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Relógio E-paper e ESP32 com sincronização via internet

22-02-2026 | 13:31 | A Minha Alegre Casinha

Os fãs dos relógios sempre certos vão apreciar este On-Demand Sync Clock que se pode acertar automaticamente carregando num botão.

O On-Demand Sync Clock (OSC) é um projecto que mostra como se pode criar um relógio de mesa com ecrã E-paper e um ESP32, e que apesar de recorrer a um DS3231SN para manter as horas certas em modo offline (com precisão teórica de 1 minuto por ano), pode também assegurar a hora garantidamente certa mediante sincronização via internet (com acesso WiFi).

O projecto vai ao ponto de registar os desvios do relógio interno face à hora, de modo a fazer uma calibração mais acertada - e se isso vos faz lembrar o projecto do relógio Self Learning, não é coincidência, pois este projecto é precisamente do mesmo autor.



A principal diferença é que desta vez não temos que configurar o acesso estático a uma rede WiFi. Ao se carregar no botão o relógio irá procurar uma rede WiFi aberta (sem password) para proceder à sincronização da data e hora - com procedimentos diferentes em função do intervalo de tempo desde a última sincronização. Isto faz com que se torne numa opção mais prática para pessoas que não tenham acesso regular a uma rede WiFi, ou que queiram levar o relógio para diferentes locais e não tenham acesso sempre a uma rede WiFi específica.

Por exemplo, permite que possam colocá-lo em locais sem rede WiFi, e que ocasionalmente façam a sua sincronização através do modo hotspot no smartphone.

Tesla condenada a pagar $243M por acidente com Autopilot

22-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA a Tesla não conseguiu escapar a uma indemnização história relacionada com um acidente com o Autopilot activado.

A Tesla tentou, mas perdeu a tentativa de anular o veredicto de um processo sobre um acidente fatal ocorrido em 2019 na Florida, envolvendo o sistema Autopilot, em que lhe foi atribuída parte da responsabilidade, num valor de 243 milhões de dólares. A decisão mantém a condenação imposta por um júri em Agosto de 2025, que considerou a empresa parcialmente responsável pela colisão.

O acidente ocorreu em Key Largo, quando um condutor de um Model S circulava com o Autopilot activado e se inclinou para apanhar o telemóvel, atravessando um sinal de stop e um semáforo vermelho intermitente a cerca de 100 km/h, chocando contra um veículo parado. A colisão provocou a morte de uma jovem de 22 anos e deixou gravemente ferido o seu namorado. O júri atribuiu 33% da responsabilidade à Tesla, no valor de 43 milhões de dólares em danos compensatórios e 200 milhões em danos punitivos, representando a primeira grande vitória judicial de queixosos num caso de morte associada ao Autopilot.

A Tesla tentou anular o veredicto alegando que a decisão violava princípios legais e que declarações públicas de Elon Musk sobre o Autopilot terão influenciado o júri. Mas a juíza rejeitou os argumentos, considerando que as provas apresentadas em tribunal sustentavam a decisão já tomada. Ainda assim, a Tesla ainda poderá recorrer, para tentar reduzir o valor final a pagar.

O caso surge num momento delicado para a Tesla. Vários processos semelhantes têm chegado aos tribunais, com a empresa a optar por acordos em alguns casos para evitar a criação de precedentes (curiosamente, a Tesla recusou um acordo de $60M que teria evitado este caso - algo que agora lhe vai ficar bastante mais caro). Ainda assim, este caso será certamente usado como referência para casos futuros, arriscando-se a arrastar a Tesla frequentemente para os tribunais, e ser culpada - mesmo que parcialmente - por andar a vender, há anos, a imagem de que os seus carros conduzem sozinhos em grau superior àquilo que realmente são capazes.

Portugal regista mais 36% de carregamentos em Janeiro de 2026

22-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

A Rede Nacional de Carregamento continua a registar crescimento substancial no número de carregamentos de automóveis elétricos.

A Rede Nacional de Carregamento (RNC) assinalou, em janeiro de 2026, um desempenho que reflete a rápida adoção da mobilidade elétrica em Portugal e o seu contributo direto para a redução de emissões e da dependência de combustíveis fósseis.

Os dados preliminares apontam para um crescimento de 36% no número de carregamentos em comparação com o mesmo mês do ano anterior, com mais de 825 mil sessões realizadas por mais de 174.600 utilizadores; um aumento de 73% face ao período homólogo.

A energia elétrica fornecida na rede também acompanhou esta trajetória ascendente. Em janeiro, foram consumidos mais de 18.8 GWh - valor 44% superior ao registado no mesmo período de 2025 - traduzindo-se em mais quilómetros percorridos com energia limpa. A expansão continuada da infraestrutura pública tem sido um fator determinante para suportar esta procura crescente. No final de janeiro, a rede pública disponibilizava 7.486 postos de carregamento, com um total de 14.102 pontos de carregamento distribuídos por todo o território nacional. Destes, mais de 2.850 são postos rápidos ou ultrarrápidos, reforçando a capacidade de resposta às necessidades de mobilidade dos utilizadores e promovendo uma experiência de carregamento mais eficiente e conveniente.

Os benefícios ambientais associados à transição para veículos elétricos são igualmente expressivos. Só no mês de janeiro, a utilização da RNC permitiu evitar mais de 15 mil toneladas de emissões de CO2, um impacto equivalente à capacidade de absorção de cerca de 250 mil árvores urbanas com 10 anos.

Para além do crescimento na rede pública, regista-se igualmente um aumento significativo nos carregamentos realizados em postos de acesso privado: foram mais de 50 mil carregamentos em janeiro, uma subida de cerca de 5.000 sessões face a dezembro de 2025; com mais utilizadores a recorrerem a soluções domésticas, empresariais e privadas, refletindo tendências mais amplas de flexibilidade no acesso à mobilidade elétrica.

[Pela Estrada Fora]

Google Photos com envio gratuito até 3 de Março

22-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Quem estiver curioso para ver que tal são as fotografias impressas via Google Photos, pode aproveitar a oportunidade para poupar uns euros até 3 de Março.

O serviço de impressão de fotos e álbuns está disponível no Google Photos há bastante tempo, e volta a lançar uma promoção especial, bem a tempo de aproveitar as fotos captadas no Carnaval. O serviço de impressão de fotos está actualmente a oferecer os portes de envio para encomendas de Photo Books e Canvas, até 3 de Março.
Ainda recentemente a Google fez promoção na impressão de fotos "tradicionais" individuais; mas mesta vez temos a possiblidade de criar álbuns completos (photo books) ou quadros de grande dimensão (canvas), que ainda assim podem servir para dar às gerações mais jovens uma aproximação daquilo que, em décadas passadas, era a única forma de se poder desfrutar de uma foto - quando ainda parecia ficção científica que se pudesse ter um smartphone no bolso capaz de tirar fotos, ou de se guardarem milhares de fotos na cloud.

Como é habitual a promoção chega em altura estratégica, desta vez a tempo de permitir a criação de alguns álbuns recheados de memórias coloridas do Carnaval de 2026, para, como ditava um célebre slogan de outros tempos: "para mais tarde recordar".

Bug no Copilot deixou-o ler emails confidenciais

21-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

A Microsoft confirmou um bug que levou o Microsoft 365 Copilot a resumir emails confidenciais a que não deveria ter acesso.

Numa altura em que o Copilot dispensaria toda a publicidade negativa, a Microsoft revelou que um bug no Microsoft 365 Copilot permitiu ao assistente AI resumir emails marcados como confidenciais, ignorando políticas de Data Loss Prevention (DLP). O problema foi detectado a 21 de Janeiro (identificado como CW1226324) e afectava a funcionalidade de chat no separador "work" do Copilot.

O bug fazia com que o Copilot processasse mensagens armazenadas nas pastas "Enviados" e "Rascunhos" mesmo quando estas tinham etiquetas destinadas a restringir o acesso por ferramentas automatizadas. Na prática, o sistema conseguia gerar resumos de conteúdos a que não deveria aceder. A Microsoft indicou que o problema resultou de um erro de código e que começou a disponibilizar uma correcção no início de Fevereiro, estando a monitorizar a situação e a contactar alguns utilizadores afectados para confirmar que o comportamento foi corrigido. Apesar do incidente, garante que não houve acesso não autorizado a informação e que o Copilot apenas apresentou conteúdos que o próprio utilizador já tinha permissão para ver.

Seja como for, demonstra que não são apenas os projectos open-source (como o OpenClaw) que levantam preocupações a nível da segurança das tecnologias AI. Como se pode ver, o mesmo pode acontecer até com produtos de empresas reputadas destinados a ambiente empresarial. E, se não se pode ter qualquer garantia de que estas ferramentas AI não acedem aos conteúdos que não deviam aceder, cai por terra todo o pressuposto de que se pode confiar naquilo que é "assegurado" aos utilizadores.

Como fazer uma escultura cinética hipnótica

21-02-2026 | 18:30 | Aberto até de Madrugada

Se procuram algo para dar um toque especial em casa, podem querer espreitar esta hipnótica escultura cinética.

Perfeita para quem gosta de ilusões de óptica, esta Kinetice Sculpture V3 tem a vantagem de ser extremamente simples, podendo ser totalmente feita com recurso a uma impressora 3D.

Como o nome indica, a verdadeira magia acontece quando a mesma é posta em movimento, fazendo com que surjam padrões hipnóticos devido à forma dos seus braços e de se terem dois planos a rodar em direcções opostas.
Na verdade, nada nos impede de simplificar este projecto ao máximo e usar apenas um motor, mas neste caso trata-se de uma versão "evoluída" que recorre a um Arduino Nano para controlar um motor passo a passo, que possibilita um movimento mais controlado e - mais importante - bastante silencioso: algo que pode fazer toda a diferença entre ser apenas uma mera curiosidade para mostrar aos amigos durante alguns segundos e se desligar, e poder ser usada de forma mais prolongada.

Neste clube há luto, convidados e dança

21-02-2026 | 16:40 | Gonçalo Sá

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Através de um EP e dois álbuns, os BIBI CLUB têm moldado um cruzamento de guitarras e electrónica insinuante e prestes a conhecer um novo episódio. "AMARO", o terceiro longa-duração do projecto dos canadianos Adèle Trottier-Rivard e Nicolas Basque, é o sucessor de "Feu de garde", de 2024 (nomeado para o Polaris Music Prize, que distingue talentos dentro de portas), e um dos lançamentos da próxima sexta-feira, 27 de Fevereiro.

Ode à vida guiado pelo mantra "Quero amar, quero viver", responde à morte de dois entes queridos (incluindo o filho do casal, Tobie) com canções distantes da serenidade e elegância habituais na música da dupla até aqui. Uma viragem expectável num alinhamento com raízes no luto e no medo, ainda que a atmosfera mais turva não impeça a vontade de dançar. Pelo contrário, este promete ser o disco da banda de Montreal com o maior peso de sintetizadores: as descrições iniciais apontam heranças da EBM e da darkwave, mas também de pop vanguardista ou neofolk. 

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Os cúmplices mais recentes também dão pistas do que aí vem, já que o duo diz ter sido inspirado pelos Blonde Redhead e Circuit des yeux, com os quais partilhou digressões. E no álbum destacam-se as presenças de Helena Deland e do saxofonista Dimitri Milbrun, embora nenhum colabore nos primeiros singles.

A faixa-título, "AMARO", das mais propulsivas dos canadianos até agora, é rock atmosférico a fazer a travessia entre a pista de dança e o deserto africano, cantada por Adèle Trottier-Rivard em francês, o idioma mais frequente desta discografia. O segundo avanço, "WASHING MACHINE", opta pelo inglês rumo a um caminho ainda mais efervescente, em jogos de luz e sombra. "Where do we go after the death of our child?", indaga a vocalista numa pergunta desarmante como poucas. Parte da resposta poderá ser ouvida dentro de poucos dias.

PromptSpy é o primeiro malware Android com AI

21-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Foi descoberto um novo malware para Android - o PromptSpy - que parece ser o primeiro a usar tecnologia AI em tempo real.

Depois do malware criado com ajuda de AI, investigadores da ESET identificaram o que poderá ser o primeiro malware Android a integrar AI dinamicamente no seu processo de execução. A nova família, apelidada PromptSpy, utiliza o modelo Google Gemini para adaptar o seu comportamento em diferentes dispositivos e garantir persistência após a infecção.

O truque está na forma como o malware se mantém activo. Em alguns smartphones, é possível fixar apps na lista de recentes, impedindo que o sistema as encerre automaticamente. O problema é que o método para fazer isso varia entre fabricantes. Para contornar essa diversidade, o PromptSpy envia ao Gemini um pedido acompanhado de um ficheiro XML com o estado actual do ecrã, incluindo elementos da interface, textos e coordenadas. O modelo responde com instruções em formato JSON, que o malware executa através do Accessibility Service. O processo repete-se até a aplicação conseguir o que pretende, manter-se na lista de recentes de forma permanente.
Embora a utilização de um LLM em tempo real seja a parte mais inovadora, a função principal do PromptSpy é espionagem. O malware integra um módulo VNC que permite o controlo remoto total do dispositivo, desde capturas de ecrã sob pedido até gravação de actividade, incluindo a introdução de PINs e padrões de desbloqueio. Também consegue listar aplicações instaladas e monitorizar a app actualmente em uso.

Para dificultar a remoção, o malware sobrepõe botões invisíveis sobre opções como "Desinstalar" ou "Desactivar", impedindo o utilizador de o remover facilmente. Segundo a ESET, pode ser necessário reiniciar o dispositivo em Modo Seguro para conseguir eliminá-lo. Ainda não é claro se o PromptSpy está activo em larga escala ou se se trata de um teste para futuras gerações de malware. Mas, está visto que também o malware está a acompanhar a evolução dos tempos e a adoptar AI para maximizar o seu efeito.

Google Weather desaparece no Android

21-02-2026 | 14:30 | Aberto até de Madrugada

A Google está a fazer desaparecer as previsões meteorológicas do Google Weather, passando a apresentar os resultados da pesquisa do Google.

A Google está a eliminar a experiência dedicada do Google Weather no Android, redireccionando os utilizadores para resultados na Pesquisa. A mudança começou há alguns meses para um grupo reduzido de utilizadores mas está agora a acelerar, com cada vez mais dispositivos a perderem acesso ao antigo ecrã do estado do tempo em modo fullscreen.

Durante anos, o Google app ofereceu uma espécie de "app" de Meteorologia acessível através de um atalho no ecrã inicial - identificado pelo ícone do sol e nuvem com o "G". Através dele, tínhamos acesso a uma interface completa com o conhecido fundo do Froggy, temperatura actual, máximas e mínimas, sensação térmica, previsão horária, e previsão para 10 dias. Havia ainda cartões detalhados para vento, humidade, índice UV, pressão atmosférica e nascer/pôr do sol.
Agora, esse atalho limita-se a atirar os utilizadores para uma página de resultados da Pesquisa Google para "weather". A nova interface combina as condições actuais e a previsão horária num único cartão com o Froggy, inclui a previsão para 10 dias e menus expansíveis para dados adicionais como a precipitação, vento, humidade e qualidade do ar. A Google passou também a integrar resumos com AI Overviews para contextualizar as condições meteorológicas.

Quem já recebeu a notificação de que "a página meteorológica mudou" deixa de ter acesso ao botão "View all details" que abria a versão antiga em ecrã completo. Em vez disso, ao deslizar para baixo surgem resultados web tradicionais. Parece que a Google quer simplificar o sistema de meteorologia, focando-se apenas naquilo que apresenta universalmente para todos os utilizadores através da pesquisa, e dizendo adeus à experiência melhorada que disponibilizava para os Android.

WhatsApp deixa novos membros verem mensagens passadas dos grupos

21-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

O WhatsApp está a resolver um dos problemas para quem entra num grupo tardiamente, permitindo ver as mensagens recentes.

O WhatsApp está a lançar uma nova funcionalidade chamada Group Message History, pensada para evitar que novos membros entrem num grupo sem contexto. A partir de agora, será possível partilhar mensagens recentes com quem acabou de ser adicionado ao grupo.

Quando um novo participante é incluído num grupo, surge um popup a perguntar se pretende partilhar o histórico recente. Administradores ou membros podem optar por enviar entre 25 e 100 das mensagens mais recentes, permitindo que o recém-chegado fique rapidamente a par do que foi discutido.
Segundo o WhatsApp, todo o conteúdo partilhado continua protegido por encriptação de ponta a ponta. Além disso, quando o histórico é enviado, todos os membros do grupo são notificados (para evitar surpresas inesperadas), e as mensagens mantêm informações como remetente e carimbo temporal. Quem preferir manter as coisas como dantes, poderá desactivar esta opção nas definições do grupo (se for administrador do mesmo).

A funcionalidade está a ser disponibilizada de forma faseada, pelo que poderá demorar algum tempo até chegar a todos os utilizadores.

AUDI E7X prepara estreia na China

21-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Na China, a Audi prepara-se para aumentar os modelos da marca "AUDI", com um SUV de luxo de grandes dimensões: o E7X.

A Audi continua a fazer crescer a sua marca renovada para o mercado chinês. Em vez dos tradicionais quatro anéis, a marca lançou uma nova submarca chamada simplesmente AUDI, escrita em letras maiúsculas e dedicada exclusivamente a veículos eléctricos. O mais recente modelo desta aposta é o E7X, um SUV eléctrico de grandes dimensões que já foi apanhado em testes finais antes da estreia oficial.

O projecto nasce de uma parceria com a SAIC Motor, combinando engenharia alemã com tecnologia chinesa. O E7X é o segundo modelo desta colaboração, depois do E5 Sportback. Visualmente, afasta-se bastante dos Audi vendidos na Europa, com uma frente com logótipo iluminado "AUDI", barra de luz contínua, superfícies suaves e puxadores embutidos (algo que poderá ter que mudar em breve). Até as jantes incluem um detalhe curioso - o nome AUDI mantém-se sempre direito, à semelhança do que acontece nos Rolls-Royce.
Em termos de dimensões, trata-se de um SUV com 5.049 mm de comprimento, quase 2 metros de largura e uma distância entre eixos superior a 3 metros. A plataforma totalmente eléctrica possibilita um piso plano e mais espaço interior. A versão base conta com um motor traseiro de 402 cv (300 kW), enquanto a variante Quattro adiciona um segundo motor para tracção integral e 671 cv (500 kW), permitindo atingir 230 km/h.

As baterias disponíveis são de 100 kWh ou 109.3 kWh, oferecendo autonomias estimadas entre 615 km e 751 km (no optimista ciclo chinês). Graças à arquitectura elétrica de 800V, o carregamento rápido permite recuperar cerca de 320 km em apenas 10 minutos. No interior, espera-se um ecrã 4K de 27" a dominar o tablier, assistente AI integrado, e opção de espelhos digitais com câmaras. O E7X fará a estreia oficial no Salão Automóvel de Pequim 2026, a 24 de Abril, e para já é exclusivo do mercado chinês - embora não fique posta de parte uma futura expansão para o mercado internacional.

Samsung avança nas redes 6G com testes X-MIMO

21-02-2026 | 10:00 | Aberto até de Madrugada

Apesar do 6G ainda estar a anos de distância, a Samsung continua a trabalhar na próxima geração das comunicações wireless.

A Samsung deu mais um passo importante rumo ao 6G. A empresa anunciou que concluiu com sucesso testes de uma tecnologia considerada essencial para a próxima geração de redes móveis: o X-MIMO (eXtreme multiple-input multiple-output).

Os testes foram realizados em parceria com a KT Corporation, utilizando a banda dos 7 GHz. Através de um sistema de antenas de alta densidade - que integra quatro vezes mais antenas sem aumentar o tamanho físico do equipamento - foi possível atingir velocidades máximas de download de 3 Gbps. O módulo mantém dimensões semelhantes às gerações anteriores, apesar da maior complexidade interna.
A tecnologia X-MIMO é considerada um dos pilares fundamentais para o 6G, já que a banda dos 7 GHz é vista como sendo capaz de combinar a maior largura de banda com a capacidade de manter uma distância de cobertura viável. Durante os testes, foram transmitidos oito fluxos de dados em simultâneo de uma estação base para um dispositivo, replicando condições reais de rede em ambiente exterior.

Por agora, teremos que nos contentar com o 5G (nas zonas em que há cobertura), que teoricamente permite velocidades de até 20 Gbps, mas que na prática nos dá velocidades que se ficam pelas centenas de Mbps.

EUA querem bloquear impressoras 3D para não imprimirem peças para armas

20-02-2026 | 21:00 | Aberto até de Madrugada

Nos EUA vários estados querem que todas as impressoras 3D sejam monitorizadas para bloquearem a impressão de peças não autorizadas.

Não é segredo que os EUA têm um problema de armas (são o único país do mundo que tem mais armas do que habitantes!) e agora avançam com uma polémica medida que diz querer resolver o problema através da monitorização das impressoras 3D.

O estado de Nova Iorque, Washinton, e Califórnia, estão considerar obrigar todas as impressoras 3D a incluir tecnologia de bloqueio capaz de "detectar e impedir a impressão de peças de armas". A proposta prevê que cada ficheiro de impressão seja analisado por um "algoritmo de detecção de armas", recusando a impressão de qualquer objecto sinalizado como componente de uma arma de fogo.

Na prática, isso significaria integrar software de verificação em todas as máquinas antes da impressão. No entanto, críticos apontam problemas técnicos graves. A identificação baseada apenas em geometria é altamente falível: tubos, suportes e inúmeras formas legítimas podem partilhar características com peças de armas. Um sistema deste tipo arriscaria gerar inúmeros falsos positivos e, ao mesmo tempo, poderia ser facilmente contornado por utilizadores mal-intencionados, nem que fosse pelo uso de impressoras 3D "livres" sem este tipo de restrições. Estas propostas vão também além das impressoras 3D domésticas, abrangendo fresadoras CNC e qualquer equipamento capaz de modificar objectos tridimensionais a partir de ficheiros digitais. As multas previstas podem chegar aos 10.000 dólares por infracção.
Para os defensores da comunidade maker, a proposta levanta preocupações sérias sobre vigilância e viabilidade técnica. É certo que os EUA tem um problema com as chamadas "ghost guns" (armas modificadas e sem qualquer registo), mas parecem esquecer que essas armas usam como base componentes comprados directamente aos vendedores de armas, com a parte da impressão 3D a limitar-se a pequenas peças que desbloqueiam ou acrescentam as funcionalidades pretendidas. Só que, em vez de tentarem resolver o problema pela parte que realmente teria impacto (controlar a venda dessas peças, vendidas legalmente como "peças de armas"), parecem querer entrar pelo caminho mediático de limitar aquilo que será completamente impossível de concretizar - apenas penalizando aqueles que usam as impressoras 3D de forma legal.

Dito isto, não nos podemos esquecer que até as nossas inofensivas impressoras 2D imprimem em todas as páginas um código quase invisível que permite às autoridades saberem precisamente que impressora imprimiu o quê.

MS Silica guarda dados em vidro por 10 mil anos

20-02-2026 | 17:30 | Aberto até de Madrugada

Sendo ainda um projecto de investigação, a Microsoft revelou o Project Silica que usa vidro para guardar dados por mais de dez mil anos.

Numa altura em que se vai percebendo a importância da longevidade dos dados, com coisas como CDs e DVDs com poucas décadas que se tornam ilegíveis, ou os mais recentes SSDs que podem perder dados ao fim de alguns anos se estiverem desligados, a Microsoft revelou novos detalhes do Project Silica, um sistema de armazenamento que grava dados em placas de vidro com potencial para durar mais de 10.000 anos. A tecnologia utiliza lasers ultra-rápidos (femtossegundos) para escrever informação no interior do vidro com uma densidade superior a um gigabit por milímetro cúbico, com a grande vantagem de não necessitar de energia para preservar os dados ao longo do tempo.
Ao contrário dos discos rígidos ou SSD, o Silica grava dados criando microestruturas tridimensionais (voxels) dentro do vidro, recorrendo a lasers. Estes alteram as propriedades ópticas do material, como o índice de refracção, permitindo armazenar vários bits em cada voxel. A leitura é feita com microscopia de contraste de fase e apoiada por redes neuronais que interpretam as subtis variações visuais nas camadas gravadas. Na prática, acaba por ser um sistema muito mais evoluído do que aquele que é usado para criar imagens 3D nos blocos de vidro para efeitos decorativos.
[Quase como isto, mas elevado "ao cubo"!]

Cada placa de vidro, com 12 x 12 centímetros e 2 milímetros de espessura, pode armazenar até 4.84 TB de dados. No entanto, a escrita ainda é relativamente lenta: cerca de 66 megabits por segundo usando quatro lasers em paralelo, o que significa que preencher totalmente uma placa pode demorar mais de 150 horas. A Microsoft acredita que poderá aumentar a velocidade adicionando mais lasers ao sistema. Mas o seu grande trunfo é a durabilidade. Utilizando vidro de borossilicato, os testes de envelhecimento acelerado indicam que os dados podem manter-se estáveis por mais de 10.000 anos à temperatura ambiente. Para dar uma ideia de tal escala de tempo, há 10 mil anos, a humanidade estava a transitar do Paleolítico para o Neolítico!
Por agora, a utilidade prática ainda é diminuta. Mas, assumindo que se possa criar um sistema comercial a preço competitivo, pode ser que no futuro se venha mesmo a poder usar blocos de vidro como sistema de armazenamento de muito longa duração, ao estilo do que foi imaginado por filmes de ficção científica.

Coluna BT Tronsmart Mirtune C2 a €39.99

20-02-2026 | 16:30 | Aberto até de Madrugada

Quem já tiver passado pelas colunas Bluetooth de baixo custo e agora procurar algo com um pouco mais de potência, irá ficar satisfeito com esta Tronsmart Mirtune C2.

O desaparecimento da ficha dos headphones tem fomentado a utilização de colunas BT em cada vez mais situações (muitas vezes torna-se a única opção possível, a não ser que se recorra a adaptadores BT para ficha de 3.5mm). Em muitos casos acaba também por se revelar uma solução mais conveniente, permitindo que se chegue a casa e se comece a ouvir a música na coluna em vez de se sofrer com a tentativa do smartphone reproduzir os sons graves com os seus altifalantes diminutos. E no caso desta Tronsmart Mirtune C2, temos volume com fartura mas mantendo um tamanho relativamente compacto.
Esta coluna BT Tronsmart Mirtune C2 está disponível por 33.99 euros na Amazon Espanha - activar desconto de 15%.

Vem com uma bateria generosa para garantir que as sessões de música podem prolongar-se por 24 horas com o volume a 50%, demorando cerca de 3 a 4 horas a recarregá-la. Conta também com porta USB-C, microfone para funcionar como sistema mãos livres ao efectuar chamadas telefónicas, cartão de memória para reprodução de músicas, e para quem quiser duplicar a potência sonora, pode emparelhar-se com uma coluna adicional para funcionar em modo stereo real.

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Google lança Gemini 3.1 Pro para problemas complexos

20-02-2026 | 15:30 | Aberto até de Madrugada

A Google lançou nova versão dos seus modelos AI - Google Gemini 3.1 Pro - destinado a raciocínio avançado e a resolver problemas complexos.

A Google anunciou o Gemini 3.1 Pro, uma nova versão do seu modelo AI orientada para lidar com tarefas onde uma resposta simples "não é suficiente". Depois de ter apresentado o Gemini 3 Pro em preview no final do ano passado e o 3 Flash pouco depois, a empresa avança agora com o salto para a versão ".1", quebrando o padrão anterior em que as actualizações intermédias usavam a designação ".5".

Mas a redução da numeração não está proporcionalmente associada ao avanço do modelo: o Gemini 3.1 Pro atingiu um resultado de 77.1% no benchmark ARC-AGI-2, mais do dobro do que era possível com o Gemini 3 Pro.
Na prática, esta melhoria traduz-se em maior capacidade para explicar temas complexos de forma clara e visual, sintetizar grandes volumes de dados, ou apoiar projectos criativos mais exigentes. O modelo é pensado para desafios que exigem vários passos de raciocínio e análise aprofundada, aproximando-se cada vez mais de fluxos de trabalho "agentic".

O Gemini 3.1 Pro fica disponível via app Gemini e NotebookLM para subscritores Google AI Pro e Ultra, e via API através do Google AI Studio, Vertex AI, Gemini Enterprise, Gemini CLI e Android Studio. Para já, é lançado em "preview", enquanto a Google valida melhorias adicionais antes da disponibilização geral. Espera-se que, quando isso acontecer, também os utilizadores gratuitos possam ter acesso a este novo modelo, embora com os habituais limites de uso.

Google prepara simplificação do Gemini

20-02-2026 | 14:00 | Aberto até de Madrugada

A interface da app Gemini tem ficado cada vez mais confusa, mas a Google está a trabalhar na sua simplificação.

A Google está a reformular a interface do Gemini numa tentativa de melhor organizar o número crescente de funcionalidades. Em vez do actual layout com quatro botões fixos (Câmara, Galeria, Ficheiros e Drive), está a ser testado um novo painel com estrutura mais flexível e que mais facilmente permitirá acrescentar novas capacidades no futuro.

Isto ainda está em desenvolvimento, sendo visíveis alguns ajustes. Numa versão anterior a Google tentou adicionar mais opções em destaque na secção superior, mas o resultado foi um conjunto de ícones demasiado pequenos e confusos. Agora, uma versão mais recente apresenta uma solução que parece ser mais equilibrada.
No novo design, os principais atalhos - Fotos (antiga Galeria), Câmara e Ficheiros - passam a ter ícones maiores e mais visíveis. Já ferramentas adicionais como o Drive, NotebookLM e Maps surgem numa segunda linha, que pode ser percorrida horizontalmente. Esta abordagem permite adicionar mais opções no futuro sem sobrecarregar visualmente o ecrã, embora as funcionalidades escondidas atrás do scroll possam passar despercebidas a alguns utilizadores.

As mudanças aplicam-se tanto à app principal do Gemini como à interface sobreposta que surge por cima de outras apps ao tocar no botão "+". Num contexto em que o Gemini ganha novas capacidades a um ritmo acelerado (ainda recentemente ganhou a capacidade para gerar música), esta reorganização torna-se essencial para não sobrecarregar as pessoas com excesso de elementos, mantendo o acesso rápido às ferramentas mais usadas.

AirMIDI converte movimentos das mãos em música

20-02-2026 | 13:18 | A Minha Alegre Casinha

O AirMIDI utiliza sensores Time-of-Flight para transformar movimentos das mãos feitos no ar, em música.

Evocando memórias do clássico Theremin, ou das harpas laser, este AirMIDI é um curioso projecto que pode apelar a todos os que procuram uma nova forma de interacção musical.

Desta vez não precisamos de lasers nem de antenas, já que o elemento central deste AirMIDI são três sensores VL53L0X Time of Flight, capazes de medir distâncias de 30-1000 mm, ligados ao habitual e versátil ESP32. Temos também uma fita LED RGBIC (WS2812B) que permite controlar os LEDs individualmente, para efeito visual acrescido.



O resto, como se diz, fica apenas limitado pela criatividade do utilizador. Usando os dados destes sensores podemos combiná-los de inúmeras formas, tanto para criar zonas de detecção específicas onde a distância da mão controla os parâmetros MIDI, como combiná-los para efeitos ainda mais criativos.

Obviamente, nada obriga a que este mesmo projecto seja usado apenas para fins musicais. Facilmente pode ser convertido num controlador original para coisas como a intensidade das luzes, o volume da música, ajustar os estores, ou mil e uma outra coisas que se possa desejar controlar com "gestos no ar". Tendo em conta o baixo custo dos ESP32 e destes sensores, as possibilidades são infinitas.

Chrome testa incentivo para se tornar browser predefinido no Windows

20-02-2026 | 12:00 | Aberto até de Madrugada

O Chrome está a testar alguns ajustes para incentivar os utilizadores a escolherem-no como browser predefinido no Windows.

Vivemos numa era em que os browsers lutam entre si para se tornarem no browser predefinido do sistema, algumas vezes recorrendo a tácticas não muitos honestas, e a Google está a planear algumas alterações na forma como o Chrome o faz. No Chrome Canary está a ser testado um novo ecrã de configuração inicial que torna ainda visível o pedido para definir o Chrome como browser predefinido - e agora com, um toque extra.

Até agora, ao instalar o Chrome pela primeira vez, os utilizadores eram convidados a defini-lo como browser padrão através de uma mensagem destacada mas com o botão relativamente discreto. Na versão experimental Canary, a Google está a experimentar um novo design onde o botão para tornar o Chrome predefinido é apresentado de forma mais visível.
Além disso, o novo ecrã não se limita a sugerir a definição como browser padrão. Passa também a oferecer a opção de afixar automaticamente (pin) o Chrome na barra de tarefas do Windows, garantindo acesso rápido e permanente.

Embora este teste não esteja a ser apresentado a todos os utilizadores, pode ser forçado através das chrome://flags em "#first-run-desktop-refresh".

Não se trata de nenhuma alteração que se possa considerar abusiva, sendo apenas uma forma de facilitar essa escolha por parte das pessoas que já estariam predispostas a fazê-lo. Afinal, para passarem por isto têm primeiro que tomar a iniciativa de instalarem o Chrome. Adicionalmente, se estiverem interessados em usar o Chrome como browser predefinido no Windows, será também quase certo que irão querer meter o Chrome fixado na barra de tarefas - pelo que este novo sistema, se for efectivamente aprovado e aplicado à versão pública do Chrome, apenas irá facilitar a vida aos utilizadores.

A nível das alterações recentes no Chrome, temos a funcionalidade split-view para ver páginas lado a lado, e anotações nos PDF sem necessidade de extensões ou apps extra.

Tesla lança Cybertruck AWD por 60 mil dólares

20-02-2026 | 11:00 | Aberto até de Madrugada

Para tentar melhorar as vendas, a Tesla lançou uma versão AWD do Cybertruck por 60 mil dólares e baixou o preço da versão Cyberbeast.

O Cybertruck da Tesla tem sido um desastre, com vendas que nem sequer chegaram às 70 mil unidades, e que já levaram a Elon Musk a fazer algumas "manobras", fazendo com que a SpaceX comprasse muitos deles para despachar as unidades que estavam acumuladas. Agora, e já tardiamente, a Tesla está a ajustar a estratégia para o Cybertruck.

A marca lançou uma nova versão base com tracção integral (AWD) a partir de 60.000 dólares, resolvendo a questão dos que criticavam que o modelo base tivesse apenas tracção traseira, e reduziu o preço do modelo topo de gama Cyberbeast de 115 mil para 100 mil dólares.

Quando foi apresentado em 2019, o Cybertruck prometia começar nos 40.000 dólares. No entanto, quando chegou ao mercado em 2023, a realidade revelou-se bem diferente, estreando-se com a "Foundation Series" a cerca de 120.000 dólares. Desde então, surgiram variantes mais acessíveis, como a versão RWD de 70.000 dólares, que acabou por ser descontinuada após fraca procura. A nova versão AWD posiciona-se como a opção mais acessível até agora, mantendo mais equipamento que o antigo modelo RWD. Inclui dois motores (dianteiro e traseiro), e mantém funcionalidades como tomadas na caixa de carga e cobertura da mesma - mas não incluindo coisas como a suspensão pneumática ajustável.

Apesar de ainda estar bastante distante do preço inicialmente prometido, torna-se na proposta mais atractiva para o Cybertruck até à data. Resta saber se, com toda a má fama que ganhou desde o seu lançamento, conseguirá conquistar novos clientes ou se se irá manter como uma espécie de "emblema de mérito" para os super-fãs de Musk e da Tesla demonstrarem o seu apoio incondicional.


Actualização: Afinal Elon Musk diz que isto será apenas temporário, durante os próximos 10 dias.

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