PlanetGeek
№ 01

Xiaomi 17T chega à China com bateria maior

Mantendo a diferenciação dos últimos anos, o Xiaomi 17T na China recebe uma bateria maior que a do resto do mundo.

Depois da estreia nos mercados internacionais no mês passado, a série Xiaomi 17T chegou agora à China com uma melhoria no modelo base. O Xiaomi 17T passa a contar com uma bateria de 7.000mAh, a mesma utilizada no Xiaomi 17T Pro, representando um aumento de 500mAh face à versão global. O carregamento rápido mantém-se nos 67W.

Fora esta alteração e da disponibilidade de uma versão com 16GB de RAM no Xiaomi 17T Pro, as especificações permanecem praticamente inalteradas. O Xiaomi 17T inclui um ecrã AMOLED de 6.59" com resolução FHD+ e taxa de actualização de 120Hz, além do processador MediaTek Dimensity 8500 Ultra, acompanhado por 12GB de RAM e até 512GB de armazenamento.
No departamento fotográfico, o modelo base aposta num sensor principal de 50MP, uma câmara periscópica de 50MP com zoom óptico de 5x e uma ultra grande angular de 12MP. Já o Xiaomi 17T Pro oferece um ecrã AMOLED maior, com 6.83" e 144Hz, além do processador Dimensity 9500, até 16GB de RAM, e um sensor principal de maiores dimensões, capaz de gravar vídeo em resolução 8K.

Os preços na China começam nos 2.999 yuan (cerca de 385 euros) para o Xiaomi 17T na versão com 12GB de RAM e 256GB de armazenamento, enquanto a variante de 512GB custa 3.499 yuan (cerca de 450 euros). O Xiaomi 17T Pro arranca nos 3.999 yuan (aproximadamente 513 euros) e pode chegar aos 4.799 yuan (cerca de 616 euros) na configuração mais avançada com 16GB de RAM e 512GB de armazenamento. Por cá as coisas são bem diferentes, com o Xiaomi 17T Pro a ter preço a começar nos 999 euros.

№ 02

Apple WWDC 2026 começa hoje

Tem hoje início o WWDC 2026 da Apple, que deverá revelar a nova geração da Siri com capacidades AI modernas.

A Apple realiza hoje a sessão de abertura da WWDC 2026, o seu evento anual dedicado a programadores. A keynote arranca às 18h00 em Portugal Continental e deverá ser conduzida pelo CEO Tim Cook, numa apresentação que poderá marcar uma das suas últimas participações neste papel antes da transição de liderança para John Ternus, actual vice-presidente sénior de engenharia de hardware.

Durante o evento, a empresa deverá revelar as próximas gerações dos seus sistemas operativos, incluindo o iOS 27, iPadOS 27, macOS 27, tvOS 27, watchOS 27 e visionOS 27. Como habitual, a keynote servirá para apresentar as principais novidades de software que chegarão aos dispositivos da marca nos próximos meses.

A transmissão em directo será feita a partir do Apple Park, em Cupertino, na Califórnia, e poderá ser acompanhada através dos canais oficiais da Apple, incluindo no YouTube - já abaixo.


A WWDC 2026 decorre até 12 de Junho e inclui várias actividades direccionadas para a comunidade de programadores. Entre elas estão sessões técnicas, laboratórios em grupo, encontros individuais com especialistas da Apple, e fóruns dedicados ao desenvolvimento de apps para o ecossistema da empresa.

№ 03

One UI 9 vai monitorizar estilo de condução do utilizador

Com o One UI 9, a Samsung quer recolher dados sobre a forma como os utilizadores conduzem os seus automóveis.

A Samsung está a testar uma nova funcionalidade chamada Driving Insights no One UI 9, disponível actualmente na versão beta para a série Galaxy S26. A ferramenta utiliza inteligência artificial para analisar os hábitos de condução dos utilizadores, prometendo fornecer relatórios com sugestões para uma condução mais segura e eficiente.

A funcionalidade recorre aos sensores do smartphone para monitorizar vários parâmetros, incluindo velocidade média, velocidade máxima, padrões de aceleração e travagem, bem como movimentos bruscos do volante. Com base nesses dados, o sistema gera resumos diários ou semanais que ajudam a identificar comportamentos ao volante e possíveis áreas de melhoria.
Além da componente informativa, a Samsung destaca que este tipo de análise poderá ser útil para programas de seguros automóveis, que oferecem descontos a condutores que tenham estilos de condução mais seguros. A ferramenta também poderá ser utilizada por pais para acompanhar a condução dos filhos, ou por proprietários que pretendam monitorizar a utilização dos seus veículos. O Driving Insights inclui ainda funcionalidades de geolocalização, permitindo criar zonas de segurança e receber alertas caso o veículo saia da área definida. A ferramenta pode ser activada automaticamente quando o smartphone se liga ao sistema multimédia do automóvel através de Bluetooth ou Android Auto.

Obviamente, a grande questão que se levanta é a da privacidade, já que estes dados poderão ser facilmente abusados ou usados contra o próprio condutor. Por outro lado, os próprios veículos também já guardam registos do mesmo tipo de dados, que podem ser analisados em caso de acidente para ajudar a analisar o que aconteceu; pelo que, aqui, podemos considerar que estamos apenas perante um desejo dos fabricantes de smartphones acumularem (ainda mais) dados sobre os seus utilizadores. Note-se que, muita destas informação já está a ser recolhida neste momento, sob a forma dos dados recolhidos para o tracking de actividade, e que o acesso a este tipo de sensores nem sequer está sujeito a pedidos de permissão, podendo ser feito por qualquer app, e até sites (ainda recentemente falamos de todo o tipo de informação que está livremente disponível para as apps).

№ 04

TinyRetroPad recria Notepad do Windows em apenas 2.8 KB

O Notepad do Windows XP foi recriado em assembler pelo TinyRetroPad, ocupando apenas 2.8KB.

Quando se leva a eficiência ao limite, é possível criar programas funcionais com tamanhos ultra-reduzidos. Foi precisamente isso que fez Dave W. Plummer, antigo engenheiro da Microsoft e uma das figuras mais conhecidas da história do Windows, com o TinyRetroPad, uma recriação do clássico Notepad do Windows XP escrita inteiramente em assembler x86. O programa impressiona pelo seu tamanho reduzido: apenas 2.794 bytes, ou cerca de 2.8 KB - bastante menos que o tamanho ocupado pelo pelo icon de uma app moderna.

Segundo Plummer, o TinyRetroPad oferece praticamente as mesmas funcionalidades da versão do Notepad incluída no Windows XP, mas ocupa uma fracção do espaço. O projecto foi disponibilizado no GitHub sob licença Apache 2.0, incluindo o código-fonte e uma versão executável para quem quiser experimentar a aplicação.

I managed to get RetroPad, my full-feature-parity version of Notepad from XP, down to 2686 bytes of tight x86 assembly.

I checked in the exe to make life simpler, so you don't need masm on hand!

Episode coming shortly... follow so you don't miss it!

Code:… pic.twitter.com/l1LudreFQr

— Dave W Plummer (@davepl1968) June 4, 2026

I added all of the Notepad keyboard shortcuts to TinyRetroPad, which "ballooned" it out to 2794 bytes!

If you can spot anything where I don't have full feature parity with XP Notepad, please let me know... or just fix it!

I also recently added optional line numbers and Dark… pic.twitter.com/2R3OJFhEfr

— Dave W Plummer (@davepl1968) June 6, 2026
O programador não se ficou pela recriação original e já adicionou algumas funcionalidades extra, incluindo numeração de linhas, modo escuro, e suporte para atalhos de teclado. Mesmo com estas melhorias, a aplicação continua a manter uma dimensão extremamente reduzida.

O lançamento do RetroPad surge numa altura em que o crescimento do software é frequentemente apontado como exemplo de "bloatware", ou seja, o aumento contínuo da complexidade e do tamanho das aplicações, que muitas vezes acabam por ficar com pior desempenho. Enquanto o Notepad original do Windows XP ocupava cerca de 65 KB, a versão actual do Notepad no Windows 11 utiliza vários componentes modernos e pode ultrapassar facilmente vários megabytes de espaço em disco. O projecto de Plummer demonstra que não é obrigatório que se siga esse caminho, e que até seria recomendável que certos programas ficassem parados no tempo, se fazem aquilo que deviam fazer sem necessidade de acrescentar coisas "só porque sim".

№ 05

X-59 da NASA ultrapassa a velocidade do som pela primeira vez

O avião experimental X-59 da NASA ultrapassou a velocidade do som pela primeira vez.

A NASA alcançou um marco importante no desenvolvimento do X-59, o seu avião experimental concebido para voos supersónicos silenciosos. A aeronave ultrapassou pela primeira vez a velocidade do som durante um voo de testes realizado a 5 de Junho na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

Pilotado por Jim "Clue" Less, o X-59 atingiu uma velocidade aproximada de Mach 1.1, equivalente a cerca de 1.148 km/h, e voou a uma altitude de mais de 13 mil metros. O teste durou 81 minutos e teve como principal objectivo avaliar o comportamento da aeronave tanto em velocidades subsónicas como supersónicas.



Ao contrário dos aviões supersónicos tradicionais, o X-59 foi desenvolvido para reduzir drasticamente o impacto sonoro provocado pela quebra da barreira do som. Em vez do característico estrondo sónico, a NASA pretende que a aeronave produza apenas um som discreto, com volume idêntico ao do bater de uma porta de um automóvel. Esta tecnologia poderá abrir caminho ao regresso dos voos comerciais supersónicos sobre zonas terrestres, actualmente limitados em muitos países devido ao ruído. Neste voo isso não foi possível de ser analisado, devido ao estrondo sónico tradicional do avião que o seguia para a captação das imagens, que "abafou" o ruído reduzido do X-59..

A próxima etapa do programa prevê voos a Mach 1.4, cerca de 1.490 km/h, e a altitudes superiores a 16 mil metros. No futuro, o X-59 sobrevoará várias comunidades nos Estados Unidos para recolher dados sobre a percepção pública do seu perfil sonoro. Essas informações serão utilizadas para ajudar os reguladores aeronáuticos a definir normas que poderão permitir uma nova geração de aviões comerciais supersónicos mais silenciosos e eficientes.

№ 06

X-59 da NASA ultrapassa a velocidade do som pela primeira vez

O avião experimental X-59 da NASA ultrapassou a velocidade do som pela primeira vez.

A NASA alcançou um marco importante no desenvolvimento do X-59, o seu avião experimental concebido para voos supersónicos silenciosos. A aeronave ultrapassou pela primeira vez a velocidade do som durante um voo de testes realizado a 5 de Junho na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

Pilotado por Jim "Clue" Less, o X-59 atingiu uma velocidade aproximada de Mach 1.1, equivalente a cerca de 1.148 km/h, e voou a uma altitude de mais de 13 mil metros. O teste durou 81 minutos e teve como principal objectivo avaliar o comportamento da aeronave tanto em velocidades subsónicas como supersónicas.



Ao contrário dos aviões supersónicos tradicionais, o X-59 foi desenvolvido para reduzir drasticamente o impacto sonoro provocado pela quebra da barreira do som. Em vez do característico estrondo sónico, a NASA pretende que a aeronave produza apenas um som discreto, com volume idêntico ao do bater de uma porta de um automóvel. Esta tecnologia poderá abrir caminho ao regresso dos voos comerciais supersónicos sobre zonas terrestres, actualmente limitados em muitos países devido ao ruído. Neste voo isso não foi possível de ser analisado, devido ao estrondo sónico tradicional do avião que o seguia para a captação das imagens, que "abafou" o ruído reduzido do X-59..

A próxima etapa do programa prevê voos a Mach 1.4, cerca de 1.490 km/h, e a altitudes superiores a 16 mil metros. No futuro, o X-59 sobrevoará várias comunidades nos Estados Unidos para recolher dados sobre a percepção pública do seu perfil sonoro. Essas informações serão utilizadas para ajudar os reguladores aeronáuticos a definir normas que poderão permitir uma nova geração de aviões comerciais supersónicos mais silenciosos e eficientes.

№ 07

Demonstração do Tesla Roadster adiada (novamente) para Agosto

A apresentação das capacidades do Tesla Roadster voltam a ser empurradas para mais tarde.

A saga do novo Tesla Roadster dura quase há tanto tempo quanto a promessa do FSD, e agora terá sido adiada mais uma vez a apresentação pública que tem sido prometida há quase uma década, com a demonstração a estar agora prevista para "Agosto ou mais tarde". O super desportivo eléctrico foi originalmente revelado como protótipo em 2017 e continua sem uma data concreta para chegar à produção, acumulando sucessivos atrasos ao longo dos últimos anos.

Segundo as informações, o evento deverá decorrer no Texas e terá como principal destaque o sistema de propulsores a gás desenvolvido em colaboração com a SpaceX. Esta tecnologia poderá proporcionar níveis de aceleração que superam o que é possível fazer unicamente com os pneus e, segundo declarações anteriores de Elon Musk, até permitir que o veículo se eleve momentaneamente do solo.
Será preciso recordar que o Roadster foi inicialmente apresentado com a previsão de lançamento para 2020(!), mas o calendário tem sido sucessivamente revisto. Ao longo dos anos, Musk anunciou várias datas para demonstrações e início de produção, que acabaram por nunca se concretizar. Ainda este ano, prometeu a demonstração para 1 de Abril, algo que também não foi cumprido, sendo adiado para o "mais tarde" que se continua a aguardar. Actualmente, a Tesla aponta para uma eventual produção apenas em 2027 ou 2028.

Há também que relembrar que há clientes que efectuaram reservas há quase uma década, pagando valores entre 50 mil e 250 mil dólares nas versões especiais. Enquanto isso, temos marcas que nem sequer fabricavam automóveis na altura, e que desde então já lançaram, não um, mas vários modelos de super-carros com 1000 cv, como a Xiaomi com o SU7 Ultra e YU7 GT. Sendo que, pelo preço de um Tesla Roadster inexistente, se podiam comprar estes dois modelos já existentes, e ainda ficar com troco para comprar vários Tesla. Outra opção: se tivessem comprado 250 mil dólares em acções da Tesla em 2017, nesta altura valeriam algo como 5 milhões de dólares.

№ 08

Meta deixa ver emails e telefones de qualquer pessoa

A Meta está envolta em nova polémica, com o processo de recuperação de contas a expor dados privados como endereços de email e telefones de qualquer utilizador.

É incrível ver uma empresa como a Meta, uma empresa tecnológica que está há décadas no mercado - e que ainda por cima já passou por inúmeros casos polémicos referentes aos dados dos utilizadores - continuar a cometer falhas flagrantes de principiante. Desta vez, temos algo que tem estado disponível há meses: o processo de recuperação de contas permite que qualquer pessoa, sabendo o nome de utilizador de alguém, possa ver também os endereços de email e números de telefone associados a essa mesma conta.

Isto permite que qualquer curioso possa espreitar os emails e telefones de vedetas que estejam nas suas plataformas, como o Facebook e Instagram, como futebolistas, actores, e qualquer outra pessoa - assim como o do próprio Mark Zuckerberg, cujo número de telefone já anda a ser partilhado nas redes.

‼️🚨 Yet another Meta fuck-up: its account recovery function allows unauthenticated access to full account PII, including emails and phone numbers, from just a username. We verified the claim and found social media and wine-app accounts belonging to several public figures. We'll… pic.twitter.com/qhKmbTr4WW

— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) June 6, 2026
Estes dados também permitem pesquisar por contas "secretas" destas pessoas, já tendo sido descobertas várias contas de TikTok associadas aos emails destas vedetas, provavelmente as suas contas pessoais destinadas a serem partilhadas apenas com os grupos de amigos mais próximos, ou para serem usados de forma mais discreta sem a visibilidade que acompanha as suas contas principais.

É de imaginar que, por esta altura, todos estes dados já tenham sido apanhados por ferramentas de captura de dados, podendo ajudar a explicar caso comecem a receber mais spam e SMS indesejados nos próximos tempos.

№ 09

Volkswagen bloqueia APIs dos automóveis

A Volkswagen bloqueou o acesso de terceiros às suas APIs, limitando severamente as funcionalidades possíveis nos seus automóveis eléctricos.

A Volkswagen está a remover o acesso de aplicações e plataformas de terceiros às APIs utilizadas por vários dos seus automóveis eléctricos, uma decisão que irá afectar diversas funcionalidades avançadas de gestão energética e automação utilizadas pelos proprietários destes veículos.

Até agora, estas interfaces permitiam integrar os veículos em sistemas domésticos inteligentes através de ferramentas open-source e serviços externos. Entre as funcionalidades disponíveis encontravam-se o carregamento automático para aproveitar excedentes de energia solar, a gestão inteligente da carga da bateria, o pré-condicionamento automático do veículo e, em alguns casos, a integração com sistemas de energia domésticos para optimizar o consumo eléctrico - por exemplo, carregar apenas com o nível de carga necessário para a condução no dia seguinte.
Com a desactivação do acesso às APIs, muitas destas soluções deixam de funcionar. Utilizadores e programadores referem que as plataformas dependiam dos dados em tempo real fornecidos pelos veículos para automatizar estes processos e criar integrações que não eram disponibilizadas oficialmente pela própria Volkswagen.

Embora a fabricante não tenha detalhado publicamente os motivos da alteração, a medida está a gerar fortes críticas entre os proprietários e comunidades de desenvolvimento. Alguns utilizadores receiam que a estratégia tenha como objectivo concentrar os serviços no ecossistema oficial da marca, reduzindo a compatibilidade com soluções externas - algo que se torna ainda mais criticável quando a marca nem sequer disponibiliza funcionalidades idênticas que pudessem servir de alternativa ao que já se podia fazer. Esperemos não ter que chegar ao ponto de ser necessária mais legislação europeia para obrigar as marcas a ceder acesso aos dados dos veículos, por culpa dos fabricantes não o fazerem de forma voluntária.

№ 10

Siri com IA poderá ter lista de espera

O acesso às funcionalidades AI da nova geração da Siri poderá ser feito de forma faseada com inscrição numa lista de espera.

A Apple deverá apresentar oficialmente a nova geração da Siri durante a WWDC 2027, que arranca a 8 de Junho, e os rumores indicam que a aguardada actualização baseada em inteligência artificial poderá não ficar imediatamente disponível para todos os utilizadores. Segundo as informações mais recentes, o acesso inicial à nova Siri poderá ser feito através de inscrição numa lista de espera.

De acordo com os relatos, a nova versão do assistente será disponibilizada em formato beta. Os utilizadores interessados em experimentar as novas funcionalidades terão de solicitar acesso e aguardar a sua vez. Ainda não é claro se esta limitação será aplicada apenas durante o período de testes do iOS 27 ou se continuará em vigor após o lançamento oficial do sistema em Setembro. Algo que faria relembrar outras "novidades" da Apple, que foram apresentados no lançamento de novos iPhones mas que depois só chegaram muitos meses mais tarde.

A Siri renovada deverá oferecer uma experiência muito mais próxima de chatbots como o Gemini e ChatGPT, permitindo conversas mais naturais, respostas mais completas e uma melhor compreensão do contexto. A integração deverá abranger todo o ecossistema Apple, incluindo iPhone, iPad, Mac e outros dispositivos da marca. O histórico das conversas será sincronizado através do iCloud, permitindo continuar a conversação entre diferentes equipamentos. Os utilizadores terão também opções para definir quando o histórico deverá ser eliminado, podendo escolher períodos como 30 dias, um ano, ou nunca apagar os registos automaticamente.

A grande questão será saber se tudo isto será disponibilizado gratuitamente, que tipo de limites serão aplicados, ou se a Apple aproveitará isto para "incentivar" os utilizadores a subscreverem uma nova mensalidade. Saberemos mais já ao longo desta semana.

№ 11

Smart TVs Samsung e LG usadas como "botnet"

Uma investigação revela como Smart TVs da Samsung e LG estão a ser usadas como uma "botnet" para recolha de dados online.

Se acharem suspeito que a vossa Smart TV esteja a consumir gigabytes de dados por mês sem justificação, eis que isso fica explicado. Uma investigação revela preocupações sobre a utilização de Smart TVs Samsung e LG como pontos de saída para redes de proxy utilizadas em operações de recolha automatizada de dados na Internet. Segundo os investigadores, a tecnologia em causa está integrada em centenas de apps para os sistemas Tizen e webOS através de um kit de desenvolvimento fornecido pela empresa Bright Data.

O sistema permite que dispositivos domésticos reencaminhem tráfego de terceiros através da ligação à Internet dos utilizadores. Esta abordagem é particularmente valiosa para empresas de recolha de dados online, uma vez que os endereços IP residenciais são menos propensos a ser bloqueados por websites do que os IP utilizados em centros de dados. Os investigadores identificaram várias fragilidades na implementação da tecnologia, incluindo a ausência de mecanismos de autenticação e validação dos dispositivos participantes. O relatório refere ainda que, em determinados cenários, o tráfego associado ao sistema poderá contornar ligações VPN configuradas pelos utilizadores, levantando questões adicionais sobre privacidade e segurança.

Embora a participação nestas redes esteja teoricamente prevista nos termos de utilização das apps, muitos utilizadores não foram devidamente informados sobre o alcance da funcionalidade. Além do consumo de largura de banda, a utilização do endereço IP doméstico por terceiros poderá afectar a reputação da ligação junto de alguns serviços online e levar a bloqueios ou restrições devido a este tipo de uso, que ocorre de forma totalmente "invisível" para os utilizadores.

№ 12

Wyze recolhe câmaras solares devido a risco de incêndio

Uma confusão com parafusos está a levar à recolha de câmaras solares da Wyze devido a risco de explosão e incêndio.

A Wyze anunciou a recolha voluntária de mais de 320 mil câmaras de segurança Solar Cam Pan após identificar um potencial risco de incêndio e explosão relacionado com a bateria. O problema está associado às instruções de instalação fornecidas com o produto, que podem levar alguns utilizadores a usar os parafusos errados e a perfurar acidentalmente a bateria da câmara durante a montagem.

Segundo a empresa, a utilização de um parafuso inadequado pode perfurar a bateria da câmara. Quando isso acontece, existe o risco de sobreaquecimento rápido, podendo provocar incêndios, explosões ou queimaduras. As autoridades norte-americanas receberam 13 relatos de sobreaquecimento, incluindo seis incidentes envolvendo fogo ou explosões e vários casos de ferimentos ligeiros.
A recolha abrange as câmaras Solar Cam Pan adquiridas até 3 de Abril de 2026. Os equipamentos afectados possuem o número de modelo WYZESCPWH e foram comercializados através de lojas físicas e plataformas online. A empresa recomenda que os utilizadores interrompam imediatamente a utilização do dispositivo caso tenham utilizado o parafuso incorrecto durante a instalação. Para os consumidores afectados, a Wyze disponibiliza várias soluções, incluindo a substituição gratuita da câmara por um novo modelo, o reembolso integral do valor pago ou um cartão de oferta com o montante correspondente à compra.

Nos casos em que os clientes tenham usado os parafusos correctos, a câmara poderá continuar a ser usada sem qualquer problema.

№ 13

Chrome bate recorde de velocidade

A Google diz que o Chrome está mais rápido do que nunca, batendo recordes num MacBook Pro M5.

A Google anunciou novas melhorias de desempenho para o Chrome e revela que o browser está agora mais rápido do que nunca. Os ganhos foram confirmados através de testes como o Speedometer 3.1 e Jetstream 3.

De acordo com os resultados divulgados, o Chrome registou uma melhoria de cerca de 5% no teste Speedometer 3.1 e de 10% no Jetstream 3 em comparação com os resultados obtidos no ano passado. Os testes foram realizados num MacBook Pro equipado com o novo processador Apple M5 e a versão mais recente do macOS. A Google atribui estes avanços a diversas optimizações efectuadas no motor Chromium e no processamento de JavaScript. Entre as melhorias destacam-se algoritmos mais eficientes para executar operações repetitivas durante o carregamento das páginas, permitindo uma navegação mais fluida e tempos de resposta mais rápidos.
A empresa também fez optimizações no WebAssembly, tecnologia utilizada para executar tarefas mais exigentes dentro do browser. Estas alterações contribuem para um carregamento mais rápido das páginas, melhor desempenho geral e uma experiência de navegação mais eficiente para os utilizadores do Chrome.

Outro ponto positivo é que as melhorias feitas no Chromium significam que algumas destas vantagens também serão sentidas em todos os outros browsers que usam este motor, que vão desde o Edge ao Brave, e outros.

№ 14

Google Photos prepara copy de fotos mais fácil

O Google Photos está a preparar um sistema mais fácil para a cópia de imagens para outras apps.

A Google está a preparar uma prática melhoria para o Google Photos, que irá tornar mais rápido e intuitivo o processo de copiar imagens para a área de transferência. A alteração foi descoberta numa versão recente da app e poderá simplificar a utilização de fotografias noutras aplicações.

Actualmente, quem pretende copiar uma imagem no Google Photos precisa de abrir o menu de partilha e seleccionar a opção "copy" disponível na folha de partilha do sistema. Embora o processo funcione, exige passos adicionais - e pouco claros - para uma tarefa que normalmente os utilizadores estão habituados a fazer com um simples clique.
No novo sistema, passa-se a ter um botão dedicado "Copy photo" acessível directamente durante a visualização das fotografias. Com apenas um toque, a imagem será copiada para a área de transferência, permitindo colá-la rapidamente noutras aplicações compatíveis. Além disso, será também possível fazer a cópia através de um toque prolongado sobre a fotografia. Actualmente, este gesto é utilizado para criar autocolantes, mas poderá passar a incluir uma opção adicional para copiar imagens; o que se tornaria na opção mais "lógica" para manter a tradição da cópia directa de imagens.

As funcionalidades ainda não estão disponíveis ao público, mas resta aguardar que rapidamente sejam oficializadas e disponibilizadas ao público em geral nas próximas semanas.

№ 15

NAS Raspberry Pi 5 para 4 discos e 2.5 Gbps

Usando um Raspberry Pi 5, podemos criar o nosso mini NAS para melhor gestão dos conteúdos digitais em casa.

Numa altura em que os discos e SSDs têm sofrido com o agravemento dos preços, faz mais sentido que nunca reaproveitar os discos que se podem ter acumulado em casa ao longo das últimas décadas.

Este Raspberry Pi Storage Server (NAS) é um projecto faça-você-mesmo que recorre a um Raspberry Pi 5 como elemento central para criar um NAS que suporta até 4 discos / SSD SATA. A acompanhar temos um Radxa Penta SATA HAT, que possibilita ligar quatro discos directamente na placa, e ainda mais um disco externa via eSATA - o que se pode revelar útil para certos casos.
Temos depois algumas recomendações interessantes, como usar o Raspberry Pi OS Lite para evitar desperdício de recursos, em conjunto com o OpenMediaVault; assim como o uso de um adaptador USB para Ethernet 2.5 Gbps, proporcionando mais do dobro do desempenho que seria possível usando-se a porta Ethernet de 1 Gbps do Raspberry Pi.

O único senão é que, com o aumento de preço dos Raspberry Pi, e o Radxa Penta SATA HAT a custar perto de 100 euros, este mini NAS arrisca-se a não ter um preço tão "mini" quanto se desejaria. Ainda assim, para quem já tiver um RPI 5 sem saber em que o usar, e discos para reaproveitar, não deixar de ser uma hipótese a ter em conta.

№ 16

Loupe revela tudo o que os iPhones dizem sobre o utilizador

O Loupe "o que as apps vêem" é uma app que chama a atenção para as questões de privacidade no iOS, mostrando tudo o que os iPhones revelam às apps.

A Apple criou a imagem de que o iOS é um sistema seguro e que valoriza a privacidade dos utilizadores. Para muitas coisas, isso é verdade, ficando a cargo do utilizador decidir se dá permissões às apps para aceder a coisas como a câmara, microfone, fotos, contactos, localização, etc. No entanto, o sistema continua a dar acesso a muitas outras coisas, que ficam disponíveis a qualquer app que se instale, sem qualquer tipo de consentimento ou permissão. É precisamente isso que a app Loupe pode revelar.

A app Loupe "o que as apps vêem" - que é open-source e tem o código fonte disponível - quer sensibilizar os utilizadores para esta questão, revelando toda uma série de elementos que podem ser usados para obter e inferir dados dos utilizadores.
Os dados aparentemente "inocentes" vão de coisas como a última data de reset do iPhone, alterações às definições de regionalização, teclados e linguagens instalados, apps instaladas, etc. Tudo coisas que podem ser usados para individualizar e identificar secretamente os utilizadores - apesar das promessas da Apple de que os "identificadores" são privados e podem ser controlados pelos utilizadores. Limpar ou alterar o "ID para publicidade" em nada afecta estes elementos, que continuam a poder ser usados para identificar cada dispositivo.
As apps podem até ir mais longe. Por exemplo, a Apple, de origem, sugere nomes dos dispositivos como sendo "Os AirPods do Carlos", e a lista de nomes dos dispositivos Bluetooth também está acessível a todas as apps, o que lhes permite inferir o nome do utilizador mesmo que este não quisesse ceder essa informação.

Infelizmente, isto é apenas o reflexo daquilo a que se chegou hoje em dia. Há décadas atrás, estava implícito que se confiava totalmente e plenamente em qualquer software que se instalasse num computador. Hoje em dia, estamos no ponto oposto em que temos que tratar toda e cada app com o máximo de suspeição e aplicar toda uma série de restrições e permissões.

№ 17

Nissan LEAF de 3ª geração por €29.990

A Nissan abriu as pré-vendas da terceira geração do LEAF em Portugal, com preços a partir de 29.990 euros (mais IVA) e uma oferta de lançamento que inclui três anos de manutenção gratuita.

O novo LEAF chega com duas opções de bateria, de 52 kWh e 75 kWh, e uma autonomia máxima de 622 km. O carregamento rápido permite recuperar até 417 km em apenas 30 minutos, com uma potência de carregamento até 150 kW. As pré-reservas podem ser feitas online em leaf.nissan.pt ou na rede de concessionários, mediante o pagamento de um sinal de 300 euros.

A nível mecânico, esta geração estreia um sistema de propulsão elétrico 3 em 1 que integra o motor, o inversor e o redutor numa única unidade, com ganhos em peso, eficiência e dinâmica de condução. O equipamento inclui ainda sistemas avançados de assistência ao condutor, como o Cruise Control Inteligente e a assistência à manutenção na faixa de rodagem.
O modelo tem acumulado reconhecimento internacional desde a sua apresentação: foi Vencedor Absoluto 2026 e conquistou o prémio de Melhor Compacto do Mundo nos Women’s Worldwide Car of the Year, tendo ainda ficado entre os três finalistas do World Car of the Year.

[Pela Estrada Fora]
№ 18

Geely E5 e Starray EM-i em Portugal

O Geely E5 e Starray EM-i ficam disponíveis em Portugal com preço a começar nos 29.600 euros (+IVA).

A Geely estreia-se em Portugal com dois SUV eletrificados: o Starray EM-i, híbrido plug-in com autonomia combinada até 1055 km, e o E5, totalmente elétrico com até 430 km de autonomia, com preço a partir de 29.600 euros. Ambos obtiveram cinco estrelas nos testes Euro NCAP.

O Geely Starray EM-i é um SUV Super Hybrid Plug-in (PHEV) concebido para quem quer autonomia alargada sem depender exclusivamente da rede de carregamento. O sistema propulsor foi optimizado para consumos reduzidos, anunciando apenas 1,4 L/100 km, com uma autonomia máxima combinada WLTP de 1055 km. O modelo está disponível na versão PRO a partir de 29.600 euros mais IVA, excluindo despesas de legalização e transporte.
O Geely E5 é um SUV compacto 100% eléctrico assente na nova arquitectura GEA da marca. O motor entrega 160 kW (218 cv) com tração dianteira, abastecido por uma bateria LFP de 60,22 kWh que garante até 430 km de autonomia WLTP. O interior foi pensado para o uso diário, com sistema de infoentretenimento ligado e materiais de qualidade. O preço de entrada na versão PRO é de 31.200 euros mais IVA.

A comercialização em Portugal é assegurada pelo Grupo Salvador Caetano, que prevê abrir espaços de atendimento em vários pontos do país em breve. A Geely Auto Group, com sede em Hangzhou, registou em 2025 vendas globais de mais de três milhões de unidades, das quais perto de 1,7 milhões foram veículos de novas energias, um crescimento homólogo de 90 por cento.


[Pela Estrada Fora]
№ 19

Dashlane revela como atacantes conseguiram cofres de palavras-passe encriptados

Atacantes conseguiram descarregar os cofres (encriptados) contendo todas as passwords de alguns utilizadores do Dashlane.

A Dashlane divulgou novos detalhes sobre uma campanha de ataque que permitiu a cibercriminosos descarregar cópias encriptadas dos cofres de palavras-passe de alguns utilizadores. Segundo a empresa, menos de 20 contas pessoais foram afectadas antes de os sistemas de segurança conseguirem bloquear a operação.

Os atacantes exploraram o processo utilizado para adicionar novos dispositivos às contas Dashlane. Através de pedidos automatizados enviados para um grande número de utilizadores, tentaram adivinhar os códigos temporários de seis dígitos enviados por email durante o registo de novos equipamentos. Em vez de se concentrarem numa única conta, distribuíram as tentativas por milhares de utilizadores, contornando os sistemas de detecção de ataques e aumentando as probabilidades de sucesso.
Quando um código correcto era descoberto, os atacantes conseguiam associar um novo dispositivo à conta e descarregar uma cópia do cofre de palavras-passe. No entanto, os dados permaneciam protegidos por uma palavra-passe principal e continuavam totalmente encriptados. A Dashlane utiliza o algoritmo Argon2 para dificultar ataques de força bruta, tornando extremamente complexa a tarefa de tentar decifrar os cofres obtidos.

A empresa já contactou os utilizadores afectados e garante que quem não recebeu qualquer notificação não foi atingido pelo incidente. Apesar disso, a Dashlane recomenda aos utilizadores afectados que alterem imediatamente a palavra-passe principal e as credenciais armazenadas no cofre como medida de precaução adicional. O caso recorda o incidente que afectou a LastPass em 2022, mas a Dashlane refere que todos os dados dos seus cofres permanecem encriptados e serão praticamente impossíveis de recuperar pelos atacantes.

№ 20

Brave lança Brave Origin - browser pago e minimalista

O Brave passa a ter disponível a variante Brave Origin, uma versão paga do popular browser, sem AI, criptomoedas, ou funcionalidades extra.

A Brave Software anunciou o lançamento do Brave Origin, uma nova versão paga do seu browser que aposta numa experiência mais simples e focada na privacidade. O objectivo é oferecer uma alternativa livre de funcionalidades adicionais como inteligência artificial, criptomoedas, recompensas, promoções, e outros serviços integrados que foram sendo adicionados ao longo dos anos.

Segundo a empresa, o Brave Origin remove componentes como Brave Rewards, Brave Wallet, Brave Leo AI, Brave News, Brave Talk, imagens patrocinadas, e outras funcionalidades relacionadas com monetização. Apesar disso, mantém o Brave Shields, o sistema de protecção contra publicidade, trackers, e outras ameaças à privacidade, que se tornaram no elemento de destaque do browser.

Today we launched the community-requested Brave Origin: an optional, paid version of our browser that offers Brave's leading privacy protections and ad blocker without its extra features.

Origin is live now on desktop and Android, and coming soon to iOS: https://t.co/bMnPcRUzgN pic.twitter.com/5dOkoy9235

— Brave (@brave) June 4, 2026
O Brave Origin está disponível como aplicação independente ou como actualização para utilizadores do Brave tradicional. A licença tem um custo único de 59,99 dólares e pode ser utilizada em até 10 dispositivos. Curiosamente, a versão para Linux é disponibilizada gratuitamente pela empresa.

O lançamento gerou alguma polémica entre os utilizadores. Alguns criticam a decisão de cobrar por uma experiência que, na prática, consiste em remover funcionalidades consideradas desnecessárias. Outros argumentam que muitas destas opções já podem ser desactivadas manualmente na versão gratuita. Ainda assim, a Brave justifica que o Origin surgiu a pedido da própria comunidade, por parte daqueles que querem apoiar o projecto e preferem não ter que lidar com a desactivação manual das funcionalidades referidas.

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