Nvidia apresenta chips Vera Rubin
06-01-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada
A Nvidia apresentou oficialmente a sua nova plataforma de computação AI, Vera Rubin, durante o CES 2026. O lançamento acontece mais cedo do que o previsto e surge após um ano recorde impulsionado pela forte procura pelos GPUs Blackwell, no centro do recente boom da inteligência artificial.
Segundo a Nvidia, a Vera Rubin é composta por seis chips que formam um supercomputador para AI. A plataforma junta o novo CPU Vera, o GPU Rubin, o switch NVLink de sexta geração, a rede ConnectX-9, o DPU BlueField-4 e o Spectrum-X 102.4T CPO. Em conjunto, formam aquilo que a empresa descreve como sendo a primeira plataforma de "computação fiável à escala de rack, com suporte para computação confidencial de terceira geração". O grande destaque vai para o desempenho. A Nvidia diz que o GPU Rubin oferece até cinco vezes mais capacidade de treino AI que a geração Blackwell. A nível de sistema, a arquitectura Vera Rubin consegue treinar grandes modelos de IA do tipo MoE (mixture-of-experts) usando apenas um quarto dos GPUs necessários anteriormente e com um custo por token cerca de sete vezes inferior.
Este lançamento antecipado surge pouco tempo depois da Nvidia ter anunciado um crescimento anual de 66% nas receitas de data centers, impulsionado pela procura pelos chips Blackwell e Blackwell Ultra. As primeiras soluções baseadas na Vera Rubin deverão chegar ao mercado através dos parceiros da Nvidia na segunda metade de 2026, marcando o próximo grande passo da empresa na infraestrutura AI que não dá sinais de abrandar.
Dito isto, não deixa de ser discutível que a Nvidia tenha decidido fazer esta revelação durante o CES, um evento que, teoricamente, deveria ser dedicado a produtos para o "consumidor" - coisa que seguramente não se aplica a este tipo de material dedicado a grandes datacenters.


































