. A Google acabou de lançar o Lyria 3.5, e no mundo do open-source vão surgindo cada vez mais opções.

№ 07

Base para monitor com hub USB e RGB a €21

Ideal para os fãs das secretárias limpas e bem organizadas, esta base para monitores (ou portáteis) com hub USB integrado e iluminação RGB pode simplificar a vida e reduzir a confusão de cabos.

Embora muitas pessoas recorram aos teclados e ratos sem fios como forma de libertar a sua mesa de trabalho dos inestéticos cabos, há coisas às quais não podemos escapar e que continuam a necessitar de um fácil acesso às portas USB; quer seja para ligar um cabo para recarregar o smartphone, ou para ligar uma pen USB, disco externo, ou leitor de cartões. Por isso, que tal adicionar portas USB que ficam facilmente acessíveis? E, neste caso, ainda temos direito a iluminação RGB para dar um toque a combinar com um PC de jogos.
Esta base Marsgaming para monitor com hub USB está disponível por 21 euros na Amazon Espanha.

Em vez de deixar as portas USB escondidas atrás de um monitor, ou na caixa do computador que se deseja manter afastada da vista (debaixo da secretária talvez), esta base permite colocá-las sempre à mão. No processo também cria um espaço debaixo do monitor onde podemos arrumar o teclado e rato, e simultaneamente elevar ligeiramente o monitor para que fique numa posição mais ergonómica.


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№ 08

Eufy lança câmara para janelas

A Eufy (da Anker) apresentou uma curiosa câmara de vigilância para janelas, e nova video-campainha.

A Eufy - que em breve assumirá a designação Anker - revelou duas novas soluções de segurança doméstica durante a IFA 2026, destacando-se a Window Camera E10, uma câmara concebida especialmente para apartamentos e habitações onde a instalação de equipamentos no exterior não é uma opção. Em vez de ser montada fora de casa, a câmara fixa-se no lado interior da janela e grava o exterior, utilizando um sistema de óptica antirreflexo para minimizar os reflexos causados pelo vidro.
A Window Camera E10 grava vídeo em resolução 2.5K, possui inclinação ajustável até 25 graus e inclui detecção local de pessoas, animais, veículos e ruídos. A alimentação é feita através de uma ligação USB-C e as gravações são armazenadas localmente num cartão microSD com capacidade até 256 GB. A câmara é compatível com Google Home e Amazon Alexa, mas não oferece suporte oficial para outras plataformas de domótica.

A marca apresentou também a Video Doorbell S4, uma nova campainha inteligente equipada com uma câmara 3K e um campo de visão de 180 graus. A principal novidade é o chamado "VR Mode", que permite ao utilizador mover o smartphone para explorar diferentes áreas da imagem panorâmica, oferecendo uma experiência semelhante à visualização de vídeos em realidade virtual.

A Video Doorbell S4 suporta alimentação por bateria, energia solar ou ligação eléctrica tradicional e inclui detecção de pessoas, reconhecimento facial e identificação de encomendas. Conta ainda com visão nocturna a cores, gravação contínua 24 horas por dia, e 64 GB de armazenamento interno.

A Window Camera E10 deverá chegar ao mercado ainda este ano por menos de 100 euros, enquanto a Video Doorbell S4 deverá custar perto de 300 euros, incluindo uma unidade de campainha dedicada.

№ 09

DaVinci Resolve 21.1 abre as portas à edição de vídeo AI


O poderoso (e gratuito) editor de vídeo DaVinci Resolve, da Blackmagic Design, chegou à versão 21.1 e chega com novidades, incluindo AI.

A Blackmagic Design anunciou o lançamento do DaVinci Resolve 21.1, uma actualização que estreia a integração nativa com assistentes de inteligência artificial como o ChatGPT, Claude, ou outros. Esta capacidade permite utilizar linguagem natural para executar tarefas como organizar ficheiros multimédia, ajustar definições, criar vídeos de destaques a partir de gravações longas, ou realizar exportações em lote, reduzindo o tempo gasto em tarefas repetitivas e permitindo que os criadores se concentrem na edição e pós-produção.

A atualização expande também o suporte para câmaras e formatos fotográficos, incluindo modelos das gamas Fujifilm GFX e X Series, Leica SL e Sony A7R V. Além disso, o módulo de fotografia recebe controlos mais avançados através dos painéis de cor da Blackmagic e melhorias nas ferramentas de edição de imagem, incluindo uma versão mais avançada do sistema de substituição de céu para fotografias.


Os fluxos de trabalho multicâmara foram também significativamente melhorados, com novas opções para sincronização de gravações, suporte para até 25 ângulos de câmara através de atalhos de teclado, e uma gestão mais intuitiva durante a edição. O DaVinci Resolve 21.1 traz ainda melhorias no Color Page para projetos HDR, permitindo ajustes independentes para formatos como Dolby Vision, HDR10+ e HDR Vivid, além de suporte nativo para novos espaços de cor e perfis de imagem utilizados por marcas como a GoPro, Leica, DJI e Vivo.

Na área de efeitos visuais, o Fusion recebe mais de 25 novas ferramentas Krokodove para criação de gráficos e elementos 3D, juntando-se a mais de 100 novas funcionalidades e optimizações distribuídas por todo o software. A actualização inclui ainda melhorias no Blackmagic Cloud para colaboração remota, aceleração por GPU para mais formatos de vídeo e imagem, compatibilidade com sistemas NVIDIA RTX Spark, e novas APIs para automação.

O DaVinci Resolve 21.1 já está disponível gratuitamente para download.

№ 10

OpenAI rouba trabalho matemático

A OpenAI destruiu num só dia toda a confiança conquistada nos últimos meses, com o aparente "roubo" da resolução de um problema matemático de longa data (Navier-Stokes).

A OpenAI anunciou que um dos seus modelos AI resolveu o problema de Navier-Stokes, apresentando o feito como uma das maiores conquistas recentes da inteligência artificial aplicada à matemática. No entanto, a celebração está a ser totalmente ofuscada pela polémica de como isso terá sido feito, aparentemente tendo aproveitando o trabalho científico que estava a ser feito por um professor e funcionário da Anthropic. Tristan Buckmaster, professor da Universidade de Nova Iorque, acusa a OpenAI de ter acelerado uma investigação paralela depois de tomar conhecimento do trabalho que estava a desenvolver há quase um ano com o matemático Levent Alpöge (PDF link).

Segundo Buckmaster, a dupla seguia uma abordagem muito específica e pouco explorada para resolver uma variante do problema, tendo alcançado resultados importantes em Agosto. Dias depois de informar investigadores da OpenAI sobre o progresso obtido, foi-lhe comunicado que um modelo interno da empresa teria produzido uma prova com cerca de 100 páginas baseada na mesma linha de investigação. O matemático questionou a empresa sobre a possibilidade desses modelos terem beneficiado de dados provenientes das suas sessões privadas no Codex, mas diz não ter recebido uma resposta clara relativamente ao treino dos sistemas.

As acusações vão mais longe. Buckmaster revelou que lhe foram apresentadas propostas para coordenar a publicação dos resultados, mas que deveria excluir Alpöge dos créditos devido à sua ligação à Anthropic, rival directa da OpenAI. E, para piorar, o caso descambou para um nível de quase ameaças, dizendo que o matemático "iria destruir a sua carreira" se não cedesse aos pedidos da OpenAI.

I...worked on this proof for a year...and...they just…tweeted it out. https://t.co/pqMgVtVfn2

— Jay Cummings (@LongFormMath) September 8, 2026

unfortunately i contacted them on the night of wednesday, september 2nd making the following points

1. i had intel they had information about math work i was doing and a few days before they had spun up a group to try to compete.
2. i emphasized and reemphasized mine was a… https://t.co/MreJNmPBTQ

— levent (@__alpoge__) September 9, 2026
A OpenAI, obviamente, rejeita as alegações e garante que nem os seus investigadores nem os seus modelos tiveram acesso ao trabalho privado dos matemáticos antes da divulgação pública. Sébastien Bubeck, responsável pela investigação matemática da empresa, classificou as acusações como falsas e diz que as conversas decorreram dentro das normas académicas habituais. Apesar disso, muitos consideram que a OpenAI já acabou reconhecer os acontecimentos, mas usando a habitual "sintaxe corporativa": no seguinte tweet a OpenAI diz que não usou "dados específicos" - o que significa que reconhece ter usado "dados genéricos" - e admite abertamente que os referidos dados "não associados aos utilizadores" poderão ter sido usados na melhoria dos seus modelos AI. É algo que praticamente equivale a uma confissão e admissão de culpa.

We congratulate Levent Alpöge and Tristan Buckmaster on their remarkable mathematical work.

We (the researchers and the agents) did not see any of their work through any means until they released it publicly — in particular, no specific user data was accessed in order to solve… https://t.co/otJKRHnQgb

— OpenAI (@OpenAI) September 8, 2026
Este caso certamente ainda irá dar muito que falar, mas a pior componente é a de que vem dar razão a todos os investigadores que eram criticados por não usarem modelos AI. Muitos deles resistiam a isso dizendo que tinham receios de que a OpenAI se pudesse apropriar dos seus trabalhos. Agora, fica praticamente confirmado que esse é um risco bem real, e que o seu trabalho de anos pode sumariamente ser aproveitado pela OpenAI (ou outras empresas AI) para dizerem que os seus modelos AI conseguem fazer avanços revolucionários. Algo que dá toda uma nova perspectiva à "oferta" que a OpenAI fez há poucos meses, de disponibilizar acesso gratuito a investigadores de topo em áreas de interesse.

This is the textbook definition of a Greek gift. On the surface, OpenAI generously grants 10,000 top-tier mathematicians and elite engineers free access to their frontier models under the noble, philanthropic banner of accelerating scientific discovery, pushing the boundaries of… https://t.co/rzZWeiyr5b

— Chetuya Chinagolum (@Chetuyachinago) September 9, 2026

i once asked a bunch of deep-tech researchers on why they wouldn’t use chatgpt for serious research, especially after openai launched Prism tool around a workflow researchers already know well: LaTeX. Their responses were surprisingly consistent: they were afraid that putting… https://t.co/aMbT5t6DqN

— Varsh Sridharan (@VarshineSri) September 8, 2026
Há quem já apele ao boicote total da OpenAI entre todos os investigadores e utilizadores académicos, até que tudo seja devidamente esclarecido e os responsáveis sejam demitidos. Por outro lado, o caso vem apenas demonstrar que, no mundo empresarial e corporativo, a imagem de simpatia ou de ser amiga dos utilizadores é apenas uma fachada para obterem aquilo que querem deles: quer seja o seu dinheiro, ou os seus dados.

№ 11

Meta lança agente AI Muse

A Meta não quer arriscar-se a ficar de fora do segmento dos agentes AI, e apresenta-nos o Muse.

A Meta apresentou o Muse, o seu novo agente de inteligência artificial concebido para executar tarefas em nome dos utilizadores. Alimentado pelo modelo Muse Spark, o sistema foi criado para automatizar actividades do dia a dia, desde escrever e enviar emails até pesquisar produtos e encontrar as melhores ofertas online, tudo com um nível reduzido de intervenção humana.

Segundo a Meta, o Muse consegue analisar um pedido, criar um plano, e executar as tarefas necessárias após obter autorização do utilizador. Para reforçar a segurança, a empresa integrou um agente adicional chamado Sentinel, responsável por monitorizar as acções do sistema e garantir que não são realizadas operações sensíveis sem aprovação explícita.

Introducing Muse, your personal AI agent from Meta that gets things done across every part of life.

Download the Muse app and get started: https://t.co/KBjYWfshGo pic.twitter.com/1exp56xj93

— Muse (@Muse) September 8, 2026
Tal como outras soluções AI, o Muse inclui funcionalidades de memória para aprender preferências e adaptar-se aos hábitos dos utilizadores ao longo do tempo. E, tendo consciência que o simples facto de ser um produto da Meta levanta questões de privacidade, o Muse funciona dentro de uma máquina virtual privada dedicada a cada utilizador, onde são armazenados os dados necessários para executar as tarefas. As comunicações entre essa máquina virtual e os dispositivos do utilizador são protegidas através de ligações encriptadas. Ainda assim, muitos utilizadores poderão preferir espoerar pela chegada do Muse Confidential VM prometido para daqui a alguns meses, uma versão onde nem a própria Meta terá acesso aos dados processados.

O serviço está disponível inicialmente para utilizadores de iOS e Android nos Estados Unidos, está também prometida uma versão para óculos inteligentes.

№ 12

Fita LED RGBIC Govee 5m a €15

Uma fita LED RGB é uma das formas mais eficazes e simples de dar um toque especial a qualquer casa, e é algo que pode ser feito a preço reduzido, como comprova esta fita LED.

Uma fita LED pode fazer milagres, bastando passá-la pela prateleiras de móveis, ou até colocada por baixo de uma mesa ou sofá, para criar um ambiente único. O único problema é que quando se compra uma fita LED RGBIC para iluminação decorativa, a impressão inicial de missão cumprida que se tem após a colocar no sítio é quase sempre seguida de um "se soubesse, tinha mandado vir mais uns metros". Pois bem, isso já não deverá acontecer com este conjunto, que desde logo disponibiliza 5 metros para que possam preencher com luz tudo aquilo que desejarem - mas disponibilizada também em versão de 2x 10 metros para quem precisar de mais.
Esta fita LED RGBIC Goovee com 5 metros e controlo remoto está disponível por apenas 15 euros na Amazon Espanha - desconto de 40% aplicado automaticamente.

Este modelo apenas pode ser controlada através da app Govee ou dos botões no controlador físico junto da fita, não tendo integração com assistentes de voz como o Google Assistant ou Amazon Alexa.


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№ 13

Gemini Daily Brief chega aos utilizadores gratuitos - nos EUA

A Google está a fazer chegar o Daily Brief do Gemini aos utilizadores gratuitos, mas só nos EUA.

A Google começou a disponibilizar o Gemini Daily Brief a utilizadores sem subscrição paga do Google AI nos Estados Unidos. A funcionalidade, que até agora estava limitada aos planos Plus, Pro e Ultra, passa a estar acessível a um público muito mais alargado, potencialmente para se antecipar a algumas funcionalidades que a Apple se prepara para apresentar.

O Gemini Daily Brief foi concebido para apresentar um resumo diário personalizado com informações relevantes, incluindo tarefas pendentes, compromissos, emails e outros dados importantes ligados à actividade do utilizador. Isto permite ter uma visão rápida do que merece atenção ao longo do dia, directamente através da aplicação Gemini ou da versão web do serviço. É algo que tem tido recepção bastante positiva dos utilizadores, sendo apenas penalizado pelo facto de, até agora, só estar disponível nos planos pagos.

Starting today, Daily Brief is available to even more Gemini app users for free in the U.S.

Daily Brief works in the background, connecting the dots across your @Google apps to help you start each day. From your emails and calendar to your conversations and interests, Daily… https://t.co/2d4fYj0CFD

— Google Gemini (@GeminiApp) September 4, 2026
A Google também prepara novidades para o Daily Brief, incluindo uma opção de áudio para ouvir os resumos diários e a possibilidade de apresentar estas informações diretamente no lock screen dos smartphones Android, tornando o acesso ainda mais rápido e conveniente.

Esta expansão aos utilizadores gratuitos poderá não ser totalmente inocente, pois existem rumores de que a Apple se prepara para fazer coisas idênticas com a chegada do iOS 27 e Siri AI. E certamente a Google não quererá que os seus utilizadores com iPhones se comecem a habituar a usar a Siri em vez do Gemini.

№ 14

iPhone dobrável será iPhone Duo e começará nos $1999

O aguardado iPhone dobrável deverá afinal ter o nome iPhone Duo e não iPhone Ultra como se pensava.

No dia da apresentação dos novos iPhone 18 Pro e primeiro iPhone dobrável, chegam também informações "quase certas" de que afinal o iPhone dobrável - que até agora tinha vindo a ser designado por iPhone Ultra - irá afinal ter o nome oficial de iPhone Duo, e começar num patamar de preço mais baixo do que se pensava.

O nome "Ultra" usado nos rumores nunca tinha sido consensual, com diversas pessoas a dizer que o nome não se enquadrava com o posicionamento do produto, a começar pelas lacunas nas câmaras. Por outro lado, o nome Duo também levanta algumas críticas, tendo sido já usado (e abandonado) pela Microsoft no seu mini tablet dobrável.

Apple landed on the iPhone Duo name for the foldable iPhone and a $2,000 starting price, eating the additional memory costs. Storage capacities will reach 2 terabytes and roughly $3,000. It’ll ship in October, has support for the Apple Pencil and come in dark blue + white. https://t.co/58VLtVNka6

— Mark Gurman (@markgurman) September 9, 2026
Talvez de maior relevância, fala-se que o iPhone dobrável, seja lá qual for o seu nome, terá um preço a começar nos $1999, o que fica abaixo dos valores que andavam a circular, de que iria custar $1099 ou $1199. A verificar-se, isto pode significar que a Apple estará disposta a absorver uma parte substancial dos custos deste novo modelo para assegurar que o iPhone dobrável será um modelo de sucesso. Isso poderá significar que parte desse custo será transferido para os iPhone 18 Pro, que deverão sofrer aumentos, a par de outros produtos.

Saberemos tudo já ao final da tarde. E, seja qual for o nome, daqui por uns dias já ninguém achará estranho a designação, passando a ser o "nome normal" do novo iPhone dobrável.

№ 15

Smart TVs LG apanhadas a escutar utilizadores

Alguns modelos de TV da LG foram apanhados a escutar conversas e recolher dados sobre os dispositivos na rede doméstica.

Voltando a levantar preocupações de privacidade sobre as Smart TVs, uma nova investigação revelou que alguns modelos da LG estão a recolher e enviar grandes quantidades de dados dos utilizadores, mesmo quando parecem estar desligadas ou sem ligação à internet.

Os testes realizados mostram que os televisores analisam continuamente a rede doméstica, identificando dispositivos próximos como smartphones, smartwatches, impressoras, e outros equipamentos ligados ao WiFi. Os investigadores descobriram ainda que as TVs registam informações sobre redes WiFi próximas, dados de localização, e padrões de utilização, enviando essas informações para os sistemas publicitários da empresa. Outro dos pontos mais controversos é o uso do Automatic Content Recognition (ACR), uma tecnologia capaz de identificar tudo o que é exibido no ecrã, incluindo conteúdos reproduzidos através de entradas HDMI, como consolas, computadores ou boxes de televisão, ou enviado de smartphones e tablets para a TV.


Também são levantadas questões sobre a privacidade do microfone integrado. Apesar da LG assegurar que os televisores não gravam nem armazenam conversas ambiente, os testes demonstraram que o sistema converte comandos de voz em texto e mantém registos locais. Em alguns casos, foi comprovado que o microfone continuava activo durante vários segundos após um comando de voz e que ficheiros de áudio eram armazenados localmente mesmo quando a TV estava offline, enviando estes dados assim que recuperasse a ligação à internet. E nem mesmo o uso de algo como um Pi-Hole resolve, já que a TV também usa mecanismos para ultrapassar isso e comunicar directamente.

Tudo isto se agrava pelo facto de não haver forma fácil ou directa de desactivar estes comportamentos, com opções que ficam espalhadas pelos complexos menus das configurações, e com nomes ou descrições que parecem ter como objectivo baralhar e confundir os utilizadores. Desta forma, e lamentavelmente, chega-se ao ponto de que a recomendação passa por descartar por completo o uso das capacidades "smart" da Smart TV, mantendo-a totalmente desligada da internet e usando-a apenas como monitor, centralizando as operações smart num dispositivo externo como uma box Android TV ou Apple TV, onde existe maior controlo sobre o que é feito a nível de recolha de dados.

É certo que alguns dos comportamentos exibidos podem ser facilmente explicados como sendo meramente funcionais para "melhorar a experiência de utilização". O grande problema é que actualmente as empresas não têm qualquer crédito moral a nível de merecerem essa confiança por parte dos utilizadores: a começar pela falta de transparência a nível de todos os dados que são recolhidos e o uso que lhes é dado.

№ 16

A importância da RAM na AI

O processamento AI necessita de imensa quantidade de memória RAM, mas nem toda a memória RAM é adequada para esta tarefa.

A revolução AI tem tido um impacto significativo no uso da RAM - que levou a um aumento brutal dos preços - e fazendo com que até placas gráficas piores possam estar mais caras que placas melhores, desde que tenham mais VRAM. Mas porquê é que isto acontece?

A AI e a memória

Quando se fala em hardware para inteligência artificial, a maioria das pessoas concentra-se na quantidade de memória disponível. No entanto, para executar modelos AI modernos, a velocidade a que os dados são transferidos acaba por ser tão, ou mais, importante do que a própria capacidade. É aqui que entra a largura de banda da memória, um dos principais factores que determina o desempenho real de AI.

Seria simples imaginar: se um modelo AI ocupa 14 GB e eu tenho 32 GB de RAM no meu computador, então está tudo resolvido. Certo? Não, longe disso. Isto porque, em termos computacionais, até a memória RAM num computador tradicional é extremamente lenta. Como se pode ver pela seguinte tabela que exibe a diferença nas velocidades de transferência dos diferentes tipos de memória.
O meu PC tambném exemplica isso perfeitamente: a memória de sistema apenas dá 62.5 GB/s, enquanto a memória cache L3 permite 143 GB/s.
As diferenças de velocidade são impressionantes. Um sistema DDR5 comum oferece normalmente entre 50 e 100 GB/s de largura de banda, enquanto plataformas desktop unificadas podem atingir cerca de 200-300 GB/s. Em comparação, a memória GDDR6 utilizada nas placas gráficas modernas fornece entre 500 e mais de 1.000 GB/s. Já as soluções HBM3 e HBM3E, presentes em aceleradores AI de topo como os NVIDIA H100 e B200, ultrapassam facilmente os 3.000 GB/s e podem chegar aos 5.000 GB/s. Isto significa que um GPU equipada com HBM pode aceder aos dados mais de 50 vezes mais rapidamente que um processador a utilizar apenas RAM convencional.

Isto ajuda a explicar porque motivo é praticamente impossível encontrar placas gráficas com 16 GB ou mais de VRAM a preço decente, já que os 16 GB se tornam no patamar "mínimo" para correr modelos AI locais de tamanho razoável (isto sem entrar no campo dos 24 GB ou 32 GB, ou uso de múltiplos GPUs para multiplicar a memória disponível). E também porque mesmo um computador equipado com 128 GB de RAM não será de grande ajuda: se tiver que aceder continuamente a um modelo de 100 GB, mesmo cabendo totalmente na RAM, demorará mais de um segundo, fazendo com que 100 acessos demorem mais de um minuto e meio - sem contar com o processamento - enquanto que um acelerador AI de topo poderia fazê-lo em menos de 5 segundos.

№ 17

XPeng anuncia produção em volume do robot IRON

Em menos de um ano a XPeng passou de um protótipo para a produção industrial do robot humanóide IRON.

Depois de no ano passado ter surpreendido com o IRON - ao ponto de receber acusações de que era uma pessoa e não um robot - a XPeng anunciou o arranque da primeira linha de produção automatizada do mundo dedicada a robots humanoides avançados.

O novo IRON saiu da linha de montagem literalmente pelo seu próprio pé, num sistema onde mais de 80% dos processos são automatizados. A empresa chinesa diz que este é o passo decisivo para transformar o projecto num produto comercial, com a produção em massa a começar no final de 2026.

This is the first IRON robot coming off XPENG Robotics’ new production line.

XPENG just started building humanoid robots like cars. And yes—it walked off by itself. The line automates 80%+ of core processes and uses automotive-grade quality control.

Mass production is set for… https://t.co/4d9klKsDKB pic.twitter.com/C4vVWeKYmv

— RoboHub🤖 (@XRoboHub) September 8, 2026

Today, we launched the world’s first automated production line for advanced general‑purpose humanoid robots, using robots to mass‑produce robots, autonomously.

This was uncharted territory, and we solved it from scratch. The commissioning of our production line means humanoid… pic.twitter.com/qlpeSLJx77

— Xiaopeng He (@xiaopenghexpeng) September 8, 2026

Em termos técnicos, o IRON conta com 76 graus de liberdade de movimento e 21 em cada mão. O robot é alimentado por três chips proprietários Turing AI, que oferecem até 2.250 TOPS de capacidade de processamento. Segundo a empresa, esta potência permite executar localmente modelos AI avançados, reduzindo a necessidade de controlo remoto e aumentando a autonomia nas tarefas do dia a dia.

O anúncio surge numa altura em que a corrida aos robots humanoides está a intensificar-se, e aumenta a pressão sobre empresas como a Tesla, que até encerraram as linhas de produção de alguns dos seus automóveis para as reconverterem para a produção de robots Optimus, que tem estado "desaparecido" há bastante tempo, face a todos os avanços que têm continuado a ser feitos por outras empresas de robots.

№ 18

Monitor portátil Arzopa S1 15.6" USB-C a €87

Expandir a área de trabalho - ou de lazer - de um computador, portátil ou consola, é mais fácil e económico que nunca. Com monitores portáteis USB-C, basta um único cabo para resolver o problema.

Hoje em dia é possível comprar monitores a preços bastante reduzidos; mas nalguns casos é mais conveniente ter algo que se possa transportar para qualquer lado com facilidade. É precisamente para esses casos que monitores USB-C como este monitor portátil Arzopa S1 de 15.6" se tornam numa solução atractiva.
Neste caso, o modelo Arzopa S1 15.6" Full HD USB-C está disponível por 87 euros na Amazon Espanha. Também está disponível uma versão gaming de 16.1" QHD a 180Hz.

Para além da ligação USB-C, estes monitores também permitem a ligação tradicional via HDMI e mini-HDMI, pelo que se tornam apropriados para um vasto conjunto de cenários, quer seja para expandir o ecrã de um portátil, tablet ou smartphone, ou meramente para usar como um ecrã portátil para se ligar a um media-player ou consola de jogos para facilitar a sua utilização sem necessidade de um televisor ou monitor convencional por perto.


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№ 19

GPUs ARM também apostam no "DLSS"

Sem qualquer surpresa, também a ARM vai seguir o caminho do DLSS e Neural Rendering para os seus futuros GPUs.

Nos GPU desktop os últimos anos assistiram à transição da potência efectiva real para técnicas que multiplicam os frames usando "batotas" como a interpolação de imagens e, mais recentemente, melhorando a qualidade com o neural rendering do DLSS 5. Como tal, não é surpresa que no campo dos chips Arm a estratégia passe pelo mesmo. A Arm revelou os primeiros detalhes da sua próxima plataforma móvel, a CSS for Mobile 2, que combina o novo processador C2-Ultra com o GPU Mali G2-Ultra NX. Também aqui a aposta é o uso de inteligência artificial para melhorar o desempenho gráfico, trazendo para os dispositivos móveis funcionalidades semelhantes às encontradas em tecnologias usadas nos PC.

A grande novidade é o Mali G2-Ultra NX, descrita pela Arm como o primeira GPU Mali concebido de raiz para gráficos acelerados por AI. A arquitectura integra aceleradores neurais no hardware gráfico, permitindo executar tarefas como upscaling inteligente, frame generation e ray reconstruction de forma mais eficiente.
Entre as novas capacidades estão o Neural Super Sampling, capaz de ampliar imagens de 540p para 1080p, o Neural Frame Rate Upscaling, que pode duplicar a taxa de fotogramas de 30 para 60 FPS, e o Neural Super Sampling and Denoising, que combina técnicas de supersampling com reconstrução de imagem para melhorar a qualidade visual em cenários com ray tracing. Segundo a Arm, estas tecnologias podem proporcionar até quatro vezes mais desempenho e eficiência.

No lado do processamento, o novo C2-Ultra inclui suporte para SME2, uma tecnologia destinada a acelerar cargas de trabalho de inteligência artificial executadas localmente no dispositivo. Embora ainda não tenham sido anunciados smartphones ou chips comerciais com esta plataforma, será de esperar que isso comece a acontecer já nos próximos meses e seja presença comum nos dispositivos topo de gama no próximo ano.

№ 20

Project Zenith afina Windows 11 para developers

A MS quer manter o Windows 11 apelativo para developers e, nesse sentido, criou o Project Zenith.

A Microsoft apresentou na IFA 2026 o Project Zenith, uma nova iniciativa destinada a criar uma categoria de computadores especialmente preparada para programadores, com assistência de inteligência artificial local. Na prática não se trata de uma nova versão do Windows 11, mas sim de uma configuração específica do sistema operativo combinada com alguns requisitos de hardware, que acaba por ser próxima da certificação dos PCs "Copilot+".

Os dispositivos certificados como Zenith terão de cumprir determinados critérios, incluindo ter pelo menos 64 GB de memória unificada, e uma largura de banda de memória de 250 GB/s. Estes equipamentos chegarão ao mercado com os sistemas Windows 11 Home ou Pro, mas já configurados para oferecer uma experiência mais adequada ao desenvolvimento de software.
Entre as alterações incluem-se opções avançadas activadas de origem no Explorador de Ficheiros, suporte para caminhos longos, visualização de extensões e ficheiros ocultos, além da remoção de várias sugestões e notificações consideradas desnecessárias. Ferramentas populares entre programadores, como o Visual Studio e o GitHub Copilot, também virão pré-instaladas para reduzir o tempo necessário para preparar um novo computador.

Não será por acaso que muitos consideram que tudo isto nem deveria exigir um novo programa "Zenith", mas sim ser o tipo de coisa que deveria vir de origem nos Windows Standard, tornando-se menos incomodativo para todos os utilizadores (as apps extra nem incomodariam muito, tendo em conta muitas outras apps já incluídas).

A grande crítica vai para a exigência dos 64 GB de RAM nesta altura em que o preço da RAM está em valores absurdos, e os 250 GB/s de largura de banda, que fazem com que o Zenith elimine desde logo todos os sistemas desktop standard, sendo necessário usar sistemas com chips Ryzen AI Halo da AMD ou RTX Spark da Nvidia.