PlanetGeek

Google Drive melhora streaming de vídeos

04-03-2024 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

A Google está finalmente a resolver o problema com o streaming de vídeos no Google Drive.

Se achavam ridículo que, a mesma empresa que nos disponibiliza o YouTube, não fosse capaz de nos mostrar os nossos próprios vídeos no Google Drive de forma idêntica, não estavam sós. A experiência de visualização de vídeos guardados no Google Drive é sofrível, normalmente demorando longos segundos até que comecem a ser reproduzidos, e depois disse estando frequentemente sujeitos a interrupções, mais pronunciadas em vídeos 4K.

Agora, a Google diz estar a aplicar o sistema DASH (Dynamic Adaptive Streaming over HTTP) aos vídeos no Google Drive. Este sistema faz a codificação do vídeo de forma a possibilitar um bitrate adaptativo que tem em conta as condições da ligação, disponibilizando maior qualidade quando possível, ou reduzindo a qualidade quando a ligação é mais fraca - ao estilo do que acontece em praticamente todos os serviços de streaming modernos, do YouTube à Netflix.

Como tal, a Google diz que os utilizadores poderão começar a ver vídeos de forma bastante mais rápida sem a habitual demora inicial, e também deixar de ver as pausas para carregamento durante a visualização, tanto em velocidade normal como em playback acelerado. O único "problema" é que este sistema começará a ser aplicado apenas nos novos vídeos que forem guardados no Google Drive a partir de agora; os vídeos que já lá estiverem irão sendo convertidos de forma faseada até ao final do ano.

Videocampainhas Aiwit deixam câmaras expostas ao mundo

04-03-2024 | 13:27 | A Minha Alegre Casinha

Uma série de marcas de videocampainhas Eken/Aiwit permitem que qualquer pessoa possa ver as suas imagens, ou apoderarem-se do seu controlo.

Actualmente, é infelizmente cada vez mais frequente ficar pasmado com produtos e serviços que parecem não qualquer noção sobre os princípios básicos de segurança digital. Infelizmente, é isso que acontece com as videocampainhas fabricadas pela Eken, e que são comercializadas sob diferentes marcas como: Aiwit, Andoe, Eken, Fishbot, Gemee, Luckwolf, Rakeblue, Tuck, e outras. Como regra geral, se for uma câmara que usa a app Aiwit, é quase garantido que faz parte deste grupo.

Os problemas com estas video doorbells são tantos que até é difícil saber por onde começar. Para começar, qualquer pessoa nas imediações pode descobrir o endereço IP desse utilizador, que é exposto sem qualquer tipo de segurança, facilitando o processo de ser alvo de ataques posteriores; as câmaras também enviam imagens para servidores na cloud que estão acessíveis publicamente sem necessidade de username ou password; essas imagens ficam acessíveis para qualquer pessoa que saiba o número de série da câmara, algo que pode fazer por ataque brute-force ou, se tiver acesso físico à câmara, pressionando o botão por oito segundo e emparelhando a câmara com uma conta alternativa. O dono legítimo pode recuperar o acesso à câmara repetindo o processo, mas até lá o atacante poderá ver o que se passa, saber quem toca à campainha, e até falar com as pessoas - e mesmo depois do dono ter recuperado o acesso, o atacante, por via do número de série, continuará a ter acesso às imagens.
Sempre que se tratem de produtos com acesso via cloud, torna-se crítico saber se o serviço utilizado oferece qualquer garantia mínima de segurança. E por vezes, nem mesmo isso serve de garantia, como o recente caso da Wyze ter mostrado (novamente) imagens de câmaras erradas aos clientes, demonstrou.

Para quem tiver maiores conhecimentos técnicos ou estiver disposto a estudar sobre o assunto, talvez não seja má ideia limitar câmaras e outros smart devices à rede interna, centralizá-los em algo como o Home Assistant, e só deixar que seja o Home Assistant a poder mandar notificações para fora de casa, com o acesso a ser feito via VPN do exterior para quando se quiser ver o que se passa.

Photomath passa para a Google

04-03-2024 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

A aquisição do Photomath pela Google passa a ser mais visível com a transferência da app para a família oficial de apps Google.

A app Photomath é uma daquelas apps que tem a capacidade de resolver problemas matemáticos apontando-se a câmara do smartphone para o problema num livro ou caderno. Torna-se mais impressionante quando se nota que já fazia isto há uma década atrás(!), e ao longo dos anos foi melhorando, passando até a poder resolver equações escritas à mão.

A Google comprou o Photomath em 2022, com a aquisição a ser aprovada em 2023. Mas só agora a app Photomath passa a estar na Play Store e iOS App Store associada à conta da Google.
Apesar da app continuar a ser gratuita, também disponibiliza uma subscrição Photomath Plus por 10.49 por mês, 54.99 por seis meses, ou 63.99 por ano. Este modo dá acesso a explicações animadas e resolução de problemas passo a passo de forma mais detalhada.

É uma daquelas apps que dá sempre jeito ter à mão no smartphone, tanto para resolver problemas "próprios", como para assistir no trabalho de casa dos filhos.

Apple lança MacBook Air com chip M3

04-03-2024 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Apple lançou a mais recente geração dos MacBook Air, equipadas com chip M3.

Os novos MacBook Air M3 chegam com desempenho melhorado (até 60% face ao M1) e ficam disponíveis em versões de 13" e 15". O antigo MacBook Air M1 deixa de ser comercializado, mas mantendo-se a geração anterior com chip M2 para quem quiser poupar alguns euros.

Esta geração M3 não dá opção de melhoria do chip, vindo apenas com o M3 base, mas com opções de memória de 8 GB, 16 GB ou 24 GB, e capacidades de 512 GB, 1 TB ou 2 TB. Também suporta WiFi 6E e vídeo AV1, e mantém o mesmo design dos MacBook Air M2.
A parte curiosa é que esta actualização chega apenas 9 meses após o lançamento dos MacBook Air M2, o que não é muito habitual e pode sinalizar um reacerto do calendário de lançamento destes portáteis para melhor se acomodar ao lançamento das novas gerações de chips, e evitar a situação de desfasamento de equipamentos mais fracos serem lançados com chips mais poderosos.

Os preços começam nos 1579 euros para o modelo base M3 de 13", e vai até aos 3035 euros para o modelo de 15" com 24 GB de RAM e 2 TB de capacidade. O MacBook Air M2 fica disponível com preço a começar nos 1349 euros.

Extensão tomadas inteligente Meross com WiFi a €31

04-03-2024 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quando a necessidade de automatizar tomadas aumenta, nada como recorrer a uma extensão com tomadas múltiplas inteligente WiFi, com capacidade para controlar cada tomada independentemente.

Controlar uma única tomada é algo que se pode fazer com simplicidade recorrendo a um módulo de tomada inteligente; mas no mundo real, é muito mais frequente que essa tomada esteja ligada a uma extensão com tomadas múltiplas, tal a nossa "dependência" de gadgets eléctricos. Se nalguns casos há mesmo interesse em que um único módulo desligue todos os equipamentos ligados a uma extensão, noutros casos poderá ser vantajoso ter controlo individual sobre cada um deles, e é aí que algo como esta extensão inteligente WiFi da Meross vem mesmo a calhar.
Esta extensão inteligente Meross está disponível por 31 euros, com quatro tomadas mais quatro portas USB, e podendo ser controlada através de app ou via integração com a Alexa da Amazon ou Google Home.

As quatro tomadas podem ser controladas independentemente, incluindo a programação de temporizadores, e temos ainda a "obrigatória" protecção contra sobrecargas, o que é sempre mais uma ajuda para minimizar potenciais despesas inesperadas. Torna-se, por isso, uma excelente opção para controlar remotamente múltiplos equipamentos, criar temporizações e agendamentos para cada tomada de forma independente, e muito mais.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

Google prepara SOS via satélite para os Pixel

04-03-2024 | 09:00 | Aberto até de Madrugada

A Google também está a trabalhar no envio de mensagens de emergência via satélite.

Chegando já um pouco tarde em relação aos seus rivais, a Google está a preparar a capacidade de envio de mensagens de emergência via satélite nos Pixel.

Isto é algo que empresas como a Apple já adicionaram aos iPhones há um par de anos, e outros fabricantes também - na China, há modelos Huawei que até já vão além das simples mensagens e permitem efectuar telefonemas. No caso da Google, o serviço parece estar a ser feito em parceria com o sistema de emergência via satélite da Garmin. E se assim for, tratar-se-á do sistema que obriga o utilizador a "apontar" o smartphone para um local específico no céu (onde um satélite estiver a passar) para funcionar.
Embora seja algo sempre bem vindo (em situações de emergência, todas as ajudas serão bem vindas, e podem fazer a diferença entre vida e morte), é um sistema que se arrisca a rapidamente tornar-se obsoleto face à mais recente geração de satélites (como os Starlink v2, e outros) que permitem comunicação directa com smartphones no solo sem que estes precisem de hardware especial para satélites. Por algum motivo o Qualcomm Satellite foi cancelado, precisamente por ser um sistema que já se sabia que iria estar condenado à partida.

Imagens do iPhone SE 4 com Face ID

04-03-2024 | 08:00 | Aberto até de Madrugada

A próxima geração do iPhone SE deverá abandonar o característico botão Touch ID e adoptar o Face ID.

Imagens baseadas nos suspostos esquemas de produção dos futuros iPhone SE 4 revelam que a Apple se prepara para abandonar os iPhones com Touch ID e adoptar o Face ID em toda a gama de iPhones. O Touch ID era o botão redondo na parte inferior do iPhone, que desde a sua origem se tornou num elemento de design que o destava dos demais (inicialmente apenas como botão, posteriormente integrando sensor de impressões digitais). Daí passou-se para os modelos full-screen com a chegada do iPhone X (ainda com notch generoso), até dar lugar à mais recente geração Face ID com furos no ecrã e Dynamic Island).

No entanto, pelas imagens, o sistema que a Apple deverá aplicar no iPhone SE 4 será o da geração anterior, ainda com um notch bastante pronunciado, e não o mais recente com Dynamic Island - mas ainda assim, será uma vantagem em termos de passar a usar um ecrã "full screen" sem as áreas mortas na parte inferior e superior como (ainda) acontecia nos iPhone SE.
De notar que os actuais iPhone SE são os últimos iPhones ainda em comercialização que ainda mantêm o Touch ID e esse design "tradicional", todos os outros já passaram para a era Face ID. E, se estas informações se vierem a confirmar, no próximo ano (2025) também a família iPhone SE se irá juntar a eles.

Uma minissérie à grande e à japonesa

03-03-2024 | 21:41 | Gonçalo Sá

Depois de "House of Cards", "A Guerra dos Tronos" ou "Succession", há outra grande disputa pelo poder no pequeno ecrã - e no streaming em particular. Épico ambientado no Japão feudal, "SHOGUN" pode vir a ser a galinha dos ovos de ouro do Disney+ nos próximos tempos. O arranque mostra potencial...

SHOGUN.jpg

Primeiro, houve o romance homónimo de James Clavell, editado em 1975. A seguir, uma muito popular minissérie criada pela NBC, em 1980, emitida pela RTP1 em 1983. E à terceira, a saga de grande fôlego "SHOGUN" prepara-se para conquistar uma nova geração de espectadores (e eventuais leitores) numa nova versão televisiva.

Aposta do FX que chega a Portugal através do Disney+, o drama histórico de 10 episódios recua até 1600 para mergulhar numa disputa pelo poder após a morte de um governador deixar o Japão entregue e cinco regentes. Mas o clima de tensão e traição não demora a instalar-se quando, além das tentativas de domínio dos portugueses (a presença de padres jesuítas e comerciantes lusos era notória), quatro líderes conspiram contra um. Os seus planos, no entanto, podem não correr como esperam quando entra em cena um capitão inglês protestante cuja presença vai desafiar o domínio católico e abrir portas a outros países europeus.

Embora esse forasteiro seja, tal como no livro e na minissérie anterior, o motor narrativo desta intriga palaciana, a adaptação de 2024 tem sido louvada por não se limitar ao seu ponto de vista. E essa amplitude de olhares é visível logo nos dois primeiros episódios, que se demoram em personagens japonesas e nas particularidades dos seus costumes e tradições, com um cuidado na reconstituição de época e do guarda-roupa ao nível da saudosa "Roma".

SHOGUN_2.jpg

O cruzamento entre Ocidente e Oriente sai a ganhar com isso, a visão do mundo e a visão do outro também - diferenças abissais entre o valor da vida ou o conceito de "selvagem" incluídas -, mesmo que com opções questionáveis pelo meio. Por exemplo, quando a "SHOGUN" insiste, e bem, em manter o idioma japonês, mas deixa que o inglês também faça as vezes do português e do holandês (o que pode ser confuso e quebra alguma verossimilhança, ainda que seja uma limitação compreensível).

A propensão para monólogos ou diálogos expositivos, sobretudo no segundo episódio, também nem sempre ajuda, por muito que os criadores e co-argumentistas Justin Marks (um dos guionistas de "Top Gun: Maverick") e Rachel Kondo (escritora a estrear-se nas séries) queiram honrar o poder da palavra neste choque cultural e civilizacional. Não o conseguem inteiramente no arranque, mas sugerem que não precisam de insistir em duelos e batalhas para dar a ver um sistema codificado pela violência: a conjugação da solidez do elenco (ao qual não falta um irreconhecível Joaquim de Almeida), do carisma e ambiguidade das personagens, da ambição romanesca, do apuro visual mais justo do que ostensivo e da música de Atticus Ross (cúmplice habitual de Trent "Nine Inch Nails" Reznor), Leopold Ross e Nick Chuba deixa indícios esclarecedores e confiáveis. Parece que temos (minis)série... teremos também um fenómeno como a anterior?

Os dois primeiros episódios de "SHOGUN" estão disponíveis no Disney+ desde 27 de Fevereiro. A plataforma de streaming estreia novos episódios todas as terças-feiras.

Android 15 vai ter WebView mais resiliente

03-03-2024 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

No Android 15 a Google quer ter um componente WebView mais resistente a crashes e bugs.

O WebView é um componente no sistema Android que, basicamente, funciona como uma janela do Chrome - podendo ser usada por apps para apresentarem conteúdos web, ou até para servir de base a web apps. É uma parte fundamental do sistema e de muitas apps, e que devido à necessidade de poder ser actualizada rapidamente, é distribuída através da Play Store como uma app convencional, dispensando a espera por uma actualização de sistema - e assim garantindo também que chega a todos os Android (com acesso à Play Store) mesmo que o fabricante do smartphone nunca se dê ao trabalho de lançar uma actualização.

Mas, há partes do componente que ainda estão dependentes do sistema, e no Android 15 a Google quer reduzir essa dependência com um novo módulo WebView Bootstrap.
O objectivo é libertar os utilizadores dos atrasos das actualizações disponibilizadas pelos fabricantes, que pode ser de semanas, meses, anos (ou nunca chegarem), permitindo que a Google lance as actualizações directas para todos os Android, até mesmo quando é necessário mexer em coisas mais profundas do que as que era possível actualizar remotamente até agora.

Em 2021 assistiu-se a uma série de apps Android que começaram a crashar sem explicação aparente, e acabou por se descobrir que afinal era devido a um qualquer bug no WebView. Se isso aconteceu uma vez, é inevitável que possa vir a acontecer mais vezes, e talvez de forma ainda mais grave. Ter a capacidade de lançar uma actualização que rapidamente chegue aos equipamentos, permitirá solucionar isso no menor espaço de tempo possível (ficando apenas a faltar a questão de quanto tempo demorará até que o futuro Android 15 chegue às mãos de parte representativa dos utilizadores Android).

Máquina com corrente LEGO com 1184 elos

03-03-2024 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Até onde se pode levar a capacidade de uma corrente LEGO? É isso que esta máquina faz à prova, e com três mudanças de orientação de 90°.

Como desde logo se podia antever, o atrito é tal que, no final, um único motor é incapaz de fazer movimentar o sistema. Mas nada que não se resolva com a velha de solução de: se um não chega, adicionem-se mais!


Latência do Xbox xCloud vs PlayStation Plus

03-03-2024 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Os serviços de streaming de jogos xCloud da Microsoft e PlayStation Plus da Sony foram postos à prova para avaliar a qualidade de imagem e o seu "lag".

O tempo de reacção dos jogos é um factor crítico, e que se torna ainda mais crítico quando se fala de jogos via streaming. Noutros tempos, seria algo imediatamente descartado como sendo "impossível", só de se imaginar que um jogo estaria a ser executado num servidor remoto, codificando as imagens e transmitindo-as para o computador do utilizador, que depois reagiria às mesmas carregando nos botões do seu gamepad, que seriam transmitidos para o servidor remoto, para gerar novas imagens, e assim sucessivamente. Esse tempo tem que ser o mais reduzido possível, de forma a criar a ilusão de reacção instantânea aos controlos, e foi posto à prova pelo canal Digital Foundry.

Neste momento, o serviço Xbox xCloud leva vantagem, tendo conseguido um atraso de 99.6 ms versus 137.8 ms no PS5 Cloud Streaming (a latência do xCloud é quase a mesma que o jogo a correr localmente na PS5, o que indica que a Sony tem bastante a melhorar nessa área). Mas em qualidade de imagem, a Sony tem a vantagem, disponibilizando uma qualidade visual praticamente idêntica ao do jogo a correr localmente (em 4K), enquanto no xCloud se tem resolução reduzida e muito mais compressão de imagem.


Teria sido interessante se fossem abordadas as técnicas utilizadas para redução da latência, mas pode ser que isso surja num vídeo futuro.

"The Eagle Obsession" - documentário do Espaço: 1999

03-03-2024 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

O The Eagle Obsession vai ser obrigatório para todos os fãs do Espaço: 1999.

Se se sentem sozinhos por serem fascinados pelas naves Eagle do Espaço: 1999 e acharem que mais ninguém as aprecia, vão gostar de saber que não estão assim tão sós. Está a ser feito um documentário que se dedica precisamente a estas fantásticas naves espaciais, que acabavam por ser um ponto de atracção para todos os fãs da série.

Por agora ficamos com um pequeno preview de 12 minutos... e a contar os segundos até que o documentário final seja disponibilizado, em 2025 por altura do 50º aniversário da série.


Tesla Superchargers mais caros para não-Teslas - a não ser que se tenha subscrição

03-03-2024 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA, a abertura dos postos Supercharger da Tesla a veículos eléctricos de outras marcas vem com uma pequena surpresa.

Depois de muito tempo de espera, a Tesla efectivamente abriu os postos Supercharger, que eram de uso exclusivo para os Tesla, para os automóveis de outras marcas (usando um adaptador CCS para NACS). Algo que chega numa altura em que a sua ficha também tem estado a ser adoptada como novo standard nos EUA e com a maioria das marcas a já se ter comprometido a usá-la nos seus futuros modelos. É uma combinação que faz com que os postos Supercharger passem a estar disponíveis para todos os que o quiserem usar, mas com um pequeno pormenor.

Quem não tiver um Tesla e quiser carregar num posto Supercharger irá pagar mais 35% pelo carregamento do que quem tiver um Tesla. Mas a parte curiosa é que a Tesla disponibiliza uma solução: quem quiser ter acesso aos mesmos preços que os clientes Tesla, terá apenas que subscrever a Supercharging Membership por $12.99 por mês.
O diferencial de preço faz com que a subscrição se torne vantajosa para quem estiver a pensar carregar mais de 100 kWh por mês nos postos Supercharger. Mas não deixa de ser uma estratégia interessante para a Tesla, que assim consegue múltiplos objectivos: 1) incentivar que as pessoas comprem um Tesla para escaparem à necessidade de subscrição; 2) para quem tiver carros de outras marcas, ainda assim conseguir ir buscar uma fonte de receita recorrente via mensalidade (além do custo da energia vendida nos carregadores).

A Tesla também já iniciou alguns programas piloto de abertura dos Supercharger na Europa, mas ainda há muita incerteza sobre como essa possibilidade poderá chegar a Portugal devido à Mobi.E.

Doroni H1-X quer tornar realidade o "carro voador" do século XXI

03-03-2024 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Doroni Aerospace revelou o seu H1-X, um eVTOL de dois lugares que a empresa assegura chegar ao mercado em 2026.

O sector dos "carros" voadores tem tido grande número de projectos nos últimos anos, mas continuamos a aguardar que entrem em operação e revolucionem as viagens rápidas de curta e média distância.

A Doroni é mais uma das empresas que se junta a esse grupo, e o seu H1-X sem dúvida que tem todos os argumentos para atrair os fãs dos veículos futuristas, combinando a capacidade de descolar e aterrar verticalmente como um helicóptero, e de voar horizontalmente como um avião. Com as suas hélices escondidas na fuselagem, reduzem-se também as preocupações de segurança face às aeronaves com as hélices expostas.

A empresa diz que o H1-X tem uma capacidade para duas pessoas e cerca de 230 kg de peso, podendo atingir uma velocidade máxima de 190 km, e tendo uma autonomia para 40 minutos de voo. Embora as primeiras unidades ainda estejam a ser construídas, já têm a certificação da FAA para poderem voar, e depois da ronda de testes que começará a ser feita no final deste ano, a empresa espera começar a produção em volume em 2025. Claro que, com um preço entre os 300 e 400 mil dólares por unidade, o "volume" irá ser sempre relativo.


Airbus reforça aposta nos combustíveis sustentáveis

03-03-2024 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

A Airbus e a TotalEnergies assinaram uma parceria estratégica para enfrentar os desafios de descarbonização da aviação através de combustíveis de aviação sustentáveis.

Alinhada com o objectivo de alcançar as emissões zero da aviação até 2050, esta parceria visa contribuir para a redução das emissões de CO2 do sector, no qual os combustíveis sustentáveis para a aviação (SAF) desempenham um papel fundamental. O SAF fornecido pela TotalEnergies tem capacidade para reduzir até 90% as emissões de CO2 durante o seu ciclo de vida, em comparação com o seu equivalente em combustível fóssil.

Esta parceria tem 2 grandes vertentes:
  • O fornecimento pela TotalEnergies de combustíveis de aviação sustentáveis para mais de metade das necessidades da Airbus na Europa.
  • Um programa de investigação e inovação destinado a desenvolver combustíveis 100% sustentáveis adaptados à concepção das aeronaves actuais e futuras. Será igualmente estudado o impacto da composição dos combustíveis sustentáveis para a aviação na redução das emissões de CO2 e dos efeitos não relacionados com o CO2, como os rastos de fumo.
A Airbus e a TotalEnergies confirmam a sua ambição comum de promover a tecnologia SAF e de reforçar a sua colaboração para descarbonizar o sector da aviação. A TotalEnergies fornece o SAF utilizado pela Airbus para as entregas dos seus aviões em Toulouse desde 2016.

A TotalEnergies também forneceu o combustível para vários primeiros voos SAF com aeronaves Airbus:
  • Em Maio de 2021, o primeiro voo de longo curso num A350 entre Paris e Montreal com SAF produzido em fábricas francesas;
  • Em Novembro de 2021, o primeiro voo de um helicóptero H225, da família “Super Puma”, utilizando 100% de SAF;
  • Em Março de 2023, o primeiro voo do A321neo com 100% de SAF.
Embora a questão da viabilidade dos combustíveis sintéticos esteja dependente da utilização de energia de fontes limpas e com custo reduzido, isso é algo que potencialmente poderá ser resolvido no futuro tanto com a aposta nas fontes renováveis como na muito aguardada energia de fusão.

[Pela Estrada Fora]

Videocampainhas Aiwit deixam câmaras expostas ao mundo

02-03-2024 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Uma série de marcas de videocampainhas Eken/Aiwit permitem que qualquer pessoa possa ver as suas imagens, ou apoderarem-se do seu controlo.

Actualmente, é infelizmente cada vez mais frequente ficar pasmado com produtos e serviços que parecem não qualquer noção sobre os princípios básicos de segurança digital. Infelizmente, é isso que acontece com as videocampainhas fabricadas pela Eken, e que são comercializadas sob diferentes marcas como: Aiwit, Andoe, Eken, Fishbot, Gemee, Luckwolf, Rakeblue, Tuck, e outras. Como regra geral, se for uma câmara que usa a app Aiwit, é quase garantido que faz parte deste grupo.

Os problemas com estas video doorbells são tantos que até é difícil saber por onde começar. Para começar, qualquer pessoa nas imediações pode descobrir o endereço IP desse utilizador, que é exposto sem qualquer tipo de segurança, facilitando o processo de ser alvo de ataques posteriores; as câmaras também enviam imagens para servidores na cloud que estão acessíveis publicamente sem necessidade de username ou password; essas imagens ficam acessíveis para qualquer pessoa que saiba o número de série da câmara, algo que pode fazer por ataque brute-force ou, se tiver acesso físico à câmara, pressionando o botão por oito segundo e emparelhando a câmara com uma conta alternativa. O dono legítimo pode recuperar o acesso à câmara repetindo o processo, mas até lá o atacante poderá ver o que se passa, saber quem toca à campainha, e até falar com as pessoas - e mesmo depois do dono ter recuperado o acesso, o atacante, por via do número de série, continuará a ter acesso às imagens.
Sempre que se tratem de produtos com acesso via cloud, torna-se crítico saber se o serviço utilizado oferece qualquer garantia mínima de segurança. E por vezes, nem mesmo isso serve de garantia, como o recente caso da Wyze ter mostrado (novamente) imagens de câmaras erradas aos clientes, demonstrou.

Para quem tiver maiores conhecimentos técnicos ou estiver disposto a estudar sobre o assunto, talvez não seja má ideia limitar câmaras e outros smart devices à rede interna, centralizá-los em algo como o Home Assistant, e só deixar que seja o Home Assistant a poder mandar notificações para fora de casa, com o acesso a ser feito via VPN do exterior para quando se quiser ver o que se passa.

Estação meteorológica solar E-ink com ESP32

02-03-2024 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Esta pequena estação solar pode apresentar o estado do tempo e condições atmosféricas sem precisar ser recarregada, graças a um pequeno painel solar e ecrã E-ink.

Se adoram os dispositivos móveis que se podem colocar em qualquer lado, mas detestam o ritual de regularmente terem que trocar de baterias ou recarregá-los, vão adorar esta pequena estação meteorológica.

Apesar do seu tamanho diminuto, esta Solar E-Ink Weather Station combina vários elementos para um conjunto perfeito: temos um ecrã E-ink de 2.13" tri-color (branco, preto, vermelho) super poupado, que apenas necessita de energia quando há alteração da informação a exibir, e um pequeno painel solar que dispensa os recarregamentos manuais se a colocarmos numa janela com boa exposição solar. Todo o sistema é controlado com um ESP32, assistido por um pequeno módulo TPL5110, que corta a energia ao ESP32 e só o acorda a intervalos regulares, com um consumo de nanoamperes, muito inferior ao de um ESP32 em modo sleep, contribuindo para uma maior autonomia e eficiência.


A actualização do ecrã demora longos segundos, mas uma vez que apena actualiza as informações meteorológicas a cada 30 minutos (podem alterar a frequência, se desejarem), não será demasiado incomodativo. O sistema também dispensa as actualizações entre as 23h00 e as 07h00, para poupar energia durante a noite enquanto a maioria das pessoas estará a dormir.


Todos os componentes são comuns e podem ser comprados a preços reduzidos, a peça mais cara é o ecrã E-Ink que custa cerca de 11 euros, fazendo com que este projecto seja excelente a todos os níveis, tanto em termos didácticos, de custo acessível, e cumprindo um objectivo funcional útil para o dia a dia.

Tablet Teclast M50HD a €129

02-03-2024 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Depois do M50 normal e do modelo Pro, temos agora o tablet Teclast M50HD.

O Teclast M50HD vem equipado com um ecrã IPS de 10.1" (1920x1200) com touch a 120 Hz, CPU Unisoc T606 octa-core, 8 GB de RAM (16 GB "virtuais"), 128 GB + microSD até 1 TB, câmaras de 13 MP e 5 MP, conectividade 4G LTE Dual SIM, WiFi ac dual-band, BT 5.0, GPS, bateria de 6000 mAh com carregamento rápido de 18W, e Android 13 com Widevine L1 para acesso aos serviços de streaming com máxima qualidade. Tudo isto num design bastante atractivo com margens reduzidas em redor do ecrã e espessura de apenas 7.8 mm.
Com tudo isto, este Teclast M50HD está disponível por 129.99 euros na Amazon Espanha - activar cupão de desconto de 50 euros.

Uma proposta tentadora para quem estiver à procura de um tablet de 10" económico mas que mantenha características interessantes e seja capaz de um funcionamento livre de preocupações. Só de pensar que, num passado não muito distante, uma simples moldura digital com ecrã de tamanho muito mais reduzido, que só podia mostrar fotos, custava valores bastante mais elevados, é revelador do quanto a tecnologia evoluiu desde então. Graças a tablets como este, podemos facilmente considerar colocá-los em diversos locais espalhados pela casa, apenas para funcionarem como "interface" de intercomunicação (para casas grandes), ver notícias, e controlar a casa.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

Apple recua na remoção de web apps no iOS 17 na Europa

02-03-2024 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

Apesar de dizer que "era pouco usada", a Apple recuou na remoção do suporte para web apps no iOS 17.4 que marcará o início da abertura da plataforma exigida pela legislação europeia.

Sendo que parte dessas obrigações implica permitir a entrada de browsers concorrentes no iOS (até agora todos os "concorrentes" são forçados a usar o WebKit do sistema), a Apple tinha anunciado que iria remover as web apps na Europa porque não podia garantir a "segurança" das mesmas quando estivessem a ser executadas por outros browsers. Uma desculpa que desde logo não convenceu os developers, sendo vista como mais uma das medidas da Apple de tentar bloquear o acesso ao iOS por parte de elementos fora do seu controlo, neste caso, a nova geração de browsers concorrentes, que ficariam com capacidade de adicionar web apps ao ecrã principal, e assim disponibilizar toda uma série de apps totalmente à margem da Apple.

A Apple também dizia que as web apps tinham uso negligenciável, mas afinal parece que o uso negligenciável - ou o facto da UE começar a investigar esta remoção - foram suficientes para que a Apple reconsiderasse a sua posição e agora anunciasse que afinal não vai remover as web apps no iOS 17.4.

Initially, Apple expected that removing PWAs would affect a small number of users. Today, Apple reversed course after the demands of that "small" number of users had occupied the headlines of major tech outlets.

This is a lesson for everyone; never underestimate small numbers💪 https://t.co/Ni7YEPomCF pic.twitter.com/7Sj1qheuRg

— Mysk 🇨🇦🇩🇪 (@mysk_co) March 1, 2024
Claro que, tratando-se da Apple, já se sabe que toda e qualquer manobra vem acompanhada de um "asterisco". E neste caso, a Apple diz que vai manter o suporte para as web apps, mas que apenas o fará no Safari e nos browsers que continuarem a utilizar o motor WebKit do sistema - deixando de fora os browsers concorrentes. Algo que se pode argumentar que talvez tivesse sido o seu objectivo desde o início. No entanto, resta saber se as coisas irão ficar por aqui, ou se a UE irá bater o pé e exigir que a Apple disponibilize essa mesma capacidade (de adicionar web apps ao home screen, que sejam executadas em ecrã completo pelo browser desejado) aos browsers concorrentes. Mas, isso poderá ficar para mais tarde, por agora será mais importante esclarecer a situração da Apple querer cobrar uma taxa Apple sobre todas as distribuídas por app stores alternativas, incluindo apps gratuitas, que se sujeitam a pagar milhões de euros por ano à Apple.

Mini alarme de movimento com ESP32

02-03-2024 | 13:56 | A Minha Alegre Casinha

O versátil ESP32 serve de base para um alarme de movimento de tamanho ultra-compacto e capacidades que se poderão expandir no futuro.

Pode considerar-se que será um total exagero usar um ESP32 para criar um mero alarme que apita quando detecta movimento, mas tendo em conta que estamos a falar de componentes que custam poucos euros, é algo que se pode implementar sem grandes preocupações.

Um diminuto ESP32C3 serve de cérebro deste detector de movimentos compacto, acompanhado por um módulo com acelerómetros e giroscópio para a detecção do movimento propriamente dita, e por uma pequena bateria de 500/600 mAh). Quando activado o sistema, temos quatro segundos para o colocar na posição pretendida (por exemplo, colado a uma porta, janela, ou gaveta), sabendo-se que seremos alertados com alarme sonoro durante 10 segundos sempre que for detectado movimento.
Obviamente, tudo pode ser ajustado e modificado por cada um, para que melhor se adequae às suas necessidades. E graças a isso, tendo em conta que estamos a usar um poderoso ESP32 (com WiFi e tudo), as potencialidades multiplicam-se exponencialmente quanto ao que se pode fazer.

|