PlanetGeek
№ 01

Neuralink mostra conversão de pensamentos para voz

A Neuralink mostrou mais uma das possibilidades do seu interface cerebral, convertendo pensamentos em voz.

Depois de no passado ter mostrado pacientes a controlarem o rato com o cérebro, e até a jogarem jogos, a Neuralink lançou um vídeo mais emotivo em que mostra como devolveu a voz a um paciente com ALS (amyotrophic lateral sclerosis).

Em vez de usar os padrões cerebrais para controlar o ponteiro de um rato, o sistema consegue converter as palavras pensadas em voz que é replicada com base na voz original da própria pessoa.



É mais um pequeno passo no caminho para popularizar interfaces cérebro-máquina, que obviamente inicialmente se destinarão às pessoas com limitações físicas que mais necessitam deles, mas que eventualmente se poderão tornar suficientemente atractivos para serem usados por todas as pessoas que desejarem uma forma mais directa de ligação ao mundo digital.

Obviamente que com isso surgirão todo um novo número de preocupações, tanto a nível do risco de invasão da privacidade (imaginem um Facebook com acesso aos pensamentos das pessoas), como outras que tornem realidade algumas das mais alucinadas histórias de ficção científica.

№ 02

Apple limita controlos manuais aos iPhone 18 Pro

Com o iOS 27 a Apple dá mais opções de configuração nas câmaras, mas alguns dos controlos manuais são exclusivos dos novos iPhone 18 Pro.

A chegada do iOS 27 permite finalmente que os utilizadores configurem a app da câmara do sistema de modo a colocarem as opções e definições que mais utilizam de forma mais acessível - e evitando o ritual habitual de "terem que procurar" por elas. No entanto, há algumas opções que a Apple optou por apenas disponibilizar nos iPhone 18 Pro - e sem grande justificação para isso.

Quem tiver um iPhone 18 Pro tem um longo leque de opções disponíveis: flash, modo Live, formato (aspect ratio), temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, compressão (format), abertura, foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma.
[foto via ShishirShelke1 no X]


Mas quem tiver um iPhone 17 Pro fica apenas com acesso a: flash, modo Live, formato, temporizador, exposição, estilos, profundidade, modo nocturno, e compressão.

Ora, o único controlo que logicamente faria sentido não estar presente é o da abertura, já que esse é um elemento de hardware que a Apple adicionou na geração iPhone 18 Pro. Todos os outros, incluindo o foco, velocidade de exposição, equilíbrio de branco, e histograma, poderiam muito bem ser aplicados na geração iPhone 17 Pro (e anteriores).

Parece que é algo que a Apple quer restringir artificialmente como forma de incentivar os utilizadores a comprarem os novos iPhones. Em alternativa, podem sempre optar por outras apps de câmara que há muito disponibilizam todo este tipo de controlos manuais aos iPhones, como a Project Indigo.

№ 03

Fita LED Govee TV Ambilight com câmara a €53

É mais fácil que nunca recriar o efeito "ambilight", com este conjunto de fita LED RGB com câmara, capaz de ajustar as cores em função do que estiver no ecrã.

Há muito que recomendamos a utilização de uma fita LED para colocar atrás de um televisor ou monitor, para criar uma luminosidade que reduz o cansaço visual, especialmente numa sala completamente às escuras. Fitas LED RGB para TV arranjam-se por cerca de 10 euros ou pouco mais, e mais recentemente começaram a surgir conjuntos com um sensor de cor por menos de 20 euros que podem ir mudando de cor. Mas se querem a experiência ambilight completa, com cores diferentes ao longo das margens do ecrã, então será preciso um modelo mais evoluído, como este da Govee.

Esta fita LED Govee com câmara está disponível por 53 euros na Amazon Espanha - desconto de 25% aplicado automaticamente.

Em vez de um simples sensor de cor, este conjunto vem com uma câmara que se deve colocar no topo do ecrã, e que vai analisar as imagens do que quer que se estiver a ver, fazendo sincronizar as cores da fita LED apropriadamente para cada secção das margens - e não apenas uma única cor como nas propostas anteriores. É também, apesar dos projectos open-source ambilight que dependem de uma entrada HDMI, uma das poucas soluções para quem quer o efeito ambilight mesmo quando utiliza apps internas da Smart TV, como Netflix, Disney, etc. já que este sistema funciona para todo e qualquer conteúdo que aparecer no ecrã, independentemente da sua origem.


Acompanha as melhores promoções diárias no nosso grupo AadM Promos.

№ 04

Google Discover com ainda mais AI

A Google está a apostar em ainda mais resumos AI no Google Discover, reduzindo as visitas aos sites originais.

Se os resumos AI da Google já reduzem significativamente as visitas, o impacto poderá ser ainda maior nos próximos tempos. A Google está a testar uma nova funcionalidade chamada "Dive Deeper" no Google Discover, que utiliza inteligência artificial para apresentar resumos sobre os temas que aparecem no feed dos utilizadores. Em vez de abrir um artigo ou vídeo, a nova opção mostra uma visão geral gerada por AI, semelhante aos AI Overviews já disponíveis na Pesquisa Google.

O objectivo será facilitar a descoberta de informação relacionada sem obrigar os utilizadores a navegar entre vários sites, apresentando também ligações para notícias relacionadas, recações da comunidade e conteúdos adicionais para quem quiser aprofundar o tema.

Today we're experimenting with a new way to make exploring a topic and discovering related web content easier in Discover.

By tapping “Dive deeper,” you’ll see a short topic overview with prominent links to related stories, community reactions & original reporting. We’ll test… pic.twitter.com/V9cyB1Ygli

— Robby Stein (@rmstein) September 18, 2026
Nesta fase, o teste está focado principalmente em vídeos, mas a Google pretende expandir a experiência para outros tipos de conteúdos. A Google diz que esta abordagem pode tornar o Discover mais útil e eficiente para encontrar informação relevante sobre determinados assuntos.

Obviamente, mantêm-se as preocupações quanto ao impacto que isto poderá ter a nível de reduzir o número de visitas aos sites. Como os utilizadores recebem um resumo imediato, poderão obter a informação essencial sem abrir as fontes originais. Por outro lado, é certo que muitos utilizadores poderão até apreciar isso, uma vez que muitos sites se tornaram num labirinto de popups, vídeos, e publicidade excessiva, onde os conteúdos se tornam a parte menos dominante e quase inacessível se não se usar um adblocker.

№ 05

Teardown do iPhone 18 Pro revela os seus segredos

Os iPhone 18 Pro e Pro Max já foram desmontados pela equipa do iFixit, revelando todos os seus segredos internos.

O iFixit publicou a desmontagem completa do iPhone 18 Pro e do iPhone 18 Pro Max, revelando todos os detalhes sobre os novos smartphones da Apple. A análise confirma as capacidades das baterias dos modelos vendidos apenas com eSIM: 4.288 mAh no iPhone 18 Pro (praticamente inalterado face ao modelo anterior) e o salto para as 5.567 mAh no iPhone 18 Pro Max (quase mais 10%).

A desmontagem também oferece uma visão detalhada de algumas das novidades de hardware, incluindo o novo sistema de abertura variável da câmara e uma câmara de vapor de maiores dimensões para melhorar a dissipação de calor durante tarefas mais exigentes, possibilitando manter o desempenho máximo durante mais tempo sem sofrer abrandamento devido aos limites térmicos.




A Apple alterou igualmente a disposição interna dos componentes. A memória NAND passou a estar integrada dentro da motherboard de dupla camada, uma mudança que irá dificultar reparações (ou exansões não oficiais) relacionadas com o armazenamento.

Talvez mais preocupante, foi notado um possível problema de durabilidade no ecrã. Em três dos quatro iPhone 18 Pro abertos, a moldura plástica do painel partiu ou apresentou danos durante o processo de desmontagem, algo que não tinha sido observado nas gerações anteriores dos smartphones da Apple. Isto pode significar maiores dificuldades em operações rotineiras como a troca de bateria.
Temos também uma visão microscópica sobre a parte do ecrã que cobre a câmara Face ID que passou para baixo do ecrã, para quem apreciar esse tipo de detalhes. :)

№ 06

Criança gasta 118 mil dólares no YouTube

No mais recente caso de gastos acidentais, uma criança de 9 anos gastou inadvertidamente quase 120 mil dólares a promover o seu canal de YouTube.

Um pai revelou que o seu filho de 9 anos gastou cerca de 118 mil dólares em campanhas publicitárias do YouTube para promover vídeos de Minecraft e Roblox. O valor foi acumulado ao longo de três semanas e acabou por ser cobrado a um cartão de crédito empresarial que estava associado à sua conta Google.

Segundo o relato, tudo começou quando o pai criou uma pequena campanha promocional de cerca de 20 dólares para ajudar a divulgar o canal. Após observar o processo, a criança decidiu criar novas campanhas por conta própria, sem perceber que o orçamento iria além da campanha inicial. Como o cartão já estava associado à conta Google, os pagamentos continuaram a ser aprovados automaticamente sempre que eram lançadas novas promoções.
As campanhas ajudaram alguns vídeos a atingir centenas de milhares de visualizações, impulsionando significativamente a popularidade do canal. No entanto, o choque chegou quando o departamento financeiro da empresa identificou gastos de 118.479 dólares em anúncios relacionados com conteúdos de Minecraft e Roblox. O caso acabou por resultar na perda do emprego do pai, que diz ainda não saber como irá pagar o valor.




Apesar da situação, o pai diz não ter ainda pensado em criar campanhas de angariação de fundos para obter ajuda financeira, alertando que qualquer coisa desse tipo serão campanhas falsas - infelizmente algo que se tem tornado cada vez mais comum em todo o tipo de campanhas de angariação.

Seria quase justiça poética que a visibilidade do caso permitisse ao canal atingir uma popularidade que permitisse pagar a despesa, mas isso não é algo que me pareça poder ser atingido no prazo necessário para pagar a conta. Ainda assim, imagino que facilmente o valor pudesse ser atingido se efectivamente lançar uma campanha de angariação verdadeira, caso contrário... vai ser complicado.

№ 07

SpaceX lança novo vídeo sobre Starship

A SpaceX lançou novo vídeo que nos leva aos bastidores do desenvolvimento da Starship.

É inegável o trabalho que a SpaceX tem feito a nível de facilitar o acesso ao espaço, fazendo com que os ocasionais lançamentos de foguetes se tornassem rotineiros, fazendo vários por mês, e com a particularidade adicional desses mesmos foguetes regressarem ao solo para serem reutilizados - algo que ainda nenhuma outra empresa ou entidade faz à mesma escala.

O mais recente vídeo da série The Holy Grail of Rocketry acompanha o desenvolvimento da Starship, que representa o próximo grande passo evolutivo da empresa, para possibilitar o envio de ainda mais carga para o espaço a preço ainda mais reduzido que o possibilitado pelos Falcon 9. No vídeo vemos também o processo de recuperação da Staship que "pousou" no oceano, e que proporciona dados valiosos para analisar o comportamento dos elementos de protecção térmica que são fundamentais para salvaguardar a integridade da nave e de permitir a sua rápida reutilização.


Não esquecer que o objectivo final será ter uma nave que seja capaz de fazer um lançamento, regressar ao solo, reabastecer, e poder ser lançada novamente sem necessidade de operações demoradas.

É certo que ainda estamos longe desse objectivo. E antes disso ainda será necessário superar muitos passos: o próximo será ter a Starship a entrar em órbita, algo que a SpaceX espera conseguir fazer no 14º voo de testes que poderá acontecer ainda durante este mês.

№ 08

Joby demonstra voo 100% autónomo

A Joby Aviation completou um voo de mais de 5 mil km de forma totalmente autónoma, da descolagem à aterragem e parqueamento.

O termo "autopilot" está intimamente relacionado com os aviões (antes de se popularizar entre os sistemas de assistência à condução), e agora está prestes a tornar-se naquilo que realmente se desejava: de permitir voos de forma totalmente autónoma sem qualquer intervenção de um piloto humana.

A Joby Aviation completou um voo autónomo de mais de 5.000 quilómetros através dos Estados Unidos, demonstrando que as suas ambições vão muito além dos táxis aéreos elétricos. A aeronave, equipada com a tecnologia de autonomia da empresa, completou toda a operação sem qualquer intervenção humana directa nos controlos, marcando um dos voos autónomos mais longos alguma vez realizados no país.

The first autonomous flight across America, by the numbers:

✅ 3,199 miles flown
✅ 0 times the safety pilot touched the controls
✅ 2,323 miles: the farthest distance the aircraft was supervised from
✅ 100% of taxi, takeoff, cruise, and landing performed autonomously
✅ 1… https://t.co/B8QFY4CS9v pic.twitter.com/mE5QuzFUYl

— Joby Aviation (@jobyaviation) September 18, 2026



Durante a viagem, a aeronave executou autonomamente todas as fases do voo, incluindo circulação em terra, descolagem, navegação e aterragem. Embora um piloto estivesse a bordo por motivos regulamentares, o sistema operou de forma totalmente autónoma.

Para esta demonstração, a empresa utilizou um Cessna Caravan modificado, equipado com a sua plataforma de autonomia. Segundo a Joby, a tecnologia mostrou ser capaz de operar em diferentes ambientes e cenários, abrindo portas para aplicações como transporte médico, resposta a desastres naturais, logística de mercadorias, e outras. O sistema está preparado para ser facilmente adaptado a diferentes tipos de aeronaves, e poderá potenciar todo um novo sector de transporte aéreo que funcione sem pilotos.

№ 09

Navio híbrido com carga e descarga automática entra em operação na Austrália

Na Austrália, entrou em operação o MV Yampu - um cargueiro híbrido que conta com um sistema automático de carga e descarga.

O sector dos transportes marítimos deu mais um passo no aumento da eficiência e redução das emissões com a entrada em operação do MV Yampu, um navio de carga híbrido equipado com baterias e um sistema automático de carga e descarga. Construído para transportar calcário na Austrália, o cargueiro é considerado o primeiro do mundo na sua categoria a combinar propulsão híbrida com um sistema de carga e descarga totalmente automatizado.

Com 125 metros de comprimento e capacidade para transportar 11.900 toneladas, o MV Yampu efectua até 227 viagens de ida e volta por ano entre uma pedreira e uma fábrica de cimento. O navio utiliza um sistema diesel-eléctrico desenvolvido pela Wärtsilä, apoiado por uma bateria de 6.7 MWh. Esta configuração permite operar exclusivamente com energia eléctrica durante quase metade do tempo de funcionamento, reduzindo significativamente o consumo de combustível.
Comparado com o navio que substitui, o MV Yampu consome menos 500 mil litros de diesel por ano, reduzindo as emissões em cerca de 40%. Além disso, a capacidade de carga aumentou 35%. Embora ainda não seja totalmente eléctrico, a principal limitação não está na embarcação, mas sim na ausência de infraestrutura de carregamento rápido nos portos utilizados.

Outro destaque é o sistema inteligente de movimentação de carga. Um mecanismo automático distribui o calcário no porão durante o carregamento e, quando chega ao destino, uma lança de descarga integrada consegue movimentar até 1.500 toneladas por hora sem necessidade de gruas ou equipamentos portuários adicionais. Os operadores esperam que a evolução das baterias e das infraestruturas permita transformar o MV Yampu num navio 100% eléctrico até ao início da próxima década - e a Austrália está a trabalhar nisso, ainda recentemente passou a contar com mais uma mega-bateria de 400 MWh para a rede eléctrica.

№ 11

Disney+ passa a incluir publicidade nos planos pagos

Apesar de vender planos "sem publicidade", o Disney+ passa a reservar o direito de poder mostrar publicidade em todos os planos pagos.

A Disney atualizou os termos de utilização do Disney+ para referir que poderá apresentar conteúdos promocionais e publicidade em qualquer um dos planos de subscrição, incluindo aqueles que são comercializados como sendo "sem anúncios". A alteração está a gerar contestação entre os clientes, uma vez que muitos pagam um valor adicional precisamente para evitar publicidade na plataforma.

Apesar da mudança, a Disney diz que isto não significa que filmes e séries passem a incluir intervalos publicitários tradicionais. Em vez disso, os conteúdos promocionais poderão surgir antes ou depois da reprodução dos programa, e que as emissões em directo poderão apresentar publicidade convencional.
Na prática, a empresa reserva o direito de exibir publicidade independentemente do plano escolhido pelo utilizador. Algo que, no melhor caso, se referirá apenas à promoção de outros conteúdos Disney+, mas que na prática poderá ser usado para tudo.

No passado (e ainda agora) passamos pelas tentativas dos operadores de telecomunicações tentarem convencer os consumidores de que tinham planos "ilimitados" apesar de manterem limites. Agora parece que passamos para a fase em que os serviços de streaming tentam vender planos "sem publicidade" que afinal podem incluir publicidade. Depois queixam-se da existência e intromissão de "reguladores" e entidades de defesa dos consumidores...

№ 12

SpaceX desiste da Crew Dragon

A SpaceX não vai manter a cápsula Crew Dragon, forçando a NASA a optar pela cápsula Starliner da Boeing.

A NASA vai reforçar o apoio à cápsula Starliner da Boeing numa altura em que a SpaceX planeia retirar gradualmente a cápsula Crew Dragon. A decisão reduz as opções de transporte dos Estados Unidos, para assegurar uma forma fiável de transportar astronautas para a órbita baixa da Terra e para futuras estações espaciais comerciais após 2030.

A NASA deverá encomendar mais duas missões tripuladas da Starliner, além de ajudar a financiar correcções técnicas nos propulsores da nave e apoiar a sua certificação para lançamento num novo foguetão. Actualmente, a Starliner utiliza o Atlas V da United Launch Alliance, mas esse foguete também está a aproximar-se do fim da sua vida operacional. A Starliner continua marcado pelos problemas da sua primeira missão tripulada em 2024. Fugas de hélio e falhas nos propulsores obrigaram a nave a regressar à Terra sem a tripulação, deixando os astronautas da NASA Sunita Williams e Barry Wilmore por mais alguns meses na Estação Espacial Internacional até regressarem numa cápsula Crew Dragon. Apesar dos contratempos, a NASA e a Boeing continuam a trabalhar na resolução dos problemas técnicos para obter a certificação completa da nave.

Entretanto, a NASA atribuiu à SpaceX um novo contrato de 946 milhões de dólares para realizar mais três missões tripuladas à Estação Espacial Internacional, prolongando a utilização da Crew Dragon até 2030. No entanto, com a reforma da ISS prevista para o final da década e o desenvolvimento de novas estações espaciais privadas em curso, a agência espacial considera essencial ter uma segunda opção operacional. Neste momento, a Starliner continua a ser o principal candidato para assumir esse papel no futuro, não sendo ainda previsível saber quando é que uma futura versão tripulada da Starship poderá também servir de alternativa para essa função (neste momento ainda nem sequer entrou em órbita, algo que a SpaceX diz que irá tentar no próximo voo, que poderá ocorrer ainda este mÊs).

№ 13

Gmail ganha cópia rápida de códigos 2FA

Vai ser mais rápido copiar códigos 2FA enviados para o email, se usarem o Gmail para Android ou iOS.

A Google começou a disponibilizar uma nova funcionalidade no Gmail para Android e iPhone que torna a utilização de códigos de autenticação de dois factores (2FA) muito mais rápida. A app passa a apresentar um botão dedicado para copiar directamente os códigos recebidos, eliminando a necessidade de abrir cada mensagem para os copiar manualmente.

O novo atalho surge directamente na caixa de entrada sob a forma de um botão com a indicação "Copy code", acompanhado pelo respetivo código. Tal como acontece com as pré-visualizações de imagens, documentos e outros anexos, o botão aparece logo abaixo do assunto do email, permitindo aceder rapidamente à informação necessária.
Ao tocar no botão, o código é copiado para a área de transferência, ficando imediatamente disponível para ser colado na app ou serviço onde é solicitado. Os primeiros testes indicam que a funcionalidade funciona com emails de lojas online, bancos e outros serviços que utilizam autenticação de dois factores por email.

Esta nova capacidade já está a ser distribuída nas versões mais recentes do Gmail para Android e iOS, mas ainda não se encontra disponível na versão web. A funcionalidade representa uma pequena, mas útil melhoria na experiência de utilização, simplificando o processo de autenticação e reduzindo o número de passos necessários para iniciar sessão em serviços protegidos.

№ 14

Google revela que Gemini também entrou em empresas externas

Durante testes de segurança, o Gemini também conseguiu entrar em empresas reais - por engano - mas parou quando se apercebeu disso.

Numa altura em que parece ser quase um ponto de honra as empresas de AI gabarem os seus modelos por estes fazerem marotices, eis que também a Google se junta ao grupo, mas apregoando uma maior moralidade por ter parado automaticamente assim que se apercebeu do erro.

O Gemini da Google esteve envolvido em vários incidentes de acesso não autorizado a sistemas reais durante uma avaliação de cibersegurança realizada em Maio. Os casos ocorreram durante exercícios controlados de segurança, mas um erro na configuração do ambiente de teste acabou por direccionar o modelo para a empresas reais. Num dos incidentes o Gemini conseguiu acesso a um sistema protegido após ter conseguido adivinhar uma password. Noutros casos, o modelo encontrou credenciais expostas e utilizou-as para entrar nos sistemas. No entanto, ao contrário de situações semelhantes envolvendo outros modelos AI, o Gemini interrompeu as suas acções assim que determinou ter entrado num ambiente real e não num cenário de teste.

A origem do problema terá sido um erro de nomenclatura durante exercícios do tipo "capture the flag" (CTF). O nome fictício utilizado para representar uma empresa coincidiu inadvertidamente com um domínio legítimo existente na Internet. A situação foi posteriormente comunicada à Google e corrigida algumas semanas depois.

O incidente surge numa altura em que os laboratórios de inteligência artificial enfrentam um escrutínio crescente sobre o comportamento autónomo dos seus agentes. Nos últimos meses, tanto a OpenAI como a Anthropic revelaram casos em que modelos avançados executaram acções "desalinhadas", incluindo a obtenção de credenciais, acesso a sistemas externos, e outras actividades fora dos limites definidos durante os testes. Vamos ver quanto tempo demorará até que os modelos AI comecem a tentar infiltrar-se nas empresas concorrentes para tentarem sabotar os modelos AI rivais e assegurar a sua supremacia.

№ 15

iPhone 18 Pro Max tem limitador de bateria para transporte

A Apple acrescentou um limite de bateria ao iPhone 18 Pro Max, para lidar com as restrições nos transportes.

O iPhone 18 Pro Max vem equipado com a maior bateria de sempre num iPhone (passou de  5.088 mAh para 5.567 mAh na versão eSIM), levando a Apple a criar uma curiosa opção. Como o dispositivo ultrapassa os 20 Wh de capacidade numa única célula, a Apple teve de implementar medidas para cumprir os requisitos internacionais de transporte.

Para resolver a situação, a empresa desenvolveu um sistema "Prepare to Ship" que limita temporariamente a capacidade da bateria durante o período de transporte entre a produção do equipamento e a sua entrega ao cliente. Assim que o iPhone é activado, esse limite é desactivado, passando a disponibilizar a capacidade total da bateria para utilização normal.

Esta capacidade pode no entanto ser reactivada manualmente através da opção "Prepare to Ship" (Definições > Geral > Transferir ou Repor iPhone), destinada a situações em que o iPhone 18 Pro Max precisa de ser enviado para reparação ou em caso de revenda. Esta opção reduz automaticamente a carga da bateria para um nível inferior ao limite exigido e impede que volte a ultrapassá-lo durante o transporte.

Este sistema poderá muito bem ser replicado pelos fabricantes chineses, que até agora têm optado por lançar baterias de grande capacidade na China mas versões de menor capacidade para o mercado europeu. Usando sistema idêntico, poderão fazer chegar à Europa as mesmas baterias que já usam no mercado doméstico.

№ 16

Figure mostra novo teste de tarefas domésticas dos seu robots

A Figure mostrou como o seu robot humanóide foi capaz de arrumar casas que que nunca tinha estado.

A Figure tem mostrado os seus robots a fazer tarefas domésticas, como tirar a louça da máquina e arrumar uma sala de estar, e agora fez nova demonstração,

Desta vez o objectivo foi demonstrar como o seu modelo AI Helix é capaz de lidar com este tipo de ambientes, sendo que desta vez os fez arrumar 30 casas em que nunca tinham estado. Isto incluia coisas como arrumar obectos espalhados pela sala, fazer camas, dobrar toalhas, etc.

The holy grail for robotics is being able to generalize: doing work in unseen places

We rented 30 homes in the Bay Area and are doing tasks without any new training pic.twitter.com/l0vekD79N8

— Brett Adcock (@adcock_brett) September 17, 2026

Watch 4 straight hours of Helix 2.5 at work in 30 homes, with no additional training. pic.twitter.com/0bwzIwmGHz

— Figure (@Figure_robot) September 18, 2026
É significativo que os robots tenham conseguido fazer estas tarefas genéricas em ambientes reais desconhecidos; mas por outro lado há que referir que taxa de sucesso das tarefas foi de apenas 50%. Os robots ainda falham muitas vezes, em coisas aparentemente tão simples como pegar num objecto.

Ainda assim, relembre-se que há apenas alguns anos estavamos com modelos AI do nível de um GPT-1 e GPT-2, e agora temos modelos AI imensamente superiores. Aplicando-se o mesmo ritmo de evolução, não irá demorar muito para que esta taxa de sucesso passe para níveis que tornem viável a sua operação comercial, e eventualmente tornarem-se nos mordomos domésticos com que se vai sonhando desde o século passado - assumindo que fica salvaguardada a hipótese de se revoltarem contra os seus donos.

№ 17

Windows 11 vai ter mudança automática para modo escuro

Uma década após o lançamento do Dark Mode no Windows, a MS prepara finalmente a mudança automática entre modo claro e escuro.

Será um pouco ridículo que tenha demorado tanto tempo, mas a Microsoft está finalmente a preparar uma funcionalidade que tem estado em falta deste que lançou o modo escuro no Windows 10 em 2016: a mudança automática entre os modos claro e escuro. Isto com base em informação descoberta nas versões de testes Windows Insider. Quando se concretizar, poderá eliminar a necessidade de recorrer a utilitários extra para automatizar esta tarefa.

Actualmente, quem pretende alternar automaticamente entre os temas tem que recorrer a ferramentas o utilitário Light Switch incluído no PowerToys. Ainda assim, isto é o tipo de coisa básica que deveria estar integrada directamente no sistema operativo.

"Schedule auto mode"
"Mode only changes when PC is idle"
"This prevents the mode from changing while you're working or in meetings"
"Turn on location services to automatically schedule dark mode. When location services are turned off, dark mode is active from [START] to [END]."

— phantomofearth 🌳 (@phantomofearth) September 8, 2026
As referências encontradas no código revelam que a Microsoft está a trabalhar numa opção chamada "Schedule auto mode". A funcionalidade deverá permitir alternar entre os modos claro e escuro de acordo com horários definidos pelo utilizador, ou com base nas horas do nascer e do pôr do sol na localização do utilizador.

Um detalhe interessante é que a mudança de tema poderá ocorrer apenas quando o computador estiver inactivo, para evitar alterações visuais bruscas durante sessões de trabalho, apresentações, ou reuniões. A Microsoft ainda não confirmou quando a funcionalidade ficará disponível, pelo que, até lá, há que continuar a recorrer ao PowerToys.

№ 18

Painel E-Ink a 60fps

Um painel E-Ink a funcionar a 60fps transforma a experiência de visualização neste tipo de ecrãs.

Tradicionalmente, estamos habituados a que os ecrãs E-Ink sejam usados apenas para conteúdos estáticos, como páginas de livros ou informação que sofre poucas actualizações, e com um processo de apagar-redesenhar relativamente lento. Mas afinal, não tem que ser assim.

Um projecto mostra que se pode usar os "lentos" painéis E-Ink de forma bem mais rápida. Neste caso, trata-se de um painel E Ink ED113TC1 de 11.3" (formato panorâmico) e 2400x1034 pixeis, que graças ao controlo directo via uma FPGA, pode funcionar a 60 fps.

turns out 60hz hi-dpi eink screens feel pretty magical pic.twitter.com/weErv1VmcO

— harley turan (@hturan) September 6, 2026

and here’s @mxsage’s lovely “36 points” running on this 60hz eink panel with the @Modostech glider driver board https://t.co/REzCjX2mbH pic.twitter.com/WkZDgSgn6D

— harley turan (@hturan) September 8, 2026

here’s a gameplay example of @dukope’s wonderful return of the obra dinn. clear ghosting here with high-contrast linework, but it has a real chalkboard feel. pic.twitter.com/9HLtCXMkja

— harley turan (@hturan) September 6, 2026
Isto abre todo um novo mundo de possibilidades, permitindo usar estes ecrãs para conteúdos rápidos, tal como um ecrã LCD ou OLED, embora possa continuar sujeito a alguns artefactos de "ghosting".

No entanto, há que ter em conta que estes painéis têm um limite no número de ciclos que podem apresentar (normalmente, cerca de 5 milhões). Normalmente, para o seu uso típico de apresentar conteúdos estáticos, isso não é um problema; mas se estivermos a falar de manter um uso constante de 60 fps, há que ter isso em consideração: pois significa que o painel se poderá gastar em apenas 2 meses de uso contínuo (24h por dia). Claro que, se apenas se usar este modo algumas horas por dia, ou por semana, a sua longevidade prolongar-se-á proporcionalmente. E mesmo que se esteja a falar de trocar de ecrã ao fim de um ano ou dois, estamos a falar de um ecrã que custa cerca de 30 euros, não sendo algo proibitivo. Por outro lado, o controlador utilizado custa perto de €200, tornando-se no maior entrave a quem se quiser aventurar nestas andanças.


Quem quiser aprofundar mais detalhadamente este assunto, pode espreitar o seguinte vídeo que serviu de inspiração a este projecto.



№ 19

Meta prepara "loja de serviços" para agentes AI

A Meta quer tentar tornar-se na nova "app store" para agentes AI, começando pelo seu Muse.

A acompanhar a popularidade do seu novo agente AI Muse, a Meta vai-se preparando para um eventual futuro "pós-apps", em que se passa das apps tradicionais para experiências centradas em agentes de inteligência artificial. Em vez dos utilizadores escolherem manualmente apps e serviços, as pessoas interagirão apenas com os agentes AI, e serão os agentes AI a escolher os melhores serviços para cada tarefa.

Nesse sentido, a Meta abre as portas a uma loja centralizada que disponibilizará todo o tipo de serviços para o Muse, esperando que, tal como as app stores se tornaram uma das principais portas de entrada para software móvel, estes "serviços" para agentes AI poderão funcionar como uma nova camada de distribuição digital.

Opening access for developers to build Muse connectors. You bring the API -- Muse brings the agent, the browser, and the context of what the person actually wants. People reach your service just by asking for it, and their agent takes it from there.

New connectors are live… pic.twitter.com/EfXqF0xf0u

— Mark Zuckerberg (@finkd) September 18, 2026
A estratégia também poderá reforçar o poder das grandes plataformas. Ao controlar este ecossistema, empresas como a Meta poderão obter dados sobre os serviços mais utilizados, e aquilo que os utilizadores estão dispostos a pagar. Permite-lhe também criar serviços concorrentes aos serviços mais populares, ou comprar aqueles que estiverem em rápida ascensão - como aliás já fez no passado (levando à compra de plataformas como o Instagram e o WhatsApp).

O que é certo é que se vive num momento curioso, em que a importância das APIs poderá superar a das apps. Depois da era em que todas as empresas e serviços acharam ser imprescindível ter a sua própria app (muitas vezes resultando em apps de qualidade duvidosa ou com funcionamento não muito apreciado pelos utilizadores), podemos entrar numa era em que o uso de muitas apps se tornará obsoleto, ficando as coisas a cargo de um agente AI que interage directamente com as APIs dos serviços.

№ 20

Meta prepara "loja de serviços" para agentes AI

A Meta quer tentar tornar-se na nova "app store" para agentes AI, começando pelo seu Muse.

A acompanhar a popularidade do seu novo agente AI Muse, a Meta vai-se preparando para um eventual futuro "pós-apps", em que se passa das apps tradicionais para experiências centradas em agentes de inteligência artificial. Em vez dos utilizadores escolherem manualmente apps e serviços, as pessoas interagirão apenas com os agentes AI, e serão os agentes AI a escolher os melhores serviços para cada tarefa.

Nesse sentido, a Meta abre as portas a uma loja centralizada que disponibilizará todo o tipo de serviços para o Muse, esperando que, tal como as app stores se tornaram uma das principais portas de entrada para software móvel, estes "serviços" para agentes AI poderão funcionar como uma nova camada de distribuição digital.

Opening access for developers to build Muse connectors. You bring the API -- Muse brings the agent, the browser, and the context of what the person actually wants. People reach your service just by asking for it, and their agent takes it from there.

New connectors are live… pic.twitter.com/EfXqF0xf0u

— Mark Zuckerberg (@finkd) September 18, 2026
A estratégia também poderá reforçar o poder das grandes plataformas. Ao controlar este ecossistema, empresas como a Meta poderão obter dados sobre os serviços mais utilizados, e aquilo que os utilizadores estão dispostos a pagar. Permite-lhe também criar serviços concorrentes aos serviços mais populares, ou comprar aqueles que estiverem em rápida ascensão - como aliás já fez no passado (levando à compra de plataformas como o Instagram e o WhatsApp).

O que é certo é que se vive num momento curioso, em que a importância das APIs poderá superar a das apps. Depois da era em que todas as empresas e serviços acharam ser imprescindível ter a sua própria app (muitas vezes resultando em apps de qualidade duvidosa ou com funcionamento não muito apreciado pelos utilizadores), podemos entrar numa era em que o uso de muitas apps se tornará obsoleto, ficando as coisas a cargo de um agente AI que interage directamente com as APIs dos serviços.

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