PlanetGeek
№ 01

A incrível engenharia da produção de baterias

A iFixit foi visitar uma fábrica de produção de baterias para smartphones, revelando a incrível complexidade da tarefa.

Normalmente só falamos das baterias para reclamar (da falta de autonomia), ou quando sofrem qualquer problema (como quando incham ou, em casos mais extremos, chegam a explodir), mas um novo vídeo dos bastidores mostra que a complexidade que se esconde por trás destes componentes críticos para o mundo moderno. A iFixit visitou uma fábrica na China que produz cerca de 13 milhões de células de bateria por mês, revelando todo o processo de fabrico e os testes de segurança necessários antes de cada unidade chegar ao mercado.

O processo começa com células de lítio-polímero compostas por dezenas de camadas ultrafinas. No entanto, estas células não podem ser utilizadas directamente. Cada bateria recebe uma placa Battery Management System (BMS), responsável por controlar o carregamento e a descarga de forma segura. Antes de ser instalada, essa placa é programada com software específico para evitar problemas como sobrecarga ou descarga excessiva.


Depois de soldada à célula, a placa BMS é cuidadosamente dobrada sobre a bateria para reduzir o espaço ocupado no interior do smartphone. Durante esta etapa são aplicadas protecções especiais para evitar curto-circuitos, seguindo-se uma série de testes automáticos que verificam a capacidade, a resistência interna, os limites de segurança e o estado de saúde da bateria. Só depois de passar em todos estes testes é que a bateria recebe as tiras adesivas de remoção e fica pronta para ser embalada.

Dito isto, aproveito para apelas aos reguladores europeus para reverem as regras sobre os limites de capacidade das baterias nos dispositivos móveis, para que também na Europa possamos ter acesso às baterias de maior capacidade que já se popularizaram na China, mas que não chegam até nós por superarem os limites de densidade impostos para os transportes.

№ 02

iPhone Ultra dobrável terá lançamento limitado

Poderá não ser fácil conseguir um iPhone "Ultra" dobrável no lançamento, pois parece que a Apple terá pouca quantidade nessa altura.

O aguardado iPhone Ultra, o primeiro smartphone dobrável da Apple, poderá chegar ao mercado com disponibilidade bastante limitada. Apesar da apresentação estar apontada para Setembro, a par da linha iPhone 18 Pro, um novo relatório indica que as pré-reservas poderão arrancar mais tarde do que o habitual.

Apesar da confiança da Apple no modelo, tendo aumentado as encomendas aos fornecedores, segundo o analista Ming-Chi Kuo a Apple está a enfrentar dificuldades de produção, o que deverá limitar o número de unidades disponíveis no lançamento. As primeiras entregas do iPhone Ultra são agora esperadas para o quarto trimestre de 2026, em vez de acontecerem logo após o anúncio.
Mesmo com um preço estimado a começar nos 2.500 dólares, acredita-se que o dispositivo irá esgotar rapidamente. A oferta reduzida poderá levar também ao fenómeno da revenda por especuladores, com preços até 100% acima do valor oficial - contribuindo para o tornar num símbolo de "diferenciação", pelo menos até que as coisas se regularizem e passe a ser possível obtê-lo de forma imedita.

Os rumores indicam que o iPhone Ultra contará com um ecrã principal dobrável de 7.76", um ecrã exterior de 5.49" de formato mais "quadrado", o futuro processador Apple A20 Pro, 12 GB de RAM e uma bateria de 5.500 mAh, tornando-se um dos lançamentos mais ambiciosos da Apple nos últimos anos.

№ 03

HMD prepara novos Nokia com AI

A HMD continua a lançar modelos Nokia mais básicos, mas que agora até passam a contar com uma tecla dedicada para AI.

A HMD apresentou quatro novos telemóveis Nokia de funcionalidades básicas, mostrando que continua a apostar neste segmento. Os novos Nokia 200 4G, 210 4G, 215 4G (2ª edição) e 235 4G (2ª edição) destacam-se por integrarem um assistente AI com direito a botão dedicado no centro do teclado.

O assistente, desenvolvido pela Sikey AI, permite fazer perguntas simples e controlar algumas funções do telemóvel por voz. Infelizmente a utilização apenas é gratuita durante os primeiros 180 dias, depois passando a exigir uma subscrição paga, que terá de ser adquirida através de um smartphone.
Os quatro modelos também incluem chamadas de vídeo através da plataforma Xpress Chat, recorrendo às câmaras integradas. Os Nokia 210 4G e 215 4G contam com um ecrã QVGA de 2,4", enquanto os Nokia 200 4G e 235 4G oferecem um painel IPS de 2,8". Os modelos 200 4G e 235 4G incluem ainda uma câmara traseira.

Todos os equipamentos utilizam o sistema operativo S30+, incluem uma bateria de 1.450 mAh e suportam Bluetooth 5.0, ficha para auscultadores de 3.5 mm, rádio FM, e carregamento por USB-C. A HMD ainda não revelou os preços nem a data de lançamento destes novos modelos.

№ 04

Carregador Powerowl com 8 pilhas recarregáveis a €23

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da Powerowl com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador Powerowl já traz 8 pilhas recarregáveis e custa apenas 23 euros.

As pilhas AA incluídas são de 2800 mAh, e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Podem apanhar um pack de mais 8 pilhas AA de 2800 mAh por 12 euros.


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№ 05

Nothing Phone (1) recebe última actualização

A Nothing anunciou o fim das actualizações para o luminoso Nothing Phone (1).

O Nothing Phone (1) chegou oficialmente ao fim do seu ciclo de suporte de software. A Nothing informou que o smartphone deixou de receber actualizações, tendo cumprindo a política de suporte prometida no seu lançamento, em Julho de 2022, com Android 12.

A empresa já começou a distribuir a última actualização para o smartphone, que deverá ficar disponível para todos os utilizadores ao longo dos próximos dias. O pacote inclui o patch de segurança Android de Julho de 2026, várias correcções de bugs, melhorias de desempenho, e uma maior estabilidade do sistema. Apesar de este ser o último update oficial, a Nothing relembra que o Phone (1) continuará a funcionar normalmente - embora, o grande problema com a falta de actualizações seja, invariavelmente, o facto de começarem a tornar-se equipamentos de risco, por não receberem actualizações de segurança.

Ainda assim, e embora várias marcas estejam a prometer suporte por períodos mais longos, a Nothing cumpriu com o que tinha prometido: o Nothing Phone (1) recebeu três novas versões do Android e quatro anos de actualizações de segurança. Agora, resta aos utilizadores assumirem os riscos adicionais, ou considerarem a troca para um modelo mais recente.

№ 06

WhatsApp iOS ganha ponto verde para indicar contactos online

Depois do Android, também o WhatsApp para iOS passa a mostrar um indicador dos contactos que estão online.

O WhatsApp começou a testar no iPhone um novo indicador visual que mostra quando um contacto está online. A funcionalidade já tinha surgido na versão beta para Android no mês passado e agora está também disponível para alguns utilizadores da versão beta do iOS.

Este sistema adiciona um pequeno ponto verde no canto inferior direito da foto do contacto, visível no ecrã "Informações do contacto". O indicador é actualizado em tempo real, desaparecendo automaticamente quando a pessoa deixa de estar online.
Para já, o ponto verde só aparece nesse ecrã de informações e não na lista de conversas, onde seria bastante mais útil para identificar quem está disponível. Ainda assim, há que lembrar que se trata de uma funcionalidade em desenvolvimento e que poderá ser expandida para outras áreas até ao seu lançamento oficial.

O WhatsApp já confirmou que este indicador segue as mesmas definições de privacidade do estado "Visto pela última vez" e "Online". Se um utilizador optar por ocultar o seu estado online, o ponto verde também não será exibido. Embora ainda não haja data prevista para o seu lançamento, o facto de já aparecer na versão Android e iOS faz suspeitar que isso possa acontecer brevemente.

№ 07

Brave melhora copy-paste forçado com context menu à força

O Brave dá mais uma ajuda para que os utilizadores não fiquem limitados pelas opções idiotas dos sites na web.

Recentemente o Brave passou a disponibilizar uma opção para forçar o copy-paste em formulários que bloqueiam a cópia de conteúdos. No entanto essa opção podia ficar, ela própria, limitada pelo facto de alguns website, contra todas as regras de bom-senso, tentarem bloquear o acesso ao menu de contecto (do botão direito do rato).

Novamente, o Brave vem dar nova ajuda. Mesmo em sites que tentam bloquear o context menu, passa a ser possível aceder ao dito menu fazendo-se SHIFT+Right Click. Ou seja, bastará manter a tecla shift pressionada ao clicar no rato, e passar a ter novamente acesso a qualquer função desse menu, incluindo a cópia forçada da área de transferência.

"But Brave, how do you force paste on a site that blocks the right-click menu too?"

Well, good news: You can now force the context menu to open on a site with Shift + Right Click! 🎉 https://t.co/7RQjZAxd6Q

— Brave (@brave) July 3, 2026

Existem muitas poucas situações em que um site tem motivos legítimos para bloquear o menu de contexto (como será o caso de jogos e outras experiências multimédia no browser). Para 99.999% dos restantes sites, é um total abuso querer limitar aquilo que os visitantes podem fazer, como impedir a selecção de texto, o copy/paste, ou o acesso ao menu de contexto do browser. Isso só leva a que os utilizadores: 1) deixem de visitar esses sites; 2) optem por browsers e/ou extensões que lhes devolvam essa capacidade.

Para quem usar o Brave, isto é algo que passa a estar disponível de origem, sem necessidade de extensões adicionais ou ter que recorrer a opções mais extremas como desactivar o javascript por completo.

№ 08

Valar Atomics mostra microreactor nuclear a funcionar

A Valar Atomics torna-se numa das primeiras startups de energia nuclear a demonstrar o seu microreactor a funcionar.

A Valar Atomics demonstrou o seu microreactor nuclear Ward 250, utilizando-o para alimentar um computador com chip Nvidia RTX Spark. Durante a apresentação, a empresa ligou o reactor a cerca de 37% da sua capacidade, produzindo electricidade suficiente para colocar o sistema em funcionamento e alimentar um servidor que alojava um website (nuclearwebsite.com) que podia ser visitado por qualquer pessoa.

A empresa aproveitou o evento para anunciar uma parceria com a Nvidia, com o objectivo de desenvolver um datacenter AI de 30 MW alimentado totalmente por energia nuclear e concebido para funcionar em circuito fechado, eliminando a necessidade de consumir água das redes locais para arrefecimento.
O Ward 250 utiliza urânio para gerar calor através de fissão nuclear, convertendo essa energia em electricidade através de um sistema de hélio pressurizado e de um gerador termoelétrico. Embora a empresa diga ser a primeira startup a produzir energia com este tipo de tecnologia, o Departamento de Energia dos EUA indica que outras empresas já alcançaram marcos semelhantes no desenvolvimento de pequenos reactores modulares (o Unity da Deployable Energy e o Mark-0 da Antares Nuclear).

O interesse por energia nuclear tem aumentado entre as grandes empresas tecnológicas devido ao rápido crescimento dos datacenters dedicados à inteligência artificial. Gigantes como Amazon, Google, Microsoft, Nvidia e Oracle estão a investir em soluções que reduzam a dependência e impacto nas redes eléctricas tradicionais, e que minimizem o consumo de água. Dito isto, para todos os alarmistas que apregoavam o caos nas redes de distribuição devido aos automóveis eléctricos - refira-se que os datacenters actualmente já consumem mais de 10x da energia gasta pelos automóveis eléctricos.

№ 09

Qual a potência de uma bomba de antimatéria?

No mundo da física, a antimatéria encontra-se no top 10 das coisas "estranhas".

A antimatéria é uma daquelas coisas que parece só ser possível nas histórias de ficção, mas que é bem real - ao ponto de até já ter sido transportada de camião.

No seguinte vídeo, sob a desculpa de descobrir qual seria a potência de uma bomba com 0.1g de anti-matéria, revisitamos todo o seu percurso, desde a sua descoberta até à sua criação, e também a complexidade de a transportar - a par de muitas curiosidades sobre esta matéria de carga contrária à matéria comum, e que tem a predisposição de se aniquilar totalmente assim que toca em alguma coisa, libertando uma espantosa quantidade de energia.



É o tipo de questão que me fez imediatamente recordar o excelente livro What if de Randall Munroe (o criador do popular XKCD), e que também aborda este tipo de questões, e muitas outras.

№ 10

Qual a potência de uma bomba de antimatéria?

No mundo da física, a antimatéria encontra-se no top 10 das coisas "estranhas".

A antimatéria é uma daquelas coisas que parece só ser possível nas histórias de ficção, mas que é bem real - ao ponto de até já ter sido transportada de camião.

No seguinte vídeo, sob a desculpa de descobrir qual seria a potência de uma bomba com 0.1g de anti-matéria, revisitamos todo o seu percurso, desde a sua descoberta até à sua criação, e também a complexidade de a transportar - a par de muitas curiosidades sobre esta matéria de carga contrária à matéria comum, e que tem a predisposição de se aniquilar totalmente assim que toca em alguma coisa, libertando uma espantosa quantidade de energia.



É o tipo de questão que me fez imediatamente recordar o excelente livro What if de Randall Munroe (o criador do popular XKCD), e que também aborda este tipo de questões, e muitas outras.

№ 11

Apple aumenta produção do iPhone "Ultra" dobrável

A Apple está confiante que o primeiro iPhone dobrável será um sucesso, aumentando a produção inicial para 10 milhões de unidades.

Segundo as mais recentes informações, a Apple está a preparar uma produção inicial bastante superior ao esperado para o seu primeiro iPhone dobrável designado como iPhone Ultra. A empresa terá encomendado aos seus fornecedores cerca de 10 milhões de unidades para 2026, acima das previsões anteriores que apontavam para uma produção inicial de 7 a 8 milhões.

O mesmo relatório indica que a Apple pretende fabricar mais 70 milhões de unidades dos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, elevando a produção total da nova geração de iPhones para cerca de 220 milhões de dispositivos ao longo de 2026. Além disso, a empresa terá pedido aos fornecedores que se preparem para responder a encomendas adicionais de até 85 milhões de unidades durante o segundo semestre do ano e que reservem componentes da actual geração para utilização na futura série iPhone 18.

Espera-se que o iPhone Ultra seja apresentado a par dos iPhone 18 Pro em Setembro (relegando o iPhone 18 normal para o início de 2027 a par do iPhone 18e) e deverá posicionar-se como o modelo mais dispendioso da Apple, com um preço inicial a rondar os 2.500 dólares, ou bastante mais, nas versões com maior capacidade de armazenamento.

№ 12

Extensão tomadas Tessan com 4 USB + 2 tomadas a €27

Uma excelente opção para quem tem que lidar com um número crescente de dispositivos USB para recarregar, é usar uma extensão de tomada com portas USB integradas, como é o caso desta Tessan com 2 tomadas mais 4 USB.

Hoje em dia temos uma grande variedade de carregadores USB, mas estas extensões de tomada com portas USB integradas acabam por ser uma solução bastante atractiva, já que permitem manter a utilidade da tomada original, mas adicionando portas USB adicionais para carregarem outros equipamentos sem necessidade de carregadores individuais.
Esta extensão de tomada Tessan com 2 tomadas mais 4 USB (2 USB-C + 2 USB-A) está disponível por 27 euros na Amazon Espanha.

As portas USB podem fornecer até 30 W (PD) no total, sendo divididos à medida que se ligam mais dispositivos. Por exemplo, se ligarmos um dispositivo na porta USB-C e outra numa porta USB-A, poderá fornecer 15W a cada um deles em simultâneo. Quanto à extensão em si, conta com um cabo de 2 metros, facilitando o processo de a colocar num ponto mais adequado em relação à tomada onde for ligada.

É uma opção bastante interessante, especialmente tendo em conta a crescente panóplia de dispositivos USB que vamos tendo, dos smartphones e tablets e coisas como smartwatches, colunas Bluetooth, escovas de dentes, máquinas de barbear, etc. E desta forma, em vez de transportamos vários carregadores, fica tudo condensado num único bloco compacto de uma extensão de tomadas.


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№ 13

McMurtry Speirling PURE custa mais de €1M

O McMurtry Speirling PURE, carro que pode literalmente circular "no tecto", vai custar mais de um milhão de euros.

A britânica McMurtry iniciou a produção do Speirling PURE, um hipercarro eléctrico de pista que promete prestações imbatíveis. Depois de vários anos de desenvolvimento, o modelo chega à produção com cerca de 95% dos componentes redesenhados face aos primeiros protótipos, tornando-se um produto final destinado a clientes.

O Speirling PURE é equipado com uma bateria de 100 kWh e dois motores elétricos traseiros que desenvolvem 1.000 cv. Este conjunto permite acelerar dos 0 aos 97 km/h em apenas 1,55 segundos e atingir uma velocidade máxima limitada a 306 km/h. O maior destaque continua a ser o sistema Downforce-on-Demand, que utiliza ventoinhas para gerar até 2.000 kg de apoio aerodinâmico mesmo com o veículo parado, proporcionando níveis de aderência excecionais em pista - incluindo a capacidade de poder colar-se ao tecto, se fosse caso disso.
Durante a fase de testes, o modelo bateu vários recordes, incluindo a subida de Goodwood, o circuito do Top Gear, e uma volta em Hockenheim mais rápida do que a do Mercedes-AMG One. Apesar das prestações extremas, a McMurtry diz que o Speirling PURE foi concebido para ser simples de operar, dispensando uma equipa técnica especializada para cada utilização em circuito.

O hipercarro também recebeu melhorias práticas, como um habitáculo mais espaçoso, melhor visibilidade, iluminação integrada e um compartimento para guardar o capacete e o sistema HANS. O preço começa nos 1.17 milhões de euros (antes de impostos), e a McMurtry confirmou ter já vendido 25 unidades, demonstrando o interesse dos coleccionadores e entusiastas mais endinheirados.

№ 14

Hyundai revela Ioniq 3 standard

Depois do modelo de lançamento na versão N Line mais desportiva, a Hyundai revela o Ioniq 3 na versão standard.

A Hyundai revelou finalmente a versão standard do novo Ioniq 3, um eléctrico compacto concebido para o uso diário e que privilegia a eficiência e a funcionalidade em vez da estética desportiva da variante N Line apresentada anteriormente. O modelo aposta num design mais discreto, com linhas aerodinâmicas, novas jantes de 16" a 18" e detalhes exteriores simplificados.
No interior, o Ioniq 3 estreia na Europa o novo sistema de infotainment Pleos Connect, baseado em Android. Dependendo da versão, os condutores terão acesso a um ecrã central de 12.9" ou 14.6", painel de instrumentos digital opcional, loja de aplicações integrada, e assistente por voz Gleo AI, capaz de controlar várias funções do veículo através de comandos em linguagem natural.
O novo eléctrico utiliza a plataforma E-GMP de 400 V, a mesma dos Kia EV3 e EV4, e será comercializado em duas versões de tracção dianteira. A versão de entrada combina uma bateria de 42.2 kWh com um motor de 144 cv, oferecendo uma autonomia até 344 km. Já a variante Long Range utiliza uma bateria de 61 kWh e um motor de 133 cv, e promete uma autonomia de até 496 km.

A produção do Hyundai Ioniq 3 decorrerá na fábrica da marca na Turquia, com as primeiras entregas previstas para o terceiro trimestre de 2026. A Hyundai ainda não revelou os preços para a Europa, mas espera-se que sejam suficientemente competitivos para reforçar os bons resultados neste segmento.

№ 15

NASA lança missão de emergência para salvar telescópio espacial Swift

A NASA está a fazer uma missão inédita, com uma nave que tem por missão empurrar o telescópio espacial Swift para uma órbita mais elevada antes que se desintegre na atmosfera.

A NASA lançou com sucesso a nave que tem por objectivo salvar o Swift, um telescópio espacial lançado em 2004 que continua a desempenhar um papel único na detecção de explosões cósmicas. Devido ao aumento do atrito na atmosfera superior da Terra, provocado pela actividade solar intensa, o Swift tem estado a perder altitude a ritmo acelerado e poderá reentrar na atmosfera até ao final deste ano se nada for feito.

A missão de resgate será realizada pela empresa Katalyst Space, que desenvolveu a nave Link em menos de um ano. O plano passa por lançar a nave, aproximá-la do Swift, agarrá-lo com braços robóticos e elevar lentamente a sua órbita durante vários meses, prolongando a vida útil do observatório por pelo menos mais cinco anos. A nave já foi lançada com sucesso e a NASA diz ter já confirmado as comunicações com a mesma.


Apesar da idade, o Swift continua a ser o único telescópio espacial capaz de localizar rapidamente explosões de raios gama e apontar os seus instrumentos para esses fenómenos em apenas alguns minutos. Ao longo de mais de duas décadas, ajudou a esclarecer a origem de elementos pesados como o ouro e a platina e participou na observação da explosão de raios gama mais energética alguma vez registada, conhecida como BOAT.

Se a operação for bem-sucedida, será a primeira vez que um telescópio espacial é resgatado e reposicionado por uma nave construída especificamente para essa missão. Além de prolongar a vida do Swift, o sucesso da operação poderá abrir caminho para futuras missões de manutenção e extensão da vida útil de satélites e observatórios em órbita.

№ 16

Bloqueio das redes sociais a menores de 16 na Austrália é um total falhanço

A proibição das redes sociais a menores de 16 anos na Austrália é um total falhanço, e a Europa quer seguir pelo mesmo caminho.

A medida que visava proibir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais na Austrália não está a ter os resultados esperados (que surpresa!). Um estudo revela que 85% dos adolescentes entre os 12 e 15 anos continuam a utilizar plataformas sociais, meses após a entrada em vigor da legislação, recorrendo a métodos simples para contornar os sistemas de verificação de idade.

Em vez de reconhecer este falhanço, a postura do Governo australiano é a de enfiar a cabeça na areia e duplicar as multas aplicadas às empresas tecnológicas que não cumpram a lei. As coimas máximas passam de 49.5 milhões para 99 milhões de dólares australianos, enquanto as autoridades pretendem reforçar os poderes do regulador e exigir mais documentação às plataformas sobre os mecanismos de verificação implementados - medidas que muitos argumentam ter o efeito totalmente oposto ao pretendido: em vez de proteger as crianças, vão exigir que os utilizadores forneçam ainda mais dados que, inevitavelmente, acabarão por ser roubados ou divulgados.
Estes resultados poderiam servir de alerta, mas o que é certo é que outros países estão a seguir pelo mesmo caminho, e a própria UE está a preparar uma medida idêntica que será apresentada ainda este ano, para uniformizar o bloqueio a nível de todos os países membros.

Ora, ninguém põe em causa que as redes sociais têm cometidos inúmeros abusos e que devem ser devidamente responsabilizadas e monitorizadas, mas fechar os olhos à realidade e ditar uma proibição que é impraticável - e que coloca em risco a privacidade de todos os utilizadores - não será certamente a melhor forma de lidar com o problema. Se as proibições funcionassem, não teríamos jovens que continuam a fumar ou a beber bebidas alcoólicas. No pior caso, vai apenas fazer com que se desloquem para plataformas mais obscuras e sem controlo nos confins da net.

№ 17

Valve disponibiliza Inkterface - ecrã E-Ink para Steam Machines

A Valve publicou as instruções para criar um painel E-Ink para a Steam Machine.

A Valve disponibilizou os ficheiros do projecto Inkterface, um painel com ecrã E Ink para a Steam Machine que os utilizadores podem construir em casa. O projecto foi publicado no GitLab e inclui tudo o que é necessário para montar o acessório, desde modelos para impressão 3D até firmware, lista de componentes, e instruções de montagem.

O Inkterface utiliza um ecrã E Ink de 5.83" e uma placa ESP32 com ligação Bluetooth. Depois de montado e configurado, o ecrã pode apresentar informações como estatísticas do sistema, imagens personalizadas, ou outros conteúdos directamente na parte frontal da Steam Machine.

Valve uploaded the full BOM list, 3D print files, and instructions for those who want to build their own E-Ink faceplate for the Steam Machine

“Inkterface” was first shown off alongside the initial Steam Hardware announcements last yearhttps://t.co/9uylbczqg2 pic.twitter.com/MirrJP34Ll

— Brad Lynch (@SadlyItsBradley) July 2, 2026
A Valve já tinha apresentado um protótipo semelhante durante o anúncio da Steam Machine, mas confirmou na altura que não pretendia comercializar o acessório. Em vez disso, optou por incentivar a comunidade a criar os seus próprios painéis frontais, aproveitando o sistema de capas magnéticas da consola.

Para já, a empresa não revelou planos para lançar uma versão oficial pré-montada do Inkterface. Assim, quem quiser utilizar este ecrã terá de imprimir as peças, adquirir os componentes, e fazer toda a montagem manualmente. Isso, e esperar que não tenha que lidar com uma Red Line of Death.

№ 18

Valve disponibiliza Inkterface - ecrã E-Ink para Steam Machines

A Valve publicou as instruções para criar um painel E-Ink para a Steam Machine.

A Valve disponibilizou os ficheiros do projecto Inkterface, um painel com ecrã E Ink para a Steam Machine que os utilizadores podem construir em casa. O projecto foi publicado no GitLab e inclui tudo o que é necessário para montar o acessório, desde modelos para impressão 3D até firmware, lista de componentes, e instruções de montagem.

O Inkterface utiliza um ecrã E Ink de 5.83" e uma placa ESP32 com ligação Bluetooth. Depois de montado e configurado, o ecrã pode apresentar informações como estatísticas do sistema, imagens personalizadas, ou outros conteúdos directamente na parte frontal da Steam Machine.

Valve uploaded the full BOM list, 3D print files, and instructions for those who want to build their own E-Ink faceplate for the Steam Machine

“Inkterface” was first shown off alongside the initial Steam Hardware announcements last yearhttps://t.co/9uylbczqg2 pic.twitter.com/MirrJP34Ll

— Brad Lynch (@SadlyItsBradley) July 2, 2026
A Valve já tinha apresentado um protótipo semelhante durante o anúncio da Steam Machine, mas confirmou na altura que não pretendia comercializar o acessório. Em vez disso, optou por incentivar a comunidade a criar os seus próprios painéis frontais, aproveitando o sistema de capas magnéticas da consola.

Para já, a empresa não revelou planos para lançar uma versão oficial pré-montada do Inkterface. Assim, quem quiser utilizar este ecrã terá de imprimir as peças, adquirir os componentes, e fazer toda a montagem manualmente. Isso, e esperar que não tenha que lidar com uma Red Line of Death.

№ 19

Project Aion da MS testou um Windows totalmente "AI"

O Project Aion da Microsoft explorou o conceito de tornar o Windows num sistema totalmente integrado com um agente AI.

Novos documentos revelaram a existência do Project Aion, um projecto interno da Microsoft que explora um sistema operativo centrado no Copilot e em experiências de AI agentic. O resultado foi um protótipo funcional capaz de correr sobre Windows 11 ou Android, recorrendo a uma interface baseada em tecnologias web e numa versão modificada do Edge.

O Aion substitui o ambiente de trabalho tradicional por uma interface com barra de tarefas, menu Iniciar e janelas flutuantes, mas em que toda a experiência se foca no Copilot. Em vez do menu Iniciar clássico, os utilizadores interagem com uma caixa de pesquisa inteligente capaz de abrir aplicações web, pesquisar ficheiros, navegar na Internet, iniciar conversas com o assistente AI, e executar tarefas através de linguagem natural.




Outra das novidades é o conceito de Spaces, que agrupa automaticamente apps, sites, e documentos relacionados, para que possam ser retomados mais tarde com um único clique. Como o sistema executa apenas aplicações web, o Copilot consegue compreender o contexto de tudo o que está aberto e executar acções em nome do utilizador, como resumir páginas, redigir emails, ou automatizar fluxos de trabalho sem sair da conversa.

Apesar de o projecto ter atingido uma fase funcional, não existe qualquer confirmação de que venha a ser lançado comercialmente. Entretanto, a Microsoft já apresentou o Project Solara, outra iniciativa focada em sistemas operativos AI, sugerindo que a empresa continua a explorar diferentes abordagens para o futuro da experiência Windows.


Importa relembrar que, aquilo que hoje tomamos como "normal", como o sistemas de janelas, menus, ponteiro do rato, são tudo coisas que tiveram que ser inventadas (há mais de meio século) e agora estamos numa fase em que se tem que fazer o mesmo para a geração AI. Se isso será feito através de ecrãs, óculos inteligentes, voz, ou qualquer outro sistema (leitura de pensamentos?), essa é a grande incógnita. Quanto a mim, acho que o resultado acabará por ser um misto de tudo isso, ajustando-se às necessidades daquilo que se quiser fazer.

№ 20

Claude Fable 5 está de volta - com boas e más notícias

A Anthropic voltou a reactivar o acesso ao Fable 5, com boas, e não tão boas, notícias.

O Fable 5 da Anthropic tem dado que falar, por ter sido um modelo AI cujo acesso foi suspenso por exigência do governo dos EUA, por ser considerado "demasiado perigoso". Agora, o modelo está de volta, mas parece que não há grandes motivos para festejar.

É certo que o Fable 5 volta a estar disponível, mas o modelo foi ajustado e está agora bastante mais limitado a nível do que pode fazer. A exigência dizia que o modelo só poderia ser disponibilizado se tivesse novos sistemas de segurança que impedissem o "jailbreak", e em resultado disso o modelo fica agora bastante mais propenso a recusar-se lidar com qualquer tipo de questão sensível, nesses casos redireccionando os pedidos para modelos AI com capacidades inferiores. O resultado, as diferenças face ao Fable 5 são do dia para a noite, para pior.
Não faltam também casos de segurança excessiva, em que até perguntas e pedidos totalmente inocentes fazem despoletar os sistemas de segurança, com o Fable 5 a recusar respostas - uma situação que a Anthropic diz estar a acompanhar e ajustar continuamente. No entanto, é desde já previsível que seja uma questão de tempo até que novos jailbreaks abram o acesso total ao Fable 5, potencialmente levando a nova exigência de suspensão do acesso - o que reacende todas as questões sobre a dependência excessiva em modelos AI norte-americanos, que podem ser desligados a qualquer momento.

Para terminar em tom positivo, a Anthropic também veio clarificar a questão do acesso a longo prazo do Fable 5. Inicialmente o modelo foi disponibilizado com a indicação de que deixaria de estar acessível a partir de 7 de Julho, mas entrentanto a Anthropic já veio dizer que o plano é passar a dar acesso continuado ao modelo aos clientes, mas que isso ficará dependente de ter capacidade computacional suficiente. Por isso, diz que o modelo voltará a ficar acessível, potencialmente de forma gradual, no futuro.

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