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№ 01

Huawei Mate 40 com câmara de 108MP com objectiva melhorada


Depois do P40, a Huawei prepara-se para novo salto evolutivo nas câmaras para a próxima geração Mate 40, complementando a câmara principal de 108MP com uma nova objectiva que promete melhorar substancialmente a qualidade.

Embora a Huawei esteja a sofrer no ocidente devido ao facto de não poder fornecer as apps da Google nem a Play Store nos seus smartphones, não é por isso que deixa de investir no seu desenvolvimento. O P40 é um dos melhores smartphones no mercado, que só é prejudicado pela tal ausência; e o Mate 40 promete manter o nível evolutivo dos últimos anos.

Dizem os rumores que o Mate 40 utilizará uma câmara principal de 108MP, mas que agora será acompanhado por uma objectiva 9P (com 9 elementos ópticos) que contribuirá para uma redução das distorções ópticas e permitirá obter uma qualidade de imagem superior face aos demais smartphones equipados com sensores idênticos.

Infelizmente isso não resolverá o grande dilema da falta das apps Google no ocidente; mas pode ser que o panorama se venha a alterar com as próximas eleições presidenciais nos EUA marcadas para Novembro.
№ 02

Xiaomi prepara monitor de 165Hz


A Xiaomi prepara-se para reforçar a sua oferta nos monitores, com novos modelos para gamers, incluindo um com frequência de 165 Hz.

Por esta altura não é surpresa que a Xiaomi esteja metida em praticamente todo o tipo de produtos e, de certa forma o que surpreende é que ainda não se tivesse aventurado no segmento dos monitores. Agora isso deverá ficar resolvido, pois para além do monitor económico Redmi Display 1A que custa apenas 75 euros na China, a Xiaomi prepara outros modelos, que deverão manter as margens ultra reduzidas mas com características mais apelativas para gamers.

Segundo as últimas indicações, teremos um monitor de 27" com 165 Hz já em Julho, seguido de uma variante mais pequena de 24.5" em Setembro; e também um monitor 4K que ficará disponível em versões de 27" e 29.5".

Embora ainda não sejam indicados preços, é de esperar que sejam bastante competitivos como é tradicional na marca. E esperemos que façam parte do lote de produtos que fiquem disponíveis por cá nas lojas oficiais da Xiaomi.
№ 03

MS retira projecto Ninjutsu OS do Github por reforçar privacidade do Windows 10


O Github, outrora porto de abrigo de inúmeros projectos, parece agora ceder à influência da MS após a sua aquisição, que considera que remover certas funcionalidades "chatas" do Windows 10 são uma violação da licença de utilização.

O Ninjutsu OS é um projecto que transforma o Windows 10 num sistema de testes de segurança, adicionando cerca de 800 ferramentas de testes de penetração (e outras), e no processo também se encarrega de aumentar a segurança e privacidade dos utilizadores desactivando e removendo diversos programas, componentes e serviços, incluindo a desactivação de funcionalidades indesejadas do Windows 10.

Ora, apesar do projecto depender da existência de um Windows 10, a MS apresentou uma queixa contra o projecto, alegando que tais alterações ao sistema operativo constituem uma violação dos termos de utilização.

Uma queixa algo curiosa, considerando que a maioria dessas alterações de que se queixa são coisas para as quais existem muitas outras ferramentas que as fazem. Aliás, este Ninjutsu OS recorre ao utilitário gratuito O&O ShutUp10 para as fazer - e que continua a poder ser utilizado por qualquer utilizador, possibilitando desactivar coisas como o envio de informação dos utilizadores e do que fazem no seu computador para a Microsoft, serviço de publicidade via Bluetooth, entre muitas outras coisas.
№ 04

Find My Device via Google Assistant mostra até 9 equipamentos


A Google reviu finalmente a limitação de dois equipamentos no Find My Device via Google Assistant, agora permitindo localizar até nove equipamentos - embora não se saiba qual o critério para a sua selecção.

Há muito tempo que a Google nos dá a útil capacidade para localizar (e bloquear) equipamentos Android remotamente, útil para o caso de smartphones ou tablets serem perdidos ou roubados. Menos útil era o facto de, se perguntasse ao Google Assistant por eles, apenas se ter acesso a uma lista de dois equipamentos - algo bastante frustrante para todos os que acumulem mais de dois equipamentos Android na sua conta. Mas felizmente, a Google parece ter tratado do assunto, e agora apresentará uma lista de até nove equipamentos Android.

— Artem Russakovskii (@ArtemR) June 11, 2020


Não sei porque motivo a Google não terá tratado definitivamente do assunto removendo qualquer limitação e apresentando todos os equipamentos que se tiver associado à nossa conta, sejam eles um, ou nove, ou vinte; mas mostrar nove sempre é melhor do que mostrar apenas dois.

Para se ver que equipamentos temos associados à nossa conta Android (não apenas Android mas todos, incluindo PCs), basta dar um salto a https://myaccount.google.com/device-activity. Ou, pela via mais longa:
  1. Ir à Google Account.
  2. Escolher a secção "Security" no painel à esquerda.
  3. No painel "Your devices" escolher "Manage devices".

É recomendável ir espreitando esta lista de tempos a tempos, e limpar o acesso a equipamentos antigos, que por avaria ou outro motivo, ainda por lá permaneçam sem necessidade.
№ 05

5 JRPGs para sobreviver à pandemia

Com o mundo ainda maioritariamente fechado em casa que melhor altura do que agora para nos sentarmos com uma bebida ao nosso lado e um comando na mão preparados para uma aventura épica com tempos de jogo medidos nas dezenas ou centenas de horas?

Se esta proposição vos parece interessante e, como eu, são daquela espécie em vias de extinção que aprecia levar o seu tempo a pensar em qual ataque usar no próximo turno continuem a ler que tenho 5 dos meus favoritos na categoria de JRPGs que estão disponíveis para os PCs e consolas da geração actual.

Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

O que é que resulta quando a Nintendo e pede à Atlus para pegar em Fire Emblem e misturar com Shin Megami Tensei? Uma história sobre adolescentes a tentarem entrar no mundo do entretenimento japonês enquanto lutam em batalhas contra seres de outra dimensão para salvar o mundo a cantar J-Pop pelo caminho…

Oi? *verifica notas* Não, é mesmo isso… 

Tokyo Mirage Sessions #Fe Encore (para além do nome grande e complicado) foi um jogo originalmente lançado para a malfadada Nintendo Wii U feito pela ATLUS (Shin Megami Tensei, Persona, Catherine) usando algumas personagens da série Fire Emblem como inspiração e pouco mais. O resultado final é uma história que bebe profundamente do mundo do entretenimento pop japonês com imenso J-Pop ao barulho e com uma história onde o poder da música acaba por derrotar o mal ao bom estilo de especial de domingo á tarde dos anos 80.

Mecanicamente o jogo vai buscar muito mais inspiração à popular série Persona do que outra coisa com o combate a desenvolver-se por turnos que vão alternando entre os 3 personagens que compõem a nossa party intercalados com os inimigos com uma barra lateral a indicar quem vai ter o próximo turno. Os ataques em si possuem 3 tipos de ataque físico e vários tipos de ataques elementais (fogo, vento, gelo, etc) com cada inimigo a ter as suas fraquezas e resistências que são essenciais explorar para vencer batalhas.

Atingir fraquezas oferece turnos extra e permite eventualmente criar “encores” onde outros personagens da party, ou mesmo em standby, entram em jogo para encadear ataque atrás de ataque levando a um crescente número de combos.

Quem jogou alguma das iterações da série Persona vai estar completamente em casa com o combate e exploração de TMS#FE tal como com a história que vê os nossos personagens principais lutarem pelo destino do planeta e da humanidade ao mesmo tempo que aprendem a ser cantores e actores no mundo real, sem nunca esquecer os obrigatórios momentos de interacção social com os outros elementos da equipa para aprofundar relacionamentos e assim receber power ups em combate.

TMS#FE é um autêntico banho de imersão no mundo das vedetas do pop japonês sob formato de um JRPG de digestão fácil. Com a excepção de um ou outro boss as batalhas nunca apresentam muita dificuldade e é relativamente simples desbloquear tudo no jogo sem grandes chatices e a história está recheada de optimismo do princípio ao fim, uma lufada de ar fresco num mundo onde parece ser obrigatório introduzir drama e escrever enredos sombrios.

Plataformas: Nintendo Wii U (original) / Nintendo Switch (encore)
Editora: Nintendo
Estúdio: Atlus

Digimon Story: Cybersleuth

Digimon Story: Cybersleuth

Num dia de verão começou, a aventura mais inesperada, dos nossos sete heróis no mundo dos digimons…

Bom, desta vez não temos sete heróis nem sequer vamos para o mundo dos digimons porque este Cybersleuth passa-se num futuro não muito distante nas ruas de Tokyo onde o mundo digital começa a misturar-se com o real e onde fazemos parte de uma agência de detectives que resolve mistérios que envolvem os titulares digimons a causar problemas no dia a dia dos seus habitantes.

Esqueçam tudo o que se lembram da série de TV da nossa infância porque, tirando os digimons em si, nada dessa história é reutilizado aqui. Em contrapartida somos presenteados com um jogo que vai buscar mecânicas mais próximas de Pokémon do que outra coisa.

Coleccionar Digimons, montar as nossas equipas e escolher os ataques certos para acertar nas fraquezas elementais dos adversários é o nome do jogo aqui e digievoluir os nossos companheiros para ganhar novos ataques e desbloquear novos caminhos na árvore evolutiva rapidamente se torna num vício. Não pensem no entanto que essas árvores evolutivas são simples linhas pois cybersleuth apresenta-nos mesmo árvores e por vezes é preciso voltar atrás na árvore para conseguir os pontos necessários para desbloquear um outro caminho.

O combate em si processa-se por turnos e podemos controlar equipas de múltiplos Digimons ao mesmo tempo enquanto a exploração se divide entre localizações reais como a mítica Nakano Broadway em Tokyo onde a base de operações do nosso personagem principal se situa e o mundo de realidade virtual que permeia toda a sociedade.

A história em si anda à volta de uma misteriosa doença que está a deixar pessoas em coma bem como os digimons que surgem nos mais diversos sistemas digitais a causar problemas aqui e ali. A nossa personagem principal é muda mas dotada de um sem número de expressões corporais que a dotam de uma personalidade rara neste tipo de abordagens e a banda sonora de Takada Masafumi (Danganronpa, Killer7, No More Heroes) é absolutamente deliciosa e polvilhada com aquele tipo de faixas que nos deixam a cantarolar o resto do dia.

No fim do dia este Cyber Sleuth (e a sua expansão/sequela Hacker’s Memory) é um jogo brilhante que pode facilmente ter sido ignorado por muitos pela sua associação à franchise Digimon mas que, depois de experimentarem, vão ver que sobrevive bem pelos seus próprios méritos e é um dos melhores exemplos de JRPGs dos últimos anos.

Plataformas: Playstation 4, Playstation Vita, Nintendo Switch, PC
Editora: Bandai Namco
Estúdio: Media.Vision

Tales of Vesperia: Definitive Edition

Tales of Vesperia: Definitive Edition

Lançado nos idos de 2008 exclusivamente para a XBox 360 (fora do Japão), esta 11ª iteração da saga Tales of da Bandai Namco é por muitos considerado como o melhor jogo da série e durante anos foi quase impossível de obter uma cópia do mesmo sem ser através do serviço online da Microsoft. Mais do que isso, era também impossível obter a segunda edição do jogo que havia sido lançada para a Playstation 3 no Japão em 2009 com conteúdos extra.

Era impossível de a obter até 2019 quando a Bandai Namco lançou esta versão definitiva para todas as plataformas possíveis com todo o conteúdo da edição PS3 incluído e áudio em japonês e inglês (incluindo novas adições à excelente dobragem original).

A história leva-nos para o mundo de Terca Lumireis onde os seus habitantes dependem de dispositivos chamados Blastia para alimentar o seu dia a dia – seja para iluminação, água potável ou defesa contra os monstros que vivem fora das povoações. A história em si vive á volta de Yuri, um rapaz que vive nas zonas pobres da capital do Império e que um dia se vê envolvido com a princesa Estelle quando esta foge do palácio. Pelo caminho vão descobrir a verdade por trás das Blastias e o problema que estes dispositivos deixados para trás por uma avançada raça do passado causam ao planeta e aos seres que neles vivem.

No que toca ao combate temos os clássicos sistemas da saga refinados com os ataques a estarem ligados ao equipamento que equipamos mas podendo ser aprendidos com o tempo. O sistema em si processa-se em tempo real com cada direcção do gamepad combinada com um dos botões do comando a despoletar um ataque diferente. Combinar ataques entre si leva a crescer um contador de combo e eventualmente torna-se possível disparar fortes ataques especiais que dão quantidades superiores de dano. É um sistema rápido e frenético fácil de perceber e dificil de dominar.

Fora do combate temos um mundo no estilo JRPG clássico onde saltamos entre as cidades, vilas e demais dungeons para um mundo geral onde podemos caminhar entre eles evitando os monstros visíveis no mapa.

Vesperia é possivelmente o ponto mais alto que um JRPG tradicional alguma vez consegui chegar e tem ainda por cima um enredo de personagens memoráveis e onde é difícil escolher apenas um favorito ou achar que qualquer um deles é menos bom. O combate é divertido e o mundo tem muito por onde explorar. O sistema de skits típico da saga acrescenta quantidades inigualáveis de charme ao nosso tempo com os personagens e como todos os jogos da série possuem histórias individuais e desligadas do resto não há entrave nenhum a novos jogadores. Bem pelo contrário, Vesperia é possivelmente um dos melhores pontos de entrada na série! Altamente recomendado.

Plataformas: Playstation 4, XBox One, Nintendo Switch, PC
Editora: Bandai Namco
Estúdio: Tales Studio

The Legend of Heroes: Trails of Cold Steel 3

Trails of Cold Steel III

Primeiro que tudo tenho de mencionar uma coisa que vai soar um pouco estranha: não recomendo de todo que comecem por esta terceira iteração do jogo. O número 3 no título não é por acaso e tentar jogar esta sequela sem primeiro conhecer a história dos jogos anteriores é meio caminho andado para não perceber nada do que está a acontecer e não saber apreciar o culminar do trabalho de quase duas décadas deste pequeno estúdio nipónico.

Dito isto deixem-me então explicar porque é que esta saga é algo que absolutamente têm de colocar na vossa lista.

Trails of Cold Steel 3 é o oitavo jogo na saga Trails do pequeno estúdio Nihon Falcom (não confundir com o Tales mencionado acima. Sim, é confuso 😅) e é o culminar de múltiplos enredos que têm vindo a ser meticulosamente preparados pelo estúdio desde o primeiro jogo da série, Trails in the Sky lançado nos idos de 2004 para PC no Japão e com uma localização para a PSP no ocidente em 2011.

A história leva-nos para a parte ocidental do continente fictício de Zemuria onde vamos explorar o reino de Liberl (Sky), o estado independente de Crossbell (Zero/Ao, infelizmente nunca localizados oficialmente) e por fim o império de Erebonia (Cold Steel). O continente em si está num estado de fluxo nos primeiros anos da chamada “revolução Orbal”, algo que é mais ou menos equivalente à revolução industrial do nosso mundo real mas a um ritmo acelerado e baseado na energia “Orbal” que é extraída de pedras preciosas e que alimenta a tecnologia toda do mundo.

Graças a isto o mundo está rapidamente a mudar de uma sociedade feudal pré-moderna para uma onde transporte aéreo ou ferroviário se tornam algo do dia a dia e com isso a situação geo-política vai perdendo a sua estabilidade à medida que novos tipos de armamentos vão sendo desenvolvidos.

Trails of Cold Steel II

Em Cold Steel seguimos a história de Rean Schwarzer, o filho de um Barão das regiões mais remotas do império e que, ao atingir a adolescência, entra na academia militar de Thors onde espera descobrir-se a si próprio e qual deve ser o seu papel na vida. Pelo caminho vai conhecer o resto dos membros da classe VII e juntos vão ser levados pelos seus estudos aos mais diversos pontos do Império onde vão ser confrontados com o clima de tensão social existente entre os nobres que procuram manter o seu modo de vida de séculos e os reformistas que procuram avançar a sociedade do império e torná-la mais adaptada aos tempos modernos. Pelo caminho vão ser confrontados por ataques terroristas daqueles que desgostam do império ou pelas maquinações da sociedade de Ouroboros, um grupo misterioso que tem causado incidentes estranhos um pouco por todo o lado ocidental do continente.

Neste terceiro capitulo 2 anos passaram desde o início dos eventos do primeiro jogo da sub-série (CS1) e Rean é agora professor no novo campus secundário e Thors num império profundamente diferente depois dos eventos resultantes do que se passou durante o segundo jogo da série. Pelo caminho vamos ser confrontados com os efeitos do final da segunda sub-série do jogo (a saga de Crossbell vista nos jogos Zero no Kiseki e Ao no Kiseki, nunca traduzidos) e vai também encontrar alguns dos personagens da primeira sub-série (Trails in the Sky).

Para dar um paralelo com o mundo do cinema, é justo dizer que este CS3 (e o futuro CS4 previsto para o final de 2020 no ocidente e com o mui apropriado subtítulo “The End of Saga”) é o equivalente ao Avengers: Infinity War e é quiçá o maior evento crossover da história dos videojogos! Tal como ver Inifinity War sem conhecer o resto do universo cinemático da Marvel seria um erro, jogar CS3 sem jogar o que está para trás seria igualmente mal jogado.

Como tal a minha sugestão é que peguem no primeiro Trails of Cold Steel (disponível para PC, PS4, PS3 ou PS Vita) e que o joguem primeiro. Jogá-lo não estraga (muito) das surpresas dos jogos anteriores e, dado ser relativamente moderno, é bastante acessível em termos de jogabilidade e de interface pelo que serve como uma boa introdução à série.

Trails of Cold Steel

No que toca ao combate, a série Trails possui novamente um sistema de combate por turnos com um misto de ataques físicos, magias e outros ataques mais potentes chamados “s-crafts”. As mecânicas variam bastante subsérie para subsérie e de jogo para jogo mas na sua base mantém-se sempre o sistema por turnos com uma barra do lado esquerdo a indicar a ordem dos turnos, ordem essa que pode ser manipulada pelas diversas habilidades e ataques dos personagens. Existem fraquezas elementais e um sem número de efeitos que se podem aplicar aos personagens (envenenamento, confusão, etc) e todos os personagens possuem S-Crafts, ataques poderosos que (uma vez carregados) podem ser disparados a qualquer momento independentemente de ser o turno desse personagem ou não e cujo seu uso correcto muitas vezes significa a diferença entre a vitória ou a derrota.

A dificuldade do combate varia entre o brutalmente difícil em alguns dos jogos mais antigos para o ridiculamente fácil e fácil de abusar em alguns dos jogos mais recentes mas quem joga trails habitualmente joga pela história e pelos seus inesquecíveis personagens mais do que outra coisa.

Com personagens secundários com mais personalidade e detalhe do que alguns personagens principais em outros jogos, Trails é um épico digno do nome e altamente recomendado. Só não comecem por este que, apesar de ser claramente o melhor jogo da saga até hoje, é genuinamente só para os fãs.

Legend of Heroes: Trails in the Sky FC/SC
Plataformas: Playstation Portable, PC
Editora: XSeed Games
Estúdio: Nihon Falcom

Legend of Heroes: Trails in the Sky – the 3rd
Plataformas: PC
Editora: XSeed Games
Estúdio: Nihon Falcom

Legend of Heroes: Zero no Kiseki
Plataformas: Playstation Portable, PC, Playstation Vita (Evolution), Playstation 4 (Kai)
Editora: Nihon Falcom
Estúdio: Nihon Falcom

nota: apenas disponível no Japão mas pode ser comprado online via dlsite.com e existe um excelente patch feito por fãs do grupo Geofront.

Legend of Heroes: Ao no Kiseki
Plataformas: Playstation Portable, PC (Chinês), Playstation Vita (Evolution), Playstation 4 (Kai)
Editora: Nihon Falcom
Estúdio: Nihon Falcom

nota: apenas disponível no Japão. Existe no entanto um patch algures pela Internet para a versão PSP e para a versão PC que saiu exclusivamente nos mercados de língua chinesa. O Grupo de fãs Geofront anunciou recentemente que está a trabalhar num patch para este jogo.

Legend of Heroes: Trails of Cold Steel 1/2
Plataformas: Playstation 3, Playstation Portable, Playstation 4, PC
Editora: XSeed Games (PS3, PSP, PC) / Marvelous (PS4)
Estúdio: Nihon Falcom

Legend of Heroes: Trails of Cold Steel 3
Plataformas: Playstation 4, Nintendo Switch, PC
Editora: NIS America
Estúdio: Nihon Falcom

Persona 5: The Royal

Persona 5: The Royal

Brilhante, com um sentido de estilo impecável e absolutamente imprescindível são palavras que caiem que nem uma luva no Persona 5 lançado (no Ocidente) em 2017. Persona 5 Royal, a versão melhorada e expandida lançada pela Atlus em 2020, é ainda melhor!

101 horas e 35 minutos foi o tempo registado quando gravei o jogo pela última vez ao acabar este Persona 5 Royal e nunca um jogo me deu tanto gozo de acabar completamente do princípio ao fim. Desde a banda sonora cujas novas músicas elevam o já brilhante trabalho do original a novos patamares com o seu Acid Jazz inconfundível até aos pequenos ajustes às mecânicas que tornam um sistema de combate já bastante polido em algo que consegue sair completamente do caminho e remove quase na totalidade a fricção entre pensar numa acção e executá-la. Adicionemos a isso cerca de 30 novas horas de jogo com um novo semestre inteiro, novos personagens para conhecer aliado a uma dose de melhorias a alguns dos pontos mais fracos das mecânicas e história do original e temos um resultado final que transforma aquele que foi dos melhores jogos desta geração de consolas numa obra prima.

Persona 5 segue a história de um adolescente que é injustamente acusado de um crime que não cometeu e, estando em liberdade condicional, tem agora de se mudar para Tokyo para a única escola que o decidiu aceitar. Aí vai descobrir que tem o misterioso poder de entrar nos palácios da mente e mudar o coração daqueles que viram as suas emoções distorcer-se. Pelo caminho vai juntar-se com outros, formar os Phantom Thieves of Hearts e lutar por um mundo melhor. Durante o dia vai ter de ir às aulas e nos tempos livres vai conhecer outras pessoas e formar amizades que o vão ajudar a melhorar as personas que usa para combater.

As mecânicas de Persona não mudam muito desde a terceira iteração nos idos de 2006 e têm vindo a ser refinadas desde então. O combate acontece por turnos onde controlamos um grupo de 4 Phantom Thieves que têm à sua disposição um conjunto de ataques físicos, uma pistola e as suas personas que possuem ataques elementais (fogo, gelo, etc). O objectivo passa por encontrar as fraquezas do adversario e explora-las para conseguir turnos extras e dano ampliado. O personagem principal é especial e tem o poder de ter mais do que uma Persona sendo novas personas obtidas forçando as Sombras encontradas nas dungeons a negociar para se juntarem a nós ou fundindo duas ou mais das personas que já temos na nossa posse.

Quanto à história esta desenvolve-se seguindo uma série de eventos onde os nossos heróis se veem forçados pelo seu sentido de justiça a mudar o coração de alguém antes de uma data limite onde as acções dessa pessoa os podem colocar em perigo (seja revelando o seu segredo como Phantom Thieves seja algo mais dramático). Essa mudança de coração dá-se chegando ao fim dos anteriormente mencionados palácios onde uma série de Sombras (o nome dado aos seres sobrenaturais que ocupam estes palácios) e os mais variados puzzles servem como mecanismo de defesa do tesouro que está no coração de cada um dos alvos.

Mas nunca é demais exaltar o sentido de estilo de Persona 5: das fluidas e brilhantes animações que polvilham os menus do jogo à banda sonora num Jazz alucinado que facilmente nos coloca a escolher opções de batalha em compasso com a música até ao meticuloso trabalho da equipa da Atlus em reproduzir fielmente partes de Tokyo como Shibuya e Shinjuku por onde passamos umas atrás das outras usando os comboios dessa mega metrópole.

Comboios esses que não são meramente um floreado estilístico mas também uma das metáforas usadas numa das principais ideias que o jogo quer fazer passar e que se focam na vivência em sociedade e no conforto de nos deixarmos guiar pela opinião dos outros na multidão. Persona 5 não peca no entanto pela subtileza na sua história (na realidade, nenhum dos jogos da série alguma vez o foi) e o facto de um dos personagens do jogo se chamar Shido e ser um político a caminho do cargo de primeiro ministro do Japão é por demais óbvio quando considerarmos quem é o primeiro ministro japonês na realidade e na forma controversa como a sua carreira sempre se desenvolveu, especial durante os anos em que o jogo esteve em desenvolvimento (maioritariamente pós-2011 já que a história foi toda reescrita como reacção ao grande terramoto desse ano).

Não se deixem enganar: o jogo original era brilhante mas à luz deste Royal parece agora inacabado. As alterações podem não ser estar sempre 100% bem integradas na história original (inevitável para algo deste género) mas essas ocasiões são tão poucas e o conjunto final tem tantas melhorias quer a nível da história quer a nível das mecânicas de jogo que se torna mesmo muito difícil conseguir voltar à obra de 2017.

Resumindo Persona 5 Royal é uma absoluta obra prima e possivelmente o melhor JRPG feito até à data seja pelas suas mecânicas, pela sua história, banda sonora ou, mais que tudo, pela forma como todos esses factores se conjugam para culminar num resultado final que é melhor do que a soma das suas já brilhantes partes.

Plataforma: Playstation 4
Editora: Atlus
Estúdio: Atlus P-Studio

E são estas as minhas 5 sugestões de JRPGs para vos ocuparem muito, muito tempo. Têm outras? Digam-me via Twitter ou Facebook.

Artigos Relacionados:

  1. O meu top de jogos 2011
  2. A lista
  3. O meu top de jogos de 2010
№ 06

Invoxia GPS tracker chega ao IFTTT


Os populares trackers GPS da Invoxia estão agora disponíveis no IFTTT, facilitando o processo de criar automatizações e interligações com outros serviços.

Temos falado recentemente do IFTTT pelos piores motivos, com o desaparecimento de serviços como o Tuya ou o Messenger; mas apesar de não deveremos depender excessivamente de serviços na cloud que podem desaparecer ou alterar as condições a qualquer momento, não deixam de poder ser úteis se estivermos conscientes desses riscos.

É precisamente isso que acontece com a chegada dos trackers Invoxia ao IFTTT.


A Invoxia tem diversos trackers GPS, que funcionam sem necessidade de cartão SIM e que têm autonomia para vários meses, que vão desde modelos destinados à utilização como dispositivo de localização anti-roubo para bicicletas, a outros para localização de animais, e outros genéricos para se colocar onde se desejar: automóveis, motas, mochilas, malas, casacos, etc.

Com a sua integração no IFTTT, podemos fazer coisas como, registar numa folha de cálculo Google Sheets quando o localizador sai de uma determinada área ou quando activa o modo "alarme", enviar um email (ou tweet) quando se carrega num botão no localizador, ou então ser mais criativo e dar uso aos demais sistemas associados, podendo fazer-se coisas como colocar as luzes do quarto a piscar no caso de ser detectado que o localizador do carro está a sair de nossa casa durante o período em que deveria ficar na garagem, etc.

№ 07

Android 11 vai ter nova política de updates


A Google acha que está na altura de deixar de depender da disposição dos fabricantes, e passará a exigir que todos os smartphones com Android 11 certificados tenham obrigatoriamente que suportar os seamless updates.


Os seamless updates são o método que permite que um smartphone Android faça uma actualização de sistema sem o moroso processo de ter que fazer reboot e ficar a olhar para uma barra de progresso que se pode arrastar durante uma dezena de minutos antes de permitir que o utilizador volte a ter acesso ao sistema. Para isso recorrem a um simples mas eficaz sistema com duas partições (A/B) para instalação do sistema, com as actualizações a serem instaladas em background na partição adicional, e no final bastando fazer um reboot para que, sem atrasos, se tenha acesso imediato à actualização - e como bónus adicional, em caso de qualquer problema com a actualização, pode regressar à versão anterior tal com estava.

Este sistema está disponível desde 2016, mas embora muitos fabricantes já o tenham adoptado, há alguns que continuam por fazê-lo, nomeadamente a Samsung e a Huawei - e daí que a Google pareça ter perdido a paciência e exigido que isso seja implementado para o Android 11.

... E considerando que a Huawei, até ordens em contrário do governos do EUA, está impedida de ter acesso às apps da Google; esta alteração recai principalmente sobre a Samsung. No próximo ano, todos os Samsungs que saírem com Android 11 terão que ter finalmente actualizações de sistema sem interrupções - algo que a marca sul-coreana já deveria ter implementado por sua própria iniciativa há muito tempo.
№ 08

As origens do Samplr para iPad


A app Samplr para iPad é uma das apps de sampling mais versáteis que existe, permitindo por si só criar músicas inteiras - e o seu criador, Marcos Alonso, fala sobre as suas origens.

Penso que a maioria das pessoas sempre terá um fascínio especial pelos samplers, pela sua capacidade de gravar qualquer som e permitir transformá-lo das mais variadas formas. No caso do Samplr (disponível para iPad na App Store), esse conceito é levado ao limite, ao colocar o controlo dos samples literalmente na ponta dos nossos dedos, tirando partido das capacidades multi-toque do iPad.

No vídeo que se segue, Jakob Haq demonstra a app e fala com Marcos Alonso, que revela as origens do seu interesse pelos samplers, o período em que trabalhou na Reactable, e aquilo que o levou a criar o Samplr.

Para quem se interessar por música e tiver um iPad, é definitivamente uma das apps a adicionar ao seu arsenal de instrumentos.

№ 09

Autopilot da Tesla já consegue fazer rotundas


Depois de ter melhorado as curvas na Europa, o Autopilot da Tesla parece já ser capaz de lidar com rotundas.

Embora sem qualquer consideração pelas datas prometidas e ainda estando longe das capacidades de condução autónoma total, o Autopilot da Tesla vai melhorando a cada actualização. A mais recente delas, para além de ter melhorado substancialmente a capacidade de lidar com as curvas na Europa, parece também ter dado ao Autopilot a capacidade de lidar com as rotundas - um requisito que será indispensável para a sua utilização nas estradas nacionais, onde é difícil andar um par de quilómetros sem se passar por algumas.

A rotunda em questão é daquelas "grandes", que não significa que vá ser capaz de lidar com todas as rotundas que temos por cá (particularmente, as mais "apertadas"), mas não deverá demorar muito para que a actualização chegue aos Tesla nacionais e alguém tire isso a limpo. :)

A parte da rotunda dá-se aos 10 minutos no seguinte vídeo:

№ 10

Porsche apresenta 911 Targa 4S Heritage Design


A Porsche apresentou o 911 Targa 4S Heritage Design Edition, o mais moderno 911 mas com elementos de design dos anos 50 e 60 do século passado, como o primeiro de quatro modelos de colecção nascidos a partir da estratégia Heritage Design.

Elementos exteriores e interiores de design histórico foram reinterpretados e combinados com a última tecnologia numa exclusiva edição especial Porsche Exclusive Manufaktur. Já está disponível para encomenda e chegará aos Centros Porsche a partir do Outono de 2020. Esta edição é limitada a 992 unidades, correspondendo à abreviação interna da gama. A par com a introdução desta edição especial, alguns elementos interiores vão estar disponíveis para todos os modelos 911 como parte do Pacote Heritage Design. A Porsche Design criou um cronógrafo de alta qualidade, também em edição limitada, exclusivamente para quem adquire o modelo de coleccionador.



A pintura exclusiva em cor Cereja Metalizada e outras quatro cores exteriores a par com logótipos dourados criam uma imagem autêntica com o estilo dos anos 50. O exterior do 911 Targa 4S Heritage Design Edition apresenta uma decoração de alta qualidade em branco com um design histórico. Os gráficos do desporto automóvel, em forma de lança, colocados nos guarda-lamas dianteiros, são particularmente cativantes. Estas “lanças” recordam o início da Porsche no desporto automóvel.

Outro destaque é a placa Porsche Heritage na grelha do compartimento de arrumação traseiro, com um design reminiscente da placa do Porsche 356 que foi galardoado por alcançar a marca dos 100.000 quilómetros. O selo de qualidade do passado – com um toque moderno – irá agraciar a traseira dos quatro modelos Porsche Heritage Design. A ligação entre o passado e o presente é garantida pelo histórico Escudo Porsche de 1963, colocado no capot, volante, centros das jantes e chave do veículo e, em relevo, nos apoios de cabeça e porta-chaves, a par com as jantes Carrera Exclusive Design de 20”/21”, oferecidas de série, e as clássicas pinças de travão em Preto.



O interior presta também tributo ao passado: o exclusivo interior bicolor combina pele em Vermelho Bordeaux com pele Club OLEA em Bege Atacama ou pele Club OLEA em Preto com pele Club OLEA em Bege Atacama. A utilização de bombazine nos bancos e portas assinala o regresso de um material já utilizado no Porsche 356, revivendo o zeitgeist e a moda dos anos 50 do século passado. O conta-rotações e o cronómetro numa imagem clássica com iluminação em verde sublinham a natureza emotiva do conceito na mesma forma que o revestimento interior do tejadilho perfurado em tecido microfibra e os alargados revestimentos em pele Exclusive Manufaktur. A placa em metal no friso do tablier apresenta o número da edição limitada.



O primeiro modelo Heritage Design é baseado no novo 911 Targa da geração 992, apresentado apenas há poucos dias, equipado com as mais recentes tecnologias para o chassis, sistemas de assistência e infoentretenimento. É alimentado por um motor biturbo com 331 kW (450 cv). Combinado com caixa de dupla embraiagem com oito velocidades, o moderno motor boxer pode alcançar uma velocidade máxima de 304 km/h e acelerar o 911 Targa (com Launch Control) dos 0 aos 100 km/h em menos de 3,6 segundos.
№ 11

Os estranhos telemóveis da Nokia


Numa altura em que não se sonhava com a chegada de um iPhone, a Nokia ia explorando formatos bastante criativos para os seus telemóveis.

Antes da geração dos smartphones como os conhecemos hoje, a Nokia ia dominando o sector com os seus telemóveis que já se podiam considerar "smartphones" por conta do Symbian. E no início deste século, quando ainda dominava o mundo e parecia estar num trono inatingível por qualquer rival, procurava destacar-se ainda mais com o lançamento de uma variedade de modelos bastante peculiares, como o Nokia 3650 que recuperava o formato das teclas "rotativas" dos telefones clássicos, o Nokia 6820 com o seu teclado desdobrável, o Nokia 6600 com o seu mini joystick, o 7650 deslizável, o 7710 que estreava um gigantesco touchscreen panorâmico de 3.5", ou o muito estranho 7600 com o seu formato quase quadrado com as teclas em redor do ecrã.

Um glorioso período de loucuras... que vira a ser terminado por um tal de iPhone lançado alguns anos mais tarde.

№ 12

Concurso de fotografia da Huawei está a registar elevada adesão


O concurso nacional de fotografia para smartphones lançado pela Huawei, conta já com mais de 2.200 participações, numero que atesta uma elevada adesão do público a esta iniciativa da marca chinesa.




Depois de anunciar, em Abril passado, o arranque da 4ª edição dos Prémios Huawei Next-Image 2020, o maior concurso de fotografia mundial para smartphones, a Huawei Portugal decidiu premiar os portugueses lançando também um concurso nacional de fotografia para smartphones. O passatempo #nextimagept, que arrancou dia 20 de  Maio e termina no final de Julho, já contou com mais de 2200 participações da comunidade online da Huawei e visa premiar o talento nacional.


A cada duas semanas, a Huawei em conjunto com um dos cinco fotógrafos portugueses embaixadores deste projeto, seleciona um vencedor entre os milhares de candidatos. Ontem, 8 de junho, foi anunciado o primeiro vencedor, no Instagram da Huawei. Adérito Valentim foi o primeiro vencedor do concurso local com sua a fotografia alusiva ao Cais Palafítico Da Carrasqueira, no Alentejo.

No próximo dia 21 de Junho será anunciado o segundo vencedor do concurso que, se irá juntar ao Adérito Valentim, e ganhar um visionário Huawei P40 Pro, uns incríveis Freebuds 3 e ainda um Voucher de 50€ para gastar em produtos Huawei na HES online. O objetivo da Huawei Portugal, em conjunto com cinco fotógrafos de renome, é premiar as melhores fotografias de smartphones em Portugal.



Categoria Olá, Vida | Hello, Life

Hoje em dia, quase todos andamos com uma câmara no bolso ou na mala o que nos permite que, a qualquer momento, possamos captar uma imagem para mais tarde recordar. Os smartphones com câmaras embutidas evoluíram muito nos últimos 5 anos e a Huawei está na linha da frente desta tendência. Aliás, com os smartphones Huawei é possível tirar fotografias como um fotógrafo profissional. Para que descubra qual a melhor forma de conseguir uma fotografia inesquecível, a Huawei desafiou o fotógrafo Carlos Pinto a partilhar algumas dicas de como fotografar com o smartphone Huawei P40 Pro. Como embaixador da categoria Hello, Life, do concurso Next-Image 2020, Carlos Pinto vai mostrar como é possível captar com o Huawei P40 Pro a forma como os portugueses estão a voltar à vida normal aos poucos, numa era de pandemia.



DICAS DO FOTÓGRAFO PROFISSIONAL CARLOS PINTO


Imagens em movimento

Se existir a necessidade de fotografar um sujeito em movimento, na opção fotografia, pressione com o dedo no botão de disparar e terá congeladas 30 fotografias por segundo em alta definição. Depois é só escolher a melhor.


 Alterar brilhos e contrastes

Na opção Pro da câmara do Huawei P40 Pro selecionar fotografar em Raw para ser possível ter mais latitude na pós-produção da imagem. Com isto o utilizador poderá alterar os brilhos, contrastes, cor, saturação, definição de uma maneira mais profissional e com maior precisão sem danificar a imagem.


Focar o retrato e desfocar atrás
Sabe aqueles retratos que os profissionais fazem onde o sujeito está focado e tudo o que está atrás aparece desfocado? Selecione a opção abertura na câmara do seu telefone e clique no ícone F no ecrã, opte por um número entre F2.4 e F0.95, foque o sujeito e dispare. Irá ter uma agradável surpresa.



Alterar as definições da câmara

Na opção Pro, pode controlar os settingsda câmara como se fosse uma máquina profissional e alterar:

·       manualmente o ISO (sensibilidade à luz) - a partir do ISO consegue controlar a quantidade de luz que precisa para captar as suas fotografias, ou seja, quanto maior, menos luz precisa. Esta característica é especialmente importante para captar fotografia em locais com pouca luz ou durante a noite.

·       a velocidade (quanto maior for o número mais facilmente congelará o objeto em movimento);

·       o modo focagem entre AF-C (focagem continua) para objetos/sujeitos em movimento ou AF-S (focagem Singular) para objetos/sujeitos estáticos;

·       o tipo de calibração de cor, consoante o ambiente onde está inserido. No Huawei P40 Pro poderá escolher a temperatura de cor tal como numa câmara profissional. Se for ao menu Pro do smartphone basta clicar no ícone - WB (que se encontra mais à direita no ecrã) e pode alterar manualmente a temperatura da cor. Nesse menu pode escolher ainda o modo automático AWB (o smartphone seleciona automaticamente a temperatura da cor) ou pode optar manualmente, Se estiver a fotografar num dia solarengo clique no ícone Sol, se estiver nublado tem uma nuvem no menu representativa, se estiver indoor em que a luz é tungstênio (aquela luz amarela dos candeeiros) o ícone é uma lâmpada, se estiver numa cozinha por exemplo (luz fluorescente) o ícone é uma lâmpada típica de cozinha.


№ 13

Frigoríficos GE usam RFID para validar filtros de água oficiais


Nos EUA há muito que se vivem momentos preocupantes em termos do "direito a reparar", e a demonstrá-lo está o sistema usado nos frigoríficos da GE, que até usam chips RFID para tentar impedir a utilização de filtros de água não oficiais mais baratos.

A situação é caricata. Quem comprar um frigorífico GE com dispensador de água na porta, será confrontado com uma surpresa desagradável assim que o seu frigorífico "inteligente" o alertar para o fim do prazo do filtro de água. É que em vez de poder usar um filtro "normal" que custa cerca de $19 estes frigoríficos só reconhecem os filtros oficiais, usando um chip RFID, que custa $55.

It's not clear when @generalelectric started boobytraping appliances with #DRM. I first encountered it in January when @IamShaneMorris tweeted about his fridge refusing to accept the $19 generic filter he replaced the GE $55 filter with.https://t.co/QNb9d6gwKS

1/ pic.twitter.com/4XWVWtIXOx
— Cory Doctorow #BLM (@doctorow) June 11, 2020


Obviamente que não demorou para que surgissem soluções para quem considera esta situação abusiva. Infelizmente, trocar o chip RFID do filtro existente para um novo não oficial não funciona, pois o frigorífico saberá que é um chip já "usado". A solução mais comum tem sido optar pelo sistema de "bypass", que é utilizado por quem não deseja usar um filtro, removendo o seu chip RFID e colocando-o num filtro não oficial dos baratos. O frigorífico apresentará a mensagem de que não existe um filtro instalado, mas a água continuará a ser filtrada.

A situação parece já acontecer há alguns anos, e há quem alerte para o facto destes frigoríficos já só usarem a marca GE mas na verdade serem fabricados pela Haier. Seja como for, temos uma situação que é bastante vergonhosa (que pretende expandir o tipo de coisa que se passa com os tinteiros das impressoras a outros produtos) e que deveria ser proibida.

№ 14

Espiar conversas através das lâmpadas


Investigadores criaram mais um método criativo de espionagem, que permite escutar o que se passa numa divisão apenas através das variações de luz provocadas numa lâmpada.

No passado já vimos sistemas que pareciam desafiar a imaginação, capazes de extrair sons através da gravação de vídeo de objectos. Este novo sistema é de certa forma idêntico, mas ainda mais simples, permitindo recuperar o áudio em tempo real sem necessidade de processamento demasiado avançado.

O princípio é o mesmo, analisar as vibrações provocadas pelo som, mas desta vez detectadas através das variações de luminosidade provocadas numa lâmpada. E para as detectar, basta ter campo de visão desimpedido para uma lâmpada na divisão e um sensor de luminosidade. Com isso, conseguiram demonstrar o sistema fazendo o reconhecimento de músicas e até de conversão de voz para texto-

Há muitas variáveis que impedem que a sua aplicação no mundo real seja tão fácil quanto se possa imaginar (para obter bons resultados os investigadores tiveram que por música e diálogos com volume máximo), para não falar que a utilização de lâmpadas LED em candeeiros fixos também complicaria a detecção das ténues vibrações. No entanto, não deixa de ser mais um cenário a ter em conta por quem se preocupar em manter as suas conversas a salvo de potenciais espiões.

№ 15

Impressora 3D Creality Ender-5 a €250


As impressoras 3D continuam a aproximar-se do público com preços cada vez mais interessantes, sendo que impressoras como esta Creality 3D Ender-5 já podem ser compradas a preço bastante apetecível na Europa.

Aos poucos, as impressoras 3D têm conquistado cada vez mais utilizadores. Tanto pode ser alguém que queira imprimir brinquedos para os seus filhos (com a vantagem de os poder criar de raiz e personalizar como bem entender); como alguém que queira imprimir peças plásticas de substituição que gasta frequentemente; ou que trabalha em modelação 3D e quer ver as suas criações passarem do mundo virtual para o mundo real.


Esta impressora 3D Creality 3D Ender-5 está disponível por 250 euros com o código 5PRO40, com envio gratuito de Espanha - e incluindo também filamento para que não falte nada para começar a imprimir.

O conjunto é fornecido em kit para montar (mas nada de demasiado complicado - basta seguir as instruções) e permite imprimir volumes de até 220 x 220 x 300 mm. O controlador integrado conta com um ecrã de dimensões generosas, e inclui funcionalidades bastante práticas como retomar a impressão em caso de ter havido uma falha de energia, evitando desperdiçar o trabalho que tinha sido feito até então. É compatível com filamentos PLA, ABS, e TPU com diâmetro de 1.75mm.
№ 16

Google Maps está a esquecer-se do histórico de localização


Muitos utilizadores que confiam na Google para guardar o histórico dos locais por onde andaram no Google Map estão a ser surpreendidos com meses e anos de "amnésia", em que os seus dados desapareceram.


O histórico da localização é uma ferramenta bastante interessante, que nos deixa ver por onde andamos a cada dia e cada hora (certo, também representa dados extremamente valiosos para a Google, chegando ao ponto de inferir que filmes poderemos ter visto no cinema, em função do nosso local e do horário). Embora recentemente tenha dado mais opções para quem desejar eliminar estes dados do histórico, neste caso problema temos o problema inversos: estamos a falar de pessoas que querem ter a sua localização guardada, mas esses dados estão desaparecidos sem explicação.


Inicialmente até suspeite que pudesse ser a Google a baralhar-se com a radical alteração dos padrões de deslocação devido ao confinamento em casa. Tenho amigos a quem o Google Maps vai perguntando se mudaram de casa, ou se a morada do seu emprego mudou; e nem vamos entrar na questão daquelas rotinas diárias em que sugeria sair de casa ou seguir para o destino habitual... sendo que nenhuma delas estaria a contar com a possibilidade de pandemia e confinamento.

Seja como for, a Google já reconheceu a existência do problema e diz que o irá resolver "em breve". Por isso, se tiverem dados em falta no vosso histórico de localização, é uma questão de aguardarem até que fique resolvido. (Por via das dúvidas, enviem feedback no Google Maps a relatar o problema, para garantir que não fica esquecido. ;)

№ 17

Sony PS5 vai ser a maior consola até à data?


A Sony já revelou a sua nova PS5, mas uma das coisas que não referiu (além do preço) foi as suas dimensões - e os detectives da internet já puseram mãos à obra, com resultados que podem surpreender.

Embora o preço seja por agora o elemento que mais interessa saber (alguns rumores apontam para valores entre os 600 e 700 euros), há outro elemento de ordem prática que também importa conhecer: o tamanho que será preciso reservar para esta nova PlayStation 5. E, ao que parece, terá que ser bastante, pois tudo indica que a PS5, apesar do seu design aparentemente esbelto, será a maior consola de todas as gerações PlayStation e Xbox.



Usando como referência o drive óptico e porta USB, a nova PS5 revela-se como um autêntico gigante ao lado de todas as demais consolas, sendo até maior que as anteriores PS3 e Xbox One original.

Face à futura Xbox Series X, é também substancialmente mais alta, embora a Xbox tenha um formato mais largo (parcialmente minimizado pelo facto da PS5 também usar uma base alargada para se manter na vertical).

Uma coisa é certa, se achavam que o espaço ocupado por uma PS4 ou Xbox One já era demasiado, tanto a PS5 como a Xbox Series X irão obrigar a libertar ainda mais espaço para poderem ser instaladas em nossas casas no final do ano.
№ 18

Tablet Alldocube iPlay 7T a €57


Depois do iPlay 10 Pro a menos de 100 euros, temos novo tablet da Alldocube para quem procura algo mais compacto e mais económico, o iPlay 7T dual SIM 4G.

Embora hoje em dia já possa parecer um pouco ridículo chamar tablet a um equipamento com ecrã de 7" quando temos smartphones com ecrãs de tamanho idêntico, a verdade é que continua a haver muita procura por tablets compactos que tenham igualmente um preço proporcionalmente reduzido, e é precisamente isso que acontece com este Alldocube iPlay 7T.


Alldocube iPlay 7T custa apenas 57 euros, com envio via EU Priority Line disponível por 4 euros.

Embora tenha apenas 2GB de RAM e 16GB de capacidade, pode levar um microSD de até 256GB, tem um ecrã HD de 7", Android 9, e suporta dual SIM 4G para quem desejar estar permanentemente conectado (embora a sua bateria de 2800mAh certamente não permita grandes aventuras nessa área).

Para quem procurar um tablet para usar como moldura digital, ou dashboard, ou monitor para câmaras de vigilância, ou para servir de interface para controlar dispositivos "inteligentes" em casa - e ter a versatilidade de poder ser muito mais que isso se / quando necessário - poderá ser mais que suficiente.
№ 19

App Auto Energy mostra os postos de carregamento em Portugal


Com cada vez mais pessoas a optaram por carros eléctricos, eis que nos chega uma app nacional que mostra os postos de carregamento mais próximos, incluindo os preços e a disponibilidade.

Embora com os carros eléctricos chegue uma mudança do paradigma que, para a maioria das pessoas, representará o fim das visitas aos postos de combustível (já que bastará recarregar o carro à noite em casa para poder fazer todas as deslocações diárias habituais), continuará a haver situações em que poderá ser necessário recorrer aos postos de carregamento públicos, por exemplo, quando se faz uma viagem mais longa.

É precisamente nesse cenário que a app Auto Energy (para Android) se poderá revelar útil, ao revelar os postos de carregamento mais próximo, a par do seu preço, e se estão ocupados ou disponíveis.

A maioria dos carros já contará com informação sobre os postos de carregamento nos seus sistemas de navegação; mas no caso de estarem com mapas desactualizados ou não disponibilizaram informação tão detalhada, é uma app (feita em Portugal) que poderá ser conveniente manter no smartphone para quando se vai de carro eléctrico para fora da zona habitual onde conhecemos postos de carregamento.
№ 20

A "lentidão" da velocidade da luz


Estamos habituados a tratar a velocidade da luz como sendo algo super-rápido mas, como sempre, é tudo uma questão de perspectiva, e não é preciso ir muito longe para se começar a reconsiderar essa ideia.

Com uma velocidade de 300 mil km por segundo (299,792,458 m/s se quiserem ser mais exactos), a velocidade da luz é considerada o limite de velocidade máximo absoluto no nosso Universo - e, para todos os efeitos, parece incrivelmente rápida quando analisada à nossa escala terrestre. Afinal, à velocidade da luz é possível dar a volta à Terra mais de 7 vezes por segundo.

— Universal Curiosity (@UniverCurious) June 11, 2020


O "problema" é que basta sair do nosso planeta para se ter uma perspectiva diferente sobre a velocidade da luz. Se dermos um salto até à lua, mesmo aqui ao nosso lado, a luz já demora 1.25 segundos para lá chegar. E para chegarmos a Marte, são precisos uns demorados 3 minutos; e isto para não falar nos 8 minutos que a própria luz do Sol demora para chegar até nós. E nem vamos falar do tempo que demora a chegar aos planetas mais distantes do sistema solar (4.6 horas para chegar a Plutão), ou ao sistema solar mais próximo do nosso (4 anos) - para não falar da galáxia mais próxima (25 mil anos luz).

É tudo uma questão de perspectiva...


Light Speed – fast, but slow #scicomm pic.twitter.com/LfoZ3g38DK
— Dr James O'Donoghue (@physicsJ) September 30, 2019


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