PlanetGeek
№ 01

Como usar o Gmail como email default no iPhone


Com o iOS 14 os iPhones ganharam a capacidade de escolher o browser e app de email que devem ser usados como app pré-definida do sistema, e depois do Chrome também o Gmail passa a poder tratar do email de forma geral.

Embora desde sempre se pudesse usar as apps do Chrome, Gmail, e outras, para desempenharem a sua função, assim que se clicasse num link web ou em algo para criar um email, seríamos atirados para as apps do sistema (Safari e Mail app) - com excepção das apps que davam opção para se poder escolher outras apps especificamente. Mas agora isso passa a poder ser definido directamente no sistema.

Nos browsers já podemos usar como browser pré-definido o Chrome, Edge ou DuckDuckGo, nos emails podemos usar o Outlook e, com esta actualização, também o Gmail.

Para definirmos a app pretendida como default, temos que:
  1. ir aos Settings
  2. procurar pela app (browser ou email)
  3. seleccionar a opção Default Browser / Email App.
  4. Esta opção só aparecerá se a app já tiver sido actualizada para suportar esta funcionalidade do iOS 14.


Como era de esperar, a Google apressou-se a actualizar o Gmail para poder tirar partido desta nova funcionalidade, tentando aproveitar ao máximo o factor novidade e antes que demasiados utilizadores se sintam tentados a experimentar outras apps de email e verem que, afinal, a app do Gmail tem bastantes lacunas: a impossibilidade de eliminar um email no meio de uma conversação, ou de marcar a conversação como não-lida a partir de determinado email, é algo que considero ser inacreditável estar em falta há anos!

É também pena que noutras apps a Google não tenha pressa de implementar novidades. O Google Authenticator para iOS continua sem a opção de transferência para novos smartphones, algo que chegou ao Android há quase meio ano

Não se esqueçam que por agora o iOS 14 tem um bug que repõe o Safari e Mail app como apps default após um reboot. Isso está do lado da Apple corrigir na próxima actualização do iOS.
№ 02

OnePlus 8T revelado a 14 de Outubro - começará nos €800?


A OnePlus já oficializou a apresentação do novo OnePlus 8T para 14 de Outubro, mas o seu preço parece continuar a afastar-se cada vez mais daquilo que em tempos se associava à OnePlus.

A OnePlus popularizou-se e ganhou uma legião de fãs ao criar smartphones topo de gama a preço imbatível, no processo usando a referência "flagship killer", mas esses tempos parecem ter sido completamente esquecidos. O OnePlus 8 actual começa nos €669, e o OnePlus 8 Pro começa nos €919. E segundo os mais recentes rumores, o novo 8T vai passar a custar €799 no modelo base de 8GB+128GB, e €899 com 12GB+256GB.

You guys choose it, I will do it. So here's my "ExClUsIvE" OnePlus 8T leak in Europe:
8/128: 799€
12/256: 899€
Even though I still have some doubts but if we look at the 7T 8/128 last year was 100€ cheaper than the 7 Pro 8/128, this price leak makes some sense. Also my... https://t.co/inVnykOSin
— Chun (@chunvn8888) September 21, 2020


Aparentemente desta vez a OnePlus não vai lançar um 8T Pro (pelo menos por agora), embora na apresentação do evento faça referência a um "ultra", que poderá acabar por ser uma modelo ainda mais exclusivo, e com preço a condizer.

É esperado que venha com ecrã FHD+ de 120Hz, Snapdragon 865+, bateria de 4500mAh e carregamento mais rápido de 65W, e câmaras melhoradas. Mas é inevitável não referir que actualmente já podemos encontrar modelos como o Poco X3, que também já têm ecrã de 120Hz, por €200. E tendo isso em conta, a par dos bugs que têm atormentado alguns OnePlus recentemente, parece-me que complicarão a vida a estes novos OnePlus 8T.
№ 03

Google e anunciantes recolhem ilegalmente dados dos visitantes


A Google e centenas de empresas de publicidade digital violam as leis de recolha de dados, fazendo a segmentação de utilizadores em categorias ilegais e altamente discriminatórias, incluindo problemas de saúde, doenças sexuais, e muitas outras.

No documentário The Social Dilemma sobre os abusos das redes sociais foi apresentada uma situação caricaturada, em que víamos três mini-representações de cada utilizador que tentavam prever e influenciar as suas actividades, fazendo leilões para o próximo anúncio a apresentar-lhe. Agora temos mais um caso que mostra que isso não é ficção, mas sim a realidade.

De cada vez que uma pessoa visita uma página na web, tem grande probabilidade de ser exposto ao sistema de anúncios da Google, que disponibiliza uma modalidade conhecida como real-time bidding (RTB) que é literalmente, o de leiloar publicidade em tempo real. O que isto significa é que nos décimos de segundos que a página está a abrir no browser, a Google envia informação para quase um milhar de parceiros que gerem milhões de anunciantes, para encontrar aquele que esteja disposto a pagar mais para apresentar o seu anúncio àquele utilizador em particular.

O problema, está em tudo aquilo que eles sabem sobre cada utilizador, e que resulta de uma investigação ao longo dos últimos dois anos, desde que foi feita uma queixa relativa a este assunto.


Para um anunciante, é bem diferente estar a pagar por publicidade que será apresentada a "toda a gente" ou a alguém que terá mais probabilidades de estar interessado nos seus produtos ou serviço. O problema é quando a recolha de dados é feita a tal nível que estes anunciantes passam a saber detalhes íntimos e perturbadores sobre cada pessoa.

Temos casos de anunciantes que tem pessoas categorizadas como: SIDA e HIV, Depressão, Incontinência, Tumores Cerebrais, Diabetes, Problemas de Sono, Infertilidade, Viciados em Drogas, e até Incesto(!); campanhas direccionadas a pessoas LGBTQ+ para influenciar eleições na Polónia; anunciantes que monitorizaram a localização das pessoas em Itália para saber se cumpriam o confinamento do Covid-19; assim como potenciais participações em acções de protesto, como o dos movimentos pró/contra o Black Lives Matters.

Today, we release new data on the consequences of the biggest data breach of all time: Real-Time Bidding. Two years after my complaint about the RTB privacy crisis, @DPCIreland has failed to end it. @ICCLtweet https://t.co/4zj476UT3t pic.twitter.com/RvagTloWk4
— Johnny Ryan (@johnnyryan) September 21, 2020


Isto não é propriamente novidade. Em 2016 já tínhamos falado das 98 coisas que o Facebook sabia sobre cada um dos utilizadores; e embora se tenha comprometido a eliminar algumas categorias, é de imaginar que desde então tenha acrescentado muitas mais.

O que isto vem demonstrar, é que este problema é muito mais abrangente que o Facebook, e na realidade está disseminado por toda a web, e acaba por ser o preço a pagar por todos os supostos serviços gratuitos que se utilizam. Ainda assim, mesmo ciente de que é a publicidade que paga por isso, há que meter travões a estes casos abusivos e ilegais.
№ 04

YouTube bloqueia Picture-in-Picture no iOS 14 para contas gratuitas


Como se já não fosse suficientemente ridículo não podermos ouvir músicas em background no YouTube, a coisa torna-se ainda mais ridícula com o bloqueio da funcionalidade Picture-in-Picture no iOS 14 a não ser que se tenha uma conta YouTube Premium.

A táctica da Google relativamente a músicas no YouTube é a de que apenas podem ser ouvidas se também estiver a ser exibida imagem; daí não sendo possível ouvir músicas em background, ou fazer o cast do som para colunas (só para dispositivos que tenham ecrã). Mas agora o YouTube avança para um novo nível de frustração dos seus utilizadores com iPhones.

Com o iOS 14 a Apple implementou a possibilidade do vídeo ser visto numa janela flutuante - o chamado modo Picture-in-Picture - mas agora o YouTube impediu deliberadamente que os vídeos vistos através do site mobile no Safari possam ser vistos em janela flutuante... a não ser que sejam subscritores do serviço YouTube Premium!



Seria de esperar que a funcionalidade de ver o vídeo em modo PiP seria transversal a qualquer vídeo, sendo uma funcionalidade do sistema e não de cada vídeo em si. Ao restringir essa funcionalidade apenas a clientes pagantes, temos um péssimo precedente, que me parece funcionar mais como motivo para não aderir ao YouTube Premium do que a seu favor.

P.S. De notar que isto não afecta vídeos do YouTube vistos noutros sites. Pelo menos, por enquanto.
№ 05

Coluna BT SOAIY SH39 acompanha monitores curvos


Temos visto muitas colunas BT, mas esta SOAIY SH39 será mesmo à medida para quem reforçar a prestação sonora de um monitor curvo, e adicionar mais alguns toques luminosos ao seu sistema.

Esta SOAIY SH39 tem um formato verdadeiramente invulgar, sendo concebida para ficar posicionada entre o teclado e o monitor, e ficando mesmo à medida para quem tiver um monitor curvo, já que também ela adopta um formato curvo 1800R. Vem com quatro altifalantes com iluminação RGB, relógio, e os controlos são efectuados por teclas, que também contam com iluminação.


O preço esta coluna BT SOAIY SH39 LED para teclado é de 64 euros, usando-se o código BGSAY39, com envio EU Priority Line disponível por apenas 45 cêntimos.

Com uma dimensão de 49.50 x 8.80 x 5.70 cm, não será a opção ideal para quem já tiver falta de espaço na sua secretária; mas para quem estiver à procura de uma coluna que possa encaixar entre o teclado e o monitor, e dar um toque especial - especialmente se tiver um monitor curvo - poderá ser exactamente aquilo que precisavam.
№ 06

Notícias do dia

A detecção facial racista do Zoom e Twitter; pré-reservas da Xbox Series X|S começam amanhã (22 de Setembro); OnePlus Nord está a fazer resets de fábrica espontâneos; o que é o ponto laranja / verde no ecrã do iPhone; tempestades tropicais e furacões esgotaram nomes para 2020; Challenger: The Final Flight explica o que correu mal; ataque de ransomware em hospital leva a morte de paciente; o dilema das redes sociais; e onde está o 4K e HDR na HBO Portugal?

Antes de passarmos às notícias do dia, não deixes de participar no novo passatempo gadget da semana, que tem para te oferecer uns Xiaomi Redmi Airdots 2.

Realidade Virtual e Aumentada é a aposta do FB para o futuro



Uma mera referência jocosa de Zuckerberg dizendo que os óculos VR da Apple seriam o equivalente a meter dois Apple Watch à frente dos olhos pode ser indicadora do quanto o Facebook está a apostar a sério nesta área, desde a sua aquisição da Oculus. Há muito que se diz que o VR, e principalmente a Realidade Aumentada, será o próximo grande salto evolutivo tecnológico que transformará por completo a forma como interagimos com os computadores, e é apenas uma questão de tempo até que a tecnologia permita tornar realidade o tipo de óculos (ou até lentes de contacto, a mais longo prazo) que se desejam; e o Facebook quer garantir que desta vez estará na linha da frente para dominar essa nova era.

O Facebook nem sequer existia na era em que o Windows começou a dominar o mercado dos PCs, e a sua tentativa modesta de criar um Facebook phone também não resultou da forma que esperava (não que isso importe muito, quando se dominam as apps que mais rapidamente serão instaladas num novo smartphone). Mas, isso deixa o FB dependente de outras empresas, como foi recentemente revelado pelas suas queixas contra o anti-tracking do iOS 14. Agora, é só imaginarmos se realmente queremos viver num futuro em que o Facebook saiba tudo aquilo para onde estamos a olhar, e poder manipular tudo o que se estiver a ver... Assustador, não?


Microsoft compra ZeniMax e Bethesda



A Microsoft continua a reforçar a sua posição no mundo dos jogos, e com a chegada iminente da Xbox Series X anunciou a compra da ZeniMax Media por 7.5 mil milhões de dólares, possuidora da Bethesda Softworks e id Software, responsáveis por jogos como as sagas Fallout, The Elder Scrolls, DOOM, Wolfenstein, entre muitos outros.

A intenção é juntar o seu catálogo de jogos ao serviço Xbox Game Pass, tornando-o ainda mais atractivo. E com um dos jogos mais aguardados a ser o futuro Starfield, que tem sido mantido praticamente em segredo durante os últimos anos.


GitHub vai mudar Master para Main em Outubro



Em resultado das críticas e pressões para que deixem de ser usados termos que possam ser associados à cultura esclavagista, a Microsoft vai abolir o termo "master" no GitHub, substituindo-o por "main".

A alteração apenas será para novos projectos, já que alterar projectos existentes vem acompanhado de outras dificuldades técnicas, mas a MS diz que mais para o final do ano irá disponibilizar uma forma dos responsáveis pelos projectos poderem trocar facilmente o nome de master para main nos projectos anteriores a esta alteração.


Facebook reforça direitos de autor nas fotos



Depois dos mamilos, preparem-se para começar a ver - ou deixar de ver - muitas mais fotos bloqueadas no Facebook e Instagram. O Facebook vai disponibilizar uma nova ferramenta de direitos de autor a certos parceiros, para facilitar a remoção de fotos que eles considerem ser deles.

Tal como acontece nas músicas e vídeos, é de imaginar que a ferramenta permita todo o tipo de abusos por parte dos ditos parceiros, que lá poderão colocar uma imagem que até seja de domínio público, e com isso poder bloquear todos os que as tiverem usado; ou todos os demais casos de "fair use" de imagens com direitos de autor.


Curtas do dia


Resumo da madrugada




№ 07

Quando o smartphone vem com malware de fábrica


Comprar um smartphone de baixo custo por poucas dezenas de euros pode revelar-se bastante mais dispendioso, se se tratar de um modelo que vem com malware pré-instalado, como era o caso dos Tecno W2.


A Tecno é uma marca chinesa pouca conhecida na Europa, mas que tem dominado o mercado africano graças aos seus modelos de baixo custo que os tornam bastante mais atractivos que os fabricantes mais conhecidos como a Samsung e Huawei. No entanto, por vezes essa opção pode correr mal. O Tecno W2 era um dos modelos de baixo custo, com preço de apenas 25 euros, mas que infelizmente podia trazer malware pré-instalado.

Neste caso em concreto o modelo vinha com dois malwares - Triada e xHelper - que apresentam publicidade adicional e tentam fazer subscrições que sugam todo o saldo disponível das vítimas; e que neste caso nem sequer se podiam remover via reset completo ao smartphone, já que vinham incluídos de origem.

O fabricante dos Tecno, a Transsion, disse que a culpa tinha sido de um dos seus parceiros e que afectava apenas algumas unidades, sem no entanto avançar com informações detalhadas sobre quantos smartphones terão sido afectados ou de qual o parceiro em questão. Referindo também que uma actualização para remover o Triada foi lançada em Março de 2018 e para o xHelper em final de 2019. Ainda assim, não se compreende como demoraram mais de ano e meio(!) para lançar uma actualização para remover malware dos seus smartphones.

Com tudo isto apenas se torna mais importante que nunca que o mesmo tipo de desconfianças que alguns governos têm em relação à Huawei também se deva aplicar aos utilizadores em relação aos smartphones (e demais dispositivos) que comprem. Será que o nosso smartphone, tablet, câmara, está apenas a fazer aquilo que deveria fazer? Parece-me que será de importância crítica que os nossos routers e outros sistemas comecem a ter capacidades de analisar e relatar, de forma fácil de interpretar pelos utilizadores comuns, tráfego e comunicações suspeitas que possam ocorrer na nossa rede.
№ 08

How Can You Become a PHP Master and Have More Recognition For Your Open Source Contributions

By Manuel Lemos
Many developers make their work available to the Open Source community.

One of the greatest difficulties of many PHP developers to have more recognition is to reach a significant number of developers interested in their work.

The PHP Development Master Award is being launched now with the goal to provide more visibility to great quality Open Source PHP packages that come with great tutorials that other developers have the pleasure to learn from.

Read this article and watch a short tutorial video here to learn how you can participate in this award, so you can get more recognition and prizes for the work that you share with the PHP Community.
№ 09

Realme C17 com ecrã de 90Hz


Confirmando que 2021 será um ano ingrato para os smartphones que se mantiverem com ecrãs de apenas 60Hz, até o recém-apresentado Realme C17 vem com ecrã de 90Hz.

Por diversas vezes referimos que a era dos smartphones com ecrãs de 60Hz estava a terminar, e a demonstrá-lo está mais um modelo económico de gama média que adopta um ecrã de 90Hz. O Realme C17 é um smartphone com LCD HD+ de 6.57" de 90Hz, Snapdragon 460, 6GB de RAM, 128GB + microSD, câmara frontal de 8MP em furo no ecrã, câmaras traseiras de 13MP f/1.8 + 8MP ultrawide + 2MP macro + 2MP B/W, bateria de 5000mAh com carregamento rápido de 18W (com carregador incluído), Dual SIM, e sensor de impressões digitais tradicional na traseira.


Este smartphone estará disponível na Índia com um preço de apenas 160 euros, e irá certamente servir para ridicularizar qualquer novo topo de gama que venha a ser apresentado e que não tenha, pelo menos, um ecrã de 90Hz - ou, preferencialmente, de 120Hz.

Dito isto, e tendo em conta o já previsível agravamento do preço caso venha a aparecer no ocidente, imagino que este Realme C17 acabe por ficar a valores demasiado próximos do Poco X3, que se torna numa proposta bastante mais interessante (Snapdragon 732G, ecrã de 120Hz). Deixa de haver desculpas para quem se arriscar a lançar smartphones com ecrãs de 60Hz no próximo ano, com excepção para os modelos abaixo dos 150 euros.
№ 10

OnePlus Nord está a fazer reset de fábrica espontâneos


Possuidores do OnePlus Nord estão a reportar um estranho bug, que faz com que os seus smartphones façam reposição dos dados de fábrica de forma espontânea, apagando todos os seus dados.


Seria extremamente frustrante tirar o smartphone do bolso e reparar que ele tinha feito reboot e estava a pedir o código PIN do arranque e/ou do cartão SIM. Mas ainda pior que isso será tirá-lo do bolso e repararmos que ele está no ecrã inicial de configuração do dispositivo, tal como se tivesse acabado de ser tirado da caixa.

Ainda não há qualquer explicação oficial para o sucedido, mas os relatos referem que os sintomas são o de se sentir o smartphone a ficar mais quente que o habitual nos bolsos, e que quando pegam neles, estão a fazer, ou já fizeram, o processo de reset de fábrica que elimina todos os dados e o deixa no seu estado original.

Apesar de ser relativamente simples recuperar o estado a partir de backups (e mais uma vez, relembra a importância de ter backups); isso não servirá de desculpa, nem tão pouco aliviará a frustração dos utilizadores. E com a OnePlus a querer alargar-se para ainda mais modelos a curto prazo, começa a ser posta em causa a sua capacidade de manter o nível de qualidade desejável do OygenOS para toda a gama.

№ 11

Colchão Grand Vividus custa 350 mil euros


Querem passar uma noite de sonho (ou talvez nem sequer conseguirem dormir só de pensarem no preço)? Então bastará deitarem-se num Grand Vividus, um colchão que custa a módica quantia de 350 mil euros.

O investimento num bom colchão é algo que muitos não dispensam, considerando que é o local onde se passa um terço da vida, mas há diferenças entre aquilo que as pessoas comuns poderão escolher... e aqueles para quem o preço não é factor impeditivo, como demonstra o Grand Vividus, um colchão de 350 mil euros.

Para muitas pessoas, 350 mil euros seria suficiente para comprarem a sua casa de sonho, e provavelmente ainda sobraria algum para pagarem o IMI durante muitos e longos anos. Para outros, é um valor que os fará dormir descansadamente, se tiverem a paciência para esperar por um destes colchões ultra-exclusivos Grand Vividus da empresa sueca Hästens, dos quais apenas são produzidos cerca de 12 por ano.

Se acharem que fica fora do vosso orçamento, podem sempre optar pelo modelo mais económico, o Vividus Classic, que fica por apenas 170 mil euros. Que tal? Vão encomendar um para cada cama? ;P
№ 12

A detecção facial racista do Zoom e Twitter


O Twitter e o Zoom estão a ser criticados, depois de ter sido demonstrado que os seus sistemas de reconhecimento facial parecem dar prioridade aos rostos brancos, ou até nem reconhecer rostos negros.

O caso começou com um membro de uma faculdade que estava intrigado (e frustrado) por ficar literalmente sem cabeça quando usava as imagens de fundo virtuais do Zoom; tendo-se vindo a descobrir que o sistema do Zoom não reconhecia o seu rosto como rosto, e por isso fazia-o desaparecer.

— Colin Madland (@colinmadland) September 19, 2020


Mas o caso depressa alastrou a outros serviços, mais concretamente ao Twitter. O Twitter também aplica um sistema de detecção de rostos para centrar a parte a apresentar no rosto que considera ser mais relevante. O problema é que, quando se põe o sistema à prova usando rostos brancos e negros, a preferência parece ir sempre para os rostos brancos.

Num teste feito com imagens verticais, com o rosto de Mitch McConnell no topo e Barack Obama no fundo, fez com que o Twitter apresentasse o rosto do Mitch McConnell. Quando se troca a posição dos rostos, o Twitter continua a dar preferência ao rosto de Mitch McConnell.


O Twitter diz que tinha testado o sistema antes de o activar para o público, e que não tinha detectado qualquer tendência racial; mas refere que este exemplo é algo que claramente irá obrigar a analisar mais cuidadosamente o que se passa. Outros, referem que este é um problema que nem sequer faz sentido existir, já que o Twitter poderia optar por simplesmente apresentar as imagens como são, ou sempre centradas, sem aplicar qualquer tipo de detecção facial. Uma opção que não está disponível para o Zoom, já que continua a ter que saber onde está um rosto, para aplicar os fundos virtuais correctamente.
№ 13

Tesla prepara Autopilot FSD por subscrição


A Tesla parece estar a preparar o lançamento para breve de mais uma forma de aceder à opção Full Self Driving (FSD) de condução autónoma total do Autopilot: em suaves prestações mensais via subscrição.

Ainda recentemente a Tesla começou a disponibilizar um modo de Autopilot melhorado mais económico, sem as capacidades de condução autónoma total prometidas "para breve" mas que exigem a troca do computador nos carros mais antigos. Agora, parece confirmar que considera o preço da modalidade de condução autónoma total um entrave à sua adopção, preparando uma modalidade de acesso via subscrição.


Nos EUA o modo FSD custa 8000 dólares (€7500 em Portugal), e obviamente que é um valor que obriga a pensar bem naquilo que se está a obter. É que mesmo quem pagou por essa opção há anos continua sem ter aquilo pelo qual pagou; e não há ainda qualquer data concreta de quando o poderá vir a ter.

Adicionalmente, Elon Musk tem referido repetidamente que o preço da opção FSD irá continuar a aumentar de preço, dizendo que não ficaria chocado se no futuro viesse a custar algo como 20 mil dólares - com a ideia de que seria possível colocar o carro a trabalhar sozinho e a ganhar dinheiro a fazer transportes enquanto os donos não precisam dele, em vez de ficar estacionado.

Veremos o que o futuro irá trazer.
№ 14

Autoridades dos EUA ordenam actualização de falha crítica do Windows Server


O Department of Homeland Security, Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) norte-americano emitiu uma directiva de emergência a ordenar a instalação da correcção de uma vulnerabilidade crítica no Windows Server.

A directiva de emergência 20-04 ordenou que todas as agências federais façam a actualização de segurança do Windows Server de Agosto de 2020 até ao dia 22 de Setembro. Em causa está uma vulnerabilidade designada por Zerologon, que usa zeros enviados para o Netlogon e que permite a um atacante obter acesso de administrador sem autenticação válida.

As entidades de segurança assumem que esta vulnerabilidade já esteja a ser utilizada em ataques (ou que o venha a ser muito em breve, tal o seu nível de interesse para atacantes), e embora a correcção para a mesma já esteja disponível desde Agosto, há sempre os casos de máquinas a quem não foram aplicadas as actualizações de segurança.

Esse é de resto um dos grandes problemas actuais. Ainda recentemente vimos o trágico caso de um hospital infectado por ransomware que até levou à morte de uma pessoa, sendo que a vulnerabilidade que permitiu a infecção já estava corrigida desde o início do ano, mas não tinha sido aplicada.
№ 15

Dicas para tirar o melhor partido de um tablet



Um tablet pode ser um precioso auxiliar para os estudos. Para que tal seja possível, partilhamos algumas dicas que podem ajudar a conseguir este objectivo.



 Desde o passado ano letivo que os tablets se tornaram em ferramentas praticamente indispensáveis para os estudantes. Caso este ano volte a ser necessário ter este suporte para as aulas, convém teres um equipamento que sirva para as tuas necessidades. Mas, mesmo que não fossem necessários para assistir às aulas, estes equipamentos são excelentes para fazer pesquisas e trabalhos, por exemplo. A SPC, empresa tecnológica especializada no desenvolvimento de produtos eletrónicos de consumo, diz-te como podes tirar melhor partido do teu tablet em altura de aulas em 4 passos:
 
1. Escolhe um tablet que sirva para as tuas necessidades
Existe imensa oferta no mundo da tecnologia, e a verdade é que desde março, em que os equipamentos eletrónicos começaram a ser mais utilizados para dar apoio nas aulas ou mesmo para se assistir aos professores a dar a matéria, os tablets tornaram-se quase imprescindíveis. Tablets como o SPC GRAVITY OCTACORE, por exemplo, oferecem 3GB de ROM e 32GB de RAM, espaço mais do que suficiente para tudo o que precisas de guardar! Oferecem também uma excelente velocidade 4G para as tuas pesquisas e um generoso ecrã para que consigas ver tudo.
 
2. Otimiza a vida de bateria do tablet
Não há nada mais frustrante do que estares a fazer os teus trabalhos ou a meio de uma pesquisa e o tablet ficar sem bateria sem te aperceberes. Aqueles minutos em que não sabes se perdeste tudo o que fizeste são verdadeiramente agoniantes e, por isso, tenta otimizar a bateria do teu equipamento. Mesmo em tablets cujas baterias duram largas horas, como no caso, por exemplo, do SPC GRAVITY OCTACORE, a vida útil de energia pode ser aumentada com alguns cuidados: o maior consumo de bateria deriva do brilho do ecrã que, a não ser que estejas diretamente sob o sol, não precisa de estar no máximo. O WiFi será umas coisas que mais usarás, porém, o Bluetooth poderá facilmente ser desativado enquanto não é usado. Vais ver que faz diferença.
 
3. Instala widges que te sejam úteis
Não é segredo que o sistema operacional Android é altamente personalizável e uma das razões pelas quais tem tanta flexibilidade em sua interface é o suporte a widgets. Precisas de estar sempre atento às horas? Adiciona um relógio digital ao ecrã principal. Vais ter de sair de casa para fazer pesquisa ou para ir a aulas presenciais? Tem sempre à vista as informações meteorológicas. Podes também adicionar uma barra de atalho para facilitar o acesso às configurações de WiFi e brilho, entre muitas outras, para que nunca percas tempo. Dica extra: coloca estes widges no ecrã de bloqueio para obteres acesso ainda mais rápido às opções e informações!
 
4. Organiza o ecrã principal e cria pastas mediante as tuas necessidades
Torna o ecrã principal do teu tablet menos confuso – e facilita a localização de aplicações e ficheiros à primeira vista – ao excluíres as aplicações que não usas. Opta por ter uma pasta 100% alocada à escola. Dentro dela podes ter mais pastas, uma por disciplina, e dentro dessas sim colocar os teus trabalhos. Podes até organizá-los por ordem de entrega ou tema, por exemplo. Desta forma saberás sempre onde encontrar tudo o que fizeste sem precisar de perder tempo à procura!
№ 16

Encomendas da Xbox Series X|S a 22 de Setembro


A nova geração Xbox Series X|S só chega a 10 de Novembro, mas os interessados poderão assegurar a sua reserva já a partir de 22 de Setembro.

É já a partir de amanhã (22 de Setembro) que será possível fazer a encomenda de uma das novas Xbox Series X ou Xbox Series S, que têm preços de 499 e 299 euros respectivamente. Ambas as consolas suportam Dolby Vision e Atmos, e o Xbox Game Pass que agora até inclui o serviço xCloud e também incluirá o acesso aos jogos EA Play - serviços que garantirão o acesso a centenas de jogos a um preço bastante competitivo.

De referir que, ao contrário da opção da Sony para a PS5, lançando duas versões da PS5 por €499 e €399, com drive óptico e sem drive óptico; neste caso da Xbox Series X e Series S, temos duas Xbox com capacidades diferenciadas, com a S a ter um desempenho inferior à X - e que embora seja descrita como tendo cerca de 4x o desempenho de uma Xbox One, não dará acesso aos jogos melhorados da Xbox One X.

... Estando já cansado de tanto escrever Xbox Series X e Series S - que considero serem nomes bastante infelizes - aproveitava também para recomendar uma pequena alteração de nome: que tal se as começássemos a designar por Xbox SX e Xbox SS? Não que este último resulte muito bem, mas pronto, foi a MS que se pôs a jeito para isso (talvez as pudesse ter chamado SX e SY).


As pré-reservas da Xbox Series X e S em Portugal estarão disponíveis na MS Store, e lojas como a Worten, FNAC, Mediamarkt.
№ 17

Surface Duo supera teste de dobragem


A Microsoft teve que fazer alguns compromissos para manter o Surface Duo com espessura reduzida, mas não comprometeu a sua resistência.

Mesmo sendo um dispositivo com dois ecrãs que se dobram um sobre o outro, a MS conseguiu fazer com que cada metade do Surface Duo fosse extremamente fina, com menos de 5mm, resultando numa espessura bastante aceitável de 9.9mm mesmo quando dobrado. No entanto, com tal espessura reduzida seria normal ficar com curiosidade para saber que tal resistiria aos abusos do dia a dia.

O popular JerryRigEverything sujeitou o Surface Duo à sua habitual ronda de tortura, e onde o ponto mais inesperado será efectivamente ter resistido ao teste de dobragem, apesar da sua espessura reduzida e mecanismo de dobragem. Aliás, será precisamente a sua dobradiça que estará a contribuir para a sua resistência à dobragem.

Claro que este não será o tratamento que se deverá dar ao Surface Duo (ou qualquer outro), mas é bom saber que mesmo em caso de alguma força excessiva acidental, ele deverá aguentar-se incólume.

№ 18

Paraíso (não para nós)

Agents-of-Time.jpg

Andrea Di Ceglie, Fedele Ladisa e Luigi Tutolo estão juntos enquanto AGENTS OF TIME desde o Verão de 2013 e têm consolidado o seu lugar no circuito internacional da música de dança, com um percurso dos discos aos palcos, entre concertos e DJ sets, ao longo do qual foram ganhando admiradores como Tiga ou Miss Kittin.

Depois do álbum de estreia "Spread the Word", em 2014, o trio italiano foi despertando atenções com vários EPs e o mais recente tem a particularidade de ser o primeiro editado pela reputada Kompakt. "MUSIC MADE PARADISE" é mais uma investida no universo space disco, sem evitar flirts com o techno ou o electro, através de cinco temas a um ritmo quase sempre propulsivo (a excepção fica a cargo da mais enigmática e soturna "My Heart Is a Microchip").

Além de ser o single, "DRIVE ME CRAZY", é a única faixa a juntar vozes (robóticas) a um novelo de sintetizadores que aceita contaminações de alguma electrónica francesa. O videoclip, no entanto, tem a Alemanha como cenário (talvez por influência da nova editora do grupo), acompanhando a viagem do protagonista à noite de Berlim depois de umas férias na praia.

Da mítica Berghain a outras discotecas (entretanto encerradas ou reinventadas), a jornada lembra que o Verão de 2020 esteve longe de corresponder a grandes planos de hedonismo, sobretudo aqueles com espaços nocturnos lotados em madrugadas sem fim. Valha-nos, pelo menos, a música como paraíso possível durante os últimos meses... ou no próximo ano, em festivais como o Boom, que se tudo correr bem vai receber o set de três horas dos AGENTS OF TIME em Julho.

№ 19

O dilema das redes sociais


O The Social Dilemma é um documentário da Netflix que se foca nos perigos das redes socais e que está a gerar alguma polémica.

O documentário conta com a participação de alguns nomes sonantes no sector tecnológico, pessoas que estiveram envolvidas na criação de alguns dos serviços mais populares da actualidade, e de coisas como o botão de "Like" do Facebook, o scroll infinito, e muitas outras coisas. Mas o que têm em comum é darem um sinal de alerta para os grandes perigos das redes sociais, nos seus moldes actuais, na destruição da própria sociedade e democracia.

O documentário pinta um cenário negro, de como as redes sociais e outros serviços online, empregam todo o tipo de tácticas psicológicas para nos manterem agarrados aos computadores e smartphones, competindo por cada segundo da nossa atenção como forma de nos impingirem publicidade. É algo que é apresentado de forma gráfica e explícita (e até divertida, não fosse o caso de ser um assunto sério) mediante a representação destes sistemas através de três versões miniaturas de cada pessoa, que vão analisando o comportamento e escolhendo as tácticas que pensam ser mais eficazes.


Um dos problemas apontados no documentário, é que actualmente esse controlo já escapa às pessoas que criaram os próprios sistemas, já que o recurso aos sistemas A.I. e de Machine Learning faz com que sejam as próprias máquinas a aprenderem e aprimorarem as suas próprias tácticas, incessantemente estudando o que gera melhores resultados - pessoas mais tempo a olhar para o smartphone, que se traduz em mais lucros com publicidade - a escalas que serão incompreensíveis para as mentes humanas.

Cá fora, as críticas ao documentário centram-se no facto de ser apresentada apenas um lado da questão, a de um cenário apocalíptico, sem apresentar vozes discordantes. O mais próximo que disso se chega é quando em breves momentos é referido que as redes sociais também permitiram / permitem muitas coisas boas; mas não sendo isso que é explorado.

Pessoalmente, acho que o documentário, mesmo focando-se apenas num lado da questão, está bem estruturado para o propósito a que se destinava: o de alertar as pessoas e dar-lhes a conhecer um pouco daquilo que se passa nos bastidores dos serviços que utilizamos diariamente.

Não será preciso ser radical ao ponto de abandonar as redes sociais e deixar de utilizar a internet; mas será recomendável (e saudável), estar consciente das técnicas e tácticas que são utilizadas por estes serviços - tal como é conveniente estar informado das técnicas de marketing que nos tentam empurrar para certas marcas ou produtos nas lojas que visitamos.

Se tiverem oportunidade, espreitem este The Social Dilemma. No pior caso apenas ficam a saber aquilo que já sabiam, no melhor caso poderão passar a olhar para as redes sociais com um olhar mais crítico.
№ 20

A.I. transforma vídeos a 15fps em 60fps (ou mais)


Depois de já termos visto sistemas de inteligência artificial a dar cor a filmes antigos, temos agora um que parece fazer magia ao melhorar o framerate, produzindo incríveis interpolações que permitem aumentar vídeos de 15 fps para 60 fps (ou até mais).

O contacto mais frequente que as pessoas têm com sistemas de interpolação é quanto activam as funcionalidades de melhoramento de imagem nos seus televisores, que tentam criar frames adicionais para transformar vídeos de 24fps, 30fps, ou 60fps, para os 100fps ou 120fps (dependendo dos televisores). É um efeito que muitos dispensam, por causa do efeito "soap opera", que faz com que filmes de cinema fiquem com um aspecto mais aproximado dos vídeos televisivos.

No entanto, há inúmeros casos em que a interpolação poderá ser muito bem apreciada, e há sistemas que o fazem com cada vez maior perfeição. Este que vos trago hoje chama-se DAINAPP e está disponível no GitHub, e recorre a um sistema de A.I. para conseguir esse efeito.

Para além de permitir melhora vídeos antigos, ou de animação stop-motion, também se pode ajustar os parâmetros para que possa produzir vídeos super-slow-motion, ou vídeos com ainda mais frames por segundo para ainda maior fluidez - e é impressionante como consegue lidar até com casos bastante complicados.



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