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Clicks Communicator revive nostalgia dos BlackBerry

05-01-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

A Clicks tem uma proposta curiosa - o Clicks Communicator - um smartphone com teclado físico ao estilo dos BlackBerry.

Além do seu powerbank MagSafe com teclado a Clicks decidiu apostar forte na nostalgia BlackBerry com o Clicks Communicator, um novo smartphone Android com teclado físico. Anunciado antes do CES 2026, o dispositivo combina um teclado físico com um ecrã AMOLED de 4" polegadas e resolução de 1080 × 1200, pensado para quem ainda prefere escrever em teclas reais.

O Communicator corre Android 16 com um Niagara Launcher personalizado, sendo focado quase exclusivamente em apps de mensagens e produtividade, como o WhatsApp, Slack, Telegram e Gmail. Um detalhe curioso é o "Signal Light", que combina um anel luminoso para notificações no botão lateral, que pode ser configurado com cores e padrões diferentes consoante a app ou o contacto.
Esse botão pode ser usado para anotações por voz. Já o teclado físico suporta gestos tácteis, permitindo fazer scroll em mensagens, páginas web, e menus, sem tocar no ecrã. Na fotografia, o smartphone aposta num conjunto simples, com uma câmara traseira de 50MP com OIS e uma câmara frontal de 24MP.
A bateria de 4.000mAh usa tecnologia de silício-carbono e suporta carregamento sem fios Qi2, além de USB-C. O telefone inclui extras cada vez mais raros, como entrada para fichas de 3.5 mm, expansão por MicroSD, e capas traseiras substituíveis para maior personalização.

O seu maior problema estará no preço, de 499 dólares, com reservas antecipadas a 399 dólares. É um preço que permite comprar um smartphone "normal" com características bastante superiores.

Os algoritmos abusivos dos serviços de entrega de comida

04-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Um (alegado) ex-funcionário de um serviço de entrega de comida denuncia as tácticas abusivas implementadas nos seus sistemas.

Os serviços "ride hailing" tipo Uber, Glovo, e outros, vieram transformar um sector da sociedade, por um lado dando maior conveniência a quem os utiliza e, do outro lado, prometendo maior versatilidade a quem procura fazer uns trabalhos extra (por cá nem tanto, devido à legislação - mas sendo a ideia de que "qualquer pessoa" poderia fazer este tipo de trabalho, como e quando quisesse, sem grandes constrangimentos).

No entanto, no papel de intermediários, estes serviços ficam com bastante poder na forma como podem gerir clientes e trabalhadores, e o risco para abusos não é apenas teórico. Depois de na Uber já terem surgido inúmeros relatos de tácticas duvidosas, surge agora um suposto relato na primeira pessoa, de um ex-funcionário que conta o tipo de coisas que se viu forçado a implementar ao trabalhar para um serviço de entrega de comida.

Começa por revelar que a opção de "entrega expresso", disponível mediante uma taxa adicional, na verdade não tem qualquer efeito real. Na verdade, a forma como a empresa lida com isso não é acelerando esses pedidos, mas sim atrasando todos os outros! Também revela que uma taxa que dá a entender que seria uma gorjeta para o entregador, na realidade reverte na totalidade para a empresa - tendo sido uma alteração feita depois de ter sido processada por se apropriar das gorjetas efectivas dos trabalhadores.

Mas a pior parte consiste no cálculo de um "factor de desespero" atribuído aos trabalhadores. Se um trabalhador aceita encomendas de baixo valor a altas horas da noite, passa a ser marcado como "desesperado" e, em resultado disso, o sistema deixa de lhes mostrar trabalhos mais bem pagos - tirando partido de ser uma pessoa que aceita os trabalhos de valor reduzido. Os trabalhos mais bem pagos são direccionados para trabalhadores mais casuais, como forma de os incentivar a voltarem mais frequentemente.

A suspeita inicial é a de que se tratasse do DoorDash, mas o seu CEO já veio negar por completo as alegações, dizendo que são totalmente contrárias aos princípios da empresa, e tendo até feito uma publicação oficial - no entanto, o serviço já levou com um processo por se apropriar das gorjetas, pelo que, vale o que vale.

Independentemente do serviço que for, mostra como é extremamente fácil haver abusos num mundo onde os "algoritmos" mandam. Quer seja a nível de calcular "factores de desespero", ou de apresentar preços mais elevados numa loja online a quem a visita usando um iPhone versus um smartphone Android ou que tenha estado a visitar lojas concorrentes (como já aconteceu no passado). Sendo que, a culpa não é verdadeiramente do algoritmo, mas sim das pessoas responsáveis que optaram por tomar essas decisões.

Unitree mostra treino do seu robot humanóide

04-01-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

A Unitree mostrou como o seu robot humanóide vai treinando a cada dia, com capacidades impressionantes.

Depois de ter feito crescer o seu robot humanóide para uns imponentes 1.80m de altura, a Unitree mostra algumas das suas capacidades atléticas - que já superarão a maioria dos comuns humanos.

A empresa propõe que o robot possa tornar-se num parceiro de treino, mas depois de vermos as suas capacidades ficamos um pouco preocupados sobre o estado do parceiro humano caso levasse um dos pontapés demonstrados no vídeo.

Unitree Humanoid Robot Daily Training 🥳
Have you exercised today? How about training together with a robot?
Please use robots in a friendly and safe manner, and keep a safe distance. pic.twitter.com/RCltImbkAU

— Unitree (@UnitreeRobotics) January 4, 2026

Também não deixará de ser um pouco irónico que, enquanto por um lado avança a ideia de se treinar com um destes parceiros robóticos, simultaneamente pede para que se mantenha uma distância de segurança adequada - o que desde logo invalidaria qualquer tipo de treino de proximidade.

Resta esperar que, até ao momento em que estes robots humanóides começarem a popularizar-se para uso "doméstico", os sistemas AI de controlo tenham avançado para um ponto em que os robots tenham a capacidade de antecipar e evitar qualquer acção que possa resultar em risco físico para os humanos - caso contrário, parece-me que será uma questão de tempo até que se tenha uma manchete com título trágico (independentemente de tal ter sido devido a culpa ou descuido da componente humana da equação).

A louca engenharia das máquinas de fazer chips da ASML

04-01-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

As mais avançadas máquinas de fazer chips da ASML são tão complexas que desafiam a imaginação.

Hoje em dia não estranhamos ter no bolso um smartphone com potência e memória em muito superiores aos PC mais poderosos de há algumas décadas atrás. E no centro de tudo isso está algo que a maioria das pessoas nem sequer pensará: os incríveis chips que não têm parado de evoluir, e que agora são produzidos com uma máquina tão complexa que, durante décadas, se pensava ser impossível de fazer.

A ASML tem ganho visibilidade acrescida nos últimos anos devido à procura insistente por chips cada vez mais avançados e feitos com dimensões cada vez mais diminutas, mas ainda assim poderá não se dar o devido valor ao que conseguiram fazer: máquinas capazes de criar chips com uma precisão de poucos átomos, e que precisam fazê-lo em quantidades industriais, sem parar. Praticamente todo e cada componente destas máquinas representa um incrível feito de engenharia, indo da própria fonte de luz, aos espelhos mais perfeitos do mundo, e os sistemas de posicionamento com precisão "atómica".



Depois de se espreitar estas máquinas por dentro, e de como tornaram o "impossível" real, até se fica com a ideia de que o seu preço de 350 milhões de euros acaba por ser uma pechincha!

Como um sensor de imagem vê o mundo

04-01-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Ver o resultado directo de um sensor de imagem usado numa câmara pode ser profundamente desanimador.

O acesso a uma câmara digital passou de ser uma coisa a que poucos tinham acesso para algo que, literalmente, todas as pessoas têm no bolso. Dito isto, estamos habituados a que um toque no botão de captar uma foto resulte numa fotografia de alta qualidade, até mesmo em cenários de pouca luminosidade, e nem se pensa em como isso é possível.

Na verdade, cada imagem capturada é resultado de autêntica "magia digital" a nível de processamento, e nada como olhar para o resultado directo de um sensor de imagem para se perceber isso.

Um sensor de imagem tem milhões de píxeis, mas estes píxeis apenas têm capacidade para medir a intensidade de luz que lhes chega, pelo que o resultado é apenas um conjunto de números que representa essa intensidade. Transformar isso em "cor" implica saber que tipo de padrão Bayer o sensor utiliza (pequenos filtros coloridos à frente de cada pixel), e que permitem transformar esses números em informação de cor.
Mas, as coisas não se ficam por aqui. Ainda assim o resultado é uma imagem "horrível". É preciso fazer diversos passos para corrigir a cor para tons que se aproximem daquilo que vemos com os nossos olhos, a par de ajustes de intensidade, e outros.
De notar que estamos a falar unicamente dos passos estritamente essenciais para se ficar com uma foto que se pareça com a realidade que vemos. Não estamos a falar dos sistemas avançados de "fotografia computacional", que têm em consideração informação de múltiplos frames, que são combinados para melhorar a qualidade, e que usam sistemas imensamente mais avançados e complexos, para nos dar as fotos e vídeos que estamos habituados a ter, e que estão longe de ser apenas aquilo que o sensor da câmara dá.

Sendspin moderniza áudio multi-sala

04-01-2026 | 13:15 | A Minha Alegre Casinha

O Sendspin é um novo protocolo open-source que quer resolver o áudio multiroom.

A Open Home Foundation está a desenvolver aquilo que pode vir a ser a alternativa open-source aos sistemas de áudio multiroom ao estilo da Sonos. O projecto chama-se Sendspin (anteriormente Resonate) e foi criado para o ecossistema ESPHome, com o objectivo de sincronizar áudio e multimédia entre múltiplos dispositivos.

Em vez de ser um leitor de música propriamente dito, o Sendspin funciona como uma camada de sincronização e distribuição. Os sistemas de áudio existentes ligam-se ao protocolo, que trata do agrupamento, do controlo de tempo e da entrega dos streams. Na prática, permite transformar hardware já existente - como colunas feitas pelos utilizadores, ecrãs, e até luzes - num sistema multiroom avançado sem dependência de soluções proprietárias.
O protocolo assenta em quatro elementos principais: servidor, cliente, grupo e stream. Actualmente, o papel de servidor é assumido pelo Music Assistant, o que dá ao Sendspin uma integração imediata para muitos utilizadores. Os clientes declaram funções específicas, como reprodução de áudio, controlo, apresentação de metadados ou capas de álbuns, recebendo apenas a informação necessária. A sincronização é garantida através de ajustes de relógio e correções de áudio imperceptíveis.

Apesar de ainda ser considerado uma tech preview, o Sendspin já está a funcionar em hardware real, incluindo o Home Assistant Voice Preview Edition com ESPHome em chips ESP32. O protocolo é aberto, usa a licença Apache 2.0 e foi desenhado de raiz para evoluir sem quebrar a compatibilidade, pelo que há a garantia de que as colunas que trabalharem com a versão inicial continuarão a trabalhar ao longo das versões seguintes.

Quem estiver interessado em experimentar poderá fazê-lo através do Music Assistant e algo tão simples quanto um ESP32 ligado a uma coluna.

Satya Nadella quer "ultrapassar" discussões sobre AI

04-01-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Satya Nadella diz que está na hora de se parar de discutir os bons/maus resultados produzidos por AI, e olhar mais para a frente.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, decidiu iniciar um blog para falar sobre AI e aquilo que considera ser um debate pouco produtivo entre o actual "lixo gerado por AI" e aquilo que a AI realmente permite. Agora que tem Judson Althoff como CEO a liderar os principais negócios da Microsoft, Nadella tem mais tempo para se dedicar à tecnologia em si, e a pensar sobre o futuro.

No primeiro texto, publicado no blog "sn scratchpad", Nadella defende que as empresas de AI ainda têm muito a fazer. Refere a ideia de Steve Jobs de que os computadores eram "bicicletas para a mente", no sentido em que eram ferramentas que possibilitavam ampliar as capacidades humanas, repetindo a ideia de que as tecnologias AI funcionarão igualmente como um amplificador cognitivo e não apenas como uma máquina que irá gerar "bons" ou "maus" resultados.

Por um lado, não há dúvida de que a MS tem apostado fortemente nas tecnologias AI. Por outro lado, continua em causa se a MS conseguirá bons resultados ao fazê-lo da forma forçada que tem feito, parecendo querer impingir à força que os utilizadores usem estas tecnologias quer queiram quer não - mesmo com o pressuposto de que irão beneficiar delas se as experimentarem.

A forma como as coisas são apresentadas, ou forçadas, pode fazer toda a diferença - como de resto já tem sido demonstrado ao longo dos anos. Até ao momento, as tentativas de forçarem o uso de produtos não têm dado grande resultado, talvez seja uma área em que a MS possa pedir ajuda aos seus modelos AI, sobre a melhor forma como podem "convencer" os utilizadores a usarem essas novas funcionalidades e capacidades. E começaria por dizer que a obrigatoriedade de ter internet e criar uma conta Microsoft apenas para instalar o Windows 11 não é uma das coisas que ajude.

Camião eléctrico testa carregamento wireless a 100 km/h

04-01-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA, foi demonstrado um sistema que permite carregar camiões eléctricos enquanto circulam numa auto-estrada a mais de 100 km/h.

A Purdue University conseguiu demonstrar o funcionamento de um sistema de carregamento wireless para camiões eléctricos, enquanto circulam a velocidade elevada numa autoestrada.

Embora já se tenham feito testes que usavam sistemas de contacto físico - idênticos aos dos comboios - desta vez o sistema é totalmente wireless e possibilitou que um pesado eléctrico recebesse energia da estrada ao circular a cerca de 105 km/h. O teste decorreu num troço de cerca de 400 metros da US Highway 52/231, em West Lafayette, no Indiana, preparado especificamente para este projecto. Durante a experiência, o sistema conseguiu fornecer cerca de 190 kW de potência de carregamento a um camião eléctrico, sem cabos e sem necessidade de parar o veículo.
A tecnologia baseia-se na instalação de bobinas transmissoras no interior da estrada, em faixas dedicadas, que enviam energia para bobinas montadas por baixo do veículo. Segundo a Purdue, esta abordagem pode permitir baterias mais pequenas, reduzindo custos e ajudando a combater a ansiedade de autonomia, já que os veículos passariam a carregar enquanto circulam, tornando irrelevante a questão da autonomia.

O grande problema são as dúvidas sobre a implementação prática deste sistema. Os custos de aplicação (e posterior manutenção) de faixas "eléctricas" ao longo de centenas de quilómetros seria, previsivelmente, bastante elevado, sem contar com as incógnitas de como iria o sistema lidar com dezenas, centenas, ou milhares, de veículos a carregarem em simultâneo. A isto junta-se o facto das baterias melhorarem de ano para ano e terem custo cada vez mais reduzido, fazendo com que este tipo de projecto tenha futuro bastante incerto. Especialmente quando já temos redes de transporte com alimentação eléctrica e autonomia ilimitada: os comboios!

Carros eléctricos dominam com 97% das vendas na Noruega

04-01-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Noruega continua a ser pioneira na adopção dos carros eléctricos, com as vendas dos carros a combustão a terem sido residuais em 2025.

A Noruega voltou a fazer história na adopção de veículos eléctricos, com os EV a representarem cerca de 97% das vendas de carros novos em 2025. Dos quase 180 mil automóveis de passageiros registados ao longo do ano, a esmagadora maioria foi totalmente eléctrica, permitindo ao país cumprir, na prática, o objectivo de acabar com as vendas de carros exclusivamente a combustão até 2025.

Os números de Dezembro foram ainda mais impressionantes, com quase 98% das novas matrículas a corresponderem a veículos eléctricos. Os carros a gasolina e a gasóleo passaram a ser residuais, ficando sobretudo reservados a veículos especializados, como os usados por serviços de emergência. Também os híbridos plug-in continuaram a perder relevância.

O forte desempenho no final do ano foi influenciado por alterações nos incentivos. A Noruega começou a reduzir os benefícios para EV mais caros, o que levou muitos compradores a antecipar a aquisição de modelos de gama alta. Isto favoreceu marcas como a Tesla, que terminou o ano como a mais vendida no país, com o Model Y a manter-se destacado no primeiro lugar.

Mais importante ainda, foi atingido um marco simbólico nas estradas: os carros eléctricos já superam os veículos a gasóleo no parque automóvel norueguês. Os EV representam agora cerca de um terço de todos os automóveis em circulação. Embora os veículos a combustão ainda não tenham desaparecido, a trajectória da Noruega mostra como é possível fazer a transição para os veículos eléctricos sem dramas nem o caos que alguns tentam lançar no processo - e sem se poder esquecer isto acontece num país que enfrenta temperaturas gélidas que penalizam a autonomia dos veículos eléctricos, algo que, como se pode ver, não tem preocupado os noruegueses.

Duolingo apanhado a fazer publicidade via Live Activities no iPhone

03-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Duolingo está a ser criticada por usar as Live Activities do iPhone para mostrar anúncios no ecrã de bloqueio e na Dynamic Island.

No final de ano, vários utilizadores foram surpreendidos ao verem surgir publicidade do Duolingo via Live Activities nos iPhones, fazendo com que uma promoção para a subscrição paga do serviço fosse apresentada no lock screen e na Dynamic Island.

As regras da Apple são bastante explícitas neste ponto, proibindo que as Live Activities sejam usadas para anúncios ou promoções, devendo apenas mostrar informação relacionada com actividades ou tarefas em curso. Utilizá-las para publicidade viola directamente essas regras.

Duolingo's iOS app collects various device signals and identifiers to track users, including battery level, keyboard languages, and system uptime. It's a privacy-invasive app, so never install their native app. Instead, use their web app in a private browser like Brave or Psylo https://t.co/5wCzmcoPKU pic.twitter.com/9UZeOz5DbY

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) January 2, 2026
Há quem também relembre que a app do Duolingo é extremamente intrusiva em termos de tracking dos utilizadores, usando elementos como o nível de bateria, linguagens do teclado, e tempo que o smartphone está ligado, para identificar e individualizar utilizadores - dando a recomendação de que se utilize o serviço via web app num browser como o Brave, para limitar estes abusos.

Resta agora saber como irá a Apple reagir a isto e que penalização irá aplicar, já que se a situação passar impune, abre-se um precedente para que outras apps façam o mesmo, transformando os ecrãs de iPhones e iPads num "mural de publicidade".

Como fazer uma câmara de vigilância por €14 com ESP32-CAM

03-01-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Usando um ESP32-CAM podemos fazer uma câmara de video-vigilância por medida, por um custo ridiculamente baixo.

Se noutros tempos seria praticamente impensável criar uma câmara de vídeo de raiz (quanto mais pô-la a fazer streaming directamente para um browser), hoje em dia isso é algo que está ao alcance de qualquer pessoa - e nem é necessário ter um ferro de soldar.

O ESP32-CAM é um módulo que, como o nome indica, combina um ESP32 e uma câmara, fazendo com que 99% do trabalho esteja feito. E é igualmente relevante que tenha um preço surpreendentemente acessível, podendo ser encontrado por cerca de 14 euros, ou até menos. Depois disso, a única coisa que falta é colocá-lo num invólucro adequado, quer seja uma caixa impressa em 3D ou reciclando uma qualquer embalagem, ou aproveitando formas criativas - se o objectivo for transformá-lo numa câmara dissimulada que não atraia as atenções, algo que seu volume compacto também facilitará.
Do lado do software também não é preciso ter dotes especiais, pois o projecto "CameraWebServer" é precisamente um dos que é disponibilizado como exemplo ao se instalar o add-on "esp32 by Espressif" no Arduino IDE.

Com isto eliminam-se todas as potenciais dúvidas e incertezas relativas à compra de uma câmara de vigilância low-cost, que não se sabe para onde poderá estar a enviar imagens na cloud. Aqui ficamos com uma câmara que podemos controlar totalmente e saber exactamente tudo o que faz, e com potencialidades de expansão futura.

Sendspin moderniza áudio multi-sala

03-01-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

O Sendspin é um novo protocolo open-source que quer resolver o áudio multiroom.

A Open Home Foundation está a desenvolver aquilo que pode vir a ser a alternativa open-source aos sistemas de áudio multiroom ao estilo da Sonos. O projecto chama-se Sendspin (anteriormente Resonate) e foi criado para o ecossistema ESPHome, com o objectivo de sincronizar áudio e multimédia entre múltiplos dispositivos.

Em vez de ser um leitor de música propriamente dito, o Sendspin funciona como uma camada de sincronização e distribuição. Os sistemas de áudio existentes ligam-se ao protocolo, que trata do agrupamento, do controlo de tempo e da entrega dos streams. Na prática, permite transformar hardware já existente - como colunas feitas pelos utilizadores, ecrãs, e até luzes - num sistema multiroom avançado sem dependência de soluções proprietárias.
O protocolo assenta em quatro elementos principais: servidor, cliente, grupo e stream. Actualmente, o papel de servidor é assumido pelo Music Assistant, o que dá ao Sendspin uma integração imediata para muitos utilizadores. Os clientes declaram funções específicas, como reprodução de áudio, controlo, apresentação de metadados ou capas de álbuns, recebendo apenas a informação necessária. A sincronização é garantida através de ajustes de relógio e correções de áudio imperceptíveis.

Apesar de ainda ser considerado uma tech preview, o Sendspin já está a funcionar em hardware real, incluindo o Home Assistant Voice Preview Edition com ESPHome em chips ESP32. O protocolo é aberto, usa a licença Apache 2.0 e foi desenhado de raiz para evoluir sem quebrar a compatibilidade, pelo que há a garantia de que as colunas que trabalharem com a versão inicial continuarão a trabalhar ao longo das versões seguintes.

Quem estiver interessado em experimentar poderá fazê-lo através do Music Assistant e algo tão simples quanto um ESP32 ligado a uma coluna.

Edição de imagens do Grok no X gera polémica

03-01-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A edição de imagens AI via Grok está a enfrentar nova controvérsia por facilitar a criação de fotos sexualizadas não consentidas de qualquer pessoa, incluindo mulheres, celebridades e até menores.

A manipulação de imagens com ferramentas AI não é nova e tem ficado cada vez mais acessível, no entanto, o facto do X ter disponibilizado a edição via Grok directamente no X tem dado ainda mais visibilidade ao sistema, e a reduzida censura do Grok começa agora a dar que falar.

Enquanto muitas ferramentas AI se recusam a fazer qualquer coisa do tipo "tira a roupa à pessoa nesta foto", o Grok é bastante mais permissivo, e não tem qualquer problema em apresentar qualquer pessoa num bikini ou em poses sugestivas. E embora algumas edições tenham começado como piadas - até o Elon Musk participou pedindo e elogiando uma versão dele de bikini – a tendência rapidamente mudou de tom, quando começaram a surgir queixas de mulheres que iam descobrindo fotos suas alteradas sem qualquer consentimento, e também crianças.
A xAI já reconheceu algumas falhas e prometeu correcções, mas é também sabido que a reduzida censura do Grok tem sido um dos seus factores de crescimento face aos assistentes AI rivais. Por normal as tentativas de moderação e censura são rapidamente criticadas pelos utilizadores - e até a OpenAI anunciou que iria lançar um modo "adulto" no ChatGPT ainda este ano, com moderação reduzida.

O que é certo é que, nesta fase, se torna impossível tentar parar ou suprimir estas ferramentas. Existem inúmeros modelos AI de geração e edição de imagem que são disponibilizados como open-source e podem ser executados em praticamente qualquer PC ou até num smartphone, e que têm estas capacidades. Nos fóruns AI não faltam modelos AI afinados especificamente para gerar imagens "explícitas". Pelo que, a grande questão é apenas a da facilidade de acesso: o Grok está a dar que falar apenas por evitar que alguém tenha que perder alguns minutos a instalar programas para fazer a edição de imagens, deixando que isso seja feito imediatamente com um clique.


Nota adicional: Dito isto, não deixa de ser curioso ver alguns sites reagirem com títulos garrafais "X deixa editar imagens sem consentimento!", como se desde sempre não tivesse sido possível pegar em qualquer imagem disponível em toda a internet e fazer qualquer edição em ferramentas como o Photoshop ou quaisquer outras... A única diferença é mesmo a facilidade de acesso imediato.

SpaceX baixa órbita dos satélites Starlink

03-01-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A SpaceX entra em 2026 com um ajuste à orbita dos satélites Starlink, baixando-a dos 550 km para 480 km para reduzir o risco de colisões.

A SpaceX anunciou que vai baixar a órbita de milhares de satélites da constelação Starlink para reduzir o risco de colisões no espaço. A decisão surge depois de um satélite ter aparentemente explodido sem motivo conhecido e de outro ter evitado por pouco uma colisão com um satélite chinês.

Dos mais de 9.000 satélites Starlink actualmente em órbita, cerca de 4.400 irão descer dos 550 km para os 480 km nos próximos meses. Segundo o responsável de engenharia da Starlink, Michael Nicolls, operar abaixo dos 500 km reduz drasticamente a densidade de detritos e permite que os satélites regressem à atmosfera mais rapidamente em caso de falha ou no fim da vida útil - numa questão de meses em vez de anos, no pior cenário.

Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety. We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026. The shell lowering is being tightly…

— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026
Esta medida surge numa altura em que a órbita terrestre baixa está cada vez mais congestionada. Se os planos actuais avançarem, poderão existir até 70.000 satélites neste espaço até ao final da década, e optar por órbitas mais baixas ajudará a limitar o lixo espacial.
O ano de 2025 foi mais um ano recorde para a SpaceX. A empresa realizou mais de 160 lançamentos com o Falcon 9, sendo que mais de 120 foram dedicados à expansão da constelação Starlink. O serviço Starlink conta agora com mais de 9 milhões de clientes activos em mais de 155 países e territórios.

Embora não tenha sido directamente referido, aproximar os satélites do solo também irá melhorar a velocidade e qualidade do serviço, incluindo as ligações Direct to Cell que permitem comunicação directa com smartphones comuns.

Trump Phone falhou promessa de ser lançado em 2025

03-01-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Ainda em fase de rescaldo do ano de 2025, o Trump Phone revelou-se uma promessa falhada - tal como os críticos previam desde o início.

A Trump Mobile voltou a falhar mais uma data de lançamento prometida para o muito falado T1 Phone, apesar de garantir que o equipamento chegaria "mais tarde este ano" (referindo-se a 2025). Com a entrada em 2026, o telefone continua sem aparecer, e as tentativas de obter mais informação quanto ao seu desenvolvimento permanecem sem resposta.

Este não é um atraso isolado. Quando o smartphone foi anunciado em Junho, a marca apontou lançamentos pouco credíveis para Agosto e Setembro. Pouco depois perdeu a promessa de ser "feito nos EUA", e os prazos inicialmente prometidos acabaram por desaparecer discretamente, passando a ser indicado que chegaria "mais tarde este ano", algo que a passagem de ano também veio demonstrar não ser verdade.

Com o início de 2026, a situação entra em território estranho. A Trump Mobile tem vindo a adiar sucessivamente o lançamento do T1 Phone 8002 (versão dourada), mas até agora tinham sempre indicado prazos - mesmo que não fossem cumpridos. Com este novo ano, a única certeza é a de que o site não terá que fazer qualquer actualização, podendo continuar a fazer a mesma promessa de que "chegará mais tarde este ano", algo que poderá manter este ano, para o próximo, e todos os anos que se seguirem.

BYD Dolphin renovado para 2026

03-01-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A BYD apresentou o renovado BYD DOLPHIN, uma atualização de um dos modelos elétricos mais bem-sucedidos do segmento C em Portugal.

Mantendo o ADN que tornou o BYD DOLPHIN uma referência: design distintivo, elevada eficiência e tecnologia acessível, esta atualização chega com melhorias relevantes que reforçam o conforto, a conveniência e a competitividade global do modelo.

Construído sobre a avançada e-Platform 3.0, o BYD DOLPHIN continua a beneficiar da BYD Blade Battery (LFP) de 60,4 kWh, agora combinada com uma potência máxima de carregamento em corrente contínua de 110 kW, permitindo carregamentos ainda mais rápidos e uma utilização mais prática no dia a dia. A autonomia mantém-se nos 427 km em ciclo combinado WLTP, aliando eficiência energética e desempenho.
Ao nível da funcionalidade, o novo BYD DOLPHIN apresenta uma bagageira com 364 litros, mais 19 litros face ao modelo anterior, reforçando a sua versatilidade para a utilização familiar e urbana. O conforto a bordo também foi melhorado com a introdução de um volante multifunções com revestimento vegan e aquecido, bem como do sensor de chuva, agora incluído de série.

A gama passa a ser consolidada na versão Comfort, que assume um posicionamento ainda mais completo e competitivo, simplificando a oferta disponível Esta versão mantém um elevado nível de equipamento de série, incluindo jantes em liga leve de 17”, bancos dianteiros com regulação elétrica e função de aquecimento, sistema de infoentretenimento com ecrã rotativo de 12,8”, conectividade Apple CarPlay e Android Auto, bomba de calor, Função Vehicle-to-Load (V2L) e um abrangente conjunto de sistemas avançados de assistência à condução.

Em termos de design, o renovado BYD DOLPHIN introduz uma nova cor exterior, Atlantis Grey, reforçando o carácter moderno e tecnológico do modelo, inspirado no conceito "Ocean Aesthetics".

Chega com um preço de 35.990€ para a versão Comfort (PVP recomendado sem despesas logísticas e sem pintura metalizada).


[Pela Estrada Fora]

Google prepara Nano Banana 2 Flash

02-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Google entra em 2026 com o lançamento iminente do novo Nano Banana 2 Flash, que deverá ser mais rápido e aproximar-se dos resultados do Nano Banana Pro.

A Google não tem dado descanso à OpenAI e os mais recentes rumores apontam para que esteja para breve o lançamento do novo Nano Banana 2 Flash para geração de imagens. Este modelo faz parte da linha Gemini Flash, focada na velocidade e custos mais baixos.

O novo modelo foi detetado em testes por um leaker conhecido por antecipar correctamente novidades relacionadas com o Gemini.

Early Preview of Nano Banana 2 Flash in 4K pic.twitter.com/x6nljyLw1N

— MarsEverythingTech (@MarsForTech) December 7, 2025
Como o nome indica, o Nano Banana 2 Flash deverá ser mais rápido e acessível do que os modelos anteriores, incluindo o impressionantes Nano Banana Pro. Não se espera que seja tão poderoso como o modelo Pro, embora, se a Google mantiver o nível de evolução que aplicou no Gemini 3 Flash, deveremos ter resultados que ficarão bastante próximos - o que representaria nova "dor de cabeça" para a OpenAI.

Os últimos meses de 2025 ficaram marcados como uma rápida sucessão de lançamentos de modelos AI cada vez mais poderosos, parece ser inevitável que essa tendência se mantenha ao longo de todo o ano de 2026, com nenhuma das grandes empresas AI a não querer ficar atrás das suas concorrentes.


Relembro que é também impressionante que esta tecnologia esteja desde já disponível para todas as pessoas, via apps como o Draw Things, ou através do ComfyUI, permitindo a geração de imagens AI localmente, mesmo em computadores modestos, smartphones ou tablets, com qualidade impressionante.

Clicks Power Keyboard combina teclado com powerbank magnético

02-01-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A Clicks entra em 2026 com um teclado integrado num powerbank magnético MagSafe: o Clicks Power Keyboard.

A Clicks está a expandir a sua proposta de teclados físicos para smartphones com o novo Clicks Power Keyboard. Este teclado magnético desliza a partir da traseira do smartphone e foi pensado para funcionar com praticamente qualquer telemóvel compatível com MagSafe ou Qi2, e não apenas com modelos específicos.

Em vez de estar integrado numa capa, o Clicks Power separa completamente o teclado do equipamento. Recorre a ímanes para se fixar à traseira do telefone, deslizando para fora quando é preciso escrever. Mesmo dispositivos sem suporte magnético nativo podem usá-lo através de uma capa magnética ou de um simples anel adesivo - ao estilo dos que já existem para os compatibilizar com suportes magnéticos.
Ao contrário das versões anteriores, o Clicks Power liga-se por Bluetooth, dispensando qualquer ligação física. Isto permite utilizá-lo não só com o smartphone, mas também com tablets, Smart TVs, ou outros dispositivos. Inclui uma bateria interna de 2.150 mAh, capaz de recarregar o telefone enquanto o teclado está a ser usado. O mecanismo deslizante é ajustável para diferentes tamanhos de smartphones, desde modelos compactos até versões maiores, e suporta rotação para escrita em modo paisagem.

As pré-encomendas já estão disponíveis por 68.95 euros (com envio gratuito), com o preço final a subir para os 93 euros quando o Clicks Power chegar ao mercado nas próximas semanas.

Entra em 2026 com Windows 11 Pro a €20

02-01-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Com o Windows 10 a ter chegado ao fim do seu suporte oficial (em Outubro de 2025) e entrar na fase da "posteridade", começa a ser necessário pensar na mudança para o mais recente Windows 11. O Windows 11 adopta um design mais moderno e simplificado com um menu Iniciar centralizado, multitarefa melhorada através dos Snap Layouts e vantagens para jogos como o DirectStorage para tempos de carregamento mais rápidos, conta também com uma integração cada vez mais robusta com o Copilot para se poder tirar partido do assistente AI da Microsoft. Apesar de ainda ser possível comprar licenças Windows para ambos os sistemas na CdkeySales, a recomendação vai obviamente para as chaves para Windows 11 para que se possa tirar partido de todas as novidades e melhorias.

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O processo de compra é bastante simples, bastando ir adicionando os produtos pretendidos ao carrinho de compras, e inserir o código de desconto no campo respectivo antes de prosseguir para o checkout.
Como activar o código de desconto AB35
Depois de adicionado ao carrinho (botão Comprar Agora), antes de confirmar a encomenda, deverá inserir o código AB35 na caixa "Código de promoção" e clicar em "Aplicar".

É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional em todas as compras online - e temos à disposição o serviço de suporte via live chat no site ou através do email [email protected].


Como activar a licença do Windows 10 / 11
Para activar a licença do Windows 10 ou Windows 11, basta aceder às configurações do Windows e, na secção "Ativação" clicar no botão "Alterar chave do produto". Surgirá uma janela onde se pode inserir o código de activação do Windows que acabou de adquirir.
Ao concluir, será apresentada uma mensagem informando que a licença está activa e validada.
É possível fazer o pagamento via PayPal - o que é sempre recomendado como medida de protecção adicional.

Não se esqueçam que no caso dos Windows e Office, o download continuará a ser feito do site da Microsoft, com a compra a disponibilizar apenas as chaves para activar os produtos:

[Artigo patrocinado por Mediamz]

BYD Yangwang U7 com mais de 1000km de autonomia

02-01-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A mais recente versão do Yangwang U7 da BYD supera os 1000 km de autonomia, com bateria LFP.

A BYD actualizou o seu sedan de luxo de topo, o Yangwang U7, e conseguiu ultrapassar a barreira simbólica dos 1.000 km de autonomia com uma única carga. Este avanço pretende eliminar por completo a "ansiedade de autonomia" que ainda preocupa alguns clientes ao considerarem veículos eléctricos.

O segredo desta longa autonomia não está em nenhuma nova tecnologia de bateria revolucionária, mas sim na simples táctica de "para maior autonomia, aumentar a bateria". Este modelo vem equipado com uma enorme bateria FLP Blade de 150 kWh, muito acima dos 60 a 100 kWh comuns na maioria dos EVs. No entanto, esta opção faz-se sentir no peso. A bateria, por si só, pesa 926 kg (quase tanto como um Dacia Spring). Para quem não precisa de tanta autonomia, a BYD disponibiliza uma opção de 135.5 kWh que oferece "apenas" 800 km.
Mesmo com este peso, o Yangwang U7 impressiona no desempenho. O modelo utiliza quatro motores eléctricos com uma potência combinada de 960 kW, o equivalente a 1.287 cavalos, permitindo acelerar dos 0 aos 100 km/h em apenas 2.9 segundos e atingir uma velocidade máxima de 270 km/h. O peso total varia entre pouco mais de 3.100 kg e quase 3.300 kg, consoante a versão.

Pensado como um verdadeiro sedan de luxo, o U7 oferece muito espaço interior, configurações de quatro ou cinco lugares e um coeficiente aerodinâmico de 0.195 Cd, o que ajuda na eficiência a velocidades elevadas. Inclui ainda a suspensão activa DiSus-Z e um sistema avançado de assistência à condução com LIDAR. O preço na China começa nos cerca de 76.700 euros, colocando o Yangwang U7 como um concorrente directo das marcas de luxo mais estabelecidas.

A BYD planeia lançar a marca Yangwang na Europa durante este ano de 2026, pelo que é possível que este U7 venha a ser disponibilizado em Portugal - onde a BYD já está presente e tem conseguido bons resultados.

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