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Nvidia apresenta chips Vera Rubin

06-01-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

A Nvidia aproveitou o CES 2026 para revelar a mais recente plataforma Vera Rubin, para processamento AI mais poderoso e eficiente.

A Nvidia apresentou oficialmente a sua nova plataforma de computação AI, Vera Rubin, durante o CES 2026. O lançamento acontece mais cedo do que o previsto e surge após um ano recorde impulsionado pela forte procura pelos GPUs Blackwell, no centro do recente boom da inteligência artificial.

Segundo a Nvidia, a Vera Rubin é composta por seis chips que formam um supercomputador para AI. A plataforma junta o novo CPU Vera, o GPU Rubin, o switch NVLink de sexta geração, a rede ConnectX-9, o DPU BlueField-4 e o Spectrum-X 102.4T CPO. Em conjunto, formam aquilo que a empresa descreve como sendo a primeira plataforma de "computação fiável à escala de rack, com suporte para computação confidencial de terceira geração". O grande destaque vai para o desempenho. A Nvidia diz que o GPU Rubin oferece até cinco vezes mais capacidade de treino AI que a geração Blackwell. A nível de sistema, a arquitectura Vera Rubin consegue treinar grandes modelos de IA do tipo MoE (mixture-of-experts) usando apenas um quarto dos GPUs necessários anteriormente e com um custo por token cerca de sete vezes inferior.

Este lançamento antecipado surge pouco tempo depois da Nvidia ter anunciado um crescimento anual de 66% nas receitas de data centers, impulsionado pela procura pelos chips Blackwell e Blackwell Ultra. As primeiras soluções baseadas na Vera Rubin deverão chegar ao mercado através dos parceiros da Nvidia na segunda metade de 2026, marcando o próximo grande passo da empresa na infraestrutura AI que não dá sinais de abrandar.

Dito isto, não deixa de ser discutível que a Nvidia tenha decidido fazer esta revelação durante o CES, um evento que, teoricamente, deveria ser dedicado a produtos para o "consumidor" - coisa que seguramente não se aplica a este tipo de material dedicado a grandes datacenters.

Notepad++ corrige falha de segurança

05-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Quem usar o Notepad++ deverá actualizar para a versão mais recente para evitar riscos.

O Notepad++ lançou a versão 8.8.9 (entretanto já disponibilizou a versão 8.9) para corrigir uma falha de segurança grave no seu sistema de actualizações, que podia permitir a distribuição de ficheiros maliciosos em vez de actualizações legítimas. O problema foi identificado após relatos de utilizadores que detectaram a execução de um ficheiro suspeito na pasta Temp, responsável por recolher informação do sistema.

De acordo com os relatos, o malware executava comandos de reconhecimento, guardava os dados localmente, e enviava-os para um serviço externo. Como o WinGUp não utiliza estes métodos nem recolhe este tipo de informação, levantaram-se suspeitas sobre a possibilidade de intercepção do sistema de actualização, que podia ser desviado de forma a descarregar uma versão infectada com malware - embora tal também se pudesse dever à instalação directa de versões adulteradas do Notepad++, que infelizmente proliferam na net.
Como primeira medida, o criador do projecto, Don Ho, passou a limitar as actualizações a downloads feitos exclusivamente a partir do GitHub na versão 8.8.8. A correção mais robusta chegou com a versão 8.8.9, que valida a assinatura digital e o certificado dos instaladores descarregados, bloqueando qualquer actualização que não esteja assinada devidamente.

Já foram detectados vários incidentes em organizações onde o Notepad++ terá sido usado como porta de entrada para ataques direccionados. Como tal, é fortemente recomendado que todos os utilizadores do Notepad++ façam a actualização para a versão mais recente - actualmente a 8.9 - e a verificar se existem programas ou processos suspeitos no seu sistema.

Belkin lança adaptador HDMI wireless

05-01-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

A Belkin tem um novo adaptador HDMI wireless, perfeito para fazer chegar vídeo a projectores e televisores sem cabos por perto.

A Belkin apresentou um novo adaptador de vídeo sem fios que permite ligar computadores, tablets ou smartphones a ecrãs sem cabos HDMI, aplicações ou sequer uma rede Wi-Fi. O ConnectAir Wireless HDMI Display Adapter aposta numa ligação directa entre emissor e receptor para transmitir vídeo à distância.

O conjunto inclui um transmissor USB-C, que se liga ao dispositivo de origem, e um receptor HDMI que se liga ao televisor, monitor, ou projector. Desde que o equipamento suporte saída de vídeo por USB-C e o ecrã tenha HDMI, o sistema funciona sem drivers, com suporte para vídeo até 1080p a 60 Hz.
Um dos pontos fortes deste adaptador é o alcance. A Belkin diz que é possível manter a ligação até 40 metros, mesmo atravessando paredes (embora a fiabilidade dependa da espessura e dos materiais - pelo que, na prático, é o habitual "funciona até deixar de funcionar"). O adaptador foi pensado para ambientes como hotéis, salas de reuniões e apresentações, onde passar cabos pode ser inconveniente ou impossível.

O ConnectAir Wireless HDMI Display Adapter deverá chegar ao mercado no primeiro trimestre de 2026, com um preço anunciado de 150 dólares. O maior problema é que de momento já existem adaptadores HDMI wireless bastante mais económicos, que também prometem alcances razoáveis.

Xiaomi Smart Band 9 Active a €15

05-01-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Xiaomi Smart Band 9 Active é uma das propostas mais económicas para quem desejar fazer tracking da sua actividade diárias.

A Xiaomi Smart Band 9 Active vem com um ecrã AMOLED de 1.47", com formato que fica entre o formato estreito dos "Smart Band" e o formato rectangular dos smartwatches. Além das capacidades de tracking da actividade física ao longo do dia e dezenas de desportos específicos, conta também com monitorização da frequência cardíaca e SpO2 durante todo o dia, contribuindo para a potencial detecção de situações anómalas. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 18 dias de uso típico, contando também com resistência à água até 5 ATM e disponibilizando uma grande variedade de mostradores para que cada utilizador possa escolher aquele que prefere para cada momento.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 9 Active por 15 euros na Amazon Espanha.

Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono. E tendo em conta o seu preço extremamente acessível, torna-se numa excelente proposta para quem desejar começar a criar um registo da sua actividade física ao longo do tempo, e que - directamente ou indirectamente - poderá servir como incentivo para adoptar um estilo de vida mais saudável.


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YPlasma mostra ventilação por "plasma" sem partes móveis

05-01-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A YPlasma diz ter um sistema de arrefecimento sem partes móveis, usando tecnologia de plasma.

A YPlasma vai marcar presença no CES 2026 com uma proposta ambiciosa: portáteis sem ventoinhas. A empresa vai apresentar um sistema de arrefecimento solid-state baseado em plasma DBD (Dielectric Barrier Discharge), uma tecnologia até agora mais comum em contextos científicos e aeroespaciais.

Em vez de ventoinhas tradicionais, a solução da YPlasma recorre a plasma frio para gerar "vento iónico", movimentando o ar sem quaisquer peças móveis. O resultado é um funcionamento praticamente silencioso, cerca de 17 dBA, mas ainda assim capaz de arrefecer portáteis de elevado desempenho, ocupando menos espaço do que um sistema convencional.


Todo o sistema está integrado numa película com apenas 200 microns de espessura, o que pode abrir caminho a portáteis ainda mais finos e a novas soluções de dissipação térmica.

Tentativas anteriores deste tipo de arrefecimento enfrentaram problemas como produção de ozono e desgaste dos eléctrodos. Problemas que a YPlasma diz ter superado, assegurando que a sua solução elimina o ozono e utiliza um design de eléctrodos protegidos, pensados para durar tanto quanto o próprio portátil. Infelizmente, a empresa não revela dados concretos sobre a longevidade do sistema ou os consumos.

Embora nesta fase o foco esteja na aplicação do sistema em portáteis, a sua ambição é que esta tecnologia silenciosa possa chegar a muitas outras áreas onde a necessidade de ventilação sem ventoinhas seja essencial.

GNU ddrescue melhora recuperação de dados

05-01-2026 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

O novo GNU ddrescue 1.30 promete facilitar a recuperação de dados de discos avariados.

Embora os backups sejam aquelas coisas que normalmente só se passa a fazer depois de já ser tarde demais (não queiram passar pelo desespero que é ter informação importante, ou décadas de fotos e vídeos da família, num disco que deixa de funcionar), quando o azar acontece há que recorrer a todas as ferramentas possíveis para recuperar os dados.

O GNU ddrescue é uma das ferramentas gratuitas mais usadas para recuperação de dados a partir de discos danificados, e a mais recente versão 1.30 traz melhorias substanciais na recuperação automática de discos com cabeças de leitura avariadas.

A principal novidade está na forma como o ddrescue lida com estes cenários. Num exemplo prático, a nova versão consegue recuperar todos os dados legíveis de um disco de 1 TB com uma cabeça morta após apenas 283 erros de leitura. Na versão 1.29, o mesmo processo exigia superar quase 3.8 milhões de erros, a menos que fossem usados parâmetros avançados ajustados manualmente. Na prática, isto reduz drasticamente a necessidade de conhecimentos técnicos avançados, permitindo que utilizadores menos experientes passem a obter resultados que antes estavam reservados apenas a quem dominava as opções mais complexas da ferramenta.

E agora, antes que tenham que pôr à prova as capacidades do ddrescue, nada como fazer um pequeno investimento e assegurar que a informação importante é mantida a salvo em vários discos e/ou serviços cloud, consoante as preferências. O elemento crítico é que não esteja apenas num único dispositivo. E tendo em conta que se pode arranjar um disco externo de 2TB por menos de 100 euros, é um pequeno valor a pagar.

Corsair aumenta preço de PC encomendado - mas volta atrás

05-01-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A Corsair evitou má publicidade ao recuar na decisão de aumentar drasticamente o preço de um PC já encomendado.

O sector do hardware tem estado em caos, especialmente devido à subida desmesurada do preço das memórias DDR5. Mas, mesmo quem pensava já ter assegurado a compra de um PC a preço decente fica em risco, como relatou um utilizador que viu a sua encomenda de um PC Corsair cancelada, para ser reposta com um aumento de 800 dólares.

Um cliente tinha feito a encomenda de um PC por 3.499 dólares, que foi cancelada sem justificação e actualizada para os 4.299 dólares, gerando enorme frustração. A publicação ganhou destaque no Reddit, levando um representante da comunidade da Corsair a intervir.
Segundo a empresa, a encomenda foi cancelada por engano após ter sido sinalizada pelos sistemas de detecção de fraude - e a alteração de preço deveu-se ao fim da promoção de final de ano, fazendo com que o preço sofresse aquele aumento. Mas, reconhecendo que a falha tinha sido sua, a Corsair enviou um cupão de desconto ao comprador, permitindo-lhe comprar o PC pelo preço promocional original.

É um pequeno gesto que servirá para amenizar a sua relação com os clientes, especialmente tendo em conta os últimos acontecimentos, como ter disponibilizando um kit de 48 GB de RAM DDR5 por 240 dólares, que muitos clientes se apressaram a comprar - apenas para cancelar todas as encomendas dizendo que tal tinha sido um erro na sua loja online.

Govee apresenta iluminação com Matter no CES 2026

05-01-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Govee, marca bem conhecida na área da liminação, tem novos produtos para o tecto e chão, com suporte Matter e Apple Home.

Para quem desejar começar o ano de 2026 bem "iluminado", a Govee tem novos produtos de iluminação inteligente para tecto e chão, sem esquercer o suporte para Matter e Apple Home. As novidades incluem a Floor Lamp 3, a Ceiling Light Ultra e a Sky Ceiling Light, pensadas para combinar efeitos visuais avançados com uma integração mais simples em casas inteligentes.

A Govee Floor Lamp 3 sucede à Floor Lamp 2 e passa a oferecer compatibilidade Matter, permitindo ligação directa ao ecossistema Apple Home. Estreia também o novo sistema LuminBlend+, capaz de reproduzir até 281 biliões de cores e de cobrir uma ampla gama de temperaturas de cor, entre 1000K e 10000K, com cores mais fiéis e naturais.
Já a Ceiling Light Ultra, com 21 polegadas, aposta numa matriz de 616 LEDs para criar padrões detalhados e cenas animadas. Pode atingir até 5000 lúmenes, iluminando confortavelmente divisões médias, e suporta luz branca ajustável entre 2700K e 6500K, funcionando tanto como luz principal como elemento decorativo.
A Sky Ceiling Light foi desenhada para imitar a luz natural do céu, com gradientes que vão do azul diurno a tons quentes de pôr do sol. A acompanhar o novo hardware, a Govee anunciou ainda o AI Lighting Bot 2.0 e o modo DaySync, que disponibilizam efeitos de iluminação gerados por AI e iluminação circadiana que se ajusta automaticamente ao longo do dia para proporcionar um ambiente mais natural e confortável.

Por enquanto ainda não são conhecidos os preços, mas resta esperar que a Govee ofereça estes produtos a preço concorrencial.

Apple AirTag a €31

05-01-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Com os pequenos localizadores AirTag é mais fácil que nunca saber por onde andam os nossos produtos mais importantes.

A lei de Murphy dita que, no dia em que estivermos com mais pressa, será o dia em que teremos que andar em correrias a vasculhar a casa em busca de algo como a chave do carro ou a carteira. Felizmente, já existe solução tecnológica para esses esquecimentos, e também para auxiliar na sua descoberta caso sejam perdidas fora de casa, sob a forma dos localizadores Bluetooth. E agora, temos a rara oportunidade de apanhar uns AirTag da Apple em promoção a preço reduzido.
Neste momento podemos encontrar um Apple AirTag a 31 euros na Amazon Espanha, com o pack de quatro AirTags a 85 euros.

Os AirTag utilizam a rede Find My da Apple, o que significa que reportam a sua localização sempre que passam ao alcance de um iPhone, iPad ou Mac. Desta forma, mesmo que fiquem longe do iPhone do dono, continua a ser possível saber por onde andam, facilitando o processo de os encontrar. Para o caso mais comum de ser necessário localizá-los em casa, a utilização de um iPhone recente com UWB permite saber exactamente a sua localização em vez de simplesmente se saber se estamos mais longe ou mais próximos como nos trackers BT comuns.


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VW ID. Polo aposta no regresso aos botões físicos

05-01-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A VW anunciou um regresso aos botões físicos, que se fará sentir no novo ID. Polo.

A Volkswagen está a mudar significativamente a abordagem ao interior dos seus próximos veículos eléctricos. A marca revelou um novo design para a sua futura gama de EV acessíveis, com mais botões físicos, um sistema de infotainment redesenhado, e vários ajustes feitos com base no feedback dos condutores.

Este novo interior estreia-se no ID. Polo, o primeiro de quatro modelos eléctricos de entrada planeados pela Volkswagen. O cockpit inclui um ecrã digital de 10.25" para o condutor e um ecrã central de 13", acompanhados por botões físicos dedicados para a climatização e outras operações imediatas - como ligar os quatro piscas. Há ainda mais controlos físicos no volante e um selector rotativo na consola central para o áudio.
Pela primeira vez, o sistema ID. Light foi alargado, passando a percorrer o painel de instrumentos, a base do para-brisas, e as portas. O novo software traz também a mais recente geração do Travel Assist, que irá reconhecer semáforos e sinais de stop. Como bónus, existe um modo de visualização retro que transforma os ecrãs digitais num painel de instrumentos inspirado no Golf I dos anos 80.

Apesar de ter dimensões semelhantes às do Polo a combustão, o ID. Polo oferece mais espaço interior graças à plataforma eléctrica e à bateria plana. O preço começa nos 25.000 euros, com várias opções de potência e baterias LFP e NMC, oferecendo até 450 km de autonomia WLTP. No entanto, é esperado que a Volkswagen comece por lançar modelos melhor equipados (leia-se: mais caros), antes de efectivamente disponibilizar a versão base com o preço mais reduzido.

Clicks Communicator revive nostalgia dos BlackBerry

05-01-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

A Clicks tem uma proposta curiosa - o Clicks Communicator - um smartphone com teclado físico ao estilo dos BlackBerry.

Além do seu powerbank MagSafe com teclado a Clicks decidiu apostar forte na nostalgia BlackBerry com o Clicks Communicator, um novo smartphone Android com teclado físico. Anunciado antes do CES 2026, o dispositivo combina um teclado físico com um ecrã AMOLED de 4" polegadas e resolução de 1080 × 1200, pensado para quem ainda prefere escrever em teclas reais.

O Communicator corre Android 16 com um Niagara Launcher personalizado, sendo focado quase exclusivamente em apps de mensagens e produtividade, como o WhatsApp, Slack, Telegram e Gmail. Um detalhe curioso é o "Signal Light", que combina um anel luminoso para notificações no botão lateral, que pode ser configurado com cores e padrões diferentes consoante a app ou o contacto.
Esse botão pode ser usado para anotações por voz. Já o teclado físico suporta gestos tácteis, permitindo fazer scroll em mensagens, páginas web, e menus, sem tocar no ecrã. Na fotografia, o smartphone aposta num conjunto simples, com uma câmara traseira de 50MP com OIS e uma câmara frontal de 24MP.
A bateria de 4.000mAh usa tecnologia de silício-carbono e suporta carregamento sem fios Qi2, além de USB-C. O telefone inclui extras cada vez mais raros, como entrada para fichas de 3.5 mm, expansão por MicroSD, e capas traseiras substituíveis para maior personalização.

O seu maior problema estará no preço, de 499 dólares, com reservas antecipadas a 399 dólares. É um preço que permite comprar um smartphone "normal" com características bastante superiores.

Os algoritmos abusivos dos serviços de entrega de comida

04-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Um (alegado) ex-funcionário de um serviço de entrega de comida denuncia as tácticas abusivas implementadas nos seus sistemas.

Os serviços "ride hailing" tipo Uber, Glovo, e outros, vieram transformar um sector da sociedade, por um lado dando maior conveniência a quem os utiliza e, do outro lado, prometendo maior versatilidade a quem procura fazer uns trabalhos extra (por cá nem tanto, devido à legislação - mas sendo a ideia de que "qualquer pessoa" poderia fazer este tipo de trabalho, como e quando quisesse, sem grandes constrangimentos).

No entanto, no papel de intermediários, estes serviços ficam com bastante poder na forma como podem gerir clientes e trabalhadores, e o risco para abusos não é apenas teórico. Depois de na Uber já terem surgido inúmeros relatos de tácticas duvidosas, surge agora um suposto relato na primeira pessoa, de um ex-funcionário que conta o tipo de coisas que se viu forçado a implementar ao trabalhar para um serviço de entrega de comida.

Começa por revelar que a opção de "entrega expresso", disponível mediante uma taxa adicional, na verdade não tem qualquer efeito real. Na verdade, a forma como a empresa lida com isso não é acelerando esses pedidos, mas sim atrasando todos os outros! Também revela que uma taxa que dá a entender que seria uma gorjeta para o entregador, na realidade reverte na totalidade para a empresa - tendo sido uma alteração feita depois de ter sido processada por se apropriar das gorjetas efectivas dos trabalhadores.

Mas a pior parte consiste no cálculo de um "factor de desespero" atribuído aos trabalhadores. Se um trabalhador aceita encomendas de baixo valor a altas horas da noite, passa a ser marcado como "desesperado" e, em resultado disso, o sistema deixa de lhes mostrar trabalhos mais bem pagos - tirando partido de ser uma pessoa que aceita os trabalhos de valor reduzido. Os trabalhos mais bem pagos são direccionados para trabalhadores mais casuais, como forma de os incentivar a voltarem mais frequentemente.

A suspeita inicial é a de que se tratasse do DoorDash, mas o seu CEO já veio negar por completo as alegações, dizendo que são totalmente contrárias aos princípios da empresa, e tendo até feito uma publicação oficial - no entanto, o serviço já levou com um processo por se apropriar das gorjetas, pelo que, vale o que vale.

Independentemente do serviço que for, mostra como é extremamente fácil haver abusos num mundo onde os "algoritmos" mandam. Quer seja a nível de calcular "factores de desespero", ou de apresentar preços mais elevados numa loja online a quem a visita usando um iPhone versus um smartphone Android ou que tenha estado a visitar lojas concorrentes (como já aconteceu no passado). Sendo que, a culpa não é verdadeiramente do algoritmo, mas sim das pessoas responsáveis que optaram por tomar essas decisões.

Unitree mostra treino do seu robot humanóide

04-01-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

A Unitree mostrou como o seu robot humanóide vai treinando a cada dia, com capacidades impressionantes.

Depois de ter feito crescer o seu robot humanóide para uns imponentes 1.80m de altura, a Unitree mostra algumas das suas capacidades atléticas - que já superarão a maioria dos comuns humanos.

A empresa propõe que o robot possa tornar-se num parceiro de treino, mas depois de vermos as suas capacidades ficamos um pouco preocupados sobre o estado do parceiro humano caso levasse um dos pontapés demonstrados no vídeo.

Unitree Humanoid Robot Daily Training 🥳
Have you exercised today? How about training together with a robot?
Please use robots in a friendly and safe manner, and keep a safe distance. pic.twitter.com/RCltImbkAU

— Unitree (@UnitreeRobotics) January 4, 2026

Também não deixará de ser um pouco irónico que, enquanto por um lado avança a ideia de se treinar com um destes parceiros robóticos, simultaneamente pede para que se mantenha uma distância de segurança adequada - o que desde logo invalidaria qualquer tipo de treino de proximidade.

Resta esperar que, até ao momento em que estes robots humanóides começarem a popularizar-se para uso "doméstico", os sistemas AI de controlo tenham avançado para um ponto em que os robots tenham a capacidade de antecipar e evitar qualquer acção que possa resultar em risco físico para os humanos - caso contrário, parece-me que será uma questão de tempo até que se tenha uma manchete com título trágico (independentemente de tal ter sido devido a culpa ou descuido da componente humana da equação).

A louca engenharia das máquinas de fazer chips da ASML

04-01-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

As mais avançadas máquinas de fazer chips da ASML são tão complexas que desafiam a imaginação.

Hoje em dia não estranhamos ter no bolso um smartphone com potência e memória em muito superiores aos PC mais poderosos de há algumas décadas atrás. E no centro de tudo isso está algo que a maioria das pessoas nem sequer pensará: os incríveis chips que não têm parado de evoluir, e que agora são produzidos com uma máquina tão complexa que, durante décadas, se pensava ser impossível de fazer.

A ASML tem ganho visibilidade acrescida nos últimos anos devido à procura insistente por chips cada vez mais avançados e feitos com dimensões cada vez mais diminutas, mas ainda assim poderá não se dar o devido valor ao que conseguiram fazer: máquinas capazes de criar chips com uma precisão de poucos átomos, e que precisam fazê-lo em quantidades industriais, sem parar. Praticamente todo e cada componente destas máquinas representa um incrível feito de engenharia, indo da própria fonte de luz, aos espelhos mais perfeitos do mundo, e os sistemas de posicionamento com precisão "atómica".



Depois de se espreitar estas máquinas por dentro, e de como tornaram o "impossível" real, até se fica com a ideia de que o seu preço de 350 milhões de euros acaba por ser uma pechincha!

Como um sensor de imagem vê o mundo

04-01-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Ver o resultado directo de um sensor de imagem usado numa câmara pode ser profundamente desanimador.

O acesso a uma câmara digital passou de ser uma coisa a que poucos tinham acesso para algo que, literalmente, todas as pessoas têm no bolso. Dito isto, estamos habituados a que um toque no botão de captar uma foto resulte numa fotografia de alta qualidade, até mesmo em cenários de pouca luminosidade, e nem se pensa em como isso é possível.

Na verdade, cada imagem capturada é resultado de autêntica "magia digital" a nível de processamento, e nada como olhar para o resultado directo de um sensor de imagem para se perceber isso.

Um sensor de imagem tem milhões de píxeis, mas estes píxeis apenas têm capacidade para medir a intensidade de luz que lhes chega, pelo que o resultado é apenas um conjunto de números que representa essa intensidade. Transformar isso em "cor" implica saber que tipo de padrão Bayer o sensor utiliza (pequenos filtros coloridos à frente de cada pixel), e que permitem transformar esses números em informação de cor.
Mas, as coisas não se ficam por aqui. Ainda assim o resultado é uma imagem "horrível". É preciso fazer diversos passos para corrigir a cor para tons que se aproximem daquilo que vemos com os nossos olhos, a par de ajustes de intensidade, e outros.
De notar que estamos a falar unicamente dos passos estritamente essenciais para se ficar com uma foto que se pareça com a realidade que vemos. Não estamos a falar dos sistemas avançados de "fotografia computacional", que têm em consideração informação de múltiplos frames, que são combinados para melhorar a qualidade, e que usam sistemas imensamente mais avançados e complexos, para nos dar as fotos e vídeos que estamos habituados a ter, e que estão longe de ser apenas aquilo que o sensor da câmara dá.

Sendspin moderniza áudio multi-sala

04-01-2026 | 13:15 | A Minha Alegre Casinha

O Sendspin é um novo protocolo open-source que quer resolver o áudio multiroom.

A Open Home Foundation está a desenvolver aquilo que pode vir a ser a alternativa open-source aos sistemas de áudio multiroom ao estilo da Sonos. O projecto chama-se Sendspin (anteriormente Resonate) e foi criado para o ecossistema ESPHome, com o objectivo de sincronizar áudio e multimédia entre múltiplos dispositivos.

Em vez de ser um leitor de música propriamente dito, o Sendspin funciona como uma camada de sincronização e distribuição. Os sistemas de áudio existentes ligam-se ao protocolo, que trata do agrupamento, do controlo de tempo e da entrega dos streams. Na prática, permite transformar hardware já existente - como colunas feitas pelos utilizadores, ecrãs, e até luzes - num sistema multiroom avançado sem dependência de soluções proprietárias.
O protocolo assenta em quatro elementos principais: servidor, cliente, grupo e stream. Actualmente, o papel de servidor é assumido pelo Music Assistant, o que dá ao Sendspin uma integração imediata para muitos utilizadores. Os clientes declaram funções específicas, como reprodução de áudio, controlo, apresentação de metadados ou capas de álbuns, recebendo apenas a informação necessária. A sincronização é garantida através de ajustes de relógio e correções de áudio imperceptíveis.

Apesar de ainda ser considerado uma tech preview, o Sendspin já está a funcionar em hardware real, incluindo o Home Assistant Voice Preview Edition com ESPHome em chips ESP32. O protocolo é aberto, usa a licença Apache 2.0 e foi desenhado de raiz para evoluir sem quebrar a compatibilidade, pelo que há a garantia de que as colunas que trabalharem com a versão inicial continuarão a trabalhar ao longo das versões seguintes.

Quem estiver interessado em experimentar poderá fazê-lo através do Music Assistant e algo tão simples quanto um ESP32 ligado a uma coluna.

Satya Nadella quer "ultrapassar" discussões sobre AI

04-01-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Satya Nadella diz que está na hora de se parar de discutir os bons/maus resultados produzidos por AI, e olhar mais para a frente.

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, decidiu iniciar um blog para falar sobre AI e aquilo que considera ser um debate pouco produtivo entre o actual "lixo gerado por AI" e aquilo que a AI realmente permite. Agora que tem Judson Althoff como CEO a liderar os principais negócios da Microsoft, Nadella tem mais tempo para se dedicar à tecnologia em si, e a pensar sobre o futuro.

No primeiro texto, publicado no blog "sn scratchpad", Nadella defende que as empresas de AI ainda têm muito a fazer. Refere a ideia de Steve Jobs de que os computadores eram "bicicletas para a mente", no sentido em que eram ferramentas que possibilitavam ampliar as capacidades humanas, repetindo a ideia de que as tecnologias AI funcionarão igualmente como um amplificador cognitivo e não apenas como uma máquina que irá gerar "bons" ou "maus" resultados.

Por um lado, não há dúvida de que a MS tem apostado fortemente nas tecnologias AI. Por outro lado, continua em causa se a MS conseguirá bons resultados ao fazê-lo da forma forçada que tem feito, parecendo querer impingir à força que os utilizadores usem estas tecnologias quer queiram quer não - mesmo com o pressuposto de que irão beneficiar delas se as experimentarem.

A forma como as coisas são apresentadas, ou forçadas, pode fazer toda a diferença - como de resto já tem sido demonstrado ao longo dos anos. Até ao momento, as tentativas de forçarem o uso de produtos não têm dado grande resultado, talvez seja uma área em que a MS possa pedir ajuda aos seus modelos AI, sobre a melhor forma como podem "convencer" os utilizadores a usarem essas novas funcionalidades e capacidades. E começaria por dizer que a obrigatoriedade de ter internet e criar uma conta Microsoft apenas para instalar o Windows 11 não é uma das coisas que ajude.

Camião eléctrico testa carregamento wireless a 100 km/h

04-01-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA, foi demonstrado um sistema que permite carregar camiões eléctricos enquanto circulam numa auto-estrada a mais de 100 km/h.

A Purdue University conseguiu demonstrar o funcionamento de um sistema de carregamento wireless para camiões eléctricos, enquanto circulam a velocidade elevada numa autoestrada.

Embora já se tenham feito testes que usavam sistemas de contacto físico - idênticos aos dos comboios - desta vez o sistema é totalmente wireless e possibilitou que um pesado eléctrico recebesse energia da estrada ao circular a cerca de 105 km/h. O teste decorreu num troço de cerca de 400 metros da US Highway 52/231, em West Lafayette, no Indiana, preparado especificamente para este projecto. Durante a experiência, o sistema conseguiu fornecer cerca de 190 kW de potência de carregamento a um camião eléctrico, sem cabos e sem necessidade de parar o veículo.
A tecnologia baseia-se na instalação de bobinas transmissoras no interior da estrada, em faixas dedicadas, que enviam energia para bobinas montadas por baixo do veículo. Segundo a Purdue, esta abordagem pode permitir baterias mais pequenas, reduzindo custos e ajudando a combater a ansiedade de autonomia, já que os veículos passariam a carregar enquanto circulam, tornando irrelevante a questão da autonomia.

O grande problema são as dúvidas sobre a implementação prática deste sistema. Os custos de aplicação (e posterior manutenção) de faixas "eléctricas" ao longo de centenas de quilómetros seria, previsivelmente, bastante elevado, sem contar com as incógnitas de como iria o sistema lidar com dezenas, centenas, ou milhares, de veículos a carregarem em simultâneo. A isto junta-se o facto das baterias melhorarem de ano para ano e terem custo cada vez mais reduzido, fazendo com que este tipo de projecto tenha futuro bastante incerto. Especialmente quando já temos redes de transporte com alimentação eléctrica e autonomia ilimitada: os comboios!

Carros eléctricos dominam com 97% das vendas na Noruega

04-01-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Noruega continua a ser pioneira na adopção dos carros eléctricos, com as vendas dos carros a combustão a terem sido residuais em 2025.

A Noruega voltou a fazer história na adopção de veículos eléctricos, com os EV a representarem cerca de 97% das vendas de carros novos em 2025. Dos quase 180 mil automóveis de passageiros registados ao longo do ano, a esmagadora maioria foi totalmente eléctrica, permitindo ao país cumprir, na prática, o objectivo de acabar com as vendas de carros exclusivamente a combustão até 2025.

Os números de Dezembro foram ainda mais impressionantes, com quase 98% das novas matrículas a corresponderem a veículos eléctricos. Os carros a gasolina e a gasóleo passaram a ser residuais, ficando sobretudo reservados a veículos especializados, como os usados por serviços de emergência. Também os híbridos plug-in continuaram a perder relevância.

O forte desempenho no final do ano foi influenciado por alterações nos incentivos. A Noruega começou a reduzir os benefícios para EV mais caros, o que levou muitos compradores a antecipar a aquisição de modelos de gama alta. Isto favoreceu marcas como a Tesla, que terminou o ano como a mais vendida no país, com o Model Y a manter-se destacado no primeiro lugar.

Mais importante ainda, foi atingido um marco simbólico nas estradas: os carros eléctricos já superam os veículos a gasóleo no parque automóvel norueguês. Os EV representam agora cerca de um terço de todos os automóveis em circulação. Embora os veículos a combustão ainda não tenham desaparecido, a trajectória da Noruega mostra como é possível fazer a transição para os veículos eléctricos sem dramas nem o caos que alguns tentam lançar no processo - e sem se poder esquecer isto acontece num país que enfrenta temperaturas gélidas que penalizam a autonomia dos veículos eléctricos, algo que, como se pode ver, não tem preocupado os noruegueses.

Duolingo apanhado a fazer publicidade via Live Activities no iPhone

03-01-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Duolingo está a ser criticada por usar as Live Activities do iPhone para mostrar anúncios no ecrã de bloqueio e na Dynamic Island.

No final de ano, vários utilizadores foram surpreendidos ao verem surgir publicidade do Duolingo via Live Activities nos iPhones, fazendo com que uma promoção para a subscrição paga do serviço fosse apresentada no lock screen e na Dynamic Island.

As regras da Apple são bastante explícitas neste ponto, proibindo que as Live Activities sejam usadas para anúncios ou promoções, devendo apenas mostrar informação relacionada com actividades ou tarefas em curso. Utilizá-las para publicidade viola directamente essas regras.

Duolingo's iOS app collects various device signals and identifiers to track users, including battery level, keyboard languages, and system uptime. It's a privacy-invasive app, so never install their native app. Instead, use their web app in a private browser like Brave or Psylo https://t.co/5wCzmcoPKU pic.twitter.com/9UZeOz5DbY

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) January 2, 2026
Há quem também relembre que a app do Duolingo é extremamente intrusiva em termos de tracking dos utilizadores, usando elementos como o nível de bateria, linguagens do teclado, e tempo que o smartphone está ligado, para identificar e individualizar utilizadores - dando a recomendação de que se utilize o serviço via web app num browser como o Brave, para limitar estes abusos.

Resta agora saber como irá a Apple reagir a isto e que penalização irá aplicar, já que se a situação passar impune, abre-se um precedente para que outras apps façam o mesmo, transformando os ecrãs de iPhones e iPads num "mural de publicidade".

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