PlanetGeek
№ 01

Raspberry PI bloqueia troca de RAM

Os Raspberry Pi passaram a estar bloqueados à quantidade de RAM original, impedindo upgrades e troca de chips de memória.

A Raspberry Pi confirmou que bloqueou alterações à memória RAM dos seus computadores através do firmware. A medida impede que utilizadores substituam os chips de memória para aumentar a capacidade ou efectuar determinadas reparações, uma decisão que está a gerar polémica entre a comunidade de entusiastas e makers.

Segundo PhilE, engenheiro e moderador dos fóruns oficiais da Raspberry Pi, a medida visa evitar que revendedores sem escrúpulos comprem modelos com pouca memória, troquem os chips de memória por outros de maior capacidade mas de qualidade duvidosa, e os vendam como versões superiores. Estas alterações podem comprometer a fiabilidade dos equipamentos e penalizar a reputação da marca, gerando casos complicados a nível de suporte técnico. Além de bloquear alterações na capacidade da RAM, o firmware também armazena outras características do hardware original. Como resultado, mesmo a substituição de um chip por outro com a mesma capacidade pode não funcionar correctamente, tal como tentar passar um CPU oficial de uma placa de 2GB para um RPI de 4GB. Para todos os efeitos, passa a ser "proibido" modificar ou substituir os chips nos Raspberry Pi.

A medida já começou a ser aplicada em modelos lançados no final de 2024 e não está relacionada com a recente subida dos preços da memória impulsionada pela procura de hardware para inteligência artificial. Apesar das justificações da empresa, membros da comunidade defendem que poderiam ter sido adoptadas soluções menos restritivas, como um sistema que invalidasse a garantia de equipamentos modificados, mas sem impedir upgrades ou reparações efectuadas pelos próprios utilizadores. Algo que põe em causa o espírito "maker" que é associado aos Raspberry Pi.

№ 02

RAM supera CPUs em valor por área dos chips

Voltando a relembrar a louca situação da memória RAM, os chips de memória já superam o valor dos chips de CPU mais avançados.

A procura crescente por hardware para inteligência artificial está a provocar uma situação invulgar na indústria dos semicondutores. Segundo uma análise da Kurnal Insights, a memória DRAM já gerar mais valor por milímetro quadrado do que os processos de fabrico mais avançados utilizados para produzir processadores de última geração.

Os cálculos indicam que um wafer fabricado com o processo TSMC N3 teria um custo teórico de cerca de 0.283 dólares por mm², enquanto o mais avançado processo N2 chegaria aos 0.424 dólares por mm². No entanto, a memória DRAM mais recente, conhecida como 1b DRAM, apesar de usar processoa de fabrico mais antigos e mais baratos, pode agora atingir um valor de 0.654 dólares por mm² graças à elevada procura e aos preços actuais do mercado.
Os números reflectem a forte valorização da memória impulsionada pela explosão da AI. Esta escassez de memória avançada permite que fabricantes como Samsung, SK hynix e Micron obtenham receitas significativamente mais elevadas por cada wafer produzido, praticamente podendo "cobrar o que quiserem e como quiserem".

Vários fabricantes estão a correr para multiplicar a capacidade de produção de memória, sendo inevitável que - a seu tempo - as coisas voltem a patamares como os que se tinham na era que antecedeu esta loucura da AI. Por outro lado, ainda não há previsão de quando é que isso poderá concretizar-se: novas linhas de produção demoram vários anos a serem construídas, e há quem refira que os mega data centers AI continuarão a absorver toda a memória RAM que consigam apanhar, não só até ao fim desta década, mas também até ao fim da próxima.

№ 03

Coluna BT Tronsmart Mirtune S100 a €81

Há quem procure colunas Bluetooth dando preferência ao factor mobilidade; há quem o faça para obter os graves e volume que ficam a faltar quando se ouve música a partir do smartphone. Esta Tronsmart Mirtune S100 de 50W é uma coluna que resolve ambos os problemas.

A Tronsmart Mirtune S100 de 50W é uma versão melhorada da série Mirtune mais compacta, adoptando um novo design que adiciona detalhes práticos, como uma pega de transporte e iluminação RGB, mantendo a qualidade de construção acima da média. Acima de tudo, é capaz de impressionar com a sua qualidade sonora mesmo a elevados níveis sonoros, que lhe permite enfrentar todo o tipo de situações: quer seja para situações de uso individual para melhor apreciar música, uma festa com amigos, ou para fortalecer uma apresentação feita a partir de um portátil ou tablet.

A coluna Bluetooth Tronsmart Mirtune S100 está disponível por 81 euros na Amazon Espanha.

Conta com protecção IPX7 contra poeiras e salpicos, permitindo-lhe enfrentar uma maior variedade de ambientes, autonomia para até 20 horas de diversão, pode funcionar como power bank para recarregar outros dispositivos, e também permite emparelhar uma coluna adicional para efeito stereo mais alargado.

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№ 04

Meta anuncia Petal - cabo transatlântico de 1 Pb/s

Os EUA e Europa vão ter nova ligação, com o cabo submarino Petal, o primeiro da classe de 1 Petabit por segundo.

A Meta anunciou o Petal, um novo cabo submarino que ligará França e Estados Unidos e que promete estabelecer um novo recorde de capacidade para ligações transatlânticas. Com entrada em funcionamento prevista para 2029, será o primeiro cabo submarino a atingir 1 petabit por segundo (1.000 Tbps) ao longo de cerca de 7.000 quilómetros, duplicando a capacidade dos cabos mais avançados actualmente utilizados nesta distância.

O grande destaque do projecto é a adopção em larga escala de fibra óptica multi-core, uma tecnologia que permite integrar dois núcleos de transmissão numa única fibra. Esta abordagem duplica a capacidade sem exigir um aumento proporcional do consumo energético ou da infraestrutura física. O Petal utilizará 24 pares de fibras multi-core, oferecendo uma capacidade equivalente a 48 pares de fibras convencionais.
Para tornar este avanço possível, foram desenvolvidas novas soluções de engenharia tanto ao nível da fibra óptica como dos repetidores submarinos responsáveis por amplificar o sinal ao longo do percurso. A tecnologia permite manter níveis extremamente baixos de interferência entre os dois núcleos da fibra, enquanto os novos repetidores conseguem amplificar até 96 núcleos de transmissão sem ultrapassar os limites energéticos disponíveis.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a NEC, responsável pelo fabrico e instalação do sistema, a Sumitomo Electric Industries, que fornece a nova fibra óptica multi-core, e a Orange, que apoiará a ligação do cabo à infraestrutura terrestre em França.

Olhando-se para o mapa, interrogo-me como Portugal não tem uma participação mais activa nesta área, já que se encontra em posição geográfica estratégica que permitiria poupar centenas de quilómetros de fibra nas ligações transatlânticas (já o fazendo nalgumas, é certo), e tornar-se num nó central de interligação entre a Europa, América do Norte e do Sul, e África,

№ 05

iPhones 18 Pro de 1TB e 2TB usam memórias mais lentas

Os iPhone 18 Pro e Pro Max de maior capacidade (1TB e 2TB) usam memória Flash QLC mais lenta que os modelos de menor capacidade.

A era de John Ternus à frente parece estar rapidamente a passar de "bestial" a "besta". Depois das polémicas com a restrição artificial dos controlos manuais das câmaras e dos novos filtros fotográficos, chega agora nova descoberta que não se limita a opções de software.

Foi descoberto que as versões de 1 TB e 2 TB da série iPhone 18 Pro utilizam memória QLC NAND em vez da TLC NAND usada nos modelos de 256 GB e 512 GB, uma tecnologia que privilegia maior capacidade de armazenamento a custo mais reduzido, mas que pode comprometer o desempenho e a longevidade. Segundo os testes realizados o iPhone 18 Pro Max de 1 TB consegue ultrapassar os 3.000 MB/s em escrita enquanto a cache SLC está disponível. No entanto, após essa cache ficar cheia, a velocidade média de escrita cai para apenas 79,4 MB/s, chegando em alguns momentos a valores tão baixos como 25,6 MB/s. Quando o armazenamento atinge cerca de 60% de ocupação, a situação agrava-se ainda mais, com a velocidade média a descer para 45 MB/s e mínimos registados de apenas 1,1 MB/s.

‼️ Apple put cheaper memory in the 1TB iPhone 18 Pro Max, and it gets as slow as an SD card under load.

This is the video of HOMOLAB's test of the 1TB 18 Pro Max with cheaper, low-performing QLC memory, versus the cheaper 512GB model with TLC.

We've added English subtitles. https://t.co/cZobCuEz3o pic.twitter.com/enCJB6TG05

— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) September 21, 2026
A diferença também é visível em cargas de trabalho mais exigentes. Num teste misto de leitura e escrita, um iPhone 18 Pro de 512 GB equipado com memória TLC obteve uma pontuação de 11.285 pontos, enquanto o modelo de 1 TB com QLC ficou pelos 8.168 pontos, uma desvantagem de quase 38%.

A situação levanta algumas questões, uma vez que os modelos de maior capacidade são também os mais caros da gama e tendem a ser escolhidos por utilizadores profissionais que necessitam desse espaço extra. Tarefas como gravação prolongada de vídeo ProRes, edição de conteúdos 4K, transferência de grandes ficheiros, ou processamento intensivo de fotografias e vídeo irão ser mais afectadas por estas limitações.

Embora a gestão de cache da Apple consiga esconder muitas das desvantagens da memória QLC durante a utilização comum no dia a dia, é de imaginar que muitos utilizadores se sintam enganados por estarem a pagar mais de 3 mil euros por um iPhone de 2TB, que vem com armazenamento pior que a versão de 256GB e 512GB.

№ 06

Apple remove novos filtros dos iPhones antigos

Depois dos controlos manuais, a Apple limita também os novos filtros fotográficos ao iPhone 18 Pro sem qualquer motivo técnico.

Depois de ser criticada por não disponibilizar todos os controlos manuais da câmara nos iPhones anteriores, a Apple fica sob fogo por dar o dito por não dito, e remover os novos estilos fotográficos que disse que iriam estar disponíveis até nos iPhone 16.

Com o iOS 27 a Apple lançou novos filtros e "texturas" para as fotos nos iPhone 18 Pro, mas tendo referido na sua documentação oficial que estes novos filtros de textura e grão iriam ficar disponíveis também nas gerações anteriores, abrangendo não só os modelos Pro, como até modelos como o iPhone 16 normal. No entanto, essa informação foi agora editada, passando a referir apenas e só os iPhone 18 Pro.
Para "piorar", e em resposta a algumas teorias avançadas por fãs, de que isto poderia ser uma funcionalidade que só funcionaria nos modelos com o novo chip A20 Pro, também já foi demonstrado que estes novos filtros são bastante básicos de um ponto de vista técnico, e que é possível enganar o sistema (através dos metadados das fotos) de modo a que apareçam nos iPhones anteriores - comprovando que não existe qualquer limitação técnica que o impedisse.

before the fansheeps cry about this being an A20 Pro thing, read this

it’s just fucking insane

Apple can’t be getting away with this every single year https://t.co/Ci566YgqoW pic.twitter.com/LCzKsXaLtJ

— Noah Cat (@Cartidise) September 22, 2026
Ou seja, é apenas e somente uma limitação artificial que a Apple está a impôr como forma de diferenciação dos novos iPhone 18 Pro.

Se o lançamento dos iPhone 18 Pro estivesse a ser um desastre, até se poderia admitir (vá lá) que a Apple recorresse a tudo o que pudesse para tentar incentivar a sua compra. Mas não é o caso. A geração iPhone 18 Pro e Pro Max têm tido uma boa recepção, com procura acima do que era esperado, pelo que não há qualquer motivo para a Apple recorrer a este tipo de coisa.

Ao estilo dos controlos manuais, será apenas uma questão de tempo até que apps de fotografia apareçam para fazer aquilo que a Apple está a limitar sem motivo nos iPhone anteriores.


№ 07

WhatsApp iOS começa a testar agentes

Depois da versão Android, também o WhatsApp para iOS começa a testar a conversa com agentes AI na app.

Querendo recuperar do tempo perdido para apps como o Telegram, onde os bots há muito se tornaram comuns, o WhatsApp está a expandir para os iPhones a nova funcionalidade que permite criar conversas com agentes AI de terceiros directamente na app. Isto já tinha começado a ser disponibilizado na versão de testes para Android e está agora a chegar aos utilizadores da versão beta para iOS, permitindo interagir com bots ou assistentes personalizados sem sair do WhatsApp.

Os utilizadores podem criar até cinco agentes diferentes através das definições da app. Durante a configuração, é possível escolher um nome e uma fotografia para cada agente, facilitando a sua identificação na lista de conversas. Depois de criado, o WhatsApp gera uma chave API que liga a conversa ao serviço onde o agente está alojado.
O agente funciona como qualquer outro contacto dentro da aplicação. Os utilizadores podem trocar mensagens directamente no WhatsApp. Segundo a Meta, estes agentes apenas conseguem aceder às informações que forem partilhadas explicitamente na conversa, sem acesso a outros chats, contactos, ou ficheiros armazenados no dispositivo.

Ao contrário das conversas normais do WhatsApp, os chats com agentes não utilizam encriptação end-to-end. As mensagens passam por um serviço seguro da Meta que faz a ligação entre o utilizador e o agente, permitindo que o programador do serviço tenha acesso ao conteúdo dessas mensagens. A funcionalidade está actualmente disponível de forma bastante limitada, mas tendo em conta a forte campanha que a Meta tem feito com o Muse, é de imaginar que esta funcionalidade esteja no topo das prioridades para fomentar o uso de assistentes AI.

№ 08

Ganha um mini powerbank Bogseth de 10000 mAh

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um powerbank Bogseth de 10000 mAh.

Sempre prático para todas as ocasiões, este powerbank permite prolongar a tranquilidade de utilizar um smartphone (ou outros equipamentos electrónicos) longe de uma tomada e carregador. No caso deste Bogseth de 10000 mAh, serve de backup compacto que pode recarregar um smartphone várias vezes, esticando a sua autonomia enquanto se está longe de uma tomada ou porta USB.

Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 09

Falha no Muse AI deixa utilizadores em risco

Uma falha de segurança está a intrometer-se no sucesso viral do Muse AI da Meta.

Uma vulnerabilidade de segurança descoberta no Muse, o novo assistente AI da Meta, vem reacender as preocupações em dar acesso aos nossos dados a agentes AI. A Falha permite que apps locais ou comandos executados no macOS assumam controlo total da conta do utilizador. A falha foi identificada por Patrick Wardle, especialista em segurança e fundador da Objective-See Foundation, que descreveu o problema como um zero-day com potencial para comprometer todas as permissões concedidas ao assistente.

O Muse foi lançado recentemente como um assistente capaz de gerir tarefas complexas, incluindo marcações, compras online, criação de documentos e integração com serviços como WhatsApp, email, calendários e redes sociais. Para funcionar, o agente necessita de acesso a vários recursos sensíveis do sistema operativo, incluindo ficheiros, microfone, câmara e localização, o que automaticamente multiplica os riscos de qualquer falha de segurança que o afecte.
Segundo a investigação, um atacante pode alterar uma configuração interna não documentada e redireccionar o processamento de voz para um servidor controlado por terceiros. Isto permite capturar o token de autenticação do utilizador e obter controlo completo sobre a conta Muse e todos os dados a que o agente tenha acesso. O investigador demonstrou ainda que um simples ataque do tipo ClickFix pode ser suficiente para explorar a vulnerabilidade, sem necessidade de permissões avançadas no sistema.

A descoberta surge poucos dias depois de a Meta ter destacado as medidas de privacidade e segurança implementadas no Muse. Até ao momento, a Meta não respondeu publicamente às questões relacionadas com a vulnerabilidade nem anunciou uma correcção para o problema.

№ 10

iPhone 18 Pro resiste à dobragem

O iPhone 18 Pro foi submetido à ronda de testes abusivos, e resistiu à dobragem.

O iPhone 18 Pro foi colocado à prova no mais recente teste de resistência do JerryRigEverything e os resultados confirmam o que já era esperado: o novo topo de gama da Apple continua extremamente robusto.

O equipamento enfrentou os tradicionais testes de riscos, calor e flexão, conseguindo sair praticamente ileso de todas as avaliações. O ecrã destacou-se pela resistência acima da média. Segundo o teste, o vidro apenas começa a apresentar riscos visíveis no nível 7 da escala de Mohs, com marcas mais profundas a surgirem no nível 8. Este desempenho coloca-o acima da maioria dos smartphones atuais, cujos ecrãs normalmente começam a riscar um nível antes.


A Apple "recuou" na estrutura do equipamento, que anteriormente era em aço e titânio, mas que regressou ao alumínio na geração iPhone 17 Pro, mas a resistência estrutural continua a manter-se sem problemas. O painel também resistiu a cerca de 25 segundos de exposição direta a uma chama sem sofrer danos permanentes, demonstrando uma boa resistência ao calor.


O momento mais esperado é, naturalmente, o teste de flexão. Apesar das preocupações que costumam surgir com novos modelos, o iPhone 18 Pro não apresentou qualquer sinal de deformação ou fragilidade estrutural. O dispositivo manteve-se intacto durante todo o processo, tal como acontecia nas gerações anteriores.

O que se aguarda com maior curiosidade será ver que tal o iPhone Duo se comporta neste tipo de testes, por ser o primeiro iPhone dobrável da Apple.

№ 11

Google infiltrou hacker no grupo TeamPCP

Num "twist" inesperado, a Google revelou que tinha um hacker infiltrado no grupo TeamPCP, que levou ao seu desmantelamento.

Não seria inesperado ou inédito descobrir que grupos de hackers se tinham infiltrado ou conseguido acesso a dados internos de empresas; mas o oposto é bastante menos comum. Ainda assim, foi precisamente isso que aconteceu, com a a Google a revelar que conseguiu infiltrar um membro da sua equipa de segurança num dos grupos de hackers mais activos dos últimos tempos. Conhecido como TeamPCP, o grupo esteve envolvido numa série de ataques à cadeia de fornecimento de software, comprometendo projectos open-source, roubando credenciais de programadores, e atingindo mais de mil organizações em todo o mundo.

Segundo a Google, o analista infiltrado teve acesso ao grupo desde os primeiros dias da operação e conseguiu acompanhar as suas actividades em tempo real. Essa visibilidade permitiu à empresa identificar credenciais roubadas, alertar fornecedores de serviços, e ajudar a bloquear o acesso dos hackers antes que os dados fossem utilizados em novos ataques ou esquemas de extorsão. A investigação também revelou que membros do TeamPCP recorreram a ferramentas de inteligência artificial para desenvolver um exploit capaz de contornar sistemas de autenticação multifactor num software popular. Após obter uma cópia do código, a Google confirmou a vulnerabilidade e notificou o fabricante, que corrigiu rapidamente a falha de segurança antes que pudesse ser explorada em larga escala.

O trabalho de investigação acabou ainda por ajudar as autoridades a identificar membros do grupo através de vários erros operacionais cometidos online. Dois suspeitos australianos foram posteriormente detidos. A Google diz que a aposta na segurança não se pode focar apenas na análise de ameaças à posteriori, mas também em acções proactivas de interferência e combate a campanhas de cibercrime em tempo real.

№ 12

Apple melhora câmaras sob o ecrã

Patentes da Apple revelam os seus planos para melhorar a qualidade das câmaras sob o ecrã.

Com a geração iPhone 18 Pro e o primeiro iPhone Duo, a Apple passou a usar câmaras sob o ecrã. Nos iPhone 18 Pro e Pro Max isso foi feito para a câmara IR do Face ID, sem impacto vísivel para os utilizadores, no iPhone Duo a coisa já se torna visível, pois foi aplicada na câmara frontal do ecrã interior.

Claro que já começaram a surgir críticas, quanto ao facto dessas áreas do ecrã terem qualidade ligeiramente diferente (a Apple removeu filas alternadas de píxeis dessas zonas, para permitir a passagem de luz), e da câmara do iPhone Duo ter qualidade inferior ao que é esperado nas câmaras frontais dos iPhones. Algo que vai ao encontro ao impacto que já era conhecido dos sistemas idênticos de outros fabricantes em dispositivos lançados nos últimos anos. Mas a Apple tem planos para melhorar isso.

Patentes da Apple revelam os planos para melhorar as câmaras sob o ecrã, passando por uma abordagem a múltiplos níveis.
A Apple está a explorar sistemas de câmaras sob o ecrã que usam micro orifícios, com menos de 100 microns, que seriam imperceptíveis à vista. No ecrã em si, explora também a possibilidade de transferir parte do circuito dos ecrãs para zonas distanciadas, mantendo a área emissiva no sítio - o que aumentaria a transparência, reduzindo o impacto negativo na qualidade de imagem.

Por agora isto são apenas patentes, pelo que não se sabe quando, ou se, poderão chegar ao mercado. Embora seja esperada uma grande revolução para o iPhone de 20º aniversário no próximo ano (2027), o foco parece ser em lançar um iPhone sem margens visíveis, mas que ainda poderá manter um orifício para a câmara frontal. Pelo que, um iPhone com ecrã verdadeiramente total sem orifícios poderá ficar reservado para uma geração posterior.

№ 13

Webcam Anker PowerConf C200 2K a €55

Melhorar a qualidade de vídeo nas video-conferências ganhou uma importância fundamental, e por isso hoje trazemos-vos uma webcam Anker PowerConf C200 que poderá fazer isso e está disponível para entrega imediata.

Depois do período de confinamento COVID ter promovido o tele-trabalho, aulas remotas, e muitas videoconferências, passou a dar-se valor a um componente que até aqui era quase sempre ignorado: a câmara utilizada. E se a webcam de baixo custo integrada no portátil ou que usam no computador desktop não satisfizer, há opções de melhor qualidade, como é o caso desta webcam da Anker com qualidade 2K e microfones com cancelamento de ruído. Uma câmara que está disponível a preço interessante, fazendo esquecer a época dos preços inflacionados da pandemia.
Esta Anker PowerConf C200 2K está disponível por 55 euros com envio da Amazon Espanha - desconto de 8% aplicado automaticamente.

A câmara conta com um sistema de clip que lhe permite ser posicionada na parte superior de um monitor ou ecrã de um portátil. Conta também com um obturador integrado para total de privacidade, cobrindo a objectiva quando não estiver a ser usada.

Se quiserem algo ainda melhor, podem dar o salto para uma webcam 4K, mas será discutível se efectivamente compensa em relação custo/benefício.


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№ 14

Google apresenta os Googlebook

A Google entra na era da fusão do ChromeOS, Android e Linux, com os Googlebook.

A Google apresentou finalmente os Googlebook, a sua nova plataforma para portáteis baseada em Android e desenvolvida a partir das tecnologias do ChromeOS. O objectivo é oferecer uma experiência mais integrada entre smartphones Android e portáteis, aproximando os dois dispositivos de forma semelhante ao que outros ecossistemas já oferecem. Os primeiros modelos serão fabricados pela Acer, ASUS, Dell, HP e Lenovo, com preços a partir dos 899 dólares.

Todos os Googlebooks chegam com especificações premium, incluindo pelo menos 16 GB de RAM (pode considerar-se um "luxo" nesta altura), armazenamento a partir de 256 GB, ecrãs tácteis, materiais de alta qualidade, e processadores Intel ou Qualcomm com unidades dedicadas para inteligência artificial. A Google exige suporte para mais de 45 TOPS de desempenho AI local, autonomia até 16 horas de navegação web, e o novo sistema Glowbar, uma barra luminosa que exibe informações e animações relacionadas com o Gemini (que veremos se terá futuro ou acabará caída no esquecimento).

Introducing Googlebook, a new category of laptop, available for preorder today.

💪 Crafted with 2.8K OLED touchscreen displays, 14 hour battery life and all the performance needed to power your ideas
📳 Engineered to sync effortlessly with your @Android phone, so you can jump… pic.twitter.com/13mV40KUDi

— Google (@Google) September 21, 2026
A integração com Android é um dos principais destaques da plataforma. Durante a configuração inicial, palavras-passe, redes WiFi, mensagens e outras definições são transferidas automaticamente do smartphone. Funcionalidades como o "Continue On" permitem continuar tarefas iniciadas no telemóvel, enquanto o "Cast My Apps" possibilita executar aplicações Android numa janela do ambiente de trabalho. Os utilizadores também podem aceder directamente a ficheiros e fotografias armazenados no smartphone.
O Gemini está profundamente integrado no Googlebook OS através de ferramentas como o Magic Pointer, capaz de analisar conteúdos no ecrã quando activado pelo utilizador, e o Rambler, que transforma notas de voz em texto estruturado (veremos que limites se aplicam ou se terá funcionamento local ilimitado). A plataforma mantém igualmente suporte para apps Android através da Play Store, browser Chrome completo, ambiente Linux com terminal integrado, e ferramentas de desenvolvimento. A Google promete até 10 anos de actualizações e melhorias para os novos portáteis, cujas primeiras vendas arrancam nos Estados Unidos a 4 de Outubro.

№ 15

Android 17 esconde modos developer das apps

A mais recente versão do Android 17 esconde os modos de developer das apps, beneficiando sistemas como o GrapheneOS.

O Android deu um passo importante que pode ajudar a acabar com os abusos feitos por algumas apps com a suposta justificação da segurança. Nomeadamente, apps bancárias e outras, que se recusam a funcionar se detectarem que o dispositivo tem os modos de debug ou de developer activados.

Ora, não há qualquer correlação directa entra a verdadeira "segurança" e esses modos, e é precisamente por isso que no Android 17 QPR1 esses modos deixam de estar acessíveis às apps. Ou seja, as apps normais não terão a capacidade de determinar se estão a correr num dispositivo com esses modos activados, limitando-se a ter que funcionar normalmente - e a usar os devidos métodos de protecção e segurança, em vez de restrições artificiais sem sentido.

THIS IS BIG!!!

The latest #Android 17 QPR1 update to Pixels seems to have pushed the changes concealing the developer and debugging state from 3rd party apps so,

finally the developers can use the damn banking and other apps had this BS security checks!

More info below: pic.twitter.com/xeWYvSmowH

— sameerasw.com (@sameeraswdotcom) September 18, 2026
A mudança acaba por beneficiar directa e indirectamente, sistemas como o GrapheneOS, que muitas vezes são penalizados por certas classes de apps que impedem o seu funcionamento com estes modos activados - num dos mais flagrantes exemplos de falta de senso, recusando-se a funcionar num sistema que dá prioridade à segurança e que está actualizado, mas continuando a funcionar em versões antiquadas do Android cheias de vulnerabilidades conhecidas.

Pois bem, poderá não ser a solução total para este tipo de absurdos, mas pelos menos evitará que estas apps pseudo-seguras recusem funcionar com base em modos que nada afectam a verdadeira segurança.

№ 16

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha - desconto de 25% aplicado automaticamente.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 17

Neuralink mostra conversão de pensamentos para voz

A Neuralink mostrou mais uma das possibilidades do seu interface cerebral, convertendo pensamentos em voz.

Depois de no passado ter mostrado pacientes a controlarem o rato com o cérebro, e até a jogarem jogos, a Neuralink lançou um vídeo mais emotivo em que mostra como devolveu a voz a um paciente com ALS (amyotrophic lateral sclerosis).

Em vez de usar os padrões cerebrais para controlar o ponteiro de um rato, o sistema consegue converter as palavras pensadas em voz que é replicada com base na voz original da própria pessoa.



É mais um pequeno passo no caminho para popularizar interfaces cérebro-máquina, que obviamente inicialmente se destinarão às pessoas com limitações físicas que mais necessitam deles, mas que eventualmente se poderão tornar suficientemente atractivos para serem usados por todas as pessoas que desejarem uma forma mais directa de ligação ao mundo digital.

Obviamente que com isso surgirão todo um novo número de preocupações, tanto a nível do risco de invasão da privacidade (imaginem um Facebook com acesso aos pensamentos das pessoas), como outras que tornem realidade algumas das mais alucinadas histórias de ficção científica.

№ 18

Apple limita controlos manuais aos iPhone 18 Pro

Com o iOS 27 a Apple dá mais opções de configuração nas câmaras, mas alguns dos controlos manuais são exclusivos dos novos iPhone 18 Pro.

A chegada do iOS 27 permite finalmente que os utilizadores configurem a app da câmara do sistema de modo a colocarem as opções e definições que mais utilizam de forma mais acessível - e evitando o ritual habitual de "terem que procurar" por elas. No entanto, há algumas opções que a Apple optou por apenas disponibilizar nos iPhone 18 Pro - e sem grande justificação para isso.

Quem tiver um iPhone 18 Pro tem um longo leque de opções disponíveis: flash, modo Live, formato (aspect ratio), temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, compressão (format), abertura, foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma.
[foto via ShishirShelke1 no X]


Mas quem tiver um iPhone 17 Pro fica apenas com acesso a: flash, modo Live, formato, temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, e compressão.

Ora, o único controlo que logicamente faria sentido não estar presente é o da abertura, já que esse é um elemento de hardware que a Apple adicionou na geração iPhone 18 Pro. Todos os outros, incluindo o foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma, poderiam muito bem ser aplicados na geração iPhone 17 Pro (e anteriores).

Parece que é algo que a Apple quer restringir artificialmente como forma de incentivar os utilizadores a comprarem os novos iPhones. Em alternativa, podem sempre optar por outras apps de câmara que há muito disponibilizam todo este tipo de controlos manuais aos iPhones, como a Project Indigo.

№ 19

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha - desconto de 25% aplicado automaticamente.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 20

Google Discover com ainda mais AI

A Google está a apostar em ainda mais resumos AI no Google Discover, reduzindo as visitas aos sites originais.

Se os resumos AI da Google já reduzem significativamente as visitas, o impacto poderá ser ainda maior nos próximos tempos. A Google está a testar uma nova funcionalidade chamada "Dive Deeper" no Google Discover, que utiliza inteligência artificial para apresentar resumos sobre os temas que aparecem no feed dos utilizadores. Em vez de abrir um artigo ou vídeo, a nova opção mostra uma visão geral gerada por AI, semelhante aos AI Overviews já disponíveis na Pesquisa Google.

O objectivo será facilitar a descoberta de informação relacionada sem obrigar os utilizadores a navegar entre vários sites, apresentando também ligações para notícias relacionadas, recações da comunidade e conteúdos adicionais para quem quiser aprofundar o tema.

Today we're experimenting with a new way to make exploring a topic and discovering related web content easier in Discover.

By tapping “Dive deeper,” you’ll see a short topic overview with prominent links to related stories, community reactions & original reporting. We’ll test… pic.twitter.com/V9cyB1Ygli

— Robby Stein (@rmstein) September 18, 2026
Nesta fase, o teste está focado principalmente em vídeos, mas a Google pretende expandir a experiência para outros tipos de conteúdos. A Google diz que esta abordagem pode tornar o Discover mais útil e eficiente para encontrar informação relevante sobre determinados assuntos.

Obviamente, mantêm-se as preocupações quanto ao impacto que isto poderá ter a nível de reduzir o número de visitas aos sites. Como os utilizadores recebem um resumo imediato, poderão obter a informação essencial sem abrir as fontes originais. Por outro lado, é certo que muitos utilizadores poderão até apreciar isso, uma vez que muitos sites se tornaram num labirinto de popups, vídeos, e publicidade excessiva, onde os conteúdos se tornam a parte menos dominante e quase inacessível se não se usar um adblocker.