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Tecno mostra smartphone modular ultra fino no MWC

02-03-2026 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A Tecno recuperou a ideia de um smartphone modular com peças de encaixe no MWC 2026, embora seja apenas um protótipo sem planos concretos de comercialização.

Repescando uma ideia que foi explorada há alguns anos por diversos fabricantes (lembram-se do Project Ara da Google) - mas que nunca se materializou em produtos reais - a Tecno revelou o Tecno Modular Phone no MWC 2026, um protóripo de um smartphone modular com design ultra fino.

Baseado na nova Modular Magnetic Interconnection Technology da marca, o objectivo é permitir que utilizador simplesmente encaixe módulos diferentes conforme as necessidades. Para já, trata-se de uma plataforma de demonstração tecnológica e não de um produto final.

Existem duas versões do conceito: a Atom Edition, com acabamento em prateado e vermelho, e a Moda Edition, em cinzento escuro e dourado. Ambas têm apenas 4,9 mm de espessura, tornando-se ainda mais finas do que o Tecno Spark Slim. Na traseira, um conjunto magnético mantém os módulos firmemente fixos. Ao contrário do MagSafe da Apple, a Tecno utiliza pinos físicos (pogo pins) para alimentação eléctrica, garantindo maior eficiência e menor aquecimento face ao carregamento sem fios.
Entre os módulos apresentados destaca-se uma Power Bank com 4,5 mm de espessura, capaz de duplicar a autonomia mantendo o conjunto relativamente fino. A transmissão de dados é feita sem fios: Bluetooth para acessórios simples como um comando ou bateria extra, e WiFi ou até mmWave para módulos mais exigentes, como uma Action Camera ou uma Telephoto Lens, que necessitam transmitir imagem em tempo real com baixa latência.

Curiosamente, a Atom Edition inclui apenas um conjunto de conectores de energia, enquanto a Moda Edition conta com dois, sugerindo diferentes possibilidades de expansão. Alguns módulos ocupam toda a traseira, o que limita a utilização simultânea. Para já, trata-se apenas de um protótipo, mas se chegar à fase comercial e ganhar adesão, a Tecno poderá abrir o ecossistema a outros fabricantes.

Xiaomi Pad 8 chega à Europa

02-03-2026 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

Depois do lançamento na China, a Xiaomi faz chegar a família Xiaomi Pad 8 e Pad 8 Pro à Europa, com preços a começar nos 449 euros.

O Xiaomi Pad 8 Pro está a chegar a mais mercados alguns meses depois da estreia na China, e apresenta-se mais fino do que nunca. Com apenas 5,8 mm de espessura e 485 gramas, é 0,4 mm mais fino e 15 gramas mais leve do que o modelo anterior. Pode parecer uma diferença pequena, mas ao longo das gerações estas melhorias acumulam-se - especialmente tendo em conta que a maioria das pessoas utiliza tablets com capa. Apesar do corpo mais fino, não há compromissos na autonomia: inclui agora uma bateria de 9.200 mAh, com suporte para carregamento rápido de 67W e carregamento reverso de 22,5W.

A produtividade é uma das grandes apostas deste modelo. O Focus Keyboard opcional apresenta um design com dobradiça flutuante que aproxima a experiência da de um portátil, permitindo ajustar facilmente o ângulo e incluindo touchpad integrado. O tablet melhora também os modos de ecrã dividido, com novas opções 5:5 e 9:1, enquanto o Workstation Mode permite adicionar mais aplicações à Dock inferior. O browser suporta separadores, clique com o botão direito e pré-visualizações ao passar o rato, tornando-o mais prático de usar. Já a nova Focus Pen Pro abandona os botões físicos, basta apertar a caneta para aceder a atalhos rápidos.
O ecrã continua a ser um dos pontos fortes. O Pad 8 Pro integra um painel LCD de 11,2" no formato 3:2, com resolução de 3.200 x 2.136 píxeis e taxa de atualização de 144Hz. Suporta Dolby Vision e Adaptive HDR, podendo atingir até 800 nits de brilho. No áudio, conta com quatro colunas compatíveis com Dolby Atmos, além de suporte para Hi-Res e Hi-Res Wireless Audio para quem prefere auscultadores.

No desempenho, o salto é significativo graças ao Snapdragon 8 Elite, que oferece ganhos claros face à geração anterior. A marca indica que o CPU é até 81% mais rápido, o GPU mais do que duplica o desempenho e os resultados em benchmarks sobem de forma expressiva. O tablet pode ser configurado com até 12GB de RAM e 512GB de armazenamento, recorrendo a LPDDR5T e UFS 4.1 nas versões superiores. Inclui ainda leitor de impressões digitais lateral, câmara traseira de 50MP e câmara frontal ultra grande angular de 32MP, ideal para videochamadas com melhor enquadramento.
Os preços começam nos 449.90 euros para o Xiaomi Pad 8, enquanto o Xiaomi Pad 8 Pro começa nos 559.90 euros para a versão normal e nos 769.90 euros para a versão com ecrã com vidro mate. A Xiaomi Focus Pen Pro custa 99.90 euros.

Windows 11 combina botão de rede e volume

01-03-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft decidiu combinar os botões de volume e rede na barra de tarefas do Windows 11.

A MS tinha dito que iria ouvir os utilizadores e focar-se na melhoria do Windows 11, mas parece que a sua interpretação de "melhorias" não coincide com a da maioria dos utilizadores.

Com as mais recentes actualizações, o Windows 11 passou a combinar o botão do volume e de definições de rede que aparecem no system tray - uma opção que se pode considerar incompreensível, já que não faz qualquer sentido combinar elementos que nada têm em comum: ajustes de som, com ajustes de definições de rede.
Poderia argumentar-se que o objectivo seria poupar espaço, mas isso não explica esta alteração, já que a área ocupada continua a ser a mesma, com os dois ícones visíveis.

Para tornar as coisas ainda mais inexplicáveis, embora o novo elemento tenha combinado os dois icones num só botão, as acções do botão direito do rato continuam a ser diferenciadas dependendo de se clicar sobre o icon de volume (dando acesso às definições de volume) ou sobre o icon da rede (com acesso às definições da rede). Ou seja, não há mesmo qualquer lógica para esta tentativa de combinação de funções.

Enfim, um destes dias toda a barra de tarefas passa a ser um botão único, que faz surgir uma aberração como a página "Discover" no extremo esquerdo da barra do sistema, com tudo amontoado numa coisa que só se abre por acidente (caso não se tenham dado ao trabalho de a desactivar por completo e passado o "Start / Pesquisa" para o lado esquerdo.

Nos bastidores do backdoor que podia ter destruído a internet

01-03-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

O caso do backdoor que podia ter infectado milhões de sistemas em todo o mundo, e que foi apanhado por acidente devido a um atraso de 500 ms.

O canal Veritasium faz mais uma excelente exposição, desta vez do caso do backdoor na biblioteca de compressão xz que ocorreu em 2024 - e que, se tivesse passado indetectado, teria criado uma porta aberta para milhões de sistemas críticos em todo o mundo; o tipo de coisa que mais parece saído de uma história de um filme de hackers e espiões.

Agora sabe-se que se tratou de um projecto cuidadosamente planeado ao longo de vários anos, com o propósito de atingir esse objectivo usando um pequeno projecto mantido por uma só pessoa. No processo, passamos também pelas origem do software livre, do Linux, e também da compressão por trás dos ficheiros ZIP.


Felizmente, neste caso foi também uma única pessoa que, "chateada" com o facto da versão infectada atrasar um processo em cerca de meio segundo, decidiu investigar o que se passava e desmascarar toda a operação antes que tivesse tido oportunidade de chegar "a todo o mundo".

Quanto a como as coisas poderiam ter resultado caso este backdoor não tivesse sido detectado, fica algo que poderá continuar a ser explorado em filmes e séries... sem que fique invalidada a possibilidade de (quase seguramente) existirem outros backdoors actualmente em actividade, que ainda não foram descobertos.

Anthropic acusa empresas AI chinesas de "copiarem" o Claude

01-03-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Anthropic acusa várias empresas de AI chinesas de copiarem o Claude usando milhares de contas falsas.

A Anthropic está a acusar três empresas chinesas - DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax - de criarem mais de 24 mil contas falsas para extrair conhecimento do seu modelo Claude. Segundo a empresa, foram feitas mais de 16 milhões de interacções com o objectivo de melhorar os próprios modelos através de uma técnica conhecida como "distillation".

A distillation é um método comum para treinar versões mais pequenas e eficientes de modelos AI, mas pode também ser usada para replicar capacidades de concorrentes. A Anthropic diz que os ataques visaram funcionalidades diferenciadoras do Claude, como raciocínio agentic, uso de ferramentas, e programação. No caso da MiniMax, a empresa diz ter assistido a um uso substancial de tráfego para inspeccionar capacidades do modelo mais recente logo após o seu lançamento. Além da concorrência tecnológica, a Anthropic levanta preocupações de segurança nacional, e apela a uma resposta coordenada entre indústria, fornecedores cloud e decisores políticos.

Mas, isto surge numa altura em que a Anthropic tem muitas outras coisas em cima da mesa. Por um lado, a própria Anthropic enfrenta acusações de ter usado uma imensa quantidade de conteúdo "ilegal/roubado" para treinar os seus modelos. E, nos últimos dias, viu-se no centro de nova polémica ao recusar que os seus modelos AI fossem usados pelos serviços militares dos EUA para "matar pessoas" - algo que despoletou a tradicional resposta da administração Trump, que por um lado ameaçou classificar a empresa como hostil e de risco para a segurança nacional, e por outro lado ameaçou apoderar-se da sua tecnologia à força, invocando esses mesmos motivos de segurança nacional.

Entretanto, as atenções voltaram-se para a OpenAI, que começou por dizer que estava solidária com a Anthropic por se manter fiel aos seus princípios de não se usar AI para matar pessoas; para pouco depois dizer que afinal chegou a acordo com as ditas entidades para disponibilizar os seus modelos AI (dizendo que assegurou que os modelos AI nunca teriam decisão final para matar humanos, e que isso seria sempre responsabilidade de uma pessoa real).

Google Photos prepara atalho para pastas locais

01-03-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

O Google Photos para Android vai facilitar o acesso às pastas locais no dispositivo.

A Google está a lançar uma pequena, mas útil, melhoria no Google Photos para Android, passando a incluir um atalho directo para as pastas locais. O novo atalho surge com um icon de pasta na barra superior da app, ao lado do botão "+" e do sino de notificações.

Ao tocar nesse ícone, o utilizador é levado directamente para a secção "No dispositivo" (On this device), onde estão listadas pastas como Screenshots, Quick Share, vídeos, e outras imagens guardadas localmente. Até agora, era necessário ir ao separador "Coleções" e depois abrir esse agrupamento manualmente.
O novo atalho está disponível em todos os quatro separadores da app, tornando o acesso às pastas locais muito mais rápido. Ainda assim, isto começar a fazer com que a barra superior comece a ficar algo sobrecarregada, especialmente com o indicador permanente de backup também visível; pelo que é provavél que, em breve, se assistam a mais alterações neste elemento.

A funcionalidade está a ser distribuída com a versão 7.64 do Google Photos para Android, mas a sua activação parece estar a ser feita de forma faseada, não aparecendo ainda para todos os utilizadores.

Android 17 poderá tratar do PIN do cartão SIM automaticamente

01-03-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

O Android 17 poderá facilitar a vida aos utilizadores que estiverem fartos de introduzir o código PIN do cartão SIM quando reiniciam o smartphone.

A Google está a preparar uma alteração no Android 17 que pode evitar a "chatice" de reintroduzir o código PIN do cartão. A novidade foi descoberta na versão beta 2 do sistema e aponta para um novo mecanismo de desbloqueio automático do SIM no arranque do smartphone.

O SIM PIN é um código que protege o cartão SIM. Mesmo que alguém consiga remover o SIM do teu telefone bloqueado e colocá-lo noutro dispositivo, não poderá aceder a chamadas, SMS ou dados - incluindo códigos enviados por SMS - sem esse PIN. O problema sempre foi a conveniência; ter que introduzir dois PIN seguidos sempre que o telemóvel reinicia - o do smartphone e o do cartão SIM - é algo que irrita alguns utilizadores. Com o Android 17, a ideia é deixar que seja o smartphone a tratar disso: o utilizador guarda o SIM PIN dentro do sistema, e o próprio Android trata de o usar automaticamente após o arranque.

Embora isto pareça reduzir um pouco a segurança, torna-se mais seguro do que simplesmente desactivar o PIN do cartão SIM (algo que alguns utilizadores podem fazer para evitar a chatice do duplo PIN no arranque). Por outro lado, para todos os que raramente reiniciarem o smartphone, a maior chatice poderá ser o aumento da probabilidade de se esquecerem do código PIN do cartão SIM - algo que muitos "resolvem" usando um PIN igual tanto para o smartphone como para o cartão SIM.

Sonda Lunar Trailblazer falhou devido a bug

01-03-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Um relatório da NASA revela que o falhanço da sonda Lunar Trailblazer se deveu a um bug no software que virou os painéis solares para o lado oposto ao sol.

Por cada missão bem sucedida na exploração espacial, temos outras que falharam espectacularmente, algumas vezes devido a problemas de hardware, outras vezes devido a embaraçosos bugs no software. E no caso da sonda Lunar Trailblazer lançada em Fevereiro de 2025, o problema foi precisamente esse.

Um ano depois da perda da missão Lunar Trailblazer, a NASA revelou o que correu mal. A sonda, lançada a 26 de Fevereiro de 2025 com o objectivo de mapear a presença de água na Lua, perdeu contacto com a Terra um dia depois do lançamento e nunca mais respondeu. Um relatório revela que a falha se deveu a um erro crítico no software de orientação.

O sistema que deveria apontar os painéis solares para o Sol fez exactamente o oposto: rodou-os 180 graus na direcção contrária. Sem energia suficiente, a sonda ficou condenada desde logo.

Para piorar, o relatório também identificou múltiplas falhas no sistema de gestão de erros a bordo que, em conjunto com o problema principal, tornariam impossível recuperar o controlo do veículo. A NASA classificava a Lunar Trailblazer como missão "Class D", um modelo de baixo custo que aceita mais risco que o habitual para reduzir despesas e acelerar o desenvolvimento (a sonda foi construída pela Lockheed Martin por "apenas" 72 milhões de dólares). A agência diz ter aprendido "lições importantes" do incidente e espera que futuras missões, como a Escapade rumo a Marte, beneficiem da experiência.

NASA aproveita chip Snapdragon no Perseverance para "GPS" visual em Marte

01-03-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A NASA decidiu reaproveitar um chip Snapdragon no rover Perseverance para melhorar a navegação em Marte.

Ao longo das décadas da história da exploração espacial têm havido vários exemplos de soluções criativas para resolver problemas em coisas que estão a milhões de quilómetros de distância. Agora, podemos juntar mais um a essa lista.

A NASA conseguiu melhorar significativamente a navegação autónoma do rover Perseverance em Marte ao reaproveitar um chip Snapdragon 801 que estava parado no sistema de base do helicóptero Ingenuity. Como o helicóptero foi retirado em 2024, o SoC da Qualcomm ficou sem uso - até agora. O problema estava relacionado com a navegação do rover. O Perseverance conseguia identificar a área geral onde estava, mas precisava de instruções da Terra para confirmar a localização exacta e evitar terrenos perigosos. Como a comunicação entre Marte e a Terra pode demorar cerca de 24 minutos em cada sentido e ocorre apenas uma vez por dia, isso limitava bastante a autonomia do rover.

A solução passou por reprogramar remotamente o Snapdragon 801. Agora, o rover capta imagens panorâmicas do terreno, converte-as numa perspectiva aérea através do chip e compara-as com mapas orbitais detalhados da superfície marciana. Este sistema, chamado Mars Global Localization, funciona como um "GPS marciano" sem necessitar de uma constelação com dezenas de satélites, permitindo determinar a posição com uma precisão de cerca de 25 centímetros.


Não é a primeira vez que a NASA reprograma hardware no espaço profundo, já o fez com a Voyager 1 após falhas de memória décadas depois do lançamento. Mas reutilizar um processador "antigo" para melhorar substancialmente a autonomia de um rover em Marte mostra como a criatividade e engenharia podem prolongar a vida útil da tecnologia, mesmo a milhões de quilómetros da Terra.

Nvidia retira driver GeForce GRD 595.59

28-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Nvidia passou vergonha, ao lançar, e imediatamente retirar, o GeForce Game Ready Driver 595.59, por conter bugs graves.

Estamos habituados a que toda e qualquer actualização do Windows venha com uma nova dose de bugs, mas desta vez foi a Nvidia a deixar ficar mal os utilizadores com placas gráficas com os seus GPUs.

O GeForce Game Ready Driver 595.59 foi lançado com a indicação de que continha optimizações para o recém lançado Resident Evil Requiem e várias correcções de erros, só que não demorou para que começassem a surgir relatos de problemas graves. Vários utilizadores começaram por se queixar de ecrãs pretos e bloqueados e redução significativa de desempenho em diversos jogos. Algumas pessoas notaram também que as ventoinhas das sua placas gráficas deixavam de funcionar - o que levava a temperaturas excessivas do GPU, causando problemas.
A resposta da Nvidia foi suspender a distribuição desta versão, e recomendar que quem já a tivesse instalado fizesse a limpeza do driver do sistema e repusesse a versão anterior (591.86).

Enquanto se aguarda pela explicação da Nvidia, não faltam acusações por parte dos utilizadores afectados, dizendo que este pode ser o resultado da Nvidia ter começado a aplicar "vibecoding" (programação feita por AI) nos seus drivers, resultando neste lançamento infeliz. Mesmo que tenha sido o caso, não há grande desculpa para que estes bugs não fossem apanhados na fase de controlo de qualidade que seria esperado.

Regressando a um tópico recorrente, este driver marca novamente o aumento de tamanho do driver, que cresceu para os 912 MB - isto apesar da Nvidia ter abandonado gerações de GPUs mais antigos e também as versões do Windows anteriores ao Windows 10.

A conclusão e recomendação, cada vez mais válida: não se apressem a instalar actualizações assim que são lançadas. Esperem um dia ou dois, para evitarem fazer parte do grupo de pessoas que tem que lidar com estes problemas.

Como fazer relógio com meteorologia com Raspberry Pi

28-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Para quem procura um relógio mais versátil, este projecto usa um Raspberry Pi com ecrã de 8.8" para mostrar as horas e previsão do tempo para os próximos dias.

Não há falta de projectos de relógios para todos os gostos, e a esses junta-se mais um. Desta vez temos um relógio que usa por base um Raspberry Pi, associado a um vistoso ecrã LCD de 8.8" da Wisecoco.

Como curiosidade, este ecrã de 8.8" (1920x480 - 32:9) é frequentemente utilizado como ecrã secundário que pode ser montado em PCs para apresentar estatísticas do sistema (temperaturas, velocidade das ventoinhas, carga do CPU/GPU, etc.) usando programas como o Aida 64. Mas, podemos usá-lo para muitas outras coisas, como se torna evidente com este projecto.



Tecnicamente, este é o tipo de coisa que muito bem poderia ser feito usando-se um ESP32. Mas, a vantagem de usar um Raspberry Pi é que se torna bastante mais simples e versátil aproveitar-se esta mesma base para mil e um outros projectos de maior complexidade. É também possível mudar o tema visual, com outros backgrounds ou icons para o estado do tempo, o que permite facilmente ajustar o relógio ao estilo de design que se pretende.

Como ponto positivo adicional, é possível fazer-se este projecto sem recurso a um ferro de soldar, o que elimina esse potencial "receio" - e demonstra como, hoje em dia, se tornou bastante mais fácil e imediato criar um produto tecnologicamente avançado usando apenas peças comuns disponíveis comercialmente.

Ganha uns earphones CMF by Nothing Buds Pro 2 [gadget do mês Clube AadM+]

28-02-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Todos os meses temos prémios exclusivos para os membros do Clube AadM+; e este mês o gadget que temos para oferecer são uns earphones CMF by Nothing Buds Pro 2 .

Sendo práticos para ouvir música sem chatear ninguém, estes earphones CMF by Nothing Buds Pro 2 contam com sistema de cancelamento activo de ruído, que será bastante apreciado por quem se incomoda com os barulhos ambientes, e funcionam tanto com Androids como com iPhones.

Como é habitual, os membros do Clube AadM+ não precisam fazer nada para estarem automaticamente habilitados a esta prenda - sendo por isso recomendado que adiram ao Clube AadM+ para terem acesso a estes gadgets exclusivos todos os meses,

Aproveito também para relembrar que os membros do Clube AadM+, para além destes gadgets exclusivos mensais, também têm direito a outras vantagens, como descontos num crescente número de parceiros que se têm associado a esta iniciativa. Se ainda não aderiste, está na altura ideal para o fazeres e usufruíres de todas estas vantagens, junta-te ao Clube AadM+ e não deixes de convidar os teus amigos - quantos mais formos, melhores serão as prendas que poderemos oferecer. :)

Actualização: O gadget deste mês foi para o Jorge Félix.

HBO Max vai bloquear partilha de contas

28-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

A Warner Bros. Discovery confirmou que vai intensificar o combate à partilha de passwords na HBO Max.

Depois de ter iniciado medidas anti-partilha nos EUA em Agosto, a empresa revelou que irá expandir essa campanha aos restantes países ao longo de 2026. A expansão coincide com a chegada a novos mercados, incluindo o lançamento da HBO Max no Reino Unido e Irlanda a 26 de Março. O objectivo é aumentar o número de subscritores e reduzir contas partilhadas fora do agregado familiar - algo que muitos dos serviços de streaming rivais já fizeram.

Tal como a Netflix fez, a HBO Max oferece uma alternativa oficial - adicionar um utilizador externo mediante um custo adicional (por 7.99 dólares por mês nos EUA) - mas esse valor pode revelar-se pouco convidativo, já que fica praticamente ao mesmo valor da mensalidade normal.

Embora para a Netflix a táctica tenha resultado, sem ter sofrido um abandono em massa de clientes descontentes, a Warner Bros. Discovery parece não querer riscos, revelando que deixará de divulgar publicamente o número de subscritores (algo que a Netflix também deixou de fazer em 2025).

Como tal, quem partilha a conta HBO com amigos, arrisca-se a começar a ver alguns alertas nos próximos meses. O que, mais do que uma forma de os converter em clientes pagos, poderá ser um grande incentivo a que se tornem "clientes" do Stremio e poupem nos serviços de streaming.

Como funciona o ecrã privado do Galaxy S26 Ultra

28-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Samsung já detalhou como funciona o sistema de ecrã privado do novo Galaxy S26 Ultra, com pixeis "estreitos" e "largos".

Uma das grandes novidades do Galaxy S26 Ultra é o seu ecrã com modo de privacidade integrado, que permite que o ecrã todo, ou só algumas secções, só fiquem visíveis para o utilizador e não para quem estiver a olhar de lado.

Inicialmente, pensei que a Samsung tivesse criado uma camada polarizadora adicional que restringisse o ângulo de visão, mas afinal a técnica utilizada é outra, mais simples. O ecrã OLED do Galaxy S26 Ultra tem píxeis diferenciados, em que uns têm campo de visão mais reduzido "apontados" para quem está em frente do ecrã, e outros com campo de visão mais alargado. Quando se activa o modo privado, o ecrã utiliza apenas os pixeis principais, fazendo com que as imagens deixem de ser visíveis para quem estiver de lado.

Esta solução não deixa de ser engenhosa, mas tem algumas desvantagens, a principal a ser a perda de resolução e luminosidade, já que o ecrã terá menos pixeis activos. E esse é um efeito que já começou a ser notado e criticado por algumas pessoas.
Com o ecrã totalmente em modo privado, é notório uma "grelha" que denuncia este sistema.

Ainda assim, há que referir que o modo "privado" é opcional, e em nada invalida que os utilizadores usem o ecrã total da forma tradicional. É apenas algo que fica à disposição para quem privilegiar a privacidade em certos cenários, e aí a perda de resolução será o pequeno preço a pagar.

Fica no ar a pergunta sobre a vantagem que o modo privado poderá ter a nível de autonomia, já que usa menos pixeis.

Medidor solar com ESP32

28-02-2026 | 13:07 | A Minha Alegre Casinha

Quem quiser avaliar a exposição solar ou a melhor orientação para painéis solares pode tirar as dúvidas com este medidor solar de baixo custo.

Este DIY Solar Power Meter é um projecto que interessará especialmente a todos os que se interessam por energia solar e estão a contemplar a instalação de painéis eléctricos - ou a optimização da sua orientação.

Recorrendo a um ESP32 como cérebro, acompanhado de alguns sensores, este módulo portátil funciona como um mini painel solar que permite medir com precisão a exposição solar. Com isto, podemos facilmente ver as diferenças que se podem ter colocando os painéis em diferentes orientações.
A sua grande vantagem, além do preço reduzido, é a de que pode ser facilmente melhorado e expandido. Por exemplo, podemos guardar ou exportar os dados de modo a obter medições ao longo de um dia para ficar com uma curva de exposição que pode dar uma melhor ideia do futuro rendimento de painéis solares.

Basicamente, funciona como um mini-painel solar para efeitos de monitorização - uma ideia que já me tinha passado pela cabeça, e que a internet volta a comprovar que "já alguém deve ter tido a mesma ideia e tratado do assunto"!

PowerToys acelera Command Palette

28-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Os PowerToys preparam-se para acelerar o Command Palette com o modo "lightning-fast".

O conjunto de utilitários PowerToys está a fazer aquilo que a Microsoft tem demorado a fazer no Windows 11: mostrar a velocidade a que um computador moderno pode funcionar, se não for atrasado por más opções. O PowerToys Command Palette está prestes a ganhar um novo modo "lightning-fast" que promete torná-la ainda mais rápido do que o desastroso Windows Search nativo.

Tal como o PowerToys Run (com atalho: Alt + Espaço), o Command Palette (atalho: Win + Alt + Espaço) funciona como um launcher: permite pesquisar ficheiros, abrir definições, executar comandos de sistema, lançar websites e até correr comandos de terminal. A ferramenta foi criada para substituir gradualmente o Run, embora ambas continuem disponíveis, já que oferecem experiências ligeiramente diferentes.
O Command Palette já funciona de forma bastante rápido, mas o novo modo lightning-fast que está a ser preparado reduz as distracções visuais e foca-se ainda mais num funcionamento instantâneo, removendo animações desnecessárias, e eliminando efeitos visuais que causavam "piscar" na lista de resultados.

Não deixará de ser irónico que esteja a dedicado todo esforço para fazer com que um utilitário rápido se torne ainda mais rápido - quando no resto do sistema há tanta coisa que funciona literalmente a passo de caracol, como a vergonhosa lentidão de abertura dos menus de contexto quando se clica no botão direito do rato, ou a péssima experiência de pesquisa nativa do Windows, que dá maior prioridade a um resultado do Bing do que a um ficheiro que temos localmente no computador.

Volvo apresenta EX60 no Porto

28-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Volvo apresentou o mais recente EX60 no Porto, dando o primeiro contacto com a sua grande aposta no segmento eléctrico.

A Volvo mostrou o mais recente EX60 no Porto, um automóvel eléctrico que pretende eliminar todas as dúvidas a quem ainda pudesse estar "receoso" de passar de um carro a combustão para um carro com bateria. Para tal, o EX60 chega com promessa de autonomias de até 810 km (620 km na versão base) e carregamento rápido - 340 km de autonomia em apenas 10 minutos graças à arquitectura de 800V e velocidade de carregamento de até 400 kW. E do lado da tecnologia, não falta integração com o Gemini, e a habitual aposta na segurança com a estreia do novo cinto de segurança multiadaptativo.
Para os puxadores das portas a Volvo optou por uns curiosos puxadores em forma de "asa", fixos, que têm a vantagem de serem mais aerodinâmicos e dispensam a actuações motorizadas.
O cinto de segurança multiadaptativo é uma evolução dos sistemas de pré-tensionamento, conseguindo ajustar a força de retenção do cinto tendo por base inúmeros parâmetros como o peso e altura do condutor / passageiro, velocidade do veículo, ângulo do impacto, etc. para minimizar o risco de lesões.
O EX60 também usa tecnologia "Mega Casting" para criar sub-secções do chassis numa única peça, em vez das centenas de peças individuais que tinham que ser soldadas.
Mantendo a tradição, a Volvo também vai disponibilizar uma versão Cross Country, mas que só ficará disponível no próximo ano (2027).

Os preços começam nos 67.906 euros para a versão base, indo até aos 88 mil euros se se optar pela versão mais potente e se carregar nos extras, como bancos em couro, jantes de 22", etc.

Hyundai IONIQ 9 disponível em pré-venda com oferta de pack viagem

28-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

O novo Hyundai IONIQ 9 já está disponível em Portugal na versão Calligraphy, totalmente equipado e com oferta de pack viagem, a partir de 62.500 euros + IVA.

O novo SUV topo de gama 100% elétrico Hyundai IONIQ 9 afirma-se no mercado pelas três filas de bancos, combinando uma habitabilidade superior com um design inovador e tecnologias elétricas de vanguarda. Integrando a gama ao lado dos premiados Hyundai IONIQ 5 e Hyundai IONIQ 6, o IONIQ 9 desempenha um papel central na ambição da marca de disponibilizar 23 modelos elétricos até 2030, oferecendo aos consumidores uma oferta diversificada e adaptada às diferentes necessidades de mobilidade sustentável.

Com um design exterior "aerosthetic" elegante, o IONIQ 9 funde inovação aerodinâmica com uma estética futurista, alcançando um coeficiente aerodinâmico de apenas 0,259 Cd quando equipado com espelhos digitais e jantes de 19 polegadas. No interior, proporciona uma experiência lounge distinta, graças a configurações avançadas de bancos, piso totalmente plano e à consola deslizante Universal Island 2.0, garantindo conforto e versatilidade máximos. O requinte é elevado a um novo patamar com o sistema Active Noise Cancelling-Road (ANC-R), vidros acústicos e pneus com redução de ruído, criando um ambiente de condução excecionalmente silencioso e relaxante.
Construído sobre a plataforma elétrica E-GMP, o IONIQ 9 integra uma bateria de 110.3 kWh e arquitetura de 800V, permitindo carregamentos ultrarrápidos e uma autonomia estimada até 620 km (WLTP). A experiência tecnológica é reforçada pelo primeiro Hyundai AI Assistant, que proporciona controlo por voz intuitivo e interação inteligente com o veículo, enquanto as funcionalidades e serviços digitais permitem atualizações remotas e personalização do infotainment, padrões de iluminação e funções adicionais de condução, elevando a conectividade e a experiência a bordo a um novo nível.

Com arquitetura elétrica de 800 volts e capacidade de carregamento ultrarrápido até 350 kW, o IONIQ 9 permite carregar a bateria de 10 a 80% em apenas 24 minutos, oferecendo máxima conveniência para viagens longas e utilização familiar intensiva.

O novo Hyundai IONIQ 9 já está disponível em pré-venda no mercado nacional a partir de 62.500 euros + IVA na versão Calligraphy, totalmente equipado, com 6 cores exteriores em opção e oferta do pack viagem, aos primeiros clientes, que inclui barras de tejadilho, mala de tejadilho e sidestep. As primeiras entregas deverão ocorrer durante o mês de março.

[Pela Estrada Fora]

Bug no Outlook faz desaparecer ponteiro do rato

27-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Quase parecendo uma piada de 1 de Abril, um novo bug no Outlook pode fazer desaparecer o ponteiro do rato.

A Microsoft confirmou que está a investigar um bug na versão clássica do Outlook para desktop que faz desaparecer o ponteiro do rato durante a utilização. O problema começou a ser reportado há quase dois meses, com vários utilizadores a queixarem-se de que a aplicação se torna praticamente inutilizável quando isso acontece.

Segundo a Microsoft, o ponteiro (e por vezes o cursor de texto) pode desaparecer ao mover-se sobre o interface do Outlook. Curiosamente, apesar de não ser visível, o sistema continua a reconhecer o movimento - por exemplo, os emails na lista mudam de cor ao mover o rato por cima desses elementos. O problema também terá sido observado noutras apps do Microsoft 365, como o Microsoft OneNote, em menor escala.

Apesar de já durar há meses, ainda não há previsão para uma correcção definitiva. A empresa pede que os administradores do Microsoft 365 abram um caso junto do suporte do Outlook e enviem logs de diagnóstico para ajudar na análise. Entretanto, existem três soluções temporárias: clicar num email quando o cursor desaparece (o que pode fazê-lo reaparecer), alternar para o PowerPoint e de volta ao Outlook, ou - a eterna solução - de reiniciar o computador.

Até que a situação seja resolvida, há que estar preparado para lidar com mais alguns insultos em voz alta, ou ratos atirados contra a parede, por quem é forçado a usar o Outlook - como frequentemente acontece em ambientes empresariais.

ATAboy é um adaptador USB para discos IDE antigos

27-02-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

O ATAboy é um adaptador open-source que permite ligar discos IDE antigos a PCs modernos via USB.

Quem tiver discos rígidos IDE (PATA) guardados numa gaveta - daqueles que ainda usam CHS e PIO Mode 0 - saberá que não há forma fácil de os ligar a um PC moderno, que só disponibiliza portas SATA e M.2. É precisamente isso que o ATAboy quer resolver. Criado por JJ Dasher, este interface open source faz a ponte entre IDE e USB, permitindo aceder a discos antigos a partir de qualquer PC.

O funcionamento é directo: liga-se o disco IDE ao ATAboy, fornece-se alimentação externa e conecta-se o cabo USB-C ao computador atual. Através do terminal (como o PuTTY), surge um menu ao estilo "Award BIOS" onde é possível detectar automaticamente a geometria do disco ou introduzi-la manualmente. Depois de montado, o sistema reconhece o disco como dispositivo USB Mass Storage. A interface é USB 1.1, o que pode parecer lento em 2026, mas é mais que suficiente para discos que muitas vezes tinham apenas algumas centenas de megabytes.


No centro da placa está o Raspberry Pi RP2350, o mesmo SoC usado no Raspberry Pi Pico 2, com CPU dual-core Arm a 250 MHz. O ATAboy é compatível com discos IDE em modo CHS e LBA, embora esteja especialmente orientado para hardware mais antigo.

Para quem quer preservar dados, criar imagens de discos vintage ou simplesmente explorar retrocomputação, o ATAboy pode ser uma solução prática e acessível. É possível comprar a placa por cerca de 50 dólares, ou replicar o projecto de raiz (esquemas, lista de componentes e firmware estão disponíveis no GitHub), assim como os planos para uma caixa impressa em 3D.

O maior problema é que existem adaptadores genéricos IDE/SATA - USB que se podem comprar por pouco mais de 10 euros - embora nem todos possam ter suporte total para os discos mais antigos, como o ATAboy.

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