PlanetGeek
№ 01

Notícias do dia

A app Stayaway Covid e as perguntas sem resposta; Apple espera vender 75 milhões de iPhones 12 este ano; Waze ganha voz do Batman e Riddler; vimos uma Nintendo Wii convertida para Game Boy; nas promoções temos o Xiaomi Mi 10 a €466; e ainda vimos como é fácil criar um deepfake "Baka Mitai".

Antes de passarmos às notícias do dia, não te esqueças de participar no nosso passatempo gadget da semana que te pode valer uma luz nocturna BlitzWolf BW-LT10. Sendo início do mês, é também uma excelente altura para aderires ao nosso Clube AadM+.

Tesla escapa a ataque de ransomware



A Tesla livrou-se de um ataque de ransomware que teve uma abordagem mais clássica e menos tecnológica do que é habitual: um indivíduo russo tentou subornar um funcionário da Tesla para que instalasse o ransomware na Gigafactory de Nevada, oferecendo-lhe 1 milhão de dólares. Só que em vez de aceder ao pedido, o funcionário denunciou o indivíduo à Tesla e ao FBI.

Não posso deixar de pensar: quantos outros patrões se sentiriam confiantes de que os seus funcionários resistiriam à oferta de 1 milhão de dólares para fazerem uns cliques na rede interna da empresa? Espero que Elon Musk pelo menos ofereça um Model X ou Model S ao funcionário em causa. :)


Tesla mostra Gigafactory de Shangai


A Tesla continua com o objectivo de criar uma fábrica completamente automatizada, e cada nova linha de produção que vai fazendo vai dando mais uns passos nesse sentido. Embora a Gigafactory de Shangai ainda não tenha atingido esse objectivo, terá certamente permitido aprender mais umas coisas que serão implementadas na Gigafactory na Alemanha e no próxima Gigafactory no Texas.




Google Images facilita licenciamento de fotos

Depois de ter removido o acesso directo às fotos em tamanho original, a Google volta a fazer alterações na pesquisa de imagens, exibindo de forma ainda mais visível o tipo de licenciamento que as imagens têm, e podendo dar acesso directo para o licenciamento das mesmas.


Será algo que os serviços de licenciamento de imagens irão apreciar, mas felizmente quem desejar continuar a usar imagens gratuitas também tem essa opção. Bastando ir às ferramentas de pesquisa, onde para além do tipo de imagem e tamanho, poderá seleccionar que só quer imagens que estejam disponíveis com licenças Creative Commons (ou só comerciais, se assim quiser).


Nova ferramenta diz ser capaz de seguir transacções de Monero



Um dos pilares bases do Monero está a ser posto em causa, devido a uma nova ferramenta que diz ser capaz de seguir as transacções desta criptomoeda. O Monero foi criado especificamente para garantir o total anonimato dos utilizadores e das transacções, assegurando que seria impossível saber qual a origem ou destino de uma transacção - uma garantia que depressa o tornou na criptomoeda de eleição para todo o tipo de actividades duvidosas.

Mas agora isso é posto em causa, com a CipherTrace, empresa especializada em fazer análise de transacções em criptomoedas, a dizer que criou uma ferramenta que é capaz de seguir transacções Monero e que será utilizada pelo DHS norte-americano. Por seu lado, os defensores do Monero dizem continuam cépticos quanto às capacidades desta nova ferramenta, dizendo que ainda está por determinar que tipo de análise ou dados é que ela conseguirá obter.


Curtas do dia


Resumo da madrugada

№ 02

OnePlus prepara smartphone lowcost para atacar mercado da Xiaomi


Quando a OnePlus lançou o Nord a pergunta que ficou no ar era se um smartphone de 420 euros seria suficientemente económico. Agora, é a OnePlus que nos dá a resposta preparando um novo modelo "Clover" que deverá ficar a metade do preço.


Mesmo tendo em conta que estamos num mercado onde há marcas a vender os seus topo de gama com preços que vão dos 1000 aos 1500 euros (ou até mais), a verdade é que não se pode dizer que um smartphone de 400 euros possa ser considerado económico. E a demonstrá-lo, teremos em breve um novo OnePlus que deverá, finalmente, ter um preço bastante mais acessível.

Por agora conhecido apenas pelo seu nome de código Clover, este OnePlus deverá manter-se com preço abaixo da barreira dos 200 euros. Para o conseguir, a OnePlus recorrerá a um modesto ecrã LCD HD+, com um Snapdragon 460, 4GB de RAM, 64GB + microSD, sensor de impressões digitais tradicionais na traseira, câmara de 13MP + 2MP + 2MP, e uma surpreendente bateria de 6000mAh que lhe deverá garantir uma autonomia de fazer inveja a qualquer outro smartphone.

Mesmo tendo em conta que neste patamar de preços não nos faltam excelentes ofertas da Xiaomi (por exemplo), não deixará de ser um excelente complemento para a família de smartphones da OnePlus, disponibilizando um modelo mais barato e que terá as suas vantagens únicas (como a autonomia), fazendo com que mereça ser considerado.
№ 03

Envia o ecrã do iPhone para um Chromecast com a app Mega


Os iPhones e iPads há muito que suportam o envio dos ecrãs para dispositivos compatíveis AirPlay mas, e se o quiserem fazer para um Chromecast? É precisamente isso que esta app Mega: Screen Mirror Chromecast possibilita.

Criada por Marco Lopes, a app Mega: Screen Mirror Chromecast facilita o processo de transmitir o ecrã de um iPhone ou iPad para equipamentos compatíveis Chromecast - como os Chromecast propriamente ditos, mas também algumas Smart TVs e dispositivos Android TV.

Como destaques temos a capacidade de fazer a transmissão com qualidade de até Full HD a 60 fps sem atrasos perceptíveis; mas podemos também ajustar as definições de acordo com o que for pretendido: qualidade 480p / 720p / 1080p, framerate de 15 / 24 / 25 / 30 / 60 fps, áudio a 44.1 KHz ou 48 KHz, e até o nível de atraso.


Uma excelente opção para quem quiser fazer aquilo que se pode fazer via AirPlay mas com equipamentos Chromecast.

A app Mega Screen Mirror Chromecast oferece aos utilizadores opções de subscrição ou de compra única, começando nos 0.99 euros para a subscrição por 1 mês; 9.99 euros para 1 ano; ou 14.99 para a compra da app sem que seja necessário pensar em despesas recorrentes.
№ 04

Apple espera vender 75 milhões de iPhones 12 este ano


Apesar do impacto do Covid-19, a Apple está confiante que conseguirá manter o volume de vendas dos seus novos iPhones 12, tendo encomendado a produção de 75 milhões de iPhones para este ano.

Embora o volume de vendas global de iPhones tenha vindo a decrescer nos últimos anos, e este ano se esteja perante a situação especial do Covid-19, a Apple acredita que conseguirá manter o volume de vendas na fase inicial de lançamento dos novos iPhone 12, com a produção de 75 milhões de unidades - número idêntico ao que encomendou em 2019 e 2018.


Confiança que contrasta com a posição mais cautelosa de alguns analistas, com o bem conhecido Ming-Chi Kuo a estimar que a produção de alguns dos modelos 5G (com mmWave) poderá ser apenas de metade do que era originalmente estimado.


Para este ano espera-se que a Apple lance quatro novos iPhones: dois iPhone 12 "normais" com ecrãs de 5.4" e 6.1", e dois iPhone 12 Pro com ecrãs de 6.1" e 6.7" - este último sendo o maior iPhone de sempre. É esperado que os modelos Pro venham com ecrãs de 120Hz, embora alguns rumores digam que a Apple pode estar a ter problemas em arranjar componentes para tal, o que poderá causar algum atraso no lançamento (ou até que isso seja abandonado). Há também referências a uma câmara LIDAR como a que foi usada no mais recente iPad Pro, mas restando também a dúvida sobre se a mesma será um exclusivo de ambos os iPhone 12 Pro ou apenas se destinará ao modelo de 6.7".

Iremos descobrir já nas próximas semanas; pois espera-se que a Apple faça o seu habitual evento de apresentação dos novos iPhones ainda este mês.
№ 05

Buildots faz o acompanhamento de construções com câmaras 360º


Acompanhar a evolução de construções de edifícios ou casas poderá em breve ser bastante mais simples, bastando usar um capacete com uma câmara 360º da Buildots.

Como qualquer pessoa que se tenha aventurado na construção de uma casa poderá assegurar, acompanhar o processo de construção é, quase sempre, uma tarefa complicada. E o mesmo aplica-se também a empresas que o tenham que fazer de forma mais profissional, obrigando a ritual de visita e inspecção, cujos resultados têm depois tem que ser transferidos para qualquer lado, para ficarem arquivados e permitirem a sua fácil gestão.

Com o Buildots tudo isso poderá ser simplificado. O objectivo é simplesmente usar uma câmara 360º no capacete enquanto se passeia pela obra, e o sistema será capaz de replicar o estado actual da construção segundo as plantas respectivas - facilitando imensamente o processo de saber o que já foi feito, o que falta fazer, e até o que precisa de ser corrigido.

No futuro talvez nem seja preciso ter um inspector humano a percorrer a casa, podendo usar-se câmaras instaladas nos capacetes dos próprios trabalhadores, ou usar drones que percorram o espaço automaticamente.

№ 06

How Can a Laravel Query Builder Trait Be Used to Test Applications Before Shipping to Production

By Manuel Lemos
Storing and retrieving data in a database is a important activity of many type of applications.

The data to be stored in a database must be correct, so the applications behave as expected.

This package provides a trait that can generate database SQL queries for a model without storing any information. This way it can be used to test the generated SQL before it is used in the real application.
№ 07

App Stayaway Covid e as perguntas sem resposta


Com a chegada da app Stayaway Covid que fará o contact tracing em Portugal, permanecem muitas questões ainda sem resposta que seria conveniente esclarecer.

A Associação D3 - Defesa dos Direitos Digitais referiu anteriormente os potenciais problemas de uma solução tecnológica apressada, com possíveis efeitos negativos que obrigam a uma maior sensatez na altura de anunciar soluções definitivas. Há também questões às quais faltam respostas satisfatórias, e que transcrevo de seguida:

Nenhum sinal positivo até agora

Já passou tempo suficiente para se poder olhar para os países que arrancaram com apps semelhantes, e só se pode concluir que está longe de haver qualquer semblante de sucesso. Podemos aliás constatá-lo no discurso dos próprios promotores da app, que moderaram a euforia inicial: o presidente do Inesc Tec admite que é cedo para se falar de eficácia, e ainda está para surgir nas notícias qualquer relato promissor que valide esta forma de combate à pandemia.

Bem pelo contrário, os sinais são reveladores de um potencial fracasso: em França, onde 2,3 milhões de pessoas instalaram a app, foram emitidas apenas 72 notificações de contacto. Mesmo na Alemanha, um dos países com maior adopção da aplicação, a adesão não chega aos 25% da população, bem longe dos números indicados anteriormente como mínimos para se poder falar em eficácia da app. A ausência de relatos de sucesso ou sequer eficácia vindos de fora deveria aconselhar maior ponderação na altura de repetir a experiência por cá.


É voluntário ou puxam-nos as orelhas se não instalarmos?

Ao contrário dos promotores da app, que se tornaram cuidadosos no que toca a falar de eficácia, o Ministério da Saúde entra no assunto sem qualquer contenção: segundo o presidente dos SPMS, é “fundamental que descarreguem a aplicação, que a mantenham ligada, que a usem no seu dia-a-dia”. Mas o mesmo responsável admite que a app será apenas uma “ajuda” à luta contra a pandemia, pelo que será preciso bem mais para justificar a sofreguidão com que se apresenta a Stayaway como algo “fundamental”. A D3 defende que, na ausência de provas de eficácia, é irresponsável descrever o uso da app como “fundamental”, especialmente quando a sua instalação deverá ser uma decisão voluntária e individual, idealmente ponderada com recurso a dados fidedignos, e não a apelos catastrofistas.

Ao mesmo tempo, surgem notícias preocupantes relativas às recomendações operacionais emitidas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Num comunicado recente do gabinete do MCTES, recomenda-se às instituições académicas que “Divulguem e incentivem a utilização pela comunidade académica do sistema digital STAYAWAY COVID, actualmente já em testes e a disponibilizar em Agosto, como uma ferramenta eficaz, voluntária, não discriminatória e totalmente descentralizada, orientada para evitar e monitorizar o potencial risco de contágio”. Aqui, o mesmo problema: é apresentado como uma “ferramenta eficaz” algo que, à data do comunicado, não estava sequer lançado. É preocupante observar um Ministério a emitir semelhantes afirmações, num momento em que é essencial assegurar a confiança da população nas autoridades, para que a luta contra a doença não seja ainda mais dificultada pela desinformação e pela desconfiança. Esperamos que as comunidades académicas sejam mais sóbrias face a esta directiva, particularmente tendo em conta as recentes reservas expressas pela comunidade científica quanto à eficácia destas apps.

Finalmente, observámos o Primeiro-Ministro a defender a instalação da app como “um dever cívico”. Aqui a mensagem fica profundamente confusa: o seu uso é voluntário ou é um dever cívico? E novamente, ela é fundamental ou não? E se não é, por que é um dever cívico usá-la? O “dever” não se coaduna com o “poder” que a adopção voluntária implica, e sentimos que o discurso do Primeiro-Ministro, até agora cauteloso, passa a deixar implícito que a app é necessária para o combate à pandemia, coisa que o presidente dos SPMS acima citado já deixou claro que não é o caso.

Promessa quebrada: partes essenciais do código fonte continuam por publicar

Desde o princípio que foi prometida a publicação do código fonte da Stayaway. Parte desse código foi efetivamente publicada, mas apenas a que diz respeito ao interface da aplicação; o código do servidor não está, estranhamente, devidamente publicado.

A única coisa que encontramos nos repositórios do Inesc Tec é uma cópia antiga do “template” providenciado pelo D3PT, o projecto europeu cujo código a Stayaway reutiliza. Não existe qualquer acrescento por parte do Inesc Tec ou outra entidade portuguesa. Daqui duas conclusões são possíveis: ou este repositório desactualizado corresponde ao código que está a ser usado (com meses de atraso e falhas de segurança que entretanto foram corrigidas na origem); ou então o verdadeiro código permanece oculto, pelo que o anúncio de que o código fonte da aplicação é público não corresponde à verdade. Acreditamos que a segunda opção é a mais provável, mas faltam esclarecimentos essenciais face às promessas feitas – especialmente se recordarmos que o seu desenvolvimento terá sido levado a cabo com financiamento público.

Outra parte do código que move a aplicação permanece oculta, nomeadamente a parte controlada pela Apple e Google.

Apple e Google, ou o ajoelhamento do Governo perante a Big Tech

A Stayaway funciona recorrendo a componentes dos sistemas operativos dos telemóveis (GAEN é a sigla que envolve esses componentes), desenvolvidos e controlados pela Apple e pela Google. O próprio presidente do Inesc Tec reconhece que esta dependência põe totalmente em causa a transparência e o controlo sobre a aplicação: “Ao estarmos a usar estas funcionalidades da Apple e da Google perdemos o controlo sobre elas, mais ainda, apesar da aplicação e todo o sistema ser código aberto, esta parte não é e, portanto, perdemos esse controlo”, disse, acrescentando que esta é “uma fragilidade que não vai ser ultrapassada”.

O responsável pela app vem assim dar razão à Comissão Nacional de Proteção de Dados, quando esta manifestou grande preocupação com o “recurso à interface da Google e da Apple”, que será um dos “aspectos mais críticos da aplicação, na medida em que há uma parte crucial da sua execução que não é controlada pelos autores da aplicação ou pelos responsáveis pelo tratamento”. E aponta correctamente os riscos de tal abordagem: “Esta situação é ainda mais problemática porque o GAEN declara que o seu sistema está sujeito a modificações e extensões, por decisão unilateral das empresas, sem que se possa antecipar os efeitos que tal pode ter nos direitos dos utilizadores”.

Lamentamos profundamente que essa preocupação tenha sido ignorada pelo Governo, abrindo o perigoso precedente de permitir que Google e Apple se tornem uma componente dos protocolos de saúde pública, sem qualquer transparência ou responsabilidade democrática.

Perguntas ainda sem resposta

Assim, às dúvidas que exprimimos anteriormente, juntamos outras perguntas a que é fundamental obter resposta:
  • Quanto custou o desenvolvimento da app? Há ou não financiamento público no seu desenvolvimento?
  • Onde está o código-fonte do servidor da Stayaway?
  • Porque não está disponível o código que mostra o que Apple e Google fazem com os dados? Quais têm sido os esforços do Governo para assegurar transparência total por parte destas entidades?
  • Em que se baseia o Governo para afirmar que a Stayaway é uma “ferramenta eficaz”, quando não há dados concretos que demonstrem a eficácia destas apps?
  • Se uma pessoa for notificada, com a app a recomendar o seu isolamento, existe justificação de falta ao trabalho, a um exame, a aulas, a reuniões?
  • O que acontece se se concluir que a app não serviu para nada, como as experiências lá fora estão a evidenciar?


Tendo em conta tudo aquilo que se vai sabendo a nível de abusos de privacidade por conta da recolha exaustiva de dados, este é um tema que simplesmente não se pode descartar, ou simplesmente aceitar que esteja a ser feito "por bondade" de empresas tecnológicas através de código inacessível que ninguém pode validar. A disponibilização desse código será um indispensável primeiro passo para a transparência; assim como a moderação das promessas quanto à real eficácia desta solução, até que isso seja devidamente comprovado... ou não.
№ 08

Waze ganha voz do Batman e Riddler


O Waze juntou-se à celebração do Dia do Batman e, por tempo limitado, permite-nos transformar o nosso automóvel num verdadeiro Batmobile - ou o que melhor se aproxima disso em termos de vozes e icon do carro que vemos no automóvel.

Integrado numa série de eventos e actividades para celebrar o Dia do Batman (19/9/2020), a DC Comics teve a feliz ideia de também o fazer através do Waze. Os utilizadores do Waze verão surgir na app uma opção para conduzirem com o Batman, que irá transformar o seu icon de utilizador, as vozes de navegação, e a representação do carro, que passa a ser um batmobile.


Mas, para não dizerem que não têm escolha, está também à disposição um tema para o Riddler, um dos arqui-inimigos clássicos do Batman, também com direito a vozes e icons alterados.

Teria sido bem mais interessante que a opção fosse entre o Batman e o Joker, mas é de imaginar que a DC Comics já esteja a incluir isto como forma de ir cultivando o interesse pelo próximo filme do Batman - The Batman - onde o Riddler será um dos elementos chave, ou pelo menos assim parece, pelo trailer que foi divulgado.

Os fãs da DC podem aproveitar as vozes e imagens do Batman e Riddler nos seus smartphones até 31 de Outubro.

№ 09

Ganha uma luz nocturna BlitzWolf BW-LT10

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez é uma luz nocturna de tomada BlitzWolf BW-LT10.

Sempre útil para garantir a iluminação de corredores e outros locais, esta luz nocturna BlitzWolf BW-LT10 conta com vários modos de funcionamento: pode acender automaticamente quando fica escuro e apagar-se quando fica de dia; pode ter funcionamento manual, ligando-se e desligando-se apenas quando querem; e ainda tem um modo temporizado, que apagar a luz ao fim de 30 minutos (ideal para quartos, dando um pouco de luz enquanto se vai para a cama, mas depois apagando-se). E isto com consumos de apenas 0.2W em standby e 1W quando ligada.



Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…


Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 10

Dicas para evitar o bullying neste regresso às aulas



Com as aulas prestes a começar, há que preparar todos os pormenores. Fiquem com algumas sugestões para tratar a questão do bullying na escola.



O regresso às aulas é sempre preocupante. Entre listas de material, a aquisição de manuais escolares ou, até, a aposta em equipamentos tecnológicos para a realização de trabalhos, há sempre outra preocupação que sobressai nos pais, especialmente naqueles cujos filhos mudarão de escola: “irá o meu filho sofrer de bullying”?
A verdade é que 48% dos jovens admitem já terem sido vítimas de bullying online e offline e, desses, 71% admitem ter-se sentido incomodados e perturbados pelas mensagens recebidas ou troca de palavras1. De forma a ajudar os jovens a superar estas situações, a WIKO, empresa europeia de smartphones, traz algumas dicas às quais os pais devem estar atentos.
 
1. Tenha uma conversa aberta sobre bullying e cyberbullying
As crianças sentem quando os próprios pais também os respeitam e gostam que falem com eles como se fossem adultos. Assim, sente-se com o seu filho e seja claro sobre o que é o bullying e o cyberbullying, e o porquê de serem errados. Desta forma, ao mesmo tempo que os encoraja a falar consigo caso algo esteja errado com eles ou alguém que conhecem, também lhes demonstra que é errado fazê-lo a terceiros.
 
2. Incentive-os a desconectarem-se
Não há nada de errado em terem redes sociais e passarem algumas horas online ou agarrados ao smartphone – faz parte dos dias de hoje. No entanto, incentive os seus filhos a terem uma vida para lá da internet e a aproveitarem momentos em família e com amigos. Encoraje-os a convidar amigos para irem passar tempo à sua casa, dentro da medida do possível, de forma a oferecer também um descanso e uma forma de fuga de situações menos agradáveis.
 
3. Ensine-os a confiar nos seus pressentimentos
Certamente já se viu numa posição desconfortável em que não sabia se devia confidenciar com alguém. A resposta é “sim”. Se sente que deve, é porque deve. Tente passar isso aos seus filhos, para que saibam perceber que se ficam desconfortáveis com algo nas aulas, seja offline ou online, podem falar consigo para perceberem se é, ou não, apropriado.
 
4. Alerte-o para as conversas menos amigáveis
As crianças serão sempre crianças, e por vezes dizem coisas que não devem. No entanto, existe um limite para tudo e com a criação de grupos de turma no Whatsapp, por exemplo, criou-se uma nova via de comunicação potenciando, assim, casos menos felizes. Alerte o seu filho para falar consigo ou com um professor caso perceba que alguém no seu grupo está a receber mensagens menos positivas, com insultos, ou ameaças, e para não participar nessas conversas. É fácil sentirmo-nos entusiasmados atrás de um smartphone, mas deve ensiná-lo de que não é correto ofender os outros por nenhuma via.
 
5. Ensine-os sobre o autorrespeito e o respeito ao próximo
Conhece a cadeia do grito? Em que uma pessoa grita com outra, que por sua vez grita com outra? Ensine o seu filho a quebrar a cadeia. Ensine-o sobre autorrespeito para que não se deixe perturbar pelo que outras crianças dizem sobre ele, e ensine-o a respeitar os outros para que não se torne ele próprio numa daquelas crianças que gostam de ferir sentimentos.
 
Considera-se bullying o ato de insultar, humilhar e praticar violência psicológica repetitiva e persistente, provocando intimidação e constrangimento, e o cyberbullying é igual, apenas através de dispositivos móveis. Promova uma relação aberta com os seus filhos e garanta-lhes que podem sempre falar consigo.
 
1 Segundo dados do estudo da EU Kids Online, 2018, que analisou os hábitos de 2.000 jovens entre os 9 e os 17 anos, com o apoio da Universidade Nova de Lisboa.
№ 11

Samsung 980 Pro com velocidades de 7GB/s

Um deslize da Samsung revelou o seu muito aguardado SSD 980 Pro, que estreará o suporte para PCIe 4.0 e promete velocidades de até 7GB/s.

Informação sobre o Samsung 980 Pro apareceu temporariamente no site da Samsung Singapura, que será o seu primeiro SSD destinado aos consumidores com suporte para PCIe 4.0. As melhorias face ao anterior 970 Pro são substanciais, a todos os níveis. As velocidades de leitura são de 7GB/s, e as de escrita são de 5GB/s (pelo menos enquanto não se esgotar a cache com memória SLC), face aos anteriores 3.5 e 2.7 GB/s do 970 Pro.

Nos IOPS também temos melhorias, que são duplicadas para o 1M de IOPS nos melhores casos. Mas, em sentido inverso, também teremos um redução da durabilidade deste SSD, já que surge apenas com capacidade de escrita de 600TB (0.33 DWPD), metade dos 1200TB e 0.6 DWPD do 970 Pro, devido à mudança das memórias MLC para TLC.

Outro aspecto curioso é que, para além dos modelos com 500GB e 1TB, o 980 Pro também deverá contar com um versão de 250GB. Talvez mais uma medida que, a par da utilização de memórias TLC, deverá significar que este novo SSD poder contar com um preço bastante simpático para quem quiser tirar partido das vantagens da sua motherboard com PCIe 4.0.
№ 12

Ganha um SlimPort Nano Console [gadget do mês Clube AadM+]


Todos os meses temos prémios exclusivos para os membros do Clube AadM+; e este mês o gadget que temos para oferecer é um SlimPort Nano Console.

Para quem não quiser / puder recorrer a sistemas de transmissão de vídeo wireless, pode recorrer a este SlimPort Nano Console que funciona como docking station para ligar o seu smartphone a qualquer televisor ou projector com entrada HDMI - e sem preocupações com a autonomia pois o hub mantém o smartphone a carregar.


Como é habitual, os membros do Clube AadM+ não precisam fazer nada para estarem automaticamente habilitados a esta prenda - sendo por isso recomendado que adiram ao Clube AadM+ para terem acesso a estes gadgets exclusivos todos os meses,

Aproveito também para relembrar que os membros do Clube AadM+, para além destes gadgets exclusivos mensais, também têm direito a outras vantagens, como descontos num crescente número de parceiros que se têm associado a esta iniciativa. Se ainda não aderiste, está na altura ideal para o fazeres e usufruíres de todas estas vantagens, junta-te ao Clube AadM+ e não deixes de convidar os teus amigos - quantos mais formos, melhores serão as prendas que poderemos oferecer. :)

Actualização: O gadget deste mês foi para o Eduardo Dias.
№ 13

Como criar um deepfake "Baka Mitai"


Criar um vídeo deepfake onde se coloca um rosto a fazer e dizer o que se quiser, é algo que está agora ao alcance de qualquer curioso, sem necessidade de ter dispendiosas ferramentas especiais ou de ser um especialista na edição de vídeo.

Os vídeos deepfake estão a aumentar, e a contribuir para isso está o facto de ser cada vez mais simples criar vídeos manipulados. Este tutorial de como criar um deepfake para gerar vídeos Baka Mitai - um meme que se popularizou com os deepfakes, que já foi aplicado ao Obama e até ao Thanos - é um exemplo disso, resumindo-se a 8 passos:
  1. Encontrar uma foto com o rosto que se quer manipular (256x256 pixeis)
  2. Criar uma pasta no Google Drive com nome: first-order-motion-model
  3. Colocar nessa pasta os seguintes quatro ficheiros:
    • a foto do rosto, com nome 02.png
    Vídeo base do Baka Mitai, com nome 04.mp4
    Script 1
    Script 2
  4. Abrir este script Python no Google Colab
  5. Adicionar a seguinte linha ao início do primeiro bloco de código:
    !pip install PyYAML==5.3.1
  6. Executar os 6 blocos de código carregando no "play" para cada bloco
  7. O vídeo resultante tem que ser acelerado 3x - o que pode ser feito no Kapwing Studio online
  8. Adicionar o vídeo ao template Baka Mitai


Embora este sistema de deepfake não produza resultados que sejam capazes de enganar alguém (nem era esse o objectivo), mostra como é simples criar um vídeo de um rosto a fazer o que se quiser, a partir de uma única foto. Isso era algo inevitável, e no futuro este tipo de ferramentas apenas se irão tornar cada vez mais poderosas e acessíveis.

Tal como hoje podemos escolher máscaras 3D virtuais que seguem o nosso rosto e expressões em tempo real, não será difícil imaginar que no futuro isso possa ser feito com outros rostos. Já estou a imaginar serviços como o Snapchat disponibilizarem rostos licenciados de vedetas, que possam ser comprados pelos utilizadores.

... Já se pode antever a desculpa que será mais popular na próxima década: não fui eu; foi um deepfake!
№ 14

Nintendo Wii convertida para Game Boy


Após nove meses de trabalho, um fã da Nintendo especializado na transformação de consolas revelou a sua mais recente obra-prima: uma Nintendo Wii condensada em formato portátil Game Boy.

Aquilo que à partida pareceria apenas uma consola Game Boy mais moderna com ecrã de maiores dimensões revela ser uma Nintendo Wii portátil. Mais impressionante é que não estamos a falar de uma máquina baseada num Raspberry Pi Zero ou num smartphone a correr uma qualquer emulação de uma Nintendo Wii, mas sim de uma verdadeira Nintendo Wii, com todo o seu hardware original, que foi cuidadosamente cortado e ajustado para se acomodar na caixa.


O resultado é uma verdadeira Wii em formato portátil, com ecrã de 3.5" (480p), baterias 18650 que lhe dão um autonomia de até 3 horas, e nem sequer faltando uma porta USB-C para carregamento, ficha de 3.5mm para headphones, e a obviamente indispensável porta USB para os jogos. Para que os controlos se mantivessem fiéis ao espírito da consola, utilizou os joysticks usados nos JoyCon da Nintendo Switch, alguns botões da DS Lite, e os circuitos do controlador da GameCube - e não esquecendo alguns hacks para que o controlador GameBoy pudesse controlar os menus e jogos da Wii.

Os interessados poderão contactá-lo para ver se o convencem a fazer mais alguma; mas tendo em conta o tempo e componentes necessários para tal projecto, parece-me que terá que ser uma daquelas encomendas apenas para pessoas que não têm que se preocupar com o detalhe do "quanto custa?"
№ 15

Xiaomi Mi 10 a €466


Já está disponível o mais recente topo de gama da Xiaomi, o Mi 10, com ecrã de 90Hz e câmara de 108MP, a um preço bastante interessante.

O novo Xiaomi Mi 10 chega com 5G, ecrã AMOLED de 6.67" FHD+ de 90Hz com furo para a câmara frontal de 20MP e sensor de impressões digitais no ecrã, Snapdragon 865, 8GB+128GB, câmara principal de 108MP + 13MP ultrawide + 2MP macro + 2MP depth, WiFi 6, bateria de 4500mAh, carregamento rápido de 30W (por cabo e wireless), e carregamento wireless inverso de 10W.


Se forem rápidos, podem apanhar este Xiaomi Mi 10 8GB+128GB por apenas 466 euros usando o código de desconto BG9M10 (válido para as primeiras 100 unidades); sendo que se já não forem a tempo, podem usar o código BG8XM10 para o comprarem por 508 euros. Em ambos os casos, com envio gratuito de Espanha.


Se não precisarem de um modelo topo de gama e/ou preferirem um modelo mais económico, podem também espreitar o Xiaomi Mi 10 Lite de 6GB+128GB que fica por 262 euros com o código BGN10L10; ou o Mi 10 Lite de 8GB+128GB por 288 euros com o código BGN10L18. Neste caso há que gastar mais uns euros para o envio EU Priority Line; mas mesmo assim continuam a ser excelentes propostas para quem procurar um smartphone de gama média.
№ 16

Notícias do dia

Netflix dá acesso gratuito a filmes e séries; Xiaomi mostra 3ª geração de câmara invisível sob o ecrã; app Stayway Covid já disponível para Android e iOS; OnePlus prepara smartphone mais barato que o Nord; deepfakes pornográficos estão aumentar exponencialmente; IKEA apresenta caixas LEGO Bygglek; SpaceX fez o seu 100º lançamento; furacão Laura fascina jogadores no Flight Simulator; e ainda o sub-mundo dos white SIMs russos que permitem falsificar números de telefone e mudar a voz.

Antes de passarmos às notícias do dia, não te esqueças de participar no nosso passatempo gadget da semana que te pode valer um candeeiro LED de mesa BlitzWolf BW-LT16.

Elon Musk mostra novo implante Neuralink



Tal como prometido, Elon Musk mostrou as novidades da Neuralink, a sua empresa que se dedica à criação de interfaces cerebrais. A demonstração prometida foi feita com um porco, que tinha um dos novos módulos implantado no cérebro há dois meses, permitindo recolher informação com grande precisão e em tempo real sobre o que estava a sentir com o focinho.


Com o novo "The Link", a Neuralink dispensa a necessidade de um módulo no exterior da cabeça, como acontecia com os implantes anteriores; ficando o módulo alojado num círculo perfurado no crânio - sendo que o objectivo é agora garantir que este módulo possa permanecer funcional durante décadas.

Ainda não foi desta que tivemos direito a uma demonstração espectacular - mas a verdade é que estamos a olhar para as fundações de algo que, num futuro não muito distante, poderá vir a tornar-se na forma preferencial de interagir com computadores - e onde bastará pensar em vez de tocar, falar ou olhar.




Lenovo Tab P11 Pro livra-se das margens



Os tablets com margens reduzidos continuam a seguir a inspiração iniciada pelos iPad Pro da Apple, e é esse o caso do mais recente Tab P11 Pro da Lenovo, que continua a ser uma das marcas que continua a apostar no segmento dos tablets.

O Tab P11 Pro vem com um Snapdragon 730G, com 4G ou 6GB de RAM, 128GB + microSD até 1TB, e um impressionante ecrã OLED de 11.5" (2560x1600). Tem uma bateria de 8600mAh com carregamento rápido de 20W, e um conjunto de câmara dupla 13MP + 5MP, e câmara frontal de 8MP. Tudo isto numa espessura de apenas 5.8mm, e com preço a começar nos €699.


China pode bloquear venda do TikTok a empresa norte-americana



Com Donald Trump a exigir que o TikTok seja comprado por uma empresa norte-americana (com a Oracle a parecer ser a melhor posicionada para o fazer), a China parece estar disposta a usar táctica idêntica para impedir essa venda. Tal como os EUA estão a bloquear o acesso de empresas chinesas a tecnologia de empresas norte-americanas, a China pode avançar com um bloqueio de exportação de tecnologia para os EUA, e com isso impedir que o TikTok possa ser vendido à Oracle, Microsoft ou outras.


GoPro Hero 9 Black deverá trazer ecrã frontal a cores



A GoPro quer tornar mais apelativa a sua próxima GoPro Hero 9 Black para os vloggers e streamers, para isso adicionando-lhe um ecrã frontal a cores que poderá mostrar exactamente o que está a captar a cada momento.

Não deixa de ser curioso que, em tempos, uma action cam era um equipamento onde até um único ecrã na traseira era considerado um luxo (e a maioria tinha que esperar até transferir o cartão para um computador para conseguir ver o que tinha gravado), e agora chegamos ao ponto em que até temos ecrãs secundários a replicar o que se poderia ver no ecrã traseiro. Embora compreenda que neste caso existem questões com a manutenção do formato "GoPro", parece-me que teria sido muito mais eficiente recorrer a um ecrã traseiro com mecanismo que permitisse rodá-lo para a frente - como fazem outras câmaras.


Curtas do dia


Resumo da madrugada




№ 17

Xiaomi mostra nova geração de câmara invisível sob o ecrã


Depois de ter adiado o lançamento das câmaras invisíveis sob o ecrã dizendo que afectavam demasiado a qualidade, a Xiaomi partilhou detalhes sobre a mais recente geração do sistema, que promete aplicar aos smartphones já no próximo ano.


Na última década assistimos a uma evolução no sentido de fazer com que os smartphones se tornem num ecrã integral. Começamos pela redução das margens, que deu origem aos notches para albergar a câmara frontal, que se foram reduzindo e deram origem aos furos nos ecrãs, e agora aproximamos-nos dos ecrãs que poderão ter câmaras invisíveis sob eles.

A Xiaomi está orgulhosa da sua mais recente geração da tecnologia que permite colocar a câmara sob o ecrã.


Anteriormente, para o conseguir, utilizava um ecrã em que na secção sobre a câmara apenas um em cada quatro pixeis era um pixel activo, com o restante espaço a ser transparente para o sensor da câmara poder captar luz. O efeito secundário é que essa secção do ecrã apresentava uma resolução, brilho e qualidade de cor diferente do resto do ecrã.

Para a terceira geração, a Xiaomi consegue manter todos os pixeis activos mesmo na área sobre a câmara, mas aplicando-os sobre um plano transparente que permitirá que a câmara continue a poder funcionar. E desta forma, é praticamente impossível distinguir a secção da câmara do resto do ecrã.



Xiaomi's third-generation under-screen camera technology, you can hardly see the traces of the camera unless you look carefully. pic.twitter.com/g9iYa1cllA
— Ice universe (@UniverseIce) August 28, 2020


Ainda resta a questão de saber quanto é que isso irá afectar a câmara frontal a nível da luminosidade recebida pelo sensor, mas de qualquer forma parece-me que poderemos marcar para 2021 o ano da morte dos notches e dos furos no ecrã.
№ 18

Bicicleta Superstrata inova com quadro impresso em carbono


Os fãs das bicicletas inovadoras estão a ficar fascinados com a Superstrata, que promete um quadro revolucionário em carbono impresso em 3D, à medida de cada pessoa, e com peso inferior a 2 kg.

A Superstrata é uma bicicleta feita por medida para cada comprador, algo que se torna possível devido ao facto de ser "impressa"; e a rigidez da sua estrutura é tal que até permite que o quadro seja apenas um losango sem necessidade do reforço central tradicional. É por isso fácil perceber porque motivo esteja a atrair tantos interessados, contando neste momento com mais de 3500 investidores no Indiegogo e com um valor angariado de mais de 4.6 milhões de euros!

Os preços começam nos $1499 para o modelo normal e $1999 para a versão eléctrica; mas há toda uma lista de extras e upgrades que vão das rodas em carbono ($799), aos travões, guiador, e transmissão, que podem adicionar mais uns milhares de dólares à conta.

A entrega está prometida para Dezembro deste ano mas, como é habitual neste tipo de projectos de crowdfunding, o habitual é que esse prazo não seja cumprido. Resta-nos esperar que este seja uma das excepções a essa regra, e que não se venha a tornar em mais um mau exemplo dos projectos milionários que têm dado mau nome ao crowdfunding ao não entregarem o que prometiam.




№ 19

Netflix dá acesso gratuito a filmes e séries


A Netflix quer cativar novos clientes e para isso lança uma táctica imbatível: deixar ver alguns filmes e séries de forma completamente gratuita, incluindo filmes como Bird Box e Murder Mystery.

Ao contrário de campanhas promocionais anteriores que foram feitas em países como a Índia, esta nova modalidade está disponível em todo o mundo, incluindo Portugal, e pode ser acedida em https://www.netflix.com/pt-en/watch-free. E embora exista um vídeo publicitário de 30 segundos antes de se poder ver o que se escolher, a Netflix nem aí optou por testar a paciência dos potenciais futuros clientes, já que permite "passar à frente" do anúncio.

Não é sequer necessário ter ou criar uma conta Netflix para se verem estes filmes, embora no caso das séries (Stranger Things, Elite, Grace and Frankie, etc.) apenas se tenha acesso ao primeiro episódio. Curiosamente, é algo que está apenas disponível através do browser em Windows e Macs, e equipamentos Android - deixando de fora Smart TVs e os browsers em iOS.

Seria interessante se a Netflix estivesse a usar isto para avaliar a potencial viabilidade de uma futura modalidade gratuita em troca de publicidade; mas suspeito que não seja esse o seu objectivo. Pelo menos nesta fase, parece que será apenas um aperitivo para tentar cativar novos clientes, mostrando uma pequena selecção das suas produções.
№ 20

A padaria marroquina

Candidato marroquino ao Óscar de Melhor Filme Internacional de 2020 depois de ter estreado em Cannes no ano passado, "ADAM" é um belo relato da cumplicidade feminina e um primeiro passo promissor de Maryam Touzani nas longas-metragens, abrindo (literalmente) o apetite para mais.

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Depois de um percurso como jornalista, Maryam Touzani tem-se dedicado de forma cada vez mais regular ao cinema nos últimos anos, tanto à frente como atrás das câmaras. Além de ter protagonizado e co-assinado o argumento do aplaudido "Razzia - Céu de Casablanca" (2017), de Nabil Ayouch (seu marido e produtor do seu novo filme), a marroquina estreou-se na realização através de curtas-metragens e "ADAM" vem agora revelar que já está à vontade para experimentar o formato das longas.

Tal como os títulos anteriores, este é um drama doméstico e às vezes a sugerir influências de um olhar documental pelo modo como capta o quotidiano de duas mulheres de perfis consideravelmente diferentes num bairro de Casablanca: Abla, uma viúva de meia-idade que cuida da pequena filha sozinha e dedica todo o seu tempo à sua padaria, e Samia, uma jovem grávida afastada da sua comunidade e decidida a encontrar trabalho. A primeira começa por oferecer abrigo à segunda, embora com alguma renitência, e apenas por poucos dias. Mas a estadia vai-se prolongando e a dinâmica diária de ambas (e da filha de Abla) vai sofrendo mudanças graduais, entre entendimentos e atritos.

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Concentrado na ligação emocional das suas protagonistas, e quase sempre ambientado na casa (e padaria) que partilham, "ADAM" não é especialmente surpreendente nas viragens que o relacionamento vai tendo, mas ganha muito pela especificidade do seu contexto e pela sensibilidade evidente que Touzani demonstra na construção de duas personagens complexas e credíveis - sendo também uma directora de actores a ter em conta, tirando interpretações sentidas de Lubna Azabal e Nisrin Erradi.

Baseando-se numa história verídica vivida pela sua família, quando os seus pais acolheram uma rapariga grávida, a argumentista e realizadora não torna este relato num "caso da vida" exemplar e dá conta de uma voz autoral enquanto aborda o conservadorismo ainda dominante na sociedade marroquina, e em especial o lugar confinado à mulher. E quando uma das mulheres desta história parece destinada ao rótulo de mãe solteira, vê as portas a fecharem-se inevitavelmente, tanto para si como para o bebé que terá a seu cargo.

Embora ciente dos dramas e limitações que marcam as suas protagonistas, Touzani não faz de "ADAM" um panfleto de tom de lamento, captando-as com a dignidade que merecem sem deixar de expor o espectador à dureza de Abla ou à obstinação de Samia - mesmo que esta ganhe contornos extremos numa recta final mais climática do que a contenção do que está para trás faria esperar.

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Atenta aos gestos e olhares, apostando em grandes planos dos rostos expressivos das actrizes e valendo-se das possibilidades da câmara à mão num espaço restrito, a realizadora deixa uma primeira longa-metragem auspiciosa e com algumas cenas memoráveis: uma dança tão tensa como libertadora, um olhar reconciliador com o corpo feminino em frente ao espelho ou a confecção de uma iguaria árabe que, mais do que apetitosa, se mostra inesperadamente sensual. E também tempera o drama com algum humor oportuno, muitas vezes a contrastar com a sisudez de Abla - servido pelo atrevimento da sua filha ou pela timidez de um colaborador e pretendente.

Poderá acusar-se "ADAM" de ter sequências demasiado longas e até eventualmente supérfluas, acompanhadas de oscilações de ritmo, que impedem o todo de estar à altura de algumas das partes. Mas deixa muita vontade de ver Touzani apurar esta receita num sucessor.

3/5

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