PlanetGeek
№ 01

RedMagic 6 com ecrã de 165Hz

Enquanto nos vamos habituando aos smartphones com ecrãs de 90Hz e 120Hz, a RedMagic aposta já nos 165Hz para o seu próximo RedMagic 6.

Os smartphones têm servido de pioneiros nalgumas áreas, por exemplo, chegando ao ponto de terem ecrãs com resoluções superiores às que se encontram na maioria dos portáteis - que por esta altura já deveriam ter abolido por completo os modelos com ecrãs abaixo do Full HD. Mas, para além da resolução, também têm estado â frente na frequência de actualização, que nos PCs, durante décadas esteve estagnada nos 60Hz.

Temos visto cada vez mais smartphones adoptarem frequências de 90Hz e 120Hz, até mesmo em modelos que não são directamente vocacionados para o segmento "gaming", e poderá ter sido isso que levou a RedMagic a puxar um pouco mais pelo seu próximo RedMagic 6, aplicandolhe um ecrã AMOLED de 6.8" de 165Hz (com multitouch a 360Hz e single-touch a 500Hz). É um modelo que virá com um Snapdragon 888 e 8GB de RAM, com 12GB de RAM no modelo Pro. Curiosamente, na bateria o modelo Pro fica atrás do modelo não-Pro, com uma bateria de 4500mAh vs uma de 5050mAh, embora venha com carregamento rápido de 120W(!) em vez dos 66W do modelo base.

Na China os preços irão começar nos 490 euros para o modelo base, e nos 570 euros para o modelo Pro - o que os torna bastante competitivos para smartphones gaming com este hardware. Mas, teremos que aguardar pelo evento de apresentação global a 16 de Março para saber que tipo de preço se poderá esperar para o mercado ocidental.

№ 02

Falha no ownCloud para Windows 10 pode eliminar gigabytes de ficheiros

Recordando os riscos da cloud, até mesmo nas clouds dos próprios utilizadores, um bug no ownCloud para Windows 10 podia resultar em ficheiros eliminados.

O ownCloud é um sistema que está disponível gratuitamente para quem deseja criar a sua própria cloud (falamos dele em 2011). Os seus utilizadores têm acesso a todo um conjunto de funcionalidades avançadas entre as quais se encontram os virtual files, que são o que causaram esta falha.

Os virtual files permitem aos utilizadores ver os ficheiros do ownCloud no seu sistema Windows, apesar deles não estarem lá fisicamente. Esse ficheiros apenas são descarregados quando vão ser usados, permitindo que uma pessoa com um computador que tenha apenas 512GB de disco continue a poder ter acesso fácil a terabytes de ficheiros que tenha no seu ownCloud. Mas infelizmente, desta vez isso correu mal.
Devido a uma actualização no Windows 10 e na forma como lida com a integração de sistemas de ficheiros em cloud, criou-se um cenário falta para os utilizadores ownCloud. O sistema de ficheiros virtuais falhava ao criar esses ficheiros, fazendo que da vez seguinte que se arrancasse o sistema, o ownCloud pensasse que tivessem sido eliminados e sincronizava essa eliminação apagando-os também da própria cloud.

Já foi disponibilizada uma versão actualizada do cliente ownCloud para Windows 10 que evita esta situação, mas poderá já ser tarde para muitos utilizadores. Um dos nossos leitores frequentes revelou que isto lhe limpou 600GB de dados no seu ownCloud, e que nem sequer ficaram disponíveis no "lixo" para que pudessem ser facilmente recuperados.

№ 03

Temporizador para descansar os olhos com Arduino

Ideal como projecto para iniciados no Arduino, e também como alerta funcional para quem passa o dia em frente a um computador, este Eyesight Guardian avisa quando está na altura de tirar os olhos do ecrã.

Quem passa o dia sentado em frente a um monitor sabe que é recomendável levantar-se e esticar as pernas a intervalos regulares, e também que deverá tirar os olhos do ecrã e olhar para pontos mais distantes por alguns segundos. Uma das regras populares é a "20-20-20", que diz que a cada 20 minutos se deve passar pelo menos 20 segundos a olhar para algo a 20 metros de distância (focar um ponto no horizonte também serve), e é isso que este Eyesight Guardian tenta garantir que façam.

Embora não faltem técnicas mais simples para conseguir este objectivo, desde simples alertas com um temporizador no relógio ou smartphone, a apps mais específicas, este Eyesight Guardian recorre a um Arduino e um pequeno ecrã, para garantir que este alerta está permanentemente visível sem depender de apps externas.


Pessoalmente, faria apenas uma pequena alteração no formato físico, para que continuasse a poder ser encaixado no monitor, mas com o pequeno ecrã a ficar posicionado para cima, para não obstruir nenhuma parte do monitor.

№ 04

Os curiosos ciclocópteros com asas rotativas

Estamos habituados que os drones e aeronaves usem hélices para voar, mas há quem explore outras alternativas menos convencionais como os ciclocópteros.

Todos conhecemos os helicópteros e as suas "asas" rotativas, mas no caso dos ciclocópteros (ou ciclogiros) o sistema é ainda mais curioso - ao ponto de fazer com que, quem aviste um a voar, provavelmente o considere um OVNI.

O sistema não é utilizado na aviação, mas têm sido várias as experiências feitas com drones que tentam mostrar que pode ser uma alternativa viável às hélices, produzindo menor ruído, permitindo atingir velocidades superiores, com maior resistência ao vento - e com a vantagem acrescida de que este sistema funciona ainda melhor em escalas reduzidas, o que tem feito aumentar o seu interesse no uso de drones e potenciais transportes pessoais aéreos.

Fiquem com um vídeo que mostra um destes exemplares (e que também servirá para irem treinando russo :).


№ 05

Galaxy S21 Ultra fica aquém do esperado no DxOMark

O mais recente Galaxy S21 Ultra da Samsung obteve uma pontuação DxOMark abaixo do Galaxy S20 Ultra do ano passado.

É considerado implícito que, a cada nova geração, um smartphone seja melhor que a geração anterior. No entanto, servindo para demonstrar o patamar em que estamos e a dificuldade em conseguir melhorias significativas em algumas áreas, temos o curioso caso do novo Galaxy S21 Ultra da Samsung, que acabou por ter uma pontuação DxOMark inferior à do modelo S20 Ultra que veio subsstituir.
Apesar das melhorias teóricas que as novas câmaras deveriam proporcionar, o S21 Ultra ficou-se por uma pontuação global de 121 pontos, face aos 126 pontos do S20 Ultra. Estes valores fazem com que o modelo do ano passado ainda se consiga manter na 10ª posição da tabela, enquanto o S21 Ultra mais recente se fica pela 17ª posição - seguramente não sendo o resultado que a Samsung estaria à espera, e com a culpa a ser atribuída à dupla de câmaras com teleobjectivas, que segundo os testes, não oferecem vantagens significativas face à geração anterior, e por vezes resultam em efeitos indesejados devido ao processo de combinação das imagens de ambos os sensores.

Pela parte positiva, muitas destas falhas serão coisas que poderão ser corrigidas via software, pelo que será tecnicamente possível que a Samsung possa melhorar substancialmente os resultados por intermédio de actualizações - assumindo que irá dedicar os devidos recursos a essa função ao longo dos próximos tempos.

No topo da tabela DxOMark, temos o Huawei Mate 40 Pro+ com 139 pontos, Huawei Mate 40 Pro com 136 pontos, Xiaomi Mi 10 Ultra com 133 pontos, e Huawei P40 Pro com 132 pontos.

№ 06

Peak Design acusa Amazon de copiar bolsa com vídeo divertido

Não é segredo que a Amazon tem por hábito copiar os produtos mais vendidos e lançá-los sob a sua própria marca - mas no caso de uma bolsa da Peak Design isso foi algo que não passou sem resposta.

A Peak Design lançou um vídeo divertido onde exibe o potencial processo criativo da Amazon para criar uma bolsa que diz ser uma cópia descarada da sua Everyday Sling. Uma bolsa que não só é idêntica visualmente para qualquer pessoa que se digne a olhar para ambas, como nem sequer faz qualquer questão de o tentar disfarçar, ao ter exactamente o mesmo nome "Everyday Sling" (não fosse a Amazon perder a oportunidade de apresentar a sua bolsa a todos os que procurassem pela original.
Se fosse o caso contrário, era de imaginar que uma qualquer empresa seria imediatamente enterrada em processos litigiosos com a Amazon e desapareceria sem deixar rasto. Mas como neste caso é a Amazon a copiar, vai ser interesse ver se as repercussões se ficam por ter que lidar com um vídeo divertido sobre um assunto sem graça nenhuma.


№ 07

iMac Pro chega ao fim

Quem quiser um iMac Pro terá que se despachar, pois a Apple terminou a produção e já só tem as unidades que permanecem em stock.

O iMac Pro foi lançado em 2017 como variante mais poderosa para quem queria um computador potente com CPU Intel Xeon, mas a Apple diz que actualmente a maioria dos utilizadores profissionais opta por escolher o iMac de 27" lançado em Agosto com CPU até Core i9 e 128GB de RAM, ou o Mac Pro. Por isso mesmo, deixa de disponibilizar os iMac Pro com alterações, vendendo apenas as unidades que ainda restam em stock.
É uma medida que não será grande surpresa, considerando que depois dos primeiros Macs com chip M1, é esperado que a Apple aplique o mesmo tratamento ao resto dos seus computadores, com variantes ainda mais poderosas do seu próprio chip.

Por outro lado, estes planos poderão sofrer interferência pelo facto de existir falta de capacidade de produção para todos os chips, o que tem levado à escassez de chips, levando ao atraso no lançamento de produtos (veja-se o que tem acontecido com as Nvidia RTX 3070 e 3080), e também ao aumento dos preços - que se diz que em breve irão começar a afectar os SSDs (que até ao momento estavam a resistir bem) e tudo o mais.

№ 08

Porsche apresenta Taycan Cross Turismo

A Porsche apresentou finalmente o Taycan Cross Turismo, uma variante do Taycan 100% eléctrico melhor equipado para enfrentar o "todo-terreno" urbano.

O Porsche Taycan Cross Turismo surgiu do interesse revelado por um dos protótipos que a marca criou após revelar o design do Taycan, e demonstrando que o mercado continua a exigir este estilo de SUV com pinta de todo-o-terreno apesar de ser pouco provável que alguma vez algum dos seus donos tire as rodas do asfalto por mais que breves momentos.
O Taycan Cross Turismo mantêm um tejadilho mais horizontal que resulta em mais espaço interior (mais 9 cm para a cabeça nos lugares traseiros), e maior espaço de carga na mala. A suspensão foi ajustada e deixa esta variante 20 mm mais alta que o Taycan normal, que pode ser elevada ainda mais através da suspensão pneumática, e existe até um pack "Off Road" que adiciona algumas protecções da carroçaria e que eleva a altura em mais 10 mm. Algo que será mais útil para facilitar as entradas e saídas do condutor e passageiros, do que para transpor obstáculos fora de estrada.
Ao estilo do Taycan normal, teremos quatro variantes do Cross Turismo, e insistindo na anacrónica e pouco ajustada referência "Turbo":
  • Taycan 4 Cross Turismo
  • Taycan 4S Cross Turismo
  • Taycan Turbo Cross Turismo
  • Taycan Turbo S Cross Turismo
A aceleração dos 0-100 km/h é de apenas 2.9s para o Turbo S, 3.3s para o Turbo, 4.1s para o 4S e 5.1s para o Cross Turismo base. Todos eles equipados com dois motores e tracção às quatro rodas.

O preço começa nos 97 mil euros para o Taycan Cross Turismo, 116 mil euros para o 4S, 160 mil euros para o Turbo, e 195 mil euros para o Turbo S. Mas claro, estamos a falar da Porsche, e numa rápida simulação com "full extras", não foi difícil adicionar mais de 70 mil(!) euros de extras ao Taycan Cross Turismo, incluindo coisas como 381 euros para a chave do veículo pintada na cor do carro e 516 euros pelo Porsche Electric Sport Sound.

Ou seja, com o preço dos extras dava para se comprar um Tesla Model 3 Performance, onde os únicos extras possíveis são a cor, e escolher o Autopilot FSD.

№ 09

Câmaras Phantom TMX podem gravar a 1.75M de fps

A Vision Research apresentou duas novas câmaras de alta-velocidade Phantom TMX, que podem atingir a incrível velocidade de 1.75 milhões de frames por segundo.

Relembrando o quanto os modos de vídeo de "alta-velocidade" dos smartphones têm que andar para apanhar as verdadeiras câmaras de alta-velocidade, estas Phantom TMX 7510 e TMX 6410 podem atingir velocidades de 1.75 milhões de frames por segundo e 1.51 milhões de fps respectivamente, e estreiam um sensor CMOS BSI que melhora a captação de luz.

Como é habitual neste tipo de câmaras, a sua velocidade está directamente dependente da quantidade de linhas/pixeis que se lê, pelo que a utilização dos fps máximos limita a resolução a algo como 1280x32 pixeis ou 640x64 pixeis. Mas, isso não quer dizer que se fique mal servido, pois mesmo na resolução máxima de 1280x800 pixeis, podemos gravar a 76 mil fps ou 65.9 mil fps.


O fabricante faz também questão de referir que, ao contrário do que acontece em muitos smartphones onde os supostos 1000 fps que consegue gravar são muitas vezes à custa de interpolação de velocidades inferiores, nestas câmaras estamos a falar de capturas feitas realmente com o framerate que é indicado, sem batotas.

№ 10

AppGallery da Huawei com bons resultados em 2020



Pese embora todas as dificuldades, a AppGallery da Huawei registou bons resultados em 2020.

A HuaweiAppGallery, um dos três principais mercados de aplicações a nível mundial, alcançou alguns marcos relevantes um ano após o anúncio do plano de expansão do seu ecossistema móvel, apresentado no Mobile World Congress 2020. A plataforma conta agora com 2,3 milhões de programadores registados, um aumento de 77% face ao ano passado, e uma audiência diversificada de 530 milhões de utilizadores mensais ativos.

 

Esta plataforma registou também um desenvolvimento de 384,4 mil milhões de aplicações, que foram distribuídas em 2020, o que representa mais 174 mil milhões do que no ano anterior. Os jogos estão na vanguarda desta expansão, registando um aumento significativo de aplicações disponíveis na Huawei AppGallery. Em comparação com o ano passado, os utilizadores da Huawei têm agora uma oferta mais diversificada de aplicações de jogos, o que significa um crescimento de 500% face a 2019. Um patamar que coloca os utilizadores da AppGallery entre os primeiros em todo o mundo a ter oportunidade de experimentar novos jogos, tais como o AFK Arena, Asphalt 9: Legends, Clash of Kings e muitos outros outros.  

 

Os números da AppGallery chegam um ano depois de Richard Yu, CEO da Huawei Consumer Business, revelar a visão da Huawei de tornar a AppGallery numa plataforma de distribuição de aplicações aberta e inovadora acessível aos consumidores de todo o mundo.

 

Zhang Zhe, Diretor de Parcerias Globais & Negócios de Eco-desenvolvimento na Huawei Consumer Business Group, afirmou que os números são a prova do progresso contínuo da AppGallery como um mercado de aplicações verdadeiramente global. "No final de 2019, existiam 25 países em todo o mundo que tinham mais de um milhão de utilizadores na Huawei AppGallery. Este número cresceu agora para 42 e continua a registar um forte crescimento nos mercados da Europa, América Latina, Ásia Pacífico, Médio Oriente, e África. Não se trata apenas de quantidade, ou o facto de o número de aplicações integradas com o HMS Core ter mais do que duplicado num ano, mas é também a prova de que mais programadores estão à procura das capacidades da Huawei para impulsionar a inovação e proporcionar melhores experiências aos seus utilizadores", acrescentou o Zhang Zhe.

 

Estratégia "Global + Local" da AppGallery: ajudar os programadores locais a utilizarem uma plataforma global

 

A Huawei AppGallery concentrou os seus esforços em trabalhar com programadores tanto à escala local como global, de forma a conseguir levar as aplicações mais relevantes aos seus utilizadores, ajudando também a aumentar o número de programadores que trabalham com a plataforma. Ao longo do último ano, a Huawei AppGallery tem incluído aplicações globais, como o HereWeGo e Bolt (transportes), LINE e Viber (comunicações) e ainda outras aplicações populares, tais como o Booking.com, Deezer e Qwant.

 

Como parte desta estratégia, a Huawei está também a aproveitar a sua experiência na China para ajudar os programadores de todo o mundo a entrar no lucrativo mercado de aplicações desse país. Considerada uma sociedade 'mobile-first', a China é o lar de mais de 904 milhões de utilizadores de Internet móvel com um número estimado de downloads de aplicações superior a 100 mil milhões. Nos últimos 12 meses, a Huawei já ajudou mais de mil programadores estrangeiros a entrar na crescente economia móvel na China.

 

Apps como a PicsArt foram das primeiras a beneficiar da posição da Huawei no mercado móvel da China, registando agora mais de 300 milhões de downloads na China Continental. FaceTune 2 e Mondly registaram sucessos semelhantes, arrecadando 2,2 milhões e 350 mil downloads, respetivamente.

 

Além disso, a AppGallery ajudou ainda mais de 10.000 aplicações chinesas a entrar nos mercados estrangeiros para diversificar ainda mais a experiência global dos utilizadores. Plataformas populares como a Banggood, um dos maiores fornecedores de serviços de comércio eletrónico transfronteiriço, puderam beneficiar da posição única da Huawei. A Banggood através de uma campanha de marketing conjunta com a Huawei AppGallery conseguiu, mesmo números impressionantes, com mais de 60.000 novos downloads e 1.000 novos assinantes em três semanas.

 

Outros exemplos de aplicações chinesas que atingem audiências globais através da AppGallery incluem a Pascal's Wager, a Rise of Kingdoms: Cruzada Perdida e a Noite de Lua Cheia.

 

AppGallery: um dos 3 maiores mercados de aplicações a nível mundial

 

A Huawei AppGallery é um ecossistema inteligente e inovador que permite aos programadores criar experiências únicas para os seus consumidores. Através do HMS Core as aplicações são integradas em diferentes dispositivos, proporcionando mais conveniência e uma experiência mais suave – uma funcionalidade que faz parte da estratégia "1+8+N" da Huawei.

 

O objetivo da Huawei para a AppGallery é torná-la uma plataforma de distribuição de aplicações aberta e inovadora, acessível aos consumidores, que assegura a sua privacidade e segurança, ao mesmo tempo que proporcionando uma experiência única e inteligente. Sendo um dos três principais mercados mundiais de aplicações, a AppGallery oferece uma grande variedade de aplicações globais e locais em 18 categorias, incluindo navegação e transporte, notícias, meios de comunicação social, e muito mais. 
№ 11

EFF arrasa FLoC da Google

A Google está a propor um novo sistema - FLoC - para suceder aos cookies dos browsers, mas a EFF não está convencida que isso seja do interesse dos utilizadores.

Todos os abusos cometidos por conta dos cookies nas últimas décadas levou a que os mesmos estejam prestes a ser erradicados para efeitos de tracking, ficando confinados a cada site e sem possibilidade de revelar dados a outros sites ou serviços. É algo que está a preocupar todos os envolvidos no "bilionário" sector da publicidade online (só em 2020 a Google facturou quase 150 mil milhões de dólares à conta da publicidade), e que tem dado origem a várias propostas. Do lado da Google, chega a promessa de que deixará de seguir os utilzadores, enquanto simultaneamente avança com um novo sistema alternativo aos cookies, o FLoC.

Se à partida poderiam já ficar desconfiados de ter um dos maiores interessados em fazer tracking dos utilizadores a propor uma alternativa e a dizer que não vão fazer tracking, não estão sozinhos. A EFF (Electronic Frontier Foundation) também está, e diz que o FLoC continuará a ser terrível para os utilizadores.

A ideia do FLoC é deixar de fazer o tracking dos utilizadores a nível individual, como acontece actualmente, e em vez disso criar grupos de interesses que englobem centenas de utilizadores. Se tecnicamente isso significa que não há tracking individualizado, a EFF relembra que, para todos os efeitos - da Google e demais empresas poderem continuar a apresentar publicidade direccionada para utilizadores tendo em conta os sites que visitaram - as coisas continuam na mesma. Argumenta a EFF que na era pós-cookies a questão não será encontrar uma nova alternativa que continue a permitir fazer o mesmo que se fazia com os cookies, mas respeitar os utilizadores e aceitar que estes não queiram estar a ser analisados a cada passo que dão na internet ou em cada coisas que fazem numa app.

Numa vertente mais "leve", esperemos que sirva também para que se acabe de uma vez por todas com os irritantes e inconsequentes popups de aceitação dos cookies que nos habituamos a clicar em cada site que se visita.

№ 12

Correr, orar, amar

Ladyhawke.jpg

"Wild Things", o álbum mais recente de Pip Brown AKA LADYHAWKE, já foi editado há cinco anos, mas não deverá faltar muito para que chegue finalmente um sucessor. Depois de ter colaborado com os australianos PNAU, em "River", a neozelandesa revelou a amostra inicial do quarto disco, ainda sem título e com edição apontada para os próximos meses.

"GUILTY LOVE" resulta de mais de uma colaboração, desta vez com os BROODS, outro nome que ajudou a despertar atenções para a pop electrónica da Nova Zelândia na década passada. Single orelhudo com refrão trauteável à primeira, soa a descendente do enérgico "Anxiety" (2012), o segundo álbum de Brown, mais virado para o rock através do reforço das guitarras. Mas também não faltam sintetizadores numa canção que celebra o amor e a liberdade depois de uma adolescência limitada por alguns dogmas.

Inspirado nas experiências da autora e de Georgia Nott, a metade feminina da dupla convidada, enquanto mulheres católicas, e em particular na culpa e repressão que dizem ter sentido ao crescerem, o tema conta com acompanhamento visual à altura num videoclip que segue o dia a dia e a cumplicidade de duas raparigas de um colégio interno católico. O resultado tem qualquer coisa de "Amizade Sem Limites" (1994), embora a jornada seja bem mais optimista do que a de Kate Winslet e Melanie Lynskey nesse filme de Peter Jackson, outro conterrâneo:

№ 13

Fita LED TV Ambilight com câmara a €69.99

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais para modelos maiores, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros, que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.
Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 69.99 euros na Amazon Alemanha.
Há também uma versão com fita LED para os 4 lados (ideal para TVs colocadas na parede) mas que está de momento indisponível.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens que estiverem a dar no ecrã, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependendem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


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№ 14

Robot subaquático move-se sem hélices nem barbatanas

Investigadores criaram um robot subaquático com impressionante destreza, capaz de se mover sem hélices nem barbatanas.

Criar um robot capaz de passar meses no oceano sem intervenção humana implica utilizar uma forma de propulsão ultra-eficiente. O ROUGHIE (Research-Oriented Underwater Glider for Hands-on Investigative Engineering) é um robot subaquático que o faz utilizando o princípio de "deslizar" na água, limitando-se a alterar a sua flutuabilidade e deixando que a sua asa fixa gere propulsão à custa dos movimentos ascendentes e descendentes. O sistema não é novo, tendo como vantagens a sua eficiência energética e ausência de componentes móveis, mas esta implementação resolve um dos problemas que lhe estava associado a baixa manobrabilidade.

Sem recurso a hélices e barbatanas, dar uma curva com um destes robots era algo que obrigava a ter muito espaço livre, impedindo o seu uso em locais mais limitados. Mas o ROUGHIE resolve isso com uma estrutura independente dentro do seu corpo cilíndrico que lhe permite fazer rodar o seu próprio corpo, alterando a orientação da asa como se fosse um avião, e assim podendo dar curvas num espaço muito mais reduzido. Segundo os investigadores, uma curva que tradicionalmente necessitaria de 10 metros de espaço pode agora ser feita em apenas 3 metros, possibilitando que robots deste tipo explorem locais que até aqui lhes estavam inacessíveis.


№ 15

Huawei P50 deve estrear sensor Sony de 1"

Com as câmaras a serem um dos principais elementos diferenciadores nos smartphones, a Huawei vai estrear um sensor Sony de 1" na família P50.

É inegável a evolução registada nas câmaras dos smartphones ao longo da última década. Das modestas câmaras com foco fixo às câmaras com auto-foco, estabilização de imagem, e com resolução e sensibilidade que pareceriam ser impossíveis de ter num smartphone. A gama P da Huawei tem servido para explorar alguns avanços neste campo, em parceria com a Leica, tendo já passado pela utilização de sensores monocromáticos, teleobjectivas telescópicas e, agora... para algo diferente.

Ao que parece, a Huawei vai ser a primeira a estrear os novos sensores Sony IMX800, os primeiros sensores de 1" para smartphones.

Main + ultra wide + tele
Main + Ultra wide + periscope
Main + Ultra wide + tele + periscope + ToF https://t.co/5IWs05O3p6

— Teme (特米)😷 (@RODENT950) February 24, 2021
O Sony IMX800 terá 50MP e filtro RYYB para melhor sensibilidade em baixa luminosidade, mas o grande destaque vai para a sua dimensão, que obrigará a soluções criativas para garantir que as suas objectivas não penalizem demasiado a espessura do smartphones.

Para o P50 Pro+ é esperado um conjunto com câmara wide, ultrawide, tele, periscópica com zoom óptico 20X (falta saber se será zoom variável), e sensor 3D ToF. O P50 Pro deve perder a câmara tele intermédia e ToF; e o P50 normal deverá ficar-se pelo wide, ultrawide e tele. No entanto, todos devem usar o IMX800 para a câmara principal, que deverá ser um dos pontos de destaque deste modelo.

Pena é que, enquanto a Huawei não voltar a ter acesso à Play Store e apps Google, os seus modelos continuarão a estar automaticamente eliminados da lista de considerações da maioria dos clientes ocidentais.

№ 16

Display volumétrico com ecrãs OLED transparentes

Se um ecrã OLED transparente é curioso, melhor ainda é juntar dez deles para criar um display volumétrico "holográfico".

Há décadas que se sonha com ecrãs capazes de mostrar conteúdos realmente em 3D, mas até ao momento só temos tido sistemas pseudo-3D que falham na criação da real percepção de profundidade. Mas neste caso, temos mesmo um display volumétrico capaz de mostrar coisas a diferentes níveis de profundidade, mais concretamente, em 10 níveis, tirando partido de 10 mini ecrãs OLED transparentes colocados uns atrás dos outros.

Sim, é certo que são ecrãs diminutos e com resolução reduzida (para manter o orçamento comportável), mas o efeito conseguido não deixa de ser impressionante, e faz-nos imaginar o que se poderá fazer quando tivermos ecrãs OLED transparentes de maiores dimensões a preço suficientemente reduzido para permitir replicar algo deste tipo em escala maior.


№ 17

Fita LED BlitzWolf BW-LT32 Ambilight com sensor a €18

A BlitzWolf tem uma nova fita LED para monitores e TVs que recorre a um sensor para acompanhar a cor do que estiver no ecrã e criar o efeito ambilight.

Utilizar uma fita LED RGB para coloca atrás do televisor ou monitor é uma técnica comum que ajuda a reduzir o cansaço visual, mas há quem prefira ter uma solução "ambilight" em que a cor acompanhe o que estiver no ecrã. É isso que faz a nova fita LED BW-LT32 da BlitzWolf, que fica disponível por um preço bastante simpático.
A fita LED BW-LT32 da BlitzWolf com sensor está disponível por apenas 18.88 euros, com envio Priority Direct por 3 euros.

Há fitas LED RGB que ficam dependentes de uma app para criarem o efeito ambilight, mas neste caso o conjunto é completamente autónomo, contendo um sensor que se deve ficar num dos lados do monitor ou televisor, e que se encarrega de "espreitar" a cor para a reproduzir na fita LED. Ter em conta que neste caso toda a fita se ilumina com uma única cor - não sendo equivalente ao efeito ambilight com cores diferenciadas para cada secção do ecrã (embora já existam soluções que recorrem a uma câmara para conseguir esse efeito, e que suspeito que seja uma questão de tempo até que também apareça no catálogo da BlitzWolf). Para um primeiro passo, para quem quiser ir um pouco mais além das fitas RGB fixas com ajuste manual - e tendo em conta o preço - esta já será uma excelente opção.


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№ 18

Primeiro tweet à venda via NFT já passa os $260K

Jack Dorsey está a vender o primeiro tweet do Twitter autografado, via NFT, e já há quem tenha oferecido mais de 260 mil dólares.

Recentemente falamos dos NFTs, que basicamente permitem autenticar conteúdos digitais (e não só) usando técnicas criptográficas semelhantes à das criptomoedas, e não demorou muito para surgir um serviço que se dedica à venda de tweets "autografados". Um serviço que está a ser utilizado pelo próprio fundador do Twitter para vender o primeiro tweet publicado na rede em 2006:

just setting up my twttr

— jack (@jack) March 21, 2006
O tweet está a ser leiloado na plataforma Valuables e, neste momento, o valor ia em 267 mil dólares:
Desperdício de dinheiro? Investimento sagaz? Isso só o tempo dirá, mas não me admirava que daqui por algum tempo este tweet esteja a ser revendido por um valor superior.

Refira-se que a plataforma Valuables é aberta a todos, pelo que quem achar que tem tweets valiosos poderá também autenticá-los e vendê-los (e não, a plataforma não permite autenticar repetidamente um mesmo tweet para que seja vendido múltiplas vezes - depois de estar vendido, só o novo dono é que o poderá transferir para uma outra pessoa; é esse o princípio básico dos NFTs e que está na base da sua utilização para este efeito).

№ 19

How to Implement Better PHP REST API Exception Handling Adding More Details About the Exception Context

By Manuel Lemos
Exceptions are special kind of class that is useful to pass details of errors that may happen within an application.

Usually exception classes carry information about the errors that includes an error message and an error code that can be useful to help applications to treat the errors in a a more convenient way for its users.

This package extends the information that is usually stored in an exception class. It adds details like the HTTP status code, request body and request URL, which may be useful for instance to generate error logs for applications that implement APIs.
№ 20

Tesla encerra fóruns - dá protagonismo aos grupos locais

A Tesla surpreendeu os fãs e clientes, pela negativa, com o anúncio de que irá encerrar os seu fóruns a 15 de Março.

A 15 de Março os fóruns da Tesla, onde muitos milhares de clientes podiam apresentar problemas e esclarecer dúvidas, deixará de aceitar novas questões e comentários. Em seu lugar, a Tesla propõe a utilização de uma nova plataforma a que chama Tesla Engagement Platform, que na prática se limita a ser um blog corporativo onde a Tesla publicará notícias, e onde as pessoas poderão comentar, mas não criar novos tópicos ou questões, como acontecia nos fóruns.

É desde logo óbvio que o objectivo não é criar uma alternativa aos fóruns, e o motivo que terá levado a Tesla a isto é a de não se querer preocupar com a questão da moderação, já que os seus fóruns eram constantemente acossados por trolls. Custa a crer que uma empresa que tem um valor de mercado de mais de 500 mil milhões de dólares não pudesse investir alguns recursos na moderação dos seus fóruns, disponibilizando um local para as dúvidas legítimas dos seus clientes - ou que implementasse um sistema de auto-moderação com voluntários (pois garantidamente iriam haver pessoas que o fariam sem qualquer contrapartida monetária) - mas parece que a Tesla não está com vontade de seguir por esse caminho.

É uma opção que também acaba por dar maior protagonismo aos grupos locais, como o Tesla Club Portugal - que até está em processo de se tornar uma associação sem fins lucrativos - e que tem cumprido com essa função de esclarecer a apoiar todos os que têm um Tesla ou simplesmente curiosidade sobre os carros da marca.

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