PlanetGeek
№ 01

ROG Phone 3 já está disponível com um preço a começar nos 799,99€


A Asus mostra não estar interessada em perder a corrida do mobile gaming, tendo para isso apresentado oficialmente o ROG Phone 3, o qual chega em três versões, com um preço a começar nos 799,99€.


 A ASUS Republic of Gamers (ROG) acaba de revelar ao mundo a série ROG Phone 3 - a nova geração do smartphone de gaming mais poderosa e emocionante.  A série inclui o flagship ROG Phone 3 e o ROG Phone 3 Strix Edition.

O ROG Phone 3 é o mais poderoso de todos os tempos, usando a mais recente plataforma móvel Qualcomm® Snapdragon™ 865 Plus com comunicações móveis 5G avançadas e recursos Qualcomm Snapdragon Elite Gaming™. Com o sistema de refrigeração GameCool 3 melhorado, o ROG Phone 3 foi projetado para oferecer um desempenho ultra suave e ininterrupto para a melhor experiência em jogos para dispositivos móveis.

Um ecrã AMOLED de 6,59 polegadas e 144 Hz / 1 ms fornece uma precisão de cores Delta-E menor que um para garantir imagens vívidas e precisas, e uma resposta de toque de 25 milissegundos - líder do setor permite uma resposta ao toque quase instantânea. O ecrã de 10-bits também suporta conteúdo de faixa dinâmica alargada HDR10+ para um realismo visual máximo.
O design diferenciado do ROG Phone 3 mantém os principais benefícios centrados nos jogadores dos seus antecessores, incluindo a porta de carregamento exclusiva lateral e uma bateria “monstruosa” de 6000 mAh. O intuitivo sistema AirTrigger 3 agora com um sensor de movimento, além dos sensores de toque ultrassónicos programáveis, oferece aos jogadores ainda mais formas de controlar a ação. O software de otimização de desempenho X Mode suporta agora o ajuste de vários parâmetros do sistema, tornando mais fácil do que nunca desbloquear toda a potência do ROG Phone 3.

O ROG Phone 3 Strix Edition possui as mesmas especificidades centradas nos jogadores que o ROG Phone 3, com diferenças no processador Snapdragon 865, com ROM UFS 3.1 de 256 GB e 8 GB de RAM LPDDR5.


Poder Absoluto
Este é o ROG Phone mais poderoso de sempre! O Qualcomm Snapdragon 865 Plus 5G, a conectividade a redes 5G e o desempenho avançado WiFi 6 permitem jogos com gráficos mais realistas, fotografias de qualidade profissional em alta resolução e experiências intuitivas de Inteligência Artificial (IA). Tem também o Snapdragon Elite Gaming, que oferece experiências de jogos em HDR ultra suaves com desempenho sustentando por períodos mais longos.

Com até 16 GB de RAM LPDDR5 e ROM UFS 3.1 ultrarrápida até 512 GB, o ROG Phone 3 tem o melhor desempenho para que os gamers possam desfrutar de uma experiência de jogo mais suave e sem absolutamente nenhuma limitação.

O software X Mode melhorado permite agora a personalização de diferentes parâmetros do sistema para se adaptar a qualquer cenário de jogo, e com os padrões cuidadosamente calibrados, é agora mais fácil do que nunca libertar toda a potência do ROG Phone 3.

O sistema de arrefecimento GameCool 3 atualizado possui uma câmara de vapor 3D redesenhada, uma enorme película de grafite atrás do ecrã para maximizar transferência de calor e um dissipador de calor ampliado precisamente para eliminar pontos de calor. O novo sistema de arrefecimento é uma das soluções térmicas mais eficazes disponíveis em dispositivos móveis, podendo remover e dissipar o calor gerado durante o pico de desempenho através de aberturas especialmente desenhadas na parte traseira. Isto permite ao ROG Phone 3 manter facilmente o seu desempenho máximo durante muito mais tempo, o que dá vantagem aos seus utilizadores face aos seus rivais. Para um arrefecimento extra durante as maratonas de gaming, basta adicionar a nova ventoinha externa AeroActive Cooler 3 que foi completamente redesenhada para permitir um maior fluxo de ar e reduzir a quantidade de calor.

A inovadora tecnologia ROG HyperFusion, combinada com as antenas múltiplas de WiFi e 5G, possibilita a ligação simultânea do WiFi e da rede móvel com redireccionamento inteligente para aquela que tiver o melhor sinal. E assim se conseguir o sinal mais forte em todos os momentos.


Imagens impressionantes
O ROG Phone 3 tem um fascinante ecrã AMOLED 10-bits e 144 Hz/1 ms. A taxa de sensibilidade ao toque de 270 Hz diminui radicalmente a resposta de toque para uns incríveis 25 ms, oferecendo a capacidade de reação necessária para conquistar séries vitoriosas em todos os jogos. De forma a garantir que os jogos no ROG Phone 3 são apresentados exatamente como os developers planearam, cada ecrã é cuidadosamente calibrado para garantir uma precisão de cores Delta-E 1>


Bateria non-stop
A bateria “monstruosa” de 6000 mAh do ROG Phone 3 tem resistência para as mais longas batalhas, em qualquer lugar. Com vários mecanismos de poupança de energia, incluindo uma função de hibernação exclusiva que pode limitar proativamente os dados em segundo plano e o uso de energia em apps selecionadas. Estes mecanismos prolongam significativamente o tempo entre carregamentos e aumentam o tempo de vida útil da bateria.


Construído por gamers para gamers
Jogos totalmente imersivos com controlo total são o objetivo do ROG Phone 3, que tem o pioneiro design ergonómico horizontal dos modelos anteriores.

A melhorada tecnologia AirTrigger 3 oferece controlos táteis ultrassónicos extremamente precisos nas laterais do smartphone, para os jogadores terem ainda mais ferramentas de controlo. Os movimentos gestuais dos sensores laterais foram aperfeiçoados, tendo sido adicionado um novo gesto de swipe e uma emulação de botão duplo, para que os jogadores tenham uma experiência de jogo com a sensação de botão de consola. Há ainda um novo sensor de movimento que adiciona outro gesto, que permite que a ação seja controlada agitando o dispositivo: esta é uma forma totalmente inovadora de interagir com o dispositivo. O AirTrigger 3 oferece os melhores controlos disponíveis num smartphone e eleva a fasquia no setor de jogos móveis.

A porta de carregamento USB-C® exclusiva na lateral permite carregar a bateria sem interferir na forma de jogar. Esta porta serve ainda para conectar acessórios como o AeroActive Cooler 3, que tem conectividade USB-C, uma entrada de áudio jack 3.5mm e um novo suporte na parte traseira para colocar o ROG Phone 3 numa mesa ou superfície plana.

O desempenho de áudio do ROG Phone 3 também recebeu atualizações significativas, em colaboração com a especialista em áudio Dirac. A análise da DXOMARK Audio dá ao ROG Phone 3 a elevada pontuação de 75 pelo seu desempenho, afirmando que "o ROG Phone 3 elevou seriamente o seu jogo no que respeita ao áudio, alcançando o verdadeiro nível de flagship". A DXOMARK Audio também observou que "apesar das ressonâncias graves notáveis, o áudio reproduzido pelos altifalantes demonstra bom equilíbrio tonal geral, boa dinâmica e boa inteligibilidade, mesmo em volumes mínimos".

Existe agora um Game Mode dedicado para melhorar ainda mais os efeitos sonoros. As duas colunas frontais na parte superior e inferior do equipamento oferecem um som rico, proporcionando um stereo perfeito no modo Landscape. O dispositivo suporta ainda Qualcomm aptX Adaptive que permite ter áudio de baixa latência e alta qualidade nas conexões Bluetooth®.

O ROG Phone 3 introduz também a ROG Connect, uma nova comunidade social online — integrada na aplicação Armory Crate — que permite aos proprietários deste smartphone jogar com amigos ou equipas, ou até fazer upload das suas jogadas e screenshots.

A incomparável gama de acessórios para o ROG Phone 3 inclui o novo gamepad modular ROG Kunai 3, que adiciona controlos físicos típicos de consola ao smartphone; a nova capa ROG Lighting Armor para melhorar a aparência; e a ROG Clip que conecta o smartphone a comandos de consola para melhorar a experiência de jogos móveis. O ROG Phone 3 pode ser expandido de forma a obter uma verdadeira jogabilidade de 144 Hz com a nova TwinView Dock 3 e a Mobile Desktop Dock que pode ser conectada a um teclado e um rato de forma a obter uma jogabilidade semelhante à de um desktop numa TV ou num monitor externo.

Para este equipamento, a ROG criou parceria com a Stadia e a Unity para estabelecer um ecossistema de jogos verdadeiramente integrado. A parceria visa criar uma experiência de jogo móvel mais completa, oferecendo o conteúdo dos seus jogos favoritos em qualquer lugar.


DISPONIBILIDADE & PREÇO:
O ASUS ROG Phone 3 e o ROG Phone 3 Strix Edition já estão disponíveis em Portugal na loja oficial da marca em http://shop.asus.pt, com PVP desde 799,99 euros.  

Na fase inicial de lançamento, a ASUS dá aos primeiros 200 clientes uma oferta muito especial: os auriculares exclusivos ROG Cetra.
№ 02

Power bank BlitzWolf BW-P10 10000mAh com Qi a €16


Quem não dispensar um power bank mas quiser dispensar o cabo para carregar o smartphone, pode recorrer a este bem apetrechado BlitzWolf BW-P10 de 10000mAh, que vem com três portas USB e carregamento wireless Qi de 10W.

Quem começa a utilizar um smartphone com carregamento wireless depressa se converte à liberdade de não estar dependente de cabos / adaptadores e à comodidade de bastar pousar o smartphone no sítio certo para que comece a ser recarregado, quer seja na mesa de cabeceira, na mesa de trabalho, ou até no carro. Isso aplica-se também aos power banks, e é aí que entra este BlitzWolf BW-P10.


Este power bank BlitzWolf BW-P10 10000mAh com 3x USB + wireless Qi está disponível por 16 euros com o código BGBW1P10 e com envio da Europa.

Este power bank vem com duas portas USB-A (uma limitada a 5V3A, a outra suportando também 9V2A, e 12V1.5A), uma porta USB-C (5V3A, 9V2A e 12V1.5A), e ainda o carregador wireless Qi (5W, 7.5W e 10W). Capacidades mais que suficientes para lidar com todo o tipo de equipamentos com suporte para carga rápida, mas ter em atenção que no caso de se querer carregar vários dispositivos em simultâneo, temos um limite máximo de 15W para todos. Para ser perfeito só precisava de também poder ser recarregado via wireless, e era mesmo o adeus definitivo aos cabos. :)

Se não derem valor ao carregador wireless integrado, podem optar pelo BW-P9 10000mAh por 11 euros com o código BGBWP9Bank, também com envio da Europa.


P.S. Podem seguir as melhores promoções do dia no nosso grupo AadM Promos no Facebook.

№ 03

Notícias do dia

CTT explicam taxas e serviços nas importações e desalfandegamento; OnePlus apresentou o OnePlus Nord a começar nos €419; Jelly 2 é um smartphone Android 10 ultra-compacto de 3"; análise ao Huawei P40 lite E; os supostos vídeos via CPU no Task Manager do Windows; e ainda a app de tracking Stayaway Covid em Portugal que chega com questões e preocupações.

Antes de passarmos às notícias do dia, não deixem de participar no passatempo que vos pode valer uns earphones BT BlitzWolf Airaux AA-UM1. E, após quatro meses de interregno devido ao Covid-19, regressa o nosso meeting mensal já este sábado - em edição limitada a um máximo de 10 participantes.

Amazon gasta 6.9 mil milhões de dólares em publicidade



A publicidade tornou-se tão banal na internet que a maioria das pessoas já nem repara nela (ou passou a usar um ad-blocker). No entanto, nem sempre é fácil ter a noção do quanto é que isso implica para as empresas, e no caso da Amazon, garantir que tem a atenção do público é uma tarefa que a faz investir quase 7 mil milhões de dólares em publicidade por ano!

É um número astronómico que, posto de outra maneira, significa que a Amazon gasta em publicidade:
  • $573 milhões por mês
  • $18.8 milhões por dia
  • $785 mil dólares por hora
  • $13 mil dólares por minuto
  • $218 dólares por segundo

Em comparação, a Walt Disney e Google ficam -se pela  5ª e 6ª posições da tabela, com "apenas" 3.1 mil milhões de dólares gastos em publicidade por ano.


Auchan testa robot autónomo nas lojas



Quem visitar a loja Auchan de Alfragide poderá ver um robot autónomo a circular pela loja com o intuito de melhorar o serviço. Desenvolvido pela Trax, este robot poderá fornecer informações aos clientes (por exemplo, indicar onde está determinado produto), e também detectar falhas de stock nas prateleiras ou ausência das etiquetas de preço.

Numa segunda fase, espera-se dar ainda mais capacidades ao robot, para facilitar a recolha de produtos para encomendas online, e disponibilizar serviços de mapeamento. Se tudo correr como previsto, no próximo ano veremos estes robots a circular nas restantes 34 lojas Auchan espalhadas pelo país.


Kingston lança novos microSD Endurance para gravações contínuas

Os microSD podem parecer todos iguais mas na verdade não o são. Para além das velocidades de acesso há também modelos que são especializados para diferentes tipos de utilização. É esse o caso destes Kingston Endurance, disponíveis em versões de 32GB, 64GB e 128GB, com velocidades de até 95MB/s em leitura e 45MB/s em escrita.

Estes microSD foram concebidos para serem utilizados em câmaras de vigilância, dash cams, action cams, etc. onde possam estar sujeitos a longos períodos de gravação contínua, que poderia reduzir significativamente a longevidade dos microSD comuns.


Smartphones com 2GB de RAM obrigados a usar Android Go



Com a chegada do Android 11 a Google definiu novas regras para os equipamentos Android de entrada de gama. Smartphones com 2GB de RAM terão obrigatoriamente que usar o Android Go, e o mesmo se aplicará também aos modelos com Android 10 a partir do último trimestre do ano (mas com os modelos que já tiverem o Android 10 "completo" a permanecerem assim).

Relembro que o Android Go tem exactamente as mesmas capacidades do Android "normal", mas conta com afinações diferentes de modo a melhor se adequar a smartphones com hardware mais limitado. A Google deixa também de aceitar smartphones com 512MB para terem acesso oficial aos Google Mobile Services.


Curtas do dia


Resumo da madrugada

№ 04

OnePlus Nord chega com trunfos para lutar por um lugar de destaque na gama média


Depois do OnePlus X, a OnePlus regressa aos modelos "económicos" com o lançamento do OnePlus Nord, que terá preços a começar nos 419 euros para Portugal.


Já se sabia praticamente tudo o que havia para saber sobre o OnePlus Nord. Temos um ecrã OLED de 6.44" (2400x1080) a 90Hz, CPU Snapdragon 765G, 8GB ou 12GB de RAM, 128GB ou 256GB, câmaras de 48MP + 8MP ultrawide + 2MP macro + 5MP depth, câmara frontal de 32MP + 8MP ultrawide, e bateria de 4115mAh com carregamento rápido Warp Charge 30T. A grande incógnita era o preço, que era indicado como sendo "abaixo dos 500 euros", coisa que foi cumprida... ou quase.



O preço de referência para a Europa foi dado como sendo de 399 euros e 499 euros para os modelos de 8GB+128GB e 12GB+256GB respectivamente. Mas por causa do nosso IVA e taxas sobre a memória, em Portugal esses valores passam para os 419 euros e 519 euros - fazendo com que este último passe do limite prometido.

Os interessados terão que esperar até 4 de Agosto para o poderem comprar, ou então terem a sorte de conseguirem um código de convite que lhes permita efectuar a compra antecipadamente. Faz lembrar os tempos em que andávamos por cá a organizar a partilhar de convites para quem queria um OnePlus, nos tempos em que tinham preços verdadeiramente irresistíveis (e nesse caso, este Nord nos 400 euros não fica mal posicionado - e sempre podem poupar 10 euros por nossa conta).


P.S. A OnePlus também apresentou os novos earphones Bluetooth OnePlus Buds por 89 euros.

№ 05

Análise ao Huawei P40 lite E


A Huawei aposta na linha "Lite" como sendo uma forma mais acessível de ter acesso aos smartphones da sua gama. Desta vez vamos ver que tal se comporta o Huawei P40 lite E.

A aposta em valores mais acessíveis é uma fórmula de sucesso quase sempre garantido, e foi isso que aconteceu com o lançamento do P8 lite, que acabou por ter um grande sucesso no mercado, dando origem a uma família que se prolonga até a este P40 lite. Curiosamente (ou não...) o preço do P lite foi sofrendo incremento ao longo dos anos, aproximando-se vertiginosamente dos 400€, deixando o segmento de origem (200-300) sem uma representatividade, a qual acabou por surgir com outra linha de produto, o P Smart, tendo o modelo mais recente sido alvo de análise, passando no teste com distinção.


O P40 lite E tem por isso uma missão difícil, concorrendo com outros modelos da própria marca.

Unboxing



A caixa segue o design utilizado na série P, com a particularidade deste P40 lite E se apresentar sem as aplicações e serviços da Google, facto que fica bem patente no grafismo impresso na zona inferior, com referência à AppGallery da Huawei.


Dentro da caixa encontramos ainda um carregador, cabo USB, clip para instalação dos cartões e a documentação de referência. De salientar a ausência de auriculares e uma sempre útil capa de protecção, se bem que neste caso o plástico seja mais resistente a quedas que o vidro que tenta (e bem) imitar, com um gradiente de cor.


O carregador está limitado a uma potência de 10W, numa relação de carregamento de 5V/2A. O cabo microUSB é ainda uma constante, com a Huawei a tardar em fazer acompanhar a gama de entrada com uma ligação USB-C.


O P40 lite E



O plástico é o elemento dominante mas este facto não tem qualquer impacto negativo nos acabamentos do smartphone, com o P40 lite E a apresentar-se com um corpo que transmite solidez quando se segura o terminal com apenas uma mão.


O bloco do corpo apresenta uma curvatura que termina em dois anéis, um que protege o vidro frontal, outro o plástico da traseira. A protecção extra acaba por ter repercussões na espessura do terminal, com este a apresentar uma espessura de 8,13mm. Não sendo um valor muito superior à média, acaba por dar essa impressão devido às arestas laterais do acabamento traseiro.



A frente do smartphone é dominada pela simplicidade, com o furo em cima à esquerda a ser o único elemento a destacar-se.


Igualmente nesta zona, mas numa posição mais central, uma coluna para as chamadas de voz.



Na lateral direita temos os botões de volume e power. Na lateral oposta, o adaptador para instalação de dois cartões SIM e microSD, sendo que o equipamento permite a instalação dos três em simultâneo.



A traseira prima igualmente pela simplicidade. Em cima, à esquerda, o módulo de câmaras e flash. Numa zona mais central, o sensor de impressões digitais, para um desbloqueio rápido e seguro do smartphone.

Para um equipamento de gama baixa, este P40 lite E apresenta um conjunto de hardware que à primeira vista é verdadeiramente generoso, mas uma análise mais atenta revela um detalhe que poderá colocar este smartphone fora das opções dos consumidores.

O processador é o já velhinho e bem conhecido Kirin 710F, unidade que se ajusta na perfeição ao segmento de mercado em que este P40 lite E se insere. Os 64GB e sobretudo os 4GB de RAM são adequados, complementados por um ilustre trio de câmaras que já deu mostras da sua valia numa análise por nós publicada. A completar o conjunto temos uma generosa bateria de 4000 mAh e um actualizado Android 10 com EMUI 10, como se exige a um equipamento agora lançado no mercado.

Relativamente a câmaras, o P40 lite E conta com uma tripla câmara na traseira com 48 MP (grande angular, f/1.8) + 8 MP (ultra grande angular) f/2.4 + 2 MP (profundidade) f/2.4. Na frente, um sensor de 8 MP, com abertura f/2.0

O ecrã é o elemento que fica a destoar deste interessante conjunto de especificações, pois acaba por ser relativamente grande em tamanho, com 6.39", mas com uma resolução HD+ com apenas 720x1560 pixels, numa relação de 19.5:9 com 269 ppp. Embora seja um gama média baixa, esperava-se outra opção por parte da Huawei.


Em utilização



As expectativas não eram elevadas, considerando que se trata de um smartphone com preço abaixo dos €200. As marcas têm de cortar em múltiplos aspectos pata garantir que o produto final fica dentro dos custos estabelecidos, mas com o cuidado de manter um nível de desempenho que seja minimamente satisfatório.



Em termos de utilização, o anel de protecção na traseira acaba por introduzir uma quebra na curvatura do corpo, provocando uma diminuição do conforto quando se segura o smartphone com apenas uma mão. Este elemento está bastante bem conseguido a nível estético, mas o seu bom aspecto visual acaba infelizmente por se intrometer na comodidade de utilização.




Com um processador HiSilicon Kirin 710F acompanhado de 4GB de RAM não há lugar a preocupações, garantindo uma experiência de utilização sem atrasos.

O ecrã com apenas 720x1560 pixels acaba por ficar aquém do esperado. Esta opção por parte da Huawei não é propriamente novidade, tendo já sido utilizada por parte de outras marcas, com destaque para a Xiaomi e do seu Mi A3. Por muito que tenham tentado defender esta opção com a qualidade do ecrã AMOLED, a diferença para o Full HD a faz-se notar bastante, ainda mais tendo em conta a dimensão do ecrã, prejudicando a nitidez do texto. Pela positiva, o facto da resolução exigir menos do processador e GPU, contribuindo para uma maior fluidez da interface.



A Huawei aposta forte em termos de software, repetindo a fórmula utilizada nos outros smartphones da série P40, com a App Gallery a ser a alternativa disponível face da ausência das aplicações e serviços da Google. Para ficarem a conhecer o impacto desta decisão, convida-se à leitura da análise do Huawei P40 Pro, havendo apenas uma alteração face ao apresentado anteriormente.

Uma das lacunas apresentadas na nossa análise prendia-se com a limitada oferta disponível na App Gallery, não existindo uma forma simples e rápida de aceder a conteúdos de outras lojas. A aplicação Petal Search vem colmatar esta lacuna, apresentando ao utilizador opções para as apps e jogos que pretenda instalar, servindo igualmente para gerir as actualizações das aplicações instaladas.

Não sendo ainda uma solução à altura daquilo que a Google disponibiliza com os seus serviços e aplicações, a App Gallery em conjunto com a Petal Search resolve a questão da variedade de aplicações disponíveis, assim como a sua actualização. No entanto, continua a ser uma proposta pouco apelativa para os fãs das apps Google, como o Gmail, Youtube e afins.


As câmaras



Ao apostar numa tripla câmara traseira herdada do P30 lite, o P40 lite E recebe um upgrade de alguma forma inesperado, com um sensor de 48 MP (grande angular, f/1.8) + 8 MP (ultra grande angular) + 2 MP (bokeh). Este trio é capaz de produzir resultados de qualidade em diferentes cenários, graças à interligação do hardware com os múltiplos modos de fotografia disponibilizados: Abertura, Noite, Retrato, Pro, Câmara Lenta, Panorama, Pintura de Luz, HDR, Time Lapse, Imagem em movimento, Autocolantes e Alta resolução. O vídeo está limitado a uma resolução Full HD, algo que não surpreende num equipamento de gama média-baixa..

A câmara frontal com sensor de 8MP apresenta uma abertura f/2.0. Em termos de funcionalidades, este sensor está bem mais limitado, com apenas o modo beleza e um conjunto diversificado de filtros.



O modo automático, assistido pela AI, consegue responder adequadamente na grande maioria das situações, se bem que limitado a uma relação 4:3. Quem assim preferir, pode optar pelo modo de fotografia Pro, ficando com a possibilidade de configurar manualmente os diferentes parâmetros.

Huawei P40 lite E

Em termos de qualidade de imagem, a câmara frontal não consegue acompanhar a prestação do trio traseiro, com este último a sair bastante bem na fotografia, literalmente falando. Este facto não será propriamente novidade, pois o mesmo trio já tinha mostrado que vale na análise do P30 lite. O modo noite foi uma boa surpresa, pois não é habitual conseguir-se um resultado deste nível no segmento dos €200.


Apreciação final



Com o avanço da tecnologia, os smartphones de gama média começam a apresentar cada vez mais e melhores funcionalidades. Os atrasos na resposta os toques são já coisa do passado, com os terminais a disponibilizarem uma fluidez assinalável sem comprometer a experiência de utilização. Este P40 lite E é disso exemplo, havendo apenas que contar com um ecrã que apresenta uma resolução inferior ao que seria recomendável. Para contrabalançar este facto, as câmaras traseiras dão boa conta do recado, disponibilizando imagens com qualidade bastante interessante para este segmento de preço.



Já o software, fruto das limitações impostas pela Google, acaba por sair penalizado. É certo que a App Gallery está cada vez mais preenchida e a app Petal Search vem preencher algumas das lacunas que as soluções da Huawei apresentavam, mas para quem vive e respira sobre os serviços da Google, continuará a ser um factor de eliminação.



Em termos de design e qualidade de construção, o smartphone apresenta linha interessantes, sobretudo nos efeitos que a traseira disponibiliza com a incidência da luz. O anel de protecção do plástico traseiro acaba, no entanto, por tornar o smartphone menos confortável de utilizar com apenas uma mão.

O P40 lite E acaba por ser vítima do veto imposto pelo EUA e curiosamente pela concorrência que outros equipamentos da marca lhe oferecem (ver análise ao P smart 2020), ficando-se por isso por um sustentado "Morno", que deverá ser visto com bons olhos por parte de quem procura um conjunto equilibrado de câmaras por um preço simpático para a carteira (já se pode encontrar por valores próximos dos €150).




Huawei P40 lite E
Morno


Prós

  • Câmaras traseiras
  • Desempenho vs €€€

Contras
  • Sem apps e serviços Google
  • Design da lateral
  • Ecrã apenas HD+



Huawei P40 lite E

Morno (3/5)
№ 06

Google Chat, Meet, e Gmail mais seguros


A Google anunciou uma série de novas medidas para reforçar a segurança dos seus serviços, incluindo o Google Chat, Meet, e também o Gmail que passará a contar com icons validados para as contas devidamente autenticadas.

No Gmail, a Google quer facilitar o processo de identificar emails de phishing com o seu BIMI (Brand Indicators for Message Identification). Este é um sistema que irá apresentar os logotipos das empresas respectivas que utilizem a autenticação DMARC para validar os seus emails. Para os utilizadores, se virem uma mensagem que diz ser de uma determinada empresa, mas não apresentar o logotipo como os emails legítimos dessa empresa, será um sinal bem visível para que suspeitem.


Mas estas novas medidas de segurança da Google não se ficam por aqui. No Google Meet os utilizadores que forem expulsos não poderão voltar a entrar nas videoconferências a não ser que recebam um novo convite expresso do organizador; e alguém que tente insistentemente pedir para entrar numa chamada ficará também bloqueado de fazer novos pedidos. Também será possível limitar que participantes podem usar o chat e as apresentações, para bloquear a utilização indevida destas funcionalidades.

E por fim, no Google Chat, passamos a ter a verificação de links via Safe Browsing para limitar a partilha de links maliciosos; detecção de spam melhorada (por exemplo, contas que tentem fazer convites excessivos que sejam recusados); e também a possibilidade de reportar e bloquear chat rooms que se considerem ser maliciosas.

Há ainda novidades a nível do que podem fazer os administradores de contas G Suite, mas que já ficam fora do âmbito das coisas que serão visíveis directamente pelos utilizadores.
№ 07

CTT explicam taxas e serviços nas importações e desalfandegamento


Comprar produtos que sejam de fora da UE pode resultar no pagamento de taxas e direitos aduaneiros que surpreendem quem os vá receber, mas os CTT explicam quais os valores para os quais se pode ficar isento e como são calculadas as taxas.

Na sua página referente às taxas e serviços cobrados nas importações e desalfandegamento, os CTT explicam que todas as encomendas que vêm de fora da União Europeia têm de passar na Alfândega, mas algumas podem estar isentas de pagar direitos aduaneiros.

Condições para que possam estar isentas de direitos aduaneiros
  • Encomendas que vêm de um país da União Europeia
  • Encomendas de valor abaixo de €45 se forem enviadas entre particulares
  • Encomendas de valor abaixo de €22 se forem enviadas por uma empresa

No caso de não serem cumpridas estas condições, será necessário pagar o IVA do valor da encomenda, a que acrescem os direitos aduaneiros (cujo valor vai depender da taxa aplicável à mercadoria) para os produtos de valor superior a €150.

Refira-se ainda que o IVA a pagar é sobre o valor total, que engloba não só o valor da mercadoria como também as despesas de transporte, seguro, outras despesas, serviço de apresentação à Alfândega, e despesas de serviço.


Infelizmente, embora na página dos CTT seja dito que o valor a pagar vai depender de ter sido comprada ou se é uma oferta, não é feita qualquer referência adicional para o caso das ofertas. Pelo que, e até esclarecimento em contrário, parece que o envio de ofertas será simplesmente tratado como se fosse um envio comercial entre particulares - o que não é nada justo.


Acima de tudo, e mais que qualquer valor a pagar - independentemente da injustiça de um produto de  €22 passar em pagar nada, e um de €23 se arriscar a passar para o dobro ou mais por causa das taxas - o que mais importa será garantir a transparência de todo o processo, para que não aconteçam coisas como aqueles casos em que vemos o produto a chegar a Portugal em poucos dias após ter sido enviado do outro lado do mundo, e depois passar semanas ou meses em processo de desalfandegamento, ou até mesmo ficando "perdido" depois de já se ter pago as ditas taxas.
№ 08

Os supostos vídeos via CPU no Task Manager do Windows


Uma curiosidade feita por diversão, de exibir vídeos no task manager usando a taxa de utilização de cada núcleo do CPU, está a originar uma série de vídeos falsos.

Há algumas semanas, foi publicado um curioso vídeo de uma pessoa que arranjou forma de transformar o ecrã de utilização dos 64-cores do seu AMD EPYC no gestor de tarefas do Windows num mini-ecrã capaz de reproduzir (vagarosamente) vídeos. Para isso era apresentado o CPU como sendo um ecrã de ultra-baixa resolução com 16 x 8 pixeis, onde cada pixel é cada "core" do CPU, e a sua cor sendo dada pela taxa de utilização do mesmo.

Well, I got it running for the most part. Here’s Bad Apple on taskmgr on a very large computer.

SMT had to be disabled to ensure that the image displays properly as the kernel scheduler handler those logical threads differently than physical cores. pic.twitter.com/QMchANZy9W
— sarah @ ganbaranai (@winocm) June 25, 2020


Não faltaram pessoas a tentarem replicar e a expandir esta curiosidade técnica, mas infelizmente não demorou para que surgissem pessoas a mostrar vídeos impressionantes, onde até se podiam ver coisas com o Doom a correr num CPU Xeon com 896-cores.


Só que, infelizmente, tratam-se de vídeos falsos, que trocam a curiosidade técnica pela habilidade artística de recriarem o efeito num programa de edição de vídeo. Existem alguns diferenças que revelam que o gestor de tarefas não é como o verdadeiro (letras minúsculas e maiúsculas trocadas) e, como se pode ver no link acima referente ao Xeon, quando se chega a determinado número de núcleos o task manager passa a apresentar uma barra de scroll vertical, não permitindo que se vissem todos os 896 cores de uma só vez.

Teremos que aguardar mais algum tempo para ver se alguém com acesso a um destes Xeons consegue realmente fazer um vídeo deste tipo que seja real (daria para fazer uma resolução de 64x14 pixeis. :)
№ 09

Jelly 2 põe à prova um Android 10 ultra-compacto


Quem se queixa do tamanho gigante dos smartphones actuais tem finalmente uma solução que poderá ser a resposta a todos os seus problemas: o diminuto Jelly 2 com ecrã de 3" mas que não dispensa o Android 10 e hardware bastante interessante.

Numa altura em que praticamente todos os smartphones começam a ter ecrãs que em tempos era apelidados de mini-tablets, a Unihertz criou um novo smartphone compacto que se segue ao seu Jelly original de 2017, e que agora vem melhor que nunca. O Jelly 2 vem com um ecrã de 3" (854x480), CPU Helio P60, 6GB de RAM, 128GB + microSD, câmara de 16MP, câmara frontal de 8MP, NFC, USB-C, ficha de 3.5mm, Android 10 e uma bateria de 2000mAh - que resolve uma das maiores críticas ao modelo original, que tinha bateria de 950mAh.

As dimensões envergonham qualquer smartphone actual, ficando-se pelos 95 x 49.4 mm, com a espessura de 16.5 mm a não assustar devido às suas dimensões globais.


As entregas estão prometidas para Dezembro de 2020, com o preço a começar nos $159 para uma unidade ($129 se apanharem uma unidade early bird) - valor que me parece bastante adequado para aquilo que oferece.
№ 10

Spotify arranca com podcasts video


O Spotify reforça a sua aposta nos podcasts, agora com podcasts com vídeo, procurando captar um pouco do mercado que tradicionalmente recorre ao YouTube ou outras plataformas.

Depois do investimento feito a atrair nomes de peso do mundo dos podcasts (como Joe Rogan) para ficarem como exclusivos Spotify, temos agora a expansão do formato áudio para o vídeo. Por agora o lançamento destes video podcasts é feito apenas para um número reduzido de programas: que incluem Book of Basketball 2.0, Fantasy Footballers, The Misfits Podcast, H3 Podcast, The Morning Toast, Higher Learning with Van Lathan & Rachel Lindsay, e The Rooster Teeth Podcast; mas com a promessa de rapidamente se expandirem a muitos mais.

O Spotify indica que será possível continuar a ouvir apenas o áudio, como era feito até agora, e que no caso de estarem a ver um podcast em vídeo e o passarem para background, não irão estar a gastar dados desnecessariamente, sendo apenas transferido o áudio até que voltem a ter o vídeo visível.

Os podcasts vídeo estão disponíveis tanto para os subscritores dos planos pagos do Spotify como para os utilizadores que usam a modalidade gratuita, e estão acessíveis em todos os mercados com podcasts do Spotify.
№ 11

Monitor 4K 144Hz LG UltraGear com 1ms GtG


Quando se procura um monitor é normal encontramos modelos que têm "quase" tudo o que se procura mas ficando a faltar algo que consideramos importante, mas o LG UltraGear 27GN950 parece tratar do assunto, com painel IPS de 27", 4K, 144Hz, e 1ms GtG.

Para quem já se dedica a jogar em resolução 4K a framerates mais elevados, a procura por um monitor 4K de 144Hz quase sempre implica optar por um painel LCD que ofereça a velocidade mas sacrificando a qualidade. Não é esse o caso do LG UltraGear 27GN950, com painel IPS, sucessor do 27GL850, e que combina uma série de argumentos imbatível: painel IPS de 27" (10-bits, DCI-P3 98%), 4K, 144Hz (G-Sync / Freesync Premium Pro), e 1ms GtG.


Porque é que o 1ms GtG é importante? De nada serve a um monitor ser rápido (144Hz) se depois as imagens que apresenta forem "esborratadas" por causa dos pixeis do painel não terem capacidade de mudar de cor com a velocidade necessária para manter a nitidez. E contrariamente ao que poderá parecer lógico, para um painel LCD o mais complicado para um pixel não é mudar da cor 100% branca para a cor 100% preta, mas sim mudar de um determinado nível de uma cor para outro nível de qualquer outra cor diferente (uma vez que os pixeis só modulam o nível de luz, sendo um filtro de cor RGB que dá a cor a cada subpixel, é como se todos eles fossem "cinzentos", daí o termo Gray-to-Gray).

A nível de entradas, temos 2x HDMI, 1x DisplayPort, e ainda hub USB 3.0 e ficha para headphones.

... Será este o monitor perfeito? Quase... mas infelizmente continua a haver um pequeno detalhe que continua a não ser aquele que se desejava: o preço. Este LG UltraGear 27GN950 custa 1189 euros.
№ 12

1 robot, 2 robot, 3 robots a voar…

Um dos temas mais emblemáticos utilizados na animação nipónica é aquele que nos conta histórias sobre robots gigantes pilotados habitualmente por um qualquer adolescente (vulgo Mechas). Muitos certamente já ouviram falar de nomes como Gundam e Evangelion ou se lembram de ver séries como Saber Rider ou Voltron quando eram mais novos mas o género está também recheado de outros exemplos menos conhecidos que oferecem abordagens diferentes ao tema.

E é com isso em mente que decidi fazer este pequeno artigo com 3 séries recheadas de robots gigantes que muito possivelmente nunca ouviram falar e que não podiam ser mais distintas umas das outras.

Valvrave the Liberator

Vamos começar pela série que me deu a ideia de escrever este artigo e que é um Guilty Pleasure que gosto de revisitar ocasionalmente.

Uma história original produto daquele que é quiçá o estúdio mais conhecido no que toca a Mecha e que é conhecido pela sua mais famosa propriedade: Gundam. Falo obviamente do estúdio Sunrise e a série em questão chama-se: Valvrave the Liberator.

Se estavam presentes na comunidade nos idos de 2013, quando esta série originalmente surgiu, suponho que estejam neste momento a chamar-me de louco. Mas apesar de eu francamente admitir que a minha sanidade mental já ter visto melhores dias quero garantir-vos que não perdi o juízo de vez e que tenho uma boa razão para apreciar tanto esta série.

Para quem não está familiarizado da série o resumo é mais ou menos o seguinte: Num futuro não muito distante a humanidade moveu-se na sua generalidade para colónias no espaço em rodo do planeta terra e divide-se maioritariamente entre duas grandes facções: a Federação e a União de Estados Atlânticos. No meio disto encontramos Tokishima Haruto, o nosso personagem principal, um mero estudante de secundária numa das colónias espaciais da nação independente de Jiouru. A sua vida, no entanto, está prestes a mudar quando a Federação decide atacar e ele encontra o robot gigante Valvrave que o vai ajudar a lutar contra a invasão.

Até aqui tudo normal. Esta premissa podia facilmente descrever mais uma qualquer iteração de Gundam ou dos seus muitos clones visto que é literalmente o enredo do Gundam original de 1979 ou do Seed do início dos anos 2000.

Porém, apesar de partir da Sunrise ter decidido começar do mesmo ponto neste série, o caminho que decidiram tomar com a história foi tudo menos o que se podia esperar. Sem estragar muito o enredo posso dizer que o personagem principal é mortalmente ferido nos primeiros episódios por exemplo e que em pouco tempo a escola onde a acção se situa se transforma numa nação independente totalmente gerida por estudantes e cujo resultado, como devem calcular, não tarda em fazer lembrar o clássico “O Deus das Moscas” (Lord of the Flies).

Visualmente a série é tão boa como qualquer outra coisa do estúdio, as músicas estão a cargo de artistas como T.M.Revolution (Samurai X, Gundam Seed) ou angela (Fafner, Knights of Sidonia) e os desenhos dos robots têm também excelente aspecto mesmo que sejam muito em linha com aquilo que se tornou o normal das criações da Sunrise na era pós-3D.

Quanto às personagens da série… bom, o que é que eu posso dizer? São quase todos insanos! Más decisões atrás de más decisões e uma sequência de eventos que genuinamente só torna tudo pior culminando num enredo que na prática envolve vampiros no espaço. É genial! Mas ridículo… e genial. Mau… mas tão mau que é bom. Valvrave é, sem sombra de dúvidas o Z-Movie do Mecha Anime. Eu genuinamente adoro a série.

Não vão para esta série com ilusões: ninguém consegue prever o que vai acontecer no episódio seguinte. Pelo menos não na totalidade. E não é como em Code Geass onde a imprevisibilidade vem à custa de acções que envolvem o Lelouch a puxar uma vitória da cartola mas sim à custa de personagens a tomarem decisões claramente ridículas ou do enredo nos trazer uma nova revelação qualquer que nem conseguíamos imaginar dois episódios atrás.

Genuinamente esta série não é para todos. É preciso conseguir desligar o cérebro e simplesmente deixar a montanha russa que está à nossa frente entreter-nos com o completo descarrilamento do enredo.

Agora onde é que está a minha sequela Sunrise?

Valvrave the Liberator – Trailer

Break Blade [Broken Blade]

E agora para algo completamente. Break Blade tem uma abordagem mais sóbria ao género Mecha com os seus robots a serem muito mais lentos do que o habitual e com a sua acção a situar-se num mundo de fantasia ao invés da ficção científica habitual.

A história segue Rygart Arrow, um rapaz que é incapaz de utilizar a magia existente baseada em quartzo que a grande generalidade da população utiliza e que é habitualmente necessária para controlar os robots gigantes do mundo chamados de Golems.

No entanto ele é chamado pelo seu amigo e rei da nação onde vive para pilotar um misterioso Golem que foi descoberto numa escavação arqueológica e que pode ser o segredo para o reino sobreviver à guerra que está prestes a bater à porta.

O que torna este Break Blade tão interessante e distinto no entanto não é apenas a excelente animação a cargo dos estúdios Xebec e Production I.G. (dois estúdios cuja qualidade é inquestionável) mas sim na forma como o combate e os mecanismos de operação dos robots são muito mais próximos do género Real Robot do que a grande generalidade das séries. Aqui os robots não voam nem têm sabres de luz, não temos raios laser gigantes nem newtypes que conseguem ler a mente do adversário. Não, em Break Blade as armas têm limites de munições e os robots precisam de manutenção.

E no fundo é isso que torna Break Blade interessante. É raro uma história destas focar-se tanto nos mecanismos dos robots e no desenrolar das batalhas. Os personagens são, admitamos, pouco memoráveis mas a abordagem diferente ao género é refrescante e altamente recomendado para quem quer algo distinto dentro do tópico.

Não é uma série digna de um 10/10 mas sim bem mais próxima de um 6 ou 7. Sólida, com uma produção cuidada e diferente o suficiente para ser digna de uma vista de olhos daqueles que estão cansados dos Gundam e Macross desta vida.

Break Blade – Trailer

Aim for the Top 2 – Diebuster

O ano é 2004 e o estúdio Gainax está de parabéns. 20 anos depois da sua fundação o estúdio que nos deu obras como Neon Genesis Evangelion ou FLCL decide comemorar o seu aniversário com uma nova obra original e o resultado foi este Diebuster.

Diebuster é uma sequela para Gunbuster, a série de 1988 que foi profundamente influente no meio e sobre a qual podem ler mais na primeira parte da minha série de artigos sobre os animes que marcaram década a década. Mas onde Gunbuster se focou no hiper-realismo ao ponto de incluir a teoria da relatividade no seu enredo, Diebuster atira a lógica pela janela e vai na direcção oposta adoptando aquele estilo criativo que mistura fantasia com ficção científica e que viria mais tarde a marcar séries como Tengen Toppa Gurren Lagann bem como as obras do estúdio Trigger.

A história segue Nono, uma simples rapariga do campo que sonha um dia ser piloto espacial e comandar uma das máquinas quasi-humanoides apelidadas de Buster Machines. Obra do acaso, ele vai acabar por encontrar-se com um desses pilotos e vai acabar a fazer parte do grupo de elite chamado de Fraternity e que é composto de pilotos adolescentes chamados de Topless.

A sua missão é proteger o sistema solar dos monstros espaciais que o tentam destruir e ao longo dos 6 episódios da série vamos descobrir como é que este universo tão alienígena funciona como sequela à série de 1988 enquanto seguimos as tentativas de Nono de se integrar no grupo, de ser aceite e de eventualmente descobrir o seu passado esquecido.

Apesar de ser tecnicamente uma sequela de Diebuster, conhecer a história do original não é essencial ainda que seja vivamente recomendado. Nada bate aquela sensação especial quando, no fim de tudo e depois da viagem alucinada que são os seus 6 episódios, chegámos ao ponto em que tudo se torna claro e onde compreendemos como o puzzle se encaixa na sua totalidade.

Visualmente impressionante, com um enredo brilhante e um perfeito exemplo da criatividade que marcaram o estúdio durante a primeira década do milénio. Diebuster é uma das obras que marcou o espólio da Gainax e que só viria a ser igualado quando alguns anos depois fomos presenteados com o lançamento de Gurren Lagann, um dos melhores animes de sempre na minha modesta opinião.

No fim de tudo, se tiverem de escolher uma das 3 obras que aqui mencionei, escolham este Diebuster.

E é tudo o que tenho para vocês por hoje. 3 histórias muito diferentes cujo único ponto em comum é o uso de robots gigantes. 3 histórias que exemplificam as muitas diferentes formas como este meio consegue usar este ponto de partida para chegar a resultados que não podiam ser mais distintos uns dos outros.

E vocês? Ficaram curiosos por alguma destas séries? Têm alguma obra do género que acham que eu ou outros leitores deviam dar uma vista de olhos? Digam de vossa justiça no Twitter ou no Facebook.

Artigos Relacionados:

  1. Tengen Toppa Gurren Lagann
  2. Animes que marcaram – Parte 1
  3. Anime Report – Outono 2010
№ 13

Apps de tracking Stayaway Covid em Portugal chega com questões e preocupações


Portugal está prestes a juntar-se aos países que disponibilizam apps de tracking Covid-19 com o objectivo de tentar determinar o contacto entre cidadãos e alertar em caso de contágio. Mas para além de ter sido demonstrado que a sua utilidade prática é reduzida ou nula, surgem também inúmeras questões que se levantam relativamente à Stayaway Covid.

Eu começaria logo por perguntar porque motivo se deu um nome em inglês a uma app que, à partida, deveria ser facilmente encontrada e compreendida por toda a população, mas infelizmente esse até acaba por ser um mero detalhe face às reais questões de fundo que acompanham a Stayaway Covid portuguesa, e todas as demais apps deste tipo (Apps de Rastreamento de Contactos - ARC). Questões que a Associação D3 - Defesa dos Direitos Digitais enumera de forma bem clara:

Falsos positivos e negativos

Pela forma como a Stayaway funciona através de contacto Bluetooth, sabemos haver muitas situações em que serão registados contactos que não existiram: por entre divisórias finas, barreiras de proteção de acrílico ou vidro, ou mesmo engarrafamentos, registar-se-ão imensos contactos entre pessoas que na verdade não aconteceram. (...) A cada falso positivo corresponde não só tempo perdido por parte da comunidade científica a tentar compreender que partes das redes de contaminação são fidedignas e quais não são, como também será uma causa desnecessária de ansiedade e desespero por parte de cada pessoa que receber a mensagem a dar a má notícia – e a própria app aconselha imediatamente o isolamento a quem receber a notificação, o que só vai agravar essas consequências.

Sabemos que os falsos positivos são um problema real: o Ministério da Saúde de Israel veio admitir que houve mais de 12 mil casos de falsos positivos na app oficial que levaram à quarentena desnecessária de 12 mil pessoas. Sabemos que muita gente vai ser notificada sem ter tido um contacto real. Um cenário particularmente plausível é o de que rapidamente as pessoas se apercebam que as notificações não são para levar a sério, o que arrasaria com qualquer potencial de eficácia da Stayaway.

Nenhum caso de sucesso

Apesar de já terem passado várias semanas desde que as primeiras ARCs começaram a ser usadas pela Europa, continua um silêncio revelador sobre os seus efeitos positivos. Por outro lado, já conhecemos alguns fiascos: na Austrália, a ARC local não conseguiu identificar qualquer contacto para além do que já havia sido determinado pelo rastreio convencional.

Houve quem já tenha avisado: a Profª. Joana Gonçalves de Sá articulou no Público a enorme dificuldade em implementar com sucesso uma solução técnica deste género, com a agravante das múltiplas deficiências do sistema adoptado, algumas delas intransponíveis. Um estudo do Trinity College Dublin questiona profundamente se estas apps são sequer eficazes, condenando a falta de transparência na sua implementação. E um relatório suíço vai mais longe e aponta um conjunto grave de ineficácias e riscos para a privacidade que todas as ARCs têm, afirmando que o seu uso poderá resultar em cenários piores do que se não existissem.

Assim, repetimos que a Stayaway está longe de merecer o optimismo do Primeiro-Ministro ou de qualquer outro cidadão.

Mostrem o código

O Primeiro-Ministro e vários dos ministros do Governo manifestaram, várias semanas antes da data projectada de lançamento, a sua intenção de instalar esta ARC sem sequer a terem visto ou usado. Com os escândalos de fugas de dados com apps do género – veja-se a da Índia, onde era possível aceder à localização dos infectados – apreciar-se-ia algum cuidado no endosso a uma solução técnica cujos métodos de funcionamento ainda ninguém conhece, porque o seu código-fonte ainda é mantido em segredo.

Existe a promessa de publicar o código aquando do lançamento da Stayaway. A publicação do código-fonte da aplicação, de forma integral e reprodutível, é fundamental para qualquer noção de controlo democrático de uma aplicação que vamos todos ser incentivados a instalar. Só assim se pode analisar o que a aplicação realmente faz, e incluir os cidadãos no esforço de assegurar que não há falhas nem riscos na Stayaway. No caso da ARC da Alemanha, o código foi publicado duas semanas antes do lançamento; inúmeras pessoas participam no esforço de alerta para problemas encontrados nas apps, e vários problemas foram resolvidos graças a este processo aberto.

Por cá, nada está publicado. A Stayaway está pronta desde o início de Junho. Porque se mantém ainda em segredo o código?

Temos de falar da Apple e da Google

Acresce a isto outro problema. A Stayaway recorre à API da Apple e da Google para poder funcionar, o que significa que interage com o sistema operativo de uma forma que só a Apple e a Google controlam. Ou seja, mesmo que o código da Stayaway seja integralmente publicado, continuará a faltar a parte do código do sistema operativo que manipula a informação obtida pela app. Mesmo acreditando na promessa de inviolabilidade dos nossos dados pessoais, estas empresas continuam a ter acesso aos dados de instalação e utilização da app (tal como com qualquer outra). É de óbvio interesse obter informação sobre como uma pessoa lidou com a app (instalou ou não? Quantas vezes a abre por dia?), para cruzar com os dados de login da app store de cada pessoa, e assim complementar os perfis usados para o targeting de anúncios: uma empresa de produtos médicos poderá assim apontar os seus anúncios a pessoas que instalaram a Stayaway, por serem um público mais susceptível de aceitar soluções mágicas para lidar com o desespero que a pandemia provoca. As protecções de privacidade prometidas pela Stayaway não o conseguem impedir.

A dependência da API Apple e Google tem outra consequência: estas empresas podem alterar unilateralmente o funcionamento do seu código, e não há forma das pessoas (ou o Governo) saberem o que mudou. Nem o Inesctec nem o Governo podem fazer nada, porque aceitam recorrer a estas componentes fechadas que não podem ser auditadas.

Destacamos: o Governo português está a apoiar oficialmente uma app que enviará informação para a Apple e Google, sem qualquer acordo com estas empresas para assegurar que os dados de utilização da app não serão utilizados para outros fins. Não é aceitável que estas duas gigantes tecnológicas possam ser partes fundamentais de um mecanismo de saúde pública, sem qualquer transparência pela forma como operam.

Assim, a D3 vem exigir às entidades responsáveis pela Stayaway:
  1. a publicação imediata do código-fonte da Stayaway
  2. a publicação dos mecanismos de funcionamento Apple+Google para esclarecer a privacidade dos dados de utilização da app
  3. a divulgação do montante de financiamento público do desenvolvimento da Stayaway

E vem apelar ao Governo e Parlamento pela implementação de legislação específica para:
  1. proibir a discriminação baseada na opção pelo uso ou não uso da app
  2. afirmar o carácter exclusivamente voluntário da sua instalação
  3. assegurar que soluções tecnológicas realizadas com financiamento público devem ter o seu código público


Pontos muito válidos que convinha ver respondidos antes de estarem a incentivar a população a dar uso a esta app.
№ 14

OnePlus Nord começa nos €419


Depois do OnePlus X, a OnePlus regressa aos modelos "económicos" com o lançamento do OnePlus Nord, que terá preços a começar nos 419 euros para Portugal.

Já se sabia praticamente tudo o que havia para saber sobre o OnePlus Nord. Temos um ecrã OLED de 6.44" (2400x1080) a 90Hz, CPU Snapdragon 765G, 8GB ou 12GB de RAM, 128GB ou 256GB, câmaras de 48MP + 8MP ultrawide + 2MP macro + 5MP depth, câmara frontal de 32MP + 8MP ultrawide, e bateria de 4115mAh com carregamento rápido Warp Charge 30T. A grande incógnita era o preço, que era indicado como sendo "abaixo dos 500 euros", coisa que foi cumprida... ou quase.



O preço de referência para a Europa foi dado como sendo de 399 euros e 499 euros para os modelos de 8GB+128GB e 12GB+256GB respectivamente. Mas por causa do nosso IVA e taxas sobre a memória, em Portugal esses valores passam para os 419 euros e 519 euros - fazendo com que este último passe do limite prometido.

Os interessados terão que esperar até 4 de Agosto para o poderem comprar, ou então terem a sorte de conseguirem um código de convite que lhes permita efectuar a compra antecipadamente. Faz lembrar os tempos em que andávamos por cá a organizar a partilhar de convites para quem queria um OnePlus, nos tempos em que tinham preços verdadeiramente irresistíveis (e nesse caso, este Nord nos 400 euros não fica mal posicionado - e sempre podem poupar 10 euros por nossa conta).

Actualização: OnePlus Nord a €399 na Amazon ES (€369 para Prime - que podem aderir gratuitamente por 30 dias).


P.S. A OnePlus também apresentou os novos earphones Bluetooth OnePlus Buds por 89 euros.

№ 15

MS Office e Windows a preço reduzido desde €8


Comprar o Windows 10 Pro e Office da Microsoft pode ser feito por valores bastante reduzidos, com os preços a começam nos 8 euros para o Windows 10 e nos 17 euros para o Office 2016, havendo também descontos caso sejam comprados em conjunto.

As promoções são muitas, abrangendo diferentes versões do Windows (incluindo versões empresariais), Office (2016, 2019, 365) e também jogos, com descontos variados consoante as categorias.

Windows e Office

Código de desconto 40%: AMF40
Windows 10 Pro Key €8.36
Windows 10 Home Key Global 32/64 Bit €8.14

Código de desconto 65%: AMF65
Microsoft Office 2016 Pro plus Key €17.77
Windows 10 Pro + Office 2016 Pro Key €21.14

Código de desconto 56%: AMF56
Microsoft Office 2019 Pro plus Key €28.98
Windows 10 Pro + Office 2019 Pro Key €34.44

Microsoft Office 365 Pro plus Global €13.47
Windows 10 Pro + Office 365 Pro plus Global Bundle €18.44

Antivirus Software

Código de desconto 40%: AMF40
Kaspersky Total Security 2020 1 Device 1 Year Digital Code Global €11.48
Kaspersky Total Security 2020 3 Devices 1 Year Digital Code Global €15.85

McAfee Total Protection 2020 1 Device 5 Years Key Global €8.58
McAfee AntiVirus Plus 2020 Unlimited Devices 3 Years Digital Code Global €17.49
McAfee Livesafe 2020 Unlimited Devices 3 Year Digital Code Global €28.05

Eset NOD32 Antivirus 2020 1 Device 1 Year Digital Code Global €10.39
Eset Internet Security 2020 1 Device 1 Year Digital Code Global €10.96
AdLock 2020 5 Devices 1 Year Digital Code Global €10.71


Esta loja - mmorc.com - suporta pagamentos com PayPal, que serve como protecção adicional, e disponibiliza o email [email protected] para responder a toda e qualquer questão relacionada com os produtos.
№ 16

Notícias do dia

Passwords roubadas ao Ministério da Saúde revelam que eram guardadas de forma insegura; AccuWeather ganha previsão minuto a minuto para fazer frente ao Dark Sky; Voicemod Clips chega ao Android e iOS; SpaceX reutiliza um Falcon 9 em tempo recorde; LG repara TVs OLED com problema de aquecimento; novo aparelho anti-5G é apenas uma caixa com LED e tubo a enfeitar.

Antes de passarmos às notícias do dia, não deixem de participar no passatempo que vos pode valer uns earphones BT BlitzWolf Airaux AA-UM1.

Veículos autónomos escolhem a via mais fácil das auto-estradas



As empresas de veículos autónomos parecem estar finalmente a focar-se naquilo que deveriam ter feito desde sempre. Em vez de procurarem criar sistemas capazes de lidar com toda a infinita complexidade e caos da circulação em estradas locais e citadinas, estão a focar-se na condução autónoma bastante mais simples para lidar com a circulação em auto-estrada.

Criar um táxi autónomo capaz de circular no caos citadino é algo que poderá custar centenas de milhões de dólares e nunca dar garantia absoluta de poder ser feito sem assistência humana. Por outro lado, a circulação em auto-estrada é algo imensamente mais simples, e que beneficiará imediatamente todo o tipo de transportes rodoviários, de mercadorias e de passageiros.

Esperemos que também a legislação comece por aqui, permitindo que veículos possam manter-se em modo "autónomo" durante muito mais tempo que o actual, quando circulam em troços que sejam marcados como auto-estradas seguras para condução autónoma.


Adobe contrata o "pai" da câmara dos Pixel para criar app



A Adobe contratou Marc Levoy, o cérebro por trás das capacidades das câmaras dos Pixel, para criar uma app universal que leve as capacidades da fotografia computacional a todas as pessoas e smartphones.

Marc foi responsável pela criação dos célebres modos Night Sight e HDR+, que fazem "magia" com aquilo que um único sensor de câmara pode ver, apostando em sistemas que são capazes de combinar múltiplas exposições para obter imagens impressionantes em condições que, tradicionalmente, não permitiram captar imagens em condições.


China ameaça fechar portas à Nokia e Ericsson



Com o Reino Unido a seguir as directrizes dos EUA e a inverter a sua posição anterior, proibindo a utilização de equipamento 5G da Huawei, a China relembra que também pode retaliar de forma idêntica, ameaçando um bloqueio aos equipamentos de empresas como a Nokia e Ericsson caso mais países europeus comecem a bloquear os produtos da Huawei.

Por este andar, um destes dias teremos cada país a utilizar apenas produtos que sejam concebidos e produzidos no próprio território...


GitHub guarda backup de 21TB no Árctico para a posteridade



Se têm código guardado no GitHub, podem dormir descansados sabendo que, em caso de qualquer tipo de catástrofe global, o vosso código e todo os demais repositórios públicos alojados no GitHub, estarão preservados em segurança num contentor no fundo de uma antiga mina de carvão no Árctico.

São 21TB de dados, registados em 186 bobinas de película piqlFilm, criada especificamente para efeitos de preservação de dados por longos períodos, e que supostamente garante que os dados sobrevivem por mais de 1000 anos. Alguém que crie um lembrete para 3020, para comprovar se realmente os dados ainda estão legíveis. :)


Curtas do dia


Resumo da madrugada

№ 17

Galaxy Z Fold 2 pode chegar com duplo ecrã completo


De acordo com imagens supostamente oficiais do próximo Galaxy Z Fold 2, a Samsung poderá ter resolvido um dos aspectos menos conseguidos no modelo dobrável original, adoptando um ecrã completo no exterior.


O Galaxy Fold foi um dos primeiros smartphones com ecrã dobrável a chegar ao mercado (apesar dos atrasos causados pelas alterações de última hora para minimizar a entrada de detritos que pudessem danificar o ecrã), oferecendo uma área de trabalho invejável quando aberto. No entanto, para um smartphone tão futurista e dispendioso, a utilização do Galaxy Fold enquanto fechado revelava-se numa experiência que fazia lembrar os smartphones de antigamente, devido ao diminuto ecrã de 4" que tinha no exterior.

[Galaxy Fold original com ecrã exterior de 4"]

Para o Galaxy Z Fold 2 (designação ajustada para que seguir a nova regra da Samsung dos dobráveis), a Samsung parece ter conseguido utilizar um ecrã full-screen do lado de fora, para além de também ter reduzido o inestético "notch" no ecrã interior para as câmaras frontais. Isto de acordo com uma imagem que supostamente mostra o modelo final.

Quanto às câmaras principais apenas se podem ver duas câmaras com objectivas generosas, mas havendo espaço para que possa existir uma terceira câmara e ficar idêntico ao Galaxy Note 20. É mais que provável que venham a surgir mais e melhores imagens deste Galaxy Z Fold 2 ao longo das próximas semanas, antes da sua apresentação oficial de 5 de Agosto. Fico curioso para ver se desta vez o modelo ficará "completamente fechado" sem o pequeno espaço entre as metades quando fechado.
№ 18

Voicemod Clips chega ao Android e iOS


Depois do ressurgimento do FaceApp para os rostos, há também uma nova app que chega aos Androids e iPhones e que relembra os tempos da aplicação de efeitos especiais à voz dos utilizadores: o Voicemod Clips.

O Voicemod há muito que está disponível para PC, podendo ser utilizado para alterar a voz dos utilizadores nas conversas durante jogos ou videochamadas, mas agora fica também disponível em versão mobile com o Voicemod Clips para Android e para iOS.

Contrariamente ao que é habitual nesta altura, a app é completamente gratuita e, por agora, nem sequer oferece qualquer opção para se pagar. Algo que no entanto deverá chegar num futuro não muito distante, já que por agora a app limita o acesso diário a 12 dos 60 efeitos disponíveis, como forma de fazer com que os utilizadores regressem repetidamente para experimentarem os outros efeitos que vão ficando acessíveis a cada dia.

Como curiosidade adicional, a Voicemod é uma empresa espanhola.

№ 19

LG repara TVs OLED com problema de aquecimento


A LG anunciou que vai lançar um programa de reparação gratuita de alguns modelos das suas TVs OLED produzidas entre 2016 e 2019, que contêm um componente defeituoso na fonte de alimentação que pode provocar aquecimento excessivo.

O problema afecta 18 modelos de televisores OLED da LG, incluindo os OLED 65G8 e 77W9, e afecta cerca de 60 mil unidades das quais 22 mil já terão sido corrigidas. Infelizmente, por agora a LG diz que o programa de reparações se limita apenas à Coreia do Sul, pelo que as unidades vendidas no mercado internacional terão que ficar sujeitas ao processo normal de reparação ao abrigo da garantia - mas imagino que, mesmo tendo passado o prazo legal, o facto de se tratar de um defeito de fabrico reconhecido pela LG signifique que essa reparação continue a ser feita.

Sendo o feliz possuidor de um televisor OLED da LG de 65" (ao qual dou bastante uso diariamente), posso partilhar que já tive o azar, e sorte, de ter tido alguns problemas. Inicialmente passei pela má experiência de ter passado pelo problema de deixar de reconhecer o WiFi, coisa que depois acabou por ser devidamente corrigida com a troca da placa principal ao abrigo da garantia; e posteriormente - e dentro da parte "sorte" - o painel deixou de funcionar. Como é que isto é "sorte"? Pois bem, é que aconteceu precisamente perto do final dos dois anos de garantia, pelo que tive direito a ficar com um painel OLED completamente novo. Estão a imaginar (€€€) o que seria ter ficado com o painel avariado, sem garantia?

Tudo foi tratado sem problemas no local, incluindo a troca de painel, por pessoal extremamente qualificado e profissional. E na altura disseram que não tinham conhecimento de qualquer problema "congénito" no modelo em causa, nem que era habitual aquele tipo de avaria, embora - coincidência ou não - inicialmente suspeitassem que pudesse ser a fonte de alimentação. Dito isto, nem há que pensar duas vezes... e até custa ver o que quer que seja sem ser num ecrã OLED. :)
№ 20

Novo chip WiFi gasta 5000x menos energia


Investigadores criaram um novo chip WiFi com consumos ultra-reduzidos que abre as portas a dispositivos de longa duração alimentados por baterias.

O WiFi tornou-se no standard mais comum para comunicação wireless, mas não foi pensado para ser de baixo consumo em termos energéticos. Embora existam dispositivos WiFi alimentados por baterias que prometem autonomias alargadas, isso é conseguido quase sempre à custa de ligações WiFi esporádicas, ou através da utilização de um gateway que converta o WiFi num sistema wireless mais poupado (como o ZigBee, por exemplo). Mas isso poderá deixar de ser necessário...

Investigadores criaram um chip WiFi que gasta apenas 25 microwatts, cerca de 5000 vezes menos energia que um chip WiFi tradicional. Ao contrário de outros chips WiFi ultra-poupados, este consegue ainda assim transmitir dados a 2Mbps a mais de 20 metros de distância - suficiente para manter o streaming de uma câmara de vídeo com baixo consumo de energia.


A táctica é a mesma já usada noutros projectos de redução de consumos. Em vez de gerar completamente sinais WiFi de raiz, este chip é capaz de aproveitar sinais wireless de outros equipamentos WiFi, como routers ou smartphones, modificando-os e reutilizando-os para as suas próprias comunicações, usando apenas uma fracção da energia habitualmente necessária. Isto abre as portas a dispositivos WiFi como sensores e outros, de tamanho compacto, com autonomias que se podem prolongar durante anos.

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