A Chuwi é uma marca que já conhecemos por ter portáteis a preços bastante atractivos (dos mais económicos aos mais equipados), mas desta vez falamos do seu UBook, que é uma verdadeira alternativa ao Surface da Microsoft a preço reduzido.
O Chuwi UBook é um tablet transformável 2-em-1 com ecrã de 11.6" (Full HD 1920x1080), que vem equipado com CPU Intel N4100, acompanhado por 8GB de RAM e SSD de 256GB. Tem WiFi Dual Band 2.4GHz/5GHz, BT 5.0, câmara traseira de 5MP e frontal de 2MP, peso de 760g, espessura de 9mm e bateria de 26.6Wh. Vem já com um teclado com trackpad, e pode contar com uma caneta com detecção de 1024 níveis de pressão.
Este tablet 2-em-1 Chuwi UBook 8GB + 256GB fica por apenas 267 euros com envio de Espanha.
À semelhança do Surface, este tablet conta também com um suporte integrado (0-150º) que permite ajustar a sua inclinação da forma mais conveniente para o tipo de trabalho que se estiver a fazer. Conta ainda com duas portas USB 3.0 tradicionais, uma porta USB-C, micro HDMI, ficha para headphones e ficha para alimentação.
Para quem procurar um computador que possa levar para todo lado, que seja leve no peso e na carteira, tem aqui uma boa opção.
Antes de passarmos às notícias, temos novo gadget da semana para oferecer: uma pen USB Kingstick de 64GB.
Uber só com veículos eléctricos a partir de 16 de Julho
A Uber revelou que irá aceitar apenas veículos eléctricos na plataforma nas maiores cidades do país a partir de 16 de Julho.
A Uber anuncia hoje o compromisso de aceitar apenas veículos eléctricos na plataforma nas maiores cidades do país, a partir de 16 de Julho. A regra é aplicável a novos veículos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, distritos de Braga e de Faro relativamente ao principal serviço UberX, bem como ao Comfort. Os parceiros vão poder continuar a adicionar veículos não eléctricos no caso de substituição de um veículo já registado na plataforma ou para os serviços Uber Black ou UberXL.
Para facilitar esta electrificação, os motoristas e parceiros vão ter acesso exclusivo a uma rede de 14 pontos de carregamento em todo o país, como parte da parceria entre a Uber e a startup portuguesa PowerDot.
Google Maps melhorado no Android Auto
A Google está finalmente a dar um pouco mais de atenção à utilização da navegação do Google Maps em modo horizontal, com benefícios mais evidentes para quem utilizar o Android Auto. Com os novos ajustes, em vez de barras e menus que se prolongam pelo ecrã todo, passamos a ter secções mais compactas que permitem que o mapa continue visível e com menos espaço desperdiçado.
É daquelas coisas que já deveria ter sido feito há muito (o desperdício de espaço no anterior interface até nos fazia interrogar se alguém na Google estaria a utilizar o Google Maps naquele modo), mas que mais vale tarde do que nunca.
Dark Sky para Android prolongado até Agosto
A popular app de meteorologia Dark Sky ficou com morte anunciada no Android depois de ter sido comprada pela Apple, mas os actuais utilizadores poderão desfrutar da app durante mais um mês. Embora a Apple tivesse dito que a app para Android deixaria de funcionar a 1 de Julho, optou por adiar este encerramento e dizer que a app continuará a funcionar até 1 de Agosto.
Note-se que a app já desapareceu da Play Store, pelo que apenas estará disponível para os utilizadores que já a tivessem nos seus smartphones. Para quem ainda não o tiver feito, é mais um mês para encontrarem uma alternativa.
O declínio da Nortel e ascensão da Huawei
Há relatos que estão a tentar relacionar o declínio da Nortel, uma empresa de telecomunicações canadiana responsável por diversas inovações no final do século passado, e a ascensão da Huawei - fomentada pelos ataques e roubo de dados por parte de hackers chineses.
Sem descartar a possibilidade de espionagem industrial - que é uma realidade mas que seria redutor resumir apenas a "a China espia o resto do mundo", como se o resto do mundo não espiasse a China (e até os seus supostos aliados) - há também que ter em conta que há muitos exemplos de como empresas que inovaram entram em rápido declínio por causa da ascensão de outras. Um dos exemplos perfeitos será a Nokia, que todos considerável ser o líder inabalável nos telemóveis... e que foi completamente demolida pela chegada do iPhone.
Investigadores descobriram mais uma série de apps na Play Store que se faziam passar por apps inofensivas, quando na verdade o seu propósito era roubarem a password de acesso ao Facebook.
A Google removeu 25 apps da Play Store, que investigadores de uma empresa de segurança francesa detectaram como sendo maliciosas e que tentavam roubar a password do Facebook dos utilizadores. A táctica era relativamente simples, verificando se os utilizadores tinham aberto a app do Facebook recentemente, e fazendo surgir uma página de phishing no browser sobre ela, com o intuito dos utilizadores, ao tentarem regressar à app do Facebook, se deixassem enganar e fizessem o login na página de phishing que daria aos atacantes a sua password.
Entre estas apps estavam apps que se faziam passar por apps de lanterna, contadores de passos, editores de fotos e de vídeo, wallpapers, jogos, e outras. Eram apps que já acumulavam mais de 2 milhões de downloads no total, sendo que algumas delas já estavam na Play Store há mais de um ano.
Embora este caso sirva - mais uma vez - para relembrar que o facto de uma app estar na Play Store não serve de garantia de que é segura, penso que servirá ainda mais para nos provar que não basta uma password para garantir a segurança no acesso a um qualquer site ou serviço. É imperativo que se utilizem métodos de autenticação 2-factor para fazer com que este tipo de ataques, assim como todo os outros que tenham como missão roubar passwords (keyloggers, brute-force, etc.) se tornem infrutíferos.
Ao longo das próximas semanas o WhatsApp vai adicionar algumas novidades ao seu serviço, incluindo a possibilidade de adicionar novos contactos via QR Codes, stickers animados, ou expandir o vídeo de um participante numa videochamada em grupo.
A novidade do WhatsApp que parece ser de maior utilidade prática é a dos contactos via QR Code, que dispensará a necessidade de introduzir um número de telefone, bastando apontar a câmara para o código. No entanto, para os utilizadores frequentes das videochamadas em grupo, também irão apreciar o facto de se poder maximizar o vídeo específico de um dos participantes, em vez de se estar limitado aos vídeos em tamanho reduzido para que todos caibam no ecrã.
Depois, temos ainda stickers animados, e a chegada do dark mode ao WhatsApp nos desktops e na web. Novidades que estão prometidas para as actualizações a que irão chegar ao longo das próximas semanas.
A Apple prometeu melhorias para a Siri no iOS 14, mas mesmo assim parece que será preciso uma aposta mais forte da Apple para chegar ao nível do Google Assistant.
A Siri foi lançada pela Apple com o iPhone 4S em 2011, mas a verdade é que ao longo de quase uma década as suas capacidades pouco se alteraram. Para o iOS 14 estão prometidas muitas melhorias, tanto a nível das suas capacidades como do seu aspecto visual, que abdica de ocupar todo o ecrã para passar a um indicador bastante mais compacto. Mas, tomando como referência aquilo que é disponibilizado pela Siri no iOS 14 para os developers... o Assistant continua a estar na liderança.
Há coisas interessantes nesta nova Siri do iOS 14, e alguns aspectos em que até se podem considerar melhor conseguidos que o Google Assistant; mas há ainda um longo caminho a percorrer para que estes assistentes digitais comecem realmente a demonstrar "inteligência".
A D-Link já tem uma solução para empresas ou estabelecimentos que desejem fazer o controlo de temperatura das pessoas, recorrendo a uma câmara térmica e calibrador.
O regresso à normalidade após o pico de Covid-19 é algo que tem que ser feito com bastante ponderação e todo o tipo de cuidados. Para locais de grande afluência que desejem um controlo rápido sem depender de uma medição manual de temperatura, a D-Link propõe o kit DCS-9500T com câmara térmica.
Há muitos sistemas que recorrem a câmaras térmicas e que falham redondamente nesta missão de controlo de temperatura para detecção de febres ou demais infecções. Isto porque, para uma câmara térmica ter a fiabilidade desejada para medição da temperatura corporal com fiabilidade, é necessária uma calibração frequente - algo que este sistema resolve ao incluir um calibrador que deverá ser posto no campo de visão da câmara térmica, e servirá como referência para a correcta medição das temperaturas.
O sistema consegue lidar com dezenas de pessoas a passarem em simultâneo, e dá um alerta sempre que for detectada uma pessoa com temperatura mais elevada.
A Google prepara-se para facilitar a utilização da sua folha de cálculo Google Sheets, prometendo reconhecer o que os utilizadores estão a tentar fazer e sugerindo a criação automática de fórmulas que lhes pouparão trabalho.
As potencialidades das folhas de cálculo modernas são tão vastas que é difícil ter a percepção de tudo o que se pode fazer com elas. No entanto, essas capacidades são muitas vezes reduzidas pelo facto dos utilizadores nem sequer saberem que elas existem, ou de não terem conhecimentos para as utilizarem da melhor forma; algo que a Google espera resolver no Google Sheets.
De forma idêntica às sugestões de escrita automática que temos no Gmail, também passaremos a ter sugestões para a criação de fórmulas que fazem as tarefas que se estão a tentar realizar.
Como exemplo a Google mostra um caso em que se está a criar uma coluna em que apenas se quer utilizar o primeiro nome de uma pessoa cujo nome completo está noutra coluna. Depois de se escrever o nome manualmente na primeira linha, o Google Sheets poderá sugerir uma fórmula que automaticamente vai buscar o primeiro nome e assim preencher automaticamente toda a coluna, poupando precioso tempo ao utilizador.
Outra das capacidades será a de fazer "limpeza" das folhas de cálculo, com uma ferramenta que poderá apresentar dados repetidos e sugerir a melhor forma para os eliminar ou combinar num único registo.
A Poco está a preparar um novo modelo mais económico - o Poco M2 Pro - para acompanhar o F2 Pro, e que será lançado na Índia já a 7 de Julho.
Tal como o F2 Pro usou como base um Redmi K30 Pro, este M2 Pro mais económico deverá recorrer a um Redmi Note 9 Pro, o que significa que o seu preço deverá ser substancialmente mais acessível, passando a estar no patamar dos 200 euros, metade do Poco F2 Pro que ocupa o lugar de topo de gama da marca actualmente.
Curiosamente, este é um fenómeno que parece estar a ser transversal às marcas que, tradicionalmente, tinham modelos topo de gama com preços bastante acessíveis. Infelizmente, há medida que os anos passam, também essas marcas têm cedido à tentação de lançar modelos cada vez mais dispendiosos, inevitavelmente chegando ao ponto em que se torna necessário lançar modelos adicionais mais acessíveis.
Estamos a ver isso a acontecer com a OnePlus, com os seus novos "Nord", e também a Poco parece estar a perder a sua identidade e razão de existir, para passar a ser apenas uma variante remarcada de modelos da Xiaomi.
A tecnologia é capaz de nos dar coisas verdadeiramente maravilhosas. Se os dinossauros sempre vos fascinaram, podem agora utilizar a realidade aumentada na pesquisa da Google, para desfrutar de uma experiência inesquecível.
Através de uma parceria com a Universal Brand Development, Amblin Entertainment e Ludia trouxemos para a pesquisa Google um total de 10 dinossauros do filme "Mundo Jurássico". Veja o grande T. Rex pisar a sua sala de estar ou aprecie o majestoso Braquiossauro a erguer-se numa árvore do seu bairro.
Pesquise por um dinossauro no Google através de um dispositivo móvel e toque em "Visualizar em 3D" para girar ou aproximar a imagem e vê-lo de perto. Pode também trazer o dinossauro para o seu espaço através da Realidade Aumentada e ajustar o seu tamanho para ter noção da sua dimensão face às coisas que estão à sua volta. Nos dispositivos Android, aumente o volume para ouvir os passos e rugidos de cada dinossauro.
Prometendo melhorias muito necessárias para os smartwatches Wear OS (e outros), a Qualcomm apresentou finalmente o seu novo chipset Snapdragon Wear 4100 e 4100+.
Há muito que a Qualcomm era criticada por se estar a esquecer dos smartwatches, com os smartwatches Wear OS mais recentes a terem que utilizar um chipset Wear 3100 já com dois anos. Mas em breve isso irá mudar, com a chegada dos novos Snapdragon Wear 4100 e 4100+.
Estes novos chips são substancialmente mais rápidos e eficientes, passando de 4 núcleos A7 a 1.1GHz para 4 núcleos A53 a 1.7GHz, e de um GPU Adreno 304 a 400MHz para um Adreno A504 a 750MHz. O processo de fabrico evolui também de 28nm para 12nm - embora tratando-se de um segmento onde a autonomia é essencial, seja pena não ver a Qualcomm a apostar num processo ainda mais evoluídos como o de 7nm.
No caso do Wear 4100+ temos também um co-processador AON (Always-On), para todo o tipo de funcionalidades que possa interessar manter permanentemente em funcionamento sem necessidade de "incomodar" o processador principal, tratando de coisas como manter o ecrã actualizado (agora suportando 64 mil cores no modo always-on em vez de apenas 16), ou melhor reconhecimento de gestos, passos dados, monitorização contínua de frequência cardíaca, etc.
A Qualcomm diz que em breve chegarão ao mercado os primeiros smartwatches com este novo chip de diversos fabricantes, incluindo TicWatch Pro 3 da Mobvoi.
Já está disponível no nosso país o mais recente kit powerline com WiFi mesh da Devolo: o Devolo Magic 2 WiFi next.
A devolo já fez chegar a Portugal o seu mais recente adaptador Magic 2 WiFi next, que combina funcionalidades Mesh WiFi com tecnologia Powerline (PLC). Este adaptador tira partido da norma G.hn para atingir velocidades de até 2.400 Mbps, tornando a série Magic 2 nos adaptadores Powerline mais rápidos do mercado. E, além disso, o devolo Magic 2 WiFi next suporta agora "MIMO multiutilizador" (MU-MIMO) e melhora o desempenho WiFi graças à funcionalidade "access point steering".
Os adaptadores devolo Magic 2 oferecem um alcance até 500 metros através da rede eléctrica, transformando qualquer tomada num ponto de acesso de alta velocidade. Assim, os produtos devolo Magic 2 são não só os adaptadores Powerline mais rápidos actualmente disponíveis, como também os que têm maior alcance.
O novo MIMO multiutilizador (MU-MIMO) garante desempenho WiFi ainda melhor com o novo devolo Magic 2 WiFi next. A tecnologia torna possível fornecer a múltiplos dispositivos a melhor capacidade de transmissão simultaneamente. Por exemplo, quando as novas séries em 4K estão a ser transmitidos na sala, os mais novos estão a jogar online num tablet e uma videochamada está a ser feita no escritório, o MU-MIMO controla os fluxos de dados WiFi eficientemente num processo totalmente automatizado.
Como nova funcionalidade Mesh, o devolo Magic 2 WiFi está também equipado com a funcionalidade "access point steering": o equipamento terminal é agora ligado ao ponto de acesso WiFi mais forte na sua proximidade, para que o seu smartphone, tablet ou outro dispositivo móvel obtenha sempre a velocidade mais rápida, mesmo quando o utilizador está a andar pela casa. As funcionalidades Mesh WiFi do novo devolo Magic 2 WiFi next são complementadas por funções adicionais como fast roaming, band steering, airtime fairness e config sync (SSID único), que já são usadas em todos os adaptadores Magic WiFi.
O fast roaming e client steering garantem uma ligação rápida dos clientes ao ponto de acesso WiFi mais forte. O band steering integrado nos adaptadores WiFi Magic 2, assegura que todos os clientes WiFi são automaticamente ligados à melhor banda de frequência possível. Em vez da frequentemente congestionada banda dos 2,4 GHz, os clientes transmitem na banda dos 5 GHz – sem que o utilizador tenha de fazer nada. Graças à função airtime fairness, os clientes mais rápidos obtêm mais disponibilidade (tempo de ligação ao ponto de acesso WiFi) e já não são abrandados por clientes mais antigos e lentos. O config sync permite que os dados de configuração WiFi sejam sincronizados entre todos os pontos de acesso Magic.
Instalar os adaptadores devolo Magic 2 WiFi next é extremamente fácil: liga-se um adaptador ao router através de um cabo Ethernet; liga-se o segundo adaptador no espaço de dois minutos – e ambos os adaptadores ficam emparelhados automaticamente sem sequer ser preciso carregar num botão. Neste processo, eles trocam um ID de segurança individualizado para que a ligação de dados sobre a rede eléctrica fique protegida. Para além disso, os utilizadores podem ser guiados passo a passo pela configuração da rede doméstica devolo através do utilitário de instalação.
O novo devolo Magic 2 WiFi next já está disponível no mercado português:
O Starter Kit devolo Magic 2 WiFi next inclui dois adaptadores com o preço de 199,90 euros e cobre um espaço até cerca de 90 m²; o Multiroom Kit vem com três adaptadores, para cobrir diretamente espaços maiores até cerca de 180 m2, e custa 299,90 euros; e estão também disponíveis adaptadores Magic 2 WiFi next individuais com preço de 129,90 euros.
Uma das razões pelas quais tenho andado a escrever tantos artigos longos a avaliar e categorizar os meus animes favoritos ano a ano é porque pensei para mim mesmo que queria deixar por escrito as minhas opiniões por algo que tem ocupado uma grande parte do meu tempo livre desde que comecei a seguir o meio regularmente algures durante os primeiros anos do século XXI.
Na primeira parte partilhei algumas das séries que acho mais influentes na década de 80 e neste vamos avançar para os anos 90. Não na vou analisar a década toda mas vou sim começar precisamente pelo meio quando uma das séries mais influentes de sempre gracejou o pequeno ecrã.
Mas não só de uma série é feita a década e existem múltiplos outros clássicos que viram a luz durante segunda metade dos anos 90. Não é de todo por acaso que os irmãos Wachowski lançaram Matrix no fim da década, um filme que é francamente inspirado não só pela animação nipónica dos anos 90 como também das décadas que a precederam.
1990s – Revolução
Neon Genesis Evangelion (1995)
Bam! Vamos começar pelo título mais óbvio. Neon Genesis Evangelion saiu no longínquo ano de 1995 e rapidamente explodiu em popularidade… e também com o orçamento da Gainax que ficou sem dinheiro para os últimos episódios da série e se viu forçada a usar formas muito criativas e experimentais para esconder as falhas de orçamento da produção. Quem também estava um pouco no limite era o seu director, Hideki Anno, cujo historial de depressão clínica é reconhecido como uma das maiores inspirações do enredo.
Eu era obviamente demasiado novo para Eva quando originalmente saiu nos idos de 95 mas nos meus 15/16 anos perdi largas horas em debates e a exagerar na análise de cada detalhe do enredo e da sua exploração dos temas da natureza humana e das limitações de nós, seres humanos, em comunicar uns com os outros.
Eva é daquelas séries que tem mais impacto quando é vista durante a adolescência. É o tipo de enredo que tem mais impacto quando estamos cheios de hormonas em ebulição e a começar a compreender o mundo mas ainda sem o cinismo inerente à idade.
Quem nunca viu Eva tem absolutamente de aproveitar a sua recente adição ao Netflix para colmatar essa falha.
Esta é a série que gerou um sem número de clones e mudou quase da noite para o dia toda uma indústria. Criou um novo género, novos clichés e inspirou uma geração não só de fãs como também de criadores.
É justo dizer que Eva marca um ponto de viragem no meio. Quase tudo o que foi produzido pode ser facilmente dividido entre o que veio antes e que, se visto hoje, pareceria claramente datado, e o que veio depois e que mesmo hoje é reconhecível como fruto da mesma árvore das séries mais recentes.
Houve, sem sombra de dúvidas, uma mudança brutal no meio neste ano mas Eva não foi o único responsável e o próximo título na lista tem também uma grande culpa no cartório.
Ghost in the Shell (1995)
Cá está, outra das obras absolutamente seminais dos anos 90. Eu mencionei os irmãos Wachowski antes e esta série é grande parte dessa referência. Se há algo que podemos chamar de inspiração para o The Matrix ao ponto de quase roçar a imitação é Ghost in the Shell.
Esta é A obra que define Cyberpunk nos anos 90. Absolutamente recheada de filosofia e cujos temas de auto identificação num mundo onde os meios de comunicação nos fazem perder num mar de informação são quiçá mais relevantes agora do que eram quando o filme foi originalmente lançado. Algo que é sempre um sinal de uma excelente obra de arte.
E sim, para mim GITS é tanto uma obra de arte como filmes como A Lista de Schindler ou o Padrinho.
The Vision of Escaflowne (1996)
Escaflowne é uma série absolutamente fantástica e profundamente influente para o meio mas que é muitas vezes esquecida e cuja relevância como influência só tem crescido ao longo dos anos mesmo com muitos dos fãs mais recentes a desconhecem totalmente a sua existência.
Kawamori Shouji (director, Macross), Kanno Yoko (compositora, Cowboy Bebop) e a novata actriz Sakamoto Maaya a dar voz à personagem principal são apenas alguns dos nomes que fazem parte da equipa por trás desta série que levou uma simples rapariga adolescente para um outro mundo de fantasia onde robots gigantes se vêm misturados num enredo que envolve o futuro de reinos, do mundo e, mais importante de tudo, do futuro da sua vida amorosa.
Em tempos idos diria que não havia muitas séries como Escaflowne mas ultimamente parece que não há temporada sem outra história de alguém a ser levado para longe da sua vida banal e largado num mundo fantástico cheio de magia e aventuras.
Não existem muitas séries como esta que são relativamente desconhecidas pelo público em geral mas cuja influência é absolutamente inquestionável (e crescente ano após ano). Se querem expandir o vosso know-how do meio têm mesmo de ver esta série. Depois podem, como eu, relembrar a toda a gente que isso do Isekai foi aperfeiçoado nos anos 90 e com uma banda sonora que humilha quase tudo o que é feito hoje.
Rurouni Kenshin (1996)
Os anos 90 foram também a década que nos deu a brilhante adaptação de Rurouni Kenshin (ou Samurai X como ficou conhecida por estas bandas). Este é um dos grandes Shounen dos anos 90, antes de séries como Naruto ou Bleach serem sequer ideias nas mentes dos seus autores, e como tal teve uma profunda influência no meio.
É possivelmente um pouco difícil de ver esta adaptação hoje em dia quando muitas das coisas que fez de diferente são agora corriqueiras mas sempre foi um excelente trabalho de transposição para o pequeno ecrã e não sofre tanto das maleitas dos dias de hoje no género. Ao contrário de séries como Dragon Ball Z ou Naruto, esta série tem muito menos filler e muito menos batalhas que se esticam por semanas a fio para evitar ultrapassar a obra original pelo que é bem mais fácil de ver mas não deixa de ser uma obra relativamente barata dos anos 90 com tudo o que daí advém.
É mais recomendado pegar na manga do que no anime mas a verdade é que foi uma obra influente no seu tempo e daí a sua presença nesta lista.
Perfect Blue (1998)
Perfect Blue é uma obra de animação, sim, mas genuinamente não precisava de ser. É um excelente thriller que explora a crescente instabilidade mental da sua personagem principal fruto do stresse criado pelas acções de ser perseguido e podia perfeitamente ter sido adaptado como um filme tradicional. Em vez disso o brilhante e infelizmente falecido Satoshi Kon deu-nos uma requintada obra de animação.
Se há uma obra de animação que consigo, sem reservas, recomendar a qualquer pessoa, seja ela fã de animação ou não, é este filme. Satoshi Kon foi um dos melhores realizadores que alguma vez gracejou o meio mas infelizmente morreu demasiado novo e com um leque de filmes realizados criminalmente curto.
A sua morte foi uma das mais genuínas tragédias das artes.
Initial D (1998)
E agora para algo completamente diferente.
Initial D tem alguns dos personagens mais feios da década e a banda sonora que acompanha a série não poderia sair de mais nenhum ponto no tempo sem ser a década que nos trouxe coisas como Eiffel 65 mas é uma série que marcou uma geração de fanáticos dos carros.
Esta manga e série é basicamente aquilo que Fast & Furious se viria a tornar mais tarde mas em forma de filme: algo que captura perfeitamente numa obra de ficção aquela que é a cultura automobilística do momento. Neste caso a cultura em questão é aquela que gracejou o Japão nos anos 90 e que viu imensos jovens adultos pegar nos carros e atacarem as estradas de montanha do Japão em corridas ilegais e criou o fenómeno do drifting.
Esta série é autêntica pornografia automobilística do princípio ao fim com uma atenção gigantesca ao detalhe dos carros, da sub-cultura representada no ecrã, e ainda hoje responsável pela popularidade de um certo Toyota AE86 de 1983.
Serial Experiments: Lain (1998)
Os anos 90 foram, sem sombra de dúvidas, os anos da série feita para dar cabo da cabeça do espectador com filosofia e Lain é outra das mais importantes obras da década.
Esta série lida com o misturar dos mundos virtuais e reais, muito à semelhança do que fez Ghost in the Shell, e é uma obra profundamente relevante no meio e cuja influência é inegável.
Se optarem por ver isto não se admirem se pelo caminho começarem a questionar o que é ou não é real pois é exactamente esse o objectivo do enredo e a sua execução é sem sombra de dúvidas brilhante.
Não é tão amplamente conhecida como Ghost in the Shell mas é igualmente influente e um verdadeiro clássico que têm de adicionar à vossa lista.
Cowboy Bebop (1998)
E aqui está ela: uma das séries mais bem cotadas em qualquer top. Tem alguma da melhor animação em célula tradicional em algo que não tem o nome Ghibli associado, tem uma das melhores bandas sonoras de sempre a cargo da inigualável Kanno Yoko e da banda Jazz criada para a ocasião (The Seatbelts) e tem um sentido de estilo que polvilha todos os minutos do seu tempo de antena e que poucos sequer se atreveram a tentar replicar.
O enredo é uma autêntica declaração de amor ao Film Noir, sem grandes rasgos de absoluta genialidade, mas perfeitamente apropriada para complementar os outros elementos da produção e perfeitamente executada do princípio ao fim (algo que não se pode dizer de todas as séries, mesmo muitas nesta lista). Possui também um dos elencos mais memoráveis do meio.
Se nunca viram Cowboy Bebop ficam com isso como trabalho de casa.
Excel Saga (1999)
Excel Saga é uma das séries mais insanas que alguma vez vi. É tão para lá daquilo que é normal que tenho genuínas dificuldades em descrever mas tem um tipo de humor que pura e simplesmente funcionou para mim.
Este não é o tipo de nonsense que encontram num sketch de Monty Python ou Gato Fedorento, é mais o tipo de humor meio ridículo que era tão comum nos inícios da internet com referências a outras séries, brincar com clichés e quebras da quarta barreira. Se falar de texugos, texugos, cogumelos e cobras é algo que compreendem então provavelmente vão gostar disto.
Digimon Adventure (1999)
O ano era 1999, o final do milénio, e os miúdos nos recreios estavam a falar de uma série nova que era tipo Pokémon mas diferente, mais “digital”. As comparações com a série do Pikachu são inevitáveis mas, na minha modesta opinião, Digimon é a melhor das duas.
Em primeiro lugar Digimon tem personagens que crescem, que têm conflitos interpessoais e que crescem ao longo do desenrolar da história. A forma como o enredo de Digimon explora as relações entre os seus personagens e os seus digimons companheiros ou como consegue dar uma sensação de real consequência às acções do elenco eleva-a acima do anúncio animado que são as primeiras temporadas de Pokémon.
Digimon pode não ter o nível de requinte de uma série como Cowboy Bebop ou Serial Experiments Lain mas o seu impacto cultural é inegável.
GTO (1999)
Falando de crescimento de personagens e adicionado uma boa dose de responsabilidade chegamos a este Great Teacher Onizuka. Esta é uma adaptação de uma manga dos anos 90 que não só é absolutamente hilariante como é também um excelente representante do estilo da década.
Crest/Banner of the Stars (1999)
Um género que pessoalmente aprecio bastante é a Space Opera e se existe um melhor exemplo do género no que toca a animação nipónica posso dizer que nunca vi (nota: nunca vi as OVA original do The Legend of Galactic Heroes).
Esta saga é o tipo de histórias que procuro desesperadamente ver todas as temporadas mas cuja sua ausência já me resignei a antecipar. Existem alguns vislumbres ocasionais de séries semelhantes mas nada chega à discreta beleza da relação entre os protagonistas Jinto e Lafiel.
Felizmente o J-Novel Club está a re-traduzir os livros originais e a primeira colectânea já está na minha mesa de cabeceira.
FLCL (2000)
Nenhuma lista deste género podia ser considerada completa sem mencionar Furi Kuri. Esta OVA foi basicamente feita como acompanhamento perfeito à obra da banda de punk rock japonês The Pillows pelas mentes insanas do estúdio Gainax.
A série de 6 episódios conta-nos a história de um miúdo que vê um robot literalmente crescer-lhe na testa a sair do galo que ele recebeu quando uma tipa meio maluca apareceu do nada a conduzir uma lambreta e lhe acertou em cheio com uma guitarra como se estivesse a num estranho jogo de polo motorizado.
Tenho a certeza que acertei na descrição mas se isto vos soa completamente insano é porque é exactamente isso que é. Genial é outra palavra que poderia ser usada para o descrever e imperdível seria o meu juízo final.
E são estas algumas das séries que, na minha modesta opinião, servem no seu conjunto como uma bela fotografia da década de 90 no que toca à animação japonesa. Foi uma década claramente separada a meio por algumas séries que são referências inegáveis no meio e que para sempre mudaram o panorama da indústria. Séries como Evangelion, Cowboy Bebop ou Ghost in the Shell são óbvias mas outras como Escaflowne ou Lain são igualmente importantes para o meio e nem todos os fãs actuais estão cientes da sua importância.
Opiniões? Críticas às minhas escolhas? Façam favor de dizer de vossa justiça via Twitter ou Facebook enquanto eu preparo a próxima lista com séries do início do novo milénio.
Investigadores descobriram mais uma série de apps na Play Store que se faziam passar por apps inofensivas, quando na verdade o seu propósito era roubarem a password de acesso ao Facebook.
A Google removeu 25 apps da Play Store, que investigadores de uma empresa de segurança francesa detectaram como sendo maliciosas e que tentavam roubar a password do Facebook dos utilizadores. A táctica era relativamente simples, verificando se os utilizadores tinham aberto a app do Facebook recentemente, e fazendo surgir uma página de phishing no browser sobre ela, com o intuito dos utilizadores, ao tentarem regressar à app do Facebook, se deixassem enganar e fizessem o login na página de phishing que daria aos atacantes a sua password.
Entre estas apps estavam apps que se faziam passar por apps de lanterna, contadores de passos, editores de fotos e de vídeo, wallpapers, jogos, e outras. Eram apps que já acumulavam mais de 2 milhões de downloads no total, sendo que algumas delas já estavam na Play Store há mais de um ano.
Embora este caso sirva - mais uma vez - para relembrar que o facto de uma app estar na Play Store não serve de garantia de que é segura, penso que servirá ainda mais para nos provar que não basta uma password para garantir a segurança no acesso a um qualquer site ou serviço. É imperativo que se utilizem métodos de autenticação 2-factor para fazer com que este tipo de ataques, assim como todo os outros que tenham como missão roubar passwords (keyloggers, brute-force, etc.) se tornem infrutíferos.
A Tesla tornou-se na empresa automóvel mais valiosa do mundo, ao ultrapassar o valor de mercado da Toyota, a anterior líder mundial.
Tendo atingido um novo máximo histórico em bolsa, com as acções a superarem os 1120 dólares, a Tesla atingiu um valor de mercado de 208 mil milhões de dólares, superando os 203 mil milhões da Toyota. Um marco em termos financeiros, mas que não elimina outros factores que é preciso referir: a Toyota é uma empresa que fabrica 10 milhões de automóveis por ano, enquanto a Tesla entregou menos de 368 mil automóveis em 2019 (embora esse valor represente um aumento de 50% face ao ano anterior).
O que é certo é que, há apenas um ano atrás, as acções da Tesla estavam nos 230 dólares, e actualmente estão a mais de 1100 dólares. Com isto podemos fazer a habitual brincadeira de ver quanto se poderia ter ganho se, em vez de um Tesla, se tivessem comprado acções da Tesla.
Se em vez de comprarem um Tesla Model 3 de 50 mil dólares em Julho de 2019, tivessem comprado acções da Tesla, nesta altura teriam mais de 240 mil dólares - o suficiente para comprar um Model 3 e ainda ficar com quase 200 mil dólares de sobra, ou então suficientes para comprar um Model 3, mais um Model 3, mais um Model X. :)
Ideal para todos os que desejarem recuperar tomadas eléctricas ocupadas por múltiplos carregadores, este BlitzWolf BW-S15 de 60W disponibiliza 6 portas USB com duas delas suportando Quick Charge 3.0 para carregamento rápido.
Embora nesta fase muitos já comecem a procurar carregadores com portas USB-C, a verdade é que a maioria das pessoas continuará a ter dezenas de equipamentos que continuam a depender de uma porta USB "tradicional" para serem recarregados. Smartphones, tablets, mp3 players, câmaras, etc. são produtos que normalmente são acompanhados pelos seus próprios carregadores, inevitavelmente começando a ocupar múltiplas tomadas até se chegar ao ponto em que isso começa a tornar-se insustentável. Por isso mesmo, torna-se bastante mais apetecível considerar a utilização de um único carregador com portas suficientes para carregar tudo de uma vez, tal como faz este BlitzWolf BW-S15.
Este carregador disponibiliza 6 portas USB, com 2 delas suportando carregamentos Quick Charge 3.0 (e também QC 2.0, e carregamento rápido de outras marcas, como da Huawei, Samsung e Apple). Cada porta USB normal pode fornecer até 2.4A, enquanto que as portas QC 3.0 podem chegar perto dos 20W cada (QC3.0 3.6-6.5V⎓3A/6.5-9V⎓2A/9-12V⎓1.5A) até um máximo total de 60W combinados no caso de se utilizarem todas as portas em simultâneo.
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Antes de passarmos às notícias, temos novo gadget da semana para oferecer: uma pen USB Kingstick de 64GB.
Segway encerra produção
Naquilo que se poderá considerar o fim de uma era, a Segway anunciou que irá abandonar a produção dos seus populares transportadores pessoais, com o seu novo dono - a Ninebot - a preferir focar-se na produção de veículos de formato mais tradicional, como as trotinetes eléctricas.
Inventado por Dean Kamen com a ambição de tornar obsoletos os automóveis nas cidades, os populares Segway nunca conseguiram obter o volume de vendas desejado, em grande parte devido ao seu preço elevado; mas também não sendo ajudado pela falta de legislação que, em muitos países (como acontecia por cá) fazia com que não pudessem circular legalmente. Tenho a esperança que, daqui por algumas décadas, ainda se venha a demonstrar que foi uma invenção que apenas falhou por ter chegado antes do seu tempo...
Android Nearby Share chega ao Play Services beta
A funcionalidade de partilha Nearby Share do Android, que replica a experiência do AirDrop da Apple - fazendo surgir automaticamente os dispositivos que estiverem próximo - parece estar a aproximar-se do lançamento oficial, passando a estar disponível para quem tiver aderido ao Play Services beta.
Com esta funcionalidade espera-se que os múltiplos sistemas idênticos, implementados pelos diversos fabricantes (Samsung, Huawei, Xiaomi,etc.) mas que funcionam apenas entre equipamentos da mesma marca, passem a ficar agrupados sobre este sistema mais universal que facilitará as transferências entre todos os Android.
FCC classifica Huawei e ZTE como "riscos de segurança nacional"
Sem grandes surpresas, a FCC vem oficializar a posição actual dos EUA, ao considerar que as empresas chinesas Huawei e ZTE são uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Como tal, as empresas de telecomunicações norte-americanas deixem de poder utilizar os seus equipamentos nas suas infraestruturas.
Na prática o impacto acaba por ser nulo, pois são empresas que já estavam na "lista negra" dos EUA e impedidas de serem utilizadas pelos operadores de telecomunicações.
Google dificulta a utilização de root com validação SafetyNet
Ter acesso root em Android vai começar a ser mais complicado, pois a Google está a implementar novos sistemas que detectam até quando se utiliza a opção de esconder o root do Magisk. O sistema de validação da integridade do sistema SafetyNet visa assegurar que um equipamento está a funcionar tal como é suposto, sem modificações, e é utilizado por diversas apps para validar se a app pode ser executada. O objectivo é fazer com que apps se protejam contra a eventualidade de um sistema comprometido poder estar a adulterar o seu comportamento.
Obviamente, com o acesso root a permitir toda uma ampla gama de possibilidades, não demorou para que os fãs do root criassem um método que escondia o facto do equipamento estar com root, fazendo com que o SafetyNet indicasse que o smartphone não estava alterado e permitindo o acesso às ditas apps. Mas a Google parece ter achado que estava na altura de acabar com esse método, validando o processo de boot por hardware. O resultado prático é que utilizar root significará que os utilizadores não poderão usar apps de bancos, e outras, que façam verificações "anti-root".
As fichas USB são consideradas standard, mas a sua aplicação prática está longe ser tão standard quanto se desejaria - pelo menos até à chegada do USB-C.
O seguinte vídeo leva-nos numa nostálgica viagem que nos recorda toda a variedade de fichas USB que tivemos que suportar ao longo das décadas, e que vão das habituais USB Type-A e Micro-B, a outras que parecem ter sido criadas só para chatear os utilizadores, como a Mini USB-B e Micro USB-A.
A tecnologia deepfake facilitou o processo de manipulação e troca de rostos em vídeo, e agora a Disney aprimorou a tecnologia de modo a que pudesse ser utilizada até para produções cinematográficas profissionais.
Os deepfakes vieram demonstrar-nos (mais uma vez) que não se pode acreditar em tudo o que se vê; e temos visto muitos exemplos de deepfakes de qualidade feitos por simples curiosos. No entanto, são vídeos que beneficiam do facto de terem resolução reduzida, o que ajuda a disfarçar todo o tipo de imperfeições - algo que o departamento de investigação da Disney diz ter resolvido.
A Disney Research revelou um novo algoritmo de deepfakes que permite transferir rostos com qualidade suficiente para que possam ser utilizados em filmes e séries.
É uma ferramenta que, como se pode imaginar, será de grande interesse para a Disney e outros estúdios, facilitando o processo de efectuar correcções sem que seja necessário efectuar regravações, ou de permitir que novas cenas sejam gravadas sem a presença física do actor desejado (que por motivos de agendamento possa não estar disponível), mas depois aplicando-lhe o rosto através deste sistema. Seja qual for a justificação, será ainda mais difícil distinguir o que é real do que que não é.
O Spotify quer tornar mais apelativo o seu serviço para utilização por duas pessoas, com a nova modalidade Duo que custa 8.99 euros por mês.
Para os utilizadores do Spotify que não conseguirem justificar a opção pela modalidade familiar para até seis pessoas, fica agora disponível a modalidade Duo para duas pessoas. Isto permite juntar numa mesma conta dois perfis completamente distintos, para que não haja "interferências" nas recomendações causadas pela partilha de uma única conta por várias pessoas.
Em vez dos 6.99 euros mensais da conta Premium individual, esta modalidade Duo custa 8.99 euros. Um valor mais apelativo do que seria pagar quase 14 euros por duas contas Premium; mas que continua a ficar aquém da que é possível por quem partilha uma conta familiar (10.99 euros) entre seis pessoas, fazendo com que o preço por utilizador fique abaixo dos dois euros.
Os actuais clientes Spotify que aderirem ao Duo continuam a manter todas as suas playlists e preferências, mas passarão a ter acesso a uma playlist Duo Mix que combina as preferências dos dois utilizadores, para que possam ficar a par das preferências musicais do seu par (a modalidade familiar também faz o mesmo com uma playlist Family Mix).
Quem tiver vários Google Home ou outros smart devices com Google Assistant, vai começar a poder ajustar a sensibilidade do reconhecimento do Hey Google de forma independente para cada um deles.
Mais de meio ano após ter feito a promessa de um parâmetro de ajuste da sensibilidade da activação "Hey Google", a Google começa finalmente a fazer chegar essa opção ao Google Home e demais equipamentos smart com Google Assistant integrado.
Os utilizadores poderão dirigir-se às definições de cada equipamento através da app Google Home, e ajustar a sensibilidade do reconhecimento do Hey Google.
Esta funcionalidade será de especial interesse para quem tiver múltiplos equipamentos, e se deparar com o caso de os seus comandos estarem a ser reconhecidos pelo dispositivo mais afastado em vez daquele que pretendiam utilizar; ou para reduzir / aumentar a capacidade de resposta do assistente da Google. Segundo a minha experiência com o Google Home, quase seguramente que a maioria das pessoas quererá reduzir um pouco a sua sensibilidade, já que aquilo tem a capacidade sobre-natural de conseguir detectar o "Hey Google" mesmo quando o dizemos bastante baixo a muitos metros de distância (e isto para não falar nas activações acidentais).