PlanetGeek
№ 01

iOS 26.3 terá opção de limitar localização pelas operadoras

Para o iOS 26.3 a Apple está a preparar uma opção que reduz a precisão da localização pelas operadoras móveis.

Embora os utilizadores tenham (supostamente) controlo sobre a partilha dos dados de localização dos seus smartphones, nada podem fazer quanto à localização por triangulação que é feita pelas operadoras. Essa localização não tem a precisão dos serviços de localização por GPS/WiFi, mas pode ainda assim resultar numa precisão de cerca de 50 metros para dispositivos 4G e 10 metros para dispositivos 5G - isto nos casos ideais, podendo ser de vários quilómetros em zonas com menor cobertura.

Agora, a Apple surpreende por estar a preparar uma opção que reduzirá a precisão deste tipo de localização, que deverá chegar no próximo iOS 26.3.

Apple has added a feature in iOS 26.3 beta 3 that is going to anger law enforcement: Limit precise location from cellular networks

Limits the precision of your location data that is available to mobile networks. This does not impact location sharing during emergency

Requires a… pic.twitter.com/mBuuV1YSAN

— Aaron (@aaronp613) January 26, 2026
Enquanto se aguarda por mais detalhes técnicos sobre como isto funciona, o seu efeito prático será - pelo menos numa fase inicial - limitado. Isto porque a opção só parece estar disponível nos iPhones com modems C1 da Apple (o que desde já o limita as iPhone Air, iPhone 16e, e iPad Pro M5), e terá também que ter suporte das operadoras, que por agora serão em número bastante limitado:
  • EUA: Boost Mobile
  • UK: EE, BT
  • Alemanha: Telekom
  • Tailândia: AIS, True
Ainda assim, é algo que deverá ir aumentando ao longo dos próximos anos, e que será bastante apreciado por quem valoriza a sua privacidade. A Apple diz que este sistema não reduz o desempenho das comunicações móveis, e também não afecta o fornecimento da localização exacta no caso das chamadas de emergência.

№ 02

Ganha uma fita LED para TV

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre uma fita LED para TV.

Embora não seja a versão "ambilight" com câmara, até uma simples fita LED RGB permite dar toque especial a qualquer divisão e facilitar a visualização em salas completamente às escuras.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 03

Apple lança iOS 26.2.1 - e actualização para o iPhone 5s

A Apple lançou o iOS 26.2.1, com suporte para o AirTag 2, assim como actualizações para iPhones mais antigos.

A Apple lançou o iOS 26.2.1 e o iPadOS 26.2.1, actualizações menores que chegam cerca de um mês após a versão 26.2. O novo software pode ser instalado nos iPhone e iPad compatíveis, através das Definições.

A principal novidade do iOS 26.2.1 é o suporte para o novo AirTag 2. Este modelo inclui um chip Ultra Wideband de segunda geração, que melhora o Precision Finding, oferecendo maior precisão e alcance. Para além disso, a actualização inclui correções de erros não especificadas.
Em paralelo, a Apple lançou novas versões de software para equipamentos mais antigos, incluindo iOS 18.7.4, iOS 16.7.13, iOS 15.8.6 e iOS 12.5.8. Estas actualizações destinam-se a iPhones que já não suportam o iOS 26.

O destaque vai para o iOS 12.5.8, que prolonga certificados de segurança em dispositivos como o iPhone 5s e o iPhone 6. Esta actualização permite que serviços como o iMessage, FaceTime e a activação do equipamento continuam a funcionar depois de Janeiro de 2027. O que, por outro lado, significa que quem não aplicar esta actualização se arrisca a perder acesso a esses serviços a partir do próximo ano.

№ 04

Apple lança AirTag 2 com melhorias

Após cinco anos, a Apple lança finalmente a segunda geração do AirTag, mantendo o design e o preço, mas trazendo diversas melhorias.

A Apple apresentou oficialmente os AirTag de segunda geração, quase cinco anos após o lançamento do modelo original. Em vez de mudar o design, a empresa apostou em melhorias práticas, com maior alcance de localização, um altifalante mais potente, e melhor desempenho wireless.

A principal novidade é o chip Ultra Wideband (UWB) de segunda geração da Apple. Graças a esta actualização, o Precision Finding funciona até 50% mais longe do que antes (desde que se tenha um iPhone das gerações mais recentes), facilitando a localização de objectos. O Bluetooth também foi actualizado, oferecendo maior alcance fora do modo Precision Finding. O novo AirTag inclui ainda um altifalante até 50% mais alto, tornando os alertas sonoros mais fáceis de ouvir e reforçando as medidas anti-stalking. Internamente, o hardware foi redesenhado, mas mantém a bateria CR2032, a resistência à água IP67, e autonomia anunciada superior a um ano.
Principais novidades do AirTag 2:
  • UWB 2 - O AirTag 2 adopta o chip Ultra Wideband (UWB) de segunda geração da Apple.
  • Maior alcance - As actualizações ao UWB significam que a Localização Exacta funciona a uma distância até 1.5x superior à anterior. A Localização Exacta é a funcionalidade que permite localizar um AirTag com precisão numa área interior de curta distância. Consegue guiá-lo directamente até ao AirTag com um dispositivo compatível.
  • Localização Exacta no Apple Watch - Anteriormente, a Localização Exacta estava limitada ao iPhone, mas agora funciona no Apple Watch Series 9 e posterior, e no Apple Watch Ultra 2 e posterior, uma vez que estes dispositivos possuem chips UWB.
  • Altifalante mais potente - O altifalante do AirTag 2 é até 50 por cento mais alto que o do AirTag original. Esta melhoria facilita ouvir o som quando é reproduzido e constitui uma medida adicional contra stalking, pois será mais difícil abafar o som.
  • Bluetooth melhorado - A Apple está a utilizar uma especificação Bluetooth mais recente com alcance aumentado.
  • Novo design interno - Para acomodar o altifalante actualizado, a Apple renovou os componentes internos. Havia rumores de que a Apple tornaria mais difícil manipular o AirTag para remover o altifalante, mas será necessário aguardar uma desmontagem para confirmação.
  • Peso actualizado - O AirTag 2 pesa 11,8 gramas. É sete por cento mais pesado do que o AirTag original.
  • Texto renovado - O texto na parte de trás do AirTag está agora todo em maiúsculas, o que é uma boa forma de distinguir se um AirTag é do primeiro modelo ou do novo. O texto menciona agora a resistência à água e poeiras IP67, além de suporte NFC e Find My. Estas funcionalidades não são novas, mas não eram indicadas na parte de trás do AirTag original.
  • Continua não recomendado para animais de estimação - O anúncio e a página do produto do AirTag 2 da Apple afirmam explicitamente que o dispositivo é para rastrear objetos, e não pessoas ou animais de estimação. Apesar disso, muitas pessoas utilizam AirTags para rastrear os seus animais.
  • Processo de reposição - Para repor um AirTag 2, é necessário remover a pilha, deixá-la fora durante pelo menos cinco segundos e depois voltar a inseri-la. O processo tem de ser repetido quatro vezes. A Apple indica que pode demorar até 12 segundos a ouvir o tom final. No AirTag original, não era necessário esperar após remover a pilha antes de a voltar a colocar.
  • Requer iOS 26.2.1 - Para utilizar um AirTag 2, será necessário actualizar o iPhone para o iOS 26.2.1. O AirTag 2 requer o software mais recente da Apple, o que significa que não funcionará em dispositivos incapazes de executar o iOS 26.

O preço mantém-se inalterado, com o AirTag individual a custar 35 euros e o pack de quatro a 119 euros. O novo modelo requer iOS 26.2.1 ou superior, e uma actualização do watchOS vai permitir o Precision Finding em modelos recentes do Apple Watch. 
№ 05

Windows 11 deixa de arrancar após actualização de Janeiro

O impacto das primeiras actualizações do ano para o Windows 11 continua a causar problemas.

Depois dos problemas já detectados, a Microsoft está a investigar falhas de arranque no Windows 11 que surgiram após a instalação das actualizações de segurança de Janeiro de 2026. Alguns utilizadores estão a reportar que os seus PCs deixaram de arrancar e mostram o erro “UNMOUNTABLE_BOOT_VOLUME” durante o boot.

O problema afecta sistemas com Windows 11 25H2 e Windows 11 24H2 depois da instalação da actualização cumulativa KB5074109, lançada no Patch Tuesday deste mês. Segundo a Microsoft, os dispositivos apresentam um ecrã de erro preto a indicar que o sistema encontrou um problema e precisa de reiniciar - mas acabam por não conseguir iniciar o Windows, exigindo recuperação manual. A NS diz ter recebido um número limitado de queixas e pede aos utilizadores e administradores afectados que enviem feedback através da app Feedback Hub, para ajudar a identificar a causa.

Este é apenas mais um problema, que se vem juntar a todos os outros. Para cúmulo do ridículo - e quase parecendo uma piada de 1 de Abril - a tentativa de desinstalar esta actualização problemática também está sujeita a outro bug, fazendo com que muitos utilizadores se deparem com um erro 0x800f0905 que impede o processo, mantendo-os com o problema.

№ 06

Google termina Gmailify e acesso via POP do Gmail

O Gmail deixa de poder ir buscar emails a outras contas via POP, e com isso desaparece o Gmailify.

A Google vai descontinuar o Gmailify ainda este mês, pondo fim a uma funcionalidade pouco conhecida, mas útil, do Gmail. Durante quase uma década, o Gmailify permitiu aplicar filtros de spam, categorias, pesquisa avançada e notificações inteligentes do Gmail a contas de terceiros como Yahoo Mail ou Outlook.

O Gmailify funcionava ao ligar uma conta externa ao Gmail e importar as mensagens, que passavam a ser tratadas quase como emails nativos. Para quem usava o Gmail como hub central de várias caixas de entrada, isto significava manter tudo organizado e protegido contra spam num único sítio. Com o fim da funcionalidade, essas vantagens deixam de se aplicar a contas que não sejam Gmail.

Em paralelo, a Google também vai terminar o suporte a POP para ir buscar emails a outros serviços - a base técnica do Gmailify. Na prática, a opção "Verificar correio de outras contas" vai desaparecer do Gmail na web. As mensagens já importadas continuam acessíveis, mas novos emails externos deixam de ser importados e de receber o tratamento do Gmail.

A Google diz que ainda será possível aceder a outras contas no Gmail, mas com menos funcionalidades: via IMAP na app para Android e iOS, ou através de reencaminhamento automático a partir do fornecedor original. A empresa não explicou o motivo da decisão, mas quem utilizasse esta funcionalidade terá que encontrar formas de minimizar o impacto desta alteração.

№ 07

Hub USB 3.2 Sabrent 7-portas com interruptores individuais a €33

Precisam de um hub USB 3.2 com quantidade generosa de portas, mas que também permita desligá-las individualmente sem tirar / meter fichas? Então espreitem este hub.

Os hubs USB tornaram-se uma necessidade da vida moderna, especialmente para acompanharem os portáteis que vêm equipados com poucas portas USB, que rapidamente se esgotam assim que ligamos um teclado e rato externo. Adicionalmente, há casos particulares, de pessoas que precisam de um número superior de portas USB. Este hub da Sabrent tem 7 portas que permitem maior liberdade na quantidade de dispositivos USB que podemos utilizar, mas o que o torna mais especial é o facto de todas as portas contarem com o seu próprio botão para que possam ser ligadas ou desligadas individualmente.
O hub USB 3.2 Sabrent 7-portas com interruptores está disponível por apenas 33 euros na Amazon Espanha, e inclui fonte de alimentação de 36 W.

Pode ser o companheiro ideal para quem tiver que fazer a replicação de pens USB em média escala (se precisar de mais, pode sempre investir num hub de 10 portas ou hub de 16 portas, também com interruptores), ou simplesmente que tenha uma série de equipamentos USB que deseje manter acessíveis (por exemplo: gravador CDs externo, scanner, câmaras digitais, webcam, discos externos, etc.) mas com a possibilidade de os poder desligar sem retirar a ficha - algo que até pode funcionar como medida de protecção, prevenindo que uma infecção de ransomware se possa espalhar a um disco externo de backup, que apenas se ligue para os backups e depois se mantenha desligado.


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№ 08

Mini PC Machenike com ecrã basculante

A Machenike lançou um mini PC com um curioso sistema de mini-ecrã basculante.

A Machenike lançou uma nova configuração do Machenike GTS Mini PC aposta num detalhe incomum: um ecrã de estado basculante no topo. O pequeno display levanta-se para facilitar a leitura e, ao mesmo tempo, facilita a circulação de ar, integrando-se directamente no sistema de ventilação.

Este design trabalha em conjunto com um arrefecimento de quatro ventoinhas e dois heat pipes, pensado para lidar com CPUs mais exigentes. A nova versão usa o Intel Core Ultra 7 225H, enquanto há uma opção mais potente com Intel Core Ultra 9 285H. O Ultra 7 oferece 14 núcleos até 4.9 GHz, e o Ultra 9 sobe para 16 núcleos e 5,4 GHz, ambos com modos até 70 W e 65 W sustentados.
No interior, o Mini GTS traz dois slots DDR5-5600 (até 128 GB), duas ranhuras M.2 (até 4 TB), WiFi 6E e Bluetooth 5.3, correndo Windows 11. A conectividade é generosa para um formato compacto: duas portas USB4 Type-C, mais uma Type-C a 10 Gbps, quatro USB-A, HDMI 2.0, DisplayPort 1.4, suporte para até quatro ecrãs 4K, duas portas 2.5GbE e jack de áudio.

Em termos de preço, a configuração Ultra 7 + 32 GB RAM + 1 TB começa nos 700 euros (na China) sendo certo que estes preços rapidamente deverão aumentar devido ao escalar do preço da memória RAM e também dos SSD. Ainda assim, é de esperar que outros fabricantes sigam o exemplo e se comecem a ver mais mini-PC a apostar em sistemas idênticos com ecrã basculante, não só como elemento de diferenciação, como também como forma de melhorar a circulação de ar.

№ 09

Metade dos Tesla Model Y chumbaram nas inspecções obrigatórias

Não sendo um assunto novo, vão ressurgindo os relatos de que os Tesla têm grande taxa de reprovações nas inspecções automóveis obrigatórias.

Apesar de haver automóveis com problemas "congénitos" que nunca dão descanso aos seus donos desde o momento que saem do stand, a maioria dos carros tem uma vida tranquila durante os primeiros anos. E as primeiras "dores de cabeça" podem começar a surgir apenas quando têm que passar pelas inspecções periódicas obrigatórias.

No caso dos Tesla, parecem sofrer de uma elevada taxa de reprovações, num cenário que se vai repetindo anualmente. Nos últimos anos, e à medida que os carros vão atingindo a idade de serem inspeccionados, os Tesla têm surgido nas notícias por chumbarem frequentemente. E agora, depois dos Model 3, é também a vez dos Model Y se juntarem à lista, com quase metade dos Model Y de 2021 a terem chumbado a inspecção na Dinamarca.
Os problemas continuam a ser os mesmos que já tinham sido referidos nos anos anteriores: problemas nos travões, nos faróis, e também na suspensão, com folgas e movimento excessivo das rodas.

Embora seja mais que conhecido que as primeiras gerações dos Model 3 tinham bastantes problemas de qualidade de fabrico, esperava-se que a Tesla pudesse ter aprendido e corrigido as coisas para o Model Y. Mas, aparentemente não foi caso. Apesar destes chumbos afectarem a geração inicial do Model Y, o facto de pouco parecer ter mudado ao longo dos anos não dá grandes sinais de confiança quanto aos resultados que se poderão ter no novo Model Y - mas isso será algo que só iremos descobrir daqui por uns anos.

Até lá, e para os possuidores de Tesla, apesar de serem carros que são vendidos como "não necessitando de manutenção", fica visto que continuam a necessitar de algum acompanhamento. E, para que não se diga que estes problemas são comuns a todos os carros eléctricos, a taxa de reprovações de eléctricos de outras marcas ficou abaixo dos 10%.

№ 10

UPS Green Cell 2000VA 1200W a €138

Ideal para PCs poderosos, ou até para continuar a jogar com uma consola na TV quando falta a electricidade, esta UPS de 2000 VA está apta a enfrentar qualquer falha de energia.

Indispensáveis para manter os equipamentos a salvo de picos e falhas de corrente, uma UPS de alta capacidade torna-se inevitável para quem vai acumulando cada vez mais equipamentos electrónicos em casa. Quem já tiver passado pelas UPS de baixa capacidade, que prometem dezenas de minutos de autonomia mas podem falhar em poucos minutos no caso de se estar a fazer algo mais exigente com o computador, poderá equacionar passar para algo de classe superior, como esta UPS Green Cell 2000VA que tem capacidade para aguentar com cargas de até 1200W.
A UPS Green Cell 2000VA (1200W) está disponível por 138 euros na Amazon Espanha.

A UPS é completamente silenciosa enquanto há energia, ligando as ventoinhas apenas quando há falha de energia e precisa dar uso às baterias - perfeito para quem vier de uma UPS que mantém as ventoinhas a trabalhar a tempo inteiro.

Curiosamente, a empresa disponibiliza também uma variante de 2000VA 1400W com onda sinusoidal pura (não fazia ideia que já estavam disponíveis nesta gama de preços), perfeita para todos os equipamentos que não apreciem as ondas "quadradas" que a maioria das UPS utilizam. A única crítica é que o software fornecido pela Green Cell é para esquecer, mas encontrei relatos de que estas UPS serão compatíveis com o NUT (Network UPS Tools), o que tornará isso irrelevante.


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№ 11

Petição Stop Killing Games com 1.3M de assinaturas válidas

A caso dos jogos que se tornam inacessíveis vai ser discutido pela UE, com quase 1.3 milhões de assinaturas válidas conseguidas pela iniciativa Stop Killing Games.

A iniciativa Stop Killing Games ultrapassou amplamente o patamar necessário para ser analisada pelas instituições europeias. A União Europeia validou 1.294.188 assinaturas das 1.448.270 submetidas, superando o mínimo de um milhão exigido para uma Iniciativa de Cidadania Europeia avançar no processo legislativo.

A actualização foi partilhada por um voluntário, que explicou que a equipa optou por um anúncio discreto nesta fase para evitar desgaste, fugas de informação e pressão de grupos de lobby, antes da próxima reunião formal com a Comissão Europeia. Foi também pedido paciência à comunidade, lembrando que o projecto é gerido por voluntários e não por uma "entidade institucional" sem rosto. Quase 90% das assinaturas foram consideradas válidas, um resultado acima da média nestas iniciativas, que muitas vezes têm mais de 20% de assinaturas inválidas - o que também revela o nível de interesse neste tópico.

O movimento Stop Killing Games surgiu em resposta à prática cada vez mais frequente das editoras que desligam servidores e encerram jogos dependentes de serviços online, tornando-os inutilizáveis mesmo após compra. A iniciativa não exige suporte eterno, mas sim planos de fim de vida, como permitir servidores comunitários. Agora, com o apoio validado, o tema será oficialmente analisado pelas instituições europeias. Apesar de poder vir a ser descrito pelos grandes estúdios como mais uma "burocracia" da UE, não deixa de ser um passo significativo para os direitos dos jogadores na UE - que potencialmente beneficiará os jogadores de todo o mundo.

№ 12

ChatGPT prepara conversas temporárias personalizadas

A OpenAI está a tornar as conversas temporárias do ChatGPT mais úteis, podendo manter a personalização escolhida pelos utilizadores.

A OpenAI está a testar uma actualização para o modo Temporary Chat do ChatGPT. A novidade resolve uma das maiores limitações da funcionalidade, passando a permitir a personalização, sem que a conversa temporária influencie a conta do utilizador.

Até agora, o Temporary Chat funcionava como uma folha em branco total. O ChatGPT não usava histórico, memórias guardadas nem contexto anterior, e a conversa não aparecia no histórico nem era usada para treinar modelos. Limitações úteis para efeitos de privacidade, mas pouco práticas para quem queria manter respostas alinhadas com o seu estilo habitual.
Com a actualização em testes, o Temporary Chat passa a respeitar as preferências pessoais, como tom, estilo, memória e contexto geral do utilizador. A conversa continua a ser temporária - não fica guardada no histórico nem vai afectar o perfil do utilizador - mas permite que a interacção com o agente AI seja mais próximo daquilo que se tem no modo normal. Ainda assim, esta personalização pode ser desactivada manualmente, para quem preferir o comportamento antigo de um assistente completamente "em branco".

Por motivos de segurança, a OpenAI relembra que uma cópia da conversa pode ser retida até 30 dias, algo que já acontecia antes. Para iniciar uma conversa temporária no ChatGPT basta abrir uma nova conversa e clicar no botão "Temporary" (um balão de conversa tracejado) no canto superior direito.

№ 13

UPS Green Cell 2000VA 1200W a €138

Ideal para PCs poderosos, ou até para continuar a jogar com uma consola na TV quando falta a electricidade, esta UPS de 2000 VA está apta a enfrentar qualquer falha de energia.

Indispensáveis para manter os equipamentos a salvo de picos e falhas de corrente, uma UPS de alta capacidade torna-se inevitável para quem vai acumulando cada vez mais equipamentos electrónicos em casa. Quem já tiver passado pelas UPS de baixa capacidade, que prometem dezenas de minutos de autonomia mas podem falhar em poucos minutos no caso de se estar a fazer algo mais exigente com o computador, poderá equacionar passar para algo de classe superior, como esta UPS Green Cell 2000VA que tem capacidade para aguentar cargas de até 1200W.
A UPS Green Cell 2000VA (1200W) está disponível por 138 euros na Amazon Espanha.

A UPS é completamente silenciosa enquanto há energia, ligando as ventoinhas apenas quando há falha de energia e precisa dar uso às baterias - perfeito para quem vier de uma UPS que mantém as ventoinhas a trabalhar a tempo inteiro.

Curiosamente, a empresa disponibiliza também uma variante de 2000VA 1400W com onda sinusoidal pura (não fazia ideia que já estavam disponíveis nesta gama de preços), perfeita para todos os equipamentos que não apreciem as ondas "quadradas" que a maioria das UPS utilizam. A única crítica é que o software fornecido pela Green Cell é para esquecer, mas encontrei relatos de que estas UPS serão compatíveis com o NUT (Network UPS Tools), o que tornará isso irrelevante.


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№ 14

Apple mostrará Siri com Gemini em Fevereiro

Depois de anos de críticas e espera, a Apple poderá mostrar uma Siri mais inteligente já no próximo mês.

A Apple prepara-se para apresentar uma nova versão mais personalizada da Siri, tirando partido dos modelos Google Gemini, já na segunda metade de Fevereiro. A informação que tem circulado diz que a empresa planeia demonstrações das novas capacidades, embora ainda não se saiba se haverá um evento público ao vivo ou apenas uma demonstração pré-gravada.

A nova Siri fará parte do iOS 26.4, que deverá ser disponibilizada em versão beta em Fevereiro e chegar ao público em Março ou Abril, para todos os dispositivos compatíveis com iOS 26.

Segundo a Apple, esta versão permitirá à Siri usar dados pessoais e conteúdos no ecrã para executar tarefas de forma mais inteligente. A empresa já tinha mostrado esta abordagem na WWDC de 2024, com exemplos como consultar detalhes de voos e reservas a partir das apps Mail e Mensagens - mas esse lançamento acabou por nunca se concretizar.

Embora seja uma actualização necessária e bem-vinda, isto acabará por ser algo em que a Apple acabará por nunca ficar bem vista, podendo ser criticada tanto pelas longas demoras para melhorar a Siri, como também criticada por ser algo que, afinal, podia ter resolvido facilmente em "poucos meses". Ainda assim, isto será apenas o passo intermédio de dar maior inteligência à Siri. Para o iOS 27 espera-se uma Siri completamente renovada, mais aproximada das experiências de assistente AI conversacional que se pode ter com o ChatGPT e Gemini. Mas, por agora, qualquer coisa será bem vinda para tirar a Siri da pré-história em que se encontra em termos de assistente digital.

№ 15

Portáteis com chips Nvidia prestes a chegar ao mercado

Complicando ainda mais a vida à Intel, a Nvidia está prestes a fazer chegar ao mercado os seus chips ARM para portáteis Windows.

A Nvidia pode estar prestes a abalar o domínio "Intel Inside" no segmento dos portáteis Windows. A empresa vai lançar chips ARM próprios já nos primeiros meses de 2026, tornando-se numa alternativa integrada completa à combinação clássica Nvidia + CPU Intel/AMD e servindo de alternativa aos chips da Qualcomm, passando a usar um SoC Nvidia N1/N1X como cérebro do sistema.

A Lenovo revelou seis portáteis em desenvolvimento com estes chips, incluindo modelos Ideapad Slim 5 (14” e 16”), Yoga Pro 7 (15”), um Yoga 9 2-em-1 e até um portátil gaming de 15”. Referências adicionais em software e portais internos da Lenovo reforçam a existência do N1X, enquanto outros rumores indicam que também a Dell e Alienware prepararem máquinas semelhantes - sendo esperados pelo menos oito portáteis com chips Nvidia ARM para esta primeira vaga de lançamento.
Espera-se que a plataforma N1/N1X seja apresentada oficialmente esta Primavera, com segunda vaga de equipamentos a chegar no Verão. Embora o desempenho real ainda seja uma incógnita, fugas no Geekbench sugerem que o N1X poderá combinar muitos núcleos CPU com um GPU integrado ao nível de uma RTX 5070, algo que o próprio Jensen Huang deixou implícito ao relacionar o N1 com o "superchip" GB10. Se isso se concretizar, não será difícil antecipar que seja uma combinação ganhadora - podendo também ajudar a explicar, parcialmente, porque a Nvidia está aparentemente a reduzir a produção de chips 5070 para as placas gráficas (criando um vazio no mercado que pode levar algumas dessas pessoas a considerarem a compra de uma destas novas máquinas - ou fomentar a aposta em PCs ARM desktop com estes chips).

De referir que a aposta da Nvidia nos chips ARM não é nova: a empresa já alimentou milhões de dispositivos com os seus chips Tegra, incluindo a Nintendo Switch. Também tem o excelente historial de suporte de longa data dos seus Nvidia Shield, que também usam os chips Tegra. O único ponto negativo de um portátil com chip Nvidia e Windows, neste momento, será mesmo o facto do Windows 11 andar consistentemente a lutar com bugs e problemas a cada actualização que a MS lança. Mas quanto a isso, a Nvidia nada pode fazer, a não que se atreva a recomendar que se comece a usar SteamOS nestas máquinas.

№ 16

Microsoft entrega chaves BitLocker ao FBI

As garantias de privacidade do BitLocker da Microsoft não evitam que a empresa entregue as chaves às autoridades, dando acesso a todos os dados dos clientes.

A Microsoft confirmou que entregou chaves de encriptação ao governo dos EUA após receber um mandado judicial. O pedido partiu do FBI no âmbito de uma investigação por suspeitas de fraude relacionadas com apoios de desemprego durante a pandemia, envolvendo dados encriptados em três portáteis.

O caso chama a atenção porque, historicamente, as grandes tecnológicas resistem a fornecer chaves de encriptação às autoridades. O exemplo mais conhecido é o da Apple, que em 2016 recusou desbloquear um iPhone para o FBI, com apoio público de várias empresas - incluindo a própria Microsoft, na altura. Desta vez, porém, a postura foi diferente. A Microsoft explicou que fornece as chaves de recuperação do BitLocker quando existe uma ordem legal válida, desde que essas chaves estejam guardadas nos seus servidores. A empresa refere que os clientes podem optar por guardar as chaves localmente, fora do alcance da Microsoft, mas esquecendo-se de referir que, nas novas instalações, a conta MS obrigatória faz com que isso aconteça de forma quase automática.
A falha da MS é que, ao contrário de outras empresas, não guarda as chaves com encriptação "end-to-end" de modo a que só o utilizador a possa recuperar. Sendo a táctica a que a maioria das empresas (que realmente valorizem a privacidade dos utilizadores) tem utilizado: assim, não podem entregar aquilo a que não têm acesso - apesar de, precisamente por isso, também haver os movimentos que querem introduzir backdoors na encriptação, de modo a que continuem a poder aceder a estes dados.

Para quem valorizar a privacidade, a situação é clara: o uso do BitLocker não tem qualquer valor efectivo, sendo preferível recorrer a produtos como o VeraCrypt (sucessor do TrueCrypt que, ironicamente, quando terminou, recomendava o uso do BitLocker por ser mais seguro).

№ 17

Clawdbot faz sucesso como agente AI útil

O Clawdbot está a conquistar popularidade viral, materializando aquilo que muitos esperam de um agente AI efectivamente útil.

O Clawdbot está a gerar enorme entusiasmo por prometer aquilo que muitos sempre quiseram de um assistente digital: memória das conversas anteriores, iniciativa própria, e capacidade de agir proactivamente. Em vez de viver num site como o ChatGPT ou o Claude, o Clawdbot funciona directamente nas apps de mensagens que se usa no dia a dia, como o WhatsApp, Telegram, iMessage, Slack ou Discord, e mantém o contexto ao longo do tempo, como se fosse uma pessoa com quem se fala regularmente.

Há três razões principais para estar a popularizar-se. Lembra-se de tudo: preferências, conversas antigas, detalhes partilhados semanas antes, algo que assistentes tradicionais como a Siri nunca conseguiram fazer. Em segundo, fala com o utilizador de forma proactiva, enviando alertas sobre emails urgentes, reuniões, alterações no preço de acções ou criptomoedas, ou até mudanças no tempo. E, em terceiro, executa tarefas reais, como enviar emails, preencher formulários, organizar ficheiros, correr programas ou controlar o browser - tudo a partir de mensagens.
Apesar do Clawdbot estar a servir de justificação para muitos utilizadores comprarem um Mac Mini, na realidade é possível corrê-lo em praticamente qualquer computador existente (até num Raspberry Pi) - ou, em alternativa, pode correr num servidor barato na cloud (ou até no patamar gratuito do EC2 da AWS). No entanto, este é um sistema que funciona apenas como gateway, sendo a verdadeira inteligência fornecida por modelos AI como o Claude ou ChatGPT - sendo necessário ter uma subscrição para o serviço escolhido.

Criado por Peter Steinberger, o Clawdbot é open source e tem uma comunidade muito ativa. Por agora ainda não um processo de instalação verdadeiramente "fácil" para todos, mas qualquer interessado com um pouco de paciência conseguirá fazê-lo. Por outro lado, é necessário relembrar que o seu acesso aos serviços de mensagens do utilizador também faz com que isso se possa tornar num potencial vector de ataque, com mensagens de conhecidos ou desconhecidos a poderem resultar em acções indesejadas.

№ 18

Câmara de 1 trilião de frames por segundo

Levando as câmaras de alta-velocidade ao limite, temos sistemas capazes de captar até o próprio movimento dos electrões.

Ver as coisas que são rápidas demais para serem vistos com os nossos olhos sempre teve um fascínio especial. Isso é algo que começou a popularizar-se há quase um século atrás, com a popularização das fotografia de alta-velocidade, capaz de "congelar" o tempo usando strobes, e que não tem parado desde então.

Apesar de actualmente até os smartphones comuns virem com modos de alta-velocidade, com várias centenas de frames por segundo (alguns podendo chegar supostamente a um milhar de fps), que permitem abrandar o tempo para captar cenas dinâmicas, continua a haver o desejo de ir mais além, para velocidades sempre superiores. Há algum tempo mostramos uma câmara de 2 biliões de frames por segundo feita numa garagem, usando a abordagem de captar um único pixel de cada vez. Desta vez, ultrapassamos esse valor para chegar ao incrível valor de 1 trilião ("quadrilião" norte-americano) de frames por segundo. E no processo, passamos pelas origens das fotos com strobe, as câmaras ultra-rápidas de 1 pixel, e... o edifício mais recto do mundo.


Já imaginaram o que será acordar de manhã para ir trabalhar nestes laboratórios, onde se espreita o funcionamento básico dos elementos mais pequenos que compôem a nossa realidade?

№ 19

Google usou Chromebooks nas escolas como forma de "conquistar" crianças

Documentos internos da Google confirmam aquilo que já se sabia desde o início: de que a aposta nos Chromebooks nas escolas se destinava a conquistar utilizadores que se mantivessem nos serviços Google ao longo da sua vida.

Documentos internos da Google revelaram que a empresa vê as escolas como uma forma de criar lealdade à marca desde cedo, treinando alunos para permanecerem no seu ecossistema ao longo da vida. Numa apresentação interna de Novembro de 2020, revelada no âmbito de um processo judicial, a Google destaca que "captar utilizadores jovens leva a confiança e lealdade à marca durante toda a sua vida".

Os documentos surgiram como parte de uma grande ação judicial movida por distritos escolares, famílias e procuradores-gerais de vários estados, que acusam empresas tecnológicas de criarem produtos “viciantes e perigosos” para menores. A Google é citada ao lado de outras gigantes do setor, num caso que analisa o impacto destas plataformas na saúde mental das crianças e adolescentes.
Ao longo da última década, a Google investiu fortemente em produtos para educação, tornando os Chromebook num elemento quase padrão em muitas salas de aula. Um dos slides indica que os dispositivos usados na escola influenciam directamente as decisões de compra no futuro. Em resposta, a Google afirma que os documentos "deturpam" a sua estratégia, optando por destacar que os administradores mantêm controlo total, com consentimento parental obrigatório para menores.

O que é certo é que isto não é um segredo, sendo algo que nós próprios referimos desde o início. Afinal, é uma táctica que funciona, bastando olhar para a empresa que já começou por fazer isto há muitas décadas atrás: quantos milhões de pessoas não se mantêm fiéis ao Windows e Office por terem sido esses os produtos que aprenderam a usar na escola?

№ 20

Gmail deixou passar spam por várias horas

Se notaram um afluxo anormal de spam a chegar à inbox do Gmail, não foi por acidente, mas sim devido a problema do lado da Google.

O Gmail teve um problema que afectou os filtros de spam e a organização automática das mensagens. Muitos utilizadores viram emails promocionais e de actualizações - que normalmente vão para separadores próprios - a aparecer na caixa de entrada principal, criando confusão.

Além disso, alguns emails passaram a mostrar um aviso no topo a pedir para os utilizadores "terem cuidado", indicando que a mensagem não tinha sido totalmente analisada quanto a spam, remetentes não verificados, ou malware. As queixas multiplicaram-se em fóruns e redes sociais, de utilizadores frustrados com a enchente de emails nas suas inboxes por mensagens que, normalmente, seriam filtradas.

Update: this issue is now fully resolved for all users – thank you for your patience. https://t.co/TI5xc5xZYy

— Gmail (@gmail) January 25, 2026
A Google indicou estar a par do problema, explicando que o Gmail estava a falhar nas verificações automáticas de spam desde a madrugada. A empresa aconselhou os utilizadores a redobrarem a atenção enquanto a investigava a origem da falha.

Horas mais tarde, a Google confirmou que o problema foi resolvido, indicando que a classificação de emails voltou ao normal. A empresa prometeu ainda publicar uma análise detalhada do incidente após concluir a investigação interna. Para quem foi afectado, o episódio serve de lembrete de quanto se está dependente dos filtros automáticos no tratamento do email, e de como as coisas rapidamente se podem tornar caóticas quando isso falha.

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