Novo sistema anti-fraude da Google bloqueia Androids sem serviço Google
A Google está a enfrentar nova vaga de críticas depois do sistema reCAPTCHA ter começado a bloquear utilizadores de versões Android sem serviços Google, como GrapheneOS, CalyxOS e /e/OS. As alterações estão ligadas ao novo sistema "Cloud Fraud Defense", apresentado durante o evento Google Cloud Next 2026 como a evolução do reCAPTCHA tradicional.
Quando o sistema identifica actividade considerada suspeita, o habitual teste de imagens é substituído por um código QR. O problema é que a leitura desse QR exige a presença do Google Play Services no dispositivo. Utilizadores que removeram deliberadamente os serviços Google por razões de privacidade deixam assim de conseguir concluir a verificação e ficam impedidos de aceder a esses sites e serviços.
‼️🚨 ALARMING: Google now treats privacy as suspicious behavior by default. Users of GrapheneOS, CalyxOS, /e/OS, and other deGoogled Android phones are being locked out of millions of websites unless they install the exact Google Play Services software they deliberately removed.… pic.twitter.com/Wl9Tk902y2
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) May 9, 2026
A situação está a gerar forte contestação entre defensores de privacidade digital e comunidades ligadas ao software livre. Plataformas como GrapheneOS são frequentemente recomendadas por organizações de direitos digitais e usadas por jornalistas, advogados e activistas que procuram reduzir a recolha de dados e dependência dos serviços Google. Hã também quem compare esta abordagem ao polémico projecto "Web Environment Integrity" apresentado pela Google em 2023 e que acabou por ser abandonado após críticas públicas.Money shot: “Services shouldn't ban people from using arbitrary hardware and operating systems in the first place. Google's security excuse is clearly bogus when they permit devices with no patches for 10 years… It's for enforcing their monopolies via GMS licensing, that's all.” https://t.co/Eg16JoWb4L
— BrendanEich (@BrendanEich) May 10, 2026
Na prática, receia-se que este novo sistema volte a criar uma internet onde apenas dispositivos aprovados ou totalmente integrados no ecossistema Google consigam aceder facilmente a determinados serviços online. Algo que se torna num cenário preocupante numa altura em que também se multiplicam os sistemas de verificação de idade/identidade, e se começa a querer impedir o uso anónimo de VPNs.









































