PlanetGeek
№ 01

Google, Microsoft, Apple e Mozilla removem certificado usado para espiar utilizadores no Cazaquistão

Os responsáveis pelos principais browsers removeram em conjunto um certificado de segurança do Cazaquistão que estava a ser usado para espiar os utilizadores da sua capital.

O governo estava a obrigar todos os operadores e utilizadores a instalarem o seu certificado de segurança para poderem aceder a sites como o Google, YouTube, Netflix, e outros - e com isso ganhando a capacidade para realizar ataques "MitM" em que podia espiar tudo o que os utilizadores faziam. No entanto esse certificado deixará de ser considerado válido pelo Chrome, Edge, Firefox e Safari, inviabilizando a tentativa de espionagem.

Esta não é a primeira vez que o governo do Cazaquistão recorre a este tipo de táctica, e desta vez justificando-a como sendo "um exercício de treino de cibersegurança" - embora não se perceba como é que um exercício de treino de cibersegurança poderá justificar expor a segurança de todos os cidadãos que estivessem a aceder aos principais sites na internet.

De qualquer forma, demonstra como aquilo que se considera ser seguro na internet acaba por ser bastante mais frágil do que se possa imaginar, no caso de se estar sob um regime que decida colocar as suas capacidades de monitorizar os cidadãos acima do livre acesso à internet.

№ 02

Delícia turca

Entre as muitas novidades que se acotovelam nos serviços de streaming, algumas com mais fama do que proveito, há pequenas surpresas que se arriscam a ficar fora dos holofotes. A série turca "ETHOS" é dos exemplos mais sintomáticos, estreada há poucas semanas sem alarido e das boas aquisições da Netflix da recta final do ano.

Ethos.jpg

Tendo Istambul e arredores como cenário, "ETHOS" revela um olhar perspicaz e enigmático, às vezes com um humor quase escarninho mas travado por uma escrita que tem uma óbvia empatia pelas figuras que acompanha, ainda que não se escuse de dar conta das suas falhas e preconceitos.

Berkun Oya estreia-se aqui como showrunner, assinando ainda o argumento e a realização, depois de um percurso como dramaturgo, e a ligação ao teatro ajudará a explicar o seu óbvio interesse pela palavra - e pelas falhas de comunicação entre personagens que às vezes partilham pouco mais do que a língua e a nacionalidade.

Mas a série não se limita a enquadrar uma sucessão de cabeças falantes (embora recorra muito ao campo/contracampo nas cenas de conversas) e tem ideias de cinema sugestivas, dos zooms frequentes nas sequências de exteriores à utilização da banda sonora (com direito a canções eurovisivas obscuras) para sublinhar a ironia ou os absurdos do quotidiano. E também se vale de um elenco coeso, em muitos casos excelente (Öykü Karayel, a protagonista, é um rosto a fixar e não admira que Oya lhe dedique tantos grandes planos) para uma radiografia inspirada do individualismo e dos acasos numa grande metrópole, através de uma estrutura narrativa em mosaico - partindo do dia a dia de uma empregada doméstica que procura respostas entre a fé e a psiquiatria.

Só é pena que, depois de um arranque envolvente, alguns episódios acabem por acusar a duração (cerca de uma hora), com o realizador a não ser tão certeiro a gerir o ritmo como a dirigir actores, além de apresentar algumas figuras cujo retrato parece ficar por terminar. O final, no entanto, reforça as qualidades de uma série que nunca deixa de ser interessante, mesmo quando o seu autor não separa o essencial do acessório.

3/5

№ 03

Bomba de brilhantes v3.0 volta a surpreender ladrões

A bomba de brilhantes anti-ladrões de Mark Robber está a tornar-se numa tradição natalícia, e desta vez contamos com uma versão 3.0 melhorada.

Mar Robber criou a primeira bomba de brilhantes para apanhar em flagrantes os ladrões que roubam pacotes da porta de casa das pessoas, e o sucesso foi tal que no ano seguinte voltou a fazer o mesmo. E agora, como diz o ditado, não há duas sem três, e temos mais uma dose de ladrões surpreendidos por levarem com uma chuva de brilhantes e também com baforadas de mau cheiro para os incentivar a deitarem a caixa fora o mais rapidamente possível.

Se acompanharam os projectos anteriores, saberão que a caixa conta com quatro smartphones que estão a enviar o vídeo para a cloud, para que fiquem sempre registados para a posteridade mesmo no caso da caixa ser destruída; mas na maioria dos casos a localização GPS permite a sua recuperação e reutilização.


№ 04

Airbus explora aviões a hidrogénio

Para não esperar mais pelas baterias com densidade energética suficiente, a Airbus vai explorar a utilização de hidrogénio para criar aviões sem emissões poluentes.

Embora nos últimos anos se tenham feito avanços a nível das baterias de estado sólido que começam a colocá-las no patamar em que potencialmente se tornarão adequadas para utilização em aviões comerciais, a Airbus vai explorar outro caminho, a da utilização de hidrogénio.

A utilização de hidrogénio em aviões faz-nos imediatamente recordar o desastre do dirigível Hindenburg, e ainda hoje, passados todos estes anos, é acompanhado por uma série de desafios para que possa dar garantias de utilização em segurança. O volume necessário para o seu transporte faz com que a forma mais adequada seria a dos aviões-asa, mas numa primeira fase a Airbus deverá optar por testar o sistema num avião de formato convencional.

Há ainda toda a questão subjacente do processo de produção de hidrogénio, que actualmente está dependente de combustíveis fósseis, mas que a Airbus espera que possa ser feito usando energias renováveis e de forma "limpa" à medida que o mundo se vai convertendo para essas fontes de energia. A Airbus diz que o primeiro avião comercial a hidrogénio poderá entrar em operação em 2035, e começar a eliminar o impacto ambiental que a aviação tradicional tem.

№ 05

MatePad vai ter ecrã OLED de 12,9"

A Huawei não abandona a sua gama de tablets, e o próximo MatePad vai adoptar um ecrã OLED de 12.9" e 120Hz.

Para acompanhar a próxima geração P50 a Huawei está a preparar uma actualização dos seus tablets MatePad, e parece estar tudo encaminhado para que mais uma vez se fique perante um tablet com tudo o que se possa pedir, incluindo um impressionante ecrã OLED de 12.9" e 120Hz e com margens reduzidas. A grande questão é que, à semelhança do que tem acontecido com os smartphones, também aqui assistiremos à transição do sistema Android para a variante PadOS do Harmony OS da Huawei.

Nos smartphones, a família P40 e Mate 40 trouxe-nos alguns dos melhores smartphones no mercado, infelizmente penalizados pela falta do acesso às apps e serviços da Google. E isso é algo que a transição para o Harmony OS poderá resolver, apesar do enorme esforço que a Huawei tem feito para atrair developers para a sua "app store", que semanalmente vai aumentando o lote de apps disponíveis. Para quem não fizer questão de usar serviços da Google - ou até fizer questão de não os utilizar - essa ausência não se fará sentir; mas nesta fase, é um elemento que ainda continua a ser eliminatório para a maioria dos utilizadores, e isso é comprovado pela forte quebra nas vendas da Huawei, que tem sido aproveitada pela Xiaomi.

Parece-me que para os P50 e estes novos MatePad, voltaremos a estar perante a infeliz situação: "era mesmo isto que eu queria... se viesse com acesso oficial à Play Store!"


Por: Carlos Martins
№ 06

Blob Opera da Google dá-nos opera na ponta dos dedos

A Google criou mais uma experiência musical que irá gastar horas de produtividade, com quatro simpáticos blobs capazes de cantar ópera.

Este Blob Opera permite-nos criar música que soa sempre bem arrastando os blobs para tocar diferentes notas e vogais - e quem não tiver grande inspiração pode simplesmente recorrer à lista de canções natalícias pré-definidas para escutar as capacidades vocais destes simpáticos artistas digitais.


Mais surpreendente, é que também suporta MIDI, abrindo todo um mundo de possibilidades. :)

FYI there is a completely different approach to this - blob opera listens for midi input devices, so if you use a loopMidi/IAC device you can feed the output of any sequencer into it (velocity codes for vowels). See this rendition of Tainted Love: pic.twitter.com/QNbFfOskIY

— Alex Weaver (@TheAlexWeaver) December 17, 2020

Guie o tom e o som da vogal das nossas quatro bolhas festivas que estão prontas para transformarem as suas ideias musicais nas mais belas harmonias. Grave a sua criação e partilhe com a família e amigos, especialmente com a pessoa que já parece ter tudo - pode ter certeza que esta será a sua primeira Blob Opera.

Esta experiência homenageia e explora o instrumento musical original: a voz. Desenvolvemos um modelo de machine learning treinado com as vozes de quatro cantores de ópera para criar uma experiência envolvente para todos, independentemente das suas habilidades musicais. O tenor, Christian Joel, o baixo Frederick Tong, meio-soprano Joanna Gamble e a soprano Olivia Doutney cantaram e gravaram durante várias horas. Na experiência, o utilizador não ouve as vozes deles mas sim a forma como o modelo de machine learning compreendeu como é o canto lírico com base no que aprendeu com os cantores líricos.

A experiência resultante permite que o utilizador toque Blob Opera, alterando o som dos tons e das vogais para criar a sua própria composição. Os blobs respondem e harmonizam-se em função dos inputs do utilizador e em tempo real. Mas não se preocupe se não estiver muito à vontade a compor: é possível o utilizador colocar os Blobs num desempenho festivo enquanto o próprio utilizador aprecia os grandes clássicos de Natal, como o "Jingle Bells" e "Holy Night".

№ 07

Como receber notificações da campainha de casa e automatizar recepção de encomendas

Receber encomendas quando não se está em casa pode causar grandes transtornos, mas a ajuda do Home Assistant e algumas automações, podemos criar um sistema que permite saber quando alguém tocou à campainha e deixar que o estafeta deposite os pacotes dentro da garagem. Como nos explica o meu amigo de longa data João Paulo.


Este artigo resultou do desafio lançado pelo Carlos Martins na sequência de um comentário que fiz neste artigo do AadM relativo à possibilidade dos drones virem a afectar a arquitectura das casas no futuro.

Na altura referi como automatizei o meu processo de recepção de encomendas quando não estou em casa, recebendo uma notificação quando tocam à campainha acompanhada por imagens de uma câmara, e podendo abrir temporariamente o portão da garagem para que lá possam deixar ficar os pacotes.

Começo por referir que a solução encontrada foi muito específica, por aproveitamento do ecossistema instalado, e não creio que seja o mais prático ou adaptável à maioria dos utilizadores (spoiler alert: no final vou dar dicas para outra solução mais simples e provavelmente de maior aplicabilidade prática aos interessados). Por outro lado isto não é um tutorial “passo a passo”, vou tentar apontar para algumas referências/links que poderão dar informações de base e exemplificar a minha implementação em particular.

Pré-requisitos

  • Home Assistant como solução de domótica [no meu caso um modesto RPI3 a correr Home Assistant OS];
  • Câmara(s) com cobertura da(s) área(s) que queremos observar que se encontrem integradas no Home Assistant [no meu caso umas básicas/baratas ZOSI 1080p], mas qualquer coisa serve desde que esteja integrada no HA;
  • Um botão de campainha convencional (botão de pressão) que promova um contacto seco e um par de fios para que leve esse contacto seco a bom porto;
  • Um Google Nest Mini / Google Home Mini integrado com o HA [para ser usada como campainha];
  • Um ESP8266 NodeMCU (podem comprar apenas 1, mas vistas as possibilidades futuras, tendo em conta o preço, não me parece que seja caro comprar um pack de 5) [+ 1 carregador USB para alimentar], com firmware TASMOTA e integrado no HA.

(diagrama simplificado de princípio de funcionamento)

A implementação

Sempre que tocam à campainha, o contacto seco é lido pelo ESP8266 NodeMCU, que publica a alteração de estado do “sensor” (de desligado para ligado) no HA.
No HA, tenho uma automação de acordo com a imagem seguinte (comentada):




Explicando a sequência anterior de acções, temos:
  1. Acordar o Google Home Mini (pelo sim pelo não)
  2. Definir som Google Home Mini para 100%
  3. Tocar "campainha.mp3" no Google Home Mini
  4. Capturar foto da câmara de entrada e guardar ficheiro JPG correspondente
  5. Enviar JPG via Telegram (para mim)
  6. Enviar JPG via Telegram (para a minha Maria) [evitável se tivesse criado um grupo, poupando repetir a acção, mas a preguiça é tramada]
  7. Aguardar 4 segundos (a explicação é que o mp3/"ding dong" demora esse tempo, não queremos interromper o toque com outra coisa, pois não?
  8. Enviar mensagem "Tocaram à Campainha" para o Google Home Mini, que a reproduz de forma audível.
  9. Reduzir volume do Google Home Mini para o valor habitual (50%)

A gestão do toque de campainha está feita, localmente ouve-se o ding-dong e "tocaram à campainha", remotamente recebo no Telegram a notificação e foto da coisa (e a "Maria" também)...

Se não está ninguém em casa para receber uma encomenda e o estafeta liga, logo à partida surpreende-se ao ouvir como primeiras palavras de comunicação "bom dia, estou a ver que está aí à porta para entregar uma encomenda...", seguida das simples instruções para deixar a mesma em segurança 😊… a “automação de recepção de encomendas” é feita da seguinte forma (optei por considerar um Script em vez de Automação, ainda que na prática funcionem de forma similar):


Explicando a sequência do script, temos:
  1. Mandar um impulso para o portão (como está fechado, começa a abrir)
  2. Começa a gravar um vídeo do que está a ser visualizado pela câmara do interior da garagem, com a duração de 40 segundos (gravando-a num ficheiro)
  3. Aguarda 11 segundos
  4. Envia novo impulso para o portão (como está em movimento de abertura, pára – portão fica meio aberto)
  5. Aguarda 15 segundos
  6. Envia novo impulso para o portão (como estava parado após movimento de abertura, portão começa a encerrar)

Tenho também, em paralelo, automações com notificações de abertura e encerramento do portão, que notificam também via Telegram, pelo que após fim do script, passados uns segundos recebo notificação de que o portão se encontra devidamente encerrado).

Esta é uma solução bastante específica, e para muitas pessoas poderá ser mais conveniente optar por outras opções. Por exemplo, poderá ser mais interessante ter a funcionalidade das notificações via Telegram em paralelo com qualquer sistema de campainha já existente, sem o modificar. Para esse efeito, podemos utilizar na mesma um ESP 8266 NodeMCU com firmware TASMOTA, e acrescentar um SW-420 vibration sensor.

(diagrama retirado deste site, com outra implementação distinta mas válido no presente caso)


A ideia é colocar o detector de vibração perto da campainha original (que deverá na maioria dos casos vibrar), servindo de trigger para o input do ESP 8266 NodeMCU, que similarmente ao que acontecia no exemplo inicial, perante vibração iria alterar o estado de "off" para "on" – lançando assim as acções previstas na automação respectiva.

Onde as campainhas não causem vibração, se as mesmas tiverem um LED, podemos substituir o sensor de vibração por um simples fotoresistor com efeitos práticos similares, ou seja, o fotoresistor tem de ser montado de forma a que a luz exterior não influencie os resultados (perfeitamente escuro), quando a campainha é despoletada e o LED acende, a variação de resistência é detectada pelo ESP 8266 NodeMCU, que notifica o HA. As possibilidades são ilimitadas.

Espero que este post possa ter contribuído para abrir a vossa mente a novas possibilidades e à criação de projectos simples e de custo reduzido, com a vantagem de poderem tornar as vossas habitações mais inteligentes.

№ 08

Hacker revela o que vê o Autopilot da Tesla

Espreitar o funcionamento de um sistema de visão como o do Autopilot é sempre interessante, e é o que podemos fazer graças a algumas habilidades especiais de um hacker que se tem dedicado aos Tesla.

O hacker conhecido como "green" conseguiu activar o modo de realidade aumentada do Autopilot, que adiciona às imagens das câmaras toda uma série de informação interna sobre aquilo que o Autopilot reconhece e "vê" nas imagens.

part 2 (stupid twitter 2:20 video limit) pic.twitter.com/ck1lDJHjPm

— green (@greentheonly) December 15, 2020
Esmiuçando os vídeos, podemos ver como o Autopilot identifica as linhas, postes e obstáculos, outros veículos, passadeiras, semáforos, e muitas outras coisas pelas quais passa nas estradas.

Só é pena que seja necessário recorrer a hacking para se ter acesso a esta informação; já que podia muito bem ser disponibilizada num menu de "testes" para todos aqueles que desejassem ver o funcionamento interno do modo Autopilot nos seus Tesla.

№ 09

Segurança nos automóveis - 50 anos de diferença

Uma colisão entre carros com 50 anos de diferença mostra os avanços que se fizeram a nível de proteger os ocupantes.

Hoje em dia os carros são feitos "para amassar", e qualquer colisão mesmo a velocidades médias, pode fazer com que o carro pareça ficar quase todo destruído - e fazer com que algumas pessoas pensem: "no meu tempo os carros eram muito mais resistentes". Pois bem, nada demonstra melhor essas diferenças do que ver o efeito de uma colisão entre um automóvel de 2009 e um de 1959. São 50 anos de diferença... que demonstram que ninguém gostaria de estar envolvido num acidente enquanto enfiado no carro mais antigo.


№ 10

Ganha uns earphones Xiaomi Redmi AirDots S

Para este mês de Dezembro preparamos uma dose reforçada de prendas para vos oferecer, e a prenda que temos hoje para dar são uns earphones Xiaomi Redmi AirDots S.
O abandono da ficha de headphones tradicional faz com que hoje em dia se torne obrigatório usar earphones Bluetooth, e por isso hoje temos para vos oferecer os interessantes Xiaomi Redmi AirDots S.


Para participarem basta apenas responderem à pergunta do dia, e se não a apanharem bastará ficar atento à pergunta do dia seguinte.

Passatempo do dia encerrado. Fica atento à próxima prenda.

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 11

Blob Opera para um Natal cheio de alegria


 Google lança Blob Opera para criarem um presente cheio de musicalidade. 

Guie o tom e o som da vogal das nossas quatro bolhas festivas que estão prontas para transformarem as suas ideias musicais (sendo boas ou más) nas mais belas harmonias. Grave a sua criação e partilhe com a família e amigos, especialmente com a pessoa que já parece ter tudo - pode ter certeza que esta será a sua primeira Blob Opera.

Esta experiência homenageia e explora o instrumento musical original: a voz. Desenvolvemos um modelo de machine learning treinado com as vozes de quatro cantores de ópera para criar uma experiência envolvente para todos, independentemente das suas habilidades musicais. O tenor, Christian Joel, o baixo Frederick Tong, meio-soprano Joanna Gamble e a soprano Olivia Doutney cantaram e gravaram durante várias horas. Na experiência, o utilizador  não ouve as vozes deles mas sim a forma como o modelo de machine learning compreendeu como é o canto lírico com base no que aprendeu com os cantores líricos. 

A experiência  resultante permite que o utilizador  toque Blob Opera, alterando o som dos tons e das vogais para criar a sua própria composição. Os blobs respondem e harmonizam-se em função dos inputs do utilizador e  em tempo real. Mas não se preocupe se não estiver muito à vontade a compor:  é possível o utilizador colocar os Blobs num desempenho festivo enquanto o próprio utilizador aprecia os grandes clássicos de Natal, como o "Jingle Bells" e "Holy Night".

A diversão criativa não termina aqui. O Google Arts & Culture também criou livros virtuais temáticos  para colorir. Encontre-os na próxima vez que pesquisar no Google por feriados de inverno, tais como, "Hanukkah", "Natal" e "Kwanzaa".

Se quiser aventurar-se ainda mais com outra experiência de machine learning, conheça o “The Never-Ending Holiday.”  Trata-se de vídeos curtos gerados pelo computador e inspirados no surrealismo que usam dados do Google Maps e do Street View para oferecer paisagens fascinantes da França, Itália e Espanha. Com as restrições de viagens  em vigor e o inverno a manter muitos de nós dentro de casa, estes vídeos podem levar o utilizador numa viagem a pontos de referência famosos e a costas distantes.

Esperamos que estas atividades - que podemos criar graças aos nossos parceiros - o ajudem a passar as férias inspirado e entretido. Para descobrir mais e  ficar atualizado sobre experiências e colaborações futuras no cruzamento de arte e da tecnologia, visite o website do Google Arts & Culture ou descarregue  a nossa aplicação gratuita para   Android ou  iOS.  
№ 12

How to Automate the Calls to a PHP CRUD API

By Manuel Lemos
CRUD interfaces are used very frequently by many applications to manipulate data stored in databases.

These CRUD interfaces may be used by Web page based applications or mobile applications calling an API.

This package simplifies the implementation of CRUD interfaces to be accessible via Web APIs, by providing basic functionality that most CRUD implementations need to provide.

This way you can implement Web page based or mobile applications in less time than if you had to implement a CRUD interface in more traditional ways.
№ 13

Ataque SolarWinds deixa EUA em estado de alerta

Investigadores descobriram um sofisticado ataque que infiltrou inúmeras agências e empresas norte-americanas, usando um componente de gestão infectado: o Orion da SolarWinds.

É certo e sabido que os ataques digitais são cada vez mais avançados, e quase sempre optam por apontar a sua mira ao elo mais fraco que lhes permite concretizar o seu objectivo. Neste caso, em vez de tentarem infiltrar directamente agências governamentais e grandes empresas de tecnologia, o ataque foi feito através do Orion da SolarWinds, software de monitorização e gestão de redes de grandes dimensões. Os atacantes conseguiram infectar uma das actualizações com malware e, por conta disso, tiveram entrada directa em dezenas (ou centenas) de organismos.


O caso fez disparar todos os alarmes, pois dava aos atacantes acesso às redes de agências como o US Treasury Department, US Department of Commerce’s National Telecommunications and Information Administration (NTIA), Department of Health’s National Institutes of Health (NIH), Cybersecurity and Infrastructure Agency (CISA), US Department of State, e até o Department of Homeland Security (DHS) - para não falar em muitas empresas, como a própria Microsoft. Microsoft que teve que entrar em modo de emergência para conter esta infiltração em tempo recorde.

Temos ainda a vertente caricata, da SolarWinds ser uma empresa que, contrariamente a muitas outras que disponibilizam grandes plataformas ou ferramentas, tem uma posição manifestamente contra o open-source, e acusava o open-source de ser um risco de segurança por facilitar que um atacante incluísse código malicioso no projecto. Pois bem, veremos se agora muda de opinião, após ter tido o seu código proprietário infectado a este nível assombroso... e que provavelmente poderia ter sido detectado e impedido de ser espalhado caso fosse um projecto open-source com milhares de olhos a ver o que estava a ser feito.

№ 14

Tubo LED luminoso RGB

Se procuram algo simples, barato e eficaz, para dar um toque especial de luz e cor a qualquer sala ou quarto, que tal este tubo com iluminação LED RGB configurável via app?

Existem inúmeros projectos faça-você-mesmo que são extremamente simples, e cujo resultado final impressiona pelo factor "apresentação". É precisamente isso que acontece com a deste tubo LED, que essentialmente se limita a ser uma fita LED RGB endereçável, que permite criar toda uma série de efeitos luminosos, mas que ganha efeito acrescido ao ser colocado num tubo preenchido com pedras de vidro, que servem para criar o efeito de iluminação difusa que lhe dá o toque especial.

Estamos a falar de componentes que custam apenas poucos euros cada, e que também por isso faz com que seja uma aposta segura até mesmo para quem se está a aventurar nestas actividades pela primeira vez.



№ 15

Aqva More faz a recirculação para evitar desperdício à espera da água quente

Há um projecto nacional - Aqva More - que pretende acabar com uma das grandes causas do desperdício de água diário: o de esperar que a água quente chegue à torneira ou chuveiro.

Já lá vai uma década desde que falamos de circuitos de recirculação de água, e mais de meia década sobre sistemas de aquecimento instantâneo. E infelizmente, o que é certo é que pouco ou nada parece ter mudado, com todos estes anos a representarem incontáveis quilómetros cúbicos de água desperdiçada. Mas, podemos estar no limiar de uma mudança, com a chegada do sistema da Aqva More ao mercado em 2021.

A maioria dos portugueses estará bem familiarizada com o cenário de abrir uma torneira ou pôr a correr a água do chuveiro, e ter que esperar, e esperar, e esperar, até que a água quente finalmente lá chegue. Uma situação que enfrentam diariamente, e que representa litros de água desperdiçados. Com o sistema da Aqva More esse desperdício passa a ser uma coisa do passado.

Este sistema permite transformar qualquer instalação numa instalação de recirculação inteligente, sem necessidade de fazer alterações na canalização. Tudo o que é necessário é colocar um dos módulos à entrada do ponto de aquecimento da água (esquentador, caldeira, cilindro, etc.), e outro na torneira ou chuveiro onde se tem que (des)esperar pela chegada da água quente. Esses módulos detectam inteligentemente quando se abre a torneira e se quer água quente, fazendo entrar em acção o circuito de recirculação, que envia a água "quente" para a canalização da água fria, até que na torneira chegue a água à temperatura desejada, sem desperdício.



O método de utilização é simples: bastará abrirem por momentos a torneira da água quente e voltarem a fechá-la, sinalizando que querem água quente, e quando a voltarem a abrir passados os 20 ou 30 segundos que demoraria a água a lá chegar, já sairá água quente (em opção, podem deixar a torneira permanente aberta, já que não sairá água até que seja água quente - desde que garantam que não se irão esquecer da torneira aberta sem necessidade).

Para simplificar a instalação o módulo que fica nas torneiras conta com alimentação por bateria, dispensando a necessidade de ter electricidade por perto, com autonomia para cerca de um mês. E, como não podia deixar de ser, temos acesso a todo o tipo de dados sobre o consumo e poupança de água; que poderá ser centralizado no caso de instalações comerciais ou industriais.

Esta é uma solução 100% nacional, vencedora do 1º Prémio AQUA+ da ADENE para a Eficiência Hídrica dos Edifícios e o Start Up Portugal Smart Cities Summit 2019, sediada na Incubadora Taguspark, e estará disponível no primeiro semestre de 2021 - sendo um excelente candidato para umas melhorias domésticas ao abrigo do fundo de apoio dos Edifícios mais sustentáveis do próximo ano.

Já me disponibilizei para ficar na lista de beta testers e ser um dos primeiros portugueses a comprar este Aqva More, já que tenho um quarto de banho em casa onde a água quente demora quase um minuto a chegar, e me obriga a recorrer a técnicas artesanais para minimizar o desperdício (enchendo um balde de água até que a água quente chegue, que depois uso para a sanita) - trabalho que será evitado com o Aqva More.

№ 16

Waze ganha tema de Natal

Os utilizadores do Waze vão ter acesso a umas prendas especiais de Natal para alegrar as viagens durante esta época.

Embora o panorama actual não seja propício para viagens este ano, e até seja recomendado que as festividades sejam feitas com o grupo de pessoas mais reduzido possível (nada como partilhar um almoço ou jantar com recurso à video-conferência), as deslocações continuarão a ser inevitáveis para a grande maioria dos portugueses. E nesse sentido, os utilizadores do Waze poderão vestir-se a preceito, graças às prendas que nos traz para este Natal 2020.

Os utilizadores vão ter acesso a voz de navegação dada pelo próprio Pai Natal; a aparecerem como Pai Natal para os outros utilizadores Waze escolhendo a disposição natalícia; e também trocar o indicador do seu veículo pelo trenó do Pai Natal.
Poderá ser o detalhe que faltava para manter os pequenos mais entretidos durante as viagens de Natal; embora me pareça que também teria sido interessante terem incluído "prendas digitais" espalhadas pelas estradas, que dessem acesso a alguns bónus adicionais.

№ 17

Ray tracing em tempo real numa SNES

Trinta anos após o seu lançamento, a SNES volta a dar que falar, desta vez graças à capacidade para fazer ray-tracing em tempo real.

A SNES foi uma consola histórica, e que na altura já supreendeu muitos jogadores por contar com jogos cujos cartuchos incluiam um chip Super FX para acelerar o processamento 3D e permitir jogos como o Star Fox que eram considerados incríveis na época. Agora, houve alguém que decidiu usar o mesmo conceito, mas actualizar o chip, criando um cartucho "Super RT" que dá à SNES a capacidade de gerar gráficos ray-traced em tempo real!

Não, não precisam de reformar as PS5, Xbox Series X, ou placas gráficas da Nvidia ou AMD. Mesmo sendo uma impressionante evolução técnica - implementada usando uma FPGA - o resultado fica-se por uma imagem com resolução de 200x160 pixeis, e apenas com capacidade para lidar com um único nível de reflexos. Isto faz com que as imagens nos façam recordar aos dos primeiros programas de ray-tracing, nomeadamente aqueles que se podiam correr num Commodore Amiga, e que mesmo com cenas simples podiam fazer com que cada frame demorasse 8 horas ou mais a ser calculado (e não preciso relembrar as vezes que, ao ir espreitar os resultados no dia seguinte, descobria que me tinha esquecido de definir correctamente as luzes na cena, e me deparava com um ecrã completamente a preto.)


№ 18

Concessionários VW não recomendam ID.3

Um estudo feito na Alemanha revela que a VW tem um último grande problema a resolver para colocar os seus carros eléctricos nas estradas: os vendedores dos seus próprios concessionários.

Para além de se preocupar com produzir carros em volume suficiente e garantir que os bugs de lançamento e funcionalidades em falta chegam efectivamente ao ID.3, a VW tem agora novo problema embaraçoso para resolver. Um estudo feito pela Greenpeace recorreu a dezenas de clientes mistério para visitarem mais de 800 stands VW com o ID.3, para avaliarem até que ponto a marca estava a direccionar os clientes para os seus carros do futuro, e os resultados não foram positivos.

Todos os clientes apresentavam um perfil de utilização que seria adequado para um carro eléctrico, e metade das vezes faziam-se de interessados expressamente no ID.3, e nas outras vezes diziam não ter preferência e deixavam que fosse o vendedor a fazer a recomendação. Neste último caso, apenas 4% recomendaram o ID.3 como carro ideal; e mesmo para aqueles que se mostravam mais interessados no carro eléctrico, apenas 16% dos vendedores fez essa recomendação. Também não ajudará que cerca de metade deles não sabia responder, ou respondia erradamente, a questões referentes aos carros eléctricos - por vezes chegando mesmo a usar alguns dos mitos falsos para desincentivar a sua escolha.

É mais um episódio triste para a VW, mas os concessionários já se apressaram a descartar as culpas, dizendo que este resultado se deve unicamente à falta de formação por parte da VW, para que os vendedores estejam devidamente informados. Seja como for, se alguém já se aventurou num stand da VW por cá para ver que tal é o ID.3, pode deixar ficar a sua experiência nos comentários.

№ 19

Google explica origem da sua falha global

A Google sofreu uma falha incomum que deixou todos os seus serviços inacessíveis durante quase uma hora, mas já veio explicar como é que isso aconteceu.

Falhas ocasionais num ou noutro serviço são relativamente comuns, mas não é nada comum assistir a uma falha que afecta todos os serviços da Google de forma global, afectando tanto os utilizadores do Gmail e Google Drive, como o Classrooms, YouTube, Blogger, e tudo o mais. A curiosidade era muita para saber o que poderia ter ocasionado tal falha de forma tão alastrada, e a resposta é: o sistema de autenticação.

A Google estava a actualizar o sistema de autenticação, que garante que cada utilizador só acede aos serviços a que poderá aceder, e devido a um conflito do novo sistema com algumas partes que usavam o sistema antigo, despoletou uma série de acontecimentos que fez com que o sistema de autenticação considerasse que todos os acessos eram inválidos.

Já será suficientemente difícil ter uma ideia do que é trabalhar com sistemas globais à escala da Google, que têm que lidar com milhares de milhões de utilizadores espalhados pelo mundo, e tentar garantir que o serviço esteja disponível sempre que é preciso. Por outro lado, é assustador que mesmo numa infraestrutura com esta dimensão, continua a haver a possibilidade de um "simples erro" poder fazer com que tudo seja desligado de um instante para o outro. Resta esperar que a lição tenha sido aprendida, para que não volte a acontecer outra falha deste tipo.

№ 20

Missão Artemis II da NASA vai dar a volta à Lua em 2023

A NASA continua empenhada em colocar astronautas na Lua em 2024, mas para isso fará uma "volta à lua" no ano anterior com a missão Artemis II.

A missão Artemis I vai ser a missão de teste do malfadado SLS da NASA, o super-foguete que tem sofrido atrasos sucessivos e estourado todos os orçamentos, e da nova cápsula Orion. Se tudo correr bem, avançar-se-á para a missão Artemis II com os primeiros astronautas, e que resultará numa missão de 10 dias que levará os astronautas - incluindo um astronauta canadiano - numa volta em redor da Lua, em 2023. Só no ano seguinte, se tudo continuar a correr bem, assistiremos à missão Artemis III que deverá colocar uma astronauta na Lua.

São metas ambiciosas, e das quais fazem parte a construção do Lunar Gateway, que funcionará como estação especial em órbita da Lua, para facilitar as missões até à Lua e servir também como ponto de lançamento para futuras missões a outros planetas.

Mas tudo isto está dependente da NASA mostrar o SLS em funcionamento, coisa que apesar de todos os atrasos, a NASA acredita poder fazer em Novembro de 2021 com o arranque da missão Artemis I.

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