PlanetGeek
№ 01

Reconhecimento facial da NEC funciona até com máscara

O Covid-19 veio complicar a vida aos sistemas de reconhecimento facial, mas a NEC diz já ter um sistema capaz de identificar até pessoas a usarem máscaras.

A aposta no reconhecimento facial como sistema seguro e prático de autenticação sofreu um rude golpe com a chegada do Covid-19 e consequente recomendação para que se utilizem máscaras faciais. De um dia para o outro, equipamentos que tinham apostado nesse sistema (como os iPhones com Face ID), fizeram-nos regressar aos tempos pré-Touch ID, confrontando-nos com a introdução de um código PIN. Mas pode haver solução que não passe pela utililzação de um sensor de impressões digitais (embora não fizesse mal nenhum ter essa forma alternativa de desbloqueio e autenticação).

A NEC, que há muito fornece sistemas de reconhecimento facial para aplicações de segurança e controlo de acessos, diz que conseguiu superar o problema e consegue identificar os rostos mesmo com máscaras.

Este sistema começa por analisar se o utilizador está a usar máscara ou não, se não estiver aplicará o algoritmo de reconhecimento facial tradicional; mas se estiver a usar máscara, utilizará o novo algoritmo, que se foca na análise dos olhos e elementos circundantes, não tapados pela máscara, para fazer a análise.

A NEC anuncia que o sistema tem uma fiabilidade superior a 99.9% no reconhecimento dos rostos, mesmo quando são utilizados diferentes estilos de máscaras com cores e padrões.

Talvez a Apple possa actualizar o algoritmo de reconhecimento para fazer algo idêntico com o Face ID, de modo a mantê-lo minimamente capaz nesta nova realidade em que vivemos. Pois infelizmente o número de casos do Covid-19 continua a aumentar drasticamente, tendo já superado o pico da vaga inicial, e sem previsões para que as coisas abrandem nos próximos tempos.

№ 02

Análise ao TCL 10L


Falar do TCL 10 L implica obrigatoriamente que se fale do TCL 10 Pro também lançado este ano e ainda no TCL Plex, com os três smartphones a partilharem entre si algumas das suas características; algo que, como já tivemos oportunidade de referir na análise do TCL 10 Pro, acaba por dificultar a vida à própria marca e também aos consumidores. Mas aqui está ele.




Unboxing



O smartphone surge em primeiro plano, havendo mais uma vez a referência ao "Display Greatness", slogan que acompanha esta nova série de terminais da TCL.



Por baixo do smartphone, os acessórios, devidamente arrumados em caixas individuais.



Dentro da caixa, além do smartphone, uma sempre útil capa de silicone, documentação de referência, cabo UBS-C e um carregador. De notar, a ausência dos auriculares, com as marcas a optarem por reduzir custos neste departamento dos acessórios que acompanham o produto.



O carregador segue a linha em que este smartphone se insere, apresentando uma potência de carregamento de apenas 10W, com uma relação de 5V/2A.


O TCL 10 L



A TCL aposta na continuidade, com o TCL 10 L a seguir as linhas do TCL Plex apresentado no ano passado, com um corpo alongado onde o policarbonato domina em toda a linha. Este facto contudo, não tem influência no design do equipamento, sobretudo no que à traseira diz respeito, com os efeitos de luz a acrescentarem um toque requinte.

O ecrã apresenta um anel de plástico a toda a volta, para ligação deste com o corpo do smartphone. Não sendo a opção mais bem conseguida em termos estéticos, adiciona um grau extra de protecção ao equipamento. De referir que este anel tem uma altura suficientemente reduzida, para não se tornar incómodo quando seguramos o smartphone na mão, mas não consegue igualar o conforto transmitido pela curvatura da traseira.




No canto superior esquerdo, um furo para a câmara frontal. As margens não sendo reduzidas, conseguem manter-se dentro de níveis aceitáveis, com a inferior a ser a que apresenta a maiores dimensões.



Na lateral superior, uma entrada para um jack de 3,5mm, um microfone e a grelha para a coluna destinada às chamadas de voz, a qual surge incluída no anel que protege o ecrã.



Na lateral oposta, a porta USB-C, ladeada por duas grelhas para saída de som.



Do lado esquerdo, o adaptador para os cartões SIM e SD e a Smart Key que entretanto acabou por se tornar uma Dumb Key...



À direita, botões de volume e power.



A traseira, mais uma vez com efeitos de luz bem conseguidos, apresenta duas zonas distintas.



A ilha de câmaras surge agora numa sempre inconveniente protuberância. Um pouco mais abaixo, ao centro, o sensor de impressões digitais que repete o formato quadrado do Plex, sendo por isso menos confortável que os os sensores com formato circular.



Em termos de hardware, o TCL 10 L apresenta um processador Snapdragon 665, um octa-core com núcleos Kryo 260 (4 x Gold a 2.0 GHz e 4 x Silver a 1.8 GHz, GPU Adreno 610, ecrã de 6,53" com resolução 1080 x 2340, 395 PPP, numa relação 19.5:9, a ocupar 91% do corpo, 6GB de RAM e 128GB para armazenamento, com 107GB a ficarem disponíveis para o utilizador. A bateria tem 4000mAh e em termos de conectividade, suporta WiFi ac, Bluetooth 5.0 e NFC. Tem quarteto de câmaras na traseira (48 MP + 8 MP + 2 MP + 2 MP), um sensor de 16MP na câmara frontal, mede 162,2 x 75,6 x 8,4 mm e pesa 180 g.


Em utilização



Esta nova linha de smartphones da TCL, pese embora seja interessante, sofre de um erro de casting, com a marca a reutilizar o processador do TCL Plex no smartphone errado. Esta escolha, já criticada na análise do TCL 10 Pro, é mais uma vez referência nesta análise, pois o Snadragon 675 deveria ter sido o processador escolhido para este TCL 10 L, ao invés do Snapdragon 665.




O processador acaba por cumprir a sua missão, mas com tudo a acontecer a um ritmo devidamente ritmado, sem lugar a grandes acelerações. Não à pausas ou bloqueios, apenas tudo se processa de uma forma um pouco mais lenta do que o desejável, algo que para um gama média-baixa pode ser considerado aceitável.


A autonomia esteve em linha com o esperado, com o TCL 10 L a permitir um dia de utilização intensiva sem qualquer tipo de preocupação, chegando ainda com carga ao final da noite. O teste no Geekbench 4 Pro mostra uma situação interessante, com carga no CPU a diminuir substancialmente quando a bateria fica com pouca carga, algo que permitiu ampliar o tempo de execução do teste.



O sensor de impressão digital, embora com formato quadrado, acaba por ser eficaz no reconhecimento do dedo do utilizador. O desbloqueio só não é mais rápido porque o ecrã demora algumas fracções de segundo a ligar-se.



A interface deste TCL 10 L segue a linha dos equipamentos lançados no último ano, com a marca a não apresentar grandes alterações em termos gráficos, opção que naturalmente se saúda. O sistema de navegação por gestos segue as orientações definidas pela Google, mas caso não sejam fãs deste último, podem sempre optar por uma proposta semelhante à apresentada pela Samsung, com três áreas na zona inferior no ecrã, ou em alternativa, podem optar pelos tradicionais botões virtuais.



O Android 10 seria o mínimo exigido e neste campo a TCL cumpriu o que se lhe poderia exegir. Já no que às actualizações de segurança diz respeito, não podemos dizer os mesmo, com o smartphone a chegar com um patch de Janeiro 2020, que só foi alvo de actualização, no final de Julho, com o patch a passar para o mês de J̶u̶l̶h̶o̶ , perdão Maio! Quinze dias passados, chegou uma nova actualização, agora sim com o patch de Julho, algo bem mais em linha com o que se deve exigir a todas as marcas. Não é uma boa prestação neste campo que em nada sai beneficiado com a ausência de uma confirmação da actualização para Android 11.



O notch gota de água surge numa posição idêntica à apresenta no Plex, mas TCL soube corrigir a mão, com horas a já não ficarem ficarem cortadas, sendo apresentados os quatro dígitos. Caso assim pretenda, o utilizador pode optar por utilizar a da barra de notificações, estendendo a área disponível para as apps.

Tal como no caso do TCL 10 Pro, a Smart Key continua a marcar presença. Infelizmente, tal como aconteceu no caso do 10 Pro, o último update veio tornar esta Smart Key numa Dumb Key, que passa apenas a servir para uma única função, ao invés de rês funcionalidades, com o assistente da Google a ser a única opção disponível. O mais caricato no meio desta situação, é que a tecla acaba por se tornar redundante, pois basta um gesto na diagonal na zona inferior do ecrã, para chamar o assistente da Google.

Segundo a TCL, esta opção visa fortalecer a ligação com a Google. Não questionando esta decisão, lançar um smartphone com uma funcionalidade, publicitar a mesma de forma abrangente e vir semanas mais tarde reduzir de forma drástica a utilidade da Smart Key, acaba por prejudicar os consumidores, que em nada saem beneficiados com esta decisão.


As câmaras


  • Resolução: 48 MP + 8 MP + 2 MP + 2 MP
  • Sensor de imagem: S5KGM1 + GC8034 + GC2385 + GC2385
  • Abertura: F1.8 + F2.2 + F2.4 + F2.4
  • Tamanho do sensor: 1/2.25" + 1/4" + 1/5" + 1/5"
  • Tamanho do píxel: 0.8 μm + 1.12 μm + 1.65 μm + 1.65 μm

Este conjunto de câmaras acaba por ser bastante versátil, com as imagens de 12MP do sensor principal a combinarem a informação de 4 pixels em um os 8MP do sensor ultra wide a serem opção para enquadrar imagens de paisagens. A opção de um sensor macro, no lugar de um telephoto é questionável, sobretudo quando o primeiro não acrescenta muito em termos de qualidade de imagem.



A interface da câmara segue a linha do que vem sendo apresentado pela TCL. À esquerda temos uma fila de ícones com os filtros (em tempo real), controlo do flash, temporizador, HDR, formato da imagem e definições. À direita, ou na zona inferior do ecrã, consoante a sua orientação, uma fila de modos de fotografia / vídeo, e uma segunda fila com um ícone para alterar a câmara traseira e frontal, o botão de disparo, atalho para o Google Lens e o acesso à galeria. São apresentados ainda dois ícones na zona inferior do ecrã, para acesso ao zoom e modo ultra wide.

Além do modo automático, vídeo, retrato, Super Macro e Pro, estão ainda disponíveis mais algumas opções, que permitem obter efeitos interessantes, tanto em fotografia como em vídeo.

TCL 10 L

Em modo automático, as cores são intensas, aparecendo por vezes com elevada saturação, lago que contudo acaba por ser agradável à vista, sobretudo nas fotografias em zonas bem iluminadas. É algo que no entanto falta nas imagens com o sensor ultra wide, com as cores a surgirem mais esbatidas e o detalhe a ser inferior, sobretudo quando a luz solar é mais reduzida.


Apreciação final



A gama média está a ser cada vez mais disputada, com as diferentes marcas a procurarem garantir uma posição de destaque neste segmento de mercado. 2020 foi o ano em que TCL apostou forte na gama média, lançando numa primeira fase três equipamentos, com este TCL 10 L a ser a proposta para a gama média-baixa. Olhando para o desempenho global deste smartphone, temos aquilo que se deve exigir para uma prestação sem grandes compromissos, havendo apenas a lamentar a opção pelo processador Snapdragon 665, isto quando a sua concorrência directa apresenta equipamentos com processadores Snapdragon 7XX. Esta diferença no processador não terá um elevado impacto no desempenho, mas um conjunto de núcleos e GPU mais modernos e sobretudo um processo de fabrico mais avançado (8nm), acabam por penalizar a escolha da TCL, razão pela qual este TCL 10 L se fica por um "Morno", com a política de atualizações do Android a também contribuir decisivamente para esta avaliação.

Com um preço a começar na casa dos 220€, o TCL 10 L deverá ser uma opção a ter em conta pelos consumidores, sobretudo aqueles que dão maior importância ao desgin do smartphone e procuram um ecrã de boa qualidade.



TCL 10 L

Morno

Prós
  • Qualidade de construção
  • Android sem grandes modificações

Contras
  • Processador
  • Saliência do módulo de câmaras
  • Actualizações do Android



TCL 10L

Morno (3/5)
№ 03

Xiaomi Mi WiFi Repeater Pro a €11


Fazer chegar a rede WiFi com qualidade suficiente a todos os pontos da casa nem sempre é fácil, mas é para isso que existem dispositivos como este repetidor Xiaomi Mi WiFi Repeater Pro.

O Xiaomi Mi WiFi Repeater Pro é um extensor WiFi que se pode ligar a qualquer tomada (neste caso, ter em atenção em que tem uma ficha US, obrigando a utilizar um adaptador de tomada que vem incluído) e que facilmente prolongará qualquer rede WiFi até onde for preciso, com velocidades de até 300Mbps.


De momento este Xiaomi Mi WiFi Repeater Pro Extender está disponível por 11.29 euros, com entega gratuita.

Embora nesta altura se esteja a assistir a um aumento na oferta dos sistemas WiFi mesh, que de forma implícita já tratam automaticamente da questão de prolongar a rede WiFi até onde for preciso, em muitos casos poderá continuar a ser vantajoso optar por uma solução mais simples e económica. Será precisamente para estes casos que um módulo destes se torna atractivo.

Por outro lado, imagino que seja uma questão de tempo até que a Xiaomi actualize esta solução para modo "mesh", como já vai sendo de forma não-oficial nalguns dos seus routers WiFi.

№ 04

Notícias do dia

Nova campanha de SMS fraudulentos em nome dos CTT; iPhone 12 sem 120Hz devido ao consumo do 5G - mas com o 12 Pro Max com câmara melhor; Mercedes prepara carro eléctrico super-eficiente com 1200km de autonomia; cena clássica do filme Ferris Bueller's Day Off recuperada em publicidade a portão de garagem; Tesla Model 3 com nova consola central para 2021; Global Privacy Control quer ressuscitar o Do Not Track; e Google reforça segurança nos Android dos parceiros com o Android Partner Vulnerability Initiative. Huawei apresenta Mate 40 a 22 de Outubro

China oferece 1.25 milhões em criptomoeda via lotaria

A China está a recorrer a uma das técnicas mais eficazes para promover a sua criptomoeda oficial, o DCRP (Digital Currency Electronic Payment) mas que tem sido apelidado de yuan digital, oferecendo mais de um milhão de euros aos cidadãos através de uma lotaria.

A cidade de Shenzhen, o mais popular centro tecnológico da China, vai oferecer 50 mil vales de 200 yuan digitais (cerca de €25) que os residentes poderão manter nas suas carteiras digitais ou, mais recomendado, os usem nos milhares de lojas da região como forma de promover a adopção e utilização da criptomoeda. Ao contrário das criptomoedas tradicionais, completamente descentralizadas e desregulamentadas, neste caso a moeda é gerida e tem valor garantido pelo banco central chinês, funcionando apenas como versão digital da sua moeda física.


Dois terços dos portugueses reciclam o lixo electrónico

Há semelhança do que fazem com o lixo tradicional, já dois terços dos portugueses têm hábito idêntico em relação aos equipamentos eléctricos e electrónicos, segundo um estudo da Qdata a mais de mil pessoas em Portugal.

A maior parte dos portugueses (66,2%) diz reciclar os Equipamentos Elétricos e Eletrónicos quando estes se avariam ou se encontram danificados e a maioria (52,7%) dos que encaminham estes equipamentos para receberem uma nova vida optam por entregá-los numa loja de eletrodomésticos ou pedem para estes serem recolhidos quando recebem o novo.

Cerca de 50% dos portugueses coloca o equipamento num contentor específico para ser reciclado, sendo os Pontos de Recolha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) o local preferencial para 67,4% dos portugueses para encaminhar corretamente estes resíduos. Embora os dados sejam positivos, 26,6% da população ainda não sabe onde colocar os REEE e apenas 2,1% dos jovens entre os 18 e os 24 anos tem por hábito reciclar os seus aparelhos eletrónicos.

No entanto, o espírito nacional do "ainda pode dar jeito" revela-se neste caso no seu expoente máximo, com 59,2% a dizer que guarda os equipamentos que já não usa, mas que ainda funcionam, porque ainda podem ser úteis mais tarde.


TV OLED de enrolar da LG vai custar 100 mil dólares



A LG vai finalmente começar a comercializar os seus televisores OLED de enrolar, que se mantêm dentro de uma base e se esticam para fora quando são activados, mas o seu preço poderá obrigar a repensar o investimento. Inicialmente pensava-se que estes ecrãs iriam para valors na ordem dos 50 a 60 mil dolares, mas afinal o valor será de 100 mil dólares!

Poderá dar-se o caso das taxas de sucesso na produção serem ainda bastante reduzidas, para justificar tal agravamento de preço face aos televisores OLED rígidos; ou então uma forma da LG limitar o número de interessados nesta fase inicial. Agora, só o tempo dirá se estes ecrãs de enrolar se poderão vir a tornar comuns, ou se serão apenas mais uma moda passageira como o dos televisores 3D.


Apple impedida de cancelar conta da Epic na App Store



O caso Epic vs Apple ainda irá dar muito que falar, mas por agora a Epic poderá respirar parcialmente de alívio. Embora o Fortnite continue a estar banido da App Store, a juiza determinou que a Apple terá que manter a conta da Epic na App Store e não impedir o acesso ao Unreal Engine, já que isso prejudicaria centenas ou milhares de outros produtos e developers, que seriam "vítimas inocentes" neste processo.

Quanto ao desfecho final, para isso será necessário aguardar até ao próximo ano, e provavelmente muitos mais em função dos rescursos e mais recursos que forem apresentados por quem perder. Isto, a não ser que até lá o panorama se altere significativamente em função das exigências europeias que estão a ser preparadas para o próximo ano.


Curtas do dia


Resumo da madrugada





№ 05

Google Assistant reforçado com novos alertas de segurança


A Google passa a contar com novos alertas de segurança mais visíveis para os utilizadores, e um modo convidado para usar o Google Assistant quando não se quiser manter registos associados à nossa conta.

Não há nada mais aterrador para um utilizador de serviços Google do que a perspectiva de alguém conseguir apoderar-se da sua conta e, consequentemente, ter acesso a todos os seus dados e serviços. Embora a Google já alerte para actividade suspeita que seja detectada no acesso à conta - e há muito recomende a utilização de autenticação 2FA com códigos adicionais - em breve passará a contar com alertas ainda mais visíveis.

Em vez de se limitar a enviar alertas por email, os novos alertas de alta visibilidade irão chamar a atenção dos utilizadores em qualquer app Google que estiverem a usar.


Estes alertas, que evitam a preocupação e tempo gasto a tentar perceber se um email foi realmente enviado pela Google ou se será um email de phishing, darão acesso imediato a opções para bloquear a conta - se for caso disso - ou para confirmar que se trata de um acesso legítimo.

Modo "guest" no Google Assistant

Adicionalmente, e mesmo à medida de todos os que já recorrem frequentemente ao modo incógnito para evitar que algumas pesquisas sejam associadas à nossa conta Google; também o Google Assistant passa a contar com um modo idêntico, que no entanto será designado por modo "convidado / guest" em vez de modo incógnito - que seria a opção mais lógica para manter a uniformidade entre os serviços.

O nome pode ser diferente mas o objectivo é o mesmo. Ao se activar o modo convidado no Google Assistant, nada do que for dito de aí em diante será guardado ou associado à conta do utilizador. Será uma excelente forma para deixar que algumas visitas possam utilizar ou explorar o Google Assistant, sem a preocupação de que aquilo que for dito nos comece a assombrar de aí em diante com publicidade ou sugestões que podíamos dispensar por completo.

Esta funcionalidade irá ser disponibilizada de forma faseada ao longo das próximas semanas.

№ 06

Como foi feito o jogo Primal Rage

Numa viagem de regresso ao passado, podemos ver como o pré-histórico jogo de combate de dinossauros Primal Rage foi feito.

O jogo Primal Rage foi lançado na década de 90, que trocava os habituais lutadores por dinossauros. Foi lançado alguns anos após o Mortal Kombat original e que, tal como este, também se caracterizava por querer dar o máximo "foto-realismo" às criaturas.

É por isso bastante curioso ver que, ao contrário do que acontece nos dias de hoje, onde se recorre aos computadores para ir além daquilo que o realismo da realidade permite, nos finais do século passado até a indústria dos videojogos tinha que recorrer a técnicas artesanais para atingir esse realismo.

Criar o Primal Rage implicou usar técnicas que melhor seriam associadas à produção dos efeitos especiais dos filmes com modelos animados em stop-motion.



№ 07

Snap City Painter pinta cidades em Realidade Aumentada

A Snap já deixa os utilizadores verem e pintarem uma rua de Londres em realidade aumentada, o primeiro passo para a criação de uma réplica virtual do mundo real à escala global.

Quem passear por Carnaby Street em Londres poderá não saber aquilo que está em seu redor. Esta foi a rua escolhida pela Snap para lançar o seu primeiro Local Lens, o City Painter, que permite pintar digitalmente sobre os edifícios usando realidade aumentada, mas numa experiência persistente que será partilhada por todos os utilizadores. Ou seja, quem por lá passar poderá ver o que os outros utilizadores fizerem, e eles também verão aquilo que nós próprios fizermos.


Este será um modesto primeiro passo para algo que tem vindo a ser falado nos últimos anos, que inevitavelmente levará à criação de múltiplos mundos virtuais que se sobrepõem ao mundo real, à escala planetária.

No fundo, funcionará quase como um "tema" que se poderá aplicar ao mundo real, e onde cada um poderá acompanhar aquilo que preferir: poderemos ver um mundo repleto de grafittis criativos, como a que nos permite este City Painter; mas poderemos facilmente "mudar de canal" e escolher outros que nos mostrem informações sobre os estabelecimentos (incluindo avaliações dos clientes), ou que apliquem estilos arquitectónicos específicos aos edifícios, para visualizar como seriam em versão futurista, ou como eram no passado.

É algo que por agora pode parecer uma mera curiosidade para quem anda de smartphone em punho, mas que se tornará bastante mais apelativo quando começarem a surgir óculos de realidade aumentada que coloquem esses mundos directamente à frente dos nossos olhos.

Por agora, esse primeiro passo está a ser dado em Carnaby Street em Londres.

№ 08

iPhone 12 sem 120Hz devido ao consumo do 5G

Os iPhone 12 deverão chegar sem ecrãs de 120Hz, não por falta de componentes, mas para evitar uma autonomia inferior ao aceitável devido à combinação com o 5G.

A Apple vai revelar os novos iPhone 12 amanhã (13 de Outubro), e um dos aspectos que mais curiosidade tem suscitado é se esta geração irá adoptar, ou não, ecrãs de 120Hz.

É sabido que a Apple esteve a testar iPhones 12 com ecrãs de 120Hz, mas os rumores de que os modelos finais não iriam trazer esses ecrãs arrastam-se há vários meses. Inicialmente foi dito que a Apple estaria com dificuldade em garantir o fornecimento do hardware necessário para esses ecrãs, mas mais recentemennte a explicação passou a ser de que isso seria afinal uma opção deliberada da Apple devido à questão dos consumos.

Os iPhones têm conseguido manter autonomias generosas usando baterias mais pequenas que os modelos Android concorrentes, mas este ano os iPhone 12 irão dar o salto para o 5G, que é uma tecnologia bastante mais gastadora. Se a isso se somasse o ecrã a 120Hz, também mais pesada em termos de consumo, a autonomia ficaria aquém das expectativas dos consumidores, e isso é algo que a Apple não quererá arriscar. Assim, tendo que escolher entre os 120Hz e o 5G, a Apple optou pelo 5G.

I’m told that 120hz not being implemented in iPhone 12 Pro is 100% about battery life.

Hardware was more than capable — but it just eats through battery, and 5G drains enough battery by itself.

It was basically a choice between 120hz or 5G, and they picked 5G. Rightfully so.

— Jon Prosser (@jon_prosser) October 11, 2020

É uma decisão que não será consensual. O 5G é uma tecnologia ainda emergente, e que demorará vários anos (muitos?) até finalmente estar acessível a grande parte da população, pelo que nem sequer poderá ser utilizada a curto prazo por milhões de utilizadores. Por outro lado, os 120Hz seriam algo que os utilizadores poderiam usufruir a todo e cada instante em que pegam nos seus iPhone; e que se vai tornando "comum" nos smartphones Android, até nas gamas mais económicas.

Por mim, nem sequer haveria decisão possível, e daria prioridade aos 120Hz, cujas vantagens a Apple bem conhece, pois já utiliza ecrãs de 120Hz nos iPad Pro há vários anos. Mas assim sendo, parece que o iPhone 12 deste ano terá sido um modelo feito a pensar nas operadoras, que têm pressionado a Apple a adoptar o 5G, incluindo o malfadado 5G mmWave nos EUA, que será de utilização ainda mais reduzida que o 5G nas frequências mais comuns.

Parece que 2020 será um bom ano para saltar a troca do iPhone, e aguardar pelo iPhone 13 do próximo ano - isto se a Apple não ceder às superstições e aproveitar a oportunidade para trocar a designação dos iPhones (o iOS 13 não foi particularmente feliz).

№ 09

Huawei apresenta Mate 40 a 22 de Outubro

Apesar do bloqueio dos EUA a Huawei tenta manter o seu calendário de lançamentos, com a nova família Mate 40 a ser apresentada a 22 de Outubro.

Impossibilitada de incluir as apps e serviços da Google, incluindo a Play Store, a Huawei tem sofrido bastante nos seus modelos mais recentes. A nova família Mate 40 deverá sofrer exactamente do mesmo, em triplicado, já que são esperados os modelos Mate 40, Mate 40 Pro e Mate 40 Pro+. Segundo as imagens que têm vindo a público, os Mate 40 vão contar com um módulo de câmaras bastante volumoso, e um ecrã que manterá as margens laterais com curvatura acentuada - apesar de isso ser algo que parece estar a cair em desuso por outros fabricantes (e não posso dizer que sinta falta delas, já que também considero que servem mais para atrapalhar do que para ajudar, apesar do seu efeito estético).

Nas câmaras deveremos ter um sensor principal de 108MP com objectiva de 9 elementos (9P), câmara telefoto com objectiva periscópica 5X, e ainda uma câmara ultrawide e sensor 3D ToF.

Tal como tem sido habitual, é também esperado que a Huawei aproveite este Mate 40 para estrear o seu mais recente chip, o Kirin 9000, que deverá contar com produção em 5nm e ter 5G integrado. No entanto, poderá também ser um dos últimos chips da Huawei, já que os bloqueios dos EUA também estão a restringir o seu acesso às empresas de produção de chips.

O maior problema é que, apesar dos esforços feitos pela Huawei para que a sua App Gallery conte com um número sempre crescente de apps a cada semana, a ausência das apps da Google continuará a ser um factor de eliminação para grande parte das pessoas. E é pena, pois de outra forma a Huawei poderia ter continuado na sua missão de chegar ao topo da lista dos vendedores de smartphones Android.

№ 10

BEEVERYCREATIVE lança impressoras 3D profissionais Flashforge

A BEEVERYCREATIVE reforçou o seu catálogo de impressoras 3D, passando a disponibilizar em Portugal as Flashforge Creator 3 e Guider II.

As Flashforge Creator 3 e Guider II destinam-se ao sector profissional, e apresentam uma série de características que serão apreciadas pelos seus utilizadores.

Creator 3

  • Sistema IDEX – duplo extrusor independente
  • Compatível com uma larga gama de materiais
  • Calibração automática
  • Mesa aquecida, flexível e removível
  • Sensor de fim de filamento
  • Recuperação em caso de falta de energia
  • Webcam, Ecrã táctil, WIFI
PVP: 2099€ + IVA

Guider II

  • Impressora 3D Desktop de grande formato
  • Solução profissional económica
  • Câmara de impressão fechada
  • Mesa aquecida
  • Sensor de fim de filamento
  • Recuperação em caso de falta de energia
  • Ecrã táctil, WIFI
PVP: 1199€ + IVA


№ 11

WIKO Y81 é mais uma opção para a gama de entrada


O WIKO Y81 é a mais recente proposta da Wiko para o segmento de gama de entrada, com a marca a destacar os 32GB para armazenamento e o preço de 119,90€.


WIKO, empresa europeia de smartphones, lançou o novo WIKO Y81 com tudo aquilo que procuras, aliado a um preço bastante simpático. Este smartphone tem uma autonomia de 2 dias e oferece-te mais do que um ecrã grande: um ecrã XL HD! A melhor parte é que graças à memória de 32GB nunca mais terás de optar entre fotografias ou quais as músicas a colocar no smartphone.
 
Mais do que um ecrã, uma porta para o teu mundo
Se os olhos são a janela da alma, o ecrã de um smartphone é uma porta para o mundo que guardas lá dentro. Neste caso, quanto maior, melhor! O ecrã total de 6,22” do Y81 é de tamanho XL e permite-te ver as cores brilhantes e os mais profundos detalhes de todos os teus conteúdos. E como o teu mundo é feito de tudo aquilo que amas, o que não te falta é espaço para guardares até 4000 fotos, 50 episódios dos teus programas preferidos ou 300 álbuns de música! Se os 32GB de memória interna não chegarem, podes sempre recorrer a um cartão MicroSD de até 256GB.
 
Diversão por 2 dias e tudo à tua maneira
Aborrece-te ter de carregar o smartphone todos os dias? Isso acabou, o Y81 garante uma utilização de 2 dias seguidos com uma carga graças à bateria de 4000mAh! Além disso, se procuras um smartphone que reflita 100% os teus desejos, graças ao Simple Mode podes incluir as tuas aplicações favoritas, contactos principais, configurações e muito mais no ecrã inicial, organizando como melhor te parecer. O Dual SIM permitir-te-á separar a vida pessoal e profissional e graças ao desbloqueio facial podes aceder a tudo com apenas um olhar. Conta com velocidade 4G e o Android ™ 10 Go Edition.
 
Câmara bokeh e estilo interminável
Se gostas de tirar fotografias, podes contar com uma câmara principal de 13 MP e o sensor da câmara frontal de 5 MP permite-te obter um perfeito efeito desfocado. O Gallery Go otimiza o Google Fotos, que também pode ser adicionado para economizar memória interna e aproveitar o backup ilimitado de fotos de alta qualidade.  Além disso, o guia de tradução dedicada oferece uma tradução instantânea com voz para o idioma traduzido e uma função de pesquisa.
Como a aparência também importa, o novo Y81 é feito à tua medida com um design que se destaca por um acabamento fosco no tom chique de Deep Blue. Tudo isto por um preço recomendado de 119,90€. 
№ 12

WD lança novos SSDs WD Black PCIe 4.0

A WD actualizou a sua linha de SSDs WD Black, que passam a contar com modelos PCIe 4.0, placa SSD RAID-0, e também uma game dock Thunderbolt 3.

Os SSDs NVMe PCIe 4.0 são a aposta do momento para quem deseja o máximo desempenho, e a WD junta-se à lista de empresas que tem oferta neste segmento. Os novos WD Black SN850 sucedem ao SN750 e prometem transferências de até 7GB/s e 1M IOPS. Numa primeira fase estará disponível como SSD M.2 tradicional, mas depois será disponibilizado em variante com dissipador integrado e iluminação RGB. Tem garantia para 0.3 DWPD. Estará disponível em versões de 500GB, 1TB e 2TB, com velocidades de escrita de 4.1GB/s, 5.3GB/s e 5.1GB/s respectivamente. Os preços anunciados são de $150, $230 e $450.


A complementar estes SSDs a WD também disponibiliza uma placa destinada a quem procura o máximo desempenho mas não tem PCIe 4.0. O WD Black AN1500 SSD é uma placa que combina dois SSDs SN730 em RAID-0 numa única placa PCIe 3.0 x8, permitindo atingir velocidades de 6.5GB/s em leitura e 4.1GB/s em escrita - e dispensando a necessidade de lidar com todas as questões de configuração RAID, pois todo o conjunto é tratado como se fosse um único SSD. O sistema precisa apenas de um slot PCIe 3.0 x8, mas poderá também funcionar num slot x4, embora com desempenho reduzido. Estará disponível em versões de 1TB, 2TB e 4TB, com preços de $300, $550, e $1000.

Por fim, temos o WD Black D50 Thunderbolt 3 Game Dock, que inclui um SSD de 1TB ou 2TB ($320 e $500) e uma generosa selecção de portas adicionais para expandir as capacidades de um portátil: 3x portas USB-A 3.1, 2x USB-C, DisplayPort, ficha áudio de 3.5mm, e também a habitual ficha de passagem Thunderbolt para dar continuidade à ligação a mais dispositivos.

№ 13

Android Training Program 2020 arranca a 14 de Outubro

Quem quiser aprender a criar apps Android tem uma excelente oportunidade com o Android Training Programa que se inicia já esta semana, inteiramente em Português.

Android Training Program 2020 - 14 de Outubro

A edição de 2020 do Android Training Program (ATP) - Portugal começa já no dia 14 de Outubro. Ao longo de três meses vamos ajudar-te a desenvolver uma aplicação para Android.

Começaremos pelos conceitos mais simples, como a utilização dos diferentes componentes e a interacção com as diferentes API’s nativas, passando pelo Android Jetpack e ainda pela utilização do Firebase e o TensorFlow Lite - e claro, todo o código será desenvolvido em Kotlin.

As aulas vão ser em directo no YouTube, a partir do qual as poderás acompanhar e interagir. Adicionalmente, também criamos um servidor no Discord e uma mailing list colaborativa onde estaremos online a partilhar conteúdo extra e a responder às tuas questões.

Para mais informações sobre o programa e te registares vai a:
http://events.withgoogle.com/atp2020
[email protected]

№ 14

Sei o que cantaste no Outono passado

Alex_Beaupain.jpg

Regressado aos palcos este mês, com uma digressão francesa que deverá manter-se até inícios de 2021, ALEX BEAUPAIN continua a apresentar as canções de "Pas plus le jour que la nuit", álbum editado no final do ano passado e que vale a pena repescar - até porque parece ter sido feito à medida dos primeiros dias do Outono.

Além dos concertos, outra novidade é a aposta em "EKTACHROME" como novo single, tema que já estava entre os mais melancólicos do disco e reforça ainda mais essa faceta através do videoclip. Reunindo imagens de uma actuação no Olympia, em Paris, em Novembro de 2019, o vídeo recorda uma noite que já pertence a outro tempo, conforme sublinha o cantautor ao partilhá-lo nas redes sociais. Uma noite na qual abraçava os músicos sem constrangimentos e o público assistia e aplaudia sem máscaras nem distanciamento obrigatório, cenário bem distante do da digressão de 2020.

O facto de a canção ser uma reflexão sobre a memória não será acidental para a escolha, e esta aliança de voz e piano é uma bela forma de reencontrar a música do francês. De qualquer forma, e apesar da COVID-19, o autor de "Les Chansons d'amour" terá sempre Paris - vai voltar a actuar na cidade em breve, a 24 de Novembro, desta vez no Le Trianon, e espera-se que essa noite também registe mais imagens a partilhar (até porque dificilmente o veremos em palcos portugueses tão cedo).

№ 15

SMS fraudulento em nome dos CTT

Anda a circular nova campanha fraudulenta de SMS que se faz passar por uma mensagem dos CTT a pedir o pagamento de taxas alfandegárias.

São cada vez mais numerosas e comuns as campanhas de spam e phishing via SMS, e infelizmente os nossos operadores parecem continuar sem qualquer vontade de as combater - uma vez que qualquer pessoa pode enviar um SMS que se faz passar por um SMS enviado em nome de qualquer empresa. Neste caso, o SMS apresenta-se como tendo sido enviado pelos CorreiosCTT, e apresenta uma mensagem do estilo:
"A sua encomenda não foi entregue na data X porque as taxas alfandegárias (2,99 €) não foram pagas. Siga as instruções." E apresentando um link onde tentarão subtrair uns euros às carteiras dos incautos.

Tendo em conta que há cada vez mais pessoas a fazerem compras online, não só por causa da conveniência e melhores preços, como também por toda a questão do Covid-19 e incentivo a não se sair de casa; não é difícil imaginar que uma parte considerável das pessoas que puderem receber estes SMS tenha de facto feito compras online, e potencialmente fique numa posição mais vulnerável a uma mensagem deste tipo.

Dito isso, convém relembrar que, por outro lado - e infelizmente - o processo de pagamento de taxas alfandegárias está longe de ser tão conveniente quanto a recepção de uma SMS e um pagamento feito na hora. Talvez neste caso sejam os CTT a poderem aprender com esta campanha fraudulenta, e seguirem o seu exemplo, mas para efeitos legítimos.

Actualização: Também está a decorrer uma campanha idêntica via email, que não refere o pagamento logo no email mas apenas depois de se clicar no link fornecido.


№ 16

Drone solar Sunglider voou enfrentou estratosfera sem problemas

O drone solar Sunglider da HAPSMobile completou mais um voo de teste, desta vez enfrentando as complicadas condições na estratosfera e voando durante 20 horas apenas com energia eléctrica.

São muitas as empresas que continuam a tentar criar uma plataforma voadora capaz de se manter no ar por tempo indefinido usando unicamente energia solar, e a HAPS Mobile é uma delas. O seu drone Sunglider tem superado teste após teste, e desta vez subindo até à estratosfera e por lá permanecendo durante várias horas, enfrentando ventos de 30m/s e e temperatura de -70ºC.


O voo de teste foi realizado em Setembro, tendo uma duração total de 20 horas e 16 minutos, das quais 5 horas e 38 minutos foram passadas na estratosfera, com o drone a ter atingido uma altitude máxima de 19 mil metros.

Criar um drone solar capaz de se manter no ar por tempo ilimitado é um grande desafio, e basta relembrar as condições acima referidas, com temperaturas muito pouco amigas das baterias, para ver que lá no alto as coisas se complicam ainda mais. Ainda assim, a ideia de uma plataforma voadora capaz de permanecer no ar a tempo inteiro (para além das eventuais paragens ocasionais para manutenção) e a "custo zero", sem necessidade de combustível e sem emissões poluentes, abrirá as portas a toda uma série de novos serviços. Potencialmente, poderá dispensar até alguns satélites, e permitir projectos que não seriam economicamente viáveis se estivessem dependentes de serem lançados para o espaço ou de aeronaves convencionais sempre em contagem decrescente para reabastecer.

№ 17

Análise ao Wiko View 4


A Wiko é uma das marcas com maior presença no segmento de smartphones de baixo custo, apresentando anualmente uma gama renovado de modelos que consegue cobrir uma alargada faixa de preços. As novas linhas apresentadas com a série View 3 continuam a marcar presença nos modelos de 2020, mas será o design motivo suficiente para garantir a escolha dos consumidores? É precisamente o que vamos abordar nesta análise ao mais recente View 4.


Unboxing



A traseira da caixa apresenta uma particularidade muito interessante, com um grafismo que mostra as principais especificações do smartphone. Para os consumidores menos informados, este é um aspecto que se poderá revelar bastante útil aquando da compra.



Dentro da caixa, em primeiro plano, o smartphone, o qual apresenta um autocolante que mais uma vez dá destaque às especificações, em particular à bateria, câmaras e memória RAM/armazenamento, aspectos que muitas vezes estão na lista de requisitos fundamentais do consumidor.


Por baixo da documentação de referência, o carregador, cabo usb e auriculares.


Estamos em 2020, mas em alguns aspectos a Wiko mantém-se presa ao passado, com o carregador a apresentar uma potência de carregamento de apenas 10W (5V/2A) e o smartphone continua a usar uma ficha micro-USB.


O Wiko View 4



Em termos de dimensões, este é um smartphone que se pode considerar grande, com dimensões de 8,85 x 165.7 x 75.8mm.


O corpo com as laterais arredondadas, que já por si não é propriamente fino devido à espessura do vidro traseiro e anel de protecção do ecrã, acaba por tornar o smartphone menos confortável na mão do utilizador. Apesar de apresentar um desgin interessante, estes dois aspectos acabam por comprometer o conforto em utilização, algo que não deveria acontecer.



Na frente (em cima ao centro) um furo no ecrã para a câmara frontal. Por cima desta, um pequeno recorte no ecrã revela a saída de som para as chamadas de voz.



As margens não são exageradamente grandes, com excepção da inferior, sendo que mesmo esta última acaba por estar dentro daquilo que actualmente é apresentado por muitas marcas.



A traseira apresenta um gradiente em tons verde e azul, o que proporciona efeitos bastante bonitos. Em cima, à esquerda, uma saliência com a ilha de câmaras, por baixo desta o flash e à sua esquerda o logótipo da marca.



Na lateral inferior, uma grelha para saída de som, a porta microUSB e um microfone.



Na lateral oposta, mais um microfone e ficha de 3,5mm. Se a porta micro-USB merece a nossa crítica, já esta ficha de som, mesmo em desuso, poderá ser interessantes para os consumidores que preferem utilizar auscultadores com fio.



Na lateral direita, temos ainda os habituais botões de power e volume.



Do lado esquerdo, o slot para os cartões SIM e SD e um botão para chamar o assistente da Google.


Em termos de hardware, não há lugar a luxos, com a Wiko a manter-se fiel à sua política de serviços mínimos. O processador continua a cargo da MediaTek, desta vez com um octa-core 6762D A25. O ecrã de 6,52" apresenta uma resolução HD+ (1600 x 720 pixels) com 269ppp e 450nits de brilho, algo que mesmo para um equipamento de gama média-baixa já é curto. Conta com 3GB e RAM e 64GB para armazenamento, bateria de 5000mAh, tripla câmara traseira com 13MP (principal) + 2MP(profundidade) + 5MP (114° super grande angular), câmara frontal com 8MP, WiFi apenas b/g/n, e Bluetooth 4.2.


Em utilização


Onde está o sensor de impressões digitais? Sob o ecrã? Embutido no botão de power? Então?

Feitas as configurações iniciais, foi este o primeiro impacto. Surpresa das surpresas, um dos elementos mais úteis na utilização do smartphone, foi simplesmente descartado. Por certo que a marca não contaria com a pandemia e a obrigação da utilização de máscaras, mas mesmo sem este infeliz evento, deixar o desbloqueio do smartphone exclusivamente a cargo da câmara frontal foi uma péssima decisão. A câmara necessita de boas condições de iluminação para ser eficaz e, tendo em conta a segurança que oferece, está longe de ser a opção mais indicada, com diversas marcas a fazerem alusão a isso mesmo aquando da configuração do reconhecimento facial.



Na verdade, após algum tempo de utilização e esquecendo temporariamente o desbloqueio do smartphone, este Wiko View 4 foi uma agradável surpresa. Com um hardware modesto acaba por se mexer muito bem, com a baixa resolução do ecrã a contribuir decisivamente para este agradável desempenho. Um ecrã tão alongado merecia desde logo uma resolução FullHD+, mas ainda não foi desta que o modelo intermédio da Wiko viu chegar esta melhoria no ecrã. O armazenamento não encanta mas também não desilude, acabando por cumprir com velocidades de 230MB/s em leitura e 130MB/s em escrita, permitindo a instalação de apps sem grandes demoras.

Uma palavra positiva também para a autonomia, com os 5000mAh a renderem facilmente mais de um dia de utilização intensiva, podendo inclusivamente prolongar-se muito para além disso com um padrão de uso menos intensivo.




Em termos de interface, a Wiko cedo percebeu qual o caminho a seguir, não entrando por devaneios que em nada contribuiriam para a melhoria da experiência de utilização. Optou por pegar no trabalho da Google para lhe adicionar um conjunto de funcionalidades que poderão ajudar o utilizador no dia a dia. O melhor de tudo é que a Wiko concentrou estas funcionalidades extra numa única entrada no menu das definições, contribuindo assim decisivamente para manter este menu devidamente organizado.


O bloatware está cada vez menos presente, contando-se pelos dedos de uma mão as apps que vêm instaladas de origem.



A marca apresenta algumas sugestões, mas sem que o utilizador seja obrigado a instalar as mesmas, opção que acaba por ser a mais interessante para ambas as partes.



Como de resto se esperaria, apresenta-se com Android 10, com um patch de segurança de Julho que demorou bastante a chegar, com o de Janeiro a ser o disponível durante largas semanas. É sem dúvida um aspecto a rever, com o facto de ser um equipamento low cost a não poder servir de justificação para esta situação.


As câmaras



A interface da câmara apresenta quatro zonas, da esquerda para a direita, em modo paisagem:
  • Modos de fotografia e definições, Inteligência artificial, filtros, HDR, formato da imagem e controlo do flash
  • Selecção da câmara principal ou ultra wide (e respectivo controlo do zoom) e acesso ao Google Lens
  • Efeitos para a face, fundo desfocado, fotografia, vídeo e modo noite
  • Selecção da câmara traseira/frontal, botão de disparo e acesso à galeria
Caso optem por um formato de imagem com ecrã completo, a interface vai cobrir cerca de 1/3 da área a fotografar, ficando o utilizador sem saber o que efectivamente está a fotografar. Uma redução desta área e sobretudo, um maior nível transparência, já permitira ver o que se está a fotografar.



Tendo em conta que estamos na presença de um smartphone que se encontra no mercado por 170€, as expectativas nunca podem ser muito elevadas. O equipamento tem apenas de cumprir os mínimos exigidos, sendo fácil de utilizar, garantindo igualmente imagens com uma qualidade minimamente aceitável.


Wiko View 4

Foi precisamente isso que este Wiko View 4 conseguiu disponibilizar, sendo que em condições de boa iluminação, é capaz de resultados bastante interessantes, com cores vibrantes. O efeito de fundo desfocado é bem conseguido, mas o elemento focado acaba por ficar com os limites pouco definidos.

A câmara frontal surge com um conjunto alargado de efeitos, ideais para quem gosta de brincar com as selfies. Os resultados não apresentando elevado detalhe, têm o condão de fugir ao alisamento da pele, algo que naturalmente se saúda.


Apreciação final




Embora este Wiko View 4 seja apenas uma revisão do modelo lançado no ano anterior, acaba por ser um smartphone com argumentos interessantes, sobretudo se tivermos em atenção o facto de custar menos de 200€. A questão é que, nesta altura, a concorrência está cada vez mais feroz e os modelos disponíveis neste segmento de preço já apresentam características superiores às deste Wiko, mantendo o mesmo nível de preço.



Se a este facto juntarmos a infeliz ausência do sensor de impressões digitais (segundo a marca, para garantir a bateria de 5000mAh), o Wiko View 4 acaba por perder algum fulgor, razão pela qual se fica por um sempre simpático "Morno", sendo por isso garante de um desempenho equilibrado sem contudo se destacar da concorrência.



Wiko View 4
Morno

Prós
  • Design
  • Desempenho equilibrado

Contras
  • Ecrã apenas HD
  • Sem sensor de impressões digitais
  • Ainda com micro-USB
  • Demora na actualização do patch de segurança



Wiko View 4

Morno (3/5)
№ 18

Boom Supersonic XB-1 pronto a voar em 2021

Embora atrasado, o XB-1 da Boom Supersonic está finalmente pronto para demonstrar o que vale e, potencialmente, dar início a uma nova era de aviões comerciais supersónicos.

A Boom Supersonic tem estado a desenvolver o seu avião supersónico há vários anos, e agora, mesmo com todos os atrasos, está finalmente prestes a passar à fase mais interessante.

O XB-1 é um avião de demonstração, feito para validar as tecnologias desenvolvidas, e que por agora tem apenas espaço para um piloto. Se tudo correr como provisto, ficará a porta aberta para se avançar para a construção de aviões comerciais, capazes de transportar 88 passageiros e reduzir o tempo da viagens intercontinentais para metade: Londres - Nova Iorque em 3h30m, Los Angeles - Sydney em 6h45.

Os voos de teste arrancam em 2021, esperando-se que este protótipo consiga atingir uma velocidade de pelo menos Mach 1.3, mantendo níveis de ruído reduzido, e consumos e emissões poluentes dentro de valores aceitáveis.



№ 19

GMail Go já está disponível para todos

Quem não apreciar o tamanho crescente da app Gmail, poderá agora recorrer ao mais compacto Android Go no seu smartphone Android.

Não se percebe muito bem porque é que a Google continua a limitar a disponibilidade de algumas das suas apps "Go" mais poupadas, restringindo a sua instalação apenas a equipamentos com Android Go; mas pelo menos no caso do Gmail Go isso fica resolvido.

O Gmail Go passa a estar disponível para todos os Android, independentemente de serem um smartphone de entrada de gama com capacidades mais reduzidas, e onde mais sentido fará usar uma app que exija menos recursos, como um modelo topo de gama em que o utilizador também prefira apostar na eficiência.
Ao contrário da app oficial do Gmail, que ocupa cerca de 250MB, a app Gmail Go fica-se pelo 9.9MB. E como se a diferença substancial de tamanho não fosse desde já um factor bastante apelativo, temos também a vantagem adicional de não nos estar a ser impingido o Google Meet integrado no Gmail - algo que por si só poderá ser suficiente para convencer alguns utilizadores.

Resta agora esperar que a Google aplique a mesma lógica às demais apps "Go", incluindo a app Camera Go, que recentemente ganhou o modo Night Mode e HDR.

№ 20

Tesla Model 3 com nova consola central

Para além do Model S Plaid a Tesla prepara também uma ligeira actualização do Model 3, que passará a contar com uma nova consola central e mala traseira motorizada.

Rumores sobre aquela que será uma remodelação para os Model 3 de 2021, indicam que a Tesla terá ouvido as críticas quanto aos acabamentos em preto brilhante na consola central, que fica bonito nas fotos oficiais mas que é impossível de manter livre de pó e dedadas nas circunstâncias reais do dia a dia - ao ponto de grande parte dos utilizadores optar por as recobrir com uma película mate.

Em vez de usar uma tampa como no modelo actual (foto acima), o novo sistema adopta uma tampa deslizante, como a que é utilizada no Model S, o que também contribui para uma melhor qualidade de operação. No entanto falta saber como é que isto irá afectar a zona com as portas USB onde tradicionalmente se utilizava um disco portátil para gravar as imagens das gravações de segurança.

Mas as novidades não se ficam por aqui. O Model 3 também deverá ganhar a mala traseira motorizada, como o Model Y; opção "chrome delete" para ter os frisos das janelas em preto em vez de cromados; e os vidros das janelas passam a ser de vidro duplo para melhor isolamento térmico e sonoro. Esta última opção só fará sentido se a Tesla também melhorar significativamente o isolamento a nível das borrachas nas portas, que serão os elementos que no modelo actual mais contribuem para o barulho aerodinâmico que se pode ouvir no habitáculo.

Agora é só esperar para a Tesla oficializar isto, e vermos que impacto é que terá no preço do Model 3. Para mim, só ficaria a faltar a suspensão adaptativa, que considero ser um elemento que deveria ser obrigatório para um carro que, na versão Long Range, vai para os 60 mil euros.

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