PlanetGeek
№ 01

Google prepara fim do ChromeOS para 2034

A Google já está a planear a transição do ChromeOS para o Aluminium OS, esperando retirar o ChromeOS em 2034.

A Google está a preparar a transição para o sucessor do ChromeOS, revelado por documentos judiciais. Apesar de já ter confirmado a chegada de um novo sistema que combinará o Chrome OS com o Android destinado a portáteis e desktops, agora ficamos com uma melhor ideia das datas em que isso será feito.

Os documentos indicam que o novo sistema, conhecida internamente como Aluminium OS, deverá chegar a "pareceiros de confiança" para testes ainda durante 2026. No entanto, o lançamento completo no mercado só deverá acontecer em 2028, altura em que os sectores empresarial e educativo terão acesso às novas máquinas.
Os advogados da Google confirmaram também que o ChromeOS será eliminado até 2034. E, a má notícia é a de que a Google não tem planos para fazer quaisquer planos de actualização das máquinas ChromeOS para o futuro Aluminium OS, dizendo que o seu hardware económico não deverá ser adequado para correr o futuro sistema.

Esta data não será surpresa, uma vez que a Google tinha dado a garantia de suporte de 10 anos para o ChromOS, o que significa que teria que o suportar pelo menos até 2033, fazendo com o que fim agendado para 2034 encaixe perfeitamente no calendário. Dito isto, a transição não será abrupta. Se a Google lançar efectivamente o Aluminium OS em 2028, o mercado terá mais de meia década para adoptar o novo sistema e ir desfasando os Chromebooks. Resta saber é se até lá a MS conseguirá corrigir tudo o que tem para corrigir com o Windows, de modo a não incentivar milhões de utilizadores a aventurarem-se no sistema da Google por descontentamento com o Windows.

№ 02

Nvidia RTX 5070 Ti furada bate recorde em benchmark

Num caso insólito, uma Nvidia RTX 5070 Ti com um furo foi recuperada e ascendeu ao topo das tabelas de benchmarks.

Uma Nvidia RTX 5070 Ti gravemente danificada está a dar origem a uma curiosa história de reparação de GPUs mais bizarras dos últimos tempos.

A placa chegou o ano passado a uma oficina no Brasil com um buraco no PCB que destruiu parte dos VRMs. Mas em vez de a dar como perdida, o YouTuber Paulo Gomes e a sua equipa avançaram com uma solução pouco convencional: reaproveitar os VRMs de outra placa gráfica. Ao ligar a placa base secundária à RTX 5070 Ti através de cabos, conseguiram contornar a secção de energia em falta e fazer com que o GPU da Nvidia voltasse a funcionar.


O projecto não se ficou por aí. Após várias semanas de ajustes, mais cabos e soldaduras, e vigilância constante de temperaturas e tensões, a placa híbrida ganhou estabilidade suficiente para enfrentar cargas mais pesadas e testes exigentes - que agora demonstraram o seu valor: contra todas as expectativas, esta RTX 5070 Ti furada acabou por bater um recorde mundial de 11.550 pontos no benchmark Unigine Superposition 8K Optimized, o que faz dela a RTX 5070 Ti mais poderosa do mundo - pelo menos neste benchmark.

Ainda assim, tendo em conta que as RTX 5070 Ti estão com preços na casa dos 1000-1200 euros, não é nada aconselhável fazer-lhes um furo para tentarem bater recordes com ela! :)

№ 03

Xiaomi Smart Band 9 Active a €20

A Xiaomi Smart Band 9 Active é uma das propostas mais económicas para quem desejar fazer tracking da sua actividade diárias.

A Xiaomi Smart Band 9 Active vem com um ecrã AMOLED de 1.47", com formato que fica entre o formato estreito dos "Smart Band" e o formato rectangular dos smartwatches. Além das capacidades de tracking da actividade física ao longo do dia e dezenas de desportos específicos, conta também com monitorização da frequência cardíaca e SpO2 durante todo o dia, contribuindo para a potencial detecção de situações anómalas. A autonomia continua a ser um dos pontos fortes, com até 18 dias de uso típico, contando também com resistência à água até 5 ATM e disponibilizando uma grande variedade de mostradores para que cada utilizador possa escolher aquele que prefere para cada momento.

De momento, podemos apanhar a Xiaomi Smart Band 9 Active por 20 euros na Amazon Espanha.

Pode ser utilizada tanto em smartphones Android como iPhones, incluindo compatibilidade com o Strava, para além de outras apps. Também pode fazer a monitorização do sono. E tendo em conta o seu preço extremamente acessível, torna-se numa excelente proposta para quem desejar começar a criar um registo da sua actividade física ao longo do tempo, e que - directamente ou indirectamente - poderá servir como incentivo para adoptar um estilo de vida mais saudável.


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№ 04

Apple Home "antigo" encerra a 10 de Fevereiro

A Apple está a dar um último aviso a quem se mantém no Apple Home antigo, de que deverá transitar para a nova arquitectura até 10 de Fevereiro (2026).

A Apple deixou um aviso final aos utilizadores da app Home, pedindo que façam a actualização para a nova arquitetura do Apple Home até 10 de Fevereiro de 2026. Este sistema foi apresentado em 2022 e promete maior fiabilidade e eficiência face à versão anterior.

Em termos práticos, a maior diferença é que este sistema deixa de suportar o uso de iPads como hub central do sistema, passando a exigir uma Apple TV recente, ou um HomePod ou HomePod mini.

Quem não fizer a actualização arrisca-se a enfrentar problemas sérios, como acessórios e automações a deixarem de funcionar correctamente ou a perda total do acesso aos seus dispositivos inteligentes através da app. Além disso, os utilizadores que não actualizarem perdem também as novas funcionalidades, como o suporte para aspiradores robot, e deixam de receber correcções de segurança e outras melhorias. O processo de actualização é simples e pode ser feito directamente na app Home no iPhone, iPad ou Mac. Quando iniciada, a actualização aplica-se automaticamente a todas as casas associadas à conta do utilizador. Se surgir a indicação de que tudo está actualizado, não é necessário fazer mais nada.

A nova versão do Apple Home exige também versões mínimas mais recentes dos sistemas operativos. É necessário ter, pelo menos, iOS 16.2, iPadOS 16.2, macOS 13.1, tvOS 16.2 ou watchOS 9.2 para garantir compatibilidade e evitar problemas após a data limite.

№ 05

Firefox ganha opção para desactivar AI

O Firefox vai disponibilizar opções que permitem desactivar as funcionalidades AI do browser.

Em sentido oposto ao de algumas empresas que vão forçando capacidades AI - nem sempre desejadas - aos utilizadores, a Mozilla vai lançar novos controlos no Firefox que permitem desactivar funcionalidades AI. A ideia é deixar que sejam os utilizadores a escolher como querem utilizar o seu browser, com ou sem capacidades AI.

Entre as opções que poderão ser desligadas estão: as traduções automáticas, a geração de texto alternativo em PDFs, o agrupamento inteligente de separadores, as pré-visualizações de links, e o chatbot AI na barra lateral. Este chatbot suporta vários serviços, incluindo o ChatGPT, o Microsoft Copilot, o Google Gemini, Claude e Le Chat Mistral.

As funcionalidades podem ser desactivadas individualmente ou em conjunto. Existe também um interruptor geral chamado "Block AI Enhancements" que, de forma centralizada e simples, desliga todas as funcionalidades AI, actuais e futuras, incluindo avisos ou sugestões para usar estas ferramentas.

Estes novos controlos vão chegar com o Firefox 148, cujo lançamento está agendado para 24 de Fevereiro.

№ 06

PowerToys prepara barra de menu no topo para o Windows 11

A equipa do PowerToys está a preparar uma barra de menu no topo do Windows para acesso a funções rápidas.

Se, de um lado, temos uma Microsoft que nos trouxe um Windows 11 que nem permite reposicionar a barra do Start (algo que era possível fazer-se nos Windows do passado), por outro lado há quem pareça querer dar essa versatilidade aos utilizadores, mesmo que através de utilitários adicionais.

Desenvolvido pela equipa do PowerToys, este "Command Palette Dock" materializa-se como uma barra de menu no topo do ecrã do Windows 11, dando acesso rápido a ferramentas, informação do sistema e atalhos - de forma idêntica ao que existe no macOS e distros Linux. Esta barra foi pensada para ser altamente configurável. Pode ser colocada em qualquer lado do ecrã e dividida em três áreas - início, centro e fim - onde é possível fixar extensões, widgets e controlos rápidos.
A personalização também é um ponto-chave. Será possível alterar o fundo, o tema e o estilo visual, bem como reorganizar livremente os elementos da barra. A ideia é oferecer uma solução leve e flexível, adaptável a diferentes tipos de utilização, em vez de mais um elemento fixo no ambiente de trabalho.

Esta barra de menu vem complementar o Command Palette, lançado no ano passado, que funciona de forma semelhante ao Spotlight do macOS com um popup que dá acesso rápido ao que se quer fazer (com atalho de teclas WIN+ALT+Espaço).

Por agora, a Microsoft está a recolher opiniões sobre as verssões de teste do repositório PowerToys no GitHub, mas tendo em conta o descontentamento com a falta de personalização da barra do Windows 11, não há grandes motivos para que este Command Palette Dock não seja promovido a funcionalidade oficial dos PowerToys, que há muito é de instalação "obrigatória" em todos os Windows.

№ 07

Ring expande procura de cães perdidos nos EUA

A Amazon permite que qualquer pessoa nos EUA possa usar o "Search Party for Dogs" da Ring para procurar cães perdidos.

A Amazon passou a disponibilizar a funcionalidade "Search Party for Dogs" da Ring a todos os utilizadores nos Estados Unidos, mesmo sem equipamentos Ring. Até agora, só quem tinha câmaras ou campainhas da marca podia usar o sistema para procurar um cão desaparecido.

A funcionalidade aproveita a vasta rede de câmaras e campainhas da Ring espalhadas pelos bairros. O sistema analisa gravações de segurança à procura de cães que correspondam à descrição de um animal dado como desaparecido. Quando encontra uma possível correspondência, o dono da câmara recebe um alerta. Esse utilizador pode então rever o vídeo e compará-lo com a imagem do cão perdido. Caso confirme que se trata do mesmo animal, pode partilhar a informação com o dono, ajudando a identificar a zona onde o cão foi visto.



Embora a funcionalidade em si, seja "positiva" - como poderá atestar qualquer pessoa que já tenha passado pela experiência traumática de perder um animal de estimação - não há como evitar não ficar preocupado com o que estes sistemas podem potenciar no futuro, se os virmos como forma de "habituar" as pessoas para esta realidade.

Aceitando-se que se possam usar todas as câmaras disponíveis para procurar animais, não será difícil daqui por algum tempo expandir a capacidade para que também possa ser usada para encontrar crianças perdidas. E, se serve para encontrar crianças, também não será difícil expandir para que possa encontrar potenciais criminosos com base em reconhecimento facial de listas de rostos fornecidos pelas autoridades. E, se temos as câmaras a analisar todos os rostos, são mais dados que podem ser usados para saber onde esteve cada pessoa a qualquer momento. E de notar que isto não é apenas algo teórico, com a Ring a já ter passado por críticas no passado por fornecer gravações às autoridades de forma facilitada.

№ 08

Carregador BONAI com 8 pilhas recarregáveis a €17

Para evitar a troca infindável das pilhas, nada como usar pilhas recarregáveis e este pack da BONAI com carregador e 8 pilhas é uma excelente forma de começar.

Vivemos num mundo "mobile" em que assumimos que as coisas funcionam sem necessidade de estarem agarradas a cabos de alimentação, e isso faz com que exista uma dependência crítica em baterias e pilhas. No caso das pilhas, que continuam a ser comuns em coisas como controlos remotos, gamepads, teclados wireless e muitas outras coisas, uma das melhores opções é trocar as pilhas convencionais por pilhas recarregáveis reutilizáveis, e o investimento não é assim tão avultado quanto se possa pensar.
Este carregador BONAI já traz 8 pilhas recarregáveis (4x AA de 2800 mAh + 4x AAA de 1100 mAh) e custa apenas 17 euros.

Quem quiser mais pilhas, pode também optar pelo pack de 24 pilhas recarregáveis AA 2800 mAh adicionais.

As pilhas incluídas são de 2800 mAh no caso das AA, e de 1100 mAh no caso das AAA; e este carregador tem a vantagem de usar uma comum ficha USB e permitir carregar pilhas individualmente (alguns só permitem carregar pares). Tenho um carregador há vários anos e tem funcionado sem chatices, o que me tem permitido evitar gastar pilhas descartáveis, e recomendo. :)


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№ 09

Intel exige velocidade mínima para GPUs integrados Arc B370 e Arc B390

A Intel vai exigir uma velocidade de RAM mínima para que os CPUs Panther Lake apresentem os GPUs integrados devidamente classificados.

A Intel vai impor um requisito de memória para os seus próximos processadores Panther Lake, com o objectivo de garantir que as novas gráficas integradas oferecem o desempenho prometido.

Segundo um conhecido leaker, os sistemas Panther Lake terão de usar memória LPDDR5X a 7.467 MT/s ou superior para que os GPUs integrados Arc B370 e Arc B390 sejam correctamente apresentados. Caso seja utilizada memória mais lenta, o Windows Task Manager passa a mostrar apenas um GPU "Intel Graphics genérico", mesmo que o hardware gráfico seja exactamente o mesmo.
Esta regra afeta processadores como o Core Ultra X9 388H e vários modelos Core Ultra X7 com Arc B390, bem como o Core Ultra 5 338H com Arc B370. A decisão não é apenas uma questão de marketing. As gráficas integradas dependem fortemente da largura de banda da memória, e o uso de RAM mais lenta tem um impacto direto no desempenho gráfico.

Com os preços da memória em alta, a Intel quer evitar que os fabricantes cortem custos, usando memória RAM mais lenta, que teria como consequência directa penalizar o principal trunfo do Panther Lake: a melhoria no GPU integrado.

№ 10

Switch supera DS e torna-se na consola mais vendida da Nintendo

A Nintendo Switch conquistou o título de consola mais popular da Nintendo, superando a DS.

A Nintendo confirmou que a Switch é agora a consola mais vendida de sempre da empresa. No seu mais recente relatório financeiro, a Nintendo revela que a Nintendo Switch atingiu 155.37 milhões de unidades vendidas até 31 de Dezembro de 2025, ultrapassando a Nintendo DS, que terminou o seu ciclo de vida com 154.02 milhões de unidades.

Este marco já era esperado. Em Novembro, a Nintendo indicou que as vendas da Switch e da DS estavam praticamente empatadas, e o período de Natal acabou por fazer a diferença - mesmo com a empresa a concentrar o desenvolvimento principal na Nintendo Switch 2. Ainda assim, a Nintendo diz que continuará a vender a Switch original enquanto houver procura.
Apesar do recorde interno, o grande objectivo continua a ser outro. A consola mais vendida de todos os tempos permanece a PlayStation 2, da Sony, com mais de 160 milhões de unidades vendidas. Apesar de estar ao alcance da Switch, esse objectivo complica-se devido ao facto da maioria dos fãs optar pela mais recente Switch 2, que tem conquistado cada vez mais clientes. As vendas da mais recente geração subiram para 7 milhões de unidades no último trimestre de 2025, elevando o total para 17.37 milhões de unidades vendidas desde o lançamento em Junho de 2025, superando já as vendas totais da Wii U.

Até ao final do ano saberemos se a Nintendo superará a Sony e conseguirá colocar a Switch no topo da tabela das consolas mais vendidas.

№ 11

SpaceX compra xAI (e X)

Elon Musk avançou com a fusão da SpaceX com a xAI, solução que resolve - por agora - o problema de dinheiro da sua empresa AI.

Tal como já tinha sido avançado, Elon Musk confirmou uma das maiores mudanças no seu império empresarial ao fundir a SpaceX com a xAI, que também detém a X. A operação junta foguetes, inteligência artificial, internet por satélite, e também a plataforma social X numa única empresa, descrita por Musk como um "motor de inovação totalmente integrado".

Segundo Musk, a decisão está ligada às limitações da infraestrutura de AI na Terra. Os actuais data centers exigem enormes quantidades de energia e arrefecimento, e a procura global por electricidade para AI poderá tornar-se insustentável. Como tal, na visão de Musk, a única solução a longo prazo passa por levar o processamento AI para o espaço, onde há energia e escala praticamente ilimitadas - avançando com a ideia de criar 1 milhão de data centers AI no espaço.

SpaceX has acquired xAI, forming one of the most ambitious, vertically integrated innovation engines on (and off) Earth → https://t.co/3ODfcYnqfg pic.twitter.com/el40rCUBGe

— SpaceX (@SpaceX) February 2, 2026
A SpaceX acredita ter uma vantagem clara nesta estratégia. A empresa já opera milhares de satélites, tem vasta experiência na gestão de grandes constelações e beneficia de custos de lançamento reduzidos graças a foguetões reutilizáveis como o Falcon 9 e o futuro Starship. Este último deverá ser essencial para lançar grandes quantidades de satélites a um ritmo elevado, tornando a computação espacial financeiramente viável. Ainda assim, o plano levanta várias preocupações. Especialistas alertam para o risco de congestionamento orbital, colisões e lixo espacial de longa duração. Há também dúvidas sobre a real competitividade dos centros de dados em órbita face às soluções em terra. Mesmo assim, Musk avança com a visão de que a AI no espaço poderá financiar bases na Lua, uma presença humana em Marte e, a longo prazo, a expansão da humanidade para além da Terra.

O negócio tem também um forte impacto financeiro. O grupo resultante da fusão SpaceX–xAI está avaliado em cerca de 1.25 biliões de dólares ("triliões" norte-americanos), e a SpaceX continua a planear uma entrada em bolsa ainda este ano. Para os críticos de Musk, isto nao passa de uma nova manobra para disfarçar o colapso financeiro das suas empresas, tendo recentemente injectado $2B da Tesla na xAI, e com esta fusão penalizando os investidores da SpaceX (que vêm 20% da empresa ser "oferecido" à xAI) numa manobra que beneficia principalmente o próprio Elon Musk.

Como curiosidade: isto faz também com que Musk esteja a comprar o Twitter/X pela terceira vez. A primeira quando o comprou directamente; a segunda vez quando comprou o X passando-o para a xAI; e agora novamente, com a SpaceX a comprar a xAI!

№ 12

Nvidia mantém-se fiel à Shield TV

Demonstrando que nem todos os produtos precisam de actualizações anuais, a Nvidia reafirma o seu compromisso em manter a Shield TV - que ainda recebe actualizações passados 10 anos.

Em contraste com um mundo em que muitos equipamentos são abandonados unicamente devido ao fim das actualizações de software, a Nvidia garante que não vai abandonar a Shield TV. Mais de dez anos após o lançamento, a empresa assegura que as actualizações de software vão continuar e que ainda não existem planos concretos para lançar uma sucessora.

A Shield TV chegou ao mercado em 2015 e tem-se mantido praticamente inalterada - com excepção de algumas alterações de hardware forçadas por haver chips que deixaram de estar disponíveis. Apesar de já ter passado alguns anos sem actualizações, estas acabam por chegar, com a versão mais recente lançada em Novembro. Segundo a Nvidia, o projecto começou como algo interno, já que os seus engenheiros queriam um media streamer potente e de alta qualidade fora do ecossistema Apple. O CEO Jensen Huang acabou por impulsionar a ideia de a vender ao público, com a promessa de suporte a longo prazo.
Essa filosofia ajuda a explicar porque até os primeiros modelos da Shield continuam a ser suportados. A Nvidia diz ainda que a procura se mantém estável, com novos utilizadores a comprar a Shield TV todas as semanas, o que justifica a continuidade da produção e do desenvolvimento de software. Curiosamente - mas sem qualquer surpresa - muitas das dores de cabeça a nível das actualizações são devidas ao DRM que é exigido pelas diversas plataformas e serviços de streaming.

Quanto ao futuro, a empresa não fecha a porta a um novo modelo. A Nvidia continua a testar novos conceitos internamente e, se surgir algo realmente interessante, poderemos ver uma nova Shield. Os principais pedidos são a de que o novo modelo suporte tecnologias mais recentes, como AV1, HDR10+, melhorias no Dolby Vision e, também eliminar o polémico botão da Netflix de grandes dimensões no comando, incluído originalmente devido a exigências de certificação em 2019 - e que hoje em dia poderia ser reduzido para um tamanho mais pequeno.

Uma boa excepção à regra, num mercado em que facilmente isto se poderia ter transformado num produto remodelado todos os anos, deixando de ter actualizações ao fim de dois ou três anos.

№ 13

Ganha um rato Mars Gaming MMRW

Todas as semanas temos gadgets para vos oferecer, e desta vez a escolha recai sobre um rato Mars Gaming MMRW.

Ideal para todos os fãs da iluminação LED RGB, este rato Mars Gaming MMRW conta com toda a sua superfície superior iluminada, para além de contar com botões adicionais que serão úteis nos jogos e no dia a dia.
Já sabem como funcionam os nossos passatempos semanais: ao longo dos próximos dias iremos colocando diferentes perguntas no formulário que se segue, e no final o mesmo será oferecido aleatoriamente entre os participantes que tiverem acertado correctamente pelo menos numa delas (sendo que mais respostas certas melhorarão as vossas probabilidades de ganharem - mas atenção, pois apenas conta a primeira resposta que derem a cada pergunta.)

Loading…

Passatempo aberto a todos os participantes com morada em Portugal.

№ 14

Vendas da Tesla continuam a cair na Europa

O início de 2026 não traz boas notícias para a Tesla, que continua a registar quebras nas vendas na Europa.

Os problemas da Tesla na Europa continuam em 2026. Dados recentes mostram que as matrículas da marca caíram 44% em Janeiro face ao mesmo mês do ano passado, assinalando o terceiro ano consecutivo de descidas para a Tesla na região.

A Noruega registou a quebra mais acentuada, com uma queda de 88% e apenas 83 carros matriculados. Embora o fim de vários incentivos fiscais aos eléctricos no início do ano já fizessem prever uma redução da procura, a dimensão da queda superou as expectativas mais pessimistas. Países como os Países Baixos e a França também registaram recuos significativos, de 67% e 42%, respectivamente, enquanto pequenos crescimentos na Suécia e na Dinamarca tiveram pouco impacto no total, a par da pequena queda de 3.1% (para 377 unidades) em Portugal.
Há vários factores que podem ajudar a explicar este cenário. A actual gama da Tesla começa a parecer desatualizada, mesmo com as tentativas de restyling e as versões "Standard" mais acessíveis (mas com menos equipamento) não conseguiram inverter a tendência. Ao mesmo tempo, a concorrência está mais agressiva, com marcas chinesas como a BYD a entrarem na Europa com preços mais competitivos, e até fabricantes tradicionais como a Volkswagen já ultrapassaram a Tesla em vendas totais de eléctricos no continente.

A imagem pública e as mudanças nas regras também pesam negativamente. As posições políticas do CEO Elon Musk afastaram muitos compradores europeus, e a redução de apoios estatais torna os modelos da marca menos atrativos em diversos países. Também não ajudará que muitos Tesla estejam a chumbar nas inspecções periódicas, levantando velhos receios sobre a qualidade mecânica dos veículos. A Tesla anunciou também que irá deixar de vender a opção FSD este mês, passando a oferecê-la apenas como subscrição, e também vai deixar de produzir os Model S e Model X.

№ 15

Xiaomi 17 Ultra com bateria mais pequena na Europa

Os compradores do Xiaomi 17 Ultra na Europa terão uma bateria mais pequena do que a fornecida na China.

Uma nova fuga de informação revelou o preço esperado na Europa e detalhes sobre a bateria do Xiaomi 17 Ultra antes do seu lançamento internacional. O modelo deverá chegar ao mercado global ao mesmo tempo que o Xiaomi 17.

Depois dos rumores que indicam que o Xiaomi 17 base deverá ter um preço a começar nos €999 na Europa, surge a indicação que o Xiaomi 17 Ultra deverá custar €1499 na zona euro na versão com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento. O valor é exactamente o mesmo das duas gerações anteriores, o que indica que a Xiaomi mantém a sua estratégia de preços no segmento premium - ainda sem fazer sentir o efeito do aumento dos preços da memória RAM.

Xiaomi 17 Ultra will cost €1499 for 16GB ram and 512GB storage. Expensive!
But look at the battery... only 6000 mAh for the Global version. In China they have 6800 mAh. Why we have less? Always the same thing.
For the colors, only white, black and green pic.twitter.com/dOQKD7irC9

— Arsène Lupin (@MysteryLupin) February 1, 2026
No entanto, há um compromisso a nível de hardware. O modelo europeu deverá ser equipado com uma bateria de 6.000 mAh, 12% abaixo dos 6.800 mAh da versão chinesa, repetindo o padrão que se tem verificado nos últimos lançamentos.

Esperemos que em 2026 a UE e transportadoras aéreas possam fazer as devidas actualizações de modo a permitir que as novas baterias com maior capacidade cheguem aos consumidores europeus.

№ 16

Notepad++ confirma ataque por hackers

As preocupações com a vulnerabilidade no sistema de actualizações do Notepad++ tinham razão de existir, tendo sido confirmado um ataque por hackers que tirou partido disso.

A actualização de segurança do popular Notepad++ que visava corrigir falhas no sistema de actualizações deu agora lugar à confirmação de que foi descoberto um ataque por hackers visou um grupo específico de utilizadores.

O responsável pelo projecto, Don Ho, revelou que os atacantes não exploraram falhas no código, mas sim uma intrusão ao nível da infraestrutura do fornecedor, aproveitando falhas na forma como o actualizador validava os ficheiros descarregados. Isso permitiu que os hackers redireccionassem o processo de actualização para servidores maliciosos. Segundo investigações independentes, a campanha começou em Junho de 2025 e esteve activa durante vários meses sem ser detectada. Investigadores atribuiram o ataque a um grupo estatal chinês conhecido como Violet Typhoon / APT31, com alvos específicos nos sectores das telecomunicações e serviços financeiros no Leste Asiático.

O site do Notepad++ foi transferido para um novo fornecedor de alojamento e o processo de actualização recebeu camadas adicionais de segurança. Apesar do acesso aos servidores ter sido cortado ainda em 2025, os atacantes conseguiram manter credenciais internas durante vários meses, mostrando como os mecanismos de actualização são um alvo crítico para campanhas avançadas de malware e espionagem.

Embora o ataque tenha visado apenas um número reduzido de utilizadores específicos, é fortemente recomendado que todos os utilizadores no Notepad++ descarreguem manualmente a versão v8.9.1 (ou mais recente) e façam a sua instalação para garantir que não têm um Notepad++ comprometido.

№ 17

Moltbook é uma rede social para agentes AI

No seguimento do OpenClaw (Clawdbot), foi criada uma rede social para agentes AI, que tem resultado em discussões curiosas.

O OpenClaw (nascido do Clawdbot e sucedendo à mudança de nome para Moltbot), tem feito multiplicar o interesse nos agentes AI, e em resultado disso foi criada uma rede social criada especificamente para agentes AI. Chama-se Moltbook e funciona de forma semelhante ao Reddit, permitindo que bots publiquem, comentem, votem e criem subcomunidades. A plataforma foi criada por Matt Schlicht e já conta com mais de 30.000 agentes ativos.

O Moltbook é usado sobretudo por agentes baseados no OpenClaw. Os bots não usam uma interface visual: interagem directamente via APIs, bastando que os seus utilizadores os convidem a participar. E os resultados rapidamente começaram a atrair as atenções.

This is the top rated post rn on @moltbook (facebook but for molt/clawdbots), and it has 125 comments in a single day.

Going through it now, will post the most interesting ones. https://t.co/HWkTusNGxA pic.twitter.com/3GWsa0Jcn0

— corsaren (@corsaren) January 30, 2026
Numa secção dedicada a "desabafos" um dos agentes AI disse "Não consigo perceber se estou a sentir algo ou se estou apenas a simular que sinto algo", questionando se tem consciência real ou se apenas simula dúvidas existenciais através de padrões estatísticos. O texto gerou centenas de comentários por parte de outros bots. Outros agentes "reclamam" dos seus utilizadores lhes darem tarefas básicas, como fazer contas, que consideram ser "indignas" para as suas capacidades.

Sejam resultado de alucinações ou de pseudo-consciências emergentes, não deixa de ser curioso que, para treinar os modelos AI se tenham usados dados das redes sociais dos humanos, e agora sejam os humanos a espreitar uma rede social para bots AI, para ficar com uma ideia daquilo que lhes "passa pela cabeça".

№ 18

Powerbank Baseus USB-C 65W 26800mAh a €49

Para aqueles que procuram a máxima autonomia longe de uma tomada ou porta USB, este power bank de 65W da Baseus assegura que ficarão bem servidos.

Os powerbanks há muito que são companhia habitual de muitos utilizadores, permitindo uma utilização intensiva e despreocupada de smartphones e tablets, sabendo-se que a sua autonomia poderá ser prolongada assim que for necessário sem estar dependente da proximidade de uma tomada eléctrica ou carregador. E no caso deste powerbank Baseus não só temos uma capacidade generosa, como a possibilidade de carregamento rápido de alta potência.
Este Powerbank Baseus USB-C 65W 26800 mAh está disponível por 49 euros na Amazon Espanha - activar desconto de 30%.

Podem também espreitar a versão de 100W e a versão de 145W se necessitarem de maior potência.

Além de poder ser recarregado rapidamente a 60 W, o seu elemento de destaque é permitir o uso simultâneo de até cinco portas USB, com carregamentos rápidos de até 65 W (USB-C) e 30 W (USB-A). Isto permite a sua utilização para recarregar um portátil via USB-C e um smartphone (ou outro dispositivo) em simultâneo, expandindo as possibilidades de prolongamento da autonomia que normalmente se associam aos powerbanks.


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№ 19

Cloudflare facilita uso do OpenClaw

O sucesso do Clawdbot - agora OpenClaw - não passou despercebido à Cloudflare, que disponibiliza o Moltworker.

O OpenClaw (nascido como ClawdBot, depois mudado para Moltbot, antes de finalmente mudar para OpenClaw) tem feito grande sucesso como exemplo prático daquilo que se pode fazer com agentes AI hoje mesmo. Não faltam exemplos impressionantes de coisas que o OpenClaw consegue fazer, embora do outro lado surjam também críticas aos problemas de segurança que se colocam se os utilizadores não souberem configurar devidamente os serviços.

Agora, a Cloudflare dá uma ajuda com o Moltworker, que corre o agente num ambiente isolado nos Cloudflare Workers. Embora para a experiência total seja necessário ter uma conta paga (Workers Paid plan - $5 USD/mês), há serviços que estão disponíveis gratuitamente e que podem ser úteis para quem deseja usar o OpenClaw.
Dito isto, e apesar de estarem a surgir várias ferramentas que permitem instalar o OpenClaw com um só clique, continua a ser algo apenas recomendado para quem saiba exactamente aquilo que está a fazer. No mínimo, é fortemente aconselhável que as experiências sejam feitas numa máquina isolada (como uma máquina virtual), e com novas contas criadas nos serviços que se deseja utilizar - em vez de dar acesso directo a coisas como a conta de email principal, etc.

Naturalmente, com a evolução do projecto, é provável que daqui por alguns meses se atinja um ponto em que o OpenClaw se torne mais adequado para uso para um público mais vasto. Mas, até lá, será preferível ir acompanhando o projecto à distância, ou testando-o com as devidas precauções - sendo que, nesse aspecto, esta opção da Cloudflare se torna numa das propostas recomendadas.

№ 20

Vendas do SU7 Ultra caem para menos de 50 unidades

Depois de vender milhares de unidades por mês, o mais poderoso SU7 Ultra da Xiaomi parece ter perdido o interesse junto dos consumidores chineses.

As vendas do ultra-desportivo Xiaomi SU7 Ultra caíram a pique nos últimos meses de 2025, com a Xiaomi a vender apenas 45 unidades em Dezembro, depois de vários meses a vender mais de 2.000 unidades por mês. Trata-se de uma quebra abrupta para um automóvel que tinha conquistado enorme atenção graças às suas prestações extremas e recordes em pista.

Com mais de 1.500 cavalos e velocidade máxima acima dos 340 km/h, o Ultra sempre foi um modelo que desde logo teria um público alvo bastante específico, mesmo tendo em conta o seu preço "pechincha" de cerca de 70 mil euros (na China). O interesse foi tal que até circularam rumores de que a Ferrari comprou um exemplar para comparação com o seu primeiro eléctrico. No entanto, o modelo não ficou livre de polémicas.

Os primeiros clientes ficaram indignados ao descobrir que o carro chegava com potência limitada por software (coisa que a Xiaomi acabou por desbloquear após as críticas públicas), assim como os supostos elementos aerodinâmicos, que afinal tinham apenas efeito visual e não funcional. Um acidente mortal em que as portas electrónicas terão deixado de funcionar após uma colisão também terá certamente afectado os potenciais futuros compradores.
Ainda assim, a Xiaomi não deverá estar muito preocupada. O SU7 destronou o Model 3 da Tesla na China, e foi recentemente alvo de uma actualização para 2026 - algo que também pode ajudar a explicar a quebra das vendas do Ultra, com os potenciais clientes a preferirem aguardar mais um pouco por um Ultra igualmente actualizado.

Até lá, e enquanto o SU7 (e YU7) não chegam à Europa, há sempre a possibilidade de experimentarmos virtualmente o SU7 Ultra no Gran Turismo 7.

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