PlanetGeek
№ 01

Entertainment Space para substituir o Google Discover / Feed (nos tablets)

A Google vai finalmente dar algum tratamento diferenciado aos tablets Android, preparando um novo Entertainment Space para substituir o Google Discover / Feed.

Temos boas e más notícias para quem tem um tablet Android. A boa notícia é que a Google finalmente parece ter ganho consciência de que os tablets merecem um tratamento que não se limite a tratá-los como um smartphone em ponto grande, e para isso está a preparar um ecrã completamente renovado de acesso a informação recomendada para os utilizadores. A má notícia é que este novo Entertainment Space irá passar a ocupar o lugar do ecrã à esquerda do ecrã principal, que era ocupado pelo Google Discover / Feed.

Este novo espaço pretende agregar conteúdos dos diversos serviços que os utilizadores subscreverem, como Netflix, YouTube e outros, e divide-se por três áreas: vídeos, jogos e ebooks. A ideia é que os utilizadores possam simplesmente dar um salto a este espaço, e descobrir novas coisas para ver, jogar, ler; ou simplesmente para retomarem as coisas que estavam a fazer, de forma mais rápida do que tendo que saltar para as apps respectivas.
Isto pode também ser visto como uma forma da Google tentar controlar os conteúdos sugeridos, em vez de deixar que isso fique a cargo dos respectivos serviços - embora por agora não seja explicado se sera possível continuar a ter acesso ao Google Feed, caso o utilizador assim o prefira (se bem que, da forma que o Google Discover tem estragado as sugestões, não sei se ainda haverá muitas pessoas dispostas a depender dele).

Por agora a Google anuncia que este Entertainment Space será estreado em tablets da Walmart, sendo expandido a mais tablets mais para o final do ano.

№ 02

Jailbreak de AirTags já permite mudar endereço a visitar

As AirTags da Apple já foram sujeitas às habituais experiências por parte dos curiosos, que já permitem fazer o "jailbreak" das mesmas e alterar o seu firmware.

Depois da conversão das AirTags em cartão e do modo developer, temos um investigador que já conseguiu modificar o seu firmware.

Por agora a modificação não foi muito radical, limitando-se a alterar o endereço URL associado à AirTag em NFC. Este endereço normalmente direcciona o utilizador (ou quem encontrar uma AirTag perdida) para o site de "perdidos e achados" da Apple; mas neste caso foi alterado para direccionar o utilizador para outro site - ao estilo do que se pode fazer com qualquer tag NFC programável.

Built a quick demo: AirTag with modified NFC URL 😎

(Cables only used for power) pic.twitter.com/DrMIK49Tu0

— stacksmashing (@ghidraninja) May 8, 2021

Será uma questão de tempo até que se explore mais a fundo o firmare das AirTags e potencialmente se ganhe acesso a mais parâmetros internos e potenciais alterações; e resta saber se isto irá "incomodar" a Apple ao ponto de dificultar este tipo de operações na próxima revisão que fizer ao hardware.

№ 03

Malware XCodeGhost chegou a 128 mihões de iPhones em 2015

O caso Epic vs Apple revelou informação referente a uma das maiores campanhas de hacking nos iPhones, indicando que o malware XCodeGhost chegou a 128 mihões de iPhones em 2015.

A plataforma iOS da Apple é tida como "segura", com alguns casos ocasionais de malware que chega às apps por via de blocos de código de terceiros ou, mais raramente, através de vulnerabilidades 0-day que são usadas em ataques (como no célebre caso de hacking de activistas que ficaram com os iPhones infectados com uma simples mensagem via iMessage). Mas, uma das que afectou os iPhones em mais larga escala, foi o caso XCodeGhost em 2015, que agora emails da Apple confirmam que chegou a 128 milhões de iPhones.

O XCodeGhost foi um caso curioso, pois tratou-se de um ataque de hacking que foi lançado através da disponibilização de uma versão infectada do XCode, o sistema de desenvolvimento da Apple necessário para criar apps iOS. Estas versões infectadas foram disseminadas em fóruns, e tornavam-se apelativas a quem procurava uma forma mais rápida para fazer download desse software. Mas, como efeito secundário, todas as apps geradas por este XCode infectado, levavam malware incluído, tendo acabado por infectar mais de 2500 apps que foram disponibilizadas na App Store.

Felizmente, as capacidades do malware eram limitadas e não permitiam o acesso a informação privada - ou os hackers não chegaram ao ponto de implementar essas funcionalidades mais avançadas - pelo que o ataque acabou por não ter consequências gravosas. Ainda assim, os emails internos da Apple detalham as dificuldades em lidar com um caso de tal magnitude, referindo que se fosse necessário enviar um email para todos os utilizadores afectados, iriam demorar uma semana ou mais a enviar os 128 milhões de emails.

№ 04

De uma colaboração a um retrato da solidão

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BOYS NOIZE e JAKE SHEARS já não colaboravam desde 2012, ano da edição de "Magic Hour", o quarto e último álbum dos Scissor Sisters, do qual o DJ alemão foi um dos produtores. Depois disso, tinham criado um tema ouvido numa festa caseira do vocalista da banda, mas ainda numa versão demo e esquecido durante anos... até que BOYS NOIZE acabou por encontrar o disco onde estava guardado e voltou a trabalhá-lo.

"ALL I WANT" deve menos à house francesa que inspirou boa parte das produções de Alex Ridha e tem antes raízes na house de Chicago, com a batida metronómica e a voz em registo spoken word a fazerem a ponte entre 2021 e finais dos anos 80. A canção devolve Shears a ambientes electrónicos, regresso já sugerido pela explosiva "Meltdown" depois de um álbum de estreia homónimo mais contido e a explorar outros territórios.

Mas embora seja um single eficaz para as pistas, "ALL I WANT" arrisca-se a ficar ofuscado pelo videoclip, realizado por Dan Streit (Charli XCX, Mac DeMarco), que propõe um retrato simultaneamente satírico e melancólico da obsessão pelo corpo e pela imagem, entre a busca pela perfeição impulsionada pelas redes sociais e um dia a dia solitário. Aguardemos as remisturas, já garantidas e a cargo de Purple Disco Machine, de DJ Tennis e do próprio BOYS NOIZE, numa versão NRG.

№ 05

Fabricantes automóveis abdicam dos extras tecnológicos para escaparem à falta de chips

O cenário da falta de chips está obrigar os fabricantes de automóveis a medidas drásticas, como a redução e remoção de alguns extras tecnológicos que se tinham tornado comuns nos últimos anos.

Nos últimos anos os carros têm tido cada vez mais componentes tecnológicos, que incluem coisas como ecrãs digitais no painel de instrumentos, espelhos retrovisores com ecrãs, e toda uma série de outros luxos electrónicos. Só que o panorama actual de escassez de chips está a força-los a reconsiderar essas opções, com diversos fabricantes a "andarem para trás" e regressarem aos sistemas mais antigos.

A Renault deixou de oferecer um painel digital de grandes dimensões no seu recente SUV Coupé Arkana, a Peugeot também regressou aos mostradores analógicos no 308, e a Nissan reduziu drasticamente o número de modelos pré-equipados com sistema de navegação. Praticamente todas as marcas estão a reservar os chips para os seus modelos mais dispendiosos, e fazendo com que na restante gama esses equipamentos digitais fiquem disponíveis apenas como extras opcionais em vez de serem incluídos de origem.
Não deixa de ser caricato que, estando-se a falar de automóveis de valor de 30, 40 ou 50 mil euros (ou mais), tudo possa ser posto em causa pela falta de chips que custarão alguns euros (ou cêntimos, nalguns casos). Mas, é um cenário que demonstra bem a importância da cadeia de fornecimento, e onde até o chip mais insignificante se pode tornar no "elo mais fraco" que impede a produção e consequente venda de um automóvel de valor imensamente superior.

№ 06

Messenger chega aos 5 mil milhões de downloads na Play Store

O Messenger torna-se na terceira app não-Google a chegar aos 5 mil milhões de downloads na Play Store, completando um trio vitorioso para o Facebook.

Se atingir a marca dos mil milhões de downloads pareceria algo impensável há uns anos, hoje em dia já temos várias apps a cruzar a marca dos 5 mil milhões de downloads em Android. Mas, esse número torna-se ainda mais exclusivo quando se excluem as apps da Google, e o Messenger do Facebook torna-se na terceira app a fazê-lo, seguindo-se à app do Facebook em 2019 e o WhatsApp em 2020.
Com esta actualização o Messenger torna-se na 14ª app a entrar no clube dos 5 mil milhões de downloads, mas em que a grande maioria delas são - como referido - apps da Google que são incluídas de origem na maioria dos equipamentos Android, como a app da Google, Gmail, Google Maps, YouTube, etc.

Por outro lado, é também a constatação de como estes gigantes tecnológicos, apesar de todas as polémicas e críticas, continuam a ser de utilização imprescindível para grande parte dos utilizadores.


P.S. Continua a ser absurdamente ridículo o facto de na Play Store ser impossível ver o tamanho de uma app, sendo dito que "varia com o dispositivo". Custaria assim tanto dizer, como acontece na secção das compras in-app, que "pode ocupar entre X e Y megabytes"?
№ 07

Headphones Corsair HS60 Pro a €54.99

Se gostam de ouvir todos os detalhes nos jogos, sem limitações de volume independentemente da hora do dia ou da noite, uns headphones gaming como estes Corsair HS60 Pro podem fazer toda a diferença.

Quer seja para poderem jogar jogos de guerra recheados de explosões às altas horas de madrugada, ou para facilmente comunicarem com os demais jogadores da vossa equipa, uns headphones gaming com microfone tornam-se num acessório indispensável. No caso destes Corsair HS60 Pro, temos direito às almofadas com espuma visco-elástica para maior conforto, e conta com o microfone amovível para que não fique a incomodar quando os quiserem utilizar apenas como headphones.
Estes Corsair HS60 Pro estão disponível por 54.99 euros na Amazon Espanha.

Se procurarem algo mais em conta podem espreitar os Corsair HS35 a 39.90 euros; ou se tiverem um pouco mais de liberdade orçamental e apreciarem graves que se podem sentir, podem considerar os Corsair HS60 Haptic a 99.99 euros - que já por cá passaram e nos surpreenderam pela positiva.

Todos eles têm em comum o microfone amovível, e os controlos (mute, volume, etc.) directamente nos headphones, dispensando a necessidade de um dongle pendurado no cabo.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

№ 08

Processadores Qualcomm com nova falha de segurança


Descoberta nova falha de segurança que afeta os processadores da Qualcomm.

A Check Point Research (CPR), área de Threat Intelligence da  Check Point Software Technologies Ltd., fornecedor líder especializado em soluções de cibersegurança a nível global, identificou uma vulnerabilidade de segurança na gama de chips Mobile Station Modem (MSM) da Qualcomm, incluindo a versão 5G. Presente em quase 40% de todos os telemóveis do mundo, os MSM da Qualcomm estão na maioria dos dispositivos Android – até nos topo de gama, de marcas como a Google, Samsung, LG, Xiaomi e OnePlus. O chip é responsável pela comunicação móvel destes dispositivos, encarregando-se ainda de funcionalidades como a gravação de alta definição.

 

A vulnerabilidade de segurança permitiria que um atacante injetasse um código malicioso no chip MSM da Qualcomm, partindo do próprio sistema operativo Android. Depois, dar-lhe-ia acesso ao histórico de chamadas e SMS, permitindo ainda que o hacker ouvisse as conversas telefónicas do utilizador. Além disso, o atacante poderia desbloquear o SIM do dispositivo, ultrapassando, assim, as limitações impostas pelos fornecedores.

 

Sistema operativo Android, a porta de entrada

Os chips MSM da Qualcomm têm 2 interfaces primárias:

  1. Chip comunica com a rede móvel, como o 5G
  2. Chip comunica com o sistema operativo Android

 

A maior parte dos esforços, tanto de cibercriminosos, como de especialistas de segurança, procuram utilizar indevidamente o chip MSM da Qualcomm do lado da rede móvel. Contudo, a última investigação da Check Point Research focou-se na segunda interface, comprovando que o sistema operativo Android pode ser um ponto de entrada para o MSM.

 

A app maliciosa que fica invisível

Se explorada com sucesso, a vulnerabilidade revelada pela CPR pode permitir a qualquer aplicação maliciosa esconder a sua atividade no âmbito dos próprios chips, tornando-a completamente invisível para o sistema operativo Android ou quaisquer que sejam as medidas de segurança que este tenha. Por outras palavras, assumindo que o telemóvel está infetado com uma aplicação maliciosa, esta pode tirar proveito da falha de segurança para “esconder” grande parte das suas atividades, “debaixo” do sistema operativo do próprio chip. 

 

Chips para dispositivos móveis são frequentemente considerados bens preciosos para os ciberatacantes, especialmente os fabricados pela Qualcomm. Um ataque aos chips da Qualcomm tem o potencial de afetar centenas de milhões de telemóveis no mundo,” começa por dizer Yaniv Balmas, Head of Cyber Research at Check Point Software Technologies. “Ainda assim, pouco ou nada se sabe sobre as vulnerabilidades destes chips, devido à dificuldade no seu acesso e inspeção. Acredito que a nossa última investigação seja um enorme salto nesta área, uma vez que tem sido historicamente difícil para os especialistas de segurança inspecionar o código do modem. A nossa esperança é que a nossa investigação possa abrir portas para que outros especialistas possam ajudar a Qualcomm e outros fornecedores a criar chips melhores e mais seguros. Para os utilizadores de Android, a minha mensagem principal é que atualizem os sistemas operativos dos seus dispositivos.”

 

Dicas de segurança para os utilizadores de Android

  1. Tenha sempre o sistema operativo atualizado. Os dispositivos móveis devem estar sempre protegidos com a última versão do sistema operativo para que a exploração de potenciais vulnerabilidades seja prevenida.
  2. Utilize apenas fornecedores de aplicações oficiais. Instalar apps partindo apenas de fornecedores oficiais reduz a probabilidade de descarregar um malware móvel.
  3. Possibilite a limpeza remota. Ative esta funcionalidade no seu telemóvel para que a probabilidade de perder dados sensíveis seja minimizada.
  4. Instale uma solução de segurança no seu dispositivo.

 

A equipa da Check Point Research fez chegar as suas conclusões à Qualcomm, que confirmou o problema, notificando os respetivos fornecedores. A vulnerabilidade recebeu a seguinte classificação: CVE-2020-11292. 
№ 09

Clubhouse lança app para Android

Depois de se ter estreado como exclusivo iOS, o Clubhouse lança finalmente uma app para Android - numa altura em que o número de downloads caiu drasticamente.

O Clubhouse, serviço de salas de áudio que obteve um sucesso viral durante a fase de confinamento da pandemia Covid-19, está finalmente a tentar apelar aos utilizadores Android com a sua chegada à Play Store, mas limitada aos EUA e designada como Early Access, o que indica que parece ainda não haver confiança para que seja lançada em versão definitiva a nível global (quem estiver com pressa, pode sempre recorrer ao APK Mirror).

Embora o serviço tenha feito sucesso, talvez em parte devido ao factor "exclusividade", em que o acesso só era possível mediante o convite de quem já tivesse acesso, a verdade é que também não esteve isento de críticas. Para começar, o serviço exigia o acesso à lista de contactos dos utilizadores (o que, para mim, foi logo factor de eliminação), e o facto de ter tratado os utilizadores Android como utilizadores de "segunda classe" também não terá ajudado.
O que é certo é que esta chegada ao Android parece ser mais um acto de desespero do que um sinal de boa vontade. Depois de ter obtido quase 10 milhões de downloads no mês de Fevereiro, em Abril esse número já caiu para menos de 1 milhão. Motivo que certamente terá pressionando o Clubhouse a, finalmente, olhar para a plataforma Android. Só que, neste altura, já outros concorrentes começaram a oferecer serviços idênticos, como o Twitter com os seus Twitter Spaces. Pelo que, quem não apreciar ter sido "esquecido" pelo Clubhouse, poderá agora pagar-lhes da mesma forma.

№ 10

How to Discover What is the PHP Fastest Array Sort Method

By Manuel Lemos
There are many ways to sort arrays, so they can present the data inside them in a way that is more convenient for the kind of processing that applications need to perform.

This package can help developers determining what can be the best method to sort arrays by testing each of the supported method by the package.

Then it can return information about the speed of processing of each of the methods to help developers deciding which is the best method for their purposes.
№ 11

Musk anuncia satélite lunar pago em Dogecoin

Elon Musk parece querer recuperar a queda das Dogecoin durante a apresentação do SNL, e anuncia uma missão à Lua paga nessa criptomoeda.

Num daqueles tweets que nos faz verificar, por várias vezes, se estamos no dia 1 de Abril, Musk anunciou que a SpaceX irá lançar um satélite Doge-1 para a lua no próximo ano, com a missão a ser paga em Dogecoin, a sua criptomoeda de eleição que nos últimos meses teve uma subida astronómica.

SpaceX launching satellite Doge-1 to the moon next year

– Mission paid for in Doge
– 1st crypto in space
– 1st meme in space

To the mooooonnn!!https://t.co/xXfjGZVeUW

— Elon Musk (@elonmusk) May 9, 2021
A missão marcará também outras estreias espaciais, como: a primeira criptomoeda no espaço e o primeiro meme no espaço - se isso valer de alguma coisa.

Até ao momento este anúncio parece não ter tido ainda nenhum efeito "astronómico" na Dogecoin, que perdeu cerca de 30% durante a sua apresentação do Saturday Night Live, mas nestas coisas é sempre imprevisível saber o que poderá acontecer. Há alguns meses a Dogecoin valia $0.05, agora vale mais de $0.5 (depois de já ter estado nos $0.7) - quem poderá antever se por altura da sua ida até à Lua, o valor poderá subir mais umas centenas de vezes? Uma coisa é certa, seria extremamente caricato se a criptomoeda de brincar acabasse por vir a superar todas as criptomoedas ditas sérias, e se tornasse na criptomoeda com maior valor de mercado.

№ 12

Zoom com acesso a API secreta no iPad

A Apple volta a ser apanhada em contradição, ao disponibilizar acesso a APIs secretas ao Zoom no iPad para fazer multitasking com a câmara.

Numa altura em que decorre o caso Epic vs Apple a propósito da App Store, e onde a Apple por várias vezes tem assegurado que trata todos os developers como iguais, volta a verificar-se que isso não corresponde à realidade. Recentemente descobriu-se que havia alguns developers com acesso especial a uma API que permitia fazer a gestão das subscrições na App Store - e que a Apple acabou por remover quando isso começou a circular nas redes sociais. E agora descobre-se que existem outros programas de acesso especial.

Um developer ficou surpreendido ao descobrir que o Zoom no iPad tem acesso à câmara mesmo quando está em modo multitasking split-view - algo que teoricamente não devia ser permitido, nem está acessível para as apps. Mas, mais uma vez, parece que existe um programa secreto, disponível apenas para alguns developers seleccionados, que permite que algumas apps possam ter vantagens sobre apps concorrentes.

Normalmente, o acesso à câmara é desactivado em modo multitasking, para impedir que uma app possa abusar e continuar a captar imagens quando está em segundo plano; mas havendo, obviamente, casos em que tal poderá ser vantajoso, como será o caso de ter uma app de videoconferência a funcionar enquanto se quer aceder a outras coisas, como ter um browser aberto, ou ver os slides de uma apresentação. A questão volta a ser: se assim é, porque motivo isto não está claramente descrito para todos os developers, e fica reservado apenas para alguns com tratamento preferencial, por intermédio de uma API secreta e reservada?

Pode ser que a Apple se digne a responder ao longo do processo que deverá prolongar-se até ao final do mês.

№ 13

Amplificadores AV com dificuldade em lidar com consolas 4K a 120Hz

A Denon, Marantz e Yamaha estão a ter problemas nos seus amplificadores AV com HDMI 2.1 quando ligados com a consolas em 4K a 120 Hz.

Estar na linha da frente das novas tecnologias nem sempre é tão simples quanto se desejaria. A mais recente geração de consolas, como a Xbox Series X e a PS5, vieram abrir o caminho aos jogos em 4K em frequências de 120Hz, possibilitadas pelo HDMI 2.1 que também permite resoluções 8K - mas quem as estiver a fazer passar pelos seus amplificadores AV pode enfrentar problemas. Apesar de alguns dos problemas poderem ser causados por cabos que não estão preparados para lidar com estas resoluções e frequências, parece haver também problemas a nível da própria interpretação dos sinais HDMI.

Tanto a Denon como a Marantz estão a dizer que, para alguns dos seus modelos, será necessário recorrer a um adaptador externo SPK618 HDMI para corrigir os sinais (cuja única vantagem é que será disponibilizado gratuitamente); enquanto a Yamaha recomenda que as consolas sejam ligadas directamente ao televisor, com o áudio a ser enviado para o amplificador via eARC.
Pormenores a ter em conta para quem estiver a pensar investir ou tirar partido dos jogos 4K a 120 fps numa consola e respectivo televisor e amplificador AVR.

№ 14

Chevy Bolt continua a incendiar-se apesar da correcção por software

Apesar de uma actualização por software para tentar evitar incêndios, a preocupação continua, com mais um caso de um incêndio num Chevy Bolt já actualizado.

O problema dos incêndios espontâneos nas baterias nos automóveis eléctricos, apesar de não dever ser descontextualizado (diariamente há milhares de carros a combustão que se incendeiam) continua a ser motivo para preocupação. Ainda recentemente falamos da Hyundai abandonar o Kona / Kauai na Coreia por achar que já não consegue recuperar a credibilidade desse modelo; e apesar da GM já ter feito uma recolha de 68 mil Bolts para efectuar uma actualização, fica agora posta em causa se a actualização será suficiente.

A GM tem feito todos os possíveis por evitar uma dispendiosa substituição das baterias nos Bolt, em vez disso dizendo que resolveu o problema através de software - algo que na prática acabou por ser a aplicação de um limite máximo de 95% no nível da carga. Só que há um novo caso de incêndio que parece demonstrar que o problema da bateria não tem a ver apenas com o nível de carga máxima, ocorrendo até em baterias com nível de carga muito inferior, e até quando se tem o carro desligado do carregador.
Esta pessoa raramente carregava o carro a 100%, normalmente limitando-se a fazê-lo até um nível de 70-80% precisamente para evitar a degradação das baterias, e até desligava o carro do carregador em casa quando atingia esse nível. No entanto, há outro aspecto que parece ser comum a outros casos de incêndio nos Bolt, que é o facto de esperar para atingir um nível de bateria baixa antes de o carregar. Algo ao estilo das pessoas que esperam que o seu smartphone chegue a um nível de bateria reduzido antes de os recarregarem, para minimizarem os "ciclos de carregamento", apesar das baterias sofrerem menos ao serem recarregadas parcialmente mesmo que estejam com um nível ainda elevado (por exemplo, a 40-50%).

Independentemente de tudo isto, a GM pode estar com um grande sarilho entre mãos, e que - como ficou demonstrado neste caso - não poderá ser resolvido apenas com uma limitação do nível de carregamento máximo.

Por agora, para quem tiver um carro eléctrico, será recomendável considerar a instalação de um detector de fumo na garagem, se ainda não tiver um. E de preferência com capacidade para alertar o dono imediamente no smartphone.

№ 15

Xiaomi volta a apostar nos tablets

Segundo referências descobertas no MIUI Home, a Xiaomi prepara um trio de tablets topo de gama para breve.

Os recentes iPad Pro com chip M1 podem ter incentivado a Xiaomi a fazer nova aposta nos tablets de segmento superior, com referências no MIUI Home a terem revelado que a marca está a trabalhar em três tablets com nome de código "nabu", "enuma" e "elish"; sendo que dois deles poderão ser variantes de um mesmo modelo (potencialmente com tamanhos de ecrã diferentes).
Todos eles deverão dar uso a ecrãs LCD IPS de 2560x1600 a 120Hz, e chipsets Snadpragon da série 855, 865 ou 870. O facto da Xiaomi optar por LCDs e não por ecrãs OLED sinaliza que deseja manter os preços dentro da patamares mais acessíveis - embora seja possível que esteja a preparar uma surpresa e também anuncie que estes tablets terão ecrãs mini-LED com local dimming, ao estilo do que a Apple fez no seu recente iPad Pro de 12.9.

Tendo em conta que o Mi Pad 4 já conta com três anos de existência, será uma actualização muito bem vinda.

№ 16

Novo Nissan Qashqai começa nos 29 mil euros

A Nissan acaba de anunciar a terceira geração do Qashqai para o mercado nacional, que estreará um modelo e-Power e com preços a começar nos 29 mil euros.

Com mais de 56 mil unidades vendidas em Portugal desde o seu lançamento em 2007, o Nissan Qashqai é o líder do segmento C-SUV há 14 anos, no nosso mercado.

Para esta nova geração, a Nissan manteve os princípios das duas anteriores gerações do Qashqai: formas elegantes, habitáculo espaçoso e grupo motopropulsor eficiente, combinados com uma elevada qualidade e uma experiência de condução de segmento superior. Graças à nova plataforma CMF-C da Aliança, o novo Qashqai volta a elevar a fasquia no segmento de crossovers com uma verdadeira mostra de inovação, tecnologia e engenharia avançada.


A estrutura da gama para Portugal mantém os habituais 5 graus de equipamento: Visia, Acenta, N-Connecta, Tekna e Tekna+. Os preços estão escalonados desde os 29 mil euros para a versão base de gama até aos 43 mil euros para o topo de gama Qashqai Tekna+ com caixa Xtronic. Oito pacotes adicionais de equipamento permitem que o cliente possa personalizar o seu novo Qashqai de acordo com as suas necessidades e preferências.

Apoiando o objectivo da Nissan de alcançar 50% de vendas com base em modelos electrificados na Europa até 2024, o novo Nissan Qashqai não só estará disponível com um motor 1.3 DiG-T a gasolina equipado com tecnologia mild-hybrid, como também representa a estreia europeia da motorização e-POWER (disponível mais tarde), que tira partido das tecnologias presentes no Nissan LEAF.

[Artigo publicado originalmente no Pela Estrada Fora]

№ 17

Previsão de tempo com um Arduino Opla IoT kit

O Arduino Opla IoT kit quer servir de porta de entrada ao mundo do IoT, e não faltam projectos como este da previsão do tempo, para mostrarem as suas potencialidades.

Hoje em dia não faltam proposta de microcontroladores aptos para projectos de IoT - como o popular ESP8266 ou ESP32 - mas quem preferir o Arduino pode contemplar dar logo um salto em grande e optar pelo Opla IoT Kit, que custa 99 euros mas vem com um formato curioso que inclui um pequeno ecrã circular, que o pode tornar bastante apetecível para projectos que se deseje manter à vista de todos.

A página do kit propõe desde logo uma série de projectos, incluindo coisas como controlo de iluminação, alarme doméstico, termostato inteligente, ou estação meteorológica, mas não faltam outros projectos que também demonstram as bases necessárias para que se possa fazer praticamente tudo o que se desejar em termos de apresentar informação disponibilizada por serviços da internet, como demonstra este projecto que o transforma num ecrã capaz de mostrar a previsão meteorológica para os próximos dias.

Pessoalmente, acho que lhe daria uso para exibir a produção de energia solar, tirando partido da sua cor para poder ver à distância se estava a gerar energia em quantidade suficiente (verde), em quantidade abaixo do consumo actual (azul), ou com produção reduzida inferior a um limite mínimo definido (vermelho). É certo que se pode fazer o mesmo (e muito mais) com um tablet, mas onde é que estaria a piada nisso? :)

№ 18

Musk no SNL com Dogecoin em queda e publicidade a outras marcas de automóveis eléctricos

Elon Musk foi o apresentador convidado do programa Saturday Night Live (SNL) desta semana, com alguns efeitos secundários curiosos.

Quando se pensava que este episódio com Elon Musk, que por diversas vezes tem causado grandes saltos na criptomoeda Dogecoin, poderia ser acompanhado de um novo salto histórico que a fizesse subir para valores ainda mais improváveis, tivemos precisamente o efeito oposto, com a Dogecoin a cair cerca de 30%. Do valor máximo de $0.73, a Dogecoin regressou por momentos aos $0.50, antes de estabilizar um pouco acima, nos $0.53 - ainda assim valor dez vezes superior ao que tinha há pouco mais de um mês.
Outro fenómeno curioso, é que praticamente todas as marcas automóveis tiraram partido da presença de Elon Musk no SNL para comprarem blocos publicitários a promoverem os seus carros eléctricos. Enquanto Musk se aventurava na apresentação do SNL, o público foi bombardeado com publicidade ao Audi E-tron, Ford Mustang Mach-E, Volkswagen ID 4, e também ao Lucid Air - este último sendo de uma empresa criada pelo antigo engenheiro chefe que esteve à frente da concepção do Model S da Tesla - e que também promete autonomias superiores a 800 km e acelerações capazes de bater a Tesla.

Bem, se algum dia os "biliões" de Elon Musk se dissiparem e as suas ideias se esgotarem, pode sempre contemplar uma carreira como apresentador de programas televisivos.




№ 19

SpaceX faz lançamento Starlink com Falcon 9 usado pela 10ª vez

A SpaceX atinge novo marco histórico, ao reutilizar um foguete Falcon 9 pela décima vez num lançamento Starlink.

Temos novo lote de 60 satélites Starlink no espaço, que nas próximas semanas se irão juntar à constelação já existente e reforçar a cobertura e capacidade do serviço de internet via satélite da SpaceX. Mas desta vez não é esse o factor de interesse; o que está em destaque neste lançamento é o facto de se ter utilizado um foguete Falcon 9 que já tinha voado até ao espaço nove vezes, sendo este o seu 10º lançamento.

Este mesmo Falcon 9 já tinha sido usado no lançamento da cápsula Crew Dragon até à ISS, no lançamento RADARSAT, no SXM-7, e mais seis lançamentos Starlink. E, como já se tem tornado rotineiro, também voltou a aterrar com sucesso na plataforma flutuante "Just Read the Instructions".

A este ritmo, podemos marcar o próximo marco para celebração para o 20º lançamento de um Falcon 9?


№ 20

Foguete chinês Long March 5B já caiu

O foguete chinês Long March 5B já fez a sua reentrada descontrolada, entre as 2h e 3h da manhã, potencialmente fazendo cair alguns destroços sobre Portugal e Espanha.

Com a maioria da superfície do nosso planeta a ser ocupada pelos oceanos, as probabilidades de algo cair sobre o solo são sempre reduzidas, e ainda menos quando se fala de zonas habitadas, que representam uma pequena fracção dessa área. Ainda assim, com a sorte que temos, ficamos mesmo em risco de levar com peças do foguete Long March 5B que no final de Abril transportou mais um módulo para a estação espacial chinesa em órbita.

⚠️UPDATE: Based on the last pass over Europe and external information, #EUSST confirms that object CZ-5B R/B re-entered the Earth’s atmosphere on 2021-05-09 at 02:32 UTC ±25 min. #Tianhe #LongMarch5B

— EUSST (@EU_SST) May 9, 2021
Já foi confirmado que o foguete fez a sua reentrada entre as 2h e 3h da manhã de hoje (9 de Maio), numa altura que sobrevoava a península Ibérica.

Normalmente, existe a preocupação de fazer com que os foguetes de uso único façam uma reentrada sobre o oceano, para evitarem zonas habitadas. Mas desta vez este foguete chinês ficou literalmente abandonado em órbita e de forma completamente descontrolada, dificultando o processo de prever quando e onde cairia. Apesar de ser esperado que se desintegrasse por completo na reentrada, trata-se de um dos maiores foguetes de actualidade, com 21 toneladas, fazendo temer que alguns destroços pudessem chegar ao solo e provocar danos.

Veremos se nos próximos dias surgem relatos, mas seria simpático que, em futuros lançamentos - independentemente de quem os faça - ficasse assegurado que este tipo de coisa não volte a acontecer e que exista o cuidado de não atirar "lixo" espacial para cima de quem quer que seja.

Alerta adicional: No caso de alguma vez se depararem com algum tipo de destroço espacial, será recomendável manterem a distância. Existem foguetes que utilizam combustíveis altamente tóxicos, cujo contacto pode ser extremamente prejudicial ou até mesmo mortal.

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