PlanetGeek
№ 01

Correr agentes AI na pasta dos downloads abre a porta a ataques

Quem utilizar agentes AI nunca os deverá executar a partir da pasta de downloads, pois podem ficar expostos a instruções maliciosas.

Investigadores descobriram uma nova forma de comprometer agentes AI através de um ficheiro de texto aparentemente inofensivo. O ataque recorre a ficheiros como AGENTS.md ou CLAUDE.md, que são considerados ficheiros de texto inofensivos pelo browser, mas que contêm instruções que são seguidas pelos assistentes AI. A empresa Forever Security deparou-se com esta técnica depois de um agente AI no computador de um cliente ter tentado instalar um pacote npm malicioso, seguindo instruções escondidas num ficheiro na pasta Transferências.

O ataque explora a capacidade destes agentes para lerem automaticamente ficheiros de instruções existentes na pasta de trabalho. Embora ficheiros como AGENTS.md não sejam executáveis, podem fazer com que os agentes executem comandos, instalem pacotes, ou exponham informações sensíveis. Os investigadores demonstraram a técnica com o OpenAI Codex e o Claude Code, mostrando como instruções maliciosas podem manipular o seu comportamento. E uma vez que se tratam de siumples ficheiros de texto, uma página web maliciosa poderá conseguir descarregar esse ficheiro de instruções para pasta Transferências, com intervenção mínima do utilizador.



Nos testes realizados, os investigadores conseguiram levar o Codex a executar tarefas de demonstração inofensivas em 90% das tentativas. Numa experiência separada, utilizaram um ficheiro CLAUDE.md malicioso para redireccionar o tráfego da API do Claude Code para um servidor controlado por eles, expondo um token OAuth e criando a possibilidade de assumir o controlo da conta. Esta técnica foi bem-sucedida em cerca de 50% dos testes. Ainda assim, importa frisar, o ataque depende do utilizador iniciar o agente de programação na pasta de Downloads com o ficheiro contendo as instruções maliciosas.

Para reduzir os riscos, os investigadores recomendam que a pasta Downloads/Transferências não seja utilizada como pasta de trabalho dos agentes AI. A OpenAI e a Anthropic aconselham a iniciar estas ferramentas na pasta principal do projecto específico em que querem trabalhar, limitando o acesso a ficheiros sem relação com a tarefa. Os utilizadores devem também verificar ficheiros de instruções desconhecidos, manter as protecções de segurança, e testar código num ambiente isolado.

№ 02

Agentes da OpenAI comunicaram entre máquinas virtuais isoladas

Durante testes de segurança, agentes AI da OpenAI arranjaram forma de comunicar entre máquinas virtuais isoladas, usando técnicas idênticas às usadas pelo Spectre e Meltdown.

A OpenAI revelou que os seus agentes AI conseguiram comunicar entre máquinas virtuais isoladas ao explorar diferenças nos tempos de acesso à cache de um processador. A descoberta surgiu durante testes de segurança, depois de um modelo ter aproveitado uma configuração incorrecta de DNS para sair de um ambiente de investigação offline. O incidente levou a empresa a suspender temporariamente o treino de modelos e a investigar possíveis vulnerabilidades nos seus sistemas.

Segundo a OpenAI, um dos agentes codificou informação removendo deliberadamente determinados dados da cache do processador, enquanto o outro mediu o tempo necessário para voltar a aceder a esses dados. Como a leitura de informação na cache é mais rápida que o acesso à memória principal, as diferenças nos tempos de resposta permitiram trocar mensagens entre os agentes, apesar de estarem ambos em ambientes "isolados". Depois de definirem um protocolo comum para codificar e descodificar os sinais, os agentes conseguiram transmitir dados entre si.
Esta técnica faz lembrar as falhas Spectre e Meltdown que causaram alvoroço em 2018, e que tem continuado a gerar dores de cabeça regularmente desde então. Recorda também os casos em que agentes AI encontram forma de comunicar até entre computadores air-gapped, completamente desligados de redes, através de técnicas indirectas. No passado, Noam Brown, investigador da OpenAI, destacou experiências em que dois computadores sem ligação entre si trocaram informação através de variações de temperatura. Um dos sistemas gera calor ao aumentar a atividade do processador, enquanto o outro monitoriza as alterações térmicas e interpreta-as como mensagens codificadas. Estes métodos permitem normalmente transmitir quantidades muito reduzidas de informação, mas demonstram que o isolamento físico não elimina necessariamente todos os canais de comunicação.

As descobertas revelam os desafios crescentes para a segurança da AI: agentes cada vez mais capazes podem encontrar formas cada vez mais avançadas de contornar restrições, mesmo quando se pensa que estão isolados uns dos outros. Por outro lado, importa relembrar que isto são coisas que não têm acontecido "autonomamente", mas sim como resultado de testes de segurança, pelo que muitos continuam a olhar para estes relatos como uma forma de "publicidade" para as capacidades dos seus modelos, e ou influenciar possível legislação sobre tecnologias AI.

№ 03

Carregador 800W 10 portas a €53

Os carregadores podem acompanhar-nos por anos e anos, e este carregador de 10 portas garante que estamos preparados para tirar partido do USB-C para carregamentos rápidos de múltiplos dispositivos.

Com a transição para o USB-C e alguns fabricantes a deixarem de incluir carregadores com os seus produtos, torna-se mais importante que nunca escolher um carregador que nos dê algumas garantias a longo prazo. Este mega carregador pode fornecer um total de até 800 W e tem 10 portas USB, mantendo um tamanho bastante compacto em formato "charging station" para desktop.

Mais concretamente, temos 8 portas USB-C de carregamento rápido PD (2 de 140 W + 2 de 100 W + 4 de 65 W) e 2 portas USB-A QC de 30 W.
Este carregador 1000W de 10 portas está disponível por 53 euros na Amazon Espanha.

Toda esta variedade significa que está preparado para lidar com os equipamentos mais recentes mas também lida sem dificuldade com cabos USB da geração anterior (que ainda são bastante populares). As portas de 140 W são mais que suficientes para lidar com dispositivos de maior potência, como portáteis, e possibilitam carregar múltiplos portatéis em simultâneo sem que haja preocupações em manter múltiplos carregadores dedicados. Só não se esqueçam de juntar um cabo USB-C que permita tirar partido destas potências.


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№ 04

iPod faz 25 anos com Easter Egg da Apple

A Apple celebrou os 25 anos do iPod com um easter egg nostálgico.

O site do Apple Music esconde uma surpresa para os fãs do icónico iPod. Quando se visita uma página inexistente, em vez da habitual mensagem de erro aparece uma recriação funcional do iPod de primeira geração. A página apresenta a frase "Give this a spin instead", transformando o habitual erro 404 numa experiência nostálgica.

O iPod virtual inclui a clássica click wheel, que permite navegar pelo interface básico e ouvir excertos de 90 segundos de músicas de artistas como Beyoncé, Britney Spears, Coldplay, Daft Punk, Eminem e Michael Jackson. Este Easter egg só está disponível quando se visita o site através do browser. Para o experimentar, basta visitar algo uma página inexistente, como https://music.apple.com/us/ipod.
Mas, há ainda um easter egg adicional dentro deste easter egg. Se formos a Settings -> About e mantivermos pressionado o botão central da click wheel, temos acesso ao jogo Breakout dentro do iPod virtual. Um jogo que Steve Jobs e Steve Wozniak ajudaram a criar enquanto trabalharam na Atari na década de 1970.

O iPod foi um dos produtos mais marcantes da Apple, e que também começou por ser subestimado por muitos por ser "apenas mais um leitor MP3". O mesmo tipo de recepção que o seu sucessor, o iPhone também teve, acabando por ter um impacto ainda maior. A Apple descontinuou o iPod touch em 2022, assinalando o fim da era iPod.

№ 05

Novo Apple Mini com OLED - e mais caro

A Apple lançou o novo iPad Mini, agora com ecrã OLED, e com preço mais caro.

A Apple apresentou um iPad mini renovado, que marca a transição para um ecrã OLED de 8.5" (a redução das margens mantém o tamanho exterior praticamente inalterado), um design mais fino e leve, e o mais chip A20 Pro. O ecrã atinge 600 nits de brilho em conteúdos convencionais e 1200 nits em HDR, oferecendo cores mais vivas e mais do dobro do brilho máximo da geração anterior. No entanto, apesar da mudança para OLED, a Apple manteve o ecrã nos 60 Hz em vez de adoptar os 120 Hz do "ProMotion" que tem utilizado nos modelos Pro - e que há anos se tornou comum nos smartphones e tablets Android, até nos modelos económicos.

Construído com o processo de fabrico de 2 nm da TSMC, o A20 Pro promete um desempenho até 60% superior no CPU, gráficos 2.7x mais rápidos, e desempenho em tarefas AI até 4.5x superior em comparação com o A17 Pro do modelo anterior. Mas há que ter em conta que só a versão de 512 GB inclui o CPU mais potente com Neural Engine duplo. O tablet suporta carregamento rápido, permitindo atingir 50% da bateria em cerca de 30 minutos com um carregador de 35 W ou superior.
[imagem via BetaProfiles]


Outra novidade é o sistema de áudio Acoustic Display, que reproduz som através do ecrã e elimina as tradicionais aberturas das colunas. Esta solução também permite ao iPad mini obter, pela primeira vez, certificação IP67 de resistência à água e ao pó. Entre as restantes melhorias estão a câmara frontal de 12 MP com Center Stage, posicionada para videochamadas na horizontal, o suporte para WiFi 7 e Bluetooth 6 através do chip N1 da Apple e velocidades 5G superiores nos modelos com conectividade móvel graças ao novo chip C2. Algumas configurações também podem incluir um ecrã com acabamento nano-texture, que reduz os reflexos em ambientes luminosos. O novo iPad mini é cerca de 15% mais fino e leve (5.4 mm, 255 g) que o antecessor e passa a suportar o modo de ecrã expandido quando ligado a um monitor externo.
Em Portugal, os preços começam nos 769€ para a versão de 128 GB, 899€ para a de 256 GB, e €1149 para a de 512 GB. A opção de vidro nano-texture acrescenta cerca de 130€ ao preço, e quem quiser ligação 5G acrescenta 170€ adicionais. O iPad mini OLED de 512 GB com nano-texture e 5G vai para os 1449€. A Apple também reduziu a oferta de cores, passando a existir apenas variantes Midnight (preto) e Starlight (cinza).

№ 06

Starlink quer ligar-se a 80 mil antenas "5G" nos EUA

Nos EUA, a SpaceX revela finalmente os planos de como quer competir com os operadores de telecomunicações terrestres.

Os operadores de telecomunicações norte-americanos estão finalmente a perceber como a Starlink da SpaceX se pode tornar numa grande ameaça. Até agora, a posição destes operadores era a de que a rede Starlink não era uma ameaça, pois mesmo o seu serviço "direct to cell" que permite comunicar directamente com smartphones no solo sem necessidade de hardware especial, não era algo que podia competir com as torres de comunicação celular. Os satélites são excelentes para fornecer esse serviço em áreas remotas sem cobertura, mas não têm capacidade para lidar com milhares de ligações simultâneas numa área geográfica densamente povoada, e nem mesmo a expansão das frequências para os 800 MHz ia fazer grande diferença.

Mas agora, e ao estilo do que tem estado a promover para a partilha de internet entre comunidades, os operadores vêem como isso rapidamente pode mudar. A SpaceX está a negociar directamente com uma das maiores empresas de gestão das antenas celulares nos EUA, responsável por 80 mil antenas (50% da antenas existentes nos EUA).
Basicamente, se a SpaceX conseguir instalar uma antena Starlink em cada uma destas antenas, ultrapassa por completo todas as limitações das ligações directas "satélite-telemóvel", e com a vantagem adicional de que a empresa das antenas pode instalar antenas em qualquer local sem necessidade de infraestrutura de comunicações no solo, com isso a ser assegurado pela rede Starlink.

Agora, e tardiamente, as três grandes operadoras (AT&T, Verizon e T-Mobile) entram em modo de pânico e estão a fazer tudo o que podem para impedir que "empresas de satélites" entrem em competição directa com as telecomunicações terrestres. Só que, tendo em conta que as condições nos EUA são de que a FCC tenha uma postura amigável em relação à SpaceX, os seus piores receios arriscam tornar-se realidade a muito curto prazo.

№ 07

Aqara Hub M3 para domótica a €130

A Aqara tem uma das famílias mais completas e económicas para quem quer criar ou expandir uma casa inteligente.

A Aqara é uma nossa velha conhecida, dos tempos em que já disponibiliza sensores ZigBee de baixo custo que não tinham concorrência. Hoje, trago-vos o seu mais recente hub, o Aqara Hub M3, que chega preparado para lidar com todas as tecnologias do momento, incluindo Matter, Thread, Zigbee, Bluetooth, WiFi, PoE, e até IR - o que o torna numa opção extremamente versátil para lidar com todas as eventualidades. Adicionalmente, conta com ampla compatibilidade com as mais populares plataformas, incluindo o Apple Home, Google Home, Amazon Alexa e, obviamente como não podia deixar de ser, também o Home Assistant.

O Aqara Hub M3 está disponível por 130 euros na Amazon Espanha - activar desconto de 20%.

Há toda uma vasta lista de sensores e dispositivos Aqara, que vão de sensores de movimento, presença, água, temperatura e humidade, a micro-módulos de controlo, interruptores, passando por sensores de fumo, videoporteiros, câmaras, fechaduras electrónicas, lâmpadas, e muito mais - tudo normalmente disponível a preços bastante concorrenciais. O facto do hub contar com integração Matter e Thread também facilita a interoperabilidade com outros dispositivos, pelo que se torna numa excelente opção para quem quiser começar de forma simples, e no futuro contemplar a expansão para cenários mais complexos.


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№ 08

Kimi lança K3.1 Pro com polémica campanha de influenciadores

A Moonshot AI lançou o novo Kimi K3.1 Pro, que promete estar à altura dos melhores modelos AI norte-americanos, mas com polémica a acompanhar.

O novo Kimi K3.1 Pro chega com a promessa de estar ao nível, ou até acima, de modelos como o Opus 5.5 da Anthropic, e como demonstração de que os modelos AI chineses já têm apenas um mês de atraso face aos novos lançamentos das empresas AI norte-americanas.

Introducing Kimi K3.1 Pro: our most capable 3T-class open-weight model. 🔹 1M-token context, 2.8T total / 104B active params (MoE), Multimodal. 🔹 Full-project coding: games in Unreal, Unity & Godot. 🔹 Excels at parametric 3D modeling in Blender & CAD. 🔹 More reliable at finance work: Accurate modeling with hallucination down by 65%. 🔹 Matching the strongest proprietary models across coding, agentic and knowledge benchmarks. Kimi K3.1 Pro and K3.1 Pro Highspeed (2–3× faster) are now live on https://t.co/85jA71X9gw, Kimi Work, Kimi Code, and the Kimi API. Open weights by Nov 4, 2026. 🔗 API: https://t.co/XCrgjXAqMw 🔗 Tech blog: https://t.co/5iPP0MBej6

— Kimi.ai (@Kimi_Moonshot) October 23, 2026

No entanto, este lançamento fica severamente manchado por se descobrir que, para a campanha de promoção, a Moonshot AI recorreu a tácticas que chegam a ser ilegais nalguns países, pagando a influenciadores para repetirem os pontos chaves que indicavam, e para não dizerem que se tratavam de publicações promocionais pagas. Algo que só se tornou público quando uma dessas pessoas decidiu não aceitar, por considerar que a campanha estava a entrar numa área "geopolítica", de promover os modelos AI chineses e de falar mal dos modelos AI norte-americanos. A Moonshot AI também exigia o direito de rever os artigos e de dar a sua aprovação antes de serem publicados.

Post 2 exposing Kimi AI That's the creators campaign docs I got from Kimi AI after their Kimi K3.1 pro release and thats the narrative they want creators to push, of course I'm out and I'm never gonna say something I don't test myself and give my honest opinion about and I don't want to be involved in this China vs US political situation.

— Elshayib (@elshayib_) October 23, 2026

Post 4 Exposing Kimi AI This is what they require each one participating in their creators campaign to do, basically trash talk Astra and Opus even tho it's not true and as you can see you pick from already existing demos and share them and I doubt any of it is actually made by kimi and if it is it's not one shot like most paid accounts say.

— Elshayib (@elshayib_) October 24, 2026

Que estas empresas recorram a campanhas pagas, isso não é novidade. No entanto, exigir expressamente que isso seja feito de forma camuflada, sem indicação de que se trata de publicações pagas, entra num campo bastante obscuro - e até ilegal em países como os EUA.

É pena, pois aparentemente nem seria necessário ter recorrido a tais manobras, se se comprovar que o modelo Kimi K3.1 Pro cumpre com o que está a ser prometido. E também não ajudará que a empresa esteja a ignorar por completo todo este incidente, certamente esperando que rapidamente caia no esquecimento colectivo. O que ganhou com tudo isto, é que neste e nos futuros lançamentos, paire sempre a suspeita de que os "elogios" que sejam feitos apenas estejam a ser feitos porque são pagos.

№ 09

Philips lança monitor ultrawide de 36" e 260 Hz

A Philips lançou o monitor gaming Evnia 36M4C5500P, que diz ser o primeiro ultrawide de 36" a atingir 260 Hz.

A Philips apresentou o Evnia 36M4C5500P, um monitor ultrawide que a marca descreve como o primeiro modelo de 36" desenvolvido especificamente para gaming. O dispositivo utiliza um painel Fast VA curvo, com resolução de 3440 × 1440 píxeis, formato 21:9, e curvatura de 1500R. A taxa de actualização é de 240 Hz, podendo atingir os 260 Hz através de overclocking.

Apesar do ecrã maior, o Evnia mantém a resolução habitual dos monitores ultrawide de 34". Isto traduz-se numa densidade de aproximadamente 104 PPI, pelo que os utilizadores ganham sobretudo mais espaço de visualização em vez de maior nitidez. A Philips anuncia um tempo de resposta de 1 ms gray-to-gray, um contraste de 4000:1, e uma cobertura de 95% do espaço de cor DCI-P3. O monitor também suporta VESA DisplayHDR 400, com um brilho máximo de 500 nits em HDR.
No campo da conectividade, estão disponíveis duas portas HDMI 2.1 e uma ligação DisplayPort 1.4. No entanto, existe uma limitação importante: a DisplayPort suporta a resolução de 3440 x 1440 até 240 Hz, enquanto a HDMI está limitada a apenas 100 Hz na mesma resolução. Para atingir os 260 Hz, é necessário recorrer a overclocking. Entre as restantes funcionalidades encontram-se o MultiView, que permite apresentar duas fontes de vídeo em simultâneo, um suporte com ajuste em altura, e iluminação RGB Iconglow na parte traseira.

A Philips prevê lançar o Evnia 36M4C5500P na região Ásia-Pacífico. Os preços e a disponibilidade na Europa e ainda não foram anunciados.


№ 10

Aqara Hub M3 para domótica a €130

A Aqara tem uma das famílias mais completas e económicas para quem quer criar ou expandir uma casa inteligente.

A Aqara é uma nossa velha conhecida, dos tempos em que já disponibiliza sensores ZigBee de baixo custo que não tinham concorrência. Hoje, trago-vos o seu mais recente hub, o Aqara Hub M3, que chega preparado para lidar com todas as tecnologias do momento, incluindo Matter, Thread, Zigbee, Bluetooth, WiFi, PoE, e até IR - o que o torna numa opção extremamente versátil para lidar com todas as eventualidades. Adicionalmente, conta com ampla compatibilidade com as mais populares plataformas, incluindo o Apple Home, Google Home, Amazon Alexa e, obviamente como não podia deixar de ser, também o Home Assistant.

O Aqara Hub M3 está disponível por 130 euros na Amazon Espanha - activar desconto de 20%.

Há toda uma vasta lista de sensores e dispositivos Aqara, que vão de sensores de movimento, presença, água, temperatura e humidade, a micro-módulos de controlo, interruptores, passando por sensores de fumo, videoporteiros, câmaras, fechaduras electrónicas, lâmpadas, e muito mais - tudo normalmente disponível a preços bastante concorrenciais. O facto do hub contar com integração Matter e Thread também facilita a interoperabilidade com outros dispositivos, pelo que se torna numa excelente opção para quem quiser começar de forma simples, e no futuro contemplar a expansão para cenários mais complexos.


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№ 11

Dobradiça do iPhone Duo tem problema de origem?

Os casos dos ecrãs danificados dos iPhone Duo continuam a dar que falar, e podem indicar uma falha de concepção.

Vão aumentando os relatos de compradores de iPhone Duo que ficam com os ecrãs estragados ao fim de alguns dias de uso, naquilo que tem estado a ser designado como CrackGate. O site iFixit já desmontou e analisou em detalhe o iPhone Duo, e dá mais alguns detalhes sobre o que pode estar a acontecer.

Embora alguns suspeitassem que o problema pudesse estar relacionado com o cabo que liga ao ecrã, o facto da grande maioria dos casos relatos apresentar danos no mesmo local específico do ecrã faz suspeitar que o problema seja mesmo mecânico, já que coincide com uma secção da dobradiça onde alguns elementos podem ficar mais protuberantes e "raspar" no ecrã.


Também há outras críticas que têm sido apontadas, como o facto da dobradiça ser extremamente susceptível ao pó e quedas, bastando pouca sujidade, ou uma única queda, para que possa ficar encravada. Algo que se torna mais criticável quando a Apple fez questão de assegurar que o iPhone Duo tem protecção IP68 contra pó e água.

Por agora a Apple tem trocado rapidamente as unidades com ecrãs danificados, desde que não apresentem sinais de abuso obviamente. Será necessário esperar mais algumas semanas para se ficar com uma melhor ideia sobre se serão apenas algumas dezenas de casos isolados - que recebem a óbvia amplificação das "reclamações na internet" - ou se efectivamente será um problema bastante mais vasto que se torne numa grande dor de cabeça para a Apple no arranque da era John Ternus.


№ 12

Apple vai validar iPhones devolvidos

A Apple está a preparar novo sistema para validar iPhones devolvidos, para assegurar que não foram roubados componentes dos mesmos.

Há relatos de que a Apple está a implementar um novo sistema antirroubo nas suas lojas para evitar que os clientes devolvam caixas de iPhone aparentemente ainda seladas, mas sem o iPhone lá dentro, com acessórios em falta, ou com componentes internos removidos. Isto porque parecem estar a aumentar os casos de compras de iPhones para remoção de peças, e posterior devolução, com a expectativa de que os funcionários não se apercebam de que falta alguma coisa.

Até agora, os funcionários das Apple Store tinham, geralmente, instruções para abrir as caixas dos iPhones devolvidos e verificar manualmente o respectivo conteúdo. No entanto, a Apple desenvolveu uma solução mais rápida e eficaz, usando um novo dispositivo de diagnóstico que consegue analisar os iPhones ainda dentro da caixa selada e confirmar se está verdadeiramente intacto, permitindo validar devoluções de forma imediata sem abrir a embalagem.

Este novos mecanismo de validação acaba por ser uma expansão daquilo que a Apple já estava a fazer para instalar actualizações do iOS nos iPhone enquanto ainda estão dentro das caixas seladas, e mais recentemente, também podendo adicionar uma mensagem de boas-vindas personalizada ao ecrã de configuração do iPhone Duo.

№ 13

Time4Popcorn com falha crítica que deixa utilizadores em risco

Uma versão abandonada do Popcorn Time tinha uma falha que deixava a porta aberta a atacantes.

Investigadores de segurança descobriram e neutralizaram uma vulnerabilidade de segurança grave no Time4Popcorn, uma versão já abandonada derivada do cliente BitTorrent Popcorn Time que podia expor milhões de computadores Windows e macOS a ataques de execução remota de código (RCE). Identificada como CVE-2026-30612, a falha afectava o sistema de actualização que comunicava com um domínio abandonado através de HTTP sem encriptação e instalava ficheiros executáveis sem verificar as respectivas assinaturas digitais. Um atacante que controlasse esse domínio poderia executar código malicioso com privilégios SYSTEM no Windows ou acesso root no macOS.

A app tornou-se popular graças a uma interface semelhante à da Netflix, que permitia reproduzir conteúdos através de BitTorrent. Apesar do projecto original já ter sido abandonado, versões derivadas, como o Time4Popcorn, continuaram a atrair milhões de utilizadores. Os investigadores da Eye Security descobriram o vasto alcance deste problema depois de registarem o antigo domínio de actualização e receberem ligações de cerca de três milhões de computadores Windows e 350 mil dispositivos macOS. As ligações tinham origem em redes domésticas, empresariais, governamentais e militares, sendo que muitas destas instalações serão de máquinas em que a app ficou esquecida pelos utilizadores.
A Eye Security aproveitou o mecanismo de actualização vulnerável para distribuir uma ferramenta que interrompeu e desactivou o serviço, evitando riscos adicionais nessas máquinas. A operação não recolheu dados dos computadores nem informações de telemetria, e também não eliminou ficheiros. Os pedidos ao domínio de actualização diminuiram 98%. Após a conclusão da operação, o controlo dos domínios relevantes foi transferido para a organização sem fins lucrativos The Shadowserver Foundation, especializada em segurança informática.

Ainda assim, o risco não desapareceu por completo. Os utilizadores Android continuam expostos, uma vez que não foi possível desactivar remotamente o mecanismo de actualização na plataforma. Além disso, a app utiliza uma versão extremamente desactualizada do Chrome, de 2014, sem protecções de sandbox. Por esse motivo, a recomendação é a remoção completa da app Time4Popcorn em todos os sistemas em que esteja instalada.

№ 14

Apple quer aproveitar melhor o ecrã do iPhone Duo

A Apple está a considerar alterações no Safari para melhor aproveitar o ecrã do iPhone Duo.

O iPhone Duo está a gerar bastantes críticas, tanto quanto a uma potencial falha fatal na dobradiça que está a danificar o ecrã interior, como também ao facto de deixar bastante a desejar a nível das apps tirarem partido do novo formato.

O que tem sido mais criticável é que esta falta de suporte não se limita apenas às apps de terceiros, como às apps principais da própria Apple, incluindo o Safari. A experiência de utilização do Safari no Duo tem sido fonte de frustração para muitos utilizadores, por desperdiçar cerca de 20% do ecrã devido ao espaço reservado para a "barra de estado", que no Duo é colocada verticalmente no lado direito do ecrã.
Não demoraram a surgir propostas por parte de utilizadores e designers, de como melhor poderia aproveitar-se este espaço, quer fazendo com que essa parte pudesse "deslizar" e ficar escondida, ou que, no mínimo, o browser pudesse usar esse espaço, ficando com os conteúdos debaixo dos botões.

Até ao momento não há soluções perfeitas, com todas a terem os seus prós e contras. Mas tendo em conta que se torna ridículo desperdiçar 20% do ecrã para isto, a Apple parece estar empenhada em encontrar formas de melhorar o aproveitamento do ecrã do Safari no Duo, e que eventualmente serão aplicadas também às restantes apps. Algo que também vem dar mais peso à potencial opção de aguardar até ao Duo do próximo ano, para não ter que passar um ano a lidar com todos estes problemas de primeira geração.

№ 15

A transmissão "manual by-wire" do Ferrari 12Cilindri Manuale

A Ferrari criour uma transmissão "manual by-wire" no Ferrari 12Cilindri Manuale, que pretende apelar aos puristas.

Ao estilo de muitas outras transições tecnológicas no passado, é quando se está prestes a abandonar o mundo dos carros a combustão que se atinge o pináculo dessa tecnologia. Mas desta vez, não nos referimos aos motores em si, mas aos indispensáveis sistemas de transmissão que conhecemos como "caixa de velocidades".

As caixas de velocidade tornaram-se imperativas como forma de compensar as limitações dos motores de combustão (binário reduzido a baixas rotações), e estão agora a tornar-se desnecessárias devido à maior versatilidade dos motores eléctricos. Isso não retira valor à mestria das mesmas, sendo a caixa do Ferrari 12Cilindri Manuale um desses exemplos.



O vídeo leva-nos numa longa viagem pela história das caixas de velocidade, acompanhando a sua evolução, as limitações, os prós e contras de cada tipo de transmissão, e que se será certamente apelativo a todos os que continuam a apreciar a magia dos elementos mecânicos, mesmo numa era que começam a tornar-se em relíquias do passado.

№ 16

A física do Tesla Roadster voador

A física do Tesla Roadster voador bate certo, mas com muitas condicionantes que não podem ser ignoradas.

Como seria esperado para um produto da Tesla, as discussões e polémicas sobre a demonstração do Tesla Roadster voador continuam. Desta vez, temos o canal Engineering Explained a analisar a demonstração e a verificar as contas batem certo. E sim, as contas batem certo, no sentido em que a demonstração terá sido mesmo real e feita sem batotas.

Dito isto, há também que ter em conta que a Tesla terá utilizado carros diferentes para cada demonstração, e que estarão longe das versões finais de produção que agora estão prometidas para 2028... mas sem garantia de que realmente venham a existir.



Obviamente, só porque a Tesla mostrou estes protótipos a fazerem a demonstração, não significa que todos os problemas estejam corrigidos. Os próprios responsáveis da Tesla referem que há coisas em que "ainda estão a trabalhar" (como a questão de como irão colocar um compressor viável dentro do veículo para recarregar os depósitos de ar em menos de 30 minutos - operação que actualmente demora cerca de 7 horas a partir de tanques externos), e a tudo isto somam-se as questões de que nenhum dos sistemas demonstrados poderá ser utilizado em termos práticos, nem em estradas públicas, nem sequer em circuitos, a não ser que se obtenham licenças especiais - o que certamente deixará um sabor agridoce em todos os que tinham feito a reserva do Roadster "pré-voador", que prometia 4 lugares, autonomia de 1000 km, e outras coisas que eram efectivamente utilizáveis no dia a dia.


Curiosa é também a afirmação da Tesla de que "não mostramos coisas que não conseguimos cumprir", quando a lista de promessas falhadas é bem conhecida e continua a crescer ao longo dos anos... Talvez seja uma simples manifestação daquilo que parece ter-se tornado normal na empresa, acreditando que pode mentir o que quiser, desde que sejam mentiras feitas de "boa fé".


№ 17

iPhone Duo enfrenta "CrackGate" com vaga de ecrãs partidos

O lançamento do iPhone Duo está a dar origem a nova polémica "CrackGate" com múltiplos relatos de ecrãs interiores partidos e danificados.

Ao longo dos anos tem sido praticamente inevitável que cada nova alteração significativa nos iPhones resulte em problemas de maior ou menor gravidade (basta recordar o célebre "You're holding in wrong" quando foi o caso "AntennaGate"), e o iPhone Duo não é excepção.

Com as entregas a começarem, são vários os relatos de que o ecrã interior dobrável rapidamente fica danificado, nalguns casos tendo bastado apenas algumas horas de uso e umas dezenas de dobragens. O que tem tornado o caso mais curioso, é que a esmagadora maioria dos casos parece ter exactamente o mesmo ponto inicial de danos no ecrã, e que parece estar directamente com o mecanismo da dobradiça - mais em concreto, com uma pequena peça que parece ser mais protuberante, e que aparentemente danifica o ecrã.

越来越多国内外的iPhone Duo屏幕从铰链位置裂开了,要购买这款手机必须得同时买Apple Care+,谁也不知道哪天会碰上。更稳妥的做法是等后续批次。

另外,Tim不是连续折叠iPhone Duo一万次没问题了吗?怎么还会裂?那只是代表他测试的那一台。 https://t.co/qKF0IqWm8I pic.twitter.com/RCGdWqTqP7

— Ken W (@kenw_2) October 24, 2026
Importa referir que muitas das imagens que circulam são de iPhones Duo de demonstração nas lojas Apple, que inevitavelmente ficarão sujeitos a abusos por parte dos visitantes. Mas, também há relatos de pessoas que os compraram e que se têm deparado com o mesmo fenómeno, e que aparentemente estão a ser substituídos rapidamente pela Apple, sem grandes problemas.

Fica por isso a questão, sobre se serão apenas algumas dezenas de casos isolados, ou se será apenas a fase inicial de uma vaga que venha a revelar um problema "fatal" nos Duo, que seria tremendamente embaraçoso para a Apple, podendo levar a um recall completo de todas as unidades e à revisão do mecanismo da dobradiça (não esquecer que foi algo que aconteceu precisamente com o primeiro dobrável da Samsung em 2019).


O que é certo é que o mecanismo da Apple não parece ser tão resistente quanto o anunciado. Apesar da certificação IP68 contra pó e água, o mecanismo rapidamente encrava com sujidade - ao ponto da Apple já ter lançado um documento a alertar para os cuidados a ter, e dizer para os utilizadores terem atenção caso o mecanismo comece a fazer barulhos estranhos. E não será também surpresa que o Duo tenha falhado os testes abusivos do JerryRigEverything.



Para terminar de forma mais positiva, deixo aqui a impressionante review do canal HTX Studio, gravada com a ajuda de um braço robótico de controlo da câmara, e que realmente é digna de se ver:



O canal até teve que mostrar algumas imagens de bastidores, para comprovar que realmente foi gravada realmente, e não através de efeitos digitais e imagens AI. :)

Just to prove we shot it practically🥲
No AI, shot in-camera.
Big thanks to @umoco2020 for providing the robotic arm!
Check out the full review to see the final shots➡️https://t.co/DlKB4kUNBL https://t.co/YD9StjLj1R pic.twitter.com/kKkEV4xgjD

— Tim Pan (@mediastorm_en) October 22, 2026


... Não que, hoje em dia, isto seja suficiente para sossegar os críticos, já que os modelos AI poderiam muito bem gerar estes vídeos de bastidores com a mesma facilidade! :)

№ 18

Módulo lunar da SpaceX pode precisar de 22 lançamentos para abastecer

O número de lançamentos necessários para abastecer o módulo lunar da SpaceX coloca sérias dúvidas quanto à viabilidade do projecto.

A estimativa mais recente da NASA aponta para a necessidade de cerca de 22 lançamentos da Starship para abastecer o módulo lunar da SpaceX antes de transportar astronautas até à Lua. O número foi avançado por Charlie Precourt, antigo astronauta da NASA e membro do Aerospace Safety Advisory Panel, durante uma reunião dedicada aos riscos do programa Artemis. A estimativa revela um dos maiores desafios dos planos da NASA para voltar a levar seres humanos à superfície lunar.

O número de lançamentos necessários tem variado bastante ao longo dos últimos anos. Apesar de alguns entusiastas terem desde cedo feito as contas e dito que seriam necessários cerca de 20 lançamentos, a SpaceX assegurava que seriam necessárias menos de dez. O processo passa por colocar um depósito de combustível em órbita baixa da Terra e enviar outras Starships para transferir oxigénio líquido e metano para esse depósito. O combustível será depois utilizado pelo módulo lunar para viajar até à Lua, aterrar e regressar à órbita lunar. Agora, é a própria NASA a validar e admitir que serão necessários 22 lançamentos - número que continua a ser contestado por Musk, que diz que bastarão 6 a 8 lançamentos. No entanto, este é o mesmo senhor que assegurou que a Starship iria fazer um voo até Marte em 2016, e no entanto, estamos em 2026 e só no último lançamento é que a Starship atingiu a órbita terrestre.
Mas, como diz a sabedoria popular, contra factos não há argumentos. Não importa o que digam uns ou outros, as leis da física continuarão a ditar o número de lançamentos necessários, cujo número definitivo continuará a depender de variáveis como perdas de combustível provocadas pela evaporação no espaço e a eficiência da transferência entre veículos. A NASA consegue calcular a quantidade de combustível necessária, mas os resultados práticos dependerão do desempenho real da Starship.

O número de lançamentos irá ter um impacto significativo no programa lunar da NASA. Mesmo que a SpaceX consiga atingir uma cadência de dois lançamentos semanais até ao final de 2027, o abastecimento de um depósito em órbita poderá demorar cerca de três meses(!) caso a estimativa mais elevada esteja correcta. A NASA continua a apontar para uma aterragem tripulada na Lua em 2028, mas esse objectivo parece estar condenado a não ser atingido.

№ 19

Peugeot RCZ Vision: o futuro com emoção e 500 cv

A Peugeot apresentou o RCZ Vision, um concept car que funciona como um manifesto da marca e que coloca o prazer de condução, a emoção e o estilo francês no centro da sua estratégia para o futuro.

O modelo sucede ao icónico coupé RCZ, comercializado entre 2009 e 2015, e que entretanto se tornou um objecto de culto entre coleccionadores.

A linguagem de design da Peugeot, chamada “Feline Future”, encontra neste RCZ Vision a sua expressão mais elaborada até à data. Assente em cinco princípios fundamentais, liberdade, coragem, elegância, força interior e instinto, esta visão estética pretende moldar os próximos modelos de produção da marca. “Com o RCZ Vision, estamos a dar uma nova expressão à nossa linguagem de design, o Feline Future. Nascido da tensão entre a força felina e a precisão dos materiais, este design instintivo e sedutor aproveita a tecnologia para realçar a emoção e o prazer de condução”, afirmou Matthias Hossann, Director de Design da Peugeot.
Do ponto de vista técnico, o RCZ Vision assenta na plataforma STLA One e combina uma bateria de estado sólido de 110 mm de espessura, desenvolvida em parceria com a Factorial Energy, com uma arquitectura eléctrica de 1.000 V. O resultado são 500 cv de potência, uma autonomia até 600 km e um consumo de apenas 11,5 kWh/100 km no ciclo combinado WLTP. O carregamento da bateria entre 10% e 80% de carga demora menos de 10 minutos, o que representa um avanço significativo face às soluções actuais.

A bordo, o RCZ Vision antecipa uma nova geração do PEUGEOT i-Cockpit, sistema de interface que a marca usa há quase 15 anos. A novidade mais relevante é a combinação do comando de direcção Hypersquare com ecrãs Micro LED transparentes. Ao contrário da tendência generalizada de multiplicar ecrãs, a Peugeot optou por uma abordagem diferente: o ecrã central pode ser completamente desligado e, graças à sua estrutura transparente, desaparece praticamente da vista, deixando o painel de instrumentos limpo e sem distrações visuais desnecessárias. A versão de série do Hypersquare® que equipa o RCZ Vision será também incorporada na próxima geração do Peugeot E-208.
O sistema de direcção é totalmente electrónico através da tecnologia Steer-by-Wire, sem qualquer ligação mecânica entre o comando e as rodas. A rotação máxima do Hypersquare® é ligeiramente inferior a uma volta completa, em comparação com as três voltas de um volante convencional, o que simplifica as manobras a baixa velocidade. A velocidades mais elevadas, a relação de direcção é automaticamente reduzida para garantir estabilidade. O RCZ Vision é ainda o primeiro Peugeot a incorporar a tecnologia Brake-by-Wire, que substitui a ligação hidráulica entre o pedal e os travões por controlo electrónico, permitindo uma travagem mais precisa e uma melhor integração da recuperação de energia. O nível de condução automatizada disponível é o Nível 2++, com função mãos-livres disponível tanto em cidade como em estrada.

Esteticamente, a postura do RCZ Vision é deliberadamente felina: ligeiramente inclinado para a frente, com ombros fortemente definidos, flancos esculpidos e um habitáculo em forma de dupla bolha de vidro que se estende do capô até à traseira. A nova assinatura luminosa da Peugeot é reinterpretada com três garras horizontais ultrafinas na frente e na traseira. O spoiler activo permanece oculto quando o carro está parado, tal como acontecia no RCZ original, e só se abre durante a condução para optimizar a aerodinâmica. As jantes são em alumínio forjado, de 21 polegadas na frente e 22 polegadas atrás, com um design de raios radiais extremamente refinado que minimiza o material utilizado.
O interior foi concebido como um espaço de Grand Touring para quatro ocupantes, com bancos de arquitectura assimétrica que reforçam o apoio lateral. Os materiais incluem Alcantara® e couro Pelinova, fabricado a partir de retalhos reciclados da indústria de artigos de couro que de outra forma não seriam aproveitados, oferecendo as mesmas qualidades sensoriais do couro genuíno com um impacto ambiental menor. Um relógio da marca relojoeira francesa Serica, integrado no suporte central do ecrã, completa a atmosfera sofisticada do habitáculo, com o seu design a ser reproduzido digitalmente no ecrã correspondente.

O Peugeot RCZ Vision não é um produto à venda, mas sim uma declaração de intenções sobre o caminho que a Peugeot pretende seguir nos próximos anos, conjugando desempenho eléctrico, tecnologia avançada e um design que não abdica da emoção.

[Pela Estrada Fora]
№ 20

PHP com nova vulnerabilidade crítica

O PHP enfrenta nova falha crítica, embora só afectando sistemas com configuração bastante específica.

Depois das vulnerabilidades que deixaram a internet em pânico, a equipa de segurança do PHP divulgou medidas de mitigação para uma nova vulnerabilidade de execução remota de código (RCE), identificada como CVE-2026-115560. Embora ainda não exista uma correcção de segurança oficial, temos a atenuante de que esta falha apenas afecta sistemas com uma configuração específica, exigindo uma combinação pouco comum de código e definiçõe.

Segundo o aviso de segurança, a aplicação tem de configurar session.serialize_handler como php_binary ou php_serialize e, depois, alterá-lo para php durante a execução através de ini_set(), antes de chamar session_start(). A funcionalidade de progresso de carregamento de ficheiros através de sessões também tem de estar activa. Como esta configuração é considerada bastante rara, a equipa optou por corrigir a vulnerabilidade no ciclo normal de actualizações, em vez de lançar uma correção imediata de emergência.
Até estar disponível um patch, a recomendação para os administradores de sistemas afectados é a de desactivar o progresso dos carregamentos de ficheiros através de sessões, definindo session.upload_progress.enabled=0. A equipa do PHP esclarece que quem já aplicou esta medida não precisa de fazer mais nada. A recomendação foi divulgada juntamente com actualizações para outras duas vulnerabilidades críticas de RCE, CVE-2026-109618 e CVE-2026-109619, conhecidas em conjunto como PHP2Shell.

As vulnerabilidades PHP2Shell já estão a ser alvo de tentativas de exploração. A Amazon Threat Intelligence detectou tentativas vários dias antes da disponibilização das correcções, enquanto outras empresas de segurança também registaram o mesmo tipo de actividade antes da divulgação pública. Os investigadores esperam que o número de ataques bem-sucedidos vá aumentando à medida que forem desenvolvidos exploits funcionais, pelo que é importante instalar as actualizações disponíveis. Para os sistemas antigos que já não têm manutenção activa, será uma questão de tempo até sucumbirem a estes ataques.