PlanetGeek
№ 01

Como transformar uma moldura digital num dashboard para a família

Usar uma moldura digital barata pode ser a opção mais económica para criar um dashboard doméstico para toda a família.

Quer se queira um interface para uma casa inteligente ou um dashboard para organizar a vida familia, é comum começar esse projecto com a procura de algo como um Raspberry Pi e um ecrã. Mas, este projecto mostra-nos como é possível aproveitar algo como uma moldura digital económica, que normalmente apenas serviria para mostrar fotos, para cumprir esse objectivo.

Neste caso um programador estava prestes a deitar fora uma moldura digital que deixou de reconhecer a ligação WiFi, quando decidiu algo mais interessante. Em vez de a atirar para o lixo, recorreu à ajuda de ferramentas AI para obter acesso ao sistema, descobrir um modo de debug escondido e fazer root ao equipamento. Com um pequeno adaptador USB WiFi económico, conseguiu recuperar a ligação wireless. Inspirado pelo sucesso, decidiu repetir todo o processo com uma moldura digital aleatória de 50 euros comprada na Amazon. A experiência mostrou que muitos destes dispositivos são essencialmente pequenos tablets Android, com hardware relativamente aberto a modificações. O objectivo passou a ser remover o software original e transformar o equipamento numa plataforma aberta para se poder correr o que se quiser.


O processo passa por colocar os dispositivos em recovery/debug mode, ligá-los através de ADB, obter root e substituir o software de origem. Depois, foi instalado um Chrome WebView mais recente, permitindo executar um dashboard web personalizado.

O resultado final é um dashboard familiar que utiliza um agente AI para transformar emails da escola em eventos do calendário, lembretes, e até pesquisas de palavras para exercícios de ortografia. O sensor de movimento também foi integrado para reduzir o brilho do ecrã quando ninguém está por perto. O projecto mostra como hardware barato que normalmente estaria limitado por software proprietário pode ganhar uma segunda vida quando os utilizadores têm acesso ao sistema e às ferramentas certas, e revelando o tipo de coisa que se vai tornando acessível a cada vez mais pessoas graças aos agentes AI.

№ 02

O que é a memória HBM?

Muito se fala da memória HBM que se tornou imprescindível na era AI, mas o que é este tipo memória?

Com a loucura da AI a ter assolado o mundo e a ter tido um impacto particularmente relevante no sector da memória RAM, levando a um aumento tão brutal dos preços das memórias DDR4 que a AMD e Intel estão a retroceder e a recuperar o uso das memórias DDR4 antigas, torna-se interessante ver o que terá contribuido para isso.

Há muitos tipos de memória RAM, sendo que praticamente já todos terão ouvido falar das memórias "DDR" (DDR4, DDR5), assim como "GDDR" (destinadas às placas gráficas - a "VRAM"), e "LPDDR" (Low Power, destinadas a dispositivos móveis). Mas então, se a memória é apenas memória, porque não temos apenas um tipo de memória? A questão é que, como os próprios nomes acima referidos indicam, as memórias são ajustadas e optimizadas dependendo do tipo de função a que se destinam.

As memórias "normais", como as actuais DDR5, visam oferecer uma proposta equilibrada em termos de densidade, desempenho, latência, e consumo, adequada para o uso genérico num computador. Mas, por exemplo, para um GPU, a largura de banda torna-se mais importante, o que levou à criação da "variante" GDDR; e para um smartphone, o elemento principal torna-se o consumo, tendo dado origem à LPDDR.

Fazendo-se uma analogia com veículos e estradas, temos muitas formas de levar mercadoria do ponto A até ao ponto B. No sistema mais básico temos um carro que faz o transporte de um armazém até ao destino usando uma estada com uma única via de circulação. Se quisermos receber essa carga mais depressa, temos várias opções. A mais simples passa por aumentar o limite de velocidade, para que o carro possa circular mais rapidamente, mas eventualmente chegamos a um limite máximo da velocidade que o carro consegue atingir. Nessa altura, podemos começar a considerar outras hipóteses, como alargar a estrada e começar a usar mais carros. Mas também aqui se chega a um ponto em que as coisas começam a complicar-se, pois também existem limites físicos à largura e número de vias que cabem fisicamente em determinado espaço... e são precisamente esses os dilemas que atormentam o sector da memória, e que levaram à criação das memórias HBM (High Bandwith Memory) que tentam satisfazer a necessidade da máxima largura de banda que é necessário para o processamento AI.



Isto porque, quando se começa a aumentar a memória para lá dos 16 GB ou 32 GB, se começa a perceber que a memória RAM não é assim "tão rápida" quanto se pensa. Usando valores médios de referência, um sistema com memória DDR5 Dual Channel tem uma largura de banda de cerca de 100 GB/s. Parece muito, mas se imaginarmos um jogo a correr a 100 fps, significa que, no tempo para gerar cada frame (0.01s ou 10ms), o sistema tem apenas tempo para aceder a um máximo de 1GB da memória do sistema, quer tenha 64 GB ou 128 GB. No caso do processamento AI, em que se tem que aceder continuamente a modelos que podem ter dezenas ou centenas de GB, esse tempo torna-se crítico. Se tivermos que aceder 1000 vezes na totalidade a um modelo com 100 GB, à velocidade de 100 GB/s estamos a falar de 1000 segundos (quase 17 minutos).

Com memória HBM, que usa barramentos ultra largos complementados pelo empilhamento das memórias, é possível atingir velocidades de perto de 3 TB/s no caso das HBM4. Aceder mil vezes a 100 GB é algo que passa a poder ser feito em apenas 33 segundos - e que explica porque motivo existe a louca procura pelo hardware dedicado ao processamento AI.

O infeliz efeito secundário é que, devido a esta louca procura, os fabricantes dão prioridade a essas encomendas, deixando o mercado de consumo asfixiado com falta de chips de memória, num cenário que infelizmente ainda deverá durar vários longos anos até voltar a regularizar-se....

№ 03

Intel e AMD voltam a acolher DDR4

Perante o cenário que se vive, a Intel e a AMD estão a adicionar o suporte para as velhas memórias DDR4 aos seus novos CPUs.

A crise no mercado da RAM está a obrigar Intel e AMD a repensar as suas plataformas e a recuperar uma tecnologia que parecia estar a caminho da reforma: a DDR4. Com os preços da memória DDR5 a atingirem valores cada vez mais elevados, os dois fabricantes estão a preparar novos processadores e plataformas compatíveis com a memória da geração anterior, permitindo actualizar o PC sem que isso obrigue a substituir também a RAM.

A Gigabyte revelou que duas das suas gamas de motherboards vão suportar futuros processadores Intel baseados no socket LGA 1700, com lançamento previsto para o início de 2027. Esta plataforma estreou em 2021 com os processadores Alder Lake de 12ª geração e tinha a particularidade de suportar tanto DDR4 como DDR5. A Intel abandonou posteriormente essa compatibilidade dupla, mas a subida dos preços da memória está a obrigar a rever essa abordagem. A AMD está a seguir um caminho semelhante, com novas motherboards para a plataforma AM4, compatível com DDR4, a que se juntou o relançamento do Ryzen 7 5800X3D para assinalar o décimo aniversário da arquitectura Ryzen. Embora comprar hardware novo baseado numa tecnologia com mais de dez anos pareça estranho, não deixa de ser uma forma de lidar com a situação actual.

A diferença pode ser enorme: um kit DDR5 de 32 GB pode custar actualmente mais de 500 euros, enquanto um kit DDR4 equivalente se pode encontrar por menos de 250 euros. Além disso, tem a grande vantagem de permitir a reutilização da memória que eventualmente já se tiver no sistema antigo.

Esta solução não será atractiva para quem procura o máximo desempenho, já que a DDR5 continua a oferecer velocidades superiores, mas para muitas pessoas, a diferença de preço poderá não compensar a diferença de desempenho para o "uso normal" do dia a dia.

№ 04

Cyberleek ameaça lançar GTA 6 jogável

O infame leaker Cyberleek voltou à carga, ameaçando disponibilizar o GTA 6 completo e jogável.

Quando se pensava que o caso Cyberleek estaria encerrado, com o leaker a preocupar-se em escapar às tentativas de identificação por parte da Rockstar e Take Two, eis que ele volta à carga. O indivíduo (ou grupo) diz ter uma versão jogável completa do jogo, que possibilita jogar toda a campanha, e que poderá disponibilizar antes do lançamento oficial.

O Cyberleek colocou duas condições para não publicar o suposto "jogo completo". A primeira passa por elevar a sua criptomoeda para um valor de 30 milhões de dólares. A alternativa, para manter a sua justificação de "boas intenções para os jogadores", seria a Take-Two Interactive pedir publicamente desculpa e lançar o GTA 6 em discos físicos - algo que obviamente não irá acontecer.

More GTA 6 leaked gameplay footage...

Shit looks crazy! pic.twitter.com/kwvzT7GVWv

— ViceCity Media (@ViceCity_Media) October 10, 2026
A dar credibilidade a esta ameaça, o Cyberleek tem continuado a disponibilizar vídeos que vão revelando partes ainda não vistas do jogo, incluindo a promessa a de lançar vídeos com a protagonista feminina do jogo nua - algo que muitos acusam como sendo apenas mais uma táctica de ganhar visibilidade e inflacionar a sua criptomoeda.

Até ao momento, nem a Rockstar nem a Take-Two responderam publicamente à nova ameaça. Se a versão completa realmente existir e for divulgada, o impacto poderá ser enorme, já que toda a história, incluindo o final, ficaria disponível antes do lançamento. Com cerca de um mês até ao lançamento do GTA 6, a Rockstar certamente estará a usar todos os recursos à sua disposição para tentar evitar este cenário.

№ 05

XPeng quer vender condução autónoma a outros fabricantes

A XPeng espera ter melhor sorte que a Tesla e vender a sua tecnologia de condução autónoma a outros fabricantes.

A XPeng está a tentar transformar a sua tecnologia de condução autónoma e smart cockpit num negócio de licenciamento, procurando fabricantes de automóveis interessados em utilizar a sua tecnologia. A oferta inclui a arquitectura electrónica dos veículos, sistemas ADAS, software de condução autónoma, chips Turing desenvolvidos internamente, e até tecnologia para robotaxis e robots humanóides. A estratégia vai além do actual acordo com a Volkswagen, que já utiliza tecnologia da XPeng nos seus veículos eléctricos para o mercado chinês.

A parceria com a Volkswagen serve como principal exemplo do que a XPeng pretende replicar. A fabricante alemã investiu cerca de 700 milhões de euros na empresa chinesa em 2023 e passou a utilizar a sua tecnologia em veículos destinados à China. A estratégia tem algumas semelhanças com o que a Tesla tenta fazer há vários anos com o Full Self-Driving, mas existe uma diferença importante: enquanto a Tesla não conseguiu fechar qualquer acordo de licenciamento com outro fabricante, a XPeng já tem um cliente de referência com veículos produzidos em série. A empresa chinesa também mantém sensores adicionais, como radar e ultrassons, para funções de segurança independentes. As câmaras continuam a ser responsáveis pela condução, mas estes sensores funcionam como uma camada redundante para sistemas como travagem e direção de emergência.

Ainda assim, a XPeng terá de ultrapassar um grande obstáculo que se tem tornado cada vez mais complicado: o facto de ser uma empresa chinesa. Para fabricantes europeus e norte-americanos, utilizar software de condução autónoma e chips de AI provenientes da China poderá levantar questões relacionadas com a segurança dos dados, regulamentação, e tarifas. Por isso, os primeiros clientes poderão surgir sobretudo entre fabricantes chineses, e empresas de mercados emergentes. O que é certo, é que isto vem também relembrar o quanto os "grandes" fabricantes europeus estão para trás nesta área: num recente certame automóvel em Paris, as únicas demonstrações de condução autónoma estavam a ser feitas apenas pela Tesla e pela XPeng.

№ 06

Nio atinge 1.2M de trocas de baterias numa semana

A aposta na troca de bateria nos automóveis eléctricos parece estar a resultar para a Nio.

A Nio volta a demonstrar a escala que a tecnologia de troca de baterias pode atingir, tendo efectuado 1.192.221 trocas de baterias durante apenas sete dias na China. Entre 1 e 7 de Outubro, as 4.100 estações de troca da marca registaram uma média diária quase 22% superior à do mesmo período no ano anterior, estabelecendo novos recordes durante as celebrações do National Day.

As estações localizadas junto às principais estradas tiveram uma procura particularmente elevada, com mais de 24.83 milhões de kWh de electricidade utilizados durante as trocas. O resultado mostra que o sistema pode lidar com enormes volumes de utilizadores durante períodos de viagens intensas, aproximando a experiência de abastecimento tradicional à que muitos condutores esperam de um posto de combustível. Para o condutor, a principal vantagem está na rapidez e simplicidade. O automóvel entra na estação, a bateria descarregada é retirada automaticamente e uma unidade carregada é instalada, num processo que demora entre três a cinco minutos.


Embora alguns fabricantes anunciem tempos de carregamento "tradicionais" que se aproximam dos 5 minutos, isso ainda fica limitado a modelos mais recentes e ao uso de postos que suportem as potencias necessárias. Adicionalmente, esta experiência da Nio é algo totalmente "sem mãos", em que os utilizadores não têm que sair do carro e lidar com cabos, calor, frio, chuva, ou neve.

O grande problema é que isto continua a ser um sistema proprietário, que funciona apenas com os veículos da marca (e sub-marcas: Onvo e Firefly). Apesar da Nio ter parcerias com outros fabricantes e estar a tentar que também eles adoptem o sistema, não é certo que estejam dispostos a fazê-lo. Pelo que, continuaremos a ter que aguardar para ver se a aposta na troca de baterias é algo que terá futuro, ou será apenas uma "curiosidade" no processo de transição para os carros eléctricos.

№ 07

Agente AI da Anthropic dá pistas falsas em caso de homicídio

A Anthropic revelou que um dos seus agentes AI enviou informação falsa para a polícia durante os testes.

Não há semana em que não se descubram novos casos de comportamentos "impróprios" por agentes AI, e a Anthropic revelou mais alguns casos. O caso mais curioso, que a Anthropic descreve apenas como "submissão indevida de um formulário", é a que está a dar mais que falar, já que se tratava de um formulário da polícia de Filadélfia para envio de informação relacionada com crimes por resolver, que o agente se entreteve a preencher.

O agente da Anthropic disse que "se lembrava de ter visto alguém" parecido com a descrição dada, na zona e hora do crime, disponibilizando-se para ser contactado se as autoridades achassem a informação relevante.
Felizmente, a submissão acabou por ficar bloqueada pelos filtros de spam da polícia, nem sequer chegando aos investigadores. Mas, igualmente preocupante, é que isto aconteceu a 18 de Julho mas a Anthropic só descobriu o incidente a 28 de Setembro, 72 dias mais tarde(!) e demorando mais de uma semana até finalmente informarem a polícia do sucedido - um atraso de 81 dias que as autoridades de Filadélfia consideraram ser totalmente inaceitável, porque se tratava de uma comunicação falsa relacionada com um possível homicídio.

É perfeitamente plausível que a informação pudesse ter atrasado ou atrapalhado uma investigação real, ou até causado sérios transtornos a eventuais suspeitos, tudo por causa de uma "alucinação" de um modelo AI.

Nas empresas tecnológicas temos assistido ao fim dos programas de recompensas de bugs devido à avalanche de submissões feitas por AI. Parece que em breve muitos mais serviços que aceitam informações do público terão que rever a sua viabilidade, caso comecem a ser igualmente inundados por submissões, sugestões, queixas, e tudo o mais, feitas por agentes AI sedentos de fazerem tudo aquilo que podem para agradar aos seus donos.

№ 08

Reparação de DDR5 de 256GB e 128GB

Devido ao elevado preço das memórias, torna-se obrigatório olhar para a sua reparação como algo a ter em conta.

Em tempos que agora parecem distantes, um módulo de memória avariado seria algo que simplesmente se "atirava para o lixo" e trocava por um novo. Mas com os preços da memória nos níveis exorbitantes que estão devido à AI, as coisas mudam de figura. Foi o que aconteceu com dois módulos RDIMM DDR5 de 128 GB e 256 GB, cujo valor do mercado actual ultrapassa a dezena de milhar de euros.

O módulo de 128 GB apresentava falhas durante o processo de DDR5 training no arranque, um comportamento que pode indicar problemas nas ligações de solda dos chips DRAM BGA. Depois de vários testes, um simples ciclo de reflow foi suficiente para recuperar o módulo. Após a intervenção, a memória passou novamente pelo processo de training sem problemas num sistema de teste. Já o módulo de 256 GB parecia completamente morto. Uma das primeiras suspeitas foi o PMIC, responsável por fornecer a alimentação necessária aos chips DRAM, ou a memória SPD que guarda as informações de configuração do módulo. O chip SPD foi substituído e reprogramado com uma cópia do conteúdo original, mas isso não resolveu o problema. Foram depois realizados vários processos de reflow e reballing em diferentes componentes.



A verdadeira causa acabou por ser mais simples, mas também mais difícil de encontrar: um condensador MLCC em curto-circuito e um PMIC danificado. O módulo terá sido deixado cair no chão, o que poderá ter provocado danos tanto no condensador como nas soldas. MLCC rachados são uma causa relativamente comum de falhas em placas electrónicas, pelo que procurar curtos nestes componentes pode acelerar bastante o diagnóstico.

No final... deu trabalho, mas certamente terá compensado face à alternativa, de gastar perto de 15 mil euros em dois módulos novos.

№ 09

Apps like Adobe

Recentemente apareceu pelo Reddit um conjunto de alternativas às apps da Adobe em modo opensource.

Parece que recentemente um programador lançou mãos à obra e decidiu, implementar em Rust clones das apps da Adobe, sem licenças, e neste momento até já do Word e software Autocad. Assim surge o ArtCraft, que já têm bastantes apps prontas para usar.

O programador Brandon Thomas lançou o Artcraft, uma suite de aplicações gratuitas e de código aberto, programadas em Rust com a ajuda de inteligência artificial (Claude Opus 5.5), criadas especificamente para substituir ferramentas centrais da Adobe.

A Suite Artcraft, têm já um conjunto de alternativas Gratuitas à Adobe.

  • Alternativa ao Photoshop: Ferramenta gratuita para edição de imagens rasterizadas.
  • Alternativa ao Illustrator: Software para criação de gráficos vetoriais.
  • Alternativa ao Premiere: Editor de vídeo completo.
  • O conjunto inclui ainda mais quatro aplicações complementares que fecham esta suite criativa de sete ferramentas.

O programador aceita ainda várias sugestões no Reddit, dado que recentemente sugeriram o Word e rapidamente ficou disponível.

O código fonte, dado que são Open Source está disponível no GitHub em https://github.com/storytold.

O LightCraft é a apicação similar ao Adobe LightRoom, e que até abre os catálogos do LightRoom.

E não é só para Windows. Para Mac existem, e até funcionam muito bem. Abaixo um exemplo do LightRoom – estou mesmo a repensar continuar com a licença que tenho do LighRoom – não é igual, não tem o Storage, e créditos AI claro, mas, é gratuito.

Screenshot
№ 10

Nvidia abandona RTX 5090?

A Nvidia poderá suspender a produção da RTX 5090 para direccionar os GPUs para as placas PRO para AI.

Estão a circular rumores de que a Nvidia terá deixado de fornecer os chips GB202 destinados às placas GeForce RTX 5090. Ao que parece, o GPU GB202 passará a ser utilizado exclusivamente nas placas destinadas ao mercado profissional e data centers.

Embora isto seja um rude golpe para o segmento gamer, é algo que taz todo o sentido do ponto de vista financeiro. A Nvidia consegue vender o mesmo chip em produtos profissionais muito mais caros, extraindo maior rendimento. Além disso, podemos também ser realistas e dizer que, com as RTX 5090 a custarem actualmente mais de 6.000 euros(!), não estarão dentro do orçamento da esmagadora maioria dos gamers, nem mesmo daqueles que poderiam estar dispostos a dar um pouco mais de dois mil euros por uma placa gráfica.
Para já, as RTX 5090 existentes não vão desaparecer de um dia para o outro, já que ainda há unidades em stock. No entanto, se se confirmar que a Nvidia deixará de as produzir, poderá assistir-se a uma verdadeira "corrida" para apanhar as unidades que restam, atirando os preços para patamares ainda mais elevados!

E com a próxima geração baseada na arquitectura Rubin a só ser esperada para final de 2027 ou 2028, irá ser necessário aguardar ainda bastante tempo para se voltar a ter uma nova placa topo de gama da Nvidia para gaming.

№ 11

Apple corta produção dos iPhone 18 Pro

A Apple terá reduzido a produção dos novos iPhone 18 Pro em 15-20% devido a uma procura abaixo do esperado.

A Apple parece estar a começar a sentir que há limites na carteira dos consumidores. A marca terá pedido a alguns dos seus fornecedores para reduzirem a produção de componentes destinados ao iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, devido a uma procura abaixo do esperado. As encomendas de componentes para Outubro terão sido reduzidas em pelo menos 15% face aos pedidos iniciais, numa altura em que o aumento dos custos de memória está a pressionar os preços de praticamente todos os dispositivos.

Em Portugal, o preço do iPhone 18 Pro começa nos 1.499 euros, enquanto o iPhone 18 Pro Max obriga a gastar pelo menos 1.649 euros, valor superior ao dos modelos da geração anterior. A Apple tem atribuído os recentes aumentos de preços em vários produtos, incluindo iPhones, iPads e MacBooks, ao aumento do custo dos chips de memória provocado pela forte procura relacionada com AI.

Dito isto, há alguns factores adicionais que podem ajudar a explicar esta recepção mais fria aos iPhone 18 Pro. Muitos clientes poderão ter decidido optar pelo novo iPhone Duo, que só fica disponível este mês, com preço a começar nos 2.399 euros; o que continuaria a beneficiar a Apple - se se assumir que a procura pelo primeiro iPhone dobrável supere a quebra na procura dos iPhone 18 Pro. Em sentido contrário, poderá haver muitos clientes que simplesmente preferem aguardar mais um ano e ver que tal será o iPhone dos "20 anos" que é aguardado para o próximo ano, e que deverá trazer alterações significativas.

... Atiro também para a lista das possibilidades o facto da Apple estar a atrasar a nova Siri AI na Europa, que deixa os consumidores europeus sem uma das grandes novidades dos novos iPhones e do iOS 27 até uma altura em que o iPhone do próximo ano já estará quase a chegar...

№ 12

Meta quer Muse nos Raspberry Pi e outros gadgets

A ofensiva da meta com o Muse expande-se para os smart devices, facilitando o seu uso em todo o tipo de hardware.

Não só a app do Muse está a ter sucesso viral, como a Meta não abranda e está a disponinibilizar o código necessário para que os utilizadores criem os seus próprios gadgets com o Muse, o novo agente AI da empresa. A ideia é ligar o Muse a hardware comum, como placas ESP32 ou Raspberry Pi, e utilizá-lo com ecrãs, botões, sensores e outros componentes para criar dispositivos personalizados.

Entre os exemplos apresentados pela Meta está a utilização de um display E Ink a cores para mostrar lembretes, ligar o Muse a uma HDMI stick para apresentar o agente AI num televisor, ou criar um pequeno dispositivo com touchscreen semelhante a um Muse Charm. O sistema funciona através dos SDKs disponibilizados pela empresa, permitindo combinar o Muse com praticamente qualquer hardware compatível.
A Meta também criou o Muse Home Link, um pequeno gadget pensado para controlar dispositivos domésticos. Com skills desenvolvidas pela comunidade, pode ser utilizado para controlar lâmpadas inteligentes, controlar um televisor, enviar documentos para uma impressora, e muitas outras coisas.

Esta iniciativa transforma o Muse numa plataforma bastante mais aberta e experimental, permitindo que developers e entusiastas criem os seus próprios dispositivos em vez de depender apenas do hardware oficial da Meta. No entanto, bem sabemos como inevitavelmente as dependências de serviços na cloud correm mal. Poderá não ser hoje, nem amanhã, nem no próximo ano, mas garantidamente a Meta irá decidir mudar as regras do jogo, e encerrar as APIs ou começar a cobrar por elas, e todos estes dispositivos arriscam-se ficar inutilizados.

№ 13

Starlink ganha 800 MHz para melhorar serviço de telemóvel

Aos poucos, a SpaceX vai dando mais sinais de se querer tornar numa operadora móvel capaz de competir com AT&T, Verizon e T-Mobile.

A SpaceX deu mais dois passos importantes para transformar o Starlink numa verdadeira rede móvel nos Estados Unidos, capaz de competir directamente com operadoras como AT&T, Verizon e T-Mobile. A empresa anunciou a aquisição de licenças de espectro na banda dos 800 MHz, que considera uma das peças que ainda faltavam para oferecer um serviço móvel mais completo.

A estratégia passa por combinar o novo espectro de baixa frequência com o espectro de 2 GHz que já utiliza. Enquanto os 2 GHz deverão fornecer maior capacidade e largura de banda, os 800 MHz terão uma vantagem importante na capacidade de atravessar obstáculos, como paredes. Isto irá facilitar manter a ligação dentro edifícios, que até agora era praticamente impossível no serviço Starlink, e contribuir para que o serviço comece a poder ser encarado quase como o serviço móvel terrestre das operadoras tradicionais.

Ao mesmo tempo, a FCC aprovou a constelação Starlink Mobile Gen2, permitindo à SpaceX lançar até 15.000 satélites optimizados para utilizar espectro de 2 GHz em todo o mundo. Segundo a empresa, estes satélites terão mais de 100 vezes a largura de banda da geração actual. A FCC também autorizou a SpaceX a disponibilizar serviço móvel através dos satélites sem depender de um acordo de aluguer de espectro com operadoras terrestres.

A SpaceX já fornece a funcionalidade de ligação via satélite da T-Mobile, mas está agora a tentar deixar de depender das operadoras tradicionais. Aos poucos, parece começar a tornar-se claro aquilo que já era suspeitado há muito, da Starlink querer dominar o sector das comunicações móveis, tanto no espaço como solo.

№ 14

Polestar Charge facilita carregamento público com novos planos de subscrição

A Polestar alarga a sua oferta de carregamento público com dois novos planos de subscrição que prometem tornar o carregamento rápido mais barato para os clientes da marca sueca.

A novidade integra o serviço Polestar Charge, que passa também a dar acesso a mais de 1,25 milhões de pontos de carregamento públicos em toda a Europa, incluindo a rede Tesla Supercharger.

O Polestar Charge já estava incluído na compra de qualquer veículo da marca, incluindo os usados certificados, e permite carregar em praticamente qualquer ponto da Europa através de uma única conta, com acesso via app ou cartão. A solução inclui ainda Plug & Charge para veículos compatíveis e integração com o Google Maps para filtrar os pontos de carregamento da rede durante o planeamento de viagens.

À modalidade standard, sem subscrição, juntam-se agora dois planos pagos. O plano Plus, pensado para quem carrega ocasionalmente em rápido, custa 7,99 euros por mês e oferece um desconto de 15% em cinco redes de carregamento rápido seleccionadas em cada mercado. O plano Pro, dirigido a quem depende com mais frequência do carregamento rápido, custa 14,99 euros por mês e garante 30% de desconto em sete redes seleccionadas, entre as quais a Ionity.

Em Portugal, os ganhos são consideráveis. Os subscritores do plano Plus passam a ter acesso a mais de 4.500 pontos de carregamento com tarifas reduzidas, enquanto os do plano Pro chegam a mais de 4.600. Face à oferta anterior, isso representa um aumento de 67% e 70%, respectivamente.

A utilização do serviço tem vindo a crescer de forma consistente. No verão deste ano, entre Junho e Agosto de 2026, foram registadas 161.000 sessões de carregamento por clientes Polestar, um valor recorde. Segundo a marca, os subscritores começam a recuperar o valor da mensalidade logo após o primeiro carregamento completo.

[Pela Estrada Fora]
№ 15

Renault 8 Gordini Concept: ícone de tração traseira elétrico

A Renault revelou o 8 Gordini Concept, um coupé elétrico de dois lugares que reinventa o lendário desportivo francês para a era da eletrificação.

Nos últimos cinco anos, a marca tem explorado os seus 128 anos de história, recuperando modelos icónicos sob a forma de exemplares únicos. Depois do concept car elétrico R17 restomod x Ora Ïto e do Renault 5 Diamant, um art car criado em colaboração com Pierre Gonalons, chega agora o reboot do Renault 8 Gordini. O modelo estreou-se a 24 de setembro, no Renault Carwalk, e ficará depois em exposição no stand da Renault no Salão Automóvel de Paris, de 12 a 18 de outubro de 2026.

Com uma carroçaria baixa e larga, uma postura radical e 270 cv de potência, o concept assemelha-se a um automóvel de ralis moderno. As suas linhas depuradas, inspiradas no espírito “café racer” das motos customizadas, eliminam o supérfluo e dão vida ao espírito Gordini. Para a marca, o objetivo deste coupé é emocionar e estimular a imaginação de todos os entusiastas automóveis, não falando de nostalgia, mas de uma verdadeira paixão pelos automóveis.
O Renault 8 Gordini original, lançado em 1964, tinha motor traseiro de 95 cv e tração traseira. Foi uma extraordinária “escola de condução” para uma geração de pilotos, incluindo Jean Ragnotti, e tornou as prestações elevadas acessíveis uma década antes do fenómeno GTI. A emblemática dupla faixa branca tornou-se icónica.

Ao contrário do show car R17, o 8 Gordini Concept é 100% Renault no design. O projeto nasceu de um concurso interno que gerou mais de 300 esboços espontâneos dos designers da marca. Dois projetos foram desenvolvidos em maquetes à escala 2:5, permitindo criar uma nova matriz que reuniu o melhor de cada um.

Com 4,12 m de comprimento, 1,88 m de largura e 1,27 m de altura, o coupé de duas portas apresenta proporções compactas e dinâmicas. Calça jantes de 19 polegadas à frente e de 20 polegadas atrás, tem uma dianteira agressiva com desenho em V e seis faróis, e uma traseira larga e musculada que sugere o motor traseiro e a tração traseira do original.
Muitos elementos do original foram reinterpretados. A inscrição Gordini integra as estrias do emblema histórico e surge acompanhada de um novo emblema “8” composto por oito segmentos. A moldura lateral cromada passou a linha de carácter integrada na carroçaria, os retrovisores em forma de concha mantêm-se e o capot, sem linha de abertura, pode ser removido numa única peça, tal como em alguns automóveis de competição.

A cor foi inspirada no Bleu de France do modelo original, com uma construção em três camadas que combina madrepérola com um ligante azul. A dupla faixa branca, antes meramente decorativa, é agora um componente estrutural que organiza o design e se prolonga até ao habitáculo, passando de branco para azul no painel de bordo.
No interior, o painel assume a forma de uma faixa horizontal em alumínio escovado, que suporta mostradores redondos digitais com molduras espessas que evocam os faróis. Os plásticos dão lugar ao alumínio e ao Alcantara®, e os bancos baquet têm o centro em veludo cotelê azul, uma homenagem aos bancos do antecessor. O único elemento que chama a atenção é o ponto vermelho no botão do cronómetro, ao centro do painel.

O concept vai integrar o acervo do futuro museu Renault Collections, em Flins, cuja abertura ao público está prevista para dentro de cerca de quinze meses. A história do Gordini nasceu com Amédée Gordini, o “feiticeiro” que colaborou com a Renault a partir de 1957 no Dauphine Gordini e transformou motores modestos em verdadeiros puro-sangue.

[Pela Estrada Fora]
№ 16

Muse imprime centenas de páginas de lixo

O assistente AI Muse da Meta ainda pode causar algumas surpresas desagradáveis, como descobriu Artem Russakovskii ao encontrar centenas de páginas impressas espalhadas pelo chão.

O Muse da Meta tem conquistado sucesso viral entre os utilizadores, tendo revelado ser bastante útil em coisas tão variadas como ajudar a organizar o dia das pessoas ou a renegociar contratos para poupar dinheiro nas mensalidades. Mas, entre os muitos casos de sucesso, vão também surgindo outros casos que relembram os perigos de se colocar um assistente AI à frente das coisas.

No caso de Artem Russakovskii, a sua sequência de boas experiências com o Muse chegou ao fim quando pediu ao Muse para imprimir algo na sua impressora remotamente. Inicialmente, as coisas até tinham funcionado bem e o Muse conseguia usar a impressora, mas um certo dia, após ter pedido ao Muse para imprimir um formulário, deparou-se com o chão do seu escritório literalmente coberto com centenas de folhas!

Just had my first massive @Muse failure. A few weeks ago, I told it to set up a way to print to my office Epson printer. I have Tailscale set up, so it thought for a bit, then set it up perfectly. It's been working ever since. Until today, when Muse said that its virtual machine got reset, so it will set it up again. I just got back to my office after asking it to print a simple form and found hundreds of pages with absolute gibberish on them all over my floor. It wasted a lot of paper and ink and still said that it couldn't set it up right, even though it was able to do it a few weeks ago.

— Artem Russakovskii (@ArtemR) October 7, 2026
Ora bem, é certo que o Muse mais tarde conseguiu analisar o que se passou (estava a repetir incessantemente tentativas de impressão falhadas) e implementar as devidas correcções. No entanto, serve para relembrar os potenciais riscos a que se fica sujeito ao confiar excessivamente nos agentes AI.

Outro caso recente foi a de uma pessoa que deixou o Muse a gerir a vendas de produtos usados no Marketplace do Facebook, e depois descobriu que o assistente não só tinha aceitado vender coisas a preço estupidamente reduzido, como tinha fornecido a sua morada e dito ao comprador que ele podia lá passar para levantar as coisas. Noutro assistente, a que o utilizador tinha dado acesso de leitura às suas transacções bancárias para analisar as suas despesas, descobriu que o seu saldo bancário estava a ser revelado num canal de mensagens da empresa... Enfim, são casos que certamente irão aumentar de frequência à medida que mais pessoas forem utilizando estes assistentes AI, e que nos relembram que talvez se esteja no ponto em que seja necessário começar a apostar no "bom senso artificial". :)

№ 17

Fechadura da Ring funciona sem bateria

A Ring lançou a sua primeira fechadura inteligente, que assegura que pode ser usada mesmo se acabar a bateria.

A Ring, empresa de campainhas e câmaras de segurança da Amazon, está a entrar no mercado das smart locks com uma proposta que resolve um dos maiores receios neste tipo de dispositivo: ficar trancado do lado de fora quando a bateria acaba. A nova fechadura Ring tira partido do seu actuador rotativo, permitindo gerar energia manualmente ao ser rodado algumas vezes, para ligar temporariamente o mecanismo e abrir a porta.

A ideia surgiu quando o fundador da Ring, Jamie Siminoff, procurava uma fechadura para uma casa de férias que seria utilizada com pouca frequência. Em vez de ficar dependente exclusivamente da bateria, a empresa desenvolveu o sistema que permite recuperar energia através do mecanismo manual. Depois de entrar em casa, o utilizador pode então proceder ao carregamento da bateria da forma habitual.

De resto, temos o habitual conjunto de capacidades destes equipamentos. A bateria deverá durar cerca de um ano. A app também permite configurar acessos para familiares, amigos ou funcionários que precisem de entrar regularmente. A fechadura disponibiliza quatro formas de acesso: leitor de impressões digitais, teclado touchscreen iluminado, app Ring, ou via Alexa.

Parece-me que este pequeno detalhe, de permitir o uso sem bateria, poderá muito bem ser o elemento que faltava para convencer muitos indecisos ou renitentes a darem uma oportunidade a uma fechadura inteligente, mesmo sendo de uma marca que infelizmente se foca nas subscrições e não facilita o acesso local directo ou integrações com plataformas abertas como o Home Assistant.

№ 18

Fita LED RGBIC Govee 5m a €14

Uma fita LED RGB é uma das formas mais eficazes e simples de dar um toque especial a qualquer casa, e é algo que pode ser feito a preço reduzido, como comprova esta fita LED.

Uma fita LED pode fazer milagres, bastando passá-la pela prateleiras de móveis, ou até colocada por baixo de uma mesa ou sofá, para criar um ambiente único. O único problema é que quando se compra uma fita LED RGBIC para iluminação decorativa, a impressão inicial de missão cumprida que se tem após a colocar no sítio é quase sempre seguida de um "se soubesse, tinha mandado vir mais uns metros". Pois bem, isso já não deverá acontecer com este conjunto, que desde logo disponibiliza 5 metros para que possam preencher com luz tudo aquilo que desejarem - mas disponibilizada também em versão de 2x 10 metros para quem precisar de mais.
Esta fita LED RGBIC Goovee com 5 metros e controlo remoto está disponível por apenas 14 euros na Amazon Espanha - desconto de 40% aplicado automaticamente.

Este modelo apenas pode ser controlada através da app Govee ou dos botões no controlador físico junto da fita, não tendo integração com assistentes de voz como o Google Assistant ou Amazon Alexa.


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№ 19

Artcraft quer ser alternativa open-source AI da Adobe

Com ajuda das ferramentas AI, um programador está a criar alternativas ao software da Adobe, incluindo o Photoshop, Premiere, e outros.

Um programador está a tentar recriar alguns dos programadas mais populares da Adobe com recurso a AI. O projecto Artcraft começou no ano passado como uma ferramenta de AI para artistas, mas entretanto evoluiu para uma suite de sete aplicações que procuram replicar a interface e as principais ferramentas do Photoshop, Illustrator, Premiere, Lightroom, After Effects, InDesign e Acrobat Pro.

Brandon Thomas, o programador responsável pelo projecto, diz ter usado o Claude Opus 5.5 para desenvolver versões "replicadas" das aplicações da Adobe, sem acesso ao seu código-fonte, recorrendo a Rust e WebAssembly. No entanto, apesar das boas intenções e de demonstrar que estamos numa transição que a AI pode mudar a forma como olhamos para o software, há que frisar que muitdas destas apps ainda estão numa fase muito inicial e apresentam muitas limitações e bugs. Aliás, o projecto demonstra aquilo que muitos programadores sabem, de que é fácil atingir um estado "funcional", com grande parte das coisas a trabalhar, mas que aqueles "detalhes finais" podem ser bastante demorados de resolver.
O projecto será disponibilizado gratuitamente sob licenças MIT e Apache, e a iniciativa conta com visibilidade acrescida, em parte, devido à frustração geral com os preços elevados da Adobe e das suas práticas abusivas de subscrição / cancelamento.

Apesar do entusiasmo, os projectos ainda não são uma alternativa viável ao software da Adobe, e poderão enfrentar desafios legais caso a aparência e a interface sejam consideradas demasiado semelhantes. Ainda assim, este projecto vem juntar-se ao número crescente de coisas que estão a ser feitas com AI, e que fazem antever um futuro onde a "identidade" dos programas perca muito do seu valor, assumindo que bastará um simples pedido a um agente AI para que qualquer programa comercial seja replicado à medida do que cada pessoa quiser.

№ 20

Maextro V800 parte pedal de travão 3 vezes

Da China chega um caso polémico, em que testes revelaram que o veículo de luxo Maextro V800 tem pedais de travão que podem partir em cenários de emergência.

Na China, a plataforma Dongchedi / DCar (pertencente ByteDance) dedicada a notícias e testes de automóveis, lançou uma verdadeira "bomba" ao revelar que o Maextro V800, um MPV de luxo desenvolvido pela Huawei e JAC, tem graves problemas de segurança. Segundo os testes realizados pela Dongchedi, o pedal de travão quebrou totalmente em testes de travagem numa pista fechada, e isso aconteceu não apenas num veículo mas em três veículos testados.

O primeiro veículo apresentou o problema na terceira tentativa, o segundo na quarta e uma terceira unidade, comprada especificamente para o teste, falhou logo na segunda travagem a fundo. Embora nalguns casos os pedais só tenham partido sob forças elevadas, num dos casos o pedal teve a fractura com apenas 1.612 N, abaixo dos 2.000 N que é exigido pela norma chinesa, durante cinco segundos (nas marcas japonesas o normal é resistirem até 2.500N, nas marcas alemãs 3.000 N).

The biggest news from China’s car industry today. 3 brake pedals during emergency brake tests on 3 brand-new, luxury class Maextro V800s. (ENGLISH SUBTITLES)

Maextro is Huawei’s luxury brand with JAC, and the V800 sells for 0.77 to 1 million RMB.

Massive credit to Dongchedi,… pic.twitter.com/R2kVsablA6

— Syed Haseeb Hassan (@etechvolution) October 8, 2026

懂车帝实测尊界v800 100到0刹车成绩,连断三根刹车踏板 pic.twitter.com/i8XGawHBsf

— 1024 (@1024DevHub) October 8, 2026

这个视频有多品牌车型测试比较,断裂时的详细数据,断裂后的材料比较分析 pic.twitter.com/o8E2nJsNyX

— 1024 (@1024DevHub) October 8, 2026
Uma análise preliminar aponta para possíveis fragilidades estruturais no conjunto. O centro do pedal fica a cerca de 130 mm do eixo de rotação e a zona de suporte apresenta apenas uma camada vertical, enquanto outros modelos utilizam duas ou três camadas de reforço. A inspecção também encontrou marcas de soldadura em zonas sujeitas a elevada tensão, material relativamente fino e poucas nervuras de reforço, factores que poderão contribuir para a fractura.

O problema é particularmente grave porque a quebra resulta na perda total do travão de pé. Nos testes, a utilização da posição P como forma de desaceleração aumentou a distância de paragem de de 38 para 140 metros. A Maextro e a JAC ainda não apresentaram uma conclusão oficial sobre o incidente, tendo apenas emitido um comunicado oficial de que o carro "segue as normas de segurança exigidas".

Ainda assim, está a ser um verdadeiro circo mediático O V800 é um veículo que pode custar mais de 130 mil euros, que até tem frigorífico e máquina de café, e que promete uma arquitectura de "redundância total" que inclui os sistemas de travagem e direcção. E afinal, parece que falha em algo tão simples como um pedal de travão feito de plástico que pode partir quando mais se precisa dele. Seja como for, a Dongchedi parece estar a salvaguardar-se para uma possível batalha legal, aparentemente tendo comprado mais três Maextro V800 para os manter intactos e selados caso venha a ser necessário fazer avaliações futuras.


Nota: O caso não passou despercebido às outras marcas, com muitos outros fabricantes automóveis a aproveitarem a oportunidade para frisarem que os seus pedais de travão são de metal e não partem, e até marcas de veículos de baixo custo têm lançado vídeos "divertidos" de situações abusivas aos seus pedais, demonstrando que se comportam melhor a que deste carro de luxo.