PlanetGeek
№ 01

Portugal tira partido dos satélites FireSAT para detecção de incêndios

Já estão em órbita os primeiros três satélites da constelação FireSat para detecção de incêndios.

Os primeiros três satélites operacionais do projecto FireSat, apoiado pela Google, já foram colocados em órbita com a missão de melhorar a detecção de incêndios florestais. O lançamento acontece numa altura em que os incêndios continuam a atormentar diversos países, incluindo os Estados Unidos, Canadá, assim como Portugal e outros países europeus, muitas vezes provocando enormes nuvens de fumo que afectam a qualidade do ar em vastas regiões.

A constelação FireSat foi desenvolvida especificamente para identificar incêndios de pequena dimensão que podem passar despercebidos aos satélites actuais. Equipados com sensores multiespectrais, os satélites conseguem detectar focos de fogo com apenas 5 por 5 metros, mesmo através de fumo ou nuvens. Após um período inicial de testes, o sistema começará a fornecer dados às autoridades dos Estados Unidos, Austrália, e Portugal (que faz parte do lote de parceiros iniciais do projecto), ainda este ano.



O projecto conta com financiamento da Google e apoio adicional do Bezos Earth Fund. A longo prazo, a constelação deverá ultrapassar os 50 satélites, permitindo monitorizar as regiões mais propensas a incêndios de hora a hora, e futuramente reduzir esse período para imagens a cada 20 minutos no início da próxima década.

Além dos satélites, a Google pretende utilizar modelos de inteligência artificial para comparar imagens em tempo real com dados históricos, ajudando a identificar incêndios ainda na fase inicial e a prever a sua evolução. Os responsáveis pelo projecto dizem que esta tecnologia poderá reduzir significativamente os danos causados pelos incêndios, protegendo vidas, habitações, e milhões de hectares de floresta.


Como sempre, também nunca é demais relembrar que temos o excelente fogos.pt para ficar a par de toda a informação relativa a incêndios em Portugal.

№ 02

Gboard prepara suporte para linguagem gestual

O Gboard parece estar a preparar o suporte para linguagem gestual através da câmara.

A Google poderá estar a preparar uma das maiores novidades de acessibilidade de sempre para o Gboard. Elementos encontrados na versão beta da app de teclado da Google revelam uma funcionalidade chamada Sign-to-Text, capaz de converter língua gestual em texto utilizando a câmara do smartphone e inteligência artificial.

A funcionalidade deverá recorrer a um sistema híbrido de processamento. O vídeo captado pela câmara será analisado localmente no dispositivo para identificar os gestos, enquanto apenas os dados essenciais serão enviados para os servidores da Google para interpretação. Desta forma, o vídeo do utilizador não sai do equipamento, reforçando a protecção da privacidade.
Tudo indica que o Sign-to-Text será baseado no modelo AI SignGemma, apresentado pela Google DeepMind em 2025 para interpretar língua gestual. O Gboard também deverá orientar os utilizadores para posicionarem correctamente as mãos e o corpo em frente à câmara, de modo a melhorar a precisão do reconhecimento. Ainda não se sabe quando a funcionalidade será lançada nem que idiomas de língua gestual serão suportados inicialmente. No entanto, a novidade poderá representar um importante avanço na acessibilidade dos smartphones Android, oferecendo uma nova forma de comunicação para milhões de utilizadores surdos ou com dificuldades na fala.

Dito isto, deixo no ar a pergunta sobre se o Gboard será a melhor app para estrear esta capacidade, já que nada impede um utilizador surdo / mudo de escrever como qualquer outra pessoa. Poderia fazer mais sentido integrar esta capacidade no Google Translate, como forma de interpretar aquilo que alguém esteja a dizer por linguagem gestual, convertendo-o para voz e texto.

№ 03

Qwen 3.8 aumenta a pressão sobre modelos AI ocidentais

Depois do Kimi K3, chega o Qwen 3.8 da Alinbaba.

Os modelos AI chineses estão imparáveis, e apenas dias depois da chegada do Kimi K3 - que superou todas as expectativas - é a vez do Qwen 3.8 da Alibaba Cloud.

Este é um modelo open-source / open-weight com 2.4T de parâmetros, que também promete estar ao nível dos modelos modelos ocidentais do momento, o Fable 5 da Anthropic e o GPT-5.6 da OpenAI. Uma ambição que, como o Kimi K3 demonstrou, não é apenas teórica e está mesmo a ser atingida.

Qwen3.8 is launching and going open-weight soon!🌐

With a massive 2.4T parameters, this model is continuously evolving. We believe it’s one of the most powerful model available today, compatible to leading frontier AI models , second only to Fable 5.

You don't have to wait to… pic.twitter.com/JS3ID73IYS

— Qwen (@Alibaba_Qwen) July 19, 2026
Estes modelos AI chineses estão a conquistar muitos utilizadores, não só pelas suas capacidades mas pelo facto de também serem bastante mais receptivos a segurem as instruções e pedidos dos utilizadores. Enquanto modelos como o GPT-5.6 e Fable 5 têm grande probabilidade de recusarem os pedidos assim que se entra em tópicos mais sensíveis (mas perfeitamente válidos, como procurar vulnerabilidades em código), os modelos chineses fazem-no sem queixumes, nem sem atirar secretamente os utilizadores para modelos mais básicos. Adicionalmente, há também a questão da facilidade de acesso, e do custo.

Não será coincidência que o lançamento do Kimi K3 tenha feito a Anthropic apressar-se a dar acesso oficial ao Fable 5 - algo que tinham dito que só iria acontecer "no futuro". A grande questão é que, a este ritmo, a próxima vaga de lançamentos arrisca-se a fazer com que os modelos AI ocidentais fiquem atrás dos modelos AI chineses; e poderá não ser fácil recuperar a liderança.

№ 04

Valve disponibiliza Inkterface - ecrã E-Ink para Steam Machines

A Valve publicou as instruções para criar um painel E-Ink para a Steam Machine.

A Valve disponibilizou os ficheiros do projecto Inkterface, um painel com ecrã E Ink para a Steam Machine que os utilizadores podem construir em casa. O projecto foi publicado no GitLab e inclui tudo o que é necessário para montar o acessório, desde modelos para impressão 3D até firmware, lista de componentes, e instruções de montagem.

O Inkterface utiliza um ecrã E Ink de 5.83" e uma placa ESP32 com ligação Bluetooth. Depois de montado e configurado, o ecrã pode apresentar informações como estatísticas do sistema, imagens personalizadas, ou outros conteúdos directamente na parte frontal da Steam Machine.

Valve uploaded the full BOM list, 3D print files, and instructions for those who want to build their own E-Ink faceplate for the Steam Machine

“Inkterface” was first shown off alongside the initial Steam Hardware announcements last yearhttps://t.co/9uylbczqg2 pic.twitter.com/MirrJP34Ll

— Brad Lynch (@SadlyItsBradley) July 2, 2026
A Valve já tinha apresentado um protótipo semelhante durante o anúncio da Steam Machine, mas confirmou na altura que não pretendia comercializar o acessório. Em vez disso, optou por incentivar a comunidade a criar os seus próprios painéis frontais, aproveitando o sistema de capas magnéticas da consola.

Para já, a empresa não revelou planos para lançar uma versão oficial pré-montada do Inkterface. Assim, quem quiser utilizar este ecrã terá de imprimir as peças, adquirir os componentes, e fazer toda a montagem manualmente. Isso, e esperar que não tenha que lidar com uma Red Line of Death.

№ 05

Bug no Android deixa enviar mensagens SMS do ecrã bloqueado

Recordando falhas do passado, foi descoberta nova técnica que permite ultrapassar o código PIN enviar SMS via Gemini de um Android bloqueado.

Foi descoberta uma falha no Android que permite contornar o ecrã de bloqueio e utilizar o Gemini para enviar mensagens SMS sem necessidade de autenticação. A falha, classificada como um lockscreen bypass, afecta dispositivos com Android 16 e resulta de um erro na forma como o sistema processa determinadas acções a partir do ecrã bloqueado.

Na demonstração divulgada, o utilizador tinha desactivado o acesso do Gemini à aplicação Mensagens, o que normalmente obriga à introdução do PIN antes de enviar um SMS. No entanto, ao pressionar em simultâneo os botões "Adicionar anexo" e "Continuar", a verificação é ignorada, permitindo executar a acção sem desbloquear o smartphone.



O problema não se limita às mensagens SMS. O vídeo mostra que também é possível voltar a activar o acesso do Gemini ao WhatsApp, mesmo que essa permissão tenha sido desactivada nas definições do assistente. Isto poderá permitir a utilização indevida de outras aplicações protegidas por autenticação. A Google já confirmou que tem conhecimento da vulnerabilidade desde Maio e que está a preparar uma correção. Embora a falha tenha sido identificada no Android 16, tudo indica que afecta equipamentos de vários fabricantes e não apenas os dispositivos Pixel.

Este tipo de falha não é nova, nem é exclusiva do Android. Durante anos o iOS enfrentou falhas idênticas, com métodos bastante criativos que eram usados para ultrapassar o ecrã de bloqueio e conseguir aceder a funcionalidades do telefone. Com a crescente popularização da nova geração de assistentes AI, é algo que parece estar destinado a tornar-se num novo problema.

№ 06

BMW M3 eléctrico será "M3"

O futuro M3 100% eléctrico da BMW manterá a designação tradicional, sem se tornar num "iM3".

A BMW confirmou que a futura versão totalmente eléctrica do M3 manterá exactamente o mesmo nome da versão equipada com motor de combustão. A confirmação foi dada por Frank van Meel, responsável pela divisão BMW M, deixando claro que o modelo não adoptará a designação iM3 ou qualquer outra referência específica para a motorização eléctrica.

Com esta decisão, a BMW pretende posicionar o M3 eléctrico como um verdadeiro membro da família M, e não como uma gama separada, sinalizando que a transição para os eléctricos é apenas a evolução natural da tecnologia automóvel.
Embora as especificações finais ainda não tenham sido reveladas, sabe-se que o novo M3 será baseado na plataforma Neue Klasse e deverá utilizar quatro motores eléctricos. A potência final ainda é um segredo bem guardado, mas sabe-se que esta arquitectura suporta até 1.341 cv. Os rumores apontam que a versão de entrada poderá contar com cerca de 700 cv, potência que já será mais que suficiente para superar todas as gerações anteriores do M3.

A BMW já apresentou um protótipo do modelo e também mostrou uma unidade de testes camuflada. O lançamento oficial está previsto para 2027, marcando nova fase na história de um dos desportivos mais emblemáticos da marca alemã.

№ 07

Bentley Torcal troca barulho de motor por sinfonia interactiva

Enquanto marcas como a Porsche se têm focado no barulho de motor, a Bentley aposta na música para o seu primeiro automóvel 100% eléctrico.

A Porsche tem ido aos extremos para simular o barulho do motor a combustão nos seus eléctricos, mas há marcas que seguem outro caminho. A Bentley revelou novos detalhes sobre o Torcal, o seu primeiro automóvel totalmente eléctrico, e confirmou que não vai recorrer aos sons artificiais que imitam motores a combustão. Em vez disso, a marca britânica criou uma banda sonora original chamada Bentley Dynamic Symphony, inspirada no ritmo de instrumentos musicais como bateria, viola e baixo. A música ajustar-se-á automaticamente à velocidade e aceleração, dando o feedback sonoro de uma forma completamente nova.

A Bentley acredita que esta abordagem oferece uma experiência mais autêntica e emocional do que os sistemas utilizados por muitos fabricantes, que recorrem a sons para simular motores de combustão, criando uma identidade sonora mais adequada ao caráter de um automóvel eléctrico de luxo.



O Bentley Torcal será apresentado oficialmente a 23 de Setembro, em Londres. O SUV utilizará a plataforma elétrica PPE do Grupo Volkswagen, contará com dois motores eléctricos, tracção integral, bateria de 113 kWh, carregamento até 390 kW e uma autonomia superior a 480 quilómetros.

№ 08

Gmail melhora respostas AI

A Google quer reduzir ainda mais o tempo que os utilizadores passam a responder ou escrever emails no Gmail.

Depois das sugestões de resposta, a Google está a melhorar a funcionalidade "Help me write" no Gmail, oferecendo aos utilizadores maior controlo sobre os textos gerados por AI. Em vez de depender apenas de opções predefinidas, como "Formalizar", "Resumir" ou "Melhorar", passa agora a ser possível dar instruções personalizadas em linguagem natural ao Gemini.

Com esta atualização, os utilizadores podem pedir alterações específicas ao rascunho criado pela AI, como adicionar detalhes em determinadas partes do email, incluir uma data limite, ou ajustar o tom da mensagem. O Gemini interpreta as instruções e actualiza automaticamente o texto de acordo com o pedido.
Outra melhoria é a disponibilização de botões Undo e Redo, que permitem reverter ou repetir as alterações. Esta funcionalidade facilita a experimentação de diferentes versões do mesmo email sem ser necessário começar novamente do zero.

A funcionalidade estará disponível para clientes Google Workspace elegíveis e para os subscritores dos planos Google AI Plus, Pro e Ultra, reforçando as capacidades do Gemini na gestão do email. A actualização está a ser disponibilizada gradualmente e deverá chegar a todos os utilizadores nos próximos dias.

№ 09

LEGO Gustav Klimt - O Beijo

Depois de Van Gogh, é a vez de Gustav Klimt ter uma das suas obras recriada em LEGO.

Os fãs da arte e dos LEGO já tiveram oportunidade para expor recriação de quadros de Van Gogh nas suas paredes (a Noite Estrelada e os Girassóis). Agora, podem expandir a colecção com O Beijo de Gustav Klimt.

Com 4000 peças, o set LEGO Art Gustav Klimt - O Beijo é o maior set LEGO Art lançado até à data. É uma impressionante interpretação tridimensional de uma das pinturas mais celebradas do mundo, recriada com elementos LEGO dourados, texturas em camadas, e peças especialmente decoradas.
O Grupo LEGO, em colaboração com o Museu Belvedere, convida os fãs a descobrirem a era dourada da arte com o novo set LEGO® Art Gustav Klimt – O Beijo. Este set de 4000 peças é uma impressionante homenagem tridimensional a uma das pinturas mais icónicas do mundo, e é o maior conjunto LEGO Art lançado até à data.

Inspirado na célebre obra-prima de Klimt O Beijo, o set capta a emoção, a ornamentação e a paleta de cores luminosas que marcaram a obra do pintor modernista austríaco e o movimento da Secessão de Viena. Reimaginada através de peças LEGO, a obra torna-se uma experiência criativa imersiva, que combina arte, design e construção consciente.
Criado em colaboração com o Museu Belvedere, em Viena, onde a pintura original se encontra em exposição permanente, o conjunto recria fielmente o estilo característico de Klimt, recorrendo a texturas em camadas e detalhes intrincados. Círculos decorados, espirais, flores, elementos dourados metálicos e os já familiares encaixes juntam-se para representar o icónico casal abraçado numa forma rica e tátil.

Para acompanhar o lançamento, o Grupo LEGO produziu um episódio de podcast com a participação do Master Designer Milan Madge e Stephanie Auer, Curadora de Arte dos Séculos XIX e XX no Museu Belvedere. Disponível a partir de 1 de agosto em LEGO.com, Spotify e YouTube, a conversa explora o legado artístico de Klimt e o processo criativo por trás da tradução de O Beijo para a forma de peças LEGO – um podcast perfeito para criar uma experiência de construção ainda mais imersiva.

Para enriquecer a experiência de construção, o set oferece também uma experiência envolvente através da aplicação LEGO Builder, que inclui instruções interativas em 3D, permitindo aos construtores acompanhar o seu progresso num único local.

O LEGO Art Gustav Klimt – O Beijo (31221) estará disponível para acesso antecipado dos membros do LEGO Insiders a partir de 1 de agosto de 2026 e para todos a partir de 4 de agosto de 2026, ao preço de 299,99 €.


Informações sobre o produto:
Nome do Produto: LEGO® Art Gustav Klimt – O Beijo
Número do Produto: 31221
Idade: 18+
Peças: 4.000
PVP: 299,99 €
Disponível:
Acesso antecipado a LEGO Insiders: 1 de agosto de 2026
Para todos: 4 de agosto de 2026

№ 10

Anthropic cede e disponibiliza Fable 5

Depois dos sucessivos prolongamentos, a Anthropic cede e vai incluir o Fable 5 nos planos existentes.

A Anthropic confirmou que o Claude Fable 5 passa a fazer parte de forma permanente dos seus planos de subscrição. A partir 20 de Julho o modelo estará incluído nos planos Max e Team Premium, com um limite de utilização correspondente a 50% da quota disponível. Já os utilizadores dos planos Pro e Team Standard receberam um crédito de 100 dólares para poderem experimentar o modelo.

A decisão surge numa altura em que a concorrência no sector da inteligência artificial está a intensificar-se. Nas últimas semanas, o lançamento do GPT-5.6 da OpenAI e do Kimi K3 da Moonshot AI aumentou drasticamente a pressão sobre a Anthropic, cuja disponibilização do Fable 5 tem sido severamente criticada por estar a ser dada "aos pouquinhos", com sucessivos prolongamentos e reset da contagem dos tokens para atrair e manter utilizadores.

Beginning July 20, Claude Fable 5 will be included in all Max and Team Premium plans, at 50% of limits.

Pro and Team Standard users will continue to have access to Fable via usage credits, and will receive a one-time $100 credit.

Demand for Fable has been challenging to…

— Claude (@claudeai) July 18, 2026
A Anthropic tinha inicialmente previsto limitar o acesso ao Fable 5 devido à elevada procura e aos custos de computação, tendo dito que o mesmo nem sequer iria estar acessível nos planos existentes. No entanto, a empresa acabou por recuar e decidiu mantê-lo de forma permanente, esperando que isso evite que os seus clientes se sintam tentados a explorar os produtos concorrentes.

Entretanto, o Kimi K3 continua a destacar-se pelo seu baixo custo e desempenho competitivo em vários testes - sendo que em alguns benchmarks até supera o Fable 5. O resultado é uma guerra de preços e funcionalidades que promete beneficiar os utilizadores e acelerar ainda mais a evolução dos modelos de inteligência artificial. Os cliente da Anthropic podem desde já agradecer o facto de passarem a ter acesso continuado ao Fable 5.

№ 11

20 meses de cadeia por vídeo falso do Xiaomi SU7

Na China, um blogger foi condenado a 20 meses de prisão por ter criado um vídeo falso dos problemas nas portas após uma colisão.

Um tribunal chinês condenou um blogger a 20 meses de prisão por divulgar um vídeo falso sobre a segurança do Xiaomi SU7, um dos automóveis eléctricos mais populares da marca. Além da pena de prisão, o responsável foi ainda condenado ao pagamento de uma multa de 100 mil yuan.

O caso remonta a Agosto de 2024, quando o criador de conteúdos publicou um teste de colisão que mostrava as portas do Xiaomi SU7 a não abrirem após o impacto, enquanto o sistema de chamadas de emergência e o ecrã central também aparentavam falhar. O vídeo tornou-se viral, acumulando cerca de 3 milhões de visualizações. No entanto, a investigação concluiu que o teste tinha sido manipulado. O blogger e a sua equipa desligaram deliberadamente a bateria auxiliar do veículo, e utilizaram imagens de uma bateria danificada por um empilhador para induzir os espectadores em erro e prejudicar a reputação da Xiaomi.

É certo que o SU7 teve problemas, havendo vários acidentes reais em que foram relatados problemas com o sistema de abertura das portas - relatos que certamente terão contribuído para que a China passasse a exigir sistemas de abertura mecânicos com actuação fácil, que entra em vigor em 2027. Ainda assim, criar vídeos falsos com o propósito de enganar os consumidores e prejudicar marcas, é algo que a China mostra que não está disposta a tolerar.

As autoridades chinesas dizem que esta decisão faz parte de uma campanha mais ampla para combater a desinformação e a publicidade enganosa no sector automóvel.

№ 12

Novos sistemas de segurança obrigatórios nos automóveis

A partir de agora todos os novos automóveis vendidos na UE passam a ser obrigados a ter sistema de monitorização do condutor, a par de outros sistemas de segurança.

Já tínhamos falado da questão polémica da monitorização do condutor, mas desde 7 de Julho de 2026, todos os novos automóveis ligeiros de passageiros e mercadorias matriculados na União Europeia passam a ter de cumprir um conjunto reforçado de requisitos de segurança, incluindo travagem automática de emergência, assistente inteligente de velocidade, alertas de distração, caixa negra, e manutenção na faixa de rodagem.

Estas tecnologias não transformam os automóveis em veículos autónomos nem substituem quem conduz. Mas podem fazer a diferença a nível de evitar distracções e ajudar a evitar colisões ou a reduzir a sua gravidade.

A nova fase do Regulamento Geral de Segurança da União Europeia (General Safety Regulation II, Regulamento UE 2019/2144) entra agora plenamente em vigor. Na prática, todos os novos automóveis e veículos comerciais ligeiros matriculados na UE terão de integrar um conjunto mínimo de tecnologias de segurança activa e passiva, independentemente da marca ou da gama do veículo. O objectivo é reduzir os acidentes provocados por erro humano, responsável pela maioria da sinistralidade rodoviária.

De notar que estas regras se aplicam apenas aos novos veículos e não obrigam os proprietários de veículos já em circulação a fazer qualquer adaptação.

Sistemas que passam a ser obrigatórios em todos os novos automóveis

Travagem Autónoma de Emergência (AEB)

O sistema consegue detetar o risco de colisão com outro veículo, um peão ou um ciclista. Se o condutor não reagir a tempo, o veículo pode avisar primeiro e travar automaticamente, reduzindo a probabilidade de acidente ou a gravidade do impacto.

Assistente Inteligente de Velocidade (ISA)

O ISA utiliza câmaras e mapas digitais para identificar os limites de velocidade e informa o condutor quando estes são ultrapassados. Não impede automaticamente o veículo de circular acima do limite, o condutor mantém sempre o controlo, e o sistema pode ser temporariamente desativado em muitas situações.

Aviso de distração e sonolência do condutor

Os novos veículos passam a integrar sistemas capazes de analisar o comportamento da condução, monitorizar sinais de perda de atenção e emitir alertas quando identificam indícios de fadiga ou distração. Alguns recorrem também a câmaras interiores para avaliar a direção do olhar do condutor, sem gravação contínua para efeitos de vigilância.

Sistema de manutenção na faixa de rodagem (LKA)

Se o veículo começar a sair involuntariamente da faixa sem utilização do pisca, o sistema alerta o condutor e pode aplicar pequenas correções na direção.

Luzes de travagem de emergência (ESS)

Em travagens muito bruscas, as luzes traseiras passam a emitir um sinal intermitente rápido para alertar os condutores que seguem atrás.

Gravador de Dados de Evento (EDR)

Conhecido como a caixa negra do automóvel, regista dados técnicos imediatamente antes, durante e após um acidente, ajudando autoridades e investigadores a compreender as circunstâncias da colisão. Não funciona como sistema de localização permanente nem grava continuamente a condução.

Interface para alcoolímetro bloqueador (Alcolock)

Todos os novos veículos passam a incluir uma interface preparada para a instalação de um alcoolímetro bloqueador, o que não significa que o equipamento venha instalado de origem, mas facilita a sua utilização em programas específicos.

Monitorização da pressão dos pneus (TPMS)

Já presente em muitos veículos, continua a integrar o conjunto de tecnologias obrigatórias. Uma pressão incorreta pode aumentar a distância de travagem, reduzir a estabilidade, aumentar o consumo e provocar desgaste prematuro dos pneus.

Melhor proteção dos peões

O regulamento introduz requisitos de conceção para reduzir a gravidade dos atropelamentos, com melhoria da visibilidade frontal, alterações no desenho da dianteira e zonas de deformação para reduzir lesões em peões e ciclistas.


Apesar de muitas vezes serem designadas como sistemas de assistência à condução (ADAS), o condutor continua a ser integralmente responsável pela condução do veículo. Estas tecnologias apoiam a tomada de decisão e ajudam a evitar erros, mas não substituem a atenção, a prudência nem o cumprimento das regras de trânsito. Segundo a Comissão Europeia, o erro humano continua presente na maioria dos acidentes rodoviários. Distração, fadiga, excesso de velocidade ou reações tardias são fatores que podem ser mitigados através de tecnologias de assistência, aproximando a estratégia europeia do objetivo de Visão Zero.

Para quem adquirir um automóvel novo matriculado após 7 de Julho de 2026, estas tecnologias passam a fazer parte do equipamento obrigatório. Já os veículos atualmente em circulação continuam perfeitamente legais e não necessitam de qualquer adaptação.

Nenhuma tecnologia consegue eliminar totalmente o risco, e há que notar que nem estes sistemas conseguirão compensar coisas como utilizar o telemóvel enquanto se conduz, ou conduzir sob o efeito do álcool. No entanto, todas as ajudas acabam por ser positivas para evitar acidentes ou reduzir a sua gravidade.

№ 13

Polestar 4 SUV chega em Setembro

A Polestar vai expandir o seu catálogo num segmento que tem tido bastante procura pelos consumidores, com o Polestar 4 SUV que chega em Setembro.

A Polestar confirmou a chegada de um novo membro da família Polestar 4: o Polestar 4 SUV, que estará disponível para encomenda a partir de 2 de Setembro. A novidade expande a oferta da marca sueca neste segmento, tendo como base o coupé que se tornou o modelo mais vendido da gama.

O Polestar 4 SUV mantém o design, a performance e as credenciais de sustentabilidade do coupé original, acrescentando maior flexibilidade de carga e versatilidade no uso quotidiano. Ao mesmo tempo, tanto o SUV como a versão coupé actualizada recebem componentes de chassis revistos, com o objectivo de afinar ainda mais a dinâmica de condução desportiva que caracteriza a família Polestar 4.
Em termos de especificações, os números são expressivos. A arquitectura de 400 V garante uma autonomia até 630 km em ciclo WLTP nas versões de motor traseiro, enquanto as versões de tração integral Dual motor atingem uma potência máxima de 544 cv. São valores que colocam o Polestar 4 SUV numa posição competitiva forte dentro do segmento dos eléctricos de performance.

O novo modelo é produzido em Busan, na Coreia do Sul, e estará disponível na maioria dos mercados onde a Polestar opera, incluindo Portugal. As encomendas arrancam a 2 de Setembro.


[Pela Estrada Fora]
№ 14

Polestar 4 SUV chega em Setembro

A Polestar vai expandir o seu catálogo num segmento que tem tido bastante procura pelos consumidores, com o Polestar 4 SUV que chega em Setembro.

A Polestar confirmou a chegada de um novo membro da família Polestar 4: o Polestar 4 SUV, que estará disponível para encomenda a partir de 2 de Setembro. A novidade expande a oferta da marca sueca neste segmento, tendo como base o coupé que se tornou o modelo mais vendido da gama.

O Polestar 4 SUV mantém o design, a performance e as credenciais de sustentabilidade do coupé original, acrescentando maior flexibilidade de carga e versatilidade no uso quotidiano. Ao mesmo tempo, tanto o SUV como a versão coupé actualizada recebem componentes de chassis revistos, com o objectivo de afinar ainda mais a dinâmica de condução desportiva que caracteriza a família Polestar 4.
Em termos de especificações, os números são expressivos. A arquitectura de 400 V garante uma autonomia até 630 km em ciclo WLTP nas versões de motor traseiro, enquanto as versões de tração integral Dual motor atingem uma potência máxima de 544 cv. São valores que colocam o Polestar 4 SUV numa posição competitiva forte dentro do segmento dos eléctricos de performance.

O novo modelo é produzido em Busan, na Coreia do Sul, e estará disponível na maioria dos mercados onde a Polestar opera, incluindo Portugal. As encomendas arrancam a 2 de Setembro.


[Pela Estrada Fora]
№ 15

Citroën ë-C3 TONIC chega a Portugal por 20.990 euros

A Citroën tem nova proposta para quem procura um carro elétrico económico: o Citroën ë-C3 TONIC, com preço a começar abaixo dos 21 mil euros.

A Citroën lançou o ë-C3 TONIC, uma série especial do seu citadino eléctrico que já é a berlina 100% eléctrica do segmento B mais vendida em Portugal (até final de maio deste ano). Com preços a partir de 20.990 euros para a versão com Autonomia Urbana e 24.450 euros para a versão com Autonomia Conforto, a marca francesa reforça a sua aposta na democratização da mobilidade eléctrica com uma proposta pensada para quem quer dar o salto para os eléctricos sem abrir mão do essencial.

O ë-C3 não é propriamente uma novidade, mas os prémios continuam a chegar. Eleito Carro do Ano 2025 em Portugal, voltou a ser distinguido em junho deste ano no Grande Prémio ACP como Melhor Citadino/Utilitário de 2026. A versão TONIC parte da base YOU e acrescenta elementos de estilo e equipamento que lhe conferem uma identidade mais expressiva, dirigida sobretudo a condutores urbanos que procuram um automóvel acessível mas com personalidade.
A nível estético, o TONIC distingue-se pelo tejadilho bicolor disponível em Vermelho Aden ou Preto Perla Nera, pelas barras de tejadilho e spoiler traseiro inspirados em versões superiores da gama, e pelos “Color Clips” em Amarelo Lemon no para-choques dianteiro. Um emblema TONIC colocado sob os espelhos retrovisores laterais, com desenho geométrico e abstracto, funciona como assinatura da série, complementado por um autocolante que destaca graficamente o pilar do para-brisas. A carroçaria está disponível em Branco Polar ou Preto Perla Nera.

No interior, o destaque vai para o touchscreen central de 10,25 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto em modo sem fios. O painel de instrumentos conta com inserções em tecido próprias do nível PLUS, o que reforça a sensação de qualidade a bordo. O habitáculo mantém os cinco lugares reais que desde o início se tornaram num dos argumentos mais fortes deste modelo.
Em termos de mecânica e autonomia, o cliente pode escolher entre duas opções. A versão Autonomia Urbana tem uma bateria de 30 kWh, oferece até 213 km em ciclo WLTP (ou 304 km em condução urbana) e suporta carregamento rápido em corrente contínua até 30 kW. A versão Autonomia Conforto sobe para uma bateria de 44 kWh, com uma autonomia de até 328 km WLTP (460 km em ciclo urbano) e carregamento rápido DC até 100 kW, tornando-a adequada para usos mais variados e viagens mais longas.

A lógica por detrás desta divisão é clara: quem usa o carro maioritariamente em cidade e arredores não precisa de pagar pela bateria maior, enquanto quem faz percursos mais variados encontra na versão Conforto uma margem de autonomia mais tranquilizadora. É uma abordagem pragmática que a Citroën tem vindo a afinar desde o lançamento do ë-C3, e que parece estar a resultar, a julgar pelos números de vendas no mercado nacional.

As encomendas do ë-C3 TONIC já estão abertas, nas versões e preços já mencionados. Para quem estava à espera de uma entrada na mobilidade eléctrica com um argumento extra de estilo sem pagar mais por isso, esta série especial surge como uma opção difícil de ignorar.


[Pela Estrada Fora]
№ 16

Citroën ë-C3 TONIC chega a Portugal por 20.990 euros

A Citroën tem nova proposta para quem procura um carro elétrico económico: o Citroën ë-C3 TONIC, com preço a começar abaixo dos 21 mil euros.

A Citroën lançou o ë-C3 TONIC, uma série especial do seu citadino eléctrico que já é a berlina 100% eléctrica do segmento B mais vendida em Portugal (até final de maio deste ano). Com preços a partir de 20.990 euros para a versão com Autonomia Urbana e 24.450 euros para a versão com Autonomia Conforto, a marca francesa reforça a sua aposta na democratização da mobilidade eléctrica com uma proposta pensada para quem quer dar o salto para os eléctricos sem abrir mão do essencial.

O ë-C3 não é propriamente uma novidade, mas os prémios continuam a chegar. Eleito Carro do Ano 2025 em Portugal, voltou a ser distinguido em junho deste ano no Grande Prémio ACP como Melhor Citadino/Utilitário de 2026. A versão TONIC parte da base YOU e acrescenta elementos de estilo e equipamento que lhe conferem uma identidade mais expressiva, dirigida sobretudo a condutores urbanos que procuram um automóvel acessível mas com personalidade.
A nível estético, o TONIC distingue-se pelo tejadilho bicolor disponível em Vermelho Aden ou Preto Perla Nera, pelas barras de tejadilho e spoiler traseiro inspirados em versões superiores da gama, e pelos “Color Clips” em Amarelo Lemon no para-choques dianteiro. Um emblema TONIC colocado sob os espelhos retrovisores laterais, com desenho geométrico e abstracto, funciona como assinatura da série, complementado por um autocolante que destaca graficamente o pilar do para-brisas. A carroçaria está disponível em Branco Polar ou Preto Perla Nera.

No interior, o destaque vai para o touchscreen central de 10,25 polegadas, compatível com Apple CarPlay e Android Auto em modo sem fios. O painel de instrumentos conta com inserções em tecido próprias do nível PLUS, o que reforça a sensação de qualidade a bordo. O habitáculo mantém os cinco lugares reais que desde o início se tornaram num dos argumentos mais fortes deste modelo.
Em termos de mecânica e autonomia, o cliente pode escolher entre duas opções. A versão Autonomia Urbana tem uma bateria de 30 kWh, oferece até 213 km em ciclo WLTP (ou 304 km em condução urbana) e suporta carregamento rápido em corrente contínua até 30 kW. A versão Autonomia Conforto sobe para uma bateria de 44 kWh, com uma autonomia de até 328 km WLTP (460 km em ciclo urbano) e carregamento rápido DC até 100 kW, tornando-a adequada para usos mais variados e viagens mais longas.

A lógica por detrás desta divisão é clara: quem usa o carro maioritariamente em cidade e arredores não precisa de pagar pela bateria maior, enquanto quem faz percursos mais variados encontra na versão Conforto uma margem de autonomia mais tranquilizadora. É uma abordagem pragmática que a Citroën tem vindo a afinar desde o lançamento do ë-C3, e que parece estar a resultar, a julgar pelos números de vendas no mercado nacional.

As encomendas do ë-C3 TONIC já estão abertas, nas versões e preços já mencionados. Para quem estava à espera de uma entrada na mobilidade eléctrica com um argumento extra de estilo sem pagar mais por isso, esta série especial surge como uma opção difícil de ignorar.


[Pela Estrada Fora]
№ 17

UE exige que Google abra Android a assistentes AI rivais

A Google tem um ano para permitir que agentes AI rivais tenham o mesmo acesso ao sistema Android que o Gemini.

Poucas semanas depois de uma multa bilionária, a UE faz novas exigências à Google a respeito do Android. A Comissão Europeia aprovou novas regras ao abrigo da Digital Markets Act (DMA) que vão obrigar a Google a abrir o Android aos assistentes AI de empresas rivais. Até 1 de Agosto de 2027, com a chegada do Android 18, estes assistentes deverão poder aceder às mesmas funcionalidades disponíveis para o Gemini, incluindo o microfone, a câmara, o conteúdo apresentado no ecrã, e à execução de acções em background, sempre com autorização do utilizador.

As novas medidas também permitem que os assistentes utilizem comandos por voz mesmo com o ecrã bloqueado e interajam com outras apps, simulando toques e escrita. Algumas funcionalidades mais sensíveis estarão sujeitas a um processo de certificação, mas outras, como o acesso aos sensores do dispositivo, modelos AI no equipamento, e activação por palavra-chave, terão de ficar disponíveis para qualquer assistente compatível.
Além das alterações ao Android, a Comissão Europeia determinou que a Google disponibilize dados anonimizados da Pesquisa Google a motores de busca concorrentes e a chatbots com capacidades de pesquisa. O acesso será pago, com custos baseados na disponibilização dos dados, e estará sujeito a requisitos de privacidade e segurança.

A Google, obviamente, criticou a decisão, dizendo que a abertura destas funcionalidades pode aumentar os riscos de segurança e privacidade para os utilizadores. Ainda assim, a Comissão Europeia considera que as novas regras vão promover uma maior concorrência no mercado, garantindo que os programadores de assistentes AI possam competir em igualdade de circunstâncias com os serviços da própria Google.

№ 18

Linus Torvalds a favor da AI na programação do Linux

No seu habitual estilo, Linus Torvalds defende que as ferramentas AI são perfeitamente válidas, demarcando-se da posição "anti-AI".

O criador do Linux, Linus Torvalds, saiu em defesa da utilização de ferramentas de inteligência artificial no desenvolvimento do kernel, respondendo de forma directa aos críticos que defendem a proibição de código gerado por AI. Para Torvalds, quem não concordar com esta abordagem pode simplesmente criar uma versão alternativa do projecto ("fork it") ou abandonar a comunidade.

A discussão surgiu após o aparecimento do Sashiko, uma ferramenta de revisão automática de código baseada em AI que consegue identificar uma parte significativa dos erros encontrados posteriormente pelos programadores. Apesar de ainda gerar alguns falsos positivos, Torvalds considera que estas ferramentas são úteis e que o seu valor deve ser avaliado com base no mérito técnico, e não por receio da tecnologia. Segundo Torvalds, a AI é apenas mais uma ferramenta de desenvolvimento, comparável a tantas outras utilizadas ao longo dos anos. Embora o seu uso não seja obrigatório, defende que se tenha o direito de as poder usar, e que irá ignorar quem tentar impedir outros programadores de as utilizarem.

Ultimamente, a responsabilidade pelo código submetido continua a ser inteiramente da responsabilidade do programador humano que o enviou, e a sua qualidade deve ser avaliada tal como sempre foi, sendo irrelevante se todo o código foi escrito manualmente ou com recurso a ferramentas AI.

№ 19

Suporte para portátil com docking station a €42

Sendo extremamente útil para quem trabalha com um portátil a par de um PC, espreitem este suporte para portátil com docking station da Benfei.

Para quem usa um portátil como computador principal (ou quase principal) e prefere usá-lo com monitor e teclado externos, ou em paralelo com um computador desktop, nem sempre é fácil fazer essa gestão e escapar à confusão de cabos. Mas isso é algo que pode ser resolvido escolhendo um suporte adequado.

Este suporte multifuncional da Benfei não só coloca o portátil numa posição mais adequada, como também integra um hub USB 3.0, suporte para carregamento PD 100 W, saída HDMI 4K para monitor externo, leitor de cartões, e 3 portas USB de 10Gbps (2x USB-A, 1x USB-C).
Este suporte Benfei com hub USB 7-em-1 está disponível por 42 euros na Amazon Espanha - desconto de 10% aplicado automaticamente.

Apesar de todas estas capacidades, o suporte pode ser "compactado" de forma a ficar totalmente plano, facilitando a sua arrumação e transporte. Mas, o mais importante, é que permite que se fique com um sistema pronto a funcionar de forma rápida e livre da ligação de múltiplos cabos e/ou adaptadores de cada vez que se quer pousar o portátil na secretária para começar a trabalhar.


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№ 20

Análise câmara solar Reolink

Solução perfeita para manter a vigilância no exterior quando não há electricidade por perto, as câmaras solares da Reolink são uma opção a considerar.

Longe vão os tempos em que uma câmara de vigilância era um dispositivo dispendioso e só ao alcance dos mais endinheirados. A evolução da tecnologia fez com que os preços baixassem, ao ponto de hoje em dia o factor custo ter deixado de ser um entrave. Em vez disso, as preocupações vão para outras questões, como a facilidade de instalação. Se o WiFi veio resolver a questão de nos livrar dos cabos de comunicação, as câmaras solares surgem como proposta para colocar câmaras em qualquer lugar, sem necessitarem de cabos de alimentação de energia.

A Reolink Argus PT

A Reolink enviou-me duas câmaras solares com pan-tilt, que curiosamente chegam com painéis solares diferenciados. Uma delas com um "mini" painel solar, outra com um painel solar de maior dimensão. Nas caixas, além das câmaras, temos todos os acessórios necessários para instalar a câmara e painéis solares em paredes, ou tubos (com uma cinta de aperto).
As câmaras têm microfone e coluna, para se ouvir e poder falar, e contam com sensor de movimento e iluminação IR. Também suportam cartão microSD para armazenamento local, a par de armazenamento na cloud (pago) com período de testes gratuito.


Os painéis solares

Confesso que fiquei curioso ao receber ambas as câmaras, pois desde logo se tornava visível que uma das caixas não tinha tamanho suficiente para o painel solar que recebi na primeira câmara (a não ser que a Reolink tivesse inovado com painéis solares dobráveis).
Como a produção solar está directamente relacionada com a área do painel, temos que o painel solar maior pode fornecer até 3.2W a 6V, enquanto que o mais pequeno se fica pelos 1.9W a 5.4V.
No primeiro caso o cabo de ligação é bastante extenso, facilitando a colocação do painel em locais apropriados. No segundo, a Reolink optou por outra solução: o cabo do painel é bastante curto, mas disponibiliza uma extensão (incluída) para o prolongar caso seja necessário. É algo que pode facilitar a instalação de quem coloca o painel junto à câmara.


Em funcionamento

Embora já tivesse brincado com algumas câmaras solares de baixo custo no passado (na maioria das vezes com resultados nem sempre positivos), confesso que andava bastante curioso para ver como as coisas estariam actualmente, especialmente a nível de marcas com maior reputação na área. Ora, este teste da Reolink veio mesmo a calhar para isso.

Embora pessoalmente recomende que, para instalações permanentes, se coloquem as câmaras nos suportes (como na imagem acima) e a câmara posicionada para baixo - permitindo uma maior protecção contra a chuva - no caso deste teste limitei-me a deixar as câmaras em posição "webcam" orientadas para cima. É algo que não tem qualquer impacto a nível do funcionamento ou captação de imagens, mas que poderá ter efeito a longo prazo. Adicionalmente, para a aplicação típica, de vigilância, isso também permite uma melhor actuação do sensor de movimento integrado, em coisas como vigilância de portas, garagens, ou terrenos.
Começando pelo início, o processo de instalação é feito através de uma app, e tudo decorreu sem incidentes a nível de detectar as câmaras e ligá-las à rede WiFi. Dito isso, nem tudo foi perfeito, nomeadamente a nível da criação da conta Reolink. Embora o processo dissesse que era possível fazer login com uma conta Google, tentar fazê-lo direccionava-me continuamente para uma página inexistente, o que não permitiu essa opção. Felizmente, criar uma conta da forma tradicional funcionou, e deu para avançar.
A app é de uso simples mas disponibiliza funções práticas, incluindo atalhos para se configurar como se quer receber diferentes tipos de alerta (notificação, email, etc.) assim como métodos para os desactivar - por exemplo, quando se está em casa.

Algo que me surpreendeu, pela positiva, é a existência de uma página bastante detalhada referente à bateria. Aqui podemos não só ver o nível de uso de energia da câmara (com diferenciação para as activações automáticas como o uso manual), como também a do carregamento do painel solar, tanto nas últimas 24 horas como nas últimas 4 semanas. É excelente para se ficar com uma boa ideia do uso da câmara e comportamento dos painéis.
Quanto à qualidade de imagem em si, há que ter em consideração que estamos a falar de câmaras de segmento "económico" (cerca de 100 euros), pelo que não há milagres. Ainda assim, têm qualidade mais que suficiente para se ver o que se passa, de noite ou de dia, e perfeitamente adequadas para a função principal de vigiar coisas a curta/média distância.

Apreciação final

Ao contrário de experiências anteriores, desta vez a experiência com as câmaras solares revelou-se bastante positiva. A grande questão para um produto deste tipo é saber se a câmara efectivamente é capaz de funcionar a tempo inteiro exclusivamente com painel solar, e a resposta é: sim. A Reolink promete que basta 1 hora de sol por dia para que a câmara acumule energia para cerca de 3 meses de uso. Não pus isso à prova (e pode ser que se trate dos habituais excessos das equipas de marketing), mas a verdade é que, começando com as câmaras com bateria a nível reduzido, as mesmas chegaram a 100% ao fim de 1 ou 2 dias. Por outro lado, há que ter em conta que estamos na época de Verão e com dias cheios de sol, e vai ser interessante ver qual o comportamento na fase de inverno. Mas, pelos testes que fiz a tapar os painéis, as coisas são positivas - mas são situações que podem variar: se se colocar a câmara num ponto com movimentos frequentes ao longo dia ou da noite, é certo que irá ter um consumo maior.

A sua grande vantagem é que, sem dependência de cabos de electricidade por perto, se fica totalmente livre para poder posicionar a câmara onde bem se entender (dentro do raio de cobertura da rede WiFi claro; se não houver WiFi, a Reolink tem outros modelos com ligação 4G). Pode apenas criticar-se que a Reolink não disponibilize uma modalidade grátis - mesmo que limitada - para o armazenamento na cloud. Isto limita os utilizadores a verem os alertas logo no momento, ou a que instalem um cartão de memória (que se torna irrelevante em casos em que a própria câmara seja danificada ou roubada).

Como ponto positivo é que, mesmo tratando-se de câmaras solares, o seu funcionamento é idêntico ao das câmaras com cabo: podemos aceder à visão em tempo real a qualquer instante, sem atrasos na ligação. Como tal, e tendo em conta que se tratam de câmaras com preço relativamente acessível, são merecedoras do nosso "Escaldante".

Câmara solar Reolink

Escaldante

Prós
  • Autonomia
  • Simplicidade de instalação e uso
  • Preço

Contras
  • Configuração inicial não aceitou conta Google
  • Armazenamento na cloud pago


Câmara solar Reolink

Escaldante (5/5)